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A transição da Potabilíssima de fabricante de purificadores para prestadora de serviços por assinatura representa uma alteração relevante em seu modelo de negócio, demandando uma reorganização dos processos operacionais. Se antes o foco estava concentrado na produção e na eficiência fabril, agora a prioridade passa a ser a experiência do cliente e a excelência no atendimento, o que exige alinhamento entre as atividades visíveis ao consumidor e os processos internos que sustentam a operação. Nesse modelo orientado a serviços, parte das atividades ocorre diretamente nos pontos de contato com o cliente, como atendimento, instalação e suporte técnico, influenciando de forma imediata a percepção de valor. Paralelamente, existem processos internos como gestão de contratos, programação de manutenções e organização logística que, embora não sejam percebidos pelo consumidor, são essenciais para assegurar a qualidade e a continuidade do serviço prestado. A eficiência do negócio, portanto, depende da articulação estratégica entre essas duas dimensões operacionais. Assim, se compreende que a linha de frente envolve as atividades de contato direto com o cliente, enquanto a retaguarda reúne os processos internos que dão suporte à operação. Segundo Corrêa e Corrêa (2022), a estratégia de operações deve estar alinhada à estratégia empresarial, de modo que recursos e processos sustentem a proposta de valor oferecida ao cliente. No contexto da assinatura da Potabilíssima, se configura como atividades de linha de frente o atendimento no momento da contratação, a instalação dos purificadores nas empresas clientes e o suporte técnico para manutenção ou substituição dos equipamentos. Essas atividades constituem os principais pontos de interação com o contratante, impactando diretamente sua satisfação e fidelização. Para que essas ações sejam executadas com qualidade, o gestor de operações deve investir no treinamento contínuo da equipe, assegurando não apenas domínio técnico, mas também habilidades de comunicação e relacionamento. Além disso, se torna necessário padronizar procedimentos e acompanhar indicadores de desempenho, como tempo de atendimento e nível de satisfação, uma vez que o monitoramento sistemático possibilita a identificação de falhas e a implementação de melhorias. Dessa forma, a integração entre as atividades de contato com o cliente e os processos de suporte interno contribui para a eficiência operacional e para o fortalecimento do modelo de negócios baseado em serviços. Tais iniciativas asseguram que os processos de linha de frente sejam executados com qualidade, consistência e alinhamento estratégico. Referência CORRÊA, Henrique L.; CORRÊA, Carlos A. Administração de operações e da cadeia de suprimentos: manufatura e serviços – uma abordagem estratégica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2022.