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Itinerário Formativo de 
Aprofundamento de 
Ciências Humanas e 
Sociais Aplicadas 
Versão preliminar
 
 
ITINERÁRIO FORMATIVO DE APROFUNDAMENTO 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 
 
A Secretaria da Educação do Ceará (SEDUC), por meio da Coordenadoria de Gestão 
Pedagógica do Ensino Médio (COGEM), apresenta esta Orientação Pedagógica para 
os Itinerários Formativos de Aprofundamento. O documento visa apoiar as escolas da 
rede estadual na implementação dos Itinerários Formativos de Aprofundamento (IFAs), 
em conformidade com as diretrizes da Política Nacional do Ensino Médio (PNAEM) Lei 
- nº 14.945/2024, Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM) - 
Resolução CNE/CEB nº 2 de 13 de novembro 2024 e da Resolução CNE/CEB nº 
4/2025. 
 
Em alinhamento com essas normativas, a proposta da SEDUC é estratégica e 
inovadora, estruturando os IFAs para promover uma educação que prepare 
integralmente a/o estudante cearense. Os IFAs estão organizados por Área de 
Conhecimento – Linguagens e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, 
Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas – e 
são estruturados nos quatro bimestres letivos, abrangendo três elementos essenciais 
para a formação das/os estudantes: 
 
1. Recomposição das Aprendizagens: esta estratégia visa enfrentar, com 
intencionalidade, os desafios acentuados pelas desigualdades de aprendizagem, 
focando na recomposição e no fortalecimento das aprendizagens a partir da 
retomada direta das habilidades não consolidadas nas séries anteriores. Isso 
garante que todas/os as/os estudantes tenham oportunidades reais de avançar 
nos níveis de proficiência. Reconhecemos a aprendizagem como um direito, 
ligado à justiça social, à equidade educacional e à formação integral da nossa 
juventude. 
 
(Para saber mais em: GUIA DE APOIO À IMPLEMENTAÇÃO DA INICIATIVA) 
 
2. Preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM): os IFAs 
abordam os objetos do conhecimento mais recorrentes no exame, assegurando 
que o percurso formativo escolhido também maximize as oportunidades de 
acesso ao Ensino Superior. 
 
3. Desenvolvimento Integral: o currículo dos IFAs promove o desenvolvimento 
integral das/os estudantes, mobilizando e aprofundando as competências 
transversais e específicas que são indispensáveis para a vida pessoal, 
profissional e social. 
 
Partindo do exposto, a SEDUC reafirma seu compromisso com uma educação pública 
de qualidade, inclusiva e equitativa, que projeta o futuro das /os jovens cearenses. 
 
 
 
https://drive.google.com/file/d/1mzk1x5Lbeym8O57A1ZIyt6z7jedV9VHp/view?usp=drive_link
1. BASES NORMATIVAS E FUNDAMENTOS 
 
1.1 Contextualização da Política de Ensino Médio e os IFAs 
 
A presente Orientação Pedagógica para a implementação dos IFAs foi elaborada em 
consonância com as Diretrizes da Política Nacional do Ensino Médio (PNAEM), que 
estabelecem a organização curricular em Formação Geral Básica (FGB) e Itinerários 
Formativos (IFs), conforme a legislação vigente. Como componente dos IFs, os IFAs 
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (CHSA) têm como finalidade ampliar e 
aprofundar os conhecimentos e habilidades previstos na Base Nacional Comum 
Curricular (BNCC), preparando a/o estudante para uma leitura crítica e uma atuação 
consciente e transformadora na realidade em que vive. 
 
1.2 Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) 
 
Os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) têm a função de explicitar a 
interligação entre os diferentes componentes curriculares de maneira integrada, além 
de estabelecer conexões com as situações vivenciadas pelas/os estudantes em suas 
realidades. Dessa forma, contribuem para contextualizar e atualizar os conteúdos 
previstos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), tornando-os mais próximos do 
cotidiano e da contemporaneidade. 
 
Figura 1: Temas contemporâneos transversais (TCTs) 
 
Fonte: Elaboração própria a partir do MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (Brasil). Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, [s.d.]. Disponível em: 
https://basenacionalcomum.mec.gov.br/ . Acesso em: 22 out. 2025. 
 
 
 
 
https://www.gov.br/mec/pt-br/politica-nacional-ensino-medio/cadernoorietacoes.pdf?utm_source=chatgpt.com
https://basenacionalcomum.mec.gov.br/
1.3 Bases Normativas 
 
A Resolução CNE/CEB nº 4, de 12 de maio de 2025, estabelece a obrigatoriedade de 
que os IFAs contemplem temas contemporâneos transversais, eixos curriculares 
estruturantes, competências comuns de área e objetivos de aprendizagem específicos. 
 
Para fins desta Orientação Pedagógica para Implementação dos Itinerários 
Formativos de Aprofundamento (IFAs), consideram-se as seguintes referências 
legais e normativas: 
 
● Lei nº 10.639/2003 – Torna obrigatório o ensino da História e Cultura 
Afro-Brasileira. 
 
● Lei nº 11.645/2008 – Torna obrigatório o estudo da História e Cultura Indígena e 
Afro-Brasileira. 
 
● Lei nº 14.164/2021 – Institui a incorporação de conteúdos sobre prevenção da 
violência contra a mulher nos currículos da Educação Básica. 
 
● Lei nº 17.785/2021 – Inclui o tema transversal Empreendedorismo e Gestão 
Financeira nas escolas públicas de ensino médio do Estado. 
 
● Lei nº 14.533/2023 – Institui a Política Nacional de Educação Digital, 
estabelecendo a obrigatoriedade do ensino digital e definindo ações para sua 
implementação em todos os níveis e modalidades de ensino. 
 
● Lei nº 14.926/2024 – Atualiza a Política Nacional de Educação Ambiental 
instituída pela Lei nº 9.795/1999, incorporando temas como mudanças 
climáticas, biodiversidade e riscos socioambientais, fortalecendo a educação 
para a sustentabilidade e a cidadania ambiental. 
 
● Lei nº 14.986/2024 – Inclui a obrigatoriedade de abordagens fundamentadas 
nas experiências e perspectivas femininas nos conteúdos curriculares do ensino 
fundamental e médio, além de instituir a Semana de Valorização de Mulheres 
que Fizeram História no âmbito das escolas de Educação Básica. 
 
● Resolução CEE nº 514/2024 – Define Diretrizes Complementares para a 
Educação em Direitos Humanos, Cultura da Paz e Justiça Restaurativa, com o 
objetivo de promover a formação para a vida e para a convivência, 
fundamentada no exercício cotidiano dos direitos humanos nas dimensões 
social, política, econômica e cultural, em níveis estadual e nacional. 
 
 
Portanto, é fundamental que a elaboração dos Itinerários Formativos de 
Aprofundamento (IFAs) seja concebida em consonância com todos esses normativos, 
 
de modo a assegurar a coerência pedagógica, a integração curricular e a efetivação 
dos princípios da educação democrática, inclusiva, sustentável e digital. Além disso, é 
imprescindível que esses itinerários contemplem os Temas Contemporâneos 
Transversais (TCTs). 
 
 
1.4 Os Eixos Curriculares Estruturantes 
 
Os Eixos Curriculares Estruturantes (Figura 2) orientam e dão sentido às práticas 
pedagógicas, articulando o conhecimento teórico à vida social e às transformações do 
mundo contemporâneo. 
 
Figura 2: Eixos curriculares estruturantes.
 
Fonte: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (Brasil). Caderno de orientações para implementação dos Itinerários Formativos de Aprofundamento (IFAs). 
Brasília: MEC, [s.d.]. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/politica-nacional-ensino-medio/cadernoorietacoes.pdf. Acesso em: 13 out. 2025. 
 
 
2. ELEMENTOS CONCEITUAIS DA ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS 
APLICADAS (CHSA) 
 
A função formativa da área de CHSA no Ensino Médio transcende a memorização de 
fatos e conceitos, concentrando-se na formação crítica e participativa da/o estudante 
para a atuação social. As orientações pedagógicas definem que a área deve preparar 
a/o jovem para mobilizar o conhecimento histórico, geográfico, sociológico e filosófico 
na construção de soluções colaborativas, sustentáveis e éticas. 
 
A leitura crítica da realidade contemporânea permanece como fundamento do 
 
https://www.gov.br/mec/pt-br/politica-nacional-ensino-medio/cadernoorietacoes.pdf?utm_source=chatgpt.com
Itinerário,exigindo que a/o estudante mobilize o conhecimento das CHSA para 
enfrentar as desigualdades sociais e econômicas, combater a violência e defender e 
fortalecer as instituições democráticas. A mobilização efetiva para tais objetivos requer 
o domínio de procedimentos pedagogicamente relevantes como a mediação, o diálogo, 
a empatia e, fundamentalmente, a capacidade de argumentação embasada em 
evidências, aspectos que se articulam diretamente aos Eixos Curriculares Estruturantes 
e reforçam a necessidade de uma interpretação crítica da informação. 
Neste contexto, a Resolução CNE/CEB nº 4, de 12 de maio de 2025 define dois 
elementos conceituais específicos da área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, a 
saber: 
 
I - Estudo do homem e do meio, vida em sociedade e consciência cidadã. 
 
II - Fenômenos sociais, diversidade cultural, cidadania e democracia. 
 
 
3. OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM ESPECÍFICOS DA ÁREA DE CIÊNCIAS 
HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS 
 
Na área de CHSA, formada pelos componentes curriculares Filosofia, Geografia, 
História e Sociologia, a interdisciplinaridade é uma condição estrutural, dada a 
complexidade dos fenômenos sociais, políticos e culturais contemporâneos. A estrutura 
proposta neste documento utiliza essa articulação disciplinar para convergir o foco no 
desenvolvimento da cidadania crítica. 
 
A orientação curricular deste Itinerário Formativo de Aprofundamento está ancorada 
nos cinco Objetivos de Aprendizagens Específicos da Área de CHSA. Estas 
habilidades definem os direitos de aprendizagem das/os estudantes e orientam a 
seleção de metodologias e recursos didáticos. 
 
Tabela 1: Objetivos de Aprendizagem Específicos de CHSA 
Área de CHSA Descrição 
Objetivo de 
Aprendizagem 
Específico 1 
Aplicar métodos e procedimentos científicos das Ciências Humanas para 
investigar, analisar e interpretar processos políticos, econômicos, sociais, 
ambientais e culturais, articulando diferentes perspectivas e fontes, de modo a 
construir argumentos, para posicionar-se de forma ética, crítica e propositiva em 
relação às dinâmicas da sociedade. 
Objetivo de 
Aprendizagem 
Específico 2 
Avaliar as interações entre as atividades humanas e o espaço geográfico, 
discutindo os impactos ambientais e suas implicações socioambientais, incluindo o 
racismo ambiental, propondo soluções éticas e sustentáveis, e promovendo a 
consciência e o consumo responsável nos âmbitos local, regional, nacional e 
global. 
 
Objetivo de 
Aprendizagem 
Específico 3 
Mediar conflitos, promovendo o diálogo, a empatia e a escuta ativa, por meio de 
estratégias de negociação e tomada de decisão, considerando contextos 
históricos, culturais, sociais e políticos, com especial atenção ao Sul Global, para 
discutir soluções colaborativas que respondam a desafios locais e globais. 
Objetivo de 
Aprendizagem 
Específico 4 
Analisar criticamente as desigualdades históricas e estruturais que impactam 
diferentes grupos sociais, reconhecendo os saberes tradicionais, o papel dos 
movimentos sociais e das minorias na construção de conhecimentos e na 
promoção da diversidade, desenvolvendo iniciativas que fortaleçam a educação 
decolonial, o combate ao racismo, a valorização dos Direitos Humanos e a 
inclusão social de forma ética e sustentável. 
Objetivo de 
Aprendizagem 
Específico 5 
Desenvolver ações de protagonismo juvenil, enquanto agente social, político, 
ambiental, profissional e cultural, analisando suas identidades e culturas juvenis 
em diferentes contextos, promovendo reflexões para o planejamento de projetos 
de vida éticos e conscientes, alinhando aspirações pessoais ao bem estar coletivo 
e à transformação social. 
 
4. ROTEIRO DETALHADO DO IFA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS 
APLICADAS 
 
O roteiro de aprofundamento é composto por oito bimestres, referentes à 2ª e 3ª séries 
do Ensino Médio, alinhados aos objetivos de aprendizagem específicos da área de 
CHSA: 
 
2º Série 
 
Bimestre 1 – Descolonizar o pensar: jovens construindo o amanhã 
 
Visão geral: investigar os alicerces da modernidade e da formação social brasileira, 
considerando tanto as grandes transformações globais como as especificidades locais. 
O foco recai sobre as marcas deixadas pela exploração econômica, pela colonização e 
pela escravização, processos que moldaram estruturas sociais, culturais e econômicas 
persistentes. Simultaneamente, destaca-se o protagonismo e as expressões de 
resistência de povos africanos e indígenas, que construíram experiências históricas 
próprias, oferecendo saberes, práticas e visões de mundo que desafiam as rotas 
dominantes. A reflexão se amplia ao considerar as revoluções políticas e industriais 
que redirecionaram o tempo histórico, o espaço social e as concepções de indivíduo, 
comunidade e progresso. Neste percurso, as/os estudantes mobilizam categorias de 
análise como desigualdade e mobilidade, territorialidade, lógica espacial, liberdade, 
justiça, razão, ruptura, permanência e temporalidades plurais, desenvolvendo uma 
compreensão crítica que os capacita a atuar de forma consciente e ética no mundo 
contemporâneo. Além disso, analisam formas de organização econômica, gestão de 
recursos e práticas de empreendedorismo, articulando experiências históricas e sociais 
com a ação cidadã. Assim, compreendem o presente como simultaneamente herdeiro 
de traumas e de lutas, e como espaço de oportunidades e possibilidades de 
 
transformação. As/os estudantes não apenas adquirem informações sobre fenômenos 
sociais, mas também desenvolvem a capacidade de interpretar, problematizar e 
relacionar dados e experiências à realidade social. 
No Ceará, as/os estudantes podem analisar a expansão urbana em Fortaleza, 
investigando desigualdades em bairros periféricos; estudar a agricultura familiar no 
Sertão, avaliando inclusão econômica e sustentabilidade; e acompanhar programas de 
preservação ambiental em manguezais e caatinga, refletindo sobre os impactos da 
ação humana e a importância da cidadania ambiental. Essas experiências permitem a 
articular conceitos com situações concretas, construindo competências para 
compreender criticamente estruturas, processos e desigualdades sociais, bem como os 
impactos da ação humana na transformação da sociedade. 
 
Como proposta metodológica, podem ser utilizadas ferramentas digitais e 
colaborativas, como: TimelineJS ou Canva, para a criação de linhas do tempo 
interativas sobre os principais eventos geopolíticos do século XX e XXI; Mentimeter ou 
Jamboard, para debates e mapas conceituais colaborativos sobre temas como 
globalização, colonização e dependência econômica; podcasts estudantis, nos quais 
as/os alunas/os produzem episódios discutindo temas como “Democracia e 
autoritarismo hoje” ou “As novas formas de guerra no século XXI”; Análise crítica de 
notícias, charges e memes políticos compartilhados nas redes sociais, discutindo o 
papel da mídia e da informação na formação da opinião pública global. Essas práticas 
fortalecem a capacidade de leitura crítica do mundo social, permitindo que as/os 
estudantes compreendam como as relações internacionais refletem estruturas 
históricas de exploração e resistência, além de desenvolverem competências 
comunicativas e digitais essenciais para o exercício da cidadania global. 
 
Objetos do conhecimento: tempo histórico e temporalidades múltiplas, colonização, 
colonialidade e escravidão, presenças africanas e indígenas, heranças e marcas 
sociais, transformações estruturais da modernidade. 
 
Produto final sugerido: linha do tempo crítica digital (plataforma colaborativa) que 
correlacione um evento histórico com a evolução de um indicador social, além de mapa 
dos quilombos titulados no Ceará. 
 
Bimestre 2 – (Re)pensar a cidade: transformando o futuro das cidades com a 
juventude 
 
Visão geral: neste bimestre, será abordado como o espaço social e físico é produzido 
e reproduzido por meio dos processos de urbanização, da atuação de diversos agentes 
e das relações entre campo e cidade.O estudo contempla o processo de urbanização 
no Brasil, os agentes responsáveis pela produção do espaço urbano e a dinâmica 
campo-cidade. Serão analisadas também as consequências desse processo, como a 
formação de aglomerados subnormais (favelização), questões de mobilidade urbana, 
segregação socioespacial, ocupações irregulares em margens de rios e encostas 
íngremes, além de problemas ambientais urbanos e seus impactos sobre as 
populações mais vulneráveis. 
 
A análise integra ainda o uso crítico de tecnologias digitais como ferramentas de 
pesquisa, comunicação e gestão de informações, promovendo competências digitais 
necessárias para compreender e intervir no espaço urbano contemporâneo. 
Paralelamente, as/os estudantes refletem sobre os impactos das mudanças climáticas, 
a importância da proteção da biodiversidade e a gestão de riscos socioambientais, 
desenvolvendo uma compreensão ampla da relação entre sociedade, território e 
sustentabilidade. 
 
As/os estudantes adquirem os conceitos, teorias e categorias de análise, reconhecendo 
a linguagem e os instrumentos teóricos das Ciências Humanas. Permitindo que 
apliquem esses conceitos de forma crítica e autônoma, interpretando, problematizando 
e relacionando dados e experiências à realidade social. Assim, aprendem a 
compreender como as relações de poder, a atuação de diferentes agentes e as 
desigualdades sociais moldam o território, desenvolvendo autonomia crítica e 
consciência cidadã. 
 
Entre as possibilidades metodológicas, destacam-se o mapeamento colaborativo com 
realidade aumentada, em que as/os estudantes sobrepõem informações sobre 
território, desigualdades e patrimônio histórico em espaços reais, como áreas de risco 
de enchentes; o jornalismo cidadão digital, por meio da produção de reportagens, 
podcasts ou vídeos sobre projetos sociais e comunitários no Ceará, combinando coleta 
de dados de campo, entrevistas e análise crítica; e a gamificação e simulações 
interativas, como jogos que reproduzem dilemas urbanos, sociais ou econômicos, 
permitindo analisar decisões sobre transporte, moradia e meio ambiente. Outras 
estratégias incluem simulações de governança digital, que recriam conselhos 
municipais ou assembleias para debater políticas públicas locais, e storytelling digital e 
narrativas imersivas, combinando vídeos, podcasts, fotos e mapas digitais para contar 
experiências de comunidades e territórios. 
 
Objetos do conhecimento: processo de urbanização, agentes produtores do espaço 
urbano, segregação socioespacial, relação campo-cidade, problemas ambientais 
urbanos e biodiversidade. 
 
Produto final sugerido: produção de cartografia social e mapeamento dos problemas 
ambientais urbanos que afetam diretamente as populações mais pobres e 
marginalizadas. É necessário justificar como esses problemas comprometem o pleno 
desenvolvimento das/os cidadãs/ãos, analisando seus impactos no desenvolvimento 
humano a partir de indicadores sociais. Devem ser propostas soluções que, além de 
políticas públicas paliativas, promovam a participação ativa das/os cidadãs/ãos 
(estudantes) como protagonistas do processo. Também deve ser elaborado um mapa 
dos equipamentos urbanos das cidades como universidades, bancos, hospitais e 
delegacias, indicando em quais regiões estão localizados. 
 
Bimestre 3 – Cidadania em movimento: liberdade, justiça e direitos em debate 
 
 
Visão geral: este bimestre visa fazer com que as/os estudantes reconheçam e 
compreendam conceitos fundamentais das Ciências Humanas — como Estado, poder, 
cidadania, participação social e desigualdade — entendendo seus significados, 
dinâmicas e implicações na vida social. Ao mesmo tempo, desenvolvem a capacidade 
de aplicar esses conceitos de forma crítica e autônoma, analisando e interpretando 
situações concretas do presente, relacionando teoria e realidade para compreender e 
transformar o mundo em que vivem. 
 
A análise busca evidenciar como as estruturas políticas e econômicas, os contextos 
territoriais e as transformações culturais influenciam a formação da cidadania e a 
construção da vida coletiva. Nesse processo, as/os estudantes examinam a relação 
entre o Estado, o poder e as formas de participação social, reconhecendo o papel dos 
movimentos sociais e das lutas por emancipação na consolidação dos direitos 
humanos, incluindo a promoção da igualdade de gênero, a valorização das mulheres 
na história, e a integração das perspectivas indígenas e afro-brasileiras nos conteúdos 
escolares. 
 
Sob uma perspectiva ética e filosófica, são discutidos os sentidos de liberdade, justiça 
e bem comum, estimulando a reflexão crítica sobre a responsabilidade individual e 
coletiva na preservação das instituições democráticas. Ao mesmo tempo, as/os 
estudantes investigam como os fluxos econômicos, a globalização e as desigualdades 
territoriais reconfiguram o exercício da cidadania, a mobilidade social e a distribuição 
de oportunidades, promovendo práticas de convivência pacífica, prevenção da 
violência e respeito aos direitos humanos. 
 
Para aprofundar a aprendizagem, são utilizadas metodologias inovadoras e 
participativas que aproximam teoria e prática e tornam o estudo mais significativo. 
Entre elas estão as rodas de conversa e debates, que estimulam a reflexão sobre 
direitos humanos, cidadania e responsabilidade social; estudos de caso e visitas a 
projetos sociais, que permitem analisar de perto experiências de cidadania no Ceará, 
como iniciativas de agricultura familiar, coletivos culturais ou programas de inclusão 
social; pesquisa e produção de relatórios, mapas ou infográficos, nos quais as/os 
estudantes organizam e apresentam dados sobre participação social, desigualdade e 
mobilidade, desenvolvendo habilidades de análise crítica e comunicação visual; e 
projetos de intervenção comunitária, em que propõem soluções para problemas locais, 
como segurança, educação, preservação ambiental ou promoção da cultura local. 
 
Objetos do conhecimento: cidadania, democracia e Estado de direito, Era Vargas, 
Ditadura Militar, crises democráticas atuais, globalização, integração regional, 
movimentos sociais e participação cidadã. 
 
Produto final sugerido: produção de podcast ou videocast onde as/os estudantes 
analisem e refutem um argumento autoritário, sustentando sua defesa das instituições 
democráticas com dados históricos e sociais. 
 
 
Bimestre 4 – Entre máquinas e algoritmos: desafios e oportunidades do trabalho 
do amanhã 
 
Visão geral: este bimestre visa investigar as transformações históricas e 
contemporâneas das relações de trabalho no contexto do capitalismo, articulando 
dimensões econômicas, sociais, espaciais e éticas. Parte-se da compreensão da 
Revolução Industrial como marco das mudanças produtivas e das novas formas de 
organização do trabalho, abordando o surgimento das fábricas, a divisão técnica das 
tarefas e o conceito de alienação, que expressa o distanciamento entre a/o 
trabalhadora/or e o sentido do próprio trabalho. 
 
Ao longo da análise, são explorados os impactos das revoluções tecnológicas e das 
sucessivas fases do capitalismo sobre as condições de vida, os modos de produção e 
as desigualdades entre classes e territórios. As/os estudantes entram em contato com 
conceitos fundamentais das Ciências Humanas — como trabalho, classe social, 
alienação, exploração, desigualdade e poder —, compreendendo seus significados e o 
modo como se manifestam nas relações sociais e produtivas. Assim, é fundamental 
compreender a precarização e a concentração de renda como fenômenos estruturais, 
ligados às transformações nas relações de poder e à lógica do mercado global. A 
reflexão sobre o valor do trabalho, a liberdade, a dignidade humana e os limites éticos 
da exploração econômica articula-se à análise dos fluxos produtivos, das 
desigualdades territoriais e das oportunidades proporcionadas pela tecnologia. 
 
Sendo necessário, aplicar esses conceitos de forma crítica e autônoma para analisar 
fenômenos contemporâneos,como a expansão do empreendedorismo digital, o avanço 
das plataformas de trabalho (gig economy) e a crescente precarização laboral. Embora 
o discurso da autonomia e da inovação seja amplamente difundido, a prática revela 
longas jornadas, instabilidade, ausência de direitos e concentração de renda nas mãos 
de poucos, evidenciando a permanência de estruturas de exploração sob novas formas 
tecnológicas. 
 
Para enriquecer a aprendizagem, são empregadas metodologias inovadoras e 
participativas que conectam teoria e prática, tornando o estudo mais dinâmico e 
significativo, como estudos de caso e simulações sobre empresas e plataformas 
digitais, que permitem analisar condições de trabalho e impactos sociais; projetos de 
pesquisa e intervenção, que incentivam soluções para exploração, desigualdade ou 
inovação sustentável; análise de dados e gráficos sobre mercado de trabalho, renda e 
produtividade, desenvolvendo o pensamento crítico; debates e rodas de conversa 
sobre ética, dignidade e responsabilidade social; e recursos digitais multimodais, como 
vídeos, podcasts, infográficos e mapas interativos, para explorar relações de trabalho 
em diferentes contextos. Essas práticas aproximam teoria e prática, permitem 
experimentar diferentes formas de expressão, desenvolvem autonomia e pensamento 
crítico, e fortalecem habilidades sociais, como colaboração, empatia e diálogo, 
preparando as/os estudantes para atuar de forma consciente e transformadora no 
mundo do trabalho. Como exemplo prático no Ceará, as/os estudantes podem 
investigar iniciativas de economia solidária e cooperativas de agricultura familiar no 
 
Sertão, analisando como essas experiências promovem renda, autonomia e inovação 
sustentável para comunidades locais. Assim, este bimestre propicia uma compreensão 
crítica e integrada dos vínculos entre trabalho, tecnologia, empreendedorismo e 
desigualdade, incentivando a/o estudante a refletir sobre seu papel no mundo produtivo 
e a imaginar alternativas para um futuro mais justo, colaborativo e sustentável. 
 
Objetos do conhecimento: Revolução Industrial, impactos do capitalismo, modelos 
produtivos, precarização do trabalho, alienação, economia digital e desigualdade social. 
 
Produto final sugerido: elaboração de um painel estatístico digital (dashboard) sobre 
o mercado de trabalho local e global, com projeções sobre o impacto da automação no 
futuro da ocupação. 
 
 
3º Série 
 
Bimestre 1 – Vozes da diversidade: construindo um futuro com respeito e 
igualdade 
 
Visão geral: nesta etapa, as/os estudantes investigam os conceitos de ética, 
identidade e pluralidade cultural, analisando as diferentes formas de pertencimento e 
resistência de povos originários, comunidades afrodescendentes e movimentos sociais. 
Com base em noções das Ciências Humanas — como cultura, poder, etnocentrismo, 
preconceito e discriminação —, compreendem como essas dinâmicas estruturam as 
desigualdades e fortalecem o pensamento crítico, o respeito à diversidade e o 
compromisso ético com a justiça social. 
 
Aplicando esse repertório conceitual de forma crítica e autônoma, analisam as 
cosmovisões e práticas de diferentes grupos sociais, como o feminismo, o movimento 
negro, o movimento LGBTQIAPN+ e as lutas ambientais, compreendendo como 
constroem identidades e resistem às estruturas de dominação. O estudo estimula a 
relação entre teoria e prática, levando as/os estudantes a identificar expressões 
cotidianas de racismo, machismo e intolerância e a refletir sobre seus impactos nas 
formas de convivência e nos territórios de identidade. 
 
O bimestre valoriza metodologias inovadoras e participativas que vão além da sala de 
aula tradicional, tornando o aprendizado mais ativo e conectado à realidade. Entre elas 
estão: rodas de conversa e debates, que promovem escuta, argumentação e reflexão 
sobre diferentes pontos de vista; análise de produções culturais (filmes, músicas, 
literatura, artes visuais), que ajuda a compreender como valores, identidades e 
ideologias se manifestam na sociedade; pesquisa de campo, com entrevistas e 
observações em comunidades locais, aproximando as/os estudantes da realidade 
social; projetos de intervenção social, que estimulam criatividade, engajamento e 
responsabilidade cidadã; e recursos digitais multimodais (infográficos, mapas 
interativos, vídeos, podcasts), que fortalecem competências digitais e a comunicação 
de ideias de forma inovadora. 
 
Essas práticas permitem que as/os estudantes aproximem a teoria da realidade, 
experimentem diferentes formas de expressão, desenvolvam autonomia intelectual e 
aprendam a tomar decisões éticas e responsáveis. Além disso, contribuem para a 
construção de habilidades sociais e emocionais, como colaboração, empatia, respeito à 
diversidade e capacidade de diálogo em contextos complexos. Ao integrar 
conhecimento, prática e tecnologia, o bimestre prepara as/os estudantes para atuar de 
forma crítica, consciente e transformadora na sociedade contemporânea. 
 
Objetos do conhecimento: ética e pertencimento identidade e pluralidade cultural, 
representatividade, cosmovisões indígenas e afro-brasileiras, movimentos sociais; 
diversidade e direitos. 
 
Produto final sugerido: criação de um guia de linguagem e conduta ética, 
fundamentado em dados sobre discriminação e preconceito, visando à mediação de 
conflitos e à promoção do diálogo intercultural na comunidade escolar. 
 
Bimestre 2 – Globalizar com consciência: poder, liberdade e humanidade 
 
Visão geral: analisar os processos que moldaram a ordem mundial contemporânea, 
articulando dimensões históricas, sociais, filosóficas e espaciais. São estudadas as 
grandes guerras e as ideologias totalitárias, como o nazismo e o fascismo, 
compreendidas não apenas como eventos históricos, mas como expressões de 
disputas políticas e éticas sobre liberdade, poder e humanidade. 
 
A abordagem inclui os efeitos da globalização, a formação de blocos econômicos, a 
expansão tecnológica e as novas formas de dominação e dependência entre nações, 
incluindo as permanências da colonização e das desigualdades entre o norte e o sul 
globais. Será ressaltada também a reorganização do espaço mundial e os fluxos 
migratórios, problematizando as consequências da globalização sobre a democracia, a 
cultura e os valores humanos. 
 
As/os estudantes aprendem a interpretar criticamente os fenômenos globais, 
relacionando conceitos como poder, dominação, ideologia e desigualdade às 
transformações geopolíticas e culturais do século XX e XXI. Desenvolvem a 
capacidade de ler o mundo social, compreendendo como as relações internacionais 
refletem estruturas históricas de exploração e resistência. 
 
O bimestre se dedica a recursos multissemióticos para construir sentidos e 
compreender o mundo atual. O foco está na visualização de dados — como gráficos, 
tabelas, mapas e infográficos — para desenvolver a leitura crítica e a produção de 
textos baseados em informações reais. O objetivo é entender como a linguagem, os 
dados e o poder simbólico influenciam a forma como percebemos a realidade. Para 
isso, são usadas metodologias ativas e interdisciplinares, como projetos de pesquisa, 
simulações diplomáticas e debates, análises de mídias e discursos e cartografias 
digitais, que ajudam a representar e discutir temas como globalização, poder e 
desigualdade entre as nações. 
 
 
Objetos do conhecimento: grandes guerras mundiais, Ideologias políticas, 
globalização e blocos econômicos, multiculturalismo e interculturalidade, 
neocolonialismo, conflitos contemporâneos e direitos humanos globais. 
 
Produto final sugerido: relatório de análise geopolítica que utilize dados de comércio 
internacional, indicadores de desigualdade e conflitos, para sustentar uma tese sobre 
os impactos da globalização em países fora do eixo econômico central.Bimestre 3 – Planeta em alerta: desafios socioambientais do mundo 
contemporâneo 
 
Visão geral: propõe uma análise interdisciplinar da crise socioambiental global, 
abordando as inter-relações entre sociedade, economia e natureza. São estudados 
temas como mudanças climáticas, perda da biodiversidade, poluição, desmatamento, 
degradação do solo (desertificação), exploração de recursos naturais e fontes de 
energia sustentáveis. O foco recai sobre a articulação entre desenvolvimento 
econômico, preservação ambiental e justiça social, destacando a distribuição desigual 
dos impactos socioambientais — especialmente nas populações mais vulneráveis do 
Sul Global, que enfrentam com maior intensidade os efeitos das crises climática e 
energética. Esses fenômenos revelam problemáticas como o racismo ambiental, os 
refugiados do clima e os dilemas entre modelo de desenvolvimento e ambientalismo. 
 
As/os estudantes reconhecem e compreendem conceitos fundamentais das Ciências 
Humanas e Ambientais, como desenvolvimento sustentável, responsabilidade 
intergeracional, justiça climática e Sul Global, entendendo suas implicações nas 
desigualdades ambientais. Ao aplicar esses conceitos de forma crítica e autônoma, 
analisam situações concretas de injustiça socioambiental, identificando as relações 
entre poder econômico, degradação ambiental e exclusão social. 
 
Neste bimestre, refletem sobre as formas de exploração e resistência diante da crise 
ecológica, articulando modelo de desenvolvimento, ética ambiental e cidadania global. 
São valorizados os saberes tradicionais e práticas sustentáveis de povos e 
comunidades que mantêm modos de vida em harmonia com a natureza, 
reconhecendo-os como referências para a construção de um futuro mais justo, solidário 
e equilibrado. 
 
Explora-se o uso de plataformas digitais na pesquisa e produção de conteúdos, como 
Padlet, Canva, Google Earth e Jamboard, para a elaboração de painéis colaborativos, 
mapas temáticos e campanhas de conscientização sobre problemas ambientais locais. 
Podem ser propostas também análises de documentários e reportagens — como 
“Seremos História?” ou “A Terra à Noite” —, que abordam os impactos das mudanças 
climáticas e a desigualdade ambiental em escala global. As atividades têm como foco o 
desenvolvimento da leitura crítica de dados, imagens e discursos, estimulando a 
compreensão das causas estruturais da crise ecológica e o engajamento ético na 
construção de soluções sustentáveis. 
 
 
Objetos do conhecimento: mudanças climáticas, perda da biodiversidade, 
desmatamento, poluição, fontes de energia, crise hídrica/energética, degradação do 
solo (desertificação), sustentabilidade e saberes tradicionais. 
 
Produto final sugerido: realização de uma Conferência das Partes (COP) em âmbito 
escolar, com metodologias semelhantes à de um júri simulado, onde as/os estudantes 
representarão os chefes de estados das principais nações do mundo, os membros da 
Organização das Nações Unidas (ONU), delegações governamentais, cientistas, 
líderes empresariais e ativistas. Durante a conferência, as partes apresentarão seus 
dados sobre os avanços e retrocessos referentes às convenções pretéritas e 
apresentarão planos de ação e protocolos para o futuro. No final do evento, uma 
comissão será responsável por elaborar um relatório com os principais pontos 
discutidos, acordos, divergências e ratificação de acordos para a próxima década. 
 
Bimestre 4 – Projetos que constroem um futuro justo 
 
Visão geral: nesta etapa de síntese e culminância, são utilizadas metodologias ativas 
e participativas que aproximam teoria e prática, permitindo que as/os estudantes 
apliquem os conhecimentos construídos nas dimensões histórica, social, filosófica e 
geográfica. 
Entre as estratégias estão projetos de intervenção comunitária, nos quais identificam 
problemas reais em bairros de Fortaleza, comunidades rurais do Sertão ou territórios 
quilombolas, e propõem soluções para questões de mobilidade, educação, segurança 
ou preservação ambiental; oficinas de análise de dados e produção de infográficos, 
para organizar informações sobre desigualdade social, distribuição de recursos ou 
impactos ambientais de forma clara e crítica; simulações de políticas públicas e 
debates éticos, que estimulam a tomada de decisão responsável em situações locais, 
como o planejamento urbano ou a gestão de recursos hídricos; pesquisa de campo e 
visitas a organizações sociais, como cooperativas agrícolas, associações culturais ou 
programas de inclusão social, permitindo compreender contextos reais; e produção de 
conteúdos digitais multimodais, como vídeos, podcasts ou apresentações interativas, 
para comunicar propostas de transformação social de maneira criativa e engajadora. 
 
Essas metodologias permitem que as/os estudantes diagnostiquem problemas, 
analisem dados, reflitam sobre a ética do agir e articulem soluções concretas, 
desenvolvendo autonomia crítica, habilidades de colaboração e consciência cidadã 
baseada em princípios de direitos humanos, equidade e sustentabilidade, sempre 
conectando a teoria à realidade local e regional do Ceará. 
Objetos do conhecimento: direitos humanos, protagonismo juvenil, ética social, 
mediação de conflitos, cultura democrática e ação transformadora. 
 
Produto final sugerido: apresentação pública de um projeto de intervenção social que 
demonstre a capacidade de: 
 
a) diagnosticar o problema com base em evidências e dados quantitativos; 
b) fundamentar as soluções em princípios éticos e direitos humanos; 
c) propor ações colaborativas, solidárias e sustentáveis para o bem comum. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências bibliográficas consultadas 
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Ambiental (PNEA). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 28 abr. 1999. 
BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9.394/1996, tornando 
obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira. Diário Oficial da União, 
Brasília, DF, 10 jan. 2003. 
BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Altera a Lei nº 9.394/1996, incluindo a 
obrigatoriedade do estudo da História e Cultura Indígena e Afro-Brasileira. Diário Oficial 
da União, Brasília, DF, 11 mar. 2008. 
BRASIL. Lei nº 14.164, de 10 de junho de 2021. Inclui conteúdos sobre prevenção da 
violência contra a mulher nos currículos da Educação Básica. Diário Oficial da União, 
Brasília, DF, 11 jun. 2021. 
BRASIL. Lei nº 14.533, de 11 de janeiro de 2023. Institui a Política Nacional de 
Educação Digital, estabelecendo a obrigatoriedade do ensino digital e definindo ações 
para implementação em todos os níveis e modalidades de ensino. Diário Oficial da 
União, Brasília, DF, 12 jan. 2023. 
BRASIL. Lei nº 14.926, de 2 de abril de 2024. Atualiza a PNEA, incorporando temas 
como mudanças climáticas, proteção da biodiversidade e riscos socioambientais nos 
objetivos da educação ambiental nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 3 abr. 
2024. 
BRASIL. Lei nº 14.986, de 24 de junho de 2024. Inclui a obrigatoriedade de abordagens 
fundamentadas nas experiências e perspectivas femininas nos conteúdos curriculares 
do ensino fundamental e médio, além de instituir a Semana de Valorização de Mulheres 
que Fizeram História. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 25 jun. 2024. 
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de 
Educação Básica. Parecer CNE/CEB nº 4, de 7 de novembro de 2024. Homologado 
pelo Despacho do Ministro, publicado no Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 nov. 
2024, Seção 1, p. 67. Disponível em: 
https://sinepe-df.org/portal/iportal/public/biblioteca-de-arquivos/legislacao/029ae279d85
0a4b241b338c2eb9ab0de.pdf. Acesso em: 10 out. 2025. 
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de 
Educação Básica. Parecer CNE/CEB nº 7, de 10 de abril de 2025. Homologado pelo 
Despacho do Ministro,publicado no Diário Oficial da União, Brasília, DF, 12 maio 2025, 
Seção 1, p. 79. Disponível em: 
https://www.gov.br/mec/pt-br/cne/2025/abril/pceb007_25.pdf. Acesso em: 10 out. 2025. 
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de 
Educação Básica. Resolução CNE/CEB nº 4, de 12 de maio de 2025. Institui os 
Parâmetros Nacionais para a Oferta dos Itinerários Formativos de Aprofundamento 
 
https://sinepe-df.org/portal/iportal/public/biblioteca-de-arquivos/legislacao/029ae279d850a4b241b338c2eb9ab0de.pdf
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https://www.gov.br/mec/pt-br/cne/2025/abril/pceb007_25.pdf
(IFAs) no Ensino Médio. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 maio 2025, Seção 1, p. 
36. 
BRASIL. Resolução CNE/CEB nº 4, de 12 de maio de 2025. Estabelece 
obrigatoriedade de que os IFAs contemplem temas contemporâneos transversais, eixos 
curriculares estruturantes, competências comuns de área e objetivos de aprendizagem 
específicos. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 maio 2025. 
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC): Ensino 
Médio – área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Brasília, DF: MEC, 2018. 
Disponível em: 
https://wp.ufpel.edu.br/pibidfilosofiasociologia/files/2020/10/2-BNCC-CIENCIA-HUMAN
AS.pdf. Acesso em: 10 out. 2025. 
BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas 
Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Matriz de referência ENEM. Brasília, DF: Inep, 
[s.d.]. Disponível em: 
https://download.inep.gov.br/download/enem/matriz_referencia.pdf. Acesso em: 10 out. 
2025. 
BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas 
Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Diretoria de Avaliação da Educação Básica (Daeb). 
Matrizes de referência de Língua Portuguesa/Linguagens: alinhadas à BNCC. Brasília, 
DF: Inep/MEC, 2022. 
CEARÁ. Lei nº 17.785, de 2021. Inclui o tema transversal Empreendedorismo e Gestão 
Financeira nas escolas públicas de ensino médio do Estado. Diário Oficial do Estado do 
Ceará, Fortaleza, CE, 2021. 
CEARÁ. Resolução CEE nº 514, de 2024. Define Diretrizes Complementares para a 
Educação em Direitos Humanos, Cultura da Paz e Justiça Restaurativa. Diário Oficial 
do Estado do Ceará, Fortaleza, CE, 2024. 
CEARÁ. Secretaria da Educação. Guia de Apoio à Implementação da Iniciativa Foco na 
Aprendizagem. Fortaleza: SEDUC, 2025. 
CEARÁ. Secretaria da Educação. Itinerário Formativo: Ciências Humanas. Fortaleza: 
CED/COED, 2022. Disponível em: 
https://www.ced.seduc.ce.gov.br/wp-content/uploads/sites/82/2022/01/livro-ciencias-hu
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CONSED – Conselho Nacional de Secretários de Educação. Análise da proposta da 
BNCC do Ensino Médio: área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. [S. l.]: 
Consed, [s.d.]. Disponível em: 
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E-DOCENTE. Ciências Humanas e suas Tecnologias no Enem. [S. l.]: E-Docente, 
 
https://wp.ufpel.edu.br/pibidfilosofiasociologia/files/2020/10/2-BNCC-CIENCIA-HUMANAS.pdf
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https://www.ced.seduc.ce.gov.br/wp-content/uploads/sites/82/2022/01/livro-ciencias-humanas.pdf
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https://www.edocente.com.br/blog-ciencias-humanas-e-suas-tecnologias-no-enem/. 
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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (Brasil). Caderno de orientações para implementação 
dos Itinerários Formativos de Aprofundamento (IFAs). Brasília, DF: MEC, [s.d.]. 
Disponível em: 
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Acesso em: 13 out. 2025. 
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (Brasil). Base Nacional Comum Curricular. Brasília: 
MEC, [s.d.]. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 22 
out. 2025. 
 
 
https://www.edocente.com.br/blog-ciencias-humanas-e-suas-tecnologias-no-enem/
https://www.edocente.com.br/blog-ciencias-humanas-e-suas-tecnologias-no-enem/
https://www.gov.br/mec/pt-br/politica-nacional-ensino-medio/cadernoorietacoes.pdf
https://www.gov.br/mec/pt-br/politica-nacional-ensino-medio/cadernoorietacoes.pdf
https://basenacionalcomum.mec.gov.br/
	 
	 
	 
	ITINERÁRIO FORMATIVO DE APROFUNDAMENTO 
	ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 
	A Secretaria da Educação do Ceará (SEDUC), por meio da Coordenadoria de Gestão Pedagógica do Ensino Médio (COGEM), apresenta esta Orientação Pedagógica para os Itinerários Formativos de Aprofundamento. O documento visa apoiar as escolas da rede estadual na implementação dos Itinerários Formativos de Aprofundamento (IFAs), em conformidade com as diretrizes da Política Nacional do Ensino Médio (PNAEM) Lei - nº 14.945/2024, Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM) - Resolução CNE/CEB nº 2 de 13 de novembro 2024 e da Resolução CNE/CEB nº 4/2025. 
	Em alinhamento com essas normativas, a proposta da SEDUC é estratégica e inovadora, estruturando os IFAs para promover uma educação que prepare integralmente a/o estudante cearense. Os IFAs estão organizados por Área de Conhecimento – Linguagens e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas – e são estruturados nos quatro bimestres letivos, abrangendo três elementos essenciais para a formação das/os estudantes: 
	1.​Recomposição das Aprendizagens: esta estratégia visa enfrentar, com intencionalidade, os desafios acentuados pelas desigualdades de aprendizagem, focando na recomposição e no fortalecimento das aprendizagens a partir da retomada direta das habilidades não consolidadas nas séries anteriores. Isso garante que todas/os as/os estudantes tenham oportunidades reais de avançar nos níveis de proficiência. Reconhecemos a aprendizagem como um direito, ligado à justiça social, à equidade educacional e à formação integral da nossa juventude. 
	 
	(Para saber mais em: GUIA DE APOIO À IMPLEMENTAÇÃO DA INICIATIVA) 
	2.​Preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM): os IFAs abordam os objetos do conhecimento mais recorrentes no exame, assegurando que o percurso formativo escolhido também maximize as oportunidades de acesso ao Ensino Superior. 
	3.​Desenvolvimento Integral: o currículo dos IFAs promove o desenvolvimento integral das/os estudantes, mobilizando e aprofundando as competências transversais e específicas que são indispensáveis para a vida pessoal, profissional e social. 
	Partindo do exposto, a SEDUC reafirma seu compromisso com uma educação pública de qualidade, inclusiva e equitativa, que projeta o futuro das /os jovens cearenses. 
	1. BASES NORMATIVAS E FUNDAMENTOS 
	1.1 Contextualização da Política de Ensino Médio e os IFAs 
	1.4 Os Eixos Curriculares Estruturantes 
	4. ROTEIRO DETALHADO DO IFA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS 
	Bimestre 1 – Vozes da diversidade: construindo um futuro com respeito e igualdade 
	Bimestre 2 – Globalizar com consciência: poder, liberdade e humanidade 
	Bimestre 3 – Planeta em alerta: desafios socioambientais do mundo contemporâneo 
	Bimestre 4 – Projetos que constroem um futuro justoReferências bibliográficas consultadas

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