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Resumo sobre Audiologia Clínica O material "Audiologia Clínica: Um guia prático, interativo e lúdico" de Milena Ferreira e Ana Borja, publicado em 2020, aborda de forma abrangente a anatomofisiologia da audição, avaliação auditiva e audiometria tonal. O texto é estruturado em capítulos que detalham desde a anatomia das orelhas até os procedimentos de avaliação auditiva, proporcionando uma visão clara e didática sobre o tema. A obra é dedicada a diversas pessoas que contribuíram para sua realização, destacando a importância do apoio acadêmico e pessoal durante o processo de formação. Anatomofisiologia da Audição A audição é um processo complexo que envolve a interação de diferentes partes do ouvido, que se dividem em três seções principais: a orelha externa, a orelha média e a orelha interna. A orelha externa é composta pelo pavilhão auricular, meato acústico externo e a membrana timpânica, cuja função é captar e conduzir o som até a membrana timpânica, fazendo-a vibrar. Essa parte do ouvido também atua como uma barreira contra lesões externas, com o cerume desempenhando um papel protetor devido ao seu pH ácido, que possui propriedades bactericidas e fungicidas. A ressonância, que amplifica o som em até 20 decibéis, ocorre quando a frequência do som coincide com a frequência natural do meato acústico externo, que varia entre 2,5 e 3 kHz. A orelha média é responsável por amplificar o som que chega até ela. Composta por uma cadeia ossicular que inclui o martelo, a bigorna e o estribo, essa parte do ouvido é crucial para a transmissão do som do meio aéreo para o meio líquido da cóclea. A amplificação é necessária, pois apenas 0,1% da energia acústica que atinge a janela oval chega aos líquidos da cóclea. Os mecanismos de amplificação incluem a diferença de área entre a membrana timpânica e a janela oval, além do sistema de alavanca proporcionado pela cadeia ossicular. A tuba auditiva, que equaliza a pressão na orelha média, também desempenha um papel importante nesse processo. A orelha interna , ou labirinto, é onde ocorre a transdução do som em impulsos bioelétricos. A cóclea, que é a parte anterior da orelha interna, é composta por três rampas que contêm líquidos diferentes. Quando o som chega ao estribo, ele provoca vibrações que se propagam pelos líquidos da cóclea, resultando em movimentos na membrana basilar. As células ciliadas presentes no órgão de Corti são responsáveis por transformar essas ondas sonoras em impulsos elétricos que são enviados ao cérebro. A transdução sensorial ocorre quando os canais de potássio se abrem, resultando em despolarização e subsequente liberação de neurotransmissores que codificam a mensagem sonora. Avaliação Auditiva A avaliação auditiva é um processo essencial que envolve a anamnese, meatoscopia e verificação de colabamento. A anamnese é fundamental para coletar informações sobre a queixa do paciente e seu histórico de saúde auditiva. A meatoscopia , realizada com um otoscópio, permite a inspeção do meato acústico externo e da membrana timpânica, garantindo que não haja obstruções que possam interferir na avaliação. A verificação de colabamento é importante para assegurar que a passagem do som não seja comprometida durante o teste. A audiometria tonal é um teste que mede a audição através da obtenção dos limiares auditivos, que são os menores níveis de intensidade sonora que um indivíduo pode ouvir. O exame é realizado em uma cabine acusticamente tratada, utilizando um audiômetro. Os limiares são testados por via aérea e por via óssea, com a pesquisa de frequências que variam de 250 Hz a 8000 Hz. A técnica utilizada pode ser ascendente ou descendente, e o profissional deve estar atento a fatores que possam interferir nos resultados, como cansaço ou distrações. Conclusão dos Testes Tonais Após a obtenção dos limiares, é possível classificar a audição do paciente em normal ou com perda auditiva. A perda auditiva pode ser classificada em três tipos: sensorioneural , mista e condutiva . A perda sensorioneural ocorre quando ambos os limiares estão elevados e acoplados, indicando comprometimento na cóclea. A perda mista apresenta um "gap" entre os limiares da via aérea e da via óssea, enquanto a perda condutiva é caracterizada por limiares elevados na via aérea, mas normais na via óssea. O grau da perda auditiva é determinado pela média dos limiares nas frequências de 500 Hz, 1000 Hz e 2000 Hz, e pode variar de normal a profunda. A obra não apenas fornece informações técnicas, mas também utiliza recursos lúdicos, como paródias, para facilitar a compreensão e fixação do conteúdo. Essa abordagem interativa é uma maneira eficaz de engajar os alunos e tornar o aprendizado mais dinâmico e prazeroso. Destaques A audição é composta por três partes principais: orelha externa, média e interna, cada uma com funções específicas. A avaliação auditiva inclui anamnese, meatoscopia e audiometria tonal, essenciais para diagnosticar problemas auditivos. A audiometria tonal mede os limiares auditivos e pode identificar diferentes tipos de perda auditiva: sensorioneural, mista e condutiva. O grau da perda auditiva é classificado com base na média dos limiares em frequências específicas. O material utiliza recursos interativos e lúdicos para facilitar o aprendizado e a compreensão dos conceitos de audiologia.