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Mapa Mental Direito Penal Lei penal no tempo Regra: Exceções: A atividade da lei penal se dá no período de sua vigência. Ultratividade: lei revogada mais favorável continua gerando efeitos. Retroatividade: a lei mais benigna prevalece sobre a mais severa. Crime permanente, crime continuado e a lei penal mais benéfica Súmula nº 711 do STF: A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência. Lei temporária e lei excepcional Leis excepcionais Leis temporárias São feitas para durar enquanto um estado anormal ocorrer. Editadas com período determinado de duração. Aplicação da Lei Penal Art. 2º do CP Art. 3º do CP Autorrevogáveis; Ultratividade. Abolitio criminis Conceito: lei nova deixa de considerar crime um fato; Apaga os efeitos penais da sentença condenatória; Os efeitos extrapenais permanecem. Art. 2º, caput, do CP Do tempo do crime Teoria da atividade: reputa-se praticado o delito no momento da conduta, não importando o instante do resultado. Art. 4º do CP Teoria da ubiquidade ou mista: é lugar do crime tanto onde houve a conduta quanto o local onde se deu o resultado. Do lugar do crime Art. 6º do CP Art. 5º, XL, da CF/1988; Novatio legis incriminadora Conceito: considera crime fato anteriormente não incriminado; Não retroage. Novatio legis in pejus Conceito: nova lei mais severa que a anterior; Não retroage. Novatio legis in mellius Conceito: lei posterior que de qualquer modo favorecer o agente; Aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. Art. 2º, parágrafo único, do CP https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Territorialidade Lei brasileira para crimes cometidos no Brasil. Art. 5º do CP Aplicação da lei brasileira Embarcações e aeronaves brasileiras: Natureza pública ou a serviço do governo. Onde estiverem. Propriedade privada. Alto-mar ou sobrevoando águas internacionais. Dentro do território nacional Território brasileiro por equiparação Navios estrangeiros em águas brasileiras Públicos Lei da bandeira que ostentam. Privados Lei brasileira. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%205%C2%BA%20%2D%20Aplica%2Dse%20a%20lei%20brasileira%2C%20sem%20preju%C3%ADzo%20de,Brasil.(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%201984) Extraterritorialidade Lei brasileira para crimes cometidos no estrangeiro. Incondicionada Art. 7º, I, do CP Agente punido segundo a lei brasileira independentemente da decisão no estrangeiro. Crimes: Vida/liberdade do Presidente; Patrimônio ou fé pública da União, DF, Estado, Território, Município, empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo poder público. Administração pública, por quem está a seu serviço; Genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil. Exemplos: INSS (autarquia), Banco Central do Brasil (autarquia), Petrobrás (soc. econ. mista), Caixa Econômica Federal (empresa pública) e Correios (empresa pública). Condicionada Art. 7º, II, do CP Condições para aplicação da lei brasileira para brasileiros Condições para aplicação da lei brasileira para estrangeiros que cometem crimes contra brasileiro a) entrar o agente no território nacional; b) fato punível no país praticado; c) crime que a lei brasileira autoriza extradição; d) não ser absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena; e) não ter sido perdoado no estrangeiro ou estar extinta punibilidade segunda a lei mais benéfica. a) entrar o agente no território nacional; b) fato punível no país praticado; c) crime que a lei brasileira autoriza extradição; d) não ser absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena; e) não ter sido perdoado no estrangeiro ou estar extinta a punibilidade segundo a lei mais benéfica; f) não foi pedida ou foi negada a extradição; g) houve requisição do Ministro da Justiça. Crimes: Crimes que por tratado ou convenção o Brasil se obrigou a reprimir; Praticado por brasileiro; Praticado em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20I%20%2D%20os%20crimes%3A%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20II%20%2D%20os%20crimes%3A%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984) Crime progressivo Progressão criminosa Antefactum impunível Post factum impunível Conflito Aparente de Normas Um fato = aparentemente duas possíveis normas Princípio da consunção (ou absorção) Sequência de fatos delituosos, que, isoladamente, constituem crime, mas que, ao final, devem ser subsumidos a um único tipo penal; Devem estar no mesmo contexto. Ocorre nos seguintes casos: Dolo inicial é atingir o resultado final, mas para isso precisa de atos lesivos anteriores. Exemplo: agente quer matar a vítima, para isso desfere várias facadas. Responde apenas pelo resultado morte. Após atingir o dolo inicial, cria-se vontade de cometer outro delito maior. Exemplo: agente quer injuriar, e após fazer isso, tomado pela fúria passa a querer lesionar e lesiona. Responde por lesão corporal. Fatos anteriores não puníveis. Exemplo: para furtar os objetos de dentro de uma casa, precisa invadi-la. Responderá por furto. Fatos posteriores não puníveis. Exemplo: porte de arma logo após a sua subtração. Vai responder por furto. Duas ou mais normas podem ser aplicadas ao mesmo fato Conflito Aparente de Normas Um fato = aparentemente duas possíveis normas Princípio da especialidade Norma especial prevalece sobre a norma geral. Exemplos: mãe mata filho sob influência do estado puerperal. Nesse caso, matar o próprio filho sob influência do estado puerperal, durante ou logo após o parto possui elementos especializantes, por tal motivo, vai responder por infanticídio (art. 123, do CP) e não por homicídio (art. 121, do CP). Quando o seu próprio texto, subordina a sua aplicação à não aplicação de outra. Exemplo: o crime de importunação sexual (art. 215-A do CP) prevê expressamente que só incidirá “se o ato não constitui crime mais grave”. Princípio da subsidiariedade A infração menos grave só incide se o fato não constituir crime mais grave. Subsidiariedade expressa ou explícita: Subsidiariedade tácita ou implícita: Quando a norma penal não ressalva a sua incidência na hipótese de outra norma de maior gravidade punitiva não ser aplicável ao caso concreto. Exemplo: o crime de constrangimento ilegal (art. 146 do CP) é tacitamente subsidiário em relação ao crime de estupro (art. 213 do CP). Sem caracterização concreta do estupro, aventa-se o crime de constrangimento ilegal. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%20123%20%2D%20Matar,a%20seis%20anos. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%20121.%20Matar,a%20vinte%20anos https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%20215%2DA,crime%20mais%20grave. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%20146%20%2D%20Constranger,para%20impedir%20suic%C3%ADdio. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%20213.%C2%A0%20Constranger,10%20(dez)%20anos.Crimes contra o Patrimônio: Furto Furto qualificado Pena de reclusão de 2 a 8 anos + multa quando furto é cometido (art. 155, §4º, do CP): Com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa (art. 155, §4º, I, do CP); Com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza (art. 155, §4º, II, do CP); Com emprego de chave falsa (art. 155, §4º, III, do CP); Mediante concurso de duas ou mais pessoas (art. 155, §4º, IV, do CP); Pena de reclusão de 3 a 8 anos (art. 155, § 5º, do CP): Subtração for de veículo automotor que tenha sido transportado para outro Estado ou exterior. Pena de reclusão de 4 a 10 anos + multa (art. 155, § 4º-A, do CP): Emprego de explosivo ou artefato análogo que cause perigo comum; Crime hediondo (art. 1º, IX, Lei n. 8.072/90). Pena de reclusão de 4 a 10 anos + multa (art. 155, § 7º, do CP): Subtração for de substâncias explosivas ou de acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego. Pena de reclusão de 4 a 8 anos + multa (art. 155, § 4º-B, do CP): Furto mediante fraude cometido por meio de dispositivo eletrônico ou informático, conectado ou não à rede de computadores, com ou sem a violação de mecanismo de segurança ou a utilização de programa malicioso, ou por qualquer outro meio fraudulento análogo. 1. Pena aumentada de 1/3 a 2/3: crime praticando mediante a utilização de servidor mantido fora do território nacional; 2. Pena aumentada de 1/3 ao dobro: crime é praticado contra idoso ou vulnerável. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%204%C2%BA%20%2D%20A%20pena%20%C3%A9%20de%20reclus%C3%A3o%20de%20dois%20a%20oito%20anos%2C%20e%20multa%2C%20se%20o%20crime%20%C3%A9%20cometido%3A https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20I%20%2D%20com%20destrui%C3%A7%C3%A3o%20ou%20rompimento%20de%20obst%C3%A1culo%20%C3%A0%20subtra%C3%A7%C3%A3o%20da%20coisa%3B https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20II%20%2D%20com%20abuso%20de%20confian%C3%A7a%2C%20ou%20mediante%20fraude%2C%20escalada%20ou%20destreza%3B https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20III%20%2D%20com%20emprego%20de%20chave%20falsa%3B https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20IV%20%2D%20mediante%20concurso%20de%20duas%20ou%20mais%20pessoas. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%205%C2%BA%20%2D%20A%20pena%20%C3%A9%20de%20reclus%C3%A3o%20de%20tr%C3%AAs%20a%20oito%20anos%2C%20se%20a%20subtra%C3%A7%C3%A3o%20for%20de%20ve%C3%ADculo%20automotor%20que%20venha%20a%20ser%20transportado%20para%20outro%20Estado%20ou%20para%20o%20exterior.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%209.426%2C%20de%201996) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%204%C2%BA%2DA%20A%20pena%20%C3%A9%20de%20reclus%C3%A3o%20de%204%20(quatro)%20a%2010%20(dez)%20anos%20e%20multa%2C%20se%20houver%20emprego%20de%20explosivo%20ou%20de%20artefato%20an%C3%A1logo%20que%20cause%20perigo%20comum.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2013.654%2C%20de%202018) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8072.htm#:~:text=IX%20%2D%20furto%20qualificado%20pelo%20emprego%20de%20explosivo%20ou%20de%20artefato%20an%C3%A1logo%20que%20cause%20perigo%20comum%20(art.%20155%2C%20%C2%A7%204%C2%BA%2DA).%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2013.964%2C%20de%202019) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%207%C2%BA%20%C2%A0A%20pena%20%C3%A9%20de%20reclus%C3%A3o%20de%204%20(quatro)%20a%2010%20(dez)%20anos%20e%20multa%2C%20se%20a%20subtra%C3%A7%C3%A3o%20for%20de%20subst%C3%A2ncias%20explosivas%20ou%20de%20acess%C3%B3rios%20que%2C%20conjunta%20ou%20isoladamente%2C%20possibilitem%20sua%20fabrica%C3%A7%C3%A3o%2C%20montagem%20ou%20emprego.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2013.654%2C%20de%202018) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A7%204%C2%BA%2DB.%20A,14.155%2C%20de%202021) Art. 157 do CP Crimes contra o Patrimônio: Roubo Roubo Art. 157 do CP Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência: Reclusão de 4 a 10 anos + multa; Roubo próprio: violência ou a grave ameaça praticadas contra a pessoa antes da subtração da coisa (art. 157, caput, do CP); Roubo impróprio: violência ou a grave ameaça praticadas contra a pessoa depois da subtração da coisa para assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro (art. 157, § 1º, do CP). Consumação e tentativa Consuma-se o crime de roubo com a inversão da posse do bem mediante emprego de violência ou grave ameaça, ainda que por breve tempo e em seguida à perseguição imediata ao agente e recuperação da coisa roubada, sendo prescindível a posse mansa e pacífica ou desvigiada - Súmula 582 do STJ. Roubo majorado/ circunstanciado Pena aumenta de 1/3 até metade nas hipóteses do art. 157, §2º, do CP; A majorante de privação da liberdade da vítima (art. 157, §2º, V, do CP) é crime hediondo (art. 1º, II, “a”, da Lei 8.072/90); Pena aumenta de 2/3 nas hipóteses do art. 157, §§ 2º-A e 2º-B do CP: Emprego de arma de fogo (art. 157, § 2º-A, I, do CP): 1. Não se aplica quando usada arma de brinquedo; 2. Crime hediondo (art. 1º, II, “b”, da Lei 8.072/90). Roubo qualificado pelo resultado Art. 157, §3º, do CP Resultado lesão corporal grave: Pena de reclusão de 7 a 18 anos + multa; Crime hediondo (art. 1º, II, “c”, da Lei 8.072/90). Latrocínio (resultado morte): Pena de reclusão de 20 a 30 anos + multa; Crime hediondo (art. 1º, II, “c”, da Lei 8.072/90); Competência do juiz singular (Súmula 603 do STF); Há latrocínio quando o homicídio se consuma, ainda que não ocorra a subtração de bens da vítima (Súmula 610 do STF). https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%20157%20%2D%20Subtrair%20coisa,trinta)%20anos%2C%20e%20multa https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%20157%20%2D%20Subtrair%20coisa%20m%C3%B3vel%20alheia%2C%20para%20si%20ou%20para%20outrem%2C%20mediante%20grave%20amea%C3%A7a%20ou%20viol%C3%AAncia%20a%20pessoa%2C%20ou%20depois%20de%20hav%C3%AA%2Dla%2C%20por%20qualquer%20meio%2C%20reduzido%20%C3%A0%20impossibilidade%20de%20resist%C3%AAncia%3A https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%201%C2%BA%20%2D%20Na%20mesma%20pena%20incorre%20quem%2C%20logo%20depois%20de%20subtra%C3%ADda%20a%20coisa%2C%20emprega%20viol%C3%AAncia%20contra%20pessoa%20ou%20grave%20amea%C3%A7a%2C%20a%20fim%20de%20assegurar%20a%20impunidade%20do%20crime%20ou%20a%20deten%C3%A7%C3%A3o%20da%20coisa%20para%20si%20ou%20para%20terceiro. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%202%C2%BA%20%C2%A0A%20pena%20aumenta%2Dse%20de%201/3%20(um%20ter%C3%A7o)%20at%C3%A9%20metade%3A%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2013.654%2C%20de%202018)https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%202%C2%BA%20%C2%A0A%20pena%20aumenta%2Dse%20de%201/3%20(um%20ter%C3%A7o)%20at%C3%A9%20metade%3A%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2013.654%2C%20de%202018) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20V%20%2D%20se%20o%20agente%20mant%C3%A9m%20a%20v%C3%ADtima%20em%20seu%20poder%2C%20restringindo%20sua%20liberdade.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%209.426%2C%20de%201996) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20V%20%2D%20se%20o%20agente%20mant%C3%A9m%20a%20v%C3%ADtima%20em%20seu%20poder%2C%20restringindo%20sua%20liberdade.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%209.426%2C%20de%201996) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8072.htm#:~:text=a)%20circunstanciado%20pela%20restri%C3%A7%C3%A3o%20de%20liberdade%20da%20v%C3%ADtima%20(art.%20157%2C%20%C2%A7%202%C2%BA%2C%20inciso%20V)%3B%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2013.964%2C%20de%202019) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A7%202%C2%BA%2DA%20%C2%A0A,caput%20deste%20artigo https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A7%202%C2%BA%2DA%20%C2%A0A,caput%20deste%20artigo https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20I%20%E2%80%93%20se%20a%20viol%C3%AAncia%20ou%20amea%C3%A7a%20%C3%A9%20exercida%20com%20emprego%20de%20arma%20de%20fogo%3B%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2013.654%2C%20de%202018) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8072.htm#:~:text=b)%20circunstanciado%20pelo%20emprego%20de%20arma%20de%20fogo%20(art.%20157%2C%20%C2%A7%202%C2%BA%2DA%2C%20inciso%20I)%20ou%20pelo%20emprego%20de%20arma%20de%20fogo%20de%20uso%20proibido%20ou%20restrito%20(art.%20157%2C%20%C2%A7%202%C2%BA%2DB)%3B%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2013.964%2C%20de%202019) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A7%203%C2%BA%20%C2%A0Se%20da%20viol%C3%AAncia,trinta)%20anos%2C%20e%20multa https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8072.htm#:~:text=c)%20qualificado%20pelo%20resultado%20les%C3%A3o%20corporal%20grave%20ou%20morte%20(art.%20157%2C%20%C2%A7%203%C2%BA)%3B%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2013.964%2C%20de%202019) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8072.htm#:~:text=c)%20qualificado%20pelo%20resultado%20les%C3%A3o%20corporal%20grave%20ou%20morte%20(art.%20157%2C%20%C2%A7%203%C2%BA)%3B%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2013.964%2C%20de%202019) Art. 158 do CP Crimes contra o Patrimônio: Extorsão Extorsão Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar de fazer alguma coisa. Reclusão de 4 a 10 anos + multa; Exige a participação da vítima. Consumação e tentativa Consumação quando a vítima cede ao constrangimento imposto e faz ou deixa de fazer algo; Não depende da obtenção da vantagem indevida (Súmula 96 do STJ); Tentativa ocorre quando a vítima não realiza a conduta positiva ou negativa pretendida, por circunstâncias alheias à vontade do agente. Extorsão qualificada Art. 158, §§ 2º e 3º do CP Resultado lesão corporal grave ou morte (art. 158, § 2º, do CP); Com privação da liberdade da vítima (art. 158, § 3º, do CP): Se resultar lesão grave ou morte: crime hediondo (art. 1º, III, da Lei 8.072/90). Majorantes Art. 158, § 1º do CP Pena aumenta 1/3 até metade. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%202%C2%BA%20%2D%20Aplica%2Dse%20%C3%A0%20extors%C3%A3o%20praticada%20mediante%20viol%C3%AAncia%20o%20disposto%20no%20%C2%A7%203%C2%BA%20do%20artigo%20anterior.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Vide%20Lei%20n%C2%BA%208.072%2C%20de%2025.7.90 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%202%C2%BA%20%2D%20Aplica%2Dse%20%C3%A0%20extors%C3%A3o%20praticada%20mediante%20viol%C3%AAncia%20o%20disposto%20no%20%C2%A7%203%C2%BA%20do%20artigo%20anterior.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Vide%20Lei%20n%C2%BA%208.072%2C%20de%2025.7.90 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%202%C2%BA%20%2D%20Aplica%2Dse%20%C3%A0%20extors%C3%A3o%20praticada%20mediante%20viol%C3%AAncia%20o%20disposto%20no%20%C2%A7%203%C2%BA%20do%20artigo%20anterior.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Vide%20Lei%20n%C2%BA%208.072%2C%20de%2025.7.90 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A7%203o%C2%A0%20Se%20o,n%C2%BA%2011.923%2C%20de%202009) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A7%203o%C2%A0%20Se%20o,n%C2%BA%2011.923%2C%20de%202009) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8072.htm#:~:text=III%20%2D%20extors%C3%A3o%20qualificada%20pela%20restri%C3%A7%C3%A3o%20da%20liberdade%20da%20v%C3%ADtima%2C%20ocorr%C3%AAncia%20de%20les%C3%A3o%20corporal%20ou%20morte%20(art.%20158%2C%20%C2%A7%203%C2%BA)%3B%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2013.964%2C%20de%202019) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%201%C2%BA%20%2D%20Se%20o%20crime%20%C3%A9%20cometido%20por%20duas%20ou%20mais%20pessoas%2C%20ou%20com%20emprego%20de%20arma%2C%20aumenta%2Dse%20a%20pena%20de%20um%20ter%C3%A7o%20at%C3%A9%20metade. A apropriação indébita propriamente dita ocorre quando o sujeito realiza ato demonstrativo de que inverteu o título da posse, como a venda, doação, consumo, penhor, ocultação etc. Art. 168 do CP Apropriação indébita Aumento de pena: Em depósito necessário; Na negativa de restituição, o sujeito afirma claramente ao ofendido que não devolverá o objeto material. Na qualidade de tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testamenteiro ou depositário judicial; Em razão de ofício, emprego ou profissão. Extorsão mediante sequestro Art. 159 do CP Consistente na finalidade de obtenção, para si ou para outrem, de qualquer vantagem como condição ou preço de resgate. São formas qualificadas conforme o art. 159, § 1° do CP: a) sequestro por mais de 24 horas; b) sequestro de menor de 18 ou maior de 60 anos; c) sequestro praticado por bando ou quadrilha. Art. 180 do CP Receptação Fato de adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte. Crimes contra o Patrimônio Disposições gerais Art. 181 a 183 do CP Imunidade absoluta Hipóteses a) Cônjuge, na constância da sociedade conjugal; b) Ascendente ou descendente, seja o parentesco legítimo ou ilegítimo, seja civil ou natural. Consiste em induzirou manter alguém em erro, mediante o emprego de artifício, ardil, ou qualquer meio fraudulento, a fim de obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita em prejuízo alheio. Art. 171 do CP Estelionato Regra: crime de ação penal pública condicionada à representação - art. 171, § 5º, do CP. Dano Art. 163 do CP Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia. É o dolo. Não há a forma culposa. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Crimes contra a Dignidade Sexual Estupro Importunação sexual Estupro de vulnerável Conduta típica: Constranger = impedir a liberdade, forçar ou coagir para obter a conjunção carnal. Ato libidinoso = destinado a satisfazer a lascívia, o apetite sexual do agente. Conjunção carnal = é a cópula vagínica. Sujeito passivo: Atualmente, o estupro poderá ter como sujeito passivo homens ou mulheres, quando constrangidos à prática de atos libidinosos de qualquer natureza. Consumação: prática do ato de libidinagem. Tentativa: quando iniciada a execução, o ato sexual visado não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. Formas qualificadas: art. 213, §§ 1º e 2º, do CP. Art. 213 do CP Art. 215 do CP Conduta típica: Prática de conjunção carnal ou de ato libidinoso diverso contra homens ou mulheres, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima. Se a vítima estiver absolutamente embriagada, absolutamente narcotizada, dormindo, em estados de inconsciência, elevada senilidade, deficiência física que a incapacite de resistir etc., teremos estupro contra vulnerável. Consuma-se o delito com a prática do ato de libidinagem. Art. 215-A do CP Atenção: crime que contém subsidiariedade expressa, ou seja, aplicam-se as penas da importunação sexual se a conduta não caracteriza crime mais grave. Conduta típica: Praticar ato libidinoso, com o propósito de satisfazer sua lascívia ou a de terceiro. Se o agente se masturbar em praça pública, sem visar a uma pessoa determinada, estará praticando o crime de ato obsceno (art. 233 do CP). A consumação ocorre com a prática do ato libidinoso. Art. 217-A do CP Conduta típica 1) Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos; 2) Com pessoa portadora de enfermidade ou deficiência mental ou incapaz de discernimento para a prática do ato; 3) Ou que, por qualquer outra causa, não apresenta condições de oferecer resistência. Importante: Incide o crime de estupro de vulnerável independentemente do consentimento da vítima ou do fato de ela ter mantido relações sexuais anteriormente ao crime (art. 217-A, § 5º, do CP). A consumação ocorrerá com a conjunção carnal ou ato libidinoso diverso da conjunção carnal. Formas qualificadas: art. 217-A, §§ 3º e 4º, do CP. Ação penal: art. 225 do CP. Importante: nos crimes contra a dignidade sexual, a ação penal será sempre pública incondicionada. Se o agente não sabia que a vítima era menor de 14 anos de idade, pode incidir o erro de tipo (art. 20, caput, do CP). Conduta típica: Violação sexual mediante fraude Cuidado Cuidado Cuidado https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Conduta típica Falsificar, fabricando ou alterando, moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no País ou no estrangeiro; Consumação e tentativa É essencial que a falsificação seja convincente, isto é, capaz de iludir os destinatários da moeda. O crime consuma-se no momento da fabricação ou da alteração da moeda, desde que idônea a iludir; A tentativa é possível. Falsificação de documento público Conduta típica Falsidade material, ou seja, aquela que diz respeito à forma do documento; Consumação e tentativa Falsificar: significa formar, criar um documento; O crime consuma-se com a falsificação ou alteração do documento, sendo prescindível o uso efetivo deste; A tentativa é possível; Alterar: significa modificar o documento. Súmula nº 17 do STJ: “Quando o falso se exaure no estelionato, sem mais potencialidade lesiva, é por este absorvido” => Regra de que o crime-fim absorve o crime-meio. Falsificação de documento particular Também se trata de falsidade material, ou seja, aquela que diz respeito à forma do documento; Consumação e tentativa Falsificar: significa formar, criar um documento; O crime consuma-se com a falsificação ou alteração do documento, sendo prescindível o uso efetivo deste; Alterar: significa modificar o documento. A tentativa é possível. Falsidade ideológica Conduta típica O documento é formalmente perfeito, sendo, no entanto, falsa a ideia nele contida; a) Omitir: deixar de inserir ou não mencionar; b) Inserir: colocar ou introduzir; c) Fazer inserir: proporcionar que se introduza. Consuma-se com a omissão ou a inserção da declaração falsa ou diversa da que deveria constar; Trata-se de crime formal; prescinde-se, portanto, da ocorrência efetiva do dano, bastando a capacidade de lesar terceiro. Crimes contra a Fé Pública Moeda falsa Art. 298 do CP Conduta típica Art. 289 do CP Art. 299 do CP Art. 297 do CP Consumação e tentativa Crime de ação múltipla. Ações nucleares típicas previstas: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Peculato Peculato culposo (art. 312, § 2º, do CP) Funcionário público que, por negligência, imprudência ou imperícia, concorre para a prática de crime de outrem; Art. 312, § 3º, do CP => Reparação do dano: a) antes do trânsito em julgado da sentença criminal: extinção da punibilidade; b) após o trânsito em julgado da sentença criminal: redução da pena pela metade. Conduta típica Peculato-apropriação (art. 312, caput, 1ª parte, do CP): Peculato-desvio (art. 312, caput, 2ª parte, do CP): Peculato-furto (art. 312, § 1º, do CP): A condição especial funcionário público, como elementar do crime de peculato, comunica-se ao particular que eventualmente concorra, na condição de coautor ou partícipe, para a prática do crime, nos termos do art. 30 do CP. Concussão A ação nuclear consubstancia-se no verbo exigir vantagem indevida. Consumação e tentativa Crime formal: a consumação ocorre com a mera exigência da vantagem indevida, independentemente de sua efetiva obtenção. Corrupção passiva Conduta típica Três são as condutas típicas previstas: Consumação e tentativa Crime formal: a consumação ocorre com o ato de solicitar,receber ou aceitar a promessa de vantagem indevida. Solicitar: o funcionário solicita vantagem; Receber: o funcionário recebe a vantagem indevida; Aceitar a promessa de recebê-la: basta que o funcionário concorde com o recebimento da vantagem. Figura privilegiada (art. 317, § 2º) O agente pratica, deixa de praticar ou retarda o ato de ofício, não em virtude do recebimento de vantagem indevida, mas cedendo a pedido ou influência de outrem. Sujeitos do delito Crimes praticados por funcionários públicos contra a Administração Pública Art. 312 do CP Art. 317 do CP Art. 316 do CP O agente tem a posse (ou detenção) lícita do bem móvel, público ou particular, e inverte esse título, pois passa a comportar-se como se dono fosse. O agente tem a posse da coisa e lhe dá destinação diversa da exigida por lei, agindo em proveito próprio ou de terceiro. O agente não tem a posse ou detenção do bem, mas se vale da facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário público para realizar a subtração. Conduta típica https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm O funcionário público retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou o pratica contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. Resistência Conduta típica Opor-se o particular à execução de ato legal mediante o emprego de violência ou ameaça. Qualquer ato ou emprego de palavras que causem vexame, humilhação, falta de respeito ao funcionário público; No exercício da função, OU em razão do exercício da função. Corrupção ativa Conduta típica OFERECER vantagem indevida; PROMETER vantagem indevida. Consumação e tentativa Crime formal: a consumação se dá com a simples oferta ou promessa de vantagem indevida por parte do agente ao funcionário público. Descaminho O agente busca iludir, mediante o emprego de fraude, o pagamento de direito ou imposto devido em face de entrada e saída de mercadoria não proibida. Conduta típica É a clandestina importação ou exportação de mercadorias cuja entrada no País, ou saída dele, é absoluta ou relativamente proibida. Prevaricação Art. 319 do CP Art. 329 do CP Art. 331 do CP Art. 334 do CP Art. 334-A do CP Art. 333 do CP Desacato Conduta típica Conduta típica Conduta típica Desobediência Desobedecer a ordem legal de funcionário público. Art. 330 do CP Conduta típica Contrabando Crimes praticados por particular contra a Administração Pública https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Comunicação falsa de crime ou de contravenção Elemento subjetivo: Dolo: imprescindível que o denunciante saiba (dolo direto) que o denunciado é inocente. O agente comunica à autoridade a prática de crime ou contravenção penal que não se verificou; Não há a imputação a uma pessoa determinada da prática de crime. Art. 340 do CP Crimes contra a Administração da Justiça Conduta típica Trata-se de crime de ação múltipla, pois três são as ações típicas: “Fazer afirmação falsa”; “Negar a verdade”; “Calar a verdade”. Sujeitos do delito São sujeitos ativos desse delito a testemunha, o perito, o contador, o tradutor ou o intérprete que atue em processo judicial, ou administrativo, inquérito policial ou em juízo arbitral. Art. 342 do CP Retratação Se o agente, antes da sentença no processo em que ocorreu o falso testemunho, declarar a verdade: Art. 342, § 2º, do CP Extinção da punibilidade. Falso testemunho ou falsa perícia Contra pessoa, imputando-lhe crime, infração ético-disciplinar ou ato ímprobo de que o sabe inocente. Denunciação caluniosa Conduta típica O agente dá causa à instauração de: Art. 339 do CP Inquérito policial; Procedimento investigatório criminal; Processo judicial; Processo administrativo disciplinar; Inquérito civil; Ação de improbidade administrativa. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm O crime consuma-se no momento em que o agente presta auxílio, independentemente de saber se o agente conseguiu ou não tornar seguro o proveito do crime anterior. É possível a tentativa. Somente haverá o crime de favorecimento real se o agente não estava previamente ajustado com os autores do delito antecedente. Se houve prévio ajuste, o agente responderá pelo mesmo delito, em concurso de pessoas. O agente presta a criminoso, fora dos casos de coautoria ou de receptação, auxílio destinado a tornar seguro o proveito do crime Delito acessório: sua tipificação fica na dependência da existência de um crime antecedente, que pode ser de qualquer natureza.Conduta típica Crimes contra a Administração da Justiça Art. 349 do CP Favorecimento real Consumação e tentativa O agente presta auxílio, de qualquer natureza, a quem acaba de cometer um crime, com a finalidade de subtraí-lo à ação da autoridade. Delito acessório: sua tipificação fica na dependência da existência de um crime antecedente, que pode ser de qualquer natureza. Favorecimento pessoal Art. 348 do CP Consuma-se no momento em que, prestado o efetivo auxílio, o agente favorecido obtém êxito em sua ocultação, ainda que momentaneamente. É possível a tentativa. Se quem presta o auxílio é ascendente, descendente, cônjuge ou irmão do criminoso, fica isento de pena. Art. 348, § 2º do CP Escusa absolutóriaConsumação e tentativa Conduta típica https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Sistemas Trifásico e Agravante Sistema trifásico Pena base1. 2. Pena intermediária 3. Pena definitiva AgravantesAplicado na pena privativa de liberdade (art. 68 do CP); Cálculo da pena privativa de liberdade em três fases distintas e sucessivas. 1ª fase; Considera as circunstâncias judiciais do art. 59 do CP; A pena não pode, em hipótese alguma, ultrapassar os limites legais. 2ª fase; Considera as agravantes e atenuantes, nessa ordem; Não é possível reduzir abaixo do mínimo da pena (Súmula 231 do STJ). 3ª fase; Considera as causas de diminuição e aumento, nessa ordem; A pena pode ultrapassar os limites legais (máximo e mínimo). Aumentam a pena intermediária; Segunda fase de aplicação da pena (art. 68, caput, do CP); Via de regra, são de aplicação obrigatória; A quantidade de pena a ser agravada fica a critério do juiz; Só podem ser aplicadas se previstas expressamente em lei; Se a agravante funcionar como elementar ou circunstância qualificadora, não poderá ser aplicada. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%2068%20%2D%20A%20pena%2Dbase%20ser%C3%A1%20fixada%20atendendo%2Dse%20ao,diminua.(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%2059%20%2D%20O%20juiz%2C%20atendendo%20%C3%A0%20culpabilidade%2C%20aos%20antecedentes%2C%20%C3%A0%20conduta%20social%2C%20%C3%A0%20personalidade%20do%20agente%2C%20aos%20motivos%2C%20%C3%A0s%20circunst%C3%A2ncias%20e%20conseq%C3%BC%C3%AAncias%20do%20crime%2C%20bem%20como%20ao%20comportamento%20da%20v%C3%ADtima%2C%20estabelecer%C3%A1%2C%20conforme%20seja%20necess%C3%A1rio%20e%20suficiente%20para%20reprova%C3%A7%C3%A3o%20e%20preven%C3%A7%C3%A3o%20do%20crime https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%2068%20%2D%20A%20pena%2Dbase%20ser%C3%A1%20fixada%20atendendo%2Dse%20ao%20crit%C3%A9rio%20do%20art.%2059%20deste%20C%C3%B3digo%3B%20em%20seguida%20ser%C3%A3o%20consideradas%20as%20circunst%C3%A2ncias%20atenuantes%20e%20agravantes%3B%20por%20%C3%BAltimo%2C%20as%20causas%20de%20diminui%C3%A7%C3%A3o%20e%20de%20aumento. Atenuantes Consideradas para fixar a pena intermediária Presentes na Parte Especial do Código Penal e em Leis Especiais Segunda fase de aplicação da pena (art. 68, caput, do CP); Juiz pode criar atenuantes por analogia “in bonam partem” (art. 66 do CP); Fração de redução a cargo do juiz: STF: cada atenuante 1/6 da pena-base (STF, AP 470); O juiz pode reduzir em valor maior se fundamentar. Atenuantes específicas; Aplicáveis somente a determinados crimes. Presentes na Parte Geral do Código Penal Atenuantes genéricas; Rol exemplificativo nos arts. 65 e 66 do CP. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Atenuantes São de incidência obrigatória Art. 65, caput do CP Exceções: A atenuante não pode conduzir a redução da pena abaixo do mínimo legal (Súmula 231 do STJ); Quando a atenuante caracterizar elementar do crime, uma figura privilegiada ou uma causa de diminuição da pena -> vedação ao “bis in idem”. Atenuantes inominadas ou de clemência Art. 66 do CP A pena pode ser atenuada em razão de circunstância relevante, anterior ou posterior ao crime, mesmo não estando prevista em lei. Arts. 65 e 66 do CP Rol de atenuantes genéricas Agente menor de 21, na data do fato, ou maior de 70 (setenta) anos, na data da sentença (art. 65, I, do CP); Desconhecimento da lei (art. 65, II, do CP); Ter o agente (art. 65, III, do CP): Cometido o crime por motivo de relevante valor social ou moral (art. 65, III, “a”, do CP); Procurado, por sua espontânea vontade e com eficiência, logo após o crime, evitar-lhe ou minorar-lhe as consequências, ou ter, antes do julgamento, reparado o dano (art. 65, III, “b”, do CP); Cometido o crime sob coação a que podia resistir, ou em cumprimento de ordem de autoridade superior, ou sob a influência de violenta emoção, provocada por ato injusto da vítima (art. 65, III, “c”, do CP); Confessado espontaneamente, perante a autoridade, a autoria do crime (art. 65, III, “d”, do CP); Cometido o crime sob a influência de multidão em tumulto, se não o provocou (art. 65, III, “e”, do CP). https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%2065%20%2D%20S%C3%A3o%20circunst%C3%A2ncias%20que%20sempre%20atenuam%20a%20pena%3A%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984)%C2%A0%C2%A0%C2%A0 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%2066%20%2D%20A%20pena%20poder%C3%A1%20ser%20ainda%20atenuada%20em%20raz%C3%A3o%20de%20circunst%C3%A2ncia%20relevante%2C%20anterior%20ou%20posterior%20ao%20crime%2C%20embora%20n%C3%A3o%20prevista%20expressamente%20em%20lei.%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%2065%20%2D%20S%C3%A3o,expressamente%20em%20lei https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20I%20%2D%20ser%20o%20agente%20menor%20de%2021%20(vinte%20e%20um)%2C%20na%20data%20do%20fato%2C%20ou%20maior%20de%2070%20(setenta)%20anos%2C%20na%20data%20da%20senten%C3%A7a%3B%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20II%20%2D%20o%20desconhecimento%20da%20lei%3B%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20III%20%2D%20ter%20o%20agente%3A(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20a)%20cometido%20o%20crime%20por%20motivo%20de%20relevante%20valor%20social%20ou%20moral%3B https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20b)%20procurado%2C%20por%20sua%20espont%C3%A2nea%20vontade%20e%20com%20efici%C3%AAncia%2C%20logo%20ap%C3%B3s%20o%20crime%2C%20evitar%2Dlhe%20ou%20minorar%2Dlhe%20as%20conseq%C3%BC%C3%AAncias%2C%20ou%20ter%2C%20antes%20do%20julgamento%2C%20reparado%20o%20dano%3B https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20c)%20cometido%20o%20crime%20sob%20coa%C3%A7%C3%A3o%20a%20que%20podia%20resistir%2C%20ou%20em%20cumprimento%20de%20ordem%20de%20autoridade%20superior%2C%20ou%20sob%20a%20influ%C3%AAncia%20de%20violenta%20emo%C3%A7%C3%A3o%2C%20provocada%20por%20ato%20injusto%20da%20v%C3%ADtima%3B https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20d)%20confessado%20espontaneamente%2C%20perante%20a%20autoridade%2C%20a%20autoria%20do%20crime%3B https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20e)%20cometido%20o%20crime%20sob%20a%20influ%C3%AAncia%20de%20multid%C3%A3o%20em%20tumulto%2C%20se%20n%C3%A3o%20o%20provocou.Relação de causa (conduta) e efeito (resultado): nexo de causalidade. Causas relativamente independentes Existiam antes da conduta do agente e produzem o resultado independentemente da sua atuação. a) Preexistentes Não têm nenhuma relação com a conduta e produzem o resultado independentemente desta, no entanto, por coincidência, atuam exatamente no instante em que a ação é realizada. b) Concomitantes São causas que atuam após a conduta. c) Supervenientes Encontram sua origem na própria conduta praticada pelo agente; Não há, de regra, uma quebra do nexo causal; São três as espécies de causas relativamente independentes: a) Preexistentes A causa que efetivamente gerou o resultado já existia ao tempo da conduta do agente, que concorreu para a sua produção. b) Concomitantes A causa que efetivamente produziu o resultado surge no exato momento da conduta do agente. c) Supervenientes (art. 13, §1°, do CP) A causa que efetivamente produziu o resultado ocorre depois da conduta praticada pelo agente. Art. 13 do CP Efeitos: quando a causa é absolutamente independente, há exclusão da causalidade decorrente da conduta. Ou seja, o agente responde somente por aquilo que deu causa. Relação de Causalidade ou Nexo Causal Causas absolutamente independentes São causas que não têm origem na conduta do agente; Há uma quebra do nexo causal; São três as espécies de causas absolutamente independentes: Efeitos: o agente responde pelo resultado pretendido. No caso, homicídio consumado, se o dolo for de matar. Efeitos: o agente responde pelo resultado pretendido. No caso, homicídio consumado, se o dolo for de matar. Efeitos: o agente responde pelos atos até então praticados. No caso, tentativa de homicídio, se o dolo for de matar. Conceito https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Art. 13, §2º do CP Crimes Omissivos Omissivos próprios Agente deixa de fazer aquilo que poderia e deveria fazer. Omissivos impróprios ou comissivos por omissão O verbo nuclear do tipo penal descreve uma conduta omissiva. O dever de agir é implícito na norma. Exemplo: crime de omissão de socorro: art. 135 do CP. Deixar de prestar assistência, quando possível fazê- lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública [...] É preciso que haja o dever jurídico de impedir o resultado, o qual pode ser imputado de três formas: 1) Lei dispõe expressamente a obrigação de cuidado, proteção, vigilância. Exemplo: mãe que deixa de alimentar o filho, que, por conta da sua negligência, acaba morrendo por inanição = responde por homicídio culposo. Exemplo: babá que, por negligência, se descuida e a criança cai na piscina e morre afogada = responde por homicídio culposo. Exemplo: aluno veterano, sabendo que o acadêmico não sabe nadar, no trote, joga ele na piscina. O veterano assume o dever de evitar o resultado sob pena de responder por ele. Se morrer, responderá por homicídio. 2) O agente assumiu a responsabilidade de impedir o resultado 3) O sujeito, com o comportamento anterior cria o risco para bens jurídicos tutelados de terceiro, portanto, fica obrigado a evitar o resultado. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%20135%20%2D%20Deixar,resulta%20a%20morte. Fato típico Fato humano que se enquadra perfeitamente no modelo legal de conduta proibida. Do Crime Conduta Resultado Relação de causalidade Tipicidade F A T O T Í P I C O Tentativa Para caracterizar ao menos crime tentado, deve o agente passar pelos atos preparatórios e dar início à execução do delito, que, por razões alheias à sua vontade, não alcance a consumação. Art. 14, II, do CP Desistência voluntária O agente cessa o seu comportamento delitivo, não leva adiante a atividade executória; Postura de abstenção. Arrependimento eficaz O agente, após ter esgotado todos os meios à sua disposição para a consumação do delito, arrepende-se e impede que o resultado se produza; Postura ativa. Art. 15 do CP Consequência O agente responde pelos atos até então praticados, se típicos. Iter criminis Cogitação: não é punível. Atos preparatórios: via de regra, não são puníveis. Atos executórios: possibilidade de responsalização criminal, pelo menos na modalidade de tentativa. Consumação: momento da conclusão do delito, reunindo todos os elementos do tipo penal. Exceção: crimes em que o ato de preparação de forma autônoma já constitui crime. Ex: associação criminosa. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Arrependimento Posterior e Crime Impossível Arrependimento posterior Art. 16 do CP Depois da consumação; Sem violência ou grave ameaça; Repara o dano ou restitui a coisa; Até o recebimento da denúncia ou da queixa. Se for depois do recebimento, incide a atenuante do art. 65, III, alínea “b” do CP, que não se equipara a redução do arrependimento posterior. Cuidado! Causa obrigatória de diminuição de pena. Crime impossível Art. 17 do CP Ineficácia absoluta do meio (instrumento). Instrumento: tentar matar alguém com disparos de arma de brinquedo; tentar falsificação de moeda com nota de R$ 7,00 reais. Impossibilidade absoluta do objeto (pessoa ou coisa). Objeto: tentar fazer aborto sem estar grávida; tentar matar alguém que já está morto. Conduta é atípica = não pune nem a tentativa. Se houver a mínima possibilidade de consumação (ineficácia relativa) = pune a tentativa! Ex: sujeito quer furtar dinheiro da vítima, pega a carteira e não tinha nada. Porém o sujeito tinha dinheiro no bolso. Aqui a ineficácia é relativa! Cuidado! https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%20%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%2016%20%2D%20Nos%20crimes%20cometidos%20sem%20viol%C3%AAncia%20ou%20grave%20amea%C3%A7a%20%C3%A0%20pessoa%2C%20reparado%20o%20dano%20ou%20restitu%C3%ADda%20a%20coisa%2C%20at%C3%A9%20o%20recebimento%20da%20den%C3%BAncia%20ou%20da%20queixa%2C%20por%20ato%20volunt%C3%A1rio%20do%20agente%2C%20a%20pena%20ser%C3%A1%20reduzida%20de%20um%20a%20dois%20ter%C3%A7os.%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20b)%20procurado%2C%20por%20sua%20espont%C3%A2nea%20vontade%20e%20com%20efici%C3%AAncia%2C%20logo%20ap%C3%B3s%20o%20crime%2C%20evitar%2Dlhe%20ou%20minorar%2Dlhe%20as%20conseq%C3%BC%C3%AAncias%2C%20ou%20ter%2C%20antes%20do%20julgamento%2C%20reparado%20o%20dano%3B https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20b)%20procurado%2C%20por%20sua%20espont%C3%A2nea%20vontade%20e%20com%20efici%C3%AAncia%2C%20logo%20ap%C3%B3s%20o%20crime%2C%20evitar%2Dlhe%20ou%20minorar%2Dlhe%20as%20conseq%C3%BC%C3%AAncias%2C%20ou%20ter%2C%20antes%20do%20julgamento%2C%20reparado%20o%20dano%3B https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%20%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%2017%20%2D%20N%C3%A3o%20se%20pune%20a%20tentativa%20quando%2C%20por%20inefic%C3%A1cia%20absoluta%20do%20meio%20ou%20por%20absoluta%20impropriedade%20do%20objeto%2C%20%C3%A9%20imposs%C3%ADvel%20consumar%2Dse%20o%20crime.(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984) Erro de tipo essencial Falsa percepção da realidade; O erro de tipo essencial pode ser: Qualquer pessoa, nas mesmas circunstâncias, incorreria. Não poderia ser evitado. Exclui o dolo e a culpa => atipicidade da conduta. Uma pessoa mais cautelosa e prudente, nas mesmas circunstâncias, não incorreria. Se o fatofor punido sob a forma culposa => o agente responderá por crime culposo. Quando o tipo não admitir essa modalidade => exclusão do crime: fato atípico. Do Crime Erro de proibição O erro sobre a ilicitude do fato é impossível de ser evitado, valendo-se o ser humano da sua diligência ordinária. Escusável, inevitável ou invencível: Consequência: exclusão da culpabilidade. Não se justifica, pois, se tivesse havido um mínimo de empenho em se informar, o agente poderia ter tido conhecimento da realidade. Inescusável ou evitável: Consequência: causa de diminuição da pena de um sexto a um terço. Erro que incide sobre a ilicitude do fato; O agente tem consciência da conduta praticada, mas lhe falta potencial consciência da ilicitude do fato. Pode ser: Art. 21 do CP a) Invencível, inevitável, escusável: b) Vencível, evitável ou inescusável: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Crime Doloso e Culposo Dolo Art. 18 do CP Dolo direto Dolo eventual Teoria do consentimento/assentimento = não deseja diretamente o resultado; Previsão do resultado; Ao invés de parar, ele assume o risco do resultado; Ele aceita o resultado = é indiferente se o resultado acontece ou não. Exemplo: sujeito jogando pedras em latas de alvo e passa alguém perto das latas. Ele prevê que pode acertar a pedra na cabeça da pessoa, mas segue arremessando. Ela não quer atingir a pessoa, mas acaba acontecendo o resultado = responde por lesão corporal. Teoria da vontade = sujeito está consciente (art. 18, I do CP). Dolo: primeiro grau Dolo: segundo grau Dolo normal, busca atingir o resultado. Quer atingir uma pessoa determinada, mas o meio que ele optou para atingir vai gerar efeitos colaterais = vai gerar resultado em outras pessoas. Exemplo: sujeito quer atingir o João que está em viagem no mesmo carro com Pedro e Maria. O agente sabe dos outros dois, e mesmo assim instala uma bomba para explodir o carro de João. Ele não queria matar Pedro e Maria, mas ele sabia que eles estariam juntos no carro e matou os três. Em relação à João é dolo de primeiro grau. Em relação à Pedro e Maria é dolo de segundo grau. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%20I%20%2D%20doloso%2C%20quando%20o%20agente%20quis%20o%20resultado%20ou%20assumiu%20o%20risco%20de%20produzi%2Dlo Crime Doloso e Culposo Culpa Art. 18, II do CP Culpa consciente O agente prevê o resultado; Acredita que o resultado não irá ocorrer ou que ele tem habilidade para evitar o resultado. Exemplo: dirige em alta velocidade porque acha que qualquer coisa consegue desviar. Conduta voluntária Resultado involuntário Nexo causal Inobservância do dever de cuidado objetivo Tipicidade Imprudência: fez algo que não deveria fazer. Exemplo: agente que empregou velocidade alta. Negligência: não fez algo que deveria ter feito = ausência de precaução. Exemplo: adulto que deixa arma no alcance de uma criança. Imperícia: envolve o exercício da arte, profissão ou ofício = sujeito não observa as regras, normas e técnica necessária. Exemplo: médico pediatra que opera coluna. Tipo criminal deve prever a possibilidade do crime na modalidade culposa. Previsibilidade objetiva Ele deveria prever, mas o agente não previu. Dolo eventual: Prevê o resultado + assume o risco/aceita o resultado Culpa consciente: Prevê o resultado + acha que não vai ocorrer ou consegue evitar https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20II%20%2D%20culposo%2C%20quando%20o%20agente%20deu%20causa%20ao%20resultado%20por%20imprud%C3%AAncia%2C%20neglig%C3%AAncia%20ou%20imper%C3%ADcia.%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984) Erro quanto à pessoa Art. 20, § 3º, do CP) Resultado diverso do pretendido ou aberratio criminis Art. 74 do CP Erro na execução ou aberratio ictus Por acidente, o agente, em vez de atingir a pessoa pretendida, atinge pessoa diversa; Consequências Aplica-se a regra do concurso formal de crimes. Por erro nos meios de execução, o agente, em vez de atingir a pessoa pretendida, atinge pessoa diversa. Art. 73 do CP Erro de Tipo Acidental O agente desenvolve conduta voltada a atingir a pessoa pretendida, mas, confundindo-se em relação à sua identidade, atinge pessoa diversa; O agente pretendia praticar um crime, mas acaba praticando crime diverso do pretendido. Consequências Consideram-se as condições e qualidades da vítima pretendida. Resultado simples => o agente responde pelo resultado produzido a título de culpa, se o fato é previsto como crime culposo; Resultado duplo => aplica-se a regra do concurso formal de crimes. Consideram-se as condições e qualidades da vítima pretendida; Resultado simples Resultado duplo https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Descriminantes Putativas Exclui a ilicitude Erro sobre o elemento do tipo permissivo Erro sobre o elemento de proibição Consequências (art. 20, §1º, do CP): Se for invencível/inevitável = nas mesmas circunstâncias qualquer pessoa erraria = exclui o dolo e da culpa = fato atípico. Se for vencível/escusável = poderia verificar a realidade = exclui o dolo, responde por culpa (desde que previsto em lei essa modalidade). Exemplos de tipo penal permissivo: artigos 24 (estado de necessidade) e 25 (legitima defesa) do CP. Legislador permite que o sujeito pratique fato penalmente punível. Exemplo de descriminante putativa: dispara alarme de incêndio, e no desespero de sair ela agride uma pessoa que estava na porta, porém foi por defeito no sistema. Ou seja, o estado de necessidade não existia. Não há erro sobre a situação de fato, sobre a realidade. Há erro sobre a causa que exclui o crime, pensa que a norma permite enquanto na verdade, não permite. Exemplo: idoso recebe tapa de jovem atrevido e desarmado. Idoso acredita que diante da injusta agressão, pode matar o jovem em legitima defesa. Porém, a legitima defesa exige o uso moderado dos meios para repelir a injusta agressão. Erra quanto a extensão do direito de agir ou sobre a existência do seu direito de agir. Não tem como excluir o dolo, então: Se for invencível/inevitável = isenção de pena. Se for vencível/escusável = reduz a pena. Consequências (art. 21 do CP): https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Coação Moral Irresistível e Obediência Hierárquica Art. 22 do CP Inexigibilidade de conduta diversa Art. 22 do CP Exclusão da culpabilidade Figura do coator Coação moral irresistível Implica grave ameaça Coagido pratica fato típico Exemplo: traficante obriga morador honesto a guardar droga na sua casa sob pena de matar o filho do morador. Se for irresistível = só o coator é punido. Obediência hierárquica Figura do superior hierárquico Dá ordem NÃO manifestamente legal Se a ordem for manifestamente ilegal = ambos respondem pelo crime , mas o subordinado tem atenuante do art. 65, inciso III, alínea “e”, do CP. Subordinado pratica fato típico Exemplo: juiz manda escrivão expedir mandado de soltura em benefício de um amigo, mas o subordinado não sabia da amizade. Juiz praticou o crime de prevaricação. Como a ordem não é manifestamente ilegal e o subordinado não tinha como saber da ilegalidade = só o superior hierárquico é punido. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%20%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%2022%20%2D%20Se%20o%20fato%20%C3%A9%20cometido%20sob%20coa%C3%A7%C3%A3o%20irresist%C3%ADvel%20ou%20em%20estrita%20obedi%C3%AAncia%20a%20ordem%2C%20n%C3%A3o%20manifestamente%20ilegal%2C%20de%20superior%20hier%C3%A1rquico%2C%20s%C3%B3%20%C3%A9%20pun%C3%ADvel%20o%20autor%20da%20coa%C3%A7%C3%A3o%20ou%20da%20ordem.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984)https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%20%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%2022%20%2D%20Se%20o%20fato%20%C3%A9%20cometido%20sob%20coa%C3%A7%C3%A3o%20irresist%C3%ADvel%20ou%20em%20estrita%20obedi%C3%AAncia%20a%20ordem%2C%20n%C3%A3o%20manifestamente%20ilegal%2C%20de%20superior%20hier%C3%A1rquico%2C%20s%C3%B3%20%C3%A9%20pun%C3%ADvel%20o%20autor%20da%20coa%C3%A7%C3%A3o%20ou%20da%20ordem.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20e)%20cometido%20o%20crime%20sob%20a%20influ%C3%AAncia%20de%20multid%C3%A3o%20em%20tumulto%2C%20se%20n%C3%A3o%20o%20provocou. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20e)%20cometido%20o%20crime%20sob%20a%20influ%C3%AAncia%20de%20multid%C3%A3o%20em%20tumulto%2C%20se%20n%C3%A3o%20o%20provocou. Excludentes de Ilicitude Estado de necessidade Tem como fundamento um estado de perigo para certo interesse jurídico, que somente pode ser resguardado mediante a lesão de outro. Legítima defesa a) agressão injusta; b) atual ou iminente; c) contra direito próprio ou alheio; d) reação com os meios necessários; e) moderação no uso dos meios necessários; f) elemento subjetivo: consciência de que está reagindo a injusta agressão. Ataque instintivo e espontâneo de um animal: Estrito cumprimento do dever legal O agente que praticar um fato típico em face do cumprimento de um dever observando rigorosamente os limites impostos pela lei, de natureza penal ou não. Exercício regular de direito Qualquer pessoa pode exercitar um direito subjetivo ou uma faculdade prevista em lei (penal ou extrapenal). Particular que realiza a prisão em flagrante, conforme prevê o art. 301 do CPP. Consentimento do ofendido As infrações penais que geralmente admitem a possibilidade do consentimento do ofendido, por tutelarem, em regra, bens disponíveis, envolvem: a) crimes contra o patrimônio, praticados sem violência ou grave ameaça; b) crimes contra a integridade física; c) crimes contra a honra; d) crimes contra a liberdade individual. Art. 24 do CP Art. 25 do CP Atenção! Agressão injusta: Legítima defesa Ação ou omissão humana Situação de perigo Estado de necessidade Exemplo: Atenção! Requisitos: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Potencial consciência da ilicitude; Inimputabilidade por doença mental, desenvolvimento mental incompleto ou desenvolvimento mental retardado Inimputabilidade por embriaguez completa proveniente de caso fortuito ou força maior Culpabilidade Elementos da culpabilidade Imputabilidade; Causas excludentes de culpabilidade Inimputabilidade; Exigibilidade de conduta diversa. Falta de potencial consciência de ilicitude; Inexigibilidade de conduta diversa. Art. 26, caput, do CP Doença mental torna o agente, no momento da conduta, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento; Aplicação de medida de segurança, com prazo mínimo de 1 a 3 anos e o prazo máximo não deve ultrapassar a pena máxima cominada ao delito; Semi-imputabilidade Art. 26, parágrafo único, do CP; Não retira completamente a capacidade de compreensão do caráter ilícito do fato e de determinação de acordo com esse entendimento; Causa de diminuição da pena. Embriaguez acidental => proveniente de caso fortuito ou força maior COMPLETA Art. 28, § 1º, do CP Agente, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento => exclusão da culpabilidade. INCOMPLETA Art. 28, § 2º, do CP Redução da capacidade intelectiva ou volitiva do agente => diminuição da pena. Embriaguez Art. 28, II, do CP Voluntária; Culposa. Não excluem a imputabilidade. Imputabilidade Penal Critério biopsicológico. Internação; Tratamento ambulatorial. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm PunibilidadeRequisitos Conceito: ocorre quando duas ou mais pessoas, em conjugação de esforços e comunhão de vontades, reúnem-se para a prática de um ou mais delitos. Pluralidade de condutas; Relevância causal das condutas; Liame subjetivo; Identidade de infrações. Participação de menor importância Art. 29, §1º, do CP Cooperação dolosamente distinta Art. 29, §2º, do CP Arts. 29, 30 e 31 do CP Comunicabilidade dos elementares e circunstâncias do crime Elementares Comunicabilidade Comunicabilidade Integram o tipo penal. Circunstâncias Pessoais Objetivas Próprio agente Fato Circunstâncias objetivas sempre se comunicam, desde que estejam dentro do alcance de previsibilidade do agente. As circunstâncias e as condições de caráter pessoal não se comunicam, salvo quando elementares do crime. Concurso de Pessoas Art. 30 do CP https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Critérios Regimes iniciais nos crimes apenados com detenção Critérios para regime inicial nos crimes apenados com detenção Quantidade de pena imposta; Reincidência (arts. 63 e 64 do CP); Circunstâncias judiciais do art. 59 do CP. Regimes iniciais de cumprimento de pena privativa de liberdade Fechado (art. 33, §1º, alínea “a”, do CP); Semiaberto (art. 33, §1º, alínea “b”, do CP); Aberto (art. 33, §1º, alínea “c”, do CP). Regimes iniciais nos crimes apenados com reclusão Art. 33, caput, do CP Art. 33, caput, do CP Critérios para regime inicial nos crimes apenados com reclusão Pena maior que 8 anos: regime inicial fechado (art. 33, §2º, alínea “a”, do CP); Condenado primário e pena superior a 4 e inferior a 8 anos: regime inicial semiaberto (art. 33, §2º, alínea “b”, do CP); Condenado primário e pena igual ou inferior a 4 anos: regime inicial aberto (art. 33, §2º, alínea “c”, do CP); Observar as circunstâncias do art. 50 do CP; Condenado reincidente: regime inicial será sempre o fechado, independentemente da quantidade da pena. Exceção: Súmula 269 do STJ. Aberto e semiabertoAberto, semiaberto e fechado Pena maior que 4 anos: regime inicial semiaberto (art. 33, §2º, alínea “b”, do CP); Pena igual ou inferior a 4 anos: regime inicial aberto (art. 33, §2º, alínea “c”, do CP); Observar as circunstâncias do art. 59 do CP; Condenado reincidente: regime inicial será sempre o semiaberto, independentemente da quantidade da pena. Exceção: Súmula 269 do STJ. Súmulas 718 e 719 do STF e 440 do STJ: regime inicial mais severo é possível, mas depende de fundamentação adequada do juiz. Cuidado: Aplicação da Pena: Regime Inicial https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htmhttps://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Conceito Penas substitutivas das privativas de liberdade, expressamente previstas em lei; Para autores de infrações penais consideradas mais leves. Requisitos objetivos Nos crimes dolosos, praticados sem violência ou grave ameaça, apenados com reclusão ou detenção: pena de até 4 anos. a) Quantidade da pena aplicada: Crime culposo: a substituição será possível independentemente da quantidade da pena imposta. Exceção: art. 312-B do CTB. Crimes dolosos: crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa. b) Natureza do crime cometido: Súmula 588 do STJ Penas restritivas de direitos e violência doméstica ou familiar contra a mulher A prática de crime ou contravenção penal contra a mulher com violência ou grave ameaça no ambiente doméstico impossibilita a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Exceção => art. 44, § 3º, do CP: Se, em face de condenação anterior, a medida for socialmente recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da prática do mesmo crime, será possível aplicar a substituição. a) Réu não reincidente em crime doloso: b) A culpabilidade, os antecedentes, a conduta ou a personalidade ou ainda os motivos e circunstâncias recomendarem a substituição. Art. 44 do CP Requisitos subjetivos Penas Restritivas de Direitos https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9503compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Aplicação da Pena: Multa Conceito Arts. 49, 50, 51 e 60 do CP Sanção penal de natureza patrimonial; Destinada ao Fundo Penitenciário Nacional. Critérios Sistema bifásico; Sistema do dias-multa. Juiz estabelece o número de dias- multas: Art. 49 do CP 1ª fase Quantidade de dias-multa considera: Circunstâncias do art. 59 do CP; Atenuantes e agravantes. Causas de aumento e diminuição da pena; 2ª fase Art. 49, §1º, do CP Valor do dia-multa: mínimo 1/30 do salário-mínimo nacional vigente ao tempo do fato e máximo de 5 vezes esse valor. Valor do dia-multa considera: Situação econômica do réu; Pode chegar ao triplo, se considerada ineficaz diante da situação financeira do réu (art. 60 do CP). Mínimo 10 e máximo 360 dias-multa (art. 49, caput, do CP). https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Eficácia temporal da condenação anterior para efeito da reincidência Não prevalece a condenação anterior se entre a data do cumprimento ou extinção da pena e a infração posterior tiver decorrido período de tempo superior a 5 anos, computado o período de prova da suspensão ou do livramento condicional, se não ocorrer revogação. Art. 64, I, do CP Crimes que não induzem reincidência Para efeito de reincidência, não se consideram os crimes militares próprios ou políticos. Art. 64, II, do CP Conceito Há reincidência somente quando o novo crime for cometido após a sentença condenatória de que não cabe mais recurso. Reincidência CRIME + CRIME = REINCIDENTE (art. 63 do CP) CRIME + CONTRAVENÇÃO = REINCIDENTE (art. 7º da LCP) CONTRAVENÇÃO + CONTRAVENÇÃO = REINCIDENTE (art. 7º da LCP) CONTRAVENÇÃO + CRIME = NÃO REINCIDENTE Art. 63 do CP Aplicação da pena e reincidência 1ª fase: circunstâncias do art. 59 do CP; Art. 68 do CP 2ª fase: atenuantes e agravantes; 3ª fase: causas de diminuição e de aumento. Segunda fase da fixação da pena: circunstâncias agravantes e atenuantes Somente pode ser aplicada se expressamente prevista em lei. Pode ser aplicada embora não prevista em lei, levando em conta circunstância relevante, anterior ou posterior ao crime (art. 66 do CP). Agravante Atenuante Terceira fase da aplicação da pena: causas de aumento e de diminuição da pena Com a causa de aumento ou de diminuição de pena, o juiz pode aplicar pena acima da máxima ou inferior à mínima cominada em abstrato. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3688.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3688.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3688.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Pluralidade de condutas e pluralidade de resultados; Art. 69, caput, do CP Concurso material As penas são somadas. Resulta de um único desígnio. Art. 70, 1ª parte, do CP Resulta de desígnios autônomos; Art. 70, 2ª parte, do CP Concurso formal imperfeito Concurso formal perfeito Desígnio autônomo: o agente pretende, mediante uma única conduta, atingir dois ou mais resultados. Concurso formal Art. 70, caput, do CP Unidade de conduta e pluralidade de crimes. Aplicação da pena no concurso formal Aplica-se a pena do crime mais grave ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. Concurso formal perfeito 2 crimes = 1/6 aumento pena 3 crimes = 1/5 aumento pena 4 crimes = 1/4 aumento pena 5 crimes = 1/3 aumento pena 5 ou mais crimes = 1/2 aumento pena Concurso formal imperfeito As penas devem ser somadas, adotando- se o critério do cúmulo material. Conceito: O agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da mesma espécie. Crime continuado Art. 71 do CP Requisitos: a) pluralidade de condutas; b) pluralidade de crimes da mesma espécie; c) nas mesmas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes. Aplicação da pena: Crime continuado comum: aplica-se a pena do crime mais grave, aumentada de 1/6 até 2/3. 2 crimes = 1/6 aumento pena 3 crimes = 1/5 aumento pena 4 crimes = 1/4 aumento pena 5 crimes = 1/3 aumento pena 6 crimes = 1/2 aumento pena 7 crimes ou mais = 2/3 aumento pena Crime continuado específico: aplica- se a pena do crime mais grave aumentada até o triplo. Concurso material benéfico Se da aplicação da regra da exasperação da pena, no concurso formal, a pena tornar-se superior à que resultaria se somadas, deve-se adotar o critério do cúmulo material, porque, nesse caso, será mais benéfico. Art. 70, parágrafo único, do CP Concurso de crimes https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htmhttps://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Requisitos objetivos Suspensão Condicional da Pena Período de prova Extinção da pena Art. 77 do CP Pena privativa de liberdade; Pena não superior a 2 anos (condenado maior de 70 anos de idade ou em razão de saúde => pena não superior a 4 anos); Incabível ou não recomendável a substituição por pena restritiva de direitos. Prazo em que a execução da pena privativa de liberdade imposta fica suspensa, mediante o cumprimento das condições estabelecidas. Causas de revogação do sursis O condenado deverá cumprir integralmente a pena privativa de liberdade cuja execução se encontrava suspensa. Art. 82 do CP Expirado o prazo de suspensão ou de prorrogação sem que tenha havido motivo para a revogação, o juiz deve declarar extinta a pena privativa de liberdade. Revogação obrigatória Beneficiário é condenado, em sentença irrecorrível, por crime doloso => se a nova condenação for somente à pena de multa, não haverá revogação do benefício; Art. 81 do CP Beneficiário frustra, embora solvente, a execução de pena de multa ou não efetua, sem motivo justificado, a reparação do dano; Beneficiário descumpre a condição do § 1º do art. 78 do CP (prestação de serviços à comunidade ou limitação de fim de semana). Revogação facultativa Condenado deixa de cumprir qualquer outra condição imposta; Art. 81, § 1º, do CP Condenação irrecorrível, por crime culposo ou contravenção, à pena privativa de liberdade e restritiva de direitos. Requisitos subjetivos Condenado não reincidente em crime doloso; Circunstâncias judiciais favoráveis ao agente. Não cabe sursis Pena restritiva de direitos; Pena de multa; Medida de segurança. Art. 80 do CP https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Requisitos objetivos a) Natureza e quantidade da pena: Somente pode ser concedido em relação à pena privativa de liberdade; Pena igual ou superior a 2 anos. Art. 83, I, II, IV e V, do CP b) Cumprimento de parte da pena: Criminoso não reincidente em crime doloso e ostentar bons antecedentes => deverá cumprir mais de 1/3 da pena privativa de liberdade para obter o benefício; Condenado reincidente em crime doloso => deverá cumprir mais da metade da pena privativa de liberdade; Condenado por prática de tortura, crime hediondo, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, terrorismo e tráfico de pessoas => desde que não seja reincidente específico em tais delitos, deve cumprir mais de 2/3 da pena; Reincidente específico em crime hediondo ou equiparado => não é admissível o livramento condicional. c) Reparação do dano, salvo efetiva impossibilidade: O condenado não pode obter o livramento condicional enquanto não reparar o dano causado, salvo quando insolvente. Livramento Condicional Requisitos Conceito Destinado a antecipar o retorno do condenado ao convívio social, mediante determinadas condições e de forma precária, desde que preenchidos os requisitos legais. Requisitos subjetivos Bom comportamento durante a execução da pena; Não cometimento de falta grave nos últimos 12 meses: STJ considera objetivo. Bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído; Aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto. Constatação de condições pessoais que façam presumir que o liberado não voltará a delinquir na hipótese de condenado por crime doloso, cometido com violência ou grave ameaça. Art. 87 do CP Se o liberado deixar de cumprir qualquer das obrigações constantes na sentença; Se o liberado for irrecorrivelmente condenado, por crime ou contravenção, a pena que não seja privativa de liberdade. As causas de revogação do livramento condicional Causas de revogação obrigatória O liberado vem a ser condenado a pena privativa de liberdade, em sentença irrecorrível, por crime praticado durante ou antes da concessão do livramento condicional. Art. 86 do CP Causas de revogação facultativa Livramento condicional vedado Ao condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado, com resultado morte (art. 112, VI, a e c, da LEP); Ao condenado expressamente em sentença, por integrar organização criminosa ou por crime praticado por meio de organização criminosa, não será facultada a progressão de regime de cumprimento de pena ou a obtenção do livramento condicional ou outros benefícios prisionais se houver elementos probatórios que indiquem a manutenção do vínculo associativo (art. 2º, § 9º, da Lei nº 12.850/2013); Ao reincidente em crime hediondo ou equiparado. Súmula nº 441 do STJ: A falta grave não interrompe o prazo para obtenção de livramento condicional. Súmula nº 439/STJ: Admite-se o exame criminológico pelas peculiaridades do caso, desde que em decisão motivada. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7210.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7210.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12850.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12850.htm Efeitos principais Efeitos específicos Aplicação de uma pena privativa de liberdade, restritiva de direitos e/ou multa, além de medida de segurança (caso de agente semi-imputável que revela periculosidade). Efeitos secundários Automáticos: não é necessário o juiz declarar na sentença; Efeitos genéricos Art. 91 do CP Indenizar o dano causado pelo crime; Perda em favor da União de bens de origem ilícita; Confisco alargado => perda, como produto ou proveito do crime, dos bens correspondentes à diferença entre o valor do patrimônio do condenado e aquele que seja compatível com o seu rendimento lícito. Efeitos da Condenação Art. 92 do CP Não são automáticos: deve o juiz declará-los motivadamente na sentença. a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a 1 ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública; b) quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 4 anos nos demais casos. Perda de cargo, função pública ou mandato eletivo: Incapacidade para o exercício do poder familiar, tutela ou curatela => depende das seguintes condições: Inabilitação para dirigir veículo => depende das seguintes condições: a) vínculo entre o autor do fato e a vítima; b) crime doloso; c) que seja cominada pena de reclusão. a) crime doloso; b) que o veículo tenha sido utilizado “como meio” para a sua prática. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Anistia: é direcionada a fatos e não pessoas e a competência é do Congresso Nacional (ex: Lei 6.683/79) - apaga todos os efeitos penais. Graça: de iniciativa do Presidente da República e é individual - não apaga os efeitos penais secundários - continua sendo reincidente se cometer novo crime. Indulto: de iniciativa do Presidente da República e é coletivo - não apaga os efeitos penais secundários - continua sendo reincidente se cometer novo crime (Súmula 631 do STJ). Morte do agente Anistia, graça ou indulto Abolitio criminis Sendo personalíssimaa responsabilidade penal, a morte do agente faz com que o Estado perca o direito de punir, não se transmitindo a seus herdeiros qualquer obrigação de natureza penal. Crimes hediondos ou equiparados não possuem direito a anistia, graça ou indulto. Lei posterior deixar de considerar determinado fato como sendo criminoso. Apaga todos os efeitos penais (se cometer novo crime não será reincidente). Não apaga os efeitos civis da prática delituosa. Perdão judicial O juiz, não obstante comprovada a prática da infração penal pelo sujeito culpado, deixa de aplicar a pena em face de justificadas circunstâncias. Ex: art. 121, §5º, do CP e art. 180, §5º, do CP. É uma decisão declaratória - não gera reincidência (art. 120 do CP e Súmula 18 do STJ). Renúncia Renúncia ou perdão do ofendido Queixa-crime Perdão do ofendido Renúncia: É a abdicação do ofendido ou de seu representante legal do direito de promover a ação penal privada. Perdão do ofendido: é o ato pelo qual iniciada a ação penal privada, o ofendido ou seu representante legal desiste de seu prosseguimento. Extinção da Punibilidade Cuidado Decadência e perempção Decadência: é a perda do direito de ação do ofendido em face do decurso do tempo. Perempção: é a perda do direito de demandar o querelado pelo mesmo crime em face de inércia do querelante, diante do que o Estado perde o jus puniendi - só é possível para crimes de ação penal exclusivamente privada. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6683.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6683.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Extinção da Punibilidade: Prescrição Conceito Art. 5º, XLII e XLIV, da CF e crimes da Lei nº 7.716/89 Crimes imprescritíveis Art. 109 e incisos do CP Prazos para cálculos da prescrição Art. 115 do CP Redução dos prazos Art. 116 do CP Suspensão da prescrição Perda da pretensão punitiva ou executória do Estado pelo discurso do tempo sem o seu exercício; É causa extintiva da punibilidade (art. 107, IV, do CP). 20 anos: máximo da pena é superior a 12 anos; 16 anos: máximo da pena é superior a 8 e não excede 12 anos; 12 anos: máximo da pena é superior a 4 e não excede 8 anos; 4 anos: máximo da pena é igual a 1 ou, sendo superior, não excede 2 anos; 3 anos: máximo da pena é inferior a 1 ano. Reduz pela metade os prazos se o agente for: Menor de 21 anos ao tempo do crime; Maior de 70 anos na data da sentença. Tempo decorrido antes da causa suspensiva é contado no prazo; Impede a continuidade do prazo. Ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; Racismo; Injúria racial (antigo art. 140, § 3º, do CP, atual art. 2º- A da Lei n. 7.716/89). Espécies Prescrição da Pretensão Punitiva (PPP); Prescrição da Pretensão Executória (PPE). Art. 117 do CP Interrupção da prescrição Prazo é zerado, recomeçando sua contagem desde o início (art. 117, §2º, do CP). Exceção: art. 117, V, do CP. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm#:~:text=XLII%20%2D%20a%20pr%C3%A1tica%20do%20racismo%20constitui%20crime%20inafian%C3%A7%C3%A1vel%20e%20imprescrit%C3%ADvel%2C%20sujeito%20%C3%A0%20pena%20de%20reclus%C3%A3o%2C%20nos%20termos%20da%20lei%3B https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%20109.%C2%A0%20A%20prescri%C3%A7%C3%A3o%2C%20antes%20de%20transitar%20em%20julgado%20a%20senten%C3%A7a%20final%2C%20salvo%20o%20disposto%20no%20%C2%A7%201o%20do%20art.%20110%20deste%20C%C3%B3digo%2C%20regula%2Dse%20pelo%20m%C3%A1ximo%20da%20pena%20privativa%20de%20liberdade%20cominada%20ao%20crime%2C%20verificando%2Dse%3A%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2012.234%2C%20de%202010). https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%20115%20%2D%20S%C3%A3o%20reduzidos%20de%20metade%20os%20prazos%20de%20prescri%C3%A7%C3%A3o%20quando%20o%20criminoso%20era%2C%20ao%20tempo%20do%20crime%2C%20menor%20de%2021%20(vinte%20e%20um)%20anos%2C%20ou%2C%20na%20data%20da%20senten%C3%A7a%2C%20maior%20de%2070%20(setenta)%20anos.(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%20116%20%2D%20Antes%20de%20passar%20em%20julgado%20a%20senten%C3%A7a%20final%2C%20a%20prescri%C3%A7%C3%A3o%20n%C3%A3o%20corre%3A%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20IV%20%2D%20pela%20prescri%C3%A7%C3%A3o%2C%20decad%C3%AAncia%20ou%20peremp%C3%A7%C3%A3o%3B https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A7%203%C2%BA%20Se%20a%20inj%C3%BAria%20consiste%20na%20utiliza%C3%A7%C3%A3o%20de%20elementos%20referentes%20a%20religi%C3%A3o%20ou%20%C3%A0%20condi%C3%A7%C3%A3o%20de%20pessoa%20idosa%20ou%20com%20defici%C3%AAncia%3A%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2014.532%2C%20de%202023) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm#:~:text=Art.%202%C2%BA%2DA%20Injuriar%20algu%C3%A9m%2C%20ofendendo%2Dlhe%20a%20dignidade%20ou%20o%20decoro%2C%20em%20raz%C3%A3o%20de%20ra%C3%A7a%2C%20cor%2C%20etnia%20ou%20proced%C3%AAncia%20nacional.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2014.532%2C%20de%202023) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm#:~:text=Art.%202%C2%BA%2DA%20Injuriar%20algu%C3%A9m%2C%20ofendendo%2Dlhe%20a%20dignidade%20ou%20o%20decoro%2C%20em%20raz%C3%A3o%20de%20ra%C3%A7a%2C%20cor%2C%20etnia%20ou%20proced%C3%AAncia%20nacional.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2014.532%2C%20de%202023) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%20117%20%2D%20O%20curso%20da%20prescri%C3%A7%C3%A3o%20interrompe%2Dse%3A%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%202%C2%BA%20%2D%20Interrompida%20a%20prescri%C3%A7%C3%A3o%2C%20salvo%20a%20hip%C3%B3tese%20do%20inciso%20V%20deste%20artigo%2C%20todo%20o%20prazo%20come%C3%A7a%20a%20correr%2C%20novamente%2C%20do%20dia%20da%20interrup%C3%A7%C3%A3o.%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20V%20%2D%20pelo%20in%C3%ADcio%20ou%20continua%C3%A7%C3%A3o%20do%20cumprimento%20da%20pena%3B%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%209.268%2C%20de%201%C2%BA.4.1996) Prescrição da multa Art. 114 do CP 2 anos: quando a multa for a única cominada ou aplicada (art. 114, I, do CP); Mesmo prazo da pena privativa de liberdade: multa aplicada alternativa ou cumulativamente comida ou aplicada (art. 114, II, do CP). Extinção da Punibilidade: Prescrição Termos iniciais da PPE Art. 112 do CP Espécies de PPP Art. 111 do CP Termos iniciais da PPP Em abstrato (art. 109, caput, do CP); O prazo regulado pelo máximo de pena cominada ao delito; Ocorre antes da sentença transitar em julgado. Retroativa (art. 110, §1º, parte final, do CP); O prazo é regulado pela pena aplicada na sentença; Depende do trânsito em julgado para a acusação ou improvimento de seu recurso. Intercorrente ou superveniente (art. 110, §1º, do CP); O prazo é regulado pela pena aplicada na sentença; Depende do trânsito em julgado para a acusação ou improvimento de seu recurso. PPE Regulada pela penaimposta na sentença (art. 110, caput, do CP); Condenado reincidente: prazo prescricional aumenta de 1/3 (art. 110, §1º, do CP). https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%20Art.%20114%20%2D%20A%20prescri%C3%A7%C3%A3o%20da%20pena%20de%20multa%20ocorrer%C3%A1%3A https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%20I%20%2D%20em%202%20(dois)%20anos%2C%20quando%20a%20multa%20for%20a%20%C3%BAnica%20cominada%20ou%20aplicada%3B https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%20II%20%2D%20no%20mesmo%20prazo%20estabelecido%20para%20prescri%C3%A7%C3%A3o%20da%20pena%20privativa%20de%20liberdade%2C%20quando%20a%20multa%20for%20alternativa%20ou%20cumulativamente%20cominada%20ou%20cumulativamente%20aplicada. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%20Art.%20112%20%2D%20No%20caso%20do%20art.%20110%20deste%20C%C3%B3digo%2C%20a%20prescri%C3%A7%C3%A3o%20come%C3%A7a%20a%20correr%3A https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%20Art.%20111%20%2D%20A%20prescri%C3%A7%C3%A3o%2C%20antes%20de%20transitar%20em%20julgado%20a%20senten%C3%A7a%20final%2C%20come%C3%A7a%20a%20correr%3A%C2%A0 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%20109.%C2%A0%20A%20prescri%C3%A7%C3%A3o%2C%20antes%20de%20transitar%20em%20julgado%20a%20senten%C3%A7a%20final%2C%20salvo%20o%20disposto%20no%20%C2%A7%201o%20do%20art.%20110%20deste%20C%C3%B3digo%2C%20regula%2Dse%20pelo%20m%C3%A1ximo%20da%20pena%20privativa%20de%20liberdade%20cominada%20ao%20crime%2C%20verificando%2Dse%3A%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2012.234%2C%20de%202010). https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A7%201o%C2%A0%20A%20prescri%C3%A7%C3%A3o%2C%20depois%20da%20senten%C3%A7a%20condenat%C3%B3ria%20com%20tr%C3%A2nsito%20em%20julgado%20para%20a%20acusa%C3%A7%C3%A3o%20ou%20depois%20de%20improvido%20seu%20recurso%2C%20regula%2Dse%20pela%20pena%20aplicada%2C%20n%C3%A3o%20podendo%2C%20em%20nenhuma%20hip%C3%B3tese%2C%20ter%20por%20termo%20inicial%20data%20anterior%20%C3%A0%20da%20den%C3%BAncia%20ou%20queixa.%C2%A0%C2%A0%C2%A0 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A7%201o%C2%A0%20A%20prescri%C3%A7%C3%A3o%2C%20depois%20da%20senten%C3%A7a%20condenat%C3%B3ria%20com%20tr%C3%A2nsito%20em%20julgado%20para%20a%20acusa%C3%A7%C3%A3o%20ou%20depois%20de%20improvido%20seu%20recurso%2C%20regula%2Dse%20pela%20pena%20aplicada%2C%20n%C3%A3o%20podendo%2C%20em%20nenhuma%20hip%C3%B3tese%2C%20ter%20por%20termo%20inicial%20data%20anterior%20%C3%A0%20da%20den%C3%BAncia%20ou%20queixa.%C2%A0%C2%A0%C2%A0 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%20110%20%2D%20A%20prescri%C3%A7%C3%A3o%20depois%20de%20transitar%20em%20julgado%20a%20senten%C3%A7a%20condenat%C3%B3ria%20regula%2Dse%20pela%20pena%20aplicada%20e%20verifica%2Dse%20nos%20prazos%20fixados%20no%20artigo%20anterior%2C%20os%20quais%20se%20aumentam%20de%20um%20ter%C3%A7o%2C%20se%20o%20condenado%20%C3%A9%20reincidente.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%20110%20%2D%20A%20prescri%C3%A7%C3%A3o%20depois%20de%20transitar%20em%20julgado%20a%20senten%C3%A7a%20condenat%C3%B3ria%20regula%2Dse%20pela%20pena%20aplicada%20e%20verifica%2Dse%20nos%20prazos%20fixados%20no%20artigo%20anterior%2C%20os%20quais%20se%20aumentam%20de%20um%20ter%C3%A7o%2C%20se%20o%20condenado%20%C3%A9%20reincidente.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%20110%20%2D%20A,den%C3%BAncia%20ou%20queixa. Homicídio qualificado Crimes contra a Vida Contexto de violência doméstica e familiar; OU Menosprezo ou discriminação à condição de mulher. Homicídio funcional Praticado contra integrantes dos órgãos de segurança pública, bem como seus parentes consanguíneos até terceiro grau; Necessário que o homicídio tenha sido praticado no exercício da função ou em decorrência dela. I – 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é pessoa com deficiência ou com doença que implique o aumento de sua vulnerabilidade; II – 2/3 (dois terços) se o autor é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade sobre ela. Causa de aumento de pena: Homicídio Com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; À traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; Mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; Motivo fútil; Feminicídio; Para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime; Contra agente de segurança pública; Com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido; Contra menor de 14 anos. Art. 121, § 2º, do CP Art. 121, § 2º, IX, do CP Homicídio contra menor de 14 anos Art. 121, § 2º, VI, § 2º-A, do CP Feminicídio Art. 121, § 2º, VII, do CP Perdão judicial Aplicável somente ao autor do homicídio culposo. Art. 121, § 5º, do CP Homicídio culposo Art. 121, § 3º, do CP Resulta de: 1) Imprudência; 2) Negligência; 3) Imperícia. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Conceito Homicídio cometido pela mãe contra seu filho, nascente ou recém-nascido, sob a influência do estado puerperal. Sujeitos do delito A autora do infanticídio só pode ser a mãe; Terceiro pode responder por infanticídio diante do concurso de agentes (art. 30 do CP). Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento (art. 124) Somente a gestante pode realizá-lo (isso não afasta a possibilidade de participação no crime); A própria mulher executa a ação material do crime ou consente na prática abortiva. Aborto provocado por terceiro sem o consentimento da gestante (art. 125 do CP) Não há o consentimento da gestante no emprego dos meios ou manobras abortivas por terceiro. Aborto Infanticídio Art. 123 do CP Arts. 124 a 128 do CP Consumação Crime formal => não mais exige para a sua consumação a produção de um resultado naturalístico; Consumação => basta a conduta de induzir, instigar ou prestar auxílio ao suicídio ou à automutilação. Crimes contra a Vida Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação Se resultar lesão corporal de natureza grave ou gravíssima; Se resultar morte. Figuras qualificadoras https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htmhttps://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Lesão corporal grave Lesão corporal leve ou simples Incapacidade para as ocupações habituais, por mais de 30 dias; Lesão corporal gravíssima Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem. Perigo de vida; Debilidade permanente de membro, sentido ou função; Aceleração de parto. Incapacidade permanente para o trabalho; Enfermidade incurável; Perda ou inutilização do membro, sentido ou função; Deformidade permanente; Aborto => o agente, ao lesionar a vítima, não quer nem mesmo assumir o risco do advento do resultado agravador aborto. Lesão corporal seguida de morte O evento morte não deve ser desejado, nem ter o agente assumido o risco de causá-lo, sob pena de responder pelo crime de homicídio; Não admite tentativa. Violência doméstica Praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade; Incide se a lesão corporal for de natureza leve. Se for grave, gravíssima ou seguida de morte, incidirá, ainda, causa de aumento de pena em 1/3, nos termos do art. 129, § 10, do CP. Lesão corporal contra agente de segurança pública Praticada contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da CF/1988, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição; Aumento da pena de um a dois terços; Crime hediondo. Lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher Praticada contra a mulher, por razões da condição do sexo feminino. Art. 129, §13, do CP Art. 129, § 12, do CP Art. 129, § 9º, do CP Lesão Corporal Art. 129, § 3º, do CP Art. 129, § 2º, do CP Art. 129, caput, do CP Art. 129, § 1º, do CP https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm Calúnia Atribuir a outrem, falsamente, a prática de fato definido como crime; Difamação Ação penal O fato atribuído deve ser definido como crime; O fato criminoso deve ser determinado => um caso concreto; A imputação de fato definido como crime deve ser falsa; Se o fato for verdadeiro: não há crime de calúnia. Desacreditar publicamente uma pessoa, ofendendo sua reputação; Exemplo: espalhar o fato de que a vítima não pagou aos credores “A”, “B” e “C”, quando as dívidas X, Y e Z venceram; Se o agente imputar falsamente fato definido como contravenção: difamação. Art. 145 do CP Regra Ação penal privada Exceções Resultando lesão física na vítima: ação penal pública incondicionada (alguns autores entendem que se trata de ação penal pública condicionada à representação). Ação penal pública condicionada à representação. Ação penal pública condicionada à requisição do Ministro da Justiça. Súmula nº 714 do STF: É concorrente a legitimidade do ofendido, mediante queixa, e do Ministério Público, condicionada à representação do ofendido, para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão do exercício de suas funções. Ação penal pública condicionada à representação. Ação penal pública incondicionada. Crimes contra a Honra Art. 138 do CP Art. 139 do CP Injúria qualificada: art. 140, §3º, do CP Injúria real: art. 140, §2º, do CP Delito cometido contra o Presidente da República ou Chefe de Governo Estrangeiro Injúria racial: art. 2º-A da Lei nº 7.716/89 Delito cometido contra funcionário público, no exercício das suas funções https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm Ofensa à dignidade ou ao decoro de outrem. Quando a vítima toma ciência da imputação ofensiva, independentemente de sentir-se ou não atingida em sua honra subjetiva. É suficiente que o ato seja revestido de idoneidade ofensiva. Injúria qualificadaInjúria racial Consumação Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a religião ou à condição de pessoa idosa ou com deficiência. Injúria em razão de raça, cor, etnia ou procedência nacional. Calúnia, difamação e injúria Não admite tentativa ESCRITA: Injúria Art. 140 do CP Crimes contra a Honra Art. 140, § 3º do CPArt. 2º-A da Lei 7.716/89 Injúria real Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se considerem aviltantes. Art. 140, § 2º do CP Concurso de 2 ou mais pessoas. Causa de aumento de pena: Art. 2º-A, parágrafo único, da Lei 7.716/89; Admite tentativa VERBAL: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm Crimes contra o Patrimônio: Furto Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel Art. 155 do CP Reclusão de 1 a 4 anos + multa; Subtrair sem a permissão do possuidor/proprietário; Finalidade de assenhoramento definitivo; Equipara-se à coisa alheia móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico (art. 155, §3º, do CP); Crime doloso: intenção de possuir a coisa alheia móvel, sem devolver o bem; Furto de uso: atípico e exige a subtração apenas para o uso transitório do bem e devolução do bem no mesmo estado. Consumação Quando o objeto material é retirado da esfera de posse e disponibilidade da vítima; Não depende da posse tranquila; Súmula 582 do STJ: aplica-se por analogia. Tentativa Ocorre sempre que o sujeito ativo não consegue, por circunstâncias alheias à sua vontade, retirar o objeto material da esfera de proteção e vigilância da vítima, submetendo-a à sua própria disponibilidade. Furto noturno Art. 155, §1º, do CP Só se aplica ao furto simples; Causa de aumento de pena em 1/3. Furto privilegiado Art. 155, §2º, do CP Criminoso primário; Coisa furtada de pequeno valor: equivalente a 1 salário mínimo vigente à época do fato. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%20155%20%2D%20Subtrair%2C%20para%20si%20ou%20para%20outrem%2C%20coisa%20alheia%20m%C3%B3vel%3A https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%203%C2%BA%20%2D%20Equipara%2Dse%20%C3%A0%20coisa%20m%C3%B3vel%20a%20energia%20el%C3%A9trica%20ou%20qualquer%20outra%20que%20tenha%20valor%20econ%C3%B4mico. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%201%C2%BA%20%2D%20A%20pena%20aumenta%2Dse%20de%20um%20ter%C3%A7o%2C%20se%20o%20crime%20%C3%A9%20praticado%20durante%20o%20repouso%20noturno. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%202%C2%BA%20%2D%20Se%20o%20criminoso%20%C3%A9%20prim%C3%A1rio%2C%20e%20%C3%A9%20de%20pequeno%20valor%20a%20coisa%20furtada%2C%20o%20juiz%20pode%20substituir%20a%20pena%20de%20reclus%C3%A3o%20pela%20de%20deten%C3%A7%C3%A3o%2C%20diminu%C3%AD%2Dla%20de%20um%20a%20dois%20ter%C3%A7os%2C%20ou%20aplicar%20somente%20a%20pena%20de%20multa.