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Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 2 de 49 QUESTÕES CONSULPLAN Processo Administrativo (Lei 9.784/1999) 1. (Consulplan – Auditor Técnico/Prefeitura de Cantagalo/2013) O processo administrativo no âmbito federal é regulamentado no Brasil pela Lei nº 9.784/99, que visa a proteção dos direitos dos administrados e o melhor cumprimento dos fins da administração. Em relação ao processo administrativo em âmbito federal, é correto afirmar que a) a administração pública pode anular seus próprios atos por motivo de conveniência e oportunidade. b) pessoas jurídicas não estão legitimadas como interessadas ou titulares de direitos no processo administrativo. c) dentre os deveres do administrado perante a administração, não está o de colaborar para o esclarecimento dos fatos. d) a competência de um órgão administrativo pode ser integralmente renunciada a outro, nos casos de delegação e avocação. e) dentre os critérios a serem observados no processo administrativo, está o de impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados. Comentário: o princípio da oficialidade exige que a Administração de impulsão (movimente) o processo, sem prejuízo da possibilidade de atuação dos interessados. Assim, entre os critérios aplicáveis ao processo administrativo, o art. 2º, parágrafo único, XII, está a “impuls ão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados ” – opção E. As demais alternativas estão erradas, vejamos: a) a anulação decorre de ilegalidade. O juízo de conveniência e oportunidade pode ensejar a revogação – ERRADA; b) são legitimados como interessados no processo administrativo (art. 9º): (i) pessoas físicas ou jurídicas que o iniciem como titulares de direitos ou interesses individuais ou no exercício do direito de representação; (ii) aqueles que, sem terem iniciado o processo, têm direitos ou interesses que possam ser afetados pela decisão a ser adotada; (iii) as organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos; (iv) as pessoas ou as associações legalmente constituídas quanto a direitos ou interesses difusos – ERRADA; c) são deveres do administrado perante a Administração, sem prejuízo de outros previstos em ato normativo: (i) expor os fatos conforme a verdade; (ii) Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 3 de 49 proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé; (iii) não agir de modo temerário; (iv) prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos – ERRADA; d) a competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos (art. 11) – ERRADA. Gabarito: alternativa E. 2. (Consulplan – Técnico de Gestão Informática/CBTU/2014) Nos termos da Lei nº 9.784/99, que regula o processo administrativo no âmbito da administração pública federal, os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: I. dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório; II. decorram de reexame de ofício; III. importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo. Estão corretas as alternativas a) I, II e III. b) I e II, apenas. c) I e III, apenas. d) II e III, apenas. Comentário: as hipóteses de motivação expressamente previstas na Lei 9.784/1999 são as seguintes: Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: I - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses; II - imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções; III - decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública; IV - dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório; [item I] V - decidam recursos administrativos; VI - decorram de reexame de ofício; [item I] VII - deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres, laudos, propostas e relatórios oficiais; VIII - importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo. [item III] Portanto, os três itens estão corretos. Gabarito: alternativa A. 3. (Consulplan – Analista de Gestão/CBTU METROREC/2014) A Lei nº 9.784/99 dispõe sobre os critérios que deverão ser observados nos processos administrativos, dos quais NÃO se inclui: Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 4 de 49 a) Indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão. b) Proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei. c) Imparcialidade e inércia da administração na condução do processo administrativo, que deverá ser impulsionado por ato dos interessados. d) Adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. Comentário: vamos colocar diretamente o fundamento legal para evitar citar novamente o conteúdo do art. 2º, parágrafo único, da Lei 9.784/1999: a) Indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão – inc. VII; b) Proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei. – inc. XI ; c) Imparcialidade e inércia da administração na condução do processo administrativo, que deverá ser impulsionado por ato dos interessados – o princípio da oficialidade informa o processo administrativo, determinando que ocorra a impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados. Assim, essa opção está errada ; d) Adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público – inc. VI . Gabarito: alternativa C. 4. (Consulplan – Assistente Técnico Administrativo/CODERN/2014) 21 Nos termos da lei que regulamenta o Processo Administrativo Disciplinar (Lei nº 9.784/99), são direitos dos administrados perante a Administração, EXCETO: a) Prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos. b) Fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por força de lei. c) Formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objetos de consideração pelo órgão competente. d) Ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão facilitar o exercício de seus direitos e o cumpri- mento de suas obrigações. e) Ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado, ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas. Comentário: os direitos dos administrados estão enumerados no art. 3º da Lei 9.784/1999: Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 5 de 49 Art. 3o O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, sem prejuízo de outros que lhe sejampor preço superior ao praticado no mercado.” Com fundamento na Lei n.º 8.429/1992, que dispõe sobre os atos de improbidade administrativa, assinale a afirmativa correta. a) Embora o agente público possa ser condenado nos termos da Lei n.º 8.429/1992, a empresa XYZ LTDA não sofrerá condenação, posto que pessoa jurídica não pratica ato de improbidade. b) Improbidade administrativa é um tipo penal que configura crime, por isso, o agente público poderá ser condenado à pena restritiva de liberdade e suspensão dos direitos políticos por cinco a oito anos. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 30 de 49 c) A empresa XYZ LTDA poderá ser condenada por ato de improbidade administrativa, contudo o agente público, por pertencer à esfera municipal, responde apenas em face da lei de licitações e contratos. d) O agente público e a empresa XYZ LTDA podem ser condenados por enriquecimento ilícito, sendo cabível a suspensão dos diretos políticos por 8 a 10 anos e multa civil de até três vezes o acréscimo patrimonial indevido. Comentário : a) a lei de improbidade admite a prática de atos de improbidade administrativa por pessoas jurídicas, na qualidade de terceiros, conforme previsão do art. 2°, segundo o qual reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior – ERRADA; b) improbidade administrativa não é um tipo penal. A ação judicial por ato de improbidade administrativa tem natureza de ação civil, ou seja, não tem natureza de ação criminal. Consequentemente, não há previsão de pena privativa de liberdade – ERRADA; c) a assertiva começa de forma correta, mas peca ao dizer que o agente público , por pertencer à esfera municipal, responde apenas em face da lei de licitações e contratos. Isso porque a LIA não faz qualquer diferenciação quanto à esfera de atuação do agente, dando um sentido amplo ao conceito de agente público, na forma do art. 2º, pelo qual é considerado agente público para os efeitos da lei todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo 1º - ERRADA; d) a conduta descrita no enunciado caracteriza ato de improbidade que importa em enriquecimento ilícito, na forma do art. 9º, II da LIA: “perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem móvel ou imóvel, ou a contratação de serviços pelas entidades referidas no art. 1° por preço superior ao valor de mercado ”. Para tais condutas, o art. 12, I, prevê que independentemente das sanções penais, civis e administrativas previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato, para as hipóteses de enriquecimento ilícito (art. 9°): i) perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio; Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 31 de 49 ii) ressarcimento integral do dano, quando houver; iii) perda da função pública; iv) suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos; v) pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial; vi) proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos. Portanto, a alternativa está de acordo com a previsão do art. 12, I da LIA – CORRETA. Gabarito: alternativa D. 34. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE MG/2015) Com o intuito de controlar a atividade do servidor público para efeito de atividade proba, evitando o enriquecimento ilícito, determina a lei de improbidade que no momento da posse em cargo público seja condicionada à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu a) patrimônio privado. b) patrimônio privado e de amigos íntimos. c) patrimônio privado e dos seus genitores. d) patrimônio privado incluindo eletrodomésticos. Comentário: o art. 13 da LIA trata sobre a declaração de bens, determinando que “a posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado , a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente”. Além disso, o §1º prevê que “a declaração compreenderá imóveis, móveis, semoventes, dinheiro, títulos, ações, e qualquer outra espécie de bens e valores patrimoniais, localizado no País ou no exterior, e, quando for o caso, abrangerá os bens e valores patrimoniais do cônjuge ou companheiro, dos filhos e d e outras pessoas que vivam sob a dependência econômica do declarante, excluídos apenas os objetos e utensílios de uso doméstico”. Assim, a alternativa A está de acordo com a previsão legal, sendo a alternativa correta. Gabarito: alternativa A. 35. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ MG/2015) Quanto ao procedimento administrativo e do processo judicial, destinados a apurar e punir a prática de ato de improbidade, é correto afirmar: Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 32 de 49 a) Apenas os agentes e órgãos públicos têm legitimidade para representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato administrativo. b) A autoridade administrativa competente poderá rejeitar a representação. A decisão de rejeição obsta a representação ao Ministério Público. c) A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos podem ser efetivadas antes do trânsito em julgado da sentença condenatória. d) É dever da comissão processante dar conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal ou Conselho de Contas da existência de procedimento administrativo para apurar a prática de ato de improbidade. Comentário : a) na forma do art. 14 da LIA, qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade. Assim, não são apenas os agentes e órgãos públicos que possuem essa legitimidade – ERRADA; b) de fato, a autoridade administrativa rejeitará a representação, em despacho fundamentado, se esta não contiver as formalidades estabelecidas no § 1º d o art. 14 (art. 14, §2º) . Porém, a rejeição não impede a representação ao Ministério Público, que poderá requisitar a instauração de inquérito policial ou procedimento administrativo (art. 22) – ERRADA; c) a aplicação das sanções de perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória, na forma do art. 20 da LIA – ERRADA. d) a alternativa reproduz o exato teor do art. 15 da LIA, segundo o qual “a comis são processante dará conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal ou Conselho de Contas da existência de procedimento administrativo para apurar a prática de ato de improbidade ” – CORRETA. Gabarito: alternativa D. 36. (Consulplan– Técnico de enfermagem do trabalho/CBTU/2014) Considerando a classificação dos atos de improbidade estampada na Lei nº 8.429/92, assinale a alternativa que NÃO descreve um ato de improbidade administrativa que cause prejuízo ao erário. a) Ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento. b) Permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao de mercado. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 33 de 49 c) Conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie. d) Receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para omitir ato de ofício, providência ou declaração a que esteja obrigado Comentário: os atos que causam prejuízo ao erário estão descritos no art. 10 da lei 8.429/92. As alternativas A, B e C correspondem, respectivamente, aos incisos IX, V e VII. Vejamos: Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente: (...) V - permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao de mercado;(...) VII - conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;(...) IX - ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento; A alternativa D, por sua vez, se enquadra na hipótese de ato administrativo que importa enriquecimento ilícito, na forma do art. 9º, X da lei, segundo o qual constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art. 1° da lei, e notadamente, receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para omitir ato de ofício, providência ou declaração a que esteja obrigado. Assim, é a única alternativa que NÃO caracteriza um ato que gera prejuízo ao erário. Gabarito: alternativa D. 37. (Consulplan – Contador/CBTU/2014-Adaptada) Entende-se por improbidade administrativa, o ato ilegal ou contrário aos princípios básicos da Administração Pública, cometido por agente público, durante o exercício de função pública ou decorrente desta. O ato de improbidade qualificado como administrativo (ato de improbidade administrativa) é aquele impregnado de desonestidade e deslealdade. Considerando o disposto na Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992), analise. I. A improbidade administrativa, regulada no Brasil pela Lei nº 8.429/1992, se aplica não só a órgãos e entidades governamentais, como também a todas as entidades que recebam verbas públicas correspondentes a mais de 50% de seu patrimônio ou renda. Aplica-se, também, a entidades que recebem menos de 50%, mas, nesse caso, somente na extensão dos danos para o patrimônio público. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 34 de 49 II. Considera-se agente público qualquer um que mantenha vínculo direto ou indireto com o poder público, o que dá à Lei nº 8.429/1992 extraordinário alcance, atingindo mesmo empresas privadas e pessoas que tenham contribuído para a prática do crime. III. Os atos de improbidade administrativa são divididos em três categorias: enriquecimento ilícito, danos ao erário público e atos contra os princípios da Administração Pública. Estão corretas as afirmativas: a) II, apenas b) I, II e III. c) I, apenas. d) III, apenas. Comentário: vamos analisar cada item: I) o art. 1º da LIA traz a previsão dos sujeitos passivos dos atos de improbidade, dispondo que os atos praticados contra a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual, serão punidos na forma da lei, bem como os praticados contra o patrimônio de entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público bem como daquelas para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual, limitando-se, nestes casos, a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos – CORRETA; II) na forma do art. 2° da LIA, reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior. Além disso, o art. 3° prevê que as disposições da lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agent e público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta. Dessa forma, a lei atinge terceiros e pessoas jurídicas que tenham concorrido para o ato de improbidade – CORRETA; III) exatamente isso! Na lei, os atos são divididos entre os que: importam enriquecimento ilícito (art. 9º); causam prejuízo ao erário (art. 10) e atentam contra os princípios da Administração Pública – CORRETA. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 35 de 49 Gabarito: alternativa B. É isso. Fechamos o nosso conteúdo. Agradeço a confiança e foi um prazer trabalhar com vocês! Sucesso na prova e bons estudos. HERBERT ALMEIDA. http://www.estrategiaconcursos.com.br/cursosPorProfessor/herbert-almeida-3314/ @profherbertalmeida www.facebook.com/profherbertalmeida/ Λprofherbertalmeida QUESTÕES COMENTADAS NA AULA 1. (Consulplan – Auditor Técnico/Prefeitura de Cantagalo/2013) O processo administrativo no âmbito federal é regulamentado no Brasil pela Lei nº 9.784/99, que visa a proteção dos direitos dos administrados e o melhor cumprimento dos fins da administração. Em relação ao processo administrativo em âmbito federal, é correto afirmar que a) a administração pública pode anular seus próprios atos por motivo de conveniência e oportunidade. b) pessoas jurídicas não estão legitimadas como interessadas ou titulares de direitos no processo administrativo. c) dentre os deveres do administrado perante a administração, não está o de colaborar para o esclarecimento dos fatos. d) a competência de um órgão administrativo pode ser integralmente renunciada a outro, nos casos de delegação e avocação. e) dentre os critérios a serem observados no processo administrativo, está o de impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados. 2. (Consulplan – Técnico de Gestão Informática/CBTU/2014) Nos termos da Lei nº 9.784/99, que regula o processo administrativo no âmbito da administração pública federal, os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: Noções de Direito Administrativo p/TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 36 de 49 I. dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório; II. decorram de reexame de ofício; III. importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo. Estão corretas as alternativas a) I, II e III. b) I e II, apenas. c) I e III, apenas. d) II e III, apenas. 3. (Consulplan – Analista de Gestão/CBTU METROREC/2014) A Lei nº 9.784/99 dispõe sobre os critérios que deverão ser observados nos processos administrativos, dos quais NÃO se inclui: a) Indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão. b) Proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei. c) Imparcialidade e inércia da administração na condução do processo administrativo, que deverá ser impulsionado por ato dos interessados. d) Adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. 4. (Consulplan – Assistente Técnico Administrativo/CODERN/2014) 21 Nos termos da lei que regulamenta o Processo Administrativo Disciplinar (Lei nº 9.784/99), são direitos dos administrados perante a Administração, EXCETO: a) Prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos. b) Fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por força de lei. c) Formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objetos de consideração pelo órgão competente. d) Ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão facilitar o exercício de seus direitos e o cumpri- mento de suas obrigações. e) Ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado, ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas. 5. (Consulplan – Analista de Gestão/CBTU METROREC/2014) Acerca dos bens públicos, assinale a alternativa INCORRETA. a) No processo administrativo, aos demais princípios acautelados na Carta Magna, somam-se princípios de caráter mais amplo ligados aos direitos individuais e aos processuais. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 37 de 49 b) Na tarefa da promoção da responsabilização de servidor público mediante processo administrativo disciplinar, os únicos princípios a serem observados são os Princípios Constitucionais Fundamentais: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. c) No processo administrativo devem ser observados, além dos Princípios Constitucionais Fundamentais, outros princípios aplicáveis à Administração Pública, tais como: Princípio do Devido Processo Legal, Princípio da Ampla Defesa e do Contraditório, Princípio da Verdade Real e Princípio da Presunção de Inocência ou de não culpabilidade. d) O Princípio do Devido Processo Legal, considerado o princípio fundamental do processo administrativo, é a base sobre a qual os demais princípios aplicáveis ao processo administrativo se sustentam. Por esse princípio, nenhuma decisão gravosa a um determinado sujeito poderá ser imposta sem que, antes, tenha sido submetido a um processo cujo procedimento esteja previamente previsto em lei. 6. (Consulplan – Advogado/CODERN/2014) Acerca da revisão e dos recursos administrativos, conforme Lei nº 9.784/99, que regula o Processo Administrativo, assinale a alternativa INCORRETA. a) Das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões de legalidade e de mérito. b) O recurso administrativo tramitará no máximo por três instâncias administrativas, salvo disposição legal diversa. c) O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, a qual, se não a reconsiderar no prazo de cinco dias, o encaminhará à autoridade superior. d) As organizações e associações representativas não têm legitimidade para interpor recurso administrativo, mesmo em relação a direitos e interesses coletivos. e) Salvo disposição legal específica, é de dez dias o prazo para interposição de recurso administrativo, contado a partir da ciência ou divulgação oficial da decisão recorrida. 7. (Consulplan – Analista Judiciário/TRE-MG/2013) Ao verificar que determinado servidor público federal vinha percebendo mensalmente verbas de maneira irregular, sem que o mesmo soubesse da irregularidade, a Administração Pública instaurou processo administrativo, a fim de possibilitar o exercício do contraditório e da ampla defesa antes do cancelamento da parcela. Sobre o processo administrativo federal, é correto afirmar que a) não é possível a supressão de qualquer verba já incorporada aos vencimentos de servidor público, sob pena de violação ao direito adquirido. b) para poder apresentar defesa no processo administrativo, o servidor deve prestar caução no valor equivalente ao da verba irregularmente percebida. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 38 de 49 c) ultrapassado o prazo decadencial legalmente previsto, não se mostra mais possível a anulação do ato, mesmo que comprovada a má-fé do servidor beneficiado. d) a instauração de processo administrativo é desnecessária, uma vez que a Administração Pública é dotada de autotutela, de modo que pode revogar o ato ilegal. e) a Administração Pública possui prazo decadencial de cinco anos para anular o ato de concessão dos valores percebidos, contado da percepção do primeiro pagamento. 8. (Consulplan – PJ/MPE-MG/2012) Assinale a alternativa CORRETA: a) O Supremo Tribunal Federal sedimentou entendimento no sentido de que é constitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. b) Por força do princípio da oficialidade, que decorre da supremacia do interesse da Administração sobre o do administrado, vigora em nosso Direito, segundo súmula do Supremo Tribunal Federal, a seguinte máxima: “formalismo para o administrado e informalismo para a Administração”. c) O Supremo Tribunal Federal entende que a falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. d) Mesmo sendo dirigido ao superior hierárquico em relação à autoridade que editou o ato contra o qual se insurge o administrado, o pedido de reconsideração não tem natureza jurídica de recurso administrativo, sendo cabível, segundo entendimento firmado no Supremo Tribunal Federal, apenas nas hipóteses constitucionais de defesa dos direitos e garantias fundamentais. 9. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) “O responsável pela administração de determinado órgão público tem ciência de ato de indisciplina praticado por um servidor subordinado diretamente. A ciência ocorreu informalmente não tendo ocorrido qualquer reclamação escrita e nem informações dos demais envolvidos nos fatos.” De acordo com os termos da Lei Federal nº 9.784/1999, o processo administrativo disciplinar deve ter início a) de ofício pela autoridade competente. b) exclusivamente por representação da vítima. c) por recomendação única do Ministério Público. d) concentradamente por ato formal do chefe do Executivo. 10. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) “Fabrício é servidor público e mantém relações conturbadas comseu subordinado Elche, gerando antipatias mútuas, que se transformam em inimizade. Em determinado momento é instaurado um processo administrativo disciplinar contra o servidor Elche sendo arrolado como testemunha o seu chefe Fabrício.” De acordo com os termos da Lei Federal nº 9.784/1999, o processo administrativo disciplinar admite o(a) a) atuação de testemunha impedida. b) não depoimento de inimigos notórios do servidor. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 39 de 49 c) utilização do processo para resolver contendas pessoais. d) inquirição de quaisquer depoentes não prevendo afastamentos. 11. (Consulplan – Técnico/CBTU/ 2014) Acerca das disposições da Lei nº 9.784/99, que regula o processo administrativo no âmbito da administração pública federal, assinale a alternativa INCORRETA. a) São inadmissíveis no processo administrativo as provas obtidas por meios ilícitos. b) Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir. c) O desatendimento da intimação, regularmente realizada, importará o reconhecimento da verdade dos fatos pelo administrado. d) A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. 12. (Consulplan – Advogado/CBTU/20 14) A Lei nº 9.784/99 dispõe sobre os critérios que deverão ser observados nos processos administrativos, dos quais NÃO se inclui: a) Indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão. b) Proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei. c) Imparcialidade e inércia da administração na condução do processo administrativo, que deverá ser impulsionado por ato dos interessados. d) Adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. 13. (Consulplan – Contador/CBTU/2014) Considerando as disposições constantes da Lei nº 9.784/99, que trata dos processos administrativos, assinale a alternativa INCORRETA. a) Todos os atos do processo administrativo são passíveis de delegação, desde que por motivos relevantes devidamente justificados pelo órgão ou autoridade delegante. b) A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos. c) Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. d) Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 40 de 49 14. (Consulplan - Titular de Serviços de Notas e de Registros /TJ-MG/2015) O art. 54 da Lei nº 9.784/1999 dispõe que “O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em 5 (cinco) anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.” É correto afirmar que referido dispositivo legal sobreleva o princípio da a) autotutela. b) supremacia do interesse público. c) legalidade. d) segurança jurídica. 15. (Consulplan – Analista Judiciário-Área Administrativa/TRE-MG/2013) Ao verificar que determinado servidor público federal vinha percebendo mensalmente verbas de maneira irregular, sem que o mesmo soubesse da irregularidade, a Administração Pública instaurou processo administrativo, a fim de possibilitar o exercício do contraditório e da ampla defesa antes do cancelamento da parcela. Sobre o processo administrativo federal, é correto afirmar que a) não é possível a supressão de qualquer verba já incorporada aos vencimentos de servidor público, sob pena de violação ao direito adquirido. b) para poder apresentar defesa no processo administrativo, o servidor deve prestar caução no valor equivalente ao da verba irregularmente percebida. c) ultrapassado o prazo decadencial legalmente previsto, não se mostra mais possível a anulação do ato, mesmo que comprovada a má-fé do servidor beneficiado. d) a instauração de processo administrativo é desnecessária, uma vez que a Administração Pública é dotada de autotutela, de modo que pode revogar o ato ilegal. e) a Administração Pública possui prazo decadencial de cinco anos para anular o ato de concessão dos valores percebidos, contado da percepção do primeiro pagamento. 16. (Consulplan – Analista Técnico de Políticas Públicas/Prefeitura Nepomuceno-MG/2013) Preocupado com as condutas imorais perpetradas por agentes públicos desonestos, a Constituição previu alguns mecanismos de controle, os quais ensejaram a edição da Lei de Improbidade Administrativa. Neste viés, é INCORRETO afirmar que os atos de improbidade administrativa importaram em a) prisão administrativa. b) ressarcimento ao erário. c) perda da função pública. d) indisponibilidade dos bens. e) suspensão dos direitos políticos. 17. (Consulplan – Técnico de Gestão Informática/CBTU/2014) Sobre os ditames da lei de improbidade administrativa (Lei nº 8.429/92), assinale a alternativa correta. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 41 de 49 a) Reputa-se agente público, para fins da lei de improbidade administrativa, aquele que exerce função em órgão público municipal, independentemente de remuneração. b) Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão do agente ou de terceiros, dar-se-á o integral ressarcimento do dano, salvo os casos de omissão culposa. c) Não se aplicam as regras dispostas na lei de improbidade administrativa a quem não seja agente público, mesmo que concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie. d) Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá a autoridade administrativa decretar a indisponibilidade dos bens do indiciado. 18. (Consulplan – Analista de Gestão/CBTU METROREC/2014) A Lei nº 8.429/92 impõe ao responsável pelos atos de improbidade, dentre outras cominações, a suspensão de direitos políticos por determinado período, a depender do ato praticado. Neste contexto, relacione adequadamente as colunas a seguir. 1. Atos de improbidade administrativa que atentam contra os princípios da administração pública. 2. Atos de improbidade administrativa que causam prejuízo ao erário. 3. Atos de improbidade administrativa que importam enriquecimento ilícito. ( ) Suspensão dos direitos políticos de 3 a 5 anos. ( ) Suspensão dos direitos políticos de 5 a 8 anos. ( ) Suspensão dos direitos políticos de 5 a 10 anos. A sequência está correta em a) 1, 2, 3. b) 1, 3, 2. c) 3, 1, 2. d) 3, 2, 1.19. (Consulplan – Analista de Gestão/CBTU METROREC/2014) Sobre o tema Improbidade Administrativa, marque a alternativa INCORRETA. a) A aplicação das sanções previstas nesta lei independe da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público, mesmo quanto à pena de ressarcimento. b) As ações destinadas a levar a efeito as sanções previstas na lei de improbidade podem ser propostas até 5 anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança. c) Estando a petição inicial da ação de improbidade em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a notificação do requerido, para oferecer manifestação por escrito, que poderá ser instruída com documentos e justificações, dentro do prazo de 15 dias. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 42 de 49 d) A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória. A autoridade judicial ou administrativa competente poderá determinar o afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida se fizer necessária à instrução processual. 20. (Consulplan – Analista de Gestão/CBTU METROREC/2014) A Lei nº 8.429/92 impõe ao responsável pelos atos de improbidade, dentre outras cominações, a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário por determinados períodos, a depender do ato praticado. Neste contexto, relacione adequadamente as colunas. 1. Atos de improbidade administrativa que atentam contra os princípios da administração pública. 2. Atos de improbidade administrativa que causam prejuízo ao erário. 3. Atos de improbidade administrativa que importam enriquecimento ilícito. ( ) Proibição de contratar com o Poder Público pelo prazo de 10 anos. ( ) Proibição de contratar com o Poder Público pelo prazo de 3 anos. ( ) Proibição de contratar com o Poder Público pelo prazo de 5 anos. A sequência está correta em a) 1, 2, 3. b) 1, 3, 2. c) 3, 1, 2. d) 3, 2, 1. 21. (Consulplan – Advogado/CODERN/2014) Considerando a classificação trazida pela Lei nº 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa), relacione adequadamente as colunas. 1. Atos de Improbidade Administrativa que Importam Enriquecimento Ilícito. 2. Atos de Improbidade Administrativa que Causam Prejuízo ao Erário. 3. Atos de Improbidade Administrativa que Atentam Contra os Princípios da Administração Pública. ( ) Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício. ( ) Ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento. ( ) Receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para omitir ato de ofício, providência ou declaração a que esteja obrigado. ( ) Deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo. A sequência está correta em a) 3, 2, 1, 3. b) 2, 1, 3, 1. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 43 de 49 c) 1, 2, 2, 3. d) 2, 3, 1, 2. e) 1, 1, 2, 3. 22. (Consulplan – Assistente Técnico Administrativo/CODERN/2014) Sobre a disciplina tratada na Lei nº 8.429/1992 (improbidade administrativa), marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) São puníveis os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a administração direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos poderes dos entes federativos. ( ) Em relação aos atos de improbidade, reputa-se agente público todo aquele que exerce por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades públicas, excetuados os que os exercem de forma temporária ou sem remuneração. ( ) Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá à autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público, sendo vedada, em qualquer hipótese, a indisponibilidade dos bens do indiciado. ( ) O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente estará sujeito às cominações desta lei até o limite do valor da herança. A sequência está correta em a) V, F, F, V. b) V, F, V, F. c) F, V, V, F. d) F, V, F, V. e) V, V, F, V. 23. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) Sobre a prescrição em relação às ações de improbidade administrativa, é correto afirmar que a) toda e qualquer sanção prevista na lei de improbidade administrativa não mais se sujeita à prescrição segundo o STF (Supremo Tribunal Federal). b) somente as ações de ressarcimento do erário público são imprescritíveis; as ações para aplicação das demais consequências em relação aos atos de improbidade prescrevem. c) é de 5 anos o prazo prescricional para ajuizar ação com o objetivo de impor qualquer sanção prevista na lei de improbidade, inclusive o ressarcimento ao erário público. d) é de 3 anos o prazo prescricional para ajuizar ação com o objetivo de impor qualquer sanção prevista na lei de improbidade, inclusive o ressarcimento ao erário público. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 44 de 49 24. (Consulplan - Especialista Superior de Estratégia/CREA RJ/ 2011) Sobre o tema Improbidade Administrativa, marque a alternativa INCORRETA: a) De acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil, os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. b) O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente está sujeito às cominações da Lei nº. 8429, de 02/06/1992 até o limite do valor da herança. c) Ação ou omissão que meramente atente contra princípios da administração pública, sem causar dano ao patrimônio público, não constitui ato de improbidade administrativa. d) A sentença que julgar procedente ação civil de reparação de dano ou decretar a perda dos bens havidos ilicitamente determinará o pagamento ou a reversão dos bens, conforme o caso, em favor da pessoa jurídica prejudicada pelo ilícito. e) A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória. 25. (Consulplan - Especialista Superior de Logística/CREA RJ/2011) A lei da improbidade administrativa dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional. São dispositivos dessa lei, EXCETO: a) Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito, representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos bensdo indiciado. b) Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições. c) Independentemente das sanções penais, civis e administrativas previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato. d) A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente. e) É permitida, por força da aplicação subsidiária do art. 125, IV do CPC, a transação, acordo ou conciliação nas ações principais de improbidade administrativa. 26. (Consulplan – Advogado/COFEN/2011) Explica Marino Pazzaglini Filho, citando De Plácido e Silva que é o ímprobo “mau, perverso, corrupto, devasso, falso, Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 45 de 49 enganador. É atributivo da qualidade de todo homem ou de toda pessoa que procede atentando contra os princípios ou as regras da lei, da moral e dos bons costumes, com propósitos maldosos ou desonestos. O ímprobo é privado de idoneidade e de boa-fama.” (in Lei de Improbidade Administrativa Comentada. 3ª ed. São Paulo: Editora Atlas, 2007, p. 18). Com o objeto de combater esse mal, a Constituição da República Federativa do Brasil, estabelece que os atos de improbidade importarão: a) A suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. b) A perda dos direitos políticos, a suspensão da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. c) O ressarcimento ao erário e a perda dos direitos políticos. d) A perda da função pública, o ressarcimento ao erário e a disponibilidade dos bens. e) A suspensão da função pública e a perda dos direitos políticos. 27. (Consulplan – Advogado/TERRACAP/2014) Com base na Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992, assinale a alternativa INCORRETA. a) O Ministério Público, se não intervir no processo como parte, atuará obrigatoriamente como fiscal da lei, sob pena de nulidade. b) No caso de enriquecimento ilícito, perderá o agente público ou terceiro beneficiário os bens ou valores acrescidos ao seu patrimônio. c) Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou culposa, do agente ou de terceiro, darǦseǦá o integral ressarcimento do dano. d) A aplicação das sanções previstas na referida lei independe da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público, salvo quanto à pena de ressarcimento. e) As ações destinadas a levar a efeito as sanções de multa e ressarcimento ao erário podem ser propostas até 5 anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança. 28. (Consulplan – Contador/Uberlândia/2012) É correto afirmar que constitui ato de improbidade administrativa, que cause lesão ao erário, qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseja perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades e, notadamente, I. receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para tolerar a exploração ou a prática de jogos de azar, de lenocínio, de narcotráfico, de contrabando, de usura ou de qualquer outra atividade ilícita, ou aceitar promessa de tal vantagem. II. permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao de mercado. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 46 de 49 III. ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento. IV. aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica, que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público, durante a atividade. V. doar à pessoa física ou jurídica, bem como ao ente despersonalizado, ainda que de fins educativos ou de assistências, bens, rendas, verbas ou valores do patrimônio de quaisquer das entidades mencionadas em lei, sem observância das formalidades legais e regulamentares aplicáveis à espécie. Estão corretas apenas as afirmativas a) I, II, III, IV, V b) II, III, V c) I, IV d) I, II e) II, III, IV 29. (Consulplan – Contador/Cantagalo/2013) Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual serão punidos na forma desta lei. O ato de retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício constitui ato de improbidade administrativa a) que causa lesão ao erário. b) importando enriquecimento ilícito. c) importando enriquecimento e lesão ilícitos. d) que atenta contra os princípios da administração pública. e) importando lesão ao erário e quebra de princípios orçamentários. 30. (Consulplan – Procurador Jurídico/Natividade/2014) Na hipótese de um servidor municipal ter usado o trator da prefeitura para serviços particulares, conforme a tipologia prevista na Lei nº 8.429/1992, a conduta caracteriza ato de improbidade que configura a) prejuízo ao erário. b) contravenção penal. c) enriquecimento ilícito. d) atentado aos princípios. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 47 de 49 31. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE MG/2015) “Genial é administrador público, gerindo bens e valores, devendo apresentar relatórios sobre os seus recebimentos e gastos aos órgãos de controle interno e de controle externo. Em determinado período, Genial não apresenta a necessária prestação de contas.” Nos termos da lei que regula a improbidade administrativa tal ato afronta o(s) a) erário público. b) padrão regulamentar. c) enriquecimento sem causa. d) princípios da administração pública. 32. (Consulplan – Psicólogo/Coimbra/2014) Um servidor público de certo município praticou ato de improbidade administrativa consistente em frustrar a licitude de concurso público. Nos termos da Lei nº 8.429/1992, é correto afirmar que a(o) a) ação de improbidade tramitará na via administrativa. b) conduta implica suspensão dos direitos políticos por 3 a 5 anos. c) referido ato de improbidade classificaǦse como enriquecimento ilícito. d) suspensão dos direitos políticos depende da ocorrência de condenação penal. e) ação de ressarcimento, no caso de falecimento do servidor, não pode atingir a herança. 33. (Consulplan – Juiz Leigo/TJ MG/2015) “Determinado agente público municipal recebeu vantagem econômica para facilitar que, em uma licitação pública, a empresa XYZ LTDA fosse contratada por preço superior ao praticado no mercado.” Com fundamento na Lei n.º 8.429/1992, que dispõe sobre os atos de improbidade administrativa, assinale a afirmativa correta. a) Embora o agente público possa ser condenado nos termos da Lei n.º 8.429/1992, a empresa XYZ LTDA não sofrerácondenação, posto que pessoa jurídica não pratica ato de improbidade. b) Improbidade administrativa é um tipo penal que configura crime, por isso, o agente público poderá ser condenado à pena restritiva de liberdade e suspensão dos direitos políticos por cinco a oito anos. c) A empresa XYZ LTDA poderá ser condenada por ato de improbidade administrativa, contudo o agente público, por pertencer à esfera municipal, responde apenas em face da lei de licitações e contratos. d) O agente público e a empresa XYZ LTDA podem ser condenados por enriquecimento ilícito, sendo cabível a suspensão dos diretos políticos por 8 a 10 anos e multa civil de até três vezes o acréscimo patrimonial indevido. 34. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE MG/2015) Com o intuito de controlar a atividade do servidor público para efeito de atividade proba, evitando o enriquecimento ilícito, determina a lei de improbidade que no momento da posse em Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 48 de 49 cargo público seja condicionada à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu a) patrimônio privado. b) patrimônio privado e de amigos íntimos. c) patrimônio privado e dos seus genitores. d) patrimônio privado incluindo eletrodomésticos. 35. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ MG/2015) Quanto ao procedimento administrativo e do processo judicial, destinados a apurar e punir a prática de ato de improbidade, é correto afirmar: a) Apenas os agentes e órgãos públicos têm legitimidade para representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato administrativo. b) A autoridade administrativa competente poderá rejeitar a representação. A decisão de rejeição obsta a representação ao Ministério Público. c) A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos podem ser efetivadas antes do trânsito em julgado da sentença condenatória. d) É dever da comissão processante dar conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal ou Conselho de Contas da existência de procedimento administrativo para apurar a prática de ato de improbidade. 36. (Consulplan – Técnico de enfermagem do trabalho/CBTU/2014) Considerando a classificação dos atos de improbidade estampada na Lei nº 8.429/92, assinale a alternativa que NÃO descreve um ato de improbidade administrativa que cause prejuízo ao erário. a) Ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento. b) Permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao de mercado. c) Conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie. d) Receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para omitir ato de ofício, providência ou declaração a que esteja obrigado 37. (Consulplan – Contador/CBTU/2014-Adaptada) Entende-se por improbidade administrativa, o ato ilegal ou contrário aos princípios básicos da Administração Pública, cometido por agente público, durante o exercício de função pública ou decorrente desta. O ato de improbidade qualificado como administrativo (ato de improbidade administrativa) é aquele impregnado de desonestidade e deslealdade. Considerando o disposto na Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992), analise.assegurados: I - ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão facilitar o exercício de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações; [opção D] II - ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado, ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas; [opção E] III - formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente; [opção C] IV - fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por força de lei. [opção B] Assim, está errada a opção A, uma vez que ela apresentou um dever do administrado (art. 4º, IV). Gabarito: alternativa A. 5. (Consulplan – Analista de Gestão/CBTU METROREC/2014) Acerca dos bens públicos, assinale a alternativa INCORRETA. a) No processo administrativo, aos demais princípios acautelados na Carta Magna, somam-se princípios de caráter mais amplo ligados aos direitos individuais e aos processuais. b) Na tarefa da promoção da responsabilização de servidor público mediante processo administrativo disciplinar, os únicos princípios a serem observados são os Princípios Constitucionais Fundamentais: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. c) No processo administrativo devem ser observados, além dos Princípios Constitucionais Fundamentais, outros princípios aplicáveis à Administração Pública, tais como: Princípio do Devido Processo Legal, Princípio da Ampla Defesa e do Contraditório, Princípio da Verdade Real e Princípio da Presunção de Inocência ou de não culpabilidade. d) O Princípio do Devido Processo Legal, considerado o princípio fundamental do processo administrativo, é a base sobre a qual os demais princípios aplicáveis ao processo administrativo se sustentam. Por esse princípio, nenhuma decisão gravosa a um determinado sujeito poderá ser imposta sem que, antes, tenha sido submetido a um processo cujo procedimento esteja previamente previsto em lei. Comentário : apesar de o enunciado chamar os “bens públicos” para assunto da questão, ela não tem nada a ver com isso. A questão trata, na verdade, dos princípios do processo administrativo, vejamos: a) além dos princípios previstos (acautelados) na Constituição Federal, somam- se princípios de caráter mais amplo ligados aos direitos individuais e aos Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 6 de 49 processuais, como a finalidade, a motiv ação, a segurança jurídica, o interesse público, entre outros – CORRETA; b) além dos mencionados na questão, a responsabilização de servidor público mediante processo administrativo disciplinar exige a aplicação de vários outros princípios, como o contraditório e a ampla defesa, o devido processo legal, a segurança jurídica, etc. – ERRADA; c) essa opção descreve vários princípios que devem ser aplicados no processo administrativo. Alguns podem ter gerado dúvidas: a verdade real é o mesmo que a verdade material, que é um dos princípios do processo administrativo; a presunção da inocência (ou não culpabilidade) é um princípio básico, de decorrência constitucional (CF, art. 5º, LVII), segundo o qual ninguém poderá ser considerado culpado até a decisão final – CORRETA;; d) o princípio do devido processo legal determina que “ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal” (CF, art. 5º, LIV). Este é um princípio básico dos processos judiciais e administrativos, exigindo que a aplicação de qualquer tipo de sanção deverá observar todos as formalidades legais, inclusive com a oportunização do contraditório e da ampla defesa – CORRETA. Gabarito: alternativa B. 6. (Consulplan – Advogado/CODERN/2014) Acerca da revisão e dos recursos administrativos, conforme Lei nº 9.784/99, que regula o Processo Administrativo, assinale a alternativa INCORRETA. a) Das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões de legalidade e de mérito. b) O recurso administrativo tramitará no máximo por três instâncias administrativas, salvo disposição legal diversa. c) O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, a qual, se não a reconsiderar no prazo de cinco dias, o encaminhará à autoridade superior. d) As organizações e associações representativas não têm legitimidade para interpor recurso administrativo, mesmo em relação a direitos e interesses coletivos. e) Salvo disposição legal específica, é de dez dias o prazo para interposição de recurso administrativo, contado a partir da ciência ou divulgação oficial da decisão recorrida. Comentário: vamos direto aos dispositivos que respondem essa questão: a) “Art . 56. Das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões de legalidade e de mérito ” – CORRETA; Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 7 de 49 c) “Art . 56. [...] §1o O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, a qual, se não a reconsiderar no prazo de cinco dias, o encaminhará à autoridade superior ” – CORRETA; d) “Art . 58. Têm legitimidade para interpor recurso administrativo: I - os titulares de direitos e interesses que forem parte no processo; II - aqueles cujos direitos ou interesses forem indiretamente afetados pela decisão recorrida; III - as organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos; IV - os cidadãos ou associações, quanto a direitos ou interesses difusos.” – ERRADA; e) “Art . 59. Salvo disposição legal específica, é de dez dias o prazo para interposição de recurso administrativo, contado a partir da ciência ou divulgação oficial da decisão recorrida ” – CORRETA. Gabarito: alternativa D. 7. (Consulplan – Analista Judiciário/TRE-MG/2013) Ao verificar que determinado servidor público federal vinha percebendo mensalmente verbas de maneira irregular, sem que o mesmo soubesse da irregularidade, a Administração Pública instaurou processo administrativo, a fim de possibilitar o exercício do contraditório e da ampla defesa antes do cancelamento da parcela. Sobre o processo administrativo federal, é correto afirmar que a) não é possível a supressão de qualquer verba já incorporada aos vencimentos de servidor público, sob pena de violação ao direito adquirido. b) para poder apresentar defesa no processo administrativo, o servidor deve prestar caução no valor equivalente ao da verba irregularmente percebida. c) ultrapassado o prazo decadencial legalmente previsto, não se mostra mais possível a anulação do ato, mesmo que comprovada a má-fé do servidor beneficiado. d) a instauração de processo administrativo é desnecessária, uma vez que a Administração Pública é dotada de autotutela, de modo que pode revogar o ato ilegal. e) a Administração Pública possui prazo decadencial de cinco anos para anular o ato de concessão dos valores percebidos, contado da percepção do primeiro pagamento. Comentário: de acordo com o art. 54 da Lei 9.784/1999, o direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé. Gabarito: alternativa E. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 8 de 49 8. (Consulplan – PJ/MPE-MG/2012) Assinale a alternativa CORRETA:a) O Supremo Tribunal Federal sedimentou entendimento no sentido de que é constitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. b) Por força do princípio da oficialidade, que decorre da supremacia do interesse da Administração sobre o do administrado, vigora em nosso Direito, segundo súmula do Supremo Tribunal Federal, a seguinte máxima: “formalismo para o administrado e informalismo para a Administração”. c) O Supremo Tribunal Federal entende que a falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. d) Mesmo sendo dirigido ao superior hierárquico em relação à autoridade que editou o ato contra o qual se insurge o administrado, o pedido de reconsideração não tem natureza jurídica de recurso administrativo, sendo cabível, segundo entendimento firmado no Supremo Tribunal Federal, apenas nas hipóteses constitucionais de defesa dos direitos e garantias fundamentais. Comentário: questão interessante que traz alguns entendimentos jurisprudenciais acerca do processo administrativo. Vamos analisar as assertivas! a) o Supremo Tribunal Federal sedimentou entendimento no sentido de que é constitucional inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Esse é o teor da Súmula Vinculante nº 21 do STF – ERRADA; b) o princípio da oficialidade, ou da impulsão de ofício, prevê que o processo administrativo pode ser instaurado por iniciativa da própria Administração (de ofício), independentemente de iniciativa dos particulares. Uma vez iniciado, cumpre à Administração dar impulso ao processo, ou seja, movimentá-lo até a decisão final. Assim, a alternativa trouxe o conceito errado para o princípio. Na verdade, ela tratou do princípio do informalismo, mas trocou o conceito, pois na verdade este princípio preceitua o “informa lismo para o administrado, formalismo para a Administração ” – ERRADA; c) mais uma alternativa cobrando o conhecimento de uma Súmula Vinculante (nº 5 do STF): “A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição ” – CORRETA; d) o pedido de reconsideração é dirigido à autoridade que proferiu a decisão (art. 56, §1 da Lei 9.784/99)°, e não ao superior hierárquico, como afirmou a alternativa – ERRADA. Gabarito: alternativa C. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 9 de 49 9. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) “O responsável pela administração de determinado órgão público tem ciência de ato de indisciplina praticado por um servidor subordinado diretamente. A ciência ocorreu informalmente não tendo ocorrido qualquer reclamação escrita e nem informações dos demais envolvidos nos fatos.” De acordo com os termos da Lei Federal nº 9.784/1999, o processo administrativo disciplinar deve ter início a) de ofício pela autoridade competente. b) exclusivamente por representação da vítima. c) por recomendação única do Ministério Público. d) concentradamente por ato formal do chefe do Executivo. Comentário: o processo administrativo é regido pelo princípio da oficialidade (art. 2º, XII). Em razão desse princípio, a Administração pode instaurar o processo de ofício, através da autoridade competente, ou a pedido do interessado. Gabarito: alternativa A. 10. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) “Fabrício é servidor público e mantém relações conturbadas com seu subordinado Elche, gerando antipatias mútuas, que se transformam em inimizade. Em determinado momento é instaurado um processo administrativo disciplinar contra o servidor Elche sendo arrolado como testemunha o seu chefe Fabrício.” De acordo com os termos da Lei Federal nº 9.784/1999, o processo administrativo disciplinar admite o(a) a) atuação de testemunha impedida. b) não depoimento de inimigos notórios do servidor. c) utilização do processo para resolver contendas pessoais. d) inquirição de quaisquer depoentes não prevendo afastamentos. Comentário: a lei 9.784/99 traz em seu texto hipóteses de suspeição e impedimento. No caso do enunciado, poderá ser arguida a suspeição de autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados, ficando o mesmo impedido de atuar como testemunha no processo instaurado em face de Elche. Assim, correta a alternativa B. As demais alternativas trazem situações não admitidas pela lei. Gabarito: alternativa B. 11. (Consulplan – Técnico/CBTU/ 2014) Acerca das disposições da Lei nº 9.784/99, que regula o processo administrativo no âmbito da administração pública federal, assinale a alternativa INCORRETA. a) São inadmissíveis no processo administrativo as provas obtidas por meios ilícitos. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 10 de 49 b) Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir. c) O desatendimento da intimação, regularmente realizada, importará o reconhecimento da verdade dos fatos pelo administrado. d) A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. Comentário : a) a alternativa reproduz o texto expresso do art. 30 da lei 9.784/99: “são inadmissíveis no processo administrativo as provas obtidas por meios ilícitos ” – CORRETA; b) essa previsão consta literalmente do art. 22, segundo o qual “os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir ” – CORRETA; c) ao contrário do que afirmado na alternativa, o art. 27 prevê que “o desatendimento da intimação NÃO importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúnc ia a direito pelo administrado” – ERRADA; d) isso mesmo! Na forma do art. 2º da lei 9.784/ 99, “a Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência” – CORRETA. Gabarito: alternativa C. 12. (Consulplan – Advogado/CBTU/2014) A Lei nº 9.784/99 dispõe sobre os critérios que deverão ser observados nos processos administrativos, dos quais NÃO se inclui: a) Indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão. b) Proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei. c) Imparcialidade e inércia da administração na condução do processo administrativo, que deverá ser impulsionado por ato dos interessados. d) Adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. Comentário: a questão quer saber os critérios que devem ser observados nos processos administrativos. Esses critérios estão previstos no parágrafo único do art. 2º da lei 9.784/99, que assim dispõe: Art. 2o A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 11 de 49 moralidade, ampla defesa, contraditório,segurança jurídica, interesse público e eficiência. Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: VII - indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão; (alternativa A) XI - proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei; (alternativa B) ; VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público; (alternativa D) . Quanto a alternativa C, ela vai de encontro à previsão do inciso XII do mesmo artigo, que determina a impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados. Esse inciso caracteriza o princípio da oficialidade, segundo o qual a Administração pode instaurar o processo de ofício, através da autoridade competente, ou a pedido do interessado. Portando, a alternativa C está ERRADA. Gabarito: alternativa C. 13. (Consulplan – Contador/CBTU/2014) Considerando as disposições constantes da Lei nº 9.784/99, que trata dos processos administrativos, assinale a alternativa INCORRETA. a) Todos os atos do processo administrativo são passíveis de delegação, desde que por motivos relevantes devidamente justificados pelo órgão ou autoridade delegante. b) A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos. c) Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. d) Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial. Comentário: a) de cara já encontramos a alternativa incorreta! Isso porque, nem todos os atos são passíveis de delegação, como podemos observar do art. 13 da lei 9.784/99: Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: I - a edição de atos de caráter normativo; II - a decisão de recursos administrativos; Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 12 de 49 III - as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. Portanto, a alternativa A está ERRADA; b) alternativa que traz a previsão literal do art. 11 da LPA: “a competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos ” – CORRETA; c) essa é a previsão do art. 15 da LPA: “será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior ” – CORRETA; d) nos exatos termos do art. 12, “um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial ” – CORRETA. Gabarito: alternativa A. 14. (Consulplan - Titular de Serviços de Notas e de Registros /TJ-MG/2015) O art. 54 da Lei nº 9.784/1999 dispõe que “O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em 5 (cinco) anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.” É correto afirmar que referido dispositivo legal sobreleva o princípio da a) autotutela. b) supremacia do interesse público. c) legalidade. d) segurança jurídica. Comentário: o princípio da segurança jurídica está relacionado com as normas que fixam prazos para a Administração rever os próprios atos, como as de prescrição e decadência, bem como preza pela estabilização das relações jurídicas consolidadas, estando correta, portanto, a alternativa D. O princípio da autotutela, trazido na alternativa A, significa que a Administração Pública pode rever os seus próprios atos, anulando os ilegais e revogando os inconvenientes e inoportunos. Todavia, a segurança jurídica relativiza o princípio da autotutela, pois estabelece uma limitação temporal para anulação de ato administrativo, conforme art. 54 da lei 9.784/99, que estabelece o prazo de cinco anos para que, no exercício da autotutela, a administração anule atos administrativos do qual decorram efeitos favoráveis aos destinatários, salvo comprovada má-fé. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 13 de 49 Gabarito: alternativa D. 15. (Consulplan – Analista Judiciário-Área Administrativa/TRE-MG/2013) Ao verificar que determinado servidor público federal vinha percebendo mensalmente verbas de maneira irregular, sem que o mesmo soubesse da irregularidade, a Administração Pública instaurou processo administrativo, a fim de possibilitar o exercício do contraditório e da ampla defesa antes do cancelamento da parcela. Sobre o processo administrativo federal, é correto afirmar que a) não é possível a supressão de qualquer verba já incorporada aos vencimentos de servidor público, sob pena de violação ao direito adquirido. b) para poder apresentar defesa no processo administrativo, o servidor deve prestar caução no valor equivalente ao da verba irregularmente percebida. c) ultrapassado o prazo decadencial legalmente previsto, não se mostra mais possível a anulação do ato, mesmo que comprovada a má-fé do servidor beneficiado. d) a instauração de processo administrativo é desnecessária, uma vez que a Administração Pública é dotada de autotutela, de modo que pode revogar o ato ilegal. e) a Administração Pública possui prazo decadencial de cinco anos para anular o ato de concessão dos valores percebidos, contado da percepção do primeiro pagamento. Comentário: a) de acordo com o art. 54 da lei 9.784/99, a Administração pode anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários, dentro do prazo de 05 anos, salvo comprovada má-fé – ERRADA; b) nos termos da Súmula Vinculante nº 21 do STF, é inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo – ERRADA; c) o prazo decadencial de 05 anos é previsto no art. 54 para anulação de atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários de boa-fé – ERRADA; d) de acordo com o princípio da autotutela, previsto no art. 53, “a Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos ”. Portanto, caso ilegais, a Administração deve anular os atos, e não revogar, como afirmado na alternativa – ERRADA; e) nos termos do art. 54, §1º da LPA, o direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé, e, no caso de efeitos patrimoniais contínuos, o prazo de decadência contar- se-á da percepção do primeiro pagamento – correta. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. HerbertAlmeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 14 de 49 Gabarito: alternativa E. Improbidade Administrativa (Lei 8.429/1992) 16. (Consulplan – Analista Técnico de Políticas Públicas/Prefeitura Nepomuceno-MG/2013) Preocupado com as condutas imorais perpetradas por agentes públicos desonestos, a Constituição previu alguns mecanismos de controle, os quais ensejaram a edição da Lei de Improbidade Administrativa. Neste viés, é INCORRETO afirmar que os atos de improbidade administrativa importaram em a) prisão administrativa. b) ressarcimento ao erário. c) perda da função pública. d) indisponibilidade dos bens. e) suspensão dos direitos políticos. Comentário: são sanções aplicadas aos que cometem ato de improbidade administrativa: (a) a suspensão dos direitos políticos , (b) a perda da função pública , (c) a indisponibilidade dos bens, e (d) o ressarcimento ao erário – todos previstos na CF/88. Assim, a única alternativa que não corresponde a um mecanismo de controle de condutas imorais é a A (prisão administrativa). Apenas para complemento, a LIA acrescentou mais dois tipos de sanções (pagamento de multa civil; e proibição de contratar com o Poder Público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário ). Gabarito: alternativa A. 17. (Consulplan – Técnico de Gestão Informática/CBTU/2014) Sobre os ditames da lei de improbidade administrativa (Lei nº 8.429/92), assinale a alternativa correta. a) Reputa-se agente público, para fins da lei de improbidade administrativa, aquele que exerce função em órgão público municipal, independentemente de remuneração. b) Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão do agente ou de terceiros, dar-se-á o integral ressarcimento do dano, salvo os casos de omissão culposa. c) Não se aplicam as regras dispostas na lei de improbidade administrativa a quem não seja agente público, mesmo que concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 15 de 49 d) Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá a autoridade administrativa decretar a indisponibilidade dos bens do indiciado. Comentário : a) com base no art. 2º da Lei de Improbidade, é considerado agente público todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades abrangidas pela Lei – CORRETA; b) nos atos que importem lesão ao patrimônio deverá ocorrer o ressarcimento integral do dano, seja o ato advindo de ação ou omissão, culposa ou dolosa (art. 5º) – ERRADA; c) são sujeitos ativos do ato ímprobo os agentes públicos e os terceiros que, mesmo não sendo agentes públicos, induzam ou concorram para a prática do ato de improbidade administrativa ou dele se beneficiem sob qualquer forma direta ou indireta (art. 3º) – ERRADA; d) a autoridade administrativa não possui prerrogativa de decretar a indisponibilidade dos bens. De acordo com a Lei de Improbidade Administrativa, havendo fundados indícios de responsabilidade, a comissão representará ao Ministério Público ou à procuradoria do órgão para que requeira ao juízo competente a decretação do sequestro dos bens do agente ou terceiro que tenha enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público – ERRADA. Gabarito: alternativa A. 18. (Consulplan – Analista de Gestão/CBTU METROREC/2014) A Lei nº 8.429/92 impõe ao responsável pelos atos de improbidade, dentre outras cominações, a suspensão de direitos políticos por determinado período, a depender do ato praticado. Neste contexto, relacione adequadamente as colunas a seguir. 1. Atos de improbidade administrativa que atentam contra os princípios da administração pública. 2. Atos de improbidade administrativa que causam prejuízo ao erário. 3. Atos de improbidade administrativa que importam enriquecimento ilícito. ( ) Suspensão dos direitos políticos de 3 a 5 anos. ( ) Suspensão dos direitos políticos de 5 a 8 anos. ( ) Suspensão dos direitos políticos de 5 a 10 anos. A sequência está correta em a) 1, 2, 3. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 16 de 49 b) 1, 3, 2. c) 3, 1, 2. d) 3, 2, 1. Comentário: a penalidade de suspensão dos direitos políticos será de: 8 a 10 anos para atos que importem em enriquecimento ilícito; 5 a 8 anos para atos que causam prejuízo ao erário; e 3 a 5 anos para atos contra os princípios administrativos. Desse modo, podemos perceber que a afirmativa 3 não está adequada ao texto da Lei (a aplicação de 5 anos, por exemplo, é inferior ao mínimo preconizado pela Lei). Porém, a banca não optou por anulação e manteve o gabarito. Sendo assim, temos como sequência correta 1 – 2 – 3 (alternativa A) Gabarito: alternativa A. 19. (Consulplan – Analista de Gestão/CBTU METROREC/2014) Sobre o tema Improbidade Administrativa, marque a alternativa INCORRETA. a) A aplicação das sanções previstas nesta lei independe da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público, mesmo quanto à pena de ressarcimento. b) As ações destinadas a levar a efeito as sanções previstas na lei de improbidade podem ser propostas até 5 anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança. c) Estando a petição inicial da ação de improbidade em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a notificação do requerido, para oferecer manifestação por escrito, que poderá ser instruída com documentos e justificações, dentro do prazo de 15 dias. d) A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória. A autoridade judicial ou administrativa competente poderá determinar o afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida se fizer necessária à instrução processual. Comentário : a) as sanções poderão ser aplicadas independentemente da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público, salvo quanto à pena de ressarcimento (art. 21, I) – ERRADA; b) isso mesmo! O prazo para a proposta de ação será de até 5 anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança, ou dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 17 de 49 faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego (art. 23) – CORRETA; c) esse é o texto do art. 17, §7º “Estando a inicial em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a notificação do requerido, para oferecer manifestação por escrito, que poderá ser instruída com documentos e justificações, dentro do prazo de quinze dias ” – CORRETA; d) novamente é o texto da Lei. Vejamos: Art. 20. A perda da funçãopública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória. Parágrafo único. A autoridade judicial ou administrativa competente poderá determinar o afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida se fizer necessária à instrução processual. Assim, também correta a alternativa – CORRETA. Gabarito: alternativa A. 20. (Consulplan – Analista de Gestão/CBTU METROREC/2014) A Lei nº 8.429/92 impõe ao responsável pelos atos de improbidade, dentre outras cominações, a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário por determinados períodos, a depender do ato praticado. Neste contexto, relacione adequadamente as colunas. 1. Atos de improbidade administrativa que atentam contra os princípios da administração pública. 2. Atos de improbidade administrativa que causam prejuízo ao erário. 3. Atos de improbidade administrativa que importam enriquecimento ilícito. ( ) Proibição de contratar com o Poder Público pelo prazo de 10 anos. ( ) Proibição de contratar com o Poder Público pelo prazo de 3 anos. ( ) Proibição de contratar com o Poder Público pelo prazo de 5 anos. A sequência está correta em a) 1, 2, 3. b) 1, 3, 2. c) 3, 1, 2. d) 3, 2, 1. Comentário: a proibição de contratar com o Poder Público ocorrerá pelo prazo de: 10 anos por enriquecimento ilícito; 5 anos por prejuízo ao erário; Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 18 de 49 3 anos por atentar contra os princípios da administração. Assim, temos como sequência correta 3 – 1 – 2 (alternativa C). Gabarito: alternativa C. 21. (Consulplan – Advogado/CODERN/2014) Considerando a classificação trazida pela Lei nº 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa), relacione adequadamente as colunas. 1. Atos de Improbidade Administrativa que Importam Enriquecimento Ilícito. 2. Atos de Improbidade Administrativa que Causam Prejuízo ao Erário. 3. Atos de Improbidade Administrativa que Atentam Contra os Princípios da Administração Pública. ( ) Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício. ( ) Ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento. ( ) Receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para omitir ato de ofício, providência ou declaração a que esteja obrigado. ( ) Deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo. A sequência está correta em a) 3, 2, 1, 3. b) 2, 1, 3, 1. c) 1, 2, 2, 3. d) 2, 3, 1, 2. e) 1, 1, 2, 3. Comentário: vamos relacionar os itens previstos na questão: Art. 9° Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art. 1° desta lei, e notadamente: [...] X - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para omitir ato de ofício, providência ou declaração a que esteja obrigado; [...] Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente: [...] IX - ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento; [...] Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 19 de 49 Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente: [...] II - retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício; [...] VI - deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo; [...]. Após isso, temos a seguinte sequência: (3) Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício. (2) Ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento. (1) Receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para omitir ato de ofício, providência ou declaração a que esteja obrigado. (3) Deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo. Portanto, correta a alternativa A. Gabarito: alternativa A. 22. (Consulplan – Assistente Técnico Administrativo/CODERN/2014) Sobre a disciplina tratada na Lei nº 8.429/1992 (improbidade administrativa), marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) São puníveis os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a administração direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos poderes dos entes federativos. ( ) Em relação aos atos de improbidade, reputa-se agente público todo aquele que exerce por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades públicas, excetuados os que os exercem de forma temporária ou sem remuneração. ( ) Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá à autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público, sendo vedada, em qualquer hipótese, a indisponibilidade dos bens do indiciado. ( ) O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente estará sujeito às cominações desta lei até o limite do valor da herança. A sequência está correta em a) V, F, F, V. b) V, F, V, F. c) F, V, V, F. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 20 de 49 d) F, V, F, V. e) V, V, F, V. Comentário : (V) São puníveis os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a administração direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos poderes dos entes federativos – art. 1º - VERDADEIRO; (F) Em relação aos atos de improbidade, reputa-se agente público todo aquele que exerce por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades públicas, excetuados inclusive os que os exercem de forma temporária ou sem remuneração – art. 2º - FALSO; (F) Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá à autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público, sendo vedada, em qualquer hipótese, para a indisponibilidade dos bens do indiciado – art. 7º - FALSO; (V) O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente estará sujeito às cominações desta lei até o limite do valor da herança – art. 8º - VERDADEIRO. Dessa maneira, a sequência correta é V – F – F – V (alternativaA). Gabarito: alternativa A. 23. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) Sobre a prescrição em relação às ações de improbidade administrativa, é correto afirmar que a) toda e qualquer sanção prevista na lei de improbidade administrativa não mais se sujeita à prescrição segundo o STF (Supremo Tribunal Federal). b) somente as ações de ressarcimento do erário público são imprescritíveis; as ações para aplicação das demais consequências em relação aos atos de improbidade prescrevem. c) é de 5 anos o prazo prescricional para ajuizar ação com o objetivo de impor qualquer sanção prevista na lei de improbidade, inclusive o ressarcimento ao erário público. d) é de 3 anos o prazo prescricional para ajuizar ação com o objetivo de impor qualquer sanção prevista na lei de improbidade, inclusive o ressarcimento ao erário público. Comentário : a) os prazos de prescrição para ajuizamento da ação de improbidade estão previstos na lei 8.429/92, em seu art. 23, que fixa o prazo máximo para Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 21 de 49 responsabilização dos agentes pelo cometimento dos atos ímprobos. Por outro lado, a CF/88 prevê, em seu art. 37, §5º, que “a lei estabelecerá os prazos de prescrição praticados por qualquer agente, servidor ou não, que causem prejuízo ao erário, re ssalvadas as respectivas ações de ressarcimento”. Assim, as ações de ressarcimento ao erário são imprescritíveis, mas as sanções previstas na LIA se sujeitam à prescrição, sendo esse o entendimento do STF – ERRADA; b) exatamente isso! Como explicamos na alternativa A, as ações de ressarcimento são imprescritíveis por determinação constitucional (art. 37, §5°), enquanto as ações para aplicação das demais sanções prescrevem, na forma do art. 23 da LIA – CORRETA; Quanto às alternativas C e D, o art. 23 da lei prevê o prazo prescricional de 5 anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança (inc. I) ou da data da apresentação à administração pública da prestação de contas final pelas entidades referidas no parágrafo único do art. 1 º da Lei (inc. III), mas também prevê, no inciso II, que será aplicável o prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou empre go. Além disso, as ações de ressarcimento são imprescritíveis (art. 37, §5º, CF/88) - ERRADAS. Gabarito: alternativa B. 24. (Consulplan - Especialista Superior de Estratégia/CREA RJ/ 2011) Sobre o tema Improbidade Administrativa, marque a alternativa INCORRETA: a) De acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil, os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. b) O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente está sujeito às cominações da Lei nº. 8429, de 02/06/1992 até o limite do valor da herança. c) Ação ou omissão que meramente atente contra princípios da administração pública, sem causar dano ao patrimônio público, não constitui ato de improbidade administrativa. d) A sentença que julgar procedente ação civil de reparação de dano ou decretar a perda dos bens havidos ilicitamente determinará o pagamento ou a reversão dos bens, conforme o caso, em favor da pessoa jurídica prejudicada pelo ilícito. e) A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 22 de 49 Comentário : a) esse é o teor do art. 37, §4° da CF/88, segundo o qual “os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível” – CORRETA; b) de acordo com o art. 8° da LIA, “o sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente está sujeito às cominações desta lei até o limi te do valor da herança” – CORRETA; c) o art. 5° da LIA determina que “ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou culposa, do agente ou de terceiro, dar- se-á o integral ressarcimento do dano ”. Além disso, o art. 11 da lei prevê que “constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições ”. Portanto, incorreta a alternativa – ERRADA; d) esses são os exatos termos do art. 18 da LIA: “a sentença que julgar procedente ação civil de reparação de dano ou decretar a perda dos bens havidos ilicitamente determinará o pagamento ou a reversão dos bens, conforme o caso, em favor da pessoa jurídica prejudicada pelo ilícito ” – CORRETA; e) alternativa correta, pois de acordo com o art. 20 da Lei: “a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória ” - CORRETA Gabarito: alternativa C. 25. (Consulplan - Especialista Superior de Logística/CREA RJ/2011) A lei da improbidade administrativa dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional. São dispositivos dessa lei, EXCETO: a) Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito, representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos bens do indiciado. b) Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições. c) Independentemente das sanções penais, civis e administrativas previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 23 de 49 cominações, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato. d) A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente. e) É permitida, por força da aplicação subsidiária do art. 125, IV do CPC, a transação, acordo ou conciliação nas ações principais de improbidade administrativa. Comentário : a) essa é a disposição do art. 7º da Lei 8.429/92, que diz que “quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos bens do indiciado” – CORRETA; b) o “caput” do art. 11 da LIA trata sobre os atos de improbidade que atentam contra os princípios da administração pública, dispondo que “constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administraçãopública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições ” – CORRETA; c) a alternativa reproduziu o exato teor do art. 12 da LIA, que trata das penas aplicáveis nas ações de improbidade, prevendo que “indepe ndentemente das sanções penais, civis e administrativas previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fat o” – CORRETA; d) ao tomar posse, o agente público deve apresentar declaração de bens à Administração, comprovando seu patrimônio anterior ao ingresso no serviço público. Essa determinação está prevista no art. 13 da Lei, que diz que “a posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competent e” – CORRETA; e) de acordo com a atual redação do art. 17, §1° da LIA, é vedada a transação, acordo ou conciliação nas ações de improbidade – ERRADA. Gabarito: alternativa E. 26. (Consulplan – Advogado/COFEN/2011) Explica Marino Pazzaglini Filho, citando De Plácido e Silva que é o ímprobo “mau, perverso, corrupto, devasso, falso, enganador. É atributivo da qualidade de todo homem ou de toda pessoa que procede atentando contra os princípios ou as regras da lei, da moral e dos bons costumes, Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 24 de 49 com propósitos maldosos ou desonestos. O ímprobo é privado de idoneidade e de boa-fama.” (in Lei de Improbidade Administrativa Comentada. 3ª ed. São Paulo: Editora Atlas, 2007, p. 18). Com o objeto de combater esse mal, a Constituição da República Federativa do Brasil, estabelece que os atos de improbidade importarão: a) A suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. b) A perda dos direitos políticos, a suspensão da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. c) O ressarcimento ao erário e a perda dos direitos políticos. d) A perda da função pública, o ressarcimento ao erário e a disponibilidade dos bens. e) A suspensão da função pública e a perda dos direitos políticos. Comentário : a Constituição Federal estabelece, em seu art. 37, §4º que os atos de improbidade administrativa importarão, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível: i) a suspensão dos direitos políticos; ii) a perda da função pública; iii) a indisponibilidade dos bens e; iv) o ressarcimento ao erário. Assim, a alternativa A apresenta todas as sanções previstas na CF/88. Vale lembrar que, além dessas penalidades, a Lei de Improbidade prevê mais dois tipos de sanções: pagamento de multa civil e proibição de contratar com o Poder Público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. Como o enunciado se referiu expressamente à Constituição Federal, está correta a alternativa A. Gabarito: alternativa A. 27. (Consulpl an – Advogado/TERRACAP/2014) Com base na Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992, assinale a alternativa INCORRETA. a) O Ministério Público, se não intervir no processo como parte, atuará obrigatoriamente como fiscal da lei, sob pena de nulidade. b) No caso de enriquecimento ilícito, perderá o agente público ou terceiro beneficiário os bens ou valores acrescidos ao seu patrimônio. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 25 de 49 c) Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou culposa, do agente ou de terceiro, darǦseǦá o integral ressarcimento do dano. d) A aplicação das sanções previstas na referida lei independe da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público, salvo quanto à pena de ressarcimento. e) As ações destinadas a levar a efeito as sanções de multa e ressarcimento ao erário podem ser propostas até 5 anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança. Comentário : a) nos casos em que não for parte, deve o MP obrigatoriamente atuar como fiscal da lei, sob pena de nulidade, nos exatos termos do art. 17, §3° da LIA – CORRETA; b) de acordo com o art. 6° da lei, no caso de enriquecimento ilícito, perderá o agente público ou terceiro beneficiário os bens ou valores acrescidos ao seu patrimônio – CORRETA; c) a alternativ a reflete a previsão do art. 5º da LIA, segundo o qual “ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou culposa, do agente ou de terceiro, dar- se-á o integral ressarcimento do dano” – CORRETA; d) as sanções previstas na LIA serão aplicadas independentemente da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público, salvo quanto à pena de ressarcimento, nos termos do art. 21, I – CORRETA; e) de acordo com o art. 23, I, as ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança. Esse dispositivo se aplica a todas as sanções previstas na LIA, e não só às de multa como afirmado na questão. Quanto ao ressarcimento ao erário, essas ações são imprescritíveis, nos termos do art. 37, §4º da CF/88 – ERRADA. Gabarito: alternativa E. 28. (Consulplan – Contador/Uberlândia/2012) É correto afirmar que constitui ato de improbidade administrativa, que cause lesão ao erário, qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseja perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades e, notadamente, I. receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para tolerar a exploração ou a prática de jogos de azar, de lenocínio, de narcotráfico, de contrabando, de usura ou de qualquer outra atividade ilícita, ou aceitar promessa de tal vantagem. II. permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao de mercado. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 26 de 49 III. ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento. IV. aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica, que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público, durante a atividade. V. doar à pessoa física ou jurídica, bem como ao ente despersonalizado, ainda que de fins educativos ou de assistências, bens, rendas, verbas ou valores do patrimônio de quaisquer das entidades mencionadas em lei, sem observância das formalidades legais e regulamentares aplicáveis à espécie. Estão corretas apenas as afirmativas a) I, II, III, IV, V b) II, III, V c) I, IV d) I, II e) II, III, IV Comentário : vamos analisar cada alternativa e identificar a qual artigo e inciso da lei se referem: I. receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para tolerar a exploração ou a prática de jogos de azar, de lenocínio, de narcotráfico, de contrabando, de usura ou de qualquer outra atividade ilícita, ou aceitar promessa de tal vantagem. Na forma do art. 9º, V, constitui ato deimprobidade que importa em enriquecimento ilícito – ERRADA; II. permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao de mercado. Hipótese prevista no art. 10, V, de conduta que causa prejuízo ao erário – CORRETA; III. ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento. Também caracteriza prejuízo ao erário, na forma do art. 10, IX da Lei – CORRETA; IV. aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica, que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público, durante a atividade. Essa é uma hipótese de ato de improbidade que importa em enriquecimento ilícito, na forma do art. 9º, VIII da lei – ERRADA; V. doar à pessoa física ou jurídica, bem como ao ente despersonalizado, ainda que de fins educativos ou de assistências, bens, rendas, verbas ou valores do Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 27 de 49 patrimônio de quaisquer das entidades mencionadas em lei, sem observância das formalidades legais e regulamentares aplicáveis à espécie. De acordo com o art. 10, III, caracteriza ato que causa prejuízo ao erário – CORRETA. Portanto, são condutas que caracterizam prejuízo ao erário as previstas nos itens II, III e V, estando correta a alternativa B. Gabarito: alternativa B. 29. (Consulplan – Contador/Cantagalo/2013) Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual serão punidos na forma desta lei. O ato de retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício constitui ato de improbidade administrativa a) que causa lesão ao erário. b) importando enriquecimento ilícito. c) importando enriquecimento e lesão ilícitos. d) que atenta contra os princípios da administração pública. e) importando lesão ao erário e quebra de princípios orçamentários. Comentário: o ato de retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofíci o constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, na forma do art. 11 da LIA. Assim, correta a alternativa D. Gabarito: alternativa D. 30. (Consulplan – Procurador Jurídico/Natividade/2014) Na hipótese de um servidor municipal ter usado o trator da prefeitura para serviços particulares, conforme a tipologia prevista na Lei nº 8.429/1992, a conduta caracteriza ato de improbidade que configura a) prejuízo ao erário. b) contravenção penal. c) enriquecimento ilícito. d) atentado aos princípios. Comentário: o art. 9º da Lei de Improbidade dispõe que constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 28 de 49 mandato, função, emprego ou atividade nas entidades previstas no art. 1º da lei, e, notadamente, na forma do inciso IV, utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. 1º, bem como o trabalho de servidores públicos, empregados ou terceiros contratados por essas entidades. Assim, ao utilizar um trator da prefeitura para serviços particulares, o servidor municipal se enquadrou na hipótese do art. 9º, IV, que configura enriquecimento ilícito. Gabarito: alternativa C. 31. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE MG/2015) “Genial é administrador público, gerindo bens e valores, devendo apresentar relatórios sobre os seus recebimentos e gastos aos órgãos de controle interno e de controle externo. Em determinado período, Genial não apresenta a necessária prestação de contas.” Nos termos da lei que regula a improbidade administrativa tal ato afronta o(s) a) erário público. b) padrão regulamentar. c) enriquecimento sem causa. d) princípios da administração pública. Comentário: o art. 11 da LIA enumera os atos que atentam contra os princípios da administração pública, qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições e, notadamente, na forma do inciso VI, a conduta de deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo. Portanto, a conduta de Genial atentou contra os princípios da administração pública, estando correta a alternativa D. Gabarito: alternativa D. 32. (Consulplan – Psicólogo/Coimbra/2014) Um servidor público de certo município praticou ato de improbidade administrativa consistente em frustrar a licitude de concurso público. Nos termos da Lei nº 8.429/1992, é correto afirmar que a(o) a) ação de improbidade tramitará na via administrativa. b) conduta implica suspensão dos direitos políticos por 3 a 5 anos. c) referido ato de improbidade classificaǦse como enriquecimento ilícito. d) suspensão dos direitos políticos depende da ocorrência de condenação penal. e) ação de ressarcimento, no caso de falecimento do servidor, não pode atingir a herança. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra (4) Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 29 de 49 Comentário: a conduta de frustrar a licitude de concurso público está prevista no art. 11, V da Lei de Improbidade como sendo um ato que importa em violação aos princípios da administração pública. Nesse sentido, sua conduta estará sujeita às seguintes cominações, na forma do art. 12 da Lei: i) ressarcimento integral do dano, se houver; ii) perda da função pública; iii) suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos; iv) pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente; v) proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos. Portanto, a única alternativa correta é a letra B. Vamos analisar agora o erro das demais alternativas: a) a ação de improbidade é uma ação judicial, que segue os procedimentos previstos nos arts. 17 e seguintes da LIA – ERRADA; c) conforme explicamos acima, o ato de frustrar a licitude de concurso público viola os princípios da administração pública, na forma do art. 11, V da LIA; d) nos termos do art. 20, a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória, e não com a mera condenação – ERRADA; e) o sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente está sujeito às cominações da lei até o limite do valor da herança, na forma do art. 8º - ERRADA. Gabarito: alternativa B. 33. (Consulplan – Juiz Leigo/TJ MG/2015) “Determinado agente público municipal recebeu vantagem econômica para facilitar que, em uma licitação pública, a empresa XYZ LTDA fosse contratada