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1 UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS CURSO: Nutrição DISCIPLINA: Higiene e Legislação de Alimentos NOME DO ALUNO RA POLO DE MATRÍCULA: POLO DE PRÁTICA: DOCENTE: DATA DAS AULAS PRÁTICAS: 2025 2 Anexo RDC n. 216 de 15 de setembro de 2004. A – IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA 1. RAZÃO SOCIAL: PIPOCAS RIO PRETO LTDA 2. NOME FANTASIA: PIPOCAS RIO PRETO 3.ALVARÁ/LICENÇA SANITÁRIA: 4. INSCRIÇÃO ESTADUAL/MUNICIPAL: 647.119.659.113 5. CNPJ / CPF: 544.391.153/0001-69 6. FONE:3236-2055 7. FAX: 8. E-mail: pipocasriopreto@terra.com.br 9. ENDEREÇO (Rua/Av.):Rua Jales 10. Nº: 3942 11. Complemento: 12. BAIRRO:Eldorado 13. MUNICÍPIO:São José do Rio Preto 14. UF:SP 15. CEP:15043-130 16. RAMO DE ATIVIDADE:Fabricação de farinha de milho e derivados, exceto óleo de milho 17. NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS: 18. NÚMERO DE TURNOS: 3 19. TÉCNICO RESPONSÁVEL: 20. REPRESENTANTE LEGAL/PROPRIETÁRIO DO ESTABELECIMENTO: Gilsen A. R. Severino 21. MOTIVO DA INSPEÇÃO: ( X ) SOLICITAÇÃO DE LICENÇA SANITÁRIA ( )PROGRAMAS ESPECÍFICOS DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. ( )VERIFICAÇÃO OU APURAÇÃO DE DENÚNCIA ( )INSPEÇÃO PROGRAMADA ( )REINSPEÇÃO ( ) RENOVAÇÃO DE LICENÇA SANITÁRIA ( ) OUTROS BX - AVALIAÇÃO SIM NÃO NA(*) 1. EDIFICAÇÃO E INSTALAÇÕES 1.1 ÁREA EXTERNA: 1.1.1 Área externa do estabelecimento, livre de objetos em desuso ou estranhos ao ambiente. X 1.2 ACESSO: 1.2.1 Controlado, independente, não comum a outros usos (habitação etc.). X 1.3 ÁREA INTERNA: 1.3.1 Área interna do estabelecimento, livre de objetos em desuso ou estranhos ao ambiente, sem a presença de animais. X 1.4 PISO: 1.4.1 Revestimento liso, impermeável e lavável. X 3 1.4.2 Em adequado estado de conservação (livre de trincas, rachaduras, infiltrações e outros). X 1.5 TETOS: 1.5.1 Revestimento liso, impermeável e lavável. X 1.5.2 Em adequado estado de conservação (livre de trincas, rachaduras, infiltração, goteiras, vazamentos, bolores, descascamentos e outros). X 1.6 PAREDES E DIVISÓRIAS: 1.6.1 Revestimento liso, impermeável e lavável. X 1.6.2 Em adequado estado de conservação (livre de trincas, rachaduras, infiltrações, bolores, descascamentos e outros). X 1.7 PORTAS: 1.7.1 Ajustadas aos batentes. X 1.7.2 Portas da área de preparação e armazenamento de alimentos, dotadas de fechamento automático. X 1.7.3 Portas externas das áreas de armazenamento e preparação de alimentos, providas de telas milimetradas para impedir o acesso de vetores e pragas urbanas. X 1.7.4 Telas removíveis e limpas. X 1.8 JANELAS E OUTRAS ABERTURAS: 1.8.1 Ajustadas aos batentes. X 1.8.2 Janelas e outras aberturas das áreas de armazenamento e preparação de alimentos, inclusive o sistema de exaustão, providas de telas milimetradas para impedir o acesso de vetores e pragas urbanas. X 1.8.3 Telas são removíveis e estão limpas. X 1.9 INSTALAÇÕES SANITÁRIAS E VESTIÁRIOS: 1.9.1 Instalações sanitárias e vestiários sem comunicação direta com a área de preparação e armazenamento de alimentos ou refeitórios. X 1.9.2 Mantidos organizados e em adequado estado de conservação. X 1.9.3 Portas externas dotadas de fechamento automático. X 1.9.4 Instalações sanitárias com lavatórios e supridas de produtos destinados à higiene pessoal tais como: papel higiênico, sabonete líquido inodoro antisséptico ou sabonete líquido inodoro e produto antisséptico e toalhas de papel não reciclado ou outro sistema higiênico e seguro para secagem das mãos. X 1.9.5 Coletores dos resíduos dotados de tampa e acionados sem contato manual. X B – AVALIAÇÃO SIM NÃO NA(*) 1.10 LAVATÓRIOS NA ÁREA DE MANIPULAÇÃO: 1.10.1 Existência de lavatórios exclusivos para a higiene das mãos na área de manipulação, em posições estratégicas em relação ao fluxo de preparo dos alimentos e em número suficiente de modo a atender toda a área de preparação. X 4 1.10.2 Lavatórios em condições de higiene, dotados de sabonete líquido inodoro antisséptico ou sabonete líquido inodoro e produto antisséptico, toalhas de papel não reciclado ou outro sistema higiênico e seguro de secagem das mãos e coletor de papel, acionados sem contato manual. X 1.11 ILUMINAÇÃO E INSTALAÇÃO ELÉTRICA: 1.11.1 Iluminação da área de preparação proporcionando a visualização de forma que as atividades sejam realizadas sem comprometer a higiene e as características sensoriais dos alimentos. X 1.11.2 Luminárias localizadas sobre a área de preparação dos alimentos apropriadas e protegidas contra explosão e quedas acidentais. X 1.11.3 Instalações elétricas embutidas ou protegidas em tubulações externas e íntegras de tal forma a permitir a higienização dos ambientes. X 1.12 VENTILAÇÃO E CLIMATIZAÇÃO: 1.12.1 Ventilação, garantindo a renovação do ar e a manutenção do ambiente, livre de fungos, gases, fumaça, pós, partículas em suspensão, condensação de vapores dentre outros que possam comprometer a qualidade higiênico- sanitária do alimento. X 1.12.2 Não incidência do fluxo de ar diretamente sobre os alimentos. X 1.12.3 Equipamentos e filtros para climatização conservados. X 1.12.4 Limpeza dos componentes do sistema de climatização, troca de filtros, manutenção programada e periódica destes, registradas e realizadas conforme legislação específica. X 1.13 HIGIENIZAÇÃO DAS INSTALAÇÕES: 1.13.1 Operação de higienização realizadas por funcionários comprovadamente capacitados. X 1.13.2 Higienização das instalações adequada e com frequência. X 1.13.3 Instalações mantidas em condições higiênico-sanitárias apropriadas. X 1.13.4 Operações de limpeza e, se for o caso, desinfecção das instalações realizadas rotineiramente. X 1.13.5 Registro das operações de limpeza realizadas não rotineiramente. X 1.13.6 Produtos saneantes utilizados, regularizados no Ministério da Saúde. X 1.13.7 Diluição, o tempo de contato e modo de uso/aplicação dos produtos saneantes obedecem às instruções recomendadas pelo fabricante. X 1.13.8 Produtos de higienização identificados e guardados em local reservado para essa finalidade. X 1.13.9 Utensílios e equipamentos utilizados na higienização, próprios para a atividade, conservados, limpos, disponíveis em número suficiente e guardados em local reservado para essa finalidade. X 1.13.10 Utensílios utilizados na higienização de instalações, distintos daqueles usados para higienização das partes dos equipamentos e utensílios que entrem em contato com o alimento. X 5 1.13.11 Funcionários responsáveis pela atividade de higienização das instalações sanitárias utilizam uniformes apropriados e diferenciados daqueles utilizados na manipulação de alimentos. X 1.14 CONTROLE INTEGRADO DE VETORES E PRAGAS URBANAS: 1.14.1 Ausência de vetores e pragas urbanas ou de qualquer evidência de sua presença como fezes, ninhos e outros. X 1.14.2 Existe um conjunto de ações eficazes e contínuas de controle de vetores e pragas urbanas, com o objetivo de impedir a atração, o abrigo, o acesso e ou proliferação deles. X 1.14.3 Em caso de adoção de controle químico, existência de comprovante de execução do serviço expedido por empresa especializada, conforme legislação específica, com produtos desinfetantes regularizados pelo Ministério da Saúde. X 1.14.4 Quando aplicado o controle químico, os equipamentos e os utensílios, antes de serem reutilizados, são higienizados para a remoção dos resíduos de produtos desinfetantes. X 1.15 ABASTECIMENTO DE ÁGUA: 1.15.1 Instalações abastecidas com água corrente. X 1.15.2 Utiliza solução alternativa de abastecimento de água com potabilidade atestada semestralmente mediante laudos laboratoriais. X 1.15.3 Gelo é mantido em condiçãohigiênico-sanitária que evite sua contaminação. X 1.15.4 Reservatório de água edificado e ou revestido de materiais que não comprometam a qualidade da água, livre de rachaduras, vazamentos, infiltrações, descascamentos entre outros defeitos e em adequado estado de conservação e higiene e devidamente tampados. X 1.16 MANEJO DOS RESÍDUOS: 1.16.1 Dispõem de recipientes para coleta de resíduos de fácil higienização e transporte devidamente identificados e íntegros, em número e capacidade suficiente para conter os resíduos. X 1.16.2 Resíduos frequentemente coletados e estocados em local fechado e isolado das áreas de preparação e armazenamento de alimentos. X 1.17 ESGOTAMENTO SANITÁRIO: 1.17.1 Dispõe de conexões com rede de esgoto ou fossa séptica. X 1.17.2 Ralos sifonados e grelhas com dispositivo que permitam seu fechamento. X 1.17.3 Caixas de gordura e de esgoto com dimensões compatíveis ao volume de resíduos. X 1.17.4 Caixas de gordura e esgoto localizadas fora da área de preparação, armazenamento de alimentos em adequado estado de conservação e funcionamento. X 1.17.5 Caixas de gordura periodicamente limpas. Descarte dos resíduos atendendo ao disposto em legislação específica. X 1.18 LEIAUTE: 6 1.18.1 Edificação e instalações projetadas de forma a possibilitar um fluxo ordenado e sem cruzamentos em todas as etapas da preparação de alimentos facilitando as operações de manutenção, limpeza e, quando for o caso, desinfecção. X 1.18.2 Dimensionamento da edificação e das instalações compatível com todas as operações. X 1.18.3 Separação entre as diferentes atividades por meios físicos ou por outros meios eficazes de forma a evitar a contaminação cruzada. X B – AVALIAÇÃO SIM NÃO NA(*) 2. EQUIPAMENTOS, MÓVEIS E UTENSÍLIOS 2.1 EQUIPAMENTOS: 2.1.1 Os que entram em contato com alimentos são de materiais que não transmitam substâncias tóxicas, odores, nem sabores, conforme estabelecidoem legislação específica. X 2.1.2 Em adequado estado de conservação, resistentes à corrosão e arepetidas operações de limpeza e desinfecção. X 2.1.3 Realiza manutenção programada e periódica dos equipamentos e calibração dos instrumentos ou equipamentos de medição. Mantém registro darealização dessas operações. X 2.1.4 Possui superfícies lisas, impermeáveis, laváveis e isentas de rugosidades, frestas e outras imperfeições que possam comprometer a higienização, nem serem fontes de contaminação dos alimentos. X 2.2 MÓVEIS E UTENSÍLIOS: 2.2.1 Os que entram em contato com alimentos são de materiais que não transmitem substâncias tóxicas, odores, nem sabores, conforme estabelecido em legislação específica. X 2.2.2 Adequado estado de conservação e resistentes à corrosão e a repetidas operações de limpeza e desinfecção. X 2.2.3 Possuem superfícies lisas, impermeáveis, laváveis e isentas de rugosidades, frestas e outras imperfeições que possam comprometer a higienização e serem fontes de contaminação dos alimentos. X OBSERVAÇÕES: 7 2.2.4 Realiza manutenção programada e periódica dos utensílios. Mantém registro dessa operação. X 2.3 HIGIENIZAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS, MÓVEIS E UTENSÍLIOS: 2.3.1 Operação de higienização realizadas por funcionários comprovadamente capacitados. X 2.3.2 Frequência de higienização adequada. X 2.3.3 Produtos saneantes utilizados, regularizados no Ministério da Saúde. X 2.3.4 Diluição, tempo de contato e modo de uso/aplicação dos produtos saneantes obedecem às instruções recomendadas pelo fabricante. X 2.3.5 Produtos de higienização identificados e guardados em local reservado para essa finalidade. X 2.3.6 Utensílios e equipamentos utilizados na higienização próprios para a atividade, conservados, limpos, disponíveis, em número suficiente e guardados em local reservado para essa finalidade. X 2.3.7 Utiliza utensílios de uso exclusivo para higienização. X OBSERVAÇÕES: B – AVALIAÇÃO SIM NÃO NA(*) 3 MANIPULADORES 3.1 VESTUÁRIO: 3.1.1 Utilização de uniforme compatível com a atividade, conservados e limpos. Trocados no mínimo diariamente. X 3.1.2 Usados exclusivamente nas dependências internas. As roupas e objetos pessoais guardados em local específico e reservado para este fim. X 8 3.1.3 Asseio pessoal: mãos limpas, unhas curtas, sem esmalte ou base, sem adornos (anéis, pulseiras, brincos etc.), sem maquiagem, cabelos presos e protegidos por redes, toucas ou outro acessório apropriado para esse fim, não sendo permitido o uso de barba. X 3.2 HÁBITOS HIGIÊNICOS: 3.2.1 Lavagem cuidadosa das mãos ao chegar ao trabalho, antes e após a manipulação de alimentos, principalmente após qualquer interrupção, tocar materiais contaminados, depois do uso de sanitários e sempre que se fizer necessário. X 3.2.2 Manipuladores fumam, falam desnecessariamente, cantam, assobiam, espirram, cospem, tossem, comem, manipulam dinheiro ou praticam outros atos que possam contaminar o alimento, durante o desempenho das atividades. X 3.2.3 Cartazes de orientação aos manipuladores sobre a correta lavagem e antissepsia das mãos e demais hábitos de higiene, afixados em locais de fácil visualização, inclusive nas instalações sanitárias e lavatórios. X 3.3 CONTROLE DE SAÚDE: 3.3.1 Existência de registro do controle da saúde dos manipuladores, realizado de acordo com a legislação específica. X 3.3.2 Manipuladores que apresentam lesões e ou sintomas de enfermidades que possam comprometer a qualidade higiênico- sanitária dos alimentos afastados da atividade de preparação de alimentos. X 3.4 PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DOS MANIPULADORES E SUPERVISÃO: 3.4.1 Existência de supervisão e capacitação periódica em higiene pessoal, manipulação higiênica de alimentos e em doenças transmitidas por alimentos. X 3.4.2 Possuem registros dessas capacitações. X 3.5 VISITANTES: 3.5.1 Visitantes cumprem os mesmos requisitos de higiene e de saúde estabelecidos para os manipuladores. X OBSERVAÇÕES: 4 MATÉRIAS-PRIMAS, INGREDIENTES E EMBALAGENS 4.1 SELEÇÃO E TRANSPORTE: 4.1.1 Especificação dos critérios para avaliação e seleção dos fornecedores de matérias-primas, ingredientes e embalagens. X 4.1.2 Transporte desses insumos realizado em condições adequadas de higiene e conservação. X B – AVALIAÇÃO SIM NÃO NA(*) 4.2 RECEPÇÃO: 4.2.1 Realizada em área protegida e limpa. X 4.2.2 Inspecionados e aprovados na recepção. X 9 4.2.3 Embalagens primárias das matérias-primas e dos ingredientes íntegros. X 4.2.4 Adoção de medidas para evitar que esses insumos contaminem o alimento preparado. X 4.2.5 Temperatura das matérias-primas e dos ingredientes dos produtos que necessitem de condições especiais de conservação verificada nas etapas de recepção e armazenamento. X 4.2.6 Lotes reprovados ou com prazo de validade vencida imediatamente devolvidos ao fornecedor ou devidamente identificados e armazenados separadamente, sendo determinada a destinação final. X 4.3 ARMAZENAMENTO: 4.3.1 Armazenados em local limpo e organizado, de forma a garantir proteção contra contaminantes. X 4.3.2 Adequadamente acondicionados e identificados e sua utilização respeita o prazo de validade. X 4.3.3 Armazenados sobre paletes, estrados e ou prateleiras de material liso, resistente, impermeável e lavável, respeitando-se o espaçamento mínimo necessário para garantir adequada ventilação, limpeza e, quando for o caso, desinfecção do local. X OBSERVAÇÕES: 5 PREPARAÇÃO DO ALIMENTO 5.1 QUANTITATIVO DE FUNCIONÁRIOS: 5.1.1 Quantitativo de funcionários, equipamentos, móveis e ou utensílios disponíveis compatíveis com volume, diversidade e complexidade das preparações alimentícias. X 5.2 RECIPIENTES PARA COLETADE RESÍDUOS: 5.2.1 Dotados de tampas e acionados sem contato manual. X 5.3 CUIDADOS NA PREPARAÇÃO DO ALIMENTO: 5.3.1 Utilizadas matérias-primas, ingredientes e embalagens em condições higiênico-sanitárias adequadas e em conformidade com a legislação específica. X 5.3.2 Durante a preparação dos alimentos, adotadas medidas a fim de minimizar o risco de contaminação cruzada. X 5.3.3 Evita-se o contato direto ou indireto entre alimentos crus, semipreparados e prontos para o consumo. X 5.3.4 Funcionários que manipulam alimentos crus realizam a lavagem e a antissepsia das mãos antes de manusear alimentos preparados. X 5.3.5 Produtos perecíveis expostos à temperatura ambiente somente pelo tempo mínimo necessário para a preparação do alimento. X 10 B – AVALIAÇÃO SIM NÃO NA(*) 5.4 FRACIONAMENTO DO ALIMENTO: 5.4.1 Após a abertura ou retirada da embalagem original as matérias- primas e os ingredientes que não forem utilizados em sua totalidade, são adequadamente acondicionados e identificados com, no mínimo, as seguintes informações: designação do produto, data de fracionamento e prazo de validade. X 5.4.2 Antes de iniciar a preparação dos alimentos, é realizada adequada limpeza das embalagens primárias das matérias-primas e dos ingredientes, quando aplicável, minimizando o risco de contaminação. X 5.5 TRATAMENTO TÉRMICO: 5.5.1 Tratamento térmico garante que todas as partes do alimento atinjam a temperatura de, no mínimo, 70 ºC (setenta graus Celsius). Temperaturas inferiores podem ser utilizadas no tratamento térmico desde que as combinações de tempo e temperatura sejam suficientes para assegurar a qualidade higiênico-sanitária dos alimentos. X 5.5.2 Eficácia do tratamento térmico, avaliada pela verificação da temperatura e do tempo utilizados e, quando aplicável, pelas mudanças na textura e cor na parte central do alimento. X 5.6 ÓLEOS E GORDURAS: 5.6.1 Existem medidas que garantam que o óleo e a gordura utilizados na fritura não constituem uma fonte de contaminação química do alimento preparado. X 5.6.2 Aquecidos a temperaturas não superiores a 180 ºC (cento e oitenta graus Celsius). X 5.6.3 Substituídos imediatamente sempre que há alteração evidente das características físico-químicas ou sensoriais, tais como aroma, sabor e formação intensa de espuma e fumaça. X 5.7 DESCONGELAMENTO DOS ALIMENTOS: 5.7.1 Realizado o descongelamento dos alimentos, antes do tratamento térmico, (excetuando os casos em que o fabricante do alimento recomenda que ele seja submetido ao tratamento térmico ainda congelado). X 5.7.2 Descongelamento realizado de forma a evitar a multiplicação microbiana. O descongelamento efetuado em condições de refrigeração à temperatura inferior a 5 ºC (cinco graus Celsius) ou em forno de microondas quando o alimento for submetido imediatamente à cocção. X 5.7.3 Alimentos submetidos ao descongelamento, mantidos sob refrigeração se não forem imediatamente utilizados, e não são recongelados. X 5.8 ARMAZENAMENTO A QUENTE: 5.8.1 Após serem submetidos à cocção, os alimentos preparados são mantidos em condições de tempo e de temperatura que não favoreçam a multiplicação microbiana. Para conservação a quente, os alimentos devem ser submetidos à temperatura superior a 60 ºC (sessenta graus Celsius) por, no máximo, 6 (seis) horas. X B – AVALIAÇÃO: SIM NÃO NA(*) 5.9 RESFRIAMENTO DO ALIMENTO: 11 5.9.1 No processo de resfriamento, a temperatura do alimento preparado é reduzida de 60 ºC (sessenta graus Celsius) a 10 ºC (dez graus Celsius) em até duas horas. X 5.9.2 Para conservação sob refrigeração ou congelamento, os alimentos preparados são previamente submetidos ao processo de resfriamento. X 5.10 CONSERVAÇÃO A FRIO: 5.10.1 Os alimentos são conservados sob refrigeração a temperaturas inferiores a 5 ºC (cinco graus Celsius), ou congelado à temperatura igual ou inferior a -18 ºC (dezoito graus Celsius negativos). X 5.10.2 Obedece a prazo máximo de 5 (cinco) dias, para consumo do alimento preparado e conservado sob refrigeração à temperatura de 4 ºC (quatro graus Celsius) ou inferior. X 5.10.3 Caso utilizem temperaturas superiores a 4 ºC (quatro graus Celsius) e inferiores a 5 ºC (cinco graus Celsius), o prazo máximo de consumo é reduzido, de forma a garantir as condições higiênico- sanitárias do alimento preparado. X 5.10.4 Alimentos preparados armazenados sob refrigeração ou congelamento possuem invólucro contendo no mínimo as seguintes informações: designação, data de preparo e prazo de validade. X 5.10.5 Temperatura de armazenamento regularmente monitorada e registrada. X 5.11 HIGIENIZAÇÃO DOS ALIMENTOS: 5.11.1 Alimentos consumidos crus submetidos a processo de higienização a fim de reduzir a contaminação superficial, quando aplicável. X 5.11.2 Produtos utilizados na higienização dos alimentos, regularizados no órgão competente do Ministério da Saúde e aplicados de forma a evitar a presença de resíduos no alimento preparado. X 5.12 CONTROLE E GARANTIA DA QUALIDADE: 5.12.1 Estabelecimento implementou e mantém documentado o controle e garantia da qualidade dos alimentos preparados. X 5.13 RESPONSABILIDADE: 5.13.1 Existe um responsável pelas atividades de manipulação dos alimentos, devendo ser o proprietário ou funcionário designado, devidamente capacitado, sem prejuízo dos casos em que há previsão legal para responsabilidade técnica. X 5.13.2 O responsável pelas atividades de manipulação dos alimentos possui comprovadamente curso de capacitação, abordando, no mínimo, os seguintes temas: a) Contaminantes alimentares; b) Doenças transmitidas por alimentos; c) Manipulação higiênica dos alimentos; d) Boas práticas. X OBSERVAÇÕES: B – AVALIAÇÃO: SIM NÃO NA(*) 12 6 ARMAZENAMENTO E TRANSPORTE DO ALIMENTO PREPARADO 6.1 CUIDADOS NECESSÁRIOS: 6.1.1 Alimentos preparados mantidos na área de armazenamento ou aguardando o transporte, identificados e protegidos contra contaminantes. Na identificação deve constar no mínimo: designação do produto, data de preparo e prazo de validade. X 6.1.2 Armazenamento e o transporte do alimento preparado, da distribuição até a entrega ao consumo, ocorrem em condições de tempo e temperatura que não comprometam sua qualidade higiênico- sanitária. X 6.1.3 A temperatura do alimento preparado é monitorada durante essas etapas. X 6.2 RECIPIENTES PARA COLETA DE RESÍDUOS: 6.2.1 Dotados de tampas e acionadas sem contato manual. X 6.3 TRANSPORTE: 6.3.1 Meios de transporte do alimento preparado higienizados, sendo adotadas medidas, a fim de garantir a ausência de vetores e pragas urbanas. X 6.3.2 Veículos dotados de cobertura para proteção da carga, não transportando outras cargas que comprometam a qualidade higiênico- sanitária do alimento preparado. X OBSERVAÇÕES: 7 EXPOSIÇÃO AO CONSUMO DO ALIMENTO PREPARADO 7.1 ÁREA DE EXPOSIÇÃO: 7.1.1 Áreas de exposição do alimento preparado e de consumação ou refeitório mantidas organizadas e em adequadas condições higiênico-sanitárias. X 7.1.2 Equipamentos, móveis e utensílios disponíveis nessas áreas compatíveis com as atividades, em número suficiente e em adequado estado de conservação. X 7.1.3 Manipuladores adotam procedimentos que minimizem o risco de contaminação dos alimentos preparados por meio da antissepsia das mãos e pelo uso de utensílios ou luvas descartáveis. X 7.2 EQUIPAMENTOS DE EXPOSIÇÃO/DISTRIBUIÇÃO: 7.2.1 Equipamentos necessários à exposição ou distribuição de alimentos preparados sob temperaturas controladas, devidamente dimensionados, e em adequado estado de higiene, conservação e funcionamento. X 7.2.2 Temperatura desses equipamentos regularmente monitorada. X 13 7.2.3 Equipamento de exposição do alimento preparado, naárea para consumo, dispõe de barreiras de proteção que previnam a contaminação, em decorrência da proximidade ou da ação do consumidor e de outras fontes. X 7.3 UTENSÍLIOS: 7.3.1 Utensílios utilizados na área de consumo do alimento, tais como pratos, copos, talheres, descartáveis, quando feitos de material não descartável, devidamente higienizados e armazenados em local protegido. X 7.4 ORNAMENTOS E PLANTAS: 7.4.1 Se localizados na área de consumo, ou refeitório, não constituem fonte de contaminação para os alimentos preparados. X B-AVALIAÇÃO SIM NÃO NA(*) 7.5 RECEBIMENTO DE DINHEIRO: 7.5.1 Área do serviço de alimentação onde se realiza a atividade de recebimento de dinheiro, cartões e outros meios utilizados para o pagamento de despesas é reservada. X 7.5.2 Os funcionários responsáveis por essa atividade não manipulam alimentos preparados, embalados ou não. X OBSERVAÇÕES: 8 DOCUMENTAÇÃO E REGISTRO SIM NÂO NA(*) 8.1 MANUAL DE BPF E POP: 8.1.1 Serviço de alimentação dispõe de Manual de Boas Práticas e de Procedimentos Operacionais Padronizados. X 8.1.2 Esses documentos estão acessíveis aos funcionários envolvidos e disponíveis à Autoridade Sanitária, quando requerido. X 8.1.3 Os POP contêm as instruções sequenciais das operações e a frequência de execução, especificando o nome, o cargo e/ou a função dos responsáveis pelas atividades. Estão aprovados, datados e assinados pelo responsável do estabelecimento. X 8.2 REGISTROS: 8.2.1 Registros mantidos por período mínimo de 30 (trinta) dias contados a partir da data de preparação dos alimentos. X 8.3 PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRONIZADOS - POP X 8.3.1 Higienização das instalações, equipamentos e móveis: 8.3.1.1 Existência de POP estabelecido X 8.3.1.2 POP descrito sendo cumprido. X 8.3.2 Controle integrado de vetores e pragas urbanas: 8.3.2.1 Existência de POP estabelecido para este item. X 8.3.2.2 POP descrito sendo cumprido. X 8.3.3 Higienização do reservatório: 14 8.3.3.1 Existência de POP estabelecido para este item. X 8.3.3.2 POP descrito sendo cumprido. X 8.3.4 Higiene e saúde dos manipuladores: 8.3.4.1 Existência de POP estabelecido para este item. X 8.3.4.2 POP descrito sendo cumprido. X OBSERVAÇÕES: 15 INTRODUÇÃO Neste relatório serão apresentados os conhecimentos obtidos a partir das aulas práticas realizadas no dia 13 de setembro de 2025, iniciando-se com o Experimento III “Higienização de Hortaliças e Folhas” e encerrando-se no Experimento VI “Manual de BPF e POP” dia 08 de novembro de 2025. As práticas foram divididas de forma a nos fornecer conhecimento sobre a legislação vigente referente a higienização e segurança dos alimentos. Essa legislação tem como objetivo garantir a segurança alimentar, protegendo a saúde pública contra contaminações por microrganismos e substâncias nocivas. Além disso, estabelece os requisitos para a produção, manipulação, processamento, armazenamento e comercialização de alimentos, definindo as práticas de higiene necessárias para prevenir doenças e assegurar que os alimentos cheguem seguros e saudáveis ao consumidor final. 16 ROTEIRO: 1 AULA: 2 DATA DA AULA: 13/09/2025 Título da aula: Higienização de Hortaliças e Folhas Com a finalidade de discutir sobre os procedimentos de higienização de vegetais preconizados na RDC nº 216, 2004: “... os alimentos a serem consumidos crus devem ser submetidos a processo de higienização a fim de reduzir a contaminação superficial”, as aulas práticas foram realizadas. No laboratório, utilizamos alface vinda de um supermercado e a mesma foi passada em água corrente para retirada de sujidade. As folhas foram lavadas de cima para baixo (caule) e foram sendo depositadas em um escorredor. Nesta etapa é possível uso adicional de solução de vinagre e solução salina para desprendimento de insetos, já que tais soluções são consideras eficazes e seguras para eliminar pulgões, lagartas e ácaros, além de sujeiras e ovos invisíveis a olho nu. A solução de hipoclorito serve à desinfecção (eliminação de microrganismos) e deve ser utilizada conforme indicação do fabricante. Seguindo as instruções do rótulo, deixamos as folhas embebidas na solução de hipoclorito por 15 minutos e ao final do tempo, foram enxaguadas uma por uma (folha por folha) em água corrente. Figura1. Alface antes da higienização Figura 2:Folha de alface em água corrente Fonte: próprio autor Fonte: próprio autor 17 Alguns procedimentos são considerados errôneos para eliminação de agrotóxicos, como uso de solução de bicarbonato de sódio, por exemplo, já que esse método apenas reduz superficialmente os possíveis danos à saúde dos consumidores. O controle de agrotóxicos deve ocorrer no campo, com o controle de origem, que é o conjunto de ações realizadas antes que os alimentos cheguem ao consumidor, garantindo que a produção agrícola siga boas práticas e que o uso de agrotóxicos seja seguro, controlado e rastreável, evitando a contaminação dos alimentos e do ambiente desde o início da cadeia reprodutiva, com a adoção de medidas de segurança, como uso racional e controlado de agrotóxicos e treinamento do agricultor. Referente as medidas preventivas de controle de perigos em situações posteriores à higienização no caso de vegetais, por exemplo, o controle sanitário tem como intuito melhorar os processos e atribuir segurança na preparação dos alimentos, agindo no controle da sobrevivência e na redução dos perigos biológicos e químicos, assim o alimento fica seguro e apto para o consumo sem oferecer qualquer risco à saúde dos consumidores. Medidas preventivas são fundamentais, tais como higiene de mãos antes de tocar qualquer alimento e após cada mudança de tarefa, utilização de utensílios adequados na manipulação de alimentos, de forma a evitar tocar os alimentos com as mãos, higienização das superfícies de trabalho, utensílios, equipamentos, placas de polietileno, antes e após cada tarefa, durante a manipulação de alimentos, evitar a contaminação cruzada entre vários gêneros de alimentos, higienizar a área quando usar o mesmo local para manipular mais de um tipo de alimento, ou realizar a manipulação em horários diferentes, manutenção dos alimentos em preparação ou prontos sempre protegidos ou tampados, entre outras. Sobre o sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), sob uma perspectiva mais atual e moderna de controle prioritário pelo Programa de Pré- Requisitos (PPR), é importante mencionar que esse modelo de segurança dos alimentos consiste em Boas Práticas de Fabricação e Manipulação (BPFM), Procedimentos Operacionais Padronizados (POP) e Procedimentos Padrão de Higiene Operacional (PPHO). O BPFM e o POP, preconizam, de forma simplificada, o diagnóstico da situação atual, por meio de lista de verificação; identificação de não conformidades, por meio de plano de ação; determinação de normas, procedimentos, medidas de controle e critérios, por meio de elaboração de manuais técnicos- operacionais; definição técnica de monitoramento, por meio de treinamento teórico- prático; definição das ações corretivas e/ou preventivas, por meio da gestão de 18 processo; estabelecimento de técnicas de verificação, por meio de avaliação do processo. CONCLUSÃO Por serem cultivados muito próximos à terra, os vegetais podem conter altos níveis de contaminação. Dessa forma, deve-se evitar o contato com outros alimentos, quando ainda crus e sem higienização, para impedir a contaminação cruzada. O procedimento de higienização de vegetais deve ser realizado de acordo com as etapas a seguir: • Seleção dos hortifrutis, com a retirada das folhas e unidades danificadas; • Lavagem em água corrente folha a folhae/ou unidade a unidade; • Os vegetais devem ser imersos por 10 a 15 minutos em solução clorada (hipoclorito ou dicloroisocianurato de sódio), com 100 a 250 ppm de cloro ativo, conforme as instruções do fabricante. A concentração deve ser monitorada para não ficar abaixo de 100 ppm; se o controle não for possível, é necessário trocar a solução a cada uso; • Pode-se adicionar uma etapa auxiliar à higienização de vegetais para remover insetos (como pulgões e larvas): imersão em solução de vinagre a 2% por 5-10 minutos ou solução salina a 1% por 5 minutos, com enxágue quando necessário. Essa etapa pode ocorrer antes ou depois da desinfecção, avaliando o enxágue para preservar o sabor e não interferir no efeito do cloro; • Utilização do alimento higienizado para as preparações; • Armazenamento sob refrigeração (geladeira ou câmara), no máximo, 10 °C. EXPERIMENTO IV COLETA DE AMOSTRA DOS ALIMENTOS O procedimento de coleta de alimentos, preconizado pela Instrução Normativa (IN) nº60, de 23 de novembro de 2019, ANVISA, tem como objetivo estabelecer as instruções para procedimento de coleta e aplicabilidade dos critérios microbiológicos definidos pela RDC nº 331/2019. Os principais pontos referem-se a retirada de amostras de diferentes partes do lote ou da embalagem, evitar a manipulação excessiva, uso de uma embalagem por amostra, sem tocar com as mãos a parte interna ou soprar dentro dessa, utilizar materiais estéreis e higienizados, amostras devem ser refrigeradas e enviadas para laboratório, identificar sobre o alimento, data e local de coleta, registrar o responsável pela coleta, condições de produto e lote, além 19 de permitir rastrear a origem e destino da amostra. As amostras devem ser refrigeradas e mantidas por pelo menos 72 horas, observando-se as temperaturas. O momento ideal para a coleta é na segunda hora do tempo de distribuição, utilizando- se os mesmos utensílios usados na distribuição, pois esse período é considerado representativo do consumo. Quantidade mínima das amostras é de 100g. A coleta sistemática de amostras de alimentos é parte das ações de vigilância epidemiológica e sanitária, prevista também nas RDC nº 331/2019 e IN nº60/2019 (ANVISA), garantindo que o controle microbiológico seja realizado com base em evidências laboratoriais confiáveis, para identificação de agentes patogênicos, como bactérias, vírus, parasitas ou toxinas, responsáveis por Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA). Em casos de suspeita de surto alimentar, a coleta permite correlacionar os alimentos consumidos com os microorganismos isolados em pacientes e locais de produção, confirmando a fonte de contaminação. Os critérios para amostragem são diferentes de acordo com o tipo de serviço de alimentação (AS) ou tipo de alimento, sendo assim em caso de serviço de buffet, é necessário coletar amostras dos alimentos expostos (pratos frios, quentes e molhos), avaliar os alimentos de maior risco, como ovos, carnes, maioneses e molhos; em serviços de hotel (à la carte), é necessário coletar amostras de alimentos prontos servidos aos hóspedes, coletar também ingredientes de preparo, como ovos, queijos, frios e frutas; em serviços de cozinha industrial, é necessário coletar amostras de cada preparação pronta para consumo. Referente a doação de sobras, geralmente, recomenda-se a utilização somente daquelas que não foram distribuídas (que permaneceram em manutenção a quente ou a frio), quase sempre denominadas de sobras limpas. Já as sobras que permaneceram no balcão térmico ou refrigerado são denominadas sobras sujas, pois já foram manipuladas de uma forma ou de outra. O uso dessas não é recomendado e se caracterizam como resto, devendo ser descartadas e recicladas como resíduo orgânico. Diante das novas perspectivas de produção de refeições sustentáveis e responsáveis, vale destacar a Lei n. 11.575, de 25 de novembro de 2003, que dispõe sobre doação e reutilização de gêneros alimentícios e de sobras de alimentos. O ideal mesmo é evitar o desperdício com o planejamento de cardápios e quantidades de forma adequada, seguindo previsão de demanda e horários de distribuição, sendo mais seguro e eficiente investir em controle rigoroso de produção, evitando sobras, do que depender de reaproveitamento. 20 O grupo simulou a coleta de amostra da alface, seguindo os procedimentos de coleta mencionados acima, como higienização das mãos antes de manuseio da amostra, sem inserir as mãos na parte interna da embalagem ou soprá-la, identificação da embalagem com nome do alimento, hora e nome dos responsáveis. Figura 3: Amostra inserida na embalagem Figura 4: Amostra embalada Fonte: próprio autor Fonte: próprio autor EXPERIMENTO V HIGIENIZAÇÃO AMBIENTAL, DE SUPERFÍCIES, EQUIPAMENTOS E UTENSÍLIOS A higienização compreende as técnicas de limpeza, operação de remoção de substâncias minerais e ou orgânicas indesejáveis, tais como terra, poeira, gordura e outras sujidades e as técnicas de desinfecção, operação de redução (ou eliminação), por método físico e ou agente químico, do número de microrganismos (patogênicos) em nível que não comprometa a qualidade higiênico-sanitária do alimento. Em ambiente laboratorial, foi escolhido pelo grupo a higienização da bancada e dos utensílios utilizados durante a realização do procedimento. Na primeira etapa, foi realizada a limpeza do escorredor utilizado após separação das folhas de alface, do recipiente utilizado para higienização das folhas de alface e pegador de metal utilizado para coletar as folhas de alface higienizadas para introduzi-las na embalagem de amostragem. Para isso, foi realizada a remoção de sujidades com uso de detergente neutro e esponja, e consequente enxágue em água corrente, secagem natural. 21 Na segunda etapa, foi realizada a higienização da bancada, com a lavagem com detergente neutro e esponja, na sequência, enxágue. Posteriormente, a bancada foi secada com papel toalha. Foi então realizada a pulverização de hipoclorito de sódio (desinfetante clorado a 100-250 ppm de cloro ativo), com permanência de 15 minutos, na sequência enxague e secagem natural. Para a desinfecção de equipamentos e utensílios, o hipoclorito de sódio também pode ser utilizado, sendo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o melhor espectro bactericida e fungicida, menos tóxico nas concentrações de uso e de baixo custo. O hipoclorito de sódio pode ser substituído pelo álcool 70%, especialmente no caso de utensílios que vão à boca (como talheres). A concentração de cloro ativo deve ser monitorada e as soluções/diluições utilizadas para desinfecção devem ser trocadas a cada 6 horas; no caso de álcool 70%, a solução deve ser trocada a cada 24 horas. Os utensílios e bancada devem ser higienizados diariamente. Figura 7: Higienização da Bancada Fonte: Próprio autor CONCLUSÃO A higienização do ambiente é fundamental para segurança dos alimentos, daqueles que atuam no ambiente de trabalho (colaboradores) e dos consumidores, sendo que o controle de higienização deve seguir o acompanhamento diário das atividades, com base nos critérios, procedimentos e periodicidade estabelecidos. Os quadros de 22 procedimentos e critérios de higienização devem ser divulgados para toda a equipe, para que as medidas preventivas sejam adequadamente aplicadas, além de estabelecer responsabilidades e procedimentos operacionais a serem adotados para o controle e a garantia da correta higienização do ambiente, equipamentos, móveis e utensílios, a fim de garantir a segurança do alimento a ser consumido. Cabe ao RT (Responsável Técnico) ou ao profissional por esse designado (responsável operacional e/ou chefe de cozinha) a responsabilidade por elaborar, acompanhar e assegurar o cumprimento dessa atividade, cabe aos colaboradores de cada área ou setor a execuçãodos procedimentos. EXPERIMENTO VI MANUAL DE BPF E POP 23 PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO Número: POP – 001 Higienização e Antissepsia das Mãos EXECUTANTE: Nutricionista, auxiliar de nutrição, cozinheiro, auxiliares de cozinha, auxiliares de limpeza, estagiários. ÁREA: Unidade de Alimentação e Nutrição - UAN OBJETIVO: Padronização da Higienização e Antissepsia das Mãos Elaborado por: Iara Thaís Dias de Oliveira Mendes Data de validação: 11/10/2025 Data de revisão: 11/10/2026 Frequência: Sempre que necessário, como antes de iniciar o trabalho na UAN, depois de utilizar o banheiro, depois de atender o celular, entre outros. Materiais necessários: Sabão líquido neutro; Álcool 70%; Papel toalha descartável. ETAPAS: Com água e sabão líquido neutro: 1. Abrir a torneira e molhar bem as mãos e antebraços; 2. Despejar uma quantidade de sabão líquido neutro suficiente para cobrir todas as superfícies da mão; 3. Friccionar (esfregar) as palmas das mãos uma na outra; 4. Esfregar a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda, entrelaçando os dedos e depois o contrário; 5. Entrelaçar os dedos das duas mãos e esfregar os espaços interdigitais; 6. Esfregar o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta, usando movimento de vai-e-vem; 7. Esfregar o polegar de cada mão usando um movimento circular com o auxílio da palma da mão oposta; 8. Friccionar as polpas digitais e as unhas de uma mão contra a palma da mão oposta, fechada em concha, em movimento circular; 9. Enxaguar as mãos e antebraço em água corrente; 10. Secar as mãos e os antebraços com papel toalha descartável; 11. Fechar a torneira utilizando o papel toalha. PASSOS 24 PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO Número: POP – 002 Higienização das Bancadas e Mesas de Apoio EXECUTANTE: Cozinheiro, auxiliares de cozinha, auxiliares de limpeza, copeiros. ÁREA: Unidade de Alimentação e Nutrição - UAN OBJETIVO: Padronização da Higienização das Bancadas e Mesas de Apoio Elaborado por: Iara Thaís Dias de Oliveira Mendes Data de validação: 11/10/2025 Data de revisão: 11/10/2026 Frequência: Diariamente; Antes do início do trabalho; Ao final do expediente. Materiais necessários: Sabão líquido neutro; Esponja; Álcool 70% ou Hipoclorito de Sódio; Rodo exclusivo; Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs). ETAPAS: 1. Retirar alimentos (resíduos) e/ou objetos depositados sobre as bancadas; 2. Os resíduos devem ser depositados na lixeira; 3. Ensaboar as bancadas e mesas de apoio com água, detergente líquido neutro e espoja; 4. Retirar o detergente líquido neutro utilizando rodo exclusivo; 5. Enxaguar e retirar o excesso de água com rodo exclusivo; 6. Borrifar álcool 70% ou hipoclorito de sódio (deixar a solução agir de 10-15 minutos); 7. Deixar secar naturalmente (não utilizar pano ou papel toalha descartável); 8. Limpar e desinfetar o rodo a cada uso. PASSOS 25 PIPOCAS RIO PRETO LTDA TÍTULO MANUAL DE BOAS PRÁTICA PARA SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO REVISÃO 11/11/2025 DATA 11/11/2025 RESPONSÁVEL 1. IDENTIFICAÇÃO Nome Fantasia: PIPOCAS RIO PRETO Razão Social: PIPOCAS RIO PRETO LTDa CNPJ: 54439153/0001-69 Inscrição Estadual SP: 647.119.659.113 Endereço: RUA JALES, 3942 Cidade: SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SP Fone: (17) 3236-2055 Email: PIPOCASRIOPRETO@TERRA.COM.BR Horário de funcionamento: 24 HORAS Número de turnos: 3 (manhã, tarde e noite) Ramo de Atividade: FABRICAÇÃO DE FARINHA DE MILHO E DERIVADOS, EXCETO ÓLEOS DE MILHO Tipos de serviços realizados: PRODUÇÃO E VENDA DE PIPOCAS DOCE Responsável Legal: GILSEN A. R. FIGUEIREDO 2. RESPONSÁVEL A empresa PIPOCAS RIO PRETO mantém responsável pelas atividades de manipulação de alimentos, o que inclui responsabilidades na implantação e manutenção do programa de Boas Práticas executado pela empresa. Para desenvolver esta responsabilidade, o profissional está qualificado em segurança dos alimentos de acordo com os requisitos mínimos exigidos, incluindo contaminantes alimentares, doenças transmitidas por alimentos, manipulação higiênica dos alimentos e Boas Práticas. 3. MANIPULADORES Todos os colaboradores da empresa que entram em contato com alimentos recebem na admissão e no dia-a-dia das atividades, as instruções necessárias para cumprir com suas funções de maneira segura e higiênica. 26 Para facilitar o entendimento, são afixados cartazes em locais estratégicos nas áreas de produção e armazenamento de alimentos com instruções fundamentais para a prática da segurança dos alimentos. 4. ESTRUTURA FÍSICA A empresa possui acesso direto e independente. As instalações e seus arredores são livres de focos de insalubridade, lixo, objetos em desuso, animais, insetos e roedores. 4.1 PLANTA/LAYOUT 5. CONTROLE DE ÁGUA 5.1. ABASTECIMENTO DE ÁGUA A empresa utiliza água potável na produção e manipulação de alimentos, sendo abastecida pela empresa de abastecimento público (SEMAE). 5.2. RESERVATÓRIO DE ÁGUA A empresa possui reservatório de água com capacidade que atende as suas necessidades. Tal reservatório permanece adequadamente tampado e em bom estado de conservação. A higienização é realizada dentro da frequência exigida. Todos os processos de higienização do reservatório de água são realizados de maneira adequada. 6. CONTROLE DE PRAGAS 27 A empresa adota ações continuadas higiene visando impedir o aparecimento, o acesso, o abrigo e/ou proliferação de pragas e vetores urbanos em suas instalações, mantendo a sua área livre de sujidades e resíduos alimentares, além de orientar para o não acumulo de papel, papelão ou material em desuso dentro da empresa ou nos seus arredores. A empresa passa por desinsetização e desratização de maneira segura e eficaz, incluindo controle químico aplicado por empresa especializada e devidamente autorizada. 7. HIGIENE DAS INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS As superfícies dos equipamentos, móveis e utensílios utilizados na preparação, embalagens, armazenamento, transporte, distribuição são lisas, impermeáveis, laváveis, e estão isentas de rugosidades, frestas e outras imperfeições que possam comprometer a higienização dos mesmos e serem fonte de contaminação aos alimentos. Os materiais dos utensílios que entram em contato com os alimentos são de aço inoxidável, plástico e metal. As instalações, equipamentos, móveis e utensílios são mantidas em condições higiênico-sanitárias apropriadas. A higienização das geladeiras e armários é feita semanalmente e os freezers são higienizados de acordo com o abastecimento da matéria-prima. Tabela 1. Periodicidade de higienização de Instalações, equipamentos, móveis e utensílios Periodicidade Instalações, equipamentos, móveis e utensílios Diária Pisos, pias, coletores de resíduos, bancadas, balanças, bandejas, armários, geladeiras, garrafas térmicas (bebedouro/café), carrinho d e distribuição, micro-ondas, fogão. Semanal Pisos, pias, bancadas, armários, geladeiras, carrinho de distribuição, micro-ondas, estrados, cadeiras do refeitório, fogão, freezer, interruptores e tomadas, paredes, portas e prateleiras. Quinzenal Janelas e ventiladores Semestral Caixas d’água 28 8. HIGIENE E CONDUTA DOS MANIPULADORES Todos os manipuladores de alimentos são orientados e supervisionados quanto à manutenção de boa higiene pessoal e prática de hábitos seguros e as operações relativas a higiene pessoal e a conduta dos colaboradores estão descritas no Procedimento OperacionalPadrão referente aos colaboradores, contendo as orientações necessárias de como se apresentar no ambiente de trabalho. 8.1 UNIFORMES E EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Os uniformes são disponibilizados pela empresa contratada pela instituição para prestação de serviços e cada funcionário recebe 02 (dois) conjuntos completos constituídos de: calça de brim branca, camiseta de malha e avental. O funcionário recebe também um par de botas branco em PVC. Faz parte também do uniforme a touca descartável, a qual a instituição disponibiliza aos seus colaboradores diariamente. A lavagem dos uniformes fica a cargo de cada funcionário, sendo proibida a lavagem de qualquer peça de roupa nas dependências da instituição. Todos os funcionários devem ter os cabelos totalmente cobertos por toucas, sem utilização de grampos para fixação. Com relação à utilização do uniforme , todos os colaboradores são orientados a: utilizá-los somente nas dependências internas da empresa, sendo trocados na entrada e saída do serviço; Apresentar-se para o trabalho com uniformes completos, bem conservados, limpos e com troca diária; utilizar meias limpas; jamais utilizar panos ou sacos plásticos para proteção do uniforme; não carregar no uniforme: canetas, lápis, batons, escovinhas, cigarros, isqueiros, relógios, alfinetes, presilhas. Quaisquer outros adornos não são permitidos, devendo permanecer no vestiário. 8.2 HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS Todos os colaboradores são instruídos a manter as mãos muito bem limpas, fazendo uso regular das estações exclusivas para a lavagem de mãos: Antes de iniciar o trabalho; Antes de manipular o alimento; Ao trocar de atividades; Antes de usar luvas e após tirá-las; Após utilizar os sanitários; Após pegar em dinheiro; Após tossir, espirrar, assoar o nariz ou se coçar; Após comer ou fumar; Após recolher 29 lixo e outros resíduos; Após passar muito tempo em uma mesma atividade; Todas as vezes que interromper um serviço; A técnica utilizada na higienização das mãos possui a sequência abaixo: Umedecer as mãos e antebraços com água. Lavar com sabonete líquido bactericida. Massagear bem as mãos e antebraços. Enxaguar bem as mãos e antebraços. Secar as mãos com papel toalha descartável não reciclado. Descartar o papel dentro da lixeira. 9. PRODUÇÃO E MANIPULAÇÃO A seguir está apresentada a descrição das etapas do fluxo de produção existente na empresa, desde a compra de matéria-prima até a distribuição do produto prontos. 9.1 COMPRA A empresa adquire produtos de fornecedores idôneos, devidamente registrados e todos os produtos possuem registro ou selo de inspeção. O transporte dos alimentos comprados pela empresa é realizado em condições de higiene e conservação satisfatórias. 9.2 RECEBIMENTO Durante o recebimento, a empresa avalia as matérias-primas quanto aos critérios qualitativos pré-determinados e especificados a seguir: as condições de limpeza dos veículos e higiene dos entregadores devem ser satisfatórias; a data de validade deve estar dentro do prazo e de acordo com a utilização e o tempo de estocagem médio do produto; as embalagens devem estar limpas e em condições íntegras; nos rótulos devem constar nome e composição do produto, lote, data de fabricação e validade, selo de inspeção (quando aplicável), número de registro no órgão oficial, CNPJ, endereço do fabricante e distribuidor, condições de armazenamento e quantidade (peso). Caso o produto não atenda aos pré-requisitos citados acima, de forma a comprometer ou lançar dúvidas quanto a sua qualidade higiênico-sanitária, os mesmos deverão ser 30 devolvidos imediatamente ou na impossibilidade, deverão ser separados, identificados com etiqueta escrita como devolução e armazenados separadamente, sob condições adequadas, para serem devolvidos ou substituídos posteriormente. 9.3 ARMAZENAMENTO As matérias-primas estocadas em temperatura ambiente de acordo com recomendações do fornecedor, são armazenadas separadamente de produtos descartáveis e produtos químicos de limpeza, em estantes e prateleiras adequadas, evitando contato direto com o piso e respeitando o espaçamento mínimo que garanta a circulação de ar e permita higienização adequada. Produtos descartáveis também são armazenados separadamente dos produtos de limpeza e de higiene. 10. DOCUMENTAÇÃO E REGISTRO A empresa mantém este Manual de Boas Práticas acessível aos seus colaboradores e disponível às autoridades sanitárias. Este documento é revisto e atualizado periodicamente, de acordo com novas ações e mudanças realizadas. Juntamente com o Manual, existem 4 Procedimentos Operacionais Padronizados, também chamados POPs, os quais descrevem de maneira objetiva, o passo a passo para a realização das operações relacionadas a: • Higiene e saúde dos manipuladores; • Higienização de instalações, equipamentos e móveis; • Controle integrado de vetores e pragas urbanas; • Higienização do reservatório de água. Complementando o sistema de Boas Práticas, a empresa utiliza formulários com o objetivo de monitorar a eficácia dos processos relacionados à segurança dos alimentos, permitindo que a empresa controle melhor os seus processos. Os modelos dos formulários utilizados seguem anexos a este Manual. Os registros são mantidos por período mínimo de 30 (trinta) dias. 31 32 11. REFERENCIA BIBLIOGRAFICA BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância Sanitária. Resol ução RDC nº 216, de 15 de setembro de 2004. TEIXEIRA, S. M. F. G.; OLIVEIRA, Z. M. C.; REGO, J. C.; BISCONTINI, T. M. B. Administração Aplicada às Unidades de Alimentação e Nutrição. 1. ed. São Paulo: Atheneu, 2010. BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância Sanitária. Portaria nº 1.428, de 26 de novembro de 1993. Manual de elementos de apoio para o sistema APPCC. Rio de Janeiro, SENAC/DN, 2001, 282p. Projeto APPCC Mesa - Convênio CNC/CNI/SEBRAE/ANVISA.