Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE DO GRANDE RIO PROF. JOSÉ DE SOUZA HERDY 
ESCOLA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE. 
 
 
 
 
 
 
Ester de Matos Silva Garcia (2645340) 
 Deysiane da Rocha Oliveira 2643727 
 Camila Montezana V da Silva (4007743) 
Rafaele Ribeiro Dutra (0103780) 
Yasmin Nascimento da silva Ribeiro (2634883) 
 Hugo Lopes Casaca (2647747) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Barra da Tijuca - RJ 
2025
 
 
Ester de Matos Silva Garcia (2645340) 
 Deysiane da Rocha Oliveira 2643727 
 Camila Montezana V da Silva (4007743) 
Rafaele Ribeiro Dutra (0103780) 
Yasmin Nascimento da silva Ribeiro (2634883) 
 Hugo Lopes Casaca (2647747) 
 
 
 
 
 
 
Análise Farmacocinética, Farmacodinâmica, Segurança e Interações 
Medicamentosas: Fármacos Ativos no SNC e SNA 
 
 
 
 
 
 
Disciplina: Farmacologia Geral 
Professora: Thayna da Silva Ramos 
Curso: Noturno | Sexta-feira 
 
 
 
 
 
Barra da Tijuca - RJ 
2025 
 
 
 
Resumo 
O presente trabalho analisa, discute e compara quatro medicamentos amplamente 
utilizados em condições clínicas relacionadas ao Sistema Nervoso Central (SNC) e 
Sistema Nervoso Autônomo (SNA), com foco em suas características farmacocinéticas 
(absorção, distribuição, metabolismo e excreção - ADME), farmacodinâmicas 
(mecanismos de ação e interações), além de implicações clínicas em segurança e 
eficácia. Os medicamentos escolhidos incluem dois representantes do SNC 
(Diazepam, um benzodiazepínico, e Fluoxetina, um inibidor seletivo da recaptação de 
serotonina - ISRS) e dois do SNA (Salbutamol, um agonista beta-2 adrenérgico 
seletivo, e Propranolol, um beta-bloqueador não seletivo). 
A metodologia baseou-se principalmente em uma revisão detalhada da literatura 
científica, utilizando fontes reconhecidas como Goodman & Gilman, Katzung, artigos 
indexados no PubMed e regulamentos oficiais da ANVISA como referência para bulas 
de medicamentos. Esta análise abordou como cada medicamento é absorvido, 
distribuído nos tecidos, metabolizado por vias hepáticas ou extra-hepáticas e 
excretado do organismo, fornecendo uma correlação prática entre teoria 
farmacológica e aplicações clínicas. Além disso, são revisadas as interações 
medicamentosas mais comuns destes agentes tanto dentro de seus sistemas de 
atuação como em relação a outras classes de medicamentos. 
Os resultados destacam que as variabilidades individuais em farmacocinética, como a 
presença de polimorfismos enzimáticos (por exemplo, CYP2D6 e CYP3A4), exigem 
cuidados na aplicação clínica. O estudo também demonstra que a compreensão 
detalhada de parâmetros farmacodinâmicos e das interações medicamentosas é 
crucial para evitar falhas terapêuticas, principalmente em pacientes polimedicados. 
Palavras-chave: farmacocinética, farmacodinâmica, interações medicamentosas, 
SNC, SNA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Introdução 
O sistema nervoso humano é uma rede complexa responsável pela regulação de 
funções motoras, sensoriais e autonômicas que mantêm a homeostase corporal e 
controlam as respostas adaptativas ao meio ambiente. Funcionalmente, ele pode ser 
dividido em duas áreas principais: o Sistema Nervoso Central (SNC), composto pelo 
cérebro e pela medula espinhal, e o Sistema Nervoso Autônomo (SNA), que regula 
funções involuntárias essenciais, como respiração, digestão, pressão arterial e 
batimentos cardíacos. 
Na prática clínica, os medicamentos que agem no SNC e SNA representam 
ferramentas cruciais para o manejo de uma ampla gama de condições médicas. Por 
exemplo, transtornos como ansiedade e depressão, associados ao SNC, são 
frequentemente tratados com medicamentos como os benzodiazepínicos (exemplo: 
Diazepam) e os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS, como a 
Fluoxetina). Já no SNA, agonistas beta-2, como o Salbutamol, e beta-bloqueadores não 
seletivos, como o Propranolol, desempenham papéis fundamentais em condições 
respiratórias e cardiovasculares, respectivamente. 
Apesar de seu amplo uso, o sucesso terapêutico desses medicamentos depende de 
uma análise cuidadosa de seus parâmetros farmacocinéticos e farmacodinâmicos. 
Cada fármaco passa por processos de absorção, distribuição, metabolismo e 
excreção (ADME), que influenciam diretamente sua eficácia clínica e segurança. Além 
disso, fatores como características genéticas individuais, presença de comorbidades e 
a interação com outros fármacos podem alterar significativamente o resultado 
terapêutico. 
Este trabalho tem como objetivo estudar minuciosamente os parâmetros 
farmacocinéticos e farmacodinâmicos de quatro medicamentos representativos nas 
áreas de SNC e SNA, discutir suas implicações clínicas e avaliar estratégias para 
minimizar riscos associados ao seu uso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. Metodologia 
A construção deste trabalho foi fundamentada em uma revisão bibliográfica 
sistemática, utilizando fontes reconhecidas e confiáveis no campo da farmacologia. 
Foram escolhidos quatro medicamentos amplamente utilizados no Brasil e 
globalmente: Diazepam e Fluoxetina, para o Sistema Nervoso Central (SNC), e 
Salbutamol e Propranolol, para o Sistema Nervoso Autônomo (SNA). 
 
2.1 Critérios de Escolha dos Medicamentos 
 
Os fármacos selecionados para análise foram escolhidos com base em critérios como: 
 
• Relevância clínica: Medicamentos largamente prescritos no tratamento de 
doenças prevalentes, como a hipertensão, ansiedade, depressão e doenças 
respiratórias. 
• Representatividade: Representam classes farmacológicas distintas 
e frequentemente utilizadas na prática médica. 
• Disponibilidade de Dados Científicos: Consulta a bases de dados 
confiáveis, como PubMed, SciELO e o portal da ANVISA, que fornecem 
parâmetros farmacológicos detalhados. 
 
2.2 Estratégia de Pesquisa 
 
A pesquisa foi realizada com consultas às seguintes fontes: 
 
1. Livros Acadêmicos de Referência: 
a. Goodman & Gilman’s The Pharmacological Basis of Therapeutics (139 
edição). 
b. Basic & Clinical Pharmacology (159 edição), de Bertram Katzung. 
2. Bases de Dados Científicas: 
a. SciELO: Para estudos publicados em língua portuguesa. 
3. Documentos Oficiais: 
a. Bulas da ANVISA: Como fonte sobre a descrição oficial de 
cada medicamento, incluindo posologia, efeitos adversos e 
interações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.3 Aspectos Analisados 
 
As características farmacológicas foram observadas nos seguintes aspectos: 
 
• Absorção: Descrição das vias de administração, taxas de absorção e 
fatores que influenciam a biodisponibilidade. 
• Distribuição: Enfoque nos compartimentos de distribuição, ligação às 
proteínas plasmáticas e passagem por barreiras biológicas (como a barreira 
hematoencefálica - BHE). 
• Metabolismo: Análise das enzimas envolvidas (principalmente citocromo 
P450), influência de polimorfismos genéticos e metabólitos ativos/inativos 
formados. 
• Excreção: Estudo das vias predominantes de eliminação e meia-vida 
plasmática. 
 
3. Resultados 
Os medicamentos analisados foram divididos em dois grupos: os que atuam 
predominantemente no Sistema Nervoso Autônomo e os que agem no Sistema 
Nervoso Central. A seguir, cada fármaco será detalhado. 
 
3.1 Fármacos Atuantes no Sistema Nervoso Autônomo (SNA) 
 
3.1.1 Salbutamol 
 
• Classe Farmacológica: Agonista beta-2 adrenérgico seletivo. 
• Indicação: Tratamento do broncoespasmo agudo em asma e doença 
pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). 
• Mecanismo de Ação: 
O Salbutamol estimula receptores beta-2 presentes predominantemente na 
musculatura lisa das vias respiratórias, levando ao aumento do AMP cíclico 
intracelular. Esse aumento ativa a proteína quinase A (PKA), que promove 
relaxamento da musculatura lisa brônquica e reduz a secreção de mediadores 
inflamatórios. 
• Farmacocinética (ADME): 
o Absorção: Biodisponibilidade elevada por via inalatória, com início 
rápido de ação (5-15 minutos). A via oral tem menor eficácia terapêutica. 
oDistribuição: Volume de distribuição moderado, com baixa ligação a 
proteínas plasmáticas (~10%). O Salbutamol não atravessa a barreira 
hematoencefálica. 
 
 
o Metabolismo: Conjugação hepática por sulfotransferases, formando 
metabólitos inativos. 
o Excreção: Principalmente renal (70% eliminado na forma inalterada). A 
meia-vida plasmática é de cerca de 4-6 horas. 
• Interações Medicamentosas: 
o O uso concomitante com beta-bloqueadores, como o Propranolol, reduz 
significativamente seus efeitos broncodilatadores. 
 
 
3.1.2 Propranolol 
 
• Classe Farmacológica: Beta-bloqueador não seletivo (antagonista 
dos receptores beta-1 e beta-2 adrenérgicos). 
• Indicações Clínicas: Tratamento de hipertensão arterial, angina de peito, 
taquicardia, controle de arritmias e profilaxia de enxaqueca. Também utilizado no 
controle de sintomas físicos em transtorno de ansiedade, como tremores e 
sudorese. 
• Mecanismo de Ação: 
O Propranolol age bloqueando os receptores beta-1 no coração, reduzindo a 
frequência cardíaca, a força de contração do miocárdio e a condução 
atrioventricular, o que auxilia na redução da pressão arterial. Ao bloquear os 
receptores beta-2, também causa broncoconstrição e vasoconstrição 
periférica, o que limita seu uso em pacientes asmáticos ou com doença 
pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). 
 
• Farmacocinética (ADME): 
 
1. Absorção: 
o O Propranolol apresenta boa absorção oral (~90%), mas 
possui biodisponibilidade sistêmica reduzida devido ao 
metabolismo de primeira passagem hepática, com apenas 25-
35% alcançando a circulação sistêmica. 
2. Distribuição: 
o Alta lipossolubilidade que facilita sua passagem pela barreira 
hematoencefálica (BHE), explicando seus efeitos no sistema nervoso 
central, como sedação e depressão em alguns pacientes. Cerca de 
90% do Propranolol liga-se a proteínas plasmáticas. 
 
 
 
 
 
 
3. Metabolismo: 
o Metabolizado extensivamente no fígado, principalmente por enzimas do 
citocromo P450 (CYP2D6 e CYP1A2). Polimorfismos genéticos 
nessas enzimas podem alterar a eficácia e a toxicidade do fármaco. O 
metabolismo gera metabólitos inativos, sendo o 4-hidroxipropranolol um 
dos principais. 
4. Excreção: 
o Eliminado principalmente por via renal, com meia-vida de 3 a 6 horas. A 
meia-vida pode ser alterada em indivíduos que possuem 
comprometimento hepático ou renal. 
 
• Efeitos Adversos: 
o Bradicardia, hipotensão, fadiga, insônia, depressão e exacerbação de 
sintomas respiratórios, como broncoespasmo em pacientes 
predispostos. 
o Em casos raros, pode causar fenômeno de Raynaud, 
com vasoconstrição periférica intensa. 
 
• Interações Medicamentosas: 
o Com Salbutamol: O Propranolol antagoniza os efeitos 
broncodilatadores do Salbutamol, agravando crises asmáticas. 
o Com antidepressivos tricíclicos: Pode potencializar efeitos 
sedativos ao ser administrado junto com essas drogas. 
o Com bloqueadores de cálcio: O uso combinado de Propranolol 
com antagonistas do cálcio, como Verapamil, pode causar 
depressão miocárdica ou até bloqueio cardíaco. 
 
 
3.2 Fármacos Atuantes no Sistema Nervoso Central (SNC) 
 
3.2.1 Diazepam 
 
• Classe Farmacológica: Benzodiazepínico. 
• Indicações Clínicas: 
O Diazepam é amplamente utilizado como ansiolítico, hipnótico e 
anticonvulsivante. Também é indicado para o alívio de espasmos musculares, 
controle de abstinência alcoólica e sedação antes de procedimentos médicos. 
 
• Mecanismo de Ação: 
O Diazepam age potencializando os efeitos do GABA (ácido gama- 
aminobutírico), o principal neurotransmissor inibitório do sistema nervoso 
 
central. Ele se liga a um local específico do receptor GABA-A e aumenta a 
frequência de abertura dos canais de cloro, o que resulta na hiperpolarização 
das membranas neuronais e consequente redução da excitabilidade neuronal. 
 
Esses efeitos explicam sua ação calmante, anticonvulsivante e relaxante 
muscular. 
 
• Farmacocinética (ADME): 
1. Absorção: 
o O Diazepam apresenta ótima biodisponibilidade oral (>90%), com pico 
de concentração plasmática atingido em cerca de 1-1,5 horas após a 
administração. 
2. Distribuição: 
o É altamente lipofílico, atravessando rapidamente a barreira 
hematoencefálica. Sua ligação às proteínas plasmáticas é de 
aproximadamente 95-98%, o que contribui para sua distribuição lenta 
nos tecidos e prolongamento dos efeitos. 
3. Metabolismo: 
o Metabolizado pelo fígado, principalmente pelas enzimas CYP3A4 e 
CYP2C19, formando metabólitos ativos, como nordiazepam, que 
também possuem ação ansiolítica e anticonvulsivante, prolongando sua 
meia-vida biológica. 
4. Excreção: 
o Os metabólitos são eliminados principalmente pela urina após 
conjugação com ácido glicurônico. A meia-vida varia amplamente, entre 
20 e 100 horas (incluindo a ação dos metabólitos). 
 
• Efeitos Adversos: 
o Sedação, sonolência, fraqueza muscular e tontura são os efeitos 
adversos mais comuns. Em doses elevadas, pode causar amnésia 
anterógrada e depressão respiratória, especialmente em combinação 
com outros depressores do SNC, como álcool. 
o O uso prolongado está associado ao desenvolvimento de tolerância e 
dependência física, sendo necessário o desmame progressivo para evitar 
a síndrome de abstinência. 
 
• Interações Medicamentosas: 
o Com Fluoxetina: A Fluoxetina pode inibir a metabolização do Diazepam 
(via CYP2C19), prolongando sua meia-vida e aumentando os efeitos 
sedativos. 
o Com álcool ou outros depressores: Potencializa a depressão do 
SNC, aumentando o risco de insuficiência respiratória. 
 
 
3.2.2 Fluoxetina 
 
• Classe Farmacológica: Inibidor Seletivo da Recaptação de Serotonina (ISRS). 
• Indicações Clínicas: 
É amplamente usada no tratamento de transtornos depressivos, transtornos de 
ansiedade (como TOC, transtorno do pânico e fobia social), transtorno disfórico 
pré-menstrual e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). 
• Mecanismo de Ação: 
A Fluoxetina inibe seletivamente o transportador da serotonina (SERT) nos 
neurônios pré-sinápticos, bloqueando sua recaptação e, consequentemente, 
aumentando a concentração de serotonina na fenda sináptica. Este mecanismo 
está associado à melhora do humor e à redução de sintomas de ansiedade. 
 
• Farmacocinética (ADME): 
1. Absorção: 
o A Fluoxetina é bem absorvida por via oral, apresentando 
biodisponibilidade acima de 90%. 
2. Distribuição: 
o Altamente lipofílica, liga-se extensivamente às proteínas plasmáticas 
(95%). Atravessa a barreira hematoencefálica para atingir seus locais de 
ação no SNC. 
3. Metabolismo: 
o Biotransformada no fígado pela enzima CYP2D6. Seu metabólito ativo, 
norfluoxetina, possui uma meia-vida longa (7-15 dias), prolongando os 
efeitos terapêuticos. 
4. Excreção: 
o Principalmente excretada pela urina na forma de metabólitos. 
 
• Efeitos Adversos: 
o Os efeitos mais comuns incluem insônia, náuseas, sudorese, diminuição 
do apetite e disfunção sexual. 
o Em casos raros, pode desencadear síndrome 
serotoninérgica, especialmente quando usada com outros 
medicamentos serotoninérgicos. 
 
• Interações Medicamentosas: 
o Com Diazepam: A inibição do CYP2C19 pela Fluoxetina prolonga o 
efeito sedativo do Diazepam. 
o Com triptanos: O uso concomitante aumenta o risco de 
síndrome serotoninérgica. 
 
 
 
4. Conclusão 
Este trabalho abordou quatro medicamentos amplamente utilizados na prática clínica, 
explorando suas características farmacológicas no âmbito da farmacocinética, 
farmacodinâmica, segurança e possíveis interações medicamentosas. Os estudos 
sobre Diazepam, Fluoxetina, Salbutamol e Propranolol evidenciaram que: 
1. O papel dos parâmetros farmacocinéticos é central para prever a eficácia, 
segurança e o manejo adequado das doses. Por exemplo, a alta metabolização 
hepática do Diazepam e do Propranolol pode prolongar seus efeitos 
terapêuticos ou adversos, dependendo das características enzimáticas dopaciente. 
2. Os mecanismos de ação diferem profundamente entre os fármacos: 
enquanto a Fluoxetina modula a neurotransmissão serotoninérgica no SNC, o 
Salbutamol age nos receptores beta-2 adrenérgicos, promovendo 
broncodilatação no SNA. 
1. As interações medicamentosas devem ser avaliadas cuidadosamente, 
especialmente em populações polimedicadas. Por exemplo, a concomitância 
de Diazepam e Fluoxetina pode aumentar o risco de sedação acentuada, 
enquanto o uso simultâneo de Propranolol e Salbutamol pode resultar em 
antagonismo farmacológico. 
Em geral, o sucesso terapêutico desses medicamentos depende de uma abordagem 
clínica individualizada baseada na compreensão detalhada de suas propriedades 
farmacológicas. Estratégias como ajuste de dose, monitoramento terapêutico e 
educação dos pacientes sobre os riscos de interações são cruciais para otimizar a 
eficácia e minimizar os riscos. 
 
 
5. Tabelas Comparativas 
Segue abaixo as tabelas comparativas que sintetizam os principais parâmetros 
farmacocinéticos, farmacodinâmicos e interações medicamentosas dos fármacos 
estudados. 
 
Tabela 1: Comparativo Farmacocinético 
 
 
Fármaco 
 
Absorção 
 
Distribuição 
 
Metabolismo 
 
Excreção 
Meia- 
vida 
 
 
Diazepam 
 
 
 
Biodisponibilidade 
> 90% 
Alta; lipofílico 
(atravessa 
BHE), 95-98% 
ligado a 
proteínas 
plasmáticas 
Hepático 
(CYP2C19, 
CYP3A4); 
metabólitos 
ativos 
Renal 
(metabóli 
tos 
conjugad 
os) 
 
 
20-100 
horas 
 
 
Fluoxetina 
 
 
 
Biodisponibilidade 
> 90% 
 
Alta; atravessa 
BHE, 95% 
ligado a 
proteínas 
plasmáticas 
Hepático 
(CYP2D6)
; 
forma 
norfluoxetina 
(metabólito 
ativo) 
 
 
Renal 
(metabóli 
tos) 
4-6 dias 
(7-15 
dias 
para o 
metaból 
ito) 
 
Salbutamol 
 
Início rápido (5-15 
min por inalação), 
50% por via oral 
Baixa ligação a 
proteínas (10%); 
não atravessa 
BHE 
 
Hepático 
(sulfatação) 
Rena
l 
(70% 
inalterad 
o) 
 
4-6 
horas 
 
 
Propranolol 
 
Biodisponibilidade 
oral 25-35% (alta 
absorção, efeito de 
primeira passagem) 
 
Alta; atravessa 
BHE, 90% 
ligado a 
proteínas 
plasmáticas 
 
Hepático 
(CYP2D6
, 
CYP1A2) 
Renal 
(metabóli 
tos 
conjugad 
os) 
 
 
3-6 
Horas 
 
 
Tabela 2: Comparativo Farmacodinâmico 
 
 
Fármaco 
 
Mecanismo de Ação 
Indicações 
Terapêuticas 
 
Efeitos Adversos 
 
Diazepam 
 
 
Potencializa o GABA no receptor 
GABA-A (inibidor do SNC) 
 
Ansiedade, Insônia, 
Crises convulsivas 
Sedação, 
sonolência, 
dependência 
Fluoxetina 
 
Inibidor seletivo da recaptação de 
serotonina (SERT) 
Depressão, Transtornos 
de Ansiedade 
Insônia, disfunção 
sexual, náuseas 
 
Salbutamol 
 
Agonista beta-2 que promove 
broncodilatação 
 
Asma, DPOC 
Tremores, 
taquicardia, 
hipopotassemia 
 
Propranolol 
 
Antagonista beta-1 e beta-2 (reduz 
frequência cardíaca e contratilidade) 
 
Hipertensão, Arritmias, 
Profilaxia de enxaqueca 
Bradicardia, 
hipotensão, 
depressão 
 
Tabela 3: Interações Medicamentosas Relevantes 
 
Fármaco
s 
Envolvid
o s 
 
Tipo de Interação 
 
Efeito Clínico 
 
Orientação Clínica 
Diazepam 
+ 
Fluoxetina 
 
Farmacocinético 
(metabolismo) 
 
Aumento da sedação devido à 
inibição do CYP2C19 pelo ISRS 
 
Monitorar sinais de sedação 
excessiva; ajustar doses 
Propranol 
ol + 
Salbutamo 
l 
 
Farmacodinâmico 
(antagonismo) 
 
Reduz eficácia do Salbutamol 
(broncoespasmo) 
 
Evitar combinação ou usar 
beta-1 seletivo como 
Atenolol 
 
Fluoxetina 
+ 
Triptanos 
Farmacodinâmico 
(sinergismo de 
serotonina) 
 
Risco aumentado de síndrome 
serotoninérgica 
Evitar uso concomitante ou 
monitorar sinais de 
toxicidade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. Referências Bibliográficas 
 
GOODMAN, L. S.; GILMAN, A. G. Goodman & Gilman: As Bases Farmacológicas da Terapêutica. 
13. ed. New York: McGraw-Hill Education, 2018. 
 
KATZUNG, B. G.; TREVOR, A. J. Basic and Clinical Pharmacology. 15. ed. New York: McGraw-Hill 
Education, 2021. 
 
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Bulário Eletrônico. Disponível em: 
https://www.anvisa.gov.br. Acesso em: 15 out. 2025. 
SCIELO. Scientific Electronic Library Online. Disponível em: https://www.scielo.org. Acesso em: 
15 out. 2025