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1. TÍTULO INFORMAÇÃO, LETRAMENTO PRÁTICO E CONHECIMENTO SIMPLIFICADO DA EDUCAÇÃO FINANCEIRA. 2. IDENTIFICAÇÃO Nome Completo Carlos Alberto Souza dos Santos RA 12525180944 Curso Educação Contemporânea com ênfase em Educação Financeira - SP Tema Educação Financeira na escola pública: desafios para a construção de um vocabulário financeiro acessível. Unidade Curricular vinculada UC1 – Fundamentos da Educação Financeira: primeiras noções 3. INTRODUÇÃO (DIAGNÓSTICO DO CONTEXTO E JUSTIFICATIVA) A introdução da educação financeira no ambiente escolar tem se tornado cada dia mais presente na vida dos estudantes. Compreender a maneira que essa habilidade influência e capacita a formação no decorrer da sua vida acadêmica, se torna essencial para gerir um planejamento financeira sólido e responsável, refletindo positivamente nas tomadas de decisões e desafios econômicos. A educação financeira no ambiente escolar deve ser observada e reconhecida como multidisciplinar, o conteúdo deve ser desenvolvido nas áreas do conhecimento com linguagem exatas (matemática), e consolidado na área do conhecimento com linguagem humanas. A matemática e suas linguagens deve habilitar os estudantes no aprofundamento do conhecimento em calcular, aplicar seus conceitos, teorias e técnicas para resolver problemas reais. Aqui apresentamos o primeiro desafio encontrado nas salas de aula, percebemos que existe uma resistência por parte dos estudantes em relação a matemática, um paradoxo cultural da disciplina ser vista como de difícil entendimento. Devemos tratar o assunto com clareza e estratégias eficientes com objetivo de quebrar paradigmas, crenças ou pensamentos culturais, informando e desenvolvendo o estudante. A matemática se faz presente em todas as áreas e etapas do mundo moderno, trazer o aprendizado usando técnicas e estímulos diferentes, para a realidade do dia a dia, de escolas públicas estaduais, tem sido cada dia mais presente na sala de aula, usando metodologias ativas, possibilita o envolvimento do estudante, tornando sua presença como protagonista do seu conhecimento, fortalecendo a autoestima. Envolver o conhecimento na área de linguagens humanas e suas tecnologias (língua portuguesa, artes, história e projeto de vida), realizando a transversalidade da educação financeira é fundamental para consolidar e disseminar o aprendizado de maneira responsável e social. No ambiente escolar público, sentimos a necessidade e desafio em fazer com que os estudantes, adquirem conhecimento para aplicar na melhoria e conforto da sua própria vida e seus familiares, temos como objetivo que através dos alunos, o pensamento e letramento sobre a educação financeira alcance todos membros que formam a renda familiar. O letramento prático e simplificado da educação financeira, deve ser assunto pautado dentro do projeto político pedagógico (PPP), documento que define a identidade, os valores e as metas da unidade escolar, elaborado de forma colaborativa e democrática envolve a gestão escolar, corpo docente, alunos e a comunidade. Devemos elencar os problemas financeiros vivenciados pelos estudantes e seus familiares, muitas vezes ocasionados por falta de conhecimento e maneiras de como proceder na solução. Traçar metas claras de curto, médio e longo prazo, com foco em desenvolver os estudantes para se tornarem cidadãos com percepções e preparo cognitivo em solucionar questões como, economia doméstica, planejamento financeiro familiar, oportunidades de investimentos, habilidades em realizar cálculos matemáticos e tomada de decisão. A proposta estabelece exemplos reais, linguagem simples do alcance de todos, qualidade no ensino, organização, pensamento crítico e principalmente por se tratar de um documento “vivo”, dinâmico que deve ser constantemente revisado e atualizado para se adequar a realidade. Os problemas financeiros identificados na realidade social de cada família, são analisados e interpretados através do comportamento apresentado pelos estudantes, conseguimos perceber inúmeras situações de escassez, manter condições básicas de saúde e higiene, vestimentas inadequadas para o ambiente escolar e período climático do momento, excesso de faltas entre outras situações sociais, ocasionando ônus direto e indireto no desenvolvimento pedagógico do estudante. Buscando amenizar e possibilitar maior conforto nesses episódios, devemos buscar auxílio em órgãos governamentais exclusivos e competentes na abordagem e parceria com a gestão escolar com finalidade de criar um plano social, porém apenas a parte que se trata externa, não deve ser suficiente para mudar essa realidade, outras ações devem caminhar em sincronia na solução desses problemas. Devemos nos posicionar em desenvolver oportunidades, estratégias e levar o conhecimento que possa possibilitar um crescimento responsável na camada social através de ações pedagógicas em conjunto, incentivando os estudantes na criação de projetos, palestras e feiras. De acordo com artigo do Professor-Doutor Daniel Bergmann publicado no portal on-line de atualidades gerenciado pelo Jornal da USP, pesquisas recentes realizadas pelo Banco Central do Brasil e Serasa Experian, mostra que os jovens brasileiros não estão conseguindo pagar suas dívidas, o professor especialista em educação financeira, explica que os motivos vão desde a má formação financeira até o aumento do custo de vida. Entendemos que má formação no processo e desenvolvimento acadêmico do estudante, na educação básica até o ensino superior, pode refletir negativamente na vida adulta e trazer impactos direto na economia. Destacamos a importância e urgência, embora enxergamos um grande avanço da educação financeira no ambiente escolar, esses dados acima destacados pelo professor-doutor Daniel Bergmann, são recentes, matéria publicada em 07 de outubro de 2024, o que nos demostra que ainda precisamos percorrer um longo caminho. 4. BJETIVOS Objetivo geral Desenvolver uma linguagem de fácil entendimento sobre educação financeira, proporcionando a inclusão dos estudantes de escolas públicas em pautas econômicas, sociais e formação adequada do comportamento financeiro. Objetivos Específicos Indicar metas de acordo com currículo escolar, respeitando o ciclo de aprendizado. Educação de ciclo I Incluir e conscientizar o aluno na etapa de alfabetização, que educação financeira deve ser desenvolvida diariamente através de ações do cotidiano, como na economia de água no ambiente escolar, quanto no lar, com objetivo de entender, que existe um custo para consumir aquele recurso. Esse recurso custeado pelos responsáveis deve ser entendido pelo estudante que faz parte do planejamento financeiro familiar. Educação de ciclo II Na etapa do ciclo II, entendemos que o estudante já se faz consciente da origem do recurso financeiro familiar, devemos aprofundar o assunto, trazendo conhecimento que possa ser transmitido diretamente aos seus familiares. O estudante tem papel fundamental em desenvolver habilidades que possa ajudar a renda familiar diretamente. Mesmo entendendo que nessa etapa, o própria ainda não possua renda, deve se comportar em orientar através do conhecimento matemático, o apoio na organização do planejamento mensal da família, elaborando planilhas, analisando possíveis rendas extras e participando ativamente dos projetos desse grupo. Educação Ensino Médio Nessa etapa entendemos que o estudante possua autonomia financeira, contribua ativamente na renda familiar, oriente e decida sobre assuntos como investimentos e planos de financeiros com total segurança das decisões tomadas. 2025 image1.png