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Farmácia clínica e o cuidado farmacêutico. Farmácia 
clínica é uma área focada no paciente e no uso racional 
de medicamentos. 
Como pilares, garantir a segurança e eficácia, foco total 
no paciente e monitorização constante para análises dos 
resultados. 
A farmacoterapia é aplicar a farmacologia. Na 
farmacoterapia meu objetivo é o paciente que usa o 
medicamento, se a dose está correta, frequência etc. 
seleção adequada é participar de uma comissão para 
selecionar medicamento mais adequados. 
Farmacoterapia 
Não há como desvincular o efeito 
adverso do efeito terapêutico, sempre 
vai haver. Interações medicamentosas é 
a influência de um medicamento em um 
segundo componente. Medicamento X 
me traz um efeito X, se eu tomo um Y 
pode ser que o medicamento X deixe de 
ter o medicamento X. 
Farmacoterapia 
Classificação das interações: 
Interação fármaco-fármaco: quando tomo 
no mínimo 2 medicamentos, um interfere no 
efeito do outro, podendo um interferir na 
ação do outro ou os dois interferindo em si 
Interação fármaco-alimento: mais comum, 
influência dos alimentos ou bebidas na 
resposta e efetividade do fármaco. 
Interação físico-
química: ocorrendo 
fora do organismo, 
incompatibilidade, 
falha de um dos 
fármacos. Pode 
precipitar, mudar de 
cor etc. 
Interação terapêutica: ocorrem dentro do organismo, sendo 
farmacocinéticas ou farmacodinâmicas. 
Farmacocinética: absorção, distribuição, biotransformação e excreção. 
Absorção: substâncias se absorvem principalmente no intestino. 
Esvaziamento gástrico e motilidade afetam entrada e absorção do 
fármaco, se eu comer e tomar o fármaco ele fica parado no intestino e 
sofre ação do suco gástrico degradando boa parte, o que altera absorção 
e efeito. Para que ele faça o efeito, ele tem que interagir com o corpo, no 
local de ação e em uma quantidade correta. 
Incompatibilidade que ocorre com os 
fármacos antes de serem aplicados, 
in vitro. Sinais são visíveis, fármacos 
misturados na seringa por exemplo, 
podem ser incompatíveis. Observa se 
se a cor mudar muito, precipitação 
etc. Essas reações inativam o 
fármaco, falha terapêutica. 
Formação de complexos também alteram 
absorção do fármaco, antibióticos por 
exemplo, não se toma com leite, pois eles 
são quelantes, e tem cálcio no leite, 
quando estivem no intestino eles vão se 
quelar e não haverá absorção nem do 
cálcio nem do antibiótico. 
Distribuição: o fármaco só vai ser distribuído se estiver livre, se 
estiver ligado a proteína não vai ser distribuído para o local de ação 
pois a proteína não atravessa a membrana plasmática. Minoxidil se 
a pessoa toma e ela fica ligado a proteína e é distribuído 
normalmente, se ela toma outro medicamento em maior 
quantidade ou que tem mais afinidade a proteína, o Minoxidil vai ser 
liberado e por ser baixo índice pode haver intoxicação no paciente 
Quando dois medicamentos competem 
pelo mesmo sítio, um deles pode ser 
expulso, aumentando sua fração livre no 
sangue, podendo levar a efeitos tóxicos. 
Indução: inibidores enzimáticos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Farmacoterapia 
Sinergismo: efeito final é maior, 
potencialização de efeito . Quando dois 
fármacos A e B, que tem efeitos diferentes 
separados, juntos eles fazem efeito Z. Tylex 
é codeína + paracetamol. Os dois 
separados não faz o efeito desejado, mas 
juntos potencializam o efeito um do outro 
e chegam no resultado desejado. Pode ser 
interação com resultado benéfico. 
Antagonismo: quando um dos fármacos bloqueia o efeito do outro. 
Redução da eficácia do fármaco devido a ação de outro. Quando 
alguém tenta suicídio com benzodiazepínicos é administrado 
flumazenil para bloquear seus receptores (no caso já foi absorvido e 
carvão ativado e soro não resolvem) – antagonismo. 
Interação alimentos: dieta interfere no Ph gástrico, deixando mais 
básico por exemplo, pode retardar o esvaziamento gástrico. Ex.: 
tetraciclina com leite. 
Se absorve mais fácil medicamentos em jejum, porém existem... 
...exceções. Ex.: antifúngicos são 
absorvidos melhor após comer alimentos 
gordurosos. 
Farmacoterapia 
Para substância gerar um efeito correto, 
precisa estar no local correto e na 
quantidade correta. Relação dose x 
efeito: quando tomar um medicamento 
precisa estar na faixa de concentração de 
efeitos terapêuticos, não se deve tomar 
mais do que o indicado nem menos. Ex.: 
dipirona de 500mg tem um efeito X, de 1G 
tem um efeito 2X. Quanto maior a dose... 
Ex.: paracetamol a 
dose máxima diária é 
de 4g → dentro da 
janela sem que algo 
nocivo aconteça. 
Atenção maior aos 
medicamentos de 
baixo índice 
terapêutico. Onde a... 
...maior probabilidade de efeito 
maléfico/supra terapêutico, e se eu 
continuar aumentando a dose pode ser 
tóxico ou letal. 
A faixa azul é chamada de janela 
terapêutica. É o equilíbrio da eficácia 
clínica com a segurança do paciente, 
observar para que a dose, frequência 
estejam na faixa da janela terapêutica. 
...dose usual é muito próxima da dose 
tóxica. Digoxina, Varfarina, Minoxidil, Lítio. 
Farmacocinética: manter o equilíbrio da 
eficácia e segurança do medicamento, 
como ele se comporta dentro do 
organismo. Modelos matemático → 
quanto. Observa a dose administrada e a 
concentração do fármaco no local de 
ação. 
Relação da quantidade do fármaco (ansiolíticos) que ficou no 
sangue para saber quanto chegou no SNC. Uma vez que a 
substância é administrada e absorvida ela pode ir para vários 
lugares, como saber quanto do fármaco chegou no local que eu 
preciso¿. Input: processos que favorecem a chegada do fármaco 
no sangue. Quanto mais absorvido o fármaco maior a 
concentração plasmática → administração e absorção. 
Disposição: processos que favorecem a saída do fármaco do 
sangue, concentração plasmática diminui → distribuição, 
metabolismo e excreção. 
Não é porque o fármaco ficou 12h no 
organismo que ele fez efeito por 12h. 
Parâmetros farmacocinéticos: 
Biodisponibilidade: permite quantificar a 
absorção (quando fármaco sai do local 
que foi administrado para o sangue). De 
100 moléculas que foram administradas, 
chegaram 80 → biodisponibilidade desse 
fármaco é de 80%. 
...o fármaco continua 
no sangue. 
Depuração: qual 
volume de plasma que 
é filtrado e está livre 
(se livrando) do 
fármaco. 
Benzetacil, insulina a biodisponibilidade 
é tão baixa que não tem comprimido. 
Volume de distribuição: a 
biodisponibilidade me traz o VD. É a 
quantidade de fármaco no plasma que 
foi para os tecidos. Valor de VD alto é 
por que a substância está indo para os 
tecidos, valor baixo significa que... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Constante de eliminação: o quão rápido o quão devagar essa substância está 
saindo. ASC: quantidade de fármaco biodisponível naquele momento 
 
Farmacoterapia 
No processo de absorção temos a 
biodisponibilidade (F). Ela informa o 
quanto de fármaco chegou no sangue da 
dose administrada. De 100 chegou 80 → 
80% de biodisponibilidade. Qual a via de 
administração que me traz 100% de 
biodisponibilidade? Intravenosa. Mesmo 
se a F for 65% é suficiente para fazer 
efeito por que já foram feitos estudos... 
 ...perdas. Chega na veia 
porta obrigatoriamente 
para ir para o fígado. 
Onde ocorre 
metabolismo de 
primeira passagem. 
Coração → pulmão → 
coração → sangue. 
...farmacocinéticos e todas as possíveis 
perdas já vão ser estudadas. A 
quantidade que precisa ser 
administrada e chegar à circulação 
sanguínea já está ajustada. 
Perdas começam no TGI por conta da 
acidez. Depois chega no intestino, para 
chegar no sangue tem que atravessar 
barreira intestinal. Onde também há... 
Gráfico perfil farmacocinético: 
Administro fármaco em uma pessoa e 
de tempo em tempo eu quantifico o 
fármaco. Quando e administro pela via 
oral no primeiro momento a 
concentração começa a subir, depois 
começa a baixar. Via endovenosaa 
concentração só cai. Mesmo fármaco 
nas mesma dose, mas vias diferentes. 
 Área sob a curva: 
quantificar quanto 
tenho de fármaco e 
quanto chegou na 
circulação. 
VD (distribuição): para 
gerar o efeito desejado 
tem que estar no local 
certo na dose certa. 
Na via oral, após o pico de dose, 
começa a cair a dose pois está no 
sangue mas não fica parada, é 
metabolizada, excretada etc. via EV não 
tem processo de absorção pois coloco 
ela direto no sangue, ela só vai ser 
distribuída, metabolizada e excretada. 
Consigo quantificar o fármaco no sangue 
apenas, não posso tirar fígado, cérebro, 
coração etc. A partir do momento que a 
substância está no sangue ela pode ser 
distribuída para qualquer lugar, por onde 
o sangue passa, para órgãos e tecidos. 
Para ansiolíticos por exemplo, 
esperamos que ele chegue no SNC, e 
quantificando no sangue podemos... 
...um fármaco que 
deveria ir para o SNC 
vai parar o tecido. 
Diazepam afinidade 
pelo tecido adiposo, 
falta para agir no 
cérebro. Então ajusto a 
dose. VER 
...saber. representa o volume aparente 
no qual o fármaco se distribui no 
organismo. VD: Dose administrada / 
Cp0 (concentração plasmática no 
tempo 0) → conta usada só na via EV. 
Influenciado por edema, obesidade e 
hidratação. Importante pois o fármaco 
pode ser lipofílico mais ou menos e 
pode ser absorvido pelos tecidos... 
Dose de ataque: dose mais alta 
para ter um efeito imediato. 
C (concentração): massa/volume 
Cp (plasmática): dose/Vd 
Vd: dose (intravenosa)/Cp0 
(concentração plasmática no 
tempo 0) 
POR VIA ORAL: 
Vd: Cl/Kel 
Clearance (Cl): capacidade do corpo 
em remover o fármaco. Por 
metabolismo ou excreção. Ele averigua 
dose de manutenção (Vd é dose de 
ataque). 
Determina velocidade que o organismo 
limpa o sangue influenciando o 
equilíbrio. 
Cl: 100ml/min do fármaco X 
A cada minuto 100ml do meu 
sangue está sendo filtrado e 
está se livrando do fármaco. 
Não é na quantidade de 
fármaco que tenho que 
pensar mas sim no volume de 
sangue que está sendo limpo. 
Fenobarbital, meia vida alta 
eliminação lenta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fatores fisiológicos que interferem 
no clearance: débito cardíaco, 
fluxo sanguíneo baixo, fármaco 
acumulado no corpo.

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