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Através deste guia você irá explorar as contribuições de
renomados autores, navegando por conceitos fundamentais,
teorias intrigantes e reflexões clínicas para que tenha uma
compreensão introdutória sobre a depressão. 
Desde as obras pioneiras de Sigmund Freud até as abordagens
de psicanalistas como Jacques Lacan, Melanie Klein, Sandor
Ferenczi e Maria Rita Kehl, este guia trará luz às ideias de
autores fundamentais sobre esta psicopatologia (nem sempre
considerada assim) para que você tenha uma visão abrangente
e contextualizada desse fenômeno tão atual e complexo.
Comece agora a entender mais sobre a depressão por meio
das lentes de grandes pensadores que moldaram o campo
da psicanálise.
Através deste guia você irá explorar as contribuições de
renomados autores, navegando por conceitos fundamentais,
teorias intrigantes e reflexões clínicas para que tenha uma
compreensão introdutória sobre a depressão. 
Desde as obras pioneiras de Sigmund Freud até as abordagens
de psicanalistas como Jacques Lacan, Melanie Klein, Sandor
Ferenczi e Maria Rita Kehl, este guia trará luz às ideias de
autores fundamentais sobre esta psicopatologia (nem sempre
considerada assim) para que você tenha uma visão abrangente
e contextualizada desse fenômeno tão atual e complexo.
Comece agora a entender mais sobre a depressão por meio
das lentes de grandes pensadores que moldaram o campo
da psicanálise.
Introdução
A depressão pela psicanálise: um guia com grandes autores e suas abordagens
Sigmund 
Freud
Freud, o fundador da psicanálise, estabelece 
premissas para a compreensãocontemporânea
da depressão através de conceitos fundamen-
tais como o luto e a melancolia.
Em "Luto e Melancolia" (1917), Freud descre-
ve o luto como sendo a reação à perda de 
umapessoa querida ou de uma abstração que 
esteja no lugar dela, como pátria, liberdade, 
ideal etc.
Sob as mesmas influências, em muitas pessoas 
se observa em lugar do luto uma melancolia,
o que nos leva a suspeitar nelas uma disposi-
ção patológica. A melancolia se caracteriza por
um desânimo profundamente doloroso, uma 
suspensão do interesse pelo mundo externo,
a perda da capacidade de amar, a inibição de 
toda atividade e um rebaixamento do senti-
mento de autoestima, que se expressa em 
autorrecriminações e auto insultos, chegando 
até a expectativa delirante de punição. Esse 
quadro se aproximará mais de nossa compre-
ensão se considerarmos que o luto revela os 
mesmos traços, exceto um: falta nele a pertur-
bação do sentimento de autoestima.
Ao criar a categoria das psiconeuroses narcísi-
cas para explicar a melancolia, Freud se dá 
conta da insuficiência do modelo neurótico 
para a análise dos quadros melancólicos e dá 
o primeiro passo para a compreensão das 
patologias contemporâneas, denominadas 
psicopatologias do vazio, narcísicas.
Em "Além do Princípio do Prazer" (1920), 
Freud introduz o conceito de pulsão de morte
(Thanatos), sugerindo que há uma tendência 
inata para o retorno ao estado inorgânico e
explorando como essa pulsão pode contribuir 
para a autodestruição e influenciar a experiên-
cia depressiva.
A obra de Sigmund Freud continua a ser uma 
referência de base para a compreensão das 
dinâmicas psíquicas associadas à depressão. 
Por sua vez, a interpretação contemporânea 
muitas vezes integra abordagens psicanalíticas 
de outras perspectivas teóricas.
T E O R I A
Psicanalítica:
Os fundamentos da psicanálise,
mais atuais do que nunca
Cursos da Casa do Saber +
para se aprofundar:
A depressão pela psicanálise: um guia com grandes autores e suas abordagens
Onipotentes, Deprimidos e Excitados
Onipotência, depressão, excitação, sensacionalismo: o que está em jogo 
na nossa formação e existência como sujeitos hoje? Quais desafios, 
angústias e dramas internos surgem a partir de nossas relações com os 
outros e o ambiente no contexto contemporâneo? O curso apresenta 
interpretações possíveis sobre os desafios da subjetividade contemporâ-
nea a partir das pistas deixadas por Freud em seu clássico “O Mal-Estar 
na Civilização” (1930) - mais especificamente a ideia de um “supereu da 
cultura”. 
Psicanálise e Mitologia: Uma Introdução
A relação entre a mitologia greco-romana e a psicanálise é assunto 
conhecido, mas vão muito além de Narciso ou Édipo, dois dos nomes 
mais presentes no imaginário popular (e talvez um tanto mal compreendi-
dos). O curso apresenta as origens dessa relação e por que ela é tão 
significativa para a constituição da psicanálise como um saber que ultra-
passa as questões singulares de um paciente, trazendo algumas das 
histórias mais conhecidas e que diálogos elas propõem com as realida-
des vividas ontem e hoje.
Freud Fundamental: As Ideias e as Obras
É possível dividir a história do pensamento ocidental em antes e depois 
de Freud. Os conceitos e as ideias que desenvolveu e aplicou na clínica 
transformaram para sempre a forma como buscamos entender os dese-
jos, angústias e dilemas que pautam nossas relações com os outros e 
com o mundo.
https://casadosaber.com.br/curso/282/onipotentes-deprimidos-e-excitados?utm_source=guia&utm_medium=organic&utm_campaign=guia-depressao-onipotentes-deprimidos-e-excitados
https://casadosaber.com.br/curso/279/psicanalise-e-mitologia-uma-introducao?utm_source=guia&utm_medium=organic&utm_campaign=guia-depressao-psicanalise-e-mitologia-uma-introducao
https://casadosaber.com.br/curso/260/freud-fundamental-as-ideias-e-as-obras?utm_source=guia&utm_medium=organic&utm_campaign=guia-depressao-freud-fundamental
A depressão pela psicanálise: um guia com grandes autores e suas abordagens
Lacan trouxe contribuições significativas à psicanálise, reformulando conceitos freudianos.
O psicanalista francês introduz a ideia do "Estádio do Espelho" e destaca a importância da
linguagem na formação da subjetividade. Em relação à depressão, Lacan explora como os
padrões linguísticos e simbólicos podem influenciar os estados emocionais.
Na visão de Lacan, a depressão neurótica está mais associada à estrutura clássica da neurose.
A depressão neurótica pode surgir de conflitos não resolvidos entre desejos inconscientes e as
demandas da realidade. Os estados depressivos podem ser tomados a partir da lógica pulsional,
tratando-se da posição do sujeito em relação ao seu desejo. Esta designação de depressão poderia
então ser mais firmemente relacionada à uma recusa ao próprio desejo, já que este necessariamente
comporta a falta. Estando o sujeito colado à uma ideia da perfeição, na condição depressiva não se
consegue sair desse lugar.
A depressão psicótica, segundo Lacan, está associada a perturbações mais profundas na estrutura
psíquica. Ela está relacionada à quebra da função simbólica, destaca-se então a falha no processo
de simbolização como um aspecto central na depressão psicótica. Isso significa que o sujeito tem
dificuldades em atribuir significado simbólico aos seus sentimentos e experiências. A perda de con-
tato com a realidade, a desorganização do pensamento e a falta de ancoragem simbólica são
características frequentemente associadas à depressão psicótica; o que faz com que o sujeito se
Jacques 
Lacan
Depressão
Neurótica
Depressão
Psicótica
P S I C A N Á L I S E
Lacaniana:
A depressão pela psicanálise: um guia com grandes autores e suas abordagens
Para começar a entender a teoria
de Lacan de forma descomplicada:
aloje neste lugar referente à morte. Esta denominação pode ser associada às depressões profundas 
ou à bipolaridade.
Na obra Teoria Psicanalítica das Neuroses, Otto Fenichel pontua que as depressões neuróticas são 
tentativas desesperadas de forçar um objeto a que dê provisões vitalmente necessárias. Por outro 
lado, as depressões psicóticas mostram que se produziu, de fato, perda completa verdadeira, em 
que as tentativas regulatórias visam penas o superego.
Para Entender Lacan
O curso apresenta uma breve introdução às ideias e ao legado do pensa-
dor francês Jacques Lacan (1901-1981), quando o mundo recorda os 120 
anos de seu nascimento e os 40 anos desua morte. Para além de o 
grande nome da psicanálise depois de Freud, Lacan se lançou para a 
eternidade por meio da originalidade de seu pensamento, que reúne 
filosofia, linguística, política e matemática, entre outros saberes.
Lacan e as (des)conexões humanas
O curso é uma apresentação dos fundamentos e desdobramentos de 
uma das contribuições mais relevantes da psicanálise: a ideia de simbóli-
co, como proposta por Jacques Lacan. Para além da apresentação, as 
aulas propõem reflexões sobre como essa ideia pode ajudar a compreen-
der dilemas e carências do presente: as oscilações entre amor e ódio à 
alteridade, os desafios da escuta e empatia, e a dificuldade de reconhe-
cer, nomear e expressar sentimentos. Para além de identificarmos as 
distâncias que nos separam a todos, inclusive de nós mesmos, de que 
forma podemos (r)estabelecer pontes que nos aproximem?
https://casadosaber.com.br/curso/211/para-entender-lacan?utm_source=guia&utm_medium=organic&utm_campaign=guia-depressao-para-entender-lacan
https://casadosaber.com.br/curso/377/lacan-e-as-desconexes-humanas?utm_source=guia&utm_medium=organic&utm_campaign=guia-depressao-lacan-e-as-desconexes-humanas
A depressão pela psicanálise: um guia com grandes autores e suas abordagens
Winnicott concentrou-se na importância do 
ambiente no desenvolvimento emocional. 
Suas contribuições à teoria do objeto transi-
cional e à ideia de um ambiente facilitador 
são relevantes para entender as raízes 
psicológicas da depressão. A falta de um 
ambiente emocionalmente sustentador 
pode levar a dificuldades emocionais, 
incluindo a depressão.
Winnicott argumenta sobre o papel da 
dependência, na qual o potencial herda-
do de um bebê só pode transformar uma 
criança se a mesma estiver emparelhada 
nos cuidados maternos. Desta forma, a 
maneira pela qual a mãe e o ambiente 
apresentam o mundo à criança determi-
nam a relação de objeto. Assim, a atitude 
da mãe é fator determinante para a 
evolução do filho no momento em que a 
criança vivencia a posição depressiva.
A depressão saudável e a
depressão patológica
Winnicott apresenta uma compreensão sobre o valor da depressão, ou seja, o aspecto
saudável da depressão, a partir de um paradoxo - por um lado, as pessoas deprimidas
podem se suicidar, sofrer transtornos psiquiátricos, enfim, viver toda uma série de riscos
característicos; a capacidade para deprimir, por outro lado, encontra-se intimamente ligada
ao conceito de força do ego, ao estabelecimento do self e à descoberta de uma identidade
pessoal, ou seja, encontra-se próxima dos estados de saúde. Assim, Winnicott já nos remete
à necessidade de aprofundar nossa compreensão sobre a depressão a partir da importância
do significado de suas impurezas, que nos conduzirão ao terreno da psicopatologia, ou seja,
que farão da depressão uma entidade mórbida.
Donald W. 
Winnicott
Objetos
Transicionais e
Ambiente Facilitador
A depressão pela psicanálise: um guia com grandes autores e suas abordagens
Conheça o legado das ideias
de Winnicott:
Para Entender Winnicott
O curso pretende apresentar uma leitura introdutória ao legado das 
ideias de Donald Woods Winnicott (1896-1971) que contemple seus 
principais conceitos e contribuições para a teoria e clínica psicanalítica, 
mas que não deixe de se atentar de maneira crítica para o contexto 
histórico, político e geográfico que tanto ajudam em sua compreensão 
como lhes servem também de limitações.
https://casadosaber.com.br/curso/249/para-entender-winnicott?utm_source=guia&utm_medium=organic&utm_campaign=guia-depressao-para-entender-winnicott
https://casadosaber.com.br/curso/249/para-entender-winnicott?utm_source=guia&utm_medium=organic&utm_campaign=guia-depressao-para-entender-winnicott
A depressão pela psicanálise: um guia com grandes autores e suas abordagens
Klein expandiu a teoria psicanalítica focando nas 
relações com objetos internos e externos. Ela 
explorou as dinâmicas das relações mãe-bebê e 
como experiências precoces moldam a psique. 
Klein também abordou as ansiedades depressivas,
destacando a importância de integrar aspectos 
positivos e negativos da experiência emocional.
TEORIA DAS
RELAÇÕES
OBJETAIS
A posição
depressiva
Em 1934 Klein contribuiu para o estudo da psicogênese dos estados depressivos, quando
referenciou a “posição depressiva”. Esta posição situa-se no primeiro semestre de vida da
criança e posteriormente corresponde, no segundo ano de vida, ao estágio da percepção
do objeto total. Até lá a criança está protegida do sofrimento depressivo graças aos
mecanismos de clivagem, de projeção e de introjeção: os objetos maus (seio mau, mãe má
e parte má do eu) são separados dos bons e projetados sobre o espaço que cerca o bebê,
ao passo que os objetos bons são incorporados ao seu eu.
Acerca da posição depressiva, o autor Willy Baranger refere que ela produz-se como
consequência da percepção da mãe como pessoa total - pelos 4 a 5 meses de idade - , em
que a criança unifica o amor e o ódio que haviam sido mantidos à parte na relação anterior
com objetos parciais, sendo o surgimento desta posição correlato ao da angústia depressiva,
que se manifesta essencialmente pelo medo de perder o objeto bom pelos ataques dos
objetos maus e do id, ao mesmo tempo que aparecem sentimentos de culpa.A progressiva
maturação força o bebê a perceber a globalidade do objeto, surgindo o sofrimento, a
inquietude e, finalmente, “a depressão” devido as suas tendências agressivas, as quais
demonstra diante de seus “objetos bons” o medo concomitante de perdê-los. 
Melanie 
Klein
A depressão pela psicanálise: um guia com grandes autores e suas abordagens
A criança pode defender-se deste sofrimento que resulta de sua ambivalência acentuando
de modo patológico a clivagem e negando, com a ajuda de todos os mecanismos suscitados,
em particular os da série maníaca, a suadependência ou seu temor dos objetos maus.
Na posição depressiva os objetos internos e externos tornam-se moribundos ou morrem;
o superego incipiente é inflexível, relacionando-se com o desmame e constituindo uma
posição central no desenvolvimento psíquico; elabora-se mediante processos destinados
a reparar o objeto. Na eventualidade positiva, a do desenvolvimento normal, a criança
enfrenta seu sofrimento e tenta, graças ao processo de reparação, restaurar e depois
preservar o objeto bom de seus ataques.
Para começar a estudar
sobre a teoria de Melanie Klein:
Melanie Klein: Psicanálise, Infância e Formação Humana
O curso faz uma introdução ao pensamento da Melanie Klein (1882-1960), 
psicanalista austríaca e uma das principais autoras e pensadoras da história 
da psicanálise e da cultura ocidental do último século. Suas ideias e sua 
atuação clínica se tornaram fundamentais para todos o desenvolvimento da 
psicanálise que veio depois e permanece até hoje.
Melanie Klein e a Refundação do Eu: Desenvolvimento Psíquico e a 
Teoria das Posições
O curso é um mergulho mais aprofundado em uma das principais contri-
buições de Melanie Klein às teorias da psicanálise: sua teoria das posi-
ções. Em seu trabalho clínico e intelectual a respeito da infância e os 
primórdios da vida, Klein foi capaz de estabelecer conexões entre nossas 
primeiras vivências e seus efeitos sobre o desenvolvimento e amadureci-
mento do indivíduo.
https://casadosaber.com.br/curso/288/melanie-klein-psicanalise-infancia-e-formacao-humana?utm_source=guia&utm_medium=organic&utm_campaign=guia-depressao-melanie-klein-psicanalise
https://casadosaber.com.br/curso/317/melanie-klein-e-a-refundacao-do-eu-desenvolvimento-psiquico-e-a-teoria-das-posices?utm_source=guia&utm_medium=organic&utm_campaign=guia-depressao-melanie-klein-e-a-refundacao
A depressão pela psicanálise: um guia com grandes autores e suas abordagens
Ferenczi foi um dos pioneiros na aborda-
gem relacional na psicanálise. Ele enfati-
zou a importância das relações interpes-
soaisna formação da psique. Suas ideias 
sobre a importância do ambiente relacio-
nal e da empatia têm implicações para o
entendimento dadepressão como uma 
condição influenciada pelas interações 
sociais.
“A IMPORTÂNCIA DAS
RELAÇÕES INTERPESSOAIS
NA FORMAÇÃO DA PSIQUE”
Psicanálise
Relacional e Interpessoal
Sandor Ferenczi, um psicanalista húngaro contemporâneo de Sigmund Freud,
contribuiu significativamente para a compreensão das interações sociais e suas
influências nas condições psicológicas, incluindo a depressão. Embora Ferenczi não
tenha uma obra específica dedicada exclusivamente à depressão, suas ideias foram
articuladas em vários escritos. Uma das principais obras onde se pode encontrar suas 
ideias sobre a influência das interações sociais é "Confusão de Língua entre os
Adultos e a Criança" (1933).
Teoria das
Relações Objetais
Ferenczi foi um dos responsáveis pela construção da Teoria das Relações Objetais,
que se concentra nas relações interpessoais e na influência do ambiente nas
experiências emocionais. Ele argumentava que a qualidade dessas relações molda
a psique do indivíduo desde a infância, neste sentido introduziu o conceito de
"trauma relacional", sugerindo que experiências traumáticas nas relações interpessoais
podem ter um impacto duradouro na saúde mental. O autor enfatizava a importância da
empatia e de uma resposta materna adequada para o bem-estar psicológico da criança,
falhas nesse aspecto poderiam levar a desdobramentos negativos, incluindo a depressão.
Sandor 
Ferenczi
A depressão pela psicanálise: um guia com grandes autores e suas abordagens
Para se aprofundar nas
ideias de Sandor Ferenczi:
Reparação e
Atividade Terapêutica
O autor propôs a ideia de "reparação" como uma parte fundamental do processo
terapêutico, acreditando que o terapeuta deveria desempenhar um papel ativo na
reparação de falhas nas interações sociais passadas do paciente. As ideias de Ferenczi
foram inovadoras e, em alguns aspectos, divergentes da psicanálise ortodoxa da época,
pois preocupava-se em integrar aspectos mais relacionais e sociais na teoria psicanalítica,
reconhecendo que as interações sociais desempenham um papel crucial na formação
da saúde mental. No entanto, muitas de suas contribuições foram redescobertas e
valorizadas mais tarde na história da psicanálise.
Introdução ao pensamento de Ferenczi: Autocuidado,
Escuta e Empatia
O curso é uma apresentação panorâmica das ideias de Sándor Ferenczi 
(1873-1933), psicanalista húngaro que foi um dos principais discípulos de 
Freud (1856-1939). Os três termos presentes no título - autocuidado, 
escuta e empatia - permeiam toda a trajetória de Ferenczi, que se dedi-
cou a tornar mais acessíveis a clínica e os métodos psicanalíticos e a 
transformar a compreensão sobre nossas próprias fragilidades.
https://casadosaber.com.br/curso/325/introducao-ao-pensamento-de-ferenczi-aautocuidado-escuta-e-empatia?utm_source=guia&utm_medium=organic&utm_campaign=guia-depressao-introducao-ao-pensamento
A depressão pela psicanálise: um guia com grandes autores e suas abordagens
tem desempenhado um papel fundamental no 
entendimento contemporâneo da depressão. 
Kehl amplia as discussões sobre a depressão, 
explorando nuances e dinâmicas específicas que 
não apenas dialogam com a teoria de Lacan, mas 
também acrescentam novas camadas ao seu 
entendimento. 
RENOMADA
PSICANALISTA
BRASILEIRA
A importância
do contexto
sociopolítico
A autora contextualiza a depressão à luz
do cenário sociopolítico, considerando
fatores externos que impactam a subjetivi-
dade. Na obra "O Tempo e o Cão", a
psicanalista aborda como eventos históri-
cos e sociais podem influenciar diretamen-
te os quadros depressivos, destacando a 
relevância de considerar não apenas os
aspectos intrapsíquicos, mas também os 
contextos externos na compreensão da
patologia.
A contribuição de Maria Rita Kehl vai além 
da dicotomia entre depressão neurótica e
psicótica. Ela propõe uma análise mais 
ampla dos processos psíquicos envolvi-
dos na depressão, explorando as relações 
entre indivíduos e suas experiências 
subjetivas.
Kehl destaca como as questões sociais, 
políticas e culturais podem se entrelaçar 
com os aspectos mais íntimos da psique, 
influenciando a manifestação e a intensi-
dade dos estados depressivos. Ao consi-
derar as contribuições de Kehl, observa-
mos uma expansão do entendimento da 
depressão para além das estruturas clássi-
cas delineadas por Lacan, com um olhar 
abrangente e numa sensibilidade clínica 
para conectar a teoria psicanalítica às 
complexidades do mundo moderno. 
Maria Rita 
Kehl
A depressão pela psicanálise: um guia com grandes autores e suas abordagens
Múltiplas nuances do sofrimento psíquico
explicadas por grandes psicanalistas
Para se situar no mundo de hoje: 
Freud e as Relações Humanas:
Os indivíduos e a sociedade
O curso parte de duas diferentes provocações: de um lado, uma feita 
pelo próprio Freud em seu clássico Psicologia de Massas e Análise do Eu 
(1921): “toda psicologia individual é também, ao mesmo tempo, uma 
psicologia social”; de outro, o repetido adágio que ainda questiona a 
atualidade e relevância das ideias de Freud.
Freud e as Relações Humanas:
Os indivíduos e a sociedade
O curso parte de duas diferentes provocações: de um lado, uma feita 
pelo próprio Freud em seu clássico Psicologia de Massas e Análise do Eu 
(1921): “toda psicologia individual é também, ao mesmo tempo, uma 
psicologia social”; de outro, o repetido adágio que ainda questiona a 
atualidade e relevância das ideias de Freud.
Onipotentes, Deprimidos e Excitados
Onipotência, depressão, excitação, sensacionalismo: o que está em jogo 
na nossa formação e existência como sujeitos hoje? Quais desafios, 
angústias e dramas internos surgem a partir de nossas relações com os 
outros e o ambiente no contexto contemporâneo? O curso apresenta 
interpretações possíveis sobre os desafios da subjetividade contemporâ-
nea a partir das pistas deixadas por Freud em seu clássico “O Mal-Estar 
na Civilização” (1930) - mais especificamente a ideia de um “supereu da 
cultura”.
Excitados, Desatentos e Cansados:
Notas Sobre a Subjetividade Atual
O curso reúne filosofia e psicanálise propondo reflexões a respeito da 
existência vertiginosa e acelerada no mundo contemporâneo. A partir de 
conceitos como “sociedade excitada” e “cultura do déficit de atenção”, 
do alemão Christoph Türcke, bem como das ideias revolucionárias de 
Freud, as aulas tratam dos efeitos que os constantes e intensos estímulos 
da vida têm sobre a formação da subjetividade atual.
https://casadosaber.com.br/curso/378/freud-e-as-relaces-humanas-os-individuos-e-a-sociedade?utm_source=guia&utm_medium=organic&utm_campaign=guia-depressao-freud-e-as-relaces-humanas
https://casadosaber.com.br/curso/326/sofrimento-psiquico-na-atualidade?utm_source=guia&utm_medium=organic&utm_campaign=guia-depressao-sofrimento-psiquico-na-atualidade
https://casadosaber.com.br/curso/282/onipotentes-deprimidos-e-excitados?utm_source=guia&utm_medium=organic&utm_campaign=guia-depressao-onipotentes-deprimidos-e-excitados
https://casadosaber.com.br/curso/308/excitados-desatentos-e-cansados-notas-sobre-a-subjetividade-atual?utm_source=guia&utm_medium=organic&utm_campaign=guia-depressao-excitados-desatentos
A depressão pela psicanálise: um guia com grandes autores e suas abordagens
Robert Stoller foi um psicanalista pioneiro que 
ampliou a compreensão das dinâmicas sexuais 
e seus vínculos com a psique. Em "Sexual 
Excitement: Dynamics of Erotic Life," Stoller 
explora a relação entre sexualidade e defesas 
psíquicas, delineando implicações relevantes 
para o estudo da depressão, particularmente 
na histeria e na perversão.
Depressão e sexualidade,
histeria e perversão
Stoller argumenta que a sexualização pode operar como um mecanismo de defesa contra a 
depressão, manifestando-se de maneiras distintas na histeria e na perversão.
Em "Perversion: The Erotic Form of Hatred," o autor examina como a sexualidade pode ser 
mobilizada como uma forma de lidar com conflitos internos e emoções depressivas. Para 
Stoller, a transformação de sentimentos de desamparo e tristezaem excitação sexual repre-
senta uma estratégia psíquica para enfrentar a dor emocional subjacente. Contextualizando 
essa visão na histeria, Stoller destaca como a expressão sexual pode servir como uma tentati-
va de controlar a angústia decorrente de conflitos não resolvidos. Neste sentido, explora 
como a histeria pode ser uma resposta à dificuldade de lidar com o desejo e as complexida-
des emocionais, utilizando a sexualidade como uma forma de subverter a depressão latente.
Em relação à perversão, Stoller examina como a erotização do ódio pode representar uma 
tentativa de defesa contra o desamparo. Ao canalizar o ódio por meio da sexualidade, o 
indivíduo poderia então encontrar uma saída para emoções depressivas, transformando-as
em uma expressão erótica peculiar. Objetivamente, as obras de Stoller oferecem recursos
para entendermos as complexas interações entre a sexualidade e o sofrimento psíquico.
Robert 
Stoller
“Stoller explora a relação 
entre sexualidade e
defesas psíquicas...”
A depressão pela psicanálise: um guia com grandes autores e suas abordagens
Conteúdos de grandes psicanalistas
que você precisa conhecer
Para entender 
sobre a loucura:
Existe alguém normal?
A Ideia de Loucura na Psicanálise
O que a ideia de “normalidade” realmente significa? A psicanálise, desde 
seu início, desafia a ideia de “normalidade” como uma condição vista 
como “natural” do ser humano, e apresenta uma concepção mais nuança-
da dessa ideia. A proposta do curso é mostrar a percepção psicanalítica da 
loucura, que difere do modo como classicamente a psiquiatria aborda.
As Relações Humanas Hoje:
Bem-estar em um Mundo Contraditório
O psicanalista e escritor Contardo Calligaris (1948-2021) debate as possibili-
dades do bem-estar em um mundo contraditório, de fragmentação e hosti-
lidades aparentes. Os papéis do amor, do prazer e dos estímulos imediatos 
são discutidos, assim como os valores cristãos e os universalistas.
Uma Psicanálise da Existência
Conceitos abordados por Freud (1856-1939) e Lacan (1901-1981), mal-
-estar, sofrimento e sintoma são maneiras de designar nossa posição no 
mundo e permitem rever a maneira como lemos boa parte de nossos 
sentimentos de desajuste, imperfeição e impotência no mundo atual. 
Psicanalista e professor da USP, Christian Dunker aborda neste curso 
como fazer uma leitura da angústia sentida por todos nós em diferentes 
momentos da vida.
O Coringa: Insatisfação, Violência e Desprezo
Uma sociedade apática acentua desigualdades sociais e molda compor-
tamentos. Nesta série, entenda como a dita loucura muitas vezes é refle-
xo das insatisfações pessoais reprimidas transformadas em violência e 
desprezo pelas regras morais.
https://casadosaber.com.br/curso/388/existe-alguem-normal-a-ideia-de-loucura-na-psicanalise?utm_source=guia&utm_medium=organic&utm_campaign=guia-depressao-existe-alguem-normal
https://casadosaber.com.br/curso/101/as-relaces-humanas-hoje-bem-estar-em-um-mundo-contraditorio?utm_source=guia&utm_medium=organic&utm_campaign=guia-depressao-as-relaces-humanas
https://casadosaber.com.br/curso/132/uma-psicanalise-da-existencia?utm_source=guia&utm_medium=organic&utm_campaign=guia-depressao-uma-psicanalise
https://casadosaber.com.br/curso/119/o-coringa-insatisfacao-violencia-e-desprezo?utm_source=guia&utm_medium=organic&utm_campaign=guia-depressao-o-coringa-insatisfacao
A depressão pela psicanálise: um guia com grandes autores e suas abordagens
Em sua obra seminal "Visível Escuridão: Memó-
rias de Loucura", Styron não apenas comparti-
lha suas experiências pessoais com a depres-
são, mas também oferece uma perspectiva 
única por transcender fronteiras da literatura e 
da psicanálise explorando a interseção entre a 
linguagem, a subjetividade e a depressão em 
diálogo profundo com as ideias de Lacan.
A relação entre desejo,
recusa e depressão
Styron ilumina a compreensão da depressão neurótica ao apresentar, em detalhes,
os conflitos não resolvidos entre desejos inconscientes e as exigências da realidade.
Sua narrativa não apenas reflete a lógica pulsional explorada por Lacan, mas também
destaca a recusa ao próprio desejo como uma característica intrínseca à condição
depressiva. Ao abordar a perfeição inatingível, Styron oferece uma perspectiva clínica
enraizada em sua própria experiência, proporcionando outra compreensão para a
complexidade desse estado mental.
No que se refere à depressão psicótica, Styron oferece uma reflexão profunda sobre
a quebra da função simbólica. Ao narrar os momentos de desorganização do pensamen-
to e a perda de ancoragem simbólica, Styron proporciona uma visão visceral das caracte-
rísticas associadas à depressão psicótica, aproximando-se das ideias de Lacan sobre a 
dificuldade em atribuir significado simbólico aos sentimentos e experiências. A obra de 
Styron, permeada pela sensibilidade artística e pela análise clínica, oferece uma compre-
ensão rica e multifacetada da depressão.
William 
Styron
Escritor e psicanalista, 
deixou uma marca indelével 
no campo do estudo da
depressão contemporânea.
Os nossos cursos recomendados
na Casa do Saber +
Para compreender
o lugar do desejo:
A depressão pela psicanálise: um guia com grandes autores e suas abordagens
As Questões do Desejo
Entenda nesta série como se formam nossos desejos, necessidades 
genuínas de um indivíduo para que ele obtenha satisfação pessoal,
e saiba como as influências sociais participam do processo.
Desejo e Subjetividade no Tempo Presente
O curso propõe uma revisão da ideia de “saúde mental” a partir de duas 
perspectivas. A primeira, que considera uma série de reduções produzidas 
ao restringir saúde mental aos campos biológico e médico; a segunda, que 
busca expandir essa noção para além do mero bem-estar. Neste sentido, 
“saúde mental” envolve a humanização do indivíduo ao colocá-lo como 
sujeito que reconhece seu desejo e, com isso, é capaz de elaborar sua subje-
tividade e se tornar agente condutor da própria existência de maneira mais 
consciente.
Você é o que deseja: ética e psicanálise
Conhecer nossos desejos é fundamental para uma existência mais autên-
tica e, segundo Lacan, está no centro de como viver bem. Esta série traça 
um panorama sobre a ética em confronto com o desejo e as formas 
como este dilema afeta nossa individualidade.
https://casadosaber.com.br/curso/117/as-questes-do-desejo?utm_source=guia&utm_medium=organic&utm_campaign=guia-depressao-as-questoes-do-desejo
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https://casadosaber.com.br/curso/26/voce-e-o-que-deseja-etica-e-psicanalise?utm_source=guia&utm_medium=organic&utm_campaign=guia-depressao-voce-e-o-que-deseja
A depressão pela psicanálise: um guia com grandes autores e suas abordagens
Antonio Quinet, psiquiatra
e psicanalista brasileiro, tem 
contribuído significativamen-
te no estudo da depressão 
através de novas perspecti-
vas às contribuições
lacanianas.
O autor propõe um olhar para as defini-
ções de Lacan e explica que na polaridade
neurose x psicose, o primeiro sujeito é 
representado por um significante para 
outro significante; enquanto o sujeito da 
psicose é aquele que se correlaciona ao 
gozo, a um "Outro que dele goza".
Quinet explora as complexas interações 
entre a psicose e o tecido social, propon-
do uma análise que se estende ao enten-
dimento da depressão.
Depressão neurótica e
depressão psicótica
Ao dialogar com os conceitos de Lacan, Quinet aprofunda a compreensão da
depressão neurótica, revelando as nuances dos conflitos entre desejos inconscientes
e as demandas da realidade. Sua abordagem, ancorada na lógica pulsional, expande
a discussão sobre a recusa ao próprio desejo, enriquecendo o entendimento da condição
depressiva. A obra de Quinet oferece uma leitura crítica e atualizada da perspectiva
lacaniana, refletindo sobre a impossibilidade de alcançar a perfeição e as consequências
dessa busca na manifestação da depressão.Na análise da depressão psicótica, Quinet destaca-se ao explorar a falha no processo de
simbolização como um elemento central. Sua abordagem vai além das estruturas clássicas,
abrangendo as dificuldades do sujeito em atribuir significado simbólico aos sentimentos e
experiências. Ao discutir a perda de contato com a realidade, a desorganização do pensa-
mento e a falta de ancoragem simbólica, Quinet oferece uma visão contemporânea que
enriquece o entendimento da depressão psicótica e suas complexidades, abrindo espaço
para uma compreensão mais ampla das depressões profundas e da bipolaridade.
Antonio 
Quinet
A depressão pela psicanálise: um guia com grandes autores e suas abordagens
Nota da Casa:
Este material não substitui o conhecimento adquirido a partir dos cursos da
Casa do Saber + e tampouco a fala dos especialistas no assunto, tendo uma 
função de complemento aos estudos e indicação de referências para os
interessados na área. 
Referências:
Baranger, Willy. Posição e objeto na obra de Melanie Klein. Editora Artes Médicas, 1981.
Kehl, M. R. (2009). O Tempo e o Cão: A Atualidade das Depressões. Boitempo Editorial.
Kehl, M. R. (2013). Função da angústia. Zagodoni Editora.
Kehl, M. R. (2014). Deslocamentos do Feminino. Companhia das Letras.
Lacan, J. (2008). Escritos. Zahar.
Quinet, A. (1990). Clínica da Psicose. Fator
Quinet, A. (2006). Psicose e Laço Social: Esquizofrenia, Paranóia e Melancolia. Zahar.
Stoller, R. J. (1979). Sexual Excitement: Dynamics of Erotic Life.
Stoller, R. J. (1985). Perversion: The Erotic Form of Hatred.
Vidal, Manola, & Lowenkron, Theodor. (2008). Sobre a depressão pura.
Revista Brasileira de Psicanálise, 42(1), 52-59. Recuperado em 23 de janeiro de 2024, de
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0486-641X200800
100006&lng=pt&tlng=pt.
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0486-641X2008000100006&lng=pt&tlng=pt.
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