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SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO 
 SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO: 
 
 
 
 GONODA: 
 Testículo: 
 Produção do espermatozoide; 
 Envolvido por uma Cápsula de tecido conjuntivo denso: Túnica 
Albugínea; 
o Ela é espessada na superfície dorsal dos testículos para formar 
o mediastino do testículo, do qual partem septos fibrosos. Esses 
septos penetram o testículo, dividindo-o em aproximadamente 
250 compartimentos piramidais chamados lóbulos testiculares 
(Figura 21.1). Esses septos são incompletos, e frequentemente 
há intercomunicação entre os lóbulos. Cada lóbulo é ocupado 
por um a quatro túbulos seminíferos; 
 Túbulos seminíferos: 
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o Se alojam como novelos envolvidos por um tecido conjuntivo 
frouxo rico em vasos sanguíneos e linfáticos, nervos e células 
intersticiais (células de Leydig- produzem testosterona na 
presença de LH); 
o Os túbulos seminíferos produzem as células reprodutoras 
masculinas, os espermatozoides, enquanto as células 
intersticiais secretam andrógeno testicular. Cada testículo tem 
250 a 1.000 túbulos seminíferos que medem 150 a 250 µ.m de 
diâmetro e 30 a 70 cm de comprimento cada um, sendo o 
comprimento combinado dos túbulos de um testículo de 
aproximadamente 250 m. Os túbulos estão dispostos em alças, 
e suas extremidades se continuam com curtos tubos conhecidos 
por túbulos retos. Os túbulos retos conectam os túbulos 
seminíferos a um labirinto de canais anastomosados em forma 
de rede, revestidos por um epitélio simples pavimentoso ou 
cúbico, constituindo a rede testicular no mediastino do testículo. 
Em continuação, aproximadamente 10 a 20 duetos eferentes 
conectam a rede testicular ao início da porção seguinte do 
sistema de duetos - o dueto epididimário ou dueto do epidídimo; 
o A parede dos túbulos seminíferos é formada por várias camadas 
de células denominadas epitélio germinativo ou epitélio 
seminífero; o qual é envolvido por uma lâmina basal e por uma 
bainha de tecido conjuntivo. O tecido conjuntivo, por sua vez, é 
formado por fibroblastos, e sua camada mais interna, aderida à 
lâmina basal, é formada por células mioides achatadas e 
contráteis e que têm características de células musculares lisas. 
As células intersticiais ou de Leydig se situam nesse tecido 
conjuntivo e ocupam a maior parte do espaço entre os túbulos 
seminíferos; 
o O epitélio seminífero é formado por duas populações distintas de 
células: 
 Células de Sertoli: 
-São elementos essenciais para a produção de 
espermatozoides. Elas são piramidais, sendo que a sua 
superfície basal adere à lâmina basal dos túbulos e suas 
extremidades apicais estão no lúmen dos túbulos; 
- O citoplasma das células de Sertoli não é visto com 
facilidade, e, por isso, os limites dessas células são mal 
definidos. Uma das causas dessa dificuldade são os 
numerosos recessos formados na superfície das células. 
Esses recessos têm grande importância, pois as células 
da linhagem espermatogênica se alojam neles e passam 
pelo processo de meiose e pela maturação final que 
termina com a formação dos espermatozoides; 
- Células de Sertoli adjacentes são unidas por junções 
ocludentes encontradas nas suas paredes basolaterais, 
formando uma barreira chamada barreira 
hematotesticular; 
- As espermatogônias permanecem no compartimento 
basal situado abaixo da barreira. Esse compartimento é 
contínuo com o tecido conjuntivo e, portanto, comunica-
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se com o resto do organismo. Algumas das células que 
resultam da divisão de espermatogônias atravessam 
essas junções e ocupam o compartimento adluminal, 
situado sobre a barreira, e iniciam a espermatogênese. 
Espermatócitos e espermátides, portanto, ocupam o 
compartimento adluminal. Essas células se localizam em 
recessos das paredes laterais e do ápice das células de 
Sertoli, enquanto os flagelos das espermátides formam 
tufos que se estendem para o lúmen dos túbulos. Os 
espermatozoides são provavelmente libertados dos 
recessos por movimentos do ápice das células de Sertoli, 
com a participação de microtúbulos e microfilamentos; 
- As células de Sertoli em mamíferos não se dividem 
durante a vida sexual madura. Elas são extremamente 
resistentes a condições adversas como infecções, 
desnutrição e radiações e têm uma taxa muito melhor de 
sobrevivência depois dessas agressões que as células da 
linhagem espermatogênica; 
- Funções: Suporte, proteção e suprimento nutricional 
dos espermatozoides em desenvolvimento (Essa rede 
de células é apoiada fisicamente por reentrâncias do 
citoplasma das células de Sertoli. Como os 
espermatócitos, as espermátides e os espermatozoides 
são isolados do contato direto do plasma pela barreira 
hematotesticular, essas células dependem das células de 
Sertoli para a troca de nutrientes e metabólitos. A barreira 
formada pelas células de Sertoli também protege os 
espermatozoides de ataque imunológico)/ Fagocitose 
(Durante a espermiogênese, o excesso de citoplasma das 
espermátides é liberado sob a forma de corpos residuais. 
Esses fragmentos de citoplasma são fagocitados e 
digeridos por células de Sertoli) / Secreção (As células de 
Sertoli secretam continuamente nos túbulos seminíferos 
um fluido que é transportado na direção dos duetos 
genitais e é usado para transporte de espermatozoides. A 
secreção de uma proteína ligante de andrógeno (ABP) 
pelas células de Sertoli é controlada por hormônio 
foliculoestimulante e por testosterona, servindo para 
concentrar testosterona nos túbulos seminiferos, onde ela 
é necessária para estimular a espermatogêncse. Células 
de Sertoli podem converter testosterona em estradiol e 
também secretam um peptídio chamado inibina, que 
suprime a síntese e a liberação de FSH na hipófise)/ 
Produção do hormônio antimülleriano (O hormônio 
antimülleriano é wna glicoproteína que age durante o 
desenvolvimento embrionário para promover a regressão 
dos duetos de Müller (duetos paramesonéfricos) em fetos 
do sexo masculino e induzir o desenvolvimento de 
estruturas derivadas dos duetos de Wolff' (duetos 
mesonéfricos)) / Barreira hematotesticular (Os capilares 
sanguíneos dos testículos são do tipo fenestrado e 
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possibilitam a passagem de moléculas grandes. No 
entanto, a existência de uma barreira entre o sangue e o 
interior dos túbulos seminíferos explica por que são 
achadas poucas substâncias do sangue no fluido 
testicular. As espermatogônias têm livre acesso a 
substâncias encontradas no sangue. As junções 
ocludentes entre as células de Sertoli, entretanto, formam 
uma barreira à passagem de moléculas grandes pelo 
espaço entre elas. Assim, as células de etapas mais 
avançadas da espermatogênese são protegidas de 
substâncias do sangue, de agentes nocivos e 
provavelmente de reconhecimento imunológico por 
linfócitos); 
 Células da linhagem espermatogênica: 
- a função é produzir espermatozoides e se originaram do 
saco vitelino do embrião. Neste local as células proliferam 
e colonizam a gônada, originando células denominadas 
espermatogônias); 
 
 Os testículos se desenvolvem em posição retroperitoneal, na parede 
dorsal da cavidade abdominal. Durante o desenvolvimento fetal, eles 
migram e se alojam na bolsa escrotal e ficam suspensos na 
extremidade do cordão espermático. Por causa da migração, cada 
testículo arrasta consigo um folheto do peritônio, a túnica vaginal. Esta 
túnica consiste em uma camada parietal exterior e uma camada visceral 
interna, que recobrem a túnica albugínea nas porções laterais e anterior 
do testículo. A bolsa escrotal tem um papel importante na manutenção 
dos testículos a uma temperatura abaixo da intra-abdominal; 
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