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Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 
Técnico Judiciário (Área Administrativa) 
Teoria e exercícios comentados 
Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (2) 
 
 
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QUESTÕES CONSULPLAN 
Contratos administrativos 
1. (Consulplan - TJ-MG/2016) Eventualmente, há hipóteses em que se torna 
possível a rescisão do contrato administrativo, independentemente de culpa do 
contratado, por exemplo, em virtude de caso fortuito, ou força maior. Nessas 
hipóteses, fará ele jus a uma série de garantias e direitos de cunho patrimonial, 
EXCETO: 
a) Recebimento dos valores devidos em razão da execução do contrato até a data da 
rescisão. 
b) Recebimento da devolução da garantia. 
c) Recebimento do custo da desmobilização. 
d) Recebimento de multa compensatória, na razão do prazo contratual até a data da 
rescisão. 
Comentário: o contrato administrativo, em regra, deve ser executado até a sua 
conclusão ou até o término do seu prazo. Todavia, em alguns casos, os 
contratos podem ser rescindidos, por vários motivos, alguns por culpa da 
Administração, outros por culpa do contratado e, em alguns casos, por fatos 
externos. 
Quando a rescisão decorrer de uma causa não imputável ao contratado, a 
exemplo da ocorrência de caso fortuito ou de força maior , impe ditiva da 
execução do contrato , este terá direito a (art. 79, § 2º) 
 ressarcimento dos prejuízos regularmente comprovados que houver 
sofrido 
 devolução de garantia; 
 pagamentos devidos pela execução do contrato até a data da rescisão; 
 pagamento do custo da desmobilização. 
Porém, não há previsão de multa compensatória. Na verdade, em nenhuma 
hipótese há pagamento de multa rescisória por parte da Administração. É 
possível a cobrança dos prejuízos regularmente comprovados, mas não de 
pagamento de multa compensatória pela Administração. 
Gabarito: alternativa D. 
2. (Consulplan – Agente de Controle Interno/Prefeitura de Venda Nova do 
Imigrante/2016) Nos termos da Lei de Licitações e Contratos, é correto afirmar que: 
a) A dispensa de licitação é adotada para os casos de calamidade e emergência, 
desde que o respectivo contrato tenha duração máxima de 12 meses. 
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b) A modalidade licitatória de tomada de preços pode ser adotada para as 
concessões de direito real de uso estimadas em valor não superior a R$ 1.500.000,00. 
c) Os contratos em que o Município estabelece relação de compra e venda de bens 
imóveis com os Estados e a União operam-se pela modalidade de inexigibilidade de 
licitação. 
d) Uma das características do contrato administrativo é a previsão de cláusulas 
exorbitantes como as que permitem a alteração unilateral do contrato por parte da 
administração pública. 
Comentário: essa é uma questão que exige conhecimentos de licitações e de 
contratos simultaneamente. Vamos analisar as alternativas: 
a) a licitação será dispensável nos casos de emergência ou de calamidade, 
todavia o prazo para a conclusão do objeto do contrato é de até 180 dias , 
contados da ocorrência da emergência ou calamidade, vedada a prorrogação 
dos respectivos contratos (art. 24, IV) – ERRADA; 
b) para concessão de direito real de uso adota-se a modalidade concorrência. 
É importante notar que, em alguns casos, a escolha da modalidade de licitação 
não decorre do valor, mas sim da natureza do objeto. Nessa linha, a 
concorrência será modalidade de licitação para: “qual quer que seja o valor de 
seu objeto, tanto na compra ou alienação de bens imóveis, ressalvado o 
disposto no art. 19, como nas concessões de direito real de uso e nas licitações 
internacionais, admitindo-se neste último caso, observados os limites deste 
artigo, a tomada de preços, quando o órgão ou entidade dispuser de cadastro 
internacional de fornecedores ou o convite, quando não houver fornecedor do 
bem ou serviço no País ” (art. 23, § 3º) – ERRADA; 
c) o art. 17, I, “e”, da Lei de Licitações e Contratos dispõe que a licitação será 
dispensada para a venda de imóvel “a outro órgão ou entidade da administração 
pública, d e qualquer esfera de governo”. Portanto, não se trata de licitação 
inexigível, mas sim de licitação dispensada – ERRADA; 
d) a principal característica dos contratos administrativos é a presença das 
denominadas cláusulas exorbitantes, que permitem, entre outras coisas, a 
realização de alterações unilaterais por parte da Administrativa (art. 58, I; art. 
65, I) – ERRADA. 
Gabarito: alternativa D. 
3. (Consulplan – Notários e Registrador/TJ MG/2015) Quanto aos contratos 
administrativos, é INCORRETO afirmar: 
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a) Os membros das Comissões de licitação responderão solidariamente por todos os 
atos praticados pela Comissão, mesmo havendo posição divergente e fundamentada, 
registrada em ata da reunião que tiver sido tomada a decisão. 
b) A Administração não poderá celebrar o contrato com preterição da ordem de 
classificação das propostas ou com terceiros estranhos ao procedimento licitatório, 
sob pena de nulidade. 
c) Os contratos decorrentes de dispensa ou de inexigibilidade de licitação devem 
atender aos termos do ato que os autorizou e da respectiva resposta. 
d) É cláusula necessária em todo contrato a que estabeleça a legislação aplicável à 
execução do contrato e especialmente os casos omissos. 
Comentário: 
a) em regra, os membros da comissão de licitação respondem de forma 
solidária por todos os atos praticados pela Comissão, salvo se posição 
individual divergente estiver devidamente fundamentada e registrada em ata 
lavrada na reunião em que tiver sido tomada a decisão (art. 51, § 3º) – ERRADA; 
b) o art. 50 da Lei 8.666/1993 dispõe que “a Administração não poderá celebrar 
o contrato com preterição da ordem de classificação das propostas ou com 
terceiros estranhos ao procedimento licitatório, sob pena de nulidade ” – 
CORRETA; 
c) consoante o art. 54, § 2º, da Lei de Licitações, “os contratos decorrentes de 
dispensa ou de inexigibilidade de licitação devem atender aos termos do ato 
que os autorizou e da respectiva proposta ” – CORRETA; 
d) as cláusulas necessárias dos contratos administrativos são aquelas que 
obrigatoriamente deverão constar no contrato. Elas estão enumeradas no art. 
55 da Lei de Licitações, sendo que o inciso XII relaciona “a legislação aplicável 
à execução do contrato e especialmente aos casos omissos” – CORRETA; 
Gabarito: alternativa A. 
4. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ-MG/2015) Quanto aos contratos 
administrativos, é INCORRETO afirmar: 
a) Os contratos administrativos regulam-se pelas cláusulas e pelos preceitos de 
direito público, sendo vedada a aplicação supletiva dos princípios da teoria geral dos 
contratos e as disposições de direito privado. 
b) É cláusula necessária em todo contrato a vinculação ao edital de licitação. 
c) A critério da autoridade competente, em cada caso, e desde que prevista no 
instrumento convocatório, poderá ser exigida prestação de garantia nas contratações 
de obras, serviços e compras. 
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d) A publicação resumida do instrumento de contrato ou de seus aditamentos na 
imprensa oficial é condição indispensável para sua eficácia. 
Comentário: 
a) os contratos administrativosFederal. 
b) no caso não é necessária a realização de licitação em qualquer de suas 
modalidades, uma vez que o objeto da contratação caracteriza-se como de urgência, 
configurando hipótese de licitação dispensada. 
c) é possível a sua utilização, sendo certo que o pregão é um procedimento licitatório 
exclusivamente documental, em que as propostas são abertas e julgadas em sessão 
única, o que garante a celeridade do certame. 
d) é possível a utilização do pregão, de modo que somente se procederá à verificação 
da habilitação do licitante vencedor, etapa que sucederá a de julgamento, em 
contraposição ao que ocorre regularmente na Lei nº 8.666/93. 
e) não é possível a sua utilização, uma vez que não há previsão de utilização do 
pregão para contratação de serviços, mas exclusivamente para a aquisição de bens 
comuns, quais sejam, aqueles cujos padrões de desempenho sejam objetivamente 
definidos. 
Comentário: 
a) a Lei 10.520/2002 é uma lei nacional, aplicável a todos os entes da Federaç ão. 
Logo, o pregão pode ser utilizado pela União, pelos estados, pelos DF e pelos 
municípios – ERRADA; 
b) não há qualquer indicativo de que o caso constitui contratação urgente. O 
serviço pode ser importante, mas é um serviço que surge em situações 
ordinárias, comuns, não existindo indicativo no enunciado de ser uma 
contratação urgente. Além disso, se fosse o caso de urgência, a licitação seri a 
dispensável (art. 24, IV) e não dispensada – ERRADA; 
c) o pregão não é uma modalidade apenas documental, já que possui uma fase 
de lances verbais e sucessivos (que também podem ser eletrônicos) – ERRADA; 
d) na contratação de serviço de dedetização será possível a adoção do pregão, 
pois trata-se de um serviço comum. Ademais, no pregão, a análise da 
habilitação ocorre apenas para o licitante vencedor (o classificado em 1º lugar), 
sendo que tal fase ocorre após o julgamento (diferente do que ocorre na Lei 
8.666/1993, em que a habilitação é anterior ao julgamento) – CORRETO; 
e) o pregão destina-se à aquisição de bens e serviços comuns – ERRADA. 
Gabarito: alternativa D. 
30. (Consulplan – Contador/Prefeitura de Uberlândia/2012) Para aquisição de 
bens e serviços comuns, poderá ser adotada a licitação na modalidade de pregão. 
Consideram-se bens e serviços comuns, aqueles cujos padrões de desempenho e 
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qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações 
usuais no mercado. A fase externa do pregão será iniciada com a convocação dos 
interessados e observará algumas regras. Analise-as. 
I. A convocação dos interessados será efetuada por meio de publicação de aviso em 
diário oficial do respectivo ente federado ou, não existindo, em jornal de circulação 
local e, obrigatoriamente, por meios eletrônicos e conforme o vulto da licitação, em 
jornal de grande circulação. 
II. O prazo fixado para a apresentação das propostas, contado a partir da publicação 
do aviso, não será inferior a oito dias úteis. 
III. No curso da sessão, o autor da oferta de valor mais baixo e o das ofertas com 
preços até 5% superiores àquela, poderão fazer novos lances verbais e sucessivos 
até a proclamação do vencedor. 
IV. Para julgamento e classificação das propostas será adotado o critério de preço de 
mercado, observados os prazos máximos para fornecimento, as especificações 
técnicas e os parâmetros mínimos de desempenho e qualidade definidos no edital. 
V. A falta de manifestação imediata e motivada do licitante importará a decadência do 
direito de recurso e a adjudicação do objeto da licitação pelo pregoeiro ao vencedor. 
 
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I, II, IV 
b) III, V 
c) II, V 
d) II, IV 
e) I, III, IV 
Comentário: 
I – ERRADO: de acordo com o art. 4º, I, a convocação dos interessados será 
efetuada por meio de publicação de aviso em diário oficial do respectivo ente 
federado ou, não existindo, em jornal de circulação local, e facultativamente , 
por meios eletrônicos e conforme o vulto da licitação, em jornal de grande 
circulação; 
II – CORRETO: o prazo entre a publicação do aviso do edital e a apresentação 
das propostas deverá ser de no mínimo oito dias (art. 4º, V); 
III – ERRADO: dispõe o art. 4º, VIII, q ue: “no curso da sessão, o autor da oferta 
de valor mais baixo e os das ofertas com preços até 10% (dez por cento) 
superiores àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até a 
proclamação do vencedor ”; 
IV – ERRADO: de acordo com o art. 4º, X: “para julgamento e classificação das 
propostas, será adotado o critério de menor preço, observados os prazos 
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máximos para fornecimento, as especificações técnicas e parâmetros mínimos 
de desempenho e qualidade definidos no edital ”. O “preço de mercado” é uma 
referência inicial para a licitação, mas o vencedor é aquele que oferecer o menor 
preço; 
V – CORRETO: uma vez declarado o vencedor, qualquer licitante poderá 
manifestar imediata e motivadamente a intenção de recorrer, quando lhe será 
concedido o prazo de três dias para apresentação das razões do recurso. Nesse 
caso, os demais licitantes ficarão desde logo intimados para apresentar 
contrarrazões em igual número de dias, que começarão a correr do término do 
prazo do recorrente, sendo-lhes assegurada vista imediata dos autos (art. 4º, 
XVIII). Porém, a falta de manifestação imediata e motivada do licitante importará 
a decadência do direito de recurso e a adjudicação do objeto da licitação pelo 
pregoeiro ao vencedor; 
Gabarito: alternativa C. 
31. (Consulplan – Contador/Prefeitura de Londrina/2011) Para Meirelles, licitação 
é o procedimento administrativo mediante o qual a Administração Pública seleciona 
a proposta mais vantajosa para o contrato de seu interesse. São consideradas 
modalidades de licitação, com embasamento no art. 22 da Lei Federal nº. 8666/93 e 
Lei nº. 10520/2002, EXCETO: 
a) Concorrência Pública. 
b) Tomada de Preços e Carta Convite. 
c) Concurso. 
d) Leilão e Pregão. 
e) Inexigibilidade. 
Comentário: com base na Lei 8.666/1993 e na Lei 10.520/2002, são modalida des 
de licitação: concorrência, tomada de preços, convite, leilão, concurso e 
pregão. Com isso, o gabarito é a letra “e”, já que a inexigibilidade é um meio de 
contratação direta e não uma modalidade. A letra B comporta uma pequena 
observação, já que a modalidade é o “convite”, sendo a “carta convite” o seu 
instrumento convocatório. Mesmo assim, isso não invalida a questão. 
Gabarito: alternativa E. 
32. (Consulplan – PSA/CFN/2011) Qual é a modalidade de licitação para aquisição 
de bens e serviços comuns em que a disputa pelo fornecimento é feita em sessão 
pública, por meio de propostas e lances, para classificação e habilitação do licitante 
com a proposta de menor preço? 
a) Carta convite. 
b) Concorrência pública. 
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c) Leilão. 
d) Concurso. 
e) Pregão. 
Comentário: ficou fácil! A modalidade de licitação para aquisição de bens e 
serviços comuns é o pregão. 
Gabarito: alternativa E. 
33. (Consulplan - Of Adm/CMCV/2011) “Modalidade licitatória em que todo o 
processo é automatizado desde a compra até o pagamento. A principal vantagem é 
que todo o processo é feito sem necessidade de contato físico com os fornecedores.” 
Trata-se de: 
a) Leilão. 
b) Pregãoeletrônico. 
c) Concurso. 
d) Convite. 
e) Concorrência. 
Comentário: nesse caso, a questão está tratando do pregão eletrônico. 
Tecnicamente, não existe a modalidade “pregão eletrônico”, já que a 
modalidade é o “pregão”, sendo este realizado na “forma eletrônica” ou na 
“forma presencial”. 
De qualquer forma, o enunciado descreveu a forma de realização do pregão em 
que tudo ocorre praticamente e forma automatizado, com a adoção da 
tecnologia da informação. Anota-se que as modalidades previstas na Lei 
8.666/1993 são tipicamente presenciais. 
Gabarito: alternativa B. 
34. (Consulplan - Tec Com/Prefeitura de São Leopoldo/2010) “É uma nova 
modalidade de licitação, com disciplina e procedimentos próprios, visando acelerar o 
processo de escolha de futuros contratados da Administração em hipóteses 
determinadas e específicas.” A afirmativa trata-se de: 
a) Pregão. 
b) Leilão. 
c) Concurso. 
d) Convite. 
e) Tomada de Preços. 
Comentário : se o enunciado mencionar algo relacionado com “celeridade”, a 
modalidade será o pregão, já que tal procedimento surgiu justamente para 
permitir uma contratação mais rápida em relação às demais modalidades 
licitatórias. 
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Gabarito: alternativa A. 
35. (Consulplan – Analista Judiciário/TRE-RS/2008) É a modalidade de licitação 
utilizada para a aquisição de bens e serviços comuns, que são aqueles cujos padrões 
de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio 
de especificações usuais, no mercado, independente dos valores: 
a) Pregão. 
b) Leilão. 
c) Concurso. 
d) Convite. 
e) Concorrência. 
Comentário: essa é para fechar! Não podemos esquecer, o pregão é a 
modalidade de licitação para aquisição de bens ou serviços comuns, isto é, 
aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente 
definidos pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado. 
Gabarito: alternativa A. 
Controle da Administração 
36. (Consulplan – TJ-MG/2016) Quanto ao controle dos atos administrativos, é 
correto afirmar: 
a) O princípio da razoabilidade não se insere na esfera de autonomia do Poder 
Judiciário na análise de conclusão de Processo Administrativo Disciplinar. 
b) A Administração Pública, no exercício de autotutela, não poderá invalidar ato 
administrativo discricionário em razão da análise de seu mérito. 
c) Se cabe recurso administrativo com efeito suspensivo independentemente de 
caução, não cabe mandado de segurança contra o ato impugnado. 
d) Cabe mandado de segurança contra ato normativo identificado por sua flagrante 
inconveniência. 
Comentário: 
a) o princípio da razoabilidade é sim um meio que o Poder Judiciário tem para 
analisar a legalidade da conclusão de um processo administrativo disciplinar. 
Assim, uma penalidade eventualmente desproporcional poderá ser anulada 
pelo Poder Judiciário, uma vez que a análise da proporcionalidade da medida 
sancionatória encontra-se dentro da autonomia desse Poder. Imagine, por 
exemplo, que um servidor sofra uma suspensão de 90 dias pelo cometimento 
de uma infração leve ou média, em tal caso poderá existir desproporcionalidade 
entre a sanção (90 dias) e a infração (leve ou média) – ERRADA; 
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b) a alternativa misturou os casos de revogação e anulação. Primeiramente, 
podemos afirmar que a Administração possui sim competência para invalidar 
atos no exercício da autotutela. Contudo, anota-se que a invalidação não 
decorre de exame de mérito, mas sim de legalidade – ERRADA; 
c) dispõe a Lei 12.016/2012 que não se concederá mandado de segurança 
quando se tratar (art. 5º): (i) de ato do qual caiba recurso administrativo com 
efeito suspensivo, independentemente de caução; (ii) de decisão judicial da 
qual caiba recurso com efeito suspensivo; (iii) de decisão judicial transitada em 
julgado – CORRETA; 
d) além disso, também não cabe mandado de segurança contra lei em tese (STF, 
Súmula 266) , abrangendo inclusive os atos normativos (STF, MS 27. 188 
AgR/DF) – ERRADA. 
Gabarito: alternativa C. 
37. (Consulplan – Agente de Controle Interno/Prefeitura de Venda Nova do 
Imigrante/2016) Quanto às regras constitucionais relativas ao controle interno da 
Administração Pública, assinale a alternativa correta. 
a) O Município não tem que instituir controle interno, posto que não tem Poder 
Judiciário. 
b) O controle interno da União deve avaliar as operações de crédito dos Estados e 
dos Municípios. 
c) O órgão de controle interno deve avaliar o cumprimento das metas previstas no 
plano plurianual. 
d) O cidadão que não denunciar irregularidades de que tenha ciência, tem 
responsabilidade solidária. 
Comentário: 
a) de fato, os municípios não possuem Poder Judiciário, mas isso não afasta o 
seu dever de instituir controle interno, conforme descrito no art. 31 da 
Constituição Federal: “Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo 
Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de 
controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei ” – ERRADA; 
b) o controle interno da União deve avaliar as operações de crédito da própria 
União, sob pena de invadir a autonomia dos demais entes da Federação – 
ERRADA; 
c) de acordo com o art. 74 da Constituição, os Poderes Legislativo, Executivo e 
Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle interno com a 
finalidade de, entre outras coisas, avaliar o cumprimento das metas previstas 
no plano plurianual – CORRETA; 
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d) o cidadão possui o direito de denunciar irregularidades de que tiver ciência, 
mas isso não se trata de uma obrigação. Por outro lado, o s responsáveis pelo 
controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou 
ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de 
responsabilidade solidária (CF, art. 74, § 1º) – ERRADA. 
Gabarito: alternativa C. 
38. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ-MG/2015) Em relação ao Controle da 
Administração Pública, é correto afirmar, EXCETO: 
a) Nos processos perante o Tribunal de Contas da União não são assegurados o 
contraditório e a ampla defesa na hipótese de apreciação da legalidade do ato de 
concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 
b) É exemplo do controle externo a competência do Congresso Nacional de sustar 
os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos 
limites de delegação legislativa. 
c) Configura exemplo do poder controlador privativo do Congresso Nacional autorizar 
operações externas de natureza financeira, de interesse da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios. 
d) É exemplo do poder controlador privativo do Senado Federal fixar, por proposta 
do Presidente da República, limites globais para o montante da dívida consolidada da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 
Comentário : 
a) a questão trata da redação da Súmula Vinculante 3 do STF, que dispõe o 
seguinte: “Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-
se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação 
ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, excetuada a 
apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reformae pensão”. Isso porque o ato de concessão de aposentadoria é ato complexo, 
que somente se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Assim, durante 
o registro, a relação é entre a Administração que concedeu a aposentadoria e o 
Tribunal de Contas, motivo pelo qual, em regra, não existe a obrigatoriedade de 
ouvir o servidor. Anota-se, porém, que o STF também entende que, se o Tribunal 
de Contas de União apreciar a legalidade do ato de concessão inicial de 
aposentadoria, reforma e pensão após mais de cinco anos, há necessidade de 
assegurar aos interessados as garantias do contraditório e da ampla defesa. 
Logo, o item está correto, considerando a “regra”, pois pela aplicação da 
Súmula Vinculante 3 não há necessidade de concessão do contraditório, mas 
tal direito surgirá se decorrido mais de cinco anos entre a concessão e a 
apreciação de sua legalidade – CORRETO; 
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b) o controle externo é aquele realizado por um Poder sobre os atos de outro. 
No caso, o controle exercido pelo Congresso quando susta um ato normativo 
do Executivo que exorbita o poder regulamentar é um exemplo de controle 
externo – CORRETA; 
c) dispõe a Constituição Federal que compete privativamente ao Senado 
Federal “autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da 
União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios” (CF, 
art. 52, V). Assim, ainda que o Senado seja um órgão integrante do Congresso, 
é errado dizer que tal atribuição é do Congresso, pois este é formado pela soma 
do Senado com a Câmara, sendo que a atribuição é somente do Senado – 
ERRADA; 
d) esta sim é competência privativa do Senado, conforme dispõe o art. 52, VI, 
da Constituição: “fixar, por proposta do Presidente da República, limites 
globais para o montante da dívida consolidada da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios” – CORRETA. 
Gabarito: alternativa C. 
39. (Consulplan - Administrador/Prefeitura de Cascavel/2014) Em relação ao 
controle da administração pública, diversos são os meios de controle definidos, 
atualmente, pelo ordenamento jurídico. São meios de controle, EXCETO: 
a) Recurso administrativo. 
b) Fiscalização hierárquica. 
c) Processo administrativo. 
d) Exercício do direito de petição. 
e) Projeto de lei de iniciativa popular. 
Comentário: a questão trata de uma forma de controle administrativa. Na 
atuação administrativa, existem várias formas de controle, as principais são o 
direito de petição e o sistema de controle interno. No direito de petição, os 
administrados podem provocar a Administração para apreciar determinada 
matéria. Ademais, os principais meios de exercício do direito de petição são: (i) 
representação; (ii) reclamação; (iii) pedido de reconsideração; e (iv) recurso. 
Além disso, a Administração poderá exercer controle mediante fiscalização 
hierárquica, eis que compete à autoridade superior fiscalizar a atuação de seus 
subordinados, podendo inclusive rever os seus atos. 
O processo administrativo também é meio de controle, pois as etapas 
realizadas ao longo do processo permitem a realização do controle sobre as 
etapas anteriores, além dos casos em que há concessão do contraditório na 
realização do processo. 
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Logo, somente o projeto de lei de iniciativa popular não é exemplo de controle 
da Administração Pública, mas sim de demonstração da soberania popular. 
Gabarito: alternativa E. 
40. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) Sobre o controle administrativo 
NÃO é correto afirmar que 
a) o Tribunal de Contas é um órgão autônomo, com função jurisdicional, com a tarefa 
fiscalizadora de examinar as contas públicas no âmbito de sua jurisdição. 
b) o controle administrativo interno dáǦse por homologação, aprovação, revogação 
ou anulação, em que se conferem os aspectos da legalidade, da conveniência e da 
oportunidade. 
c) constituiǦse uma forma de controle externo da administração aquela efetivada pelo 
Poder Judiciário, quando provocado, por exemplo, por uma ação popular, ou uma 
ação civil pública. 
d) uma das formas de controle da administração é o controle realizado pelos 
administrados, cabendoǦlhes o direito de petição, de certidão e, ainda, ações judiciais. 
Comentário: 
a) o Tribunal de Contas não exerce função jurisdicional em sentido típico, pois 
não integra o Poder Judiciário – ERRADA; 
b) o controle interno é amplo, pois permite a fiscalização de questões de 
legalidade e também de conveniência e oportunidade (mérito). Assim, são 
meios de exercício do controle interno a homologação (quando a autoridad e 
verifica a legalidade de um processo), a aprovação (ato pelo qual a autoridade 
aprova uma medida a ele submetida), a anulação (controle de legalidade) e a 
revogação (controle de mérito) – CORRETA; 
c) o controle que o Judiciário exerce sobre os atos da Administração é controle 
externo, pois realizado por um Poder sobre os atos de outro – CORRETA; 
d) a Constituição Federal assegura várias formas de os cidadãos participarem 
do controle da Administração. Um bom exemplo consta no art. 5º, XXXIV, que 
assegura a todos, independentemente do pagamento de taxas: (i) o direito de 
petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou 
abuso de poder; (ii) a obtenção de certidões em repartições públicas, para 
defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. Além 
disso, a Constituição prevê meios para que os administrados provoquem o 
Judiciário para controlar os atos da Administração, como a ação popular (art. 
5º, LXXIII) e o mandado de segurança (art. 5º, LXIX ) – CORRETA. 
Gabarito: alternativa A. 
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41. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) No que tange ao controle sobre 
as contas do Presidente da República, é correto afirmar que 
a) compete ao TCU julgar as contas do Presidente da República e ao Congresso 
revisar esse julgamento. 
b) ao TCU compete somente emitir parecer sobre as contas e ao Congresso Nacional 
compete julgar essas contas sem estar vinculado ao parecer. 
c) ao TCU compete somente emitir parecer vinculante sobre as contas e ao 
Congresso Nacional compete julgar essas contas, somente podendo o parecer ser 
rejeitado por maioria qualificada de 2/3. 
d) ao TCU compete somente emitir parecer sobre as contas e ao Senado compete 
julgar essas contas sem estar vinculado ao parecer. 
Comentário : de acordo com o art. 71, I, da Constituição da República compete 
ao TCU “apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da 
República, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias 
a contar de seu recebimento”. 
Ademais, compete ao Congresso Nacional “julgar anualmente as contas 
prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre a 
execução dos planos de governo” (CF, art. 49, IX). 
Portanto, o TCU emite parecer sobre as contas do PR, enquanto o Congresso 
Nacional julga, sem estar vinculado ao conteúdo do parecer, ou seja, o 
Congresso poderá julgar as contas de forma distinta do que proposto pelo TCU 
em seu parecer prévio. 
Gabarito: alternativa B. 
42. (Consulplan – Procurador/Prefeitura de Londrina/2011) Sobre o controle 
externo, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:( ) Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, 
na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o TCU. 
( ) Compete ao TCU fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela 
União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres a 
Estado, ao Distrito Federal ou a Município. Essa fiscalização é exercida de forma 
global, mediante exame das prestações de contas dos órgãos ou entidades 
transferidores dos recursos federais. 
( ) Entre as funções básicas do Tribunal de Contas da União está a sancionadora, 
que autoriza a aplicação de penalidades, desde multa e obrigação de devolução do 
débito apurado, até afastamento provisório do cargo, o arresto dos bens de 
responsáveis julgados em débito e a inabilitação para o exercício de cargo em 
comissão ou função de confiança na administração pública. 
 
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A sequência está correta em: 
a) F, V, V 
b) F, F, V 
c) F, F, F 
d) V, F, V 
e) V, V, V 
Comentário : 
(V) Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, 
na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o TCU. 
O item está de acordo com o art. 74, § 2º, que dispõe que: “qualquer cidadão, 
partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei, 
denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da 
União”. 
(V) Compete ao TCU fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela 
União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres a 
Estado, ao Distrito Federal ou a Município. Essa fiscalização é exercida de forma 
global, mediante exame das prestações de contas dos órgãos ou entidades 
transferidores dos recursos federais. 
A assertiva é verdadeira, consoante previsto no art. 71, VI, da Constituição: 
“fis calizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante 
convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao 
Distrito Federal ou a Município”. 
(V) Entre as funções básicas do Tribunal de Contas da União está a sancionadora, 
que autoriza a aplicação de penalidades, desde multa e obrigação de devolução do 
débito apurado, até afastamento provisório do cargo, o arresto dos bens de 
responsáveis julgados em débito e a inabilitação para o exercício de cargo em 
comissão ou função de confiança na administração pública. 
A questão cobra um pouco além do que normalmente se vê em questões de 
controle da Administração Pública. O art. 71, VIII, da Constituição dispõe que 
compete ao TCU “aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa 
ou irregularidade de contas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, 
entre outras cominações, multa proporcional ao dano cau sado ao erário”. 
Assim, o TCU poderá aplicar sanções aos administradores públicos, entre elas 
a multa. Só que a Lei Orgânica do TCU também prevê outras sanções, entre elas 
consta a devolução do débito apurado (ou seja, o ressarcimento do dano), o 
afastamento provisório do cargo e a inabilitação para o exercício de cargo em 
comissão ou função de confiança na administração pública. No entanto, não 
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compete ao TCU decretar o arresto dos bens dos responsáveis. Nessa linha, 
vejamos o que dispõe o art. 61 da Lei Orgânica do TCU: 
Art. 61. O Tribunal poderá, por intermédio do Ministério Público, soli citar à 
Advocacia-Geral da União ou, conforme o caso, aos dirigentes das entidades 
que lhe sejam jurisdicionadas, as medidas necessárias ao arresto dos bens 
dos responsáveis julgados em débito , devendo ser ouvido quanto à 
liberação dos bens arrestados e sua restituição. 
Logo, não compete ao TCU decretar o arresto dos bens, mas sim solicitar aos 
órgãos competentes que adotem as medidas para isso. 
Dessa forma, a questão deveria ser considerada incorreta, mas infelizmente a 
banca o deu como verdadeiro. Não se preocupe tanto com uma questão como 
essa, pois é improvável que um tema tão detalhado apareça novamente, sem 
contar que o quesito foi mal elaborado. Faz parte! 
Gabarito: alternativa E. 
 
Mais uma para a conta. 
Espero vocês em nossa próxima aula. 
Bons estudos. 
HERBERT ALMEIDA. 
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QUESTÕES COMENTADAS NA AULA 
1. (Consulplan - TJ-MG/2016) Eventualmente, há hipóteses em que se torna 
possível a rescisão do contrato administrativo, independentemente de culpa do 
contratado, por exemplo, em virtude de caso fortuito, ou força maior. Nessas 
hipóteses, fará ele jus a uma série de garantias e direitos de cunho patrimonial, 
EXCETO: 
a) Recebimento dos valores devidos em razão da execução do contrato até a data da 
rescisão. 
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b) Recebimento da devolução da garantia. 
c) Recebimento do custo da desmobilização. 
d) Recebimento de multa compensatória, na razão do prazo contratual até a data da 
rescisão. 
2. (Consulplan – Agente de Controle Interno/Prefeitura de Venda Nova do 
Imigrante/2016) Nos termos da Lei de Licitações e Contratos, é correto afirmar que: 
a) A dispensa de licitação é adotada para os casos de calamidade e emergência, 
desde que o respectivo contrato tenha duração máxima de 12 meses. 
b) A modalidade licitatória de tomada de preços pode ser adotada para as 
concessões de direito real de uso estimadas em valor não superior a R$ 1.500.000,00. 
c) Os contratos em que o Município estabelece relação de compra e venda de bens 
imóveis com os Estados e a União operam-se pela modalidade de inexigibilidade de 
licitação. 
d) Uma das características do contrato administrativo é a previsão de cláusulas 
exorbitantes como as que permitem a alteração unilateral do contrato por parte da 
administração pública. 
3. (Consulplan – Notários e Registrador/TJ MG/2015) Quanto aos contratos 
administrativos, é INCORRETO afirmar: 
a) Os membros das Comissões de licitação responderão solidariamente por todos os 
atos praticados pela Comissão, mesmo havendo posição divergente e fundamentada, 
registrada em ata da reunião que tiver sido tomada a decisão. 
b) A Administração não poderá celebrar o contrato com preterição da ordem de 
classificação das propostas ou com terceiros estranhos ao procedimento licitatório, 
sob pena de nulidade. 
c) Os contratos decorrentes de dispensa ou de inexigibilidade de licitação devem 
atender aos termos do ato que os autorizou e da respectiva resposta. 
d) É cláusula necessária em todo contrato a que estabeleça a legislação aplicável à 
execução do contrato e especialmente os casos omissos. 
4. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ-MG/2 015) Quanto aos contratos 
administrativos, é INCORRETO afirmar: 
a) Os contratos administrativos regulam-se pelas cláusulas e pelos preceitos de 
direito público, sendo vedada a aplicação supletiva dos princípios da teoria geral dos 
contratos e as disposições de direito privado. 
b) É cláusula necessária em todo contrato a vinculação ao edital de licitação. 
c) A critério da autoridade competente, em cada caso, e desde que prevista no 
instrumento convocatório, poderá ser exigida prestação de garantia nas contratações 
deobras, serviços e compras. 
d) A publicação resumida do instrumento de contrato ou de seus aditamentos na 
imprensa oficial é condição indispensável para sua eficácia. 
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5. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ-MG/2015) Quanto à licitação e aos 
contratos da Administração Pública, consoante o que dispõe a Lei n.º 8.666/93, é 
correto afirmar, EXCETO: 
a) O contratado, na execução do contrato, poderá subcontratar partes da obra, 
serviço ou fornecimento, até o limite admitido pela Administração. 
b) Nos casos de concessão de direito real de uso é cabível a modalidade de licitação 
denominada concorrência. 
c) Em igualdade de condições, como critério de desempate, será assegurada 
preferência, sucessivamente, aos bens e serviços produzidos no país e produzidos 
ou prestados por empresas brasileiras. 
d) É nulo e de nenhum efeito, em qualquer hipótese, contrato verbal com a 
Administração. 
6. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ-MG/2015) Assinale a alternativa 
correta: 
a) Os contratos administrativos poderão ser alterados unilateralmente pela 
Administração quando necessária a modificação do regime de execução, bem como 
do modo de fornecimento, em face de verificação técnica da inaplicabilidade dos 
termos contratuais originários. 
b) Os contratos administrativos poderão ser alterados, exclusivamente por acordo 
das partes, quando houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor 
adequação técnica aos seus objetivos. 
c) O contratado é responsável pelos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e 
comerciais resultantes da execução do contrato. 
d) Não constitui motivo parar rescisão do contrato a dissolução da sociedade ou o 
falecimento do contratado. 
7. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ-MG/2015) Assinale a alternativa 
INCORRETA: 
a) A rescisão do contrato poderá ser determinada por ato unilateral e escrito da 
Administração, na hipótese de alteração ou de modificação da finalidade ou da 
estrutura da empresa, que prejudique a execução do contrato. 
b) A rescisão administrativa deverá ser precedida de autorização escrita e 
fundamentada da autoridade competente, não se exigindo tal autorização quando a 
rescisão for amigável. 
c) A rescisão poderá ser amigável, por acordo entre as partes, reduzida a termo no 
processo da licitação, desde que haja conveniência para a Administração. 
d) Quando a rescisão ocorrer por razões de interesse público, de alta relevância e 
amplo conhecimento, sem que haja culpa do contratado, será este ressarcido dos 
prejuízos regularmente comprovados que houver sofrido. 
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8. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) Dentre as peculiaridades do 
contrato administrativo consta sanção que extrapola os limites contratuais e que, 
consoante à Lei Federal nº 8.666/1993, consiste na 
a) interdição do local da obra. 
b) declaração de inidoneidade. 
c) rescisão unilateral da avença. 
d) multa de 100% do valor da prestação. 
9. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ-MG/2015) Assinale a alternativa 
INCORRETA: 
a) A rescisão do contrato pelo não cumprimento de cláusulas contratuais, 
especificações, projetos ou prazos, acarreta a assunção imediata do objeto do 
contrato, no estado e local em que se encontrar, por ato próprio da Administração. 
b) Os casos de rescisão contratual serão formalmente motivados nos autos do 
processo, assegurado o contraditório e a ampla defesa. 
c) A pena de suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de 
contratar com a Administração, por prazo não superior a 2 (dois) anos, só poderá ser 
aplicada em decisão judicial. 
d) A recusa injustificada do adjudicatário em assinar o contrato, aceitar ou retirar o 
instrumento equivalente, dentro do prazo estabelecido pela Administração, 
caracteriza o descumprimento total da obrigação assumida, sujeitando-o às 
penalidades legalmente estabelecidas. 
10. (Consulplan – Administrador/MAPA/2014) Contrato administrativo pode ser 
conceituado como o ajuste que a administração pública firma com o particular ou 
outro ente público para consecução de interesse coletivo. Todos os contratos 
administrativos devem trazer cláusulas que estabeleçam os seguintes itens 
elencados, EXCETO: 
a) O objeto e seus elementos característicos do contrato, bem como o regime de 
execução ou a forma de fornecimento. 
b) Somente os prazos de início para a execução do objeto do contrato, sendo o prazo 
final estabelecido no decorrer da atividade. 
c) O crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação da classificação funcional 
programática e da categoria econômica. 
d) O preço e as condições de pagamento, os dados para o reajuste e os critérios de 
atualização monetária entre a data do adimplemento das obrigações e a do efetivo 
pagamento. 
11. (Consulplan – Administrador/Prefeitura de Cascavel- PR/2014) A 
administração municipal celebrou regular contrato administrativo com uma empresa 
particular para a realização de várias obras no perímetro urbano, ocasião em que 
restaram devidamente acertadas as atividades a serem desempenhadas pela 
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empresa contratada, o prazo de execução e o valor pago pela administração. Ocorre 
que, após o início da execução das obras e do pagamento de parte do valor acordado, 
surgiram eventos novos, imprevistos e imprevisíveis pelas partes contratantes, e a 
elas não imputados, que alteraram o equilíbrio econômico-financeiro do contrato. 
Neste contexto fático, é correto afirmar que 
a) o início da execução das obras impede a revisão do contrato. 
b) o pagamento de parte do valor contratado impede a revisão do contrato. 
c) o contrato poderá ser revisto para que se reestabeleça o equilíbrio econômico-
financeiro da relação contratual. 
d) o contrato não poderá ser revisto, pois prevalece a teoria geral de que os contratos 
firmados devem ser cumpridos. 
e) seria possível a revisão do contrato para ajustá-lo à nova realizada, apenas se a 
empresa contratada integrasse a administração indireta. 
12. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) São cláusulas exorbitantes 
inerentes ao regime jurídico dos contratos administrativos a possibilidade de, 
EXCETO: 
a) Modificação unilateral do contrato inclusive as cláusulas econômico-financeiras. 
b) Aplicação de sanções administrativamente ao contratado. 
c) Rescisão unilateral do contrato pela administração. 
d) Administração pública fiscalizar a execução do contrato. 
13. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) NÃO é considerada uma cláusula 
necessária em um contrato, segundo a Lei Federal nº 8.666/93 
a) o regime de execução. 
b) o preço e as condições de pagamento. 
c) os prazos de início de etapas de execução, de conclusão, de entrega, de 
observação e de recebimento definitivo. 
d) o reconhecimento dos direitos do contratado, em caso de rescisão administrativa, 
devido a inexecução total ou parcial do contrato. 
14. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) São motivos para a rescisão, 
EXCETO: 
a) A decretação de falência ou a instauração de insolvência civil. 
b) A dissolução da sociedade ou o falecimento do contratado. 
c) Qualquer alteração social ou a modificação da finalidade ou da estrutura da 
empresa. 
d) A não liberação, por parte da Administração,de área, local ou objeto para 
execução de obra, serviço ou fornecimento, nos prazos contratuais, bem como das 
fontes de materiais naturais especificadas no projeto. 
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15. (Consulplan – Técnico Judiciário/TSE/2012) O TSE, em dezembro 2011, 
celebrou após regular processo licitatório, um contrato com a empresa Soluções 
Tecnológicas Ltda, tendo como objeto a prestação de serviços de suporte na área de 
informática, com vigência de seis meses. Segundo a Lei Federal nº 8.666/93, só NÃO 
será motivo para rescisão do referido contrato pelo TSE 
a) a paralisação do serviço, objeto do contrato, sem justa causa e prévia comunicação 
à Administração. 
b) a dissolução da empresa contratada, Soluções Tecnológicas Ltda. 
c) a alteração social ou a modificação da finalidade ou da estrutura da empresa 
contratada, que prejudique a execução do contrato celebrado entre as partes. 
d) o atraso, justificado no início do serviço, objeto do contrato. 
16. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) Uma empresa foi contratada pelo 
valor de R$ 120.000,00 em um processo licitatório para reformar um equipamento 
mecânico de grande porte de um órgão público. Durante a execução dos serviços, 
verificou-se a necessidade de se fazer um termo aditivo no valor de R$ 20.000,00. 
Caso seja necessária a inclusão de novos termos aditivos, seus somatórios dos 
mesmos não poderá ultrapassar o montante de 
a) R$ 10.000,00. 
b) R$ 20.000,00. 
c) R$ 30.000,00. 
d) R$ 40.000,00. 
17. (Consulplan – Assistente Administrativo/CISAMAPI 2/2011) Considerando as 
normas para celebração de contratos administrativos pela Administração Pública, 
marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. 
( ) Os contratos administrativos regulam-se pelas suas cláusulas e pelos preceitos de 
direito privado, aplicando-lhes os princípios da teoria geral dos contratos e as 
disposições de direito privado. 
( ) Os contratos devem estabelecer com clareza e precisão as condições para sua 
execução, expressas em cláusulas que definam os direitos, obrigações e 
responsabilidades das partes, em conformidade com os termos da licitação e da 
proposta a que se vinculam. 
( ) Os contratos decorrentes de dispensa ou de inexigibilidade de licitação devem 
atender aos termos do ato que os autorizou e da respectiva proposta. 
 
A sequência está correta em 
a) V, V, V 
b) V, F, V 
c) V, F, F 
 
2 Consórcio Intermunicipal de Saúde da Microrregião do Vale do Piranga. 
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d) F, V, F 
e) F, V, V 
18. (Consulplan – Advogado/COFEN/2011) São cláusulas necessárias em todo 
Contrato Administrativo as que estabeleçam, EXCETO: 
a) O objeto. 
b) O regime de execução ou a forma de fornecimento. 
c) O preço e as condições de pagamento. 
d) As garantias oferecidas para assegurar sua plena execução. 
e) Os casos de rescisão. 
19. (Consulplan – Assistente Administrativo/CISAMAPI/2011) São motivos para a 
rescisão de contratos administrativos, conforme dispõe a Lei Federal nº 8.666/93 e 
suas alterações posteriores, EXCETO: 
a) A inexecução total ou parcial do contrato, com as consequências contratuais e as 
previstas em lei ou regulamento. 
b) O não cumprimento de cláusulas contratuais, especificações, projetos ou prazos. 
c) A mudança dos programas de governo da Administração. 
d) O cumprimento irregular de cláusulas contratuais, especificações, projetos e 
prazos. 
e) O atraso injustificado no início da obra, serviço ou fornecimento. 
20. (Consulplan – Especialista Superior de Logistica/CREA-RJ/2011) A Teoria da 
Imprevisão pode ser entendida como “a que sustenta os contratos que têm trato 
sucessivo ou dependência do futuro, entendem-se condicionados pela manutenção 
do atual estado das coisas”. Sobre a Teoria da Imprevisão, marque V para as 
afirmativas verdadeiras e F para as falsas: 
( ) A Teoria da Imprevisão é o remédio jurídico destinado a sanar incidentes que 
venham alterar a base econômica, ou seja, a base negocial do contrato. Por isso, é 
aplicada excepcionalmente às situações extracontratuais que o atinja. 
( ) A Teoria da Imprevisão é um incidente contratual, por isso aceitável como 
limitadora da força obrigatória dos contratos. Permite a alteração do contrato sem ferir 
a autonomia da vontade, pois só atingirá o que não estiver adstrito ao ato volitivo, mas 
apenas aqueles atos sujeitos à imprevisibilidade. 
( ) A Teoria da Imprevisão é uma exceção dentro da regra de obrigatoriedade 
contratual, tornando relativo o absolutismo do pacta sunt servanda, pregado pelo 
Liberalismo do século XIX. 
 
A sequência está correta em: 
a) V, V, V 
b) F, F, F 
c) F, V, V 
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d) V, V, F 
e) V, F, V 
21. (Consulplan – Administrador/Prefeitura de Resende/2010) Analise as 
afirmativas abaixo: 
I. Os contratos decorrentes da dispensa ou de inexigibilidade de licitação devem 
atender aos termos do ato que os autorizou e da respectiva proposta. 
II. As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos administrativos 
não poderão ser alteradas sem prévia concordância do contratado. 
III. O prazo de convocação poderá ser prorrogado uma vez, por igual período, quando 
solicitado pela parte durante o seu transcurso e desde que ocorra motivo justificado 
aceito pela Administração. 
Está(ão) correta(s) apenas a(s) alternativa(s): 
a) I, III 
b) III 
c) I, II 
d) II 
e) I, II, III 
22. (Consulplan - Oficial Administrativo/CM CV/2010) Acerca da rescisão de 
contrato administrativo, pode-se afirmar que, EXCETO: 
a) A rescisão do contrato poderá ser determinada por ato unilateral e escrito da 
Administração, no caso de não liberação, de sua parte, de área, local ou objeto para 
execução de obra, serviço ou fornecimento, nos prazos contratuais, bem como das 
fontes de materiais naturais especificadas no projeto. 
b) A inexecução total ou parcial do contrato enseja a sua rescisão, com as 
consequências contratuais e as previstas em lei ou regulamento. 
c) É permitido à Administração, no caso de concordata do contratado, manter o 
contrato, podendo assumir o controle de determinadas atividades de serviços 
essenciais. 
d) A rescisão administrativa ou amigável deverá ser precedida de autorização escrita 
e fundamentada da autoridade competente. 
e) A rescisão poderá se dar de forma amigável, por acordo entre as partes, reduzida 
a termo no processo da licitação, desde que haja conveniência para a Administração. 
23. (Consulplan – Técnico em Contabilidade/Prefeitura de Guaxupé/2010) A 
formalização de um contrato administrativo que assegura seu cumprimento, desde 
que haja previsão anteriormente no instrumento convocatório, pode a Administração 
exigir da parte contratada determinada segurança é: 
a) Instrumento. 
b) Cláusulas essenciais. 
c) Solenidades. 
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d) Garantias. 
e) Cláusulas intrínsecas. 
24. (Consulplan - Contador/Prefeitura de São José de Ubá/2010) “A licitação 
destina-se a garantir a observância do princípio constitucionalda isonomia e 
selecionar a proposta mais vantajosa para a Administração. A critério da autoridade 
competente, em cada caso, e desde que prevista no instrumento convocatório, poderá 
ser exigida prestação de garantia nas contratações de obras, serviços e compras.” 
Com relação ao exposto, é correto afirmar que: 
a) É realizada através de caução em dinheiro ou títulos da dívida pública. 
b) É realizada através do seguro-garantia e da fiança bancária. 
c) É realizada através de fiança bancária. 
d) É realizada através de caução em dinheiro ou títulos da dívida pública, de fiança 
bancária e do seguro garantia. 
e) É realizada através de caução em dinheiro ou títulos da dívida pública, de fiança 
bancária, de contrato liberado e do seguro garantia. 
25. (Consulplan – Analista Judiciário/TRE-RS/2008) É INCORRETO afirmar que 
os contratos regidos pela Lei Federal nº 8666/93 (que institui normas para licitações 
e contratos da Administração Pública e dá outras providências) poderão ser alterados, 
com as devidas justificativas, no seguinte caso: 
a) Unilateralmente pela Administração quando houver modificação do projeto ou das 
especificações, para melhor adequação técnica aos seus objetivos. 
b) Unilateralmente pela Administração quando necessária a modificação do valor 
contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto, nos 
limites permitidos pela mencionada lei. 
c) Unilateralmente pela Administração quando conveniente a substituição da garantia 
de execução. 
d) Por acordo das partes quando necessária a modificação do regime de execução 
da obra ou serviço, bem como do modo de fornecimento, em face de verificação 
técnica da inaplicabilidade dos termos contratuais originários. 
e) Por acordo das partes quando necessária a modificação da forma de pagamento, 
por imposição de circunstâncias supervenientes, mantido o valor inicial atualizado, 
vedada a antecipação do pagamento, com relação ao cronograma financeiro fixado, 
sem a correspondente contraprestação de fornecimento de bens ou execução de obra 
ou serviço. 
26. (Consulplan – Agente de Controle Interno/Prefeitura de Venda Nova do 
Imigrante/2016) No que se refere à modalidade de licitação Pregão, é correto afirmar 
que: 
a) É modalidade prevista na Lei nº 8.666/93, utilizável apenas pela União até o ano 
de 2002, quando foi estendida aos Estados e Municípios. 
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b) É adotada para obras, serviços e compras de especificação usual no mercado, 
procedendo-se ao julgamento de propostas pelo critério menor preço. 
c) A inversão das fases habilitação e julgamento, assim como o prazo recursal 
apenas ao final do procedimento, promovem maior celeridade ao certame. 
d) Na fase preparatória, o pregoeiro decidirá sobre a aceitabilidade das propostas, 
classificando os licitantes quanto ao preço e quanto à documentação habilitatória. 
27. (Consulplan – Técnico em Contabilidade/Câmara Municipal de Olinda/2015) 
Segundo a Lei Federal nº 10.520/2002, para aquisição de bens e serviços comuns, 
poderá ser adotada a licitação na modalidade de pregão, sendo que na realização 
dessa modalidade, é vedada a seguinte exigência: 
a) Garantia de proposta. 
b) Apresentação de proposta. 
c) Uso de tecnologia da informação. 
d) Publicação de aviso em diário oficial, na fase externa do pregão. 
28. (Consulplan – Adm/MAPA/2014) A Lei nº 10.520/2002 instituiu a modalidade de 
licitação denominada Pregão. Em relação à referida modalidade, é INCORRETO 
afirmar que 
a) na fase final, o respectivo objeto deverá ser definido de forma precisa, suficiente e 
clara, assim como as exigências de habilitação, os critérios de aceitação das 
propostas e as sanções por inadimplemento. 
b) é utilizado para aquisição de bens e serviços comuns, quais sejam aqueles cujos 
padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, 
por meio de especificações usuais no mercado. 
c) a fase externa será iniciada com a convocação dos interessados através da 
publicação de aviso, que poderá ocorrer por meio de jornal de circulação local, uma 
vez constatada a inexistência de diário oficial no respectivo ente federado. 
d) terminados os trâmites legais e declarado o vencedor, em sede de pregão, 
qualquer licitante poderá manifestar imediata e motivadamente a intenção de recorrer, 
quando lhe será concedido o prazo de três dias para apresentação das razões do 
recurso. 
29. (Consulplan – Analista Judiciário/TRE-MG/2013) A Administração Pública 
estadual pretende realizar licitação para a contratação de serviço de dedetização, 
decidindo-se pela utilização da modalidade de pregão. Diante do exposto, é correto 
afirmar que 
a) o pregão, como modalidade de procedimento licitatório, não pode ser utilizado 
pelos Estados, uma vez que foi criado pela Lei Federal nº 10.520/2002 e direcionado 
à União Federal. 
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b) no caso não é necessária a realização de licitação em qualquer de suas 
modalidades, uma vez que o objeto da contratação caracteriza-se como de urgência, 
configurando hipótese de licitação dispensada. 
c) é possível a sua utilização, sendo certo que o pregão é um procedimento licitatório 
exclusivamente documental, em que as propostas são abertas e julgadas em sessão 
única, o que garante a celeridade do certame. 
d) é possível a utilização do pregão, de modo que somente se procederá à verificação 
da habilitação do licitante vencedor, etapa que sucederá a de julgamento, em 
contraposição ao que ocorre regularmente na Lei nº 8.666/93. 
e) não é possível a sua utilização, uma vez que não há previsão de utilização do 
pregão para contratação de serviços, mas exclusivamente para a aquisição de bens 
comuns, quais sejam, aqueles cujos padrões de desempenho sejam objetivamente 
definidos. 
30. (Consulplan – Contador/Prefeitura de Uberlândia/2012) Para aquisição de 
bens e serviços comuns, poderá ser adotada a licitação na modalidade de pregão. 
Consideram-se bens e serviços comuns, aqueles cujos padrões de desempenho e 
qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações 
usuais no mercado. A fase externa do pregão será iniciada com a convocação dos 
interessados e observará algumas regras. Analise-as. 
I. A convocação dos interessados será efetuada por meio de publicação de aviso em 
diário oficial do respectivo ente federado ou, não existindo, em jornal de circulação 
local e, obrigatoriamente, por meios eletrônicos e conforme o vulto da licitação, em 
jornal de grande circulação. 
II. O prazo fixado para a apresentação das propostas, contado a partir da publicação 
do aviso, não será inferior a oito dias úteis. 
III. No curso da sessão, o autor da oferta de valor mais baixo e o das ofertas com 
preços até 5% superiores àquela, poderão fazer novos lances verbais e sucessivos 
até a proclamação do vencedor. 
IV. Para julgamento e classificação das propostas será adotado o critério de preço de 
mercado, observados os prazos máximos para fornecimento, as especificações 
técnicas e os parâmetros mínimos de desempenho e qualidade definidos no edital. 
V. A falta de manifestação imediata e motivada do licitante importará a decadência do 
direito de recurso e a adjudicação do objeto da licitação pelo pregoeiro ao vencedor. 
 
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I, II, IV 
b) III, V 
c) II, V 
d) II, IV 
e) I, III, IV 
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31. (Consulplan – Contador/Prefeitura de Londrina/2011) Para Meirelles, licitação 
é o procedimento administrativo mediante o qual a Administração Pública seleciona 
a proposta mais vantajosa para o contrato de seu interesse. São consideradas 
modalidades de licitação, com embasamento no art. 22 da Lei Federal nº. 8666/93 e 
Lei nº. 10520/2002, EXCETO: 
a) Concorrência Pública. 
b) Tomada de Preços e Carta Convite. 
c) Concurso. 
d) Leilão e Pregão. 
e) Inexigibilidade. 
32. (Consulplan – PSA/CFN/2011) Qual é a modalidade de licitação para aquisição 
de bens e serviços comuns em que a disputa pelo fornecimento é feita em sessão 
pública, por meio de propostas e lances, para classificação e habilitação do licitante 
com a proposta de menor preço? 
a) Carta convite. 
b) Concorrência pública. 
c) Leilão. 
d) Concurso. 
e) Pregão. 
33. (Consulplan - Of Adm/CMCV/2011) “Modalidade licitatória em que todo o 
processo é automatizado desde a compra até o pagamento. A principal vantagem é 
que todo o processo é feito sem necessidade de contato físico com os fornecedores.” 
Trata-se de: 
a) Leilão. 
b) Pregão eletrônico. 
c) Concurso. 
d) Convite. 
e) Concorrência. 
34. (Consulplan - Tec Com/Prefeitura de São Leopoldo/2010) “É uma nova 
modalidade de licitação, com disciplina e procedimentos próprios, visando acelerar o 
processo de escolha de futuros contratados da Administração em hipóteses 
determinadas e específicas.” A afirmativa trata-se de: 
a) Pregão. 
b) Leilão. 
c) Concurso. 
d) Convite. 
e) Tomada de Preços. 
35. (Consulplan – Analista Judiciário/TRE-RS/2008) É a modalidade de licitação 
utilizada para a aquisição de bens e serviços comuns, que são aqueles cujos padrões 
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de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio 
de especificações usuais, no mercado, independente dos valores: 
a) Pregão. 
b) Leilão. 
c) Concurso. 
d) Convite. 
e) Concorrência. 
36. (Consulplan – TJ-MG/2016) Quanto ao controle dos atos administrativos, é 
correto afirmar: 
a) O princípio da razoabilidade não se insere na esfera de autonomia do Poder 
Judiciário na análise de conclusão de Processo Administrativo Disciplinar. 
b) A Administração Pública, no exercício de autotutela, não poderá invalidar ato 
administrativo discricionário em razão da análise de seu mérito. 
c) Se cabe recurso administrativo com efeito suspensivo independentemente de 
caução, não cabe mandado de segurança contra o ato impugnado. 
d) Cabe mandado de segurança contra ato normativo identificado por sua flagrante 
inconveniência. 
37. (Consulplan – Agente de Controle Interno/Prefeitura de Venda Nova do 
Imigrante/2016) Quanto às regras constitucionais relativas ao controle interno da 
Administração Pública, assinale a alternativa correta. 
a) O Município não tem que instituir controle interno, posto que não tem Poder 
Judiciário. 
b) O controle interno da União deve avaliar as operações de crédito dos Estados e 
dos Municípios. 
c) O órgão de controle interno deve avaliar o cumprimento das metas previstas no 
plano plurianual. 
d) O cidadão que não denunciar irregularidades de que tenha ciência, tem 
responsabilidade solidária. 
38. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ-MG/2015) Em relação ao Controle da 
Administração Pública, é correto afirmar, EXCETO: 
a) Nos processos perante o Tribunal de Contas da União não são assegurados o 
contraditório e a ampla defesa na hipótese de apreciação da legalidade do ato de 
concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 
b) É exemplo do controle externo a competência do Congresso Nacional de sustar 
os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos 
limites de delegação legislativa. 
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c) Configura exemplo do poder controlador privativo do Congresso Nacional autorizar 
operações externas de natureza financeira, de interesse da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios. 
d) É exemplo do poder controlador privativo do Senado Federal fixar, por proposta 
do Presidente da República, limites globais para o montante da dívida consolidada da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 
39. (Consulplan - Administrador/Prefeitura de Cascavel/2014) Em relação ao 
controle da administração pública, diversos são os meios de controle definidos, 
atualmente, pelo ordenamento jurídico. São meios de controle, EXCETO: 
a) Recurso administrativo. 
b) Fiscalização hierárquica. 
c) Processo administrativo. 
d) Exercício do direito de petição. 
e) Projeto de lei de iniciativa popular. 
40. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) Sobre o controle administrativo 
NÃO é correto afirmar que 
a) o Tribunal de Contas é um órgão autônomo, com função jurisdicional, com a tarefa 
fiscalizadora de examinar as contas públicas no âmbito de sua jurisdição. 
b) o controle administrativo interno dáǦse por homologação, aprovação, revogação 
ou anulação, em que se conferem os aspectos da legalidade, da conveniência e da 
oportunidade. 
c) constituiǦse uma forma de controle externo da administração aquela efetivada pelo 
Poder Judiciário, quando provocado, por exemplo, por uma ação popular, ou uma 
ação civil pública. 
d) uma das formas de controle da administração é o controle realizado pelos 
administrados, cabendoǦlhes o direito de petição, de certidão e, ainda, ações judiciais. 
41. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) No que tange ao controle sobre 
as contas do Presidente da República, é correto afirmar que 
a) compete ao TCU julgar as contas do Presidente da República e ao Congresso 
revisar esse julgamento. 
b) ao TCU compete somente emitir parecer sobre as contas e ao Congresso Nacional 
compete julgar essas contas sem estar vinculado ao parecer. 
c) ao TCU compete somente emitir parecer vinculante sobre as contas e ao 
Congresso Nacional compete julgar essas contas, somente podendo o parecer ser 
rejeitado por maioria qualificada de 2/3. 
d) ao TCU compete somente emitir parecer sobre as contas e ao Senado compete 
julgar essas contas sem estar vinculado ao parecer.regulam-se pelas suas cláusulas e pelos 
preceitos de direito público, aplicando- se-lhes, supletivamente, os princípios da 
teoria geral dos contratos e as disposições de direito privado (art. 54, caput ) – 
ERRADA; 
b) entre as cláusulas necessárias dos contratos administrativos, consta “a 
vinculação ao edital de licitação ou ao termo que a dispensou ou a inexigiu, ao 
convite e à proposta do licitante vencedor ” (art. 55, XI) – CORRETA; 
c) consoante o art. 56 da Lei 8.666/1993, a critério da autoridade competente, 
em cada caso, e desde que prevista no instrumento convocatório, poderá ser 
exigida prestação de garantia nas contratações de obras, serviços e compras – 
CORRETA; 
d) a publicação não é elemento de formação dos atos administrativos, mas 
muitas vezes constitui requisito para a sua eficácia (para a produção de efeitos). 
Dessa forma, a publicação resumida do instrumento de contrato ou de seus 
aditamentos na imprensa oficial é condição indispensável para sua eficácia, 
devendo ser providenciada pela Administração até o quinto dia útil do mês 
seguinte ao de sua assinatura, para ocorrer no prazo de vinte dias daquela data, 
qualquer que seja o seu valor, ainda que sem ônus (art. 61, parágrafo único) – 
CORRETA. 
Gabarito: alternativa A. 
5. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ-MG/2015) Quanto à licitação e aos 
contratos da Administração Pública, consoante o que dispõe a Lei n.º 8.666/93, é 
correto afirmar, EXCETO: 
a) O contratado, na execução do contrato, poderá subcontratar partes da obra, 
serviço ou fornecimento, até o limite admitido pela Administração. 
b) Nos casos de concessão de direito real de uso é cabível a modalidade de licitação 
denominada concorrência. 
c) Em igualdade de condições, como critério de desempate, será assegurada 
preferência, sucessivamente, aos bens e serviços produzidos no país e produzidos 
ou prestados por empresas brasileiras. 
d) É nulo e de nenhum efeito, em qualquer hipótese, contrato verbal com a 
Administração. 
Comentário: 
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a) o art. 72 dispõe que o contratado poderá subcontratar partes da obra, serviço 
ou fornecimento, até o limite admitido, em cada caso, pela Administração. 
Contudo, mesmo com a subcontratação, o contratado continua com suas das 
responsabilidades contratuais e legais perante a Administração – CORRETA; 
b) na concessão de direito real de uso, aplicar- se-á a modalidade de licitação 
concorrência (art. 23, § 3º) – CORRETA; 
c) dispõe o art. 3º, § 2º, da Lei 8.666/1993 que, em igualdade de condições, como 
critério de desempate, será assegurada preferência, sucessivamente, aos bens 
e serviços: (i) produzidos no País; (ii) produzidos ou prestados por empresas 
brasileiras; (iii) produzidos ou prestados por empresas que invistam em 
pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no País; (iv) produzidos ou 
prestados por empresas que comprovem cumprimento de reserva de cargos 
prevista em lei para pessoa com deficiência ou para reabilitado da Previdência 
Social e que atendam às regras de acessibilidade previstas na legislação – 
CORRETA; 
d) como regra, será nulo e de nenhum efeito o contrato verbal. Contudo, não 
podemos afirmar que ocorrerá a nulidade “em qualquer hipótese”, pois a Lei de 
Licitações apresenta uma exceção, aplicável aos contratos verbais, de 
pequenas compras de pronto pagamento, assim entendidas aquelas de valor 
não superior a R$ 4 mil feitas em regime de adiantamento – ERRADA. 
Gabarito: alternativa D. 
6. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ-MG/2015) Assinale a alternativa 
correta: 
a) Os contratos administrativos poderão ser alterados unilateralmente pela 
Administração quando necessária a modificação do regime de execução, bem como 
do modo de fornecimento, em face de verificação técnica da inaplicabilidade dos 
termos contratuais originários. 
b) Os contratos administrativos poderão ser alterados, exclusivamente por acordo 
das partes, quando houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor 
adequação técnica aos seus objetivos. 
c) O contratado é responsável pelos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e 
comerciais resultantes da execução do contrato. 
d) Não constitui motivo parar rescisão do contrato a dissolução da sociedade ou o 
falecimento do contratado. 
Comentário: 
a) os contratos administrativos poderão ser alterados unilateralmente pela 
Administração (art. 65, I): (i) quando houver modificação do projeto ou das 
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especificações, para melhor adequação técnica aos seus objetivos; (ii) quando 
necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou 
diminuição quantitativa de seu objeto, nos limites permitidos por esta Lei. A 
alteração do regime de execução, bem como do modo de fornecimento, em face 
de verificação técnica da inaplicabilidade dos termos contratuais originários, 
somente poderá ocorrer mediante alteração por acordo das partes (art. 65, II, 
“b”) – ERRADA; 
b) a modificação do projeto ou das especificações, para melhor adequação 
técnica aos seus objetivos, é forma de alteração unilateral – ERRADA; 
c) dispõe o art. 71 da Lei 8.666/1993 que o “contratado é responsável pelos 
encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais resultantes da 
execução do contrato ” – CORRETA; 
d) os contratos são personalíssimos, motivo pelo qual a dissolução da 
sociedade ou o falecimento do contratado constitui motivo para a rescisão 
contratual (art. 78, X) – ERRADA. 
Gabarito: alternativa C. 
7. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ-MG/2015) Assinale a alternativa 
INCORRETA: 
a) A rescisão do contrato poderá ser determinada por ato unilateral e escrito da 
Administração, na hipótese de alteração ou de modificação da finalidade ou da 
estrutura da empresa, que prejudique a execução do contrato. 
b) A rescisão administrativa deverá ser precedida de autorização escrita e 
fundamentada da autoridade competente, não se exigindo tal autorização quando a 
rescisão for amigável. 
c) A rescisão poderá ser amigável, por acordo entre as partes, reduzida a termo no 
processo da licitação, desde que haja conveniência para a Administração. 
d) Quando a rescisão ocorrer por razões de interesse público, de alta relevância e 
amplo conhecimento, sem que haja culpa do contratado, será este ressarcido dos 
prejuízos regularmente comprovados que houver sofrido. 
Comentário: 
a) os contratos administrativos podem ser rescindidos unilateralmente pela 
Administração, por acordo das partes (amigável) ou judicialmente (art. 79). Com 
efeito, a rescisão em virtude de alteração social de modificação da finalidade ou 
da estrutura da empresa, que prejudique a execução do contrato, é causa de 
rescisão unilateral – CORRETA; 
b) a rescisão administrativa (unilateral) ou amigável (por acordo das partes) 
deverá ser precedida de autorização escrita e fundamentada da autoridade 
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competente (art. 79, § 1º). Logo, nos dois casos, há necessidade de autorização 
– ERRADA; 
c) segundo o art. 79, II, a rescisão do contrato poderá ser amigável, por acordo 
entre as partes, reduzida a termo no processo da licitação, desde que haja 
conveniência para a Administração – CORRETA; 
d) entre outras situações, os contratos administrativos poderãoser rescindidos 
por razões de interesse público, de alta relevância e amplo conhecimento, 
justificadas e determinadas pela máxima autoridade da esfera administrativa a 
que está subordinado o contratante e exaradas no processo administrativo a 
que se refere o contrato (art. 78). Trata-se, pois, de uma hipótese de rescisão 
contratual que não foi causada pelo contratado, situação em que este terá 
direito a: (i) ressarcimento dos prejuízos regularmente comprovados que 
houver sofrido; (ii) devolução de garantia; (iii) pagamentos devidos pela 
execução do contrato até a data da rescisão; (iv) pagamento do custo da 
desmobilização – CORRETA. 
Gabarito: alternativa B. 
8. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) Dentre as peculiaridades do 
contrato administrativo consta sanção que extrapola os limites contratuais e que, 
consoante à Lei Federal nº 8.666/1993, consiste na 
a) interdição do local da obra. 
b) declaração de inidoneidade. 
c) rescisão unilateral da avença. 
d) multa de 100% do valor da prestação. 
Comentário: essa é uma questão interessante, pois foge um pouco do estilo da 
Consulplan, que em geral fica no texto frio da legislação. No caso, é necessário 
identificar qual sanção que “extrapola os limites contratuais”, isto é, a sanção 
que vai gerar efeitos fora do contrato. 
Inicialmente, vamos analisar o art. 87 que trata das sanções aplicáveis em 
virtude da inexecução total ou parcial do contrato: 
Art. 87. Pela inexecução total ou parcial do contrato a Administração poderá, 
garantida a prévia defesa, aplicar ao contratado as seguintes sanções: 
I - advertência ; 
II - multa , na forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato; 
III - suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de 
contratar com a Administração, por prazo não superior a 2 (dois) anos; 
IV - declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração 
Pública enquanto perdurarem os motivos determinantes da punição ou até que 
seja promovida a reabilitação perante a própria autoridade que aplicou a 
penalidade, que será concedida sempre que o contratado ressarcir a 
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Administração pelos prejuízos resultantes e após decorrido o prazo da sanção 
aplicada com base no inciso anterior. 
No caso, a advertência e a multa ficam restritas, pelo menos em regra, ao âmbito 
do próprio contrato. Porém, a suspensão temporária e a declaração de 
inidoneidade geram efeitos que extrapolam, ou seja, que vão além dos limites 
do contrato, uma vez que impedem a empresa de participar de novas licitações 
ou mesmo de firmar novos contratos. 
Logo, entre as alternativas, a única que relaciona uma sanção que extrapola os 
limites contratuais é a letra “b”: declaração de inidoneidade. 
A interdição do local da obra não é especificamente uma sanção e, além disso, 
fica restrita ao próprio contrato, pois impacta na obra que está sendo realizada. 
A rescisão unilateral, da mesma forma, gera efeitos sobre o contrato, pois o 
desfaz. Por fim, a multa, seja qual for o valor, fica restrita, em regra, ao próprio 
contrato. 
Gabarito: alternativa B. 
9. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ-MG/2015) Assinale a alternativa 
INCORRETA: 
a) A rescisão do contrato pelo não cumprimento de cláusulas contratuais, 
especificações, projetos ou prazos, acarreta a assunção imediata do objeto do 
contrato, no estado e local em que se encontrar, por ato próprio da Administração. 
b) Os casos de rescisão contratual serão formalmente motivados nos autos do 
processo, assegurado o contraditório e a ampla defesa. 
c) A pena de suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de 
contratar com a Administração, por prazo não superior a 2 (dois) anos, só poderá ser 
aplicada em decisão judicial. 
d) A recusa injustificada do adjudicatário em assinar o contrato, aceitar ou retirar o 
instrumento equivalente, dentro do prazo estabelecido pela Administração, 
caracteriza o descumprimento total da obrigação assumida, sujeitando-o às 
penalidades legalmente estabelecidas. 
Comentário: 
a) a rescisão contratual por ato unilateral da Administração enseja as seguintes 
consequências (art. 80): (i) assunção imediata do objeto do contrato, no estado 
e local em que se encontrar, por ato próprio da Administração; (ii) ocupação e 
utilização do local, instalações, equipamentos, material e pessoal empregados 
na execução do contrato, necessários à sua continuidade; (iii) execução da 
garantia contratual, para ressarcimento da Administração, e dos valores das 
multas e indenizações a ela devidos; (iv) retenção dos créditos decorrentes do 
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contrato até o limite dos prejuízos causados à Administração. Ademais, a 
rescisão pelo não cumprimento de cláusulas contratuais, especificações, 
projetos ou prazos constitui hipótese de rescisão unilateral (art. 79, I; c/c art. 78, 
I) – CORRETA; 
b) o art. 78, parágrafo único, dispõe que “os casos de rescisão contratual serão 
formalmente motivados nos autos do processo, assegurado o contraditório e a 
ampla defesa ” – CORRETA; 
c) na verdade, as duas são sanções administrativas, constantes na própria Lei 
8.666/1993 – ERRADA; 
d) dispõe o art. 81 que “a recusa injustificada do adjudicatário em assinar o 
contrato, aceitar ou retirar o instrumento equivalente, dentro do prazo 
estabelecido pela Administração, caracteriza o descumprimento total da 
obrigação assumida, sujeitando-o às penalidad es legalmente estabelecidas” – 
ERRADA. 
Gabarito: alternativa C. 
10. (Consulplan – Administrador/MAPA/2014) Contrato administrativo pode ser 
conceituado como o ajuste que a administração pública firma com o particular ou 
outro ente público para consecução de interesse coletivo. Todos os contratos 
administrativos devem trazer cláusulas que estabeleçam os seguintes itens 
elencados, EXCETO: 
a) O objeto e seus elementos característicos do contrato, bem como o regime de 
execução ou a forma de fornecimento. 
b) Somente os prazos de início para a execução do objeto do contrato, sendo o prazo 
final estabelecido no decorrer da atividade. 
c) O crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação da classificação funcional 
programática e da categoria econômica. 
d) O preço e as condições de pagamento, os dados para o reajuste e os critérios de 
atualização monetária entre a data do adimplemento das obrigações e a do efetivo 
pagamento. 
Comentário : out ra questão sobre as cláusulas necessárias. Na análise de cada 
alternativa, vamos trazer inciso em que o caso se enquadra dentro do art. 55 da 
Lei 8.666/1993: 
a) O objeto e seus elementos característicos do contrato, bem como o regime de 
execução ou a forma de fornecimento – art. 55, I e II – CORRETA; 
b) Somente os prazos de início para a execução do objeto do contrato, bem como de 
conclusão, de entrega, de observação e de recebimento definitivo sendo o prazo final 
estabelecido no decorrer da atividade – art. 55, IV – ERRADA; 
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c) O crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação da classificação funcional 
programática e da categoria econômica – art. 55, V – CORRETA; 
d) O preço e as condições de pagamento, os dados para o reajuste e os critérios de 
atualização monetária entre a data do adimplemento dasobrigações e a do efetivo 
pagamento – art. 55, III – CORRETA. 
Gabarito: alternativa B. 
11. (Consulplan – Administrador/Prefeitura de Cascavel- PR/2014) A 
administração municipal celebrou regular contrato administrativo com uma empresa 
particular para a realização de várias obras no perímetro urbano, ocasião em que 
restaram devidamente acertadas as atividades a serem desempenhadas pela 
empresa contratada, o prazo de execução e o valor pago pela administração. Ocorre 
que, após o início da execução das obras e do pagamento de parte do valor acordado, 
surgiram eventos novos, imprevistos e imprevisíveis pelas partes contratantes, e a 
elas não imputados, que alteraram o equilíbrio econômico-financeiro do contrato. 
Neste contexto fático, é correto afirmar que 
a) o início da execução das obras impede a revisão do contrato. 
b) o pagamento de parte do valor contratado impede a revisão do contrato. 
c) o contrato poderá ser revisto para que se reestabeleça o equilíbrio econômico-
financeiro da relação contratual. 
d) o contrato não poderá ser revisto, pois prevalece a teoria geral de que os contratos 
firmados devem ser cumpridos. 
e) seria possível a revisão do contrato para ajustá-lo à nova realizada, apenas se a 
empresa contratada integrasse a administração indireta. 
Comentário: a revisão contratual é um mecanismo adotado para manter o 
equilíbrio econômico-financeiro do contrato. Não se confunde a revisão com o 
reajuste. Este decorre das próprias cláusulas contratuais, que estabelecem 
mecanismos de atualização do valor do dinheiro no tempo. Assim, é exemplo 
de reajuste a fixação da atualização do valor de um contrato de serviços 
contínuos conforme determinado índice de inflação (IPCA, IGPM, etc.). 
Por outro lado, o reajuste ocorre em virtude de situações, em geral, 
imprevisíveis, que desequilibram a equação econômico-financeira do contrato 
e que, por isso, necessitam de um “novo ajuste” das cláusulas pactuadas 
inicialmente. 
A revisão ocorre a qualquer momento da execução contratual, motivo pelo qual 
a alternativa C é o nosso gabarito. 
Todas as demais alternativas estão incorretas, pois o início da obra (letra A) e 
o pagamento (opção B) não impedem a realização da revisão. Ademais, a teoria 
geral dos contratos determina que em regra os contratos devem ser 
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executados, porém, vigora, em qualquer contrato, a denominada cláusula 
implícita rebus sic stantibus , que significa “enquanto as coisas permanecerem 
assim”. Ou seja, o contrato será executado enquanto as condições iniciais 
forem mantidas, mas se surgir um fato novo, que desequilibre o contrato, 
surgirá a necessidade de revisá-lo, justamente para voltar ao equilíbrio inicial. 
Logo, os contratos devem ser executados, mas se ocorreram mudanças, 
desequilibrando o contrato, ele terá que ser revisto. 
Por fim, a revisão ocorrerá independentemente de quem for a parte contratada 
(sendo particulares ou até mesmo entidades da Administração indireta). 
Gabarito: alternativa C. 
12. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) São cláusulas exorbitantes 
inerentes ao regime jurídico dos contratos administrativos a possibilidade de, 
EXCETO: 
a) Modificação unilateral do contrato inclusive as cláusulas econômico-financeiras. 
b) Aplicação de sanções administrativamente ao contratado. 
c) Rescisão unilateral do contrato pela administração. 
d) Administração pública fiscalizar a execução do contrato. 
Comentário: para responder a essa pergunta, nada melhor do que dar uma 
olhada no artigo que cita as cláusulas exorbitantes. Vamos lá? 
Art. 58. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei 
confere à Administração, em relação a eles, a prerrogativa de: 
I - modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação às finalidades de 
interesse público, respeitados os direitos do contratado; 
II - rescindi-los, unilateralmente, nos casos especificados no inciso I do art. 79 
desta Lei; 
III - fiscalizar-lhes a execução; 
IV - aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste; 
V - nos casos de serviços essenciais, ocupar provisoriamente bens móveis, 
imóveis, pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato, na hipótese da 
necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo 
contratado, bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo. 
§ 1º As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos 
administrativos não poderão ser alteradas sem prévia concordância do 
contratado. 
§ 2º Na hipótese do inciso I deste artigo, as cláusulas econômico-financeiras 
do contrato deverão ser revistas para que se mantenha o equilíbrio contratual. 
(grifos nossos) 
Desse modo, já sabemos que as alternativas B, C e D estão corretas. 
Quanto a alternativa A (nosso gabarito), a modificação unilateral do contrato 
constitui uma das prerrogativas conferidas à Administração. Contudo, como 
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observado no § 1º, as cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos 
contratos não poderão ser modificadas sem que o contratado esteja de acordo. 
Gabarito: alternativa A. 
13. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) NÃO é considerada uma cláusula 
necessária em um contrato, segundo a Lei Federal nº 8.666/93 
a) o regime de execução. 
b) o preço e as condições de pagamento. 
c) os prazos de início de etapas de execução, de conclusão, de entrega, de 
observação e de recebimento definitivo. 
d) o reconhecimento dos direitos do contratado, em caso de rescisão administrativa, 
devido a inexecução total ou parcial do contrato. 
Comentário: as cláusulas necessárias encontram-se dispostas no art. 55 da Lei 
8.666/1993. Da mesma forma como trabalhamos na questão anterior, 
analisaremos o referido artigo (embora longo): 
Art. 55. São cláusulas necessárias em todo contrato as que estabeleçam: 
I - o objeto e seus elementos característicos; 
II - o regime de execução ou a forma de fornecimento; (alternativa A) 
III - o preço e as condições de pagamento, os critérios, data-base e 
periodicidade do reajustamento de preços, os critérios de atualização 
monetária entre a data do adimplemento das obrigações e a do efetivo 
pagamento; (alternativa B) 
IV - os prazos de início de etapas de execução, de conclusão, de entrega, de 
observação e de recebimento definitivo, conforme o caso; (alternativa C) 
V - o crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação da classificação 
funcional programática e da categoria econômica; 
VI - as garantias oferecidas para assegurar sua plena execução, quando 
exigidas; 
VII - os direitos e as responsabilidades das partes, as penalidades cabíveis e 
os valores das multas; 
VIII - os casos de rescisão; 
IX - o reconhecimento dos direitos da Administração , em caso de rescisão 
administrativa prevista no art. 77 desta Lei; (alternativa D) 
X - as condições de importação, a data e a taxa de câmbio para conversão, 
quando for o caso; 
XI - a vinculação ao edital de licitação ou ao termo que a dispensou ou a 
inexigiu, ao convite e à proposta do licitante vencedor; 
XII - a legislação aplicável à execução do contrato e especialmente aos casos 
omissos; 
XIII - a obrigação do contratado de manter, durante toda a execução do 
contrato, em compatibilidade com as obrigações por ele assumidas, todas as 
condições de habilitação e qualificação exigidas na licitação. 
Assim, podemos assinalar a alternativa D como nossa resposta. 
Gabarito: alternativa D. 
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14. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) São motivos para a rescisão, 
EXCETO: 
a) A decretação de falência ou a instauração de insolvência civil. 
b) A dissolução da sociedade ou o falecimento do contratado. 
c) Qualquer alteração social ou a modificação da finalidade ou da estrutura da 
empresa. 
d) A não liberação, por parte da Administração, de área, local ou objeto para 
execução de obra, serviço ou fornecimento, nos prazos contratuais, bem como das 
fontes de materiais naturais especificadas no projeto. 
Comentário: o artigo que trata dos motivos que ensejam a rescisão do contrato 
é o 78. Esse artigo é bem longo, mas vale a menção completa, visto que a banca 
costuma cobrar a literalidade da Lei, e esse artigo pode ser objeto de várias 
assertivas: 
Art. 78. Constituem motivo para rescisão do contrato: 
I - o não cumprimento de cláusulas contratuais, especificações, projetos ou 
prazos; 
II - o cumprimento irregular de cláusulas contratuais, especificações, projetos 
e prazos; 
III - a lentidão do seu cumprimento, levando a Administração a comprovar a 
impossibilidade da conclusão da obra, do serviço ou do fornecimento, nos 
prazos estipulados; 
IV - o atraso injustificado no início da obra, serviço ou fornecimento; 
V - a paralisação da obra, do serviço ou do fornecimento, sem justa causa e 
prévia comunicação à Administração; 
VI - a subcontratação total ou parcial do seu objeto, a associação do 
contratado com outrem, a cessão ou transferência, total ou parcial, bem como 
a fusão, cisão ou incorporação, não admitidas no edital e no contrato; 
VII - o desatendimento das determinações regulares da autoridade designada 
para acompanhar e fiscalizar a sua execução, assim como as de seus 
superiores; 
VIII - o cometimento reiterado de faltas na sua execução, anotadas na forma 
do § 1o do art. 67 desta Lei; 
IX - a decretação de falência ou a instauração de insolvência civil; (alternativa 
A) 
X - a dissolução da sociedade ou o falecimento do contratado; (alternativa B) 
XI - a alteração social ou a modificação da finalidade ou da estrutura da 
empresa, que prejudique a execução do contrato ; (alternativa C) 
XII - razões de interesse público, de alta relevância e amplo conhecimento, 
justificadas e determinadas pela máxima autoridade da esfera administrativa a 
que está subordinado o contratante e exaradas no processo administrativo a 
que se refere o contrato; 
XIII - a supressão, por parte da Administração, de obras, serviços ou compras, 
acarretando modificação do valor inicial do contrato além do limite permitido 
no § 1o do art. 65 desta Lei; 
XIV - a suspensão de sua execução, por ordem escrita da Administração, por 
prazo superior a 120 (cento e vinte) dias, salvo em caso de calamidade 
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pública, grave perturbação da ordem interna ou guerra, ou ainda por repetidas 
suspensões que totalizem o mesmo prazo, independentemente do pagamento 
obrigatório de indenizações pelas sucessivas e contratualmente imprevistas 
desmobilizações e mobilizações e outras previstas, assegurado ao contratado, 
nesses casos, o direito de optar pela suspensão do cumprimento das 
obrigações assumidas até que seja normalizada a situação; 
XV - o atraso superior a 90 (noventa) dias dos pagamentos devidos pela 
Administração decorrentes de obras, serviços ou fornecimento, ou parcelas 
destes, já recebidos ou executados, salvo em caso de calamidade pública, 
grave perturbação da ordem interna ou guerra, assegurado ao contratado o 
direito de optar pela suspensão do cumprimento de suas obrigações até que 
seja normalizada a situação; 
XVI - a não liberação, por parte da Administração, de área, local ou objeto para 
execução de obra, serviço ou fornecimento, nos prazos contratuais, bem como 
das fontes de materiais naturais especificadas no projeto; (alternativa D) 
XVII - a ocorrência de caso fortuito ou de força maior, regularmente 
comprovada, impeditiva da execução do contrato. 
Parágrafo único. Os casos de rescisão contratual serão formalmente 
motivados nos autos do processo, assegurado o contraditório e a ampla 
defesa. 
XVIII – descumprimento do disposto no inciso V do art. 27, sem prejuízo das 
sanções penais cabíveis. 
Dessa forma, notamos que não é qualquer alteração social ou modificação da 
finalidade ou estrutura da empresa que ensejará a rescisão, mas apenas as 
alterações que impliquem prejuízos para a execução contratual. 
Gabarito: alternativa C. 
15. (Consulplan – Técnico Judiciário/TSE/2012) O TSE, em dezembro 2011, 
celebrou após regular processo licitatório, um contrato com a empresa Soluções 
Tecnológicas Ltda, tendo como objeto a prestação de serviços de suporte na área de 
informática, com vigência de seis meses. Segundo a Lei Federal nº 8.666/93, só NÃO 
será motivo para rescisão do referido contrato pelo TSE 
a) a paralisação do serviço, objeto do contrato, sem justa causa e prévia comunicação 
à Administração. 
b) a dissolução da empresa contratada, Soluções Tecnológicas Ltda. 
c) a alteração social ou a modificação da finalidade ou da estrutura da empresa 
contratada, que prejudique a execução do contrato celebrado entre as partes. 
d) o atraso, justificado no início do serviço, objeto do contrato. 
Comentário: 
a) a paralisação da obra, do serviço ou do fornecimento, sem justa causa e 
prévia comunicação à Administração constitui motivo para rescisão unilateral 
do contrato (art. 78, V) – CORRETA; 
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b) a dissolução da sociedade ou o falecimento do contratado é causa para a 
rescisão unilateral do contrato (art. 78, X) – CORRETA; 
c) também é motivo para a rescisão unilateral do contrato a “a alteração social 
ou a modificação da finalidade ou da estrutura da empresa, que prejudique a 
execução do contrato ” (art. 78, XI) – CORRETA; 
d) de acordo com a Lei 8.666/1993, é causa para a rescisão do contrato “o atraso 
injustificado no início d a obra, serviço ou fornecimento” (art. 77, IV). Assim, se 
o atraso é justificado, não há motivos para a rescisão – ERRADA. 
Gabarito: alternativa D. 
16. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) Uma empresa foi contratada pelo 
valor de R$ 120.000,00 em um processo licitatório para reformar um equipamento 
mecânico de grande porte de um órgão público. Durante a execução dos serviços, 
verificou-se a necessidade de se fazer um termo aditivo no valor de R$ 20.000,00. 
Caso seja necessária a inclusão de novos termos aditivos, seus somatórios dos 
mesmos não poderá ultrapassar o montante de 
a) R$ 10.000,00. 
b) R$ 20.000,00. 
c) R$ 30.000,00. 
d) R$ 40.000,00. 
Comentário: os contratos administrativos caracterizam-se pela mutabilidade, o 
que permite que eles sejam alterados. Com efeito, é possível proceder a 
alteração unilateral dos contratos quando necessária a modificação do valor 
contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu 
objeto, nos limites permitidos em lei (art. 65, I, “b). Ademais, a Lei 8.666/1993 
dispõe que o contratado fica obrigado a aceitar, nas mesmas condições 
contratuais, os acréscimos ou supressões que se fizerem nas obras, serviços 
ou compras, até 25% do valor inicial atualizado do contrato, e, no caso particular 
de reforma de edifício ou de equipamento , até o limite de 50% para os seus 
acréscimos (art. 65, § 1º). 
No caso do enunciado,o objeto do contrato é a reforma de equipamento 
mecânico, o que admite a alteração de até 50% para acréscimos. Nesse caso, o 
contrato poderá chegar até R$ 180.000,00. Como a alteração inicial foi de 20.000, 
ainda é possível aumentá-lo em mais 40.000. Basta fazermos o cálculo: 180 – 
(120 + 20) = 180 – 140 = 40. 
Gabarito: alternativa D. 
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17. (Consulplan – Assistente Administrativo/CISAMAPI 1/2011) Considerando as 
normas para celebração de contratos administrativos pela Administração Pública, 
marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. 
( ) Os contratos administrativos regulam-se pelas suas cláusulas e pelos preceitos de 
direito privado, aplicando-lhes os princípios da teoria geral dos contratos e as 
disposições de direito privado. 
( ) Os contratos devem estabelecer com clareza e precisão as condições para sua 
execução, expressas em cláusulas que definam os direitos, obrigações e 
responsabilidades das partes, em conformidade com os termos da licitação e da 
proposta a que se vinculam. 
( ) Os contratos decorrentes de dispensa ou de inexigibilidade de licitação devem 
atender aos termos do ato que os autorizou e da respectiva proposta. 
 
A sequência está correta em 
a) V, V, V 
b) V, F, V 
c) V, F, F 
d) F, V, F 
e) F, V, V 
Comentário: 
(F) Os contratos administrativos regulam-se pelas suas cláusulas e pelos preceitos 
de direito privado, aplicando-lhes os princípios da teoria geral dos contratos e as 
disposições de direito privado. 
Segundo o art. 54 da Lei 8.666/1993, os contratos administrativos “regulam- se 
pelas suas cláusulas e pelos preceitos de direito público, aplicando- se-lhes, 
supletivamente, os princípios da teoria geral dos contratos e as disposições de 
direito privado” – FALSO. 
(V) Os contratos devem estabelecer com clareza e precisão as condições para sua 
execução, expressas em cláusulas que definam os direitos, obrigações e 
responsabilidades das partes, em conformidade com os termos da licitação e da 
proposta a que se vinculam. 
O item está de acordo com o art. 54, § 1º, da Lei de Licitações, que dispõe que 
“os contratos devem estabelecer com clareza e precisão as condições para sua 
execução, expressas em cláusulas que definam os direitos, obrigações e 
responsabilidades das partes, em conformidade com os termos da licitação e 
da proposta a que se vinculam” – VERDADEIRO; 
 
1 Consórcio Intermunicipal de Saúde da Microrregião do Vale do Piranga. 
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(V) Os contratos decorrentes de dispensa ou de inexigibilidade de licitação devem 
atender aos termos do ato que os autorizou e da respectiva proposta. 
De fato, conforme prescrito no art. 54, § 1º, “os contratos decorrentes de 
dispensa ou de inexigibilidade de licitação devem atender aos termos do ato 
que os autorizou e da respectiva proposta ” – VERDADEIRO. 
Gabarito: alternativa E. 
18. (Consulplan – Advogado/COFEN/2011) São cláusulas necessárias em todo 
Contrato Administrativo as que estabeleçam, EXCETO: 
a) O objeto. 
b) O regime de execução ou a forma de fornecimento. 
c) O preço e as condições de pagamento. 
d) As garantias oferecidas para assegurar sua plena execução. 
e) Os casos de rescisão. 
Comentário: mais uma questão sobre as cláusulas necessárias. Lembrando que 
elas constam no art. 55, dispositivo de leitur a obrigatória. A alternativa “d” 
apresenta um tópico que não constitui cláusula necessária dos contratos. Note 
que o enunciado fala em “todo” contrato, mas a Lei dispõe que as garantias 
oferecidas para assegurar sua plena execução somente constarão no contrato 
quando estas forem exigidas (art. 55, VI). Lembra-se que nem todo contrato terá 
garantia, logo as garantias exigidas não constarão, também, em todos os 
contratos. 
Os demais itens representam cláusulas necessárias de todos os contratos, 
conforme dispõe, respectivamente, os incisos I, II, III e VIII da Lei 8.666/1993. 
Gabarito: alternativa D. 
19. (Consulplan – Assistente Administrativo/CISAMAPI/2011) São motivos para a 
rescisão de contratos administrativos, conforme dispõe a Lei Federal nº 8.666/93 e 
suas alterações posteriores, EXCETO: 
a) A inexecução total ou parcial do contrato, com as consequências contratuais e as 
previstas em lei ou regulamento. 
b) O não cumprimento de cláusulas contratuais, especificações, projetos ou prazos. 
c) A mudança dos programas de governo da Administração. 
d) O cumprimento irregular de cláusulas contratuais, especificações, projetos e 
prazos. 
e) O atraso injustificado no início da obra, serviço ou fornecimento. 
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a) A inexecução total ou parcial do contrato, com as consequências contratuais e as 
previstas em lei ou regulamento – é motivo para rescisão, nos termos do art. 78, 
caput – CORRETA; 
b) O não cumprimento de cláusulas contratuais, especificações, projetos ou prazos 
– é motivo para rescisão, nos termos do art. 78, I – CORRETA; 
c) A mudança dos programas de governo da Administração – tal situação não 
consta entre as hipóteses de rescisão dos contratos – ERRADA; 
d) O cumprimento irregular de cláusulas contratuais, especificações, projetos e 
prazos – é motivo para rescisão, nos termos do art. 78, II – CORRETA; 
e) O atraso injustificado no início da obra, serviço ou fornecimento – é motivo para 
rescisão, nos termos do art. 78, IV – CORRETA. 
Gabarito: alternativa C. 
20. (Consulplan – Especialista Superior de Logistica/CREA-RJ/2011) A Teoria da 
Imprevisão pode ser entendida como “a que sustenta os contratos que têm trato 
sucessivo ou dependência do futuro, entendem-se condicionados pela manutenção 
do atual estado das coisas”. Sobre a Teoria da Imprevisão, marque V para as 
afirmativas verdadeiras e F para as falsas: 
( ) A Teoria da Imprevisão é o remédio jurídico destinado a sanar incidentes que 
venham alterar a base econômica, ou seja, a base negocial do contrato. Por isso, é 
aplicada excepcionalmente às situações extracontratuais que o atinja. 
( ) A Teoria da Imprevisão é um incidente contratual, por isso aceitável como 
limitadora da força obrigatória dos contratos. Permite a alteração do contrato sem ferir 
a autonomia da vontade, pois só atingirá o que não estiver adstrito ao ato volitivo, mas 
apenas aqueles atos sujeitos à imprevisibilidade. 
( ) A Teoria da Imprevisão é uma exceção dentro da regra de obrigatoriedade 
contratual, tornando relativo o absolutismo do pacta sunt servanda, pregado pelo 
Liberalismo do século XIX. 
 
A sequência está correta em: 
a) V, V, V 
b) F, F, F 
c) F, V, V 
d) V, V, F 
e) V, F, V 
Comentário: inicialmente, vamos brevemente comentar a definição dada para a 
teoria da imprevisão. Ainda que seja apenas trecho do enunciado, o que não 
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influencia na questão em si, mas se trata de um momento de aprendermos um 
pouco mais. 
A questão diz que a teoria da imprevisão é “a que sustenta os contratos que 
têm trato sucessivo ou dependência do futuro, entendem-secondicionados 
pela manutenção do atual estado da s coisas”. O texto diz, portanto, que a teoria 
da imprevisão se aplica aos contratos que dependem do futuro, ou seja, que se 
prolongam no tempo. Por exemplo: um contrato de uma obra que vá demorar 
cinco anos para ser concluído é um contrato que se prolonga no tempo e, dessa 
forma, tem dependência do que vai acontecer no futuro. Além disso, termina a 
definição afirmando que os contratos estão condicionados pela manutenção do 
“atual estado das coisas”. Isso porque a teoria da imprevisão surge justamente 
quando as condições iniciais nas quais o contrato foi firmado são alteradas. 
Exemplo: um novo tributo é criado, atingindo significativamente a principal 
matéria prima necessária para a execução do contrato; em tal situação, o “atual 
estado das coisas” é modificado, ensejando a aplicação da teoria da imprevisão 
para equilibrar novamente o contrato. 
Após esse breve comentário do enunciado, vamos partir para a análise dos 
itens da questão. Às vezes, a Consulplan pega um texto de um artigo e divide 
em partes, fazendo uma questão como essa, que certamente é o estilo de 
questão mais complicado da banca. Nos últimos anos, são poucas as questões 
nesse estilo, motivo pelo qual não devemos nos preocupar tanto. Mesmo assim, 
é possível responder o item sem conhecer os artigos que a banca copiou. 
Vejamos! 
(V) A Teoria da Imprevisão é o remédio jurídico destinado a sanar incidentes que 
venham alterar a base econômica, ou seja, a base negocial do contrato. Por isso, é 
aplicada excepcionalmente às situações extracontratuais que o atinja. 
Exatamente! A teoria da imprevisão é o meio jurídico para sanar os incidentes 
que alterem a base econômica do contrato. Como afirma o item, a base 
econômica é justamente a base negocial do contrato. Afinal, o objeto em geral 
é previamente definido, sendo que a parte econômica é ajustada entre as partes 
para que exista equilíbrio entre as obrigações pactuadas. Além disso, sabemos 
que a teoria da imprevisão surge justamente diante de situações excepcionais 
e extracontratuais. 
(V) A Teoria da Imprevisão é um incidente contratual, por isso aceitável como 
limitadora da força obrigatória dos contratos. Permite a alteração do contrato sem ferir 
a autonomia da vontade, pois só atingirá o que não estiver adstrito ao ato volitivo, mas 
apenas aqueles atos sujeitos à imprevisibilidade. 
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A teoria da imprevisão é um incidente contratual, pois ocorre no âmbito dos 
contratos. Com efeito, é um meio de limitar ou flexibilizar a obrigatoriedade dos 
contratos. Em regra, os contratos devem ser cumpridos conforme pactuados , 
mas a teoria da imprevisão flexibiliza tal situação em virtude da alteração das 
condições iniciais em que o contrato foi firmado. Além disso, os contratos são 
firmados com base na autonomia da vontade (as partes concordam com o que 
estão firmando). Por ato volitivo devemos entender por aquele que surge da 
vontade das partes. Assim, o contrato é um ato volitivo, pois é pactuado 
conforme a vontade das partes envolvidas. Dessa forma, sabemos que a teoria 
da imprevisão decorre de atos que não estão adstritos ao ato volitivo, pois é 
oriunda de efeitos externos, imprevisíveis. Logo, podemos afirmar que a teoria 
da imprevisão não fere a autonomia da vontade, eis que atinge situações que 
estão fora da relação contratual, ou seja, que decorrem de fatos adversos do 
ato volitivo. 
(V) A Teoria da Imprevisão é uma exceção dentro da regra de obrigatoriedade 
contratual, tornando relativo o absolutismo do pacta sunt servanda, pregado pelo 
Liberalismo do século XIX. 
A regra do pacta sunt servanda significa que os contratos devem ser 
cumpridos. Porém, sabemos que a teoria da imprevisão é justamente uma 
exceção a essa regra, decorrente de outra cláusula implícita dos contratos, a 
rebus sic stantibus, que significa que os contratos devem ser cumpridos 
“enquanto as coisas permanecerem assim”. Logo, a teoria da imprevisão 
permite que os contratos não sejam cumpridos, sem culpa das partes. Ademais, 
a cláusula do pacta sunt servanda decorre justamente do período do 
Liberalismo, que defendia a aplicação da autonomia da vontade. 
Assim, os três itens são verdadeiros. 
Gabarito: alternativa A. 
21. (Consulplan – Administrador/Prefeitura de Resende/2010) Analise as 
afirmativas abaixo: 
I. Os contratos decorrentes da dispensa ou de inexigibilidade de licitação devem 
atender aos termos do ato que os autorizou e da respectiva proposta. 
II. As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos administrativos 
não poderão ser alteradas sem prévia concordância do contratado. 
III. O prazo de convocação poderá ser prorrogado uma vez, por igual período, quando 
solicitado pela parte durante o seu transcurso e desde que ocorra motivo justificado 
aceito pela Administração. 
Está(ão) correta(s) apenas a(s) alternativa(s): 
a) I, III 
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b) III 
c) I, II 
d) II 
e) I, II, III 
Comentário: 
I – CORRETO: outra questão que exige o conteúdo do art. 54, § 2º, que dispõe 
que “Os contratos decorrentes de dispensa ou de inexigibilidade de licitação 
devem atender aos termos do ato que os aut orizou e da respectiva proposta”; 
II – CORRETO: os contratos administrativos devem manter-se equilibrados, de 
tal forma que as suas cláusulas econômico-financeiras, assim como as 
monetárias, não poderão ser alteradas sem prévia concordância do contratado 
(art. 58, § 1º); 
III – CORRETO: o art. 64 da Lei de Licitações dispõe que “a Administração 
convocará regularmente o interessado para assinar o termo de contrato, aceitar 
ou retirar o instrumento equivalente, dentro do prazo e condições 
estabelecidos, sob pena de decair o direito à contratação, sem prejuízo das 
sanções previstas” na Lei. Cont udo, o prazo de convocação poderá ser 
prorrogado uma vez, por igual período, quando solicitado pela parte durante o 
seu transcurso e desde que ocorra motivo justificado aceito pela Administração 
(art. 64, § 1º). 
Logo, os itens I, II e III estão certos. 
Gabarito: alternativa E. 
22. (Consulplan - Oficial Administrativo/CM CV/2010) Acerca da rescisão de 
contrato administrativo, pode-se afirmar que, EXCETO: 
a) A rescisão do contrato poderá ser determinada por ato unilateral e escrito da 
Administração, no caso de não liberação, de sua parte, de área, local ou objeto para 
execução de obra, serviço ou fornecimento, nos prazos contratuais, bem como das 
fontes de materiais naturais especificadas no projeto. 
b) A inexecução total ou parcial do contrato enseja a sua rescisão, com as 
consequências contratuais e as previstas em lei ou regulamento. 
c) É permitido à Administração, no caso de concordata do contratado, manter o 
contrato, podendo assumir o controle de determinadas atividades de serviços 
essenciais. 
d) A rescisão administrativa ou amigável deverá ser precedida de autorização escrita 
e fundamentada da autoridade competente. 
e) A rescisão poderá se dar de forma amigável, por acordo entre as partes, reduzida 
a termo no processo da licitação, desde que haja conveniência para a Administração. 
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Comentário: 
a) a rescisão unilateral, também chamada de rescisão administrativa, é a que 
ocorre em virtudede culpa do contratado, razões de interesse público ou caso 
fortuito e força maior. Assim, se a rescisão decorrer da “não liberação, por parte 
da Administração, de área, local ou objeto para execução de obra, serviço ou 
fornecimento, nos prazos contratuais, bem como das fontes de materiais 
naturais especificadas no projeto ”, estaremos diante de uma rescisão por culpa 
da Administração, que não comporta a rescisão unilateral. Nesse caso, a 
rescisão deverá ocorrer mediante rescisão amigável ou judicial – ERRADA; 
b) é isso que dispõe o art. 77 da Lei 8.666/1993: “Art. 77. A inexecução total ou 
parcial do contrato enseja a sua rescisão, com as conseqüências contratuais e 
as previstas em lei ou regulamento” – CORRETA; 
c) consoante o art. 80, § 2 º, “é permitido à Administração, no caso de concordata 
do contratado, manter o contrato, podendo assumir o controle de determinadas 
ativ idades de serviços essenciais”. A concordata é um meio que as empresas 
adotam para fazer acordo com os seus credores, evitando a falência. Assim, 
nesse caso, com base no princípio da continuidade do serviço público e 
amparada com essa previsão legal, a Administração poderá manter o contrato, 
podendo avocar o controle de atividades consideradas essenciais – CORRETA; 
d) o dispõe o art. 79, § 1º, que “a rescisão administrativa ou amigável deverá ser 
precedida de autorização escrita e fundamentada da autoridade competente ” – 
CORRETA; 
e) de acordo com o art. 79, II, da rescisão poderá ser “amigável, por acordo entre 
as partes, reduzida a termo no processo da licitação, desde que haja 
conveniência para a Administração”. Lembra-se, ademais, que a rescisão 
também poderá ocorrer de forma unilateral ou por decisão judicial – CORRETA. 
Gabarito: alternativa A. 
23. (Consulplan – Técnico em Contabilidade/Prefeitura de Guaxupé/2010) A 
formalização de um contrato administrativo que assegura seu cumprimento, desde 
que haja previsão anteriormente no instrumento convocatório, pode a Administração 
exigir da parte contratada determinada segurança é: 
a) Instrumento. 
b) Cláusulas essenciais. 
c) Solenidades. 
d) Garantias. 
e) Cláusulas intrínsecas. 
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Comentário: o texto do enunciado é um pouco confuso, mas a segurança que 
ele se refere, destinada a assegurar o cumprimento do contrato, é a garantia 
contratual, que pode ser exigida pela Administração, desde que exista previsão 
no instrumento convocatório (art. 56). 
Gabarito: alternativa D. 
24. (Consulplan - Contador/Prefeitura de São José de Ubá/2010) “A licitação 
destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia e 
selecionar a proposta mais vantajosa para a Administração. A critério da autoridade 
competente, em cada caso, e desde que prevista no instrumento convocatório, poderá 
ser exigida prestação de garantia nas contratações de obras, serviços e compras.” 
Com relação ao exposto, é correto afirmar que: 
a) É realizada através de caução em dinheiro ou títulos da dívida pública. 
b) É realizada através do seguro-garantia e da fiança bancária. 
c) É realizada através de fiança bancária. 
d) É realizada através de caução em dinheiro ou títulos da dívida pública, de fiança 
bancária e do seguro garantia. 
e) É realizada através de caução em dinheiro ou títulos da dívida pública, de fiança 
bancária, de contrato liberado e do seguro garantia. 
Comentário: as modalidades de garantia estão relacionadas no art. 56, § 1º, da 
Lei 8.666/1993, quais sejam: (i) caução em dinheiro ou em títulos da dívida 
pública; (ii) seguro-garantia; e (iii) fiança bancária. Com isso, já podemos 
afirmar que o gabarito é a letra D. 
Anota-se ainda que, quando o seguro for fornecido em caução em dinheiro ou 
em títulos da dívida pública, estes deverão ser emitidos sob a forma escritural, 
mediante registro em sistema centralizado de liquidação e de custódia 
autorizado pelo Banco Central do Brasil e avaliados pelos seus valores 
econômicos, conforme definido pelo Ministério da Fazenda (art. 56, § 1º, I). 
Além disso, a exigência de seguro é uma prerrogativa da Administração, ao 
passo que a escolha da modalidade de garantia, entre as previstas em lei, é uma 
prerrogativa do contrato. 
Gabarito: alternativa D. 
25. (Consulplan – Analista Judiciário/TRE-RS/2008) É INCORRETO afirmar que 
os contratos regidos pela Lei Federal nº 8666/93 (que institui normas para licitações 
e contratos da Administração Pública e dá outras providências) poderão ser alterados, 
com as devidas justificativas, no seguinte caso: 
a) Unilateralmente pela Administração quando houver modificação do projeto ou das 
especificações, para melhor adequação técnica aos seus objetivos. 
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b) Unilateralmente pela Administração quando necessária a modificação do valor 
contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto, nos 
limites permitidos pela mencionada lei. 
c) Unilateralmente pela Administração quando conveniente a substituição da garantia 
de execução. 
d) Por acordo das partes quando necessária a modificação do regime de execução 
da obra ou serviço, bem como do modo de fornecimento, em face de verificação 
técnica da inaplicabilidade dos termos contratuais originários. 
e) Por acordo das partes quando necessária a modificação da forma de pagamento, 
por imposição de circunstâncias supervenientes, mantido o valor inicial atualizado, 
vedada a antecipação do pagamento, com relação ao cronograma financeiro fixado, 
sem a correspondente contraprestação de fornecimento de bens ou execução de obra 
ou serviço. 
Comentário: a alteração unilateral dos contratos administrativos poderá ocorrer 
quando (art. 65, I): (i) quando houver modificação do projeto ou das 
especificações, para melhor adequação técnica aos seus objetivos (letra A – 
CORRETA); (ii) quando necessária a modificação do valor contratual em 
decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto, nos limites 
permitidos na Lei 8.666/1993 (letra B – CORRETA). 
Por outro lado, a alteração por acordo das partes poderá ocorrer nas seguintes 
situações (art. 65, II): 
(i) quando conveniente a substituição da garantia de execução; (letra C – 
ERRADA) 
(ii) quando necessária a modificação do regime de execução da obra ou 
serviço, bem como do modo de fornecimento, em face de verificação técnica 
da inaplicabilidade dos termos contratuais originários; (letra D – CORRETA) 
(iii) quando necessária a modificação da forma de pagamento, por 
imposição de circunstâncias supervenientes, mantido o valor inicial 
atualizado, vedada a antecipação do pagamento, com relação ao 
cronograma financeiro fixado, sem a correspondente contraprestação de 
fornecimento de bens ou execução de obra ou serviço; (letra E – CORRETA) 
(iv) para restabelecer a relação que as partes pactuaram inicialmente entre 
os encargos do contratado e a retribuição da administração para a justa 
remuneração da obra, serviço ou fornecimento, objetivando a manutenção 
do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato, na hipótese de 
sobrevirem fatos imprevisíveis, ou previsíveis porém de consequências 
incalculáveis, retardadores ou impeditivos da execução do ajustado, ou, 
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ainda, em caso de força maior, casofortuito ou fato do príncipe, 
configurando álea econômica extraordinária e extracontratual. 
Dessa forma, a letra C trouxe um caso que não é de alteração unilateral, mas 
por acordo das partes. 
Gabarito: alternativa C. 
Pregão 
26. (Consulplan – Agente de Controle Interno/Prefeitura de Venda Nova do 
Imigrante/2016) No que se refere à modalidade de licitação Pregão, é correto afirmar 
que: 
a) É modalidade prevista na Lei nº 8.666/93, utilizável apenas pela União até o ano 
de 2002, quando foi estendida aos Estados e Municípios. 
b) É adotada para obras, serviços e compras de especificação usual no mercado, 
procedendo-se ao julgamento de propostas pelo critério menor preço. 
c) A inversão das fases habilitação e julgamento, assim como o prazo recursal 
apenas ao final do procedimento, promovem maior celeridade ao certame. 
d) Na fase preparatória, o pregoeiro decidirá sobre a aceitabilidade das propostas, 
classificando os licitantes quanto ao preço e quanto à documentação habilitatória. 
Comentário: 
a) de fato, o pregão era adotado apenas pela União até 2002, quando então foi 
estendido aos estados e municípios. Originariamente, o pregão foi instituído 
pela Lei 9.472/1997, apenas para a Agência Nacional de Telecomunicações – 
Anatel. Depois, ele passou a ser empregado por toda a União, nos termos do 
Decreto 3.555/2000. Somente com a edição da Lei 10.520/2002 é que o pregão 
passou a ser uma modalidade aplicável a todos os entes da Federação – 
ERRADA; 
b) o pregão é adotado para aquisição de bens e serviços comuns, ou seja, 
aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente 
definidos pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado. Todavia, 
o pregão não se aplica às obras – ERRADA; 
c) duas das principais características do pregão são a inversão das fases de 
habilitação e julgamento – no pregão primeiro julga-se e depois realiza-se a 
habilitação, enquanto na Lei 8.666/1993 a habilitação ocorre antes do 
julgamento – e a realização de uma fase recursal única, que ocorre após a 
declaração do vencedor (art. 4º, XVIII) – CORRETA; 
d) a fase preparatória, também chamada de fase interna, é a que ocorre antes 
da convocação dos interessados. O pregoeiro classificará os licitantes, decidirá 
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sobre a aceitabilidade das propostas e analisará a documentação habilitatória 
somente na fase externa do pregão – ERRADA. 
Gabarito: alternativa C. 
27. (Consulplan – Técnico em Contabilidade/Câmara Municipal de Olinda/2015) 
Segundo a Lei Federal nº 10.520/2002, para aquisição de bens e serviços comuns, 
poderá ser adotada a licitação na modalidade de pregão, sendo que na realização 
dessa modalidade, é vedada a seguinte exigência: 
a) Garantia de proposta. 
b) Apresentação de proposta. 
c) Uso de tecnologia da informação. 
d) Publicação de aviso em diário oficial, na fase externa do pregão. 
Comentário: o art. 5º da Lei 10.520/2002 veda, no pregão, a exigência de: 
 garantia de proposta; 
 aquisição do edital pelos licitantes, como condição para participação no 
certame; e 
 pagamento de taxas e emolumentos, salvo os referentes a fornecimento 
do edital, que não serão superiores ao custo de sua reprodução gráfica, e 
aos custos de utilização de recursos de tecnologia da informação, quando 
for o caso. 
Portanto, não se pode exigir garantia de proposta (letra A). 
A apresentação de proposta, na verdade, é uma exigência, pois sem ela não 
haveria a licitação. O uso de tecnologia da informação é permitido nos termos 
do art. 2º, § 1º: “Poderá ser realizado o pregão por meio da utilização d e 
recursos de tecnologia da informação, nos termos de regulamentação 
específica ”. Por fim, a publicação de aviso em diário oficial é justamente o que 
dá início à fase externa do pregão, conforme descrito no art. 4º, caput e inciso 
I: 
Art. 4º A fase externa do pregão será iniciada com a convocação dos 
interessados e observará as seguintes regras: 
I - a convocação dos interessados será efetuada por meio de publicação de 
aviso em diário oficial do respectivo ente federado ou, não existindo, em 
jornal de circulação local, e facultativamente, por meios eletrônicos e conforme 
o vulto da licitação, em jornal de grande circulação, nos termos do regulamento 
de que trata o art. 2º; 
Gabarito: alternativa A. 
28. (Consulplan – Adm/MAPA/2014) A Lei nº 10.520/2002 instituiu a modalidade de 
licitação denominada Pregão. Em relação à referida modalidade, é INCORRETO 
afirmar que 
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a) na fase final, o respectivo objeto deverá ser definido de forma precisa, suficiente e 
clara, assim como as exigências de habilitação, os critérios de aceitação das 
propostas e as sanções por inadimplemento. 
b) é utilizado para aquisição de bens e serviços comuns, quais sejam aqueles cujos 
padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, 
por meio de especificações usuais no mercado. 
c) a fase externa será iniciada com a convocação dos interessados através da 
publicação de aviso, que poderá ocorrer por meio de jornal de circulação local, uma 
vez constatada a inexistência de diário oficial no respectivo ente federado. 
d) terminados os trâmites legais e declarado o vencedor, em sede de pregão, 
qualquer licitante poderá manifestar imediata e motivadamente a intenção de recorrer, 
quando lhe será concedido o prazo de três dias para apresentação das razões do 
recurso. 
Comentário: 
a) logo na fase preparatório o obj eto deverá ser definido de forma precisa, 
suficiente e clara, sendo vedadas especificações que, por excessivas, 
irrelevantes ou desnecessárias, limitem a competição (art. 3º, II) – ERRADA; 
b) o pregão é a modalidade de licitação para aquisição de bens e serviços 
comuns, definidos como aqueles “cujos padrões de desempenho e qualidade 
possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações 
usuais no mercado” (art. 1º)– CORRETA; 
c) dispõe o art. 4º (caput e inc iso I) que a fase externa será iniciada com a 
convocação dos interessados, que será efetuada por meio de publicação de 
aviso em diário oficial do respectivo ente federado ou, não existindo, em jornal 
de circulação local, e facultativamente, por meios eletrônicos e conforme o 
vulto da licitação, em jornal de grande circulação – CORRETA; 
d) de acordo com o art. 4º, XVIII, “declarado o vencedor, qualquer licitante 
poderá manifestar imediata e motivadamente a intenção de recorrer, quando lhe 
será concedido o prazo de 3 (três) dias para apresentação das razões do 
recurso, ficando os demais licitantes desde logo intimados para apresentar 
contra-razões em igual número de dias, que começarão a correr do término do 
prazo do recorrente, sendo-lhes assegurada vista imediata dos autos” – 
CORRETA. 
Gabarito: alternativa A. 
29. (Consulplan – Analista Judiciário/TRE-MG/2013) A Administração Pública 
estadual pretende realizar licitação para a contratação de serviço de dedetização, 
decidindo-se pela utilização da modalidade de pregão. Diante do exposto, é correto 
afirmar que 
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a) o pregão, como modalidade de procedimento licitatório, não pode ser utilizado 
pelos Estados, uma vez que foi criado pela Lei Federal nº 10.520/2002 e direcionado 
à União

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