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Atividade com bambole educação infantil (BNCC EI04EF02 - Educacao Infantil) - Diário da Educação

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Atividade com bambole educação infantil
Disciplina: Multidisciplinar / Geral | Série/Ano: Educação Infantil
O QUE É ATIVIDADE COM BAMBOLE EDUCAÇÃO INFANTIL
A atividade com bambolê na educação infantil é uma prática pedagógica que utiliza o bambolê, um acessório
circular, para promover o desenvolvimento integral das crianças. Essa atividade envolve movimentos
corporais variados, como girar o bambolê na cintura, nos braços ou nas pernas, proporcionando estímulos
importantes para a coordenação motora grossa, o equilíbrio, a percepção espacial e o fortalecimento
muscular.
Além das habilidades motoras, o bambolê funciona como um recurso lúdico que estimula a criatividade, a
socialização e a cooperação entre as crianças, já que muitas brincadeiras envolvem a interação em grupo, o
respeito às regras e o compartilhamento do espaço e do objeto. O bambolê pode ser usado tanto
individualmente quanto coletivamente, favorecendo a autonomia e o protagonismo infantil.
Do ponto de vista pedagógico, essas atividades estão alinhadas com as diretrizes da Base Nacional Comum
Curricular (BNCC), que enfatizam a importância do corpo e do movimento para o desenvolvimento integral
na educação infantil, contemplando aspectos físicos, cognitivos, emocionais e sociais. O bambolê, portanto,
é uma ferramenta que facilita o cumprimento dessas diretrizes, tornando a aprendizagem prazerosa e
significativa.
Por fim, a atividade com bambolê é muito versátil e pode ser adaptada para diferentes níveis de habilidade e
necessidades, garantindo a inclusão e o respeito à diversidade dentro da sala de aula, o que é fundamental
para o desenvolvimento de um ambiente acolhedor e democrático.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E HABILIDADES BNCC
Habilidades BNCC Atualizada:
 • EI04EF02 - Explorar e experimentar diferentes formas de movimentação corporal, utilizando objetos e
brinquedos, para ampliar a coordenação motora ampla e fina.
 • EI04CG02 - Participar de brincadeiras e jogos que envolvam regras simples, respeitando os colegas e
desenvolvendo atitudes de cooperação e solidariedade.
 • EI04EO03 - Utilizar o corpo e os sentidos para perceber o espaço e os objetos ao seu redor,
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desenvolvendo a percepção espacial e o equilíbrio.
Estes objetivos garantem que as crianças desenvolvam competências motoras, cognitivas e socioafetivas
essenciais na faixa etária de 4 a 5 anos, estimulando o movimento, o respeito mútuo, a autonomia e a
construção coletiva do conhecimento.
METODOLOGIA E ESTRATÉGIAS
A metodologia para a realização da atividade com bambolê na educação infantil deve priorizar abordagens
que valorizem o protagonismo infantil, a ludicidade e a inclusão, promovendo um ambiente estimulante e
acolhedor. Para isso, recomenda-se o uso de metodologias ativas que envolvam a participação efetiva das
crianças no processo de aprendizagem.
 • Aprendizagem lúdica: A utilização do bambolê em jogos e brincadeiras permite que as crianças explorem
movimentos variados de forma prazerosa, facilitando o desenvolvimento da coordenação motora, do
equilíbrio e da criatividade.
 • Aprendizagem colaborativa: Propor desafios em grupo, como passar o bambolê de uma criança para
outra ou formar círculos, estimula a cooperação, o respeito às regras e o desenvolvimento das habilidades
sociais.
 • Experimentação e descoberta: Permitir que as crianças manipulem livremente o bambolê, experimentando
diferentes formas de uso e movimentos, favorece a autonomia e o desenvolvimento da confiança corporal.
 • Observação e mediação do professor: O educador deve acompanhar atentamente as interações e os
movimentos, ajustando os desafios conforme as necessidades individuais e incentivando o protagonismo, a
autoestima e a inclusão.
 • Interdisciplinaridade: Integrar a atividade com outras áreas do conhecimento, como linguagem (descrever
movimentos), matemática (contar giros) e artes (criar brincadeiras), amplia o significado da aprendizagem.
Essas estratégias podem ser aplicadas em diferentes contextos, desde salas amplas até espaços externos,
sempre respeitando as condições físicas e a segurança das crianças. A flexibilidade na aplicação permite
que o professor adapte a atividade conforme a realidade da turma e dos recursos disponíveis.
SEQUÊNCIA DIDÁTICA SUGERIDA
Momento 1 - Acolhida e sensibilização (10 minutos): O professor inicia com uma roda de conversa,
apresentando o bambolê e convidando as crianças a compartilharem suas experiências prévias com o
objeto. Essa etapa visa criar um ambiente acolhedor e despertar a curiosidade.
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Momento 2 - Exploração individual e coletiva (15 minutos): As crianças recebem os bambolês e
experimentam movimentos livres, como girar o bambolê na cintura, nos braços e pernas. O professor
estimula a descoberta de diferentes formas de movimentação, promovendo a autonomia.
Momento 3 - Brincadeiras em grupo (20 minutos): Propor atividades colaborativas, como passar o bambolê
entre as crianças, formar círculos e executar movimentos sincronizados. O foco é fortalecer as habilidades
sociais, o respeito às regras e a cooperação.
Momento 4 - Criação de desafios (10 minutos): O professor sugere desafios lúdicos, como quantos giros o
bambolê consegue dar na cintura, ou tentar girar o bambolê sem deixar cair. As crianças são estimuladas a
superar seus próprios limites e a celebrar as conquistas.
Momento 5 - Encerramento e reflexão (10 minutos): Realizar uma roda de conversa para que as crianças
expressem suas sensações e aprendizados. Registrar as impressões por meio de desenhos ou relatos orais,
reforçando o cuidado, o respeito e a valorização do corpo.
Essa sequência, com duração aproximada de 65 minutos, pode ser adaptada conforme o tempo disponível e
as características da turma, garantindo um processo rico e significativo.
RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS
• Bambolês de diferentes tamanhos e cores: para atender às variações de altura e habilidades das crianças,
tornando a atividade mais inclusiva e atrativa.
 • Tapetes ou colchonetes: para garantir a segurança durante as atividades que envolvem movimentos de
equilíbrio e possíveis quedas.
 • Cartazes ilustrativos: contendo imagens que demonstrem os movimentos básicos com o bambolê,
auxiliando na compreensão e execução das atividades.
 • Materiais para registro: folhas de papel, lápis de cor, giz de cera ou tintas para que as crianças possam
expressar suas experiências após a atividade.
 • Espaço amplo e seguro: ambiente adequado para a realização dos movimentos com liberdade,
respeitando as normas de segurança.
Como alternativas acessíveis e sustentáveis, o professor pode confeccionar bambolês com arames
revestidos por fitas adesivas coloridas ou utilizar bambolês adaptados com materiais reciclados, estimulando
a criatividade e a consciência ambiental.
Além disso, para contextos com recursos digitais disponíveis, vídeos curtos demonstrando movimentos com
bambolê podem ser usados para motivar e inspirar as crianças, respeitando a mediação do professor.
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AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
A avaliação da aprendizagem na atividade com bambolê deve ser contínua e formativa, focando no
acompanhamento do desenvolvimento motor, cognitivo e socioafetivo das crianças. O professor deve
observar aspectos como:
 • Coordenaçãomotora e equilíbrio: capacidade da criança em realizar movimentos com o bambolê, como
girar e controlar o objeto.
 • Participação e envolvimento: interesse e engajamento nas brincadeiras, disposição para experimentar e
respeitar as regras.
 • Interação social: cooperação, respeito ao colega e capacidade de trabalhar em grupo durante as
atividades.
 • Expressão e comunicação: habilidade para relatar sensações, descrever os movimentos e manifestar
suas descobertas.
Os instrumentos de avaliação podem incluir:
 • Observação direta: anotações sistemáticas feitas durante a atividade para registrar comportamentos e
progressos.
 • Registro das crianças: desenhos, relatos orais ou fotos que expressem suas experiências e aprendizados.
 • Autoavaliação e reflexão: momentos em que as crianças são convidadas a falar sobre o que sentiram e
aprenderam, promovendo a metacognição.
Essa avaliação qualitativa permite identificar avanços, dificuldades e interesses, orientando o planejamento
de atividades futuras e garantindo o acompanhamento individualizado de cada criança.
ADAPTAÇÕES PARA INCLUSÃO
Para garantir que todas as crianças participem plenamente da atividade com bambolê, é fundamental
realizar adaptações que atendam às diversas necessidades e características individuais, promovendo a
inclusão e o respeito à diversidade.
 • Adaptação do material: Utilizar bambolês de materiais mais leves ou com diâmetros variados para facilitar
o manuseio por crianças com limitações motoras.
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 • Suporte físico: Disponibilizar apoios, como cadeiras ou barras de apoio, para crianças que necessitem de
ajuda para manter o equilíbrio durante a atividade.
 • Instruções diferenciadas: Utilizar linguagem clara, simples e apoio visual, como imagens ou
demonstrações concretas, para crianças com dificuldades de compreensão.
 • Tempos flexíveis: Permitir que cada criança realize os movimentos no seu ritmo, sem pressa, valorizando
o processo individual.
 • Inclusão sensorial: Para crianças com deficiência visual, utilizar bambolês que emitam sons ou texturas
diferenciadas para facilitar a percepção tátil e auditiva.
 • Mediação especializada: Contar com o apoio de profissionais especializados, como terapeutas
ocupacionais ou educadores inclusivos, para orientar adaptações específicas.
 • Atividades paralelas: Propor alternativas que permitam a participação ativa, como manipulação de objetos
similares ao bambolê ou atividades de expressão corporal adaptadas.
Implementar essas adaptações contribui para a construção de um ambiente educativo acolhedor, onde todas
as crianças se sintam valorizadas e tenham oportunidades reais de desenvolvimento e aprendizagem.
PERGUNTAS FREQUENTES
1. Qual a faixa etária ideal para a atividade com bambolê na educação infantil?
A atividade com bambolê é especialmente indicada para crianças de 4 a 5 anos, período em que o
desenvolvimento motor grosso e a percepção espacial estão em pleno aprimoramento. No entanto, pode ser
adaptada para crianças um pouco mais novas ou mais velhas, respeitando suas habilidades e necessidades
individuais.
2. Quais habilidades da BNCC são trabalhadas com a atividade de bambolê?
As habilidades trabalhadas incluem: EI04EF02, que estimula a coordenação motora ampla por meio da
experimentação corporal com objetos; EI04CG02, que desenvolve a cooperação e atitudes de solidariedade
em jogos com regras; e EI04EO03, que aprimora a percepção espacial e o equilíbrio. Essas habilidades
garantem um desenvolvimento integral, envolvendo aspectos físicos, sociais e cognitivos.
3. Como adaptar a atividade com bambolê para crianças com necessidades especiais?
As adaptações podem incluir o uso de bambolês mais leves ou texturizados para facilitar a manipulação,
apoio físico para equilíbrio, instruções visuais e auditivas claras, além da flexibilização do tempo para
execução dos movimentos. É importante também contar com profissionais de apoio e oferecer atividades
alternativas que promovam a inclusão plena e o protagonismo de todas as crianças.
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