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Unidade II - Gestão de Segurança Privada Contemporânea

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Conceitos de Gestão 
de Segurança Privada
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Profa. Esp. Isabel Souza Lima
Revisão Textual:
Profa. Dra. Selma Aparecida Cesarin
Gestão de Segurança Privada Contemporânea 
• Fundamentos e Evolução da Gestão de Segurança Privada;
• Segurança Pública X Segurança Privada;
• Comportamento nas Organizações;
• Processos Organizacionais;
• Análise e Melhoria de Processos.
 · Proporcionar ao aluno o conhecimento sobre os fundamentos e a 
evolução da gestão de segurança privada;
 · Apresentar a diferença entre segurança pública e privada;
 · Apresentar os processos organizacionais e as formas de análise 
e melhoria.
OBJETIVO DE APRENDIZADO
Gestão de Segurança Privada 
Contemporânea 
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem 
aproveitado e haja uma maior aplicabilidade na sua 
formação acadêmica e atuação profissional, siga 
algumas recomendações básicas: 
Assim:
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e 
horário fixos como o seu “momento do estudo”.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar, lembre-se de que uma 
alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo.
No material de cada Unidade, há leituras indicadas. Entre elas: artigos científicos, livros, vídeos e 
sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você também 
encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua 
interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados.
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discussão, 
pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o contato 
com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e aprendizagem.
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Determine um 
horário fixo 
para estudar.
Aproveite as 
indicações 
de Material 
Complementar.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar, lembre-se de que uma 
Não se esqueça 
de se alimentar 
e se manter 
hidratado.
Aproveite as 
Conserve seu 
material e local de 
estudos sempre 
organizados.
Procure manter 
contato com seus 
colegas e tutores 
para trocar ideias! 
Isso amplia a 
aprendizagem.
Seja original! 
Nunca plagie 
trabalhos.
UNIDADE Gestão de Segurança Privada Contemporânea 
Fundamentos e Evolução da Gestão 
de Segurança Privada
A questão de segurança como forma de proteção à vida e de proteção patrimonial 
remonta à época das antigas civilizações, na qual o homem já tinha a necessidade 
de proteção de tudo que estava sob seu domínio e que lhe era importante, como, 
por exemplo: os seus bens, o seu território, a sua família e o seu local de trabalho. 
Muitos homens eram pagos para proteger reis, castelos, fazendas, sem que de 
fato fossem policiais. Sendo assim, podemos considerá-los os primeiros seguranças 
privados. No entanto, a profissão surgiu realmente quando os senhores feudais 
começaram a contratar homens armados e treinados para proteger suas famílias 
na tentativa de evitar roubos em suas posses. 
A partir daí, começou-se a investir em treinamentos de manejo de armas, lutas 
corporais e estratégias de proteção de patrimônio, entre outras formas de proteção.
A primeira empresa de segurança pública foi criada nos Estados Unidos da 
América, no ano de 1852, pelos norte americanos Henry Wells e William Fargo, 
a WELLFARGO. Essa empresa escoltava diligências de cargas ao longo do 
rio Mississipi. 
Em 1855, outro norte americado, Allan Pinkerton – que atuava como detetive 
policial de Chicago – fundou a Pinkerton’s, cuja missão era fornecer proteção às 
estradas de ferro.
Washington Brink fundou, em 1859, a Brink’s, também em Chicago, que 
transportava caixas e bagagens de homens de negócios que faziam viagens a 
negócios. Nessa época, os Bancos estavam em pleno desenvolvimento e, em 1900, 
a Brink’s fez a primeira entrega bancária da história: transportou 6 sacos de dólares 
de prata, tornando-se, assim, a primeira transportadora de valores do mundo.
No Brasil, a segurança privada foi criada na época da ditadura militar, no ano de 
1969, com a promulgação do Decreto-Lei n° 1034, de 21 de outubro de 1969. 
O motivo de criação da segurança privada foi a proteção de estabelecimentos 
bancários a fim de inibir roubos e furtos. Com isso, a população se sentiria mais 
segura e confortável em fazer as suas movimentações financeiras dentro das 
agências bancárias e os bancários teriam menos prejuízos. 
O Decreto determinava que deveria haver “vigilância ostensiva”, realizada por 
serviço de guarda composto de elementos sem antecedentes criminais, mediante 
aprovação de seus nomes pela Polícia Federal, dando-se ciência ao Serviço Nacional 
de Informações.
A necessidade da segurança privada foi estendida para a proteção pessoal de 
generais, coronéis, ministros, governadores e depois para empresas particulares. 
Os grandes empresários, além de contratarem seguranças para suas empresas, 
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passaram a contratar seguranças privados para acompá-los (e suas famílias) 24 
horas por dia.
A Lei 7.102 foi promulgada pelo Governo Federal no ano de 1983, que 
regulamentou e reconheceu a atividade de segurança privada no país. Nesse 
momento, foram criadas as regras para o exercício da profissão, conhecimentos 
e experiências necessárias e se definiram as atividades a serem exercidas por 
esse profissional.
A forma como é feita a segurança privada também evoluiu com o passar dos 
anos: se antes castelos e muralhas eram erguidos em prol de proteção, hoje, são 
utilizadas câmeras, sistemas de segurança, microfones, microcâmeras, sistemas de 
monitoramento e sistemas de localização, como, por exemplo, o GPS.
Segurança Pública X Segurança Privada
A atividade que resulta em segurança profissional é voltada para a proteção 
de pessoas, objetos de valor ou empresas, seja ela pública ou privada. O termo 
segurança profissional possui dois grupos distintos: 
Segurança Privada: proteger pessoas ou patrimônios; 
Segurança Pública: o Estado tem o dever, a obrigação de proteger 
os cidadãos.
É importante deixar claro que a segurança privada foi criada para cobrir a falha 
deixada pelo Governo em relação à segurança pública. 
Importante!
A segurança pública e a segurança privada não são concorrentes entre si; pelo contrário, 
elas podem e devem trabalhar em conjunto, cooperando entre si e trocando informações. 
Exemplo
Um estabelecimento qualquer que contrata uma empresa de segurança privada, entre 
outras medidas de segurança e monitoramento, irá instalar um alarme interno nessa 
Empresa. Se esse alarme for acionado, uma das primeiras providências a ser tomada por 
essa Empresa de segurança privada é ligar para a polícia civil (segurança pública), que 
irá ao local verifi car o que está acontecendo e tomar as devidas ações.
Importante!
Segurança Pública
A Segurança Pública é um dever o Estado. Ela tem como objetivo proteger os 
cidadãos de forma universal e gratuita. O pagamento da segurança pública (por 
exemplo, Polícia Civil) provém da arrecadação de impostos e taxas que todos os 
cidadãos e empresas são obrigados a pagar, juntamente com uma verba destinada 
pelo Governo Federal. Sendo assim, a segurança pública tem de ser ofertada 
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UNIDADE Gestão de Segurança Privada Contemporânea 
de forma igualitária e gratuita para a população. Segundo a própria Convenção 
Federativa do Brasil (CF), é dever do Estado garantir a proteção e a liberdade 
atodos.
A seguir, serão apresentadas as principais funções da segurança pública, 
conforme estipulado na CF:
• Polícia civil: “Às policias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, 
incubem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e 
a apuração de infrações penais, exceto as militares” (§ 4º, Art. 144);
• Polícia Federal: “Apurar infrações penais contra a ordem política e social ou 
em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades 
autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática 
tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, 
segundo se dispuser em lei” (§ 1º, Inciso I, Art. 144); “Prevenir e reprimir o 
tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, 
sem prejuízo da ação fazendária e outros órgãos públicos nas respectivas áreas 
de competência” (§ 1º, inciso II, Art. 144);
 · Polícia Rodoviária Federal e Polícia Ferroviária Federal: “Trata-se de 
órgãos permanentes, estruturados em carreira e destinam-se, na forma da lei, 
ao patrulhamento ostensivo das rodovias e ferrovias federais” (§ 3º, Art. 144);
Fonte: iStock/Getty Images
 · Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militares: “Às polícias militares 
cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos corpos 
de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a 
execução de atividades de defesa civil” (§ 5º, Art. 144); “As policias militares 
e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do exército, 
subordinam-se, juntamente com as polícias civis, aos Governadores dos 
Estados e do Distrito Federal” (§ 6º, Art. 144);
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 · Forças Armadas: “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo 
Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e 
regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a 
autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da 
Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer 
destes, da lei e da ordem (Art. 142);
 · Guarda Municipal: “Os Municípios poderão constituir guardas municipais 
destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme 
dispuser a lei” (§ 8º, Art. 144).
Mas se o Estado é obrigado a fornecer proteção à população, por que existe a 
Segurança Privada?
A resposta para esse questionamento provém da pouca eficiência da segurança 
pública, aliada à falta de treinamento para esses profissionais e à pequena quantidade 
deles em relação ao número de pessoas que nosso país possui. 
É certo que a ONU – Organização das Nações Unidas nunca estipulou uma 
quantidade mínima de policiais para determinada quantidade de pessoas; porém, 
segundo estudos da própria ONU, em 2011, o país fica atrás apenas da Guatemala 
no quesito “número de policiais por 100 mil habitantes da América Latina”, são 
178 policiais para cada 100 mil pessoas. 
Outro dado importante extraído pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia 
e Estatística mostra que o Distrito Federal tem 1 policial militar para cada 
190 moradores, enquanto o Maranhão tem 1 policial para 816 pessoas, uma 
desproporção muito grande no quesito segurança pública.
Por isso, a segurança privada é de extrema importância; ela envolve, ainda, a 
questão de legítima defesa no exercício regular do direito frente qualquer necessidade 
como medida preventiva à segurança e à vida.
Segurança Privada
Como visto, no Brasil, a segurança privada foi criada como forma de proteção, 
evitando assaltos e roubos no sistema bancário, criada nos anos 1960. Porém, 
devido à alta da violência, combinada à escassez da segurança pública, nos anos 
1990, a segurança privada passou a ser incorporada em empresas privadas de 
vários segmentos, como, por exemplo: armazéns, shoppings centers, hospitais e 
restaurantes com o intuito de inibir assaltos e proteger a vida das pessoas, resultando 
na questão de confiabilidade e segurança em tais estabelecimentos. 
A abordagem de assaltantes nos anos 1990 passou a ser muito mais violenta, 
feita em bando e de forma organizada. Com isso, houve a necessidade de adaptação 
por parte das empresas públicas e privadas. Isso pode ser facilmente observado, 
inclusive na forma de arquitetura dos prédios e das casas, a fim de atender as 
necessidades de segurança. Por exemplo: nos anos 1950, uma casa não possuía 
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UNIDADE Gestão de Segurança Privada Contemporânea 
portão e, caso possuísse, frequentemente, ele estava destrancado. Hoje, não só 
as casas possuem portões, mas muitos são automáticos (além da comodidade, é 
mais rápido para abrir/fechar, e o motorista não precisa sair do carro), e possuem, 
ainda: sistema de câmera, interfone e cerca elétrica, entre outros. Já as empresas 
passaram a adotar sistema de controle de entrada e saída de pessoas, por meio 
das digitais, câmeras internas, sistemas de monitoramento de entrada e saída de 
veículos e entrega de mercadorias.
Importante!
A Polícia Federal é o órgão responsável por regulamentar e fiscalizar as atividades de 
segurança privada no país.
Importante!
São consideradas de segurança privada as atividades desenvolvidas por empresas 
especializadas em prestação de serviços com a finalidade de:
 · Proceder à vigilância e à segurança patrimonial das instituições financeiras 
e de outros estabelecimentos, sejam públicos ou particulares;
 · Garantir a integridade física de pessoas;
 · Realizar o transporte de valores ou garantir o transporte de qualquer outro 
tipo de carga;
 · Recrutar, selecionar, formar e reciclar o pessoal a ser qualificado e autorizado 
a exercer essas atividades.
Importante!
De acordo com a conceituação do Departamento de Polícia Federal prevista no Manual 
do Vigilante, segurança privada é a “atividade desenvolvida por pessoas devidamente 
habilitadas, por meio de empresas especializadas, visando a proteger o patrimônio, 
as pessoas, transportar valores e apoiar o transporte de cargas. Ela tem caráter de 
complementaridade às ações de segurança pública e é executada sempre de forma 
onerosa para o contratante”.
Em Síntese
Comportamento nas Organizações
Para se falar sobre o comportamento das pessoas nas organizações, é preciso, 
antes, retormar o conceito de Organização.
CHIAVENATO (2009) define que a organização é um sistema de atividades 
conscientemente coordenadas de duas ou mais pessoas. A cooperação entre elas 
é essencial para a existência da Organização. O autor determina, ainda, que uma 
organização somente existe quando há pessoas capazes de se comunicar e que 
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estão dispostas a participar e contribuir com ação conjunta, a fim de alcançarem 
um objetivo comum.
Conceitua-se, então, que uma Organização vem de um desejo em comum de 
realizar algo ou conquistar alguma coisa para um determinado grupo de pessoas. 
As organizações podem ser formais e informais. 
Quando vinculamos o conceito de pessoas a uma Empresa, a um local de tra-
balho, é preciso ter bem claro que as empresas (ou as organizações) são formadas 
por grupos de pessoas e as pessoas possuem comportamentos diferentes nesse 
ambiente, isto porque elas têm expectativas, ambições, conhecimentos, competên-
cias e experiências diferentes entre si. 
Entretando, é possível definirmos alguns tipos básicos de comportamento que as 
pessoas possuem dentro de uma Organização.
CHIAVENATO (2009) define seis características comuns, sendo elas: 1. O homem 
é proativo; 2. O homem é social; 3. O homem tem diferentes necessidades; 4. O 
homem percebe e avalia; 5. O homem pensa e escolhe; 6. O homem tem limitada 
capacidade de resposta. 
A seguir, uma breve explicação de cada um desses comportamentos.
1. O homem é proativo: as pessoas possuem expectativas pessoais e são 
orientadas para a obtenção de resultado parasatisfazerem essas necessi-
dades. Dessa forma, elas reagem ao meio ambiente em que vivem. Elas 
podem cumprir metas, prazos, políticas e procedimentos da Organização, 
caso tenham consciência que, uma vez alcançados, esses objetivos organi-
zacionais poderão alcançar seus objetivos pessoais. Por isso, é de extrema 
importância a clareza das estratégias da Empresa vinculadas ao objetivo de 
cada colaborador que ali trabalha;
2. O homem é social: o homem vive em sociedade e precisa dela para crescer. 
Ninguém vive sozinho; as pessoas precisam de emprego, família e serviços 
de outras organizações, como hospitais, bancos, viagens etc. No ambiente 
de trabalho, é comum ver pessoas que se fecham em suas salas porque pre-
ferem tranquilidade e/ou o trabalho exige a máxima de concentração. No 
entanto, não devemos confundir essa preferência com o fato de o indivíduo 
ser antissocial. Todos dentro de uma Empresa precisam se relacionar com 
os seus pares e chefia de outros departamentos, mesmo que não seja de 
maneira diária ou durante o dia todo. As pessoas se relacionam e trocam 
informações, ideias, capacidades e promovem, assim, o autoconhecimento;
3. O homem tem diferentes necessidades: sempre que uma necessidade é 
satisfeita, outra toma seu lugar. Vale lembrar da pirâmide de necessidades de 
Maslow. Esse guru da Administração determinou uma escala de necessidades 
das pessoas, que vai desde as mais simples, como segurança, sexo, fisiológi-
cas, até a mais alta na escala, que é o status. Dentro de uma Empresa, é co-
mum observar qual é a escala de necessidade que uma pessoa apresenta. Por 
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UNIDADE Gestão de Segurança Privada Contemporânea 
isso, é importante o gestor conhecer os anseios de cada um de sua equipe, 
conhecer os objetivos, qual é a ambição de cada um e quais competências 
são necessárias para que determinado objetivo seja alcançado;
4. O homem percebe e avalia: o homem acumula experiências e essas 
experiências permitem que ele avalie o ambiente de trabalho e que consiga 
perceber se a experiência que está tendo no presente momento irá beneficiá-
lo ou não;
5. O homem pensa e escolhe: o comportamento do homem é proativo; 
sendo assim, ele é capaz de analisar o ambiente de trabalho e verificar qual 
é o melhor caminho a percorrer para conseguir alcançar seus objetivos, ou 
seja, é capaz de escolher o seu curso de ação.
6. O homem tem limitada capacidade de resposta: as pessoas não se 
comportam de todas as formas ou de formas iguais; a capacidade é limitada. 
Ou seja, cada um irá responder da forma que for capaz de responder, 
limitado ao seu conhecimento sobre determinado assunto, ou limitado a 
experiências adquiridas ou, ainda, à sua capacidade física e mental.
Em conjunto, as pessoas constituem o capital humano nas organizações. Esse 
capital pode valer mais ou valer menos na medida em que contenha talentos 
e competências capazes de agregar valor à organização e torná-la mais ágil e 
competitiva. Por isso, esse capital humano vale mais na medida em que consigo 
influenciar as ações e os destinos da organização.
Processos Organizacionais 
Os processos organizacionais envolvem todas as atividades desenvolvidas 
pela Empresa e que se relacionam entre si: as pessoas, os equipamentos, os 
procedimentos, as informações de entrada (insumos) e saída (produtos ou serviços), 
que focam atender as necessidades dos clientes externos e alcançar os objetivos 
estratégicos organizacionais. 
Todo o processo envolve uma atividade de ordem sequencial. Essas atividades são 
permeadas com indicadores de desempenho, e a sequência da atividades tem como 
objetivo construir um produto ou desenvolver um serviço que será comercializado 
no mercado externo:
Entrada SaídaProcesso
Com o processo organizacional, é possível analisar todas as atividades dentro 
do processo produtivo de forma sistêmica, ou seja, é feito um mapeamento da 
Empresa como um todo, resultando na possibilidade de um plano de ação com 
foco em melhorias. 
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Os objetivos da análise de processo são:
a) Conhecer e mapear os processos organizacionais;
b) Disponibilizar as informações sobre os processos em manuais de gestão;
c) Promover uniformização de processos;
d) Identificar, desenvolver e difundir internamente metodologias e melhores 
práticas para a gestão dos processos;
e) Promover o monitoramento e a avaliação de desempenho de processos;
f) Implementar melhorias contínuas nos processos, visando a alcançar 
maior eficiência e eficácia.
A visão sistêmica dá possibilidade de identificar processos em áreas ou setores 
diferentes dentro da organização e, ainda, gerenciá-los com foco no cliente final. 
Princípios Organizacionais
Os princípios organizacionais envolvem as atividades de planejar, organizar, 
dirigir e controlar. As funções administrativas são interdependentes, ou seja, 
relacionam-se entre si, e para que uma aconteça, a outra também deve acontecer. 
Elas existem em empresas de qualquer porte e de qualquer segmento.
Planejamento Organização Direção Controle 
Decisão sobre os objetivos. 
Definição de planos para 
alcançá-los. Programação 
de atividades. 
Recursos e atividades 
para atingir os objetivos; 
órgãos e cargos. 
Atribuição de autoridade e 
responsabilidade.
Preenchimento dos cargos. 
Comunicação, liderança 
e motivação do pessoal. 
Direção para os objetivos. 
Definição de padrões medir 
desempenho, corrigir desvios 
ou discrepâncias e garantir 
que o planejamento 
seja realizado.
Fonte: https://goo.gl/HEcvyz
Planejamento
A função de planejamento é exercida na organização como um todo e em 
geral é feita pela alta Administração. É por meio dela que se projeta o futuro da 
Empresa; ela envolve o desenvolvimento de estratégias para o alcance dos objetivos 
organizacionais estipulados. 
Planejar é definir os objetivos, decidir como alcançar os planos, programar as 
atividades, alcançar as metas; algumas empresas ainda adotam o método arcaico 
de administração às escuras e não planejam. Dessa forma, não se preparam para 
possíveis reveses e acabam por ter não ter sucesso em seus objetivos. 
Planejamento estratégico: é bastante amplo e engloba toda a Organização, 
algo em longo prazo. Devem ser avaliados os ambientes internos e externos, as 
tendências de Mercado, se vale a pena investir. Envolve o nível estratégico da 
Organização (alta Administração), nível tático (gerência/supervisores) e nível 
operacional (técnicos).
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UNIDADE Gestão de Segurança Privada Contemporânea 
Organização
A função de organização refere-se ao processo pelo qual a estrutura é criada, 
mantida e usada. É por meio da organização que se estabelecem formalmente as 
relações entre indivíduos e a posição hierárquica no ambiente de trabalho. Essa 
função envolve:
 · A divisão do trabalho;
 · Agrupar as atividades em uma estrutura lógica;
 · Designar as pessoas para a sua execução;
 · Alocar os recursos necessários;
 · Coordenar os esforços.
Essa função determina toda a organização da Empresa, definindo desde o 
layout até as unidades de negócio, a hierarquia, a amplitude administrativa e os 
departamentos que serão necessários. Foca, ainda, a distribuição do trabalho, a 
determinação dos cargos necessários e quais serão as responsabilidades das pessoas 
que ocuparão tais cargos.
Análise dos
Objetivos
Estratégicos
Divisão de
Funções
De�nição de
Responsabilidades
De�nição de
autoridade
Desenho da
Estrutura
Organizacional
Essa função de organização é de extrema importância para determinar a 
responsabilidade de cada área da Empresa. Dessa forma, faz-se necessário estruturar 
um organograma da Empresa.
O Organograma é uma representação gráfica de todos os departamentos da 
Empresa, com o chefe de cada Departamento e a indicação de a quem se reporta 
imediatamente, a equipe,os pares e o nível hierárquico.
Quando uma Empresa possui um Organograma bem desenhado e de 
conhecimento de todos, muitos erros podem ser evitados, maximizando, dessa 
maneira, a produtividade da Empresa.
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Exemplo de um Organograma
Após a definição dos departamentos, das 
atividades de cada Departamento e da 
quantidade de pessoas que irá neles atuar, 
é preciso desenvolver uma Descrição de 
Cargo para cada função.
Exemplo
Vamos imaginar uma empresa de segurança privada. Nessa empresa, entre 
outros, existirá o Departamento Financeiro, que será responsável pelo controle de 
toda a Empresa e a saída de dinheiro. É necessário definir quantas pessoas irão 
trabalhar lá e a responsabilidade de cada uma e, a partir daí, definir a descrição 
de cargo. Então, suponhamos que nesse Departamento irá trabalhar o gerente 
financeiro, um supervisor financeiro, dois analistas financeiros – sendo um para 
pagamentos e outro para recebimentos, e um assistente financeiro que dará suporte 
a todos os outros e fará toda a parte de arquivamento do setor. 
Na descrição de cargo de cada um desses profissionais, deverão estar relacionadas 
quais serão as responsabilidades de cada um, quem é a chefia imeditada, quem são 
os pares e por quem são liderados, quais as experiências, conhecimentos e as 
competências necessárias.
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UNIDADE Gestão de Segurança Privada Contemporânea 
Direção
A função dirigir envolve delegar funções e liderar uma equipe a objetivos 
comuns. A direção pode vir a partir de experiência ou conhecimentos técnicos, 
além de envolver o perfil de gestor e o poder de influenciação. 
O gestor é uma pessoa que tem como responsabilidade inspirar a equipe, 
direcionar as atividades, servir de suporte para toda a equipe em situações em que 
ela não tem autonomia suficiente para tomar decisões. 
É sua responsabilidade, também, proteger a equipe e promover um ambiente 
ameno em seu departamento, evitando e minimizando os conflitos que podem surgir 
na sua equipe. Deve, ainda, promover a integração com outros departamentos.
 
Fonte: iStock/Getty Images
A função dirigir envolve: 
 · Dirigir os esforços em direção a um propósito comum;
 · Comunicar;
 · Liderar;
 · Motivar e incentivar;
 · Gerir conflitos;
 · Reconhecer e recompensar.
Controle
A função controle tem como objetivo verificar se o que foi planejado realmente 
foi atingido. Além disso, oferece subsídios para as ações corretivas necessárias. 
Essa função está diretamente ligada ao planejamento e nela devem ser avaliados 
os progressos da Empresa em seus objetivos e feitas as devidas correções para 
garantir que os resultados sejam satisfatórios. 
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Os principais pontos da função de controle são:
1. Necessário para medir e avaliar o desempenho organizacional;
2. Dinâmico e contínuo;
3. Engloba todas as vertentes da organização.
Análise e Melhoria de Processos
O mapeamento de processos é um aliado importante na análise, na documen-
tação e no aperfeiçoamento de processos. Esse mapeamento permite documentar 
de forma clara quais atividades são necessárias e a ordem em que cada uma deve 
acontecer, ou seja, qual será o fluxo do processo até a sua completa execução. 
Mapear é documentar por meio de ferramentas necessárias como o processo acon-
tece ou deveria acontecer. 
Todo processo pressupõe um conjunto de atividades interrelacionadas 
que transforma insumos (entradas) em produtos acabados (saídas). Seguem as 
etapas necessárias:
1. Identificar oportunidades;
2. Definir o escopo;
3. Documentar o processo;
4. Avaliar o desempenho;
5. Redesenhar o processo;
6.Implementar as mudanças.
Uma vez mapeado o processo, é possível analisar e ter conhecimento de onde 
estão os principais erros, os gargalos ou as oportunidades de melhoria de um 
processo organizacional. É possível verificar em que momento o processo está 
engessado, isto é, não está em pleno funcionamento e onde é possível melhorar o 
atendimento prestado para os clientes. Permite a análise de forma clara de como 
acontece o fluxo das informações e, então, possibilita que ajustes possam ser feitos 
com o objetivo de maximizar os lucros, aumentar a produtividade dos recursos 
humanos, compreender melhor a Empresa e pontuar as responsabilidades de cada 
processo, além de controlar e eliminar processos e atividades não produtivas, ou 
seja, que não agregam valor.
Dessa forma, a tomada de decisão fica mais fácil e as implementações de 
melhoria poderão ser inseridas, vez que o gestor terá claramente a informação de 
onde o processo não está sendo produtivo e, a partir daí, poderá verificar soluções 
e definir qual será o plano de ação a ser tomado. 
Esse processo envolve, também, a questão de qualidade, de melhoria contínua – 
que está em constante desenvolvimento, análise e monitamento.
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UNIDADE Gestão de Segurança Privada Contemporânea 
A gestão da qualidade é a adoção de programas desenvolvidos internamente 
ou segundo padrões externos, capazes de comprovar um padrão de excelência 
assistencial, a patir da melhoria contínua da estrutura, dos processos e dos resultados.
Importante!
Eficiência x eficácia: a eficiência avalia como se faz. Diz-se que uma operação foi 
realizada de forma eficiente quando consumiu o mínimo de recursos na obtenção 
de um determinado resultado. A eficácia avalia até que ponto se alcançou um 
determinado resultado, independentemente da forma como se obteve esse resultado 
(Fonte: www.portal-gestão.com.br).
Você Sabia?
20
21
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Vídeos
Segurança pública VS segurança privada
Por Helleno de Carvalho.
https://goo.gl/647hwd
 Leitura
Mesmo com a alta de efetivo no país, sobe o número de habilitantes para cada PM
GLOBO.COM. Mesmo com a alta de efetivo no país, sobe o número de 
habilitantes para cada PM. Por Tahiane Stochero. Publicado em 7 de julho de 2015. 
https://goo.gl/AOEqzp 
Blog Gestão de Segurança Privada
MARCONDES, J. SÉRGIO. Blog Gestão de Segurança Privada. Processo 
Organizacional: O Que é? Conceito, Definição, Estrutura. 
https://goo.gl/YhNKGK
21
UNIDADE Gestão de Segurança Privada Contemporânea 
Referências
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível 
em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm>. 
Acesso em 20 fev. 2017. 
CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas. 3.ed. São Paulo: Elsevier, 2010.
______. Recursos Humanos. 9.ed. São Paulo: Elsevier, 2009.
DRUCKER, P. Desafios gerenciais para o século XXI. São Paulo: Pioneira, 1999.
DANTAS FILHO, Diógenes. Segurança e Planejamento. Rio de Janeiro: Ciência 
Moderna, 2007.
DEPARTAMENTO da Policia Federal. Disponível em: <www.dpf.gov.br>.
MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Introdução à Administração. 5.ed.rev.
ampl. São Paulo: Atlas. 2000.
SCOTT, Cynthia D.; JAFFE, Dennis T.; TOBE, Glenn R. Visão, valores e 
missão organizacional: construindo a organização do futuro. Rio de Janeiro: 
Qualitymark, 1998.
Sites visitados
Decorrência da Teoria Neoclássica
https://goo.gl/w2m0mj;
Funções Administrativas: Noções de Planejamento, Organização, Direção 
e Controle
https://goo.gl/D42cSr
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