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Itinerário Formativo de Aprofundamento de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas Versão preliminar ITINERÁRIO FORMATIVO DE APROFUNDAMENTO ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA A Secretaria da Educação do Ceará (SEDUC), por meio da Coordenadoria de Gestão Pedagógica do Ensino Médio (COGEM), apresenta esta Orientação Pedagógica para os Itinerários Formativos de Aprofundamento. O documento visa apoiar as escolas da rede estadual na implementação dos Itinerários Formativos de Aprofundamento (IFAs), em conformidade com as diretrizes da Política Nacional do Ensino Médio (PNAEM) Lei - nº 14.945/2024, Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM) - Resolução CNE/CEB nº 2 de 13 de novembro 2024 e da Resolução CNE/CEB nº 4/2025. Em alinhamento com essas normativas, a proposta da SEDUC é estratégica e inovadora, estruturando os IFAs para promover uma educação que prepare integralmente a/o estudante cearense. Os IFAs estão organizados por Área de Conhecimento – Linguagens e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas – e são estruturados nos quatro bimestres letivos, abrangendo três elementos essenciais para a formação das/os estudantes: 1. Recomposição das Aprendizagens: esta estratégia visa enfrentar, com intencionalidade, os desafios acentuados pelas desigualdades de aprendizagem, focando na recomposição e no fortalecimento das aprendizagens a partir da retomada direta das habilidades não consolidadas nas séries anteriores. Isso garante que todas/os as/os estudantes tenham oportunidades reais de avançar nos níveis de proficiência. Reconhecemos a aprendizagem como um direito, ligado à justiça social, à equidade educacional e à formação integral da nossa juventude. (Para saber mais em: GUIA DE APOIO À IMPLEMENTAÇÃO DA INICIATIVA) 2. Preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM): os IFAs abordam os objetos do conhecimento mais recorrentes no exame, assegurando que o percurso formativo escolhido também maximize as oportunidades de acesso ao Ensino Superior. 3. Desenvolvimento Integral: o currículo dos IFAs promove o desenvolvimento integral das/os estudantes, mobilizando e aprofundando as competências transversais e específicas que são indispensáveis para a vida pessoal, profissional e social. Partindo do exposto, a SEDUC reafirma seu compromisso com uma educação pública de qualidade, inclusiva e equitativa, que projeta o futuro das /os jovens cearenses. https://drive.google.com/file/d/1mzk1x5Lbeym8O57A1ZIyt6z7jedV9VHp/view?usp=drive_link 1. BASES NORMATIVAS E FUNDAMENTOS 1.1 Contextualização da Política de Ensino Médio e os IFAs A presente Orientação Pedagógica para a implementação dos IFAs foi elaborada em consonância com as Diretrizes da Política Nacional do Ensino Médio (PNAEM), que estabelecem a organização curricular em Formação Geral Básica (FGB) e Itinerários Formativos (IFs), conforme a legislação vigente. Como componente dos IFs, os IFAs Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (CHSA) têm como finalidade ampliar e aprofundar os conhecimentos e habilidades previstos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), preparando a/o estudante para uma leitura crítica e uma atuação consciente e transformadora na realidade em que vive. 1.2 Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) Os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) têm a função de explicitar a interligação entre os diferentes componentes curriculares de maneira integrada, além de estabelecer conexões com as situações vivenciadas pelas/os estudantes em suas realidades. Dessa forma, contribuem para contextualizar e atualizar os conteúdos previstos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), tornando-os mais próximos do cotidiano e da contemporaneidade. Figura 1: Temas contemporâneos transversais (TCTs) Fonte: Elaboração própria a partir do MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (Brasil). Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, [s.d.]. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/ . Acesso em: 22 out. 2025. https://www.gov.br/mec/pt-br/politica-nacional-ensino-medio/cadernoorietacoes.pdf?utm_source=chatgpt.com https://basenacionalcomum.mec.gov.br/ 1.3 Bases Normativas A Resolução CNE/CEB nº 4, de 12 de maio de 2025, estabelece a obrigatoriedade de que os IFAs contemplem temas contemporâneos transversais, eixos curriculares estruturantes, competências comuns de área e objetivos de aprendizagem específicos. Para fins desta Orientação Pedagógica para Implementação dos Itinerários Formativos de Aprofundamento (IFAs), consideram-se as seguintes referências legais e normativas: ● Lei nº 10.639/2003 – Torna obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira. ● Lei nº 11.645/2008 – Torna obrigatório o estudo da História e Cultura Indígena e Afro-Brasileira. ● Lei nº 14.164/2021 – Institui a incorporação de conteúdos sobre prevenção da violência contra a mulher nos currículos da Educação Básica. ● Lei nº 17.785/2021 – Inclui o tema transversal Empreendedorismo e Gestão Financeira nas escolas públicas de ensino médio do Estado. ● Lei nº 14.533/2023 – Institui a Política Nacional de Educação Digital, estabelecendo a obrigatoriedade do ensino digital e definindo ações para sua implementação em todos os níveis e modalidades de ensino. ● Lei nº 14.926/2024 – Atualiza a Política Nacional de Educação Ambiental instituída pela Lei nº 9.795/1999, incorporando temas como mudanças climáticas, biodiversidade e riscos socioambientais, fortalecendo a educação para a sustentabilidade e a cidadania ambiental. ● Lei nº 14.986/2024 – Inclui a obrigatoriedade de abordagens fundamentadas nas experiências e perspectivas femininas nos conteúdos curriculares do ensino fundamental e médio, além de instituir a Semana de Valorização de Mulheres que Fizeram História no âmbito das escolas de Educação Básica. ● Resolução CEE nº 514/2024 – Define Diretrizes Complementares para a Educação em Direitos Humanos, Cultura da Paz e Justiça Restaurativa, com o objetivo de promover a formação para a vida e para a convivência, fundamentada no exercício cotidiano dos direitos humanos nas dimensões social, política, econômica e cultural, em níveis estadual e nacional. Portanto, é fundamental que a elaboração dos Itinerários Formativos de Aprofundamento (IFAs) seja concebida em consonância com todos esses normativos, de modo a assegurar a coerência pedagógica, a integração curricular e a efetivação dos princípios da educação democrática, inclusiva, sustentável e digital. Além disso, é imprescindível que esses itinerários contemplem os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs). 1.4 Os Eixos Curriculares Estruturantes Os Eixos Curriculares Estruturantes (Figura 2) orientam e dão sentido às práticas pedagógicas, articulando o conhecimento teórico à vida social e às transformações do mundo contemporâneo. Figura 2: Eixos curriculares estruturantes. Fonte: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (Brasil). Caderno de orientações para implementação dos Itinerários Formativos de Aprofundamento (IFAs). Brasília: MEC, [s.d.]. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/politica-nacional-ensino-medio/cadernoorietacoes.pdf. Acesso em: 13 out. 2025. 2. ELEMENTOS CONCEITUAIS DA ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS (CHSA) A função formativa da área de CHSA no Ensino Médio transcende a memorização de fatos e conceitos, concentrando-se na formação crítica e participativa da/o estudante para a atuação social. As orientações pedagógicas definem que a área deve preparar a/o jovem para mobilizar o conhecimento histórico, geográfico, sociológico e filosófico na construção de soluções colaborativas, sustentáveis e éticas. A leitura crítica da realidade contemporânea permanece como fundamento do https://www.gov.br/mec/pt-br/politica-nacional-ensino-medio/cadernoorietacoes.pdf?utm_source=chatgpt.com Itinerário,exigindo que a/o estudante mobilize o conhecimento das CHSA para enfrentar as desigualdades sociais e econômicas, combater a violência e defender e fortalecer as instituições democráticas. A mobilização efetiva para tais objetivos requer o domínio de procedimentos pedagogicamente relevantes como a mediação, o diálogo, a empatia e, fundamentalmente, a capacidade de argumentação embasada em evidências, aspectos que se articulam diretamente aos Eixos Curriculares Estruturantes e reforçam a necessidade de uma interpretação crítica da informação. Neste contexto, a Resolução CNE/CEB nº 4, de 12 de maio de 2025 define dois elementos conceituais específicos da área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, a saber: I - Estudo do homem e do meio, vida em sociedade e consciência cidadã. II - Fenômenos sociais, diversidade cultural, cidadania e democracia. 3. OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM ESPECÍFICOS DA ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS Na área de CHSA, formada pelos componentes curriculares Filosofia, Geografia, História e Sociologia, a interdisciplinaridade é uma condição estrutural, dada a complexidade dos fenômenos sociais, políticos e culturais contemporâneos. A estrutura proposta neste documento utiliza essa articulação disciplinar para convergir o foco no desenvolvimento da cidadania crítica. A orientação curricular deste Itinerário Formativo de Aprofundamento está ancorada nos cinco Objetivos de Aprendizagens Específicos da Área de CHSA. Estas habilidades definem os direitos de aprendizagem das/os estudantes e orientam a seleção de metodologias e recursos didáticos. Tabela 1: Objetivos de Aprendizagem Específicos de CHSA Área de CHSA Descrição Objetivo de Aprendizagem Específico 1 Aplicar métodos e procedimentos científicos das Ciências Humanas para investigar, analisar e interpretar processos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, articulando diferentes perspectivas e fontes, de modo a construir argumentos, para posicionar-se de forma ética, crítica e propositiva em relação às dinâmicas da sociedade. Objetivo de Aprendizagem Específico 2 Avaliar as interações entre as atividades humanas e o espaço geográfico, discutindo os impactos ambientais e suas implicações socioambientais, incluindo o racismo ambiental, propondo soluções éticas e sustentáveis, e promovendo a consciência e o consumo responsável nos âmbitos local, regional, nacional e global. Objetivo de Aprendizagem Específico 3 Mediar conflitos, promovendo o diálogo, a empatia e a escuta ativa, por meio de estratégias de negociação e tomada de decisão, considerando contextos históricos, culturais, sociais e políticos, com especial atenção ao Sul Global, para discutir soluções colaborativas que respondam a desafios locais e globais. Objetivo de Aprendizagem Específico 4 Analisar criticamente as desigualdades históricas e estruturais que impactam diferentes grupos sociais, reconhecendo os saberes tradicionais, o papel dos movimentos sociais e das minorias na construção de conhecimentos e na promoção da diversidade, desenvolvendo iniciativas que fortaleçam a educação decolonial, o combate ao racismo, a valorização dos Direitos Humanos e a inclusão social de forma ética e sustentável. Objetivo de Aprendizagem Específico 5 Desenvolver ações de protagonismo juvenil, enquanto agente social, político, ambiental, profissional e cultural, analisando suas identidades e culturas juvenis em diferentes contextos, promovendo reflexões para o planejamento de projetos de vida éticos e conscientes, alinhando aspirações pessoais ao bem estar coletivo e à transformação social. 4. ROTEIRO DETALHADO DO IFA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS O roteiro de aprofundamento é composto por oito bimestres, referentes à 2ª e 3ª séries do Ensino Médio, alinhados aos objetivos de aprendizagem específicos da área de CHSA: 2º Série Bimestre 1 – Descolonizar o pensar: jovens construindo o amanhã Visão geral: investigar os alicerces da modernidade e da formação social brasileira, considerando tanto as grandes transformações globais como as especificidades locais. O foco recai sobre as marcas deixadas pela exploração econômica, pela colonização e pela escravização, processos que moldaram estruturas sociais, culturais e econômicas persistentes. Simultaneamente, destaca-se o protagonismo e as expressões de resistência de povos africanos e indígenas, que construíram experiências históricas próprias, oferecendo saberes, práticas e visões de mundo que desafiam as rotas dominantes. A reflexão se amplia ao considerar as revoluções políticas e industriais que redirecionaram o tempo histórico, o espaço social e as concepções de indivíduo, comunidade e progresso. Neste percurso, as/os estudantes mobilizam categorias de análise como desigualdade e mobilidade, territorialidade, lógica espacial, liberdade, justiça, razão, ruptura, permanência e temporalidades plurais, desenvolvendo uma compreensão crítica que os capacita a atuar de forma consciente e ética no mundo contemporâneo. Além disso, analisam formas de organização econômica, gestão de recursos e práticas de empreendedorismo, articulando experiências históricas e sociais com a ação cidadã. Assim, compreendem o presente como simultaneamente herdeiro de traumas e de lutas, e como espaço de oportunidades e possibilidades de transformação. As/os estudantes não apenas adquirem informações sobre fenômenos sociais, mas também desenvolvem a capacidade de interpretar, problematizar e relacionar dados e experiências à realidade social. No Ceará, as/os estudantes podem analisar a expansão urbana em Fortaleza, investigando desigualdades em bairros periféricos; estudar a agricultura familiar no Sertão, avaliando inclusão econômica e sustentabilidade; e acompanhar programas de preservação ambiental em manguezais e caatinga, refletindo sobre os impactos da ação humana e a importância da cidadania ambiental. Essas experiências permitem a articular conceitos com situações concretas, construindo competências para compreender criticamente estruturas, processos e desigualdades sociais, bem como os impactos da ação humana na transformação da sociedade. Como proposta metodológica, podem ser utilizadas ferramentas digitais e colaborativas, como: TimelineJS ou Canva, para a criação de linhas do tempo interativas sobre os principais eventos geopolíticos do século XX e XXI; Mentimeter ou Jamboard, para debates e mapas conceituais colaborativos sobre temas como globalização, colonização e dependência econômica; podcasts estudantis, nos quais as/os alunas/os produzem episódios discutindo temas como “Democracia e autoritarismo hoje” ou “As novas formas de guerra no século XXI”; Análise crítica de notícias, charges e memes políticos compartilhados nas redes sociais, discutindo o papel da mídia e da informação na formação da opinião pública global. Essas práticas fortalecem a capacidade de leitura crítica do mundo social, permitindo que as/os estudantes compreendam como as relações internacionais refletem estruturas históricas de exploração e resistência, além de desenvolverem competências comunicativas e digitais essenciais para o exercício da cidadania global. Objetos do conhecimento: tempo histórico e temporalidades múltiplas, colonização, colonialidade e escravidão, presenças africanas e indígenas, heranças e marcas sociais, transformações estruturais da modernidade. Produto final sugerido: linha do tempo crítica digital (plataforma colaborativa) que correlacione um evento histórico com a evolução de um indicador social, além de mapa dos quilombos titulados no Ceará. Bimestre 2 – (Re)pensar a cidade: transformando o futuro das cidades com a juventude Visão geral: neste bimestre, será abordado como o espaço social e físico é produzido e reproduzido por meio dos processos de urbanização, da atuação de diversos agentes e das relações entre campo e cidade.O estudo contempla o processo de urbanização no Brasil, os agentes responsáveis pela produção do espaço urbano e a dinâmica campo-cidade. Serão analisadas também as consequências desse processo, como a formação de aglomerados subnormais (favelização), questões de mobilidade urbana, segregação socioespacial, ocupações irregulares em margens de rios e encostas íngremes, além de problemas ambientais urbanos e seus impactos sobre as populações mais vulneráveis. A análise integra ainda o uso crítico de tecnologias digitais como ferramentas de pesquisa, comunicação e gestão de informações, promovendo competências digitais necessárias para compreender e intervir no espaço urbano contemporâneo. Paralelamente, as/os estudantes refletem sobre os impactos das mudanças climáticas, a importância da proteção da biodiversidade e a gestão de riscos socioambientais, desenvolvendo uma compreensão ampla da relação entre sociedade, território e sustentabilidade. As/os estudantes adquirem os conceitos, teorias e categorias de análise, reconhecendo a linguagem e os instrumentos teóricos das Ciências Humanas. Permitindo que apliquem esses conceitos de forma crítica e autônoma, interpretando, problematizando e relacionando dados e experiências à realidade social. Assim, aprendem a compreender como as relações de poder, a atuação de diferentes agentes e as desigualdades sociais moldam o território, desenvolvendo autonomia crítica e consciência cidadã. Entre as possibilidades metodológicas, destacam-se o mapeamento colaborativo com realidade aumentada, em que as/os estudantes sobrepõem informações sobre território, desigualdades e patrimônio histórico em espaços reais, como áreas de risco de enchentes; o jornalismo cidadão digital, por meio da produção de reportagens, podcasts ou vídeos sobre projetos sociais e comunitários no Ceará, combinando coleta de dados de campo, entrevistas e análise crítica; e a gamificação e simulações interativas, como jogos que reproduzem dilemas urbanos, sociais ou econômicos, permitindo analisar decisões sobre transporte, moradia e meio ambiente. Outras estratégias incluem simulações de governança digital, que recriam conselhos municipais ou assembleias para debater políticas públicas locais, e storytelling digital e narrativas imersivas, combinando vídeos, podcasts, fotos e mapas digitais para contar experiências de comunidades e territórios. Objetos do conhecimento: processo de urbanização, agentes produtores do espaço urbano, segregação socioespacial, relação campo-cidade, problemas ambientais urbanos e biodiversidade. Produto final sugerido: produção de cartografia social e mapeamento dos problemas ambientais urbanos que afetam diretamente as populações mais pobres e marginalizadas. É necessário justificar como esses problemas comprometem o pleno desenvolvimento das/os cidadãs/ãos, analisando seus impactos no desenvolvimento humano a partir de indicadores sociais. Devem ser propostas soluções que, além de políticas públicas paliativas, promovam a participação ativa das/os cidadãs/ãos (estudantes) como protagonistas do processo. Também deve ser elaborado um mapa dos equipamentos urbanos das cidades como universidades, bancos, hospitais e delegacias, indicando em quais regiões estão localizados. Bimestre 3 – Cidadania em movimento: liberdade, justiça e direitos em debate Visão geral: este bimestre visa fazer com que as/os estudantes reconheçam e compreendam conceitos fundamentais das Ciências Humanas — como Estado, poder, cidadania, participação social e desigualdade — entendendo seus significados, dinâmicas e implicações na vida social. Ao mesmo tempo, desenvolvem a capacidade de aplicar esses conceitos de forma crítica e autônoma, analisando e interpretando situações concretas do presente, relacionando teoria e realidade para compreender e transformar o mundo em que vivem. A análise busca evidenciar como as estruturas políticas e econômicas, os contextos territoriais e as transformações culturais influenciam a formação da cidadania e a construção da vida coletiva. Nesse processo, as/os estudantes examinam a relação entre o Estado, o poder e as formas de participação social, reconhecendo o papel dos movimentos sociais e das lutas por emancipação na consolidação dos direitos humanos, incluindo a promoção da igualdade de gênero, a valorização das mulheres na história, e a integração das perspectivas indígenas e afro-brasileiras nos conteúdos escolares. Sob uma perspectiva ética e filosófica, são discutidos os sentidos de liberdade, justiça e bem comum, estimulando a reflexão crítica sobre a responsabilidade individual e coletiva na preservação das instituições democráticas. Ao mesmo tempo, as/os estudantes investigam como os fluxos econômicos, a globalização e as desigualdades territoriais reconfiguram o exercício da cidadania, a mobilidade social e a distribuição de oportunidades, promovendo práticas de convivência pacífica, prevenção da violência e respeito aos direitos humanos. Para aprofundar a aprendizagem, são utilizadas metodologias inovadoras e participativas que aproximam teoria e prática e tornam o estudo mais significativo. Entre elas estão as rodas de conversa e debates, que estimulam a reflexão sobre direitos humanos, cidadania e responsabilidade social; estudos de caso e visitas a projetos sociais, que permitem analisar de perto experiências de cidadania no Ceará, como iniciativas de agricultura familiar, coletivos culturais ou programas de inclusão social; pesquisa e produção de relatórios, mapas ou infográficos, nos quais as/os estudantes organizam e apresentam dados sobre participação social, desigualdade e mobilidade, desenvolvendo habilidades de análise crítica e comunicação visual; e projetos de intervenção comunitária, em que propõem soluções para problemas locais, como segurança, educação, preservação ambiental ou promoção da cultura local. Objetos do conhecimento: cidadania, democracia e Estado de direito, Era Vargas, Ditadura Militar, crises democráticas atuais, globalização, integração regional, movimentos sociais e participação cidadã. Produto final sugerido: produção de podcast ou videocast onde as/os estudantes analisem e refutem um argumento autoritário, sustentando sua defesa das instituições democráticas com dados históricos e sociais. Bimestre 4 – Entre máquinas e algoritmos: desafios e oportunidades do trabalho do amanhã Visão geral: este bimestre visa investigar as transformações históricas e contemporâneas das relações de trabalho no contexto do capitalismo, articulando dimensões econômicas, sociais, espaciais e éticas. Parte-se da compreensão da Revolução Industrial como marco das mudanças produtivas e das novas formas de organização do trabalho, abordando o surgimento das fábricas, a divisão técnica das tarefas e o conceito de alienação, que expressa o distanciamento entre a/o trabalhadora/or e o sentido do próprio trabalho. Ao longo da análise, são explorados os impactos das revoluções tecnológicas e das sucessivas fases do capitalismo sobre as condições de vida, os modos de produção e as desigualdades entre classes e territórios. As/os estudantes entram em contato com conceitos fundamentais das Ciências Humanas — como trabalho, classe social, alienação, exploração, desigualdade e poder —, compreendendo seus significados e o modo como se manifestam nas relações sociais e produtivas. Assim, é fundamental compreender a precarização e a concentração de renda como fenômenos estruturais, ligados às transformações nas relações de poder e à lógica do mercado global. A reflexão sobre o valor do trabalho, a liberdade, a dignidade humana e os limites éticos da exploração econômica articula-se à análise dos fluxos produtivos, das desigualdades territoriais e das oportunidades proporcionadas pela tecnologia. Sendo necessário, aplicar esses conceitos de forma crítica e autônoma para analisar fenômenos contemporâneos,como a expansão do empreendedorismo digital, o avanço das plataformas de trabalho (gig economy) e a crescente precarização laboral. Embora o discurso da autonomia e da inovação seja amplamente difundido, a prática revela longas jornadas, instabilidade, ausência de direitos e concentração de renda nas mãos de poucos, evidenciando a permanência de estruturas de exploração sob novas formas tecnológicas. Para enriquecer a aprendizagem, são empregadas metodologias inovadoras e participativas que conectam teoria e prática, tornando o estudo mais dinâmico e significativo, como estudos de caso e simulações sobre empresas e plataformas digitais, que permitem analisar condições de trabalho e impactos sociais; projetos de pesquisa e intervenção, que incentivam soluções para exploração, desigualdade ou inovação sustentável; análise de dados e gráficos sobre mercado de trabalho, renda e produtividade, desenvolvendo o pensamento crítico; debates e rodas de conversa sobre ética, dignidade e responsabilidade social; e recursos digitais multimodais, como vídeos, podcasts, infográficos e mapas interativos, para explorar relações de trabalho em diferentes contextos. Essas práticas aproximam teoria e prática, permitem experimentar diferentes formas de expressão, desenvolvem autonomia e pensamento crítico, e fortalecem habilidades sociais, como colaboração, empatia e diálogo, preparando as/os estudantes para atuar de forma consciente e transformadora no mundo do trabalho. Como exemplo prático no Ceará, as/os estudantes podem investigar iniciativas de economia solidária e cooperativas de agricultura familiar no Sertão, analisando como essas experiências promovem renda, autonomia e inovação sustentável para comunidades locais. Assim, este bimestre propicia uma compreensão crítica e integrada dos vínculos entre trabalho, tecnologia, empreendedorismo e desigualdade, incentivando a/o estudante a refletir sobre seu papel no mundo produtivo e a imaginar alternativas para um futuro mais justo, colaborativo e sustentável. Objetos do conhecimento: Revolução Industrial, impactos do capitalismo, modelos produtivos, precarização do trabalho, alienação, economia digital e desigualdade social. Produto final sugerido: elaboração de um painel estatístico digital (dashboard) sobre o mercado de trabalho local e global, com projeções sobre o impacto da automação no futuro da ocupação. 3º Série Bimestre 1 – Vozes da diversidade: construindo um futuro com respeito e igualdade Visão geral: nesta etapa, as/os estudantes investigam os conceitos de ética, identidade e pluralidade cultural, analisando as diferentes formas de pertencimento e resistência de povos originários, comunidades afrodescendentes e movimentos sociais. Com base em noções das Ciências Humanas — como cultura, poder, etnocentrismo, preconceito e discriminação —, compreendem como essas dinâmicas estruturam as desigualdades e fortalecem o pensamento crítico, o respeito à diversidade e o compromisso ético com a justiça social. Aplicando esse repertório conceitual de forma crítica e autônoma, analisam as cosmovisões e práticas de diferentes grupos sociais, como o feminismo, o movimento negro, o movimento LGBTQIAPN+ e as lutas ambientais, compreendendo como constroem identidades e resistem às estruturas de dominação. O estudo estimula a relação entre teoria e prática, levando as/os estudantes a identificar expressões cotidianas de racismo, machismo e intolerância e a refletir sobre seus impactos nas formas de convivência e nos territórios de identidade. O bimestre valoriza metodologias inovadoras e participativas que vão além da sala de aula tradicional, tornando o aprendizado mais ativo e conectado à realidade. Entre elas estão: rodas de conversa e debates, que promovem escuta, argumentação e reflexão sobre diferentes pontos de vista; análise de produções culturais (filmes, músicas, literatura, artes visuais), que ajuda a compreender como valores, identidades e ideologias se manifestam na sociedade; pesquisa de campo, com entrevistas e observações em comunidades locais, aproximando as/os estudantes da realidade social; projetos de intervenção social, que estimulam criatividade, engajamento e responsabilidade cidadã; e recursos digitais multimodais (infográficos, mapas interativos, vídeos, podcasts), que fortalecem competências digitais e a comunicação de ideias de forma inovadora. Essas práticas permitem que as/os estudantes aproximem a teoria da realidade, experimentem diferentes formas de expressão, desenvolvam autonomia intelectual e aprendam a tomar decisões éticas e responsáveis. Além disso, contribuem para a construção de habilidades sociais e emocionais, como colaboração, empatia, respeito à diversidade e capacidade de diálogo em contextos complexos. Ao integrar conhecimento, prática e tecnologia, o bimestre prepara as/os estudantes para atuar de forma crítica, consciente e transformadora na sociedade contemporânea. Objetos do conhecimento: ética e pertencimento identidade e pluralidade cultural, representatividade, cosmovisões indígenas e afro-brasileiras, movimentos sociais; diversidade e direitos. Produto final sugerido: criação de um guia de linguagem e conduta ética, fundamentado em dados sobre discriminação e preconceito, visando à mediação de conflitos e à promoção do diálogo intercultural na comunidade escolar. Bimestre 2 – Globalizar com consciência: poder, liberdade e humanidade Visão geral: analisar os processos que moldaram a ordem mundial contemporânea, articulando dimensões históricas, sociais, filosóficas e espaciais. São estudadas as grandes guerras e as ideologias totalitárias, como o nazismo e o fascismo, compreendidas não apenas como eventos históricos, mas como expressões de disputas políticas e éticas sobre liberdade, poder e humanidade. A abordagem inclui os efeitos da globalização, a formação de blocos econômicos, a expansão tecnológica e as novas formas de dominação e dependência entre nações, incluindo as permanências da colonização e das desigualdades entre o norte e o sul globais. Será ressaltada também a reorganização do espaço mundial e os fluxos migratórios, problematizando as consequências da globalização sobre a democracia, a cultura e os valores humanos. As/os estudantes aprendem a interpretar criticamente os fenômenos globais, relacionando conceitos como poder, dominação, ideologia e desigualdade às transformações geopolíticas e culturais do século XX e XXI. Desenvolvem a capacidade de ler o mundo social, compreendendo como as relações internacionais refletem estruturas históricas de exploração e resistência. O bimestre se dedica a recursos multissemióticos para construir sentidos e compreender o mundo atual. O foco está na visualização de dados — como gráficos, tabelas, mapas e infográficos — para desenvolver a leitura crítica e a produção de textos baseados em informações reais. O objetivo é entender como a linguagem, os dados e o poder simbólico influenciam a forma como percebemos a realidade. Para isso, são usadas metodologias ativas e interdisciplinares, como projetos de pesquisa, simulações diplomáticas e debates, análises de mídias e discursos e cartografias digitais, que ajudam a representar e discutir temas como globalização, poder e desigualdade entre as nações. Objetos do conhecimento: grandes guerras mundiais, Ideologias políticas, globalização e blocos econômicos, multiculturalismo e interculturalidade, neocolonialismo, conflitos contemporâneos e direitos humanos globais. Produto final sugerido: relatório de análise geopolítica que utilize dados de comércio internacional, indicadores de desigualdade e conflitos, para sustentar uma tese sobre os impactos da globalização em países fora do eixo econômico central.Bimestre 3 – Planeta em alerta: desafios socioambientais do mundo contemporâneo Visão geral: propõe uma análise interdisciplinar da crise socioambiental global, abordando as inter-relações entre sociedade, economia e natureza. São estudados temas como mudanças climáticas, perda da biodiversidade, poluição, desmatamento, degradação do solo (desertificação), exploração de recursos naturais e fontes de energia sustentáveis. O foco recai sobre a articulação entre desenvolvimento econômico, preservação ambiental e justiça social, destacando a distribuição desigual dos impactos socioambientais — especialmente nas populações mais vulneráveis do Sul Global, que enfrentam com maior intensidade os efeitos das crises climática e energética. Esses fenômenos revelam problemáticas como o racismo ambiental, os refugiados do clima e os dilemas entre modelo de desenvolvimento e ambientalismo. As/os estudantes reconhecem e compreendem conceitos fundamentais das Ciências Humanas e Ambientais, como desenvolvimento sustentável, responsabilidade intergeracional, justiça climática e Sul Global, entendendo suas implicações nas desigualdades ambientais. Ao aplicar esses conceitos de forma crítica e autônoma, analisam situações concretas de injustiça socioambiental, identificando as relações entre poder econômico, degradação ambiental e exclusão social. Neste bimestre, refletem sobre as formas de exploração e resistência diante da crise ecológica, articulando modelo de desenvolvimento, ética ambiental e cidadania global. São valorizados os saberes tradicionais e práticas sustentáveis de povos e comunidades que mantêm modos de vida em harmonia com a natureza, reconhecendo-os como referências para a construção de um futuro mais justo, solidário e equilibrado. Explora-se o uso de plataformas digitais na pesquisa e produção de conteúdos, como Padlet, Canva, Google Earth e Jamboard, para a elaboração de painéis colaborativos, mapas temáticos e campanhas de conscientização sobre problemas ambientais locais. Podem ser propostas também análises de documentários e reportagens — como “Seremos História?” ou “A Terra à Noite” —, que abordam os impactos das mudanças climáticas e a desigualdade ambiental em escala global. As atividades têm como foco o desenvolvimento da leitura crítica de dados, imagens e discursos, estimulando a compreensão das causas estruturais da crise ecológica e o engajamento ético na construção de soluções sustentáveis. Objetos do conhecimento: mudanças climáticas, perda da biodiversidade, desmatamento, poluição, fontes de energia, crise hídrica/energética, degradação do solo (desertificação), sustentabilidade e saberes tradicionais. Produto final sugerido: realização de uma Conferência das Partes (COP) em âmbito escolar, com metodologias semelhantes à de um júri simulado, onde as/os estudantes representarão os chefes de estados das principais nações do mundo, os membros da Organização das Nações Unidas (ONU), delegações governamentais, cientistas, líderes empresariais e ativistas. Durante a conferência, as partes apresentarão seus dados sobre os avanços e retrocessos referentes às convenções pretéritas e apresentarão planos de ação e protocolos para o futuro. No final do evento, uma comissão será responsável por elaborar um relatório com os principais pontos discutidos, acordos, divergências e ratificação de acordos para a próxima década. Bimestre 4 – Projetos que constroem um futuro justo Visão geral: nesta etapa de síntese e culminância, são utilizadas metodologias ativas e participativas que aproximam teoria e prática, permitindo que as/os estudantes apliquem os conhecimentos construídos nas dimensões histórica, social, filosófica e geográfica. Entre as estratégias estão projetos de intervenção comunitária, nos quais identificam problemas reais em bairros de Fortaleza, comunidades rurais do Sertão ou territórios quilombolas, e propõem soluções para questões de mobilidade, educação, segurança ou preservação ambiental; oficinas de análise de dados e produção de infográficos, para organizar informações sobre desigualdade social, distribuição de recursos ou impactos ambientais de forma clara e crítica; simulações de políticas públicas e debates éticos, que estimulam a tomada de decisão responsável em situações locais, como o planejamento urbano ou a gestão de recursos hídricos; pesquisa de campo e visitas a organizações sociais, como cooperativas agrícolas, associações culturais ou programas de inclusão social, permitindo compreender contextos reais; e produção de conteúdos digitais multimodais, como vídeos, podcasts ou apresentações interativas, para comunicar propostas de transformação social de maneira criativa e engajadora. Essas metodologias permitem que as/os estudantes diagnostiquem problemas, analisem dados, reflitam sobre a ética do agir e articulem soluções concretas, desenvolvendo autonomia crítica, habilidades de colaboração e consciência cidadã baseada em princípios de direitos humanos, equidade e sustentabilidade, sempre conectando a teoria à realidade local e regional do Ceará. Objetos do conhecimento: direitos humanos, protagonismo juvenil, ética social, mediação de conflitos, cultura democrática e ação transformadora. Produto final sugerido: apresentação pública de um projeto de intervenção social que demonstre a capacidade de: a) diagnosticar o problema com base em evidências e dados quantitativos; b) fundamentar as soluções em princípios éticos e direitos humanos; c) propor ações colaborativas, solidárias e sustentáveis para o bem comum. Referências bibliográficas consultadas BRASIL. Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999. Institui a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 28 abr. 1999. BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9.394/1996, tornando obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 jan. 2003. BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Altera a Lei nº 9.394/1996, incluindo a obrigatoriedade do estudo da História e Cultura Indígena e Afro-Brasileira. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 11 mar. 2008. BRASIL. Lei nº 14.164, de 10 de junho de 2021. Inclui conteúdos sobre prevenção da violência contra a mulher nos currículos da Educação Básica. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 11 jun. 2021. BRASIL. Lei nº 14.533, de 11 de janeiro de 2023. Institui a Política Nacional de Educação Digital, estabelecendo a obrigatoriedade do ensino digital e definindo ações para implementação em todos os níveis e modalidades de ensino. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 12 jan. 2023. BRASIL. Lei nº 14.926, de 2 de abril de 2024. Atualiza a PNEA, incorporando temas como mudanças climáticas, proteção da biodiversidade e riscos socioambientais nos objetivos da educação ambiental nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 3 abr. 2024. BRASIL. Lei nº 14.986, de 24 de junho de 2024. Inclui a obrigatoriedade de abordagens fundamentadas nas experiências e perspectivas femininas nos conteúdos curriculares do ensino fundamental e médio, além de instituir a Semana de Valorização de Mulheres que Fizeram História. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 25 jun. 2024. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Parecer CNE/CEB nº 4, de 7 de novembro de 2024. Homologado pelo Despacho do Ministro, publicado no Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 nov. 2024, Seção 1, p. 67. Disponível em: https://sinepe-df.org/portal/iportal/public/biblioteca-de-arquivos/legislacao/029ae279d85 0a4b241b338c2eb9ab0de.pdf. Acesso em: 10 out. 2025. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Parecer CNE/CEB nº 7, de 10 de abril de 2025. Homologado pelo Despacho do Ministro,publicado no Diário Oficial da União, Brasília, DF, 12 maio 2025, Seção 1, p. 79. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/cne/2025/abril/pceb007_25.pdf. Acesso em: 10 out. 2025. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução CNE/CEB nº 4, de 12 de maio de 2025. Institui os Parâmetros Nacionais para a Oferta dos Itinerários Formativos de Aprofundamento https://sinepe-df.org/portal/iportal/public/biblioteca-de-arquivos/legislacao/029ae279d850a4b241b338c2eb9ab0de.pdf https://sinepe-df.org/portal/iportal/public/biblioteca-de-arquivos/legislacao/029ae279d850a4b241b338c2eb9ab0de.pdf https://sinepe-df.org/portal/iportal/public/biblioteca-de-arquivos/legislacao/029ae279d850a4b241b338c2eb9ab0de.pdf https://www.gov.br/mec/pt-br/cne/2025/abril/pceb007_25.pdf https://www.gov.br/mec/pt-br/cne/2025/abril/pceb007_25.pdf (IFAs) no Ensino Médio. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 maio 2025, Seção 1, p. 36. BRASIL. Resolução CNE/CEB nº 4, de 12 de maio de 2025. Estabelece obrigatoriedade de que os IFAs contemplem temas contemporâneos transversais, eixos curriculares estruturantes, competências comuns de área e objetivos de aprendizagem específicos. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 maio 2025. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC): Ensino Médio – área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: https://wp.ufpel.edu.br/pibidfilosofiasociologia/files/2020/10/2-BNCC-CIENCIA-HUMAN AS.pdf. Acesso em: 10 out. 2025. BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Matriz de referência ENEM. Brasília, DF: Inep, [s.d.]. Disponível em: https://download.inep.gov.br/download/enem/matriz_referencia.pdf. Acesso em: 10 out. 2025. BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Diretoria de Avaliação da Educação Básica (Daeb). Matrizes de referência de Língua Portuguesa/Linguagens: alinhadas à BNCC. Brasília, DF: Inep/MEC, 2022. CEARÁ. Lei nº 17.785, de 2021. Inclui o tema transversal Empreendedorismo e Gestão Financeira nas escolas públicas de ensino médio do Estado. Diário Oficial do Estado do Ceará, Fortaleza, CE, 2021. CEARÁ. Resolução CEE nº 514, de 2024. Define Diretrizes Complementares para a Educação em Direitos Humanos, Cultura da Paz e Justiça Restaurativa. Diário Oficial do Estado do Ceará, Fortaleza, CE, 2024. CEARÁ. Secretaria da Educação. Guia de Apoio à Implementação da Iniciativa Foco na Aprendizagem. Fortaleza: SEDUC, 2025. CEARÁ. Secretaria da Educação. Itinerário Formativo: Ciências Humanas. Fortaleza: CED/COED, 2022. Disponível em: https://www.ced.seduc.ce.gov.br/wp-content/uploads/sites/82/2022/01/livro-ciencias-hu manas.pdf. Acesso em: 10 out. 2025. CONSED – Conselho Nacional de Secretários de Educação. Análise da proposta da BNCC do Ensino Médio: área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. [S. l.]: Consed, [s.d.]. Disponível em: https://www.consed.org.br/storage/download/5b5f29faa1b2f.pdf. Acesso em: 10 out. 2025. E-DOCENTE. Ciências Humanas e suas Tecnologias no Enem. [S. l.]: E-Docente, https://wp.ufpel.edu.br/pibidfilosofiasociologia/files/2020/10/2-BNCC-CIENCIA-HUMANAS.pdf https://wp.ufpel.edu.br/pibidfilosofiasociologia/files/2020/10/2-BNCC-CIENCIA-HUMANAS.pdf https://wp.ufpel.edu.br/pibidfilosofiasociologia/files/2020/10/2-BNCC-CIENCIA-HUMANAS.pdf https://download.inep.gov.br/download/enem/matriz_referencia.pdf https://download.inep.gov.br/download/enem/matriz_referencia.pdf https://www.ced.seduc.ce.gov.br/wp-content/uploads/sites/82/2022/01/livro-ciencias-humanas.pdf https://www.ced.seduc.ce.gov.br/wp-content/uploads/sites/82/2022/01/livro-ciencias-humanas.pdf https://www.ced.seduc.ce.gov.br/wp-content/uploads/sites/82/2022/01/livro-ciencias-humanas.pdf https://www.consed.org.br/storage/download/5b5f29faa1b2f.pdf https://www.consed.org.br/storage/download/5b5f29faa1b2f.pdf [s.d.]. Disponível em: https://www.edocente.com.br/blog-ciencias-humanas-e-suas-tecnologias-no-enem/. Acesso em: 10 out. 2025. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (Brasil). Caderno de orientações para implementação dos Itinerários Formativos de Aprofundamento (IFAs). Brasília, DF: MEC, [s.d.]. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/politica-nacional-ensino-medio/cadernoorietacoes.pdf. Acesso em: 13 out. 2025. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (Brasil). Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, [s.d.]. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. 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O documento visa apoiar as escolas da rede estadual na implementação dos Itinerários Formativos de Aprofundamento (IFAs), em conformidade com as diretrizes da Política Nacional do Ensino Médio (PNAEM) Lei - nº 14.945/2024, Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM) - Resolução CNE/CEB nº 2 de 13 de novembro 2024 e da Resolução CNE/CEB nº 4/2025. Em alinhamento com essas normativas, a proposta da SEDUC é estratégica e inovadora, estruturando os IFAs para promover uma educação que prepare integralmente a/o estudante cearense. Os IFAs estão organizados por Área de Conhecimento – Linguagens e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas – e são estruturados nos quatro bimestres letivos, abrangendo três elementos essenciais para a formação das/os estudantes: 1.Recomposição das Aprendizagens: esta estratégia visa enfrentar, com intencionalidade, os desafios acentuados pelas desigualdades de aprendizagem, focando na recomposição e no fortalecimento das aprendizagens a partir da retomada direta das habilidades não consolidadas nas séries anteriores. Isso garante que todas/os as/os estudantes tenham oportunidades reais de avançar nos níveis de proficiência. Reconhecemos a aprendizagem como um direito, ligado à justiça social, à equidade educacional e à formação integral da nossa juventude. (Para saber mais em: GUIA DE APOIO À IMPLEMENTAÇÃO DA INICIATIVA) 2.Preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM): os IFAs abordam os objetos do conhecimento mais recorrentes no exame, assegurando que o percurso formativo escolhido também maximize as oportunidades de acesso ao Ensino Superior. 3.Desenvolvimento Integral: o currículo dos IFAs promove o desenvolvimento integral das/os estudantes, mobilizando e aprofundando as competências transversais e específicas que são indispensáveis para a vida pessoal, profissional e social. Partindo do exposto, a SEDUC reafirma seu compromisso com uma educação pública de qualidade, inclusiva e equitativa, que projeta o futuro das /os jovens cearenses. 1. BASES NORMATIVAS E FUNDAMENTOS 1.1 Contextualização da Política de Ensino Médio e os IFAs 1.4 Os Eixos Curriculares Estruturantes 4. ROTEIRO DETALHADO DO IFA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS Bimestre 1 – Vozes da diversidade: construindo um futuro com respeito e igualdade Bimestre 2 – Globalizar com consciência: poder, liberdade e humanidade Bimestre 3 – Planeta em alerta: desafios socioambientais do mundo contemporâneo Bimestre 4 – Projetos que constroem um futuro justoReferências bibliográficas consultadas