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LÍNGUA INGLESA I 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prezado(a) aluno(a), 
O Grupo Educacional FAVENI reafirma o compromisso de oferecer uma 
formação de excelência, reconhecendo que a modalidade de estudo confere ao 
aluno autonomia e flexibilidade para organizar seus estudos de acordo com suas 
necessidades e rotina. Nesse contexto, é fundamental que o estudante estabeleça 
uma rotina de estudos disciplinada e consistente, reservando horários para leitura, 
reflexão e realização das avaliações propostas. 
Reiteramos ainda que o ambiente virtual é equiparável ao presencial no que 
concerne à troca de conhecimentos e esclarecimento de dúvidas. Assim como em 
sala de aula, onde a interação acontece espontaneamente, no semipresencial o 
diálogo deve acontecer por meio dos canais disponíveis no Portal do Aluno e nos 
encontros ao polo. Incentivamos você a utilizar esses recursos para questionar, 
esclarecer dúvidas e aprofundar seu entendimento sobre os conteúdos abordados, 
pois suas perguntas serão respondidas de forma ágil e eficiente pelo nosso suporte. 
Lembre-se de que a autonomia no processo de aprendizagem implica 
também responsabilidade. A gestão do seu tempo, o cumprimento dos prazos e a 
organização das tarefas são essenciais para o seu crescimento acadêmico. 
Aproveite a flexibilidade que o curso oferece, estabelecendo uma rotina compatível 
com seus compromissos pessoais e profissionais. 
Desejamos sucesso em sua jornada de estudos e reforçamos nossa 
disposição em apoiá-lo(a) na construção de um aprendizado sólido e significativo. 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS E ENSINO DA LÍNGUA INGLESA 
 Abordagens, técnicas e métodos de ensino de uma língua estrangeira pode 
promover o sucesso ou o fracasso da aprendizagem. Portanto, é importante saber 
distinguir o que significam esses termos e como eles são aplicados na prática. A 
abordagem refere-se a teorias sobre a natureza da linguagem e os processos de 
ensino e aprendizagem de línguas. É a perspectiva, a filosofia ou os pressupostos 
usados no ensino. Em contraste, um método é uma sequência de procedimentos para 
representar uma linguagem. O método é guiado pelos pressupostos teóricos da 
abordagem. 
A técnica, por outro lado, inclui recursos e atividades pedagógicas baseadas 
em métodos (ANTHONY, 1963). Por exemplo, o método audiolingual respeita os 
pressupostos teóricos da abordagem estrutural, que é baseada na linguística 
estrutural e na psicologia comportamental, que recomendam a formação de hábitos 
no processo de ensino da língua estrangeira influenciado pelo estimulo-resposta como 
método. Para uma assimilação e interpretação no estudo do inglês como língua 
estrangeira, são utilizadas técnicas de imitação e repetição de padrões de linguagem 
por meio de diálogos e exercícios (exercícios de repetição e substituição). 
1.1 Métodos no ensino da língua inglesa 
 Para compreender os métodos utilizados no ensino de uma língua estrangeira, 
é preciso considerar o momento histórico no surgimento de cada método, pois refere-
se a uma abordagem reforçada pelos conceitos pedagógicos linguísticos, sociológicos 
e psicológicos da época. 
 No início do século XIX, foi introduzido o método da tradução gramatical, 
método clássico no ensino de inglês. A ideia básica era ter acesso a textos literários 
e religiosos, assim como adquirir uma gramatica normativa, ou seja, a forma da língua. 
Estudar na época, baseou-se em textos de língua estrangeira clássica ou religiosa, 
listas de palavras e padrões gramaticais. Além disso, foi feita uma distinção entre uma 
língua línguas nativas e línguas estrangeiras. Quanto ao método, no Brasil a novidade 
na década de 1930 foi o método direto, implementado nos anos seguintes. (LEFFA, 
2012). 
 
 
 O fundamento do método é que deve ser por meio do contato direto e para 
lograr um aprendizado efetivo, a língua materna não se trabalha na sala de aula em 
nenhum momento, incluindo atividades de escrita, compreensão de texto, e demais 
formas gramaticais. Os exercícios de conversação são baseados em perguntas e 
respostas onde o professor prepara as perguntas com antecedência e faz correções 
fonéticas. 
 A partir da década de 1950, sob influência do estruturalismo e do behaviorismo, 
surgem os métodos situacionais, audiolinguisticos e audiovisuais, os quais entendem 
a linguagem como um conjunto de estruturas relacionadas a diversas situações. A 
teoria de aprendizagem desses métodos é formar hábitos e eliminar erros. Frases 
preparadas nos diversos contextos e situações são usadas para memorização e 
repetição do aluno. 
 No método de áudio-linguagem, são usados diálogos gravados, e no método 
audiovisual, material visual é usado. Nesses métodos, os alunos não exploram a sua 
criatividade ou conhecimento de mundo, pois são limitados a repetir diálogos e frases 
previamente criados para tais situações de linguagem criadas. O Quadro 1 apresenta 
alguns métodos usados no ensino do inglês (LEFFA; IRALA, 2014). 
 
Quadro 1- Métodos usados no ensino do Inglês 
METODO DESCRIÇÃO 
Resposta física total 
(TPR — Total Physical 
Response) 
Baseia-se na hipótese de que as pessoas aprendem 
melhor por meio da atividade física, como as crianças 
que primeiro respondem aos comandos com reações 
físicas e só depois dão respostas verbais. Este 
método exige que os alunos respondam fisicamente 
aos comandos. Os verbos no imperativo são as 
estruturas de comunicação principais; esses verbos 
são usados para introduzir estruturas gramaticais e 
vocabulário. As habilidades seguem a ordem natural 
da língua materna - ouvir, falar, ler e escrever. As 
aulas são divertidas e relaxantes. 
Método silencioso 
(silent way) 
Nesse método, o professor deve estar em silêncio e 
os alunos devem ser incentivados a falar o máximo 
possível. O objetivo é que os alunos possam se 
expressar em inglês, sendo usada a língua nativa se 
necessário. A codificação cognitiva é usada em 
tabelas e painéis, com estruturas de pronuncia e 
 
 
linguagem. Todas as habilidades são usadas desde 
o início do curso. 
Sugestologia 
(suggestopedia) 
O principal objetivo do método é fazer que o aluno 
domine o idioma, permitindo que ele perceba que 
pode falar fluentemente, removendo barreiras 
psicológicas que impedem o correto aprendizado do 
inglês. O ambiente na sala de aula deve ser 
confortável pelo qual precisa de atenção nesse 
aspecto, com música ambiente, cuidado com o 
design das salas, cadeiras, entre outras, evitando o 
estresse e ansiedade dos alunos. 
Fonte: Adaptado de Nicholls (2001) 
 
 Nesse sentido, foi observando-se como o foco da aprendizagem foi se 
modificando e não está mais centrado na linguagem e suas estruturas, como tradução 
gramatical, métodos audiolinguísticos e audiovisuais e sim os métodos descritos 
acima (TPR, SIlent way, e suggestopedia). Na década de 1990, a interação social era 
valorizada nas aulas de idiomas. O foco era o aluno e suas habilidades de 
comunicação. 
A ênfase foi sobre os métodos de comunicação, apoiados por uma abordagem 
de comunicação focada no aluno, não apenas em termos de conteúdo, mas também 
nas técnicas em sala de aula. O professor tem a função de ser guia, sensível às 
necessidades dos alunos, incentivando-os a participar nas tarefas e atividades 
sugeridas. 
O papel do aluno é assumir a responsabilidade pela própria aprendizagem e o 
trabalho em grupo permitem a troca de informações e conhecimentos sem o 
envolvimento direto do professor. As tarefas e exercícios levam em consideração o 
significado e a importância da língua para os alunos, e para isso o professor prepara 
um material autêntico (NICHOLLS, 2001). 
 Muitas vezes, o professor combinava os melhores aspectos de cada método 
com base em suas experiências para moldar sua aula e adapta-la melhor ao seu 
ambienteindividuais adquiridas por meio do aprendizado 
voluntário e consciente em uma prática consistente. 
6 ESTRATÉGIAS DE LEITURA 
As estratégias de leitura podem ser definidas como um conjunto de atividades 
que facilitam a compreensão do conteúdo do texto – neste caso, em língua 
estrangeira. Por exemplo, para descobrir o tema principal, o leitor precisa utilizar 
informações previamente obtidas e acompanhar trechos do texto. Além disso, 
observa-se que algumas palavras utilizadas no texto em inglês são muito semelhantes 
às do português - tais palavras são chamadas de cognatos (SILVEIRA, 2005) 
 Assim, nos referimos a estratégias de leitura como todo o conjunto de técnicas 
usadas para entender e interpretar textos em inglês. Na Figura 5, se observam as 
estratégias discutidas nesta unidade e as informações sobre sua implementação. 
 
Figura 5 – Estratégias de leitura 
 
Fonte: Adaptado de Souza (2021) 
 
 
 
 
6.1 Leitura do texto: predição ou predicting 
Predição é um exercício de leitura, ou seja, é uma atividade que se realiza antes 
mesmo de começar a leitura do texto. Durante a previsão, o leitor formula hipóteses 
sobre o conteúdo do texto com base em elementos como título, subtítulo, figuras, 
tabelas, formatação, fonte, tipo de texto e meio de comunicação, ou seja, elementos 
não textuais que podem dar pistas sobre o tema do texto lido. No curso da predição, 
o leitor também ativa seu conhecimento prévio do assunto em discussão. 
Três estratégias podem ser usadas para prever o tópico de um texto e ativar o 
conhecimento prévio: contextualização, visualização e questionamento 
(WANNMACHER, 2011). 
 
6.1.1 Contextualização ou Contextualizing 
 
É sempre importante que o leitor consiga contextualizar o texto. O assunto do 
texto é sobre algo que acontece em todo o mundo ou apenas em um determinado 
lugar? Isso se aplica diretamente a você ou não tem nada a ver com sua experiência 
pessoal? Você conhece alguém que já passou por algo parecido? São formas de 
contextualizar o texto e ativar seu conhecimento prévio sobre o tema (PEREIRA, 
2009). 
 
6.1.2 Visualização ou Visualizing 
 
Algumas pessoas são extremamente visuais, o que significa que precisam "ver" 
as informações. A visualização envolve a organização de informações; portanto, ao 
discutir o tema do texto e ativar o conhecimento prévio, você pode organizar as 
hipóteses levantadas em um mapa visual. Você também pode pesquisar recursos 
visuais na Internet, desenhar ou simplesmente usar a imaginação para criar uma 
imagem que facilite a compreensão do texto (PEREIRA, 2009). 
6.1.3 Formulação de perguntas ou asking and answering questions 
 
A estratégia de formulação de perguntas pode ser utilizada durante o processo 
de predição e ativação da informação prévia. Quanto mais objetivas forem as 
 
 
perguntas, mais fácil será encontrar respostas em elementos não textuais e no texto 
portanto, mais compreensíveis. Existem possíveis perguntas que podem ser feitas ao 
prever o conteúdo textual, como: "O que vem à sua mente quando você lê o título 
deste artigo?", "Você sabe alguma coisa sobre este tópico?", "Você teve essa 
experiência "?”, etc (PEREIRA, 2009). 
6.2 A leitura 
O texto pode ser lido de forma rápida e dinâmica, embora de forma superficial 
ou extensa e detalhada. Alguns métodos de leitura rápida são o skimming (ler para ter 
uma ideia geral do texto) e o scan (ler informações específicas). Usando a técnica de 
skimming, o leitor "examina" o texto para entender a ideia principal. Essa técnica 
também ajuda a identificar quais partes de um texto longo você precisa detalhar para 
o seu propósito. A técnica pode ser muito útil, por exemplo, se você tiver que ler vários 
artigos longos para um único trabalho acadêmico. 
Ao utilizar a técnica de skimming na leitura de textos, você consegue extrair a 
essência do texto e focar nas partes mais interessantes para o seu trabalho. Por outro 
lado, a tecnica de scanning permite que você pesquise no texto rapidamente. O 
scanning é ideal quando o leitor procura informações específicas, como a data de um 
evento histórico ou a partida de um ônibus. 
A leitura detalhada ou reading for detail exige que o leitor compreenda o 
máximo de informações possível. Essa técnica é usada para extrair informações 
precisas de qualquer texto. Nessa técnica, você lê o texto palavra por palavra e precisa 
entender o significado das frases. Portanto, as estratégias de compreensão de 
palavras são críticas. Você pode usar dicionários se não entender o significado de 
uma palavra ou usar a técnica mencionada abaixo (SILVEIRA, 2005). 
6.3 Identificando palavras familiares e relacionadas 
Identificar palavras familiares e relacionadas é a primeira estratégia que todo 
leitor de um texto em língua estrangeira usa quase automaticamente (SILVEIRA, 
2008). Os parentes semelhantes na forma e no conteúdo têm etimologicamente uma 
origem comum. Existem parentes idênticos e parentes semelhantes. A seguir estão 
 
 
exemplos de cognatos idênticos e cognatos semelhantes em inglês e português. 
Cognatos idênticos: camera, chance, hospital, hotel, inventor, material, nuclear, piano, 
social, total, etc. Cognatos similares: communication, different, event, family, 
important, model, product, public, responsible, etc. 
Dessa forma, como estratégia de compreensão do vocabulario, você pode 
aplicar a correspondência de texto procurando por palavras que você já conhece e 
palavras semelhantes em português relacionadas para ajudá-lo a entender melhor o 
texto. É praticamente impossível consultar no dicionário todas as palavras 
desconhecidas do texto. Portanto, saber o que enfatizar em um texto é outra técnica 
muito útil para entender o vocabulário. 
Você deve focar nas palavras que representam a ideia principal de uma frase ou 
parágrafo; para isso escolha uma ou duas palavras que você acha que são 
importantes para entender a frase, mesmo se você não sabe o significado delas. Estas 
são as palavras que você está procurando no dicionário. Marque-os ou sublinhe-os e, 
se você não entender o significado deles pelo contexto, use um dicionário. Essas 
técnicas incentivam o leitor a se envolver com o texto e a adotar uma abordagem 
proativa, além de incentivá-lo a observar o que aprendeu com o texto. 
Evite ler grandes quantidades de texto passivamente, pois isso desperdiça seu 
tempo. 
 
Exemplo: 
Detalhes Português: Detalhes 
• Ambos têm o mesmo significado. 
• Ambos têm a mesma origem (latim informare). 
• Ambos têm a mesma raiz ("forma") 
 
É importante ter cuidado com com falsos cognatos ou "amigos falsos" em 
inglês-português. Estamos falando de palavras em inglês que são tão parecidas com 
outras línguas que podem ser enganosas. Veja no quadro 19 abaixo alguns exemplos. 
 
 
 
 
 
 
Quadro 19 – Falsos cognatos inglês - português 
Palavra Parece Significado 
Balcony Balcão Sacada 
Exquisite Esquisito Refinado, belo 
Fabric Fábrica Tecido 
Idiom Idioma Expressão idiomática 
Lunch Lanche Almoço 
Novel Novela Romance (livro) 
Push Puxar Empurrar 
Support Suportar Apoiar 
Fonte: Elaboração própria 
 
6.4 Estratégias de leitura no texto em inglês 
Veja o texto abaixo, extraído na seção Travel and Culture do site da BBC de 
Londres. 
 
 
 
What can Albania teach us about trust? 
 
 
 
 
At a time when refugees are being turned away at borders all over the world, 
it seems that there is a lot to learn from Albania’s penchant for hospitality. By Quinn 
Hargitai 
15 September 2016 
 
 
“There were refugee camps set up for the Kosovars all over the country. 
Albanian families would go to a camp, find a family and then take them home. These 
weren’t relatives or friends, they were strangers, but the Albanians would take them 
in, feed them, clothe them, treat them as if they were part of the family. ”Nursing a 
macchiato in a small cafe in Berat, Albania’s famed city of 1,001windows, I listened 
as Nevila Muka remembered the effects the Kosovo War had on her home country. 
In order to escape the death and devastation brought by Serbian military forces in 
the 1990s, more than 500,000 refugees, mostly ethnic Albanians, fled from Kosovo 
to seek sanctuary in Albania over the course of just two years. I quickly learned that 
Muka hadn’t just observed the mass exodus from a distance. “My grandmother 
actually took in a family. I was young, so I remember playing with their kids a lot. I 
remember they were really good bakers, they made the best bread I’ve ever tasted.” 
It’s the Albanian way. It’s besa. “Didn’t that ever get difficult?” I asked. “Not really for 
us, we were okay. 
But for many families it was a struggle, a lot of them didn’t have the money to 
support the Kosovars. Many people went into debt doing it, but they would never turn 
anyone away.” When I asked her why, she shrugged. “It’s the Albanian way. It’s 
besa.” 
I had heard the word besa before, and knew that it meant something akin to 
belief, trust or faith, but I hadn’t heard it in this context before. Muka explained that 
it’s like a code for Albanians, one that dictates their generous hospitality. If someone 
comes to you looking for help, you give them a place to stay. It’s that simple. 
Fonte: https://bityli.com/a3Td4 
 
A seguir, veremos técnicas de leitura passo a passo que podem ser aplicadas 
a um texto para facilitar a compreensão do leitor (LEFFA, 1996). 
 
6.4.1 Predição 
 
• Elementos não textuais 
• Gênero textual 
 
Qual é o gênero textual? Sabemos que o texto é retirado do site BBC London 
News, especificamente do Departamento de Turismo e Cultura; portanto, é um texto 
 
 
jornalístico. E qual é o seu objetivo? Os textos têm três propósitos principais: entreter, 
informar e persuadir. Você diria que o texto "O que a Albânia pode nos ensinar sobre 
fé?" para que fins? 
6.4.2 Foto 
 
O que você vê na foto? Você sabe alguma coisa sobre as pessoas, cultura, 
lugar e história da Albânia? A imagem retrata uma área urbana ou rural? A 
contextualização e a visualização são estratégias que auxiliam na compreensão de 
um tema. Escreva tudo o que você sabe sobre o assunto. Se você não sabe muito, 
faça uma pesquisa rápida na Internet, como a Wikipedia ou até mesmo o Google. 
6.4.3 Título 
 
"What can Albania teach us about trust?" 
Você já aprendeu com sua breve pesquisa sobre a Albânia. E você sabe o que 
significa trust em inglês? Se não souber, use um dicionário, em papel ou mesmo 
online. Pesquise nos diversos sites a palavra trust. Reserve um momento para pensar 
sobre o que a confiança significa para você. Isso importa para você? O que faz você 
confiar ou desconfiar dos outros? Como é a relação de confiança no seu país? Faça 
quantas perguntas você necessitar! Mas não se esqueça de respondê-las 
mentalmente ou em forma de diagrama (mapa mental) (LEFFA, 1996). 
6.4.4 Subtítulo 
 
O subtítulo geralmente completa o título e fornece informações adicionais sobre 
o conteúdo do texto. Que palavras de legenda você escolheria como palavras-chave 
para entender o que a legenda está dizendo se você não souber o significado de todas 
as palavras usadas? Por exemplo: "At a time when refugees are being turned away 
at borders all over the world, there is much to learn from Albanian hospitality." 
Antes de usar o dicionário, você pode tentar usar as mesmas estratégias 
mencionadas anteriormente para entender o vocabulário. 
 
• Tente reconhecer as palavras que você já conhece. Você pode 
conhecer palavras como time, borders, world e verbo learn. 
• Agora veja se consegue encontrar palavras semelhantes no subtítulo. 
 
 
As palavras refugees, Albania e hospitality são muito semelhantes em 
português a refugiados, Albânia e hospitalidade. 
Somente com este reconhecimento de palavras é possível compreender o 
conteúdo da legenda e, portanto, também do texto (LEFFA, 1996). Com a adição de 
elementos não textuais, as pistas de foto, título e subtítulo, sabemos que o texto é 
sobre a Albânia, seus refugiados e o que eles podem ensinar ao resto do mundo sobre 
fé e hospitalidade. 
6.4.5 Skimming 
 
Agora que você previu o tópico do texto analisando elementos extratextuais, 
veja se consegue ir um pouco mais longe para confirmar sua previsão. Use a técnica 
de skimming para obter uma visão geral do conteúdo do texto. Examine o texto, 
procure palavras conhecidas, palavras repetidas e verifique se o texto tem o mesmo 
assunto que você previu. Mas lembre-se: agora não é hora de ler profundamente. 
Faça uma leitura em zigue-zague e procure elementos que confirmem o que foi 
previsto pela análise de imagens, título e subtítulo (LEFFA, 1996). 
Os tipos de texto são classificados de acordo com as características comuns 
que os textos possuem em termos de linguagem e conteúdo. Existem muitos gêneros 
textuais que facilitam a comunicação entre os interlocutores (emissor e receptor) de 
um determinado discurso. Por exemplo, uma crítica jornalística, anúncio, receita de 
bolo, cardápio de restaurante, ingresso ou cardápio. É importante considerar seu 
contexto, intenção e propósito porque um tipo de texto pode conter vários tipos de 
texto. Isso significa, por exemplo, que a receita de bolo contém uma lista de 
ingredientes necessários (texto descritivo) e método de preparação (texto de 
instrução) (YUSUF, 2017). 
6.5 Definindo o conteúdo do texto usando leitura detalhada 
Como descrito anteriormente, a leitura detalhada ou atenta ajuda a entender 
melhor o conteúdo do texto. Portanto, a leitura detalhada passa por estratégias de 
identificação de vocabulário. Lembre-se de que o reconhecimento de uma palavra 
deve seguir a compreensão de seu significado. 
Uma palavra recebe um significado que não se encontra no papel, mas na 
 
 
mente do leitor, que, reconhecendo-a, dá significados de acordo com sua própria 
experiência. Aqui estão algumas dicas para aplicar uma estratégia de leitura detalhada 
a um texto. What can Albania teach us about trust? Agora que você conhece o tema 
geral, vamos trabalhar com o vocabulário do texto para entendê-lo mais 
profundamente (LEFFA, 1996; YUSUF, 2017). 
Passo a Passo 
1. Leia atentamente todo o texto. 
2. Tente reconhecer palavras cujo significado você já conhece. 
3. Sublinhe as palavras relacionadas. Observe as palavras sublinhadas no texto. 
Reconhece-os como equivalentes portugueses? Você sabe o significado delas? 
4. Leia o texto novamente e procure as palavras-chave. As palavras-chave são as que 
mais ajudam a entender o significado de uma frase ou parágrafo. Normalmente, 
escolher uma ou duas palavras-chave por frase é mais do que suficiente. Lembre-se 
de que substantivos e verbos costumam ser mais importantes para a compreensão 
de um texto do que, por exemplo, advérbios e adjetivos. 
5. Depois de fazer sua lista de palavras-chave, certifique-se de saber o que elas 
significam. Se você não sabe, pode usar dicionários em papel ou online. 
6. Agora que você conhece a maior parte do vocabulário do texto, leia-o novamente. 
Mas lembre-se que você tem que ler palavra por palavra, frase por frase, mas não 
precisa saber o significado exato de cada palavra. Mesmo falantes nativos inferem o 
significado de palavras estrangeiras durante a leitura. Adivinhar o significado de uma 
palavra com base no contexto é uma habilidade que os leitores precisam desenvolver. 
(LEFFA, 1996; YUSUF, 2017; SOUZA, 2021). 
 Após a leitura verifique se realmente entendeu o conteúdo do texto. Formule 
algumas perguntas e veja se consegue respondê-las. Aqui estão algumas perguntas 
para ajudá-lo a verificar se você entendeu o texto. Para começar, tente responder à 
pergunta do título: What can Albania teach us about trust? What do Albania families 
do When They see another Family in need, for example in a refugee camp? What does 
besa mean?. 
 Finalmente, apósa leitura, resuma as partes do texto que você considera mais 
importantes. Além da compreensão do texto, resumir com as próprias palavras 
desenvolve a objetividade e a capacidade de síntese 
 
 
7 COESÃO TEXTUAL 
Coesão é a conexão entre os elementos textuais que permite que ideias sejam 
ligadas entre si. São os elementos de coesão que mudam entre as partes do texto e 
dão uma sensação de continuidade. Portanto, é essencial para qualquer aluno que 
queira aprimorar suas habilidades de leitura e escrita em uma língua estrangeira. 
Inicialmente deve aprender mais sobre o conceito de coesão e suas duas categorias: 
referencial e sequencial. 
Continuamente conhecimentos da progressão temática no texto precisam ser 
entendidos assim como a relação entre esse conceito e a coerência referencial. A 
coerência interna do texto, o elemento que dá continuidade ao texto, e sua ligação 
com o conceito de coerência sequencial fazem parte complementaria na elaboração 
e coesão textual. 
7.1 Coesão referencial e sequencial 
 
Coerência e coesão são os elementos básicos da estrutura do texto (MACIEL, 
1981). Coerência refere-se à estrutura macro do texto. É uma conexão lógica entre as 
ideias geradas no texto. A falta de coerência, por falta de conhecimento do assunto 
ou falta de contextualização, prejudica a clareza do discurso e a argumentação 
construída. A coerência refere-se à relação gramatical e lexical das partes 
harmoniosas e compreensíveis do texto. 
A maneira como se cria conexões entre frases, pontos e parágrafos mantém o 
texto coeso, de igual maneira a coerência é importante porque a eficácia da entrega 
da mensagem depende dela, esta forma ligações entre sentenças devido a 
propriedades gramaticais e lexicais. Um texto coerente geralmente contém as 
seguintes qualidades: harmonia, naturalidade, fluidez e clareza (MACIEL, 1981; 
KOCK, 2002). 
A coesão é entendida como um fenômeno que ocorre nas relações textuais por 
meio de mecanismos que visam determinar as relações de sentido formadas entre 
enunciados ou suas partes e recomendam-se duas formas básicas de coerência: a 
coerência referencial (ou selvagem) e a coerência sequencial, sendo aqueles 
componentes da superfície textual se relacionados com outros elementos do universo 
textual (KOCH, 2002). 
Casos de concordância de gênero e número podem ser citados entre as formas 
 
 
de referência gramatical. Quando dizemos "as cachorro" entende-se que é um erro, 
certo? Aqui misturamos feminino/masculino e singular/plural. Em inglês, podemos 
citar o caso dos substantivos incontáveis (unconutable nouns) como um dos erros 
ortográficos mais comuns da língua inglesa. Portanto, quando lemos uma frase que 
diz There are valuable informations in this article, sabemos que, informations é um 
substantivo incontável, pelo qual está ocorrendo um erro na formulação da frase. O 
correto nesta situação seria dizer There is valuable information in this article, deixando 
o substantivo information no singular e, assim, tornando o verbo no singular 
(LEHMANN, 2015). De forma mais simples, entendemos que o referente possui 
relações gramaticais e lexicais que devem ser observadas e seguidas. 
Por outro lado, as formas de referência lexical referem-se às relações de 
sentido construídas a partir do texto. No nível lexical, existem palavras e expressões 
que se referem a outros elementos mencionados anteriormente no texto e ajudam a 
criar contexto. A coerência sequencial diz respeito aos processos linguísticos pelos 
quais vários tipos de conexões semânticas e/ou pragmáticas são estabelecidas entre 
os segmentos à medida que o texto avança (MACIEL, 1981; KOCH, 2002). Assim, 
criando conexões que garantem o fluxo de informações e dão continuidade ao texto. 
 Os elementos básicos da coerência sequencial são formas verbais e 
conjunções, e quando esses elementos são bem desenvolvidos promovem uma boa 
articulação das ideias a expressar. Os mecanismos de trabalho desses conceitos 
variam de acordo com o gênero estudado (DE ALMEIDA, 1987; LEHMANN, 2015). 
 
7.2 Progressão e coesão referencial de textos em inglês 
 
A progressão temática é uma sequência de temas desenvolvidos ao longo do 
texto. Nenhum texto é simplesmente escrito em uma confusão de frases e parágrafos 
aleatórios. Fluxo de informação fornecida (assunto) e novas informações (rema) são 
necessários para compor um texto, fazendo parte de estruturas de texto em todos os 
gêneros (TAVARES, 2012; TRAVAGLIA, 1994). Na elaboração de artigos científicos, 
estes tendem a seguir um modelo argumentativo que valoriza a objetividade e a 
clareza de expressão. Formalmente, poderíamos dividi-lo nas seguintes partes (DE 
SOUZA AQUINO, 2017; GONZALVES, 2020). 
 
 
 
Elementos pré-texto e pós-texto: 
 
1. Título; 
2. Autor(es); 
3. Resumo; 
4. Bibliografia. 
Elementos do texto: 
1. Introdução ao tema; 
 2. Revisão bibliográfica; 
3. Método; 
4. Argumentação; 
5. Conclusões ou considerções finais. 
Esses elementos contribuem para a organização do texto, assim apresentar 
coesão e coerência, tornando fundamenral o entendimento de cada um deles e como 
é caracterizado (VOLPATO, 2015). 
Observando principalmente para os elementos textuais, pode-se dizer que um 
texto científico sempre utiliza determinados referentes que lhe auxiliam a “conectar” o 
sentido do texto procurado. Assim, diversos fatores devem se ter em conta no 
momento da estruturação referencial e a coeção no texto. Existem varios tipos de 
coesão referencial como: anáfora, catáfora, elipse e reiteração. (MURAD; NOVAES, 
2012; VOLPATO, 2015; GONZALVES, 2020). 
 
7.2.1 Anáfora 
 
Em textos científicos, esse recurso é bastante comum e frequentemente 
utilizado para evitar a repetição excessiva de um mesmo item lexical, o que é um dos 
maiores desafios para os redatores de textos científicos. A anáfora é um mecanismo 
que consiste na repetição ou continuação de um referente que ajuda a conectar a 
informação veiculada (MURAD; NOVAES, 2012). 
 
 
Algumas expressões anafóricas que ocorrem com frequência em artigos 
científicos ingleses podem ser observadas na Quadro 20. Essas expressões resumem 
o que foi dito na frase anterior e conectam com a próxima frase. 
Quadro 20 – Exemplos de anaforas usadas em textos cientificos no ingles 
ANAFORA EXEMPLO 
This Problem …Moulds do not usually grow quickly, and conditions had to 
be found where Penicillium notatum could be produced in 
large quantities as quickly as desired. This problem was 
solved by a young biochemist, N. G. Heatley, also from the 
Cambridge laboratory of Hopkins, who was prevented by the 
outbreak of war from going to Carlsberg's laboratory in 
Copenhagen 
This situation …The reports of the original papers, often headed by the 
names of many co-authors, became too full of jargon to be 
understood even by trained scientists who did not work in 
the field. This situation still persists, although strong 
movements towards interdisciplinary research help to avoid 
a complete fragmentation of scientific understanding. 
This view This led many later Greek thinkers to regard music theory 
as a branch of mathematics (together with geometry, 
arithmetic and astronomy it formed the so-called 
quadrivium). However, this view was not generally 
accepted, among its rejecters, the most influential being 
Aristoxenus Tarentum (Fourth century BC) 
Fonte: https://bityli.com/TMDB5 
Nos exemplos anteriores, se observa como o tema desenvolvido a partir do uso 
de recursos anafóricos é retomado, para que possamos ver o fluxo de informações 
dadas (tema) e novas (rema). É disso que se trata a progressão do tema. 
As conexões criadas entre as frases nos permitem desenvolver temas através 
da estrutura do texto. Obviamente, as orações que analisamos não são as únicas 
possíveis, que podem formar uma conexão anafórica. Mas a partir de agora será mais 
fácil identificar esses elementos decoesão e outros semelhantes com base em sua 
pesquisa. Isso deve ajudá-lo a melhorar sua compreensão e habilidades de escrita 
(VOLPATO, 2015). 
 
 
 
7.2.2 Catáfora 
Ao contrário da anáfora, a catáfora antecipa as referências que são feitas. É menos 
comum que a anáfora porque em alguns casos pode causar confusão ao leitor, que 
ainda não sabe exatamente qual é o referente ao ler o texto. Aqui estão alguns 
exemplos da pesquisa de Petkūnaitė (2013): 
Despite its contributions, the present study has some limitations that should be 
considered. 
The proposal of the National Advisory Group on Body Image (2009) and others 
like it simply cannot be assumed to be effective, no matter how reasonable they may 
sound. 
Thus, despite the effectiveness claimed by their many proponents, warning labels 
(general or specific) did not have a significant effect on body dissatisfaction in these 
experiments. 
Outros pronomes frequentemente usados em referências catafóricas incluem 
they, their, them, themselves, we, our, it, its, she, her, one e one’s, sendo os pronomes 
de terceira pessoa mais comuns em textos acadêmicos (LOBO; MADEIRA; SILVA, 
2017). 
A catáfora, embora menos comum na criação de textos, também é parte 
importante na progressão temática, pois permite construir pontes entre diferentes 
partes ou fragmentos de frases, como pode ser visto nos exemplos analisados acima 
citados. A catáfora ajuda a gerar uma série de ideias relacionadas que contribuem 
para o desenvolvimento do tópico. 
 
7.2.3 Elipse 
 
É a omissão de um termo ou expressão já utilizada no texto. Esta é uma 
maneira muito eficaz de evitar a repetição de muitas palavras, mas tome cuidado para 
não ser vago. Alguns exemplos são citados a seguir (LOBO; MADEIRA; SILVA, 2017). 
The scientific study of memory began in the early 1870s when a German 
philosopher Hermann Ebbinghaus came up with the revolutionary idea that memory 
could be studied experimentally. In doing so, he broke with a 2,000-year-old tradition 
that assigned the study of memory strictly to the philosopher, not the scientist. 
Neste caso, a palavra so refere-se study of memory experimentally. O autor 
 
 
poderia ter usado uma expressão como By studyng memory, mas quis evitar a 
repetição e assim retomar a ideia com so. 
The 74 species of African antelope share certain basic characteristics: all are 
exclusively herbivores and bear one large, precocious calf each year 
 Neste caso, all representa as 74 espécies de antílopes africanos, o que explica 
a referência e evita repetir o que acabou de ser dito. Se o autor tivesse usado um 
apêndice, como com all the 74 species of African antilope, certamente teria sido uma 
leitura exaustiva. 
Some of the water that falls as rain flows to the ground as streams. Another 
part, evaporated. The rest sinks into the ground and is known as groundwater. 
Esse exemplo é interessante porque a elipse tende a fragmentar as 
informações da primeira frase. Tanto a frase another part quanto the remnainder se 
referem a water. Assim, ao invés de dizer another part/the remainder of the water 
segunda parte/fim da água, o autor quis omitir a repetição. 
Igualmente podem-se usar esses tipos de recursos ao escrever um trabalho de 
pesquisa. Na verdade, o inglês tem menos de repetições (em comparação com o 
português). No entanto, isso não significa que possa acontecer novamente 
acidentalmente. Uma elipse é uma forma de continuar um tópico discutido em um 
texto. 
Nos exemplos anteriores, note que, embora a elipse seja uma forma de 
omissão, ela preserva o sujeito, pois é deduzível pelo contexto. Quando um escritor 
pega um tópico, ele introduz novas informações (rema) que promovem a progressão 
temática da estrutura do texto, outras possibilidades para fazer uso da elipse: one, 
ones, do, so e not (LOBO; MADEIRA; SILVA, 2017). 
 
7.2.4 Reiteração 
 
A reiteração ou repetição é um tipo de coesão que consiste em repetir um 
elemento de referência em um texto. Exemplos típicos de repetição são a repetição 
do mesmo item do vocabulário, o uso de sinônimos ou mesmo o uso de nomes 
comuns. A repetição também é um fator de progressão temática, pois dá continuidade 
ao texto e costuma evitar ambiguidades. Esta é uma maneira de retornar O item de 
tema para o referente correspondente. Veja exemplos de repetição na redação 
acadêmica (TAVARES, 2012). 
 
 
Patients who take repeated overdoses have serious medical problems. A 
problem-oriented approach is usually not effective in such patients. If Patient appears 
to develop a pattern of chronic recurrences, it is recommended that all those involved 
in his 's care come together to reconstruct each attempt to determine if Patient appears 
to have a common motive for each action. Segue abaixo um exemplo de uso do termo 
geral woman, que neste caso é uma referência: 
This first example illustrates an impulsive overdose of a woman who 
experienced a recent loss and was unable to discuss her problems with her family. 
during a relatively short treatment Therapist helped the patient start a conversation 
about his feelings with his family. 
Também é possível o uso de repetição ao se referir à autora pelo nome ou 
simplesmente pelo sobrenome. Outras opções seriam: the author ou the philosopher 
observe: 
Francis Bacon was born in London in 1561, and died there in 1626. His father 
was Sir Nicholas, Keeper of the Great Seal to Elizabeth I; his mother Anne Cooke, 
well-educated and pious Calvinist, daughter of Sir Anthony Cooke. His contemporary 
biographer William Rawley noted that Bacon had a flying start with such parents: he 
had "everything nature or breeding could put in him" 
Também não é necessário usar sempre a mesma palavra para que ocorra a 
repetição. Usar palavras semelhantes também é possível e pode promover a 
coerência. Veja: 
In all these cases the basic theme is the same: a will was made, and in it is 
exculpatory legacy left to the debtor of what he owes to the testator. The question is 
that if he borrowed more from the heir, at what point will he clear his debts. It is best 
to start with the second case. Here, the direct inheritance is a sum of money to the 
debtor and a debt to the testator. 
Finalmente, veja o caso de substituição por um termo sinônimo, pode-se 
observar que sentence e final veredict são usados como sinônimos. 
The court of São Paulo confirmed the sentence. But it was not the final verdict 
 
 
7.3 Coerência interna dos textos em inglês e a coesão sequencial 
Tão importante quanto a coesão é a coerência, que pode ser entendida como 
o princípio da interpretação da linguagem do contexto. Trata das relações do texto 
como um todo, ou seja, dá unidade. A coerência é baseada principalmente em 
relações semânticas, portanto, neste caso, os erros são um pouco mais óbvios. Em 
outras palavras, a coerência diz respeito à lógica interna do texto. Se o texto for 
coerente, entende-se que o tema tratado avançou como um "fio" na leitura (TAVARES, 
2012). 
Por outro lado, um texto inconsistente pode causar distorções ou 
inconsistências que dificultam a compreensão. Existem dois tipos básicos de 
consistência: consistência interna e externa. A consistência interna aplica-se às partes 
internas do texto. Então a questão é, há contradições no texto, os elementos internos 
do texto estão bem organizados, é contínuo e homogêneo, etc. (MAZZITELLI; 
MATURANO; MACIAS, 2007). 
Por outro lado, a coerência externa diz respeito à relação do texto com os fatos 
e conceitos do contexto a que se refere. Se um texto tem coerência externa, oferece 
argumentos compatíveis com a realidade analisada. Um exemplo é o texto que temos 
que ler na universidade. Esses textos geralmente se referem a outros textos 
acadêmicos sobre o mesmo assunto e apresentam argumentos que refutam ou 
concordam com certas ideias. Então esse é o propósito da coerência externa. É sobre 
a relaçãoque um texto estabelece com outros textos (MAZZITELLI; MATURANO; 
MACIAS, 2007). 
Apesar dos conceitos diferentes, coesão e coerência estão relacionados. Não 
é de admirar que sejam frequentemente estudados juntos, como aqui se faz. 
Em geral, a coesão refere-se à microestrutura de um texto, enquanto a 
coerência é mais sobre sua macroestrutura. Por outro lado, com base no que você 
estudou até agora, não deve ser difícil ver a relação entre coesão sequencial e 
coerência interna. 
7.4 Verbos 
Em qualquer texto é importante que os tempos dos verbos sejam 
correlacionados (simple present, present perfect, simple past, past perfect, etc). Em 
 
 
geral, a escrita acadêmica mistura os tempos conforme o momento. em geral, a 
adequação estilística também é necessária, porque os verbos usados na literatura 
científica são mais formais. 
A correlação das formas verbais, na introdução costuma-se usar o presente 
simples para expressar os objetivos do trabalho, como no exemplo abaixo, mas 
também para fazer afirmações, explicar fatos comprovados, tirar conclusões etc. 
Pesquisas mostram que 93% dos verbos em textos acadêmicos em inglês aparecem 
no simple present (EL-DASH, 2005). 
The purpose of this study is to analyze the lack of social responses to the 
problem of domestic violence in the city of São Paulo. 
O tempo presente é frequentemente usado em revisões bibliográficas quando 
é necessário referir-se a fatores importantes relacionados à pesquisa porque os textos 
acadêmicos são caracterizados pelo diálogo com outros textos. No entanto, como esta 
é a nova era, entende-se que o que esses autores assumiram ainda é relevante, ainda 
é considerado apropriado ou verdadeiro. 
Você pode ver esse detalhe em expressões como a pesquisa mostrou ou até 
mesmo os cientistas observaram. Finalmente, entre os tempos verbais mais comuns 
em artigos científicos, o passado simples costuma ser usado para descrever 
resultados e métodos de pesquisa (*) e para se referir a pesquisas anteriores (#), como 
nos exemplos: 
 
(*) Descriptive statistical tests and t-student test were used for statistical 
analysis. The control group of students took the course previously… 
(#) De Young (1987) considered service quality more important than 
getting fish to attract repeat customers. The University of North Carolina ( 2018). 
 
A correlação dos tempos verbais é um fator importante na criação de um 
texto coerente. Conhecê-los e saber as conjugações dos verbos irregulares não 
basta. É também necessário saber utilizá-los em determinados contextos, em 
determinados géneros, por exemplo em artigos científicos (VOLPATO; 
FREITAS, 2003). 
 
 
 
7.5 Conectores 
A conexão é usada para adicionar pontos relevantes a um texto, para comparar 
e contrastar, para definir condições, relações de causa e efeito, para adicionar ênfase, 
por exemplo. Eles promovem o desenvolvimento temático, articulam ideias e 
informações e, assim, garantem a coerência do texto (FINATTO. 2010). Veja, no 
quadro 21, alguns exemplos: 
Quadro 21 – Conectores usados na elaboração de textos 
CONECTOR DESCRIÇÃO EXEMPLO 
Adversativo 
Se formarem uma relação de 
oposição 
Despite this interest, to our 
knowledge, no one has studied this 
procedure. Although this approach is 
interesting, it does not take into 
account recent research. 
Despite its shortcomings, this 
method has been widely used in the 
field of immunology. 
However, there was little discussion 
in this area 
Adjuntos 
Quando formam uma 
relação de inclusão 
In addition, many questions remain 
unanswered. 
There were also significant 
differences in responses according 
to gender. 
In addition, studies have shown that 
economic conditions have affected 
the population's ability to exercise. 
Furthermore, previous studies have 
shown that this is a meaningful 
procedure 
Explicativas 
ou causais 
- Research grants from the US 
government are declining. As a 
result, universities must apply for 
private funding. 
Although widely accepted, it has 
some limitations due to the lack of 
research on this topic. 
Alternativas 
- Alternatively, it could simply mean 
that the White House is providing 
updates on executive orders. 
This study provides a critical 
assessment of previous research in 
 
 
the current research area rather 
than a simple summary of previous 
work 
Conclusivas 
- In summary, it can be said that the 
physical health of the mother affects 
the development of the foetus. 
Thus, the data support the 
assumption that social phenomena 
are collective structures. 
Therefore, the goals for dealing with 
the world's ecological sustainability 
problems were set 
Fonte: Adaptado de Volpato (2015) e Taylor (2018) 
 
A partir desta breve visão geral, pretende-se estar preparado para usar 
informações sobre coesão e coerência de texto. Observe, abaixo, alguns exemplos 
de verbos na escrita acadêmica em inglês. 
 
 
 
 
Fonte: https://bityli.com/kBeX2 
 
8 VOCABULARIO 
 
Ao aprender um novo idioma, geralmente perguntamos: "Como você diz isso ou 
 
 
aquilo?" Para responder a essas perguntas comuns, é absolutamente necessário 
expandir nosso vocabulário. Daí a sua importância. O desenvolvimento do vocabulário 
aumenta nossas habilidades de comunicação e aumenta nosso nível de 
conhecimento. O ideal é que seu arsenal de palavras e expressões esteja em 
constante expansão, principalmente ao aprender um novo idioma (BERUMEN, 2013). 
 Alguns exemplos onde palavras podem ser desconhecida pelo leitor e podem 
ter um papel fundamental ou não. 
 
 
Money and time work together. More time allows less money to grow into 
a large amount. Money that you have saved, however, doesn’t double 
overnight. Just as apple trees, money need to mature for a period of time 
before they start producing (PECK, 2001). 
 
 
Comparando a mesma passagem escrita em português sem destaques, 
notamos que as duas palavras omitidas não são essenciais para a compreensão. 
Portanto, podemos ignorá-los, o que significa que não precisamos descobrir seu 
significado exato. 
 
 
Dinheiro e tempo trabalham juntos. Mais tempo permite que menos 
dinheiro se transforme em uma quantia maior. O dinheiro que você 
economizou, ______, não dobra _______. Assim como as macieiras, o 
dinheiro precisa amadurecer por um período de tempo antes de começar 
a produzir. 
 
 
 
 
Quando uma palavra desconhecida dificulta a compreensão, principalmente se 
for uma palavra-chave, podemos utilizar as seguintes estratégias: inferência/inferência 
a partir do contexto, análise de anexos e busca no dicionário, examinar o contexto 
 
 
(palavras vizinhas) para inferir o significado de uma palavra desconhecida é uma 
estratégia muito eficaz (FERREIRA; MACIEL, 2010). Como observado no seguinte 
exemplo: 
 
They bought a lot of fruit, dip and cheese, foods that a lot of kids 
might not have tasted before, things like pomegranate. 
 
Neste caso, embora o significado de dip e pomegranate seja desconhecido, 
uma análise das palavras restantes que compõem a frase sugere que sejam alimentos 
(PECK, 2001). 
8.1 Afixos 
Outra estratégia que pode ser utilizada para compreensão de palavras é a 
análise de afixação. Existem dois tipos de sufixos: prefixos - adicionados ao início de 
uma palavra - e sufixos - adicionados ao final de uma palavra (GARCIA; SCHWINDT, 
2010). Podemos observar exemplos de prefixos e afixos a seguir: 
 
Prefixos: Unfinished (inacabado), finished (acabado) 
Sufixos: reality (realidade), real (real) 
 
Prefixos geralmente mudam o significado de uma palavra, enquanto o sufixo 
muda sua classe gramatical. No exemplo anterior, notamos que o prefixo "un" 
adicionado à palavra finished significa o seu oposto. Acrescentar o sufixo "ity" a 
palavra real transforma-a de adjetivo em substantivo. A detecção de afixo é útil quando 
uma palavra desconhecida é formada por um afixo e uma palavra conhecida(GARCIA; SCHWINDT, 2010). 
Digamos que esta é a primeira vez que leitores se deparam com a palavra 
underground. Se ele conhece o significado de ground (terra, fundo, paisagem) e o 
prefixo under (sub; embaixo), conclui que o objeto corresponde a "subsolo". 
 
 
8.2 Números e cores 
8.2.1 Números (Numbers) 
 
 Aprender números em inglês é bem fácil, basta dedicação para lembrar a 
pronúncia e a escrita dos números. 
 
 
 
Observe que os números 13-19 consistem nas primeiras letras dos números 
básicos (0-10) e no final TEEN, exemplo: 14= four + teen = fourteen. 
As únicas exceções a esta regra são os números 11 (eleven), 12 (twelve) e 20 
(twenty). Isso torna mais fácil lembrar como escrever e pronunciar números 
(CARILLO-GARCIA, 2018). 
 
 
 
Começando com o número 20, as unidades (1-9) são escritas da mesma forma 
que os números básicos (0-10): 
 
 
 
E assim por diante, se você quiser formar números múltiplos de 10, use as 
primeiras letras dos números de base (1-9) e o sufixo TY: 
 
 
 
Para números acima de 100, expressões especiais são usadas na redação e 
pronúncia: 
 
 
 
Agora pode usar todas essas regras recém-aprendidas para formar qualquer 
número, começando com as unidades maiores e terminando com o menor número, 
vale ressaltar que o separador de milhar em inglês é uma vírgula (,), ao contrário do 
português, que é um ponto: 
 
 
 
8.2.2 Cores (Colors) 
 
Apresentamos as cores primarias em inglês: 
RED = Vermelho BLUE = Azul GREEN = Verde 
 
 
YELLOW = Amarelo WHITE = Branco BLACK = Preto 
GRAY = Cinza ORANGE = Laranja PINK = Rosa 
BEIGE = Bege TURQUOSE = Turquesa PURPLE = Roxa 
BROWN = Marrom 
 
8.3 Dias da semana e meses do ano 
 Saber a grafia e pronúncia corretas dos dias da semana e meses do ano é 
essencial para qualquer estudante de inglês, pois são termos que são definidos vezes 
e com certeza serão muito usados em expressões do dia a dia. 
 
8.3.1 Dias da semana (Days of the week) 
 
 Os dias da semana em inglês devem ser escritos com inicial maiúscula. Estes 
são chamados de "dias úteis". Os fins de semana são chamados de "dias da semana" 
e os dias da semana de "dias da semana". 
 
 
 
8.3.2 Meses do ano (months of the year) 
 
O calendário de 12 meses como o conhecemos hoje foi definido pelo imperador Júlio 
César em 6 AC. O calendário romano costumava ter apenas 10 meses. Veja como é 
fácil aprendê-los: 
 
 
 
 
 Antes de escrever os nomes dos meses em uma frase, você deve usar a 
preposição "in" e sempre com letras iniciais em maiúsculas. Veja um exemplo: 
O natal é em Dezembro – Chistmas is in December 
Existem também alguns termos muito gerais pelos quais nos situamos no 
tempo, estes são: 
 
 
I come today / Venho hoje. 
Worked yesterday / Trabalhei ontem. 
 I will arrive tomorrow / Vou chegar amanhã. 
8.4 Expressoes do dia a dia (expressions of all day) 
As expressões que mostraremos a você agora são importantes em sua 
comunicação diária em inglês, portanto, tome cuidado para usá-las com sucesso. 
 
 
 
 
 Esperamos que o conteúdo deste curso tenha fornecido novas informações e 
ajudado você no estudo do inglês. Lembre-se de que seu esforço e comprometimento 
em aprender o conteúdo determinam a qualidade de seu aprendizado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2009.de ensino-aprendizagem, método conhecido como ecletismo, no entanto, 
alguns autores apontam que o ecletismo não fornece critérios para as melhores teorias 
e práticas, permitindo ao professor agir de maneira intuitiva sem princípios teórico-
metodológicos compatíveis (DE SOUSA, 2011; HUTCHINSON; WATERS, 1987). 
 A autonomia do professor veio com o pós-método. Nesse caso, as mudanças 
são implementadas com base na atitude crítica do professor, na autoavaliação. O pós-
 
 
método é baseado no pragmatismo de princípios, em contraste com o ecletismo, que 
não expande o conceito tradicional de método, mas apenas usa um ou outro. O 
Quadro 2 mostra os parâmetros pedagógicos após um método com três parâmetros: 
 
Quadro 2 – Parâmetros pedagógicos pós método no ensino de língua inglesa. 
 
Fonte: Adaptado de Leffa (2012). 
 
Defensores do pós-método apontam que o professor deve trabalhar sua 
consciência crítica, tornando-se mais reflexivo, autônomo, transmitir credibilidade e 
evitar adesão mecânica a um determinado método. O ensino baseado no pós-método 
necessita de professores motivados, qualificados e com formação continuada. Sendo 
assim, é criada uma conexão entre ensino e pesquisa onde professores e 
pesquisadores entendem o que acontece em sala de aula, permitindo a compreensão 
do processo de ensino-aprendizagem, aumentando as possibilidades de desenvolvem 
melhor uma língua estrangeira por parte dos alunos. (KUMARAVADIVELU, 2003). 
Credibilidade é a compreensão subjetiva que o professor tem do seu próprio 
ensino. Essa compreensão está alicerçada nas concepções de ensino e 
aprendizagem que os professores constroem ao longo da sua vida acadêmica e 
profissional, fundamentadas nas experiências de seus alunos, professores e 
compartilhadas com os colegas na educação básica e ou continuada. (PRABHU, 
1987; 1990). 
 
 
 
1.2 Abordagens na língua inglesa 
 No Brasil, o ensino do inglês teve início no século XIX, sendo decretada a 
criação de cátedras de inglês e francês com a finalidade e preparar a mão de obra 
brasileira para as oportunidades nas empresas aqui instaladas (DE SOUZA et al., 
2011). 
 Naquela época, eram ensinadas as duas línguas estrangeiras modernas com 
abordagem tradicional igual ao latim e ao grego, onde a abordagem e ensino da 
gramática era de forma dedutiva, ou seja, o professor explica as regras gramaticais 
para o aluno em sua língua nativa, e aplicadas posteriormente por exercícios. Aulas 
comandadas unicamente pela figura do professor. 
 A habilidade desenvolvida é a tradução e versionamento, que tem como foco o 
domínio de elementos gramaticais. Para isso, além do vocabulário, é necessário 
conhecer aulas gramaticais, as variações do inglês, as quais são praticadas com listas 
de palavras básicas, por exemplo priorizando bases teóricas de autores clássicos do 
idioma no processo de familiarização, aprendizado e aplicação do aprendido. (DE 
SOUZA et al.; LEFFA, 2012). 
 O tipo de abordagem tradicional no ensino e aprendizagem do inglês no Brasil 
permaneceu até a década de 1930. A partir daí regulamentou-se a inclusão do método 
direto ao ensino de línguas, estipulando que as aulas deviam ser ministradas na 
língua-alvo e com estimulação da expressão oral. No entanto, poucas instituições 
poderiam oferecer esse tipo de aula, pois exigia aos professores conhecer a língua e 
materiais didáticos adequados a esse método. 
 Nesse sentido, observasse na atualidade que o sistema educacional brasileiro 
continua a ter uma abordagem tradicional focada em regras gramaticais, na sua 
maioria sem o uso de traduções e sim usando livros didáticos e um personagem 
principal em sala de aula. A produção oral não é perturbada e pretende-se desenvolver 
conhecimentos de terminologia e regras gramaticais. Estudos em psicologia 
comportamental (behaviorismo) e linguística estrutural fizeram uma abordagem 
estrutural da linguagem, enfatizando a formação de hábitos por meio de resposta a 
estímulos e repetição intensa. 
 Nessa abordagem, entende-se que o aluno deve primeiro ouvir, depois falar, 
depois ler e por fim escrever. Apresenta-se a gramática em situações cotidianas, mas 
não interpretação sobre ela, porque deve ser compreendida por indução e repetição. 
 
 
A produção oral é priorizada, onde falar na língua materna é proibido na sala de aula, 
focando unicamente na aprendizagem da pronúncia do inglês americano ou britânico. 
Além disso, as diferenças especificas do aluno não são levadas em consideração; 
todos devem aprender o mesmo. Na década de 1950, alguns estudos deram origem 
à teoria linguística chamada gramática gerativa, que argumentava que os humanos 
têm a capacidade genética inata para aprender a linguagem (CHOMSKY, 2018). 
 Existindo, então, algum tipo de gramatica universal e o contato com o idioma 
seria suficiente para começar a aprender. Além dos seus aspectos biológicos, também 
são examinadas a dimensão da linguagem e sua função comunicativa. O professor 
deve ajudar o aluno a “aprender a aprender”; ou seja, usar suas próprias estratégias 
para aprender. Nessa abordagem, o professor tem liberdade para utilizar diferentes 
métodos para promover a aprendizagem e diversificar as atividades, proporcionando 
tarefas individuais e de socialização (LEFFA, 2012; NICHOLLS, 2001). 
 Esse ponto de vista, que completou o pensamento de Lev Vygotsky (1896–
1934) sobre o aspecto sociocultural da linguagem e a importância da interação entre 
os indivíduos em termos de aprendizagem, abordou aspectos da comunicação. Esta 
baseia-se na competência comunicativa, que é o conhecimento prático das regras 
culturais e sociais que regem a fala em seu aspecto social, e na competência 
linguística, que é o conhecimento da gramatica e o seu uso adequado nos diversos 
contextos, embora com ênfase na construção de significados e não nos aspectos da 
gramatica (PROCHNOW; VIEIRA; MARCHESAN, 2015). 
 O objetivo é priorizar a comunicação real e oferecer oportunidades para que os 
alunos experimentem a precisão e a fluência do que aprenderam na prática. Portanto, 
o trabalho em dupla e em grupo é incentivado para que ocorra uma interação 
significativa entre os alunos. Nosso objetivo é conectar fala, leitura, audição e escrita 
como geralmente acontecem juntas na vida real. Os erros são aceitos porque são 
entendidos como parte do processo de aquisição da competência comunicativa. Além 
disso, o aluno aprende regras gramaticais por indução, ou seja, usando a própria 
linguagem (DE SOUZA et al., 2011; ALMMEIDA FILHO, 2001). 
 Até agora, discutimos as principais abordagens para o ensino de inglês, usadas 
principalmente no ensino fundamental, escolas públicas e privadas, cursos de idiomas 
e centros de idiomas. Para o ensino superior e profissionais que desejam aprender 
línguas estrangeiras, existe uma abordagem de linguagem instrumental (TAKAKI, 
 
 
2012). Essa abordagem diz respeito ao ensino de inglês para fins específicos (ESP - 
english for specific purposes) e tem sido amplamente utilizada no Brasil desde o final 
da década de 1970 (DUDLEY-EVANS; SAINT JHON, 1998). 
 É um projeto nacional de ensino de língua inglesa instrumental de 
universidades brasileiras, que tem como objetivo proporcionar aos universitários a 
oportunidade de ler textos acadêmicos e científicos em inglês. Portanto, necessidades 
e interesses muito específicos são definidos para o grupo de alunos. As aulas são 
ministradas na língua materna e métodos de leitura são usados. Os temas abordados 
na aula são da área dos alunos e assim são explorados a sintaxe, o vocabulário e a 
fala. Com isso, os alunos adquirem a capacidade de compreender textos em inglês 
em sua disciplina em um curto espaço de tempo (HUTCHINSON; WATERS, 1987; 
DUDLEY-EVANS; ST JHON; SAINT JHON, 1998). 
1.3 Avaliação durante as abordagens e métodos usados 
 A avaliação é uma forma de medir o sucesso de uma abordagem e um métodode ensino (CELLANTE; DONNE, 2013). Diferentes formas de avaliação são aplicadas 
de acordo com os princípios subjacentes a essas teorias e ferramentas de 
aprendizagem. No método de tradução gramatical, o aluno aprende textos literários e 
religiosos traduzindo a gramática ou traduzindo com o auxílio de dicionários e listas 
de palavras. As avaliações, portanto, consistem principalmente em testes escritos, 
que os alunos traduzem da forma mais linguística, gramatical e vocabular possível. 
Os métodos diretos, audiolinguísticos e audiovisuais compreendem a 
linguagem a partir de seu ponto de vista estrutural. É avaliado por meio de provas 
escritas, nas quais o aluno controla aspectos gramaticais e lexicais, e de provas orais, 
baseadas em diálogos previamente realizados em sala de aula, onde são 
considerados aspectos gramaticais, lexicais e fonológicos. Os exames escritos e 
falados visam testar a capacidade de lembrar estruturas e imitar um idioma nativo 
inglês ou norte-americano. Isso porque esses métodos foram influenciados pelo 
behaviorismo, que assume que o aprendizado de línguas depende da formação de 
hábitos e que os erros devem ser eliminados no aprendizado (CELLANTE; DONNE, 
2013; STRAPASSON, 2021). 
Os métodos gerais da resposta física total, silencioso e sugestologia 
 
 
recomendam a avaliação de acordo com os princípios norteadores. Por exemplo, o 
método de resposta física geral avalia se o aluno adquiriu bem o vocabulário e as 
estruturas, por meio de comandos e atividades. O objetivo é que o aluno entenda o 
que está sendo ensinado de forma lúdica e prazerosa. Para isso, o professor pode 
colocar alguns comandos no quadro, e observar se os alunos realizam as tarefas 
corretamente (FERNANDEZ, 2021). 
 
Exemplo: 
You open your bag. 
You look inside. 
You take out your phone. 
You turn it off. 
You put it in the bag. 
You look at your book. 
You open it. You close it. 
 
 No método silencioso, o professor sugere a situação e a estrutura e depois fica 
em silêncio. Os alunos devem ser independentes e ajudar uns aos outros. Eles 
formam palavras conectando fichas coloridas ou que contenham símbolos para 
representar sons ou palavras. O professor cria situações que chamam a atenção para 
a estrutura da língua e, falando o menos possível, orienta os alunos a produzirem a 
estrutura. Esse método utiliza gestos, duplas e autocorreção, e as avaliações 
geralmente são feitas pelos próprios alunos ao final da aula (BOUSO, 2010). 
 Na sugestologia, pressupõe-se que o aluno possa aprender num ambiente 
descontraído e que a avaliação possa ser medida através das atividades e tarefas 
propostas nas aulas. Dramatizações e simulações são ferramentas úteis para isso, 
pois as aulas são estruturadas em torno de histórias e narrativas, cartões de perguntas 
e dramatizações, e exploram textos, músicas e o uso de línguas estrangeiras e 
nativas. (SANCHEZ, 2013). 
 Nos métodos comunicativos, a avaliação é projetada para que o aluno 
demonstre habilidades sociolinguísticas, discursivas e estratégicas. Normalmente, o 
professor prepara as tarefas para o aluno. Essas tarefas devem ser significativas e 
exigir que os alunos negociem um determinado nível com seus colegas, o que torna 
 
 
a interação mais próxima da realidade. Podem ser aplicadas provas escritas e orais, 
mas atualmente os professores queriam desenvolver as tarefas individualmente e 
organizá-las em um portfólio, para que o próprio aluno fosse mais crítico e reflexivo 
sobre seu processo de aprendizagem (UPHOFF, 2008). 
 No pós-método como você pode imaginar, os tipos de avaliação variam 
dependendo da sala de aula investigada e dos objetivos daquele grupo de alunos. 
Portanto, existem muitos métodos e abordagens diferentes para o ensino de inglês. 
Há muito debate sobre se existem abordagens e métodos ideais para o ensino de 
inglês. No entanto, como as pessoas têm necessidades diferentes em momentos 
diferentes, é mais proveitoso explorar essas abordagens e métodos e aprender como 
cada um contribui para a pesquisa e prática do professor de inglês (FERNANDES; 
FELICETTI; SZEZECINSKI, 2019). 
2 ALFABETO FONETICO INTERNACIONAL 
 A área da linguística que estuda os sons das diversas línguas é conhecida 
como fonologia, essa inclui a fonética que está encarregada da realização física 
desses sons. A fonologia então é um importante componente da gramatica que esta 
interconectada com outros módulos gramaticais e o léxico (como a pragmática, 
semântica e a sintaxe) que permitem interpretação das orações e a língua inglesa em 
geral, coisa que estudantes da língua inglesa precisam compreender. 
 O alfabeto fonético internacional (em inglês, International Phonetic Alphabet – 
IPA) foi criado pela Associação Fonética Internacional (AFI) para entender o 
relacionado aos estudos dos sons das línguas do mundo nos diversos contextos, 
podendo ser atotada por estudantes, professores, linguistas, fonoaudiólogos, 
filólogos, entre outros. A representação dos sons é dada por meio de fonemas 
(símbolos fonéticos - menor unidade possível para a representação do som) que têm, 
na sua grande maioria, semelhança com o alfabeto romano. Há símbolos que não são 
encontrados em nenhuma língua ou que pertencem ao alfabeto grego. Por isso, a 
importância de conhecer o IPA para qualquer pesquisador dos sons. Conhecer e 
comparar os sons das línguas é importante para compreender os diversos processos 
fonético-fonológicos que ocorrem na aprendizagem de uma segunda língua (diferente 
a língua materna). 
 
 
 O sistema fonológico da língua inglesa (especificamente inglês norte-
americano) é composto por 46 fonemas, divididos em três grandes grupos: 
consoantes (25 fonemas), vogais tônicas (15 fonemas) e vogais não tônicas (6 
fonemas) (CELCE-MURCIA et al., 2010). Esses fonemas também podem sofrer 
variações, de acordo a posição dentro da palavra, oração ou frase. Sendo assim, uma 
única representação fonológica pode realizar-se de diversas formas, conhecido como 
variação posicional, onde o interprete o leitor precisa observar sua posição nas 
palavras e orações, já que a pronúncia é influenciada pela ligação de maiores 
unidades discursivas. A variação da posição de algum segmento em sentenças ou 
frases ocorre nos casos de sândi (BISOL, 1992). 
 Sândi é uma palavra vem do sânscrito e significa “unido” ou “juntar”. Os 
processos de sândi, portanto, reúnem partes que não estariam juntas desde o início. 
O som pode mudar ao conectar essas partes. Por exemplo, a expressão “casa 
amarela”, quando lidas ou faladas juntas, formam uma só [ka.za.ma.ɾɛ.ɭɐ]. Além disso, 
se a frase fosse plural, por exemplo “casas amarelas”, o primeiro “s” (indicador de 
plural) mudaria de um fonema surdo para um sonoro [s z], resultando 
[ka.za.za.ma.ɾɛ.ɭɐs]. Por isso, é preciso ficar atento às possíveis variações na 
apresentação dos sons da língua, que podem ocorrer tanto no português quanto no 
inglês. No entanto, primeiro deve-se conhecer os símbolos fonéticos dos sons das 
diversas línguas, para que possa ser analisado nos determinados contextos (DOS 
REIS, 2017). O Quadro 3 mostra a ordem fonêmica do inglês norte americano 
(American English - AE) de acordo ao IPA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quadro 3 – Constituintes fonéticos do sistema fonológico do inglês americano
 
Fonte: Adaptado de Celce-Murcia et al. (2010) 
Como pode ser observado na Tabela 1, a língua inglesa possui alguns fonemas 
que não pertencem ao sistema fonológico do português. Exemplo disso são as 
consoantes interdentais /ð/ e /θ/, que simbolizam as possíveis realizações do grupo 
consonantal inglês “th”: realização sonora (com vibração de choro sonoro) e 
realização surda (sem vibração glótica), respectivamente. 
Outros fonemas do inglês que não fazem parte do sistema fonológico do 
português são as vogais /æ/, /ɑ/ e /ʌ/. Além desses fonemas, existem outros 
caracterese traços entre a fonologia do português e do inglês as quais podem ser 
difíceis para os estudantes brasileiros. 
 
 
2.1 Desafios aos aprendizes de lingua inglesa 
Aprender um novo idioma é um desafio que possui diversas características. 
Além de lidar com aspectos culturais, históricos e sociais, o aluno deve estar atento 
aos aspectos linguísticos do idioma estudado. Existem diferentes fundamentações 
explicitas para essas adaptações e dificuldades, assim como diversas formas de evitar 
essas dificuldades. 
Geralmente, essas dificuldades variam de acordo a língua materna do aluno 
(L1), pois é a única base linguística e fonológica comparável. Para alunos brasileiros 
que estão desenvolvendo suas habilidades na língua inglesa, há aspectos específicos 
dessa pronúncia que são mais difíceis. Em geral, essas dificuldades concentram-se 
em sons que não fazem parte da L1 do aluno. Ao lidar com os novos sons, o aluno faz 
alguns ajustes no uso desses fonemas até então desconhecidos. 
 Como você pôde ver na Tabela 1, o inglês tem mais variedade de fonemas do 
que o português. É por isso que alguns desses fonemas podem ser particularmente 
difíceis para brasileiros. Nos sistemas vocálicos de ambas as línguas, o inglês pode 
ter pelo menos 12 vogais (autores podem considerar até 15). 
Em português, o sistema vocálico contem sete vogais orais: [a, e, ɛ, i, o, ɔ u]. 
Este sistema é mantido na posição tônica, relaxada e final. Considerando os 
parâmetros do espaço articulatório, o português possui vogais altas [i, u]; vogais 
médias altas [e, o]; vogais baixas centrais [ɛ, ɔ]; e uma vogal baixa [a]. O inglês, por 
sua vez, apresenta um sistema vocálico que contém similitude nas vogais do 
português, usando mais fonemas na sua representação. Em resumo, as vogais 
portuguesas e inglesas podem representadas da seguinte forma: 
 
 
Para facilitar o entendimento, a Figura 1 mostra os constituintes vocais do 
sistema fonológico do inglês, os sons circulados em azul pertencem ao português. 
 
 
Figura 1 – Constituinte fonológico do sistema lingual inglês e português. 
 
 
Fonte: http://www.internationalphoneticassociation.org/ 
Como você notou na figura 1, nem todas as vogais do inglês ocorrem no 
sistema fonológico do português. Consequentemente, quando os aprendizes 
brasileiros são expostos a esses “novos” fonemas, eles ajustam a pronuncia desses 
sons e mudam seus movimentos articulatórios (por exemplo lábios e língua) para as 
vogais mais próximas. Esse fenômeno, é chamando de “transferência”, porque os 
alunos transferem a realização do som mais próxima do que eles conhecem. 
Existem modelos teóricos que tentam explicar essas adaptações feitas por 
falantes de inglês como língua estrangeira (L2). Os modelos mais conhecidos são o 
Speech Learning Model (FLEGE, 1995) e o L2 Perceptual Assimilation Model (BEST; 
TYLER, 2007). 
Em resumo, esses autores acreditam que quando os elementos sonoros da L1 
e da L2 interagem em um espaço fonológico comum, o falante tende a não distinguir 
fonemas muito próximos das duas línguas. Além disso, a percepção da fala é 
multimodal: não apenas uma, mas várias pistas acústicas influenciam na percepção 
desses segmentos, portanto essas pistas não podem ser tratadas separadamente 
(ALVES; MOTTA, 2014). T 
odos esses fatores indicam que identificar e produzir sons adicionais da 
linguagem é, na verdade, um desafio para os aprendizes, porque as diferenças entre 
fonemas muito próximos no gráfico de vogais muitas vezes não são percebidas. A 
Quadro 4 apresenta exemplos de transferências de padrões fonético-fonológicos. 
 
 
 
 
Quadro 4 - Exemplos de transferências fonético-fonológicas do inglês para o 
português 
 
Fonte: Adaptado de CRISTÓFARO-SILVA, 2005. 
As dificuldades enfrentadas pelos aprendizes brasileiros podem ocorrer tanto a 
nível segmental (ou seja, fonemas específicos, como mostrado na tabela 2) como no 
nível suprassegmental (em unidades maiores, como sílabas ou unidades de 
entonação). 
Os desafios enfrentados no nível suprassegmental decorrem do fato de que o 
inglês e o português têm suas próprias idiossincrasias na formação de sílabas e 
palavras. Uma dessas diferenças é que o português não aceita sílabas terminadas em 
consoantes, exceto líquidas [l, r], nasais [m, n] e fricativas [s]. Por outro lado, em 
inglês, várias consoantes são permitidas na posição de coda (cat, put, feet, bring, big, 
kit). 
 
Como essas sílabas não seguem os padrões educacionais do português, o 
aluno acaba adaptando esse arranjo silábico aos seus padrões educacionais 
conhecidos na L1: [‘kɛ.t͡ ʃi, ‘pu.t͡ ʃi, ‘fi:.t͡ ʃi; ‘bʳiŋ.gi, ‘bi.gi, ‘ki.t͡ ʃi]. Conforme apontam 
Zimmer, Silveira e Alves (2009), atentos a essas transferências, o objetivo não é 
apenas reduzir o sotaque estrangeiro (porque o sotaque na produção oral do aluno 
não precisa ser excluído ou mascarado pela língua), mas reduzir a possibilidade de 
 
 
problemas de comunicação em que aluno está envolvido. Portanto todas 
características da segunda língua em relação a língua materna do aluno devem ser 
estudadas, sempre levando em consideração os seguintes aspectos: 
• Todas as línguas apresentam graus de dificuldade, pelo que não há uma 
mais fácil ou difícil que outra. É provável que alguns aspectos 
representem uma estrutura mais complexa em uma determinada língua, 
enquanto outros aspectos são menos complexos. Por exemplo, para 
falantes nativos de inglês, produzir vogais nasais (tão comuns em 
português) é um desafio. 
• Nenhum idioma é melhor que outro. Cada aspecto e fenômeno é 
específico para um sistema de linguagem específico. 
• Aprender a pronúncia - e o lado fonético-fonológico das línguas - nada 
tem a ver com redução de sotaque (accent brush up), mas o objetivo é 
fornecer aos alunos (falantes e ouvintes) informações que criem as 
melhores condições para a comunicação interpessoal, o que torna o 
aprendizado de idiomas um processo intelectual e socialmente 
importante. 
A seguir, no Quadro 5, podem ser observados outros processos comuns pelos 
quais alunos Brasileiros passam ao estudar a língua inglesa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quadro 5 - Processos durante o aprendizado da língua inglesa como 
segundo idioma. 
 
Fonte: Adaptado de Zimmer, Silveira e Alves (2009). 
Os fonemas são representados por vários símbolos, que muitas vezes se 
parecem com as letras do nosso alfabeto. No entanto, existem muitos fonemas e 
diacríticos que devem ser representados por símbolos que os teclados de computador 
não possuem originalmente. Você pode contornar essa situação usando o teclado de 
 
 
fonemas online: após selecionar os símbolos desejados, copie-os para o editor de 
texto do seu computador. 
2.2 Aspectos metodológicos e lexicais no ensino e aprendizagem da pronuncia 
do inglês. 
 Numa época em que o ensino de línguas estrangeiras era baseado 
principalmente em abordagens audiolinguais, o ensino da pronúncia era visto como 
uma oportunidade de soar o menos iniciante possível. Esse objetivo, além de 
influenciar a autoestima e a autoconfiança do aluno no aprendizado de um novo 
idioma, mostrou-se pouco significativo e funcional, pois cuidar dos aspectos estéticos 
não parece ser diretamente importante no contexto da comunicação, pois há situações 
em que certas diferenças de pronúncia parecem não afetar essa inteligibilidade 
(DERWING; MUNRO, 2010; MUNRO; DERWING, 1995). 
 Por tanto, a crescente necessidade de uma abordagem de linguagem funcional 
e significativa levou mudanças em todo o processo de ensino, podendo também dar 
um passo no campo da pronuncia. Assim, Celce-Murcia et al. (2010), no livro Teaching 
pronunciation: a course book and reference guide, sugere uma série de observações, 
abordagens e exercícios pedagógicos para tornar o ensino da pronuncia um aspecto 
relevante em sala de aula, e não apenas um aspecto e sim uma confirmação ouexperiência paralela para desenvolver habilidades na aprendizagem do inglês. Os 
autores mencionam que a proximidade com falantes nativos é difícil em vários casos, 
além de não ser necessariamente o foco do ensino da pronúncia. 
 Celce-Murcia et al. (2010) argumentam que o principal objetivo para uma 
comunicação bem-sucedida e eficaz deve ser vinculada a instrução de pronuncia ao 
contexto de comunicação. Os autores ainda destacam um aspecto do ensino e 
aprendizagem da pronúncia que até agora tem sido pouco abordado: a possibilidade 
de interação em inglês entre interlocutores nativos e não nativos da língua inglesa. 
 Uma das estratégias mais implementadas para adicionar um componente 
fonético-fonológico à sala de aula são os exercícios de discriminação usando pares 
mínimos. Pares mínimos são palavras que diferem apenas por um fonema, como feet 
[fiːt] e fit [fɪt]. Em inglês, as possibilidades de abordagem e identificação do sistema 
fonológico por meio de pares mínimos de vogais e consonantes que podem ser difíceis 
para os alunos brasileiros (sit, seat; so, saw; bad, bed; free, three; sink, think; two, do, 
 
 
entre outros). 
Além disso, o desenvolvimento de atividades contendo esses pares mínimos é 
possível por meio de exercícios com material de áudio (listening) ou gráficos (por 
exemplo, ilustrações ou apresentação de aspectos chave da transcrição). Veja na 
Figura 2 algumas sugestões de exercícios que focam a abordagem de pares mínimos 
em sala de aula, dois dos quais usam áudio (listening) e suporte gráfico. 
 
Figura 2 – Exercícios de pares mínimo
 
 
Fonte: Zimmer, Silveira e Alves (2009). 
 
Considerando o desenvolvimento de material didático voltado para o ensino da 
pronúncia, é importante garantir que a abordagem dos aspectos segmentais e 
suprassegmentais da língua seja equilibrada. 
Por vezes, as abordagens se concentram demais em aspectos segmentais, ou 
seja, apenas ao contraste entre os segmentos. Isso não é necessariamente um 
problema, mas pode levar a materiais que enfatizem, por exemplo, segmentos que 
não são problemáticos para a L1 do aprendiz. Por isso, considera-se oportuno estudar 
 
 
alguns aspectos da pronuncia de acordo com a língua materna do aluno, pois as 
dificuldades enfrentadas pelos alunos variam de acordo com o sistema fonológico 
materno. Nesse sentido, os aspectos suprassegmentais são muito importantes e, 
considerando o inglês e o português, eles baseiam-se em princípios diferentes. 
A mudança de fonologia no inglês (como em todas as outras línguas) também 
envolve uma questão pedagógica. Por isso, é importante ressaltar que todas as 
línguas possuem variações – e essas variações devem ser levadas em consideração 
em sala de aula. 
A exposição a falantes não nativos de inglesa é uma oportunidade de explorar 
essas variações. Além de adotar a forma de introduzir o ensino da pronúncia em um 
contexto comunicativo (CELCE-MURCIA et al., 2010), o ensino desse componente 
também deve estar interligado com a aprendizagem crítica da língua (COTS, 2006). 
Em particular, para o ensino de pronúncia, Celce-Murcia et al. (2010) sugerem 
cinco etapas (intercambiáveis e interdependentes) para integrar o ensino da pronúncia 
com uma abordagem comunicativa. Veja na Figura 3 a esquematização dos passos 
no ensino comunicativo. 
 
Figura 3 – Passos comunicativos no ensino da pronuncia. 
 
Fonte: Adaptado de (MOTTA, 2014; CELCE-MUCIA et al. 2010). 
 
Alves (2015) aponta que Celce-Murcia et al. (2010) apresentam uma mudança 
 
 
no tratamento do componente fonético-fonológico em sala de aula. Até agora, a 
abordagem mais formal, limitada à pronuncia, restringida ao envolvimento pedagógico 
pelo caráter mecânico, que normalmente se limitava à terceira fase proposta pelos 
autores e era muito centrada na “escuta e repetição”, no entanto Alves (2015, 
documento on-line) aponta que: 
“[...] ainda que preveja a inclusão de etapas de caráter mais comunicativo, 
consideramos que a aplicação exaustiva dos estágios em questão não 
necessariamente garante esse enfoque”. 
 
3 EXPRESSÃO ORAL E ESCRITA DA LINGUA INGLESA 
Para melhorar sua escuta e fala em inglês, você precisa praticar muito e prestar 
atenção na pronúncia, para que possa reconhecer os sons do idioma, não apenas os 
sons individuais, mas também o som da palavra associada ao som, porque nem todos 
os fonemas são pronunciados na fala encadeada (VERGARA; PERDOMO, 2017). 
Normalmente, os últimos sons de uma palavra são combinados com os sons 
iniciais da palavra seguinte. Além disso, a entonação do inglês falado depende da 
ênfase da palavra. Apenas palavras significativas como substantivos, verbos, 
adjetivos e advérbios são pronunciadas com clareza, enquanto palavras com função 
gramatical (pronomes, artigos, preposições e conjunções) são pronunciadas quase 
imperceptivelmente, se não forem enfatizadas por algum motivo. Além da entonação 
ascendente ou descendente, o ritmo e a ênfase prosódica (acentuação da palavra na 
fala) são características do inglês falado. Portanto, para melhorar tanto a audição 
quanto a fala, deve-se ouvir o máximo possível e também tentar falar muito (TUMOLO, 
2014; VERGARA; PERDOMO, 2017). 
Melhorar a escrita em inglês requer um estudo mais sistemático de estruturas 
gramaticais, vocabulário e tipos de texto. A prática de leitura serve bem a esse 
propósito, e entender o desenvolvimento estruturado de textos a partir de frases, 
temas de frases, ligação de palavras, introdução, desenvolvimento de parágrafos, 
conclusão e a adequação do vocabulário ao contexto e ao gênero é essencial para 
desenvolver habilidades de escrita em termos de habilidades linguísticas (CUNHA et 
al. 2014; VERGARA; PERDOMO, 2017). 
 
 
3.1 Práticas auditivas na língua inglesa 
Do ponto de vista pedagógico, ouvir significa "reconhecer a fala falada" ou 
"compreender a linguagem falada” (HUEI-CHUN, 1998). Quer dizer que é um 
processo muito ativo porque você não está apenas processando o que ouve, mas 
também conectando o que ouve a outras informações conhecidas. Dessa forma, esse 
processo ativo cria significado ao conectar informações que ouvimos ou vivenciamos 
que já estão presentes em nossas mentes. 
Esse processo geralmente envolve cinco etapas: ouvir, entender, lembrar, 
avaliar e responder. Esta capacidade integradora desempenha um papel central na 
aprendizagem de línguas estrangeiras e contribui para a aquisição de outras 
competências linguísticas como a fala, especialmente a leitura e a escrita, embora em 
menor grau (HUEU-CHUN, 1998; VERGARA; PERDOMO, 2017). 
Ouvir inglês é uma habilidade que dá os resultados mais eficazes tanto na 
compreensão do idioma quanto na comunicação oral independente. Sabemos que a 
prática é a melhor estratégia para aprender determinadas informações, e ouvir em 
uma língua estrangeira não é diferente. Você deve maximizar o número de entradas 
diárias, a dose de estímulos na língua estrangeira que você ouve, ou seja, ouvir 
podcasts sobre diversos temas, ouvir música, assistir filmes e séries, ler em voz alta 
e gravar sua voz, assistir videoaulas; essas práticas são muito bem-vindas e 
necessárias para promover a compreensão oral (ARAUJO et al. 2010). A figura 4, 
apresenta alguns objetivos a trabalhar na compreensão oral da língua inglesa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 4 - Exemplo de objetivos a serem focados na compreensão oral 
 
Fonte: Adaptado de (UNDERWOOD, 1993). 
 
Por exemplo, você pode acordar ouvindo uma música em inglês e prestar 
atenção nas palavras, cantar junto e procurar palavras ou expressões desconhecidas 
para pesquisar seu uso e significado. Ao dirigir de um lado para o outro, você pode 
ouvir notícias em inglês e marcar o vocabulário para aprender. Durante o almoço ou 
no intervalo, você pode ouvir um podcast ou assistir a um pequeno vídeo sobre um 
tema interessante. No final do dia, você pode assistira uma série, um filme ou até 
mesmo uma meditação guiada antes de dormir (COSTA, 2013). 
Esses diferentes tipos de estímulos são interessantes porque, além de 
estimular o cérebro de maneiras diferentes, permitem trabalhar com diferentes 
respostas a esses estímulos. Por tanto, estratégias práticas para desenvolver 
habilidades auditivas são baseadas na percepção global do som, ou seja, o assunto 
em discussão, sendo uma combinação fonética que cria palavras e frases e usa 
inferências e informações básicas para entender o contexto. Essas questões devem 
Compreensão 
oral
Expor os ouvintes 
a diversas 
expêriencias 
envolvendo 
compreensão oral
Ter propósito na 
compreensão 
oral
Entender os 
processos 
envolvidos na 
compreensão 
oral
Gerar 
autoconfiança 
dos ouvintes, da 
propria 
capacidade de 
ouvir.
 
 
ser consideradas e utilizadas de forma equilibrada para garantir o desenvolvimento da 
capacidade auditiva (COSTA, 2013; TUMOLO, 2014; VERGARA; PERDOMO, 2017). 
Em qualquer situação, o primeiro passo para ouvir inglês ocorre antes de ouvir; 
é a capacidade de prever o que se ouve. Aqui, o conhecimento do ouvinte sobre o 
mundo, seu conhecimento do assunto e a estrutura da linguagem e do vocabulário 
entram em jogo. Nem sempre é possível compreender todas as palavras de uma 
determinada mensagem de áudio ou vídeo ou mesmo de uma conversa em língua 
estrangeira, mas o contexto e o conhecimento prévio ajudam a entender o que está 
sendo expresso oralmente. 
 A concentração do ouvinte é necessária durante a própria fase de escuta para 
que a mensagem seja processada. Aqui o ouvinte pode identificar marcas de fala, 
conectores, entonação e as informações transmitidas. O ouvinte compara, contrasta 
e resume o que foi dito. Deve-se notar que em inglês nem todas as palavras são 
pronunciadas com clareza, e muitas delas nem mesmo são pronunciadas 
(UNDERWOOD, 1993; VERGARA; PERDOMO, 2017). 
Em outras palavras, existem dois tipos de palavras em inglês: as chamadas 
content words, que são palavras que possuem significado, como substantivos, 
adjetivos, verbos, advérbios, e as functional words, que significam palavras que 
possuem função gramatical, como artigos, pronomes, preposições e conjunções. Na 
comunicação oral, normalmente, apenas as content words são pronunciadas com 
clareza, a menos que uma functional word seja acentuada para trazer contraste e 
explicar alguma parte da mensagem (CONSOLO, 2009; POLIDORO, 2014). 
Por exemplo, na frase I ate pizza yesterday, o pronome I costuma ser dito 
sutilmente, a menos que queira enfatizar que fui eu (I) quem comeu a pizza ontem, e 
não outra pessoa. Essa peculiaridade da fala inglesa muitas vezes prejudica a 
compreensão e a sonoridade das palavras na fala encadeada, ou seja, uma palavra 
está ligada a outra e sua pronúncia é um pouco diferente do que acontece quando a 
palavra é falada separadamente. Portanto, a percepção do contexto e os marcadores 
do discurso são grandes aliados na compreensão oral, pois podem ser usados para 
identificar partes importantes e insignificantes do que é ouvido. Outra coisa 
interessante a mencionar são os diferentes estilos de escuta. 
Podemos distinguir pelo menos quatro tipos de audição: passiva, ativa, seletiva 
e reflexiva. A primeira, passiva, é simplesmente ouvir sem prestar atenção ao 
 
 
conteúdo transmitido. Esse tipo de escuta acostuma o ouvido à musicalidade, ritmo e 
entonação da língua (DE SOUZA, 2011). Seria também uma espécie de escuta 
acidental, ou seja, se o objetivo não é escutar e absorver o que se ouve, mas ele 
adquire sem ter consciência disso o vocabulário ou as estruturas que estão presentes 
na amostra em questão. O objetivo da escuta ativa é compreender o que foi ouvido, 
ao contrário da anterior. Portanto, o ouvinte se concentra no conteúdo mencionado e 
tenta entender a mensagem. 
A escuta seletiva, por outro lado, é uma escolha feita pelo ouvinte. Nem todo o 
conteúdo é absorvido, mas apenas o que é esperado ou interessante para o ouvinte, 
não exatamente o que está sendo dito. Por outro lado, a escuta reflexiva requer não 
apenas a concentração do ouvinte, mas também a interpretação e observação da 
forma como o conteúdo é expresso (UNDERWOOD, 1993; DE SOUZA, 2011; 
VERGARA; PERDOMO, 2017). 
Se estamos tentando melhorar as habilidades de escuta em inglês, devemos 
ter um objetivo e treinar diferentes maneiras de ouvir. Nossa atenção e foco devem 
estar na ideia geral, detalhes, partes específicas ou mesmo tirar conclusões sobre 
uma determinada amostra. Fazer anotações é outro recurso muito útil que torna a 
audição em inglês mais produtiva (BROUGHTON 1980; WENDEN, 1991). Dessa 
forma, amplia-se o vocabulário, observam-se as sutilezas da pronúncia e da 
entonação e, além do tema abordado, aprende-se a riqueza linguística da amostra. 
Lembre-se, ao aprender por meio de vídeos e áudios, ouça e assista mais de uma vez 
para aproveitar ao máximo a mensagem que ouve (DE SOUZA, 2011; CONSOLO, 
2009; POLIDORO, 2014). 
Normalmente trabalhamos com três estratégias de aprimoramento de áudio: 
top down, bottom up e a cultura de quem está se comunicando ou expressando. A 
estratégia top down, usa o contexto, o conhecimento prévio do ouvinte e tenta 
entender a ideia geral do sample. Já na bottom up palavras, expressões e sons são 
pesquisados, ou seja. a perspectiva estrutural da linguagem falada é usada. Por fim, 
conhecer sobre a cultura de quem se expressa, qual país, seus costumes, tradições 
e costumes permite compreender o “lugar da fala” de quem se expressa a mensagem, 
entender sua visão de mundo (POLIDORO, 2014; TEIXEIRA, 2017). 
 
 
3.2 Práticas de expressão oral em língua inglesa 
Falar é uma habilidade altamente valorizada e talvez a habilidade mais 
procurada por quem está aprendendo uma língua estrangeira. O aprendizado de um 
novo idioma é motivado pela capacidade de se comunicar e entender o que é dito 
nesse idioma (BENAVIDES; ORTIZ; REZA, 2021). E como poderia se melhorar a fala 
em inglês? Bem, como observado anteriormente neste capítulo, a compreensão 
auditiva é essencial para desenvolver habilidades de fala. Isso acontece até na nossa 
língua materna. Nesse sentido, como uma criança aprende a se comunicar? 
Podemos afirmar que ouvir a família e outras pessoas que falam sua língua 
nativa, relacionando objetos e sentimentos com palavras especificas entre outras 
coisas. Sabemos que aprender uma língua estrangeira depois de uma certa idade é 
diferente de aprender uma primeira língua, mas o processo de escuta é crucial para o 
sucesso desse processo (TEIXEIRA, 2017). 
Ouvir sons, palavras, ritmo da fala, sotaques, tons, temas, gramática e 
vocabulário, seja por meio de vídeos, filmes, podcasts ou falando, é uma forma oral e 
escrita de se expor à linguagem. Tentar entender a ideia geral e prestar atenção aos 
detalhes aumenta nosso repertório de linguagem e a capacidade de expressar nossos 
pensamentos. É uma boa ideia memorizar e repetir o que você ouve no vídeo ou 
áudio, ou mesmo tocar junto com o áudio ou vídeo, para que você possa imitar o ritmo 
e a pronúncia do que você ouve. A prática é a chave para melhorar a expressão oral 
(MICHELON, 2003; TEIXEIRA, 2017; BENAVIDES; ORTIZ; REZA, 2021). 
Alguns conselhos na prática e no cotidiano podem ser, conversar com nativos, 
estrangeiros, sozinho, leia em voz alta, descreva fotos ou faça um resumo mental de 
um tema, memorize histórias ou piadas e conte para alguém, o mais importante é 
articular sons e palavras. Existem muitos grupos de bate-papo na Internet e os 
estrangeiros costumam visitar e morar em nosso país. Não desperdice oportunidades. 
Se sua cidade tem potencial turístico e recebe estrangeiros, procure conversar com 
eles, frequentar bares ou outros locais onde você possa interagir diretamente com 
pessoas de outros países. 
Hoje, o inglês é uma espécie de língua franca, utilizada como meiode 
comunicação entre pessoas de diferentes nacionalidades. Se você gosta de cantar, 
cante em inglês. Em seguida, observe a letra, leia em voz alta, verifique o vocabulário 
e a estrutura, pense no conteúdo e converse consigo mesmo em inglês. Quando 
 
 
estiver na rua, observe tudo ao seu redor, pense em inglês e fale-o. Parece estranho, 
mas são ideias divertidas para se familiarizar com o inglês e melhorar sua prática 
diária (POLIDÓRIO, 2014; TUMOLO, 2014). 
Segundo Williams e Burden (2000), estudos de aprendizes bem-sucedidos de 
línguas estrangeiras mostram que eles desenvolveram um conjunto de estratégias 
selecionadas e adaptadas às suas necessidades e com base em pesquisas sobre 
aprendizagem de línguas estrangeiras. Wenden (1991, p. 15) enfatiza a importância 
da aprendizagem. 
O autor enfatiza a responsabilidade do indivíduo pelo seu próprio aprendizado, 
pois as características individuais indicam a forma mais adequada de abordar 
determinada atividade. Portanto, quando pensamos em melhorar a expressão oral e 
outras habilidades de aprendizagem de línguas estrangeiras, precisamos ser criativos 
e entender quais atividades nos deixam mais à vontade, mais motivados para praticar 
e aprender. 
Uma boa ideia é encontrar uma atividade que lhe interesse, como cinema, 
cozinhar ou viajar, e pesquisar na Internet por cursos de inglês sobre esse assunto. 
Tente manter contato com seus professores e colegas usando o inglês como meio de 
comunicação. Sua curiosidade sobre o tema do curso fará com que você aprenda um 
vocabulário mais avançado, se comunique com pessoas de todo o mundo e se divirta. 
Quando alguém pergunta sobre suas habilidades linguísticas, você costuma 
dizer "eu falo inglês" em vez de "escrevo inglês" ou "escuto inglês". Falar é um modo 
extenso por um bom motivo: os falantes devem usar fonologia, vocabulário, gramática 
e regras de conversação para construir expressões em tempo real (CHAPELLE; 
JAMIESON, 2008). 
3.3 Práticas da escrita em língua inglesa 
A escrita difere da fala porque é menos espontânea e mais sustentada e 
permite um planejamento oral mais cuidadoso. Portanto, as práticas escritas tendem 
a ser mais rígidas do que as conversas e a linguagem utilizada tendem a ser mais 
padronizada (BROUGHTON et al., 1980). 
Escrever de forma correta e eficaz é uma habilidade que muitos de nós nem 
praticamos na nossa língua materna, mas aprender a produzir textos que respeitem a 
 
 
linguagem e as práticas de comunicação é um pré-requisito para a integração na vida 
social e profissional. Kato (1990) afirma que a escrita é um processo de descoberta, 
e o ponto de vista e as metas do escritor podem mudar a evolução do ato de escrever, 
ou seja, o planejamento. 
Da mesma forma, Antunes (2003) enfatiza a importância de se desenvolver 
uma prática de escrita que considere o leitor, delineie o destinatário e a finalidade da 
escrita. Acrescenta que quem escreve, escreve para alguém ler, não existe escrever 
"em vão", "sem dizer nada". Embora estejamos escrevendo para nós mesmos, como 
você pode ver nas sugestões abaixo, é para praticar, praticar e se expressar 
confortavelmente em inglês. Assim como ouvir é importante para a expressão oral, ler 
é importante para a expressão escrita. 
O primeiro passo para escrever bem em inglês é ler bastante no idioma. Leia 
amplamente, o maior número possível de textos diferentes: jornais, revistas, livros, 
blogs, sites, nos mais variados gêneros textuais, como notícias, reportagens, ficção, 
biografia, poesia, teatro, artigos, esquetes, cartas etc. Com esta opção, você pode 
observar os padrões que cada gênero deve seguir, assim como registros de linguagem 
(formal, neutro e informal), estruturas gramaticais, vocabulário, tom, padrões de fala e 
organização sintática e semântica (UNDERWOOD, 1993). 
É uma boa ideia observar as propriedades dos tipos de texto. Como uma 
revisão, ensaio ou entrevista deve ser preparada? Entenda que, assim como em 
português, as frases se desenvolvem a partir de um tópico, que precisamos usar 
conectores para criar relações entre frases e parágrafos, que precisamos introduzir, 
desenvolver e concluir o tópico (WENDEN, 1991). 
Além da leitura, a escrita é a forma mais eficaz de aprimorar essa habilidade. 
Escreva todos os dias, se possível. Faça anotações e escreva mensagens em inglês. 
Escreva cartas, e-mails, textos onde expresse sua opinião sobre seus assuntos do dia 
a dia ou estudos, crie um blog etc. Antes de começar, pense sobre o assunto sobre o 
qual você vai escrever. 
Use a técnica do brainstorming, ou seja, anote tudo o que vier à sua cabeça 
relacionado ao tema e, a seguir, selecione as ideias que lhe interessam. Depois disso, 
planeje o que vai escrever, a que gênero se destina, a quem se destina, vocabulário, 
exemplos e outros aspectos que julgar importantes para a elaboração de um texto. 
Escreva Depois de escrever, leia, verifique e corrija seu texto (VERGARA; 
 
 
PERDOMO, 2017). A tabela 1 apresenta algumas ferramentas e exercícios que 
podem ser usados na prática da escrita e pronúncia da língua inglesa. 
 
Quadro 6 – Ferramentas e exercícios na prática da pronúncia e escrita em inglês 
 
Fonte: Elaboração própria 
 
Uma dica interessante é ouvir o podcast e transcrever a mensagem e depois 
fazer as correções necessárias. Escreva resumos, redações, descrições, storytelling, 
entrevistas e tudo mais que sua imaginação permitir. O mais importante, como em 
tudo na vida, é praticar de forma que você tenha o controle do que está fazendo 
(TUMOLO, 2014). 
 
4 ESTRUTURAS LINGUISTICAS E GRAMATICAIS 
 
4.1 Pronomes (Pronouns) 
 Os pronomes são uma classe de palavras que se juntam ou subsituem um 
substantivo ou outro pronome. Estes pronomes podem ser classificados de acordo ao 
quadro 7: 
 
 
Quadro 7 – Classificação dos pronomes 
 
Fonte: Adaptado de (WALES, 1996) 
 
 Para facilitar a compreensão e aprendizagem, discutiremos os seguintes 
pronomes pessoais, possessivos, demonstrativos e interrogativos. 
 
4.1.1 Pronome pessoal (Personal Pronoun) 
 
 Os pronomes pessoais referem-se a uma pessoa, lugar ou objeto específico 
e são divididos em: Pronomes pessoais do caso reto (funcionam como o sujeito da 
frase) e pronomes pessoais de caso obliquo (funcionam como o objeto da frase) 
(WALES, 1996). Os Quadros 8 e 9 apresentam os pronomes pessoais de caso reto e 
obliquo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quadro 8 – Pronomes pessoais de caso reto – Subject pronouns. 
Pronomes Pessoais – Subject Pronouns 
Singular Plural 
I – Eu 
You – Tu, Você 
He – Ele 
She – Ela 
It – Ele, Ela (para coisas e animais) 
We – Nós 
You – Vós, Vocês 
They – Eles, Elas 
Exemplos 
I am a student / Eu sou um estudante 
You are beautiful / Você é bonita 
He lives in São Paulo / Ele mora em 
São Paulo 
She is Brazilian / Ela é Brasileira 
It is a table / É uma mesa 
We speak Portuguese in Brazil / Nós 
falamos Português no Brasil 
You can go together / Vocês podem ir 
juntos 
They are intelligent / Eles são 
inteligentes 
Fonte: Adaptado de (YAMADA, 1977; HUDDLESTON, 2005). 
 
Quadro 9 – Pronomes pessoais do caso obliquo – Object pronouns 
Pronomes Pessoais – Object Pronouns 
Singular Plural 
Me – Me, mim 
You – Te, Ti, o, a, lhe, a você 
Him – O, Lhe, a ele 
Her – A, lhe, a ela 
It – O, a, Lhe 
Us – Nós 
You – Vos, os, as, les, a vocês 
Them – Os, as, lhes 
Exemplos 
Do you like me? / Você gosta de 
mim? 
I love you / Eu te amo 
I Love him very much / Eu o amo 
muito 
Saw her yesterday / Eu a vi ontem 
You loves it / Você lhe adora 
They never talk to us / Eles nunca 
conversam conosco. 
She writes to you / Ela escreve para 
vocês 
She talked to them / Ela falou com 
eles 
Fonte: Adaptado de (YAMADA, 1977). 
 
 
 Como pode ser observado nos exemplos citados, os pronomes pessoais 
têm a função de sujeito e objeto em uma frase. O sujeito é quem faz a ação, por 
exemplo:I am a student. (Eu sou um estudante). 
O objeto da frase é aquele que têm a função de completar o verbo, por exemplo: 
I love him very much (Eu o amo muito). 
 
4.1.2 Pronome possessivo (Possessive pronoun) 
 
 Os pronomes possessivos são usados quando não quer repetir um substantivo 
já mencionado em uma frase, ou quando é “subentendido”. Esses pronomes mostram 
propriedade. Em inglês, esses pronomes apresentam duas varoações: Pronomes 
possessivos e adjetivos possessivos (ZAPATA et al. 1973; YAMADA, 1977). 
 
Quadro 10. Adjetivos e pronomes possessivos em ingles. 
 
Fonte: Adaptado de (YAMADA, 1977). 
 
 Para melhorar o aprendizado, recomenda-se anotar todos os pronomes 
aprendidos durante o curso, para praticá-los posteriormente. Quanto mais você pratica 
o que aprende, mais rápido aprende um novo idioma (COLE, 1972). 
 
 
 
4.1.3 Pronome Demonstrativo (Demonstrative Pronoun) 
 
 Os pronomes demonstrativos no ingles, como no português, referem-se a 
algo, mostram algum objeto, pessoa ou animal e são os seguintes: 
 
• This – Este, esta, isto. 
• That – Esse, essa, aquele, aquela, isso, aquilo. 
• These – Estes, estas. 
• Those – Esses, essas, aqueles, aquelas. 
 
 Os pronomes demonstrativos This e These referem-se a algo proximo e 
erelacionado ao aqui e agora. Por exemplo: 
 
 This house is pretty – esta casa é bonita. 
 These studens are young – estes alunos são jovens. 
 
 Pelo contrário, os pronomes demonstrativos That e Those referem-se a algo 
distante e relacionado ao ali ou entaõ. 
 
 That is the teacher – Aquele é o professor. 
 Those are the students – Aquele são os alunos. 
 
 Os pronomes this e these devem ser usados quando a pessoa ou coisa a que 
se refere está muito próxima do locutor. Em outros casos, deve-se usar that e those, 
pois além de aquele, aquela e aquilo, estes pronomes demonstrativos tambem 
significam, também, esse, essa e isso (ZAPATA, et al.1973). 
 
4.1.4 Pronome Interrogativo (Interrogative pronoun) 
 
 Em ingles, pronomes interrogativos são usados para formular perguntas. São 
esses pronomes que substituem os nomes nas perguntas e divulgam as informações 
desejadas. Eles sempre começam com uma frase interrogativa de acordo ao quadro 
11. 
 
 
 
Quadro 11 – Pronomes interrogativos 
 
Fonte: Adaptado de (YAMADA, 1977) 
 
 Existem tambem algumas frases interrogativas formadas a partir do pronome 
interrogativo How com um advervio adicionado da seguinte forma: 
 
• How long – Quanto tempo 
• How much – Quanto (para objetos incontaveis), tambem usado para 
perguntar valores das coisas. 
• How many – Quanto (para objetos contaveis) 
• How often – Com que frequência 
• What about – Que tal. 
 
Como nos exemplos anteriores, todas as frases com o pronome How, referem-
se a uma pergunta. 
4.2 Verbos (verbs) 
 Os verbos são os elementos básicos de uma frase. Eles expressam 
processos, ações, estados ou fenômenos e, dependendo das variedades formas de 
apresentação, podem indicar a pessoa, o tempo, o modo e a voz do discurso. 
Portanto, muitas informações importantes estão presentes nesses verbos. 
Finalmente, um verbo é qualquer palavra ou frase que transmite um fato. A maioria 
dos verbos em inglês são divididos em: Regulares e Irregulares (LANGACKER, 1987). 
 
 
 
4.2.1 Verbos Regulares (Regular verbs) 
 
 Os verbos regulares são aqueles que têm uma forma para a maioria dos 
tempos (presente, futuro), exceto o passado particípio. Neles, ¨ed¨ é adicionado ao 
final da palavra. A maioria dos verbos em inglês são regulares. Nesse sentido, a dica 
principal para distingui-los dos demais é lembrar-se sua forma no passada (DRUKS, 
2002). Os que tiverem fora da regra, não são regulares, por exemplo: 
 
 Infinitivo: Call – Chamar; Love – Amar. 
 Pasado participio: Called – Chamou; Loved – Amou. 
 
 No Quadro 12 seguem as regras dos verbos regulares, visando compreender 
os verbos regulares e possiveis variações. Para os outros verbos, a regra é 
simpesmente adicionar “ed” ao final da palavra. 
 
Quadro 12 – regras aplicaveis nos verbos regulares nos tempos vervais. 
 
Fonte: Adaptado de (YAMADA, 1977; LANGACKER, 1987) 
 
4.2.2 Verbos irregulares (Irregular verbs) 
 
 Os verbos irregulares são verbos para os quais não existe uma regra geral de 
conjugação. Isso significa que existe uma regra para cada verbo irregular. 
Comparados a todos os verbos ingleses existentes, eles são uma minoria, mas são 
usados com bastante frequência (DRUKS, 2002). Portanto, por carecerem de regras 
gerais, deve-se utilizar um filtro de eliminação, que ensinamos, para diferenciá-los dos 
regulares como observado no Quadro 13. 
 
 
 
 
 
 
Quadro 13 – Exemplos de verbos irregulares e variações que podem apresentarse. 
 
Fonte: Adaptado de (YAMADA, 2002). 
 
 Como você pode ver, os verbos irregulares têm sua propria forma própria de 
acordo a cada tempo verbal. Porém, a sua conjugação não é irregular, com poucas 
exceções. Agora, apresentaremos o verbo to be, que, como você pode ver no exemplo 
anterior, é um verbo irregular e tem uma conjugação diferente da maioria dos verbos 
da língua inglesa. 
 
4.2.3 Verbo To Be (Ser / Estar) 
 
 O verbo to be corresponde aos verbos ser e estar em português. Usamos o 
“ser” para nos referir a algo permanente e “estar” para nos referirmos a algo 
momentâneo, passageiro. Em inglês o verbo “to be” inclui os dois sentidos, além de 
ser um dos verbos mais importantes para iniciar o aprendizado da língua inglesa, 
(PALMER, 2014). Conheça sua conjugação no presente simples apresentada no 
Quadro 14. 
 
Quadro 14 – Conjugação simples do verbo To Be. 
 
Fonte: Adaptado de (YAMADA, 1977). 
 
 Agora observe a conjugação na forma negativa. Observe que, se quer alterar 
 
 
a forma afirmativa para a forma negativa, basta adicionar a palavra “not” após o verbo 
conforme apresentado no Quadro 15. 
 
Quadro 15 – Conjugação negativa do verbo To Be. 
 
Fonte: Adaptado de (ZAPATA, 1973). 
 
Para alterar a forma afirmativa para a forma interrogativa basta invertermos o pronome 
e o verbo como descrito no Quadro 16. 
 
Quadro 16 – Forma interrogativa do verbo To be. 
 
Fonte: Adaptado de (ZAPATA, 1973). 
 
 Como observado, o verbo to be tem variação em sua conjugação. Na forma 
negativa adicionamos not após o verbo. Na forma interrogativa, invertemos a ordem 
do verbo e do pronome. É importante aprimorar neste conteudo para ter as noçoes 
basicas no estudo da lingua inglesa. 
 
 
 Conhecendo o verbo to be, você adquire condições de desenvolver suas 
primeiras frases em um novo idioma. Agora vamos nos familiarizar com sua 
conjugação no passado simples. É utilizado quando se trata de eventos ocorridos em 
determinado momento do passado (YAMADA, 1977; PALMER, 2014). 
 O verbo to be no passado utiliza duas conjugações como paresentado no 
Quadro 17: 
 
• O was, que é usado para a 1ª e 3ª pessoas do singular (I, he/she/it); 
• O were, que é usado para as restantes (you, we, you, they). 
 
Quadro 17 - Exemplos da conjugação do verbo to be no pasado. 
 
Fonte: Adaptado de (ZAPATA, 1973) 
 
5 COMPETENCIAS COMUNICATIVAS DA LINGUA INGLESA 
 A capacidade de se comunicar em uma língua estrangeira tornou-se de 
 
 
grande importância nos diversos contextos e tendencias socioeconômicas, perfis de 
trabalho, relações interculturais e na aceleração repentina de inovações na sociedade 
globalizada atual, aspectos pelos quais tornou-se o inglês a língua mais aprendida no 
mundo hoje (SANHUEZA; BURDILES, 2012). 
 Diversos autores afirmam que mais de dois bilhões de pessoas, ou um terço 
da humanidade, aprenderá inglês, aumentando o número de falantes para um bilhão, 
o que significa que metade do mundo se comunicara em esta língua, as estatísticas 
mostram que 1500 milhões de pessoas falam inglês no mundo, das quais apenas 375 
milhões o falam como língua materna (GRADDOL, 1998, MOREIRA-AGUAYO;VENEGAS-LOOR, 2020; AGURTO, 2020). A influência global desta língua é tão 
grande que diferentes formas de comunicação entre as pessoas fizeram do inglês uma 
espécie de língua universal (NIÑO-PUELLO, 2013). 
 Segundo Crystal (2004), a importância do inglês nas publicações científicas 
tem origem na Revolução Industrial. Dois terços dos cientistas e tecnólogos que 
tornaram esse movimento possível eram falantes nativos de inglês (originalmente 
britânicos e depois americanos). Dados demonstram que foram publicados mais de 
sete milhões de artigos científicos entre 2005 e 2010, dos quais 97% foram escritos 
em inglês, seguidos de pouco menos de 1% em alemão, enquanto o espanhol foi o 
quinto idioma mais usado com 0,2 %. 
 Portanto, a abordagem correta da linguagem deu a cientistas de todo o mundo 
a oportunidade de compartilhar pensamentos e opiniões, bem como debater e debater 
(GARCÍA; JIMÉNEZ; ALONSO, 2014). Outro ambiente onde prevalecem os 
conhecimentos da língua inglesa é o mundo dos negócios. Assim, defende-se que a 
globalização, sobretudo económica e tecnológica, fez do inglês a língua universal nos 
negócios, igualmente observa-se que as organizações expandiram seu alcance 
geográfico e precisam de equipes multilíngues para fazer negócios em outros países, 
para se abrir a fornecedores e clientes internacionais. De fato, saber inglês oferece 
uma vantagem competitiva nas atividades econômicas e comerciais e é um fator 
importante para as empresas e trabalhadores aumentando as chances de encontrar 
um bom emprego em menos tempo (ALDAY; ROMERO, 2016; LATORRE, 2016). 
 O uso da língua inglesa tornou-se não só uma demanda, mas também uma 
necessidade, o que confere vantagens competitivas em inúmeros campos da 
atividade humana. 
 
 
 Hymes, 1985 define competência comunicativa como algo que se desenvolve 
em uma pessoa para determinar exatamente o que, para quem, por que, como, onde 
e quando dizer, e que inclui o uso correto e apropriado da linguagem e habilidades 
linguísticas, sociolinguística, expertise discursiva e estratégica. Dessa forma, as 
habilidades de comunicação representam a atividade pesquisada de se comunicar 
com uma pessoa, grupo ou público que fala inglês como língua materna ou tem um 
bom domínio dela. De acordo com (MORALES et al. 2018), as habilidades de 
comunicação são definidas como as habilidades que uma pessoa demonstra para se 
comunicar com sucesso em um contexto da vida real, no campo do ensino de línguas. 
 Da mesma forma dizem que "a competência comunicativa se refere a uma 
série de diferentes processos de conhecimento e diferentes experiências que o 
emissor-receptor deve usar para produzir ou compreender o discurso adequado à 
situação e ao contexto de comunicação (BERMUDEZ; GONZALEZ, 2011). Assim 
afirma-se que: as competências são apresentação oral (falar), apresentação escrita 
(escrita), compreensão oral (audição) e compreensão escrita (leitura), mostrando que: 
a fusão de linguagem e psicologia. permitiu que a linguagem expandisse o conceito 
de competência comunicativa (BERMUDEZ; GONZALEZ, 2011; MORALES et al. 
2018) Isso deu origem a uma série de modelos a partir da década de 1980, que estão 
resumidos no Quadro 18. 
 
Quadro 18 – Modelos de competências comunicativas 
Autor Competência Componentes 
Canale e 
Swain 
(1980) 
Competência gramatical 
Conhecimento das regras 
gramaticais 
Competência sociolinguística 
Conhecimento que rege o uso 
da linguagem 
Canale 
(1983) 
Competência discursiva Capacidade de unir textos 
Competência estratégica 
Habilidades para fazer uso de 
recursos que ativam 
processos mentais 
Competência organizacional Competência gramatical 
Bachman 
(1990) 
Competência pragmática Competência textual 
 Competência ilocutiva 
 Competência sociolinguística 
 
 
 Competência linguística 
Celce-
Murcia, 
Dornyei e 
Thurrel 
(1995) 
Competência discursiva Competência sociolinguística 
 Competência acional 
 Competência estratégica 
Correa 
(2001) 
Competência linguística 
Conhecimento do código do 
idioma 
Competência pragmática 
Conhecimento internalizado 
sobre as formas de 
reconhecer as intenções de 
um discurso 
Competência cultural 
Conhecimento sobre o mundo 
social 
Competência tímica 
Expressão e gestão da 
emoção 
Competência ideológica 
Intervém na seleção, 
estruturação e purificação de 
elementos culturais e práticas 
sociais 
Fonte: (BERMUDEZ; GONZALEZ, 2011) 
 
Ao aprender uma segunda língua, primeiro, é importante aprender a própria 
língua, que é compreendida para desenvolver o conhecimento consciente da segunda 
língua; significa dominar as próprias regras e fórmulas por meio do estudo formal 
(ROSALES; ZARATE; LOZANO, 2013). Em segundo lugar, a aquisição, que consiste 
no processo espontâneo de internalizar regras resultantes do uso da linguagem 
natural. (KRASHEN, 1981). Nesse sentido, desenvolver a competência de 
comunicação em inglês (falar) é uma das mais difíceis de adquirir, portanto afirma-se 
que somente com esforço consistente o sujeito pode aprender a tarefa da atividade. 
As competências são comportamentos e características individuais que tornam 
as pessoas eficazes em uma determinada situação (RODRIGUEZ, 2016, CORREA, 
2001; HUERTA, 2006). De acordo com esses requisitos para alcançar a competência 
comunicativa em inglês é proposto que o desenvolvimento da proficiência oral em 
inglês é feito com uma abordagem totalmente comunicativa e se argumenta que a 
competência oral pode ser plenamente manifestada neste modelo em interação nos 
diferentes contextos (WADE, 2009; RICO; RAMÍREZ; MONTIEL, 2016). A esse 
 
 
respeito se propõe um método de ensino comunicativo que enfatiza o uso da 
linguagem em situações comunicativas significativas. Assim, usar a linguagem em 
situações reais ajuda a melhorar as habilidades linguísticas (ouvir, falar, escrever e 
ler) (CANALE; SWAIN, 1980; RICO; RAMÍREZ; MONTIEL, 2016). 
Segundo Canale e Swain (1980), a competência gramatical significa a 
aquisição fonológica de regras morfológicas, sintáticas e semânticas juntamente com 
o vocabulário. Da mesma forma se definiu a habilidade de linguagem como a 
habilidade de adquirir a língua materna; ou seja, as regras nas quais se baseiam a 
aprendizagem e o uso da língua necessários para a atividade linguística (CHOMSKY, 
1980). A estes elementos acrescenta-se a capacidade e compreensão para relacionar 
com o contexto sócio-histórico e cultural em que ocorre a comunicação. 
A competência sociolinguística, por outro lado, inclui todos os componentes 
relacionados aos aspectos socioculturais do uso da língua ou práticas sociais, que é 
composto por alguns elementos principais: conhecimento, conceitos teóricos e 
empíricos; know-how: procedimentos, competências e habilidades; saber ser ou 
querer fazer: atitudes dentro da competência existencial do ser (HYMES, 1971; 
BERMÚDEZ; GONZÁLEZ, 2011). Assim, se afirma que essa competência é usada 
para gerenciar padrões de polidez e outras regras que organizam as relações entre 
gerações, sexos, classes e grupos sociais, que também é abordado quando se depara 
com expressões de sabedoria popular ou diferenças de registro, dialeto e sotaque 
(GUTIÉRREZ; MORENO, 2015). 
Com relação à competência estratégica Bachman (1990), a define como a 
habilidade que permite a um indivíduo usar suas habilidades existentes da forma mais 
eficaz possível quando executa uma tarefa específica, independentemente de a tarefa 
estar relacionada ao uso de linguagem comunicativa. para uso de comunicação. 
tarefas não verbais. 
É imperativo que o inglês seja uma língua global em muitos relacionamentos 
humanos, portanto, adquirir habilidades em inglês é extremamente importante para 
ser competitivo em muitos campos internacionais, a competência no desenvolvimento 
de habilidades de comunicação torna-se importante como resultado da combinação 
 
 
de características e qualidades

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