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DRGE Caso 1 Maria é uma lactente de 3 meses, nascida a termo, parto vaginal, sem intercorrências neonatais. Mãe refere que desde o segundo mês de vida, após as mamadas, a criança apresenta episódios frequentes de regurgitação de pequena a moderada quantidade de leite, às vezes até “em jato”, logo após mamar. Apesar disso, a criança permanece calma, sorri, dorme bem e ganha peso adequadamente, mantendo-se na curva de crescimento ideal para idade. Não há episódios de choro intenso, irritabilidade, recusa alimentar nem perda ponderal. A mãe relata que as regurgitações aumentam quando a bebê mama muito, principalmente à noite, mas não há sinais de desconforto respiratório, tosse, engasgos ou sinais de aspiração. No exame físico, encontra-se ativa, hidratada, bem nutrida e sorridente, sem sinais de dor ou irritabilidade. Exame físico (resumo): · Estado geral: bom, corada, hidratada, ativa · Abdome: plano, flácido, sem visceromegalias · Peso: adequado para idade, sem queda na curva a) Diagnóstico b) Exames e Diagnóstico Diferencial c) Tratamento e conduta Respostas: a) Refluxo gastroesofágico fisiológico – “regurgitador feliz”. b) Nenhum exame é necessário, pois o quadro é compatível com refluxo fisiológico sem sinais de doença. Diagnóstico diferencial em relação à doença no geral e não em relação ao caso: DRGE (quando há perda de peso, irritabilidade ou complicações); Estenose hipertrófica de piloro (vômitos em jato persistentes, com perda de peso); APLV (associada a choro intenso, sangue nas fezes e irritabilidade). c) Tratamento conservador e consiste em tranquilizar os pais quanto a benignidade do quadro, pois esse refluxo é comum e autolimitado podendo desaparecer entre 12-18m de idade, além disse orientar quanto a manutenção da AME e corrigir a técnica da mamada se necessário, evitar roupas apertadas e tabagismo passivo, deixar a criança em posição ereta por 20-30 min após as mamadas, evitar trocar fraldas logo após mamar, preferindo faze-lo antes e quando fazer deita-la com o travesseiro ao trocar as fraldas, cabeceira sempre elevada a 40º podendo utilizar o travesseiro antirrefluxo, dormir em posição supina para reduzir risco de broncoaspiração e a criança evoluir com a Sd. da morte súbita, se fórmula for necessária, usar a fórmula AR (anti-refluxo NANEspessar AptamilAR) apenas para reduzir a regurgitação visível, não é indicada para DRGE, não utilizar medicamentos supressores de ácido (ibps), quanto ao tempo da mamada orientar a não fazer mamadas tão longas principalmente após a criança adormecer e não substituir o AM por fórmula. É importante informar sobre sinais de alerta (vômitos com sangue ou bile, dificuldade de ganhar peso, irritabilidade intensa e persistente, recusa alimentar, tosse crônica ou problemas respiratórios. Caso 2 João, lactente de 5 meses, apresenta há dois meses episódios frequentes de regurgitação e vômitos após as mamadas, choro excessivo, irritabilidade e recusa alimentar. A mãe refere que o bebê passa mais de 3 horas diárias chorando, parece incomodado e arqueia o pescoço durante as mamadas (postura sugestiva de Sandifer). Observa ainda baixo ganho ponderal nas últimas consultas. Mãe relata que observa pequenos raios de sangue quando é feito as trocas das fraldas. O bebê é alimentado com fórmula à base de leite de vaca desde o nascimento. Exame físico: · Estado geral: irritado, chora facilmente durante a consulta · Peso: abaixo do percentil esperado · Abdome: flácido, sem massas palpáveis · Pele: sem lesões, porém discretamente pálido a) Diagnóstico b) Exames e Diagnóstico Diferencial d) Tratamento e conduta Respostas: a) Doença do refluxo gastroesofágico secundária à Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV). b) Não é necessário exame inicial. O diagnóstico é clínico e confirmado pela melhora após exclusão da proteína do leite de vaca da dieta. Se ele não responder ao tratamento inicial poderia sugerir como diagnóstico diferencial a própria DRGE primária sem relação com a dieta, malformações anatômicas. c) Suspender o LV da dieta materna (em lactentes em AME), em lactentes com fórmula extensamente hidrolisada (ex: Aptamil Pepti, Althéra). Não usar IBP ou antiácidos. Realivar o lactente após 2 a 4 semanas para verificar se houve melhora dos sintomas e ai sim realizar o teste de provocação oral para ver se o paciente retorna ou não com os sintomas sugestivos de APLV. Se retornar, manter a fórmula extensamente hidrolisada e a cada 6m realizar esse teste de provocação oral para avaliar a sua evolução/melhora do quadro e sugerir a retirada da fórmula. Caso os sintomas persistam, investigar DRGE com pHmetria ou EDA. Orientar fracionamento das refeições em caso de crianças maiores s e evitar volumes excessivos, deixar o paciente em posição ereta após cada mamada por 20-30min. Caso 3 Beatriz, 4 anos, é levada à consulta por apresentar episódios intermitentes de vômitos pós-alimentares há 3 meses, tosse noturna e crises de sibilância recorrente, inicialmente tratadas como asma. A mãe refere que a criança também se queixa, ocasionalmente, de “dor de barriga” e engasgos após comer. O apetite está reduzido, mas sem perda de peso significativa. Exame físico: · Estado geral: bom · Orofaringe: levemente hiperemiada · Ausculta pulmonar: sibilos dispersos · Abdome: sem alterações · Peso: adequado a. Diagnóstico b. Exames c. Tratamento e conduta Respostas: a. Doença do refluxo gastroesofágico com manifestações extraesofagianas (respiratórias) b. Exame inicial: teste terapêutico empírico com IBP por 4–8 semanas. Se refratário: solicitar phMetria, exame radiológico c/contraste de esôfago, estômago e duodeno. c. IBP – Omeprazol (20 ou 40mg) – 1mg/kg/dia 30-60 min antes do desjejum de 1 a 2x/dia. Reavaliar após 4-8 semanas e manter até 12 semanas caso apresente melhora do tratamento Orientações: medidas posturais, evitar deitar logo após comer, elevar a cabeceira, evitar alimentos gordurosos, café, chocolate, frutas cítricas, menta, fracionar as refeições e diminuir as quantidades, não ingerir líquido durante ou próximo as refeições, evitar tabagismo passivo e realizar o acompanhamento clínico e orientações nutricional. Se refratária ao tratamento solicitar exames subsidiários. Caso 4 Lucas, lactente de 15m, apresenta regurgitações diárias, irritabilidade e recusa alimentar desde os 3 meses. Foi levantada suspeita de APLV, e a proteína do leite de vaca foi retirada da dieta da mãe há 4 semanas sem melhora. Mantém choro persistente, arqueamento cervical (sinal de Sandifer) e baixo ganho de peso. Exame físico: · Estado geral: irritado, chora durante o exame · Peso: abaixo da curva · Abdome: flácido, indolor a. Diagnóstico b. Exames c.Tratamento e conduta Respostas: a. Doença do refluxo gastroesofágico primária (DRGE verdadeira), refratária à dieta de exclusão para APLV. b. Diagnóstico é clínico, mas se ao iniciar o tratamento ela for refratária pode ser solicitado: · pHmetria esofágica: avalia refluxo ácido e correlação com sintomas. · Radiografia contrastada de esôfago/estômago/duodeno: descartar malformações. · EDA.. c. Iniciar Esomeprazol (20 ou 40mg) 1mg/kg/dia 30-60min antes do desjejum por 4-12 sem reavaliando em 4 sem -> se melhora clínica manter por até 12 semanas. Se refratário encaminhar para gastropediatria e realizar EDA. Oriento manter o lactente em posição pós-mamada ereta, cabeceira elevada em 40º, evitar mamadas longas e superalimentação, evitar roupas apertadas, trocar as fraldas antes das mamadas e usando um travesseiro mais elevado. Caso 5 Gabriel, 8 anos, é levado à consulta por queixas de azia e queimação retroesternal há aproximadamente 6 meses. Os sintomas ocorrem principalmente após as refeições e pioram quando o menino se deita logo após comer. A mãe refere que ele também apresenta regurgitação frequente de conteúdo ácido, especialmente à noite, e relata sensação de “subida do suco no peito”. O apetite está preservado, mas ele evita comer alimentos mais volumosos por referir dor epigástrica em queimação.Nega tosse, rouquidão, asma ou sintomas respiratórios. Não há perda de peso nem outros sinais sistêmicos. A história familiar revela que o pai apresenta doença do refluxo gastroesofágico controlada com omeprazol. A alimentação habitual inclui refrigerantes, chocolate e alimentos gordurosos com frequência. Ele costuma jantar e logo depois deitar-se para assistir televisão. Exame físico: · Estado geral: bom, hidratado, corado · Peso e estatura: dentro do esperado para idade · Abdome: dor leve à palpação epigástrica, sem visceromegalias · Orofaringe: sem alterações · Ausculta pulmonar e cardíaca: normais a. Diagnóstico b. Exames c.Tratamento e conduta Respostas: a. Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). em criança maior — forma clássica com sintomas típicos esofagianos, sem manifestações extraesofagianas. Os sintomas característicos incluem: · Pirose (azia) · Regurgitação crônica · Dor retroesternal em queimação · Disfagia leve (ocasional) · Sensação de conteúdo gástrico retornando ao esôfago após refeições b. Teste terapêutico empírico com IBP (Inibidor da Bomba de Prótons) — tratamento inicial por 4 a 8 semanas, avaliando resposta clínica. pHmetria esofágica (se refratário): avalia refluxo ácido e correlação com sintomas. EDA (Endoscopia Digestiva Alta): indicada apenas se houver suspeita de complicações (esofagite, úlceras, esôfago de Barrett). c. IBP (Omeprazol 1 mg/kg/dia ou Esomeprazol 1 mg/kg/dia), administrado 30–60 minutos antes do café da manhã. Duração: 4–8 semanas; se houver melhora, manter até 12 semanas e suspender gradualmente. Caso não haja resposta: investigar causas alternativas (pHmetria, EDA) e encaminhar para gastroenterologista pediátrico. 1. Medidas gerais e posturais: · Evitar deitar-se logo após comer (aguardar pelo menos 2 horas). · Elevar a cabeceira da cama (cerca de 30–40º). · Evitar roupas apertadas e tabagismo passivo. 2. Medidas dietéticas: · Fracionar as refeições em menores volumes e com intervalos regulares. · Evitar alimentos que reduzem o tônus do esfíncter esofágico inferior: · Chocolate, cafeína, frutas cítricas, molhos picantes, alimentos gordurosos, refrigerantes e menta. · Evitar líquidos em excesso durante as refeições. Acompanhamento: · Reavaliação clínica periódica com monitoramento do crescimento. · Reforço da adesão às medidas posturais e alimentares. · Evitar uso prolongado de IBP sem reavaliação médica. a. Tá na questão b. DRGE secundária à APLV (ver se vai ficar só APLV ou essa resposta mesmo) c. Suspender o LV da dieta materna (em lactentes em AME), em lactentes com fórmula extensamente hidrolisada (ex: Aptamil Pepti, Althéra). Não usar IBP ou antiácidos. Realivar o lactente após 2 a 4 semanas para verificar se houve melhora dos sintomas e ai sim realizar o teste de provocação oral para ver se o paciente retorna ou não com os sintomas sugestivos de APLV. Se retornar, manter a fórmula extensamente hidrolisada e a cada 6m realizar esse teste de provocação oral para avaliar a sua evolução/melhora do quadro e sugerir a retirada da fórmula. Caso os sintomas persistam, investigar DRGE com pHmetria ou EDA. Orientar fracionamento das refeições em caso de crianças maiores s e evitar volumes excessivos, deixar o paciente em posição ereta após cada mamada por 20-30min. a. Tá na questão b. RGE fisiológico · Tratamento conservador e consiste em tranquilizar os pais quanto a benignidade do quadro, pois esse refluxo é comum e autolimitado podendo desaparecer entre 12-18m de idade, além disse orientar quanto a manutenção da AME e corrigir a técnica da mamada se necessário, evitar roupas apertadas e tabagismo passivo, deixar a criança em posição ereta por 20-30 min após as mamadas, evitar trocar fraldas logo após mamar, preferindo faze-lo antes e quando fazer deita-la com o travesseiro ao trocar as fraldas, cabeceira sempre elevada a 40º podendo utilizar o travesseiro antirrefluxo, dormir em posição supina para reduzir risco de broncoaspiração e a criança evoluir com a Sd. da morte súbita, se fórmula for necessária, usar a fórmula AR (anti-refluxo NANEspessar AptamilAR) apenas para reduzir a regurgitação visível, não é indicada para DRGE, não utilizar medicamentos supressores de ácido (ibps), quanto ao tempo da mamada orientar a não fazer mamadas tão longas principalmente após a criança adormecer e não substituir o AM por fórmula. Lactente de 3 meses apresenta choro intenso após as mamadas, regurgitação frequente, arqueamento do dorso e recusa alimentar. A mãe refere que o bebê acorda várias vezes durante o sono chorando. → Qual o diagnóstico mais provável? Qual conduta e tratamento são indicados? Ai tá claro que é refluxo, como é um lactente, ela disse que até se prove ao contrário vai ser Aplv ( smp) Ai eu botaria DRGE secundário ao APLV image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png