Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

IDENTIFICAÇÃO E CONTROLE DE 
DOENÇAS DO CACAUEIRO
Prof. Miguel Alves Júnior
Doutor em Fitopatologia
Universidade Federal do Pará (UFPA)
E-mail: alvesjr@ufpa.br
Fone: (93) 991530657
TREINAMENTO
OBJETIVO DO NOSSO TREINAMENTO
 Importância e história da doença
 Sintomas e sinais
 Etiologia e detecção
 Epidemiologia e ciclo da relação patógeno-hospedeiro-ambiente
 Manejo Integrado de Doenças (Controle) - aspecto locais
 Perguntas e interação
Identificar e controlar doenças do cacaueiro
O que devemos saber
w
w
w
.i
s
to
c
k
p
h
o
to
.c
o
m
/b
r/
fo
to
s
/c
u
ri
o
s
o
Questionamentos importantes sobre as doenças
Em um hectare tenho aproximadamente 1.100 plantas; 2 frutos
doentes por planta/hectare, terei 2.200 frutos doentes; Isso
corresponde a 88 kg de amêndoa ou R$ 2.464,00 de prejuízo por
hectare = 13 sacos de NPK 10:28:20 ou 18:18:18
Autor: Miguel Alves Júnior
w
w
w
.g
o
o
g
le
.c
o
m
.b
r
Autor: crianca_desnutrida_iemen_foto_Unifeed9657dbc7_base. Fonte: Google.com.br
Autor: Miguel Alves Júnior. Autorizado por: Luana 
Carvalho mãe do bebê.
Questionamentos importantes sobre as doenças
Lei do mínimo (Liebig) 
O manejo de doenças deve ser inserido no conceito da 
produtividade 
D
o
e
n
ç
a
Questionamentos importantes sobre as doenças
PRINCIPAIS PROBLEMAS EM CACAUEIROS
AGENTES ENTOMOLÓGICOS
PRAGAS
AGENTES FITOPATOLÓGICOS
DOENÇAS BIÓTICAS
AGENTES FISIOLÓGICOS
DOENÇAS ABIÓTICAS
PRINCIPAIS PRAGAS DO CACAUEIRO
Pragas
Sugadoras
Desfolhadoras
Ácaros
Cochonilhas
Percevejos
Cigarrinhas
Pulgões
Tripes
Mosca branca
Formigas
Lagartas
Larvas Minadoras
Vaquinhas
Outras
Pragas
Brocas
Cupins
Paquinhas
Lesmas
Caracóis
Temperatura Umidade Luminosidade Nutrição
AGENTES FISIOLÓGICOS
DOENÇAS ABIÓTICAS
Google
GoogleAmaru
sustentabilidade
Adubare, 2016
DOENÇAS BIÓTICAS
Doenças
Phytophthora spp.
Antracnose (Colletotrichum gloeosperioides)
Nectria spp. ???
Moniliophthora perniciosa
Viroses do cacaueiro (VMMC)
Erythricium salmonicolor
Marasmiellus scandes
Ceratocystis cacaofunesta
Moniliophthora roreri
Lasiodiplodia theobromae
DOENÇAS BIÓTICAS
Moniliophthora perniciosa
Vassoura de Bruxa
DOENÇAS BIÓTICAS
Phytophthora spp.
Podridão Parda
DOENÇAS BIÓTICAS
Colletotrichum gloeosperioides
Antracnose
Palestra ADEPARÁ 2023
DOENÇAS BIÓTICAS
Ceratocystis cacaofunesta
Mal do Facão
DOENÇAS BIÓTICAS
Erythricium salmonicolor
Mal Rosado
Fonte: Oliveira e Luz (2005)
Ishmael, et al. (2022)
Klotioloma, et al. (2023)
DOENÇAS BIÓTICAS
Nectria spp. ???
Fungo Laranja do Cacaueiro
DOENÇAS BIÓTICAS
Erythricium salmonicolor X Nectria spp.
Mal Rosado X Fungo Laranja do Cacaueiro
Klotioloma, et al. (2023)
DOENÇAS BIÓTICAS
Lasiodiplodia theobromae
Morte Descendente do Cacaueiro
Huda-Shakirah, et al. (2022)
Huda-Shakirah, et al. (2022)
DOENÇAS BIÓTICAS
Marasmiellus scandes
Queima do Fio do Cacaueiro
Autor: Anderson Bergamin
Autor: Anderson Bergamin
DOENÇAS BIÓTICAS
Viroses do cacaueiro
Vírus do Mosaico Moderado do Cacao (Cacao mild mosaic virus – CaMMV)
Sintomas foliares em árvores infectadas com CaMMV: 
(a) faixas de nervuras vermelhas nas folhas jovem, (b) pigmentação 
rosa perto das nervuras e margens das folhas, (c) mosaico nas 
folhas maduras, e (d) faixas de veias amarelas e necrose na costela 
central. (AS Puig, não publicado).
Os frutos em árvores infectadas com CaMMV apresentam uma variedade de sintomas, como: (a) mosaico 
vermelho, (b) mosqueado, (c) ilhas cloróticas e (d) formato anormal (AS Puig, não publicado).
End, M.J. et al. (2021)
End, M.J. et al. (2021)
DOENÇAS BIÓTICAS
Moniliophthora roreri
Monília do Cacaueiro
Evans, 2006
DOENÇA
Patógeno
microrganismo
Ambiente
Clima Edáfico
Hospedeiro
Planta/Suscetível
Cultivares
Variedades
Híbridos
Clones
Umidade
Temperatura
Luminosidade
Deficiência nutricional
Disponibilidade de água
Vassoura de bruxa
Podridão parda
Murcha de ceratocystis
Mal rosado
Antracnose
Podridão de raízes
Nectria
Monília do cacaueiro - Praga Ausente com potencial
TRIÂNGULO DA DOENÇA
PERGUNTA PARA VOCÊS!
Faço a aplicação de 
um produto químico 
e vou dormir 
tranquilo, UAI!
www.google.com.br
www.google.com.br
Controle Químico
Controle cultural, mecânico, comportamental 
Adubação equilibrada e tratos culturais adequados
Mudas sadias e implantação correta do cultivo
Plantio e cultivar resistente
Como sanar os problemas com fitopatógenos?
MANEJO DEVE TER O CARÁTER PREVENTIVO
Cássio Polla
 Inspeções diárias (Diagnóstico/Diagnose)
VASSOURA DE BRUXA
É causada pelo fungo Moniliophthora perniciosa
 Perdas acima de 90% na Venezuela e Bolívia
 Na Amazônia brasileira causa perdas acima de 70%. 
Sul da Bahia historicamente já ocorreu perdas de 100% 
em propriedades
 É praga quarentenária ausente (A1) na África e Ásia
Direitos autorais:(c) 
Pichayasri | 
Dreamstime.com Fonte: 
Google.com.br
VASSOURA DE BRUXA
Outros Hospedeiros: cupuaçu, cacau jacaré, 
cacauí, cacau do Pará, cacau cabeça de urubu 
VASSOURA DE BRUXA
Vassoura em cacau X cupuaçu
TRASMISSÃO CRUZADA
SINTOMAS
Afeta tecidos meristemáticos: gemas vegetativas, almofadas florais 
e frutos jovens (hipertrofias) 
Sintomas nos frutos
Os frutos menores tornam-se inchados e deformados com amadurecimento precoce
Os frutos maiores apresentam mancha dura, amarelecimento precoce
Frutos partenocárpicos com formas diferentes. Infecção de gemas apicais e mudas
Nas partes doentes e apodrecidas aparecem os basidiocarpos ou cogumelos
VASSOURA DE BRUXA
Sintomas nos frutos
VASSOURA DE BRUXA
Sintomas nos frutos
VASSOURA DE BRUXA
Sintomas nos frutos
VASSOURA DE BRUXA
Sintomas nos ramos

Superbrotamento de lançamentos foliares

Proliferação de gemas laterais

Engrossamento de tecidos infectados em crescimento
V V V S
VASSOURA DE BRUXA
VASSOURA DE BRUXA
VASSOURA DE BRUXA
VASSOURA DE BRUXA
Aspecto geral da planta e basidiomas
VASSOURA DE BRUXA
VASSOURA X PODRIDÃO (FRUTO)
A doença é causada por Moniliophthora perniciosa (Crinipellis perniciosa) fungo
pertencente à classe dos holobasidiomicetes, ordem Agaricales e família
Tricholomataceae.
O fungo permanece na fase primária (micelio biotrofico) por 6 a 9 semanas,
dentro do tecido em desenvolvimento, da vassoura verde até a vassoura necrosada.
Ocorre a mudança para a fase secundaria (micélio saprofítico); Subsequentemente
a morte da vassoura;
O micélio saprofítico frutifica formando o basidioma, onde são formados os
basidiósporos;
Os esporos são dispersos a noite pelo vento, chuva;
São os únicos propágulos que tem a capacidade de infecção.
Etiologia
Ciclo de Vida
Basso, 2015. Ciclo de vida de Moniliophthora perniciosa. a) micélio 
monocariótico b) micélio dicariótico. Seta = fíbulas
Fase parasítica Fase saprofítica

Temperaturas entre 20 a 25°C e umidade acima de 80%

A principal forma de disseminação da doença é pelo ar, embora chuvas não deixam
de exercer também um importante papel

Após a infecção dos tecidos susceptíveis, principalmente, os meristemáticos,
observa-se a formação de brotações hipertrofiadas, com internódios mais curtos, e
excessiva proliferação de gemas laterais, comumente denominadas de vassouras
verdes

O período em que as vassouras permanecem nesta fase é variável, dependendo do
vigor da planta e do patótipo do fungo, ficando em média entre cinco e doze semanas.
Epidemiologia
VASSOURA DE BRUXA
Manejo da Doença (Controle)

Utilização de microrganismos antagônicos envolvendo diferentes mecanismos de ação

O Controle Biológico poderia desempenhar importante papel num programa de manejo
integrado da doença envolvendo, adicionalmente, resistência controle químico e cultural (poda
fitossanitária)

Tricovab® (Trichoderma stromaticum)

Cladobatryum amazonense
BIOLÓGICO
Manejo da Doença (Controle)
PESQUISA COM BIOLÓGICO
FUNGO
BACTÉRIA
PESQUISA COM BIOLÓGICO
Manejo da Doença (Controle)Manejo da Doença (Controle)
PESQUISA COM BIOLÓGICO
Manejo da Doença (Controle)
QUÍMICO
Uso de fungicidas protetores cúpricos - roças acima de 800 kg/ha
Manejo da Doença (Controle)
CULTURAL
Na Bahia são recomenda três podas
VASSOURA DE BRUXA
Podas Fitossanitárias (duas)
Agosto/Setembro
Novembro/Dezembro
Manejo da Doença (Controle)
ADUBAÇÃO
VASSOURA DE BRUXA
Manejo da Doença (Controle)
GENÉTICO/RESISTÊNCIA
Híbridos e Clones 
Qual a diferença entre 
clone e enxertia?
VASSOURA DE BRUXA
Manejo da Doença (Controle)
INDUÇÃO DE RESISTÊNCIA
Indução por
químicos ou
microrganismos
Sinal é 
transportado
para toda a 
planta
VASSOURA DE BRUXA
VASSOURA DE BRUXA
PESQUISA INDUÇÃO DE RESISTÊNCIA
PESQUISA INDUÇÃO DE RESISTÊNCIA
TRATAMENTOS:
T 01: Água destilada esterilizada;
T 02: Água destilada esterilizada via estômato;
T 03: Glicose 0,3M;
T 04: Glicose 0,6M;
T 05: Sacarose 0,30M;
T 06: Sacarose 0,45M;
T 07: Sacarose 0,45M via estômato;
T 08: Áçúcar mascavo 0,45M;
T 09: Cloreto de potássio (KCl) 0,625M;
T 10: Plantas intactas fora das parcelas (Controle externo).
PESQUISA INDUÇÃO DE RESISTÊNCIA
PODRIDÃO PARDA
A podridão parda provoca perdas em torno de 30% da produção. Importante
em todos os Estados produtores.
É provocada por um oomiceto que ataca os frutos, conhecido Phytophthora
palmivora é a que predomina. Outras espécies como P. capsici, menos virulenta, P.
citrophtora e P. hevea que também provocam prejuízos em menores proporções.
Pesquisa:
Prospecção e análise morfológica e molecular de espécies de
Phytophthora em cacaueiros no território da Transamazônica e Xingu.
Sintomas
A infecção do fruto é sem dúvida, a de maior importância. Mancha escura, podendo tomar
toda a superfície do fruto em pouco tempo, transferindo um cheiro característico de peixe.
Quando o fruto enfermo é deixado na planta, o fungo se desenvolve através do pedúnculo
atingindo a almofada floral, podendo posteriormente produzir um "cancro" no local da almofada.
PODRIDÃO PARDA
Sintomas
Nos Frutos
PODRIDÃO PARDA
Sintomas
PODRIDÃO PARDA
Nos Frutos
Sintomas
PODRIDÃO PARDA
Podridão Parda X Casqueiros
Formação de micélio e
esporângios do fungo
PODRIDÃO PARDA
Além dos frutos, infecta almofadas florais, folhas, 
chupões, ramos, caule, raízes e plântulas
Caule
PODRIDÃO PARDA
 Phytophothora, da classe dos Oomycetes
 Phytophthora palmivora
 P. capsici, P. citrophthora, P. heveae e P. megakarya
 Produzem esporângio, todas as partes infectadas, 
reprodução assexuada
 Oósporos, clamidósporos e zoósporos
 Condições favoráveis
Respingos de chuva e fontes de inóculo
ETIOLOGIA
PODRIDÃO PARDA
zoósporos
zoósporos
Esporângio/Zoosporângio
PODRIDÃO PARDA
zoósporos
PODRIDÃO PARDA
Fontes de inoculo
EPIDEMIOLOGIA
 Camadas superiores do solo e folhedo
 Raízes
 Almofadas florais infectadas
 Cancros nos troncos e nos galhos
 Frutos infectados e mumificados nas árvores
 Casqueiros
 Folhas e chupões infectados
PODRIDÃO PARDA
Sua disseminação está intrinsecamente associada às condições
de umidade do ambiente. O veto, os roedores, os insetos e o homem
também tem ação comprovada no transporte de inoculo dentro da copa
da planta ou de uma planta a outra.
A podridão parda é conhecida como uma doença de ocorrência
cíclica, observando-se com frequência, dentro de uma mesma fazenda,
diferenças em termos de incidência e severidade (áreas foco).
EPIDEMIOLOGIA
PODRIDÃO PARDA

Remoção dos primeiros frutos atacados

Colheitas mais frequentes e retirada dos frutos atacados e secos

Retirada dos casqueiros da área

Amontoar os casqueiros e aplicar fungicida à base de cobre, a 0,3% com pulverizador costal
manual.

Efetuar podas de limpeza após a colheita final;

A remoção dos casqueiros, ou quebra dos frutos fora da área da roça, são as práticas
profiláticas que mais contribuem para diminuir o ataque da podridão parda, porque elimina a fonte
de inoculo.
MANEJO DA DOENÇA
Químico
Produtos Fitossanitárias à base de cobre produção acima de 800 kg de 
amêndoa seca/ha (Alta pluviosidade)
PODRIDÃO PARDA
Ausência de fungicidas sistêmicos/erradicar micélio estabelecido
Falta de pesquisas para registro de produtos
Uso indiscriminado de produtos
Fungicidas a base de cobre 3g do ingrediente ativo para Podridão Parda
QUÍMICO
TRABALHO CIENTÍFICO
Logística Reversa de Defensivos Agrícolas Utilizados na Cacauicultura
no Município de Medicilândia-Pará
10 Autor: Adriana Hofmann Trevisan
20 Autor: Aline Silva Muniz Linhares
30 Autor: Miguel Alves-Júnior
PODRIDÃO PARDA
Variedades melhoradas - CEPLAC (Palestra: Variedades de cacau plantadas no Brasil)
GENÉTICO
Seleção Participativa ou Seleção Massal - STTR Medicilândia e UFPA
 400 plantas em 20 roças 
(selecionadas pelos agricultores)
 Mínimo de 150 frutos sadios por 
planta em 12 meses
 Máximo de 15% de frutos doentes 
no período
 112 plantas selecionadas
Planta selecionada, produtor ELT
Clone ODC-20
PODRIDÃO PARDA
GENÉTICO
PODRIDÃO PARDA
O Manejo Integrado de Doenças (MID) em Cacaueiros 
depende de uma série de intervenções:
 Adubação
 Desbrota
 Sombreamento (luz dentro da roça)
 Evitar excesso de água
 Podas fitossanitárias
 Colheitas mais frequentes
 Recuperação de roças antigas (podas de rebaixamento)
 Plantas resistentes e produtivas (variedades, híbridos e clones)
 Aplicação de fungicidas
 Controle biológico
 Indução de resistência
 Irrigação ou fertirrigação
PODRIDÃO PARDA
Palestra de: Paulo Albuquerque – CEPLAC
Janilson do Socorro – CEPLAC
Cássio Polla – ADEPARÁ
Ações de defesa para a prevenção da 
entrada da praga Moniliophthora roreri
na região norte do Brasil
Monilíase do 
Cacaueiro
Moniliophthora roreri
Fungo
Praga Quarentenária
MONILIA DO CACAUEIRO
MONILIA DO CACAUEIRO
Agente Causal
Fungo
Moniliophthora roreri
Praga Quarentenária
Evans, 2006
Distribuição Geográfica
K. Gramacho, 2012
Bolívia
2012
BRASIL 
2021
BRASIL 
2021
ACRE 2021
AMAZONAS 2022
MONILIA DO CACAUEIRO
Podridão Parda
Phytophthora spp.
Monilíase
Moniliophthora
roreri
Lasiodiplodia
Lasiodiplodia theobroma
Antracnose
Colletrotrichum
gloeosporioides
Vassoura de 
Bruxa
Moniliophthora
perniciosa
PROBLEMÁTICA
Sintomas parecidos
X
Doenças diferentes
MONILIA DO CACAUEIRO
Sintomas
Cacaueiro
MONILIA DO CACAUEIRO
Sintomas
Monilíase Podridão Parda Vassoura Bruxa
Monilíase
MONILIA DO CACAUEIRO
Sintomas
MONILIA DO CACAUEIRO
Theobroma grandiflorum
Cupuaçuzeiro
OUTROS HOSPEDEIROS
MONILIA DO CACAUEIRO
Monília do cacaueiro X cupuaçu
TRASMISSÃO CRUZADA
MONILIA DO CACAUEIRO
Herrania spp.
Cacau de Morcego
Theobroma bicolor
Cacau do Peru
MONILIA DO CACAUEIRO
MONILIA DO CACAUEIRO
Sinais
Frutos de cacau
ESPORULANDO
MONILIA DO CACAUEIRO
Sinais
MONILIA DO CACAUEIRO
Sinais
MONILIA DO CACAUEIRO
Sinais
Disseminação
 CURTAS DISTÂNCIAS: VENTO
 LOGAS DISTÂNCIAS: HOMEM (FRUTOS INFECTADOS)
MONILIA DO CACAUEIRO
Partes da planta atacada
 SOMENTE OS FRUTOS
 Frutos jovens com até três meses ocorrem os maiores danos
Danos
 Pode causar perdas de até 70% na produção
 Potencial de inviabilizar a produção de 
cacau no norte do país e na Bahia
MONILIA DO CACAUEIRO
MONILIA DO CACAUEIRO
DANOS DA MONILÍASE NO PARÁ
 Após três anos da entrada da monilíase, a
perda estimada é de 1 bilhão de reais/ano, só
com amêndoas de cacau.
 Inviabilizar produção comercial do cupuaçu
no Estado.
MONILIA DO CACAUEIRO
MEDIDAS DE CONTROLE DA MONILÍASE
Poda de rebaixamento e formação da copa;
Remoção semanal dos frutos doentes;
Aplicação de ureia a 15% nos casqueiros;
Variedades resistentes.
Plano de contingência
1. Prospecção para detecção da praga.
MONILIA DO CACAUEIRO
2. Legislação/Fiscalização.
3. Pesquisa.
4. Treinamento de pessoal para identificação e controle da monilíase.
5. Educação Sanitária.
ESTRATÉGIA DE AÇÃO PARA PREVENÇÃODA MONILÍASE
Realização:
SFAs e CEPLAC com o apoio dos OESV (convênios com o
MAPA).
Onde?
Nos estados brasileiros de alto risco de introdução da praga e
com plantios de cacaueiros e/ou cupuaçuzeiros.
1 – Prospecção para detecção da praga
Plano de contingência
MONILIA DO CACAUEIRO
Plano de contingência
MONILIA DO CACAUEIRO
OBJETIVOS
Realizar levantamento de detecção da monilíase do cacaueiro;
Apontar locais de monitoramento da presença da monilíase em
plantios de cacaueiros e cupuaçuzeiros;
Verificar as rotas de risco de entrada da praga.
1 – Prospecção para detecção da praga
Plano de contingência
MONILIA DO CACAUEIRO
Prospecção Acre
Plano de contingência
2021
Comércio fluvial irregular
RISCOS DE ENTRADA PELO ACRE – CRUZEIRO DO SUL 
Plano de contingência
Plano de contingência
RISCOS DE ENTRADA PELO ACRE – ESTRADA DO 
PACÍFICO 
Intenso trânsito de veículos entre Peru e Brasil;
Existência de plantios de hospedeiros às margens
da BR 317.
RISCO 
ALTO
Plano de contingência
Plano de contingência
CRUZEIRO DO SUL
08/2021
FOCO 
ÍNDICE
Plano de contingência
MÂNCIO LIMA
2021
FOCO PRIMARIO
Plano de contingência
Ações de supressão e erradicação foco de 
monilíase
• OBJETIVO:
• Eliminar os focos da doença monilíase do cacaueiro
no estado do Acre
Plano de contingência
Plano de contingência
Ações de erradicação monilíase
Plano de contingência
Ações de erradicação monilíase
Plano de contingência
Ações de erradicação monilíase
Um total aproximado de 1.000 residências e chácaras
inspecionados em Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima.
Aproximadamente 10.000 árvores de hospedeiros eliminados
na região do foco de monilíase;
Milhares de frutos colhidos e enterrados.
Plano de contingência
Ações de Barreiras 
Terrestre: BR 364, BR 319 e BR 230
Plano de contingência
Ações de Barreiras 
Fluvial: Rio Amazônas
Plano de contingência
Ações de Barreiras 
Prospecção Amazonas
Plano de contingência
11/2022
Plano de contingência
RISCO DE ENTRADA – TRÍPLICE FRONTEIRA
Plano de contingência
RISCO DE ENTRADA – TRÍPLICE FRONTEIRA
Plano de contingência
RISCO DE ENTRADA – TRÍPLICE FRONTEIRA
Rio Solimões – grande nº de furos e afluentes;
Deficiência no quadro de fiscais agropecuários;
Área de intenso tráfico de drogas.
ALTO 
RISCO
Plano de contingência
RISCO DE ENTRADA – TRÍPLICE FRONTEIRA
PROSPECÇÃO RONDÔNIA 
Plano de contingência
Intenso fluxo de pessoas entre Guajará-Miri/Brasil e
Guayaramirin/Bolívia.
Trânsito diário de ± 1200 pessoas – artigos importados
em geral, e não produtos de origem vegetal;
Trânsito clandestino de produtos vegetais como frutas,
alho cebola e pimenta.
ALTO 
RISCO
PROSPECÇÃO RONDÔNIA 
Plano de contingência
PROSPECÇÃO RORAIMA 
Plano de contingência
Principal região cacaueira e de ocorrência da moniliase
na Venezuela está localizada no Departamento de Sucre,
que dista 1.300 km de Pacaraima;
Possibilidade de transporte de frutos de Theobroma spp.
por parte de turistas provenientes do Caribe Venezuelano.
ALTO 
RISCO
RISCO DE ENTRADA – PACARAIMA/VENEZUELA
Plano de contingência
Plano de contingência
PROSPECÇÕES REALIZADAS NO PARÁ
Realização:
Monitoramento em áreas tradicionais de cultivo através da ADPARA:
• Região da Transamazônica, Sul do Pará e Tomé-Açu
• Baixo Amazonas e Baixo Tocantins
Realização:
Publicação pelo MAPA da instrução normativa N0 13 de 17 de maio
2012:
Estabelece o Plano de Contingência da Moniliase do cacaueiro
• Cria o grupo nacional de defesa fitossanitária para a praga
• Estabelece as ações de prevenção para evitar a entrada da praga e
em caso de focos confirmados as ações para erradicação
2 – Legislação/Fiscalização
Plano de contingência
5 – Legislação/Fiscalização
Realizações no estado do Pará
Plano de contingência
- Portaria SDA/MAPA 703 de 21/11/2022;
- Portaria ADEPARA 7833 de 05/12/2022.
Realização:
Projetos de pesquisas na Ceplac e instituições parceira
nacionais e internacionais.
3 – Ações de Pesquisa
Plano de contingência
4– Treinamento de pessoal
Realizações:
1 – Treinamento de Fiscais Federais Agropecuários (FFAs)
2 – Treinamento de Fiscais Estaduais Agropecuários (FEAs)
Plano de contingência
4– Treinamento de pessoal
Plano de contingência
5– Educação Sanitária
Realizações no estado do Pará
Plano de contingência
CARTAZ
FOLDERS
5– Educação Sanitária
Realizações no estado do Pará
Plano de contingência
Divulgação em Rádio 
e TV
Plano de contingência
FUNGO CAUSADOR DE NECROSE EM CAULE
Provavelmente um Nectriaceae
Importância
 Afeta principalmente mudas e plantas jovens
 Provavelmente algo novo na região da Transamazônica
Alves-Júnior, M. Alves-Júnior, M. Alves-Júnior, M. Alves-Júnior, M.
ISOLAMENTO DO FUNGO E POSTULADOS DE KOCH
Imagens: Alves-Júnior, M.
Inoculação em mudas de cacaueiro
Imagens: Alves-Júnior, M.
Inoculação em frutos de cacau
Imagens: Alves-Júnior, M.
UNIDADES DE OBSERVAÇÃO UFPA/EMBRAPA
PESQUISA
Equipe do LABFITO
REFERÊNCIAS E CRÉDITOS
Imagens:
Do Autor Miguel Alves Júnior
De pesquisadores e Instituições, exemplo:
Dr. Paulo Albuquerque (CEPLAC)
Eng. Agrônomo e Fiscal Estadual Cássio Polla (ADEPARÁ)
De artigos diversos (Google Acadêmico)
Imagens abertas do Google (www.google.com.br|)
OBRIGADO!!!
Prof. Miguel Alves Júnior
E-mail: alvesjr@ufpa.br
Fone: (93) 991530657 WhatsApp

Mais conteúdos dessa disciplina