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1 Camila Winter – 2023 ACLS SISTEMAS DE ATENDIMENTO ABORDAGEM SISTEMÁTICA Verifique a segurança do local. Se o paciente parecer inconsciente, use a avaliação de SBV como análise inicial e as avaliações primária e secundária para obter uma avaliação mais avançada e um tratamento. Se o paciente parecer consciente, use a avaliação primária como análise inicial. Aula Rafa: 4 em 5 pacientes tem sinais que vão evoluir p PCR: Taquicardia >150; Bradicardia 25 mmHg pode indicar RCE. Pressão intra-arterial (se a pressão na fase diastólica for Em pacientes com PCR devida a EP presumida ou conhecida, é possível administrar fibrinolíticos. O tamponamento pericárdico pode ser reversível com pericardiocentese e, durante a periparada, a infusão de volume pode ajudar enquanto a terapia definitiva é iniciada. Pneumotórax hipertensivo: descompressão por agulha e inserção de dreno torácico. Overdoses de drogas ou exposições tóxicas Certas overdoses de drogas podem ocasionar vasodilatação periférica e/ou à disfunção miocárdica 4 Camila Winter – 2023 com hipotensão e colapso cardiovascular. Os tratamentos que podem fornecer suporte incluem: RCP básica prolongada RCP extracorpórea Terapia com balão intra-aórtico Diálise renal Emulsão lipídica intravenosa para toxinas lipossolúveis Antídotos específicos à droga (digoxina imune Fab, glucagon, bicarbonato) Estimulação transcutânea Correção de distúrbios eletrolíticos graves (potássio, magnésio, cálcio, acidose) SÍNDROMES CORONARIANAS AGUDAS O ECG de 12 derivações é usado para classificar: • Supradesnivelamento do segmento ST (IAMST) • SCA sem supradesnivelamento de ST (SCASSST) ➔ Infradesnivelamento do segmento ST, inversão da onda T, supradesnivelamento transitório do segmento ST ➔ ECG não diagnóstico ou normal Ritmos de SCA Pode ocorrer morte cardíaca súbita, TV e bradicardia hipotensiva, com a isquemia aguda. Manejo da SCA A avaliação conjunta do laboratório de cateterização e do DE deve ocorrer emAVC. • Prepare-se para uma TC ou RM de urgência do cérebro assim que o paciente chegar. • Avalie os ABCs e administre oxigênio, se necessário. • Obtenha acesso IV e realize análises laboratoriais. • Verifique a glicemia e trate, se indicado (glicemia 6 horas depois do início dos sintomas, imagens de penumbra (perfusão de TC ou RM multimodal) são necessárias para identificar pacientes com penumbra que pode ser preservada. A meta dos tratamentos de reperfusão atuais é minimizar a área de infarto permanente do cérebro. Início do tratamento geral do AVC O tratamento de todos os pacientes com AVC compreende as seguintes ações: • Iniciar a via do AVC agudo. • Avaliar os ABCs e administrar o oxigênio, se necessário. • Monitorar a glicemia. • Monitorar a pressão arterial. • Monitore a temperatura. • Realizar triagem para disfagia. • Monitorar complicações do AVC e do tto fibrinolítico. • Transferir para um nível de atendimento mais alto (TEV, UTI neurológica), se indicado. Obs.: Se um paciente for qualificado para tratamento fibrinolítico, a PA sistólica deverá ser ≤ 185 mmHg e a diastólica, ≤110 mmHg, para restringir o risco de complicações hemorrágicas. TIMES DE ALTO DESEMPENHO Maneiras de aumentar a fração das compressões torácicas: • Pré-carregue o desfibrilador 15 segundos antes de uma análise de ritmo de 2 minutos. Isso possibilita a realização de uma análise de ritmo e a aplicação de choque, dentro de 10 segundos ou menos. • Realize uma verificação de pulso durante a pré-carga em preparação para um ritmo organizado durante a análise (verificação de pulso durante as compressões não é um indicador confiável da qualidade da RCP). • O responsável pelas compressões fica com a mão parada acima do tórax, pronto para iniciar as compressões torácicas depois de um choque, de uma análise de ritmo ou de qualquer outra pausa. • O próximo responsável pelas compressões deve estar pronto para assumir imediatamente. • Intube sem pausar as compressões. • Administre medicações durante as compressões. • Considere os protocolos de RCP com menos pausas (ex.: compressões contínuas com ventilação assíncrona usando um dispositivo bolsa-válvula-máscara). • Importante: ▪ Funções e reponsabilidades claras, ▪ resumo e reavaliação, ▪ comunicação em circuito fechado, ▪ compartilhar conhecimento, ▪ mensagens claras, ▪ respeito mútuo, ▪ conhecer suas limitações, ▪ intervenções construtivas PARADA RESPIRATÓRIA O paciente está inconsciente e arresponsivo e tem pulso, mas as respirações estão ausentes ou inadequadas para manter oxigenação e ventilação. FR média para um adulto em repouso: 12 a 20/min. Taquipneia: FR > 20/min e bradipneia: FR10 segundos em 1 tentativa de sucção. Para evitar hipoxemia, preceda e suceda as tentativas com um curto período de administração de O2 a 100%. Monitore a FC, o pulso, a saturação de oxigênio e a aparência clínica do paciente durante a aspiração. Se desenvolver bradicardia, a saturação de O2 cair ou a aparência clínica se deteriorar, interrompa. Administre O2 até a FC e o quadro clínico retornarem ao normal. Oximetria de pulso Esta é uma ferramenta rápida para medir e monitorar a quantidade de saturação de oxigênio periférica (SpO2), ou o oxigênio no sangue. As leituras 11 Camila Winter – 2023 de oximetria de pulso normais devem ser entre 95% e 98%. Administre O2 complementar, quando indicado. • Para pacientes de PCR, administre O2 a 100%. • SCA: 90% • AVC: 95% a 98% • Tratamento pós-PCR: 92% a 98% PCR: FV/TVSP Medicamentos para FV/TVSP • Epinefrina; Amiodarona; Lidocaína; Sulfato de magnésio; Dopamina; Oxigênio; outras medicações, dependendo da causa. Manejo da FV/TVSP A qualidade da RCP deve ser medida com um dispositivo de feedback audiovisual, incluindo FCT e capnografia. • Frequência: 100 a 120/min • Face hipotênar da mão, metade inferior do esterno• Ângulo de 90° entre os braços e o tórax • Profundidade: pelo menos 5 centímetros • Retorno do tórax • FCT: o ideal é mais de 80% • Tempo até a primeira desfibrilação • Tempo até a primeira compressão FCT = Tempo real de compressões torácicas ÷ Tempo total do código Obs.: não recomenda-se o uso de um DEA quando há um desfibrilador manual disponível e os profissionais têm habilidade para interpretar os ritmos. Assim que você determinar que o ritmo é chocável (FV ou TVSP), administre um choque. A dose de energia apropriada é determinada pelo tipo de desfibrilador: monofásico ou bifásico. Se estiver usando um desfibrilador monofásico, administre um único choque de 360 J. Use a mesma carga de energia para os choques subsequentes. Os desfibriladores bifásicos usam várias formas de onda. Deve-se administrar a energia recomendada pelo fabricante (ex.: carga inicial de 120 a 200 J). Imediatamente após o choque, reinicie a RCP, começando pelas compressões torácicas por 2 minutos. Se houver socorristas disponíveis, deve-se estabelecer acesso IV ou IO. • Nos primeiros 4 a 6 minutos depois da PCR, chamada de morte clínica, não ocorrem danos ao cérebro. • De 6 a 10 minutos (morte biológica) depois da PCR, provavelmente já ocorrem danos ao cérebro. • O dano cerebral é geralmente irreversível depois de 10 minutos, exceto em circunstâncias especiais, como hipotermia acidental e afogamento em água fria. Se houver 2 ou mais socorristas, a RCP deverá ser executada enquanto as pás estiverem sendo aplicadas no tórax. Nos primeiros minutos após uma desfibrilação bem-sucedida, todo ritmo espontâneo é tipicamente lento e pode não conseguir criar pulsos ou perfusão adequada. O paciente precisa de RCP por vários minutos até que a função cardíaca adequada retorne. Além disso, nem todos os choques levarão à desfibrilação bem- sucedida, portanto, retome a RCP. Deve-se escolher a melhor abordagem para que a equipe minimize as interrupções: • Compressões torácicas contínuas com ventilação assíncrona a cada 6 segundos com o uso de um dispositivo bolsa-válvula-máscara • RCP somente com compressão nos primeiros minutos depois da PCR Use uma relação compressão-ventilação padrão de 30:2 para profissionais da saúde menos treinados ou se 30:2 for o protocolo estabelecido. 12 Camila Winter – 2023 Verifique o ritmo depois de 2 minutos de RCP, mas tenha cuidado para minimizar interrupções. Não faça pausas de > 10 segundos nas compressões torácicas. • Se o ritmo for não chocável e organizado, tente encontrar um pulso. Se houver qualquer dúvida sobre a presença de pulso, reinicie a RCP. • Se o ritmo estiver organizado e houver pulso palpável, proceda aos tratamento pós-PCR. • Se o ritmo for não chocável e não houver pulso palpável, prossiga pela via de assístole/AESP. • Se o ritmo for chocável, administre o choque e reinicie a RCP durante 2 minutos depois do choque. Vasopressores Os vasopressores otimizam o DC e a PA e evidências mostram que o uso de vasopressores favorece a ressuscitação inicial com RCE. No entanto, ainda faltam pesquisas sobre o efeito do uso rotineiro. A epinefrina é usada durante a ressuscitação, principalmente por seus efeitos α-adrenérgicos: vasoconstrição, aumentando o fluxo sanguíneo cerebral e coronário durante RCP, por elevar a pressão arterial média e a pressão diastólica aórtica. Quando o acesso IV/IO estiver disponível, administre epinefrina 1 mg IV/IO durante a RCP depois do 2º choque e repita a cada 3 a 5 minutos ou a cada 4 minutos, como meta de médio prazo (ou seja, a cada 2 verificações de ritmo). Nenhum vasopressor conhecido aumenta a sobrevivência em FV/TVSP. Mas essas medicações podem melhorar a PA diastólica aórtica, a pressão de perfusão da artéria coronária e a taxa de RCE. Antiarrítmicos Pode-se considerar a possibilidade de administrar medicamentos antiarrítmicos tanto antes quanto após o choque. O foco deve ser na administração rápida de medicamentos, para que não atrase a desfibrilação. Ainda faltam evidências sobre se a administração de medicamentos antiarrítmicos durante a PCR está associada à melhoria na sobrevivência à alta hospitalar. Amiodarona ou lidocaína podem ser consideradas para FV/TVSP arresponsiva à desfibrilação. Amiodarona: 300 mg IV/IO, depois considere mais uma vez 150 mg IV/IO. Lidocaína: 1ª dose de 1 a 1,5 mg/kg IV/IO, em seguida, 0,5 a 0,75 mg/kg IV/IO em intervalos de 5 a 10 minutos, até uma dose máxima de 3 mg/kg. Considera-se sulfato de magnésio para torsades de pointes associadas a um intervalo QT prolongado. Sequências de tratamento da PCR Monitoramento fisiológico durante a RCP 13 Camila Winter – 2023 Recomenda-se o uso de capnografia em forma de onda em pacientes intubados para monitorar a qualidade da RCP, otimizar as compressões torácicas e detectar o RCE. Embora monitores invasivos não sejam necessários durante a RCP, parâmetros fisiológicos, como pressões de relaxamento intra-arterial e saturação de oxigênio venoso central (SCVO2) podem ajudar a otimizar a RCP e detectar o RCE. CO2 ao final da expiração O principal determinante de PETCO2 durante a RCP é a chegada de sangue (débito cardíaco) nos pulmões. Valores de PETCO2 baixos,a dose em 5 a 10 mL de água estéril ou solução salina normal e injete-a diretamente no tubo ET. Administração de fluidos Ainda se desconhece a PA ideal pós-PCR; mas, uma PAM ≥ 65 mmHg é uma meta aceitável. 14 Camila Winter – 2023 Em pacientes com hipovolemia, o volume de FCE é restaurado com solução salina normal ou lactato de Ringer e evite D5W, pois ele reduzirá o sódio sérico rapidamente. Monitore os eletrólitos séricos. Ultrassom para FV/TVSP/assistolia/AESP O US pode ser utilizado em pacientes que estão recebendo RCP para ajudar a avaliar a contratilidade miocárdica e a identificar causas tratáveis da PCR, (hipovolemia, pneumotórax, TEP ou tamponamento pericárdico). Mas, não está claro se o uso de US afeta desfechos clínicos importantes. Retorno da circulação espontânea Se a ressuscitação for bem-sucedida na restauração de ritmo organizado, ou se forem descobertas outras evidências de RCE, faça o atendimento pós-PCR. Se não houver sinal de RCE, reinicie a RCP, administre a epinefrina e trate as causas reversíveis. Considere se é adequado continuar a ressuscitação. PCR: AESP e ASSÍSTOLE Ritmos da AESP: • Frequência — muito rápida ou muito lenta • Largura dos complexos QRS — largos em comparação com estreitos Ritmos de assistolia: falta de ritmo. Medicamentos para AESP e assistolia: epinefrina e outras medicações, dependendo da causa da parada. AESP A AESP se refere a uma situação em que o coração gera atividade elétrica que deve corresponder a um pulso, mas nenhum pulso pode ser encontrado. Qualquer ritmo organizado sem pulso é definido como AESP, incluindo ritmo sinusal, fibrilação ou flutter atrial, bloqueios de ramos de feixes e ritmos de escape idioventricular ou ventricular entre outros. Assistolia CAGADA (cabos, ganhos e derivações). Frequentemente, a assistolia representa o ritmo final, incluindo no caso de um paciente inicialmente em FV ou TVSP. A função cardíaca diminui, até cessar toda a atividade cardíaca funcional, e o paciente morre. Considere interromper a ressuscitação, se ETCO2 10 segundos nas compressões torácicas. Considere via aérea avançada e capnografia. Pacientes com ordens de NTR Se houver dúvidas sobre uma ordem de NTR, a ressuscitação deverá ser iniciada e continuada, até que haja um esclarecimento. Encerramento dos esforços de ressuscitação Ambiente intra-hospitalar A decisão de encerrar os esforços de ressuscitação cabe ao médico e se baseia na consideração de muitos fatores, dentre eles • Tempo do colapso à RCP • Tempo do colapso à primeira tentativa de desfibrilação • Doença comórbida • Estado pré-parada • Ritmo de parada inicial • Resposta às medidas de ressuscitação • ETCO2A duração ideal do CDT é de, no mínimo, 24 horas e a hipotermia por até 72 horas foi usada em RN. Durante o CDT, monitore a temperatura central do paciente usando um termômetro esofágico, um cateter vesical em pacientes não anúricos ou um cateter de artéria pulmonar, se inserido por causa de outras indicações. Temperaturas axilares, orais e retais não medem adequadamente a temperatura central. O CDT não deve afetar a decisão de realizar uma ICP, porque a ICP e a hipotermia simultâneas já foram relatadas como viáveis e seguras. Para o CDT, os profissionais devem manter uma meta de temperatura constante entre 32°C e 36°C. Qualquer combinação de infusão rápida de fluido isotônico gelado sem glicose (30 mL/kg), cateteres endovasculares, dispositivos de resfriamento de superfície ou simples intervenções superficiais (por exemplo, bolsas de gelo) parece segura e eficaz. O controle de temperatura entre 32°C e 36°C não é contraindicado em ninguém, portanto, todos que precisam de tratamento intensivo são qualificados. Obtenha uma TC do cérebro, faça monitoramento de EEG e considere outro manejo de atendimento crítico. Transporte o paciente para um local que ofereça 17 Camila Winter – 2023 esse tratamento além da reperfusão coronária (ICP) e outros tratamentos pós-PCR específicos. Trate a causa que desencadeou a PCR depois do RCE e inicie ou solicite estudos que contribuam para a avaliação do paciente. É necessário identificar e tratar qualquer desencadeante cardíaco, eletrolítico, toxicológico, pulmonar e neurológico da PCR. De modo geral, a causa mais comum de PCR é a doença cardiovascular e a isquemia coronária. Assim, deve-se obter um ECG de 12 derivações para detectar qualquer supra do segmento ST ou BRE. A angiografia coronária, se indicada, pode ser benéfica para pacientes pós-PCR independentemente de eles estarem despertos ou em coma. Não está claro se a angiografia coronária de urgência é benéfica para pacientes pós-PCR sem IAMST. A determinação do prognóstico neurológico é imprecisa durante as primeiras 72 horas depois da ressuscitação em pacientes não tratados com CDT. Para os pacientes tratados com CDT, é necessário aguardar 72 horas depois de o paciente retornar à normotermia. O prognóstico com o exame clínico pode ser confundido com sedação ou paralisia. Após intervenções de reperfusão coronária ou se o paciente com PCR não apresentar evidência ou suspeita de IAM no ECG, a equipe deverá transferir o paciente para uma UTI. Outros tratamentos pós-ressuscitação Controle da glicemia: O benefício de qualquer controle usando uma faixa específica de glicemia é desconhecido em adultos com RCE pós-PCR. É aceitável controlar os níveis glicêmicos usando a mesma abordagem da população geral muito doente (por exemplo, tratamento com insulina quando necessário para manter uma glicemia entre 150 a 180 mg/dL). Antibióticos profiláticos: O benefício é desconhecido. Agentes neuroprotetores: A eficácia é desconhecida. Uso rotineiro de esteroides: Não há evidências definitivas. 18 Camila Winter – 2023