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Verificando o aprendizado Questão 1 Lei nº 9.605/98, editada para regulamentar as sanções penais e administrativas a serem aplicadas às condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, trouxe a definição de diversos crimes ambientais, no intuito de proteger tanto a fauna e a flora, quanto o meio ambiente como um todo. De acordo com a lei supramencionada, será crime contra a fauna A matar espécime da fauna silvestre. Condutas como perseguir um animal não são consideradas delitos ambientais. B matar animais que pertençam a fauna brasileira. Matar animal que esteja passando pelo Brasil, por exemplo, um pinguim, não será considerado crime, apenas infração administrativa. C mesmo com autorização para a caça, o indivíduo que realizar esta conduta, incorrerá no crime contra a fauna silvestre. D o indivíduo que destrói ninho, impedindo a procriação da fauna. E mesmo que a espécie silvestre não seja considerada ameaçada de extinção, no caso de guarda doméstica sem autorização do respectivo órgão ambiental, o juiz não poderá deixar de aplicar a pena. Parabéns! A alternativa D está correta. Responda De acordo com o artigo 29 da Lei nº 9.605/98, será considerado crime contra a fauna, não apenas matar, mas perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécime da fauna silvestre, nativo ou em rota migratória, sem a devida anuência da autoridade competente. Sendo assim, uma pessoa que mata um pinguim, mesmo que ele não pertença à fauna nativa, incorrerá no crime do artigo 29. Na hipótese de a pessoa possuir autorização para caça, não haverá delito ambiental. Praticará o mesmo crime a pessoa que, de alguma forma, impedir a procriação da fauna, por exemplo: destruindo, modificando, ninho, abrigo ou criadouro. Por fim, poderá o juiz extinguir a punibilidade em situações em que a guarda doméstica de espécime silvestre não for considerada ameaçada de extinção. Questão 2 Os crimes contra a flora são aqueles que causam danos à biodiversidade vegetal, prejudicando áreas de floresta e vegetação em geral. De acordo com a Lei nº 9.605/98, sobre crimes contra a flora, podemos dizer que A a mera danificação de floresta considerada de preservação permanente não é crime ambiental. B se a utilização da floresta de preservação permanente ocorrer dentro dos limites permitidos por lei, em unidade de conservação de uso sustentável, não será considerada crime contra a flora. C não será crime contra flora, se a destruição ocorrer em floresta em desenvolvimento. D se o indivíduo não iniciar a conduta de derrubar a vegetação, porque foi interrompido com a chegada de terceiros, não incorrerá no delito previsto no artigo 29. E caso o indivíduo tenha danificado a floresta por ter utilizado acidentalmente substância acima do nível permitido, não será crime contra flora. Parabéns! A alternativa B está correta. Responda De acordo com o artigo 38 da Lei nº 9.605/98, destruir ou danificar floresta de preservação permanente, mesmo que esteja na fase de formação (vegetação ainda se desenvolvendo), ou utilizá-la desrespeitando as normas de proteção ambiental, incorrerá em crime contra a flora. Sendo assim, se a utilização da floresta em unidade de conservação de uso sustentável ocorrer em conformidade com a lei, não haverá crime. Lembrando que este tipo admite tentativa e a modalidade culposa. Logo, se a conduta da pessoa tiver sido interrompida por vontade alheia ou não tenha sido a intenção da pessoa em danificar a floresta, responderá pelo crime ambiental.