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EXERCÍCIOS FÍSICO ADAPTADO PARA 
PESSOAS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA 
TITULO- MODELO DE APOSTILA 
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Sumário 
 
NOSSA HISTÓRIA .................................................................................. 2 
INTRODUÇÃO ......................................................................................... 3 
1. HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO FÍSICA ............................................ 4 
1.1 Educação física adaptada .................................................................. 5 
2. DEFICIÊNCIA AUDITIVA ............................................................... 7 
2.1 Tipos de deficiência auditiva .............................................................. 8 
3. A IMPORTÂNCIA DA INCLUSÃO DE PESSOAS COM 
DEFICIÊNCIA NAS ATIVIDADES FÍSICAS ........................................... 11 
3.1 Benefícios da inclusão de pessoas com deficiência nas atividades 
físicas 13 
3.2 Esportes para pessoa com deficiência ...................................... 14 
4. CARACTERÍSTICAS DO DESENVOLVIMENTO DO DEFICIENTE 
AUDITIVO .............................................................................................. 18 
4.1 Atividade Física para Deficientes Auditivos ..................................... 23 
4.2 A importância da atividade Física para Surdos ......................... 27 
CONCLUSÃO ........................................................................................ 30 
REFERÊNCIA ........................................................................................ 31 
 
 
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NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia-se com a ideia visionária e da realização do sonho 
de um grupo de empresários na busca de atender à crescente demanda de 
cursos de Graduação e Pós-Graduação. E assim foi criado o Instituto, como uma 
entidade capaz de oferecer serviços educacionais em nível superior. 
O Instituto tem como objetivo formar cidadão nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em diversos setores profissionais e para a 
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e assim, colaborar na 
sua formação continuada. Também promover a divulgação de conhecimentos 
científicos, técnicos e culturais, que constituem patrimônio da humanidade, 
transmitindo e propagando os saberes através do ensino, utilizando-se de 
publicações e/ou outras normas de comunicação. 
Tem como missão oferecer qualidade de ensino, conhecimento e 
cultura, de forma confiável e eficiente, para que o aluno tenha oportunidade de 
construir uma base profissional e ética, primando sempre pela inovação 
tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. E dessa 
forma, conquistar o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta 
de cursos de qualidade. 
 
 
 
 
 
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3
 
INTRODUÇÃO 
 
A atividade física adaptada, de maneira geral, abrange uma série de 
conteúdos relacionados ao desenvolvimento motor e psicomotor de pessoas 
com necessidades especiais. Por isso, é importante a introdução da 
atividade física na vida do ser humano, desde a sua infância até chegar à fase 
adulta. 
Praticar esportes com regularidade traz inúmeros benefícios para a saúde 
física e mental, além de melhorar a qualidade de vida. Para as pessoas com 
deficiência, os ganhos são ainda maiores. Aprimora a força, a agilidade, a 
coordenação motora, o equilíbrio e o repertório motor. No aspecto social, 
proporciona a oportunidade de sociabilização entre quem tem e não tem 
deficiência, além de aumentar a independência no dia a dia. 
No aspecto psicológico, o esporte melhora a autoconfiança e a 
autoestima, tornando os praticantes mais otimistas e seguros para alcançarem 
seus objetivos. Previne as enfermidades secundárias à deficiência e ainda 
promove a integração social, levando o indivíduo a descobrir que é possível, 
apesar das limitações físicas, ter uma rotina normal e saudável é direito da 
pessoa surda, como de todos os cidadãos, sentir-se e perceber-se parte 
integrante da vida social. E, em consonância com os pressupostos filosóficos da 
inclusão, não é somente o aluno que se adapta à escola, mas é fundamental que 
a comunidade escolar esteja consciente de sua função, revendo seus conceitos 
filosóficos e ideológicos, respeitando a diversidade cultural e concomitantemente 
atendendo as necessidades de forma que, gradativamente, o ensino possa ir se 
adaptando a nova realidade educacional e social. 
 Ao Professor de Educação Física cabe, desenvolver atividades que 
possam envolver todos os alunos no espaço que compreende suas aulas. No 
entanto, além desse espaço, cabe ao Professor de Educação Física junto com 
os demais funcionários do ambiente escolar trabalharem em um processo de 
formação inclusiva para que, não só o aluno surdo e com perda auditiva, mas 
todos possam usufruir do processo de ensino-aprendizagem. 
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1. HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO FÍSICA 
 
 
Assim como as outras disciplinas, um dos objetivos da educação física é 
garantir uma educação acessível para todos e isso inclui a participação de alunos 
portadores de necessidades especiais, sejam elas permanentes ou não. 
Os primeiros sinais da educação física como esporte surgiram após 
a Primeira Guerra Mundial, período em que algumas atividades foram 
desenvolvidas, como uma maneira de reabilitar soldados que adquiriram lesões 
permanentes durante os conflitos. 
Ao final da guerra, a educação física continuou sendo vista como um 
auxílio durante o tratamento de pessoas com deficiência. O hospital Stoke 
Mandeville, localizado na Inglaterra tinha a prática de realizar jogos internos 
anualmente. A prática, portanto, adquiriu força e serviu de impulso para a criação 
dos primeiros Jogos Paralímpicos, em 1960, na cidade de Roma. 
 
 
Nesse contexto, é possível perceber a educação física adaptada como 
uma maneira de oferecer oportunidades aos alunos com necessidades 
educativas especiais de conhecer suas possibilidades e vencer os seus limites. 
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/educacao-fisica/jogos-paralimpicos
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O conceito geral de educação física escolar inclui duas divisões na 
disciplina: a educação física inclusiva e a educação física adaptada. Mas, há 
uma diferença entre elas. 
Na educação física inclusiva, os alunos participam das mesmas atividades 
propostas a todos. Por conta disso, cabe ao professor planejar as aulas de 
acordo com as especificidades dos estudantes de cada turma. 
Já na educação física adaptada, os estudantes com deficiência praticam 
as atividades físicas separadamente de seus colegas. Contudo, a prática das 
duas modalidades requer um ambiente acessível, que promova a inclusão e a 
valorização das diferenças. 
 
 
 
1.1 Educação física adaptada 
 
 
Como foi possível perceber nos tópicos anteriores, a educação física 
adaptada é considerada uma divisão da educação física escolar. Ela foi incluída 
pelo Conselho Federal de Educação na formação de educadores físicos apenas 
em 1987. 
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/educacao-fisica/educacao-fisica-inclusiva
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Para o autor Winnick (2004), os diversos conteúdos abordados pela 
educação física na escola como, por exemplo, jogos, brincadeiras, lutas, dança e 
diversos esportes são apontados como Patrimônio da Humanidade. Ele explica 
quehá possibilidades múltiplas de aplicação dessas atividades no processo de 
aprendizagem dos alunos com deficiência. 
Segundo Carmo (2008), o objetivo da educação física adaptada é 
alcançar pessoas portadoras de transtornos, sejam eles físicos ou psicológicos, 
que impedem que elas participem ativamente de uma aula comum da disciplina, 
a exemplo dos portadores de deficiências mentais, visuais, auditivas, físicas, 
múltiplas deficiências, etc. 
O autor relata que não só eles, mas também alunos superdotados, com 
síndromes neurológicas, psiquiátricas e psicológicas ou com dificuldade de 
aprendizagem são alvos da disciplina. 
A sociedade está criando uma nova linha de pensamento para a educação 
física adaptada, o que promove a disciplina como uma maneira de encorajar e 
promover a atividade para todos os cidadãos. 
Portanto, a disciplina tem como objetivo o desenvolvimento afetivo, 
cognitivo e psicomotor dos estudantes com deficiência. Além disso, ela é capaz 
de garantir o estudo e a intervenção do profissional no universo das pessoas que 
apresentam diferentes e peculiares condições para a prática de exercícios. 
 
 
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/educacao-fisica/jogos
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/educacao-fisica/brincadeiras
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/educacao-fisica/lutas
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/educacao-fisica/danca
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/educacao-fisica/esportes
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O futebol para cegos é um exemplo de atividade física adaptada (Foto: 
Wikipedia) 
 
2. DEFICIÊNCIA AUDITIVA 
 
Qualquer alteração ou distúrbio no processamento normal da audição, 
seja qual for a causa, tipo ou grau de severidade, constitui uma alteração 
auditiva, determinando, para o indivíduo, uma diminuição da sua capacidade de 
ouvir e perceber os sons. 
A deficiência auditiva é adquirida , quando ocorre, após o nascimento. Já 
a surdez, quando ocorre, é antes do nascimento. 
Entre as principais causas da deficiência auditiva estão o envelhecimento 
e a exposição permanente a ruídos altos, doenças como a meningite, sarampo, 
caxumba, rubéola, pneumonia, otites médias e agudas e alguns remédios. 
E a surdez decorre da hereditariedade, doenças durante a gravidez 
(rubéola, sífilis, toxoplasmose), medicamentos que a mãe toma durante a 
gravidez, incompatibilidade do fator Rh entre a mãe e o bebê e parto prematuro. 
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Para detectar se a pessoas apresenta problemas na audição, 
normalmente é preciso realizar a audiometria. O profissional responsável por 
esse exame é o fonoaudiólogo ou o otorrinolaringologista. 
 
2.1 Tipos de deficiência auditiva 
 
Condutiva: quando está localizada no ouvido externo e/ou ouvido médio. 
As principais causas deste tipo são as otites, rolha de cera e acúmulo de cera. 
Na maioria dos casos essas perdas são reversíveis após o tratamento. 
Neurossensorial: quando a alteração está localizada no ouvido interno. 
Esse tipo de lesão é irreversível. A causa mais comum é a meningite e a rubéola 
materna. 
Mista: quando a alteração auditiva está localizada no ouvido externo e/ou 
médio e ouvido interno. Geralmente ocorre devido a fatores genéticos, 
determinantes de má formação. 
Central: a alteração pode se localizar desde o tronco cerebral até as 
regiões subcorticais e córtex cerebral. 
Diferentes graus e níveis 
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A audição é medida e descrita em decibéis (dB), ou seja, medida relativa da 
intensidade do som. Portanto, esses são os níveis de limiares utilizados para 
caracterizar os graus de severidade da deficiência auditiva: 
 audição normal: detecção de sons de 0 a 24dB 
 surdez leve: de 25 a 40dB 
 surdez moderada: de 41 a 55dB 
 surdez acentuada: de 56 a 79dB 
 surdez severa: de 71 a 90dB 
 surdez profunda: acima de 91 Db 
 
 Dificuldades da deficiência 
 
 
Se, como parte da perda auditiva, houve danos aos canais semicirculares 
do ouvido interno, é provável que ocorram problemas de equilíbrio. Esses 
problemas, por sua vez, podem levar a atrasos no desenvolvimento motor e na 
capacidade motora. Isso acontece em decorrência da lesão vestibular, e não da 
surdez. 
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Frente a acessibilidade está que a maioria das informações são verbais 
ou visuais. Até então, quando visuais para o deficiente auditivo, tudo tranquilo. 
O problema é quando são apenas informações orais. Muitas vezes as pessoas 
ainda falam sem estarem viradas diretamente para o deficiente auditivo não 
permitindo a leitura labial. 
Outra dificuldade é em relação a linguagem em libras, a qual a maioria 
dos professores de diversas instituições, desde a escola até uma academia de 
ginástica, não tem preparação. 
 
Atividades e exercícios mais indicados 
 Atletismo; 
 Judô; 
 Basquetebol; 
 Ciclismo; 
 Futebol; 
 Handebol; 
 Natação; 
 Voleibol; 
 
E muitas outras, pois não existem grandes limitações para os deficientes 
auditivos em relação às atividades praticadas pelas pessoas ditas “normais”. 
 
Adaptações dos exercícios 
Substituir os aspectos sonoros das atividades por visuais quando possível 
e necessário. Do contrário, não há muitas adaptações, pois, a deficiência auditiva 
não é limitante para a prática de exercícios. 
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Cuidados com o aluno 
Se os deficientes auditivos, mais especificamente os surdos, tiveram 
oportunidades iguais de aprender movimentos e participar de atividades físicas 
enquanto crianças, suas habilidades motoras devem ser equivalentes às de seus 
pares na mesma idade. Caso contrário, podem sofrer atraso na habilidade 
motora. 
O professor deve manter-se frente ao aluno quando estiver falando, para 
que este possa ler seus lábios. Não mudar constantemente as regras de uma 
atividade. Pessoas com deficiência auditiva têm a respiração curta, devido a não 
utilizarem os músculos exigidos na fala. Portanto, exercícios aeróbicos são bem 
vindos para eles. 
 
3. A IMPORTÂNCIA DA INCLUSÃO DE PESSOAS 
COM DEFICIÊNCIA NAS ATIVIDADES FÍSICAS 
 
 
Percebemos uma deficiência nem tanto pela lesão em si, mas pelo fato 
da exclusão que ela causa. É a deficiência que o ônibus, as calçadas, os 
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estabelecimentos comerciais, as escolas, os centros de atividade física, nossa 
própria residência excluem tendo como resultado a desvantagem das pessoas 
que por algum motivo vieram a ter ou nasceram com algum tipo deficiência. 
A limitação desses indivíduos se torna visível ao passo que a sociedade 
dita padrões ergonômicos para pessoas “normais”. Isso repercute em todas as 
áreas como, por exemplo, a dos esportes. A inclusão de pessoas com deficiência 
nas atividades físicas ajuda a combater essas limitações. 
As atividades físicas em qualquer âmbito, escolar, amador ou competitivo 
buscam alternativas para essa desvantagem que limita a pessoas na sua 
orientação espacial, na independência física, na mobilidade, nas atividades da 
vida diária, na capacidade ocupacional e na integração social. A busca 
por inclusão de pessoas com deficiência nas atividades físicas motiva a criação 
de várias modalidades adaptadas para esse público. 
Para isso a palavra inclusão vem sendo amplamente difundida em todos 
os setores da sociedade. E as atividades físicas tem um papel importantíssimo 
quando inclui deficientes no meio esportivo. 
Nesse ponto o profissionalda educação física é peça importante no uso 
de metodologias de ensino e treinamento, adaptando o aluno ao meio e vice-
versa. 
Dessa forma, a inclusão se propaga de maneira harmônica da sala de 
aula para qualquer outra vivência do portador da deficiência na sociedade tendo 
relevância em todos seus aspectos do desenvolvimento 
 
 
https://blogeducacaofisica.com.br/atividade-fisica-na-infancia/
https://blogeducacaofisica.com.br/carreira-do-profissional-de-educacao-fisica/
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3.1 Benefícios da inclusão de pessoas com deficiência nas 
atividades físicas 
 
 
A prática de atividades físicas dentro das condições possíveis, na vida do 
deficiente representa não somente pressuposto para sua inclusão social, mas 
condicionamento para seu desenvolvimento e melhoria em termos físicos 
e psicológicos. 
Ou seja, promoverá essencialmente efeitos e reflexos em sua saúde e seu 
bem-estar, observando-se que tanto quanto um indivíduo dito ‘normal’, o 
deficiente possui, em igual proporção, aspectos a serem zelados com maior ou 
menor intensidade, dependendo da faixa etária em que esteja enquadrado. 
O portador de deficiência possui sistema cardiovascular, circulatório, 
nervoso, muscular, respiratório, esquelético e todos os outros comuns a 
indivíduos não portadores de qualquer limitação ou deficiência. 
Nesse sentido, será beneficiado se inserido em programas e práticas de 
exercício físico regular, podendo ainda enquadrar-se, com preparação, no 
escalão de atletas de alto rendimento, tais quais aqueles observados nos Jogos 
https://blogfisioterapia.com.br/dor-psicologica-o-vilao-oculto-que-atrapalha-sua-aula/
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Paraolímpicos, onde inclusão de pessoas com deficiência nas atividades 
físicas é internacionalmente reconhecida. 
Em suma, a atividade física para o deficiente beneficia tanto seu físico 
quanto seus aspectos psicológicos. Fisicamente o prepara para os desafios da 
vida cotidiana, promovendo maior vitalidade, saúde e bem-estar. 
Psicologicamente, fomenta maiores condições de lidar com sua 
pseudofragilidade, ente imaterial e etéreo que o estigmatiza e o afasta de tudo 
quanto há, atualmente de prazeroso e minucioso em termos de realização. 
 
3.2 Esportes para pessoa com deficiência 
 
 
Esportes para pessoa com deficiência representam muito mais 
que saúde. Existem vários aspectos positivos, especialmente nos campos físico, 
psíquico e social. A atividade física melhora a condição cardiovascular e 
aprimora a força, a coordenação motora, a agilidade e o equilíbrio. 
No âmbito psicológico, o esporte eleva a autoestima e a autoconfiança, 
tornando as pessoas mais seguras e otimistas para alcançar objetivos pessoais. 
https://blog.ortoponto.com.br/check-up-dicas-para-manter-a-saude-em-dia/
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Já no aspecto social, ter esse hábito ajuda a promover a socialização e a 
aceitação. 
Esportes para pessoa com deficiência 
Basquete 
A altura da tabela, as dimensões da quadra e as regras gerais são iguais 
às do basquete tradicional. A principal diferença está na classificação funcional 
que os esportistas recebem. 
O valor muda de acordo com o problema motor: quanto menor, maior a 
pontuação, que varia de 1 a 4,5. A infração acontece quando o atleta impulsiona 
a cadeira de rodas mais de duas vezes sem arremessar, quicar ou passar a bola. 
Atletismo 
Nessa modalidade, as classificações são realizadas com base 
na capacidade do esportista em realizar movimentos. Além disso, é considerado 
o tipo de sequelas da deficiência e a potencialidade dos músculos que não 
sofreram lesão. 
Com base nisso, existem alternativas para pessoas com variados tipos de 
deficiência. Na modalidade para portadores de deficiências visuais, por 
exemplo, o atleta é acompanhado por um guia. Cada uma tem suas 
particularidades e as provas podem variar de lançamento, pista, arremesso e 
salto. 
Bocha 
Nesse esporte, a meta é lançar bolas de cor azul ou vermelha — uma 
para cada time — o mais próximo possível da bola branca, denominada Jack. 
Para atingir a meta, é necessário ter muita concentração, precisão e controle 
muscular. 
https://blog.ortoponto.com.br/mobilidade-urbana-para-pcds/
https://blog.ortoponto.com.br/mobilidade-urbana-para-pcds/
https://blog.ortoponto.com.br/como-funciona-bateria-para-cadeira-de-rodas/
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A bocha pode ser disputada individualmente, em duplas ou em equipes. 
Pessoas com paralisia cerebral e outros danos neurológicos têm capacidade de 
desempenhar a atividade. Os jogadores estão liberados para usar pés, mãos e 
cabeça como auxiliares. 
Tênis de mesa 
No inclusivo universo dos esportes para pessoa com deficiência, o tênis 
de mesa é uma das alternativas mais tradicionais. Para que você tenha uma 
ideia, está presente desde a primeira edição de Jogos Paraolímpicos, que 
aconteceu no ano de 1960. 
As regras do tênis de mesa paralímpico são as mesmas do modelo 
tradicional, com a exceção do saque, que se diferencia para os usuários 
de cadeiras de rodas. O sacador deve fazer com que a bole ultrapasse a linha 
de fundo, sem que ela escape pelas laterais. 
Além disso, o saque deve ser feito com a mão contrária à que ele utiliza 
para segurar a raquete. Porém, para atletas andantes, mas que não tenham 
condições de utilizar o braço livre — por causa de uma deficiência ou amputação 
— é permitido utilizar a mão que segura a raquete para fazer o saque. 
Outro ponto importante é que, no tênis de mesa para usuários de cadeira 
de rodas, a bolinha pode pular até duas vezes sem que ele sofra penalização. 
Uma das questões mais interessantes desse esporte é que ele é bastante 
abrangente, incluindo quase todos os grupos de portadores de deficiência, 
exceto para os visuais. Os participantes podem competir em duplas, times 
maiores ou até mesmo sozinhos. 
Deficiência auditiva 
Handebol 
https://blog.ortoponto.com.br/entenda-cadeira-de-rodas-esportiva/
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As regras do esporte são as mesmas que as do tradicional. Porém, o 
handebol para surdos tem alguns traços próprios. 
O árbitro deve usar sinais, gestos e apito — já que existem pessoas sem 
deficiência auditiva no público. A grande alteração é a bandeira, útil para sinalizar 
determinadas situações de jogo. 
 
 
Vôlei 
 
Essa prática esportiva desenvolve as habilidades motoras e fortalece o 
caráter dos portadores de deficiência auditiva. Toda a experiência proporciona 
melhor qualidade de vida, além de ajudar a superar desafios. Não há diferença 
https://blog.ortoponto.com.br/aprenda-como-fazer-a-prevencao-de-lesoes-esportivas/
https://blog.ortoponto.com.br/desafios-da-pessoa-com-deficiencia-como-supera-los/
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nas regras: apenas o uso do apito é substituído por algum aviso visual, como o 
emprego de bandeiras e sinalizadores. 
 
4. CARACTERÍSTICAS DO DESENVOLVIMENTO 
DO DEFICIENTE AUDITIVO 
 
O desenvolvimento completo de um indivíduo está muito relacionado com 
o desenvolvimento dos sistemas sensorial e perceptivo, pois é através desses 
sistemas que os estímulos ambientais são transmitidos ao indivíduo. Quando 
ocorre algum impedimento em um desses sistemas, o desenvolvimento do 
indivíduo pode vir a ser prejudicado devido à dificuldade de interagir com o 
ambiente. 
No caso do deficiente auditivo, as suas características especiais (físicas, 
psicomotoras e cognitivas)estão associadas ao “início da surdez, etiologia, 
localização da lesão e quantidade e qualidade dos estímulos ambientais que a 
criança é exposta” (Pedrinelli & Teixeira, 1994). É importante o diagnóstico 
precoce da surdez, possível a partir do 5º mês de gestação, para que sejam 
proporcionados estímulos adequados para o completo desenvolvimento do 
indivíduo. 
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Aspectos cognitivos e emocionais 
Segundo Vygotsky (1993), o maior desafio para o deficiente auditivo no 
campo intelectual é a “formação de conceitos, generalizações e abstrações” por 
envolverem comportamentos verbais, sendo mais importante para eles a 
memória visual. 
Ainda segundo os autores, o deficiente auditivo pode apresentar certos 
problemas de comportamento como: 
– Relutância em manter contato com pessoas estranhas; 
– Relutância em mostrar o aparelho auditivo, tentando esconder a 
deficiência, principalmente em adolescentes; 
– Concretismo na análise da realidade; 
– Rigidez de pensamento; 
– Imaturidade em relação ao ajustamento social; 
– Tendência para o isolamento social dos ouvintes; 
– Ansiedade; 
– Capacidade de concentração reduzida. 
A imagem corporal e o autoconceito também podem ser influenciados 
pela surdez. Isso porque são formados através de experiências oriundas do 
sistema vestibular, cinestésicos e tátil. “Quando a criança amadurece e começa 
a dar significado às informações visuais e verbais é que a imagem corporal e o 
autoconceito são afetados por estes sistemas. Normalmente esta mudança 
começa entre sete e oito anos. As crianças com deficiência visual e auditiva têm 
um grande impacto nessa mudança” (Pedrinelli & Teixeira, 1994). 
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Aspectos físicos e motores 
Os diversos tipos determinam quais serão as necessidades e as 
limitações a serem trabalhadas com o deficiente auditivo. Muitos apresentam 
certo grau de retardo no desenvolvimento motor se comparado com crianças 
ouvintes, mas estudos mostram que este fato está muito mais relacionado com 
o estímulo oferecido ao indivíduo do que a uma característica da surdez. 
No mundo dos ouvintes, a grande maioria dos estímulos é oferecida de 
maneira verbal, não sendo eficientes com os surdos. Por isso, quanto mais cedo 
a surdez for diagnosticada, melhor será o desenvolvimento físico do indivíduo 
surdo, uma vez que os estímulos serão fornecidos de maneira adequada. 
Um bom desenvolvimento físico e motor é muito importante ao deficiente 
auditivo, pois é “através do corpo que mais frequentemente experimentam 
situações de sucesso, tornando-se um recurso de comunicação e interação 
social sem comparação”. 
Esporte e deficiência auditiva 
As modalidades especiais para deficientes auditivos visam atender muito 
mais a necessidades sociais e de comunicação do que condições físicas. A 
procura por este tipo de esporte deve-se, segundo Pedrinelli & Teixeira (1994), 
a: 
– Atividades negativas para com a surdez por parte dos ouvintes que 
os rodeiam; 
– Ênfase na fala como única forma de expressão por parte dos ouvintes, 
o que dificulta a comunicação. 
Dança, música e deficiência auditiva 
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, é possível trabalhar música 
com deficientes auditivos, sendo eles capazes de “responder a ela através da 
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dança e da expressão corporal. De forma adequada a cada ritmo e de maneira 
intensa e alegre” (Pedrinelli & Teixiera, 1994). 
O trabalho com a música pode ter dois objetivos: a música por si só ou 
ainda fins terapêuticos (enriquecimento do vocabulário, melhoria da 
autoimagem, estimulação da leitura labial, desenvolver ritmicidade na fala e 
introdução ao mundo sonoro). 
Para tanto, a criança deve ser estimulada a “descobrir e a perceber as 
vibrações sonoras através de todo o seu corpo (tocar instrumentos, realizar 
movimentos rítmicos com o corpo, palmas, etc)” (Pedrinelli & Teixeira, 1994). 
“A utilização de música e dança não deve ter o intuito de ‘normalizar’ a 
criança com dificuldade de comunicação verbal, preconizando essencialmente a 
sua oralização. O ser humano como sistema complexo apresenta uma infinidade 
de aspectos que devem ser abordados. Assim, o mais importante é promover o 
seu bem-estar, auxiliar sua auto-aceitação e auto-valoração, a reconhecer suas 
limitações e tirar o máximo de proveito de suas infinitas potencialidades” 
(Pedrinelli & Teixeira, 1994). 
 
 
 
Relacionamento professor X aluno deficiente auditivo 
Pedrinelli & Teixeira (1994) descrevem alguns pontos que devem ser 
observados quando em uma aula na qual haja deficientes auditivos: 
– Enxergar a criança mais do que a deficiência; 
– Considerar as limitações, mas enfatizar as capacidades; 
– Estar informado sobre a etiologia, local e gravidade da lesão; 
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– Procurar ajuda da família ou mesmo de outros profissionais envolvidos 
com a criança, se for necessário esclarecer algumas dúvidas; 
– Manter-se frente ao aluno quando estiver falando; 
– Usar todos os recursos possíveis para comunicar-se procurando 
certificar-se de que o aluno compreendeu a mensagem; 
– Não mudar constantemente as regras de uma determinada atividade; 
– Não articular exageradamente as palavras; 
– Substituir as pistas sonoras por visuais, se necessário. 
Exemplo de atividade Ritmica: 
– Objetivos da atividade: 
Desenvolver noções de ritmo e coordenação motora global; 
– Objetivos do grupo: 
Demonstrar a utilização da linguagem gestual, de sinais (libras) e cores 
para a comunicação com os alunos deficientes auditivos; 
Posicionamento do professor perante a classe. 
– Descrição da atividade: 
No primeiro momento, os alunos estarão dispostos em círculo e, parados, 
deverão bater bola no ritmo estipulado pelo professor; 
Num segundo momento, os alunos deverão andar em círculo em volta do 
professor, batendo a bola de acordo com o ritmo do próprio andar; 
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Num terceiro momento, os alunos deverão observar as cores e os 
números indicados pelo professor para formarem grupos durante a execução da 
atividade. 
· Bola vermelha – Pare ! 
· Bola amarela – Ande ! 
· Bola verde – Corra ! 
– Estratégias: 
 
 
 
 
4.1 Atividade Física para Deficientes Auditivos 
 
http://www.luzimarteixeira.com.br/atividade-fisica-para-deficientes-auditivos/Professora com alunos: ouvinte e deficiente auditivo
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Segundo o Instituto Nacional de Educação de Surdos: 
A deficiência auditiva traz algumas limitações para o desenvolvimento 
do indivíduo, uma vez que a audição é essencial para a aquisição da língua oral. 
Inicialmente, a surdez interfere no relacionamento da mãe com o filho e 
cria lacunas nos processos psicológicos de integração de experiências que irão 
afetar, em maior oumenor grau, a capacidade normal de desenvolvimento do 
indivíduo.Embora não se tenha uma estatística geral, é grande a incidência de 
casos de surdez. 
O Censo Escolar/2004 computou 62.325 crianças surdas matriculadas 
nasescolas de todo o país. Esse fato trouxe a necessidade de preparar os 
professores para atender, de forma adequada, essa população. 
O objetivo deste texto é, portanto, fornecer informações básicas sobre a 
audição,a deficiência e o deficiente auditivo, para facilitar a intervenção do 
professor de Educação Física, nasturmas onde estiverem incluídos alunos 
surdos. 
Audição: 
É o sentido por meio do qual se percebem os sons. O processo normal da 
audição inicia com a captação de ondas sonoras pela orelha externa e prossegue 
através da condução dessas ondas pela orelha média. Ao chegar à orelha 
interna, as ondas sonoras são transformadas em impulsos elétricos, que são 
enviados ao cérebro. No cérebro se dá a decodificação dos sons, o que 
caracteriza audição propriamente dita. 
O som possui características que influem na audição. Uma delas é a sua 
capacidade de se propagar nos meios gasoso, líquido ou sólido. Essa 
propagação, se dá sob a forma de ondas, provocando uma vibração tal que é 
capaz de ser transmitida para o cérebro através do ouvido (meio gasoso / ar) e 
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2
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do corpo como um todo (meio sólido / ossos). Outras características que 
influenciam diretamente na qualidade da audição são a intensidade e a 
frequência. A intensidade é determinada pela amplitude da onda sonora, refere-
se ao volume do som e é o que permite distinguir um som forte de um som fraco. 
É medida em decibéis (dB). 
A frequência varia de acordo com a quantidade de ondas emitidas em um 
determinado espaço de tempo e é o que faz com que um som seja alto (agudo) 
ou baixo(grave). É medida em Hertz (Hz) ou Ciclos por Segundo. Assim sendo, 
a capacidade de ouvir determinados sons vai depender da conjugação entre o 
grau de perda em decibéis e as frequências preservadas na orelha interna. 
É através do cruzamento dessas duas informações que se obtém o 
resultado da audiometria, que é o exame que determina o grau de audição das 
pessoas. 
Deficiência Auditiva: 
Essa expressão sugere a diminuição ou a ausência da capacidade para 
ouvir determinados sons, devido a fatores que afetem quaisquer das partes do 
aparelho auditivo A Política Nacional de Educação Especial define a deficiência 
auditiva como sendo a “perda total ou parcial, congênita ou adquirida, da 
capacidade de compreender afala através do ouvido” (BRASIL, 1994). 
Essa definição permite concluir que: 
1) Existem diferentes graus de perda auditiva; 
2) A surdez pode ocorrer em diferentes fases do desenvolvimento; 
3) A sua pior consequência é a impossibilidade de ouvir a voz humana 
(fala). 
Dependendo da época da instalação da deficiência e do grau da perda 
auditiva, o indivíduo pode ter dificuldades no relacionamento, na comunicação, 
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na compreensão de conceitos e regras e na apreensão de conhecimentos 
através dos meios mais comuns (a língua oral e textos) 
No padrão normal de audição, o limiar de audibilidade vai até 25 dB em 
todas as frequências do espectro sonoro (entre 250 e 8000 Hz). 
A perda leve permite ouvir os sons, desde que estejam um pouco mais 
intensos. Na perda moderada há a necessidade de se repetir algumas vezes o 
que foi dito dificuldade de falar ao telefone, com a possibilidade de troca da 
palavra ouvida por outra foneticamente semelhante (pato/gato, cão/não, 
céu/mel). A perda acentuada não permite ouvir o telefone, a campainha e a 
televisão, tornando necessário o apoio visual para a compreensão da fala. A 
perda severa permite escutar sons fortes, como os de caminhão, avião, serra 
elétrica, mas não permite ouvir a voz humana sem amplificação. Na perda 
profunda só são audíveis sons graves que produzam vibração (trovão, avião). 
Assim sendo, se uma criança já nasce com ou adquire uma surdez severa 
ou profunda antes de ter acesso à língua oral de sua comunidade, vai ter muitas 
dificuldades de se integrar ao “mundo dos ouvintes”. Embora seja absolutamente 
necessário dominar a língua de sua comunidade, mesmo que somente na 
modalidade escrita, sabe-se que a língua de mais fácil acesso para os surdos é 
a de sinais. É por meio dela que esses indivíduos constroem sua identidade e 
desenvolvem-se nos aspectos afetivo, cognitivo e social. 
Logo, faz-se necessário que, desde cedo, a criança surda seja exposta a 
esta língua e que a família e a escola a utilizem como meio de comunicação e 
instrução. No Brasil, a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) é reconhecida como 
meio legal de comunicação e expressão dos surdos pela Lei nº. 10.436, de 2002. 
Apesar disso, em seu parágrafo único, a referida lei reza que a LIBRAS não 
poderá substituir a modalidade escrita da língua portuguesa. Desta forma, não 
só é assegurado ao surdo ouso da língua de sinais, como é exigido dos sistemas 
educacionais o ensino, tanto da LIBRAS, quanto do português escrito. 
 
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2
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Alfabeto em libras 
A inclusão de crianças surdas na rede regular vai gerar a necessidade do 
aprendizado da LIBRAS pelo restante da comunidade escolar. As línguas orais 
e as de sinais possuem estruturas completamente diferentes -uma é de 
modalidade oral-auditiva e a outra de modalidades espaço-visual – e a língua 
oral, principalmente na forma escrita, é muito mais complexa que a de sinais, o 
que dificulta o seu aprendizado por parte dos surdos que usam a LIBRAS. 
No entanto, a experiência tem demonstrado que os surdos que estudam 
em escolas regulares possuem leitura mais eficiente, o que influencia na escrita 
e na sua integração com a comunidade. 
4.2 A importância da atividade Física para Surdos 
 
 
A surdez afeta apenas o aparelho auditivo, não trazendo nenhum outro 
prejuízo, além dos já citados. Desta forma, o desenvolvimento motor de crianças 
surdas costuma seguir os padrões de normalidade, não havendo, portanto, 
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nenhuma restrição à prática de atividade física. Quando a surdez é 
acompanhada de outra deficiência ou de algum outro comprometimento, as 
possíveis restrições estarão relacionadas a esses(s) outro(s)problema(s). 
A escolha de atividades físicas para pessoas surdas deve respeitar os 
mesmos critérios usados para a seleção de atividades para crianças sem 
deficiência (condições de saúde, faixa etária, condicionamento físico, interesse 
etc.). 
As atividades aeróbicas são muito importantes, pois as crianças que não 
se utilizam da fala costumam ter uma respiração “curta”, isto é, não enchem 
completamente os pulmões deixando, com isto, de expandir a caixa torácica e 
de exercitar os músculos envolvidos na respiração. Assim sendo, além de todos 
os benefícios cardiovasculares já conhecidos, no caso dos surdos, as atividades 
aeróbicas também podem contribuir, indiretamente, para o aprendizado da 
emissão de sons da fala. 
Os surdos podem praticar qualquer tipo de esporte e de atividade rítmica. 
No caso dos esportes, não há necessidade de qualquer adaptação na forma de 
ensinar, conduzir ou arbitrar. Tampouco há adaptações nas regras de cada 
modalidade. Já as atividades rítmicas, se envolverem coreografia, costumam 
demandar um pouco mais de tempo de treinamento, devido à necessidade de 
internalizar o tempo e o andamento da execução dos movimentos sem o auxílio 
de uma trilha sonora (mesmo com boa amplificação os surdos não conseguem 
perceber a maior parte das nuances de uma música). 
Incluir alguém em um grupo é dar-lhe condições para que possa participar 
ativamente das ideias e atividades do mesmo. Sabe-se que as escolas regulares 
ainda não estão suficientemente preparadas para receber e propiciar uma 
inclusão real das crianças surdas, mas isto precisa mudar. Para tanto, é preciso 
que toda a comunidade escolar se abra para essa nova experiência, pois, com 
a troca, todos têm a ganhar. 
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As aulas de educação física podem ser momentos e espaços privilegiados 
para iniciar uma mudança de comportamento dentro da escola. O papel do 
professor em todo esse processo é primordial e deve ser assumido com 
responsabilidade. Existem, atualmente, muitas fontes de informação disponíveis 
(instituições, internet, livros, periódicos), mas, mais do que isso, é preciso que 
haja o reconhecimento do direito de TODAS as crianças de participar das aulas 
de educação física e demais atividades escolares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CONCLUSÃO 
 
As atividades físicas em qualquer âmbito, escolar, amador ou competitivo 
buscam alternativas para essa desvantagem que limita a pessoas na sua 
orientação espacial, na independência física, na mobilidade, nas atividades da 
vida diária, na capacidade ocupacional e na integração social. A busca 
por inclusão de pessoas com deficiência nas atividades físicas motiva a criação 
de várias modalidades adaptadas para esse público. 
Para isso a palavra inclusão vem sendo amplamente difundida em todos 
os setores da sociedade. E as atividades físicas tem um papel importantíssimo 
quando inclui deficientes no meio esportivo. 
Nesse ponto o profissional da educação física é peça importante no uso 
de metodologias de ensino e treinamento, adaptando o aluno ao meio e vice-
versa. 
 O Professor de Educação Física contribui de forma satisfatória na 
educação de surdos e alunos com perda auditiva estimulando a prática de 
atividades que amplie a comunicação do aluno com o meio externo, 
possibilitando assim, a interação do discente com a sociedade que o cerca e 
contribuindo para a inclusão dos alunos que apresentam surdez total ou parcial, 
promovendo a execução de atividades tanto especificas, como atividades que 
envolvam surdos e ouvintes levando em conta que o principal papel do professor 
de Educação Física é quebrar preconceitos e promover a socialização entre as 
“diferenças”, gerando, inicialmente, transformação na sala de aula, atingindo 
todo ambiente escolar e, por fim, toda a sociedade. 
 
 
https://blogeducacaofisica.com.br/atividade-fisica-na-infancia/
https://blogeducacaofisica.com.br/carreira-do-profissional-de-educacao-fisica/
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REFERÊNCIA 
 
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