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DIREITO PROCESSUAL 
CIVIL
Atos Processuais
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
240516029890
ALINE OLIVEIRA
Advogada. Assessora no MP-RJ. Pós-graduada em Direito Público (UCAM), Advocacia 
Pública (UERJ), Direito Tributário (UCAM) e Direito e Processo Civil (UNIFTEC). Aprovada 
em concursos de analista (MP-SP e PGE-RJ) e advocacia pública. Professora de alguns 
cursos jurídicos.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Direito ProcessuAl civil 
Atos Processuais 
Aline Oliveira
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Atos Processuais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Tempo e Lugar dos Atos Processuais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
Processo Eletrônico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
Negócio Jurídico Processual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
Calendarização Processual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
Prazos Processuais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
Questões de concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
Gabarito comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
 
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Atos Processuais 
Aline Oliveira
APreseNtAÇÃoAPreseNtAÇÃo
Olá, futuro(a) advogado(a)!
Tudo bem? Firme nos estudos? Para quem ainda não me conhece, meu nome é Aline de 
Oliveira Cabral. Atualmente sou advogada, mas já fui Assessora no MPRJ. Sou pós-graduada 
em Direito Público pela UERJ e pela UCAM, em Direito Tributário pela UCAM e em Direito 
Civil e Processo Civil pela UNIFTEC e faço parte do GRAN CURSOS.
Eu fui residente jurídico tanto da PGE RJ quanto da PGM RJ, já fui aprovada em alguns 
concursos de advocacia pública (ex: Procurador da UNICAMP, advogado da IMBEL, Procurador 
de São José dos Campos) e em dois concursos de analista (PGE RJ e MPSP). Também já 
fui aprovada no concurso de Procurador do Ministério Público junto ao TCE RJ, cuja prova 
oral foi realizada pela banca CEBRASPE. Está vendo? Sou prova de que é possível SIM ser 
aprovado (a) tanto na OAB quanto em concursos públicos. Continuo prestando concursos 
de advocacia pública, ou seja, entendo o perrengue que é a vida de concurso e estou aqui 
para facilitar a vida de vocês.
Eu e toda a equipe do GRAN estamos aqui para te dar o máximo de dicas, teorias, 
exercícios, respondendo questões de provas anteriores e criando questões inéditas para 
que você surpreenda a Banca examinadora e não, o contrário.
Registro que estou muito feliz em estar aqui escrevendo esse livro digital para você 
atingir o sucesso na aprovação na OAB. Galera, não deixe de fazer muitas questões. Não 
tem como você conseguir a aprovação na 1ª fase da OAB sem realizar a leitura da lei seca, 
da jurisprudência e resolver o máximo de questões que você conseguir. O caminho é esse!
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Então, fica ligado 
no curso GRAN. Estou esperando as dúvidas no Fórum do aluno!
Segue o tópico do Edital da OAB que iremos estudar hoje:
18. Atos processuais. 18.1. Processo eletrônico. 18.2. Negócios Processuais. 18.3. Tempo e 
lugar dos atos processuais. 18.4 Prazos
Vamos começar?
Aline Oliveira
@prof_alineoliveira
 
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Atos Processuais 
Aline Oliveira
ATOS PROCESSUAISATOS PROCESSUAIS
Os atos processuais são manifestações de vontade dos sujeitos processuais (repare que 
não fica restrita as partes e ao juiz) e possuem como finalidade criar, modificar e extinguir 
a relação jurídica processual.
Repare que não são apenas os atos processuais que trazem eficácia para o processo. Os 
fatos processuais também trazem efeitos para o processo. Já vimos que a morte durante 
o processo traz consequências previstas pelo CPC.
Art. 110. Ocorrendo a morte de qualquer das partes, dar-se-á a sucessão pelo seu espólio ou 
pelos seus sucessores, observado o disposto no art. 313, §§ 1º e 2º.
Art. 313. Suspende-se o processo:
I - pela morte ou pela perda da capacidade processual de qualquer das partes, de seu representante 
legal ou de seu procurador;
§ 3º No caso de morte do procurador de qualquer das partes, ainda que iniciada a audiência de 
instrução e julgamento, o juiz determinará que a parte constitua novo mandatário, no prazo 
de 15 (quinze) dias, ao final do qual extinguirá o processo sem resolução de mérito, se o autor 
não nomear novo mandatário, ou ordenará o prosseguimento do processo à revelia do réu, se 
falecido o procurador deste.
O primeiro ponto que chamo a sua atenção diz respeito ao fato de que a norma processual 
não retroage, mas é aplicável imediatamente aos processos em curso, devendo respeitar 
os atos processuais já praticados. Trata-se do disposto no art. 14 do CPC e que é muito 
importante levando em consideração as alterações da norma processual e os seus efeitos.
Art. 14. A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em 
curso, respeitados os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a 
vigência da norma revogada.
No tocante a forma dos atos processuais, os atos e os termos processuais INDEPENDEM 
de forma determinada, SALVO QUANDO a lei expressamente a exigir, considerando-se 
válidos os que, realizados de outro modo, lhe preencham a finalidade essencial. Isso está 
previsto no art. 188 do CPC. Repare010. (FGV/2022/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO (MPE GO)/ANALISTA JURÍDICO) Marcos 
ajuíza ação de indenização em face de renomada clínica, especializada em realizar técnicas 
de reprodução assistida, em virtude de ter descoberto que seu filho, atualmente com quatro 
anos de idade, não possui o mesmo material genético que o seu, ao contrário do que foi 
acordado quando da realização da referida técnica. Diante do ocorrido, solicita perante o 
juízo competente a decretação de segredo de justiça.
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Nesse caso, assinale a afirmativa correta.
a) Subsiste razão ao pleito de Marcos, considerando que é direito da parte interessada 
requerer segredo de justiça, independente de motivação, devendo o mesmo ser decretado 
sempre que a controvérsia não envolver interesse público e social.
b) Não haveria fundamentação ao pleito de Marcos, tendo em vista o melhor interesse da 
criança em conhecer suas origens genéticas.
c) Subsiste razão ao pleito de Marcos, tendo em vista as hipóteses de decretação de segredo 
de justiça contidas no art. 189 do Código de Processo Civil.
d) Não haveria fundamentação ao pleito de Marcos, considerando a relevância e notoriedade 
da divulgação do caso, afeto ao interesse público e social.
e) Não haveria fundamentação ao pleito de Marcos, considerando os pressupostos gerais 
contidos no Código de Processo Civil, cuja eventual decretação de segredo de justiça precede de 
solicitação anterior ao ajuizamento da demanda, nos termos do art. 189 do referido diploma.
011. 011. (FGV/2022/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XXXVI EXAME) Ainda no início da fase de 
conhecimento de determinado processo, as partes e o magistrado, de comum acordo, 
resolvem fixar calendário para a prática de atos processuais. Estipulado que a realização 
da audiência ocorreria em determinada data, a parte ré não comparece e alega que não foi 
devidamente intimada para o ato, requerendo a designação de nova data. Nesse contexto 
você, como advogado(a), é procurado(a) pela parte ré, que busca avaliar as consequências 
de seu não comparecimento.
Nesse sentido, é correto afirmar que
a) o calendário não vincula o juiz, apenas as partes, as quais só podem requerer a modificação 
de datas se apresentada justa causa.
b) o calendário processual pode ser imposto pelo magistrado em casos excepcionais, sem 
a necessidade de prévio acordo com as partes, com fundamento na importância do objeto 
dos autos.
c) com exceção da audiência, dispensa-se a intimação das partes para a prática dos demais 
atos processuais cujas datas tiverem sido designadas no calendário.
d) a ré não poderia deixar de comparecer à audiência, pois a modificação do calendário pelo 
juiz ou pelas partes somente é possível em casos excepcionais, devidamente justificados.
012. 012. (FGV/2022/ANALISTA TÉCNICO (TCE TO)/DIREITO) Em um contrato celebrado por 
duas pessoas jurídicas de grande porte, foi ajustada uma cláusula estabelecendo um 
negócio processual em caráter pré-processual, no sentido de que, em eventual futuro 
processo judicial entre os contratantes, as partes se comprometiam a não produzir prova 
testemunhal. Todavia, posteriormente, uma das empresas referidas ajuizou uma demanda 
em face da outra e requereu a produção de prova testemunhal. A ré não se insurgiu contra 
esse requerimento, mas apenas afirmou que pretendia produzir prova documental.
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Partindo-se da premissa de que o referido negócio processual é válido, é correto afirmar 
que a referida prova testemunhal poderá ser produzida, pois a inércia da parte ré em arguir 
a referida cláusula configura a extinção do negócio processual.
013. 013. (FGV/2022/JUIZ ESTADUAL (TJ PE) Em uma ação envolvendo direitos disponíveis, antes 
da decisão de organização e saneamento, as partes firmaram negócio jurídico processual, 
por meio do qual escolheram consensualmente o perito e estabeleceram que nenhuma das 
partes indicaria assistente técnico.
Diante dessa situação jurídica, é correto afirmar que para a validade do referido negócio 
jurídico, este deve ser previamente homologado pelo juiz.
014. 014. (FGV/2021/ADVOGADO (PREF PAULÍNIA)/CREAS - ADAPTADA) Tramitam em segredo 
de justiça os processos em que o exija interesse privado.
015. 015. (FGV/2021/ADVOGADO (PREF PAULÍNIA)/CREAS - ADAPTADA) Aplica-se o segredo de 
justiça aos processos que versem sobre alimentos e guarda de crianças e adolescentes, 
mas não aos sobre casamento e união estável.
016. 016. (FGV/2021/ADVOGADO (PREF PAULÍNIA)/CREAS - ADAPTADA) Tramitam em segredo 
de justiça os processos em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à 
liberdade.
017. 017. (FGV/2021/ADVOGADO (PREF PAULÍNIA)/CREAS - ADAPTADA) O direito de consultar 
os autos de processo que tramite em segredo de justiça e de pedir certidões de seus atos 
é restrito às partes e aos seus procuradores.
018. 018. (FGV/2021/ADVOGADO (PREF PAULÍNIA)/CREAS - ADAPTADA) O terceiro, com ou sem 
interesse jurídico, pode requerer ao juiz certidão do dispositivo da sentença, bem como de 
inventário e de partilha resultantes de divórcio ou separação
019. 019. (FGV/2019/OFICIAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO (MPE RJ) Em ação popular proposta 
pelo Ministério Público, foi estabelecido calendário processual entre o juiz e as partes. No 
decorrer da ação, o cartório deixou de intimar pessoalmente o representante do Ministério 
Público para cumprir um dos prazos processuais estabelecidos no calendário, tendo sido 
certificada a ausência de sua manifestação. Diante disso, o representante do Ministério 
Público requereu genericamente a devolução do prazo.
Nessa hipótese, deverá o juiz anular o calendário processual, em razão do prejuízo a uma 
das partes.
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020. 020. (FGV/2018/TÉCNICO JUDICIÁRIO (TJ AL)/JUDICIÁRIA) O ato por meio do qual o juiz 
extingue a execução é despacho.
021. 021. (FGV/2018/TÉCNICO JUDICIÁRIO (TJ AL)/JUDICIÁRIA - ADAPTADA) Os meramente 
ordinatórios, como a juntada e a vista obrigatória, dependem de despacho do juiz.
022. 022. (FGV/2018/TÉCNICO JUDICIÁRIO (TJ AL)/JUDICIÁRIA - ADAPTADA) As citações podem ser 
realizadas durante as férias forenses, desde que haja prévia autorização judicial nesse sentido.
023. 023. (FGV/2018/TÉCNICO JUDICIÁRIO (TJ AL)/JUDICIÁRIA - ADAPTADA) Os atos processuais 
devem ser realizados, em regra, das 6 (seis) às 18 (dezoito) horas dos dias úteis.
024. 024. (FGV/2018/TÉCNICO JUDICIÁRIO (TJ AL)/JUDICIÁRIA - ADAPTADA) Os atos processuais 
em regra são públicos, podendo, excepcionalmente, ser decretado o segredo de justiça.
025. 025. (FGV/2018/TÉCNICO JUDICIÁRIO (TJ AL)/JUDICIÁRIA - ADAPTADA) As partes não poderão 
exigir recibos de petições, arrazoados, papéis e documentos que entregarem em cartório.
026. 026. (FGV/2018/TÉCNICO JUDICIÁRIO (TJ AL)/JUDICIÁRIA) Ao celebrar um contrato de 
compra e venda,os contratantes convencionaram sobre determinados ônus e deveres 
processuais. Nesse sentido, afirmaram que se houvesse necessidade de ação judicial para 
dirimir qualquer conflito em relação ao negócio jurídico ora entabulado, e pela possibilidade 
legal de autocomposição, o autor estaria desincumbido de provar a existência do contrato 
e que o réu não poderia contestar o feito.
O juiz controlará as validades destas convenções de ofício, e deverá admiti-las por se 
tratarem de direitos disponíveis.
027. 027. (FGV/2017/ANALISTA JUDICIÁRIO (TRT 12ª REGIÃO)/JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALIDADE” - 
ADAPTADA) Milena celebrou um contrato de adesão com a empresa Céu S.A., tendo por objeto 
o fornecimento de sinal de TV a cabo. Em determinada cláusula do contrato de prestação 
de serviços consta convenção das partes, atribuindo à adquirente dos serviços o ônus de 
provar, em caso de eventual litígio judicial, que o local de sua residência oferece as condições 
técnicas adequadas para o fornecimento do sinal de TV a cabo com a qualidade contratada.
Diante dessa situação hipotética, e de acordo com o CPC, é correto afirmar que a cláusula 
é válida, pois tem amparo no CPC.
028. 028. (FGV/2016/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XX EXAME) Rafael e Paulo, maiores e capazes, 
devidamente representados por seus advogados, celebraram um contrato, no qual, dentre 
outras obrigações, havia a previsão de que, em eventual ação judicial, os prazos processuais 
relativamente aos atos a serem praticados por ambos seriam, em todas as hipóteses, dobrados.
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Por conta de desavenças surgidas um ano após a celebração da avença, Rafael ajuizou uma 
demanda com o objetivo de rescindir o contrato e, ainda, receber indenização por dano 
material. Regularmente distribuída para o juízo da 10ª Vara Cível da comarca de Porto 
Alegre/RS, o magistrado houve por reconhecer, de ofício, a nulidade da cláusula que previa 
a dobra do prazo.
O magistrado agiu corretamente, uma vez que as regras processuais não podem ser alteradas 
pela vontade das partes.
029. 029. (FGV/2015/TÉCNICO DA PROCURADORIA (PGE RO)/”SEM ESPECIALIDADE” – ADAPTADA) 
Joaquim, advogado, é procurado por José para apresentar defesa no processo em que sua 
esposa pede o divórcio e alimentos. Sem ser ainda constituído procurador do réu nos autos, 
Joaquim vai ao cartório do juízo, onde poderá examinar os autos do processo, mesmo sem 
procuração.
030. 030. (FGV/2015/TÉCNICO DA PROCURADORIA (PGE RO)/”SEM ESPECIALIDADE” – ADAPTADA) 
Joaquim, advogado, é procurado por José para apresentar defesa no processo em que sua 
esposa pede o divórcio e alimentos. Sem ser ainda constituído procurador do réu nos autos, 
Joaquim vai ao cartório do juízo, onde não poderá examinar os autos do processo, mesmo 
que apresentasse a procuração naquele momento.
031. 031. (FGV/2015/TÉCNICO DA PROCURADORIA (PGE RO)/”SEM ESPECIALIDADE” – ADAPTADA) 
Joaquim, advogado, é procurado por José para apresentar defesa no processo em que 
sua esposa pede o divórcio e alimentos. Sem ser ainda constituído procurador do réu nos 
autos, Joaquim vai ao cartório do juízo, onde não poderá examinar os autos do processo, 
pois não tem procuração.
032. 032. (FGV/2015/ANALISTA JUDICIÁRIO (TJ PI)/JUDICIÁRIA/ESCRIVÃO JUDICIAL - ADAPTADA) 
O direito de consultar os autos de processo que corre em segredo de justiça e de pedir 
certidões de seus atos é restrito às partes, seus ascendentes e descendentes, bem como 
a seus procuradores.
033. 033. (FGV/2015/ANALISTA JUDICIÁRIO (TJ PI)/JUDICIÁRIA/ESCRIVÃO JUDICIAL - ADAPTADA) 
Correm em segredo de justiça, quando assim decidir o Juiz da causa, os processos que 
dizem respeito a casamento, filiação, separação dos cônjuges, conversão desta em divórcio, 
alimentos e guarda de menores.
034. 034. (FGV/2015/ANALISTA JUDICIÁRIO (TJ PI)/JUDICIÁRIA/ESCRIVÃO JUDICIAL - ADAPTADA) 
Os atos meramente ordinatórios, como a juntada e a vista obrigatória, podem ser praticados 
pelo servidor, desde que à vista de determinação do Juiz, que supervisionará a atuação.
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035. 035. (FGV/2015/ANALISTA JUDICIÁRIO (TJ PI)/JUDICIÁRIA/ESCRIVÃO JUDICIAL - ADAPTADA) 
A desistência da ação ou do recurso só produz efeito depois de homologada judicialmente.
036. 036. (FGV/2015/ANALISTA JUDICIÁRIO (TJ PI)/JUDICIÁRIA/ESCRIVÃO JUDICIAL - ADAPTADA) 
Os atos e termos do processo devem ser assinados pelas pessoas que neles intervieram, 
devendo o escrivão certificar nos autos quando não quiserem ou não puderem fazê-lo, 
valendo a certidão independentemente de testemunhas da ocorrência.
037. 037. (FGV/2024/ANALISTA LEGISLATIVO (CAM DEP)/CONSULTOR LEGISLATIVO/ÁREA V/”PROVA 
C. ESP. REAPLICADA” - ADAPTADA) Suspende-se o curso do prazo processual nos dias 
compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, exclusive.
038. 038. (FGV/2024/ANALISTA LEGISLATIVO (CAM DEP)/CONSULTOR LEGISLATIVO/ÁREA V/”PROVA 
C. ESP. REAPLICADA” - ADAPTADA) O juiz proferirá as decisões interlocutórias no prazo de 
10 dias e as sentenças no prazo de 30 dias.
039. 039. (FGV/2024/ANALISTA LEGISLATIVO (CAM DEP)/CONSULTOR LEGISLATIVO/ÁREA V/”PROVA 
C. ESP. REAPLICADA” - ADAPTADA) Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores 
terão prazos contados em dobro para todas as suas manifestações, ainda que se trate de 
processos em autos eletrônicos.
040. 040. (FGV/2024/ANALISTA LEGISLATIVO (CAM DEP)/CONSULTOR LEGISLATIVO/ÁREA V/”PROVA 
C. ESP. REAPLICADA” - ADAPTADA) Salvo disposição em contrário, os prazos serão contados 
incluindo o dia de começo e o de vencimento.
041. 041. (FGV/2024/ANALISTA LEGISLATIVO (CAM DEP)/CONSULTOR LEGISLATIVO/ÁREA V/”PROVA 
C. ESP. REAPLICADA” - ADAPTADA) Considera-se o dia do começo do prazo a data da entrega 
do mandado cumprido ao réu para ciência, quando a citação for por oficial de justiça.
042. 042. (FGV/2023/AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL (SEF MG)/TRIBUTAÇÃO - ADAPTADA) 
Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores terão prazos contados em dobro 
para todas as suas manifestações, mesmo se, havendo apenas dois réus, é oferecida defesa 
por apenas um deles.
043. 043. (FGV/2023/AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL (SEF MG)/TRIBUTAÇÃO - ADAPTADA) 
Na contagem de prazo processual em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-
ão somente os dias úteis.
044. 044. (FGV/2023/AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL (SEF MG)/TRIBUTAÇÃO - ADAPTADA) 
A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu favor, de maneira 
expressa ou tácita.
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045. 045. (FGV/2023/AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL (SEF MG)/TRIBUTAÇÃO - ADAPTADA) 
Salvo disposição em sentido diverso, o dia do começo do prazo, entre outras hipóteses, é 
a data de ocorrência da citação ou da intimação, quando ela se der por oficial de justiça.
046. 046. (FGV/2023/OFICIAL DE PROMOTORIA (MPE SP) – ADAPTADA) Salvodisposição em 
contrário, os prazos serão contados incluindo o dia do começo e o dia do vencimento.
047. 047. (FGV/2023/OFICIAL DE PROMOTORIA (MPE SP) – ADAPTADA) Na contagem de prazo em 
dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-ão somente os dias úteis.
048. 048. (FGV/2023/OFICIAL DE PROMOTORIA (MPE SP) – ADAPTADA) O juiz proferirá as sentenças 
no prazo de 15 (quinze) dias.
049. 049. (FGV/2023/CONCILIADOR (TJ BA) - ADAPTADA) No âmbito dos processos judiciais, é 
considerado prazo o intervalo de tempo para que determinada conduta seja realizada.
Nesse sentido, judiciais são estabelecidos pelo juiz, no caso de omissão legal.
050. 050. (FGV/2023/CONCILIADOR (TJ BA) - ADAPTADA) Os prazos próprios são aqueles 
definidos em Lei.
051. 051. (FGV/2023/CONCILIADOR (TJ BA) - ADAPTADA) Os prazos serão contados excluindo o 
dia do começo e o dia do vencimento.
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GABARITOGABARITO
1. E
2. E
3. C
4. E
5. E
6. d
7. b
8. b
9. b
10. c
11. d
12. C
13. E
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15. E
16. E
17. C
18. E
19. E
20. E
21. E
22. E
23. E
24. C
25. E
26. E
27. E
28. E
29. E
30. E
31. E
32. E
33. E
34. E
35. E
36. C
37. E
38. C
39. E
40. E
41. E
42. E
43. C
44. E
45. E
46. E
47. C
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49. C
50. E
51. E
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (FGV/2024/MEDIADOR JUDICIAL (TJ RJ) - ADAPTADA) A intimação das partes para a 
prática de ato processual ou a realização de audiência cujas datas tiverem sido designadas 
no calendário continuará sendo necessária.
É dispensada nessa hipótese, na forma do art. 191, §2, do CPC.
Art. 191
§ 2º Dispensa-se a intimação das partes para a prática de ato processual ou a realização de 
audiência cujas datas tiverem sido designadas no calendário
Errado.
002. 002. (FGV/2024/MEDIADOR JUDICIAL (TJ RJ) - ADAPTADA) O calendário processual somente 
pode ser adotado de ofício pelo magistrado, não sendo cabível a apresentação de calendário 
de comum acordo pelas partes.
Admite-se desde que seja de comum acordo entre juiz e as partes.
Art. 191. De comum acordo, o juiz e as partes podem fixar calendário para a prática dos atos 
processuais, quando for o caso.
Errado.
003. 003. (FGV/2024/MEDIADOR JUDICIAL (TJ RJ) - ADAPTADA) O calendário vincula as partes 
e o juiz, e os prazos nele previstos somente serão modificados em casos excepcionais, 
devidamente justificados.
É exatamente o teor do art. 191, §1, do CPC.
Art. 191
§ 1º O calendário vincula as partes e o juiz, e os prazos nele previstos somente serão modificados 
em casos excepcionais, devidamente justificados.
Certo.
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004. 004. (FGV/2024/MEDIADOR JUDICIAL (TJ RJ) - ADAPTADA) O calendário vincula as partes, 
porém o juízo não é vinculado ao calendário, sendo seus prazos não preclusivos.
Vincula não apenas as partes, mas também o próprio juízo.
Art. 191. De comum acordo, o juiz e as partes podem fixar calendário para a prática dos atos 
processuais, quando for o caso.
§ 1º O calendário vincula as partes e o juiz, e os prazos nele previstos somente serão modificados 
em casos excepcionais, devidamente justificados.
Errado.
005. 005. (FGV/2024/MEDIADOR JUDICIAL (TJ RJ) - ADAPTADA) Malgrado a utilidade da proposta, 
trata-se de negócio jurídico processual atípico, não havendo previsão legal no Código de 
Processo Civil acerca do calendário processual.
É um negócio processual típico e encontra previsão no CPC, como vimos acima.
Errado.
006. 006. (FGV/2024/ANALISTA LEGISLATIVO (CAM DEP)/CONSULTOR LEGISLATIVO/ÁREA V/”PROVA 
C. ESP. REAPLICADA”) Paulo ajuizou ação de procedimento comum em face de Ursolino. 
No curso da fase instrutória, as partes submeteram para homologação negócio jurídico 
processual, contendo as cláusulas a seguir listadas:
I. as partes reconheceram como competente juízo absolutamente incompetente;
II. as partes renunciaram ao direito de interpor recurso de apelação em face da futura 
sentença;
III. a audiência de instrução e julgamento será realizada no dia 20 de outubro de 2024, desde 
que o juiz concorde com a referida data;
IV. as decisões interlocutórias serão recorríveis em separado, independentemente de seu 
conteúdo, afastada a aplicação do Art. 1015 do CPC.
No caso acima, são válidas as cláusulas:
a) I, II, III e IV.
b) I, II e III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) III e IV, apenas.
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I – Incorreta. Não é possível alterar a competência absoluta.
Enunciado 20 do Fórum Permanente de Processualistas Civis (FPPC): “Não são admissíveis 
os seguintes negócios bilaterais, dentre outros: acordo para modificação da competência 
absoluta, acordo para supressão da primeira instância, acordo para afastar motivos de 
impedimento do juiz, acordo para criação de novas espécies recursais, acordo para ampliação 
das hipóteses de cabimento de recursos”.
II – Correta. Essa cláusula é válida e deve ser interpretada de forma estrita.
Art. 999. A renúncia ao direito de recorrer independe da aceitação da outra parte.
Enunciado 406 do Fórum Permanente de Processualistas Civis (FPPC): “Os negócios jurídicos 
processuais benéficos e a renúncia a direitos processuais interpretam-se estritamente”.
III – Correta. Admite-se o calendário processual.
Art. 191. De comum acordo, o juiz e as partes podem fixar calendário para a prática dos atos 
processuais, quando for o caso.
§ 1º O calendário vincula as partes e o juiz, e os prazos nele previstos somente serão modificados 
em casos excepcionais, devidamente justificados.
§ 2º Dispensa-se a intimação das partes para a prática de ato processual ou a realização de 
audiência cujas datas tiverem sido designadas no calendário.
IV – Incorreta. Não é possível essa cláusula.
Enunciado 20 do Fórum Permanente de Processualistas Civis (FPPC): “Não são admissíveis 
os seguintes negócios bilaterais, dentre outros: acordo para modificação da competência 
absoluta, acordo para supressão da primeira instância, acordo para afastar motivos de 
impedimento do juiz, acordo para criação de novas espécies recursais, acordo para ampliação 
das hipóteses de cabimento de recursos”.
Letra d.
007. 007. (FGV/2023/TÉCNICO DE PROCURADORIA (PREF NITERÓI)/(PGM) No que concerne aos 
atos processuais, é correto afirmar que:
a) devem ser invalidados aqueles que tiverem sido realizados na forma diversa da prevista 
na lei, ainda que alcançada a sua finalidade essencial;
b) são públicos, embora deva prevalecer o segredo de justiçanos feitos em que constem 
dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade;
c) é obrigatório o uso da língua portuguesa, embora o documento redigido em língua 
estrangeira possa ser juntado aos autos se as partes declararem compreender o seu teor;
d) caso as partes entreguem em cartório petições, arrazoados, papéis e documentos, a 
serventia não ficará obrigada a lhes passar recibo;
e) é vedado ao juiz e às partes fixar, ainda que de comum acordo, calendário para a sua prática.
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a) Errada. Serão válidos se alcançarem a finalidade essencial.
Art. 277. Quando a lei prescrever determinada forma, o juiz considerará válido o ato se, realizado 
de outro modo, lhe alcançar a finalidade.
b) Certa. Está de acordo com o art. 189, III, do CPC.
Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os processos:
I - em que o exija o interesse público ou social;
II - que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, filiação, 
alimentos e guarda de crianças e adolescentes;
III - em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade;
IV - que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral, desde que a 
confidencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante o juízo.
§ 1º O direito de consultar os autos de processo que tramite em segredo de justiça e de pedir 
certidões de seus atos é restrito às partes e aos seus procuradores.
§ 2º O terceiro que demonstrar interesse jurídico pode requerer ao juiz certidão do dispositivo 
da sentença, bem como de inventário e de partilha resultantes de divórcio ou separação.
c) Errada. Exige-se a versão para língua portuguesa.
Art. 192. Em todos os atos e termos do processo é obrigatório o uso da língua portuguesa.
Parágrafo único. O documento redigido em língua estrangeira somente poderá ser juntado aos 
autos quando acompanhado de versão para a língua portuguesa tramitada por via diplomática 
ou pela autoridade central, ou firmada por tradutor juramentado.
d) Errada. É direito das partes exigirem o recibo.
Art. 201. As partes poderão exigir recibo de petições, arrazoados, papéis e documentos que 
entregarem em cartório.
e) Errada. Admite-se a calendarização.
Art. 191. De comum acordo, o juiz e as partes podem fixar calendário para a prática dos atos 
processuais, quando for o caso.
§ 1º O calendário vincula as partes e o juiz, e os prazos nele previstos somente serão modificados 
em casos excepcionais, devidamente justificados.
§ 2º Dispensa-se a intimação das partes para a prática de ato processual ou a realização de 
audiência cujas datas tiverem sido designadas no calendário.
Letra b.
008. 008. (FGV/2023/TÉCNICO DE PROCURADORIA (PREF NITERÓI)/(PGM) Um servidor, no juízo 
competente, de ofício, abriu vista do feito às partes, após a juntada dos cálculos do contador 
aos autos do processo, sem prévio despacho do juiz nesse sentido.
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É correto afirmar que tal conduta é:
a) possível, pois se trata de despacho ordinatório;
b) possível, pois se trata de ato meramente ordinatório;
c) proibida, uma vez que é decisão interlocutória exclusiva de juiz;
d) proibida, pois é ato meramente ordinatório exclusivo de juiz;
e) proibida, pois se trata de despacho exclusivo de juiz.
Trata-se de conduta permitida, pois não é um despacho e sim um ato meramente ordinatório.
Art. 203. Os pronunciamentos do juiz consistirão em sentenças, decisões interlocutórias e 
despachos.
(...)
§ 4º Os atos meramente ordinatórios, como a juntada e a vista obrigatória, independem de 
despacho, devendo ser praticados de ofício pelo servidor e revistos pelo juiz quando necessário.
Letra b.
009. 009. (FGV/2022/JUIZ ESTADUAL (TJ MG) Pedro e João são casados. Pedro aforou ação de 
cobrança contra João visando receber dívida contraída antes do casamento e requereu 
segredo de justiça.
O pedido
a) não deve ser deferido, porque a maior parte da comunidade sabe da existência da dívida.
b) deve ser indeferido, porque o conflito de interesses é meramente contratual.
c) deve ser deferido, para preservar a intimidade e a harmonia do casal.
d) deve ser deferido, porque autor e réu são casados.
Via de regra, os atos processuais são públicos, na forma do art. 11 do CPC.
Art. 11. Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas 
todas as decisões, sob pena de nulidade.
Parágrafo único. Nos casos de segredo de justiça, pode ser autorizada a presença somente das 
partes, de seus advogados, de defensores públicos ou do Ministério Público.
O caso concreto versa sobre interesse meramente PATRIMONIAL e que não consta do rol 
do art. 189 do CPC.
Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os processos:
I - em que o exija o interesse público ou social;
II - que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, 
filiação, alimentos e guarda de crianças e adolescentes;
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III - em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade;
IV - que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral, desde que a 
confidencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante o juízo.
§ 1º O direito de consultar os autos de processo que tramite em segredo de justiça e de pedir 
certidões de seus atos é restrito às partes e aos seus procuradores.
§ 2º O terceiro que demonstrar interesse jurídico pode requerer ao juiz certidão do dispositivo 
da sentença, bem como de inventário e de partilha resultantes de divórcio ou separação.
Daí, concluímos que não deve ter segredo de justiça nessa hipótese.
Letra b.
010. 010. (FGV/2022/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO (MPE GO)/ANALISTA JURÍDICO) Marcos 
ajuíza ação de indenização em face de renomada clínica, especializada em realizar técnicas 
de reprodução assistida, em virtude de ter descoberto que seu filho, atualmente com quatro 
anos de idade, não possui o mesmo material genético que o seu, ao contrário do que foi 
acordado quando da realização da referida técnica. Diante do ocorrido, solicita perante o 
juízo competente a decretação de segredo de justiça.
Nesse caso, assinale a afirmativa correta.
a) Subsiste razão ao pleito de Marcos, considerando que é direito da parte interessada 
requerer segredo de justiça, independente de motivação, devendo o mesmo ser decretado 
sempre que a controvérsia não envolver interesse público e social.
b) Não haveria fundamentação ao pleito de Marcos, tendo em vista o melhor interesse da 
criança em conhecer suas origens genéticas.
c) Subsiste razão ao pleito de Marcos, tendo em vista as hipóteses de decretação de segredo 
de justiça contidas no art. 189 do Código de Processo Civil.
d) Não haveria fundamentação ao pleito de Marcos, considerandoa relevância e notoriedade 
da divulgação do caso, afeto ao interesse público e social.
e) Não haveria fundamentação ao pleito de Marcos, considerando os pressupostos gerais 
contidos no Código de Processo Civil, cuja eventual decretação de segredo de justiça precede 
de solicitação anterior ao ajuizamento da demanda, nos termos do art. 189 do referido 
diploma.
Novamente, uma questão da banca FGV que cobra o conhecimento do art. 189 do CPC. 
Memorize esse dispositivo legal!
Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os processos:
I - em que o exija o interesse público ou social;
II - que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, filiação, 
alimentos e guarda de crianças e adolescentes;
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III - em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade;
IV - que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral, desde que a 
confidencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante o juízo.
§ 1º O direito de consultar os autos de processo que tramite em segredo de justiça e de pedir 
certidões de seus atos é restrito às partes e aos seus procuradores.
§ 2º O terceiro que demonstrar interesse jurídico pode requerer ao juiz certidão do dispositivo 
da sentença, bem como de inventário e de partilha resultantes de divórcio ou separação.
a) Errada. Depende de motivação (uma das hipóteses do art. 189 do CPC). Apesar de 
interesse público e social fundamentar o requerimento de segredo de justiça, isso não é o 
caso da hipótese em análise.
b) Errada. Há fundamentação no art. 189 do CPC quando versa sobre FILIAÇÃO.
c) Certa. Esse é o nosso gabarito. Há previsão no art. 189 do CPC, como vimos.
d) Errada. Há fundamentação sim.
e) Errada. Há fundamentação no art. 189 do CPC. Além disso, o pedido de segredo de 
justiça não é anterior ao ajuizamento da demanda, devendo ser feito com o ajuizamento 
ou durante a tramitação dela.
Letra c.
011. 011. (FGV/2022/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XXXVI EXAME) Ainda no início da fase de 
conhecimento de determinado processo, as partes e o magistrado, de comum acordo, 
resolvem fixar calendário para a prática de atos processuais. Estipulado que a realização 
da audiência ocorreria em determinada data, a parte ré não comparece e alega que não foi 
devidamente intimada para o ato, requerendo a designação de nova data. Nesse contexto 
você, como advogado(a), é procurado(a) pela parte ré, que busca avaliar as consequências 
de seu não comparecimento.
Nesse sentido, é correto afirmar que
a) o calendário não vincula o juiz, apenas as partes, as quais só podem requerer a modificação 
de datas se apresentada justa causa.
b) o calendário processual pode ser imposto pelo magistrado em casos excepcionais, sem 
a necessidade de prévio acordo com as partes, com fundamento na importância do objeto 
dos autos.
c) com exceção da audiência, dispensa-se a intimação das partes para a prática dos demais 
atos processuais cujas datas tiverem sido designadas no calendário.
d) a ré não poderia deixar de comparecer à audiência, pois a modificação do calendário pelo 
juiz ou pelas partes somente é possível em casos excepcionais, devidamente justificados.
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a) Errada. Vincula também o juiz.
Art. 191
§ 1º O calendário vincula as partes e o juiz, e os prazos nele previstos somente serão modificados 
em casos excepcionais, devidamente justificados.
b) Errada. Não pode ser imposto pelo juiz e sim acordado entre as partes e o juiz.
Art. 191. De comum acordo, o juiz e as partes podem fixar calendário para a prática dos atos 
processuais, quando for o caso.
c) Errada. Até a audiência, se for acordada, dispensa intimação.
Art. 191
§ 2º Dispensa-se a intimação das partes para a prática de ato processual ou a realização de 
audiência cujas datas tiverem sido designadas no calendário.
d) Certa. Está de acordo com o art. 191, §1, do CPC.
Art. 191
§ 1º O calendário vincula as partes e o juiz, e os prazos nele previstos somente serão modificados 
em casos excepcionais, devidamente justificados.
Letra d.
012. 012. (FGV/2022/ANALISTA TÉCNICO (TCE TO)/DIREITO) Em um contrato celebrado por 
duas pessoas jurídicas de grande porte, foi ajustada uma cláusula estabelecendo um 
negócio processual em caráter pré-processual, no sentido de que, em eventual futuro 
processo judicial entre os contratantes, as partes se comprometiam a não produzir prova 
testemunhal. Todavia, posteriormente, uma das empresas referidas ajuizou uma demanda 
em face da outra e requereu a produção de prova testemunhal. A ré não se insurgiu contra 
esse requerimento, mas apenas afirmou que pretendia produzir prova documental.
Partindo-se da premissa de que o referido negócio processual é válido, é correto afirmar 
que a referida prova testemunhal poderá ser produzida, pois a inércia da parte ré em arguir 
a referida cláusula configura a extinção do negócio processual.
Como a outra parte quedou-se inerte, admite-se a produção da prova testemunhal.
Art. 190. Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, é lícito às partes 
plenamente capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às especificidades da 
causa e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou 
durante o processo.
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Parágrafo único. De ofício ou a requerimento, o juiz controlará a validade das convenções 
previstas neste artigo, recusando-lhes aplicação somente nos casos de nulidade ou de inserção 
abusiva em contrato de adesão ou em que alguma parte se encontre em manifesta situação de 
vulnerabilidade.
Art. 200. Os atos das partes consistentes em declarações unilaterais ou bilaterais de vontade 
produzem imediatamente a constituição, modificação ou extinção de direitos processuais.
Parágrafo único. A desistência da ação só produzirá efeitos após homologação judicial.
Certo.
013. 013. (FGV/2022/JUIZ ESTADUAL (TJ PE) Em uma ação envolvendo direitos disponíveis, antes 
da decisão de organização e saneamento, as partes firmaram negócio jurídico processual, 
por meio do qual escolheram consensualmente o perito e estabeleceram que nenhuma das 
partes indicaria assistente técnico.
Diante dessa situação jurídica, é correto afirmar que para a validade do referido negócio 
jurídico, este deve ser previamente homologado pelo juiz.
Independe de homologação pelo magistrado.
Enunciado n. 133 do Fórum Permanente de Processualistas Civis
Salvo nos casos expressamente previstos em lei, os negócios processuais do art. 190 não dependem 
de homologação judicial.
Conselho da Justiça Federal– CJF
Enunciado 115. O negócio jurídico processual somente se submeterá à homologação quando 
expressamente exigido em norma jurídica, admitindo-se, em todo caso, o controle de validadeda convenção.
Art. 190. Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, é lícito às partes 
plenamente capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às especificidades da 
causa e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou 
durante o processo.
Art. 471. As partes podem, de comum acordo, escolher o perito, indicando-o mediante 
requerimento, desde que:
I - sejam plenamente capazes;
II - a causa possa ser resolvida por autocomposição.
Errado.
014. 014. (FGV/2021/ADVOGADO (PREF PAULÍNIA)/CREAS - ADAPTADA) Tramitam em segredo 
de justiça os processos em que o exija interesse privado.
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O CPC fala em interesse público ou social.
Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os processos:
I - em que o exija o interesse público ou social;
Errado.
015. 015. (FGV/2021/ADVOGADO (PREF PAULÍNIA)/CREAS - ADAPTADA) Aplica-se o segredo de 
justiça aos processos que versem sobre alimentos e guarda de crianças e adolescentes, 
mas não aos sobre casamento e união estável.
Memorize o art. 189 do CPC, pois ele despenca nas provas. Casamento e união estável 
também aplicam o segredo de justiça.
Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os processos:
...
II - que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, 
filiação, alimentos e guarda de crianças e adolescentes;
Errado.
016. 016. (FGV/2021/ADVOGADO (PREF PAULÍNIA)/CREAS - ADAPTADA) Tramitam em segredo 
de justiça os processos em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à 
liberdade.
O examinador trocou intimidade por liberdade, deixando a alternativa incorreta.
Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os processos:
...
III - em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade;
Errado.
017. 017. (FGV/2021/ADVOGADO (PREF PAULÍNIA)/CREAS - ADAPTADA) O direito de consultar 
os autos de processo que tramite em segredo de justiça e de pedir certidões de seus atos 
é restrito às partes e aos seus procuradores.
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Está de acordo com o art. 189, §1, do CPC.
§ 1º O direito de consultar os autos de processo que tramite em segredo de justiça e de pedir 
certidões de seus atos é restrito às partes e aos seus procuradores.
Certo.
018. 018. (FGV/2021/ADVOGADO (PREF PAULÍNIA)/CREAS - ADAPTADA) O terceiro, com ou sem 
interesse jurídico, pode requerer ao juiz certidão do dispositivo da sentença, bem como de 
inventário e de partilha resultantes de divórcio ou separação
Exige-se a demonstração do interesse jurídico, na forma do art. 189, §2, do CPC.
§ 2º O terceiro que demonstrar interesse jurídico pode requerer ao juiz certidão do dispositivo 
da sentença, bem como de inventário e de partilha resultantes de divórcio ou separação.
Errado.
019. 019. (FGV/2019/OFICIAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO (MPE RJ) Em ação popular proposta 
pelo Ministério Público, foi estabelecido calendário processual entre o juiz e as partes. No 
decorrer da ação, o cartório deixou de intimar pessoalmente o representante do Ministério 
Público para cumprir um dos prazos processuais estabelecidos no calendário, tendo sido 
certificada a ausência de sua manifestação. Diante disso, o representante do Ministério 
Público requereu genericamente a devolução do prazo.
Nessa hipótese, deverá o juiz anular o calendário processual, em razão do prejuízo a uma 
das partes.
Deve indeferir a devolução do prazo, pois é dispensada a intimação das partes para a prática 
de atos processuais e audiências previstos no calendário processual.
Art. 191. De comum acordo, o juiz e as partes podem fixar calendário para a prática dos atos 
processuais, quando for o caso.
§ 1º O calendário vincula as partes e o juiz, e os prazos nele previstos somente serão modificados 
em casos excepcionais, devidamente justificados.
§ 2º Dispensa-se a intimação das partes para a prática de ato processual ou a realização de 
audiência cujas datas tiverem sido designadas no calendário.
Errado.
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020. 020. (FGV/2018/TÉCNICO JUDICIÁRIO (TJ AL)/JUDICIÁRIA) O ato por meio do qual o juiz 
extingue a execução é despacho.
O correto é falar em sentença, na forma do art. 203, §1, do CPC.
§ 1º Ressalvadas as disposições expressas dos procedimentos especiais, sentença é o 
pronunciamento por meio do qual o juiz, com fundamento nos arts. 485 e 487, põe fim à fase 
cognitiva do procedimento comum, bem como extingue a execução.
(...)
§ 3º São despachos todos os demais pronunciamentos do juiz praticados no processo, de ofício 
ou a requerimento da parte.
Errado.
021. 021. (FGV/2018/TÉCNICO JUDICIÁRIO (TJ AL)/JUDICIÁRIA - ADAPTADA) Os meramente 
ordinatórios, como a juntada e a vista obrigatória, dependem de despacho do juiz.
Não dependem de despacho do magistrado.
Art. 203, § 4º Os atos meramente ordinatórios, como a juntada e a vista obrigatória, independem 
de despacho, devendo ser praticados de ofício pelo servidor e revistos pelo juiz quando necessário.
Errado.
022. 022. (FGV/2018/TÉCNICO JUDICIÁRIO (TJ AL)/JUDICIÁRIA - ADAPTADA) As citações podem ser 
realizadas durante as férias forenses, desde que haja prévia autorização judicial nesse sentido.
Não depende de autorização judicial.
Art. 212, § 2º Independentemente de autorização judicial, as citações, intimações e penhoras 
poderão realizar-se no período de férias forenses, onde as houver, e nos feriados ou dias 
úteis fora do horário estabelecido neste artigo, observado o disposto no art. 5º, inciso XI, da 
Constituição Federal.
Errado.
023. 023. (FGV/2018/TÉCNICO JUDICIÁRIO (TJ AL)/JUDICIÁRIA - ADAPTADA) Os atos processuais 
devem ser realizados, em regra, das 6 (seis) às 18 (dezoito) horas dos dias úteis.
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É até 20h.
Art. 212. Os atos processuais serão realizados em dias úteis, das 6 (seis) às 20 (vinte) horas.
Errado.
024. 024. (FGV/2018/TÉCNICO JUDICIÁRIO (TJ AL)/JUDICIÁRIA - ADAPTADA) Os atos processuais 
em regra são públicos, podendo, excepcionalmente, ser decretado o segredo de justiça.
É o teor do art. 189 do CPC.
Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os 
processos:
I - em que o exija o interesse público ou social;
II - que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, filiação, 
alimentos e guarda de crianças e adolescentes;
III- em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade;
IV - que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral, desde que a 
confidencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante o juízo.
§ 1º O direito de consultar os autos de processo que tramite em segredo de justiça e de pedir 
certidões de seus atos é restrito às partes e aos seus procuradores.
§ 2º O terceiro que demonstrar interesse jurídico pode requerer ao juiz certidão do dispositivo 
da sentença, bem como de inventário e de partilha resultantes de divórcio ou separação.
Certo.
025. 025. (FGV/2018/TÉCNICO JUDICIÁRIO (TJ AL)/JUDICIÁRIA - ADAPTADA) As partes não poderão 
exigir recibos de petições, arrazoados, papéis e documentos que entregarem em cartório.
Podem exigir sim.
Art. 201. As partes poderão exigir recibo de petições, arrazoados, papéis e documentos que 
entregarem em cartório.
Errado.
026. 026. (FGV/2018/TÉCNICO JUDICIÁRIO (TJ AL)/JUDICIÁRIA) Ao celebrar um contrato de 
compra e venda, os contratantes convencionaram sobre determinados ônus e deveres 
processuais. Nesse sentido, afirmaram que se houvesse necessidade de ação judicial para 
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dirimir qualquer conflito em relação ao negócio jurídico ora entabulado, e pela possibilidade 
legal de autocomposição, o autor estaria desincumbido de provar a existência do contrato 
e que o réu não poderia contestar o feito.
O juiz controlará as validades destas convenções de ofício, e deverá admiti-las por se 
tratarem de direitos disponíveis.
O juiz controlará as validades destas convenções, recusando, de ofício, a cláusula que 
impossibilita o réu contestar.
A primeira cláusula é válida, na forma do enunciado abaixo:
Enunciado 21 do Fórum Permanente de Processualista Civis (FPPC): “São admissíveis os 
seguintes negócios, dentre outros: acordo para realização de sustentação oral, acordo para 
ampliação do tempo de sustentação oral, julgamento antecipado da lide convencional, 
convenção sobre prova, redução de prazos processuais”.
A segunda cláusula, por sua vez, é inválida já que o direito de defesa é garantia fundamental 
do processo, não podendo ser objeto de disposição das partes.
Art. 190. Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, é lícito às partes 
plenamente capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às especificidades da 
causa e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou 
durante o processo.
Errado.
027. 027. (FGV/2017/ANALISTA JUDICIÁRIO (TRT 12ª REGIÃO)/JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALIDADE” 
- ADAPTADA) Milena celebrou um contrato de adesão com a empresa Céu S.A., tendo por 
objeto o fornecimento de sinal de TV a cabo. Em determinada cláusula do contrato de 
prestação de serviços consta convenção das partes, atribuindo à adquirente dos serviços o 
ônus de provar, em caso de eventual litígio judicial, que o local de sua residência oferece as 
condições técnicas adequadas para o fornecimento do sinal de TV a cabo com a qualidade 
contratada.
Diante dessa situação hipotética, e de acordo com o CPC, é correto afirmar que a cláusula 
é válida, pois tem amparo no CPC.
A cláusula é nula, pois torna excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito.
Art. 190. Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, é lícito às partes 
plenamente capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às especificidades da 
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causa e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou 
durante o processo.
Parágrafo único. De ofício ou a requerimento, o juiz controlará a validade das convenções 
previstas neste artigo, recusando-lhes aplicação somente nos casos de nulidade ou de inserção 
abusiva em contrato de adesão ou em que alguma parte se encontre em manifesta situação 
de vulnerabilidade.
Enunciado n. 257 do FPPC: O art. 190 autoriza que as partes tanto estipulem mudanças do 
procedimento quanto convencionem sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais.
Enunciado n. 258 do FPPC: As partes podem convencionar sobre seus ônus, poderes, faculdades e 
deveres processuais, ainda que essa convenção não importe ajustes às especificidades da causa.
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento 
de produtos e serviços que:
(...)
VI - estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor.
Errado.
028. 028. (FGV/2016/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/XX EXAME) Rafael e Paulo, maiores e capazes, 
devidamente representados por seus advogados, celebraram um contrato, no qual, dentre 
outras obrigações, havia a previsão de que, em eventual ação judicial, os prazos processuais 
relativamente aos atos a serem praticados por ambos seriam, em todas as hipóteses, dobrados.
Por conta de desavenças surgidas um ano após a celebração da avença, Rafael ajuizou uma 
demanda com o objetivo de rescindir o contrato e, ainda, receber indenização por dano 
material. Regularmente distribuída para o juízo da 10ª Vara Cível da comarca de Porto 
Alegre/RS, o magistrado houve por reconhecer, de ofício, a nulidade da cláusula que previa 
a dobra do prazo.
O magistrado agiu corretamente, uma vez que as regras processuais não podem ser alteradas 
pela vontade das partes.
O magistrado agiu incorretamente, uma vez que, tratando-se de objeto disponível, realizado 
por partes capazes, eventual negócio processual, que ajuste o procedimento às especificidades 
da causa, deve ser respeitado.
Art. 190. Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, é lícito às partes 
plenamente capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às especificidades da 
causa e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou 
durante o processo.
Art. 191. De comum acordo, o juiz e as partes podem fixar calendário para a prática dos atos 
processuais, quando for o caso.
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§ 1º O calendário vincula as partes e o juiz, e os prazos nele previstos somente serão modificados 
em casos excepcionais, devidamente justificados.
§ 2º Dispensa-se a intimação das partes para a prática de ato processual ou a realização de 
audiência cujas datas tiverem sido designadas no calendário.
Errado.
029. 029. (FGV/2015/TÉCNICO DA PROCURADORIA (PGE RO)/”SEM ESPECIALIDADE” – ADAPTADA) 
Joaquim, advogado, é procurado por José para apresentar defesa no processo em que sua 
esposa pede o divórcio e alimentos. Sem ser ainda constituído procurador do réu nos autos, 
Joaquim vai ao cartório do juízo, onde poderá examinar os autos do processo, mesmo sem 
procuração.
Não pode examinar, pois é caso de segredo de justiça.
Art. 107. O advogado tem direito a:
I - examinar, em cartório de fórum e secretaria de tribunal,mesmo sem procuração, autos de 
qualquer processo, independentemente da fase de tramitação, assegurados a obtenção de 
cópias e o registro de anotações, salvo na hipótese de segredo de justiça, nas quais apenas o 
advogado constituído terá acesso aos autos
Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os processos:
II - que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, filiação, 
alimentos e guarda de crianças e adolescentes;
§ 1º O direito de consultar os autos de processo que tramite em segredo de justiça e de pedir 
certidões de seus atos é restrito às partes e aos seus procuradores.
Errado.
030. 030. (FGV/2015/TÉCNICO DA PROCURADORIA (PGE RO)/”SEM ESPECIALIDADE” – ADAPTADA) 
Joaquim, advogado, é procurado por José para apresentar defesa no processo em que sua 
esposa pede o divórcio e alimentos. Sem ser ainda constituído procurador do réu nos autos, 
Joaquim vai ao cartório do juízo, onde não poderá examinar os autos do processo, mesmo 
que apresentasse a procuração naquele momento.
Se apresentar a procuração pode examinar os autos do processo.
Art. 107. O advogado tem direito a:
I - examinar, em cartório de fórum e secretaria de tribunal, mesmo sem procuração, autos de 
qualquer processo, independentemente da fase de tramitação, assegurados a obtenção de 
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cópias e o registro de anotações, salvo na hipótese de segredo de justiça, nas quais apenas o 
advogado constituído terá acesso aos autos
Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os processos:
II - que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, filiação, 
alimentos e guarda de crianças e adolescentes;
§ 1º O direito de consultar os autos de processo que tramite em segredo de justiça e de pedir 
certidões de seus atos é restrito às partes e aos seus procuradores.
Errado.
031. 031. (FGV/2015/TÉCNICO DA PROCURADORIA (PGE RO)/”SEM ESPECIALIDADE” – ADAPTADA) 
Joaquim, advogado, é procurado por José para apresentar defesa no processo em que 
sua esposa pede o divórcio e alimentos. Sem ser ainda constituído procurador do réu nos 
autos, Joaquim vai ao cartório do juízo, onde não poderá examinar os autos do processo, 
pois não tem procuração.
Como não tem a procuração não tem direito de acesso aos autos que correm em segredo 
de justiça.
Art. 107. O advogado tem direito a:
I - examinar, em cartório de fórum e secretaria de tribunal, mesmo sem procuração, autos de 
qualquer processo, independentemente da fase de tramitação, assegurados a obtenção de 
cópias e o registro de anotações, salvo na hipótese de segredo de justiça, nas quais apenas o 
advogado constituído terá acesso aos autos
Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os processos:
II - que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, filiação, 
alimentos e guarda de crianças e adolescentes;
§ 1º O direito de consultar os autos de processo que tramite em segredo de justiça e de pedir 
certidões de seus atos é restrito às partes e aos seus procuradores.
Errado.
032. 032. (FGV/2015/ANALISTA JUDICIÁRIO (TJ PI)/JUDICIÁRIA/ESCRIVÃO JUDICIAL - ADAPTADA) 
O direito de consultar os autos de processo que corre em segredo de justiça e de pedir 
certidões de seus atos é restrito às partes, seus ascendentes e descendentes, bem como 
a seus procuradores.
Temos que dividir a alternativa em duas partes. O direito de consultar os autos de processo 
que corre em segredo de justiça é restrito às partes e aos seus procuradores. Da mesma 
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forma, o direito de pedir certidões nesses processos de segredo de justiça é restrito às 
partes e aos seus procuradores.
Art. 189
§ 1º O direito de consultar os autos de processo que tramite em segredo de justiça e de pedir 
certidões de seus atos é restrito às partes e aos seus procuradores.
§ 2º O terceiro que demonstrar interesse jurídico pode requerer ao juiz certidão do dispositivo 
da sentença, bem como de inventário e de partilha resultantes de divórcio ou separação.
Errado.
033. 033. (FGV/2015/ANALISTA JUDICIÁRIO (TJ PI)/JUDICIÁRIA/ESCRIVÃO JUDICIAL - ADAPTADA) 
Correm em segredo de justiça, quando assim decidir o Juiz da causa, os processos que 
dizem respeito a casamento, filiação, separação dos cônjuges, conversão desta em divórcio, 
alimentos e guarda de menores.
Independe de decisão do juiz. Trata-se de determinação legal.
Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os processos:
...
II - que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, filiação, 
alimentos e guarda de crianças e adolescentes;
Errado.
034. 034. (FGV/2015/ANALISTA JUDICIÁRIO (TJ PI)/JUDICIÁRIA/ESCRIVÃO JUDICIAL - ADAPTADA) 
Os atos meramente ordinatórios, como a juntada e a vista obrigatória, podem ser praticados 
pelo servidor, desde que à vista de determinação do Juiz, que supervisionará a atuação.
Independe de despacho do magistrado.
Art. 189
§ 4º Os atos meramente ordinatórios, como a juntada e a vista obrigatória, independem de 
despacho, devendo ser praticados de ofício pelo servidor e revistos pelo juiz quando necessário.
Errado.
035. 035. (FGV/2015/ANALISTA JUDICIÁRIO (TJ PI)/JUDICIÁRIA/ESCRIVÃO JUDICIAL - ADAPTADA) 
A desistência da ação ou do recurso só produz efeito depois de homologada judicialmente.
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A desistência do recurso INDEPENDE de homologação judicial.
Art. 200
Parágrafo único. A desistência da ação só produzirá efeitos após homologação judicial.
Errado.
036. 036. (FGV/2015/ANALISTA JUDICIÁRIO (TJ PI)/JUDICIÁRIA/ESCRIVÃO JUDICIAL - ADAPTADA) 
Os atos e termos do processo devem ser assinados pelas pessoas que neles intervieram, 
devendo o escrivão certificar nos autos quando não quiserem ou não puderem fazê-lo, 
valendo a certidão independentemente de testemunhas da ocorrência.
É o que prevê o art. 209 do CPC.
Art. 209. Os atos e os termos do processo serão assinados pelas pessoas que neles intervierem, 
todavia, quando essas não puderem ou não quiserem firmá-los, o escrivão ou o chefe de secretaria 
certificará a ocorrência.
Certo.
037. 037. (FGV/2024/ANALISTA LEGISLATIVO (CAM DEP)/CONSULTOR LEGISLATIVO/ÁREA V/”PROVA 
C. ESP. REAPLICADA” - ADAPTADA) Suspende-se o curso do prazo processual nos dias 
compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, exclusive.
É inclusive.
Art. 220. Suspende-se o curso do prazo processual nos dias compreendidos entre 20 de dezembro 
e 20 de janeiro, inclusive.
Errado.
038. 038. (FGV/2024/ANALISTA LEGISLATIVO (CAM DEP)/CONSULTOR LEGISLATIVO/ÁREA V/”PROVA 
C. ESP. REAPLICADA” - ADAPTADA) O juiz proferirá as decisões interlocutórias no prazo de 
10 dias e as sentenças no prazode 30 dias.
Está de acordo com o art. 226 do CPC.
Art. 226. O juiz proferirá:
I - os despachos no prazo de 5 (cinco) dias;
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II - as decisões interlocutórias no prazo de 10 (dez) dias;
III - as sentenças no prazo de 30 (trinta) dias.
Certo.
039. 039. (FGV/2024/ANALISTA LEGISLATIVO (CAM DEP)/CONSULTOR LEGISLATIVO/ÁREA V/”PROVA 
C. ESP. REAPLICADA” - ADAPTADA) Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores 
terão prazos contados em dobro para todas as suas manifestações, ainda que se trate de 
processos em autos eletrônicos.
Quando o processo for eletrônico o prazo não é dobrado.
Art. 229. Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores, de escritórios de advocacia 
distintos, terão prazos contados em dobro para todas as suas manifestações, em qualquer juízo 
ou tribunal, independentemente de requerimento.
§ 1º Cessa a contagem do prazo em dobro se, havendo apenas 2 (dois) réus, é oferecida defesa 
por apenas um deles.
§ 2º Não se aplica o disposto no caput aos processos em autos eletrônicos.
Errado.
040. 040. (FGV/2024/ANALISTA LEGISLATIVO (CAM DEP)/CONSULTOR LEGISLATIVO/ÁREA V/”PROVA 
C. ESP. REAPLICADA” - ADAPTADA) Salvo disposição em contrário, os prazos serão contados 
incluindo o dia de começo e o de vencimento.
O dia do começo é excluído.
Art. 224. Salvo disposição em contrário, os prazos serão contados excluindo o dia do começo e 
incluindo o dia do vencimento.
Errado.
041. 041. (FGV/2024/ANALISTA LEGISLATIVO (CAM DEP)/CONSULTOR LEGISLATIVO/ÁREA V/”PROVA 
C. ESP. REAPLICADA” - ADAPTADA) Considera-se o dia do começo do prazo a data da entrega 
do mandado cumprido ao réu para ciência, quando a citação for por oficial de justiça.
É da juntada do mandado aos autos.
Art. 231. Salvo disposição em sentido diverso, considera-se dia do começo do prazo:
...
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II - a data de juntada aos autos do mandado cumprido, quando a citação ou a intimação for por 
oficial de justiça;
Errado.
042. 042. (FGV/2023/AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL (SEF MG)/TRIBUTAÇÃO - ADAPTADA) 
Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores terão prazos contados em dobro 
para todas as suas manifestações, mesmo se, havendo apenas dois réus, é oferecida defesa 
por apenas um deles.
Se for oferecida defesa por apenas um deles cessa o prazo em dobro.
Art. 229. Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores, de escritórios de advocacia 
distintos, terão prazos contados em dobro para todas as suas manifestações, em qualquer juízo 
ou tribunal, independentemente de requerimento.
§ 1º Cessa a contagem do prazo em dobro se, havendo apenas 2 (dois) réus, é oferecida 
defesa por apenas um deles.
§ 2º Não se aplica o disposto no caput aos processos em autos eletrônicos.
Errado.
043. 043. (FGV/2023/AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL (SEF MG)/TRIBUTAÇÃO - ADAPTADA) 
Na contagem de prazo processual em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-
ão somente os dias úteis.
É o que prevê o art. 219 do CPC.
Art. 219. Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-ão 
somente os dias úteis.
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se somente aos prazos processuais.
Certo.
044. 044. (FGV/2023/AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL (SEF MG)/TRIBUTAÇÃO - ADAPTADA) 
A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu favor, de maneira 
expressa ou tácita.
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Exige-se que seja feito de maneira expressa.
Art. 225. A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu favor, desde 
que o faça de maneira expressa.
Errado.
045. 045. (FGV/2023/AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL (SEF MG)/TRIBUTAÇÃO - ADAPTADA) 
Salvo disposição em sentido diverso, o dia do começo do prazo, entre outras hipóteses, é 
a data de ocorrência da citação ou da intimação, quando ela se der por oficial de justiça.
É da juntada do mandado aos autos.
Art. 231. Salvo disposição em sentido diverso, considera-se dia do começo do prazo:
...
II - a data de juntada aos autos do mandado cumprido, quando a citação ou a intimação for por 
oficial de justiça;
Errado.
046. 046. (FGV/2023/OFICIAL DE PROMOTORIA (MPE SP) – ADAPTADA) Salvo disposição em 
contrário, os prazos serão contados incluindo o dia do começo e o dia do vencimento.
Exclui o dia do começo.
Art. 224. Salvo disposição em contrário, os prazos serão contados excluindo o dia do começo e 
incluindo o dia do vencimento.
Errado.
047. 047. (FGV/2023/OFICIAL DE PROMOTORIA (MPE SP) – ADAPTADA) Na contagem de prazo em 
dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-ão somente os dias úteis.
É o que prevê o art. 219 do CPC.
Art. 219. Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-ão 
somente os dias úteis.
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se somente aos prazos processuais.
Certo.
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048. 048. (FGV/2023/OFICIAL DE PROMOTORIA (MPE SP) – ADAPTADA) O juiz proferirá as sentenças 
no prazo de 15 (quinze) dias.
O prazo é de 30 dias.
Art. 226. O juiz proferirá:
I - os despachos no prazo de 5 (cinco) dias;
II - as decisões interlocutórias no prazo de 10 (dez) dias;
III - as sentenças no prazo de 30 (trinta) dias.
Errado.
049. 049. (FGV/2023/CONCILIADOR (TJ BA) - ADAPTADA) No âmbito dos processos judiciais, é 
considerado prazo o intervalo de tempo para que determinada conduta seja realizada.
Nesse sentido, judiciais são estabelecidos pelo juiz, no caso de omissão legal.
É o que prevê o art. 218, §1, do CPC.
§ 1º Quando a lei for omissa, o juiz determinará os prazos em consideração à complexidade do ato.
Certo.
050. 050. (FGV/2023/CONCILIADOR (TJ BA) - ADAPTADA) Os prazos próprios são aqueles 
definidos em Lei.
Esses são os prazos legais.
Art. 218. Os atos processuais serão realizados nos prazos prescritos em lei.
Errado.
051. 051. (FGV/2023/CONCILIADOR (TJ BA) - ADAPTADA) Os prazos serão contados excluindo o 
dia do começo e o dia do vencimento.
O dia do vencimento é INCLUÍDO.
Art. 224. Salvo disposição em contrário, os prazos serão contados excluindo o dia do começo e 
incluindo o dia do vencimento.
Errado.
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	Sumário
	Apresentação
	Atos Processuais
	Tempo e Lugar dos Atos Processuais
	Processo Eletrônico
	Negócio Jurídico Processual
	Calendarização Processual
	Prazos Processuais
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentadoque a regra é não depender de forma determinada. A 
exceção é quando a lei expressamente exigir uma forma. Entretanto, mesmo quando a lei 
exige uma forma determinada, caso o ato seja realizado de outra forma, mas a finalidade 
essencial tenha sido preenchida o ato será considerado VÁLIDO. Os examinadores adoram 
cobrar esses detalhes que mencionei. Fique atento!
A instrumentalidade das formas traz exatamente essa ideia de que os atos processuais 
devem não causar prejuízo às partes, de modo que se isso ocorrer e o ato praticado tenha 
preenchido a finalidade essencial prevista só que de outra forma, mesmo assim o ato será 
considerado VÁLIDO.
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Atos Processuais 
Aline Oliveira
O CPC/2015 almeja superar o formalismo desnecessário que já era criticado e superado 
pela jurisprudência durante o CPC/1973. A título de exemplo, cita-se a hipótese de 
apresentação de outro documento que não fosse a cópia da certidão de intimação da 
decisão que autorizasse a interposição de agravo de instrumento, o que já era admitido 
pelo STJ, desde que possível a análise da tempestividade por meio desse outro documento.
O CPC exige que os atos sejam realizados em língua portuguesa. Entretanto, o próprio 
CPC traz uma exigência para a utilização de documento redigido em outra língua. Nessa 
hipótese, o documento redigido em língua estrangeira SOMENTE poderá ser juntado 
aos autos quando acompanhado de versão para a língua portuguesa tramitada por via 
diplomática ou pela autoridade central, ou firmada por tradutor juramentado. Memorize 
quais são essas hipóteses, pois isso cai bastante também.
Art. 192. Em todos os atos e termos do processo é obrigatório o uso da língua portuguesa.
Parágrafo único. O documento redigido em língua estrangeira somente poderá ser juntado aos 
autos quando acompanhado de versão para a língua portuguesa tramitada por via diplomática 
ou pela autoridade central, ou firmada por tradutor juramentado.
É importante mencionar que o STJ entende que caso o documento em língua estrangeira 
não dificulte a compreensão tanto do magistrado quanto das partes em relação ao seu 
conteúdo, trata-se de mera irregularidade, incapaz, portanto, de invalidar o ato.
JURISPRUDÊNCIA
RECURSO ESPECIAL. SEGURO DE AUTOMÓVEL. FRAUDE. INSTRUMENTO DE COMPRA 
E VENDA FIRMADO E REGISTRADO NO PARAGUAI QUATRO DIAS ANTES DO FURTO DO 
VEÍCULO. AUSÊNCIA DE TRADUÇÃO E DE REGISTRO NO BRASIL. POSSIBILIDADE DE 
UTILIZAÇÃO COMO MEIO DE PROVA.
I – Reconhecimento, pelo Tribunal de origem, da prática do chamado “golpe do seguro”, 
em que o segurado comunica à seguradora o furto de seu veículo, quando, na realidade, 
este já fora negociado com terceiros, que o transportam normalmente para outro país.
II – Utilização, para este reconhecimento, de instrumento contratual, redigido em 
espanhol, de compra e venda do veículo segurado, firmado e registrado por terceiros, 
no Paraguai, quatro dias antes do furto noticiado.
III – Rejeição das alegações relativas aos arts. 215 do CC/02, 757 do CC/02, 389 do 
CPC e 364 do CPC.
IV – Como a ausência de tradução do instrumento de compra e venda, redigido em 
espanhol, contendo informações simples, não comprometeu a sua compreensão pelo 
juiz e pelas partes, possibilidade de interpretação teleológica, superando-se os óbices 
formais, das regras dos arts. 157 do CPC e 224 do CC/02.
V – Precedentes específicos deste Superior Tribunal de Justiça.
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VI – A exigência de registro de que trata os arts. 129, §6º, e 148 da Lei 6.015/73, 
constitui condição para a eficácia das obrigações objeto do documento estrangeiro, 
e não para a sua utilização como meio de prova.
VII – Inteligência do art. 131 do CPC, que positiva o princípio do livre convencimento 
motivado.
VIII – Recurso especial não provido. (REsp n. 924.992/PR, relator Ministro Paulo de Tarso 
Sanseverino, Terceira Turma, julgado em 19/5/2011, DJe de 26/5/2011.)
A publicidade é a regra dos atos processuais. Entretanto, o próprio CPC elenca as hipóteses 
em que vamos ter processos tramitando em segredo de justiça. São essas as hipóteses: 
em que o exija o interesse público ou social (examinador adora trocar esses interesses que 
autorizam o segredo de justiça. Fique ligado!); que versem sobre casamento, separação 
de corpos, divórcio, separação, união estável, filiação, alimentos e guarda de crianças e 
adolescentes; em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade 
(memorize que é direito à INTIMIDADE. O examinador gosta de trocar esse direito a que se 
refere o art. 189, III, do CPC); que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de 
carta arbitral, DESDE QUE a confidencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada 
perante o juízo. Esse rol do art.189 é TAXATIVO.
O direito DE CONSULTAR os autos de processo que tramite em segredo de justiça E DE 
PEDIR CERTIDÕES de seus atos é restrito às partes e aos seus procuradores. Veja que nem 
mesmo os ascendentes ou descendentes das partes possuem esse direito. É uma pegadinha 
comum informar isso.
Repare que o terceiro para poder requerer ao juiz certidão do dispositivo da sentença, 
bem como de inventário e de partilha resultantes de divórcio ou separação DEVE demonstrar 
INTERESSE JURÍDICO.
Os atos processuais são divididos em: atos das partes; atos do magistrado e atos do 
escrivão ou chefe de secretaria.
Já aprendemos que o processo, via de regra, começa por iniciativa da parte, mas se 
desenvolve por impulso oficial.
Art. 2º O processo começa por iniciativa da parte e se desenvolve por impulso oficial, salvo as 
exceções previstas em lei.
Dentre os atos praticados pelas partes temos os postulatórios, probatórios e dispositivos. 
Os atos postulatórios são aqueles em que a parte pleiteia um provimento jurisdicional. 
Os atos probatórios são aqueles por meio dos quais as partes almejam convencer o órgão 
julgador. Os atos dispositivos, por sua vez, são aqueles em que as partes abrem mão de 
faculdades processuais ou do direito material.
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Os atos das partes consistentes em declarações unilaterais ou bilaterais de vontade 
produzem imediatamente a constituição, modificação ou extinção de direitos processuais. 
A desistência da ação só produzirá efeitos após homologação judicial.
A desistência da ação apenas produz efeito após a homologação judicial, mas o mesmo não 
acontece com a desistência do recurso.
Art. 998. O recorrente poderá, a qualquer tempo, sem a anuência do recorrido ou dos litisconsortes, 
desistir do recurso.
Parágrafo único. A desistência do recurso não impede a análise de questão cuja repercussão 
geral já tenha sido reconhecida e daquela objeto de julgamento de recursos extraordinários ou 
especiais repetitivos.
Art. 999. A renúncia ao direito de recorrer independe da aceitação da outra parte.
Outro ponto importante é que a desistênciada ação pode ser feita até a sentença (art. 
485, §5º, do CPC).
As partes poderão exigir recibo de petições, arrazoados, papéis e documentos que 
entregarem em cartório. Além disso, é vedado lançar nos autos cotas marginais ou interlineares, 
as quais o juiz mandará riscar, impondo a quem as escrever multa correspondente à metade 
do salário-mínimo.
Em relação aos atos do juiz, cumpre esclarecer que não se limitam a sentença, decisão 
interlocutória e despacho. Isso já era criticado pela doutrina em virtude do CPC/1973. Com 
o CPC/2015, o legislador passou a prever os pronunciamentos do juiz no art. 203. Como 
pronunciamentos do magistrado temos: sentença, decisão interlocutória e despacho. Já os 
atos do magistrado são mais amplos do que isso, tais como realização de inspeção judicial.
Pronunciamentos do magistrado
Sentença
Ressalvadas as disposições expressas dos procedimentos especiais, 
sentença é o pronunciamento por meio do qual o juiz, com fundamento 
nos arts. 485 e 487, põe fim à fase cognitiva do procedimento comum, 
bem como extingue a execução.
Decisão 
interlocutória
Todo pronunciamento judicial de natureza decisória que não se enquadre 
no conceito de sentença.
Despacho
Todos os demais pronunciamentos do juiz praticados no processo, de 
ofício ou a requerimento da parte.
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Com o CPC/2015 há a possibilidade de decisão interlocutória de mérito. Encontra previsão 
no art. 356 do CPC. É importante você saber de sua existência, bem como de qual recurso 
será possível para impugná-la. Vejamos:
Art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou 
parcela deles:
I - mostrar-se incontroverso;
II - estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do art. 355.
§ 1º A decisão que julgar parcialmente o mérito poderá reconhecer a existência de obrigação 
líquida ou ilíquida.
§ 2º A parte poderá liquidar ou executar, desde logo, a obrigação reconhecida na decisão que 
julgar parcialmente o mérito, independentemente de caução, ainda que haja recurso contra 
essa interposto.
§ 3º Na hipótese do § 2º, se houver trânsito em julgado da decisão, a execução será definitiva.
§ 4º A liquidação e o cumprimento da decisão que julgar parcialmente o mérito poderão ser 
processados em autos suplementares, a requerimento da parte ou a critério do juiz.
§ 5º A decisão proferida com base neste artigo é impugnável por agravo de instrumento.
 
Os atos meramente ordinatórios, como a juntada e a vista obrigatória, INDEPENDEM de 
despacho, devendo ser praticados de ofício pelo servidor e revistos pelo juiz quando necessário.
Acórdão é o julgamento colegiado proferido pelos tribunais. Os despachos, as decisões, 
as sentenças e os acórdãos serão redigidos, datados e assinados pelos juízes. Quando os 
pronunciamentos forem proferidos oralmente, o servidor os documentará, submetendo-os aos 
juízes para revisão e assinatura. A assinatura dos juízes, em todos os graus de jurisdição, pode ser 
feita eletronicamente, na forma da lei. Os despachos, as decisões interlocutórias, o dispositivo 
das sentenças e a ementa dos acórdãos serão publicados no Diário de Justiça Eletrônico.
Os prazos que o magistrado possui para fazer os seus pronunciamentos também é algo 
sempre cobrado pelos examinadores. Memorize!
Prazos para pronunciamento do magistrado (art. 226 do CPC)
Despacho prazo de 5 (cinco) dias
Decisões interlocutórias prazo de 10 (dez) dias
Sentenças prazo de 30 (trinta) dias
A partir do art. 206 do CPC, há a regulamentação dos atos do escrivão ou chefe de 
secretaria. Ao receber a petição inicial de processo, o escrivão ou o chefe de secretaria a 
autuará, mencionando o juízo, a natureza do processo, o número de seu registro, os nomes 
das partes e a data de seu início, e procederá do mesmo modo em relação aos volumes 
em formação.
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Quem vai rubricar e numerar todas as folhas dos autos? O escrivão ou o chefe de 
secretaria numerará e rubricará todas as folhas dos autos. Entretanto, há uma faculdade à 
parte, ao procurador, ao membro do Ministério Público, ao defensor público e aos auxiliares 
da justiça rubricar as folhas correspondentes aos atos em que intervierem.
Os termos de juntada, vista, conclusão e outros semelhantes constarão de notas datadas 
e rubricadas pelo escrivão ou pelo chefe de secretaria.
Os atos e os termos do processo serão assinados pelas pessoas que neles intervierem, 
todavia, quando essas não puderem ou não quiserem firmá-los, o escrivão ou o chefe de 
secretaria certificará a ocorrência. Quando se tratar de processo total ou parcialmente 
documentado em autos eletrônicos, os atos processuais praticados na presença do juiz 
poderão ser produzidos e armazenados de modo integralmente digital em arquivo eletrônico 
inviolável, na forma da lei, mediante registro em termo, que será assinado digitalmente 
pelo juiz e pelo escrivão ou chefe de secretaria, bem como pelos advogados das partes. 
Eventuais contradições na transcrição deverão ser suscitadas oralmente no momento 
de realização do ato, sob pena de preclusão, devendo o juiz decidir de plano e ordenar o 
registro, no termo, da alegação e da decisão.
Admite-se o uso da taquigrafia, da estenotipia ou de outro método idôneo em qualquer 
juízo ou tribunal. Não se admitem nos atos e termos processuais espaços em branco, SALVO 
os que forem inutilizados, assim como entrelinhas, emendas ou rasuras, EXCETO quando 
expressamente ressalvadas.
teMPo e luGAr Dos Atos ProcessuAisteMPo e luGAr Dos Atos ProcessuAis
Os atos processuais serão realizados em dias úteis, das 6 (seis) às 20 (vinte) horas. É 
importante que você memorize os horários em que se admite a realização de atos processuais. 
Isso é muito cobrado pelos examinadores também.
Beleza, professora . Já memorizei os horários, mas quais são considerados os dias úteis? Beleza, professora . Já memorizei os horários, mas quais são considerados os dias úteis? 
ou o que não é dia útil?ou o que não é dia útil?
Além dos declarados em lei, são feriados, para efeito forense, os sábados, os domingos 
e os dias em que não haja expediente forense.
A regra é que os atos devem ser realizados das 6 (seis) às 20 (vinte) horas. Entretanto, serão 
concluídos após as 20 (vinte) horas os atos iniciados antes, quando o adiamento prejudicar 
a diligência ou causar grave dano.
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Atos Processuais 
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É importante lembrar que o feriado local deve ser comprovado por ocasião da interposição 
do recurso, na forma do art. 1003, §6, do CPC.
§ 6º O recorrente comprovará a ocorrência de feriado local no ato de interposição do recurso.
Independentemente de autorização judicial, as citações, intimações e penhoras 
poderão realizar-se no período de férias forenses, onde as houver, e nos feriados ou dias 
úteis fora do horário estabelecido neste artigo, observadaa inviolabilidade do domicílio.
Constituição Federal
Art. 5
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento 
do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante 
o dia, por determinação judicial; (Vide Lei n. 13.105, de 2015) (Vigência)
Quando o ato tiver de ser praticado por meio de petição em autos não eletrônicos, essa 
deverá ser protocolada no horário de funcionamento do fórum ou tribunal, conforme o 
disposto na lei de organização judiciária local. Sabemos que boa parte das ações já são por 
meio eletrônico, mas é importante que você saiba que apesar de o horário para a prática 
dos atos processuais ser o disposto no CPC, quando o processo é físico devemos praticar 
o ato durante o horário de funcionamento do respectivo fórum.
A prática eletrônica de ato processual, por sua vez, pode ocorrer em qualquer horário 
até as 24 (vinte e quatro) horas do último dia do prazo. Além disso, o horário vigente no 
juízo perante o qual o ato deve ser praticado será considerado para fins de atendimento do 
prazo. Isso é relevante, pois pode ter diferença de fuso horário entre os Estados brasileiros.
Durante as férias forenses e nos feriados, não se praticarão atos processuais, excetuando-
se: as citações, intimações e penhoras; a tutela de urgência.
Processam-se durante as férias forenses, onde as houver, e não se suspendem pela 
superveniência delas: os procedimentos de jurisdição voluntária e os necessários à conservação 
de direitos, quando puderem ser prejudicados pelo adiamento; a ação de alimentos e os 
processos de nomeação ou remoção de tutor e curador; os processos que a lei determinar.
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Atos Processuais 
Aline Oliveira
Em relação ao lugar, os atos processuais realizar-se-ão ordinariamente na sede do juízo, 
ou, excepcionalmente, em outro lugar em razão de deferência, de interesse da justiça, da 
natureza do ato ou de obstáculo arguido pelo interessado e acolhido pelo juiz.
Processo eletrÔNicoProcesso eletrÔNico
Encontra previsão na lei 11.419/2006. Consideram-se realizados os atos processuais por 
meio eletrônico no dia e hora do seu envio ao sistema do Poder Judiciário, do que deverá 
ser fornecido protocolo eletrônico. Quando a petição eletrônica for enviada para atender 
prazo processual, serão consideradas tempestivas as transmitidas até as 24 (vinte e quatro) 
horas do seu último dia. Veja que traz o mesmo teor do CPC/2015.
Os sistemas a serem desenvolvidos pelos órgãos do Poder Judiciário deverão usar, 
preferencialmente, programas com código aberto, acessíveis ininterruptamente por meio 
da rede mundial de computadores, priorizando-se a sua padronização.
Além disso, os sistemas devem buscar identificar os casos de ocorrência de prevenção, 
litispendência e coisa julgada. A litispendência e a coisa julgada levam a extinção sem 
resolução do mérito, na forma do art. 485, V, do CPC/2015.
Os documentos cuja digitalização seja tecnicamente inviável devido ao grande volume 
ou por motivo de ilegibilidade deverão ser apresentados ao cartório ou secretaria ou 
encaminhados por meio de protocolo integrado judicial nacional no prazo de 10 (dez) dias 
contado do envio de petição eletrônica comunicando o fato, os quais serão devolvidos à 
parte após o trânsito em julgado.
Os atos processuais podem ser total ou parcialmente digitais, de forma a permitir que 
sejam produzidos, comunicados, armazenados e validados por meio eletrônico, na forma da lei.
Os sistemas de automação processual respeitarão a publicidade dos atos, o acesso e 
a participação das partes e de seus procuradores, inclusive nas audiências e sessões de 
julgamento, observadas as garantias da disponibilidade, independência da plataforma 
computacional, acessibilidade e interoperabilidade dos sistemas, serviços, dados e 
informações que o Poder Judiciário administre no exercício de suas funções.
NeGÓcio JurÍDico ProcessuAlNeGÓcio JurÍDico ProcessuAl
Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, é lícito às partes 
plenamente capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às especificidades 
da causa e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, 
antes ou durante o processo. De ofício ou a requerimento, o juiz controlará a validade das 
convenções recusando-lhes aplicação somente nos casos de nulidade ou de inserção abusiva 
em contrato de adesão ou em que alguma parte se encontre em manifesta situação de 
vulnerabilidade.
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Direito ProcessuAl civil 
Atos Processuais 
Aline Oliveira
O negócio jurídico processual pode ser unilateral ou bilateral; pode ser típico ou atípico. 
Rinaldo Mouzalas1 alerta:
Conquanto o art. 190 do CPC, restrinja a negociação processual aos direitos que admitam 
autocomposição, ela pode ocorrer em relação a direitos que não admitam, desde que em benefício 
da parte protegida pela indisponibilidade. O contrário não. Aliás, de ofício ou a requerimento, 
o juiz controlará a validade dos negócios jurídicos processuais. Por isso, recusará aplicação nos 
casos de nulidade ou de inserção abusiva em contrato de adesão ou em que alguma parte se 
encontre em manifesta situação de vulnerabilidade.
cAleNDAriZAÇÃo ProcessuAlcAleNDAriZAÇÃo ProcessuAl
Tópico bastante abordado pelos examinadores. O CPC autoriza que, de comum acordo, 
o juiz e as partes fixem calendário para a prática dos atos processuais, quando for o caso.
O calendário vincula as partes e o juiz, e os prazos nele previstos somente serão modificados 
em casos excepcionais, devidamente justificados. Dispensa-se a intimação das partes para 
a prática de ato processual ou a realização de audiência cujas datas tiverem sido designadas 
no calendário. As questões de prova adoram dizer que é necessária a intimação das partes, 
mesmo em relação aos atos que constam do calendário. Isso está errado, pessoal. O CPC 
diz que é DISPENSADA essa intimação.
PrAZos ProcessuAisPrAZos ProcessuAis
Os prazos processuais se dividem em: legais, judiciais e convencionais; comuns e 
particulares; próprios e impróprios; peremptórios e dilatórios.
Prazos processuais
Quanto à origem
Legais
Aqueles previstos na lei. Exemplo: 15 dias para contestação, na forma do 
art. 335 do CPC.
Art. 335. O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15 
(quinze) dias, cujo termo inicial será a data:
I - da audiência de conciliação ou de mediação, ou da última sessão de 
conciliação, quando qualquer parte não comparecer ou, comparecendo, 
não houver autocomposição;
II - do protocolo do pedido de cancelamento da audiência de conciliação 
ou de mediação apresentado pelo réu, quando ocorrer a hipótese do art. 
334, § 4º, inciso I;
III - prevista no art. 231, de acordo com o modo como foi feita a citação, 
nos demais casos.
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Atos Processuais 
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Prazos processuais
Judiciais
Aqueles estabelecidos pelo magistrado.Exemplo: prazo para contestação 
em ação rescisória, na forma do art. 970 do CPC.
Art. 970. O relator ordenará a citação do réu, designando-lhe prazo nunca 
inferior a 15 (quinze) dias nem superior a 30 (trinta) dias para, querendo, 
apresentar resposta, ao fim do qual, com ou sem contestação, observar-
se-á, no que couber, o procedimento comum.
Convencionais
Aqueles estabelecidos pelas partes. Exemplo: os do calendário processual.
Art. 191. De comum acordo, o juiz e as partes podem fixar calendário para 
a prática dos atos processuais, quando for o caso.
§ 1º O calendário vincula as partes e o juiz, e os prazos nele previstos somente 
serão modificados em casos excepcionais, devidamente justificados.
§ 2º Dispensa-se a intimação das partes para a prática de ato processual ou 
a realização de audiência cujas datas tiverem sido designadas no calendário.
Abrangência subjetiva
Comuns
Aqueles que correm contra mais de uma parte do mesmo polo do processo 
ou contra autor e réu simultaneamente.
Particulares Aqueles que correm contra apenas um sujeito do processo.
Quanto ao sujeito
Próprios
Correm contra os sujeitos parciais do processo e levam, via de regra, a 
preclusão. Ou seja, a regra é que se os prazos próprios não forem respeitados 
a parte perdeu a sua faculdade processual.
Impróprios
Correm contra o juiz e os auxiliares de justiça. Aqui não há a preclusão, mas 
sim efeitos meramente disciplinares, via de regra. Cita-se, entretanto, um 
efeito processual que decorre da inércia injustificada do magistrado, na 
forma do art. 235, §3, do CPC.
§ 3º Mantida a inércia, os autos serão remetidos ao substituto legal do juiz 
ou do relator contra o qual se representou para decisão em 10 (dez) dias.
Quanto a alterabilidade – segundo o CPC/1973
Peremptórios São inalteráveis pela vontade das partes.
Dilatórios Admite-se a redução ou prorrogação por acordo das partes.
Essa classificação perde um pouco a sua importância prática, já que com o CPC/2015 possibilita 
a alteração pelas partes de qualquer prazo processual, com fundamento nos artigos 190 e 191 
do CPC.
Temos que a única vedação no tocante à alteração dos prazos é aquela que impede o magistrado 
de reduzir prazos peremptórios sem anuência das partes. Isso encontra previsão no art. 222, 
§1º, do CPC.
O prazo para apresentação de razões finais escritas pelas partes e pelo MP é comum ou 
particulares? Para responder corretamente esse questionamento, é fundamental a leitura 
do art. 364, §2, do CPC. Vejamos:
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Art. 364. Finda a instrução, o juiz dará a palavra ao advogado do autor e do réu, bem como ao 
membro do Ministério Público, se for o caso de sua intervenção, sucessivamente, pelo prazo de 
20 (vinte) minutos para cada um, prorrogável por 10 (dez) minutos, a critério do juiz.
§ 1º Havendo litisconsorte ou terceiro interveniente, o prazo, que formará com o da prorrogação 
um só todo, dividir-se-á entre os do mesmo grupo, se não convencionarem de modo diverso.
§ 2º Quando a causa apresentar questões complexas de fato ou de direito, o debate oral poderá 
ser substituído por razões finais escritas, que serão apresentadas pelo autor e pelo réu, bem 
como pelo Ministério Público, se for o caso de sua intervenção, em prazos sucessivos de 15 
(quinze) dias, assegurada vista dos autos.
Considerando que o CPC menciona prazos sucessivos, chegamos à conclusão de que é um 
prazo particular.
O art. 231 do CPC traz as formas de contagem dos prazos. Vejamos:
Formas de contagem dos prazos:
Salvo disposição em sentido diverso, considera-se dia do começo do prazo:
a data de juntada aos autos do aviso de recebimento, quando a citação ou a intimação for 
pelo correio;
a data de juntada aos autos do mandado cumprido, quando a citação ou a intimação for 
por oficial de justiça;
a data de ocorrência da citação ou da intimação, quando ela se der por ato do escrivão ou 
do chefe de secretaria;
o dia útil seguinte ao fim da dilação assinada pelo juiz, quando a citação ou a intimação for 
por edital;
o dia útil seguinte à consulta ao teor da citação ou da intimação ou ao término do prazo para 
que a consulta se dê, quando a citação ou a intimação for eletrônica;
a data de juntada do comunicado de que trata o art. 232 (carta precatória, rogatória ou de 
ordem) ou, não havendo esse, a data de juntada da carta aos autos de origem devidamente 
cumprida, quando a citação ou a intimação se realizar em cumprimento de carta;
a data de publicação, quando a intimação se der pelo Diário da Justiça impresso ou eletrônico;
o dia da carga, quando a intimação se der por meio da retirada dos autos, em carga, do 
cartório ou da secretaria.
o quinto dia útil seguinte à confirmação, na forma prevista na mensagem de citação, do 
recebimento da citação realizada por meio eletrônico.
Recomendo que você memorize esse quadrinho-resumo, pois pode cair na sua prova!
Outro ponto importante, tanto para a vida prática como advogado quanto para você 
acertar questões de prova, diz respeito a contagem de prazo quando temos mais de um 
réu. Esse ponto encontra previsão no art. 231, §1, do CPC. Nesse caso, o dia do começo 
do prazo para contestar corresponderá à última das datas a que se referem o quadrinho 
acima e que correspondem aos incisos I a VI do art. 231.
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Entretanto, havendo mais de um intimado, o prazo para cada um é contado individualmente. 
Repare que o §1º está relacionado a citação para contestar, e o que vimos agora é referente 
à intimação. Não confunda para não errar em prova!
E como é feita a contagem dos prazos? Salvo disposição em contrário, os prazos serão 
contados excluindo o dia do começo e incluindo o dia do vencimento. Repare que podemos 
ter disposição em contrário, sendo o mencionado apenas a regra, portanto.
Os dias do começo e do vencimento do prazo serão protraídos para o primeiro dia útil 
seguinte, se coincidirem com dia em que o expediente forense for encerrado antes ou 
iniciado depois da hora normal ou houver indisponibilidade da comunicação eletrônica. 
Considera-se como data de publicação o primeiro dia útil seguinte ao da disponibilização da 
informação no Diário da Justiça eletrônico. E a contagem do prazo terá início no primeiro 
dia útil que seguir ao da publicação.
Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-ão 
somente os dias úteis. Isso se aplica apenas aos prazos processuais. Rinaldo Mouzalas2 
enumera algumas exceções:
A regra não tem aplicação: a) aos prazos materiais; b) àqueles que, mesmo sendo processuais, 
sejam contados noutra unidade de tempo que não seja o dia; c) àqueles que, mesmo sendo 
contados em dias, disponha de regra especial.
(...)
A regra de contagem em dias úteis aplica-se exclusivamente aos prazos processuais (art. 219, 
parágrafo único). Assim, por exemplo, o prazo decadencial para propositura da ação rescisória 
conta-se em dias corridos, da mesma forma que o prazo da prescrição intercorrente (art. 924, 
V, do CPC). (...)
Suspende-se o curso do prazo processual nos dias compreendidos entre 20 de dezembro e 
20 de janeiro, INCLUSIVE. Ressalvadas as férias individuais e os feriados instituídos por lei, 
os juízes, os membros do Ministério Público, da DefensoriaPública e da Advocacia Pública e os 
auxiliares da Justiça exercerão suas atribuições durante o período mencionado acima. Além 
disso, durante a suspensão do prazo, não se realizarão audiências nem sessões de julgamento.
Outras hipóteses de suspensão que merecem destaque: por obstáculo criado em 
detrimento da parte ou ocorrendo qualquer das hipóteses do art. 313 , devendo o prazo ser 
restituído por tempo igual ao que faltava para sua complementação; durante a execução de 
programa instituído pelo Poder Judiciário para promover a autocomposição, incumbindo 
aos tribunais especificar, com antecedência, a duração dos trabalhos.
2 Página 426 e 428
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Hipóteses do art. 313
Art. 313. Suspende-se o processo:
I - pela morte ou pela perda da capacidade processual de qualquer das partes, de seu 
representante legal ou de seu procurador;
II - pela convenção das partes;
III - pela arguição de impedimento ou de suspeição;
IV- pela admissão de incidente de resolução de demandas repetitivas;
V - quando a sentença de mérito:
a) depender do julgamento de outra causa ou da declaração de existência ou de inexistência 
de relação jurídica que constitua o objeto principal de outro processo pendente;
b) tiver de ser proferida somente após a verificação de determinado fato ou a produção de 
certa prova, requisitada a outro juízo;
VI - por motivo de força maior;
VII - quando se discutir em juízo questão decorrente de acidentes e fatos da navegação de 
competência do Tribunal Marítimo;
VIII - nos demais casos que este Código regula.
IX - pelo parto ou pela concessão de adoção, quando a advogada responsável pelo processo 
constituir a única patrona da causa; (Incluído pela Lei n. 13.363, de 2016)
X - quando o advogado responsável pelo processo constituir o único patrono da causa e 
tornar-se pai. (Incluído pela Lei n. 13.363, de 2016)
Decorrido o prazo, extingue-se o direito de praticar ou de emendar o ato processual, 
independentemente de declaração judicial, ficando assegurado, porém, à parte provar que 
não o realizou por justa causa. E o que é justa causa? Considera-se justa causa o evento 
alheio à vontade da parte e que a impediu de praticar o ato por si ou por mandatário. 
Verificada a justa causa, o juiz permitirá à parte a prática do ato no prazo que lhe assinar. 
Teremos aqui mais uma hipótese de prazo judicial (fixado pelo magistrado).
Já vimos que as partes podem por convenção processual ampliar os prazos, na forma 
do art. 190 e 191 do CPC. O magistrado também pode ampliar os prazos processuais.
Art. 139. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código, incumbindo-lhe:
VI - dilatar os prazos processuais e alterar a ordem de produção dos meios de prova, adequando-
os às necessidades do conflito de modo a conferir maior efetividade à tutela do direito;
Parágrafo único. A dilação de prazos prevista no inciso VI somente pode ser determinada antes 
de encerrado o prazo regular.
Na comarca, seção ou subseção judiciária onde for difícil o transporte, o juiz poderá 
prorrogar os prazos por até 2 (dois) meses. Entretanto, ao juiz é vedado reduzir prazos 
peremptórios sem anuência das partes. Havendo calamidade pública, o limite de até 2 
meses para prorrogação de prazos poderá ser excedido.
Agora me responda o seguinte: a parte pode renunciar ao prazo estabelecido em seu 
favor? Sim, desde que faça isso expressamente.
Art. 225. A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu favor, desde 
que o faça de maneira expressa.
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A renúncia ao prazo não exige poderes especiais do advogado, já que não é listada no 
art. 105 do CPC.
Art. 105. A procuração geral para o foro, outorgada por instrumento público ou particular 
assinado pela parte, habilita o advogado a praticar todos os atos do processo, exceto receber 
citação, confessar, reconhecer a procedência do pedido, transigir, desistir, renunciar ao direito 
sobre o qual se funda a ação, receber, dar quitação, firmar compromisso e assinar declaração 
de hipossuficiência econômica, que devem constar de cláusula específica.
O ato processual será considerado tempestivo quando praticado antes do termo inicial do 
prazo, na forma do art. 218, §4º, do CPC. Diante do exposto, não é mais possível considerar 
como intempestivo um recurso apresentado antes do início do prazo, salvo quando houver 
alteração da decisão quando do julgamento dos embargos de declaração.
JURISPRUDÊNCIA
RECURSO ESPECIAL. PROCESSO CIVIL. RECURSO INTERPOSTO ANTES DO JULGAMENTO 
DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. NÃO ALTERAÇÃO DA DECISÃO EMBARGADA. 
DESNECESSIDADE DE RATIFICAÇÃO. INSTRUMENTALISMO PROCESSUAL. CONHECIMENTO 
DO RECURSO. NOVA INTERPRETAÇÃO DA SÚMULA 418 DO STJ QUE PRIVILEGIA O MÉRITO 
DO RECURSO E O AMPLO ACESSO À JUSTIÇA. AGRAVO RETIDO. INTEMPESTIVIDADE. 
AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA OU DÚVIDA PARA RELATIVIZAÇÃO DO PRAZO RECURSAL.
1. O agravo retido tem o seu conhecimento condicionado à prolação de juízo positivo 
de admissibilidade da apelação, isto é, só haverá juízo de admissibilidade do agravo 
retido se antes houver o conhecimento da apelação pelo próprio tribunal, sendo 
pressuposto para o seu julgamento. Precedentes.
2. A Corte Especial, no julgamento da Questão de Ordem afetada pela Quarta Turma, 
conferiu nova exegese à Súmula 418 do STJ, entendendo que a única interpretação 
cabível para referido enunciado é “aquela que prevê o ônus da ratificação do recurso 
interposto na pendência de embargos declaratórios apenas quando houver alteração 
na conclusão do julgamento anterior” (REsp 1129215/DF, Rel. Ministro Luis Felipe 
Salomão, Corte Especial, julgado em 16/09/2015, DJe 03/11/2015).
3. Um dos requisitos de admissibilidade dos recursos é a tempestividade, implicando 
dizer que deve ser interposto dentro do prazo peremptório estabelecido em lei, sob 
pena de preclusão ou, em se decidindo o mérito da causa, de formação da coisa julgada.
4. Em razão disso, por ser o prazo recursal legal, próprio e peremptório, é que ao juiz não 
é permitido ampliá-lo, salvo em havendo justa causa (CPC, art. 183, § 1º). É de se ter, 
ademais, que os prazos recursais podem ser suspensos e interrompidos nas hipóteses 
especificadas em lei, sendo irrelevante eventos estranhos à previsão normativa.
5. Na hipótese, o agravo de instrumento foi interposto a destempo.
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Deveras, não há tipificação de hipótese de suspensão ou interrupção do prazo recursal, 
assim como não há justa causa que pudesse dar azo à perda do prazo pela imobiliária 
recorrida nem dúvida alguma advinda do conteúdo da decisão agravada.
6. Recurso especial parcialmente provido.
(REsp n. 1.129.215/DF, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, julgado em 
8/3/2016, DJe de 6/4/2016.)
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RESUMORESUMO
Seguem os principais pontos da aula de hoje:
Atos ProcessuAis
• Os atos processuais são manifestações de vontade dos sujeitos processuais (repare 
que não fica restrita as partes e ao juiz)
• Os fatos processuais também trazem efeitos para o processo.
• A norma processual não retroage, mas é aplicável imediatamente aos processos em 
curso, devendo respeitar os atos processuais já praticados.
• No tocante a forma dos atos processuais, os atos e os termos processuais INDEPENDEM 
de forma determinada, SALVO QUANDO a lei expressamente a exigir, considerando-
se válidos os que, realizados de outro modo, lhe preencham a finalidade essencial.
• A instrumentalidade das formas traz exatamente essa ideia de que os atos processuais 
devem não causar prejuízo às partes, de modo que se isso ocorrer e o ato praticado 
tenha preenchido a finalidade essencial prevista só que de outra forma, mesmo assim 
o ato será considerado VÁLIDO.
• O CPC/2015 almeja superar o formalismo desnecessário que já era criticado e superado 
pela jurisprudência durante o CPC/1973.
• O CPC exige que os atos sejam realizados em língua portuguesa. Entretanto, o próprio 
CPC traz uma exigência para a utilização de documento redigido em outra língua. Nessa 
hipótese, o documento redigido em língua estrangeira SOMENTE poderá ser juntado 
aos autos quando acompanhado de versão para a língua portuguesa tramitada por 
via diplomática ou pela autoridade central, ou firmada por tradutor juramentado.
• O STJ entende que caso o documento em língua estrangeira não dificulte a compreensão 
tanto do magistrado quanto das partes em relação ao seu conteúdo, trata-se de 
mera irregularidade, incapaz, portanto, de invalidar o ato.
• A publicidade é a regra dos atos processuais. Entretanto, o próprio CPC elenca as 
hipóteses em que vamos ter processos tramitando em segredo de justiça. São essas 
as hipóteses: em que o exija o interesse público ou social (examinador adora trocar 
esses interesses que autorizam o segredo de justiça. Fique ligado!); que versem 
sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, filiação, 
alimentos e guarda de crianças e adolescentes; em que constem dados protegidos 
pelo direito constitucional à intimidade (memorize que é direito à INTIMIDADE. O 
examinador gosta de trocar esse direito a que se refere o art. 189, III, do CPC); que 
versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral, DESDE QUE 
a confidencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante o juízo. Esse 
rol do art.189 é TAXATIVO.
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• O direito DE CONSULTAR os autos de processo que tramite em segredo de justiça E 
DE PEDIR CERTIDÕES de seus atos é restrito às partes e aos seus procuradores. Veja 
que nem mesmo os ascendentes ou descendentes das partes possuem esse direito. 
É uma pegadinha comum informar isso.
• Repare que o terceiro para poder requerer ao juiz certidão do dispositivo da sentença, 
bem como de inventário e de partilha resultantes de divórcio ou separação DEVE 
demonstrar INTERESSE JURÍDICO.
• Dentre os atos praticados pelas partes temos os postulatórios, probatórios e 
dispositivos. Os atos postulatórios são aqueles em que a parte pleiteia um provimento 
jurisdicional. Os atos probatórios são aqueles por meio dos quais as partes almejam 
convencer o órgão julgador. Os atos dispositivos, por sua vez, são aqueles em que as 
partes abrem mão de faculdades processuais ou do direito material.
• A desistência da ação apenas produz efeito após a homologação judicial, mas o mesmo 
não acontece com a desistência do recurso. A desistência da ação pode ser feita até 
a sentença (art. 485, §5º, do CPC).
• As partes poderão exigir recibo de petições, arrazoados, papéis e documentos que 
entregarem em cartório. Além disso, é vedado lançar nos autos cotas marginais 
ou interlineares, as quais o juiz mandará riscar, impondo a quem as escrever multa 
correspondente à metade do salário-mínimo.
• Em relação aos atos do juiz, cumpre esclarecer que não se limitam a sentença, decisão 
interlocutória e despacho.
Pronunciamentos do magistrado
Sentença
Ressalvadas as disposições expressas dos procedimentos especiais, 
sentença é o pronunciamento por meio do qual o juiz, com fundamento 
nos arts. 485 e 487, põe fim à fase cognitiva do procedimento comum, 
bem como extingue a execução.
Decisão 
interlocutória
Todo pronunciamento judicial de natureza decisória que não se enquadre 
no conceito de sentença.
Despacho
Todos os demais pronunciamentos do juiz praticados no processo, de 
ofício ou a requerimento da parte.
• Com o CPC/2015 há a possibilidade de decisão interlocutória de mérito.
• Os atos meramente ordinatórios, como a juntada e a vista obrigatória, INDEPENDEM 
de despacho, devendo ser praticados de ofício pelo servidor e revistos pelo juiz 
quando necessário.
• Os despachos, as decisões, as sentenças e os acórdãos serão redigidos, datados e 
assinados pelos juízes. Quando os pronunciamentos forem proferidos oralmente, 
o servidor os documentará, submetendo-os aos juízes para revisão e assinatura. A 
assinatura dos juízes, em todos os graus de jurisdição, pode ser feita eletronicamente, 
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na forma da lei. Os despachos, as decisões interlocutórias, o dispositivo das sentenças 
e a ementa dos acórdãos serão publicados no Diário de Justiça Eletrônico.
Prazos para pronunciamento do magistrado (art. 226 do CPC)
Despacho prazo de 5 (cinco) dias
Decisões interlocutórias prazo de 10 (dez) dias
Sentenças prazo de 30 (trinta) dias
• Quem vai rubricar e numerar todas as folhas dos autos? O escrivão ou o chefe de 
secretaria numerará e rubricará todas as folhas dos autos. Entretanto, há uma 
faculdade à parte, ao procurador, ao membro do Ministério Público, ao defensor 
público e aos auxiliares da justiça rubricar as folhas correspondentes aos atos em 
que intervierem.
• Admite-se o uso da taquigrafia, da estenotipia ou de outro método idôneo em 
qualquer juízo ou tribunal. Não se admitem nos atos e termos processuais espaços 
em branco, SALVO os que forem inutilizados, assim como entrelinhas, emendas ou 
rasuras, EXCETO quando expressamente ressalvadas.
• Os atos processuais serão realizados em dias úteis, das 6 (seis) às 20 (vinte) horas. 
Além dos declarados em lei, são feriados, para efeito forense, os sábados, os domingos 
e os dias em que não haja expediente forense.
• A regra é que os atos devem ser realizados das 6 (seis) às 20 (vinte) horas. Entretanto, 
serão concluídos após as 20 (vinte) horas os atos iniciados antes, quando o adiamento 
prejudicar a diligência ou causar grave dano.
• O feriado local deve ser comprovado por ocasião da interposição do recurso, na forma 
do art. 1003, §6, do CPC.
• Independentemente de autorização judicial, as citações, intimações e penhoras 
poderão realizar-se no período de férias forenses, onde ashouver, e nos feriados ou 
dias úteis fora do horário estabelecido neste artigo, observada a inviolabilidade do 
domicílio.
• Quando o ato tiver de ser praticado por meio de petição em autos não eletrônicos, 
essa deverá ser protocolada no horário de funcionamento do fórum ou tribunal, 
conforme o disposto na lei de organização judiciária local.
• A prática eletrônica de ato processual, por sua vez, pode ocorrer em qualquer horário até 
as 24 (vinte e quatro) horas do último dia do prazo. Além disso, o horário vigente no juízo 
perante o qual o ato deve ser praticado será considerado para fins de atendimento do 
prazo. Isso é relevante, pois pode ter diferença de fuso horário entre os Estados brasileiros.
• Durante as férias forenses e nos feriados, não se praticarão atos processuais, 
excetuando-se: as citações, intimações e penhoras; a tutela de urgência.
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• Processam-se durante as férias forenses, onde as houver, e não se suspendem pela 
superveniência delas: os procedimentos de jurisdição voluntária e os necessários à 
conservação de direitos, quando puderem ser prejudicados pelo adiamento; a ação de 
alimentos e os processos de nomeação ou remoção de tutor e curador; os processos 
que a lei determinar.
• Em relação ao lugar, os atos processuais realizar-se-ão ordinariamente na sede do 
juízo, ou, excepcionalmente, em outro lugar em razão de deferência, de interesse da 
justiça, da natureza do ato ou de obstáculo arguido pelo interessado e acolhido pelo juiz.
Processo eletrÔNico
• Consideram-se realizados os atos processuais por meio eletrônico no dia e hora do 
seu envio ao sistema do Poder Judiciário, do que deverá ser fornecido protocolo 
eletrônico. Quando a petição eletrônica for enviada para atender prazo processual, 
serão consideradas tempestivas as transmitidas até as 24 (vinte e quatro) horas do 
seu último dia. Veja que traz o mesmo teor do CPC/2015.
• Os sistemas devem buscar identificar os casos de ocorrência de prevenção, litispendência 
e coisa julgada. A litispendência e a coisa julgada levam a extinção sem resolução do 
mérito, na forma do art. 485, V, do CPC/2015.
• Os atos processuais podem ser total ou parcialmente digitais, de forma a permitir 
que sejam produzidos, comunicados, armazenados e validados por meio eletrônico, 
na forma da lei.
• Os sistemas de automação processual respeitarão a publicidade dos atos, o acesso e a 
participação das partes e de seus procuradores, inclusive nas audiências e sessões de 
julgamento, observadas as garantias da disponibilidade, independência da plataforma 
computacional, acessibilidade e interoperabilidade dos sistemas, serviços, dados e 
informações que o Poder Judiciário administre no exercício de suas funções.
NeGÓcio JurÍDico ProcessuAl
• Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, é lícito às 
partes plenamente capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às 
especificidades da causa e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e 
deveres processuais, antes ou durante o processo. De ofício ou a requerimento, o juiz 
controlará a validade das convenções recusando-lhes aplicação somente nos casos 
de nulidade ou de inserção abusiva em contrato de adesão ou em que alguma parte 
se encontre em manifesta situação de vulnerabilidade.
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cAleNDAriZAÇÃo
• O CPC autoriza que, de comum acordo, o juiz e as partes fixem calendário para a 
prática dos atos processuais, quando for o caso.
• O calendário vincula as partes e o juiz, e os prazos nele previstos somente serão 
modificados em casos excepcionais, devidamente justificados. Dispensa-se a intimação 
das partes para a prática de ato processual ou a realização de audiência cujas datas 
tiverem sido designadas no calendário. As questões de prova adoram dizer que é 
necessária a intimação das partes, mesmo em relação aos atos que constam do 
calendário. Isso está errado, pessoal. O CPC diz que é DISPENSADA essa intimação.
PrAZos ProcessuAis
Prazos processuais
Quanto à origem
Legais
Aqueles previstos na lei. Exemplo: 15 dias para contestação, na forma do 
art. 335 do CPC.
Judiciais
Aqueles estabelecidos pelo magistrado. Exemplo: prazo para contestação 
em ação rescisória, na forma do art. 970 do CPC.
Convencionais Aqueles estabelecidos pelas partes. Exemplo: os do calendário processual.
Abrangência subjetiva
Comuns
Aqueles que correm contra mais de uma parte do mesmo polo do processo 
ou contra autor e réu simultaneamente.
Particulares Aqueles que correm contra apenas um sujeito do processo.
Quanto ao sujeito
Próprios
Correm contra os sujeitos parciais do processo e levam, via de regra, a 
preclusão. Ou seja, a regra é que se os prazos próprios não forem respeitados 
a parte perdeu a sua faculdade processual.
Impróprios
Correm contra o juiz e os auxiliares de justiça. Aqui não há a preclusão, mas 
sim efeitos meramente disciplinares, via de regra. Cita-se, entretanto, um 
efeito processual que decorre da inércia injustificada do magistrado, na 
forma do art. 235, §3, do CPC.
Quanto a alterabilidade – segundo o CPC/1973
Peremptórios São inalteráveis pela vontade das partes.
Dilatórios Admite-se a redução ou prorrogação por acordo das partes.
Essa classificação perde um pouco a sua importância prática, já que com o CPC/2015 possibilita 
a alteração pelas partes de qualquer prazo processual, com fundamento nos artigos 190 e 191 
do CPC.
Temos que a única vedação no tocante à alteração dos prazos é aquela que impede o magistrado 
de reduzir prazos peremptórios sem anuência das partes. Isso encontra previsão no art. 222, 
§1º, do CPC.
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Formas de contagem dos prazos:
Salvo disposição em sentido diverso, considera-se dia do começo do prazo:
a data de juntada aos autos do aviso de recebimento, quando a citação ou a intimação for 
pelo correio;
a data de juntada aos autos do mandado cumprido, quando a citação ou a intimação for 
por oficial de justiça;
a data de ocorrência da citação ou da intimação, quando ela se der por ato do escrivão ou 
do chefe de secretaria;
o dia útil seguinte ao fim da dilação assinada pelo juiz, quando a citação ou a intimação for 
por edital;
o dia útil seguinte à consulta ao teor da citação ou da intimação ou ao término do prazo para 
que a consulta se dê, quando a citação ou a intimação for eletrônica;
a data de juntada do comunicado de que trata o art. 232 (carta precatória, rogatória ou de 
ordem) ou, não havendo esse, a data de juntada da carta aos autos de origem devidamente 
cumprida, quando a citação ou a intimação se realizar em cumprimento de carta;
a data de publicação, quando a intimação se der pelo Diário da Justiça impresso ou eletrônico;
o dia da carga, quando a intimação se der por meio da retirada dos autos, em carga, do 
cartório ou da secretaria.
o quinto dia útilseguinte à confirmação, na forma prevista na mensagem de citação, do 
recebimento da citação realizada por meio eletrônico.
Quando temos mais de um réu, o dia do começo do prazo para contestar corresponderá 
à última das datas a que se referem o quadrinho acima e que correspondem aos incisos I 
a VI do art. 231.
 Obs.: Entretanto, havendo mais de um intimado, o prazo para cada um é contado 
individualmente. Repare que o §1º está relacionado a citação para contestar, e o 
que vimos agora é referente à intimação. Não confunda para não errar em prova!
• Salvo disposição em contrário, os prazos serão contados excluindo o dia do começo 
e incluindo o dia do vencimento. Repare que podemos ter disposição em contrário, 
sendo o mencionado apenas a regra, portanto.
• Os dias do começo e do vencimento do prazo serão protraídos para o primeiro dia 
útil seguinte, se coincidirem com dia em que o expediente forense for encerrado 
antes ou iniciado depois da hora normal ou houver indisponibilidade da comunicação 
eletrônica. Considera-se como data de publicação o primeiro dia útil seguinte ao da 
disponibilização da informação no Diário da Justiça eletrônico. E a contagem do prazo 
terá início no primeiro dia útil que seguir ao da publicação.
• Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-ão 
somente os dias úteis.
• Suspende-se o curso do prazo processual nos dias compreendidos entre 20 de 
dezembro e 20 de janeiro, INCLUSIVE.
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Direito ProcessuAl civil 
Atos Processuais 
Aline Oliveira
• Decorrido o prazo, extingue-se o direito de praticar ou de emendar o ato processual, 
independentemente de declaração judicial, ficando assegurado, porém, à parte 
provar que não o realizou por justa causa. E o que é justa causa? Considera-se justa 
causa o evento alheio à vontade da parte e que a impediu de praticar o ato por si ou 
por mandatário. Verificada a justa causa, o juiz permitirá à parte a prática do ato no 
prazo que lhe assinar.
Art. 139. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código, incumbindo-lhe:
VI - dilatar os prazos processuais e alterar a ordem de produção dos meios de prova, adequando-
os às necessidades do conflito de modo a conferir maior efetividade à tutela do direito;
Parágrafo único. A dilação de prazos prevista no inciso VI somente pode ser determinada antes 
de encerrado o prazo regular.
• Na comarca, seção ou subseção judiciária onde for difícil o transporte, o juiz poderá 
prorrogar os prazos por até 2 (dois) meses. Entretanto, ao juiz é vedado reduzir prazos 
peremptórios sem anuência das partes. Havendo calamidade pública, o limite de até 
2 meses para prorrogação de prazos poderá ser excedido.
• A renúncia ao prazo não exige poderes especiais do advogado, já que não é listada 
no art. 105 do CPC.
• O ato processual será considerado tempestivo quando praticado antes do termo 
inicial do prazo.
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Atos Processuais 
Aline Oliveira
QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
001. 001. (FGV/2024/MEDIADOR JUDICIAL (TJ RJ) - ADAPTADA) A intimação das partes para a 
prática de ato processual ou a realização de audiência cujas datas tiverem sido designadas 
no calendário continuará sendo necessária.
002. 002. (FGV/2024/MEDIADOR JUDICIAL (TJ RJ) - ADAPTADA) O calendário processual somente 
pode ser adotado de ofício pelo magistrado, não sendo cabível a apresentação de calendário 
de comum acordo pelas partes.
003. 003. (FGV/2024/MEDIADOR JUDICIAL (TJ RJ) - ADAPTADA) O calendário vincula as partes 
e o juiz, e os prazos nele previstos somente serão modificados em casos excepcionais, 
devidamente justificados.
004. 004. (FGV/2024/MEDIADOR JUDICIAL (TJ RJ) - ADAPTADA) O calendário vincula as partes, 
porém o juízo não é vinculado ao calendário, sendo seus prazos não preclusivos.
005. 005. (FGV/2024/MEDIADOR JUDICIAL (TJ RJ) - ADAPTADA) Malgrado a utilidade da proposta, 
trata-se de negócio jurídico processual atípico, não havendo previsão legal no Código de 
Processo Civil acerca do calendário processual.
006. 006. (FGV/2024/ANALISTA LEGISLATIVO (CAM DEP)/CONSULTOR LEGISLATIVO/ÁREA V/”PROVA 
C. ESP. REAPLICADA”) Paulo ajuizou ação de procedimento comum em face de Ursolino. 
No curso da fase instrutória, as partes submeteram para homologação negócio jurídico 
processual, contendo as cláusulas a seguir listadas:
I. as partes reconheceram como competente juízo absolutamente incompetente;
II. as partes renunciaram ao direito de interpor recurso de apelação em face da futura 
sentença;
III. a audiência de instrução e julgamento será realizada no dia 20 de outubro de 2024, desde 
que o juiz concorde com a referida data;
IV. as decisões interlocutórias serão recorríveis em separado, independentemente de seu 
conteúdo, afastada a aplicação do Art. 1015 do CPC.
No caso acima, são válidas as cláusulas:
a) I, II, III e IV.
b) I, II e III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) III e IV, apenas.
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Atos Processuais 
Aline Oliveira
007. 007. (FGV/2023/TÉCNICO DE PROCURADORIA (PREF NITERÓI)/(PGM) No que concerne aos 
atos processuais, é correto afirmar que:
a) devem ser invalidados aqueles que tiverem sido realizados na forma diversa da prevista 
na lei, ainda que alcançada a sua finalidade essencial;
b) são públicos, embora deva prevalecer o segredo de justiça nos feitos em que constem 
dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade;
c) é obrigatório o uso da língua portuguesa, embora o documento redigido em língua 
estrangeira possa ser juntado aos autos se as partes declararem compreender o seu teor;
d) caso as partes entreguem em cartório petições, arrazoados, papéis e documentos, a 
serventia não ficará obrigada a lhes passar recibo;
e) é vedado ao juiz e às partes fixar, ainda que de comum acordo, calendário para a sua 
prática.
008. 008. (FGV/2023/TÉCNICO DE PROCURADORIA (PREF NITERÓI)/(PGM) Um servidor, no juízo 
competente, de ofício, abriu vista do feito às partes, após a juntada dos cálculos do contador 
aos autos do processo, sem prévio despacho do juiz nesse sentido.
É correto afirmar que tal conduta é:
a) possível, pois se trata de despacho ordinatório;
b) possível, pois se trata de ato meramente ordinatório;
c) proibida, uma vez que é decisão interlocutória exclusiva de juiz;
d) proibida, pois é ato meramente ordinatório exclusivo de juiz;
e) proibida, pois se trata de despacho exclusivo de juiz.
009. 009. (FGV/2022/JUIZ ESTADUAL (TJ MG) Pedro e João são casados. Pedro aforou ação de 
cobrança contra João visando receber dívida contraída antes do casamento e requereu 
segredo de justiça.
O pedido
a) não deve ser deferido, porque a maior parte da comunidade sabe da existência da dívida.
b) deve ser indeferido, porque o conflito de interesses é meramente contratual.
c) deve ser deferido, para preservar a intimidade e a harmonia do casal.
d) deve ser deferido, porque autor e réu são casados.
010.

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