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1 FP103 – FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL: PROCESSOS DE ATENÇÃO À DIVERSIDADE TRABALHO CONV. ORDINÁRIA INDICAÇÕES GERAIS: O trabalho dessa disciplina consiste em um estudo de caso que contribui para o desenvolvimento da capacidade de direcionar o processo formativo de alunos com necessidades educacionais especiais, de acordo com o roteiro apresentado. O trabalho deve ser realizado em grupos de 4 a 5 alunos. Deve cumprir os seguintes requisitos formais: • Extensão: de 5 a 10 páginas (sem contar as instruções, os enunciados, a bibliografia nem os anexos –se houver–). • Tipo de letra: Arial. • Tamanho: 11 pontos. • Entrelinhas: 1,5. • Alinhamento: justificado. O trabalho deve ser realizado nesse documento Word seguindo as normas de apresentação e edição quanto a citações e referências bibliográficas (ver o Guia de Estudo). A entrega deve ser feita seguindo os procedimentos descritos documento de avaliação da disciplina e em hipótese alguma deve ser entregue através do e-mail do professor ou professora correspondente. Por outro lado, lembramos que existem alguns critérios de avaliação, que é de suma importância que os alunos sigam. Para mais informações, consulte o documento de avaliação da disciplina. 2 Trabalho Vocês atuarão como uma equipe docente de um centro educativo e fazer uma proposta para o processo de formação de um aluno com necessidades especiais. Para isto, vocês deverão seguir o seguinte roteiro: Atividade 1 Selecionar um caso que relate a participação de pessoas com deficiência, de qualquer faixa etária, com base nas seguintes opções: • Crianças pré-escolares e escolares que frequentam instituições especiais. • Crianças, adolescentes e jovens que frequentam instituições de educação geral. • Crianças, adolescentes e jovens fora do sistema educacional. Atividade 2 Elaborar a estratégia do estudo do caso que implica as ações a seguir: I. Determinar o objetivo do estudo de caso. II. Determinar o tipo de informação a ser coletada, que inclui basicamente os objetivos relacionados a seguir e para os quais os indicadores correspondentes devem ser especificados. − Objetivo 1: Avaliar o desenvolvimento somático desde a etapa pré-natal até a atualidade. − Objetivo 2: Determinar as condições da educação familiar. − Objetivo 3: Determinar as características do desenvolvimento psicológico. − Objetivo 4: Determinar as particularidades da aprendizagem (escolar ou não escolarizado). − Objetivo 5: Caracterizar a educação recebida. III. Selecionar os informantes para o estudo de caso (pessoas dos diferentes contextos de vida). − Elaborar os instrumentos da pesquisa. Escolher instrumentos existentes, adaptá-los ou criá-los. Incluir algum exemplo dos instrumentos aplicados (anexos). − Aplicar os instrumentos da pesquisa, pelo menos um. Argumentar o acesso ao campo. Detalhar o modo de recolhida dos dados. Delimitar o contexto físico, social e interpessoal. 3 Especificar as decisões para controle posterior. Compilar os resultados dos produtos da atividade. − Argumentar o diagnóstico, a partir da integração das informações obtidas no caso e da preparação dos agentes educacionais para aprimorar o seu desenvolvimento. − Organizar o processo de treinamento para um ou mais dos seguintes espaços: escola, família, trabalho ou comunidade. Atividade 3 Elaborar texto escrito contendo os seguintes elementos: • Introdução com referência aos fundamentos teóricos. • Desenvolvimento que contém a metodologia utilizada, a descrição do caso e a projeção do processo de treinamento. • Conclusões, referências bibliográficas e anexos. Nota: na construção do texto, a profundidade interpretativa e o uso adequado da língua devem prevalecer. Os dados devem ser documentados e ilustrados com exemplos específicos, registros concretos e transcrições textuais. Muito importante: Na capa que aparece na página seguinte, devem indicar-se os dados pessoais que se detalham e o título do trabalho (o trabalho que não cumpra as condições de identificação não será corrigido). Após a capa, deve-se incluir o Índice do trabalho. Nome e sobrenome (s): ROZIANA LIMAS ANDREIA PIRES DE MORAES NAILDE DA SILVA Código: BRFPMME5041734 BRFPMME4694422 BRFPMME5537054 Curso: FP103 – FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL: PROCESSOS DE ATENÇÃO À DIVERSIDADE Grupo: 122 Data:15/09/2024 4 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...............................................................................................................5 OBJETIVOS...................................................................................................................5 1. JUSTIFICATIVA.........................................................................................................6 2. ESTUDO DE CASO...................................................................................................7 3. OBJETIVOS DO ESTUDO DE CASO........................................................................7 3.1 Objetivo 1: Avaliar o desenvolvimento somático desde a etapa pré-natal até a atualidade.......................................................................................................................8 3.2 Objetivo 3: Determinar as características do desenvolvimento psicológico.............9 3.3 Objetivo 4: Determinar as particularidades da aprendizagem..................................9 3.4 Objetivo 5: Caracterizar a educação recebida..........................................................9 4. INSTRUMENTO DE PESQUISA (ENTREVISTA)......................................................9 5. METODOLOGIA.......................................................................................................10 6. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS.............................................................................10 CONCLUSÕES.............................................................................................................11 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................................................12 5 INTRODUÇÃO O princípio da Dignidade da Pessoa Humana estabelecido no artigo 1º, inciso III, da Constituição da República Federativa do Brasil (CRFB/88), tem extrema relevância, pois guarda valor fundamental da garantia mínima para a vida em sociedade de todos os seres humanos. Nesse sentido, a justiça garante aos portadores de necessidades especiais dignidade, pois a interpretação do mesmo deve garantir o mínimo para uma vida digna em sociedade, buscando sempre desenvolver suas habilidades extraordinárias as quais necessitam de profissionais habilitados com intuito de proporcionar independência e segurança, caso contrário, gera grandes problemas futuros, pois os mesmos quando atingem à maioridade, a maioria não são considerados aptos para se inserirem na sociedade e dessa forma, causam sofrimento psicológico para familiares ficando as margens da ignorância da sociedade, que não está apta a conviverem com pessoas diferentes, com habilidades distintas e com certas restrições. A CRFB/88, assegura em seu artigo 5º, o princípio da isonomia, o qual é um dos alicerces da nossa carta magna, uma das diretrizes que deve fazer parte da vida dos seres humanos sem distinção, desde o nascimento até a morte. Assim sendo, ao apontar valores esse princípio alicerça o artigo 208 da CRFB/88, que estabelece o dever do Estado com a educação afirmando em seu inciso III e exigindo atendimento especializado para portadores de deficiência. Desse modo, as instituições de ensino público têm o dever de garantir educação de qualidade, igualitária, inclusiva para os portadores de qualquer tipo de deficiência, confirmando o compromisso do sistema jurídicode não deixar desamparados os seres humanos que necessitam de algum atendimento especializado e individualizado. Nesse sentido, Geraldo Ataliba afirma que “Os princípios são linhas mestras, os grandes nortes, as diretrizes magnas do sistema jurídico. Apontam os rumos a serem seguidos por toda a sociedade e são obrigatoriamente perseguidos pelos órgãos do governo (poderes constituídos)”. Destarte, os princípios protegem todos e garante o tratamento igualitário principalmente na educação para os portadores de necessidades especiais. OBJETIVOS Para isso, torna-se essencial a introdução de profissionais com qualificações múltiplas tendo como objetivo geral: educadores que respeitem seres humanos sem se importar com raça, cor, religião, deficiência. Possuir capacidade de formar uma geração coerente com a realidade, tolerante e principalmente munido de um raciocínio crítico, com fortes ideias sem importar as suas necessidades, pois elas jamais podem dividir seres humanos mesmo que possuem complexidades intelectuais distintas, para tanto, as escolas devem contratar diretores, educadores que façam a diferença na sociedade, assegurando a garantia de uma cultura segura onde se incluem a liberdade de pensamento, expressão e crença. Diante do exposto acima descrito, pode se dizer que a cultura não é apenas um conjunto de tradições e valores, todavia, é uma força ativa que deve ser usada para proteger e principalmente preservar as liberdades individuais e coletivas garantidas na CF/88. Objetivos específicos dos educadores para as escolas oferecerem uma educação igualitária de qualidade vem de encontro com o que foi afirmado na lei de Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, MEC/2008 6 Possuir capacidade de reaprender, quebrar paradigmas, superar a mediocridade do sistema educacional propondo discursões em sala de aula sobre o processo pedagógico, sobre o curriculum, sobre métodos de ensino trocar informações com os verdadeiros interessados, os alunos especiais. Possuir poder de esvaziar-se da intolerância social para respeitar o ser humano como único e especial, possuindo capacidade de dialogar com os alunos especiais sobre os métodos adequado para cada aluno e que seja capaz de ensinar esses aprendizes construírem pensamento crítico. Oferecer conteúdo atraentes, divertido e acessível, baseado nos valores morais os quais nos direcionaram ao logo das nossas vidas. Possuir capacidade de serem resilientes, defensores da igualdade social sem importar as suas necessidades; Contratar diretores, educadores vazios do seu ego usando sua criatividade abdicando do sistema carcerário das escolas que praticam a repetitividade destruindo a criatividade dos alunos “especiais”, de se expressarem livremente; Possuir poder de mudar seus pensamentos e transferirem seus conhecimentos “in loco” para formarem alunos pensantes transformando a mediocridade da cultura da intolerância, do medo, da discriminação impactando a sociedade com seres humanos inteligentes e excluídos da teia do inter-relacionamento por possuírem características distintas dos gritantes defeitos dos que se dizem normais. 1. JUSTIFICATIVA Diante a este encaminhamento a educação faz um árduo caminho na luta pela inclusão, das pessoas com Necessidades Educacionais Especiais (NEE), onde resgatam e reforçam o sentimento humano, na luta da educação para todos, independentemente de qualquer condição natural ou adquirida; pois têm surgido muitos paradigmas sobre qual melhor maneira destas pessoas serem alcançadas através da educação podendo desenvolver suas habilidades e aprendizado para avida inteira. Segundo a Declaração de Salamanca (UNESCO, 1994, P.6), “Existe o consenso crescente de que as crianças e jovens com necessidades educativas especiais devem ser incluídos nas estruturas educativas destinadas a maioria das crianças, jovens oque conduziu ao conceito da escola inclusiva”. As pessoas com Necessidades Educacionais Especiais - NEE, não devem ser retirados o direito de ser trabalhar em grupo, para melhorar o desenvolvimento de suas competências gerais, como trabalho em grupo, comunicação oral e escrita, o uso de tecnologias da informação, a comunicação e habilidade intelectual para o sucesso da aprendizagem; independentemente das suas necessidades, em nossa pesquisa estamos tratando de uma aluna com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Com isso, nossa pesquisa traz a necessidade de rever esses valores, posturas, concepções para chegarmos ao Ápice, que é mudar. Pois o preconceito e a discriminação trás para os alunos a sensação de viver em uma sociedade repleta de diversidade: étnico-racial, religiosa, cultural, em outros. 7 Sanches (2005), afirma que gerar uma escola inclusiva se constitui em um grande desafio da educação atual. Segundo a autora, vivenciar uma educação inclusiva “Leva a escola a responsabilidade de excluir para incluir e de educar a diversidade dos seus públicos, numa perspectiva de sucesso de todos, pois cada um, independentemente dá sua cor, raça, cultura, religião, deficiência mental, psicológica ou física”. (Sanches,2005. P.128). Com tudo, em todos os momentos, se faz necessário compreender, que para conseguimos vivenciar essa mudança, a escola precisa ser um espaço democrático, que humanize a aprendizagem e assegure o desenvolvimento de todos os alunos. De acordo com o MEC, (2007, p.7), é preciso, “uma escola que veja o estudante em seu desenvolvimento como criança, adolescente e jovem em crescimento biopsicossocial, que considere seus interesses dos seus pais, suas necessidades, potencialidades, seus conhecimentos e sua cultura”. Nossa pesquisa relata a luta da inclusão dos alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e no combate contra o preconceito, buscando conhecimento, desenvolvendo estratégias de avanços sociais através da educação, estratégias essa que ajudem a transformação do ambiente escolar, em um espaço de inclusão, que não atenda só aluna Vitoria, mas todos os alunos com necessidades educacionais especiais. A deficiência é subdividida em quatro modalidades principais: física, psíquicas, sensoriais e intelectual com tudo, em nossa pesquisa encontramos as limitações de mobilidade, habilidade motora reduzidas e diversidade funcional física, o termo que privilegia o movimento da vida independente das dificuldades existentes. 2. ESTUDO DE CASO Vitória Gonsalves Dias,6 aos 9 anos, é estudante da Fase Escolar e cursa o terceiro ano do ensino fundamental na E. E. básica municipal Manoel Prudêncio Martins e Santa Catarina. Vitoria foi constatada com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para chegara essa constatação os educadores fizeram uso do Instrumento de Identificação de Crianças com Necessidades Especiais (Mendes, et al., 1999). Para incluir de forma adequada a aluna Vitória em todas as atividades educacionais lúdicas a Instituição Especial Assistência e Promoção Social. Criar um ambiente escolar seguro e tranquilo, que minimize estímulos excessivos que possam sobrecarregar sensorialmente o aluno autista. Isso pode incluir ajuste na iluminação, no barulho e na disposição da sala de aula. A aluna Vitória tem conseguido participar de todas as atividades educacionais e lúdicas rotineiras, incluindo as atividades esportivas, artísticas, pedagógicas e voltadas para o desenvolvimento psicomotores implementados pela Instituição Especial Assistência e Promoção Social de Santa Catarina. As medidas de inclusão para a aluna Vitória foram, portanto, consideradas bem- sucedidas por todo o corpo docente ao analisar o progresso da aluna após adoção das medidas simples para incluí-la de forma adequada e adaptada às suas necessidades e têm demonstrado mais alegria. 8 3. OBJETIVOS DO ESTUDO DE CASO Este estudo de caso sobre a aluna Vitoria foi realizado com o objetivo de compreenderas ações simples como a implementação de equipamentos adequados para as necessidades dos alunos pode ou não gerar melhoria pedagógica para o aluno e para o ambiente escolar. Manter uma comunicação constante com os pais ou responsáveis, para que a escola e a família trabalhem juntas no desenvolvimento da aluna Vitória. A família pode fornecer informações valiosas sobre como a aluna aprende e reage a diferentes situações. 3.1 Objetivo 1: Avaliar o desenvolvimento somático desde a etapa pré-natal até a atualidade. Vitória Gonsalves Dias,6 aos 9 anos, é estudante da Fase Escolar e cursa o terceiro ano do ensino fundamental na E. E. básica municipal Manoel Prudêncio Martins e Santa Catarina. Período pré-natal: A gestação foi acompanhada, durante todo o período, por um médico obstetra. Ao longo da gravidez foram realizados exames rotineiros e não foi constatada nenhuma anomalia com o bebê. Durante a gestação a mãe sofreu com diabete e preção alta, foi considera uma gestação de risco. Teve que ser feito uma cesariana de emergência, a mãe foi para a UTI por pré- eclâmpsia. Vitória ficou sobre cuidados de seu pai e sua família. Os familiares de vitória notando algo de diferente na menina, marcaram uma consulta para verificar se estava tudo certo com a menina. Na consulta a médica pediatra detectou que a menina nasceu com sopro no seu coração. Primeira infância (0-3 anos): No período da primeira infância, os familiares perceberam que vitória apresentava dificuldade para andar, falar, eles tentaram ajudar médica pelo Sistema Único de Saúde (SUS), porém, não obtiveram êxito, pois era muito sedo para ter um diagnóstico. Fase pré-escolar (3-6 anos): Quando a Vitória começou a frequentar a educação infantil, as professoras notaram que Vitória tinha algo de diferente. Vitória tinha dificuldade de locomoção e dificuldade de falar e comunicar com os professores e colegas de sala. Tinha dificuldade em ficar na sala, gritava muito e fugir e se a porta ficasse aberta. Sobre o relato da professora a mãe procurou novamente a pediatra para saber o que fazer. Na consulta com a pediatra ela encaminhou a Vitória Ao neuropediatra. Durante as consultas com neuropediatra, identificando possíveis comportamento e característica associadas ao TEA. DIAGNÓSTICO: CID.F84 Transtorno do Espectro Autista (TEA). Fase escolar (6-9 anos): A aluna vitória, atualmente com 9 anos, A discente melhorou o comportamento com os colegas e no aprendizado, pois, os professores, assim que observaram a dificuldade, 9 fizeram o uso do Instrumento de Identificação de Crianças com Necessidades Especiais. Ela teve um grande avanço com ajuda de sua professora 2, da fonoaudióloga, da APAE- Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais e do Projeto Mães Atípica de SC. 3.2 Objetivo 3: Determinar as características do desenvolvimento psicológico. A aluna Vitória tem uma rotina diária, durante a aula necessita da atenção e auxílio para resolver as atividades. Nas demais disciplinas, em determinados momentos, necessita de estímulos da professora para prosseguir em suas atividades de escrita, mas tem demostrado interesse em resolver as atividades, sendo que sempre se esforça para conseguir bons resultados. Em relação à leitura e a escrita, consegue ler e escrever pequenos textos; gosta muito dos livros de história e fica atenta à escuta. Consegue acompanhar a turma, está se desenvolvendo gradualmente no processo da alfabetização. Compreende o sistema de escrita cursiva, mas escreve em caixa alta. 3.3 Objetivo 4: Determinar as particularidades da aprendizagem A aluna Vitória tem dificuldade em interpretar sinais sociais, como expressões faciais, tom de voz e gestos, o que pode tornar complexa a interação com colegas. Ela preferiu brincar ou trabalhar sozinha e tem dificuldade de trabalhar em grupo ou fazer amigos. As mudanças de rotina, como trocas de sala ou modificar o horário de aulas, podem desencadear comportamento de resistência. 3.4 Objetivo 5: Caracterizar a educação recebida A aluna tem recebido a educação pedagógica um professor de apoio, esse profissional atua diretamente com a aluna na sala de aula, auxilia na execução das atividades e na interação social, além de mediar situações que possam causar dificuldades de comportamento ou aprendizado. 4. INSTRUMENTO DE PESQUISA (ENTREVISTA) Foi realizada uma entrevista com os responsáveis pela aluna Vitória com o intuito de compreender o desenvolvimento da estudante até chegar o laudo de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Durante a entrevista, os pais relataram a jornada até chegar à escola. Princípio, como foi relatado pela mãe, a gestação ocorreu de forma de gestação de risco, foram realizados exames rotineiros e o parto foi cesariana de emergência. A situação começou a se tornar mais evidente quando a estudante, no período da primeira infância, demonstrou dificuldade de locomoção e dificuldade de falar e comunicar com os professores e colegas de sala. Os pais relatam que tentaram atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), porém, não obtiveram retorno. Quando a aluna entrou na pré-escola os problemas se agravaram, pois a escola não estava apta para recebê-la, ou seja, a aluna apresentava dificuldade, gerando assim, problemas de aprendizado e de relacionamento com os colegas e a professora. O laudo Transtorno do Espectro Autista (TEA) começou a ser desenvolvido quando Vitória começou a frequentar a Instituição Especial Assistência e Promoção Social de Santa Catarina. Vitória melhorou o seu desenvolvimento cognitivo e comportamental 10 depois que a Instituição especial Assistência e Promoção Social E. E. básica municipal Manoel Prudêncio Martins e Santa Catarina. O primeiro ano da discente na instituição de ensino é acompanhado através de relatórios periódicos do desenvolvimento de Vitória, realizado pelos professores. Nos relatórios são abordadas questões de aprendizagem como, por exemplo, leitura interpretação de pequenos textos, criação de pequenas frases, conhecimentos básicos de matemática, até então, dentro do esperado para o desenvolvimento da aluna. O comportamento da aluna também melhorou, pois, de acordo com os docentes, a aluna que não conseguia interagir com colegas e professores, agora consegue interagir nas aulas e brincadeiras. A aluna continuará sendo acompanhada através de relatórios de desempenho para que se faça possíveis adaptações, caso sejam necessárias. 5. METODOLOGIA A escola é o lugar onde se busca distribuir o conhecimento, como também contribuir de forma efetiva com desenvolvimento integral de todos os alunos e o enfoque de Necessidade Educação Especial, transcende a educação de determinados alunos, para se envolver na educação em geral, já que “leva a identificação das necessidades dos sistemas educativos, das escolas e das salas de aula para promoverem aprendizagem e a participação de todos os alunos e com todos” MEC (2006, p.36).As políticas de integração e de inclusão visam fornecer uma institucionalidade que acolha todas as pessoas com deficiência sem exceções. Com orientação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) traz, nessa perspectiva, as competências gerais; temas como música, repertório, cultural, empatia e cooperação. É imprescindível abandonar ideias enraizadas sobre a educação, (UNESCO 2012), e reorientar os sistemas educacionais para combater a exclusão. Fatos às desigualdades e exclusão persistente nas comunidades sociais de cada país, por outro lado, as relações entre educação, desigualdade e a exclusão nas sociedades contemporâneas são complexas, e a educação também pode ser um meio para diminuir a desigualdade a exclusão; então é preciso que os profissionais da educação inclusiva, seja uma realidade e pensem que, “o desenvolvimento de escolas inclusivas é uma utopia pode ser uma verdade, mas as utopias são necessárias para alcançar um mundomelhor e a educação é um instrumento essencial para transformar a sociedade”(Blanco, 2016, p.21). 6. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 1. Encontro com as famílias e profissionais especializados onde relatam a importância a necessidade da inclusão da Vitória com a escola e a sociedade; 2. Integração e entrevista com famílias com crianças portadoras de alguma NEE; 3. Visitas às escolas públicas tanto da zona urbana e rural para uma conversa com os gestores escolares para compreender como é realizado o trabalho com crianças com NEE na sala regular; 4. Visitas às salas do AEE do município para conversar e observar como se dá acompanhamento das crianças que frequentam estas salas. 11 5. Parceria entre Secretaria de Educação e Assistência Social para assegurar os direitos das crianças referentes a: educação, médicos especializados, saúde da família e assistência familiar; 6. Entrevista com a escola e a família da Vitória, percebendo que um diagnóstico precoce é fundamental para uma criança com alguma necessidade especial, para que possa se desenvolver e viver melhor em sociedade. 7. Monitoramento e observação da Vitória, e percepção das atitudes e evolução citadas por todos os profissionais que a acompanham. Diante do exposto acima descrito pode se afirmar que a legislação estabelece mudanças na abordagem da educação e em específico nas salas de aula para que possam atingir todos os níveis educacionais, não somente para deficientes, pois as mesmas são os locais certo de produzir curiosidade, dúvidas, inquietações e mais, os educadores tem obrigação de atuarem como responsáveis principais na formação do ser humano com integridade e na preparação para a vida em sociedade, para isso, urge a necessidade da transformação das escolas e de todo o sistema educacional incluindo familiares. CONCLUSÃO É importante a compreensão de que a diversidade nos torna não apenas diferentes, mas únicos e, portanto, “não há sentido em buscarmos uma escola homogênea, no que diz respeito aos alunos, materiais, objetivos, conteúdos, avaliações e métodos didáticos.” (Furnier, s.d., p.19). É necessária a compreensão de que o foco da educação inclusiva é contribuir para a redução do processo de exclusão escolar e social, pelo qual passam muitos alunos, seja por situação de desvantagem sociocultural, seja por suas características particulares (necessidades educativas especiais – NEE, classe social, necessidades econômicas)”. (Furnier, s.d., p. 24). E necessário que a escola busque desenvolver uma gestão comprometida com a busca da excelência na qualidade do ensino ofertado e tenha preocupação coma aprendizagem, garantindo a todos o direito a ela e a convivência social, independentemente de qualquer particularidade. Dessa forma, será possível desenvolver um trabalho que transformará as intenções educativas em ações efetivas. Esta abordagem nos traz a necessidade de ver o mundo com outros olhos. Engajados e comprometidos a promover as mudanças necessárias e urgentes que demandam a contemporaneidade. Assim, essa proposta contará com o envolvimento de todos: escola, alunos, famílias e comunidade. Os alunos, principalmente os que possuem necessidades especiais, se sentem parte ativa na sala de aula. Com a realização desta proposta espera-se uma melhora significativa também nos resultados acadêmicos, uma vez que se busca ressignificar a prática docente, procurando uma forma de ensinar que inclua a todos e promova mais e maior interação entre os pares, considerando que é preciso fazer com que os alunos, principalmente os que possuem necessidades especiais, se sintam parte ativa na sala de aula (Funiber, s.d.). 12 É importante compreender que a diversidade nos torna não apenas diferentes, mas únicos e, portanto, “não há sentido buscarmos uma escola homogênea, no que diz respeito aos alunos, materiais, objetivos, conteúdos, avaliações ou métodos didáticos.” (Funiber, s.d., p. 19). REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS MEC. (2007). Secretaria de Educação Básica. Indagações sobre Currículo. Diversidade e Currículo. Brasília. 48p. Mendes, E. G. (1999). A inclusão de alunos com necessidades educativas especiais na rede municipal de ensino regular. Manuscrito não publicado. Universidade de São Carlos. São Carlos. Sanches, I. (2005). Compreender, Agir, Mudar, Incluir. Da investigação – ação à educação inclusiva. Revista Lusófona de Educação, pág.127, 142. UNESCO, (1994). Declaração de Salamanca: Sobre princípios, políticas e práticas na área das necessidades educativas especiais. Salamanca – Espanha. BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 05 de outubro de 1988, 4ª edição São Paulo: Saraiva 1990. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial (SEESP). Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2008. FUNIBER. (S.D.) As TIC na sala de aula. Aplicações didáticas se utilização de recursos.122p. FUNIBER. (S.D.). Fundamentos da Educação Especial: Processos de atenção diversidade. 198p.