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Escoamento Superficial: Métodos Chuva-vazão Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC Centro Tecnológico - CTC Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental – ENS ENS5102 - HIDROLOGIA Profa Patrícia Kazue Uda ESTRUTURA DA AULA ❖ Métodos Chuva-vazão ❖ Método Racional ❖ Pressupostos do método racional ❖ Estimativa de vazão máxima com o método racional ❖ Método SCS ❖ Estimativa da precipitação efetiva com o método SCS ❖ Método do Hidrograma Unitário ❖ Pressupostos do método Constância do tempo de base Proporcionalidade das vazões Aditividade das vazões ❖ Convolução de hidrogramas ❖ Estimativa de hidrograma de projeto com convolução de hidrograma • São métodos que estimam a vazão, com base em dados de precipitação e de dados físicos de uma bacia hidrográfica. • Esse tipo de procedimento é utilizado em bacias sem informações de vazão medidas em campo. Depois da medição dos dados de chuva, é possível obter estimativas de vazão em qualquer ponto de uma bacia hidrográfica . • Os métodos chuva-vazão permitem a obtenção de séries de vazões mais longas e representativas para os projetos de engenharia de recursos hídricos, além de hidrogramas de cheias para determinados períodos de retorno (hidrogramas de projeto), e de vazões de pico para determinados períodos de retorno (vazões de projeto). MÉTODOS CHUVA-VAZÃO ENTRADA (chuva) SISTEMA (bacia) SAÍDA (vazão no exutório) Q (m3/s) Tempo hidrograma de projeto vazão de pico • É um método indireto, apresentado pela primeira vez em 1851 por Mulvaney e usado nos Estados Unidos por Emil Kuichling em 1889. • Estabelece uma relação entre a chuva e o escoamento superficial (deflúvio). • É usado para calcular a vazão de pico de uma determinada bacia, considerando uma seção de estudo. Método Racional 3,6 A i C Q m = Q = pico de vazão em m3/s; im = intensidade média da precipitação sobre toda a área drenada, de duração igual ao tempo de concentração, em mm/hora; A = área drenada, em km2; C = coeficiente de deflúvio. O método racional, para a estimativa do pico de cheia, resume-se fundamentalmente no emprego da chamada “fórmula racional”: As hipóteses do método racional são as seguintes: • toda a bacia contribui com o escoamento superficial e é por isso que o tempo de duração da tormenta deve ser igual ou exceder ao tempo de concentração da bacia; • a chuva é distribuída uniformemente sobre toda a área da bacia; • a chuva é constante dentro de sua duração; • todas as perdas estão incorporadas ao coeficiente de escoamento superficial. Método Racional As imprecisões no emprego do método será tanto mais significativa, quanto maior for a área da bacia, porque as hipóteses anteriores tornam-se cada vez mais improváveis. ✓ Simplicidade de aplicação. ✓ Facilidade do conhecimento e controle dos fatores a serem considerados. Uso difundido em pequenas bacias hidrográficas e em áreas urbanas, no dimensionamento de estruturas de drenagem urbana. Áreas de até 5 km2 Área Drenada (A): Elemento que se determina mais precisamente, pois a única limitação é de ordem econômica. Determinada através de mapas, cartas topográficas, fotografias aéreas ou imagens de satélite. Intensidade Média da Precipitação máxima (im): • im considerado no método racional é um valor médio no tempo e no espaço. • A intensidade a ser considerada para a aplicação do método é a máxima média observada em um certo intervalo de tempo para o período de retorno fixado. • O intervalo de tempo que corresponde à situação crítica é igual ao tempo de concentração da bacia. 3,6 A i C Q m =Método Racional im: intensidade média da chuva máxima (mm/h); TR: período de retorno (anos); t: duração da chuva (min); k, a, b, c: coeficientes de ajustamento específicos para cada localidade. ( ) 34,0 25,0 18,1 145 − = t T im Equação de chuvas intensas para Florianópolis (POMPÊO, 1992) Pata tFonte: Walter Collishonn Precipitação efetiva: I é a capacidade de Infiltração (mm/h) Capacidade de Infiltração 0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 t (h) I (m m /h ) Pef considerando Infiltração proporcional à intensidade de P Infiltração Será? Fonte: Walter Collishonn Precipitação efetiva: Pef pelo Método SCS-CN Perdas Determinação da precipitação efetiva (Pef): ✓ O método SCS-CN, também conhecido como Curve Number Method foi desenvolvido em 1972 pelo U.S. Natural Resources Conservation Service1. ✓ Pode ser aplicado a áreas maiores que o Método Racional. ✓ Utilizado para “determinação” da precipitação efetiva (ou chuva excedente) relativa a um evento chuvoso. ✓ É baseado em um parâmetro chamado de CN (Curve Number), considerado como coeficiente de escoamento superficial neste método. ✓ 1 Anteriormente designado por U.S. Soil Conservation Service. MÉTODO DO SOIL CONSERVATION SERVICE (SCS) Determinação da precipitação efetiva (Pef): P: precipitação em um evento (mm) F: infiltração acumulada ao longo do evento (mm) Ia: são perdas iniciais: interceptação, acúmulo de água na superfície e infiltração no solo antes do início da geração de escoamento superficial. Q: chuva efetiva ou escoamento superficial (mm) • Conhecido também como SCS – CN porque está baseado em um parâmetro CN (Curve Number). • É baseado no balanço hídrico na superfície do solo e em duas hipóteses relacionadas à capacidade de armazenamento de água no solo. • A equação do balanço hídrico na superfície do solo é: P = Ia + Q + F P Q F Ia MÉTODO DO SOIL CONSERVATION SERVICE (SCS) Determinação da precipitação efetiva (Pef): • Primeira hipótese: a razão entre o escoamento superficial (Q) e o escoamento superficial máximo potencial (P – Ia) é igual à razão entre a infiltração acumulada no solo (F) e a máxima infiltração acumulada potencial (S). Mas, Então, Para P > Ia ( ) SIaP IaP Q 2 +− − = P = Ia + Q + F F = P - Ia - Q Que resulta em: Ia: perdas iniciais como acúmulo de água na superfície, interceptação e a infiltração antes do início da geração do escoamento superficial (mm) • Segunda hipótese: as perdas iniciais correspondem a 20% da máxima infiltração acumulada potencial (S). SIa = 2,0 MÉTODO DO SOIL CONSERVATION SERVICE (SCS) Determinação da precipitação efetiva (Pef): ( ) SIaP IaP Q 2 +− − = SIa = 2,0 ( ) SP SP Q 8,0 2,0 2 + − = Desta maneira, a chuva efetiva pode ser calculada pelo método SCS como: • Para determinar a capacidade máxima da camada superior do solo → SCS criou um coeficiente adimensional denominado CN (“curve number”), que possui as seguintes propriedades: ✓ 0 Ia CN – Curve Number • Na literatura técnica do Brasil, denomina-se CN de número de deflúvio, com notação CN. • O número de deflúvio é dependente de: ✓Grupo hidrológico do solo (tipos padrão, ABCD) ✓Forma de ocupação e condições de uso (tabelados) ✓Umidade antecedente (seco - I, normal - II, úmido - III) ( ) SP SP Q 8,0 2,0 2 + − = Para P > Ia Pef: Método SCS-CN SIa = 2,0 254 CN 25400 S −= Se P > Ia (mm) Grupo A solos arenosos, com baixo teor de argila total (inferior a 8%), sem rochas, sem camada argilosa e nem mesmo densificada até a profundidade de 1,5m. O teor de húmus é muito baixo, não atingindo 1%. Grupo B solos arenosos menos profundos que os do Grupo A e com menor teor de argila total, porém ainda inferior a 15%. No caso de terras roxas este limite pode subir a 20% graças a maior porosidade. Os dois teores de húmus podem subir, respectivamente, a 1,2% e 1,5%. Não pode haver pedras e nem camadas argilosas até 1,5m, mas é quase sempre presente uma camada mais densificada que a camada superficial. Grupo C solos barrentos, com teor de argila de 20 a 30%, mas sem camadas argilosas impermeáveis ou contendo pedras até a profundidade de 1,2m. No caso de terras roxas, estes dois limites máximos podem ser de 40% e 1,5m. Nota-se, a cerca de 60cm de profundidade, camada mais densificada que no Grupo B, mas ainda longe das condições de impermeabilidade. Grupo D solos argilosos (30 a 40% de argila total) e com camada densificada a uns 50cm de profundidade ou solos arenosos como B, mas com camada argilosa quase impermeável ou horizonte de seixos rolados. Grupos Hidrológicos de Solos O CN é dependente de: 1. Grupo hidrológico do solo (tipos padrão, ABCD) 2. Forma de ocupação e condições de uso (tabelados) 3. Umidade antecedente (seco - I, normal - II, úmido - III) Definindo o valor de CN: Grupo Taxa de infiltração mínima [mm/h] A 7,62 - 11,43 B 3,81 - 7,62 C 1,27 - 3,81 D 0 - 1,27 Além das próprias características dos solos, a classificação pode ser realizada a partir da análise das taxas mínimas de infiltração: Número de Deflúvio para bacias rurais, umidade antecedente normal: Uso do solo Condições da Superfície Tipos de Solos da Área A B C D Terrenos cultivados com sulcos retilíneos em fileiras retas 77 86 91 94 70 80 87 90 Plantações regulares em curvas de nível 67 77 83 87 terraceado em nível 64 73 79 82 em fileiras retas 64 76 84 88 Plantações de cereais em curvas de nível 62 74 82 85 terraceado em nível 60 71 79 82 em fileiras retas 62 75 83 87 Plantações de legumes ou campos cultivados em curvas de nível 60 72 81 84 terraceado em nível 57 70 78 89 pobres 68 79 86 89 normais 49 69 79 94 boas 39 61 74 80 Pastagens pobres, em curvas de nível 47 67 81 88 normais, em curvas de nível 25 59 75 83 boas, em curvas de nível 26 35 70 79 Campos Permanentes normais 30 58 71 78 esparsas, de baixa transpiração 45 66 77 83 normais 36 60 73 79 densas, de alta transpiração 25 55 70 77 Chácaras normais 59 74 82 86 Estradas de Terra más 72 82 87 89 de superfície dura 74 84 90 92 Florestas muito esparsas, baixa transpiração 56 75 86 91 esparsas 46 68 78 84 densas, alta transpiração 26 52 62 69 normais 36 60 70 76 Superfícies impermeáveis áreas urbanizadas 100 100 100 100 O CN é dependente de: 1. Grupo hidrológico do solo (tipos padrão, ABCD) 2. Forma de ocupação e condições de uso (tabelados) 3. Umidade antecedente (seco - I, normal - II, úmido - III) Definindo o valor de CN: Forma de ocupação e condições de uso Número de Deflúvio para bacias urbanas, umidade antecedente normal: Uso do solo Condições da Superfície % Área Imp. Tipo de solo A B C D Estacionamentos e superfícies pavimentadas Áreas impermeáveis: estacionamentos pavimentados, telhados, caminhos e passagens (excetuando-se passeios) 100 98 98 98 98 Comercial Bairros urbanos de comércio e negócios 85 89 92 94 95 Industrial Bairros urbanos industriais 72 81 88 91 93 Residencial Bairros residenciais com lotes de tamanho médio: 500 m2 ou menos (densidade elevada) 65 77 85 90 92 Bairros residenciais com lotes de tamanho: 1000 m2 38 61 75 83 87 Bairros residenciais com lotes de tamanho: 1350 m2 30 57 72 81 86 Bairros residenciais com lotes de tamanho: 2000 m2 (densidade baixa) 25 54 70 80 85 Bairros residenciais com lotes de tamanho: 4000 m2 20 51 68 79 84 Bairros residenciais com lotes de tamanho: 8000 m2 12 46 65 77 82 Corpos hídricos, banhados 0 0 0 0 0 Florestas Madeira (2) – Boa condição 30 55 70 77 Gramados, Pastagens Pastagem, gramados ou campos (3) – Boa condição. 39 61 74 80 Espaços abertos Espaços abertos (gramados, parques, campos de golfe, cemitérios, etc.) (4) Condição satisfatória (cobertura de grama de 50% to 70%). 49 69 79 84 Agricultura Cultivos em fileira – Linhas retas com resíduos de cobertura de vegetação do cultivo. Boa condição (1) 64 75 82 85 O CN é dependente de: 1. Grupo hidrológico do solo (tipos padrão, ABCD) 2. Forma de ocupação e condições de uso (tabelados) 3. Umidade antecedente (seco - I, normal - II, úmido - III) Definindo o valor de CN: Formade ocupação e condições de uso Observações do quadro anterior (1) A condição hidrológica baseia-se em uma combinação de fatores que influenciam a infiltração e o escoamento superficial, dentre os quais (a) densidade de distribuição vegetação e densidade das copas, b) quantidade de cobertura permanente, c) quantidade e grama ou legumes plantados em fileiras muito próximas, (d) percentagem de resíduos na superfície do solo (bom >=20%), e (e) grau de rugosidade da superfície. (2) Bom: madeira protegida de podas, e solo coberto por matéria vegetal em decomposição. (3) Bom: cobertura do solo superior a 75% e podas leves e ocasionais. (4) Os valores de CN apresentados são equivalentes a área de pastagem. Valores compostos de CN podem ser avaliados por outras combinações de coberturas de espaços abertos. O CN é dependente de: 1. Grupo hidrológico do solo (tipos padrão, ABCD) 2. Forma de ocupação e condições de uso (tabelados) 3. Umidade antecedente (seco - I, normal - II, úmido - III) Definindo o valor de CN: Forma de ocupação e condições de uso Umidade antecedente do solo Condição I solos secos: as chuvas nos últimos 5 dias não ultrapassaram 15mm Condição II situação média na época das cheias: as chuvas nos últimos 5 dias totalizaram entre 15 e 40mm Condição III solo úmido (próximo da saturação): as chuvas nos últimos 5 dias foram superiores a 40mm e as condições meteorológicas foram desfavoráveis a altas taxas de evaporação ( ) ( ) ( )IICN IICN ICN − = 058,010 2,4 ( ) ( ) ( )IICN IICN IIICN + = 13,010 23 As tabelas apresentam valores de CN para umidade antecedente na condição II. Para condições I ou III, o valor deve ser corrigido: O CN é dependente de: 1. Grupo hidrológico do solo (tipos padrão, ABCD) 2. Forma de ocupação e condições de uso (tabelados) 3. Umidade antecedente (seco - I, normal - II, úmido - III) Definindo o valor de CN: Para bacias com diferentes coberturas do solo: Roteiro prático: Determinação da Pef usando método SCS-CN: Gerar mapa de uso do solo da bacia Mapa de tipo de solo da bacia Definir Grupo Hidrológico de cada tipo de Solo da bacia (A, B, C ou D) Aerofotos ou imagens de satélite da bacia Associar cada conjunto de uso do solo+grupo hidrológico do solo com um valor de CN das tabelas do CN por forma de ocupação e condições de uso do solo. Corrigir cada valor de CN calculado de acordo com a condição de umidade antecedente Calcular o valor CN médio ponderado para a bacia Chuva de projeto obtida pelo método dos blocos alternados Calcular Pef com método SCS-CN, se P > Ia ( ) ( ) ( )IICN IICN ICN − = 058,010 2,4 ( ) ( ) ( )IICN IICN IIICN + = 13,010 23 As tabelas apresentam valores de CN para umidade antecedente na condição II. Para condições I ou III, o valor deve ser corrigido: Para bacias com diferentes coberturas do solo: 𝐶𝑁 = σ𝑖=1 𝑛 (𝐶𝑁𝑖𝐴𝑖) 𝐴𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 ( ) SP SP Q 8,0 2,0 2 + − = Para P > Ia 254 CN 25400 S −=(mm) 27 R = 41,3 mm 28 Tempo (min) Precipitação (mm) 10 5 20 6 30 14 40 11 Exercício Exemplo: Para o evento de chuva apresentado abaixo, determine a chuva efetiva total e a chuva efetiva incremental (gerada em casa intervalo de tempo). Sabe-se que se trata de uma bacia com solos com média capacidade de infiltração (solos tipo C) e com cobertura de pastagens normais em curvas de nível. Exercício Exemplo: Para o evento de chuva apresentado abaixo, determine a chuva efetiva total e a chuva efetiva incremental (gerada em casa intervalo de tempo). Sabe-se que se trata de uma bacia com solos com média capacidade de infiltração (solos tipo C) e com cobertura de pastagens normais em curvas de nível. Tempo (min) Precipitação (mm) 10 5 20 6 30 14 40 11 Pela tabela do CN para bacias rurais, umidade antecedente normal, temos que CN = 75 ( ) SP SP Q 8,0 2,0 2 + − = Assim, calculamos S como: E, Ia é estimado por: Com S e Ia determinados, podemos voltar à Tabela e continuar os cálculos, lembrando que a Pef deve ser estimada por: (mm) Pef acumulada (mm) 0 0 0,7 3,5 Precipitação acumulada (mm) 5 5+6 = 11 11+14 = 25 25 + 11 = 36 Pacum – Ia (Pacum – 0,2S) (mm) -11,9 -0,9 8,1 19,1 Pef incremental (mm) 0 0 0,7 3,5-0,7 = 2,8 Verificação: Pacum – 0,2S Ia Uso do solo Condições da Superfície Grupo Hidrológico dos Solos da Área A B C D Terrenos cultivados com sulcos retilíneos em fileiras retas 77 86 91 94 70 80 87 90 Plantações regulares em curvas de nível 67 77 83 87 terraceado em nível 64 73 79 82 em fileiras retas 64 76 84 88 Plantações de cereais em curvas de nível 62 74 82 85 terraceado em nível 60 71 79 82 em fileiras retas 62 75 83 87 Plantações de legumes ou campos cultivados em curvas de nível 60 72 81 84 terraceado em nível 57 70 78 89 pobres 68 79 86 89 normais 49 69 79 94 boas 39 61 74 80 Pastagens pobres, em curvas de nível 47 67 81 88 normais, em curvas de nível 25 59 75 83 boas, em curvas de nível 26 35 70 79 Número de Deflúvio para bacias rurais, umidade antecedente normal: Exercício Exemplo: Para o evento de chuva apresentado abaixo, determine a chuva efetiva total e a chuva efetiva incremental (gerada em casa intervalo de tempo). Sabe-se que se trata de uma bacia com solos com média capacidade de infiltração (solos tipo C) e com cobertura de pastagens normais em curvas de nível. Tempo (min) Precipitação (mm) 10 5 20 6 30 14 40 11 Pela tabela do CN para bacias rurais, umidade antecedente normal, temos que CN = 75 ( ) SP SP Q 8,0 2,0 2 + − = Assim, calculamos S como: E, Ia é estimado por: Com S e Ia determinados, podemos voltar à Tabela e continuar os cálculos, lembrando que a Pef deve ser estimada por: (mm) Pef acumulada (mm) 0 0 0,7 3,5 Precipitação acumulada (mm) 5 5+6 = 11 11+14 = 25 25 + 11 = 36 Pacum – Ia (Pacum – 0,2S) (mm) -11,9 -0,9 8,1 19,1 Pef incremental (mm) 0 0 0,7 3,5-0,7 = 2,8 Verificação: Pacum – 0,2S Ia OBRIGADA E ATÉ A PRÓXIMA AULA! Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12: Pef considerando Capacidade de infiltração constante: Slide 13: Pef considerando Infiltração proporcional à intensidade de P Slide 14: Pef pelo Método SCS-CN Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19: CN – Curve Number Slide 20 Slide 21: Número de Deflúvio para bacias rurais, umidade antecedente normal: Slide 22: Número de Deflúvio para bacias urbanas, umidade antecedente normal: Slide 23: Observações do quadro anterior Slide 24: Umidade antecedente do solo Slide 25: Roteiro prático: Determinação da Pef usando método SCS-CN: Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32