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Mapa Mental
Direito Penal
Lei penal no tempo
Regra:
Exceções:
A atividade da lei penal se dá
no período de sua vigência.
Ultratividade: lei revogada mais
favorável continua gerando efeitos.
Retroatividade: a lei mais benigna
prevalece sobre a mais severa.
Crime permanente, crime
continuado e a lei penal
mais benéfica
Súmula nº 711 do STF: A lei penal mais
grave aplica-se ao crime continuado ou ao
crime permanente, se a sua vigência é
anterior à cessação da continuidade ou da
permanência.
Lei temporária e 
lei excepcional
Leis excepcionais
Leis temporárias
São feitas para durar enquanto
um estado anormal ocorrer.
Editadas com período
determinado de duração.
Aplicação da Lei Penal
Art. 2º do CP
Art. 3º do CP
Autorrevogáveis;
Ultratividade.
Abolitio criminis 
Conceito: lei nova deixa de
considerar crime um fato; 
Apaga os efeitos penais da sentença
condenatória;
Os efeitos extrapenais permanecem.
Art. 2º, caput, do CP
Do tempo do crime
Teoria da atividade: reputa-se praticado o
delito no momento da conduta, não
importando o instante do resultado.
Art. 4º do CP
Teoria da ubiquidade ou mista: é lugar do
crime tanto onde houve a conduta quanto o
local onde se deu o resultado.
Do lugar do crime
Art. 6º do CP
Art. 5º, XL, da CF/1988;
Novatio legis incriminadora
Conceito: considera crime fato anteriormente
não incriminado;
Não retroage.
Novatio legis in pejus
Conceito: nova lei mais severa que a anterior;
Não retroage.
Novatio legis in mellius 
Conceito: lei posterior que de qualquer
modo favorecer o agente;
Aplica-se aos fatos anteriores, ainda que
decididos por sentença condenatória
transitada em julgado.
Art. 2º, parágrafo único, do CP
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
Territorialidade
Lei brasileira para crimes cometidos no Brasil.
Art. 5º do CP
Aplicação da lei brasileira
Embarcações e aeronaves brasileiras:
Natureza pública ou a serviço do governo.
Onde estiverem.
Propriedade privada.
Alto-mar ou sobrevoando águas internacionais.
Dentro do território nacional Território brasileiro por equiparação
Navios estrangeiros em
águas brasileiras
Públicos
Lei da bandeira que ostentam.
Privados
Lei brasileira.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%205%C2%BA%20%2D%20Aplica%2Dse%20a%20lei%20brasileira%2C%20sem%20preju%C3%ADzo%20de,Brasil.(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%201984)
Extraterritorialidade
Lei brasileira para crimes cometidos
no estrangeiro.
Incondicionada
Art. 7º, I, do CP
Agente punido segundo a lei brasileira independentemente da decisão no estrangeiro.
Crimes: Vida/liberdade do Presidente;
Patrimônio ou fé pública da União, DF, Estado, Território, Município, empresa pública,
sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo poder público.
Administração pública, por quem está a seu serviço;
Genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil.
Exemplos: INSS (autarquia), Banco Central do Brasil (autarquia), Petrobrás (soc. econ.
mista), Caixa Econômica Federal (empresa pública) e Correios (empresa pública).
Condicionada
Art. 7º, II, do CP
Condições para aplicação da lei
brasileira para brasileiros
Condições para aplicação da lei
brasileira para estrangeiros que
cometem crimes contra brasileiro
a) entrar o agente no território nacional;
b) fato punível no país praticado;
c) crime que a lei brasileira autoriza extradição;
d) não ser absolvido no estrangeiro ou não ter aí
cumprido a pena;
e) não ter sido perdoado no estrangeiro ou estar
extinta punibilidade segunda a lei mais benéfica.
a) entrar o agente no território nacional;
b) fato punível no país praticado;
c) crime que a lei brasileira autoriza extradição;
d) não ser absolvido no estrangeiro ou não ter aí
cumprido a pena;
e) não ter sido perdoado no estrangeiro ou estar
extinta a punibilidade segundo a lei mais
benéfica;
f) não foi pedida ou foi negada a extradição; 
g) houve requisição do Ministro da Justiça.
Crimes:
Crimes que por tratado ou convenção
o Brasil se obrigou a reprimir;
Praticado por brasileiro;
Praticado em aeronaves ou
embarcações brasileiras, mercantes
ou de propriedade privada, quando
em território estrangeiro e aí não
sejam julgados.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20I%20%2D%20os%20crimes%3A%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20II%20%2D%20os%20crimes%3A%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984)
Crime progressivo Progressão criminosa Antefactum impunível Post factum impunível
Conflito Aparente de Normas
Um fato = aparentemente
duas possíveis normas
Princípio da consunção
(ou absorção)
Sequência de fatos delituosos, que, isoladamente, constituem crime, mas que, ao final, devem ser
subsumidos a um único tipo penal;
Devem estar no mesmo contexto.
Ocorre nos seguintes casos:
Dolo inicial é atingir o
resultado final, mas para isso
precisa de atos lesivos
anteriores. Exemplo: agente
quer matar a vítima, para isso
desfere várias facadas.
Responde apenas pelo
resultado morte.
Após atingir o dolo inicial,
cria-se vontade de cometer
outro delito maior. Exemplo:
agente quer injuriar, e após
fazer isso, tomado pela fúria
passa a querer lesionar e
lesiona. Responde por lesão
corporal.
Fatos anteriores não
puníveis. Exemplo: para
furtar os objetos de dentro
de uma casa, precisa
invadi-la. Responderá por
furto.
Fatos posteriores não
puníveis. Exemplo: porte
de arma logo após a sua
subtração. Vai
responder por furto.
Duas ou mais normas podem ser aplicadas ao mesmo fato
Conflito Aparente de Normas
Um fato = aparentemente duas possíveis normas
Princípio da especialidade
Norma especial prevalece sobre a norma geral.
Exemplos: mãe mata filho sob influência do estado puerperal. Nesse caso, matar o próprio filho sob
influência do estado puerperal, durante ou logo após o parto possui elementos especializantes, por tal
motivo, vai responder por infanticídio (art. 123, do CP) e não por homicídio (art. 121, do CP).
Quando o seu próprio texto, subordina a sua aplicação à não aplicação de outra.
Exemplo: o crime de importunação sexual (art. 215-A do CP) prevê expressamente que só incidirá “se o ato não constitui
crime mais grave”.
Princípio da subsidiariedade
A infração menos grave só incide se o fato não constituir crime mais grave.
Subsidiariedade expressa ou explícita:
Subsidiariedade tácita ou implícita:
Quando a norma penal não ressalva a sua incidência na hipótese de outra norma de maior gravidade punitiva não ser
aplicável ao caso concreto.
Exemplo: o crime de constrangimento ilegal (art. 146 do CP) é tacitamente subsidiário em relação ao crime de estupro
(art. 213 do CP). Sem caracterização concreta do estupro, aventa-se o crime de constrangimento ilegal.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%20123%20%2D%20Matar,a%20seis%20anos.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%20121.%20Matar,a%20vinte%20anos
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%20215%2DA,crime%20mais%20grave.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%20146%20%2D%20Constranger,para%20impedir%20suic%C3%ADdio.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%20213.%C2%A0%20Constranger,10%20(dez)%20anos.Crimes contra o Patrimônio: Furto
Furto qualificado
Pena de reclusão de 2 a 8 anos + multa quando furto é cometido (art. 155, §4º, do CP):
Com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa (art. 155, §4º, I, do CP);
Com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza (art. 155, §4º, II, do CP);
Com emprego de chave falsa (art. 155, §4º, III, do CP);
Mediante concurso de duas ou mais pessoas (art. 155, §4º, IV, do CP);
Pena de reclusão de 3 a 8 anos (art. 155, § 5º, do CP): 
Subtração for de veículo automotor que tenha sido transportado para outro Estado ou exterior.
Pena de reclusão de 4 a 10 anos + multa (art. 155, § 4º-A, do CP): 
Emprego de explosivo ou artefato análogo que cause
perigo comum;
Crime hediondo (art. 1º, IX, Lei n. 8.072/90).
Pena de reclusão de 4 a 10 anos + multa (art. 155, § 7º, do CP): 
Subtração for de substâncias explosivas ou de
acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem
sua fabricação, montagem ou emprego.
Pena de reclusão de 4 a 8 anos + multa (art. 155, § 4º-B, do CP): 
Furto mediante fraude cometido por meio de dispositivo
eletrônico ou informático, conectado ou não à rede de
computadores, com ou sem a violação de mecanismo de
segurança ou a utilização de programa malicioso, ou por
qualquer outro meio fraudulento análogo.
1. Pena aumentada de 1/3 a 2/3: crime praticando mediante a
utilização de servidor mantido fora do território nacional;
2. Pena aumentada de 1/3 ao dobro: crime é praticado contra
idoso ou vulnerável.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%204%C2%BA%20%2D%20A%20pena%20%C3%A9%20de%20reclus%C3%A3o%20de%20dois%20a%20oito%20anos%2C%20e%20multa%2C%20se%20o%20crime%20%C3%A9%20cometido%3A
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20I%20%2D%20com%20destrui%C3%A7%C3%A3o%20ou%20rompimento%20de%20obst%C3%A1culo%20%C3%A0%20subtra%C3%A7%C3%A3o%20da%20coisa%3B
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20II%20%2D%20com%20abuso%20de%20confian%C3%A7a%2C%20ou%20mediante%20fraude%2C%20escalada%20ou%20destreza%3B
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20III%20%2D%20com%20emprego%20de%20chave%20falsa%3B
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20IV%20%2D%20mediante%20concurso%20de%20duas%20ou%20mais%20pessoas.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%205%C2%BA%20%2D%20A%20pena%20%C3%A9%20de%20reclus%C3%A3o%20de%20tr%C3%AAs%20a%20oito%20anos%2C%20se%20a%20subtra%C3%A7%C3%A3o%20for%20de%20ve%C3%ADculo%20automotor%20que%20venha%20a%20ser%20transportado%20para%20outro%20Estado%20ou%20para%20o%20exterior.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%209.426%2C%20de%201996)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%204%C2%BA%2DA%20A%20pena%20%C3%A9%20de%20reclus%C3%A3o%20de%204%20(quatro)%20a%2010%20(dez)%20anos%20e%20multa%2C%20se%20houver%20emprego%20de%20explosivo%20ou%20de%20artefato%20an%C3%A1logo%20que%20cause%20perigo%20comum.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2013.654%2C%20de%202018)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8072.htm#:~:text=IX%20%2D%20furto%20qualificado%20pelo%20emprego%20de%20explosivo%20ou%20de%20artefato%20an%C3%A1logo%20que%20cause%20perigo%20comum%20(art.%20155%2C%20%C2%A7%204%C2%BA%2DA).%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2013.964%2C%20de%202019)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%207%C2%BA%20%C2%A0A%20pena%20%C3%A9%20de%20reclus%C3%A3o%20de%204%20(quatro)%20a%2010%20(dez)%20anos%20e%20multa%2C%20se%20a%20subtra%C3%A7%C3%A3o%20for%20de%20subst%C3%A2ncias%20explosivas%20ou%20de%20acess%C3%B3rios%20que%2C%20conjunta%20ou%20isoladamente%2C%20possibilitem%20sua%20fabrica%C3%A7%C3%A3o%2C%20montagem%20ou%20emprego.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2013.654%2C%20de%202018)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A7%204%C2%BA%2DB.%20A,14.155%2C%20de%202021)
Art. 157 do CP
Crimes contra o Patrimônio:
Roubo 
Roubo
Art. 157 do CP
Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou
violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à
impossibilidade de resistência:
Reclusão de 4 a 10 anos + multa;
Roubo próprio: violência ou a grave ameaça praticadas contra a pessoa
antes da subtração da coisa (art. 157, caput, do CP);
Roubo impróprio: violência ou a grave ameaça praticadas contra a pessoa
depois da subtração da coisa para assegurar a impunidade do crime ou a
detenção da coisa para si ou para terceiro (art. 157, § 1º, do CP).
Consumação e tentativa 
Consuma-se o crime de roubo com a inversão da posse
do bem mediante emprego de violência ou grave
ameaça, ainda que por breve tempo e em seguida à
perseguição imediata ao agente e recuperação da
coisa roubada, sendo prescindível a posse mansa e
pacífica ou desvigiada - Súmula 582 do STJ.
Roubo majorado/
circunstanciado
Pena aumenta de 1/3 até metade nas hipóteses do art. 157,
§2º, do CP;
A majorante de privação da liberdade da vítima (art. 157, §2º,
V, do CP) é crime hediondo (art. 1º, II, “a”, da Lei 8.072/90);
Pena aumenta de 2/3 nas hipóteses do art. 157, §§ 2º-A e 2º-B
do CP:
Emprego de arma de fogo (art. 157, § 2º-A, I, do CP):
1. Não se aplica quando usada arma de brinquedo;
2. Crime hediondo (art. 1º, II, “b”, da Lei 8.072/90).
Roubo qualificado
pelo resultado 
Art. 157, §3º, do CP
Resultado lesão corporal grave:
Pena de reclusão de 7 a 18 anos + multa;
Crime hediondo (art. 1º, II, “c”, da Lei 8.072/90).
Latrocínio (resultado morte):
Pena de reclusão de 20 a 30 anos + multa;
Crime hediondo (art. 1º, II, “c”, da Lei 8.072/90);
Competência do juiz singular (Súmula 603 do STF);
Há latrocínio quando o homicídio se consuma, ainda que não ocorra a
subtração de bens da vítima (Súmula 610 do STF).
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%20157%20%2D%20Subtrair%20coisa,trinta)%20anos%2C%20e%20multa
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%20157%20%2D%20Subtrair%20coisa%20m%C3%B3vel%20alheia%2C%20para%20si%20ou%20para%20outrem%2C%20mediante%20grave%20amea%C3%A7a%20ou%20viol%C3%AAncia%20a%20pessoa%2C%20ou%20depois%20de%20hav%C3%AA%2Dla%2C%20por%20qualquer%20meio%2C%20reduzido%20%C3%A0%20impossibilidade%20de%20resist%C3%AAncia%3A
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%201%C2%BA%20%2D%20Na%20mesma%20pena%20incorre%20quem%2C%20logo%20depois%20de%20subtra%C3%ADda%20a%20coisa%2C%20emprega%20viol%C3%AAncia%20contra%20pessoa%20ou%20grave%20amea%C3%A7a%2C%20a%20fim%20de%20assegurar%20a%20impunidade%20do%20crime%20ou%20a%20deten%C3%A7%C3%A3o%20da%20coisa%20para%20si%20ou%20para%20terceiro.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%202%C2%BA%20%C2%A0A%20pena%20aumenta%2Dse%20de%201/3%20(um%20ter%C3%A7o)%20at%C3%A9%20metade%3A%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2013.654%2C%20de%202018)https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%202%C2%BA%20%C2%A0A%20pena%20aumenta%2Dse%20de%201/3%20(um%20ter%C3%A7o)%20at%C3%A9%20metade%3A%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2013.654%2C%20de%202018)
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8072.htm#:~:text=a)%20circunstanciado%20pela%20restri%C3%A7%C3%A3o%20de%20liberdade%20da%20v%C3%ADtima%20(art.%20157%2C%20%C2%A7%202%C2%BA%2C%20inciso%20V)%3B%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2013.964%2C%20de%202019)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A7%202%C2%BA%2DA%20%C2%A0A,caput%20deste%20artigo
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A7%202%C2%BA%2DA%20%C2%A0A,caput%20deste%20artigo
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20I%20%E2%80%93%20se%20a%20viol%C3%AAncia%20ou%20amea%C3%A7a%20%C3%A9%20exercida%20com%20emprego%20de%20arma%20de%20fogo%3B%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2013.654%2C%20de%202018)
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A7%203%C2%BA%20%C2%A0Se%20da%20viol%C3%AAncia,trinta)%20anos%2C%20e%20multa
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8072.htm#:~:text=c)%20qualificado%20pelo%20resultado%20les%C3%A3o%20corporal%20grave%20ou%20morte%20(art.%20157%2C%20%C2%A7%203%C2%BA)%3B%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2013.964%2C%20de%202019)
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Art. 158 do CP
Crimes contra o Patrimônio:
Extorsão
Extorsão
Constranger alguém, mediante violência ou grave
ameaça, e com o intuito de obter para si ou para outrem
indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se
faça ou deixar de fazer alguma coisa.
Reclusão de 4 a 10 anos + multa;
Exige a participação da vítima. 
Consumação e
tentativa
Consumação quando a vítima cede ao
constrangimento imposto e faz ou deixa de fazer algo;
Não depende da obtenção da vantagem indevida
(Súmula 96 do STJ);
Tentativa ocorre quando a vítima não realiza a conduta
positiva ou negativa pretendida, por circunstâncias
alheias à vontade do agente.
Extorsão qualificada
Art. 158, §§ 2º e 3º do CP
Resultado lesão corporal grave ou morte (art. 158, § 2º,
do CP);
Com privação da liberdade da vítima (art. 158, § 3º, do
CP):
Se resultar lesão grave ou morte: crime
hediondo (art. 1º, III, da Lei 8.072/90).
Majorantes
Art. 158, § 1º do CP
Pena aumenta 1/3 até metade.
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%202%C2%BA%20%2D%20Aplica%2Dse%20%C3%A0%20extors%C3%A3o%20praticada%20mediante%20viol%C3%AAncia%20o%20disposto%20no%20%C2%A7%203%C2%BA%20do%20artigo%20anterior.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Vide%20Lei%20n%C2%BA%208.072%2C%20de%2025.7.90
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%202%C2%BA%20%2D%20Aplica%2Dse%20%C3%A0%20extors%C3%A3o%20praticada%20mediante%20viol%C3%AAncia%20o%20disposto%20no%20%C2%A7%203%C2%BA%20do%20artigo%20anterior.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Vide%20Lei%20n%C2%BA%208.072%2C%20de%2025.7.90
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A7%203o%C2%A0%20Se%20o,n%C2%BA%2011.923%2C%20de%202009)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A7%203o%C2%A0%20Se%20o,n%C2%BA%2011.923%2C%20de%202009)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8072.htm#:~:text=III%20%2D%20extors%C3%A3o%20qualificada%20pela%20restri%C3%A7%C3%A3o%20da%20liberdade%20da%20v%C3%ADtima%2C%20ocorr%C3%AAncia%20de%20les%C3%A3o%20corporal%20ou%20morte%20(art.%20158%2C%20%C2%A7%203%C2%BA)%3B%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2013.964%2C%20de%202019)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%201%C2%BA%20%2D%20Se%20o%20crime%20%C3%A9%20cometido%20por%20duas%20ou%20mais%20pessoas%2C%20ou%20com%20emprego%20de%20arma%2C%20aumenta%2Dse%20a%20pena%20de%20um%20ter%C3%A7o%20at%C3%A9%20metade.
A apropriação indébita propriamente
dita ocorre quando o sujeito realiza ato
demonstrativo de que inverteu o título
da posse, como a venda, doação,
consumo, penhor, ocultação etc.
Art. 168 do CP
Apropriação indébita
Aumento de pena:
Em depósito necessário; 
Na negativa de restituição, o sujeito
afirma claramente ao ofendido que não
devolverá o objeto material.
Na qualidade de tutor, curador,
síndico, liquidatário, inventariante,
testamenteiro ou depositário
judicial; 
Em razão de ofício, emprego ou
profissão.
Extorsão mediante
sequestro
Art. 159 do CP
Consistente na finalidade de obtenção,
para si ou para outrem, de qualquer
vantagem como condição ou preço de
resgate. 
São formas qualificadas conforme o
art. 159, § 1° do CP:
a) sequestro por mais de 24 horas;
b) sequestro de menor de 18 ou
maior de 60 anos;
c) sequestro praticado por bando
ou quadrilha.
Art. 180 do CP
Receptação
Fato de adquirir, receber,
transportar, conduzir ou
ocultar, em proveito próprio
ou alheio, coisa que sabe ser
produto de crime, ou influir
para que terceiro, de boa-fé,
a adquira, receba ou oculte.
Crimes contra o
Patrimônio
Disposições gerais
Art. 181 a 183 do CP
Imunidade absoluta
Hipóteses
a) Cônjuge, na constância da sociedade
conjugal;
b) Ascendente ou descendente, seja o
parentesco legítimo ou ilegítimo, seja
civil ou natural.
Consiste em induzirou manter alguém
em erro, mediante o emprego de
artifício, ardil, ou qualquer meio
fraudulento, a fim de obter, para si ou
para outrem, vantagem ilícita em
prejuízo alheio.
Art. 171 do CP
Estelionato
Regra: crime de ação penal pública
condicionada à representação - art. 171,
§ 5º, do CP.
Dano
Art. 163 do CP
Destruir, inutilizar ou deteriorar
coisa alheia.
É o dolo. Não há a forma culposa. 
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Crimes contra a
Dignidade Sexual
Estupro
Importunação sexual Estupro de vulnerável
Conduta típica:
Constranger = impedir a liberdade, forçar ou
coagir para obter a conjunção carnal. 
Ato libidinoso = destinado a satisfazer a
lascívia, o apetite sexual do agente. 
Conjunção carnal = é a cópula vagínica. 
Sujeito passivo:
Atualmente, o estupro poderá ter como
sujeito passivo homens ou mulheres, quando
constrangidos à prática de atos libidinosos
de qualquer natureza. 
Consumação: prática do ato de libidinagem. 
Tentativa: quando iniciada a execução, o ato
sexual visado não se consuma por
circunstâncias alheias à vontade do agente. 
Formas qualificadas: art. 213, §§ 1º e 2º, do CP.
Art. 213 do CP
Art. 215 do CP
Conduta típica:
Prática de conjunção carnal ou de ato
libidinoso diverso contra homens ou
mulheres, mediante fraude ou outro meio
que impeça ou dificulte a livre manifestação
de vontade da vítima. 
Se a vítima estiver absolutamente embriagada,
absolutamente narcotizada, dormindo, em
estados de inconsciência, elevada senilidade,
deficiência física que a incapacite de resistir
etc., teremos estupro contra vulnerável. 
Consuma-se o delito com a prática do
ato de libidinagem.
Art. 215-A do CP 
Atenção: crime que contém subsidiariedade
expressa, ou seja, aplicam-se as penas da
importunação sexual se a conduta não
caracteriza crime mais grave. 
Conduta típica: Praticar ato libidinoso,
com o propósito de
satisfazer sua lascívia
ou a de terceiro. 
Se o agente se masturbar em praça pública, sem
visar a uma pessoa determinada, estará praticando
o crime de ato obsceno (art. 233 do CP). 
A consumação ocorre com a prática do ato
libidinoso.
Art. 217-A do CP 
Conduta típica 
1) Ter conjunção carnal ou praticar outro ato
libidinoso com menor de 14 anos; 
2) Com pessoa portadora de enfermidade ou
deficiência mental ou incapaz de
discernimento para a prática do ato; 
3) Ou que, por qualquer outra causa, não
apresenta condições de oferecer resistência. 
Importante:
Incide o crime de estupro de vulnerável
independentemente do consentimento da
vítima ou do fato de ela ter mantido
relações sexuais anteriormente ao crime
(art. 217-A, § 5º, do CP). 
A consumação ocorrerá com a conjunção
carnal ou ato libidinoso diverso da
conjunção carnal. 
Formas qualificadas: art. 217-A, §§ 3º e 4º,
do CP.
Ação penal: art. 225 do CP. 
Importante: nos crimes contra a dignidade
sexual, a ação penal será sempre pública
incondicionada. 
Se o agente não sabia que a
vítima era menor de 14 anos de
idade, pode incidir o erro de
tipo (art. 20, caput, do CP). 
Conduta típica:
Violação sexual
mediante fraude
Cuidado
Cuidado
Cuidado
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Conduta típica
Falsificar, fabricando ou alterando, moeda
metálica ou papel-moeda de curso legal
no País ou no estrangeiro;
Consumação e tentativa
É essencial que a falsificação seja
convincente, isto é, capaz de iludir os
destinatários da moeda.
O crime consuma-se no momento da
fabricação ou da alteração da moeda,
desde que idônea a iludir;
A tentativa é possível.
Falsificação de
documento público 
Conduta típica
Falsidade material, ou seja, aquela que
diz respeito à forma do documento;
Consumação e tentativa
Falsificar: significa formar, criar um
documento;
O crime consuma-se com a falsificação
ou alteração do documento, sendo
prescindível o uso efetivo deste;
A tentativa é possível;
Alterar: significa modificar o documento.
Súmula nº 17 do STJ: “Quando o falso se
exaure no estelionato, sem mais
potencialidade lesiva, é por este
absorvido” => Regra de que o crime-fim
absorve o crime-meio.
Falsificação de
documento particular
Também se trata de falsidade material, ou
seja, aquela que diz respeito à forma do
documento;
Consumação e tentativa
Falsificar: significa formar, criar um
documento;
O crime consuma-se com a falsificação
ou alteração do documento, sendo
prescindível o uso efetivo deste;
Alterar: significa modificar o documento.
A tentativa é possível.
Falsidade ideológica 
Conduta típica
O documento é formalmente perfeito,
sendo, no entanto, falsa a ideia nele contida;
a) Omitir: deixar de inserir ou não mencionar;
b) Inserir: colocar ou introduzir;
c) Fazer inserir: proporcionar que se introduza.
Consuma-se com a omissão ou a inserção
da declaração falsa ou diversa da que
deveria constar;
Trata-se de crime formal; prescinde-se,
portanto, da ocorrência efetiva do dano,
bastando a capacidade de lesar terceiro.
Crimes contra a
Fé Pública
Moeda falsa
Art. 298 do CP
Conduta típica
Art. 289 do CP
Art. 299 do CP
Art. 297 do CP
Consumação e tentativa
Crime de ação múltipla. Ações nucleares
típicas previstas: 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
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Peculato
Peculato culposo (art. 312, § 2º, do CP)
Funcionário público que, por negligência,
imprudência ou imperícia, concorre para a
prática de crime de outrem;
Art. 312, § 3º, do CP => Reparação do dano:
a) antes do trânsito em julgado da
sentença criminal: extinção da
punibilidade;
b) após o trânsito em julgado da sentença
criminal: redução da pena pela metade.
Conduta típica
Peculato-apropriação
(art. 312, caput, 1ª
parte, do CP): 
Peculato-desvio (art.
312, caput, 2ª parte,
do CP): 
Peculato-furto (art.
312, § 1º, do CP):
A condição especial funcionário
público, como elementar do crime de
peculato, comunica-se ao particular que
eventualmente concorra, na condição
de coautor ou partícipe, para a prática
do crime, nos termos do art. 30 do CP.
Concussão
A ação nuclear consubstancia-se no verbo
exigir vantagem indevida.
Consumação e tentativa
Crime formal: a consumação ocorre com a
mera exigência da vantagem indevida,
independentemente de sua efetiva obtenção.
Corrupção passiva
Conduta típica
Três são as condutas típicas previstas:
Consumação e tentativa
Crime formal: a consumação ocorre
com o ato de solicitar,receber ou
aceitar a promessa de vantagem
indevida.
Solicitar: o funcionário solicita
vantagem;
Receber: o funcionário recebe a
vantagem indevida;
Aceitar a promessa de recebê-la:
basta que o funcionário concorde
com o recebimento da vantagem.
Figura privilegiada (art. 317, § 2º)
O agente pratica, deixa de praticar ou
retarda o ato de ofício, não em virtude
do recebimento de vantagem indevida,
mas cedendo a pedido ou influência de
outrem.
Sujeitos do delito
Crimes praticados por
funcionários públicos contra
a Administração Pública
Art. 312 do CP
Art. 317 do CP
Art. 316 do CP
O agente tem a posse (ou
detenção) lícita do bem
móvel, público ou particular,
e inverte esse título, pois
passa a comportar-se como
se dono fosse.
O agente tem a posse
da coisa e lhe dá
destinação diversa da
exigida por lei, agindo
em proveito próprio
ou de terceiro.
O agente não tem a
posse ou detenção do
bem, mas se vale da
facilidade que lhe
proporciona a qualidade
de funcionário público
para realizar a subtração.
Conduta típica
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O funcionário público retarda ou
deixa de praticar, indevidamente,
ato de ofício, ou o pratica contra
disposição expressa de lei, para
satisfazer interesse ou sentimento
pessoal.
Resistência 
Conduta típica
Opor-se o particular à execução
de ato legal mediante o emprego
de violência ou ameaça.
Qualquer ato ou emprego de palavras
que causem vexame, humilhação, falta
de respeito ao funcionário público;
No exercício da função, OU em razão
do exercício da função.
Corrupção ativa
Conduta típica
OFERECER vantagem indevida;
PROMETER vantagem indevida.
Consumação e tentativa
Crime formal: a consumação se dá
com a simples oferta ou promessa
de vantagem indevida por parte do
agente ao funcionário público.
Descaminho
O agente busca iludir, mediante o emprego
de fraude, o pagamento de direito ou
imposto devido em face de entrada e saída
de mercadoria não proibida.
Conduta típica
É a clandestina importação ou exportação
de mercadorias cuja entrada no País, ou
saída dele, é absoluta ou relativamente
proibida.
Prevaricação
Art. 319 do CP
Art. 329 do CP 
Art. 331 do CP 
Art. 334 do CP Art. 334-A do CP
Art. 333 do CP
Desacato
Conduta típica
Conduta típica
Conduta típica
Desobediência 
Desobedecer a ordem legal de
funcionário público.
Art. 330 do CP
Conduta típica
Contrabando
Crimes praticados
por particular contra
a Administração
Pública
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Comunicação falsa de
crime ou de contravenção 
Elemento subjetivo:
Dolo: imprescindível que o
denunciante saiba (dolo direto)
que o denunciado é inocente.
O agente comunica à autoridade a
prática de crime ou contravenção
penal que não se verificou;
Não há a imputação a uma pessoa
determinada da prática de crime.
Art. 340 do CP
Crimes contra a
Administração da Justiça
Conduta típica
Trata-se de crime de ação múltipla, pois três são
as ações típicas:
“Fazer afirmação falsa”;
“Negar a verdade”;
“Calar a verdade”.
Sujeitos do delito
São sujeitos ativos desse delito a
testemunha, o perito, o contador, o
tradutor ou o intérprete que atue em
processo judicial, ou administrativo,
inquérito policial ou em juízo arbitral.
Art. 342 do CP 
Retratação
Se o agente, antes da sentença no
processo em que ocorreu o falso
testemunho, declarar a verdade:
Art. 342, § 2º, do CP
Extinção da punibilidade.
Falso testemunho
ou falsa perícia 
Contra pessoa, imputando-lhe crime, infração
ético-disciplinar ou ato ímprobo de que o sabe
inocente.
Denunciação caluniosa Conduta típica
O agente dá causa à instauração de: Art. 339 do CP 
Inquérito policial;
Procedimento investigatório criminal;
Processo judicial;
Processo administrativo disciplinar;
Inquérito civil;
Ação de improbidade administrativa.
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O crime consuma-se no momento
em que o agente presta auxílio,
independentemente de saber se o
agente conseguiu ou não tornar
seguro o proveito do crime
anterior.
É possível a tentativa.
Somente haverá o crime de
favorecimento real se o agente não
estava previamente ajustado com os
autores do delito antecedente. Se
houve prévio ajuste, o agente
responderá pelo mesmo delito, em
concurso de pessoas.
O agente presta a criminoso, fora
dos casos de coautoria ou de
receptação, auxílio destinado a
tornar seguro o proveito do crime
Delito acessório: sua tipificação fica na
dependência da existência de um crime
antecedente, que pode ser de qualquer
natureza.Conduta típica
Crimes contra a
Administração da Justiça
Art. 349 do CP 
Favorecimento real
Consumação e tentativa
O agente presta auxílio, de
qualquer natureza, a quem acaba
de cometer um crime, com a
finalidade de subtraí-lo à ação da
autoridade.
Delito acessório: sua tipificação
fica na dependência da existência
de um crime antecedente, que
pode ser de qualquer natureza.
Favorecimento pessoal
Art. 348 do CP
Consuma-se no momento em que, prestado o
efetivo auxílio, o agente favorecido obtém êxito
em sua ocultação, ainda que momentaneamente.
É possível a tentativa. 
Se quem presta o auxílio é ascendente,
descendente, cônjuge ou irmão do
criminoso, fica isento de pena.
Art. 348, § 2º do CP
Escusa absolutóriaConsumação e tentativa
Conduta típica
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Sistemas Trifásico e Agravante
Sistema trifásico
Pena base1.
2. Pena intermediária
3. Pena definitiva AgravantesAplicado na pena privativa de liberdade (art. 68 do CP);
Cálculo da pena privativa de liberdade em três fases distintas e
sucessivas.
1ª fase;
Considera as circunstâncias judiciais do art. 59 do CP;
A pena não pode, em hipótese alguma, ultrapassar os limites legais.
2ª fase;
Considera as agravantes e atenuantes, nessa
ordem;
Não é possível reduzir abaixo do mínimo da
pena (Súmula 231 do STJ).
3ª fase;
Considera as causas de diminuição e aumento,
nessa ordem;
A pena pode ultrapassar os limites legais
(máximo e mínimo).
Aumentam a pena intermediária; 
Segunda fase de aplicação da pena (art. 68, caput, do CP);
Via de regra, são de aplicação obrigatória;
A quantidade de pena a ser agravada fica a critério do juiz;
Só podem ser aplicadas se previstas expressamente em lei;
Se a agravante funcionar como elementar ou circunstância
qualificadora, não poderá ser aplicada.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%2068%20%2D%20A%20pena%2Dbase%20ser%C3%A1%20fixada%20atendendo%2Dse%20ao,diminua.(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%2059%20%2D%20O%20juiz%2C%20atendendo%20%C3%A0%20culpabilidade%2C%20aos%20antecedentes%2C%20%C3%A0%20conduta%20social%2C%20%C3%A0%20personalidade%20do%20agente%2C%20aos%20motivos%2C%20%C3%A0s%20circunst%C3%A2ncias%20e%20conseq%C3%BC%C3%AAncias%20do%20crime%2C%20bem%20como%20ao%20comportamento%20da%20v%C3%ADtima%2C%20estabelecer%C3%A1%2C%20conforme%20seja%20necess%C3%A1rio%20e%20suficiente%20para%20reprova%C3%A7%C3%A3o%20e%20preven%C3%A7%C3%A3o%20do%20crime
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%2068%20%2D%20A%20pena%2Dbase%20ser%C3%A1%20fixada%20atendendo%2Dse%20ao%20crit%C3%A9rio%20do%20art.%2059%20deste%20C%C3%B3digo%3B%20em%20seguida%20ser%C3%A3o%20consideradas%20as%20circunst%C3%A2ncias%20atenuantes%20e%20agravantes%3B%20por%20%C3%BAltimo%2C%20as%20causas%20de%20diminui%C3%A7%C3%A3o%20e%20de%20aumento.
Atenuantes
Consideradas para fixar a pena intermediária
Presentes na Parte Especial do
Código Penal e em Leis Especiais 
Segunda fase de aplicação da pena (art. 68, caput, do CP);
Juiz pode criar atenuantes por analogia “in bonam partem” (art. 66 do CP);
Fração de redução a cargo do juiz:
STF: cada atenuante 1/6 da pena-base (STF, AP 470);
O juiz pode reduzir em valor maior se fundamentar.
Atenuantes específicas;
Aplicáveis somente a determinados crimes.
Presentes na Parte Geral
do Código Penal
Atenuantes genéricas;
Rol exemplificativo nos arts. 65 e 66 do CP.
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Atenuantes
São de incidência obrigatória
Art. 65, caput do CP
Exceções:
A atenuante não pode conduzir a redução da pena abaixo do
mínimo legal (Súmula 231 do STJ);
Quando a atenuante caracterizar elementar do crime, uma
figura privilegiada ou uma causa de diminuição da pena ->
vedação ao “bis in idem”.
Atenuantes inominadas
ou de clemência 
Art. 66 do CP
A pena pode ser atenuada em razão de
circunstância relevante, anterior ou
posterior ao crime, mesmo não estando
prevista em lei.
Arts. 65 e 66 do CP
Rol de atenuantes
genéricas 
Agente menor de 21, na data do fato, ou maior de 70 (setenta) anos, na data da sentença (art. 65, I, do CP);
Desconhecimento da lei (art. 65, II, do CP); 
Ter o agente (art. 65, III, do CP):
Cometido o crime por motivo de relevante valor social ou moral (art. 65, III, “a”, do CP);
Procurado, por sua espontânea vontade e com eficiência, logo após o crime, evitar-lhe ou minorar-lhe as
consequências, ou ter, antes do julgamento, reparado o dano (art. 65, III, “b”, do CP);
Cometido o crime sob coação a que podia resistir, ou em cumprimento de ordem de autoridade superior, ou sob
a influência de violenta emoção, provocada por ato injusto da vítima (art. 65, III, “c”, do CP);
Confessado espontaneamente, perante a autoridade, a autoria do crime (art. 65, III, “d”, do CP);
Cometido o crime sob a influência de multidão em tumulto, se não o provocou (art. 65, III, “e”, do CP).
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%2065%20%2D%20S%C3%A3o%20circunst%C3%A2ncias%20que%20sempre%20atenuam%20a%20pena%3A%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984)%C2%A0%C2%A0%C2%A0
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%2066%20%2D%20A%20pena%20poder%C3%A1%20ser%20ainda%20atenuada%20em%20raz%C3%A3o%20de%20circunst%C3%A2ncia%20relevante%2C%20anterior%20ou%20posterior%20ao%20crime%2C%20embora%20n%C3%A3o%20prevista%20expressamente%20em%20lei.%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%2065%20%2D%20S%C3%A3o,expressamente%20em%20lei
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20I%20%2D%20ser%20o%20agente%20menor%20de%2021%20(vinte%20e%20um)%2C%20na%20data%20do%20fato%2C%20ou%20maior%20de%2070%20(setenta)%20anos%2C%20na%20data%20da%20senten%C3%A7a%3B%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20II%20%2D%20o%20desconhecimento%20da%20lei%3B%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20III%20%2D%20ter%20o%20agente%3A(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20a)%20cometido%20o%20crime%20por%20motivo%20de%20relevante%20valor%20social%20ou%20moral%3B
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20b)%20procurado%2C%20por%20sua%20espont%C3%A2nea%20vontade%20e%20com%20efici%C3%AAncia%2C%20logo%20ap%C3%B3s%20o%20crime%2C%20evitar%2Dlhe%20ou%20minorar%2Dlhe%20as%20conseq%C3%BC%C3%AAncias%2C%20ou%20ter%2C%20antes%20do%20julgamento%2C%20reparado%20o%20dano%3B
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20c)%20cometido%20o%20crime%20sob%20coa%C3%A7%C3%A3o%20a%20que%20podia%20resistir%2C%20ou%20em%20cumprimento%20de%20ordem%20de%20autoridade%20superior%2C%20ou%20sob%20a%20influ%C3%AAncia%20de%20violenta%20emo%C3%A7%C3%A3o%2C%20provocada%20por%20ato%20injusto%20da%20v%C3%ADtima%3B
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20d)%20confessado%20espontaneamente%2C%20perante%20a%20autoridade%2C%20a%20autoria%20do%20crime%3B
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20e)%20cometido%20o%20crime%20sob%20a%20influ%C3%AAncia%20de%20multid%C3%A3o%20em%20tumulto%2C%20se%20n%C3%A3o%20o%20provocou.Relação de causa (conduta) e efeito
(resultado): nexo de causalidade.
Causas relativamente
independentes
Existiam antes da conduta do agente e produzem o resultado
independentemente da sua atuação.
a) Preexistentes
Não têm nenhuma relação com a
conduta e produzem o resultado
independentemente desta, no entanto,
por coincidência, atuam exatamente
no instante em que a ação é realizada.
b) Concomitantes
São causas que atuam após a conduta. 
c) Supervenientes 
Encontram sua origem na própria conduta praticada pelo
agente;
Não há, de regra, uma quebra do nexo causal;
São três as espécies de causas relativamente independentes: 
a) Preexistentes
A causa que efetivamente gerou o resultado já existia ao tempo
da conduta do agente, que concorreu para a sua produção.
b) Concomitantes
A causa que efetivamente produziu o resultado
surge no exato momento da conduta do agente.
c) Supervenientes (art. 13, §1°, do CP) 
A causa que efetivamente produziu o resultado ocorre depois da conduta
praticada pelo agente.
Art. 13 do CP
Efeitos: quando a causa é absolutamente
independente, há exclusão da causalidade
decorrente da conduta. Ou seja, o agente
responde somente por aquilo que deu causa. 
Relação de Causalidade
ou Nexo Causal 
Causas absolutamente
independentes
São causas que não têm origem na conduta do agente;
Há uma quebra do nexo causal;
São três as espécies de causas absolutamente independentes: 
Efeitos: o agente responde pelo
resultado pretendido. No caso,
homicídio consumado, se o
dolo for de matar.
Efeitos: o agente responde pelo resultado
pretendido. No caso, homicídio consumado, se
o dolo for de matar.
Efeitos: o agente responde pelos atos até então praticados. No caso,
tentativa de homicídio, se o dolo for de matar.
Conceito
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Art. 13, §2º do CP
Crimes Omissivos
Omissivos próprios
Agente deixa de fazer aquilo que poderia e deveria fazer.
Omissivos impróprios ou
comissivos por omissão
O verbo nuclear do tipo penal descreve uma conduta omissiva. O dever de agir é implícito na norma.
Exemplo: crime de omissão de socorro: art. 135 do CP. Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-
lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou
em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública [...] 
É preciso que haja o dever jurídico de impedir o resultado, o
qual pode ser imputado de três formas:
1) Lei dispõe expressamente a obrigação de cuidado,
proteção, vigilância.
Exemplo: mãe que deixa de alimentar o filho, que,
por conta da sua negligência, acaba morrendo por
inanição = responde por homicídio culposo.
Exemplo: babá que, por negligência, se descuida e a
criança cai na piscina e morre afogada = responde por
homicídio culposo.
Exemplo: aluno veterano, sabendo que o acadêmico não
sabe nadar, no trote, joga ele na piscina. O veterano
assume o dever de evitar o resultado sob pena de
responder por ele. Se morrer, responderá por homicídio.
2) O agente assumiu a responsabilidade de impedir o resultado
3) O sujeito, com o comportamento anterior cria o risco para bens
jurídicos tutelados de terceiro, portanto, fica obrigado a evitar o
resultado.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%20135%20%2D%20Deixar,resulta%20a%20morte.
Fato típico
Fato humano que se enquadra perfeitamente
no modelo legal de conduta proibida.
Do Crime
Conduta
Resultado
Relação de causalidade
Tipicidade
F
A
T
O
T
Í
P
I
C
O
Tentativa
Para caracterizar ao menos crime
tentado, deve o agente passar pelos
atos preparatórios e dar início à
execução do delito, que, por razões
alheias à sua vontade, não alcance a
consumação.
Art. 14, II, do CP
Desistência voluntária
O agente cessa o seu comportamento delitivo,
não leva adiante a atividade executória;
Postura de abstenção.
Arrependimento eficaz
O agente, após ter esgotado todos os meios à
sua disposição para a consumação do delito,
arrepende-se e impede que o resultado se
produza;
Postura ativa.
Art. 15 do CP
Consequência
O agente responde
pelos atos até então
praticados, se típicos.
Iter criminis
Cogitação: não é punível.
Atos preparatórios: via de regra, não são puníveis.
Atos executórios: possibilidade de responsalização criminal,
pelo menos na modalidade de tentativa.
Consumação: momento da conclusão do delito, reunindo
todos os elementos do tipo penal.
Exceção: crimes em que o ato de preparação de
forma autônoma já constitui crime. Ex: associação
criminosa.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
Arrependimento Posterior e
Crime Impossível
Arrependimento posterior
Art. 16 do CP
Depois da consumação;
Sem violência ou grave ameaça;
Repara o dano ou restitui a coisa;
Até o recebimento da denúncia ou da queixa.
Se for depois do recebimento, incide a
atenuante do art. 65, III, alínea “b” do
CP, que não se equipara a redução do
arrependimento posterior.
Cuidado!
Causa obrigatória de diminuição de pena.
Crime impossível
Art. 17 do CP
Ineficácia absoluta do meio (instrumento).
Instrumento: tentar matar alguém com disparos de arma de
brinquedo; tentar falsificação de moeda com nota de R$ 7,00
reais.
Impossibilidade absoluta do objeto (pessoa ou coisa).
Objeto: tentar fazer aborto sem estar grávida; tentar matar
alguém que já está morto.
Conduta é atípica = não pune nem a
tentativa.
Se houver a mínima possibilidade de consumação
(ineficácia relativa) = pune a tentativa! Ex: sujeito
quer furtar dinheiro da vítima, pega a carteira e
não tinha nada. Porém o sujeito tinha dinheiro no
bolso. Aqui a ineficácia é relativa!
Cuidado!
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20b)%20procurado%2C%20por%20sua%20espont%C3%A2nea%20vontade%20e%20com%20efici%C3%AAncia%2C%20logo%20ap%C3%B3s%20o%20crime%2C%20evitar%2Dlhe%20ou%20minorar%2Dlhe%20as%20conseq%C3%BC%C3%AAncias%2C%20ou%20ter%2C%20antes%20do%20julgamento%2C%20reparado%20o%20dano%3B
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20b)%20procurado%2C%20por%20sua%20espont%C3%A2nea%20vontade%20e%20com%20efici%C3%AAncia%2C%20logo%20ap%C3%B3s%20o%20crime%2C%20evitar%2Dlhe%20ou%20minorar%2Dlhe%20as%20conseq%C3%BC%C3%AAncias%2C%20ou%20ter%2C%20antes%20do%20julgamento%2C%20reparado%20o%20dano%3B
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%20%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%2017%20%2D%20N%C3%A3o%20se%20pune%20a%20tentativa%20quando%2C%20por%20inefic%C3%A1cia%20absoluta%20do%20meio%20ou%20por%20absoluta%20impropriedade%20do%20objeto%2C%20%C3%A9%20imposs%C3%ADvel%20consumar%2Dse%20o%20crime.(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984)
Erro de tipo essencial 
Falsa percepção da realidade;
O erro de tipo essencial pode ser:
Qualquer pessoa, nas mesmas circunstâncias,
incorreria. Não poderia ser evitado. 
Exclui o dolo e a culpa => atipicidade da conduta.
Uma pessoa mais cautelosa e prudente, nas
mesmas circunstâncias, não incorreria. 
Se o fatofor punido sob a forma culposa => o
agente responderá por crime culposo.
Quando o tipo não admitir essa modalidade =>
exclusão do crime: fato atípico.
Do Crime
Erro de proibição
O erro sobre a ilicitude do fato é impossível de
ser evitado, valendo-se o ser humano da sua
diligência ordinária. 
Escusável, inevitável ou invencível: 
Consequência: exclusão da culpabilidade.
Não se justifica, pois, se tivesse havido um
mínimo de empenho em se informar, o agente
poderia ter tido conhecimento da realidade. 
Inescusável ou evitável:
Consequência: causa de diminuição da pena
de um sexto a um terço.
Erro que incide sobre a ilicitude do fato;
O agente tem consciência da conduta
praticada, mas lhe falta potencial
consciência da ilicitude do fato. Pode ser:
Art. 21 do CP
a) Invencível, inevitável, escusável: 
b) Vencível, evitável ou inescusável: 
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Crime Doloso e Culposo
Dolo
Art. 18 do CP
Dolo direto
Dolo eventual
Teoria do consentimento/assentimento = não deseja diretamente o resultado;
Previsão do resultado;
Ao invés de parar, ele assume o risco do resultado;
Ele aceita o resultado = é indiferente se o resultado acontece ou não.
Exemplo: sujeito jogando pedras em latas de alvo e passa alguém
perto das latas. Ele prevê que pode acertar a pedra na cabeça da
pessoa, mas segue arremessando. Ela não quer atingir a pessoa, mas
acaba acontecendo o resultado = responde por lesão corporal.
Teoria da vontade = sujeito está
consciente (art. 18, I do CP).
Dolo: primeiro
grau
Dolo: segundo
grau
Dolo normal, busca atingir o
resultado.
Quer atingir uma pessoa determinada,
mas o meio que ele optou para atingir
vai gerar efeitos colaterais = vai gerar
resultado em outras pessoas.
Exemplo: sujeito quer atingir o João que está em
viagem no mesmo carro com Pedro e Maria. O
agente sabe dos outros dois, e mesmo assim instala
uma bomba para explodir o carro de João. Ele não
queria matar Pedro e Maria, mas ele sabia que eles
estariam juntos no carro e matou os três. Em relação
à João é dolo de primeiro grau. Em relação à Pedro e
Maria é dolo de segundo grau.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%20I%20%2D%20doloso%2C%20quando%20o%20agente%20quis%20o%20resultado%20ou%20assumiu%20o%20risco%20de%20produzi%2Dlo
Crime Doloso e Culposo
Culpa
Art. 18, II do CP
Culpa consciente
O agente prevê o resultado;
Acredita que o resultado não irá ocorrer ou que ele
tem habilidade para evitar o resultado.
Exemplo: dirige em alta velocidade porque acha que
qualquer coisa consegue desviar.
Conduta voluntária
Resultado involuntário
Nexo causal
Inobservância do dever de cuidado objetivo
Tipicidade
Imprudência: fez algo que não deveria fazer. Exemplo: agente que
empregou velocidade alta.
Negligência: não fez algo que deveria ter feito = ausência de precaução.
Exemplo: adulto que deixa arma no alcance de uma criança.
Imperícia: envolve o exercício da arte, profissão ou ofício = sujeito não
observa as regras, normas e técnica necessária. Exemplo: médico
pediatra que opera coluna.
Tipo criminal deve prever a possibilidade do
crime na modalidade culposa.
Previsibilidade objetiva 
Ele deveria prever, mas o agente não previu.
Dolo eventual:
Prevê o resultado + assume o
risco/aceita o resultado
Culpa consciente:
Prevê o resultado + acha que não
vai ocorrer ou consegue evitar
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20II%20%2D%20culposo%2C%20quando%20o%20agente%20deu%20causa%20ao%20resultado%20por%20imprud%C3%AAncia%2C%20neglig%C3%AAncia%20ou%20imper%C3%ADcia.%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984)
Erro quanto à pessoa
Art. 20, § 3º, do CP)
Resultado diverso do pretendido ou
aberratio criminis
Art. 74 do CP
Erro na execução ou aberratio ictus
Por acidente, o agente, em vez de atingir a
pessoa pretendida, atinge pessoa diversa;
Consequências
Aplica-se a regra do
concurso formal de crimes.
Por erro nos meios de execução, o agente, em
vez de atingir a pessoa pretendida, atinge
pessoa diversa.
Art. 73 do CP
Erro de Tipo Acidental
O agente desenvolve conduta
voltada a atingir a pessoa
pretendida, mas, confundindo-se
em relação à sua identidade, atinge
pessoa diversa;
O agente pretendia praticar um crime, mas
acaba praticando crime diverso do
pretendido.
Consequências
Consideram-se as condições e
qualidades da vítima pretendida. Resultado simples => o agente
responde pelo resultado produzido
a título de culpa, se o fato é
previsto como crime culposo;
Resultado duplo => aplica-se a regra
do concurso formal de crimes.
Consideram-se as
condições e qualidades da
vítima pretendida;
Resultado simples Resultado duplo
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
Descriminantes Putativas
Exclui a ilicitude
Erro sobre o elemento
do tipo permissivo
Erro sobre o elemento de proibição 
Consequências (art. 20, §1º, do CP):
Se for invencível/inevitável = nas mesmas
circunstâncias qualquer pessoa erraria =
exclui o dolo e da culpa = fato atípico.
Se for vencível/escusável = poderia verificar
a realidade = exclui o dolo, responde por
culpa (desde que previsto em lei essa
modalidade).
Exemplos de tipo penal permissivo: artigos 24 (estado de
necessidade) e 25 (legitima defesa) do CP. Legislador
permite que o sujeito pratique fato penalmente punível.
Exemplo de descriminante putativa: dispara alarme de
incêndio, e no desespero de sair ela agride uma pessoa
que estava na porta, porém foi por defeito no sistema. Ou
seja, o estado de necessidade não existia.
Não há erro sobre a situação de fato, sobre a realidade. Há erro sobre
a causa que exclui o crime, pensa que a norma permite enquanto na
verdade, não permite.
Exemplo: idoso recebe tapa de jovem atrevido e desarmado. Idoso
acredita que diante da injusta agressão, pode matar o jovem em
legitima defesa. Porém, a legitima defesa exige o uso moderado dos
meios para repelir a injusta agressão.
Erra quanto a extensão do direito de agir ou sobre a existência do seu
direito de agir. Não tem como excluir o dolo, então:
Se for invencível/inevitável = isenção
de pena.
Se for vencível/escusável = reduz a
pena.
Consequências (art. 21 do CP):
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
Coação Moral Irresistível
e Obediência Hierárquica
Art. 22 do CP
Inexigibilidade de conduta diversa 
Art. 22 do CP
Exclusão da culpabilidade
Figura do coator
Coação moral
irresistível
Implica grave
ameaça
Coagido pratica fato típico
Exemplo: traficante obriga morador honesto
a guardar droga na sua casa sob pena de
matar o filho do morador.
Se for irresistível = só o coator é punido.
Obediência hierárquica
Figura do superior hierárquico
Dá ordem NÃO
manifestamente legal
Se a ordem for manifestamente ilegal = 
ambos respondem pelo crime , mas o
subordinado tem atenuante do art. 65,
inciso III, alínea “e”, do CP.
Subordinado pratica fato típico
Exemplo: juiz manda escrivão expedir
mandado de soltura em benefício de um
amigo, mas o subordinado não sabia da
amizade. Juiz praticou o crime de
prevaricação.
Como a ordem não é manifestamente
ilegal e o subordinado não tinha como
saber da ilegalidade = só o superior
hierárquico é punido.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%20%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%2022%20%2D%20Se%20o%20fato%20%C3%A9%20cometido%20sob%20coa%C3%A7%C3%A3o%20irresist%C3%ADvel%20ou%20em%20estrita%20obedi%C3%AAncia%20a%20ordem%2C%20n%C3%A3o%20manifestamente%20ilegal%2C%20de%20superior%20hier%C3%A1rquico%2C%20s%C3%B3%20%C3%A9%20pun%C3%ADvel%20o%20autor%20da%20coa%C3%A7%C3%A3o%20ou%20da%20ordem.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984)https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%20%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%2022%20%2D%20Se%20o%20fato%20%C3%A9%20cometido%20sob%20coa%C3%A7%C3%A3o%20irresist%C3%ADvel%20ou%20em%20estrita%20obedi%C3%AAncia%20a%20ordem%2C%20n%C3%A3o%20manifestamente%20ilegal%2C%20de%20superior%20hier%C3%A1rquico%2C%20s%C3%B3%20%C3%A9%20pun%C3%ADvel%20o%20autor%20da%20coa%C3%A7%C3%A3o%20ou%20da%20ordem.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20e)%20cometido%20o%20crime%20sob%20a%20influ%C3%AAncia%20de%20multid%C3%A3o%20em%20tumulto%2C%20se%20n%C3%A3o%20o%20provocou.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20e)%20cometido%20o%20crime%20sob%20a%20influ%C3%AAncia%20de%20multid%C3%A3o%20em%20tumulto%2C%20se%20n%C3%A3o%20o%20provocou.
Excludentes de Ilicitude
Estado de necessidade
Tem como fundamento um estado de
perigo para certo interesse jurídico,
que somente pode ser resguardado
mediante a lesão de outro.
Legítima defesa
a) agressão injusta; 
b) atual ou iminente; 
c) contra direito próprio ou alheio; 
d) reação com os meios necessários; 
e) moderação no uso dos meios
necessários; 
f) elemento subjetivo: consciência de
que está reagindo a injusta agressão. 
Ataque instintivo e espontâneo de
um animal:
Estrito cumprimento do
dever legal
O agente que praticar um fato típico
em face do cumprimento de um
dever observando rigorosamente os
limites impostos pela lei, de
natureza penal ou não.
Exercício regular de direito
Qualquer pessoa pode exercitar um
direito subjetivo ou uma faculdade
prevista em lei (penal ou extrapenal). 
Particular que realiza a prisão
em flagrante, conforme
prevê o art. 301 do CPP. 
Consentimento do
ofendido
As infrações penais que geralmente
admitem a possibilidade do consentimento
do ofendido, por tutelarem, em regra, bens
disponíveis, envolvem: 
a) crimes contra o patrimônio, praticados
sem violência ou grave ameaça; 
b) crimes contra a integridade física; 
c) crimes contra a honra; 
d) crimes contra a liberdade individual. 
Art. 24 do CP Art. 25 do CP Atenção!
Agressão injusta: 
Legítima defesa 
Ação ou omissão humana 
Situação de perigo
Estado de necessidade
Exemplo:
Atenção!
Requisitos: 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
Potencial consciência da ilicitude; 
Inimputabilidade por doença mental,
desenvolvimento mental incompleto ou
desenvolvimento mental retardado
Inimputabilidade por embriaguez completa
proveniente de caso fortuito ou força maior 
Culpabilidade
Elementos da culpabilidade
Imputabilidade; 
Causas excludentes de culpabilidade
Inimputabilidade;
Exigibilidade de conduta diversa.
Falta de potencial consciência de
ilicitude;
Inexigibilidade de conduta diversa.
Art. 26, caput, do CP
Doença mental torna o agente, no momento da
conduta, inteiramente incapaz de entender o caráter
ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento;
Aplicação de medida de segurança,
com prazo mínimo de 1 a 3 anos e o
prazo máximo não deve ultrapassar
a pena máxima cominada ao delito;
Semi-imputabilidade
Art. 26, parágrafo único, do CP;
Não retira completamente a
capacidade de compreensão
do caráter ilícito do fato e de
determinação de acordo com
esse entendimento;
Causa de diminuição da pena.
Embriaguez acidental => proveniente
de caso fortuito ou força maior 
COMPLETA
Art. 28, § 1º, do CP
Agente, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz
de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de
acordo com esse entendimento => exclusão da culpabilidade.
INCOMPLETA
Art. 28, § 2º, do CP
Redução da capacidade intelectiva ou
volitiva do agente => diminuição da pena.
Embriaguez
Art. 28, II, do CP
Voluntária;
Culposa.
Não excluem
a imputabilidade.
Imputabilidade Penal
Critério biopsicológico.
Internação;
Tratamento
ambulatorial.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
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PunibilidadeRequisitos
Conceito: ocorre quando duas ou mais
pessoas, em conjugação de esforços e
comunhão de vontades, reúnem-se para
a prática de um ou mais delitos.
Pluralidade de condutas;
Relevância causal das
condutas;
Liame subjetivo;
Identidade de infrações.
Participação de menor importância
Art. 29, §1º, do CP
Cooperação
dolosamente distinta
Art. 29, §2º, do CP
Arts. 29, 30 e 31 do CP
Comunicabilidade dos elementares
e circunstâncias do crime
Elementares
Comunicabilidade
Comunicabilidade
Integram o tipo penal.
Circunstâncias
Pessoais Objetivas
Próprio agente Fato
Circunstâncias objetivas sempre se
comunicam, desde que estejam dentro
do alcance de previsibilidade do agente.
As circunstâncias e as condições de
caráter pessoal não se comunicam,
salvo quando elementares do crime.
Concurso de Pessoas 
Art. 30 do CP
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
Critérios
Regimes iniciais nos crimes
apenados com detenção
Critérios para regime inicial nos
crimes apenados com detenção
Quantidade de pena imposta;
Reincidência (arts. 63 e 64 do CP);
Circunstâncias judiciais do art. 59 do CP.
Regimes iniciais de cumprimento
de pena privativa de liberdade
Fechado (art. 33, §1º, alínea “a”, do CP);
Semiaberto (art. 33, §1º, alínea “b”, do CP);
Aberto (art. 33, §1º, alínea “c”, do CP).
Regimes iniciais nos crimes
apenados com reclusão
Art. 33, caput, do CP Art. 33, caput, do CP
Critérios para regime inicial nos
crimes apenados com reclusão
Pena maior que 8 anos: regime inicial fechado (art.
33, §2º, alínea “a”, do CP);
Condenado primário e pena superior a 4 e inferior a 8
anos: regime inicial semiaberto (art. 33, §2º, alínea
“b”, do CP);
Condenado primário e pena igual ou inferior a 4 anos:
regime inicial aberto (art. 33, §2º, alínea “c”, do CP);
Observar as circunstâncias do art. 50 do CP;
Condenado reincidente: regime inicial será sempre o
fechado, independentemente da quantidade da pena.
Exceção: Súmula 269 do STJ.
Aberto e semiabertoAberto, semiaberto e fechado
Pena maior que 4 anos: regime inicial
semiaberto (art. 33, §2º, alínea “b”, do CP);
Pena igual ou inferior a 4 anos: regime
inicial aberto (art. 33, §2º, alínea “c”, do CP);
Observar as circunstâncias do art. 59 do CP;
Condenado reincidente: regime inicial será
sempre o semiaberto, independentemente
da quantidade da pena. Exceção: Súmula
269 do STJ.
Súmulas 718 e 719 do STF e
440 do STJ: regime inicial
mais severo é possível, mas
depende de fundamentação
adequada do juiz.
Cuidado:
Aplicação da Pena: Regime Inicial
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Conceito
Penas substitutivas das privativas de
liberdade, expressamente previstas
em lei;
Para autores de infrações penais
consideradas mais leves.
Requisitos objetivos
Nos crimes dolosos, praticados sem violência ou
grave ameaça, apenados com reclusão ou detenção:
pena de até 4 anos.
a) Quantidade da pena aplicada:
Crime culposo: a substituição será possível
independentemente da quantidade da pena imposta.
Exceção: art. 312-B do CTB.
Crimes dolosos: crimes cometidos sem violência ou
grave ameaça à pessoa.
b) Natureza do crime cometido:
Súmula 588 do STJ
Penas restritivas de direitos e violência
doméstica ou familiar contra a mulher
A prática de crime ou contravenção penal contra a mulher com
violência ou grave ameaça no ambiente doméstico impossibilita a
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
Exceção => art. 44, § 3º, do CP: Se, em face de condenação
anterior, a medida for socialmente recomendável e a
reincidência não se tenha operado em virtude da prática do
mesmo crime, será possível aplicar a substituição.
a) Réu não reincidente em crime doloso:
b) A culpabilidade, os antecedentes, a conduta ou a personalidade ou
ainda os motivos e circunstâncias recomendarem a substituição.
Art. 44 do CP
Requisitos subjetivos
Penas Restritivas
de Direitos
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
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Aplicação da Pena: Multa
Conceito
Arts. 49, 50, 51 e 60 do CP
Sanção penal de natureza patrimonial; 
Destinada ao Fundo Penitenciário
Nacional.
Critérios
Sistema bifásico;
Sistema do dias-multa.
Juiz estabelece o número de dias-
multas:
Art. 49 do CP
1ª fase
Quantidade de dias-multa considera:
Circunstâncias do art. 59 do CP;
Atenuantes e agravantes.
Causas de aumento e diminuição da pena;
2ª fase 
Art. 49, §1º, do CP
Valor do dia-multa: mínimo 1/30
do salário-mínimo nacional
vigente ao tempo do fato e
máximo de 5 vezes esse valor.
Valor do dia-multa considera: 
Situação econômica do réu;
Pode chegar ao triplo, se
considerada ineficaz diante
da situação financeira do réu
(art. 60 do CP).
Mínimo 10 e máximo 360
dias-multa (art. 49, caput,
do CP).
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Eficácia temporal da condenação
anterior para efeito da reincidência
Não prevalece a condenação anterior se entre a data do cumprimento
ou extinção da pena e a infração posterior tiver decorrido período de
tempo superior a 5 anos, computado o período de prova da suspensão
ou do livramento condicional, se não ocorrer revogação.
Art. 64, I, do CP
Crimes que não
induzem reincidência
Para efeito de reincidência, não se
consideram os crimes militares
próprios ou políticos.
Art. 64, II, do CP 
Conceito
Há reincidência somente quando o novo crime for
cometido após a sentença condenatória de que não
cabe mais recurso.
Reincidência
CRIME + CRIME = REINCIDENTE (art. 63 do CP)
CRIME + CONTRAVENÇÃO = REINCIDENTE (art. 7º da LCP)
CONTRAVENÇÃO + CONTRAVENÇÃO = REINCIDENTE (art.
7º da LCP)
CONTRAVENÇÃO + CRIME = NÃO REINCIDENTE
Art. 63 do CP
Aplicação da pena
e reincidência
1ª fase: circunstâncias do art. 59 do CP;
Art. 68 do CP
2ª fase: atenuantes e agravantes;
3ª fase: causas de diminuição e de
aumento.
Segunda fase da fixação da pena:
circunstâncias agravantes e atenuantes
Somente pode ser aplicada se expressamente
prevista em lei.
Pode ser aplicada embora não prevista em lei,
levando em conta circunstância relevante,
anterior ou posterior ao crime (art. 66 do CP).
Agravante
Atenuante
Terceira fase da aplicação da pena: causas
de aumento e de diminuição da pena
Com a causa de aumento ou de
diminuição de pena, o juiz pode aplicar
pena acima da máxima ou inferior à
mínima cominada em abstrato.
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3688.htm
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Pluralidade de condutas e
pluralidade de resultados;
Art. 69, caput, do CP
Concurso material 
As penas são somadas.
Resulta de um único desígnio.
Art. 70, 1ª parte, do CP
Resulta de desígnios autônomos;
Art. 70, 2ª parte, do CP
Concurso formal imperfeito
Concurso formal perfeito
Desígnio autônomo: o agente pretende, mediante
uma única conduta, atingir dois ou mais resultados.
Concurso formal
Art. 70, caput, do CP
Unidade de conduta e
pluralidade de crimes.
Aplicação da pena no
concurso formal
Aplica-se a pena do crime mais grave ou, se
iguais, somente uma delas, mas aumentada,
em qualquer caso, de um sexto até metade.
Concurso formal perfeito
2 crimes = 1/6 aumento pena
3 crimes = 1/5 aumento pena
4 crimes = 1/4 aumento pena
5 crimes = 1/3 aumento pena
5 ou mais crimes = 1/2 aumento pena
Concurso formal imperfeito
As penas devem ser somadas, adotando-
se o critério do cúmulo material.
Conceito:
O agente, mediante mais de uma
ação ou omissão, pratica dois ou mais
crimes da mesma espécie.
Crime continuado
Art. 71 do CP 
Requisitos:
a) pluralidade de condutas; 
b) pluralidade de crimes da mesma espécie; 
c) nas mesmas condições de tempo, lugar,
maneira de execução e outras semelhantes.
Aplicação da pena:
Crime continuado comum: aplica-se a pena do
crime mais grave, aumentada de 1/6 até 2/3.
2 crimes = 1/6 aumento pena
3 crimes = 1/5 aumento pena
4 crimes = 1/4 aumento pena
5 crimes = 1/3 aumento pena
6 crimes = 1/2 aumento pena
7 crimes ou mais = 2/3 aumento pena
Crime continuado específico: aplica-
se a pena do crime mais grave
aumentada até o triplo.
Concurso material
benéfico
Se da aplicação da regra da
exasperação da pena, no concurso
formal, a pena tornar-se superior à que
resultaria se somadas, deve-se adotar o
critério do cúmulo material, porque,
nesse caso, será mais benéfico.
Art. 70, parágrafo
único, do CP
Concurso de
crimes 
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Requisitos objetivos
Suspensão
Condicional da Pena
Período de prova
Extinção da pena
Art. 77 do CP
Pena privativa de liberdade;
Pena não superior a 2 anos
(condenado maior de 70 anos de
idade ou em razão de saúde =>
pena não superior a 4 anos);
Incabível ou não recomendável
a substituição por pena restritiva
de direitos.
Prazo em que a execução da pena
privativa de liberdade imposta fica
suspensa, mediante o cumprimento
das condições estabelecidas.
Causas de
revogação do sursis 
O condenado deverá cumprir integralmente
a pena privativa de liberdade cuja execução
se encontrava suspensa.
Art. 82 do CP
Expirado o prazo de suspensão
ou de prorrogação sem que
tenha havido motivo para a
revogação, o juiz deve declarar
extinta a pena privativa de
liberdade.
Revogação obrigatória
Beneficiário é condenado, em sentença irrecorrível,
por crime doloso => se a nova condenação for
somente à pena de multa, não haverá revogação do
benefício;
Art. 81 do CP
Beneficiário frustra, embora solvente, a execução
de pena de multa ou não efetua, sem motivo
justificado, a reparação do dano;
Beneficiário descumpre a condição do § 1º do art. 78
do CP (prestação de serviços à comunidade ou
limitação de fim de semana).
Revogação facultativa
Condenado deixa de cumprir qualquer
outra condição imposta;
Art. 81, § 1º, do CP
Condenação irrecorrível, por crime
culposo ou contravenção, à pena
privativa de liberdade e restritiva de
direitos.
Requisitos subjetivos
Condenado não reincidente em crime
doloso;
Circunstâncias judiciais favoráveis ao
agente.
Não cabe sursis
Pena restritiva de direitos;
Pena de multa;
Medida de segurança.
Art. 80 do CP
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Requisitos objetivos
a) Natureza e quantidade da pena:
Somente pode ser concedido em
relação à pena privativa de liberdade;
Pena igual ou superior a 2 anos.
Art. 83, I, II, IV e V, do CP
b) Cumprimento de parte da pena:
Criminoso não reincidente em crime doloso
e ostentar bons antecedentes => deverá
cumprir mais de 1/3 da pena privativa de
liberdade para obter o benefício;
Condenado reincidente em crime doloso =>
deverá cumprir mais da metade da pena
privativa de liberdade;
Condenado por prática de tortura, crime
hediondo, tráfico ilícito de entorpecentes e
drogas afins, terrorismo e tráfico de pessoas
=> desde que não seja reincidente específico
em tais delitos, deve cumprir mais de 2/3 da
pena;
Reincidente específico em crime hediondo ou
equiparado => não é admissível o livramento
condicional.
c) Reparação do dano, salvo efetiva impossibilidade:
O condenado não pode obter o livramento
condicional enquanto não reparar o dano
causado, salvo quando insolvente.
Livramento
Condicional
Requisitos
Conceito
Destinado a antecipar o retorno do
condenado ao convívio social, mediante
determinadas condições e de forma
precária, desde que preenchidos os
requisitos legais.
Requisitos subjetivos
Bom comportamento durante a execução da pena;
Não cometimento de falta grave nos últimos 12
meses: STJ considera objetivo.
Bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído;
Aptidão para prover a própria subsistência
mediante trabalho honesto.
Constatação de condições pessoais que façam
presumir que o liberado não voltará a delinquir na
hipótese de condenado por crime doloso,
cometido com violência ou grave ameaça.
Art. 87 do CP
Se o liberado deixar de cumprir qualquer
das obrigações constantes na sentença; 
Se o liberado for irrecorrivelmente
condenado, por crime ou contravenção, a
pena que não seja privativa de liberdade.
As causas de
revogação do
livramento condicional
Causas de revogação obrigatória
O liberado vem a ser condenado a pena
privativa de liberdade, em sentença
irrecorrível, por crime praticado durante
ou antes da concessão do livramento
condicional.
Art. 86 do CP
Causas de revogação facultativa
Livramento condicional vedado
Ao condenado pela prática de crime hediondo
ou equiparado, com resultado morte (art. 112,
VI, a e c, da LEP); 
Ao condenado expressamente em sentença,
por integrar organização criminosa ou por
crime praticado por meio de organização
criminosa, não será facultada a progressão de
regime de cumprimento de pena ou a
obtenção do livramento condicional ou outros
benefícios prisionais se houver elementos
probatórios que indiquem a manutenção do
vínculo associativo (art. 2º, § 9º, da Lei nº
12.850/2013); 
Ao reincidente em crime hediondo ou
equiparado.
Súmula nº 441 do STJ: A falta grave não
interrompe o prazo para obtenção de
livramento condicional.
Súmula nº 439/STJ: Admite-se o exame
criminológico pelas peculiaridades do
caso, desde que em decisão motivada.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7210.htm
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12850.htm
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Efeitos principais
Efeitos específicos
Aplicação de uma pena privativa de
liberdade, restritiva de direitos e/ou multa,
além de medida de segurança (caso de
agente semi-imputável que revela
periculosidade).
Efeitos secundários
Automáticos: não é necessário o juiz declarar na sentença;
Efeitos genéricos
Art. 91 do CP
Indenizar o dano causado pelo crime;
Perda em favor da União de bens de origem ilícita;
Confisco alargado => perda, como produto ou proveito
do crime, dos bens correspondentes à diferença entre o
valor do patrimônio do condenado e aquele que seja
compatível com o seu rendimento lícito.
Efeitos da Condenação
Art. 92 do CP
Não são automáticos: deve o juiz declará-los motivadamente na sentença.
a) quando aplicada pena privativa de liberdade
por tempo igual ou superior a 1 ano, nos crimes
praticados com abuso de poder ou violação de
dever para com a Administração Pública; 
b) quando for aplicada pena privativa de
liberdade por tempo superior a 4 anos nos
demais casos.
Perda de cargo, função
pública ou mandato eletivo:
Incapacidade para o exercício do
poder familiar, tutela ou curatela =>
depende das seguintes condições:
Inabilitação para dirigir veículo =>
depende das seguintes condições:
a) vínculo entre o autor do fato e a vítima;
b) crime doloso; 
c) que seja cominada pena de reclusão.
a) crime doloso; 
b) que o veículo tenha sido utilizado
“como meio” para a sua prática.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
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Anistia: é direcionada a fatos e não pessoas e a
competência é do Congresso Nacional (ex: Lei
6.683/79) - apaga todos os efeitos penais.
Graça: de iniciativa do Presidente da República
e é individual - não apaga os efeitos penais
secundários - continua sendo reincidente se
cometer novo crime.
Indulto: de iniciativa do Presidente da República
e é coletivo - não apaga os efeitos penais
secundários - continua sendo reincidente se
cometer novo crime (Súmula 631 do STJ).
Morte do agente
Anistia, graça ou indulto
Abolitio criminis
Sendo personalíssimaa responsabilidade penal,
a morte do agente faz com que o Estado perca o
direito de punir, não se transmitindo a seus
herdeiros qualquer obrigação de natureza penal.
Crimes hediondos ou equiparados não
possuem direito a anistia, graça ou indulto.
Lei posterior deixar de considerar
determinado fato como sendo criminoso.
Apaga todos os efeitos penais (se cometer
novo crime não será reincidente).
Não apaga os efeitos civis da prática
delituosa.
Perdão judicial
O juiz, não obstante comprovada a prática da
infração penal pelo sujeito culpado, deixa de aplicar
a pena em face de justificadas circunstâncias.
Ex: art. 121, §5º, do CP e art. 180, §5º, do CP.
É uma decisão declaratória - não gera reincidência
(art. 120 do CP e Súmula 18 do STJ).
Renúncia
Renúncia ou perdão
do ofendido
Queixa-crime
Perdão do
ofendido
Renúncia: É a abdicação do ofendido
ou de seu representante legal do
direito de promover a ação penal
privada.
Perdão do ofendido: é o ato pelo qual
iniciada a ação penal privada, o
ofendido ou seu representante legal
desiste de seu prosseguimento.
Extinção da
Punibilidade
Cuidado
Decadência e
perempção
Decadência: é a perda do direito
de ação do ofendido em face do
decurso do tempo.
Perempção: é a perda do direito
de demandar o querelado pelo
mesmo crime em face de inércia
do querelante, diante do que o
Estado perde o jus puniendi - só
é possível para crimes de ação
penal exclusivamente privada.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6683.htm
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Extinção da Punibilidade: Prescrição
Conceito
Art. 5º, XLII e XLIV, da CF e
crimes da Lei nº 7.716/89
Crimes imprescritíveis
Art. 109 e incisos do CP
Prazos para cálculos da prescrição Art. 115 do CP
Redução dos prazos
Art. 116 do CP
Suspensão da prescrição
Perda da pretensão punitiva ou executória do Estado
pelo discurso do tempo sem o seu exercício;
É causa extintiva da punibilidade (art. 107, IV, do CP).
20 anos: máximo da pena é superior a 12 anos;
16 anos: máximo da pena é superior a 8 e não excede 12
anos;
12 anos: máximo da pena é superior a 4 e não excede 8
anos;
4 anos: máximo da pena é igual a 1 ou, sendo superior, não
excede 2 anos;
3 anos: máximo da pena é inferior a 1 ano.
Reduz pela metade os prazos se o agente for:
Menor de 21 anos ao tempo do crime;
Maior de 70 anos na data da sentença.
Tempo decorrido antes da causa suspensiva é
contado no prazo;
Impede a continuidade do prazo.
Ação de grupos armados, civis ou militares, contra a
ordem constitucional e o Estado Democrático;
Racismo;
Injúria racial (antigo art. 140, § 3º, do CP, atual art. 2º-
A da Lei n. 7.716/89).
Espécies
Prescrição da Pretensão Punitiva (PPP);
Prescrição da Pretensão Executória (PPE).
Art. 117 do CP
Interrupção da prescrição
Prazo é zerado, recomeçando sua contagem
desde o início (art. 117, §2º, do CP).
Exceção: art. 117, V, do CP.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm#:~:text=XLII%20%2D%20a%20pr%C3%A1tica%20do%20racismo%20constitui%20crime%20inafian%C3%A7%C3%A1vel%20e%20imprescrit%C3%ADvel%2C%20sujeito%20%C3%A0%20pena%20de%20reclus%C3%A3o%2C%20nos%20termos%20da%20lei%3B
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%20109.%C2%A0%20A%20prescri%C3%A7%C3%A3o%2C%20antes%20de%20transitar%20em%20julgado%20a%20senten%C3%A7a%20final%2C%20salvo%20o%20disposto%20no%20%C2%A7%201o%20do%20art.%20110%20deste%20C%C3%B3digo%2C%20regula%2Dse%20pelo%20m%C3%A1ximo%20da%20pena%20privativa%20de%20liberdade%20cominada%20ao%20crime%2C%20verificando%2Dse%3A%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2012.234%2C%20de%202010).
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%20115%20%2D%20S%C3%A3o%20reduzidos%20de%20metade%20os%20prazos%20de%20prescri%C3%A7%C3%A3o%20quando%20o%20criminoso%20era%2C%20ao%20tempo%20do%20crime%2C%20menor%20de%2021%20(vinte%20e%20um)%20anos%2C%20ou%2C%20na%20data%20da%20senten%C3%A7a%2C%20maior%20de%2070%20(setenta)%20anos.(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%20116%20%2D%20Antes%20de%20passar%20em%20julgado%20a%20senten%C3%A7a%20final%2C%20a%20prescri%C3%A7%C3%A3o%20n%C3%A3o%20corre%3A%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20IV%20%2D%20pela%20prescri%C3%A7%C3%A3o%2C%20decad%C3%AAncia%20ou%20peremp%C3%A7%C3%A3o%3B
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A7%203%C2%BA%20Se%20a%20inj%C3%BAria%20consiste%20na%20utiliza%C3%A7%C3%A3o%20de%20elementos%20referentes%20a%20religi%C3%A3o%20ou%20%C3%A0%20condi%C3%A7%C3%A3o%20de%20pessoa%20idosa%20ou%20com%20defici%C3%AAncia%3A%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2014.532%2C%20de%202023)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm#:~:text=Art.%202%C2%BA%2DA%20Injuriar%20algu%C3%A9m%2C%20ofendendo%2Dlhe%20a%20dignidade%20ou%20o%20decoro%2C%20em%20raz%C3%A3o%20de%20ra%C3%A7a%2C%20cor%2C%20etnia%20ou%20proced%C3%AAncia%20nacional.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2014.532%2C%20de%202023)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm#:~:text=Art.%202%C2%BA%2DA%20Injuriar%20algu%C3%A9m%2C%20ofendendo%2Dlhe%20a%20dignidade%20ou%20o%20decoro%2C%20em%20raz%C3%A3o%20de%20ra%C3%A7a%2C%20cor%2C%20etnia%20ou%20proced%C3%AAncia%20nacional.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Inclu%C3%ADdo%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2014.532%2C%20de%202023)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%20117%20%2D%20O%20curso%20da%20prescri%C3%A7%C3%A3o%20interrompe%2Dse%3A%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%202%C2%BA%20%2D%20Interrompida%20a%20prescri%C3%A7%C3%A3o%2C%20salvo%20a%20hip%C3%B3tese%20do%20inciso%20V%20deste%20artigo%2C%20todo%20o%20prazo%20come%C3%A7a%20a%20correr%2C%20novamente%2C%20do%20dia%20da%20interrup%C3%A7%C3%A3o.%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20V%20%2D%20pelo%20in%C3%ADcio%20ou%20continua%C3%A7%C3%A3o%20do%20cumprimento%20da%20pena%3B%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%209.268%2C%20de%201%C2%BA.4.1996)
Prescrição da multa
Art. 114 do CP
2 anos: quando a multa for a única cominada ou aplicada
(art. 114, I, do CP);
Mesmo prazo da pena privativa de liberdade: multa
aplicada alternativa ou cumulativamente comida ou
aplicada (art. 114, II, do CP).
Extinção da Punibilidade: Prescrição
Termos iniciais da PPE
Art. 112 do CP
Espécies de PPP
Art. 111 do CP
Termos iniciais da PPP
Em abstrato (art. 109, caput, do CP);
O prazo regulado pelo máximo de pena cominada
ao delito; 
Ocorre antes da sentença transitar em julgado.
Retroativa (art. 110, §1º, parte final, do CP);
O prazo é regulado pela pena aplicada na sentença;
Depende do trânsito em julgado para a acusação ou
improvimento de seu recurso.
Intercorrente ou superveniente (art. 110, §1º, do CP);
O prazo é regulado pela pena aplicada na
sentença;
Depende do trânsito em julgado para a
acusação ou improvimento de seu recurso.
PPE
Regulada pela penaimposta na sentença (art.
110, caput, do CP);
Condenado reincidente: prazo prescricional
aumenta de 1/3 (art. 110, §1º, do CP).
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%20Art.%20114%20%2D%20A%20prescri%C3%A7%C3%A3o%20da%20pena%20de%20multa%20ocorrer%C3%A1%3A
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%20I%20%2D%20em%202%20(dois)%20anos%2C%20quando%20a%20multa%20for%20a%20%C3%BAnica%20cominada%20ou%20aplicada%3B
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%20II%20%2D%20no%20mesmo%20prazo%20estabelecido%20para%20prescri%C3%A7%C3%A3o%20da%20pena%20privativa%20de%20liberdade%2C%20quando%20a%20multa%20for%20alternativa%20ou%20cumulativamente%20cominada%20ou%20cumulativamente%20aplicada.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%20Art.%20112%20%2D%20No%20caso%20do%20art.%20110%20deste%20C%C3%B3digo%2C%20a%20prescri%C3%A7%C3%A3o%20come%C3%A7a%20a%20correr%3A
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%20Art.%20111%20%2D%20A%20prescri%C3%A7%C3%A3o%2C%20antes%20de%20transitar%20em%20julgado%20a%20senten%C3%A7a%20final%2C%20come%C3%A7a%20a%20correr%3A%C2%A0
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%20109.%C2%A0%20A%20prescri%C3%A7%C3%A3o%2C%20antes%20de%20transitar%20em%20julgado%20a%20senten%C3%A7a%20final%2C%20salvo%20o%20disposto%20no%20%C2%A7%201o%20do%20art.%20110%20deste%20C%C3%B3digo%2C%20regula%2Dse%20pelo%20m%C3%A1ximo%20da%20pena%20privativa%20de%20liberdade%20cominada%20ao%20crime%2C%20verificando%2Dse%3A%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2012.234%2C%20de%202010).
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A7%201o%C2%A0%20A%20prescri%C3%A7%C3%A3o%2C%20depois%20da%20senten%C3%A7a%20condenat%C3%B3ria%20com%20tr%C3%A2nsito%20em%20julgado%20para%20a%20acusa%C3%A7%C3%A3o%20ou%20depois%20de%20improvido%20seu%20recurso%2C%20regula%2Dse%20pela%20pena%20aplicada%2C%20n%C3%A3o%20podendo%2C%20em%20nenhuma%20hip%C3%B3tese%2C%20ter%20por%20termo%20inicial%20data%20anterior%20%C3%A0%20da%20den%C3%BAncia%20ou%20queixa.%C2%A0%C2%A0%C2%A0
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A7%201o%C2%A0%20A%20prescri%C3%A7%C3%A3o%2C%20depois%20da%20senten%C3%A7a%20condenat%C3%B3ria%20com%20tr%C3%A2nsito%20em%20julgado%20para%20a%20acusa%C3%A7%C3%A3o%20ou%20depois%20de%20improvido%20seu%20recurso%2C%20regula%2Dse%20pela%20pena%20aplicada%2C%20n%C3%A3o%20podendo%2C%20em%20nenhuma%20hip%C3%B3tese%2C%20ter%20por%20termo%20inicial%20data%20anterior%20%C3%A0%20da%20den%C3%BAncia%20ou%20queixa.%C2%A0%C2%A0%C2%A0
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%20110%20%2D%20A%20prescri%C3%A7%C3%A3o%20depois%20de%20transitar%20em%20julgado%20a%20senten%C3%A7a%20condenat%C3%B3ria%20regula%2Dse%20pela%20pena%20aplicada%20e%20verifica%2Dse%20nos%20prazos%20fixados%20no%20artigo%20anterior%2C%20os%20quais%20se%20aumentam%20de%20um%20ter%C3%A7o%2C%20se%20o%20condenado%20%C3%A9%20reincidente.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%20110%20%2D%20A%20prescri%C3%A7%C3%A3o%20depois%20de%20transitar%20em%20julgado%20a%20senten%C3%A7a%20condenat%C3%B3ria%20regula%2Dse%20pela%20pena%20aplicada%20e%20verifica%2Dse%20nos%20prazos%20fixados%20no%20artigo%20anterior%2C%20os%20quais%20se%20aumentam%20de%20um%20ter%C3%A7o%2C%20se%20o%20condenado%20%C3%A9%20reincidente.%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20(Reda%C3%A7%C3%A3o%20dada%20pela%20Lei%20n%C2%BA%207.209%2C%20de%2011.7.1984)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=Art.%20110%20%2D%20A,den%C3%BAncia%20ou%20queixa.
Homicídio qualificado
Crimes
contra a Vida
Contexto de violência doméstica
e familiar; OU 
Menosprezo ou discriminação à
condição de mulher.
Homicídio funcional
Praticado contra integrantes dos
órgãos de segurança pública, bem
como seus parentes consanguíneos
até terceiro grau;
Necessário que o homicídio tenha
sido praticado no exercício da
função ou em decorrência dela.
I – 1/3 (um terço) até a metade se a
vítima é pessoa com deficiência ou
com doença que implique o aumento
de sua vulnerabilidade; 
II – 2/3 (dois terços) se o autor é
ascendente, padrasto ou madrasta, tio,
irmão, cônjuge, companheiro, tutor,
curador, preceptor ou empregador da
vítima ou por qualquer outro título tiver
autoridade sobre ela.
Causa de aumento de pena:
Homicídio
Com emprego de veneno, fogo, explosivo,
asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou
cruel, ou de que possa resultar perigo
comum; 
À traição, de emboscada, ou mediante
dissimulação ou outro recurso que dificulte
ou torne impossível a defesa do ofendido; 
Mediante paga ou promessa
de recompensa, ou por outro
motivo torpe; 
Motivo fútil; 
Feminicídio; 
Para assegurar a execução, a ocultação, a
impunidade ou vantagem de outro crime; 
Contra agente de segurança pública; 
Com emprego de arma de fogo de uso
restrito ou proibido;
Contra menor de 14 anos.
Art. 121, § 2º, do CP
Art. 121, § 2º, IX, do CP
Homicídio contra
menor de 14 anos
Art. 121, § 2º, VI, § 2º-A, do CP
Feminicídio
Art. 121, § 2º, VII, do CP
Perdão judicial 
Aplicável somente ao autor do
homicídio culposo.
Art. 121, § 5º, do CP
Homicídio culposo
Art. 121, § 3º, do CP
Resulta de: 
1) Imprudência;
2) Negligência;
3) Imperícia.
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Conceito
Homicídio cometido pela mãe contra seu filho,
nascente ou recém-nascido, sob a influência do
estado puerperal.
Sujeitos do delito
A autora do infanticídio só pode ser a
mãe;
Terceiro pode responder por infanticídio
diante do concurso de agentes (art. 30
do CP).
Aborto provocado pela gestante ou com
seu consentimento (art. 124)
Somente a gestante pode realizá-lo (isso não afasta a
possibilidade de participação no crime);
A própria mulher executa a ação material do crime ou
consente na prática abortiva.
Aborto provocado por terceiro sem o
consentimento da gestante (art. 125 do CP)
Não há o consentimento da gestante no emprego
dos meios ou manobras abortivas por terceiro.
Aborto 
Infanticídio
Art. 123 do CP
Arts. 124 a 128 do CP
Consumação
Crime formal => não mais exige para a sua consumação a
produção de um resultado naturalístico;
Consumação => basta a conduta de induzir, instigar ou prestar
auxílio ao suicídio ou à automutilação.
Crimes contra
a Vida
Induzimento, instigação ou auxílio a
suicídio ou a automutilação
Se resultar lesão corporal de
natureza grave ou gravíssima; 
Se resultar morte.
Figuras qualificadoras
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Lesão corporal grave 
Lesão corporal leve
ou simples 
Incapacidade para as ocupações habituais,
por mais de 30 dias;
Lesão corporal
gravíssima 
Ofender a integridade corporal ou a
saúde de outrem.
Perigo de vida;
Debilidade permanente de membro, sentido
ou função;
Aceleração de parto.
Incapacidade permanente para o trabalho;
Enfermidade incurável;
Perda ou inutilização do membro,
sentido ou função;
Deformidade permanente;
Aborto => o agente, ao lesionar a vítima,
não quer nem mesmo assumir o risco do
advento do resultado agravador aborto.
Lesão corporal
seguida de morte
O evento morte não deve ser
desejado, nem ter o agente
assumido o risco de causá-lo,
sob pena de responder pelo
crime de homicídio;
Não admite tentativa.
Violência doméstica
Praticada contra ascendente, descendente,
irmão, cônjuge ou companheiro, ou com
quem conviva ou tenha convivido, ou,
ainda, prevalecendo-se o agente das
relações domésticas, de coabitação ou de
hospitalidade;
Incide se a lesão corporal for de natureza
leve. Se for grave, gravíssima ou seguida de
morte, incidirá, ainda, causa de aumento de
pena em 1/3, nos termos do art. 129, § 10,
do CP.
Lesão corporal contra
agente de segurança pública
Praticada contra autoridade ou agente
descrito nos arts. 142 e 144 da CF/1988,
integrantes do sistema prisional e da
Força Nacional de Segurança Pública, no
exercício da função ou em decorrência
dela, ou contra seu cônjuge, companheiro
ou parente consanguíneo até terceiro
grau, em razão dessa condição;
Aumento da pena de um a dois terços;
Crime hediondo.
Lesão corporal no contexto de
violência doméstica e familiar
contra a mulher
Praticada contra a mulher, por razões
da condição do sexo feminino.
Art. 129, §13, do CP
Art. 129, § 12, do CP
Art. 129, § 9º, do CP
Lesão Corporal 
Art. 129, § 3º, do CP
Art. 129, § 2º, do CP
Art. 129, caput, do CP
Art. 129, § 1º, do CP
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
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Calúnia
Atribuir a outrem, falsamente, a prática de fato
definido como crime;
Difamação
Ação penal
O fato atribuído deve ser definido como crime;
O fato criminoso deve ser determinado => um
caso concreto;
A imputação de fato definido como crime deve
ser falsa;
Se o fato for verdadeiro: não há crime de calúnia.
Desacreditar publicamente uma pessoa, ofendendo
sua reputação;
Exemplo: espalhar o fato de que a vítima não pagou
aos credores “A”, “B” e “C”, quando as dívidas X, Y e
Z venceram;
Se o agente imputar falsamente fato definido como
contravenção: difamação.
Art. 145 do CP
Regra
Ação penal privada
Exceções
Resultando lesão física na vítima: ação penal
pública incondicionada (alguns autores entendem
que se trata de ação penal pública condicionada à
representação).
Ação penal pública condicionada à representação.
Ação penal pública condicionada à requisição do
Ministro da Justiça.
Súmula nº 714 do STF: É concorrente a
legitimidade do ofendido, mediante queixa, e
do Ministério Público, condicionada à
representação do ofendido, para a ação penal
por crime contra a honra de servidor público
em razão do exercício de suas funções.
Ação penal pública condicionada à representação. Ação penal pública incondicionada.
Crimes contra a Honra
Art. 138 do CP
Art. 139 do CP
Injúria qualificada: art. 140, §3º, do CP
Injúria real: art. 140, §2º, do CP
Delito cometido contra o Presidente da
República ou Chefe de Governo Estrangeiro
Injúria racial: art. 2º-A da Lei nº 7.716/89
Delito cometido contra funcionário
público, no exercício das suas funções
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm
Ofensa à dignidade ou ao decoro de outrem.
Quando a vítima toma ciência da imputação ofensiva,
independentemente de sentir-se ou não atingida em sua
honra subjetiva.
É suficiente que o ato seja revestido de idoneidade ofensiva.
Injúria qualificadaInjúria racial
Consumação
Se a injúria consiste na utilização
de elementos referentes a
religião ou à condição de pessoa
idosa ou com deficiência.
Injúria em razão de raça, cor,
etnia ou procedência nacional.
Calúnia, difamação e injúria
Não admite tentativa
ESCRITA: 
Injúria
Art. 140 do CP
Crimes contra
a Honra
Art. 140, § 3º do CPArt. 2º-A da Lei 7.716/89
Injúria real
Se a injúria consiste em violência
ou vias de fato, que, por sua
natureza ou pelo meio empregado,
se considerem aviltantes.
Art. 140, § 2º do CP
Concurso de 2 ou mais pessoas.
Causa de aumento de pena:
Art. 2º-A, parágrafo único, da Lei 7.716/89;
Admite tentativa
VERBAL:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm
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Crimes contra o Patrimônio: Furto
Subtrair, para si ou para
outrem, coisa alheia móvel 
Art. 155 do CP
Reclusão de 1 a 4 anos + multa;
Subtrair sem a permissão do possuidor/proprietário;
Finalidade de assenhoramento definitivo;
Equipara-se à coisa alheia móvel a energia elétrica ou qualquer outra
que tenha valor econômico (art. 155, §3º, do CP);
Crime doloso: intenção de possuir a coisa alheia móvel, sem devolver
o bem;
Furto de uso: atípico e exige a subtração apenas para o uso
transitório do bem e devolução do bem no mesmo estado.
Consumação
Quando o objeto material é retirado da
esfera de posse e disponibilidade da vítima;
Não depende da posse tranquila; 
Súmula 582 do STJ: aplica-se por analogia.
Tentativa
Ocorre sempre que o sujeito ativo não
consegue, por circunstâncias alheias à
sua vontade, retirar o objeto material da
esfera de proteção e vigilância da vítima,
submetendo-a à sua própria
disponibilidade.
Furto noturno
Art. 155, §1º, do CP
Só se aplica ao furto simples;
Causa de aumento de pena em 1/3.
Furto privilegiado
Art. 155, §2º, do CP
Criminoso primário; 
Coisa furtada de pequeno valor: equivalente
a 1 salário mínimo vigente à época do fato.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20Art.%20155%20%2D%20Subtrair%2C%20para%20si%20ou%20para%20outrem%2C%20coisa%20alheia%20m%C3%B3vel%3A
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%203%C2%BA%20%2D%20Equipara%2Dse%20%C3%A0%20coisa%20m%C3%B3vel%20a%20energia%20el%C3%A9trica%20ou%20qualquer%20outra%20que%20tenha%20valor%20econ%C3%B4mico.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%201%C2%BA%20%2D%20A%20pena%20aumenta%2Dse%20de%20um%20ter%C3%A7o%2C%20se%20o%20crime%20%C3%A9%20praticado%20durante%20o%20repouso%20noturno.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm#:~:text=%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%C2%A0%20%C2%A7%202%C2%BA%20%2D%20Se%20o%20criminoso%20%C3%A9%20prim%C3%A1rio%2C%20e%20%C3%A9%20de%20pequeno%20valor%20a%20coisa%20furtada%2C%20o%20juiz%20pode%20substituir%20a%20pena%20de%20reclus%C3%A3o%20pela%20de%20deten%C3%A7%C3%A3o%2C%20diminu%C3%AD%2Dla%20de%20um%20a%20dois%20ter%C3%A7os%2C%20ou%20aplicar%20somente%20a%20pena%20de%20multa.

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