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DIREITO PROCESSUAL 
CIVIL
Providências Preliminares e 
Julgamento conforme o 
Estado do Processo
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerência de Produção de Conteúdo: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
250901242156
 
ALINE OLIVEIRA
Advogada. Analista do MP-SP. Pós-graduada em Direito Público (UCAM), Advocacia 
Pública (UERJ), Direito Tributário (UCAM) e Direito e Processo Civil (UNIFTEC). Aprovada 
em concursos de analista (MP-SP e PGE-RJ) e advocacia pública. Professora de alguns 
cursos jurídicos.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Providências Preliminares e Julgamento conforme o Estado do Processo 
Aline Oliveira
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Providências Preliminares e Julgamento conforme o Estado do Processo . . . . . . . . . . . . . . 5
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
Questões de concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
Gabarito comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
 
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Aline Oliveira
aPrEsENtaÇÃoaPrEsENtaÇÃo
Olá, futuro(a) advogado(a)!
Tudo bem? Firme nos estudos? Para quem ainda não me conhece, meu nome é Aline 
de Oliveira Cabral. Atualmente sou advogada, analista do MP-SP, mas já fui assessora no 
MP-RJ. Sou pós-graduada em Direito Público pela UERJ e pela UCAM, em Direito Tributário 
pela UCAM e em Direito Civil e Processo Civil pela UNIFTEC e faço parte do GRAN.
Eu fui residente jurídico tanto da PGE RJ quanto da PGM RJ, já fui aprovada em alguns 
concursos de advocacia pública (ex: Procurador da UNICAMP, advogado da IMBEL, Procurador 
de São José dos Campos) e em dois concursos de analista (PGE RJ e MPSP). Também já 
fui aprovada no concurso de Procurador do Ministério Público junto ao TCE RJ, cuja prova 
oral foi realizada pela banca CEBRASPE. Está vendo? Sou prova de que é possível SIM ser 
aprovado (a) tanto na OAB quanto em concursos públicos. Continuo prestando concursos 
de advocacia pública, ou seja, entendo o perrengue que é a vida de concurso e estou aqui 
para facilitar a vida de vocês.
Eu e toda a equipe do GRAN estamos aqui para te dar o máximo de dicas, teorias, 
exercícios, respondendo questões de provas anteriores e criando questões inéditas para 
que você surpreenda a Banca examinadora e não, o contrário.
Registro que estou muito feliz em estar aqui escrevendo esse livro digital para você 
atingir o sucesso na aprovação na OAB. Galera, não deixe de fazer muitas questões. Não 
tem como você conseguir a aprovação na 1ª fase da OAB sem realizar a leitura da lei seca, 
da jurisprudência e resolver o máximo de questões que você conseguir. O caminho é esse!
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Então, fica ligado 
no curso GRAN. Estou esperando as dúvidas no Fórum do aluno!
Vamos começar?
Aline Oliveira
@prof_alineoliveira
 
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Providências Preliminares e Julgamento conforme o Estado do Processo 
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PROVIDÊNCIAS PRELIMINARES E JULGAMENTO PROVIDÊNCIAS PRELIMINARES E JULGAMENTO 
CONFORME O ESTADO DO PROCESSOCONFORME O ESTADO DO PROCESSO
Antes de conceituar os institutos, vamos recordar que o processo civil é estruturado 
e organizado em um sistema lógico, racional e funcional. A estrutura organizacional do 
processo de conhecimento, conforme a doutrina, pode ser organizada em quatro etapas1: 
postulação, saneamento, instrução e decisão (alguns autores compreendem 3 fases, 
alocando a saneadora dentro da instrutória).
Em que pé estamos? Estamos na segunda etapa, a de saneamento. Desse modo, já 
ultrapassamos a fase postulatória e adentramos na fase que é composta estruturalmente 
pelas providências preliminares, julgamento conforme o estado do processo, julgamento 
antecipado do mérito e saneamento. Compreendam que esse esboço teórico é um norte, 
uma didática que permite uma visão ampla e geral da estrutura e do andamento de um 
processo ou procedimentos. As fases ou etapas não necessariamente ocorrerão2.
Pois bem!
Conceito: providências preliminares são ações do juiz visando organizar e preparar; 
antecipar soluções, podendo ou não ocorrer no processo, e que visam encerrar a fase 
postulatória e inaugurar a fase instrutória. Visam observar a dialeticidade processual, a 
eficiência e a dinamicidade, antes de adentrar propriamente no julgamento da causa em si.
O saneamento ou fase saneadora é a etapa de visa, após apresentadas petição e defesa, 
organizar e ordenar o processo, assim como se dá na fase de providências preliminares; 
entretanto, podemos dizer que é um segundo momento mais aprofundado ou avançado 
do processo no qual ocorre essa filtragem de pendências ou carências, podendo ocorrer 
ainda que não tenhamos a necessidade de uma fase de providências preliminares; aqui há 
um avanço analítico no sentido de surgir nesta fase uma decisão judicial propriamente dita, 
seja ela interlocutória ou sentença.
Iniciemos com o texto legal! Será ele o objeto de cobrança principal na prova e, acima 
de tudo, a apresentação da estrutura codificada, organizada e sistematizada traz clareza 
topográfica e melhor entendimento da alocação doutrinária dentro do recorte legislativo 
do código de processo civil. Vejamos:
1 Sendo possível dividir o processo de conhecimento em quatro fases – apesar de não ser essa uma divisão estanque 
-, o julgamento antecipado do mérito se justifica em razão da desnecessidade da realização da fase probatória. Após 
a fase postulatória, tem-se a fase de saneamento, seguida da fase instrutória e finalmente a decisória. MANUAL, 
pp.699.
2 [...] as providências preliminares não constituem uma fase obrigatória do procedimento, dependendo sua existência das 
circunstânciasa sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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RESUMORESUMO
Conceito: providências preliminares são ações do juiz visando organizar e preparar; 
antecipar soluções, podendo ou não ocorrer no processo, e que visam encerrar a fase 
postulatória e inaugurar a fase instrutória. Visam observar a dialeticidade processual, a 
eficiência e a dinamicidade, antes de adentrar propriamente no julgamento da causa em si.
O saneamento ou fase saneadora é a etapa de visa, após apresentadas petição e defesa, 
organizar e ordenar o processo, assim como se dá na fase de providências preliminares; 
entretanto, podemos dizer que é um segundo momento mais aprofundado ou avançado 
do processo no qual ocorre essa filtragem de pendências ou carências, podendo ocorrer 
ainda que não tenhamos a necessidade de uma fase de providências preliminares; aqui há 
um avanço analítico no sentido de surgir nesta fase uma decisão judicial propriamente dita, 
seja ela interlocutória ou sentença.
Revelia – ausência de apresentação de contestação.
[...] A revelia é um estado de fato gerado pela ausência jurídica de contestação. 
MANUAL DE DIREITO PROCESSUAL CIVIL· Vol. Único – Daniel Amorim Assumpção Neves. Pp.683.
Efeitos – A melhor doutrina costuma apontar três efeitos para a revelia:
(a) os fatos alegados pelo autor são reputados verdadeiros;
(b) desnecessidade de intimação do réu revel;
(c) julgamento antecipado do mérito (art. 355, li, do Novo CPC).
Pontos de destaque: (1) a presunção é apenas quanto aos fatos alegados pelo autor e 
(2) a presunção é relativa.
Os fatos reputam-se verdadeiros. Fatos! Não o direito! Matéria jurídica não tem esse efeito 
de presunção até mesmo por quê, cabe ao juiz exercer a jurisdição e dizer o direito e é 
justamente por isso que a lide é levada, no caso teórico, à apreciação judicial
Ausência de efeitos: De outro lado, ainda havendo a revelia, essa presunção que dela 
se extrai (relativa) será afastada por expressa previsão legal quando:
1º – havendo pluralidade de réus, algum deles contestar a ação
2º – o litígio versar sobre direitos indisponíveis
3º – a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considere 
indispensável à prova do ato
4º – as alegações de fato formuladas pelo autor forem inverossímeis ou estiverem 
em contradição com prova constante dos autos
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Os prazos contra o revel que não tenha patrono nos autos fluirão da data de publicação 
do ato decisório no órgão oficial.
Dinâmica básica do procedimento de análise dentro das providências preliminares 
seria essa:
1º – ocorrem os efeitos de fato – materiais- da revelia; aplica o juiz o artigo 355, II 
do CPC, realizando julgamento antecipado do mérito.
2º – Não ocorrem os efeitos materiais da revelia; aplica o juiz o artigo 348, do CPC, 
ordenando à parte que especifique em provas, caso não o tenha feito previamente.
Réplica
A providência preliminar da réplica é prevista artigo 350 do CPC:
Art. 350. Se o réu alegar fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor, este será 
ouvido no prazo de 15 (quinze) dias, permitindo-lhe o juiz a produção de prova.
São as chamadas defesas de mérito indiretas e/ou processuais.
MATÉRIAS DE DEFESA
Defesas Processuais29 Defesas de Mérito30
Dilatórias Peremptórias
Dilatórias 
potencialmente 
peremptórias31
Diretas Indiretas
29 As defesas processuais, também chamadas por parcela da doutrina de defesas indiretas por não terem como objeto a 
essência do litígio’, estão previstas no art. 337 do Novo CPC. Na praxe forense são tratadas como defesas preliminares 
em razão do local ideal dentro da contestação para serem alegadas (antes das defesas de mérito). Cabe ao juiz analisar 
as defesas processuais antes das defesas de mérito (defesas substanciais). In: MANUAL, pp.661.
30 As defesas de mérito distinguem-se substancialmente das defesas processuais, sendo absolutamente inconfundíveis 
entre si. Enquanto estas têm como objeto a regularidade do processo, instrumento utilizado pelo autor para a obtenção 
de seu direito material, aquelas dizem respeito justamente ao direito material alegado pelo autor. Na defesa de mérito 
o objetivo do réu é convencer o juiz de que o direito material que o autor alega possuir em sua petição inicial não existe. 
É, portanto, o conteúdo da pretensão do autor o objeto de impugnação por meio da defesa de mérito. In: MANUAL, 
pp.670.
31 Além dessas duas espécies, acredito existir uma terceira, que não se amolda com perfeição a nenhuma das duas anterio-
res, e que prefiro chamar de defesas dilatórias potencialmente peremptórias. São as defesas que, acolhidas, permitem 
ao autor o saneamento do vício ou irregularidade, caso em que o processo continuará e a defesa terá sido meramente 
dilatória. No caso contrário, de omissão do autor, a defesa toma natureza peremptória, gerando a extinção do processo 
sem a resolução do mérito. Nesse caso, não é somente o acolhimento da defesa que leva o processo à sua extinção, mas 
sim tal acolhimento somado à inércia do autor’. In: MANUAL, pp.658.
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MATÉRIAS DE DEFESA
Apenas 
prolongam a 
duração do 
processo.
Ex.: art. 337, I 
– Inexistência 
ou nulidade 
de citação.
Acolhidas, 
acarretam a 
extinção do 
processo, mas 
sem resolução 
do mérito.
Ex.: art.337, 
IV – Inépcia da 
petição inicial.
Acolhidas e 
atendidas, 
permitem 
saneamento, sendo 
dilatórias; acolhidas, 
mas não atendidas, 
ocasionam extinção 
do processo sem 
resolução do mérito; 
sendo, portanto, 
peremptórias.
Ex.: art. 337, IX – 
incapacidade da 
parte, defeito de 
representação ou 
falta de autorização.
Incide, confronta 
diretamente 
os fatos e 
fundamentos 
apresentados.
Ex.: ação de 
cobrança de 
dívida. Defesa 
comprova que 
a dívida nunca 
existiu. Nunca 
houve relação 
jurídica entre as 
partes.
Não nega ou 
confronta 
diretamente os 
fatos alegados, 
mas apresenta 
informação 
nova capaz de 
impedir, modificar 
ou extinguir os 
direitos do autor.
Ex.: ação de 
cobrança de 
dívida. Defesa 
comprova que, 
embora houvesse 
a dívida, ela foi 
devidamente 
quitada.
 
ALEGAÇÕES DO RÉU
Se o réu alegar qualquer das matérias 
enumeradas no art. 337, o juiz determinará 
a oitiva do autor no prazo de 15 (quinze) dias, 
permitindo-lhe a produção de prova.
I – inexistência ou nulidade da citação; II – 
incompetência absoluta e relativa; III – incorreção 
do valor da causa; IV – inépcia da petição inicial;
V – perempção; VI – litispendência; VII – coisa 
julgada; VIII – conexão; IX – incapacidade da parte, 
defeito de representação ou falta de autorização; 
X – convenção de arbitragem; XI – ausência de 
legitimidade ou de interesse processual; XII – 
falta de caução ou de outra prestação que a lei 
exige como preliminar; XIII – indevida concessão 
do benefício de gratuidade de justiça.
Verificando a existência de irregularidadesou de vícios sanáveis, o juiz determinará 
sua correção em prazo nunca superior a 30 
(trinta) dias.
JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO
Ultrapassada a fase das providências preliminares, adentramos no cenário do julgamento 
conforme o estado do processo. Nele teremos ao menos quatro cenários legalmente 
desenhados32:
32 Ultrapassada a fase das providências preliminares, ainda que nenhuma delas tenha sido necessária, o processo chega a 
uma nova fase, em que o juiz proferirá uma decisão, que pode ser interlocutória ou sentença. Nesse momento, abrem-se 
quatro caminhos possíveis ao juiz, sendo que em três deles o processo será extinto por sentença e em outro a decisão 
terá natureza saneadora, com o prosseguimento da demanda e o ingresso na fase probatória. Trata-se da fase do “jul-
gamento conforme o estado do processo’’.
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JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO – CENÁRIOS
Extinção do processo
Sem mérito – art.48533
Com mérito – art.487, II e III34.
Julgamento antecipado do mérito Com mérito – art.355, I e II35.
Julgamento Antecipado Parcial do Mérito Com mérito – art. 356, I e II36.
Saneamento e da Organização do Processo Saneadora – art. 35737.
RECORRIBILIDADE CONFORME A DECISÃO
Decisão parcial de mérito Decisão final de mérito
Recorrível por agravo de instrumento: 
Sem efeito suspensivo, em regra: permite 
cumprimento provisório
Recorrível por apelação: Com efeito 
suspensivo, em regra38. Não permite 
cumprimento provisório39
33 Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: I – indeferir a petição inicial; II – o processo ficar parado durante mais de 
1 (um) ano por negligência das partes; III – por não promover os atos e as diligências que lhe incumbir, o autor abando-
nar a causa por mais de 30 (trinta) dias; IV – verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento 
válido e regular do processo; V – reconhecer a existência de perempção, de litispendência ou de coisa julgada; VI – verificar 
ausência de legitimidade ou de interesse processual; VII – acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem 
ou quando o juízo arbitral reconhecer sua competência; VIII – homologar a desistência da ação; IX – em caso de morte da 
parte, a ação for considerada intransmissível por disposição legal; e X – nos demais casos prescritos neste Código.
34 Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz: II – decidir, de ofício ou a requerimento, sobre a ocorrência de deca-
dência ou prescrição; III – homologar: a) o reconhecimento da procedência do pedido formulado na ação ou na recon-
venção; b) a transação; c) a renúncia à pretensão formulada na ação ou na reconvenção.
35 Art. 355. O juiz julgará antecipadamente o pedido, proferindo sentença com resolução de mérito, quando: 
 I – não houver necessidade de produção de outras provas; II – o réu for revel, ocorrer o efeito previsto no art. 344 e não 
houver requerimento de prova, na forma do art. 349.
36 Art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou parcela deles: I – mos-
trar-se incontroverso; II – estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do art. 355.
37 Art. 357. Não ocorrendo nenhuma das hipóteses deste Capítulo, deverá o juiz, em decisão de saneamento e de organi-
zação do processo: I – resolver as questões processuais pendentes, se houver; II – delimitar as questões de fato sobre as 
quais recairá a atividade probatória, especificando os meios de prova admitidos; III – definir a distribuição do ônus da 
prova, observado o art. 373; IV – delimitar as questões de direito relevantes para a decisão do mérito; V – designar, se 
necessário, audiência de instrução e julgamento.
38 CPC, Art. 1.012. A apelação terá efeito suspensivo.
39 CPC, Art.1.012, §1º, a contrário senso: § 1º Além de outras hipóteses previstas em lei, começa a produzir efeitos ime-
diatamente após a sua publicação a sentença que: I – homologa divisão ou demarcação de terras; II – condena a pagar 
alimentos; III – extingue sem resolução do mérito ou julga improcedentes os embargos do executado; IV – julga procedente 
o pedido de instituição de arbitragem; V – confirma, concede ou revoga tutela provisória; VI – decreta a interdição.
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Decisão parcial de mérito Decisão final de mérito
Em regra não admite sustentação oral40 Admite sustentação oral41
Não cabimento de recurso adesivo42 Cabimento de recurso adesivo43
Saneamento e Organização do Processo
Marinoni, por todos, em seu Novo Curso, traz uma interessante dinâmica de compreensão 
da organização do processo:
Análise retrospectiva – em análise retrospectiva, entraves, pendências saneáveis (questões 
processuais pendentes), visando prosseguir na marcha rumo ao mérito.
Análise prospectiva – Em análise prospectiva, visando organizar e estabelecer o tema 
de prova; os meios de prova; como será distribuído o ônus da prova e a especificação do 
direito objeto de decisão meritória. Em sendo o caso, designação de audiência de instrução 
e julgamento. Já agora, em prospecção, o que se visa é preparar o ambiente processual 
para apreciar o mérito em si.
40 CPC, Art. 937, VIII, por limitação legal: 937. Na sessão de julgamento, depois da exposição da causa pelo relator, o 
presidente dará a palavra, sucessivamente, ao recorrente, ao recorrido e, nos casos de sua intervenção, ao membro do 
Ministério Público, pelo prazo improrrogável de 15 (quinze) minutos para cada um, a fim de sustentarem suas razões, 
nas seguintes hipóteses, nos termos da parte final do caput do art. 1.021: [...] VIII – no agravo de instrumento inter-
posto contra decisões interlocutórias que versem sobre tutelas provisórias de urgência ou da evidência;
41 CPC, Art.937, I: Art. 937. [...]: I – no recurso de apelação;
42 CPC, Art. 997, §2º, II, por limitação legal: Art. 997. [...] § 2º O recurso adesivo fica subordinado ao recurso independente, 
sendo-lhe aplicáveis as mesmas regras deste quanto aos requisitos de admissibilidade e julgamento no tribunal, salvo 
disposição legal diversa, observado, ainda, o seguinte: [...] II – será admissível na apelação, no recurso extraordinário e 
no recurso especial;
43 Vide nota acima.
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QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
001. 001. (FGV/2025/NACIONAL UNIFICADO/OAB/43º EXAME) João e Marina celebraram contrato 
de arrendamento com previsão de cláusula compromissória arbitral, na qual estipularam 
que qualquer disputa de natureza patrimonial decorrente do contrato seria submetida à 
arbitragem.
Após desentendimentos acerca do cumprimento de uma das obrigações previstas em 
contrato, Marina resolveu ajuizar ação judicial contra João, na qual busca indenizaçãopelos 
prejuízos que alega ter sofrido. Uma vez citado, João não apresentou contestação.
Durante a fase instrutória, ao examinar o contrato celebrado entre as partes, o Magistrado 
do caso visualizou a existência de cláusula compromissória celebrada entre as partes.
Considerando o caso narrado, assinale a afirmativa correta.
a) Caso João instaure procedimento arbitral contra Marina no curso da ação judicial ajuizada 
por ela, ambos terão seu caso julgado exclusivamente pelo Tribunal Arbitral.
b) As partes terão seu caso julgado pela jurisdição estatal, tendo em vista que João não 
alegou convenção de arbitragem como preliminar de contestação, circunstância que 
representa renúncia à jurisdição arbitral.
c) João deve arguir a existência de cláusula compromissória quando apresentar manifestação 
requerendo a produção de provas, por se tratar do momento apropriado para apontar a 
existência de cláusula compromissória no contrato celebrado entre as partes.
d) João não precisa se manifestar nos autos acerca da existência de cláusula compromissória 
no contrato, pois cabe ao Magistrado conhecer de ofício a existência de tal cláusula e extinguir 
a ação sem resolução do mérito, uma vez que não tem competência para julgar o caso.
002. 002. (OAB 44 EXAME/2025) Juliana e André foram casados por anos, tiveram um filho 
que atualmente está com 6 anos, mas, por adversidades conjugais, resolveram pôr fim ao 
casamento. Após a separação, o filho ficou residindo com a mãe em cidade distinta do pai. 
Considerando que não tem mais volta a relação conjugal, Juliana, por meio do seu advogado, 
deseja propor ação de divórcio e guarda. Sobre o caso, assinale a afirmativa correta. 
a) A ação de divórcio e guarda deve tramitar em segredo de justiça.
b) A ação de divórcio e guarda deve ser proposta no domicílio de André. 
c) Se André, após a citação, não comparecer em audiência nem apresentar contestação, 
ele não poderá mais intervir no processo.
d) Ainda que André apresente resistência à ação de divórcio e guarda, sendo vencido na 
ação, ele não poderá ser condenado em honorários de sucumbência.
003. 003. (FGV/2024/ENAM/1º EXAME NACIONAL DE MAGISTRATURA (REAPLICAÇÃO)) Sobre a 
contestação, a reconvenção, as providências preliminares e o saneamento do processo, 
assinale a afirmativa correta.
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a) Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar a litispendência, conexão ou coisa 
julgada.
b) Não é lícito ao autor propor a reconvenção em litisconsórcio com terceiro.
c) A revelia não produz o efeito material se, a despeito da ausência de contestação tempestiva, 
o litígio versar sobre os direitos disponíveis.
d) O juiz decidirá antecipada e parcialmente o mérito se um dos pedidos se mostrar 
controverso.
e) Realizado o saneamento, as partes têm o direito de pedir esclarecimentos ou solicitar 
ajustes no prazo sucessivo de cinco dias, findo o qual a decisão se torna estável.
004. 004. (FGV/2021/CÂMARA DE ARACAJU – SE/PROCURADOR JUDICIAL) Ao proferir decisão 
declaratória de saneamento, o juiz da causa indeferiu o requerimento formulado por 
terceiro, no sentido de que fosse admitido o seu ingresso no feito como assistente simples.
Quanto a esse provimento jurisdicional, é correto afirmar que se trata de:
a) sentença, passível de impugnação pelo recurso de apelação;
b) sentença, passível de impugnação pelo recurso de agravo de instrumento;
c) decisão interlocutória, passível de impugnação pelo recurso de apelação;
d) decisão interlocutória, passível de impugnação pelo recurso de agravo de instrumento;
e) decisão interlocutória, passível de impugnação pelo recurso de agravo interno.
005. 005. (FGV/2024/TJ-MS/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA FIM) Em uma ação de indenização 
proposta por José em face de João, o juiz da causa concedeu ao autor a gratuidade de 
justiça, que fora requerida na petição inicial. Inconformado, o réu se insurgiu contra a 
concessão desse benefício. Em decisão interlocutória de saneamento foi mantido o referido 
benefício ao autor. Finda a instrução do processo, sobreveio sentença, na qual o juiz julgou 
parcialmente procedente o pedido indenizatório.
Nesse sentido, se, ao ser intimado da sentença, João desejar se insurgir apenas contra o 
benefício, ele:
a) poderá interpor agravo de instrumento, para impugnar a decisão interlocutória que 
concedeu o benefício da gratuidade de justiça;
b) poderá interpor apelação, para impugnar a decisão interlocutória que concedeu o benefício 
da gratuidade de justiça;
c) poderá interpor apelação, para impugnar a sentença, a fim de evitar o trânsito em julgado 
do processo;
d) não poderá apelar da sentença, uma vez que terá ocorrido preclusão temporal da decisão 
que concedeu a gratuidade de justiça;
e) não poderá apelar da sentença, uma vez que não há interesse recursal para a admissibilidade 
do recurso.
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006. 006. (FGV/2017/ALERJ/PROCURADOR) Em sede de ação indenizatória movida em face do 
Estado do Rio de Janeiro, no âmbito de suas fases de saneamento e de instrução, é correto 
afirmar que:
a) A revelia do ente público não induz à presunção de veracidade das alegações formuladas 
pelo autor e, assim, incumbirá naturalmente ao autor o ônus da prova de todas as questões 
fáticas que se tornarem controvertidas no processo;
b) A resposta apresentada pelo Estado do Rio de Janeiro, tornando controvertida a 
fundamentação da pretensão deduzida pelo autor, afasta a possibilidade de julgamento 
antecipado parcial do mérito;
c) havendo a necessidade de solução de questões técnicas que demandam perícia, e tendo 
o Juízo de origem invertido o ônus da prova em desfavor do Estado do Rio de Janeiro, a 
decisão somente poderá ser impugnada na apelação, notadamente porque não haveria 
interesse na imediata apreciação da matéria pelo Tribunal, pois a Fazenda Pública é isenta 
do ônus de adiantar as despesas com a perícia;
d) se a questão controvertida envolver a falsidade de assinatura lançada em documento 
apresentado pelo autor, conforme alegação veiculada pela Fazenda Pública em sua defesa, 
o ônus da prova da autenticidade recairá sobre o autor;
e) tornando-se controvertida a questão da falsidade de assinatura no documento apresentado 
pelo autor, não mais será possível a sua retirada dos autos, inclusive por força de eventual 
repercussão na esfera criminal.
007. 007. (FGV/2018/TJ-AL/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/ADAPTADA) Três supostos 
servidores do Tribunal de Justiça de Alagoas pedem em face do Estado o pagamento de 
parcela estipendial que entendem devida, e que ainda não receberam, e protestam por 
prova oral para comprovar seus direitos. Em resposta, o Estado afirma a ilegitimidade 
de um dos autores e, no mérito, infirma a pretensão deduzida, pois a categoria funcional 
desses autores não teria o direito à referida verba. Em decisão de saneamento e organização 
do processo, o juiz exclui o autor do processo, que teve sua legitimidade questionada, e 
indefere a produção de prova oral para os demais, por entender ser essa espécie de prova 
desnecessária para o julgamento da causa.
Nessa situação, é possívela interposição de:
a) agravo de instrumento contra a decisão de exclusão do litisconsorte e do indeferimento 
da prova oral;
b) agravo de instrumento contra a decisão de exclusão do litisconsorte e pedido de 
esclarecimentos em relação ao indeferimento da prova oral;
c) apelação contra a decisão de exclusão do litisconsorte e agravo de instrumento contra 
a decisão que indeferiu a prova oral;
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d) apelação contra decisão de exclusão do litisconsorte e pedido de esclarecimentos em 
relação ao indeferimento da prova;
e) apelação contra a decisão de exclusão do litisconsorte e contra a decisão que indeferiu 
a prova oral.
008. 008. (FGV/2021/CÂMARA DE ARACAJU/SE/PROCURADOR JUDICIAL/ADAPTADA) Ao proferir 
decisão declaratória de saneamento, o juiz da causa indeferiu o requerimento formulado 
por terceiro, no sentido de que fosse admitido o seu ingresso no feito como assistente 
simples. Quanto a esse provimento jurisdicional, é correto afirmar que se trata de sentença, 
passível de impugnação pelo recurso de apelação.
009. 009. (INSTITUTO AOCP/2019/CÂMARA DE CABO DE SANTO AGOSTINHO – PE/ADVOGADO/
ADAPTADA) Realizado o saneamento, as partes têm o direito de pedir esclarecimentos ou 
solicitar ajustes, no prazo comum de 10 (dez) dias, findo o qual a decisão se torna estável.
010. 010. (FGV/2024/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIÁRIO/ADAPTADA) Determinada a produção de 
prova testemunhal, o número de testemunhas arroladas não pode ser superior e 5 (cinco), 
sendo 2 (dois), individualmente, no máximo, para a prova de cada fato.
011. 011. (FGV/2024/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIÁRIO/ADAPTADA) Realizado o saneamento, as 
partes têm o direito de pedir esclarecimentos ou solicitar ajustes no prazo sucessivo de 
cinco dias, findo o qual a decisão se torna estável.
012. 012. (FGV/2024/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIÁRIO/ADAPTADA) Caso tenha sido determinada a 
produção de prova testemunhal, o juiz fixará prazo comum não superior a 15 (quinze) dias 
para que as partes apresentem rol de testemunhas.
013. 013. (FGV/2021/CÂMARA DE ARACAJU – SE/PROCURADOR JUDICIAL/ADAPTADA) Ao proferir 
decisão declaratória de saneamento, o juiz da causa indeferiu o requerimento formulado 
por terceiro, no sentido de que fosse admitido o seu ingresso no feito como assistente 
simples. Quanto a esse provimento jurisdicional, é correto afirmar que se trata de sentença, 
passível de impugnação pelo recurso de agravo de instrumento.
014. 014. (FGV/2024/TJ-RJ/PROGRAMA DE RESIDÊNCIA/DIREITO/ADAPTADA) O juiz em exercício 
na Y Vara de Fazenda Pública da Comarca Beta, ao realizar o juízo de admissibilidade de 
petição inicial, identificou que o pedido formulado contraria enunciado de súmula do 
tribunal de justiça sobre direito local.
Nesse caso, é cabível nesse momento processual o indeferimento da petição inicial, por se 
tratar de petição inicial inepta.
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015. 015. (FGV/2016/MPE-RJ/ESTÁGIO FORENSE) Em decisão de saneamento e de organização 
do processo, o juiz, diante de peculiaridades da causa relacionadas à impossibilidade de 
a parte autora cumprir o encargo probatório que a princípio lhe incumbia, e de forma 
fundamentada, atribuiu o ônus da prova de modo diverso. Inconformada com essa decisão, 
poderá a parte ré pedir esclarecimentos no prazo de cinco dias.
016. 016. (FGV/2019/MPE-RJ/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO/PROCESSUAL/ADAPTADA) 
Em ação civil pública proposta pelo Ministério Público, o juiz acolhe o pedido de prova 
oral formulado pelas partes e designa audiência de instrução e julgamento para ouvir as 
testemunhas. O Ministério Público arrola 12 (doze) testemunhas, enquanto o réu indica 5 
(cinco) testemunhas.
Nessa hipótese, é correto afirmar que O número de testemunhas arroladas não pode ser 
superior a 10 (dez), sendo 3 (três), no máximo, para a prova de cada fato.
017. 017. (FGV/2024/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIÁRIO/ADAPTADA) Caberá ao juiz sempre designar 
audiência de instrução e julgamento, ainda que não determinada a produção de prova oral 
ou prova pericial.
018. 018. (FGV/2019/MPE-RJ/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO/PROCESSUAL) Em ação civil 
pública proposta pelo Ministério Público, o juiz acolhe o pedido de prova oral formulado 
pelas partes e designa audiência de instrução e julgamento para ouvir as testemunhas. O 
Ministério Público arrola 12 (doze) testemunhas, enquanto o réu indica 5 (cinco) testemunhas.
Nessa hipótese, é correto afirmar que cabe ao representante do Ministério Público e ao 
advogado do réu informar ou intimar as testemunhas por eles arroladas do dia, da hora e 
do local da audiência designada, sendo dispensada a intimação do juízo.
019. 019. (FGV/2024/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIÁRIO/ADAPTADA) A delimitação consensual das 
questões de fato e de direito, prevista no Código de Processo Civil para fins de saneamento, 
não vincula o juiz, vinculando apenas as partes.
020. 020. (FGV/2018/MPE-AL/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO/ÁREA JURÍDICA/ADAPTADA) 
Quanto ao cabimento do agravo de instrumento no Código de Processo Civil, não cabe 
agravo de instrumento em face da decisão interlocutória no processo de conhecimento 
que versar sobre tutela provisória.
021. 021. (FGV/2018/MPE-AL/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO/ÁREA JURÍDICA/ADAPTADA) 
Quanto ao cabimento do agravo de instrumento no Código de Processo Civil, cabe agravo 
de instrumento em face da decisão interlocutória no processo de conhecimento que versar 
sobre mérito do processo.
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022. 022. (FGV/2018/MPE-AL/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO/ÁREA JURÍDICA/ADAPTADA) 
Quanto ao cabimento do agravo de instrumento no Código de Processo Civil, não cabe 
agravo de instrumento em face da decisão interlocutória no processo de conhecimento 
que versar sobre indeferimento de meio de prova.
023. 023. (FGV/2016/MPE-RJ/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO/PROCESSUAL/ADAPTADA) 
Em iniciativa conjunta com a própria criança, o Ministério Público, por meio do órgão de 
execução dotado de atribuição, ajuizou ação de investigação de paternidade em face do 
suposto pai. Entendendo pela desnecessidade da atuação do Parquet como órgão agente, 
determinou o juiz da causa a sua exclusão do polo ativo, para nele manter apenas o menor. 
De acordo com a disciplina processual vigente, tal decisão é insuscetível de impugnação 
por qualquer via recursal típica ou mandado de segurança
024. 024. (FGV/2020/TJ-RS/OFICIAL DE JUSTIÇA/ADAPTADA) Quanto ao agravo de instrumento, 
é correto afirmar que é interponível no prazo de 10 (dez) dias, a contar da intimação da 
decisão interlocutória
025. 025. (FGV/2020/TJ-RS/OFICIAL DE JUSTIÇA/ADAPTADA) Quanto ao agravo de instrumento, 
é correto afirmar que o seu desfecho, por votação não unânimeque confirme a decisão, 
enseja a técnica do julgamento complementar.
026. 026. (FGV/2020/TJ-RS/OFICIAL DE JUSTIÇA/ADAPTADA) Quanto ao agravo de instrumento, 
é correto afirmar que é cabível para impugnar decisões interlocutórias proferidas na fase 
de cumprimento de sentença
027. 027. (FGV/2018/TJ-AL/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/ADAPTADA) No que se refere 
às tutelas provisórias, é correto afirmar que a tutela de urgência, caso tenha natureza 
antecipatória, pode ser deferida em caráter incidental, mas não antecedente
028. 028. (FGV/2024/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/CONSULTORIA/CONSULTOR 
LEGISLATIVO/ÁREA V (REAPLICAÇÃO)/ADAPTADA) Paulo ajuizou ação de procedimento comum 
em face de Ursolino. No curso da fase instrutória, as partes submeteram para homologação 
negócio jurídico processual, contendo a seguinte cláusula: as partes reconheceram como 
competente juízo absolutamente incompetente. É correto dizer que ela é válida!
029. 029. (FGV/2018/TJ-SC/OFICIAL DE JUSTIÇA E AVALIADOR/ADAPTADA) Citado em uma ação 
de cobrança, o réu admitiu, em sua contestação, a existência do débito, alegando, porém, 
ter realizado o seu pagamento no tempo e modo devidos. Esse argumento constitui uma 
defesa indireta de mérito
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030. 030. (FGV/2024/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/CONSULTOR LEGISLATIVO/
ÁREA V (REAPLICAÇÃO)/ADAPTADA) Paulo ajuizou ação de procedimento comum em face de 
Ursolino. No curso da fase instrutória, as partes submeteram para homologação negócio 
jurídico processual, contendo a seguinte cláusula: as partes renunciaram ao direito de 
interpor recurso de apelação em face da futura sentença. É correto dizer que ela é válida!
031. 031. (FGV/2018/TJ-SC/OFICIAL DE JUSTIÇA E AVALIADOR/ADAPTADA) Após ser citado em 
uma ação de indenização, o réu declarou e comprovou que a dívida já estava prescrita. 
Intimado o autor para se manifestar sobre essa tese de defesa, resolveu desconstituir o 
seu patrono. O juiz suspendeu o processo e intimou o autor pessoalmente para que, em 10 
dias, sanasse o vício de sua representação processual.
Passado o prazo sem qualquer manifestação do autor, poderá o juiz decidir o mérito a favor 
do réu, rejeitando o pedido, não pronunciando a nulidade de falta de representação;
032. 032. (FGV/2016/MPE-RJ/ESTÁGIO FORENSE/ADAPTADA) Em decisão de saneamento 
e de organização do processo, o juiz, diante de peculiaridades da causa relacionadas à 
impossibilidade de a parte autora cumprir o encargo probatório que a princípio lhe incumbia, 
e de forma fundamentada, atribuiu o ônus da prova de modo diverso. Inconformada com 
essa decisão, poderá a parte ré pedir esclarecimentos no prazo de cinco dias.
033. 033. (FGV/2023/PGM/NITERÓI/TÉCNICO DE PROCURADORIA/ADAPTADA) Determinado 
condomínio edilício intentou, perante o juízo comum, ação indenizatória em face do morador 
de um prédio vizinho, que, conduzindo imprudentemente o seu veículo, danificou-lhe o 
portão principal. A verba indenizatória pleiteada correspondia a quinze salários mínimos. 
Tomando contato com a petição inicial, o juiz percebeu que a peça não havia sido assinada 
por nenhum advogado. Nesse cenário, deve o magistrado indeferir de plano a petição inicial, 
pela falta de capacidade postulatória.
034. 034. (FGV/2023/PGM/NITERÓI/TÉCNICO DE PROCURADORIA/ADAPTADA) Determinado 
condomínio edilício intentou, perante o juízo comum, ação indenizatória em face do morador 
de um prédio vizinho, que, conduzindo imprudentemente o seu veículo, danificou-lhe o 
portão principal. A verba indenizatória pleiteada correspondia a quinze salários mínimos. 
Tomando contato com a petição inicial, o juiz percebeu que a peça não havia sido assinada 
por nenhum advogado. Nesse cenário, deve o magistrado suspender o feito e assinar prazo 
para que o condomínio se faça representar por advogado.
035. 035. (FGV/2022/TJ-PE/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) Em uma ação envolvendo direitos 
disponíveis, antes da decisão de organização e saneamento, as partes firmaram negócio 
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jurídico processual, por meio do qual escolheram consensualmente o perito e estabeleceram 
que nenhuma das partes indicaria assistente técnico. Diante dessa situação jurídica, é 
correto afirmar que para a validade do referido negócio jurídico, este deve ser previamente 
homologado pelo juiz.
036. 036. (FGV/2022/TJ-PE/JUIZ SUBSTITUTO – ADAPTADA) Em uma ação envolvendo direitos 
disponíveis, antes da decisão de organização e saneamento, as partes firmaram negócio 
jurídico processual, por meio do qual escolheram consensualmente o perito e estabeleceram 
que nenhuma das partes indicaria assistente técnico. Diante dessa situação jurídica, é 
correto afirmar que o juiz deverá aceitar o perito escolhido consensualmente pelas partes, 
mas não poderá autorizar a dispensa de assistentes técnicos, por força de previsão legal.
037. 037. (FGV/2022/TJ-PE/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) Em uma ação envolvendo direitos 
disponíveis, antes da decisão de organização e saneamento, as partes firmaram negócio 
jurídico processual, por meio do qual escolheram consensualmente o perito e estabeleceram 
que nenhuma das partes indicaria assistente técnico. Diante dessa situação jurídica, é 
correto afirmar que para o referido negócio jurídico processual produzir efeitos, o juiz deve 
figurar como parte, por se tratar de disposição diretamente ligada à atividade jurisdicional.
038. 038. (FGV/2022/TJ-PE/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) Em uma ação envolvendo direitos 
disponíveis, antes da decisão de organização e saneamento, as partes firmaram negócio 
jurídico processual, por meio do qual escolheram consensualmente o perito e estabeleceram 
que nenhuma das partes indicaria assistente técnico. Diante dessa situação jurídica, é 
correto afirmar que diante da autonomia da vontade das partes, o juiz não poderá recusar 
o referido negócio jurídico processual, ainda que uma das partes se encontre em manifesta 
situação de vulnerabilidade
039. 039. (FGV/2022/TJ-PE/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) Em uma ação envolvendo direitos 
disponíveis, antes da decisão de organização e saneamento, as partes firmaram negócio 
jurídico processual, por meio do qual escolheram consensualmente o perito e estabeleceram 
que nenhuma das partes indicaria assistente técnico. Diante dessa situação jurídica, é 
correto afirmar que as partes podem convencionar sobre seus poderes por meio de negócio 
jurídico processual, o que lhes autoriza a indicar consensualmente o perito e a dispensar a 
indicação de assistente técnico.
040. 040. (FGV/2018/TJ-SC/OFICIAL DE JUSTIÇA E AVALIADOR/ADAPTADA) Após ser citado em 
uma ação de indenização, o réu declarou e comprovou que a dívida já estava prescrita. 
Intimado o autor para se manifestar sobre essa tese de defesa, resolveu desconstituir o 
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seu patrono. O juiz suspendeu o processo e intimou o autor pessoalmente para que, em 10 
dias, sanasse o vício de sua representação processual.
Passado o prazo sem qualquer manifestação do autor, poderá o juiz extinguir o feito, sem 
resolução do mérito, por falta de representação processual
041. 041. (FGV/2018/TJ-AL/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/ADAPTADA) No que se refere 
às tutelas provisórias, é correto afirmar que são impugnáveis, caso concedidas pelo juízo 
de primeira instância, pelo recurso de agravo de instrumento.
042. 042. (VUNESP/2018/TJ-SC/JUIZ LEIGO/ADAPTADA) Deverá o juiz, em decisão de saneamento e 
de organização do processo, conforme disposição expressa e literal do Código de Processo Civil 
delimitar as questões de direito sobre as quais recairá a atividade probatória, especificando 
os meios de prova admitidos.
043. 043. (VUNESP/2018/TJ-SC/JUIZ LEIGO/ADAPTADA) Deverá o juiz, em decisão de saneamento 
e de organização do processo, conforme disposição expressa e literal do Código de Processo 
Civil, designar audiência de conciliação ou mediação, se vislumbrar a possibilidade de 
resolução dos conflitos de interesses por autocomposição.
044. 044. (VUNESP/2019/PREFEITURA DA ESTÂNCIA TURÍSTICA DE GUARATINGUETÁ/PROCURADOR/
ADAPTADA) Não ocorrendo nenhuma das hipóteses de extinção do processo, julgamento 
antecipado do mérito ou julgamento antecipado parcial do mérito, deverá o juiz, em decisão 
de saneamento e de organização do processo, delimitar as questões de direito relevantes 
para a decisão do mérito.
045. 045. (VUNESP/2019/TJ-AL/NOTÁRIO E REGISTRADOR/REMOÇÃO/ADAPTADA) O saneamento 
do processo pelo magistrado constitui decisão interlocutória que, se admitir ou inadmitir 
a intervenção de terceiros, desafia recurso de agravo de instrumento.
046. 046. (VUNESP/2022/TJ-RJ/JUIZ LEIGO/ADAPTADA) No que diz respeito à fase de saneamento 
e organização do processo, é correto afirmar que realizado o saneamento, as partes têm 
o direito de pedir esclarecimentos ou solicitar ajustes, no prazo subsequente de 5 (cinco) 
dias, iniciando pelo autor, findo o qual a decisão se torna estável.
047. 047. (FGV/2018/TJ-AL/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/ADAPTADA) No que se refere 
às tutelas provisórias, é correto afirmar que não têm natureza cautelar, na hipótese de 
concessão de alimentos provisórios.
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GABARITOGABARITO
1. b
2. a
3. a
4. d
5. b
6. d
7. b
8. E
9. E
10. E
11. E
12. C
13. E
14. E
15. E
16. C
17. E
18. E
19. E
20. E
21. C
22. C
23. E
24. E
25. E
26. C
27. E
28. E
29. C
30. C
31. C
32. E
33. E
34. C
35. E
36. E
37. E
38. E
39. C
40. E
41. C
42. E
43. E
44. C
45. C
46. E
47. C
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (FGV/2025/NACIONAL UNIFICADO/OAB/43º EXAME) João e Marina celebraram contrato 
de arrendamento com previsão de cláusula compromissória arbitral, na qual estipularam 
que qualquer disputa de natureza patrimonial decorrente do contrato seria submetida à 
arbitragem.
Após desentendimentos acerca do cumprimento de uma das obrigações previstas em 
contrato, Marina resolveu ajuizar ação judicial contra João, na qual busca indenização pelos 
prejuízos que alega ter sofrido. Uma vez citado, João não apresentou contestação.
Durante a fase instrutória, ao examinar o contrato celebrado entre as partes, o Magistrado 
do caso visualizou a existência de cláusula compromissória celebrada entre as partes.
Considerando o caso narrado, assinale a afirmativa correta.
a) Caso João instaure procedimento arbitral contra Marina no curso da ação judicial ajuizada 
por ela, ambos terão seu caso julgado exclusivamente pelo Tribunal Arbitral.
b) As partes terão seu caso julgado pela jurisdição estatal, tendo em vista que João não 
alegou convenção de arbitragem como preliminar de contestação, circunstância que 
representa renúncia à jurisdição arbitral.
c) João deve arguir a existência de cláusula compromissória quando apresentar manifestação 
requerendo a produção de provas, por se tratar do momento apropriado para apontar a 
existência de cláusula compromissória no contrato celebrado entre as partes.
d) João não precisa se manifestar nos autos acerca da existência de cláusula compromissória 
no contrato, pois cabe ao Magistrado conhecer de ofício a existência de tal cláusula e extinguir 
a ação sem resolução do mérito, uma vez que não tem competência para julgar o caso.
A questão aborda um contrato de arrendamento entre João e Marina, que inclui uma 
cláusula compromissória arbitral.
A alternativa correta é a letra b, que se baseia na Lei n. 9.307/1996, que regula a arbitragem 
no Brasil.
a) Errada. O art.7º da Lei n. 9.307/1996 estabelece que, havendo cláusula compromissória, 
a parte interessada pode requerer a citação da outra parte para comparecer em juízo e 
lavrar o compromisso arbitral.
Art. 7º Existindo cláusula compromissória e havendo resistência quanto à instituição da arbitragem, 
poderá a parte interessada requerer a citação da outra parte para comparecer em juízo a fim 
de lavrar-se o compromisso, designando o juiz audiência especial para tal fim.
O erro da questão está nas palavras “ambos” e “exclusivamente”, já que a ação judicial 
continuará tramitando. 
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b) Certa. O item está de acordo com o previsto no art. 337, § 6º do CPC.
§ 6º A ausência de alegação da existência de convenção de arbitragem, na forma prevista neste 
Capítulo, implica aceitação da jurisdição estatal e renúncia ao juízo arbitral.
c) Errada. O momento correto é na preliminar de contestação, na forma do art. 337, X, do 
CPC. 
Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar:
X – convenção de arbitragem;
d) Errada. Exige-se a manifestação de João nos autos no tocante à existência de cláusula 
compromissória no contrato. Tal fato se deve, pois não pode o Magistrado conhecer de ofício 
a existência de tal cláusula (art. 337, § 5º, CPC) e extinguir a ação sem resolução do mérito. 
Art. 337, § 5º Excetuadas a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz conhecerá 
de ofício das matérias enumeradas neste artigo.
Letra b.
002. 002. (OAB 44 EXAME/2025) Juliana e André foram casados por anos, tiveram um filho 
que atualmente está com 6 anos, mas, por adversidades conjugais, resolveram pôr fim ao 
casamento. Após a separação, o filho ficou residindo com a mãe em cidade distinta do pai. 
Considerando que não tem mais volta a relação conjugal, Juliana, por meio do seu advogado, 
desejapropor ação de divórcio e guarda. Sobre o caso, assinale a afirmativa correta. 
a) A ação de divórcio e guarda deve tramitar em segredo de justiça.
b) A ação de divórcio e guarda deve ser proposta no domicílio de André. 
c) Se André, após a citação, não comparecer em audiência nem apresentar contestação, 
ele não poderá mais intervir no processo.
d) Ainda que André apresente resistência à ação de divórcio e guarda, sendo vencido na 
ação, ele não poderá ser condenado em honorários de sucumbência.
a) Certa. A alternativa está de acordo com o art. 189, II, do CPC. 
Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os processos:
II – que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, filiação, 
alimentos e guarda de crianças e adolescentes;
b) Errada. A competência é do domicílio do guardião do filho incapaz (no caso a mãe do 
menor). 
Art. 53. É competente o foro: (Vide ADI nº 7055) (Vide ADI nº 6792)
I – para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou dissolução 
de união estável:
a) de domicílio do guardião de filho incapaz;
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c) Errada. Pode intervir ainda, na forma do art. 346 do CPC. 
Art. 346. Os prazos contra o revel que não tenha patrono nos autos fluirão da data de publicação 
do ato decisório no órgão oficial.
Parágrafo único. O revel poderá intervir no processo em qualquer fase, recebendo-o no estado 
em que se encontrar.
d) Errada. A regra é o pagamento de honorários pelo vencido, desde que exista resistência. 
Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado do vencedor.
Letra a.
003. 003. (FGV/2024/ENAM/1º EXAME NACIONAL DE MAGISTRATURA (REAPLICAÇÃO)) Sobre a 
contestação, a reconvenção, as providências preliminares e o saneamento do processo, 
assinale a afirmativa correta.
a) Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar a litispendência, conexão ou coisa 
julgada.
b) Não é lícito ao autor propor a reconvenção em litisconsórcio com terceiro.
c) A revelia não produz o efeito material se, a despeito da ausência de contestação tempestiva, 
o litígio versar sobre os direitos disponíveis.
d) O juiz decidirá antecipada e parcialmente o mérito se um dos pedidos se mostrar 
controverso.
e) Realizado o saneamento, as partes têm o direito de pedir esclarecimentos ou solicitar 
ajustes no prazo sucessivo de cinco dias, findo o qual a decisão se torna estável.
Relevância da questão: Atenção do candidato! Questão fácil demais derruba o candidato 
ansioso, que faz leitura dinâmica e presume o que não existe no texto. Nossa mente é 
falha e prega peças. Facilita a retenção, mas, por vezes, induz ao erro. A questão é de 
suma importância dada sua simplicidade, brincando com o texto de lei e com a atenção e 
falibilidade do candidato menos.
A alternativa “A” inaugura o texto afirmando o que consta exatamente do texto da lei e, 
de cara, é a correta. Vamos aproveitar para revisar o ponto:
Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar:
I – inexistência ou nulidade da citação;
II – incompetência absoluta e relativa;
III – incorreção do valor da causa;
IV – inépcia da petição inicial;
V – perempção;
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VI – litispendência;
VII – coisa julgada;
VIII – conexão;
IX – incapacidade da parte, defeito de representação ou falta de autorização;
X – convenção de arbitragem;
XI – ausência de legitimidade ou de interesse processual;
XII – falta de caução ou de outra prestação que a lei exige como preliminar;
XIII – indevida concessão do benefício de gratuidade de justiça.
A alternativa “B” traz uma afirmativa contrária ao texto da lei, estando, portanto, incorreta. 
O detalhe é o advérbio de negação “não” escondido em meio ao texto, tornando a alternativa 
incorreta. Vejamos:
Artigo 343 [...] § 4º A reconvenção pode ser proposta pelo réu em litisconsórcio com terceiro.
A alternativa “C”, igualmente, traz uma afirmativa que confronta o texto legal. O detalhe 
é a ausência do prefixo “in” no adjetivo “disponível”, o que torna alternativa incorreta.
Art. 345. A revelia não produz o efeito mencionado no art. 344 se: [...] II – o litígio versar sobre 
direitos indisponíveis;
A alternativa “D”, assim na alternativa acima, traz uma afirmativa que confronta o texto 
legal. O detalhe também é a ausência do prefixo “in”, já agora no adjetivo “controverso”, o 
que torna a alternativa incorreta. Assim é que:
Art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou 
parcela deles: I – mostrar-se incontroverso;
A alternativa “E”, assim como as demais, se vale de um recurso de alteração sutil de 
palavra ou termo do texto legal para induzir o candidato a erro. No caso, ela troca o adjetivo 
“comum” pelo adjetivo “sucessivo”, tornando incorreta alternativa, já que o texto legal fala 
em prazo comum de cinco dias e não prazo sucessivo.
Tanto assim que: 
Art. 357. [...] § 1º Realizado o saneamento, as partes têm o direito de pedir esclarecimentos 
ou solicitar ajustes, no prazo comum de 5 (cinco) dias, findo o qual a decisão se torna estável.
Letra a.
004. 004. (FGV/2021/CÂMARA DE ARACAJU – SE/PROCURADOR JUDICIAL) Ao proferir decisão 
declaratória de saneamento, o juiz da causa indeferiu o requerimento formulado por 
terceiro, no sentido de que fosse admitido o seu ingresso no feito como assistente simples.
Quanto a esse provimento jurisdicional, é correto afirmar que se trata de:
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a) sentença, passível de impugnação pelo recurso de apelação;
b) sentença, passível de impugnação pelo recurso de agravo de instrumento;
c) decisão interlocutória, passível de impugnação pelo recurso de apelação;
d) decisão interlocutória, passível de impugnação pelo recurso de agravo de instrumento;
e) decisão interlocutória, passível de impugnação pelo recurso de agravo interno.
Trabalha diversos eixos. Recursos, natureza jurídica dos atos decisórios, etapas do saneamento 
e, de um modo geral, a construção do raciocínio de modo a evidenciar um racional na 
estrutura do código de processo civil. Novamente uma questão que remete ao texto da 
lei, mas que agrega também no conhecimento teórico de alguns conceitos e institutos do 
processo civil.
a) Errada. A decisão tem cunho decisório, embora não se trate de uma sentença pois não 
põe fim à fase de conhecimento e não trata das questões legalmente indicadas como 
passíveis, com ou sem resolução do mérito, de constituir objeto de sentença. Entretanto, 
decisão interlocutória que é, mostra-se passível de agravo de instrumento. Apenas por ser 
decisão interlocutória? Não! Ela encontra previsão no rol taxativo44 do artigo 1.015 do CPC:
Art.1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:
IX – admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros;
b) Errada. Afirma que a decisão tem natureza de sentença e que é recorrível por meio de 
agravo. Duplo erro, ao menos frente à literalidade da lei:
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:
IX – admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros;
c) Errada. Em sua primeira parte acerta ao dizer que se trata de decisão interlocutória; 
entretanto, na segunda parte, alega que tal decisão é recorrível por meio de apelação, razão 
de estar incorreta. Novamente:
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:
IX – admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros;
d) Certa. Reproduz com fidelidade o texto legal.
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:
IX – admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros;
44 RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. NATUREZA JURÍDICA DO ROL DO 
ART. 1.015 DO CPC/2015. IMPUGNAÇÃO IMEDIATA DE DECISÕES INTERLOCUTÓRIAS NÃO PREVISTAS NOS INCISOS DO 
REFERIDO DISPOSITIVO LEGAL. POSSIBILIDADE. TAXATIVIDADE MITIGADA. EXCEPCIONALIDADE DA IMPUGNAÇÃO FORA DAS 
HIPÓTESES PREVISTAS EM LEI. REQUISITOS. [...] 6- Assim, nos termos do art. 1.036 e seguintes do CPC/2015, fixa-se a 
seguinte tese jurídica: O rol do art. 1.015 do CPC é de taxatividade mitigada, por isso admite a interposição de agravo de 
instrumento quando verificada a urgência decorrente da inutilidade do julgamento da questão no recurso de apelação. 
[...]. (REsp n. 1.704.520/MT, relatora Ministra Nancy Andrighi, Corte Especial, julgado em 5/12/2018, DJe de 19/12/2018.).
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e) Errada. Está correta em sua primeira parte, mas traz uma previsão totalmente aleatória 
mencionando o agravo interno. Agravo interno é recurso contra decisão de relator. A questão 
sequer indica tal cenário. Está incorreta, portanto. Isso porque:
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:
IX – admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros;
Letra d.
005. 005. (FGV/2024/TJ-MS/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA FIM) Em uma ação de indenização 
proposta por José em face de João, o juiz da causa concedeu ao autor a gratuidade de 
justiça, que fora requerida na petição inicial. Inconformado, o réu se insurgiu contra a 
concessão desse benefício. Em decisão interlocutória de saneamento foi mantido o referido 
benefício ao autor. Finda a instrução do processo, sobreveio sentença, na qual o juiz julgou 
parcialmente procedente o pedido indenizatório.
Nesse sentido, se, ao ser intimado da sentença, João desejar se insurgir apenas contra o 
benefício, ele:
a) poderá interpor agravo de instrumento, para impugnar a decisão interlocutória que 
concedeu o benefício da gratuidade de justiça;
b) poderá interpor apelação, para impugnar a decisão interlocutória que concedeu o benefício 
da gratuidade de justiça;
c) poderá interpor apelação, para impugnar a sentença, a fim de evitar o trânsito em julgado 
do processo;
d) não poderá apelar da sentença, uma vez que terá ocorrido preclusão temporal da decisão 
que concedeu a gratuidade de justiça;
e) não poderá apelar da sentença, uma vez que não há interesse recursal para a admissibilidade 
do recurso.
A questão traz diversos eixos, como recorribilidade, natureza decisória, meios de impugnação 
de decisões, decisão interlocutória e de mérito, total e parcial. Faz-nos raciocinar passeando 
pelo CPC. É valiosa nesse sentido por sua pluralidade temática.
a) Errada. Em verdade, há uma distinção de suma importância ao aluno compreender: 
da decisão que rejeita ou acolhe o pedido da revogação da gratuidade cabe agravo de 
instrumento. E por quê? Porque além de ser previsão expressa do rol do artigo 1.015, a 
matéria tem urgência dado o seu impacto imediato no acesso à justiça em potencial de 
uma pessoa. De outro lado, a decisão que concede a gratuidade é impugnável em sede de 
contestação e, uma vez decidido no curso do processo, mantendo a concessão, só poderá 
ser reaberto esse tema em sede de apelação. Senão vejamos:
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DECISÃO RECURSO CABÍVEL
Deferida gratuidade Impugnação45
Indeferida/revogada gratuidade Agravo de instrumento46
Indefere revogação Apelação/contrarrazões47
Ainda, complementando com a doutrina:
Não deixa de ser curiosa a opção do legislador, porque a decisão interlocutória passa a ser 
impugnável por dois recursos diferentes: apelação e agravo de instrumento. O problema prático 
é bastante óbvio, porque as regras formais e procedimentais desses dois recursos são diferentes. 
Assim, por exemplo, enquanto na maioria das decisões interlocutórias recorríveis por agravo 
de instrumento não se permite a sustentação oral, sendo a exceção a decisão interlocutória 
que decide tutela provisória (art. 937, VIII, do Novo CPC), naquelas impugnadas por apelação a 
sustentação oral é admitida (art. 937, I, do Novo CPC). Não me surpreenderá, entretanto, se os 
tribunais formarem entendimento no sentido de que a sustentação oral prevista no art. 937, I, 
do Novo CPC limita-se à impugnação da sentença e não das decisões interlocutórias. Embora o 
entendimento crie limitação não prevista em lei, torna o sistema mais homogêneo. A manutenção 
da clássica regra de cabimento da apelação contra a sentença, apesar de dizer menos do que 
deveria, deixa claro que, diante de sentença, não poderá a parte se valer de qualquer outro recurso, 
ainda que pretenda limitar sua impugnação a uma decisão interlocutória proferida antes da 
prolação da sentença. Nesse caso, mesmo continuando a ser o recurso cabível contra sentença, 
a apelação se prestará tão somente à impugnação de uma decisão interlocutória. In: MANUAL 
DE DIREITO PROCESSUAL CIVIL· Vol. Único – Daniel Amorim Assumpção Neves. Pp.1643/1644.
b) Certa. Apesar de a questão ter uma redação que não favorece e parecer atécnica. E isso 
pode acontecer em provas. Como aconteceu de fato. A pegadinha ou dificuldade da questão 
é que, em regra, uma decisão interlocutória desafia agravo de instrumento. Entretanto, tal 
hipótese não tem previsão legal no rol do agravo de instrumento, nem guarda urgência ou 
prejuízo imediato e irremediável à outra parte, razão de, em caso de sentença final, só ter a 
via recursal da apelação para impugnar a eventual manutenção da hipótese de gratuidade 
de justiça. Isso porque, no caso narrado, houve a impugnação autoral, que fora indeferida, 
45 BRASIL. LEI N. 13.105, DE 16 DE MARÇO DE 2015. Código de Processo Civil. Art. 100. Deferido o pedido, a parte contrária 
poderá oferecer impugnação na contestação, na réplica, nas contrarrazões de recurso ou, nos casos de pedido superve-
niente ou formulado por terceiro, por meio de petição simples, a ser apresentada no prazo de 15 (quinze) dias, nos autos 
do próprio processo, sem suspensão de seu curso.
46 BRASIL. LEI N. 13.105, DE 16 DE MARÇO DE 2015. Código de Processo Civil.Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra 
as decisões interlocutórias que versarem sobre: [...]V – rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do 
pedido de sua revogação.
47 BRASIL. LEI N. 13.105, DE 16 DE MARÇO DE 2015. Código de Processo Civil. Art. 1.009. Da sentença cabe apelação. § 1º As 
questões resolvidas na fase de conhecimento, se a decisão a seu respeito não comportar agravo de instrumento, não são 
cobertas pela preclusão e devem ser suscitadas em preliminar de apelação, eventualmente interposta contra a decisão 
final, ou nas contrarrazões.
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fechando, por ora, as vias recursais cabíveis. Daí, pela redação do §1º do artigo 1.009 do 
CPC, só caberia questionar a gratuidade em preliminar de apelação ou contrarrazões:
Art. 1.009. Da sentença cabe apelação. § 1º As questões resolvidas na fase de conhecimento, se 
a decisão a seu respeito não comportar agravo de instrumento, não são cobertas pela preclusão 
e devem ser suscitadas em preliminar de apelação, eventualmente interposta contra a decisão 
final, ou nas contrarrazões.
c) Errada. Considerando a atecnia da alternativa anterior, extrai-se que o objeto de combate 
não é uma sentença, mas uma decisão interlocutória que, já agora, só pode ser objeto de 
combate por meio de uma apelação. Quanto à afirmação de obstar o trânsito em julgado, 
não está equivocada. De fato, a recorribilidade dentro do prazo tem efeito sobre o transcurso 
do trânsito em julgado, impedindo sua ocorrência. Nesse sentido:
Art. 1.009. Da sentença cabe apelação. § 1º As questões resolvidas na fase de conhecimento, se 
a decisão a seu respeito não comportar agravo de instrumento, não são cobertas pela preclusão 
e devem ser suscitadas em preliminar de apelação, eventualmente interposta contra a decisão 
final, ou nas contrarrazões.
d) Errada. Não ocorreu preclusão temporal da questão em vista da irrecorribilidade imediata, 
a ensejar seu combate em sede de apelação. É a redação da lei:
Art. 1.009. [...]. § 1º As questões resolvidas na fase de conhecimento, se a decisão a seu respeito 
não comportar agravo de instrumento, não são cobertas pela preclusão e devem ser suscitadas 
em preliminar de apelação, eventualmente interposta contra a decisão final, ou nas contrarrazões.
e) Errada. De fato, um dos pressupostos processuais de recorribilidade é o interesse. 
Entrementes, há interesse processual no caso em tela. Nesse sentido o enunciado 662 do 
Fórum Permanente de Processualistas Civis:
JURISPRUDÊNCIA
En. 664 – (art. 1.009, § 1º) É admissível impugnar, na apelação, exclusivamente a decisão 
interlocutória não agravável. (Grupo: Recursos (menos os repetitivos))
Quanto ao mais, como a decisão interlocutória é concessiva ou de manutenção, não é 
agravável de instrumento, razão de não incidir a preclusão, socorrendo ao autor questionar 
sem sede de preliminar de apelação tal benefício, conforme se extrai da combinação dos 
seguintes artigos:
Art. 1.009. Da sentença cabe apelação.
§ 1º As questões resolvidas na fase de conhecimento, se a decisão a seu respeito não comportar 
agravo de instrumento, não são cobertas pela preclusão e devem ser suscitadas em preliminar 
de apelação, eventualmente interposta contra a decisão final, ou nas contrarrazões.
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:
V – rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de sua revogação;
Letra b.
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006. 006. (FGV/2017/ALERJ/PROCURADOR) Em sede de ação indenizatória movida em face do 
Estado do Rio de Janeiro, no âmbito de suas fases de saneamento e de instrução, é correto 
afirmar que:
a) A revelia do ente público não induz à presunção de veracidade das alegações formuladas 
pelo autor e, assim, incumbirá naturalmente ao autor o ônus da prova de todas as questões 
fáticas que se tornarem controvertidas no processo;
b) A resposta apresentada pelo Estado do Rio de Janeiro, tornando controvertida a 
fundamentação da pretensão deduzida pelo autor, afasta a possibilidade de julgamento 
antecipado parcial do mérito;
c) havendo a necessidade de solução de questões técnicas que demandam perícia, e tendo 
o Juízo de origem invertido o ônus da prova em desfavor do Estado do Rio de Janeiro, a 
decisão somente poderá ser impugnada na apelação, notadamente porque não haveria 
interesse na imediata apreciação da matéria pelo Tribunal, pois a Fazenda Pública é isenta 
do ônus de adiantar as despesas com a perícia;
d) se a questão controvertida envolver a falsidade de assinatura lançada em documento 
apresentado pelo autor, conforme alegação veiculada pela Fazenda Pública em sua defesa, 
o ônus da prova da autenticidade recairá sobre o autor;
e) tornando-se controvertida a questão da falsidade de assinatura no documento apresentado 
pelo autor, não mais será possível a sua retirada dos autos, inclusive por força de eventual 
repercussão na esfera criminal.
 Obs.: A questão guarda importância dada a sua complexidade temática, por somar 
elementos de diversos eixos temáticos da matéria de direito processual e por 
representar bem a etapa de saneamento e organização do processo rumo ao mérito.
Questão relevante se não agora, certamente para o futuro. Especial atenção a esse 
tema para direito administrativo, direito processual civil e outros eixos temáticos 
direta ou reflexamente.
Art. 345. A revelia não produz o efeito mencionado no art. 344 se: II – o litígio versar sobre 
direitos indisponíveis.
A doutrina sempre considerou, historicamente, os direitos da administração pública como 
indisponíveis, visto a serem os interesses da coletividade.
a) Errada. Cremos, por sua parte final; entretanto, há fundamentos para apontar incorreção 
da primeira parte, mas de base pouco sustentável, por ser exceção e não regra. Vejamos:
A doutrina sempre considerou, historicamente, os direitos da administração pública como 
indisponíveis, visto a serem os interesses da coletividade.
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Doutrina:
As prerrogativas processuais da Fazenda Pública, justificadas pelo princípio da indisponibilidade 
do interesse público, podem ser assim exemplificadas: [...] Inaplicabilidade do efeito material 
da revelia: a ausência de contestação por parte da Fazenda Pública não acarreta a produção do 
efeito material da revelia (presunção relativa de veracidade dos fatos narrados pelo autor), tendo 
em vista a indisponibilidade do interesse público (art. 345, II, do CPC/2015, equivalente ao art. 
320, II, do CPC/1973) e a presunção de veracidade e de legitimidade dos atos administrativos.32 
É oportuno lembrar que a revelia, além do efeito material mencionado, produz dois efeitosprocessuais: julgamento antecipado da lide (art. 355, II, do CPC/2015, correspondente ao art. 
330, II, do CPC/1973) e desnecessidade de intimação do revel enquanto permanecer ausente do 
processo (art. 346 do CPC/2015, equivalente ao art. 322 do CPC/1973).33
JURISPRUDÊNCIA
PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO RECURSAL. DEFICIÊNCIA. 
PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. CERCEAMENTO DE DEFESA. REEXAME DE PROVA. 
IMPOSSIBILIDADE. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. INDISPONIBILIDADE. REVELIA. INAPLICABILIDADE.
[...] 4. “O crédito tributário reveste-se do caráter de direito indisponível da Fazenda 
Pública, de sorte que inaplicável ao caso o efeito material da revelia, não sendo 
possível admitir a presunção de veracidade decorrente de ausência de manifestação 
do Ente Fazendário em relação aos fatos alegados pela Contribuinte em sua inicial” 
(EDcl no AgRg no REsp n. 1.196.915/RJ, relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, 
Primeira Turma, julgado em 26/08/2019, DJe de 28/08/2019.).
5. Não se conhece do recurso especial, quando o dispositivo apontado como violado 
não contém comando normativo para sustentar a tese defendida ou infirmar os 
fundamentos do acórdão recorrido, em face do óbice contido na Súmula 284 do STF.
6. Agravo interno desprovido.
(AgInt no AREsp n. 2.115.149/SP, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, 
julgado em 24/4/2023, DJe de 26/4/2023.)
ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO 
ESPECIAL. AÇÃO DE COBRANÇA. CONVÊNIO FIRMADO ENTRE A PARTE AUTORA E O ENTE 
MUNICIPAL PARA MANUTENÇÃO DE CRECHES. AFASTADA A REVELIA DO MUNICÍPIO. 
INTERESSSE PÚBLICO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO DO JULGADO ESTADUAL. DEFICIENTE 
FUNDAMENTAÇÃO DO APELO NOBRE. SÚMULA 284/STF. FALTA DE CUMPRIMENTO 
INTEGRAL DO DISPOSTO PELO CONVÊNIO FIRMADO PARA O RECEBIMENTO DOS REPASSES 
FINANCEIROS. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 7/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL 
NÃO CONFIGURADO.
[...] 2. A par da falta de rigor com que a recorrente expôs o seu inconformismo, não 
deixando claro de que forma o aresto estadual teria violado o tema inserto no art. 344 
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Providências Preliminares e Julgamento conforme o Estado do Processo 
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do CPC, é de se constatar que a Corte a quo não se afastou da jurisprudência deste 
Superior Tribunal, firme no sentido de que “não incidem os efeitos da revelia em face 
da Fazenda Pública, visto que seus bens e direitos são considerados indisponíveis. 
Assim, cabe à parte autora comprovar o fato constitutivo do direito alegado.” (AR 5.407/
DF, relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Seção, DJe de 15/5/2019). 
[...] 5. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp n. 2.001.964/SP, relator Ministro 
Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 27/3/2023, DJe de 3/4/2023.)
Entretanto, em 2012 o STJ fez uma importante distinção:
JURISPRUDÊNCIA
DIREITO CIVIL, ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE 
COBRANÇA AJUIZADA EM FACE DE MUNICÍPIO. CONTRATO DE DIREITO PRIVADO (LOCAÇÃO 
DE EQUIPAMENTOS COM OPÇÃO DE COMPRA). AUSÊNCIA DE CONTESTAÇÃO. EFEITOS 
MATERIAIS DA REVELIA. POSSIBILIDADE. DIREITOS INDISPONÍVEIS. INEXISTÊNCIA. PROVA 
DA EXISTÊNCIA DA OBRIGAÇÃO. DOCUMENTAÇÃO EXIBIDA PELO AUTOR. PROVA DO 
PAGAMENTO. NÃO OCORRÊNCIA. ÔNUS QUE CABIA AO RÉU. PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. 
CONCLUSÃO A QUE SE CHEGA INDEPENDENTEMENTE DA REVELIA.
1. Os efeitos materiais da revelia não são afastados quando, regularmente citado, 
deixa o Município de contestar o pedido do autor, sempre que não estiver em litígio 
contrato genuinamente administrativo, mas sim uma obrigação de direito privado 
firmada pela Administração Pública.
[...]
4. Nessa linha de raciocínio, há nítida diferença entre os efeitos materiais da revelia 
– que incidem sobre fatos alegados pelo autor, cuja prova a ele mesmo competia – 
e a não alegação de fato cuja prova competia ao réu. Isso por uma razão singela: os 
efeitos materiais da revelia dispensam o autor da prova que lhe incumbia relativamente 
aos fatos constitutivos de seu direito, não dizendo respeito aos fatos modificativos, 
extintivos ou impeditivos do direito alegado, cujo ônus da prova pesa sobre o réu. 
Assim, no que concerne aos fatos cuja alegação era incumbência do réu, a ausência 
de contestação não conduz exatamente à revelia, mas à preclusão quanto à produção 
da prova que lhe competia relativamente a esses fatos.
5. A prova do pagamento é ônus do devedor, seja porque consubstancia fato extintivo 
do direito do autor (art. 333, inciso II, do CPC), seja em razão de comezinha regra de 
direito das obrigações, segundo a qual cabe ao devedor provar o pagamento, podendo 
até mesmo haver recusa ao adimplemento da obrigação à falta de quitação oferecida 
pelo credor (arts. 319 e 320 do Código Civil de 2002). Doutrina.
6. Recurso especial não provido.
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(REsp n. 1.084.745/MG, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, julgado 
em 6/11/2012, DJe de 30/11/2012.)
Desse modo é razoável supor, quanto à primeira parte da assertiva, que, em sendo considerada 
incorreta o seria com fundamento na tese esposada no acórdão acima e em outros poucos 
julgados do STJ, nos casos de obrigações de direito privado firmadas pela administração 
pública.
A segunda parte da assertiva parece incorrer em erro ao afirmar que TODAS as questões 
fáticas que se tornarem controvertidas no processo serão de obrigação do autor. Não 
procede tal afirmação. Ao autor cabe a prova dos fatos que constituem o seu direito, o 
que é favorecido ocorrendo os efeitos materiais da revelia. Em não ocorrendo, essa prova 
passa a não ser mais presumida e necessita de comprovação efetiva. Entretanto, provas 
negativas, provas que competem ao réu ainda que sobre matéria fática não se tornam ônus 
probatório do autor em razão da não incidência dos efeitos materiais da revelia em face 
da Fazenda Pública. Nesse sentido:
JURISPRUDÊNCIA
DIREITO CIVIL, ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE 
COBRANÇA AJUIZADA EM FACE DE MUNICÍPIO. CONTRATO DE DIREITO PRIVADO (LOCAÇÃO 
DE EQUIPAMENTOS COM OPÇÃO DE COMPRA). AUSÊNCIA DE CONTESTAÇÃO. EFEITOS 
MATERIAIS DA REVELIA. POSSIBILIDADE. DIREITOS INDISPONÍVEIS. INEXISTÊNCIA. PROVA 
DA EXISTÊNCIA DA OBRIGAÇÃO. DOCUMENTAÇÃO EXIBIDA PELO AUTOR. PROVA DO 
PAGAMENTO. NÃO OCORRÊNCIA. ÔNUS QUE CABIA AO RÉU. PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. 
CONCLUSÃO A QUE SE CHEGA INDEPENDENTEMENTE DA REVELIA.
1. Os efeitos materiais da revelia não são afastados quando, regularmente citado, 
deixa o Município de contestar o pedido do autor, sempre que não estiver em litígio 
contrato genuinamente administrativo, mas sim uma obrigação de direito privado 
firmada pela Administração Pública.
2. Não fosse por isso, muito embora tanto a sentença quanto o acórdão tenham feito 
alusão à regra da revelia para a solução do litígio, o fato é que nem seria necessário 
o apelo ao art. 319 do Código de Processo Civil. No caso, o magistrado sentenciante 
entendeu que, mediante a documentação apresentada pelo autor, a relação contratual 
e os valores estavam provados e que, pela ausência de contestação, a inadimplência 
do réu também.
3. A contestação é ônus processual cujodo caso concreto. Na hipótese de o réu ser revel, a postura a ser adotada pelo juiz dependerá da geração 
ou não do principal efeito da revelia. Sendo presumidos verdadeiros os fatos alegados pelo autor, será caso de julgamento 
antecipado do mérito, nos termos do art. 355, II, do Novo CPC. MANUAL, pp.695.
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caPÍtulo iXcaPÍtulo iX
Das ProviDÊNcias PrEliMiNarEs E Do saNEaMENtoDas ProviDÊNcias PrEliMiNarEs E Do saNEaMENto
Art. 347. Findo o prazo para a contestação, o juiz tomará, conforme o caso, as providências 
preliminares constantes das seções deste Capítulo.
Seção I
Da Não Incidência dos Efeitos da Revelia
Art. 348. Se o réu não contestar a ação, o juiz, verificando a inocorrência do efeito da revelia 
previsto no art. 344, ordenará que o autor especifique as provas que pretenda produzir, se ainda 
não as tiver indicado.
Art. 349. Ao réu revel será lícita a produção de provas, contrapostas às alegações do autor, 
desde que se faça representar nos autos a tempo de praticar os atos processuais indispensáveis 
a essa produção.
Seção II
Do Fato Impeditivo, Modificativo ou Extintivo do Direito do Autor
Art. 350. Se o réu alegar fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor, este será 
ouvido no prazo de 15 (quinze) dias, permitindo-lhe o juiz a produção de prova.
Seção III
Das Alegações do Réu
Art. 351. Se o réu alegar qualquer das matérias enumeradas no art. 337 , o juiz determinará a 
oitiva do autor no prazo de 15 (quinze) dias, permitindo-lhe a produção de prova.
Art. 352. Verificando a existência de irregularidades ou de vícios sanáveis, o juiz determinará 
sua correção em prazo nunca superior a 30 (trinta) dias.
Art. 353. Cumpridas as providências preliminares ou não havendo necessidade delas, o juiz 
proferirá julgamento conforme o estado do processo, observando o que dispõe o Capítulo X.
caPÍtulo XcaPÍtulo X
Do JulGaMENto coNForME o EstaDo Do ProcEssoDo JulGaMENto coNForME o EstaDo Do ProcEsso
Seção I
Da Extinção do Processo
Art. 354. Ocorrendo qualquer das hipóteses previstas nos arts. 485 e 487, incisos II e III , o juiz 
proferirá sentença.
Parágrafo único. A decisão a que se refere o caput pode dizer respeito a apenas parcela do 
processo, caso em que será impugnável por agravo de instrumento.
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Seção II
Do Julgamento Antecipado do Mérito
Art. 355. O juiz julgará antecipadamente o pedido, proferindo sentença com resolução de mérito, 
quando:
I – não houver necessidade de produção de outras provas;
II – o réu for revel, ocorrer o efeito previsto no art. 344 e não houver requerimento de prova, na 
forma do art. 349 .
Seção III
Do Julgamento Antecipado Parcial do Mérito
Art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou 
parcela deles:
I – mostrar-se incontroverso;
II – estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do art. 355 .
§ 1º A decisão que julgar parcialmente o mérito poderá reconhecer a existência de obrigação 
líquida ou ilíquida.
§ 2º A parte poderá liquidar ou executar, desde logo, a obrigação reconhecida na decisão que 
julgar parcialmente o mérito, independentemente de caução, ainda que haja recurso contra 
essa interposto.
§ 3º Na hipótese do § 2º, se houver trânsito em julgado da decisão, a execução será definitiva.
§ 4º A liquidação e o cumprimento da decisão que julgar parcialmente o mérito poderão ser 
processados em autos suplementares, a requerimento da parte ou a critério do juiz.
§ 5º A decisão proferida com base neste artigo é impugnável por agravo de instrumento.
Seção IV
Do Saneamento e da Organização do Processo
Art. 357. Não ocorrendo nenhuma das hipóteses deste Capítulo, deverá o juiz, em decisão de 
saneamento e de organização do processo:
I – resolver as questões processuais pendentes, se houver;
II – delimitar as questões de fato sobre as quais recairá a atividade probatória, especificando 
os meios de prova admitidos;
III – definir a distribuição do ônus da prova, observado o art. 373 ;
IV – delimitar as questões de direito relevantes para a decisão do mérito;
V – designar, se necessário, audiência de instrução e julgamento.
§ 1º Realizado o saneamento, as partes têm o direito de pedir esclarecimentos ou solicitar ajustes, 
no prazo comum de 5 (cinco) dias, findo o qual a decisão se torna estável.
§ 2º As partes podem apresentar ao juiz, para homologação, delimitação consensual das questões 
de fato e de direito a que se referem os incisos II e IV, a qual, se homologada, vincula as partes 
e o juiz.
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§ 3º Se a causa apresentar complexidade em matéria de fato ou de direito, deverá o juiz designar 
audiência para que o saneamento seja feito em cooperação com as partes, oportunidade em 
que o juiz, se for o caso, convidará as partes a integrar ou esclarecer suas alegações.
§ 4º Caso tenha sido determinada a produção de prova testemunhal, o juiz fixará prazo comum 
não superior a 15 (quinze) dias para que as partes apresentem rol de testemunhas.
§ 5º Na hipótese do § 3º, as partes devem levar, para a audiência prevista, o respectivo rol de 
testemunhas.
§ 6º O número de testemunhas arroladas não pode ser superior a 10 (dez), sendo 3 (três), no 
máximo, para a prova de cada fato.
§ 7º O juiz poderá limitar o número de testemunhas levando em conta a complexidade da causa 
e dos fatos individualmente considerados.
§ 8º Caso tenha sido determinada a produção de prova pericial, o juiz deve observar o disposto 
no art. 465 e, se possível, estabelecer, desde logo, calendário para sua realização.
§ 9º As pautas deverão ser preparadas com intervalo mínimo de 1 (uma) hora entre as audiências.
Sigamos, tentando estabelecer uma ordem lógico-cronológica. E, dentro dessa ordem, 
o primeiro fenômeno processual a ser estudado, em vista de seus efeitos nas providências 
preliminares, será a revelia.
Da revelia
Conceito: ausência de apresentação de contestação.
Surpresos? Sim! Revelia é tão somente isso:
[...] A revelia é um estado de fato gerado pela ausência jurídica de contestação. Esse conceito 
pode ser extraído do art. 344 do Novo CPC, que, apesar de confundir conteúdo com os efeitos 
da revelia, expõe claramente que a existência desse fenômeno processual depende da ausência 
de contestação13 A ausência deve ser necessariamente jurídica porque ocorre revelia mesmo 
nos casos em que o réu apresenta contestação, que faticamente existirá. Essa existência fática, 
entretanto, não é o suficiente para afastar a revelia, sendo indispensável que juridicamente ela 
exista. In: MANUAL DE DIREITO PROCESSUAL CIVIL· Vol. Único – Daniel Amorim Assumpção 
Neves. Pp.683.
Efeitos: O que não podemos jamais confundir4?descumprimento acarreta diversas 
consequências, das quais a revelia é apenas uma delas. Na verdade, a ausência de 
contestação, para além de desencadear os efeitos materiais da revelia, interdita 
a possibilidade de o réu manifestar-se sobre o que a ele cabia ordinariamente, 
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como a prova dos fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito do 
autor (art. 333, inciso II, CPC), salvo aqueles relativos a direito superveniente, ou 
a respeito dos quais possa o juiz conhecer de ofício, ou, ainda, aqueles que, por 
expressa autorização legal, possam ser apresentados em qualquer tempo e Juízo 
(art. 303, CPC).
4. Nessa linha de raciocínio, há nítida diferença entre os efeitos materiais da 
revelia – que incidem sobre fatos alegados pelo autor, cuja prova a ele mesmo 
competia – e a não alegação de fato cuja prova competia ao réu. Isso por uma 
razão singela: os efeitos materiais da revelia dispensam o autor da prova que lhe 
incumbia relativamente aos fatos constitutivos de seu direito, não dizendo respeito 
aos fatos modificativos, extintivos ou impeditivos do direito alegado, cujo ônus 
da prova pesa sobre o réu. Assim, no que concerne aos fatos cuja alegação era 
incumbência do réu, a ausência de contestação não conduz exatamente à revelia, 
mas à preclusão quanto à produção da prova que lhe competia relativamente a 
esses fatos.
5. A prova do pagamento é ônus do devedor, seja porque consubstancia fato extintivo 
do direito do autor (art. 333, inciso II, do CPC), seja em razão de comezinha regra de 
direito das obrigações, segundo a qual cabe ao devedor provar o pagamento, podendo 
até mesmo haver recusa ao adimplemento da obrigação à falta de quitação oferecida 
pelo credor (arts. 319 e 320 do Código Civil de 2002). Doutrina.
6. Recurso especial não provido.
(REsp n. 1.084.745/MG, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, julgado 
em 6/11/2012, DJe de 30/11/2012.)
De todo modo é uma alternativa importante e rica por si mesma em conteúdo de estudos.
b) Errada. Ela afirma de modo generalista que em havendo resposta que torne controvertida 
a fundamentação da pretensão deduzida pelo autor haverá impedimento do julgamento 
antecipado parcial do mérito e ela se equivoca por alguns fundamentos. Em essência dois: 
1º – Nem toda questão controvertida aposta aos autos caracterizará um cerceamento 
de defesa caso o juiz, entendendo já haver nos autos elementos suficientes para sua 
convicção, realize o julgamento antecipado do mérito. 2º no caso do julgamento antecipado 
parcial do mérito basta pensarmos em uma situação na qual parte da controvérsia se ache 
suficientemente demonstrada nos autos, não trazendo dúvidas ou controvérsias sobre 
matéria de fato ou de direito que impeçam o julgamento do mérito. Nesse sentido, haverá 
o julgamento antecipado parcial do mérito e a parte controvertida prosseguirá em seus 
termos.
Nesse sentir:
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JURISPRUDÊNCIA
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL N. 2574499 – SP (2024/0057465-2). EMENTA CIVIL E 
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. 
RECONVENÇÃO. ARTS. 489 E 1.022 DO CPC. VIOLAÇÃO. INEXISTÊNCIA. CERCEAMENTO 
DE DEFESA. MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. SÚMULA N. 7 DO STJ. AGRAVO CONHECIDO. 
RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA EXTENSÃO, NÃO PROVIDO. 
DECISÃO. Trata-se de agravo em recurso especial interposto por JULIAN TIAGO 
GUAZZELLI MORAES (JULIAN) contra decisão que não admitiu seu apelo nobre. Foi 
apresentada contraminuta (e-STJ, fls. 358-364). É o relatório. Decido. O agravo é 
espécie recursal cabível, foi interposto tempestivamente e com impugnação adequada 
aos fundamentos da decisão recorrida. CONHEÇO, portanto, do agravo e passo ao 
exame do recurso especial, que não merece prosperar. Nas razões de seu apelo nobre, 
interposto com base no art. 105, III, alínea a, da CF, JULIAN alegou a violação dos arts. 
5º, 373, I e II, 489, § 1º, 492, parágrafo único, e 1.022 do CPC e 187 do CC, ao sustentar 
que (1) o acórdão recorrido deixou de analisar questões essenciais ao deslinde da 
controvérsia e (2) houve cerceamento de defesa decorrente do julgamento antecipado 
da lide sem a produção de prova pretendida. (1) Da ausência de negativa de prestação 
jurisdicional Nas razões do seu recurso, JULIAN apontou a ofensa aos arts. 489, § 1º, 
e 1.022, do CPC porque o acórdão recorrido deixou de analisar questões essenciais ao 
deslinde da controvérsia. [...] A jurisprudência desta Casa é pacífica ao proclamar 
que, se os fundamentos adotados bastam para justificar o concluído na decisão, o 
julgador não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos utilizados pela parte. 
Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM 
RECURSO ESPECIAL. PROCESSO CIVIL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO 
CONFIGURADA. EXECUÇÃO E EMBARGOS À EXECUÇÃO. POSSIBILIDADE DE ARBITRAMENTO 
DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS DE SUCUMBÊNCIA EM CADA UMA DAS AÇÕES. ACÓRDÃO 
RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE SUPERIOR. 
SÚMULA N. 83/STJ. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Não ficou configurada a violação 
ao arts. 489 e 1.022 do CPC/2015, uma vez que o Tribunal de origem se manifestou, 
de forma fundamentada, sobre todas as questões necessárias para o deslinde da 
controvérsia. O mero inconformismo da parte com o julgamento contrário à sua 
pretensão não caracteriza falta de prestação jurisdicional. [...] 4. Agravo interno 
desprovido. (AgInt no AREsp n. 2.182.508/PR, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, 
Terceira Turma, julgado em 8/4/2024, DJe de 11/4/2024) Afasta-se, portanto, a 
alegada violação. (2) Do cerceamento de defesa Por fim, JULIAN aduziu a vulneração 
dos arts. 5º, 373, I e II, 492, parágrafo único, e 187 do CC, defendendo que houve 
cerceamento de defesa decorrente do julgamento antecipado da lide sem a produção 
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de prova pretendida. Nos termos da jurisprudência desta Corte, o Juiz é o destinatário 
final das provas, a quem cabe avaliar sua efetiva conveniência e necessidade, 
advindo daí a possibilidade de indeferimento das diligências inúteis ou meramente 
protelatórias, em consonância com o disposto na parte final do art. 370 do NCPC. 
No caso concreto, o Tribunal estadual afastou o alegado cerceamento de defesa por 
entender que as provas constantes nos autos são suficientes para o julgamento da 
lide. Modificar tal entendimento exigiria nova análise do conjunto probatório dos autos, 
medida inviável nesta esfera recursal. Incide sobre o tema a Súmula n. 7 do STJ. Nessas 
condições, CONHEÇO do agravo para CONHECER PARCIALMENTE do recurso especial 
e, nessa extensão, NEGAR-LHEPROVIMENTO. MAJORO em 5% o valor dos honorários 
advocatícios anteriormente fixados em favor do agravado ASSOCIAÇÃO, nos termos do 
art. 85, § 11, do CPC. Por oportuno, previno que a interposição de recurso contra esta 
decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, 
poderá acarretar condenação às penalidades fixadas nos arts. 1.021, § 4º, ou 1.026, 
§ 2º, do CPC. Publique-se. Intimem-se. Brasília, 24 de abril de 2024. Ministro MOURA 
RIBEIRO. Relator (AREsp n. 2.574.499, Ministro Moura Ribeiro, DJe de 25/04/2024.)
Na salvaguarda desse entendimento o texto legal é claro:
Art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou 
parcela deles:
I – mostrar-se incontroverso
c) Errada. Erata da disposição do ônus probatório e sua eventual recorribilidade. E aponta 
que uma vez havendo inversão do ônus, tal ato decisório só poderia ser objeto de confronto 
em sede de apelação. Apensar de seu texto incrementado e amplo, a resposta é direta e 
simples: artigo 1.015, inciso XI, do CPC:
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre: 
[...] XI – redistribuição do ônus da prova nos termos do art. 373, § 1º.
d) Certa. Trata de alegação de falsidade de assinatura e ônus da prova. É um ponto que 
sempre causa dúvida no aluno, sendo tormentoso.
A resposta está no seguinte artigo:
Art. 429. Incumbe o ônus da prova quando:
I – se tratar de falsidade de documento ou de preenchimento abusivo, à parte que a arguir;
II – se tratar de impugnação da autenticidade, à parte que produziu o documento.
Arguição de falsidade documental Impugnação de autenticidade
Ônus probatório de quem argui
Ônus probatório de quem produz o 
documento
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Arguição de falsidade documental Impugnação de autenticidade
Art. 429. Incumbe o ônus da prova quando:
I – se tratar de falsidade de documento ou de 
preenchimento abusivo, à parte que a arguir
Art. 429. Incumbe o ônus da prova quando:
II – se tratar de impugnação da autenticidade, 
à parte que produziu o documento.
e) Errada. Se contrapõe ao texto da lei. Nesses termos:
Art. 431. A parte arguirá a falsidade expondo os motivos em que funda a sua pretensão e os 
meios com que provará o alegado.
Art. 432. Depois de ouvida a outra parte no prazo de 15 (quinze) dias, será realizado o exame 
pericial.
Parágrafo único. Não se procederá ao exame pericial se a parte que produziu o documento 
concordar em retirá-lo.
Letra d.
007. 007. (FGV/2018/TJ-AL/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/ADAPTADA) Três supostos 
servidores do Tribunal de Justiça de Alagoas pedem em face do Estado o pagamento de 
parcela estipendial que entendem devida, e que ainda não receberam, e protestam por 
prova oral para comprovar seus direitos. Em resposta, o Estado afirma a ilegitimidade 
de um dos autores e, no mérito, infirma a pretensão deduzida, pois a categoria funcional 
desses autores não teria o direito à referida verba. Em decisão de saneamento e organização 
do processo, o juiz exclui o autor do processo, que teve sua legitimidade questionada, e 
indefere a produção de prova oral para os demais, por entender ser essa espécie de prova 
desnecessária para o julgamento da causa.
Nessa situação, é possível a interposição de:
a) agravo de instrumento contra a decisão de exclusão do litisconsorte e do indeferimento 
da prova oral;
b) agravo de instrumento contra a decisão de exclusão do litisconsorte e pedido de 
esclarecimentos em relação ao indeferimento da prova oral;
c) apelação contra a decisão de exclusão do litisconsorte e agravo de instrumento contra 
a decisão que indeferiu a prova oral;
d) apelação contra decisão de exclusão do litisconsorte e pedido de esclarecimentos em 
relação ao indeferimento da prova;
e) apelação contra a decisão de exclusão do litisconsorte e contra a decisão que indeferiu 
a prova oral.
 Obs.: A questão guarda importância visto ser comum o estado de ansiedade e cansaço 
diante de questões com assertivas longas ou textos introdutórios longos. No caso 
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temos uma sequência de texto expositivo de caso longo e alternativas com sentenças 
bem curtas e diretas. A questão envolve a um só tempo conhecimento da lei e 
capacidade de interpretação textual aplicada ao direito.
a) Errada. Embora a atratividade de, num primeiro momento, entender que a questão do 
deferimento ou indeferimento dos meios de prova seja de primeira urgência. Assim não o 
é, ao menos na hipótese trazida. Senão vejamos:
• Exclusão de litisconsorte: Agravo de instrumento. artigo 1.015, inciso VIII, CPC.
• Indeferimento de prova: em regra, na fase de saneamento, esclarecimentos. Após, 
em sede de apelação. Artigo 357, II, c/c §1º, CPC e art.1.009, §1º, também do CPC.
• Redistribuição do ônus da prova: Agravo de instrumento. Artigo 1.015, inciso XI, CPC.
c) Certa. Conforme fundamento dos COMENTÁRIO acima!
• Exclusão de litisconsorte: Agravo de instrumento. artigo 1.015, inciso VIII, CPC.
• Indeferimento de prova: em regra, na fase de saneamento, esclarecimentos. Após, 
em sede de apelação. Artigo 357, II, c/c §1º, CPC e art.1.009, §1º, também do CPC.
c) Errada. Conforme fundamento dos comentários acima:
• Exclusão de litisconsorte: Agravo de instrumento. artigo 1.015, inciso VIII, CPC.
• Indeferimento de prova: em regra, na fase de saneamento, esclarecimentos. Após, 
em sede de apelação. Artigo 357, II, c/c §1º, CPC e art.1.009, §1º, também do CPC.
d) Errada. Conforme já fundamentado acima.
• Exclusão de litisconsorte: Agravo de instrumento. Artigo 1.015, inciso VIII, CPC.
• Indeferimento de prova: em regra, na fase de saneamento, esclarecimentos. Após, 
em sede de apelação. Artigo 357, II, c/c §1º, CPC e art.1.009, §1º, também do CPC.
e) Errada.
• Exclusão de litisconsorte: Agravo de instrumento. artigo 1.015, inciso VIII, CPC.
• Indeferimento de prova: em regra, na fase de saneamento, esclarecimentos. Após, 
em sede de apelação. Artigo 357, II, c/c §1º, CPC e art.1.009, §1º, também do CPC.
Letra b.
008. 008. (FGV/2021/CÂMARA DE ARACAJU/SE/PROCURADOR JUDICIAL/ADAPTADA) Ao proferir 
decisão declaratória de saneamento, o juiz da causa indeferiu o requerimento formulado 
por terceiro, no sentido de que fosse admitido o seu ingresso no feito como assistente 
simples. Quanto a esse provimento jurisdicional, é correto afirmar que se trata de sentença, 
passível de impugnação pelo recurso de apelação.
Já vimos antes, mas recordemos: trata-se de decisão interlocutória recorrível por meio de 
agravo de instrumento, conforme:
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Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versaremsobre:
IX – admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros;
Errado.
009. 009. (INSTITUTO AOCP/2019/CÂMARA DE CABO DE SANTO AGOSTINHO – PE/ADVOGADO/
ADAPTADA) Realizado o saneamento, as partes têm o direito de pedir esclarecimentos ou 
solicitar ajustes, no prazo comum de 10 (dez) dias, findo o qual a decisão se torna estável.
Prazo! Cuidado com prazos!
Art. 357. [...] § 1º Realizado o saneamento, as partes têm o direito de pedir esclarecimentos 
ou solicitar ajustes, no prazo comum de 5 (cinco) dias, findo o qual a decisão se torna estável.
Errado.
010. 010. (FGV/2024/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIÁRIO/ADAPTADA) Determinada a produção de 
prova testemunhal, o número de testemunhas arroladas não pode ser superior e 5 (cinco), 
sendo 2 (dois), individualmente, no máximo, para a prova de cada fato.
Máximo 10, sendo até 3 por fato.
Art. 357. [...] § 6º O número de testemunhas arroladas não pode ser superior a 10 (dez), sendo 
3 (três), no máximo, para a prova de cada fato.
Errado.
011. 011. (FGV/2024/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIÁRIO/ADAPTADA) Realizado o saneamento, as 
partes têm o direito de pedir esclarecimentos ou solicitar ajustes no prazo sucessivo de 
cinco dias, findo o qual a decisão se torna estável.
Já vimos essa! Atenção às agulhas no palheiro. Leitura superficial. Vamos controlar a 
ansiedade! O prazo está correto. O erro é que ele não é sucessivo, mas comum.
Art. 357. [...] § 1º Realizado o saneamento, as partes têm o direito de pedir esclarecimentos 
ou solicitar ajustes, no prazo comum de 5 (cinco) dias, findo o qual a decisão se torna estável.
Errado.
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012. 012. (FGV/2024/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIÁRIO/ADAPTADA) Caso tenha sido determinada a 
produção de prova testemunhal, o juiz fixará prazo comum não superior a 15 (quinze) dias 
para que as partes apresentem rol de testemunhas.
É transcrição do artigo §4º do artigo 357 do CPC: § 4º Caso tenha sido determinada a 
produção de prova testemunhal, o juiz fixará prazo comum não superior a 15 (quinze) dias 
para que as partes apresentem rol de testemunhas.
Certo.
013. 013. (FGV/2021/CÂMARA DE ARACAJU – SE/PROCURADOR JUDICIAL/ADAPTADA) Ao proferir 
decisão declaratória de saneamento, o juiz da causa indeferiu o requerimento formulado 
por terceiro, no sentido de que fosse admitido o seu ingresso no feito como assistente 
simples. Quanto a esse provimento jurisdicional, é correto afirmar que se trata de sentença, 
passível de impugnação pelo recurso de agravo de instrumento.
Estamos quase lá! A parte final está correta, quanto ao recurso. Mas não se trata de sentença, 
não é? Mas sim decisão interlocutória. Fundamento:
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:
IX – admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros
Errado.
014. 014. (FGV/2024/TJ-RJ/PROGRAMA DE RESIDÊNCIA/DIREITO/ADAPTADA) O juiz em exercício 
na Y Vara de Fazenda Pública da Comarca Beta, ao realizar o juízo de admissibilidade de 
petição inicial, identificou que o pedido formulado contraria enunciado de súmula do 
tribunal de justiça sobre direito local.
Nesse caso, é cabível nesse momento processual o indeferimento da petição inicial, por se 
tratar de petição inicial inepta.
A hipótese é de improcedência liminar do pedido, conforme:
caPÍtulo iiicaPÍtulo iii
Da iMProcEDÊNcia liMiNar Do PEDiDoDa iMProcEDÊNcia liMiNar Do PEDiDo
Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação 
do réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar:
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IV – enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local.
Errado.
015. 015. (FGV/2016/MPE-RJ/ESTÁGIO FORENSE) Em decisão de saneamento e de organização 
do processo, o juiz, diante de peculiaridades da causa relacionadas à impossibilidade de 
a parte autora cumprir o encargo probatório que a princípio lhe incumbia, e de forma 
fundamentada, atribuiu o ônus da prova de modo diverso. Inconformada com essa decisão, 
poderá a parte ré pedir esclarecimentos no prazo de cinco dias.
Questão interessante por se contrapor a outra já tratada aqui, perfazendo um complemento 
de estudo que permite a melhor fixação do ponto. Vejam que agora o cenário se inverteu. 
A hipótese é de atribuição diversa de ônus da prova e não de permissão ou negativa. Nesse 
sentido o recurso cabível é o agravo de instrumento, conforme:
• Indeferimento de prova: em regra, na fase de saneamento, esclarecimentos. Após, 
em sede de apelação. Artigo 357, II, c/c §1º, CPC e art.1.009, §1º, também do CPC.
• Redistribuição do ônus da prova: Agravo de instrumento. Artigo 1.015, inciso XI, CPC.
Errado.
016. 016. (FGV/2019/MPE-RJ/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO/PROCESSUAL/ADAPTADA) 
Em ação civil pública proposta pelo Ministério Público, o juiz acolhe o pedido de prova 
oral formulado pelas partes e designa audiência de instrução e julgamento para ouvir as 
testemunhas. O Ministério Público arrola 12 (doze) testemunhas, enquanto o réu indica 5 
(cinco) testemunhas.
Nessa hipótese, é correto afirmar que O número de testemunhas arroladas não pode ser 
superior a 10 (dez), sendo 3 (três), no máximo, para a prova de cada fato.
A questão é interessante porque, num primeiro momento, suscita atenção já que a lei de 
ação civil pública não faz referência a testemunhas, tratando de modo mais amplo sobre 
pontos de natureza processual ou procedimental na ação civil. De todo modo faz previsão 
expressa de aplicação do Código Processual Civil:
Art. 19. Aplica-se à ação civil pública, prevista nesta Lei, o Código de Processo Civil, aprovado 
pela Lei n. 5.869, de 11 de janeiro de 1973, naquilo em que não contrarie suas disposições.
Já no CPC temos a seguinte conjugação:
Art. 318. Aplica-se a todas as causas o procedimento comum, salvo disposição em contrário 
deste Código ou de lei.
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Parágrafo único. O procedimento comum aplica-se subsidiariamente aos demais procedimentos 
especiais e ao processo de execução.
E:
Art. 357. [...] § 6º O número de testemunhas arroladas não pode ser superior a 10 (dez), sendo 
3 (três), no máximo, para a prova de cada fato.
Desse modo, correta a questão!
Certo.
017. 017. (FGV/2024/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIÁRIO/ADAPTADA) Caberá ao juiz sempre designar 
audiência de instrução e julgamento, ainda que não determinada a produção de prova oral 
ou prova pericial.
Recordem da facultatividade das etapas da marcha processual. Em especial a famosa AIJ. 
Nesse sentido:
Art. 357. Não ocorrendo nenhuma das hipóteses deste Capítulo, deverá o juiz, em decisão de 
saneamento e de organização do processo: [...]
V – designar, se necessário, audiência de instrução e julgamento.
Errado.018. 018. (FGV/2019/MPE-RJ/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO/PROCESSUAL) Em ação civil 
pública proposta pelo Ministério Público, o juiz acolhe o pedido de prova oral formulado 
pelas partes e designa audiência de instrução e julgamento para ouvir as testemunhas. O 
Ministério Público arrola 12 (doze) testemunhas, enquanto o réu indica 5 (cinco) testemunhas.
Nessa hipótese, é correto afirmar que cabe ao representante do Ministério Público e ao 
advogado do réu informar ou intimar as testemunhas por eles arroladas do dia, da hora e 
do local da audiência designada, sendo dispensada a intimação do juízo.
Duplamente. A uma pelo número de testemunhas e a duas pela inadequação da afirmação 
quanto à intimação das testemunhas do Ministério Público.
A lei de ação civil pública não faz referência a testemunhas, tratando de modo mais amplo 
sobre pontos de natureza processual ou procedimental na ação civil. De todo modo faz 
previsão expressa de aplicação do Código Processual Civil:
Art. 19. Aplica-se à ação civil pública, prevista nesta Lei, o Código de Processo Civil, aprovado 
pela Lei n. 5.869, de 11 de janeiro de 1973, naquilo em que não contrarie suas disposições.
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Já no CPC temos a seguinte conjugação:
Art. 318. Aplica-se a todas as causas o procedimento comum, salvo disposição em contrário 
deste Código ou de lei.
Parágrafo único. O procedimento comum aplica-se subsidiariamente aos demais procedimentos 
especiais e ao processo de execução.
E:
Art. 357. [...] § 6º O número de testemunhas arroladas não pode ser superior a 10 (dez), sendo 
3 (três), no máximo, para a prova de cada fato.
Quanto à intimação da testemunha arrolada pelo Ministério Público, temos que:
Art. 455. Cabe ao advogado da parte informar ou intimar a testemunha por ele arrolada do dia, 
da hora e do local da audiência designada, dispensando-se a intimação do juízo.
§ 4º A intimação será feita pela via judicial quando:
IV – a testemunha houver sido arrolada pelo Ministério Público ou pela Defensoria Pública;
Errado.
019. 019. (FGV/2024/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIÁRIO/ADAPTADA) A delimitação consensual das 
questões de fato e de direito, prevista no Código de Processo Civil para fins de saneamento, 
não vincula o juiz, vinculando apenas as partes.
Vincula tanto as partes quanto o juiz. Artigo 357, §2º do CPC:
§ 2º As partes podem apresentar ao juiz, para homologação, delimitação consensual das questões 
de fato e de direito a que se referem os incisos II e IV, a qual, se homologada, vincula as partes 
e o juiz.
Errado.
020. 020. (FGV/2018/MPE-AL/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO/ÁREA JURÍDICA/ADAPTADA) 
Quanto ao cabimento do agravo de instrumento no Código de Processo Civil, não cabe 
agravo de instrumento em face da decisão interlocutória no processo de conhecimento 
que versar sobre tutela provisória.
Cabe!
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:
I – tutelas provisórias;
Errado.
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021. 021. (FGV/2018/MPE-AL/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO/ÁREA JURÍDICA/ADAPTADA) 
Quanto ao cabimento do agravo de instrumento no Código de Processo Civil, cabe agravo 
de instrumento em face da decisão interlocutória no processo de conhecimento que versar 
sobre mérito do processo.
Está de acordo com o art. 1.015, II, do CPC.
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:
II – mérito do processo;
Certo.
022. 022. (FGV/2018/MPE-AL/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO/ÁREA JURÍDICA/ADAPTADA) 
Quanto ao cabimento do agravo de instrumento no Código de Processo Civil, não cabe 
agravo de instrumento em face da decisão interlocutória no processo de conhecimento 
que versar sobre indeferimento de meio de prova.
NÃO cabe! Nesse sentido:
JURISPRUDÊNCIA
As decisões interlocutórias sobre a instrução probatória não são impugnáveis por 
agravo de instrumento ou pela via mandamental, sendo cabível a sua impugnação 
diferida pela via da apelação.
STJ. 2ª Turma. RMS 65.943-SP, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 26/10/2021 
(Info 715).
Certo.
023. 023. (FGV/2016/MPE-RJ/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO/PROCESSUAL/ADAPTADA) 
Em iniciativa conjunta com a própria criança, o Ministério Público, por meio do órgão de 
execução dotado de atribuição, ajuizou ação de investigação de paternidade em face do 
suposto pai. Entendendo pela desnecessidade da atuação do Parquet como órgão agente, 
determinou o juiz da causa a sua exclusão do polo ativo, para nele manter apenas o menor. 
De acordo com a disciplina processual vigente, tal decisão é insuscetível de impugnação 
por qualquer via recursal típica ou mandado de segurança
A decisão é suscetível de impugnação por meio de recurso de agravo de instrumento.
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:
VII – exclusão de litisconsorte;
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024. 024. (FGV/2020/TJ-RS/OFICIAL DE JUSTIÇA/ADAPTADA) Quanto ao agravo de instrumento, 
é correto afirmar que é interponível no prazo de 10 (dez) dias, a contar da intimação da 
decisão interlocutória
15 dias.
Art. 1.003 §5º: Excetuados os embargos de declaração, o prazo para interpor os recursos e para 
responder-lhes é de 15 (quinze) dias.
Errado.
025. 025. (FGV/2020/TJ-RS/OFICIAL DE JUSTIÇA/ADAPTADA) Quanto ao agravo de instrumento, 
é correto afirmar que o seu desfecho, por votação não unânime que confirme a decisão, 
enseja a técnica do julgamento complementar.
Isso ocorre quando houver reforma da decisão que julga parcialmente o mérito.
Art. 942. [...]
§ 3º A técnica de julgamento prevista neste artigo aplica-se, igualmente, ao julgamento não 
unânime proferido em:
I – ação rescisória, quando o resultado for a rescisão da sentença, devendo, nesse caso, seu 
prosseguimento ocorrer em órgão de maior composição previsto no regimento interno;
II – agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar parcialmente o 
mérito.
Errado.
026. 026. (FGV/2020/TJ-RS/OFICIAL DE JUSTIÇA/ADAPTADA) Quanto ao agravo de instrumento, 
é correto afirmar que é cabível para impugnar decisões interlocutórias proferidas na fase 
de cumprimento de sentença
Está de acordo com o art. 1.015, § único, do CPC.
Art. 1015, Parágrafo único. Também caberá agravo de instrumento contra decisões interlocutórias 
proferidas na fase de liquidação de sentença ou de cumprimento de sentença, no processo de 
execução e no processo de inventário.
Certo.
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027. 027. (FGV/2018/TJ-AL/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/ADAPTADA) No que se refere 
às tutelas provisórias, é correto afirmar que a tutela de urgência, caso tenha natureza 
antecipatória, pode ser deferida em caráter incidental, mas não antecedente
Pode ser em caráter antecedente ou incidental.
Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência.
Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser concedida em 
caráter antecedente ou incidental.
Errado.
028. 028. (FGV/2024/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/CONSULTORIA/CONSULTOR 
LEGISLATIVO/ÁREA V (REAPLICAÇÃO)/ADAPTADA) Paulo ajuizou ação de procedimento comum 
em face de Ursolino. No curso da fase instrutória, as partes submeteram para homologação 
negócio jurídico processual, contendo a seguinte cláusula: as partes reconheceram como 
competente juízo absolutamente incompetente. É correto dizer que ela é válida!
Não é possível modificação de competência absoluta.
JURISPRUDÊNCIA
Enunciado 20 do Fórum Permanente de Processualistas Civis – (art. 190) Não são 
admissíveis os seguintes negócios bilaterais, dentre outros: acordo para modificação 
da competência absoluta.
Errado.
029. 029. (FGV/2018/TJ-SC/OFICIAL DE JUSTIÇA E AVALIADOR/ADAPTADA) Citado em uma ação 
de cobrança, o réu admitiu, em sua contestação, a existência do débito, alegando, porém, 
ter realizado o seu pagamento no tempo e modo devidos. Esse argumento constitui uma 
defesa indireta de mérito
A defesa indireta está prevista neste tópico de estudo na Seção II – Do Fato Impeditivo, 
Modificativo ou Extintivo do Direito do Autor – Art. 350. Se o réu alegar fato impeditivo, 
modificativo ou extintivo do direito do autor, este será ouvido no prazo de 15 (quinze) dias, 
permitindo-lhe o juiz a produção de prova.
Segundo a doutrina:
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Defesa de mérito indireta – Nessa espécie de defesa o réu, sem negar as afirmações lançadas 
pelo autor na petição inicial, alega um fato novo, que tenha natureza impeditiva, modificativa 
ou extintiva do direito do autor. Essa defesa amplia o objeto de cognição do juiz, que passará a 
analisar fatos que não compõem originariamente a causa de pedir narrada pelo autor, não sendo 
incorreto afirmar que, a partir do momento de arguição desta espécie de defesa, o juiz passará 
a uma análise fática mais ampla daquela que originariamente estaria obrigado em razão da 
pretensão do autor. Não ocorre, entretanto, uma ampliação do objeto do processo, pois o juiz 
sempre estará adstrito a conceder ou negar aquilo que o autor pediu”. In: MANUAL DE DIREITO 
PROCESSUAL CIVIL· Vol. Único – Daniel Amorim Assumpção Neves. pp.671.
Certo.
030. 030. (FGV/2024/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/CONSULTOR LEGISLATIVO/
ÁREA V (REAPLICAÇÃO)/ADAPTADA) Paulo ajuizou ação de procedimento comum em face de 
Ursolino. No curso da fase instrutória, as partes submeteram para homologação negócio 
jurídico processual, contendo a seguinte cláusula: as partes renunciaram ao direito de 
interpor recurso de apelação em face da futura sentença. É correto dizer que ela é válida!
A questão é muitíssimo interessante pois além de tratar dos negócios jurídicos processuais, 
sua validade e eficácia, adentra no tema da recorribilidade. Num primeiro momento pode 
causas estranheza a ideia de renúncia prévia a recurso. Sim! Mas recordem o conceito de 
recurso e de uma de suas principais características: a voluntariedade. Desse modo, temos 
que:
O conceito de recurso deve ser construído partindo-se de cinco características essenciais a esse 
meio de impugnação: (a) voluntariedade [...] VOLUNTARIEDADE Por tal princípio condiciona-se 
a existência de um recurso exclusivamente à vontade da parte, que demonstra a vontade de 
recorrer com o ato de interposição do recurso” in: MANUAL DE DIREITO PROCESSUAL CIVIL· 
Vol. Único – Daniel Amorim Assumpção Neves. pp.1.589.
E:
JURISPRUDÊNCIA
Extinta a Execução/Cumprimento da Sentença pela Renúncia ao Crédito pelo Credor 
Vistos. Trata-se de ação Procedimento Comum Cível – Indenização por Dano Material 
ajuizada por Hérica Cristina Ferreira Diniz Gonçalves em face de Mahle Metal Leve S.A. 
e outros, partes devidamente qualificadas nos autos em epígrafe. Os autos advieram 
do E. Tribunal de Justiça para análise da petição conjunta elaborada pelas partes 
envolvidas com a finalidade de por fim à lide em razão de convenção de interesses. As 
autoras pleiteiam a homologação da renúncia ao direito que se funda a ação, com o que 
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consentem os réus. Ante a formalização de pedido conjunto homologo a renúncia 
ao direito que se funda a ação e, com fulcro no artigo 487, III, “c”, julgo extinto o 
processo, com resolução de mérito. Homologo a renúncia ao direito de recorrer. 
Certifique-se o trânsito em julgado. Custas pelos autores, nos termos do artigo 90 do 
CPC. Defiro o levantamento do dinheiro depositado em fl. 613, da ação de cobrança 
n. 8734-38.2011, de acordo com o convencionado pelas partes. Para possibilitar o 
levantamento, diligencie a z. Serventia a fim de verificar se o valor está disponível 
em conta judicial no Banco do Brasil. Se o caso, oficie-se a Caixa Econômica Federal 
para transferência do valor para o Banco do Brasil, à disposição deste processo. Com a 
disponibilização do dinheiro, expeça-se o necessário para levantamento. Efetuadas as 
comunicações e anotações necessárias arquivem-se os autos. P.I.C. Processo: 0015541-
45.2009.8.26.0362 – Procedimento Comum Cível – Indenização por Dano Material – 
Requerente: Hérica Cristina Ferreira Diniz Gonçalves; Requerido: Mahle Metal Leve 
S.A. e outros. Juiz(a) de Direito: Dr(a). ROGINER GARCIA CARNIEL. Sentença. Certidão 
de Publicação Expedida Relação: 0464/2023 Data da Publicação: 23/06/2023 Número 
do Diário: 3762
Certo.
031. 031. (FGV/2018/TJ-SC/OFICIAL DE JUSTIÇA E AVALIADOR/ADAPTADA) Após ser citado em 
uma ação de indenização, o réu declarou e comprovou que a dívida já estava prescrita. 
Intimado o autor para se manifestar sobre essa tese de defesa, resolveu desconstituir o 
seu patrono. O juiz suspendeu o processo e intimou o autor pessoalmente para que, em 10 
dias, sanasse o vício de sua representação processual.
Passado o prazo sem qualquer manifestação do autor, poderá o juiz decidir o mérito a favor 
do réu, rejeitando o pedido, não pronunciando a nulidade de falta de representação;
Questão que deixou muito estudioso de orelha em pé. Ou ao menos saiu a sonolência 
durante a prova! rs Bem! Dilema judicial. Pense como juiz: você extinguiria diante da falta 
de representação processual ou, diante do direito provado, seguiria ao mérito, afastando 
a estratégia de má-fé do autor? A resposta processual:
Art. 4º As partes têm o direito de obter em prazo razoável a solução integral do mérito, incluída 
a atividade satisfativa.
Art. 282. [...] § 2º Quando puder decidiro mérito a favor da parte a quem aproveite a decretação 
da nulidade, o juiz não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta.
Além:
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“Nemo auditur propriam turpitudinem allegans” Ninguém pode alegar sua própria torpeza, um 
princípio legal que estabelece que uma pessoa não pode se beneficiar de sua própria má conduta 
ou alegar seus próprios atos ilícitos como defesa em um processo judicial.
Certo.
032. 032. (FGV/2016/MPE-RJ/ESTÁGIO FORENSE/ADAPTADA) Em decisão de saneamento 
e de organização do processo, o juiz, diante de peculiaridades da causa relacionadas à 
impossibilidade de a parte autora cumprir o encargo probatório que a princípio lhe incumbia, 
e de forma fundamentada, atribuiu o ônus da prova de modo diverso. Inconformada com 
essa decisão, poderá a parte ré pedir esclarecimentos no prazo de cinco dias.
Induzi vocês a erro? Eu, não. A questão?! Bem! A diferença é sutil, como já explicamos em 
questões anteriores. E repetimos para que a fixação se dê. Desse modo:
• Indeferimento de prova: em regra, na fase de saneamento, esclarecimentos. Após, 
em sede de apelação. Artigo 357, II, c/c §1º, CPC e art.1.009, §1º, também do CPC.
• Redistribuição do ônus da prova: Agravo de instrumento. Artigo 1.015, inciso XI, CPC.
Errado.
033. 033. (FGV/2023/PGM/NITERÓI/TÉCNICO DE PROCURADORIA/ADAPTADA) Determinado 
condomínio edilício intentou, perante o juízo comum, ação indenizatória em face do morador 
de um prédio vizinho, que, conduzindo imprudentemente o seu veículo, danificou-lhe o 
portão principal. A verba indenizatória pleiteada correspondia a quinze salários mínimos. 
Tomando contato com a petição inicial, o juiz percebeu que a peça não havia sido assinada 
por nenhum advogado. Nesse cenário, deve o magistrado indeferir de plano a petição inicial, 
pela falta de capacidade postulatória.
Não se trata de falta de capacidade postulatória visto que a questão não indica haver sido 
caso de postular em nome próprio assinando a peça. Pelo contrário, a questão é clara ao 
mencionar ausência de assinatura e destaca ‘por advogado’.
Nesse sentido:
CPC
Art. 76. Verificada a incapacidade processual ou a irregularidade da representação da parte, o 
juiz suspenderá o processo e designará prazo razoável para que seja sanado o vício.
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E:
JURISPRUDÊNCIA
PROCESSO CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO. 
IRREGULARIDADE NA REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. VÍCIO SANÁVEL. ENTENDIMENTO 
PACÍFICO NESTA CORTE. ÓBICE DA SÚMULA N. 568 DO STJ. DECISÃO MANTIDA.
1. Verificado o defeito na representação, os exequentes deveriam ter sido intimados 
para regularizá-la, juntando os respectivos mandatos por eles outorgados ao advogado 
subscritor da inicial. Exegese do art. 76, caput, do CPC/2015. Incidência da Súmula n. 
568 do STJ.
2. Agravo interno a que se nega provimento.
(AgInt no ARESP 2.347.107/SC, Relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, DJ 
29.5.2024) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. ENUNCIADO 
ADMINISTRATIVO N. 2/STJ. IRREGULARIDADE DA REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL.
DEFEITO SANÁVEL NAS VIAS ORDINÁRIAS. ART. 13 DO CPC/1973.
JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA. 1. Registra-se que os recursos interpostos com fulcro 
no CPC/1973 sujeitam-se aos requisitos de admissibilidade nele previstos, conforme 
diretriz contida no Enunciado Administrativo 2 do Plenário do STJ.
2. A jurisprudência histórica do STJ é pacífica no sentido de que “[a] irregularidade 
na representação das partes nas instâncias ordinárias é vício sanável, que pode ser 
suprido mediante determinação do juiz ou do relator, nos termos do art. 13 do CPC” 
(AgRg no REsp n 1.245.518/MS, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe 
29/6/2011). Precedentes.
Errado.
034. 034. (FGV/2023/PGM/NITERÓI/TÉCNICO DE PROCURADORIA/ADAPTADA) Determinado 
condomínio edilício intentou, perante o juízo comum, ação indenizatória em face do morador 
de um prédio vizinho, que, conduzindo imprudentemente o seu veículo, danificou-lhe o 
portão principal. A verba indenizatória pleiteada correspondia a quinze salários mínimos. 
Tomando contato com a petição inicial, o juiz percebeu que a peça não havia sido assinada 
por nenhum advogado. Nesse cenário, deve o magistrado suspender o feito e assinar prazo 
para que o condomínio se faça representar por advogado.
Fundamento:
CPC
Art. 76. Verificada a incapacidade processual ou a irregularidade da representação da parte, o 
juiz suspenderá o processo e designará prazo razoável para que seja sanado o vício.
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E:
JURISPRUDÊNCIA
PROCESSO CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO. 
IRREGULARIDADE NA REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. VÍCIO SANÁVEL. ENTENDIMENTO 
PACÍFICO NESTA CORTE. ÓBICE DA SÚMULA N. 568 DO STJ. DECISÃO MANTIDA.
1. Verificado o defeito na representação, os exequentes deveriam ter sido intimados 
para regularizá-la, juntando os respectivos mandatos por eles outorgados ao advogado 
subscritor da inicial. Exegese do art. 76, caput, do CPC/2015. Incidência da Súmula n. 
568 do STJ.
2. Agravo interno a que se nega provimento.
(AgInt no ARESP 2.347.107/SC, Relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, DJ 
29.5.2024) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. ENUNCIADO 
ADMINISTRATIVO N. 2/STJ. IRREGULARIDADE DA REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL.
DEFEITO SANÁVEL NAS VIAS ORDINÁRIAS. ART. 13 DO CPC/1973.
JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA. 1. Registra-se que os recursos interpostos com fulcro 
no CPC/1973 sujeitam-se aos requisitos de admissibilidade nele previstos, conforme 
diretriz contida no Enunciado Administrativo 2 do Plenário do STJ.
2. A jurisprudência histórica do STJ é pacífica no sentido de que “[a] irregularidade 
na representação das partes nas instâncias ordinárias é vício sanável, que pode ser 
suprido mediante determinação do juiz ou do relator, nos termos do art. 13 do CPC” 
(AgRg no REsp n 1.245.518/MS, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe 
29/6/2011). Precedentes.
Certo.
035. 035. (FGV/2022/TJ-PE/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) Em uma ação envolvendo direitos 
disponíveis, antes da decisão de organização e saneamento, as partes firmaram negócio 
jurídico processual, por meio do qual escolheram consensualmente o perito e estabeleceram 
que nenhuma das partes indicaria assistente técnico. Diante dessa situação jurídica, é 
correto afirmar que para a validade do referido negócio jurídico, este deve ser previamente 
homologado pelo juiz
Tal acordo não carece de homologação judicial para ter validade e eficácia. Nesse sentido:
LEI
Art. 471. As partes podem, de comum acordo, escolher o perito, indicando-o mediante 
requerimento, desde que:
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I – sejam plenamente capazes;
II – a causa possa ser resolvida por autocomposição.
§ 1º As partes, ao escolher o perito, já devem indicar os respectivos assistentes técnicos para 
acompanhar a realização da perícia, que se realizará em data e local previamente anunciados.
DOUTRINA
Fórum Permanente de Processualistas Civis, enunciado 19: (art. 190) São admissíveis os seguintes 
negócios processuais, dentre outros: [...] dispensa consensual de assistente técnico.
JURISPRUDÊNCIA
PET no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL N. 2563148 – RO (2024/0036934-9) – DECISÃO. 
Trata-se de proposta de acordo formulada pela UNIÃO, nos termos da proposta de 
fls. às fls. 482/483. Intimada, a parte requerida, INELCE MAITO, manifestou-se pela 
aceitação e homologação do acordo formulado (fls. 507). É o relatório. Decido.
Tratando-se de direito subjetivo dos litigantes, a jurisprudência desta Corte 
Superior entende que o negócio jurídico processual prescinde de homologação 
judicial para sua eficácia, mas não se exime do controle de sua validade pelo 
magistrado. É o que se extrai do disposto no art. 190, parágrafo único, do CPC. Ainda, 
nesse sentido, o REsp 1524130/PR, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA 
TURMA, julgado em 03/12/2019, DJe 06/12/2019.
Com efeito, considerando que o processo trata de direito que admite autocomposição 
e estando presentes os pressupostos de validade do negócio jurídico processual 
entabulado, não há óbice para homologação do pedido.
Ante o exposto, homologo o acordo apresentado às fls. 482/483 para que surta seus 
efeitos. Publique-se. Brasília, 03 de setembro de 2024. Sérgio Kukina Relator (PET no 
AREsp n. 2.563.148, Ministro Sérgio Kukina, DJe de 05/09/2024.)
Errado.
036. 036. (FGV/2022/TJ-PE/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) Em uma ação envolvendo direitos 
disponíveis, antes da decisão de organização e saneamento, as partes firmaram negócio 
jurídico processual, por meio do qual escolheram consensualmente o perito e estabeleceram 
que nenhuma das partes indicaria assistente técnico. Diante dessa situação jurídica, é 
correto afirmar que o juiz deverá aceitar o perito escolhido consensualmente pelas partes, 
mas não poderá autorizar a dispensa de assistentes técnicos, por força de previsão legal.
O erro está no “não poderá”. Não existe previsão legal nesse sentido.
Art. 471. As partes podem, de comum acordo, escolher o perito, indicando-o mediante 
requerimento, desde que:
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I – sejam plenamente capazes;
II – a causa possa ser resolvida por autocomposição.
§ 1º As partes, ao escolher o perito, já devem indicar os respectivos assistentes técnicos para 
acompanhar a realização da perícia, que se realizará em data e local previamente anunciados.
Errado.
037. 037. (FGV/2022/TJ-PE/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) Em uma ação envolvendo direitos 
disponíveis, antes da decisão de organização e saneamento, as partes firmaram negócio 
jurídico processual, por meio do qual escolheram consensualmente o perito e estabeleceram 
que nenhuma das partes indicaria assistente técnico. Diante dessa situação jurídica, é 
correto afirmar que para o referido negócio jurídico processual produzir efeitos, o juiz deve 
figurar como parte, por se tratar de disposição diretamente ligada à atividade jurisdicional.
É negócio jurídico processual estritamente afeito às partes a indicação ou não de assistente 
técnico, observadas as balizas legais que recaem sobre a liberdade de conformação privada 
diante do processo. Nesse sentido:
DOUTRINA
Fórum Permanente de Processualistas Civis, enunciado 19: (art. 190) São admissíveis os seguintes 
negócios processuais, dentre outros: [...] dispensa consensual de assistente técnico.
Errado.
038. 038. (FGV/2022/TJ-PE/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) Em uma ação envolvendo direitos 
disponíveis, antes da decisão de organização e saneamento, as partes firmaram negócio 
jurídico processual, por meio do qual escolheram consensualmente o perito e estabeleceram 
que nenhuma das partes indicaria assistente técnico. Diante dessa situação jurídica, é 
correto afirmar que diante da autonomia da vontade das partes, o juiz não poderá recusar 
o referido negócio jurídico processual, ainda que uma das partes se encontre em manifesta 
situação de vulnerabilidade
A questão atribui um caráter absoluto ao poder de disponibilidade e negocial das partes 
em sede processual e não é o que a lei expressamente prevê:
Art. 190. Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, é lícito às partes 
plenamente capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às especificidades da 
causa e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou 
durante o processo.
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Parágrafo único. De ofício ou a requerimento, o juiz controlará a validade das convenções 
previstas neste artigo, recusando-lhes aplicação somente nos casos de nulidade ou de inserção 
abusiva em contrato de adesão ou em que alguma parte se encontre em manifesta situação de 
vulnerabilidade.
Errado.
039. 039. (FGV/2022/TJ-PE/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) Em uma ação envolvendo direitos 
disponíveis, antes da decisão de organização e saneamento, as partes firmaram negócio 
jurídico processual, por meio do qual escolheram consensualmente o perito e estabeleceram 
que nenhuma das partes indicaria assistente técnico. Diante dessa situação jurídica, é 
correto afirmar que as partes podem convencionar sobre seus poderes por meio de negócio 
jurídico processual, o que lhes autoriza a indicar consensualmente o perito e a dispensar a 
indicação de assistente técnico.
É o que se extrai da conjugação do artigo 451, caput, e §1º do CPC, combinado com o 
enunciado n.º 19 do FPPC:
LEI
Art. 471. As partes podem, de comum acordo, escolher o perito, indicando-o mediante 
requerimento, desde que:
I – sejam plenamente capazes;
II – a causa possa ser resolvida por autocomposição.
§ 1º As partes, ao escolher o perito, já devem indicar os respectivos assistentes técnicos para 
acompanhar a realização da perícia, que se realizará em data e local previamente anunciados.
DOUTRINA
Fórum Permanente de Processualistas Civis, enunciado 19: (art. 190) São admissíveis os seguintes 
negócios processuais, dentre outros: [...] dispensa consensual de assistente técnico.
Certo.
040. 040. (FGV/2018/TJ-SC/OFICIAL DE JUSTIÇA E AVALIADOR/ADAPTADA) Após ser citado em 
uma ação de indenização, o réu declarou e comprovou que a dívida já estava prescrita. 
Intimado o autor para se manifestar sobre essa tese de defesa, resolveu desconstituir o 
seu patrono. O juiz suspendeu o processo e intimou o autor pessoalmente para que, em 10 
dias, sanasse o vício de sua representação processual.Passado o prazo sem qualquer manifestação do autor, poderá o juiz extinguir o feito, sem 
resolução do mérito, por falta de representação processual
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A vontade de aplicar a extinção por falta de representação e por inércia é grande, não é?! 
Bem! Dilema judicial. Pense como juiz: você extinguiria diante da falta de representação 
processual ou, diante do direito provado, seguiria ao mérito, afastando a estratégia de 
má-fé do autor? A resposta processual:
Art. 4º As partes têm o direito de obter em prazo razoável a solução integral do mérito, incluída 
a atividade satisfativa.
Art. 282. [...] § 2º Quando puder decidir o mérito a favor da parte a quem aproveite a decretação 
da nulidade, o juiz não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta.
Além:
“Nemo auditur propriam turpitudinem allegans” Ninguém pode alegar sua própria torpeza, um 
princípio legal que estabelece que uma pessoa não pode se beneficiar de sua própria má conduta 
ou alegar seus próprios atos ilícitos como defesa em um processo judicial.
Errado.
041. 041. (FGV/2018/TJ-AL/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/ADAPTADA) No que se refere 
às tutelas provisórias, é correto afirmar que são impugnáveis, caso concedidas pelo juízo 
de primeira instância, pelo recurso de agravo de instrumento.
Está de acordo com o art. 1.015, I, do CPC.
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:
I – tutelas provisórias;
Certo.
042. 042. (VUNESP/2018/TJ-SC/JUIZ LEIGO/ADAPTADA) Deverá o juiz, em decisão de saneamento e 
de organização do processo, conforme disposição expressa e literal do Código de Processo Civil 
delimitar as questões de direito sobre as quais recairá a atividade probatória, especificando 
os meios de prova admitidos.
Pegadinha maliciosa. Veja que o examinador trocou “questões de fato” por “questões de 
direito”.
Art. 357. Não ocorrendo nenhuma das hipóteses deste Capítulo, deverá o juiz, em decisão de 
saneamento e de organização do processo:
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II – delimitar as questões de fato sobre as quais recairá a atividade probatória, especificando 
os meios de prova admitidos;
Errado.
043. 043. (VUNESP/2018/TJ-SC/JUIZ LEIGO/ADAPTADA) Deverá o juiz, em decisão de saneamento 
e de organização do processo, conforme disposição expressa e literal do Código de Processo 
Civil, designar audiência de conciliação ou mediação, se vislumbrar a possibilidade de 
resolução dos conflitos de interesses por autocomposição.
Interessante a malícia da questão! De fato, o juiz pode, a qualquer tempo, promover a 
autocomposição48; entretanto, a questão delimitou “conforme disposição expressa e literal 
do Código de Processo Civil”, razão de só caberem as hipóteses tratadas nos incisos do 
artigo 357, do CPC:
Art. 357. Não ocorrendo nenhuma das hipóteses deste Capítulo, deverá o juiz, em decisão de 
saneamento e de organização do processo:
I – resolver as questões processuais pendentes, se houver;
II – delimitar as questões de fato sobre as quais recairá a atividade probatória, especificando 
os meios de prova admitidos;
III – definir a distribuição do ônus da prova, observado o art. 373 ;
IV – delimitar as questões de direito relevantes para a decisão do mérito;
V – designar, se necessário, audiência de instrução e julgamento.
Errado.
044. 044. (VUNESP/2019/PREFEITURA DA ESTÂNCIA TURÍSTICA DE GUARATINGUETÁ/PROCURADOR/
ADAPTADA) Não ocorrendo nenhuma das hipóteses de extinção do processo, julgamento 
antecipado do mérito ou julgamento antecipado parcial do mérito, deverá o juiz, em decisão 
de saneamento e de organização do processo, delimitar as questões de direito relevantes 
para a decisão do mérito.
Está de acordo com o art. 357, IV, do CPC. Vejamos:
Art. 357. Não ocorrendo nenhuma das hipóteses deste Capítulo, deverá o juiz, em decisão de 
saneamento e de organização do processo: [...]
48 BRASIL. LEI N. 13.105, DE 16 DE MARÇO DE 2015. Código de Processo Civil. [...] Art. 139. O juiz dirigirá o processo conforme 
as disposições deste Código, incumbindo-lhe: [...]V – promover, a qualquer tempo, a autocomposição, preferencialmente 
com auxílio de conciliadores e mediadores judiciais;
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IV – delimitar as questões de direito relevantes para a decisão do mérito;
Certo.
045. 045. (VUNESP/2019/TJ-AL/NOTÁRIO E REGISTRADOR/REMOÇÃO/ADAPTADA) O saneamento 
do processo pelo magistrado constitui decisão interlocutória que, se admitir ou inadmitir 
a intervenção de terceiros, desafia recurso de agravo de instrumento.
Artigo 203, §2º, c/c 1.015, inciso IX, do CPC:
Art. 203. Os pronunciamentos do juiz consistirão em sentenças, decisões interlocutórias e 
despachos.
§ 2º Decisão interlocutória é todo pronunciamento judicial de natureza decisória que não se 
enquadre no § 1º.
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:
IX – admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros;
Certo.
046. 046. (VUNESP/2022/TJ-RJ/JUIZ LEIGO/ADAPTADA) No que diz respeito à fase de saneamento 
e organização do processo, é correto afirmar que realizado o saneamento, as partes têm 
o direito de pedir esclarecimentos ou solicitar ajustes, no prazo subsequente de 5 (cinco) 
dias, iniciando pelo autor, findo o qual a decisão se torna estável.
Atenção novamente! Além de o prazo ser COMUM e não subsequente, não há no texto legal 
referência ao início do pedido de esclarecimentos pelo autor. Até por quê, pode ser que 
sequer haja interesse do autor quanto aos esclarecimentos, mas tão somente por parte 
do réu. Fundamento no artigo 357, §1º, do CPC:
Art. 357. [...]
§ 1º Realizado o saneamento, as partes têm o direito de pedir esclarecimentos ou solicitar ajustes, 
no prazo comum de 5 (cinco) dias, findo o qual a decisão se torna estável.
Errado.
047. 047. (FGV/2018/TJ-AL/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/ADAPTADA) No que se refere 
às tutelas provisórias, é correto afirmar que não têm natureza cautelar, na hipótese de 
concessão de alimentos provisórios.
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Os alimentos provisórios têm natureza satisfativa:
JURISPRUDÊNCIA
RECURSO ESPECIAL N. 2072197 – DF (2023/0154207-4). DECISÃO. Trata-se de recurso 
especial interposto por M. L. C. R. (fls. 584-594e-STJ), com fundamento no art. 105, 
III, “a”, da Constituição Federal, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito 
Federal, cuja ementa é a seguinte:
“[...] 2. Os alimentos provisórios se prestam a atender às necessidades do alimentando, 
consideradas as possibilidades do alimentante, até a prolação da sentença definitiva, 
devendo sempre ser observado, para sua fixação, o binômio necessidade x possibilidade 
bem como a indispensável cautela diante de sua natureza satisfativa. 3. Na hipótese 
presente, necessária a dilação probatória para o exame da controvérsia, mostrando-se 
inviável, em antecipação de tutela, a redução do percentual fixado a título de alimentos 
provisórios aos filhos menores, devendo ser realizada pelo juízo de origem a apurada 
análise do binômio necessidade-possibilidade. 4. Se fundamental a dilação probatória 
para avaliar a verdadeira condição econômica dos envolvidos, devem ser mantidos os 
alimentos conforme fixados pelo juízo de primeiro grau, notadamente se não existem 
provas satisfatórias a respeito da capacidade financeira do alimentante. [.
..].” (2ª Turma Cível, 07415454220208070000, rel. Des. Humberto Ulhôa, DJe 09/12/2020).
(REsp n. 2.072.197, Ministra Maria Isabel Gallotti, DJe de 02/06/2023.)
Certo.
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	c354
	art190
	Sumário
	Apresentação
	Providências Preliminares e Julgamento conforme o Estado do Processo
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito ComentadoA revelia com os efeitos da revelia:
A melhor doutrina costuma apontar três efeitos para a revelia:
(a) os fatos alegados pelo autor são reputados verdadeiros;
(b) desnecessidade de intimação do réu revel;
(c) julgamento antecipado do mérito (art. 355, li, do Novo CPC).5
3 In: MANUAL DE DIREITO PROCESSUAL CIVIL· Vol. Único – Daniel Amorim Assumpção MANUAL. Pp.683, citando: Theo-
doro Jr., Curso, n. 396, p. 451; Marinoni-Arenhart, Manual, p. 130; Nery-Nery, Comentários, n. 1 ao art. 319, p.593.
4 O conceito de revelia está previsto no art. 344 do Novo CPC e mais uma vez, como fazia o art. 319 do CPC/1973, incorre 
no erro de confundir a revelia com o seu principal efeito: a presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor. Idem.
5 Ibidem.
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Pontos de destaque: (1) a presunção é apenas quanto aos fatos alegados pelo autor e 
(2) a presunção é relativa.
Os fatos reputam-se verdadeiros. Fatos! Não o direito! Matéria jurídica não tem esse efeito 
de presunção até mesmo por quê, cabe ao juiz exercer a jurisdição e dizer o direito e é 
justamente por isso que a lide é levada, no caso teórico, à apreciação judicial. Nesse sentido:
Reputam-se verdadeiros somente os fatos alegados pelo autor, de forma que a matéria jurídica 
naturalmente estará fora do alcance desse efeito da revelia. Aplicando-se o princípio do iura novit 
curia – o juiz sabe o direito -, é inadmissível a vinculação do magistrado à fundamentação jurídica 
do autor somente porque o réu não contesta a demanda, tornando-se revel. (Manual, pp.685)
 
Ausência de efeitos: De outro lado, ainda havendo a revelia, essa presunção que dela 
se extrai (relativa) será afastada por expressa previsão legal quando:
1º – havendo pluralidade de réus, algum deles contestar a ação: aqui o que importa 
aprofundar, mas de modo contido, é que para além do texto em si e do decorar, a compreensão 
jurídica faz notar que não basta haver a contestação de um dos réus para afastar o efeito 
material da revelia: é preciso que o ponto sobre o qual recairia o efeito presuntivo seja 
efetivamente tratado, pontuado pelo litisconsorte. Nesse sentido a doutrina:
A aplicação do benefício previsto no inciso I do art. 345 do Novo CPC depende, num primeiro 
momento, da espécie de litisconsórcio passivo formado na demanda e, depois, dependendo da 
espécie de litisconsórcio, da análise do conteúdo da contestação. Tratando-se de litisconsórcio 
unitário, no qual a decisão obrigatoriamente será de mesmo teor para todos os litisconsortes, 
não resta nenhuma dúvida de que a contestação apresentada por um dos réus aproveitará aos 
demais. No caso de litisconsórcio simples, no qual a decisão poderá ter diferente teor para os 
litisconsortes, o afastamento do efeito mencionado no art. 344 do Novo CPC dependerá do caso 
concreto, só se verificando quando houver entre os litisconsortes uma identidade de matéria 
defensiva, ou seja, que a contestação apresentada por um dos réus tenha como teor as matérias 
de defesa que comporiam a contestação não oferecida do litisconsorte revel. Sendo apresentada 
contestação com matéria de defesa de exclusivo interesse do réu que a apresentou, os fatos que 
prejudiquem somente o réu revel poderão ser presumidos verdadeiros. In: MANUAL DE DIREITO 
PROCESSUAL CIVIL· Vol. Único – Daniel Amorim Assumpção Neves. Pp.685/686.
2º – o litígio versar sobre direitos indisponíveis: Aqui um apontamento de reflexo 
longitudinal em sede de direito: indisponibilidade de direito é um conceito aberto, 
indeterminado, plúrimo e que a doutrina não conseguiu delimitar até hoje com precisão, 
harmonia e segurança. Ora define casuisticamente, ora tem por parâmetro em face de quê 
ou quem incidem, ora por exclusão (transcendem o interesse das partes).
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Em razão da natureza não patrimonial de alguns direitos, não se permite ao juiz dispensar o 
autor do ônus probatório ainda que o réu seja revel. NEVES, 686
A primeira nota que se deve fazer é a seguinte: não é possível identificar, com tranquilidade, o 
real conteúdo da expressão “direito indisponível”. Sem intenção de esgotar a temática, permite-
se afirmar que direito indisponível é toda situação jurídica subjetiva que não pode ter seu 
núcleo mínimo atingido por ato de vontade próprio ou de terceiros. Em outras palavras, direitos 
indisponíveis não podem ser reduzidos ao ponto de perderem seu núcleo mínimo de normatividade, 
nem mesmo pela renúncia de seu titular. In: AVELINO, Murilo Teixeira. FAZENDA PÚBLICA EM 
JUÍZO. 2a edição REVISTA, ATUALIZADA E AMPLIADA. 2023, pp.92.
3º – a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considere 
indispensável à prova do ato: O dispositivo ora analisado trata de documentos indispensáveis 
à prova do ato alegado, mas não à propositura da demanda, porque mesmo sem eles o juiz 
tem condições de julgar o mérito da demanda6.
4º – as alegações de fato formuladas pelo autor forem inverossímeis ou estiverem 
em contradição com prova constante dos autos: hipótese bastante peculiar, mormente 
em termos práticos. Quem nos dá um vislumbre dessa ideia é Neves7:
Nessa nova hipótese de afastamento do principal efeito da revelia, a prova constante dos autos 
só pode ser aquela produzida pelo autor com a petição inicial (prova pré-constituída), porque, se 
o juiz entender que o efeito se opera, julgará antecipadamente o mérito da ação. Por outro lado, 
caso determine ao autor a especificação de provas, já terá afastado a presunção de veracidade 
dos fatos, impondo ao autor o ônus de provar suas alegações de fato. Diante de tal cenário, é 
de presumir que terá pouca incidência na praxe forense, porque dependerá de prova produzida 
pelo autor contrária às suas alegações de fato constantes da petição inicial.
Por outro lado, defende acertadamente autorizada doutrina que não se reputam verdadeiros 
os fatos sempre que tenham sido legalmente impugnados, sendo irrelevante o sujeito 
responsável pela impugnação ou a forma pela qual ela ocorreu. É claro que o réu é o legitimado 
tradicional para impugnar as alegações do autor, e o momento mais adequado para isso é a 
contestação. Na revelia, não haverá contestação – ao menos do ponto de vista jurídico -, mas 
é possível que um terceiro interveniente dentro do prazo legal de manifestação realize a 
impugnação do fato alegado pelo autor, como no caso do denunciado à lide ou do chamado 
ao processo. É o que basta para não se aplicar a regra da presunção de veracidade. Por outro 
lado, o réu poderá não apresentar contestação – revelia – mas outras formas de resposta, 
sendo admissível que a impugnação dos fatos alegados pelo autor seja realizada em alguma 
dessas outras formas de resposta. Numa reconvenção16, impugnação ao valor da causa ou 
exceção de incompetência, por exemplo, poderá o réu impugnar o fato alegado pelo autor, 
e, mesmo sendo um réu revel por não ter contestado, os fatos devidamente impugnados não 
serão presumidos verdadeiros.
6 In: MANUAL DE DIREITO PROCESSUAL CIVIL· Vol. Único – Daniel Amorim Assumpção MANUAL. Pp.687.
7 Idem. PP.687/688.
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Existe uma hipótese de incidência do fenômeno ou efeito material da revelia que possivelmente 
será novamente tratada adiante, que ocorre no julgamento antecipado do mérito. E isso 
em razão de sua posição topográfica no Código de Processo Civil, no Capítulo X. A revelia é 
tratada no Capítulo VIII, antes das providências preliminares e do saneamento, que estão 
previstas no Capítulo IX. Pela lógica (ou cronologia), tratamos das situações descritas no 
capítulo VIII, depois das do IX e depois das do X. Entretanto, uma vez o réu não apresentando 
a contestação e ocorrendo os efeitos materiais da revelia e não havendo requerimento de 
produção de provas em contraposição às alegadas pelo autor, tornam-se inaplicáveis as 
providências contidas no capítulo IX e aplica-se diretamente a providência jurisdicional 
contida no capítulo X:
Art. 355. O juiz julgará antecipadamente o pedido, proferindo sentença com resolução de mérito, 
quando:
I – não houver necessidade de produção de outras provas;
II – o réu for revel, ocorrer o efeito previsto no art. 344 e não houver requerimento de prova, na 
forma do art. 349 .
 
Efeitos específicos II: Os prazos contra o revel que não tenha patrono nos autos 
fluirão da data de publicação do ato decisório no órgão oficial.
Em verdade e por mais peculiar que seja, o efeito se dá como espécie de “sanção” não 
pela revelia em si, mas pela ausência de patrono constituído nos autos.
Sendo que o revel poderá intervir no processo em qualquer fase, recebendo-o no estado 
em que se encontrar.
 Obs.: Explicados a revelia e seus efeitos, vamos tentar seguir a ordem estruturada e 
proposta pelo Código Processual, fazendo os apontamentos de ordem prática, caso 
necessários.
Na didática de Mozart Borba8, a dinâmica básica do procedimento de análise dentro 
das providências preliminares seria essa:
1º – ocorrem os efeitos de fato – materiais- da revelia; aplica o juiz o artigo 355, II 
do CPC, realizando julgamento antecipado do mérito:
8 BORBA, Mozart. Diálogos Sobre o CPC. – 7. ed. rev., ampl. e atual. -Salvador: Ed. Juspodivm, 2020. PP.187.
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Seção II
Do Julgamento Antecipado do Mérito
Art. 355. O juiz julgará antecipadamente o pedido, proferindo sentença com resolução de mérito, 
quando:
II – o réu for revel, ocorrer o efeito previsto no art. 344 e não houver requerimento de prova, na 
forma do art. 349 .
2º – Não ocorrem os efeitos materiais da revelia; aplica o juiz o artigo 348, do CPC, 
ordenando à parte que especifique em provas, caso não o tenha feito previamente:
Seção I
Da Não Incidência dos Efeitos da Revelia
Art. 348. Se o réu não contestar a ação, o juiz, verificando a inocorrência do efeito da revelia 
previsto no art. 344 , ordenará que o autor especifique as provas que pretenda produzir, se ainda 
não as tiver indicado.
Também nesse sentido a doutrina, por todos, Neves9:
Como já ocorria no CPC/1973, no Novo Código de Processo Civil as providências preliminares não 
constituem uma fase obrigatória do procedimento, dependendo sua existência das circunstâncias 
do caso concreto. Na hipótese de o réu ser revel, a postura a ser adotada pelo juiz dependerá da 
geração ou não do principal efeito da revelia. Sendo presumidos verdadeiros os fatos alegados 
pelo autor, será caso de julgamento antecipado do mérito, nos termos do art. 355, II, do Novo 
CPC. Não sendo presumidos os fatos como verdadeiros, aplica-se o art. 348 do Novo CPC, com 
a determinação ao autor para que especifique as provas que pretende produzir, se ainda não 
as tiver indicado.
Em relação ao artigo 348 e à ordem de especificação em provas, interessante lição 
da doutrina:
Interessante notar que o art. 348 do Novo CPC, em sua interpretação literal, tem aplicação 
tão somente na hipótese de revelia do réu, da mesma forma como ocorria com o art. 324 do 
CPC/1973. Ocorre, entretanto, que com a aceitação doutrinária e jurisprudencial dos pedidos 
genéricos de produção de prova na petição inicial e na contestação do procedimento ordinário, 
que não deve se alterar com o novo diploma processual, o art. 348 do Novo CPC continuará a ser 
aplicado de forma ampliativa como era seu antecessor, permitindo que o juiz determine às partes 
a especificação de provas mesmo diante de réu não revel. Como o juiz não sabe exatamente o 
que as partes pretendem produzir em termos probatórios, determina a especificação de provas 
9 MANUAL, Daniel Amorim Assumpção – MANUAL DE DIREITO PROCESSUAL CIVIL· Vol. Único. Salvador: Juspodivm, 2018. 
10. ed., rev., ampl. e atual., Pp.695/696.
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em qualquer situação, ampliando-se consideravelmente na praxe forense o âmbito de aplicação 
do art. 324 do CPC/1973 em realidade que deve se repetir na aplicação do art. 348 do Novo CPC. 
In: NEVES, Daniel Amorim Assumpção – MANUAL DE DIREITO PROCESSUAL CIVIL, pp.696.
Ingresso do réu revel no processo
Encontra previsão legal no artigo 349:
Art. 349. Ao réu revel será lícita a produção de provas, contrapostas às alegações do autor, 
desde que se faça representar nos autos a tempo de praticar os atos processuais indispensáveis 
a essa produção.
Pontos relevantes da doutrina:
[...] a prova surge no processo mediante um procedimento probatório, sendo a participação do réu 
revel condicionada ao momento desse procedimento probatório quando ingressa no processo”. 
A Súmula 231 do Supremo Tribunal Federal permite a produção de prova pelo réu revel, mas há 
limitações que dependem do momento de ingresso no processo. Na tentativa de solucionar os 
dilemas surgidos quanto à participação do réu revel na instrução probatória, o Novo CPC prevê 
em seu art. 349 que ao réu revel será lícita a produção de provas, contrapostas às alegações 
do autor, desde que se faça representar nos autos a tempo de praticar os atos processuais 
indispensáveis a essa produção. A regra está posta, mas cabe à doutrina esmiuçá-la. In: NEVES, 
Daniel Amorim Assumpção – MANUAL DE DIREITO PROCESSUAL CIVIL, pp.692.
Réplica
A providência preliminar da réplica é prevista artigo 350 do CPC:
Art. 350. Se o réu alegar fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor, este será 
ouvido no prazo de 15 (quinze) dias, permitindo-lhe o juiz a produção de prova.
São as chamadas defesas de mérito indiretas e/ou processuais. Delas diz:
Nessas duas espécies de matéria defensiva, o réu traz uma novidade ao processo, tanto quando 
alega um fato novo impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor, como quando alega 
uma defesa preliminar, naturalmente não narrada pelo autor em sua petição inicial. (NEVES, 
pp.696.)
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Vamos fazer um sucinto quadro-resumo para melhor fixação? Sigamos:
MATÉRIAS DE DEFESA
Defesas Processuais10 Defesas de Mérito11
Dilatórias Peremptórias
Dilatórias 
potencialmente 
peremptórias12
Diretas Indiretas
Apenas 
prolongam a 
duração do 
processo.
Ex.: art. 
337, I – 
Inexistência 
ou nulidade 
de citação.
Acolhidas, 
acarretam a 
extinção do 
processo, mas 
sem resolução 
do mérito.
Ex.: art.337, 
IV – Inépcia da 
petição inicial.
Acolhidas e 
atendidas, permitem 
saneamento, sendo 
dilatórias; acolhidas, 
mas não atendidas, 
ocasionam extinção 
do processo sem 
resolução do mérito; 
sendo, portanto, 
peremptórias.
Ex.: art. 337, IX – 
incapacidade da 
parte, defeito de 
representação ou 
falta de autorização.
Incide, confronta 
diretamente 
os fatos e 
fundamentos 
apresentados.
Ex.: ação de 
cobrança de dívida. 
Defesa comprova 
que a dívida nunca 
existiu. Nunca 
houve relação 
jurídica entre as 
partes.
Não nega ou confronta 
diretamente os fatos 
alegados, mas apresenta 
informação nova capaz 
de impedir, modificar ou 
extinguir os direitos do 
autor.
Ex.: ação de cobrança 
de dívida. Defesa 
comprova que, embora 
houvesse a dívida, ela foi 
devidamente quitada.
10 As defesas processuais, também chamadas por parcela da doutrina de defesas indiretas por não terem como objeto a 
essência do litígio’, estão previstas no art. 337 do Novo CPC. Na praxe forense são tratadas como defesas preliminares 
em razão do local ideal dentro da contestação para serem alegadas (antes das defesas de mérito). Cabe ao juiz analisar 
as defesas processuais antes das defesas de mérito (defesas substanciais). In: MANUAL, pp.661.
11 As defesas de mérito distinguem-se substancialmente das defesas processuais, sendo absolutamente inconfundíveis 
entre si. Enquanto estas têm como objeto a regularidade do processo, instrumento utilizado pelo autor para a obtenção 
de seu direito material, aquelas dizem respeito justamente ao direito material alegado pelo autor. Na defesa de mérito 
o objetivo do réu é convencer o juiz de que o direito material que o autor alega possuir em sua petição inicial não existe. 
É, portanto, o conteúdo da pretensão do autor o objeto de impugnação por meio da defesa de mérito. In: MANUAL, 
pp.670.
12 Além dessas duas espécies, acredito existir uma terceira, que não se amolda com perfeição a nenhuma das duas anterio-
res, e que prefiro chamar de defesas dilatórias potencialmente peremptórias. São as defesas que, acolhidas, permitem 
ao autor o saneamento do vício ou irregularidade, caso em que o processo continuará e a defesa terá sido meramente 
dilatória. No caso contrário, de omissão do autor, a defesa toma natureza peremptória, gerando a extinção do processo 
sem a resolução do mérito. Nesse caso, não é somente o acolhimento da defesa que leva o processo à sua extinção, mas 
sim tal acolhimento somado à inércia do autor’. In: MANUAL, pp.658.
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ALEGAÇÕES DO RÉU
Se o réu alegar qualquer das matérias 
enumeradas no art. 337, o juiz determinará 
a oitiva do autor no prazo de 15 (quinze) dias, 
permitindo-lhe a produção de prova.
I – inexistência ou nulidade da citação; II 
– incompetência absoluta e relativa; III – 
incorreção do valor da causa; IV – inépcia da 
petição inicial;
V – perempção; VI – litispendência; VII – coisa 
julgada; VIII – conexão; IX – incapacidade da 
parte, defeito de representação ou falta de 
autorização; X – convenção de arbitragem; 
XI – ausência de legitimidade ou de interesse 
processual; XII – falta de caução ou de outra 
prestação que a lei exige como preliminar; 
XIII – indevida concessão do benefício de 
gratuidade de justiça.
Verificando a existência de irregularidades 
ou de vícios sanáveis, o juiz determinará 
sua correção em prazo nunca superior a 30 
(trinta) dias.
JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO
Pois bem! Ultrapassada a fase das providências preliminares, adentramos no cenário 
do julgamento conforme o estado do processo. Nele teremos ao menos quatro cenários 
legalmente desenhados13:
JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO – CENÁRIOS
Extinção do processo
Sem mérito – art.48514
Com mérito – art.487, II e III15.
13 Ultrapassada a fase das providências preliminares, ainda que nenhuma delas tenha sido necessária, o processo chega a 
uma nova fase, em que o juiz proferirá uma decisão, que pode ser interlocutória ou sentença. Nesse momento, abrem-se 
quatro caminhos possíveis ao juiz, sendo que em três deles o processo será extinto por sentença e em outro a decisão 
terá natureza saneadora, com o prosseguimento da demanda e o ingresso na fase probatória. Trata-se da fase do “jul-
gamento conforme o estado do processo’’.
14 Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: I – indeferir a petição inicial; II – o processo ficar parado durante mais de 
1 (um) ano por negligência das partes; III – por não promover os atos e as diligências que lhe incumbir, o autor abando-
nar a causa por mais de 30 (trinta) dias; IV – verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento 
válido e regular do processo; V – reconhecer a existência de perempção, de litispendência ou de coisa julgada; VI – verificar 
ausência de legitimidade ou de interesse processual; VII – acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem 
ou quando o juízo arbitral reconhecer sua competência; VIII – homologar a desistência da ação; IX – em caso de morte da 
parte, a ação for considerada intransmissível por disposição legal; e X – nos demais casos prescritos neste Código.
15 Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz: II – decidir, de ofício ou a requerimento, sobre a ocorrência de deca-
dência ou prescrição; III – homologar: a) o reconhecimento da procedência do pedido formulado na ação ou na recon-
venção; b) a transação; c) a renúncia à pretensão formulada na ação ou na reconvenção.
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JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO – CENÁRIOS
Julgamento antecipado do mérito Com mérito – art.355, I e II16.
Julgamento Antecipado Parcial do Mérito Com mérito – art. 356, I e II17.
Saneamento e da Organização do Processo Saneadora – art. 35718.
Extinção do processo
Fundamento legal: Art. 354, caput.
Extinção do processo sem resolução do mérito: visa economia processual por vislumbrar 
a inutilidade de continuar a marcha processual diante de vício de natureza insanável. São 
casos que poderiam ter sido avaliados em etapa anterior pelo magistrado e ocasionariam, 
boa parte deles, o indeferimento da petição inicial. De outro lado, alguns deles poderão ser 
novamente constatados e julgados pelo magistrado, por serem questão de ordem pública, 
não sujeitos, portanto, à preclusão. Nesse sentido:
É preciso afirmar que a maioria dos casos previstos[...] pelo art. 337 do mesmo diploma processual, 
e que fundamentam essa espécie de extinção do processo, poderia ter sido objeto de apreciação 
de ofício anterior ao momento procedimental ora analisado.
É inegável, por exemplo, que uma ilegitimidade de parte, percebida pelo juiz na leitura da peça 
inicial, gerará seu indeferimento, com a consequente extinção do processo sem a resolução do 
mérito. Nesse caso, evidentemente, não haverá oportunidade para a fase de julgamento conforme 
o estado do processo, visto que o mesmo terá atingido seu fim num momento processual bem 
anterior a tal fase. Por outro lado, se a ilegitimidade de parte for percebida somente após a 
manifestação do réu em sua defesa, deverá o juiz, aí sim, nesse momento, extinguir o processo 
sem a resolução do mérito. Como a matéria é de ordem pública e por isso não é atingida pela 
preclusão, mesmo após esse momento procedimental o processo poderá ser extinto sem a 
resolução de mérito. (NEVES, pp.697)
16 Art. 355. O juiz julgará antecipadamente o pedido, proferindo sentença com resolução de mérito, quando: 
 I – não houver necessidade de produção de outras provas; II – o réu for revel, ocorrer o efeito previsto no art. 344 e não 
houver requerimento de prova, na forma do art. 349.
17 Art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou parcela deles: I – mos-
trar-se incontroverso; II – estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do art. 355.
18 Art. 357. Não ocorrendo nenhuma das hipóteses deste Capítulo, deverá o juiz, em decisão de saneamento e de organi-
zação do processo: I – resolver as questões processuais pendentes, se houver; II – delimitar as questões de fato sobre as 
quais recairá a atividade probatória, especificando os meios de prova admitidos; III – definir a distribuição do ônus da 
prova, observado o art. 373; IV – delimitar as questões de direito relevantes para a decisão do mérito; V – designar, se 
necessário, audiência de instrução e julgamento.
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Extinção do processo sem resolução do mérito:
Hipóteses previstas do artigo 485:
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando:
I – indeferir a petição inicial;
II – o processo ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes;
III – por não promover os atos e as diligências que lhe incumbir, o autor abandonar a causa por 
mais de 30 (trinta) dias;
IV – verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular 
do processo;
V – reconhecer a existência de perempção, de litispendência ou de coisa julgada;
VI – verificar ausência de legitimidade ou de interesse processual;
VII – acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem ou quando o juízo arbitral 
reconhecer sua competência;
VIII – homologar a desistência da ação;
IX – em caso de morte da parte, a ação for considerada intransmissível por disposição legal; e
X – nos demais casos prescritos neste Código.
Extinção do processo com resolução do mérito:
Hipóteses previstas do artigo 487, incisos II e III:
Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz:
[...]
II – decidir, de ofício ou a requerimento, sobre a ocorrência de decadência ou prescrição;
III – homologar:
a) o reconhecimento da procedência do pedido formulado na ação ou na reconvenção;
b) a transação;
c) a renúncia à pretensão formulada na ação ou na reconvenção.
Interessante notar a topografia do código, a alocar as hipóteses previstas nos incisos 
II e III do artigo 487, inegavelmente hipóteses nas quais o mérito é julgado, em título que 
não trata do julgamento antecipado do mérito. Opção do legislador, muito possivelmente 
por entender que apenas a hipótese tratada no artigo 487, I, trata efetivamente do mérito 
da causa. Assim também:
É interessante a opção do legislador em não tratar das hipóteses previstas pelo
Art. 487, II e III, do Novo CPC, sob o instituto do julgamento antecipado do mérito. Reconhece-
se nas previsões dos arts. 354, caput, do Novo CPC (extinção pelo art. 487, II e III, do Novo CPC) 
e 355 do Novo CPC (extinção pelo art. 487, I, do Novo CPC) que somente essa segunda sentença 
é genuinamente de mérito, daí somente ela poder ser tratada por julgamento antecipado do 
mérito (aqui entendido como pedido).
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É natural que a previsão dessas espécies de sentença de mérito como providências a 
serem adotadas pelo juiz no momento procedimental do “julgamento conforme o estado 
do processo” não cria uma limitação temporal para a prolação de tais sentenças. Assim, 
uma transação ou renúncia, por exemplo, podem gerar a extinção do processo tanto antes 
quanto depois do julgamento conforme o estado do processo (Manual, pp.699).
Hipótese do parágrafo único do artigo 354:
Art. 354. [...]
Parágrafo único. A decisão a que se refere o caput pode dizer respeito a apenas parcela do 
processo, caso em que será impugnável por agravo de instrumento.
A previsão do parágrafo único materializa uma situação muito criticada pela doutrina, 
por prever um “hibridismo” entre sentença e decisão interlocutória. Como dista um tanto 
de nosso foco, para não passar totalmente ao largo do tema optamos por transcrever 
sucinto trecho da obra de Daniel Neves:
Um julgamento terminativo de parcela do processo não tem capacidade de extinguir o processo 
ou uma de suas fases, o que necessariamente o transforma em decisão interlocutória, que, nos 
termos do art. 203, § 2º, do Novo CPC, é todo pronunciamento judicial de natureza decisória 
que não se enquadra no conceito de sentença.
Da forma como ficou redigido o dispositivo ora comentado, passaríamos a ter, por expressa 
previsão legal, uma sentença recorrível por agravo de instrumento. Teria sido mais cuidadoso o 
legislador se tivesse expressamente previsto que a decisão terminativa que diga respeito a apenas 
parcela do processo é interlocutória, recorrível por agravo de instrumento, aliás, exatamente 
como ocorria na vigência do CPC/1973. (NEVES, pp.698)
Julgamento antecipado do mérito
Fundamento legal: artigo 355, caput e incisos I e II.
Seção II
Do Julgamento Antecipado do Mérito
Art. 355. O juiz julgará antecipadamente o pedido, proferindo sentença com resolução de mérito, 
quando:
I – não houver necessidade de produção de outras provas;
II – o réu for revel, ocorrer o efeito previsto no art. 344 e não houver requerimento de prova, na 
forma do art. 349 .
Caro aluno (a), lembra que falamos sobre as quatro fases do processo de conhecimento 
e que elas, embora ocorram em regra, não são imprescindíveis? Pois bem! Considerando um 
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processo no qual entre a fase postulatória e a decisória não sejapreciso a fase probatória 
ou instrutória, há um adiantamento da fase decisória para dentro da etapa do saneamento. 
Por isso se diz que o julgamento é antecipado e, no caso, de mérito!19
São duas hipóteses muito claras.
A melhor doutrina lembra que o juízo de primeiro grau não é o único órgão julgador, visto 
que o processo poderá ser julgado em sede de apelação. Em razão disso, o juiz de primeiro 
grau deve evitar dois erros: indeferir provas pertinentes porque já se convenceu em sentido 
contrário; ou, ainda, indeferir provas porque, em seu entender, a interpretação do direito 
não favorece o autor. Nesses casos, a interrupção abrupta do processo, sem a realização 
de provas, constitui cerceamento de defesa, gerando a anulação da sentença e dispêndio 
desnecessário de tempo e de dinheiro. NEVES, pp.700
Julgamento antecipado PARCIAL do mérito
Fundamento legal: artigo 356, caput, incisos I e II e seus §§.
Seção III
Do Julgamento Antecipado Parcial do Mérito
Art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou 
parcela deles:
I – mostrar-se incontroverso;
II – estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do art. 355 .
§ 1º A decisão que julgar parcialmente o mérito poderá reconhecer a existência de obrigação 
líquida ou ilíquida.
§ 2º A parte poderá liquidar ou executar, desde logo, a obrigação reconhecida na decisão que 
julgar parcialmente o mérito, independentemente de caução, ainda que haja recurso contra 
essa interposto.
§ 3º Na hipótese do § 2º, se houver trânsito em julgado da decisão, a execução será definitiva.
§ 4º A liquidação e o cumprimento da decisão que julgar parcialmente o mérito poderão ser 
processados em autos suplementares, a requerimento da parte ou a critério do juiz.
§ 5º A decisão proferida com base neste artigo é impugnável por agravo de instrumento.
19 Sendo possível dividir o processo de conhecimento em quatro fases – apesar de não ser essa uma divisão estanque -, o 
julgamento antecipado do mérito se justifica em razão da desnecessidade da realização da fase probatória. Após a fase 
postulatória, tem-se a fase de saneamento, seguida da fase instrutória e finalmente a decisória. Não sendo necessária 
a produção da prova, não haverá a fase probatória, restando um vácuo entre a fase de saneamento e a decisória. Como 
tal vácuo é obviamente inadmissível, a fase decisória é antecipada para o momento do saneamento, resultando no jul-
gamento antecipado da lide. MANUAL, pp.699.
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No ponto referente ao julgamento antecipado parcial do mérito antecipamos que não 
vamos julgar o mérito das divergências. Parece contraditório? Confuso? Pois bem! É isso 
que uma parcela da doutrina entende a respeito desse “ser híbrido” que é a decisão parcial 
de mérito20:
Insisto que não é solução adequada prever agravo de instrumento contra decisão que resolve o 
mérito enquanto a apelação mantiver muito mais garantias ao recorrente do que o agravo de 
instrumento. Resolve-se um problema (não haver múltiplas apelações em momentos distintos) e 
se criam inúmeros outros. Abre-se espaço, até mesmo, para a exótica “apelação de instrumento’’, 
um recurso de agravo de instrumento com as garantias processuais da apelação. (Manual, pp.704).
Em resumo e direto ao ponto: A doutrina questiona o parcelamento do mérito e as 
incongruências ou disparidades dele decorrentes, como uma decisão interlocutória de 
mérito ou uma sentença parcial de mérito que não põe fim ao processo, mas apenas a uma 
etapa, e é recorrível por agravo de instrumento, como já referenciado. É importante saber, 
mas não é o foco do que nos é cobrado nesta etapa.
No que mais nos importa para o momento dentro dessas divergências, para fins de 
possíveis pegadinhas de provas, vamos considerar o quadro abaixo21:
Decisão parcial de mérito Decisão final de mérito
Recorrível por agravo de instrumento: 
Sem efeito suspensivo, em regra: permite 
cumprimento provisório
Recorrível por apelação: Com efeito 
suspensivo, em regra22. Não permite 
cumprimento provisório23
20 Por todos, Daniel MANUAL, conforme: A opção do legislador no Novo Código de Processo Civil foi modificar a natureza 
jurídica dessa espécie de julgamento, tornando o que anteriormente era uma espécie diferenciada de tutela antecipada 
em julgamento antecipado parcial do mérito. Afastou-se do princípio da unicidade do julgamento do mérito preconi-
zado por Chiovenda, passando a prever a hipótese de julgamento fracionado de mérito, pelo qual, inclusive, devem ser 
fixados honorários advocatícios. (Manual, pp.702/703). Também Marinoni et al.: Com a previsão de sentenças parciais 
de mérito e da possibilidade de cisão do julgamento da causa, o direito brasileiro rompeu com o mito da unidade e da 
unicidade do julgamento da causa. (Novo curso, pp.65).
21 Quadro-resumo com base no MANUAL DE DIREITO PROCESSUAL CIVIL • VOLUME ÚNICO – Daniel Amorim Assumpção 
MANUAL, pp.703/704.
22 CPC, Art. 1.012. A apelação terá efeito suspensivo.
23 CPC, Art.1.012, §1º, a contrário senso: § 1º Além de outras hipóteses previstas em lei, começa a produzir efeitos ime-
diatamente após a sua publicação a sentença que: I – homologa divisão ou demarcação de terras; II – condena a pagar 
alimentos; III – extingue sem resolução do mérito ou julga improcedentes os embargos do executado; IV – julga procedente 
o pedido de instituição de arbitragem; V – confirma, concede ou revoga tutela provisória; VI – decreta a interdição.
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Decisão parcial de mérito Decisão final de mérito
Em regra não admite sustentação oral24 Admite sustentação oral25
Não cabimento de recurso adesivo26 Cabimento de recurso adesivo27
Saneamento e Organização do Processo
Marinoni, por todos, em seu Novo Curso, traz uma interessante dinâmica de compreensão 
da organização do processo:
A organização do processo tem uma dupla direção. A primeira é retrospectiva, tendo por objeto 
eventuais óbices processuais capazes de impedir a apreciação do mérito da causa (definição 
das questões processuais pendentes, art. 357, I). A segunda é prospectiva, tendo por objeto a 
delimitação do thema probandum art. 357, II), a especificação dos meios de prova (art. 357, II), 
a definição da distribuição do ônus da prova (art. 357, III), a delimitação do thema decidendum 
(“questões de direito relevantes para a decisão do mérito”, art. 357, IV) e a designação da audiência 
de instrução e julgamento, em sendo o caso (art. 357, V). A primeira tem por objeto questões 
capazes de impedir a apreciação do mérito a fim de, em sendo possível, saneá -las; a segunda 
tem por objeto questões capazes de preparar uma adequada apreciação do mérito
Ou seja: em análise retrospectiva, entraves, pendências saneáveis (questões processuais 
pendentes), visando prosseguir na marcha rumo ao mérito. Em análise prospectiva, visando 
organizar e estabelecer o tema de prova; os meios de prova; como será distribuído o ônus da 
prova e a especificação do direito objeto de decisão meritória. Em sendo o caso, designação 
de audiência de instrução e julgamento. Já agora, em prospecção,o que se visa é preparar 
o ambiente processual para apreciar o mérito em si.
No mesmo sentido é o roteiro doutrinário de Neves:
[...] o primeiro ato a ser praticado pelo juiz no saneamento e organização do processo é a resolução 
das questões processuais pendentes, sanando alguma irregularidade que porventura ainda exista. 
Com isso, estará deixando o processo, do ponto de vista formal, absolutamente pronto e regular 
24 CPC, Art. 937, VIII, por limitação legal: 937. Na sessão de julgamento, depois da exposição da causa pelo relator, o 
presidente dará a palavra, sucessivamente, ao recorrente, ao recorrido e, nos casos de sua intervenção, ao membro do 
Ministério Público, pelo prazo improrrogável de 15 (quinze) minutos para cada um, a fim de sustentarem suas razões, 
nas seguintes hipóteses, nos termos da parte final do caput do art. 1.021: [...] VIII – no agravo de instrumento inter-
posto contra decisões interlocutórias que versem sobre tutelas provisórias de urgência ou da evidência;
25 CPC, Art.937, I: Art. 937. [...]: I – no recurso de apelação;
26 CPC, Art. 997, §2º, II, por limitação legal: Art. 997. [...] § 2º O recurso adesivo fica subordinado ao recurso independente, 
sendo-lhe aplicáveis as mesmas regras deste quanto aos requisitos de admissibilidade e julgamento no tribunal, salvo 
disposição legal diversa, observado, ainda, o seguinte: [...] II – será admissível na apelação, no recurso extraordinário e 
no recurso especial;
27 Vide nota acima.
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para a posterior fase instrutória e derradeiramente à fase decisória. Caso não haja nenhuma 
irregularidade – o que geralmente ocorre -, visto que o juiz desde o início do processo busca 
sanar eventuais vícios sanáveis (p. ex., emenda da inicial), haverá tão somente a declaração de 
que o processo se encontra sem vícios, preparado, portanto, para seu regular desenvolvimento.
Ultrapassada essa fase, o juiz deverá passar à fixação dos pontos controvertidos. Segundo o 
inciso II do dispositivo ora comentado, essa fixação se dá por meio da delimitação das questões de 
fato sobre as quais recairá a atividade probatória. [...] Após a fixação dos pontos controvertidos, 
momento em que se determinará o objeto da fase probatória (o que se deve provar), o juiz 
determina os meios de prova... Fixa-se, portanto, o que se deve provar e como isso ocorrerá 
[...] Finalmente, e sempre que necessário, designa-se a audiência de instrução e julgamento. O 
art. 357, V, do Novo CPC foi cuidadoso em indicar que essa atividade processual somente será 
exercida se for necessário, visto que é perfeitamente possível o processo chegar ao seu fim sem 
a necessidade de realização de tal audiência.
Bom! Vamos tentar facilitar ainda mais para vocês. Mas tenham em mente que o 
andamento do processo, de um modo geral, segue um processo lógico, quase intuitivo. Ele 
tem uma marcha processual que é composta de etapas que podem ou não ocorrer. Fixem 
isso: podem ou não ocorrer. Recordem do julgamento antecipado do mérito. Em verdade 
dizemos que é antecipado, mas ele ocorre no momento em que se encontra apto, adequado 
para julgamento. Como no caso do julgamento antecipado do mérito28. Então faremos um 
fluxograma bem sucinto apenas para ajudar na fixação da ideia geral das etapas e de quais 
ações ou pontos ocorrem em cada uma delas:
MARCHA PROCESSUAL – SANEAMENTO E ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO
Linha do tempo
28 O julgamento ocorre no momento em que tem de ocorrer, na medida em que processo com duração razoável é processo 
sem dilações indevidas. Se, portanto, o processo encontra -se maduro para julgamento, toda e qualquer dilação posterior 
a esse momento é indevida. O julgamento ocorre no momento em que tem de ocorrer: em seu momento apropriado. Daí 
que a terminologia apropriada para o instituto é a de julgamento imediato do mérito ou do pedido. (Novo curso, pp.157).
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DOUTRINA RELEVANTE
Enunciados do CJF
Saneamento do Processo
I – Jornada de Direito Processual Civil – Enunciado 28
Os incisos do art. 357 do CPC não exaurem o conteúdo possível da decisão de saneamento 
e organização do processo.
I – Jornada de Direito Processual Civil – Enunciado 29
A estabilidade do saneamento não impede a produção de outras provas, cuja necessidade 
se origine de circunstâncias ou fatos apurados na instrução.
II – Jornada de Direito Processual Civil – Enunciado 127
O juiz pode homologar parcialmente a delimitação consensual das questões de fato e 
de direito, após consulta às partes, na forma do art. 10 do CPC.
III – Jornada de Direito Processual Civil – Enunciado 173
O prazo para interpor agravo de instrumento em face da decisão de saneamento e 
organização do processo começa após o julgamento do pedido de ajustes e esclarecimentos 
ou do término do prazo previsto no art. 357, §1º, do CPC, caso as partes deixem de apresentar 
referida manifestação.
III – Jornada de Direito Processual Civil – Enunciado 185
O rol de testemunhas apresentado anteriormente à decisão de saneamento e organização 
do processo é provisório, podendo a parte realizar modificações após a prolação da referida 
decisão, dentro do prazo estabelecido pelos arts. 357, §4º, e 451, do CPC).
Julgamento antecipado do mérito
I – Jornada de Direito Processual Civil – Enunciado 27
Não é necessário o anúncio prévio do julgamento do pedido nas situações do art. 
355 do CPC.
Julgamento antecipado parcial do mérito
II – Jornada de Direito Processual Civil – Enunciado 117
O art. 356 do CPC pode ser aplicado nos julgamentos dos tribunais.
Decisão parcial do mérito
I – Jornada de Direito Processual Civil – Enunciado 5
Ao proferir decisão parcial de mérito ou decisão parcial fundada no art. 485 do CPC, 
condenar-se-á proporcionalmente o vencido a pagar honorários ao advogado do vencedor, 
nos termos do art. 85 do CPC.
I – Jornada de Direito Processual Civil – Enunciado 61
Deve ser franqueado às partes sustentar oralmente as suas razões, na forma e pelo 
prazo previsto no art. 937, caput, do CPC, no agravo de instrumento que impugne decisão 
de resolução parcial de mérito (art. 356, § 5º, do CPC).
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II – Jornada de Direito Processual Civil – Enunciado 125
A decisão parcial de mérito não pode ser modificada senão em decorrência do recurso 
que a impugna.
Enunciados FPPC
En. 297. (art. 355, I) O juiz que promove julgamento antecipado do mérito por 
desnecessidade de outras provas não pode proferir sentença fundamentada em não 
atendimento ao ônus probatório (Grupo: Intervenção de terceiro, gratuidade da justiça e 
fase de saneamento e organização do processo; redação revista no XFPPC-Brasília).
En. 298. (art. 357, §3º) A audiência de saneamentoe organização do processo em 
cooperação com as partes poderá ocorrer independentemente de a causa ser complexa. 
(Grupo: Petição inicial, resposta do réu e saneamento)
En. 299. (arts. 357, §3º, e 191) O juiz pode designar audiência também (ou só) com 
objetivo de ajustar com as partes a fixação de calendário para fase de instrução e decisão. 
(Grupo: Petição inicial, resposta do réu e saneamento)
En. 300. (arts. 357, §7º) O juiz poderá ampliar ou restringir o número de testemunhas 
a depender da complexidade da causa e dos fatos individualmente considerados. (Grupo: 
Petição inicial, resposta do réu e saneamento)
En. 372. (art. 4º) O art. 4º tem aplicação em todas as fases e em todos os tipos de 
procedimento, inclusive em incidentes processuais e na instância recursal, impondo ao 
órgão jurisdicional viabilizar o saneamento de vícios para examinar o mérito, sempre que 
seja possível a sua correção. (Grupo: Normas fundamentais)
En. 427. (art. 357, §2º) A proposta de saneamento consensual feita pelas partes pode 
agregar questões de fato até então não deduzidas. (Grupo: Negócios processuais)
En. 428. (art. 357, §3º, 329) A integração e o esclarecimento das alegações nos termos 
do art. 357, §3º, não se confundem com o aditamento do ato postulatório previsto no art. 
329. (Grupo: Petição inicial, resposta do réu e saneamento)
En. 631. (arts. 357, §§ 2º e 3º e 493) A existência de saneamento negocial ou compartilhado 
não afasta a incidência do art. 493. (Grupo: Gratuidade da justiça, petição inicial, contestação 
e fase de organização e saneamento)
En. 632. (arts. 373, §1º e 10) A redistribuição de ofício do ônus de prova deve ser 
precedida de contraditório. (Grupo: Direito probatório)
En. 675. (art. 357, §1º) O assistente e o amicus curiae têm direito de pedir esclarecimentos 
ou solicitar ajustes na decisão de saneamento e organização do processo, nos limites dos 
seus poderes e interesse processual. (Grupo: Litisconsórcio e Intervenção de Terceiros)
En. 676. (arts. 357, §3º, e 6º, CPC) A audiência de saneamento compartilhado é momento 
adequado para que o juiz e as partes deliberem sobre as especificidades do litígio coletivo, 
as questões fáticas e jurídicas controvertidas, as provas necessárias e as medidas que 
incrementem a representação dos membros do grupo. (Grupo: Processo Coletivo)
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En. 694. (art. 357, §§ 1º e 4º) Modificada a decisão de saneamento quanto à delimitação 
das questões de fato sobre as quais recairá a produção de prova testemunhal, poderá a 
parte complementar ou alterar seu rol de testemunhas. (Grupo: Intervenção de terceiros, 
gratuidade de justiça, fase de organização e saneamento).
Jurisprudência relevante
Origem: 696 STJ – Informativo: 696
Art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou 
parcela deles:
I – mostrar-se incontroverso;
II – estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do art. 355.
JURISPRUDÊNCIA
Situação hipotética: João foi vítima de um acidente de carro. Ele ajuizou ação de 
indenização por danos morais e materiais contra a empresa causadora. O juiz condenou 
a ré a pagar R$ 50 mil de indenização por danos morais. Por outro lado, negou o pedido 
para que a empresa pagasse pensão mensal vitalícia ao autor em razão da perda da 
capacidade laborativa. O pedido foi indeferido mesmo sem ter sido realizada perícia 
médica. Tanto João como a empresa interpuseram apelação. O Tribunal de Justiça, ao 
julgar o recurso: a) manteve a condenação por danos morais; b) quanto ao pedido de 
fixação de pensão por redução da capacidade laborativa, o TJ entendeu que as provas 
produzidas eram insuficientes e afirmou ser necessária a produção de perícia. Em 
razão disso, com fundamento no art. 356 do CPC/2015, o TJ apenas anulou a sentença 
nesse tópico, determinando o retorno dos autos à origem para a complementação da 
prova. O STJ afirmou que isso era possível.
STJ. 3ª Turma. REsp 1845542/PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 11/05/2021 
(Info 696).
Em ACP na qual se questiona acolhimento institucional de menor, não é admissível 
o julgamento de improcedência liminar ou o julgamento antecipado do pedido, 
especialmente quando não há tese jurídica fixada em precedente vinculante
Direito da Criança e do Adolescente Aspectos cíveis da proteção à criança e ao 
adolescente Geral
Origem: 673 STJ – Informativo: 673
Caso concreto: o MP/CE ajuizou contra o Município de Fortaleza 10 ações civis públicas 
nas quais alega que 10 diferentes crianças estão há mais tempo em acolhimento 
institucional do que prevê a lei. Diante disso, o MP pediu que elas sejam encaminhadas 
à programa de acolhimento familiar e que sejam indenizadas por danos morais. O juiz, 
invocando o art. 332, III, do CPC, julgou improcedente liminarmente o pedido (rectius: 
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DirEito ProcEssual civil 
Providências Preliminares e Julgamento conforme o Estado do Processo 
Aline Oliveira
julgou antecipadamente o pedido), ao fundamento de que se trataria de controvérsia 
repetitiva justamente por se tratar de 10 ações civis públicas versando sobre o mesmo 
objeto.
No mérito, a sentença afirmou que: i) o acolhimento por prazo superior a 2 anos, 
conquanto ilegal, algumas vezes indispensável porque, em muitas hipóteses, não há 
família adequada para recebê-lo; ii) não há prova de que o Município teria agido de 
modo doloso, intencional ou negligente; iii) o problema do acolhimento institucional 
por período superior a 2 anos é de natureza estrutural, eis que envolve a falta de 
recursos do Poder Público.
O STJ afirmou que não era admissível o julgamento de improcedência liminar ou o 
julgamento antecipado do pedido.
Diferentemente do tratamento dado à matéria no revogado CPC/73, não mais se 
admite, no CPC/2015, o julgamento de improcedência liminar do pedido com base no 
entendimento firmado pelo juízo em que tramita o processo sobre a questão repetitiva, 
exigindo-se, ao revés, que tenha havido a prévia pacificação da questão jurídica 
controvertida no âmbito dos Tribunais, materializada em determinadas espécies de 
precedentes vinculantes, a saber: súmula do STF ou do STJ; súmula do TJ sobre direito 
local; tese firmada em recursos repetitivos, em incidente de resolução de demandas 
repetitivas ou em incidente de assunção de competência.
Por se tratar de regra que limita o pleno exercício de direitos fundamentais de índole 
processual, em especial o contraditório e a ampla defesa, as hipóteses autorizadoras do 
julgamento de improcedência liminar do pedido devem ser interpretadas restritivamente, 
não se podendo dar a elas amplitude maior do que aquela textualmente indicada pelo 
legislador no art. 332 do novo CPC.
De igual modo, para que possa o juiz resolver o mérito liminarmente e em favor do réu, 
ou até mesmo para que haja o julgamento antecipado do mérito imediatamente após 
a citação do réu, é indispensável que a causa não demande ampla dilação probatória.
STJ. 3ª Turma. REsp 1854842/CE, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 02/06/2020 
(Info 673).
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