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Aula Extra Direito Administrativo p/ TRF 2ª Região (Técnico Judiciário - Área Administrativa) - Com videoaulas Professor: Herbert Almeida Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 1 de 85 AULA EXTRA: QUESTÕES CONSULPLAN Sumário QUESTÕES CONSULPLAN .............................................................................................................. 2 Atos administrativos ........................................................................................................................... 2 Poderes administrativos ................................................................................................................... 20 Licitação pública ................................................................................................................................ 30 QUESTÕES COMENTADAS NA AULA ............................................................................................ 61 GABARITO ................................................................................................................................. 85 Olá pessoal, tudo certo? Na aula de hoje, vamos estudar algumas questões da Consulplan. Ressalto que essa será apenas a primeira aula exclusiva de questões, pois teremos outras, comentando todos os itens relativos ao conteúdo do nosso edital. As questões são relativas às aulas 3, 4 e 5. Então, tente resolvê-los como se fosse um simulado. Observo, ainda, que os comentários são bem completos, de tal forma que podem complementar aquilo que vimos na teoria do curso. Ressalto, todavia, que devido ao tamanho dessa aula, preferi deixar as questões da aula 6 para o nosso próximo arquivo extra, ok?! Vamos lá?! Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 2 de 85 QUESTÕES CONSULPLAN Atos administrativos 1. (Consulplan - TJ-MG/2016) Acerca do ato administrativo, assinale a opção correta. a) A presunção de legitimidade implica reconhecer como absolutamente verdadeiros os fundamentos fáticos motivadores do ato. b) O ato administrativo coletivo se verifica quando há manifestação da vontade de mais de um órgão da Administração Pública. c) O silêncio da Administração Pública, em face da presunção de legalidade, exigibilidade e imperatividade, não gera efeitos jurídicos. d) É nulo e de impossível convalidação o ato administrativo com objeto ilícito, ainda que praticado de boa-fé e sem desvio de poder. Comentário: a) a presunção de legitimidade implica uma presunção relativa de que o ato administrativo está de acordo com a lei. Além disso, é a presunção de veracidade que trata dos fatos, mas também se trata de uma presunção relativa – ERRADA; b) quanto à formação de vontade, os atos classificam-se em simples, complexo e composto. O ato simples é resulta da manifestação de vontade de um único órgão; o ato complexo é um único ato, mas que necessita da conjugação de vontade de dois ou mais diferentes órgãos ou autoridades; por fim, o ato composto é produzido pela manifestação de vontade de apenas um órgão da Administração, mas que depende de outro ato que o aprove para produzir seus efeitos jurídicos – portanto, trata-se de dois atos, um principal e o outro acessório ou instrumental. Assim, não é ato “coletivo” mas sim ato “complexo” – ERRADA; c) o silêncio ocorre quando a Administração não se pronuncia sobre matéria que deveria ter decidido. Por exemplo: você apresenta um requerimento para a Administração, mas não recebe resposta, nem que sim e nem que não. Em regra, o silêncio não gera qualquer efeito. Contudo, poderá gerar efeitos jurídicos quando a lei definir que a demora da Administração terá algum efeito. Em alguns casos, o silêncio poderá representar aceitação ou negação tácita da Administração. Portanto, a depender do que estiver previsto em lei, o silêncio poderá ter efeitos jurídicos – ERRADA; Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 3 de 85 d) os vícios de finalidade, objeto e motivo serão sempre insanáveis, portanto não poderão ser convalidados. Logo, como se trata de um ato com objeto ilícito, não será possível convalidá-lo, sendo o ato nulo – CORRETA. Gabarito: alternativa D. 2. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ-MG/2015) A presunção de legitimidade é uma das características do ato administrativo e produz como efeitos a) a presunção absoluta de validade e inversão ônus da prova. b) a presunção relativa de validade e discricionariedade. c) a autoexecutoriedade e inversão do ônus da prova. d) a autoexecutoriedade e presunção absoluta de validade. Comentário: a presunção de legitimidade significa que todos os atos praticados pela Administração Pública presumem-se legítimos, ou seja, presumem-se de acordo com a lei e o Direito. Como consequência, os atos administrativos devem ser executados imediatamente, o que fundamenta inclusive a existência da autoexecutoriedade de alguns atos. Vale dizer: a presunção de legitimidade e a autoexecutoriedade “caminham” juntas, uma vez que permitem que os atos, por presumirem-se lícitos, sejam executados de forma direta e imediata pela própria Administração. Outro efeito da presunção de legitimidade é a inversão do ônus da prova. Assim, quando a Administração aplica, por exemplo, uma multa de trânsito porque alguém falava ao celular, não é o agente de trânsito que terá que provar que o motorista falava ao celular, mas sim o motorista que terá que comprovar que não estava falando. Anota-se, porém, que a presunção de legitimidade é relativa, justamente porque admite prova em contrário. Em resumo, a presun ção de legitimidade tem, entre os seus efeitos, a autoexecutoriedade e a inversão do ônus da prova. Gabarito: alternativa C. 3. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) No âmbito da administração pública existe a prática de vários atos que são objetos de classificação pelos estudiosos. Nesse âmbito constam os denominados atos de império que compõem a classificação de acordo com o seu a) objeto. b) alcance. c) destinatário. d) regramento. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 4 de 85 Comentário: quanto à prerrogativa ou quanto ao objeto, os atos administrativos podem ser classificados em atos de império, de gestão e de expediente. Os atos de império são aqueles praticados com todas as prerrogativas e privilégios de autoridade e impostos de maneira unilateral e coercitivamente ao particular, independentemente de autorização judicial, a exemplo dos atos praticados no exercício do poder de polícia. Por outro lado, os atos de gestão são aqueles praticados em situação de igualdade com os particulares, para a conservação e desenvolvimento do patrimônio público e para a gestão de seus serviços, especialmente desempenhados para administração dos serviços públicos. Por fim, os atos de expediente são atos internos da Administração Pública que se destinam a dar andamento aos processos e papéis que se realizam no interior das repartições públicas, caracterizando-se pela ausência de conteúdo decisório, pelo trâmite rotineiro de atividades realizadas nas entidades e órgãos públicos. Um exemplo é a entrega de uma certidão ou o envio de umfinanceiros para sua execução, qualquer que seja a sua origem, exceto nos casos de empreendimentos executados e explorados sob o regime da concessão. b) Poderá participar indiretamente da licitação ou da execução de obra ou serviço e do fornecimento de bens a eles necessários, o autor do projeto, básico ou executivo, pessoa física ou jurídica. c) Nos projetos básicos e projetos executivos de obras e serviços será considerado ainda o impacto ambiental. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 31 de 85 d) A Administração poderá conceder título de propriedade ou de direito real de uso de imóveis, dispensada licitação, quando o uso destinar-se a outro órgão ou entidade da Administração Pública, qualquer que seja a localização do imóvel. Comentário: note que, nessa questão, devemos marcar o item incorreto. Assim, vamos analisar cada alternativa, conforme o dispositivo da Lei 8.666/1993 referente: a) de acordo com o art. 7º, § 3º, da Lei 8.666/1993, é vedado incluir no objeto da licitação a obtenção de recursos financeiros para sua execução, qualquer que seja a sua origem, exceto nos casos de empreendimentos executados e explorados sob o regime de concessão, nos termos da legislação específica – CORRETA; b) segundo o art. 9º da Lei 8.666/1993, não poderá participar, direta ou indiretamente, da licitação ou da execução de obra ou serviço e do fornecimento de bens a eles necessários: o autor do projeto, básico ou executivo, pessoa física ou jurídica; empresa, isoladamente ou em consórcio, responsável pela elaboração do projeto básico ou executivo ou da qual o autor do projeto seja dirigente, gerente, acionista ou detentor de mais de 5% (cinco por cento) do capital com direito a voto ou controlador, responsável técnico ou subcontratado; servidor ou dirigente de órgão ou entidade contratante ou responsável pela licitação. Portanto, o autor do projeto básico ou executivo não pode participar, direta ou indiretamente, da licitação ou da execução de obra ou serviço e do fornecimento de bens a eles necessários. Anota-se ainda que, segundo a Lei de Licitações, considera- se participação indireta a existência de qualquer vínculo de natureza técnica, comercial, econômica, financeira ou trabalhista entre o autor do projeto, pessoa física ou jurídica, e o licitante ou responsável pelos serviços, fornecimentos e obras, incluindo-se os fornecimentos de bens e serviços a estes necessários – ERRADA; c) nos projetos básicos e projetos executivos de obras e serviços serão considerados principalmente os seguintes requisitos (art. 12): (i) segurança; (ii) funcionalidade e adequação ao interesse público; (iii) economia na execução, conservação e operação; (iv) possibilidade de emprego de mão- de-obra, materiais, tecnologia e matérias-primas existentes no local para execução, conservação e operação; (v) facilidade na execução, conservação e operação, sem prejuízo da durabilidade da obra ou do serviço; (vi) adoção das normas técnicas, de saúde e de segurança do trabalho adequadas; (vii) impacto ambiental – CORRETA; Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 32 de 85 d) o art. 17 da Lei 8.666/1993 trata dos casos de alienação de bens móv eis e imóveis. Nessa linha, o § 2º, I, do art. 17 dispõe que a Administração poderá conceder título de propriedade ou de direito real de uso de imóveis, dispensada licitação, quando o uso destinar-se, entre outras coisas, a outro órgão ou entidade da Administração Pública, qualquer que seja a localização do imóvel – CORRETA. Gabarito: alternativa B. 43. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) Ao normatizar a licitação como procedimento, o Estado procura obter os melhores preços e os contratantes mais habilitados para prestar serviços e alienar bens. Os atos licitatórios devem, dentre outros princípios, observar o da a) dispensa. b) conclusão. c) identificação. d) impessoalidade. Comentário: existem vários princípios aplicáveis às licitações públicas. Alguns deles constam de forma expressa no art. 3º, caput, da Lei 8.666/1993, são ele s: legalidade, impessoalidade, moralidade, igualdade, publicidade, probidade administrativa, vinculação ao instrumento convocatório e julgamento objetivo. As letras A, B e C não abordaram princípios licitatórios. A dispensa é uma forma de contratação direta, enquanto “conclusão” e “identificação” não são princípios nem termos relevantes no âmbito das licitações públicas. Por fim, a impessoalidade é um dos princípios licitatórios, estando relacionada a ideia de finalidade pública e de garantia da isonomia. Gabarito: alternativa D. 44. (Consulplan – Agente/Câmara Municipal de Olinda /2015) A licitação está prevista em lei, sendo obrigatória para toda a administração direta e indireta e para as entidades que tenham a proveniência de seu capital formado por dinheiro público. A modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto denominaǦse: a) Leilão. b) Convite. c) Pregão. d) Concorrência. Comentário: segundo o art. 22, § 1º, da Lei 8.666/1993, a concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 33 de 85 habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto. Não vamos apresentar os conceitos das demais modalidades, tendo em vista que teremos várias questões nesse estilo a seguir. Gabarito: alternativa D. 45. (Consulplan – Agente/Câmara Municipal de Olinda /2015) “A licitação destinaǦ se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos.” (Lei nº 8.666/1993.) Segundo a Lei mencionada, são modalidades de licitação: a) Concorrência, compra direta, convite, concurso e leilão. b) Concorrência, tomada de preços, convite, concurso e leilão. c) Concorrência, tomada de preços, convite, compra direta e leilão. d) Concorrência, tomada de preços, compra direta, concurso e leilão. Comentário: na Lei 8.666/1993, são modalidades de licitação: concorrência, tomada de preços, convite, concurso e leilão. Gabarito: alternativa B. 46. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ-MG/2015) Quanto às licitações em geral, é INCORRETO afirmar: a) A licitação não será sigilosa, sendo todos os atos de seu procedimento acessíveis ao público, inclusive o conteúdo das propostas antes da respectiva abertura. b) Em igualdade de condições, como critério de desempate, será assegurada preferência aos bens e serviços produzidos no País. c) O procedimento licitatório caracteriza ato administrativo formal, seja ele praticado em qualquer esfera da Administração Pública. d) Todos os valores, preços e custos utilizados nas licitações terão como expressão monetária a moeda corrente nacional, ressalvadas as concorrências de âmbito internacional.Comentário: mais uma questão da Consulplan que meramente reproduz alguns dispositivos da Lei 8.666/1993. Assim, vamos tratar cada dispositivo ao analisar as alternativas: a) de acordo com o art. 3º, § 3º, da Lei 8.666/1993, a licitação não será sigilosa, sendo públicos e acessíveis ao público os atos de seu procedimento, salvo quanto ao conteúdo das propostas, até a respectiva abertura. A ideia é Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 34 de 85 preservar o conteúdo das propostas, uma vez que, se algum licitante tiver acesso antecipado ao conteúdo das propostas de seus concorrentes, terá vantagem sobre os demais, ferindo o princípio da isonomia. Logo, a regra é a transparência, mas o conteúdo das propostas será sigiloso até a sua abertura – ERRADA; b) os critérios de desempate nas licitações constam no art. 3º, § 2º, segundo o qual, em igualdade de condições, como critério de desempate, será assegurada preferência, sucessivamente, aos bens e serviços: (i) produzidos no País; (ii) produzidos ou prestados por empresas brasileiras; (iii) produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no País; e (iv) produzidos ou prestados por empresas que comprovem cumprimento de reserva de cargos prevista em lei para pessoa com deficiência ou para reabilitado da Previdência Social e que atendam às regras de acessibilidade previstas na legislação. Logo, a questão trouxe justamente o primeiro critério – CORRETA; c) consoante o art. 4º, parágrafo único, da Lei de Licitações, o procedimento licitatório caracteriza ato administrativo formal, seja ele praticado em qualquer esfera da Administração Pública – CORRETA; d) segundo o art. 5º da Lei de Licitações, todos os valores, preços e custos utilizados nas licitações terão como expressão monetária a moeda corrente nacional, ressalvadas as concorrências de âmbito internacional, previstas no art. 43 da Lei de Licitações – CORRETA. Gabarito: alternativa A. 47. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ-MG/2015) Assinale a alternativa INCORRETA: a) Não se subordinam ao regime da lei de licitações os fundos especiais. b) A licitação será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhe são correlatos. c) As compras, sempre que possível, deverão submeter-se às condições de aquisição e pagamento semelhantes às do setor privado. d) Nas compras deverá ser observada, ainda, a especificação completa do bem a ser adquirido sem indicação de marca. Comentário: de acordo com o art. 1º, parágrafo único, da Lei 8.666/1993, subordinam-se ao regime da lei de licitações: (i) os órgãos da administração direta; (ii) os fundos especiais; (iii) as autarquias; (iv) as fundações públicas ; (v) as empresas públicas; (vi) as sociedades de economia mista e demais Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 35 de 85 entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Portanto, a letra A está incorreta. Anota-se que, em relação às empresas públicas e sociedades de economia mista, houve uma revogação tácita do art. 1º, parágrafo único, da Lei 8.666/1993, tendo em vista que, atualmente, aplica-se às estatais o regime licitatório previsto na Lei 13.303/2016. Vejamos as demais alternativas: b) segundo o art. 3º da Lei de Licitações, a licitação será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos – CORRETA; c) essa é do art. 15 da Lei 8.666/1993, que estabelece que as compras, sempre que possível, deverão: (i) atender ao princípio da padronização, que imponha compatibilidade de especificações técnicas e de desempenho, observadas, quando for o caso, as condições de manutenção, assistência técnica e garantia oferecidas; (ii) ser processadas através de sistema de registro de preços; (iii) submeter-se às condições de aquisição e pagamento semelhantes às do setor privado; (iv) ser subdivididas em tantas parcelas quantas necessárias para aproveitar as peculiaridades do mercado, visando economicidade; (v) balizar- se pelos preços praticados no âmbito dos órgãos e entidades da Administração Pública – CORRETA; d) ainda sobre as compras, o § 7º do art. 15 estabelece que, nas compras deverão ser observadas, também: (i) a especificação completa do bem a ser adquirido sem indicação de marca; (ii) a definição das unidades e das quantidades a serem adquiridas em função do consumo e utilização prováveis, cuja estimativa será obtida, sempre que possível, mediante adequadas técnicas quantitativas de estimação; (iii) as condições de guarda e armazenamento que não permitam a deterioração do material – CORRETA. Gabarito: alternativa A. 48. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) Em determinadas épocas de crise há necessidade de flexibilizar as licitações, sendo um caso de dispensa previsto na Lei Federal nº 8.666/1993 a a) intervenção da União para regular preços. b) alienação de bens imóveis pelo maior preço. c) contratação de profissionais notoriamente especializados. d) atuação do estado federado para normalizar abastecimento. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 36 de 85 Comentário: os casos de dispensa de licitação constam expressamente nos arts. 17 (licitação dispensada) e 24 (licitação dispensável) da Lei de Licitações. Um dos casos de licitação dispensável consta no art. 24, VI, que permite que a Administração dispense a licitação quando a União tiver que intervir no domínio econômico para regular preços ou normalizar o abastecimento. Logo, o gabarito é a letra A. Vejamos o erro nas demais opções: b) a alienação de bens imóveis, em alguns casos, ocorre mediante licitação dispensada, mas não é simplesmente para alienar pelo maior preço, mas sim para atender a determinadas situações previstas na Lei, como a dação em pagamento e venda a outro órgão ou entidade da administração pública, de qualquer esfera de governo (art. 17, I, “a” e “e”) – ERRADA; c) a contratação de profissionais especializados, para prestar serviços técnicos profissionais, de natureza singular, é um caso de inexigibilidade de licitação (art. 25, II) – ERRADA; d) essa previsão aplica-se à União, e não aos estados federados, conforme vimos na análise da letra A – ERRADA. Gabarito: alternativa A. 49. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ-MG/2015) É dispensável a licitação, EXCETO: a) Nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem. b) Quando a União tiver que intervir no domínio econômico para regular preços ou normalizar o abastecimento. c) Quanto houver possibilidade de comprometimento da segurança nacional, nos casos estabelecidos em decreto do Presidente da República, ouvido o Conselho de Defesa Nacional. d) Para a aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de bens produzidos ou serviços prestados por entidade privada que tenha sido constituída para esse fim específico. Comentário: os casos de licitação dispensável estão enumerados no art. 24da Lei 8.666/1993. Vamos citar, abaixo, aqueles que interessam à presente questão: Art. 24. É dispensável a licitação: III - nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem; [alternativa A – CORRETA] VI - quando a União tiver que intervir no domínio econômico para regular preços ou normalizar o abastecimento; [alternativa B – CORRETA] VIII - para a aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de bens produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que integre a Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 37 de 85 Administração Pública e que tenha sido criado para esse fim específico em data anterior à vigência desta Lei, desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado; [alternativa D – ERRADA] IX - quando houver possibilidade de comprometimento da segurança nacional, nos casos estabelecidos em decreto do Presidente da República, ouvido o Conselho de Defesa Nacional; [alternativa C – CORRETA] Gabarito: alternativa D. 50. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) Determinados materiais são fornecidos de forma exclusiva por determinadas empresas, o que inviabiliza a competição e torna o procedimento licitatório inexigível. Nesse caso deve a empresa, se quiser realizar o fornecimento à Administração Pública, comprovar a exclusividade mediante a apresentação de a) atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação. b) declaração de marca fornecida pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação. c) certidão de quitação fornecida pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação. d) comprovante de filiação fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação. Comentário: um dos casos de inexigibilidade de licitação é a contratação de fornecedor exclusivo. Nessa linha, a exclusividade deverá ser demonstrada mediante atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação ou a obra ou o serviço, pelo Sindicato, Federação ou Confederação Patronal, ou, ainda, pelas entidades equivalentes (art. 25, I) – letra A. Gabarito: alternativa A. 51. (Consulplan – Técnico em Contabilidade/Câmara Municipal de Olinda/2015) A Lei das licitações esclarece que: “o controle das despesas decorrentes dos contratos e demais instrumentos regidos por esta Lei será feito pelo Tribunal de Contas competente, na forma da legislação pertinente, ficando os órgãos interessados da Administração responsáveis pela demonstração da legalidade e regularidade da despesa e execução, nos termos da Constituição e sem prejuízo do sistema de controle interno nela previsto.” (Art. 113 da Lei nº 8.666/1993.) Segundo a referida Lei, quem poderá representar ao Tribunal de Contas ou aos órgãos integrantes do sistema de controle interno contra irregularidades na aplicação desta Lei, para os fins do disposto neste artigo? a) Somente o licitante. b) Somente o próprio poder judiciário. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 38 de 85 c) Qualquer licitante, contratado ou pessoa física ou jurídica. d) Somente os poderes executivos, da União, dos Estados e dos Municípios. Comentário: de acordo com a Lei 8.666/1993, qualquer licitante, contratado ou pessoa física ou jurídica poderá representar ao Tribunal de Contas ou aos órgãos integrantes do sistema de controle interno contra irregularidades na aplicação da Lei 8.666/1993. Gabarito: alternativa C. 52. (Consulplan – Técnico de Gestão Informática/CBTU/2014) Considerando o que dispõe a Lei de Licitações (Lei nº 8.666/93), marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) A obrigatoriedade de realização de licitação alcança tanto os entes da administração direta, quanto os da administração indireta, a exceção das empresas públicas e sociedades de economia mista, pois possuem natureza jurídica de direito privado. ( ) A licitação destina-se a garantir, dentre outras finalidades, a promoção do desenvolvimento nacional sustentável. ( ) A licitação não será sigilosa, sendo públicos e acessíveis ao público os atos de seu procedimento, salvo quanto ao conteúdo das propostas, até a respectiva abertura. ( ) Em igualdade de condições, será assegurada, como primeiro critério de desempate, preferência aos bens e serviços produzidos ou prestados por empresas de capital nacional. A sequência está correta em a) V, V, F, F. b) F, V, V, F. c) V, F, V, F. d) F, F, V, V. Comentário : (F) A obrigatoriedade de realização de licitação alcança tanto os entes da administração direta, quanto os da administração indireta, a exceção das empresas públicas e sociedades de economia mista, pois possuem natureza jurídica de direito privado. A obrigatoriedade de licitar se aplica aos órgãos da administração direta, aos fundos especiais, às autarquias, às fundações públicas, às empresas públicas, às sociedades de economia mista e às demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Anota-se que, atualmente, as empresas públicas e sociedades de economia mista continuam obrigadas a licitar, como regra, porém com base na Lei 13.303/2016 – FALSO; Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 39 de 85 (V) A licitação destina-se a garantir, dentre outras finalidades, a promoção do desenvolvimento nacional sustentável. A leitura do art. 3º da Lei 8.666/1993 é primordial para concursos e é nele que encontramos a seguinte passagem “A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolviment o nacional sustentável ” – VERDADEIRO; (V) A licitação não será sigilosa, sendo públicos e acessíveis ao público os atos de seu procedimento, salvo quanto ao conteúdo das propostas, até a respectiva abertura. Salvo quanto ao conteúdo das propostas, até a respectiva abertura, o processo licitatório não será sigiloso e os atos de seu procedimento deverão ser públicos e acessíveis (art. 3º) – VERDADEIRO; (F) Em igualdade de condições, será assegurada, como primeiro critério de desempate, preferência aos bens e serviços produzidos ou prestados por empresas de capital nacional. Os critérios desempate (art. 3º, § 2 º) se referem a preferência, sucessivamente, aos bens e serviços: produzidos no país; produzidos ou prestados por empresas brasileiras; e produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no País – FALSO. Finalizando, vemos que: I – F, II – V, III – V, e IV – F (alternativa B). Gabarito: alternativa B. 53. (Consulplan – Analista de Gestão/CBTU METROREC/2014) O município de Itubaiuna pretende alugar determinado imóvel, no centro da cidade, para fins de atendimento das finalidades precípuas da administração, por preço compatível com o valor de mercado, devidamente demonstrado por avaliação prévia. Sabe-se que a necessidade de instalação e localização condicionou a escolha do referido imóvel e, considerando, ainda, a regra constitucional quanto à obrigatoriedade de realização de procedimento licitatório, assinale a alternativa correta.a) Para a locação do imóvel, a administração deverá realizar procedimento licitatório específico, podendo optar, a depender do valor do contrato, pela modalidade convite ou leilão. b) Não há que se falar em obrigatoriedade de procedimento licitatório, já que, como é cediço, a lei impõe a obrigatoriedade de realização do certame apenas nos casos de aquisição de bens, produtos ou serviços. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 40 de 85 c) A administração municipal poderá realizar a contratação direta, ou seja, sem necessidade de realização do procedimento licitatório, já que o caso apresentado amolda-se a uma das possibilidades de dispensa de licitação. d) A escolha do imóvel pela administração no caso apresentado, mesmo que para locação, constitui ato imoral e atentatório aos princípios da isonomia e impessoalidade, vez que há flagrante favorecimento de um determinado particular. Comentário: um dos casos de licitação dispensável ocorre para a compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas da administração, cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua escolha, desde que o preço seja compatível com o valor de mercado, segundo avaliação prévia (art. 24, X). Portanto, será possível proceder a contratação direta, sem processo licitatório, uma vez que o caso consiste em um caso de dispensa de licitação (letra C). Vejamos as demais alternativas: a) não há a obrigatoriedade de licitar, conforme visto acima – ERRADA; b) de fato, não há a obrigatoriedade de licitar, mas não pelo motivo previsto na alternativa. A Lei determina que se licite para obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações (art. 1º), ressalvando apenas os casos de contratação direta – ERRADA; d) não houve qualquer demonstração, no caso, de favorecimento. Pelo contrário, o enunciado deixou claro que “a necessidade de instalação e localização condicionou a escolha do referido imóvel ” – ERRADA. Gabarito: alternativa C. 54. (Consulplan – Assistente Técnico Administrativo/CODERN/2014) Acerca das modalidades de licitação previstas na Lei nº 8.666/93, analise. I. É a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação. II. É a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias. III. É a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto. As descrições anteriores se referem, respectivamente a a) convite, concorrência e leilão. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 41 de 85 b) leilão, tomada de preços e concurso. c) concurso, tomada de preços e convite. d) concorrência, convite e tomada de preços. e) tomada de preços, concurso e concorrência. Comentário: as modalidades de licitação previstas na Lei 8.666/1993 são: concorrência, tomada de preços, convite, concurso e leilão. Os três itens acima tratam, respectivamente, da tomada de preços, do concurso e da concorrência , conforme definições previstas no art. 22 da Lei de Licitações, vejamos: Art. 22. [...]: § 1o Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto. [item III] § 2o Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação. [item II] § 4o Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias. [item I] Gabarito: alternativa E. 55. (Consulplan – Administrador/MAPA/2014) “Licitação – em suma síntese – é um certame que as entidades governamentais devem promover e no qual abrem disputa entre os interessados e com elas travam determinadas relações de conteúdo patrimonial, para escolher a proposta mais vantajosa às conveniências públicas. Estriba-se na ideia de competição, a ser travada isonomicamente entre os que preencham os atributos e aptidões necessários ao bom cumprimento das obrigações que se propõem assumir.” (Mello, 2008. p. 514.) Em relação às modalidades de licitação, é correto afirmar que a) o prazo mínimo entre a divulgação do certame e a apresentação das propostas para todos os casos submetidos à modalidade Concorrência será de 30 dias. b) na Tomada de Preços haverá a afixação de instrumento convocatório em local apropriado, geralmente, no prédio da sede da administração que a está promovendo. c) Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, com a instituição de prêmio ou remuneração aos vencedores. d) Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de bens imóveis inservíveis ou não para a administração ou de produtos ilegais apreendidos extrajudicialmente. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 42 de 85 Comentário: a) nem sempre o prazo de divulgação da licitação será de 30 dias na concorrência. O prazo será de 45 dias quando o regime de execução for de empreitada integral ou quando a licitação for do tipo "melhor técnica" ou "técnica e preço"; e será de 30 dias nos demais casos – ERRADA; b) a afixação do instrumento convocatório em local apropriado deve ocorrer no convite, uma vez que, em tal modalidade, não há obrigatoriedade de publicação do aviso do resumo do instrumento convocatório – ERRADA; c) exato! O concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias (art. 22, § 4º) – CORRETA; d) o leilão é a modalidade de licitação para alienação de bens móveis inservíve is para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens imóveis que tenham sido adquiridos por processo judicial ou dação em pagamento, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação. Logo, o item possui dois erros: trocou a expressão “móveis” por “imóveis”; e pela inclusão do “ou não” após inservíveis – ERRADA. Gabarito: alternativa C. 56. (Consulplan – Agente Administrativo/MAPA/2014) O Setor de Imprensa do Estado do Rio de Janeiro decidiu contratarum profissional artístico consagrado pela opinião pública, por meio do empresário, para inaugurar uma grande obra. De acordo com a Lei nº 8.666/93 (Lei de Licitações e Contratos Administrativos), nessa situação é cabível a) pregão. b) convite. c) dispensa de licitação. d) inexigibilidade de licitação. Comentário: em regra, os contratos administrativos deverão ser precedidos de licitação, mas são ressalvados os casos de contratação direta, isto é, de dispensa ou inexigibilidade. Esta última ocorrerá nos casos de inviabilidade de competição, sendo um dos casos a contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou através de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública (art. 25, I II). Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 43 de 85 O enunciado pecou, pois não informou que o empresário seria exclusivo . Contudo, é possível deduzir da questão que o avaliador queria, justamente, um caso de inexigibilidade. Gabarito: alternativa D. 57. (Consulplan – Agente Administrativo/MAPA/2014) Considere a situação hipotética: “O Presidente da República decidiu vender alguns bens móveis inservíveis para a administração e alguns produtos legalmente apreendidos e penhorados.” Qual a modalidade de licitação deverá ser utilizada para esse fim? a) Leilão. b) Pregão. c) Convite. d) Tomada de preços. Comentário: já vimos que, para a alienação de bens móveis inservíveis ou produtos legalm ente apreendi dos e penhorados aplica-se a modalidade licitatória leilão. Gabarito: alternativa A. 58. (Consulplan – Agente Administrativo/MAPA/2014) De acordo com a Lei nº 8.666/93 (Lei de Licitações e Contratos Administrativos), na contratação da coleta, processamento e comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou reutilizáveis, em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo, efetuados por associações ou cooperativas formadas exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda reconhecidas pelo poder público como catadores de materiais recicláveis, com o uso de equipamentos compatíveis com as normas técnicas, ambientais e de saúde pública é cabível a) leilão. b) concurso. c) dispensa de licitação. d) inexigibilidade de licitação. Comentário: de acordo com o art. 24, XXVII, a licitação será dispensável : XXVII – na contratação da coleta, processamento e comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou reutilizáveis, em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo, efetuados por associações ou cooperativas formadas exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda reconhecidas pelo poder público como catadores de materiais recicláveis, com o uso de equipamentos compatíveis com as normas técnicas, ambientais e de saúde pública. Portanto, é cabível a dispensa de licitação no caso do enunciado. Gabarito: alternativa C. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 44 de 85 59. (Consulplan – Agente Administrativo/MAPA/2014) Segundo a Lei nº 8.666/93 e a Lei nº 10.520/2002, são consideradas modalidades de licitação, EXCETO: a) Leilão e pregão. b) Convite e concurso. c) Competência e caixa. d) Concorrência e tomada de preços. Comentário: as modalidades de licitação, constantes na Lei 8.666/1993 e na Lei 10.520/2002, são: concorrência, tomada de preços, convite, concurso, leilão e pregão. Por outro lado, competência e caixa são regimes contábeis e não modalidades de licitação. Gabarito: alternativa C. 60. (Consulplan – Engenheiro/MAPA/2014) Nos processos de licitação, o edital deve definir a modalidade em conformidade com o que estabelece o art. 22 da Lei nº 8.666/93. São definições estabelecidas nesta lei, EXCETO: a) Concorrência: modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto. b) Tomada de preços: modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação. c) Leilão: modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de quarenta e cinco dias. d) Convite: modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de três pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem interesse com antecedência de até vinte e quatro horas da apresentação das propostas. Comentário: para evitar repetições, vamos apenas destacar o erro. O leilão é a modalidade entre quaisquer interessados para a venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens imóveis cuja aquisição haja derivado de decisão judicial ou dação em pagamento, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação. Na letra C, foi apresentado o conceito do concurso. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 45 de 85 Gabarito: alternativa C. 61. (Consulplan – Técnico de Contabilidade/MAPA/2014) Segundo a Lei nº 8.666/93 e suas alterações, os avisos contendo os resumos dos editais das modalidades de licitação, embora realizados no local da repartição interessada, deverão ser publicados com antecedência, no mínimo, uma vez, no diário oficial da União, do Estado e/ou do Município em conformidade com o ente federado. O prazo mínimo até o recebimento das propostas ou da realização do evento será de cinco dias úteis para a modalidade a) Pregão. b) Convite. c) Concorrência. d) Tomada de preços. Comentário: o enunciado possui algumas imprecisões, mas que não prejudicam a análise da questão em si. O prazo de cinco dias úteis entre a divulgação do instrumento convocatório e o recebimento das propostas aplica- se ao convite. Assim, já sabemos que o gabarito é a letra B. Porém, lembramos que, no convite, não há obrigatoriedade de publicar o aviso, mas apenas de enviá-los a pelo menos três interessados e fixar cópia em local apropriado. Além disso, o enunciado falou em “edital”, quando o instrumento convocatório do convite é a carta-convite. Gabarito: alternativa B. 62. (Consulplan - Analista de Tributos/Prefeitura de Cascavel/2014) “São licitáveis unicamente objetos que possam ser fornecidos por mais de uma pessoa, uma vez que a licitação supõe disputa, concorrência, ao menos potencial, entre ofertantes.” (Mello, 2004. p. 497.) Verifica-se, acerca do tema, que alguns produtos e serviços não estão aptos ao procedimento licitatório. Sobre as causas de dispensa e inexigibilidade, em conformidadecom a Lei nº 8.666/93, é correto afirmar que a) quando não acudirem interessados à licitação promovida anteriormente e esta, justificadamente, não puder ser repetida sem prejuízo para a Administração, será caso de inexigibilidade de licitação. b) a compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas da administração pública deverá sempre ser precedida de licitação, não havendo hipóteses que justifiquem a dispensa. c) é inexigível a licitação para os casos de aquisição de bens nos casos de emergência ou de calamidade pública, sendo prescindível demonstrar a situação de perigo à segurança das pessoas, bastando, portanto, a comprovação do fato. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 46 de 85 d) é dispensável a licitação para aquisição de materiais, equipamentos ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivo, não estando vedada a preferência de marca, desde que justificada a qualidade. e) é inexigível a licitação nos casos de contratação de serviços em consultorias técnicas, desde que comprovada sua natureza singular, cujos profissionais ou empresas sejam de notória especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação. Comentário: a inexigibilidade de licitação surge nos casos de inviabilidade de competição, notadamente quando (art. 25, caput): (i) o fornecedor for exclusivo; (ii) o serviço for técnico profissional especializado (entre os previstos no art. 13 da Lei 8.666/1993), de natureza singular, a ser prestado por profissional de notória especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação; (iii) for contratar profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou por empresário exclusivo, desde que seja consagrado. Ademais, os serviços técnicos profissionais são os seguintes: Art. 13. Para os fins desta Lei, consideram-se serviços técnicos profissionais especializados os trabalhos relativos a: I - estudos técnicos, planejamentos e projetos básicos ou executivos; II - pareceres, perícias e avaliações em geral; III - assessorias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras ou tributárias; IV - fiscalização, supervisão ou gerenciamento de obras ou serviços; V - patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas; VI - treinamento e aperfeiçoamento de pessoal; VII - restauração de obras de arte e bens de valor histórico. Portanto, a contratação de consultoria técnica, de natureza singular, com profissional ou empresa de notória especialização é um caso de inexigibilidade (letra E). Nas demais alternativas, a banca trocou casos de dispensa ou inexigibilidade, conforme o caso, com alguns ajustes na redação: a) quando não acudirem interessados à licitação promovida anteriormente e esta, justificadamente, não puder ser repetida sem prejuízo para a Administração (dispensável – art. 24, V) – ERRADA; b) a compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas da administração pública [cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua escolha, desde que o preço seja compatível com o valor de mercado, segundo avaliação prévia] (dispensável – art. 24, X) – ERRADA; Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 47 de 85 c) aquisição de bens nos casos de emergência ou de calamidade pública [quando caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas, obras, , serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou particulares, e somente para os bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos, contados da ocorrência da emergência ou calamidade, vedada a prorrogação dos respectivos contratos] (dispensável – art. 24, IV) – ERRADA; d) aquisição de materiais, equipamentos ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivo, [vedada a preferência de marca] (inexigibilidade – art. 25, II) – ERRADA. Gabarito: alternativa E. 63. (Consulplan - Auxiliar Administrativo/Prefeitura Natividade/2014) “Modalidade de licitação que ocorre entre interessados, devidamente cadastrados, ou que atenderem a todas as condições exigidas para o cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observadas a necessária qualificação.” TrataǦse da seguinte modalidade de licitação: a) Leilão. b) Convite. c) Concorrência. d) Tomada de Preços. Comentário: a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação é a tomada de preços (art. 22, § 2º). Gabarito: alternativa D. 64. (Consulplan - Procurador Jurídico/Prefeitura de Natividade/2014 ) O município de Natividade/RJ pretende realizar uma concessão de direito real de uso estimada no valor de R$ 600.000,00, nos termos da legislação pertinente a licitações e contratos. É correto afirmar que a modalidade licitatória cabível é: a) Pregão. b) Convite. c) Concorrência . d) Tomada de Preços. Comentário: de acordo com o art. 23, § 3º, a concorrência aplicar- se-á, além dos casos de limite de valor, às seguintes situações: (i) compra ou alienação de Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 48 de 85 bens imóveis, ressalvada a alienação de imóveis oriundos de dação em pagamento ou processo judicial, que admitem o leilão ou a concorrência; (ii) concessões de direito real de uso; (iii) licitações internacionais (mas admite tomada de preços ou convite em alguns casos. Além disso, a concorrência também se aplica às concessões em geral, às parcerias público-privadas e ao registro de preços (este último também admite o pregão). Gabarito: alternativa C. 65. (Consulplan – Analista Judiciário/TRE MG/2013) A Secretaria de Saúde de determinado Estado da Federação pretende adquirir material cirúrgico a ser utilizado em operações de pacientes dos seus hospitais. A esse respeito, assinale a alternativa correta. a) A compra deve ser precedida de licitação, a qual será dada ampla publicidade, por meio de audiência pública. b) A licitação não é exigida, mas, sim, procedimento simplificado de escolha dentre as Organizações Sociais cadastradas perante o Estado. c) A Administração Pública não necessita realizar licitação, uma vez que a aquisição de material para hospitais caracteriza-se como de urgência. d) A licitação é exigida, devendo ser utilizada a modalidade de tomada de preços, a qual não pode ser processada perante o sistema de registro de preços. e) A licitação é necessária, sendo que no procedimento licitatório, em igualdade de condições, como critério de desempate, será assegurada a preferência dos bens produzidos no Brasil. Comentário: o texto da questão não apresenta maiores informações sobre o caso, como o valor por exemplo. Assim, como o caso não se enquadra expressamente em nenhum caso de contratação direta, devemos aplicar a regra, que é o dever de licitar. Portanto, a compra será precedida de licitação. Além disso, a Lei 8.666/1993 prevê, em seu artigo 3º, § 2º, que, em igualdadede condições, como critério de desempate, será assegurada preferência, sucessivamente, aos bens e serviços: (i) produzidos no País; (ii) produzidos ou prestados por empresas brasileiras; (iii) produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no País; (iv) produzidos ou prestados por empresas que comprovem cumprimento de reserva de cargos prevista em lei para pessoa com deficiência ou para reabilitado da Previdência Social e que atendam às regras de acessibilidade previstas na legislação. Portanto, a primeira preferência, em caso de igualdade de condições, é para os bens produzidos no Brasil. Assim, o gabarito é a letra E. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 49 de 85 Agora, vamos identificar o erro das demais alternativas: a) a realização de audiência pública se aplica às licitações de imenso vulto , isto é, aquelas cujo valor estimado para uma licitação ou para um conjunto de licitações simultâneas ou sucessivas for superior a 100 (cem) vezes o limite previsto para a concorrência de obras ou serviços de engenharia (100 x R$ 1,5 milhão = R$ 150 milhões). Nesse caso, o processo licitatório será iniciado, obrigatoriamente, com uma audiência pública concedida pela autoridade responsável com antecedência mínima de 15 dias úteis da data prevista para a publicação do edital, e divulgada, com a antecedência mínima de 10 dias úteis de sua realização, pelos mesmos meios previstos para a publicidade da licitação, à qual terão acesso e direito a todas as informações pertinentes e a se manifestar todos os interessados (art. 39, caput). Contudo, a questão não apresenta qualquer valor estimado da contratação, logo não podemos dizer que ocorrerá a audiência pública – ERRADA; b) de fato, a contratação de organizações sociais – OS não depende de licitação, pois é um caso de dispensa de licitação (art. 24, XXIV). Em regra, a seleção das organizações sociais depende de processo seletivo. Contudo, o enunciado da questão não apresenta qualquer caso de contratação de OS, mas sim de aquisição de bens. Logo, não se trata da contratação desse tido de entidade – ERRADA; c) também não há qualquer informação de situação emergencial. A aquisição de medicamentos é uma atividade importante, mas se bem planejada não gera qualquer emergência – ERRADA; d) não existe informação do valor da contratação, assim não dá para dizer qual a modalidade adotada. Se fosse o caso de registro de preços (que seria possível no caso), a modalidade seria concorrência ou pregão (se o material fosse um bem comum) – ERRADA. Gabarito: alternativa C. 66. (Consulplan – Auxiliar Administrativo/Prefeitura de Coimbra/2014) “Modalidade de licitação que ocorre entre interessados, devidamente cadastrados, ou que atenderem a todas as condições exigidas para o cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observadas a necessária qualificação.” TrataǦse da seguinte modalidade de licitação: a) Leilão. b) Convite. c) Concurso. d) Concorrência. e) Tomada de Preços. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 50 de 85 Comentário: note que a Consulplan já aplicou uma questão idêntica a essa, alterando apenas a quantidade de alternativas. Novamente, a modalidade de licitações para os interessados cadastrados ou os que atenderem a todas as condições de cadastramento até o terceiro dia anterior ao recebimento das propostas é a tomada de preços. Gabarito: alternativa E. 67. (Consulplan – Auxiliar Administrativo/Prefeitura de Coimbra/2014) Uma determinada prefeitura resolveu fazer uma licitação para a venda de 2 automóveis antigos, em estado avançado de deterioração, visando a substituição futura destes por veículos novos. Para isso, deverá atender ao seguinte processo de licitação: a) Leilão. b) Pregão. c) Convite. d) Concurso. e) Concorrência. Comentário: para a alienação de bens móveis inservíveis para a Administração deve-se adotar a modalidade de licitação leilão. Na verdade, essa modalidade só é cabível para bens cujo valor estimado seja de até R$ 650 mil, porém, como a questão não trouxe o valor, aplica-se a regra geral, qual seja, a modalidade leilão. Gabarito: alternativa A. 68. (Consulplan – Advogado/CODEG/2013) De acordo com a Lei nº 8.666/93, que institui normas para licitação e contratos, é INEXIGÍVEL a licitação a) para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos, de autenticidade certificada, desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade. b) para contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou através de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública. c) na contratação de fornecimento ou suprimento de energia elétrica e gás natural com concessionário, permissionário ou autorizado, segundo as normas da legislação específica. d) para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais, qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo, para atividades contempladas no contrato de gestão. e) na contratação de instituição ou organização, pública ou privada, com ou sem fins lucrativos, para a prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural no Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 51 de 85 âmbito do Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária, instituído por lei federal. Comentário: já vimos acima que será inexigível a licitação para contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou através de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública (letra B). As demais alternativas versam sobre a dispensa de licitação, vejamos: a) para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos, de autenticidade certificada, desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade – art. 24, XV; c) na contratação de fornecimento ou suprimento de energia elétrica e gás natural com concessionário, permissionário ou autorizado, segundo as normas da legislação específica – art. 24, XXII; d) para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais, qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo, para atividades contempladas no contrato de gestão – art. 24, XXIV; e) na contratação de instituição ou organização, pública ou privada, com ou sem fins lucrativos, para a prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural no âmbito do Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária, instituído por lei federal – art. 24, XXX. Gabarito: alternativa B. 69. (Consulplan – Procurador Jurídico/Prefeitura Cantagalo/2013) Acerca da Lei de Licitações, analise. I. São modalidades de licitação: menor preço; melhor técnica; técnica e preço; e, maior lance ou oferta. II. Nos casos em que couber convite, a administração poderá utilizar a tomada de preços e, em qualquer caso, a concorrência. III. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição. Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s) a) I, apenas. b) I e II, apenas. c) I e III, apenas. d) II e III, apenas.e) I, II e III. Comentário : Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 52 de 85 I. São modalidades de licitação: menor preço; melhor técnica; técnica e preço; e, maior lance ou oferta. Não podemos confundir os tipos com as modalidades de licitação. As modalidades tratam do procedimento adota e são as seguintes: concorrência, tomada de preços, convite, concurso e leilão (além do pregão, previsto na Lei 10.520/2002)2. Por outro lado, os tipos de licitação tratam do critério de julgamento e são os seguintes: menor preço; melhor técnica; técnica e preço; e, maior lance ou oferta – ERRADO; II. Nos casos em que couber convite, a administração poderá utilizar a tomada de preços e, em qualquer caso, a concorrência. Perfeito! O convite é a modalidade utilizada quando os valores são mais baixos. Por outro lado, a tomada de preços pode ser utilizada para os valores médios, mas que não alcancem o valor de utilização da concorrência. Finalmente, a concorrência é a modalidade mais complexa, que abrange as outras modalidades licitatórias. Pode-se dizer, portanto, que a modalidade mais complexa abrange a mais simples – CORRETO; III. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição. A inexigibilidade ocorre em situações que, mesmo que o Administrador desejasse, não seria possível proporcionar a competição – CORRETO. Assim, temos: I – errada, II – correta, e III – errada (alternativa D - II e III, apenas). Gabarito: alternativa D. 70. (Consulplan – Analista Técnico de Políticas Públicas/Prefeitura Nepomuceno-MG/2013) As normas de direito administrativo consagram a obrigatoriedade de licitação. Assinale a alternativa que NÃO descreve uma das modalidades de licitação. a) Leilão. b) Concurso. c) Concorrência. d) Carta-convite. e) Tomada de preços. Comentário: questão fácil! São modalidades de licitação a concorrência, a tomada de preços, o convite, o concurso, o leilão, o pregão e a consulta (esta última, apenas para as agências reguladoras). 2 Além dessas, temos a consulta, mas que é uma modalidade muito específica, raramente cobrada em provas. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 53 de 85 Assim, a única alternativa que não corresponde a uma modalidade licitatória é a D, pois a “carta-convite” é o instrumento convocatório utilizado na modalidade “convite”. Gabarito: alternativa D. 71. (Consulplan – Contador/Prefeitura de Cantagalo/2013) A licitação tem como objetivo verificar, entre vários fornecedores, quem oferece condições mais vantajosas à administração. Atendendo ao princípio da publicidade, a legislação prevê para a tomada de preços, quando a licitação for do tipo “melhor técnica” ou “técnica e preço”, o prazo para divulgação dos procedimentos licitatórios de a) 60 dias. b) 45 dias. c) 30 dias. d) 15 dias. e) no mínimo 8 dias úteis. Comentário: os prazos entre a divulgação do edital e o recebimento das propostas variam de acordo com as modalidades, os tipos de licitação e o regime de execução empregados, conforme quadro abaixo: Modalidade Prazo Situações específicas Concorrência 45 dias Regime de empreitada integral Tキヮラゲ SW ノキIキデ;N?ラ さmelhor técnicaざ ラ┌ さtécnica e preçoざ 30 dias Demais casos Tomada de preços 30 dias Tキヮラゲ SW ノキIキデ;N?ラ さmelhor técnicaざ ラ┌ さtécnica e preçoざ 15 dias Demais casos Convite 5 dias úteis Concurso 45 dias Leilão 15 dias Pregão 8 dias úteis No caso do enunciado, a licitação será de tomada de preços, do tipo “melhor técnica” ou “técnica e preço”, logo o prazo será de 30 dias. Gabarito: alternativa C. 72. (Consulplan – Oficial Administrativo/Prefeitura de Cantagalo/2013) “Modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 54 de 85 cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 3 pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 horas da apresentação das propostas.” Trata-se de a) Leilão. b) Pregão. c) Convite. d) Concorrência. e) Tomada de preço. Comentário: de acordo com o art. 22, § 3º, da Lei 8.666/1993, o convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de três pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas. Portanto, a questão trouxe justamente o conceito do convite. Gabarito: alternativa C. 73. (Consulplan – Procurador Geral/Prefeitura de Vila Rica-MT/2012) “Modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de três pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até vinte e quatro horas da apresentação das propostas.” Trataʘse de a) Concurso. b) Leilão. c) Tomada de Preços. d) Concorrência. e) Convite. Comentário: vamos conceituar cada uma das modalidades. Isso facilitará a nossa resposta e fixação: concurso : modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores; leilão : moda lidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 55 de 85 apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens imóveis adquiridos mediante dação em pagamento ou processo judicial, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação; tomada de preços: modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação; concorrência : modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto; convite : modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondenteespecialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas. Portanto, podemos assinalar a alternativa E como correta, pois a modalidade que se encaixa com o enunciado é o convite. Gabarito: alternativa E. 74. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) No que tange às modalidades de licitações é correto afirmar que a) a concorrência pode ser substituída por tomada de preços. b) a tomada de preços pode ser substituída pelo convite. c) a tomada de preços pode substituir o convite. d) quando a lei aponta uma modalidade de licitação como a aplicável não há a possibilidade de substituição. Comentário: vamos relembrar quais os valores pertinentes para a escolha da modalidade licitatória: Concorrência : Obras e serviços: acima de R$1,5 milhão Compras e demais serviços: acima de R$650 mil; Tomada de preços : Obras e serviços: até R$1,5 milhão Compras e demais serviços: até R$650 mil; Convite : Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 56 de 85 Obras e serviços: até R$150 mil; e Compras e demais serviços: até R$80 mil. A modalidade mais complexa pode substituir a mais simples. Por isso, a concorrência substitui as outras duas, enquanto a tomada de preços pode substituir o convite. Agora podemos analisar as opções, a) é a tomada de preços que pode ser substituída pela concorrência – ERRADA; b) é o convite que pode ser substituído pela tomada de preços – ERRADA; c) a tomada de preços pode substituir o convite, uma vez que é um procedimento mais complexo – CORRETA; d) conforme vimos, a modalidade mais complexa pode substituir as mais simples – ERRADA. Gabarito: alternativa C. 75. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) NÃO é hipótese de contrato sujeito à licitação dispensável: a) Aquisição de materiais, equipamentos ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivo. b) Fornecimento de bens e serviços, produzidos ou prestados no País, que envolvam, cumulativamente, alta complexidade tecnológica e defesa nacional, mediante parecer de comissão especialmente designada pela autoridade máxima do órgão. c) Compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas da administração, cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua escolha, desde que o preço seja compatível com o valor de mercado, segundo avaliação prévia. d) Aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos, de autenticidade certificada, desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade. Comentário: a inexigibilidade ocorre quando há inviabilidade de competição (art. 25), ao passo que as hipóteses de licitação dispensável estão previstas no art. 24 da Lei de Licitações e Contratos. Contudo, como o artigo é relativamente grande, analisaremos cada uma das alternativas, demarcando a situação em que se enquadram: a) Aquisição de materiais, equipamentos ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivo – licitação inexigível (art. 25, I) – ERRADA; Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 57 de 85 b) Fornecimento de bens e serviços, produzidos ou prestados no País, que envolvam, cumulativamente, alta complexidade tecnológica e defesa nacional, mediante parecer de comissão especialmente designada pela autoridade máxima do órgão – licitação dispensável (art. 24, XXVIII) – CORRETA; c) Compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas da administração, cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua escolha, desde que o preço seja compatível com o valor de mercado, segundo avaliação prévia – licitação dispensável (art. 24, X) – CORRETA; d) Aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos, de autenticidade certificada, desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade – licitação dispensável (art. 24, XV) – CORRETA. Gabarito: alternativa A. 76. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) No que tange a licitação é correto afirmar que a) licitação inexigível é aquela em que a lei confere ao administrador a possibilidade discricionária de realizar ou não a licitação. b) licitação dispensável é aquela onde não há a possibilidade de concorrência, por isso a contratação é feita sem procedimento licitatório. c) não existe a possibilidade de excepcionar a obrigatoriedade de licitação no Brasil. d) na licitação dispensada, a própria lei estabelece previamente as hipóteses onde não será necessária a licitação. Comentário: a) a inexigibilidade de licitação ocorre quando há inviabilidade jurídica de competição entre contratantes. Portanto, não existe discricionariedade, uma vez que a própria situação torna a licitação inexigível – ERRADA; b) a licitação dispensável ocorre quando, apesar de existir a possibilidade de competição, o legislador tenha autorizado ou determinado que a Administração não realize a licitação – ERRADA; c) somente analisando as alternativas nós já poderíamos ver que essa não pode ser a nossa resposta. Como já sabemos, nos casos previstos em lei, há possibilidade de contratação direta, isto é, sem licitação – ERRADA; d) a licitação dispensada não se confunde com a licitação dispensável. As situações de licitação dispensada ocorrem quando a própria lei determina que não se realize licitação, ou seja, obrigatoriamente a Administração não deve realizar licitação. Assim, está correto o item, uma vez que a própria lei Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 58 de 85 estabelece previamente as hipóteses onde não será necessária a licitação – CORRETA. Gabarito: alternativa D. 77. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) A venda de bens imóveis da administração pública, quando se sujeita à licitação deve ser realizada a) sempre na modalidade de concorrência. b) na modalidade de concorrência, tendo como exceção as hipóteses de imóveis adquiridos em procedimentos judiciais ou por dação em pagamento. c) por leilão, em regra. d) pela modalidade adequada ao preço do imóvel, podendo ser concorrência, tomada de preços, convite ou leilão. Comentário: a alienação de bens imóveis, quando exigir licitação, deverá ocorrer por meio de concorrência, exceto para alienação de bens adquiridos em procedimentos judiciais ou mediante dação em pagamento, nos quais também poderá ser utilizado o leilão (art. 19, III). Assim, podemos assinalar a alternativa B como nossa resposta. O erro da alternativa A é que a concorrência não será sempre a modalidade utilizada. Da mesma forma, a alternativa C está errada, pois a regra é a escolha pela concorrência. Por fim, o erro da alternativa D é que, para alienação de bens imóveis, não se adota o critério de preço para a escolha da modalidade, sendo que a tomada de preços e o convite não são aplicáveis. Gabarito: alternativa B. 78. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) É inexigível a licitação, conforme a Lei Federal nº 8.666/93 a) na hipótese de contratação de remanescente de obra, serviço ou fornecimento, em consequência de rescisão contratual, desde que atendida a ordem de classificação da licitação anterior e aceitas as mesmas condições oferecidas pelo licitante vencedor,inclusive quanto ao preço, devidamente corrigido. b) nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem. c) para contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou através de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública. d) para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos, de autenticidade certificada, desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade. Comentário : Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 59 de 85 a) na situação apresentada na alternativa a licitação é dispensável (art. 24, XI) – ERRADA; b) outra hipótese de licitação dispensável (art. 24, III) – ERRADA; c) a contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou através de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública é hipótese de licitação inexigível (art. 25, III) – CORRETA; d) mais um caso de licitação dispensável (art. 24, XV) – ERRADA. Gabarito: alternativa C. 79. (Consulplan – PJ/MPE-MG/2012) Em relação à licitação, à luz da legislação de regência, é INCORRETO dizer que: a) A alienação de bens da Administração Pública deve ser precedida de avaliação, sendo dispensada a licitação quando se tratar de permuta de bens móveis entre órgãos ou entidades integrantes do próprio Poder Público. b) Nos casos em que couber a tomada de preços, a Administração poderá utilizar convite e, em qualquer caso, a concorrência. c) A licitação não será sigilosa, sendo públicos e acessíveis ao público os atos de seu procedimento, salvo quanto ao conteúdo das propostas, até a respectiva abertura. d) É dispensável a licitação na contratação de associação de portadores de deficiência física, sem fins lucrativos e de comprovada idoneidade, por órgãos ou entidades da Administração Pública, para a prestação de serviços ou fornecimento de mãoǦde-obra, desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado. Comentário: mais uma vez, devemos marcar a alternativa incorreta. Então, vamos lá! a) a alienação de bens, pela Administração Pública, depende da existência de interesse público devidamente justificado e será precedida de avaliação , devendo, ainda, obedecer algumas normas específicas. Ademais, em alguns casos, a licitação para alienação de bens será dispensada. No caso de bens móveis, um dos casos de licitação dispensada ocorre para a permuta, permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública – CORRETA; b) houve uma pequena inversão. O certo é: “nos casos em que couber convite , a Administração poderá utilizar a tomada de preços e, em qualquer caso, a concorrência ” (art. 23, § 4º). Isso porque a modalidade mais complexa abrange a mais simples – ERRADA; Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 60 de 85 c) de acordo com o art. 3º, § 3º, da Lei de Licitações, a licitação não será sigilosa, sendo públicos e acessíveis ao público os atos de seu procedimento, salvo quanto ao conteúdo das propostas, até a respectiva abertura – CORRETA; d) uma das hipóteses de licitação dispensável é a contratação de associação de portadores de deficiência física, sem fins lucrativos e de comprovada idoneidade, por órgãos ou entidades da Administração Pública, para a prestação de serviços ou fornecimento de mão- de-obra, desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado (art. 24, XX) – CORRETA. Gabarito: alternativa B. 80. (Consulplan - Assistente Administrativo/Prefeitura de Uberlândia/2012) A modalidade de processo licitatório entre quaisquer interessados, que na fase da habilitação preliminar comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução do objeto a ser licitado, é definido pela Lei Federal nº 8.666/93 como a) concurso. b) pregão. c) concorrência. d) tomada de preços. e) leilão. Comentário: mais uma questão simples. Esse é o conceito legal da concorrência, que se caracteriza justamente pela existência de uma fase de habilitação preliminar (art. 22, § 1º): “concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto ”. Gabarito: alternativa B. Show! Finalizamos mais uma. Até a nossa próxima aula de questões. Bons estudos. HERBERT ALMEIDA. http://www.estrategiaconcursos.com.br/cursosPorProfessor/herbert-almeida-3314/ Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 61 de 85 @profherbertalmeida www.facebook.com/profherbertalmeida/ をprofherbertalmeida QUESTÕES COMENTADAS NA AULA 1. (Consulplan - TJ-MG/2016) Acerca do ato administrativo, assinale a opção correta. a) A presunção de legitimidade implica reconhecer como absolutamente verdadeiros os fundamentos fáticos motivadores do ato. b) O ato administrativo coletivo se verifica quando há manifestação da vontade de mais de um órgão da Administração Pública. c) O silêncio da Administração Pública, em face da presunção de legalidade, exigibilidade e imperatividade, não gera efeitos jurídicos. d) É nulo e de impossível convalidação o ato administrativo com objeto ilícito, ainda que praticado de boa-fé e sem desvio de poder. 2. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ-MG/2015) A presunção de legitimidade é uma das características do ato administrativo e produz como efeitos a) a presunção absoluta de validade e inversão ônus da prova. b) a presunção relativa de validade e discricionariedade. c) a autoexecutoriedade e inversão do ônus da prova. d) a autoexecutoriedade e presunção absoluta de validade. 3. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) No âmbito da administração pública existe a prática de vários atos que são objetos de classificação pelos estudiosos. Nesse âmbito constam os denominados atos de império que compõem a classificação de acordo com o seu a) objeto. b) alcance. c) destinatário. d) regramento. 4. (Consulplan – NeR/TJ-MG/2015) O Município de Belo Horizonte, em razão de ampliação de avenida, retirou a permissão para estabelecimento de uma banca de jornais lá fixada, sob o fundamento de que a avenida passaria no local. Quanto ao mencionado ato administrativo, só NÃO é hipótese de a) cassação. b) revogação. c) conveniência e oportunidade. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 62 de 85 d) extinção. 5. (Consulplan – Psicólogo/Prefeitura de Coimbra/2014) Quanto aos elementos de validade do ato administrativo, é correto afirmar que a) motivo é requisito do ato vinculado e motivação é requisito do ato discricionário. b) os vícios de finalidade, competência e forma são sanáveis, podendo ser convalidados. c) o elemento objeto do ato é o fim mediato que a administração pública pretende alcançar. d) o elemento competência é discricionário, devendo ser definido pela autoridade máxima do órgão. e) motivo ou fundamento corresponde às razões de fato e de direito que autorizam a prática do ato. 6. (Consulplan – Psicólogo/Prefeitura de Coimbra/2014) Certo municípioofício. Gabarito: alternativa A. 4. (Consulplan – NeR/TJ-MG/2015) O Município de Belo Horizonte, em razão de ampliação de avenida, retirou a permissão para estabelecimento de uma banca de jornais lá fixada, sob o fundamento de que a avenida passaria no local. Quanto ao mencionado ato administrativo, só NÃO é hipótese de a) cassação. b) revogação. c) conveniência e oportunidade. d) extinção. Comentário: em alguns casos, os atos administrativos devem ser retirados do mundo jurídico, ou seja, devem ser extintos. Normalmente, essa retirada ocorre por meio da revogação e da anulação. Esta decorre de motivos de ilegalidade, ao passo que a primeira decorre de razões de conveniência e oportunidade. Por exemplo: é concedida uma permissão para uma pessoa usar um bem público, explorando uma banca de jornais. Contudo, meses depois, torna-se necessário fazer uma avenida no local. Nesse caso, a permissão de uso da banca não é mais conveniente e oportuna, pois surgiram novas prioridades para a Administração. Veja que esse é justamente o caso do enunciado. Portanto, no caso, houve a revogação da permissão, por motivos de conveniência e oportunidade, o que configura a extinção do ato. Porém, ao lado da anulação e da revogação, existem outras formas de extinção dos atos administrativos, como a cassação. Esta forma de extinção ocorre quando o beneficiário de um ato administrativa deixa de atender aos requisitos Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 5 de 85 necessários para a sua manutenção. Por exemplo: quando você recebe a licença para dirigir (carteira nacional de habilitação), não poderá ultrapassar a quantidade de pontos previstas em lei, sob pena de ter a licença cassada. No caso, o dono da banca de jornais não cometei qualquer irregularidade, pelo menos isso não foi informado no enunciado. Logo, o caso não é hipótese de cassação. Gabarito: alternativa A. 5. (Consulplan – Psicólogo/Prefeitura de Coimbra/2014) Quanto aos elementos de validade do ato administrativo, é correto afirmar que a) motivo é requisito do ato vinculado e motivação é requisito do ato discricionário. b) os vícios de finalidade, competência e forma são sanáveis, podendo ser convalidados. c) o elemento objeto do ato é o fim mediato que a administração pública pretende alcançar. d) o elemento competência é discricionário, devendo ser definido pela autoridade máxima do órgão. e) motivo ou fundamento corresponde às razões de fato e de direito que autorizam a prática do ato. Comentário: a) primeiramente, motivação não é requisito de ato administrativo. A motivação é a demonstração dos fundamentos de fato e de direito que levaram à prática do ato. Portanto, trata-se de um requisito formal de alguns atos, mas não constitui um elemento de formação. O motivo, ao contrário, é sim requisito dos atos administrativos, mas ele estará presente tanto nos atos vinculados como nos discricionários – ERRADA; b) os vícios de finalidade, motivo e objeto serão sempre insanáveis; ao passo que os vícios de competência e forma, em alguns casos, serão sanáveis – ERRADA; c) o elemento é o fim imediato, uma vez que constitui o efeito jurídico imediato do ato. Por exemplo: o ato que aplicar a pena de suspensão de 30 dias terá como objeto a suspensão de 30 dias. O fim mediato é a finalidade, que representa o alcance do interesse público – ERRADA; d) os elementos competência, finalidade e forma serão sempre VINCULADOS. Somente o motivo e o objeto que poderão ser vinculados ou discricionários, conforme o caso – ERRADA; Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 6 de 85 e) o motivo, também chamado de fundamento, constitui as razões de fato (o que ocorreu) e de direito (o que consta na legislação) para a realização dos atos administrativos – CORRETA. Gabarito: alternativa E. 6. (Consulplan – Psicólogo/Prefeitura de Coimbra/2014) Certo município determinou a afixação de placas, contendo a identificação do nome das ruas, nos muros dos imóveis de esquina, situados no centro da cidade. Diante da hipótese, é correto afirmar que o referido ato administrativo possui o(s) seguinte(s) atributo(s) a) imperatividade, somente. b) presunção de legitimidade, somente. c) imperatividade e autoexecutoriedade, somente. d) presunção de legitimidade e imperatividade, somente. e) presunção de legitimidade, imperatividade e autoexecutoriedade. Comentário: nessa questão, não devemos analisar o caso em si, até porque a banca não nos deu maiores informações sobre a situação hipotética. O que o avaliador quer saber, na verdade, é quais são os atributos dos atos administrativos. Para a doutrina majoritária, são atributos a presunção de legitimidade, a imperatividade e a autoexecutoriedade. Logo, o gabarito é a letra E. Além disso, também é atributo, de acordo com a Prof. Maria Di Pietro, a tipicidade. Porém, esse atributo aparece pouco em provas. Gabarito: alternativa E. 7. (Consulplan – Assistente Técnico Administrativo/CODERN/2014) Como é cediço, os atos administrativos, como atos do Poder Público, possuem atributos que os diferenciam dos atos privados. Nesse sentindo, assinale a alternativa que NÃO cita um desses atributos. a) Imperatividade. b) Discricionariedade. c) Autoexecutoriedade. d) Presunção de veracidade. e) Presunção de legitimidade. Comentário: já falamos dos elementos dos atos, e agora passaremos a ver os atributos, afinal, a repetição é ideal para o concurseiro. Dessa maneira, são considerados atributos dos atos (a) a presunção de legitimidade ou veracidade, (b) a imperatividade, (c) a autoexecutoriedade e (d) a tipicidade. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 7 de 85 Por fim, sabemos que a discricionariedade trata de uma margem de liberdade na decisão do ato. Logo, a discricionariedade não é um atributo do ato administrativo. Gabarito: alternativa B. 8. (Consulplan – Administrador/Prefeitura de Cascavel- PR/2014) “A finalidade do ato administrativo é o bem jurídico objetivado pelo ato, o que se visa proteger com uma determinada conduta.” Segundo a doutrina administrativa, é correto afirmar que a finalidade é um a) sinônimo de poder vinculado. b) sinônimo de poder discricionário. c) atributo do ato administrativo, ao lado da forma e objeto. d) elemento do ato administrativo, tal como o motivo e o sujeito competente. e) princípio de direito administrativo que prima pela busca do interesse particular do cidadão. Comentário: a finalidade é o objetivo de interesse público a atingir, dividindo- se em finalidade em sentido amplo, que é sinônimo de interesse público, pois todo ato administrativo deve ser realizado para alcançar o interesse público; e finalidade em sentido estrito, representada pela finalidade específica do ato, que é aquela que decorre da lei. A finalidade é um dos elementos ou requisitos dos atos administrativos, ao lado a competência, forma, motivo e objeto. Como podemos observar, está correta a opção D. A letra A está errada, pois apesar de a finalidade ser um elemento vinculado , isso não significa que os dois são sinônimos. O poder vinculado é representado nas competências administrativos em que não há opção de escolha para o agentedeterminou a afixação de placas, contendo a identificação do nome das ruas, nos muros dos imóveis de esquina, situados no centro da cidade. Diante da hipótese, é correto afirmar que o referido ato administrativo possui o(s) seguinte(s) atributo(s) a) imperatividade, somente. b) presunção de legitimidade, somente. c) imperatividade e autoexecutoriedade, somente. d) presunção de legitimidade e imperatividade, somente. e) presunção de legitimidade, imperatividade e autoexecutoriedade. 7. (Consulplan – Assistente Técnico Administrativo/CODERN/2014) Como é cediço, os atos administrativos, como atos do Poder Público, possuem atributos que os diferenciam dos atos privados. Nesse sentindo, assinale a alternativa que NÃO cita um desses atributos. a) Imperatividade. b) Discricionariedade. c) Autoexecutoriedade. d) Presunção de veracidade. e) Presunção de legitimidade. 8. (Consulplan – Administrador/Prefeitura de Cascavel- PR/2014) “A finalidade do ato administrativo é o bem jurídico objetivado pelo ato, o que se visa proteger com uma determinada conduta.” Segundo a doutrina administrativa, é correto afirmar que a finalidade é um a) sinônimo de poder vinculado. b) sinônimo de poder discricionário. c) atributo do ato administrativo, ao lado da forma e objeto. d) elemento do ato administrativo, tal como o motivo e o sujeito competente. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 63 de 85 e) princípio de direito administrativo que prima pela busca do interesse particular do cidadão. 9. (Consulplan – Administrador/Prefeitura de Cascavel- PR/2014) Acerca das formas de extinção do ato administrativo, analise as afirmativas. I. Entende-se por caducidade, a extinção do ato administrativo decorrente do descumprimento, por seu beneficiário, de alguma das condições que lhe foram impostas. II. A extinção do ato administrativo em razão da superveniência de lei que tornou o ato ilegal é chamada de cassação. III. O fundamento para a anulação de um ato administrativo é a existência de uma ilegalidade, o que viola o dever de obediência à lei, ofendendo o princípio constitucional da legalidade. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s) a) I. b) II. c) III. d) I e II. e) II e III. 10. (Consulplan – Administrador/Prefeitura de Cascavel- PR/2014) “No âmbito da administração pública, sabe-se que o administrador está adstrito aos motivos declarados da edição do ato administrativo, sujeitando-se à demonstração de sua ocorrência de tal modo que, se inexistentes ou falsos, implicam a nulidade do próprio ato.” Trata-se da teoria a) dos poderes implícitos. b) das razões de validação. c) dos motivos determinantes. d) dos motivos de fato e de direito. e) da conformação da vontade administrativa. 11. (Consulplan – Analista Técnico de Políticas Públicas/Prefeitura Nepomuceno-MG/2013) Em relação aos atos administrativos e sua classificação, assinale a alternativa correta. a) Os atos conjugados, para se formar, dependem da soma de duas vontades totalmente independentes. b) No que se refere à formação dos atos, a doutrina classifica-os como atos simples, completos e conjugados. c) Nos atos completos há a manifestação de uma vontade principal, aliada a uma manifestação de vontade acessória, ou seja, há dois ou mais atos. d) Os atos completos e conjugados serão privativos dos agentes que possuam cargo público, competindo aos empregados públicos apenas a edição de atos simples. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 64 de 85 e) O ato simples depende da manifestação de vontade de um único agente, ou seja, apenas uma manifestação de vontade é suficiente para aperfeiçoar o ato. 12. (Consulplan – Analista Técnico de Políticas Públicas/Prefeitura Nepomuceno-MG/2013) Segundo a doutrina clássica, os atos administrativos são formados por cinco elementos. Assinale a alternativa que NÃO se refere a um destes elementos. a) Forma. b) Objeto. c) Finalidade. d) Competência. e) Imperatividade. 13. (Consulplan – Advogado/Prefeitura de Barra Velha-SC/2012) Marque a alternativa que NÃO contenha um elemento do ato administrativo. a) Finalidade. b) Forma. c) Objeto. d) Móvel. e) Sujeito competente. 14. (Consulplan – Técnico Judiciário/TSE/2012) No que tange à revogação e à anulação do ato administrativo, é correto afirmar que a) a revogação produz efeito retroativo e a anulação não. b) a revogação e a anulação podem ser realizadas pela administração ou pelo judiciário. c) na revogação, há análise do mérito do ato administrativo, já na anulação há juízo de legalidade. d) a revogação é ato vinculado, enquanto a anulação é discricionária. 15. (Consulplan – Técnico Judiciário/TSE/2012) Os atos administrativos possuem como atributos, EXCETO: a) Imperatividade. b) Coercibilidade. c) Atipicidade. d) Autoexecutoriedade. 16. (Consulplan – Advogado/AVAPE ARAÇATUBA- SP/2012) De acordo com a doutrina, nos atos administrativos discricionários, a discricionariedade encontra-se presente, de regra, nos elementos a) motivo e objeto. b) sujeito competente e forma. c) sujeito competente e objeto. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 65 de 85 d) motivo e sujeito competente. e) forma e finalidade em sentido estrito. 17. (Consulplan – Técnico Judiciário/TSE/2012) Sobre Ato Administrativo, Abuso de Poder e Poder de Polícia, analise cada uma das afirmativas, assinalando aquela que for verdadeira. a) O mérito do ato administrativo está sempre presente nos atos discricionários, o que não acontece nos atos vinculados. b) São exemplos de atos administrativos discricionários a licença para construir e a autorização para porte de arma. c) Na Administração Pública, o abuso de poder apresenta-se unicamente de forma comissiva, seja por excesso ou desvio de poder. d) O poder de polícia é exercido com vinculação estrita, obedecendo às limitações da lei relativamente à competência, forma, fins, motivos e objeto. 18. (Consulplan – Técnico Judiciário/TSE/2012) Sobre o tema ato administrativo, analise. I. Toda revogação pressupõe um ato legal e perfeito, mas inconveniente ao interesse público. Como a revogação atinge um ato que foi editado em conformidade com a lei, ela não retroage (seus efeitos são ex nunc). II. O ato administrativo a que falte um dos elementos essenciais de validade será considerado inexistente, independentemente de qualquer decisão administrativa ou mesmo judicial. III. A permissão é ato administrativo negocial, discricionário e precário, pelo qual o Poder Público faculta ao particular o uso de bens públicos a título gratuito ou oneroso, nas condições estabelecidas pela Administração. Assinale a) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.b) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. c) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. d) se todas as afirmativas estiverem corretas. 19. (Consulplan – Procurador/Prefeitura de Londrina/2011) “Ato administrativo é ato jurídico que decorre do exercício da função administrativa, sob um regime jurídico de direito público.” Acerca disso, marque a afirmativa INCORRETA: a) São requisitos do ato administrativo: o sujeito competente, a finalidade, a forma, o motivo, o objeto. b) São atributos do ato administrativo: a presunção de legitimidade, a imperatividade e a autoexecutoriedade. c) O ato administrativo é vinculado quando a lei estabelece que, perante certas condições, a Administração deve agir de tal forma, sem liberdade de escolha. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 66 de 85 d) O ato administrativo é discricionário, quando a lei deixa completamente livre o poder de decisão diante do caso concreto, de modo que a autoridade poderá escolher, independente dos critérios pertinentes, qual o melhor caminho para o interesse público. e) A Teoria dos Motivos Determinantes sustenta que a validade do ato fica atrelada aos motivos indicados como seu fundamento, de tal forma que, se inexistentes ou falsos, implicam em sua nulidade. 20. (Consulplan – Advogado/COFEN/2011) A Administração Pública, por motivo de conveniência ou oportunidade, pode: a) Revogar seus próprios atos. b) Anular seus próprios atos. c) Restaurar seus próprios atos. d) Perdoar. e) Abdicar de seus próprios atos. 21. (Consulplan – ESET/CREA-RJ/2011) Sobre ato administrativo, relacione as colunas a seguir: 1. Anulação. 2. Revogação. 3. Finalidade do ato. 4. Teoria dos motivos determinantes. 5. Perfeição. ( ) Quando o ato encerrou o seu ciclo de formação. ( ) A Administração Pública pode fazê-lo em relação aos seus próprios atos quando eivados de vícios que os tornem ilegais. ( ) Interesse Público. ( ) A Administração pode fazê-lo em relação aos seus próprios atos, por motivo de conveniência ou oportunidade. ( ) Baseia-se no princípio de que o motivo do ato administrativo deve sempre guardar compatibilidade com a situação que gerou a manifestação de vontade. A sequência está correta em: a) 1, 2, 3, 4, 5 b) 5, 4, 3, 2, 1 c) 1, 3, 5, 4, 2 d) 5, 1, 3, 2, 4 e) 4, 1, 3, 2, 5 22. (Consulplan - Of Adm/CMCV/2010) Os requisitos dos atos administrativos os distinguem dos demais atos jurídicos de direito privado, conferindo-lhes o status de Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 67 de 85 emanação do poder público e dando-lhes validade. Assinale a alternativa que apresenta tais requisitos do ato administrativo: a) Competência, finalidade, forma, motivo e objeto. b) Competência, imperatividade e publicidade. c) Supremacia do interesse público, moralidade e legitimidade. d) Legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. e) Presunção de legitimidade, imperatividade e autoexecutoriedade. 23. (Consulplan – Advogado/Prefeitura de Sertaneja/2010) Sobre Atos Administrativos, marque a alternativa INCORRETA: a) A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência e oportunidade, respeitados os direitos adquiridos e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. b) A autorização é um ato administrativo, discricionário e precário, pelo qual a Administração consente que o particular exerça atividade ou utilize bem público no seu próprio interesse. c) A licença é um ato discricionário. d) Atos vinculados são aqueles que o agente pratica reproduzindo os elementos que a lei previamente estabelece. e) Imperatividade significa que os atos administrativos são cogentes. 24. (Consulplan - Tec Cont/ Prefeitura de Guaxupé/2010) A extinção de um ato administrativo perfeito, que se tornou inoportuno e inconveniente, denomina-se: a) Revogação. b) Anulação. c) Convalidação. d) Conversão. e) Invalidação. 25. (Consulplan – Advogado/Prefeitura de Itabaiana/2010) Sobre a extinção dos atos administrativos, marque a alternativa INCORRETA: a) Há caducidade quando a retirada do ato funda-se no advento de nova legislação que impede a permanência da situação anteriormente consentida. b) A cassação é a forma extintiva que se aplica quando o beneficiário descumpre condições que permitem a manutenção do ato do seus efeitos. c) A anulação é a forma de desfazimento do ato administrativo em virtude da existência de vício de legalidade. Pode ser feita pela própria Administração ou pelo Poder Judiciário. d) A revogação se dá quando a Administração Pública promove a retirada do ato administrativo por razões de conveniência e oportunidade. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 68 de 85 e) A revogação gera efeitos retroativos. 26. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) O poder regulamentar é um dos mais relevantes para a Administração Pública e, em regra, concretizaǦse via decreto expedido pelo chefe do Poder Executivo. Nos termos da Constituição Federal, quando o decreto regulamentador expedido pelo Executivo é exorbitante, caberá a sua suspensão pelo: a) Congresso Nacional. b) Senado da República. c) Câmara dos Deputados. d) Supremo Tribunal Federal. 27. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) Quando o Estado estabelece limitações e restrições ao exercício de determinadas profissões e existe lei criando uma entidade responsável pela fiscalização está sendo realizado o a) ato especial. b) poder de polícia. c) funcionamento regular. d) intervencionismo burocrático. 28. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) O poder de polícia deve ser exercido pela Administração Pública de acordo com o interesse público. Por tal razão é chamado de poderǦdever. A esse respeito, é correto afirmar que o poder de polícia a) é amplo e permite a edição de regulamentos autônomos e executórios à margem da lei. b) impõe que a Administração Pública apure infrações e aplique penalidades, mesmo que não haja legislação prévia. c) é discricionário e confere ao administrador a liberdade subjetiva de aplicar sanções ainda que em desacordo com os princípios da proporcionalidade e razoabilidade. d) é uma competência estatal que autoriza o agente público a restringir a liberdade e a propriedade em nome do interesse público, desde que sejam observados os princípios da proporcionalidade e razoabilidade. 29. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) Quando a lei estadual Y determina que os atos administrativos sobre o tema P devem ser praticados de acordo com a aplicação de determinados formulários constantes em manual existente no âmbito da Secretaria de Fazenda está impondo ao administrador público o poder a) finalístico. b) vinculado. c) controlador. d) discricionário. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 69 de 85 30. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) Qualquer ato de autoridade, para ser irrepreensível, deve conformarǦse com a lei, com a moral da instituição e com o interesse público. Sobre o uso e abusodo poder, é INCORRETO afirmar que a) o uso do poder é lícito; o abuso, sempre ilícito. b) o ato administrativo imoral ou ilegal expõeǦse à nulidade. c) o gênero abuso de poder ou abuso de autoridade reparteǦse em duas espécies: o excesso de poder e o desvio de finalidade. d) o abuso do poder se manifesta sempre de forma comissiva, posto que a forma omissiva representa a inércia da autoridade administrativa. 31. (Consulplan – Assistente Técnico Administrativo/CODERN/2014) O poder conferido à Administração Púb l ica que lhe permite punir, apenar a prática de infrações funcionais dos servidores denomina-se poder a) funcional. b) de polícia. c) disciplinar. d) hierárquico. e) regulamentar. 32. (Consulplan – Administrador/Prefeitura de Cascavel- PR/2014) “Ao administrador público, em regra, chefe do executivo, é conferido o poder de editar normas complementares à lei, visando a sua fiel execução.” Trata-se do poder a) dever. b) de polícia. c) disciplinar ou de disciplina. d) normativo ou regulamentar. e) de regrado ou de regramento. 33. (Consulplan – Assistente Técnico Administrativo/CODERN/2014) Seja um caso hipotético em que um governante desapropria uma propriedade de uma empresa, cujo proprietário é seu adversário político. Considerando a possibilidade de a autoridade ter incorrido em abuso de poder, é correto afirmar que a) se a autoridade comprovar que o ato praticado restringiu-se aos limites estabelecidos na legislação específica, não há amparo legal para possível configuração de abuso de poder. b) para configurar abuso de poder, há que se demonstrar que se trata de ato discricionário, o que significa que a autoridade teria praticado o ato em acordo com seu juízo e interesse pessoal. c) se o ato praticado corresponder ao interesse público da coletividade, a configuração do abuso de poder não encontra acolhida na legislação aplicável, mesmo que haja falhas formais na prática do ato. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 70 de 85 d) o proprietário pode impetrar representação contra o ato da autoridade, avocando possível abuso de poder, mas não mandado de segurança, pois a Administração Pública tem presunção de idoneidade. e) para configurar abuso do poder da autoridade, é necessário comprovar desvio da finalidade da desapropriação, o que, de per si, permitiria o questionamento da legalidade do ato, por violação do espírito da lei. 34. (Consulplan – Psicólogo/Prefeitura de Coimbra/2014) O prefeito de determinado município editou um decreto disciplinando o horário de funcionamento interno da prefeitura. Diante da hipótese, é correto afirmar que o prefeito agiu no exercício dos poderes a) de polícia e disciplinar. b) disciplinar e vinculado. c) vinculado e hierárquico. d) de polícia e regulamentar. e) regulamentar e hierárquico. 35. (Consulplan – Estagiário/TJ-MG/2014) “É aquele através do qual a lei permite à Administração Pública aplicar penalidades às infrações funcionais de seus servidores e demais pessoas a ela ligadas.” TrataǦse do poder a) de Polícia. b) disciplinar. c) hierárquico. d) discricionário. 36. (Consulplan – Advogado/TERRACAP/2014) O poder de polícia é normalmente conceituado pela doutrina administrativista como a prerrogativa de direito público que, calcada na lei, autoriza a Administração Pública a restringir o uso e o gozo da liberdade e da propriedade em favor do interesse da coletividade (In CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 21. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009, p. 73.). Nesta linha de ideias, NÃO se pode afirmar sobre o poder de polícia: a) De regra, admiteǦse a delegação do poder de polícia. b) O princípio da proporcionalidade é um limite ao poder de polícia. c) Coercibilidade é uma característica, o que o torna obrigatório, independentemente da vontade do administrado. d) Discricionariedade é uma característica, podendo também ser vinculado, quando todos os elementos da atuação estatal estiverem previstos na lei. e) Autoexecutoriedade é uma característica, o que significa que a Administração pode promover a execução por si mesma, independentemente de manifestação judicial 37. (Consulplan – Analista Técnico de Políticas Públicas/Prefeitura Nepomuceno-MG/2013) O Direito Administrativo consagra alguns poderes que são Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 71 de 85 inerentes ao desempenho da atividade administrativa, denominando-os Poderes Administrativos. Neste pórtico, assinale a alternativa que NÃO indica um destes poderes. a) Poder de polícia. b) Poder disciplinar. c) Poder hierárquico. d) Poder instrumental. e) Poder regulamentar. 38. (Consulplan – Técnico Judiciário/TSE/2012) Em relação aos poderes administrativos, é correto afirmar que a) entre ente federativo e autarquia há poder hierárquico. b) entre um superior e seu subordinado em uma repartição há poder hierárquico. c) a multa aplicada a um particular que avança o sinal tem fundamento no poder hierárquico. d) a multa aplicada pelo poder concedente a uma concessionária de serviço público tem base no poder hierárquico. 39. (Consulplan – Técnico Judiciário/TSE/2012) Sobre o tema poderes administrativos, marque a alternativa correta. a) É pacífico o entendimento de que os poderes administrativos são renunciáveis. b) Regulamento autônomo é aquele que complementa a lei, permitindo a sua fiel execução. c) Hierarquia é o escalonamento em plano horizontal dos órgãos e agentes da Administração, estabelecendo uma relação de coordenação. d) O poder disciplinar permite a aplicação de sanções dos servidores da Administração Pública por infração funcional. 40. (Consulplan - Técnico Judiciário/TSE/2012) Sobre Ato Administrativo, Abuso de Poder e Poder de Polícia, analise cada uma das afirmativas, assinalando aquela que for verdadeira. a) O mérito do ato administrativo está sempre presente nos atos discricionários, o que não acontece nos atos vinculados. b) São exemplos de atos administrativos discricionários a licença para construir e a autorização para porte de arma. c) Na Administração Pública, o abuso de poder apresenta-se unicamente de forma comissiva, seja por excesso ou desvio de poder. d) O poder de polícia é exercido com vinculação estrita, obedecendo às limitações da lei relativamente à competência, forma, fins, motivos e objeto. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 72 de 85 41. (Consulplan – TJ-MG/2016) A Administração Pública, quando contrata com terceiros, em regra, o faz através da licitação, nos termos definidos pela Lei nº 8.666/93. Todavia, esse certame NÃO se destina a garantir a) a observância do princípio constitucional da isonomia. b) a seleção da proposta mais vantajosa para a administração. c) a promoção do desenvolvimento nacional sustentável. d) a probidade administrativa, assegurada pelo sigilo da licitação. 42.(Consulplan – Notário e Registrador/TJ-MG/2015) Assinale a alternativa INCORRETA: a) É vedado incluir no objeto da licitação a obtenção de recursos financeiros para sua execução, qualquer que seja a sua origem, exceto nos casos de empreendimentos executados e explorados sob o regime da concessão. b) Poderá participar indiretamente da licitação ou da execução de obra ou serviço e do fornecimento de bens a eles necessários, o autor do projeto, básico ou executivo, pessoa física ou jurídica. c) Nos projetos básicos e projetos executivos de obras e serviços será considerado ainda o impacto ambiental. d) A Administração poderá conceder título de propriedade ou de direito real de uso de imóveis, dispensada licitação, quando o uso destinar-se a outro órgão ou entidade da Administração Pública, qualquer que seja a localização do imóvel. 43. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) Ao normatizar a licitação como procedimento, o Estado procura obter os melhores preços e os contratantes mais habilitados para prestar serviços e alienar bens. Os atos licitatórios devem, dentre outros princípios, observar o da a) dispensa. b) conclusão. c) identificação. d) impessoalidade. 44. (Consulplan – Agente/Câmara Municipal de Olinda /2015) A licitação está prevista em lei, sendo obrigatória para toda a administração direta e indireta e para as entidades que tenham a proveniência de seu capital formado por dinheiro público. A modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto denominaǦse: a) Leilão. b) Convite. c) Pregão. d) Concorrência. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 73 de 85 45. (Consulplan – Agente/Câmara Municipal de Olinda /2015) “A licitação destinaǦ se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos.” (Lei nº 8.666/1993.) Segundo a Lei mencionada, são modalidades de licitação: a) Concorrência, compra direta, convite, concurso e leilão. b) Concorrência, tomada de preços, convite, concurso e leilão. c) Concorrência, tomada de preços, convite, compra direta e leilão. d) Concorrência, tomada de preços, compra direta, concurso e leilão. 46. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ-MG/2015) Quanto às licitações em geral, é INCORRETO afirmar: a) A licitação não será sigilosa, sendo todos os atos de seu procedimento acessíveis ao público, inclusive o conteúdo das propostas antes da respectiva abertura. b) Em igualdade de condições, como critério de desempate, será assegurada preferência aos bens e serviços produzidos no País. c) O procedimento licitatório caracteriza ato administrativo formal, seja ele praticado em qualquer esfera da Administração Pública. d) Todos os valores, preços e custos utilizados nas licitações terão como expressão monetária a moeda corrente nacional, ressalvadas as concorrências de âmbito internacional. 47. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ-MG/2015) Assinale a alternativa INCORRETA: a) Não se subordinam ao regime da lei de licitações os fundos especiais. b) A licitação será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhe são correlatos. c) As compras, sempre que possível, deverão submeter-se às condições de aquisição e pagamento semelhantes às do setor privado. d) Nas compras deverá ser observada, ainda, a especificação completa do bem a ser adquirido sem indicação de marca. 48. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) Em determinadas épocas de crise há necessidade de flexibilizar as licitações, sendo um caso de dispensa previsto na Lei Federal nº 8.666/1993 a a) intervenção da União para regular preços. b) alienação de bens imóveis pelo maior preço. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 74 de 85 c) contratação de profissionais notoriamente especializados. d) atuação do estado federado para normalizar abastecimento. 49. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ-MG/2015) É dispensável a licitação, EXCETO: a) Nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem. b) Quando a União tiver que intervir no domínio econômico para regular preços ou normalizar o abastecimento. c) Quanto houver possibilidade de comprometimento da segurança nacional, nos casos estabelecidos em decreto do Presidente da República, ouvido o Conselho de Defesa Nacional. d) Para a aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de bens produzidos ou serviços prestados por entidade privada que tenha sido constituída para esse fim específico. 50. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) Determinados materiais são fornecidos de forma exclusiva por determinadas empresas, o que inviabiliza a competição e torna o procedimento licitatório inexigível. Nesse caso deve a empresa, se quiser realizar o fornecimento à Administração Pública, comprovar a exclusividade mediante a apresentação de a) atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação. b) declaração de marca fornecida pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação. c) certidão de quitação fornecida pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação. d) comprovante de filiação fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação. 51. (Consulplan – Técnico em Contabilidade/Câmara Municipal de Olinda/2015) A Lei das licitações esclarece que: “o controle das despesas decorrentes dos contratos e demais instrumentos regidos por esta Lei será feito pelo Tribunal de Contas competente, na forma da legislação pertinente, ficando os órgãos interessados da Administração responsáveis pela demonstração da legalidade e regularidade da despesa e execução, nos termos da Constituição e sem prejuízo do sistema de controle interno nela previsto.” (Art. 113 da Lei nº 8.666/1993.) Segundo a referida Lei, quem poderá representar ao Tribunal de Contas ou aos órgãos integrantes do sistema de controle interno contra irregularidades na aplicação desta Lei, para os fins do disposto neste artigo? a) Somente o licitante. b) Somente o próprio poder judiciário. c) Qualquer licitante, contratado ou pessoa física ou jurídica. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 75 de 85 d) Somente os poderes executivos, da União, dos Estados e dos Municípios. 52. (Consulplan – Técnico de Gestão Informática/CBTU/2014) Considerando o que dispõe a Lei de Licitações (Lei nº 8.666/93), marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) A obrigatoriedade de realização de licitação alcança tanto os entes da administração direta, quanto os da administração indireta, a exceção das empresas públicas e sociedades de economiamista, pois possuem natureza jurídica de direito privado. ( ) A licitação destina-se a garantir, dentre outras finalidades, a promoção do desenvolvimento nacional sustentável. ( ) A licitação não será sigilosa, sendo públicos e acessíveis ao público os atos de seu procedimento, salvo quanto ao conteúdo das propostas, até a respectiva abertura. ( ) Em igualdade de condições, será assegurada, como primeiro critério de desempate, preferência aos bens e serviços produzidos ou prestados por empresas de capital nacional. A sequência está correta em a) V, V, F, F. b) F, V, V, F. c) V, F, V, F. d) F, F, V, V. 53. (Consulplan – Analista de Gestão/CBTU METROREC/2014) O município de Itubaiuna pretende alugar determinado imóvel, no centro da cidade, para fins de atendimento das finalidades precípuas da administração, por preço compatível com o valor de mercado, devidamente demonstrado por avaliação prévia. Sabe-se que a necessidade de instalação e localização condicionou a escolha do referido imóvel e, considerando, ainda, a regra constitucional quanto à obrigatoriedade de realização de procedimento licitatório, assinale a alternativa correta. a) Para a locação do imóvel, a administração deverá realizar procedimento licitatório específico, podendo optar, a depender do valor do contrato, pela modalidade convite ou leilão. b) Não há que se falar em obrigatoriedade de procedimento licitatório, já que, como é cediço, a lei impõe a obrigatoriedade de realização do certame apenas nos casos de aquisição de bens, produtos ou serviços. c) A administração municipal poderá realizar a contratação direta, ou seja, sem necessidade de realização do procedimento licitatório, já que o caso apresentado amolda-se a uma das possibilidades de dispensa de licitação. d) A escolha do imóvel pela administração no caso apresentado, mesmo que para locação, constitui ato imoral e atentatório aos princípios da isonomia e impessoalidade, vez que há flagrante favorecimento de um determinado particular. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 76 de 85 54. (Consulplan – Assistente Técnico Administrativo/CODERN/2014) Acerca das modalidades de licitação previstas na Lei nº 8.666/93, analise. I. É a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação. II. É a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias. III. É a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto. As descrições anteriores se referem, respectivamente a a) convite, concorrência e leilão. b) leilão, tomada de preços e concurso. c) concurso, tomada de preços e convite. d) concorrência, convite e tomada de preços. e) tomada de preços, concurso e concorrência. 55. (Consulplan – Administrador/MAPA/2014) “Licitação – em suma síntese – é um certame que as entidades governamentais devem promover e no qual abrem disputa entre os interessados e com elas travam determinadas relações de conteúdo patrimonial, para escolher a proposta mais vantajosa às conveniências públicas. Estriba-se na ideia de competição, a ser travada isonomicamente entre os que preencham os atributos e aptidões necessários ao bom cumprimento das obrigações que se propõem assumir.” (Mello, 2008. p. 514.) Em relação às modalidades de licitação, é correto afirmar que a) o prazo mínimo entre a divulgação do certame e a apresentação das propostas para todos os casos submetidos à modalidade Concorrência será de 30 dias. b) na Tomada de Preços haverá a afixação de instrumento convocatório em local apropriado, geralmente, no prédio da sede da administração que a está promovendo. c) Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, com a instituição de prêmio ou remuneração aos vencedores. d) Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de bens imóveis inservíveis ou não para a administração ou de produtos ilegais apreendidos extrajudicialmente. 56. (Consulplan – Agente Administrativo/MAPA/2014) O Setor de Imprensa do Estado do Rio de Janeiro decidiu contratar um profissional artístico consagrado pela opinião pública, por meio do empresário, para inaugurar uma grande obra. De acordo Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 77 de 85 com a Lei nº 8.666/93 (Lei de Licitações e Contratos Administrativos), nessa situação é cabível a) pregão. b) convite. c) dispensa de licitação. d) inexigibilidade de licitação. 57. (Consulplan – Agente Administrativo/MAPA/2014) Considere a situação hipotética: “O Presidente da República decidiu vender alguns bens móveis inservíveis para a administração e alguns produtos legalmente apreendidos e penhorados.” Qual a modalidade de licitação deverá ser utilizada para esse fim? a) Leilão. b) Pregão. c) Convite. d) Tomada de preços. 58. (Consulplan – Agente Administrativo/MAPA/2014) De acordo com a Lei nº 8.666/93 (Lei de Licitações e Contratos Administrativos), na contratação da coleta, processamento e comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou reutilizáveis, em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo, efetuados por associações ou cooperativas formadas exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda reconhecidas pelo poder público como catadores de materiais recicláveis, com o uso de equipamentos compatíveis com as normas técnicas, ambientais e de saúde pública é cabível a) leilão. b) concurso. c) dispensa de licitação. d) inexigibilidade de licitação. 59. (Consulplan – Agente Administrativo/MAPA/2014) Segundo a Lei nº 8.666/93 e a Lei nº 10.520/2002, são consideradas modalidades de licitação, EXCETO: a) Leilão e pregão. b) Convite e concurso. c) Competência e caixa. d) Concorrência e tomada de preços. 60. (Consulplan – Engenheiro/MAPA/2014) Nos processos de licitação, o edital deve definir a modalidade em conformidade com o que estabelece o art. 22 da Lei nº 8.666/93. São definições estabelecidas nesta lei, EXCETO: a) Concorrência: modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 78 de 85 b) Tomada de preços: modalidade de licitaçãoentre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação. c) Leilão: modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de quarenta e cinco dias. d) Convite: modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de três pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem interesse com antecedência de até vinte e quatro horas da apresentação das propostas. 61. (Consulplan – Técnico de Contabilidade/MAPA/2014) Segundo a Lei nº 8.666/93 e suas alterações, os avisos contendo os resumos dos editais das modalidades de licitação, embora realizados no local da repartição interessada, deverão ser publicados com antecedência, no mínimo, uma vez, no diário oficial da União, do Estado e/ou do Município em conformidade com o ente federado. O prazo mínimo até o recebimento das propostas ou da realização do evento será de cinco dias úteis para a modalidade a) Pregão. b) Convite. c) Concorrência. d) Tomada de preços. 62. (Consulplan - Analista de Tributos/Prefeitura de Cascavel/2014) “São licitáveis unicamente objetos que possam ser fornecidos por mais de uma pessoa, uma vez que a licitação supõe disputa, concorrência, ao menos potencial, entre ofertantes.” (Mello, 2004. p. 497.) Verifica-se, acerca do tema, que alguns produtos e serviços não estão aptos ao procedimento licitatório. Sobre as causas de dispensa e inexigibilidade, em conformidade com a Lei nº 8.666/93, é correto afirmar que a) quando não acudirem interessados à licitação promovida anteriormente e esta, justificadamente, não puder ser repetida sem prejuízo para a Administração, será caso de inexigibilidade de licitação. b) a compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas da administração pública deverá sempre ser precedida de licitação, não havendo hipóteses que justifiquem a dispensa. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 79 de 85 c) é inexigível a licitação para os casos de aquisição de bens nos casos de emergência ou de calamidade pública, sendo prescindível demonstrar a situação de perigo à segurança das pessoas, bastando, portanto, a comprovação do fato. d) é dispensável a licitação para aquisição de materiais, equipamentos ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivo, não estando vedada a preferência de marca, desde que justificada a qualidade. e) é inexigível a licitação nos casos de contratação de serviços em consultorias técnicas, desde que comprovada sua natureza singular, cujos profissionais ou empresas sejam de notória especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação. 63. (Consulplan - Auxiliar Administrativo/Prefeitura Natividade/2014) “Modalidade de licitação que ocorre entre interessados, devidamente cadastrados, ou que atenderem a todas as condições exigidas para o cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observadas a necessária qualificação.” TrataǦse da seguinte modalidade de licitação: a) Leilão. b) Convite. c) Concorrência. d) Tomada de Preços. 64. (Consulplan - Procurador Jurídico/Prefeitura de Natividade/2014 ) O município de Natividade/RJ pretende realizar uma concessão de direito real de uso estimada no valor de R$ 600.000,00, nos termos da legislação pertinente a licitações e contratos. É correto afirmar que a modalidade licitatória cabível é: a) Pregão. b) Convite. c) Concorrência . d) Tomada de Preços. 65. (Consulplan – Analista Judiciário/TRE MG/20 13) A Secretaria de Saúde de determinado Estado da Federação pretende adquirir material cirúrgico a ser utilizado em operações de pacientes dos seus hospitais. A esse respeito, assinale a alternativa correta. a) A compra deve ser precedida de licitação, a qual será dada ampla publicidade, por meio de audiência pública. b) A licitação não é exigida, mas, sim, procedimento simplificado de escolha dentre as Organizações Sociais cadastradas perante o Estado. c) A Administração Pública não necessita realizar licitação, uma vez que a aquisição de material para hospitais caracteriza-se como de urgência. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 80 de 85 d) A licitação é exigida, devendo ser utilizada a modalidade de tomada de preços, a qual não pode ser processada perante o sistema de registro de preços. e) A licitação é necessária, sendo que no procedimento licitatório, em igualdade de condições, como critério de desempate, será assegurada a preferência dos bens produzidos no Brasil. 66. (Consulplan – Auxiliar Administrativo/Prefeitura de Coimbra/2014) “Modalidade de licitação que ocorre entre interessados, devidamente cadastrados, ou que atenderem a todas as condições exigidas para o cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observadas a necessária qualificação.” TrataǦse da seguinte modalidade de licitação: a) Leilão. b) Convite. c) Concurso. d) Concorrência. e) Tomada de Preços. 67. (Consulplan – Auxiliar Administrativo/Prefeitura de Coimbra/2014) Uma determinada prefeitura resolveu fazer uma licitação para a venda de 2 automóveis antigos, em estado avançado de deterioração, visando a substituição futura destes por veículos novos. Para isso, deverá atender ao seguinte processo de licitação: a) Leilão. b) Pregão. c) Convite. d) Concurso. e) Concorrência. 68. (Consulplan – Advogado/CODEG/2013) De acordo com a Lei nº 8.666/93, que institui normas para licitação e contratos, é INEXIGÍVEL a licitação a) para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos, de autenticidade certificada, desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade. b) para contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou através de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública. c) na contratação de fornecimento ou suprimento de energia elétrica e gás natural com concessionário, permissionário ou autorizado, segundo as normas da legislação específica. d) para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais, qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo, para atividades contempladas no contrato de gestão. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 81 de 85 e) na contratação de instituição ou organização, pública ou privada, com ou sem fins lucrativos, para a prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural no âmbito do Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária, instituído por lei federal. 69. (Consulplan – Procurador Jurídico/Prefeitura Cantagalo/2013) Acerca da Lei de Licitações, analise. I. São modalidades de licitação: menor preço; melhor técnica;técnica e preço; e, maior lance ou oferta. II. Nos casos em que couber convite, a administração poderá utilizar a tomada de preços e, em qualquer caso, a concorrência. III. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição. Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s) a) I, apenas. b) I e II, apenas. c) I e III, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. 70. (Consulplan – Analista Técnico de Políticas Públicas/Prefeitura Nepomuceno-MG/2013) As normas de direito administrativo consagram a obrigatoriedade de licitação. Assinale a alternativa que NÃO descreve uma das modalidades de licitação. a) Leilão. b) Concurso. c) Concorrência. d) Carta-convite. e) Tomada de preços. 71. (Consulplan – Contador/Prefeitura de Cantagalo/2013) A licitação tem como objetivo verificar, entre vários fornecedores, quem oferece condições mais vantajosas à administração. Atendendo ao princípio da publicidade, a legislação prevê para a tomada de preços, quando a licitação for do tipo “melhor técnica” ou “técnica e preço”, o prazo para divulgação dos procedimentos licitatórios de a) 60 dias. b) 45 dias. c) 30 dias. d) 15 dias. e) no mínimo 8 dias úteis. 72. (Consulplan – Oficial Administrativo/Prefeitura de Cantagalo/2013) “Modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 3 pela unidade Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 82 de 85 administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 horas da apresentação das propostas.” Trata-se de a) Leilão. b) Pregão. c) Convite. d) Concorrência. e) Tomada de preço. 73. (Consulplan – Procurador Geral/Prefeitura de Vila Rica-MT/2012) “Modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de três pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até vinte e quatro horas da apresentação das propostas.” Trataʘse de a) Concurso. b) Leilão. c) Tomada de Preços. d) Concorrência. e) Convite. 74. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) No que tange às modalidades de licitações é correto afirmar que a) a concorrência pode ser substituída por tomada de preços. b) a tomada de preços pode ser substituída pelo convite. c) a tomada de preços pode substituir o convite. d) quando a lei aponta uma modalidade de licitação como a aplicável não há a possibilidade de substituição. 75. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) NÃO é hipótese de contrato sujeito à licitação dispensável: a) Aquisição de materiais, equipamentos ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivo. b) Fornecimento de bens e serviços, produzidos ou prestados no País, que envolvam, cumulativamente, alta complexidade tecnológica e defesa nacional, mediante parecer de comissão especialmente designada pela autoridade máxima do órgão. c) Compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas da administração, cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 83 de 85 escolha, desde que o preço seja compatível com o valor de mercado, segundo avaliação prévia. d) Aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos, de autenticidade certificada, desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade. 76. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) No que tange a licitação é correto afirmar que a) licitação inexigível é aquela em que a lei confere ao administrador a possibilidade discricionária de realizar ou não a licitação. b) licitação dispensável é aquela onde não há a possibilidade de concorrência, por isso a contratação é feita sem procedimento licitatório. c) não existe a possibilidade de excepcionar a obrigatoriedade de licitação no Brasil. d) na licitação dispensada, a própria lei estabelece previamente as hipóteses onde não será necessária a licitação. 77. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) A venda de bens imóveis da administração pública, quando se sujeita à licitação deve ser realizada a) sempre na modalidade de concorrência. b) na modalidade de concorrência, tendo como exceção as hipóteses de imóveis adquiridos em procedimentos judiciais ou por dação em pagamento. c) por leilão, em regra. d) pela modalidade adequada ao preço do imóvel, podendo ser concorrência, tomada de preços, convite ou leilão. 78. (Consulplan – Analista Judiciário/TSE/2012) É inexigível a licitação, conforme a Lei Federal nº 8.666/93 a) na hipótese de contratação de remanescente de obra, serviço ou fornecimento, em consequência de rescisão contratual, desde que atendida a ordem de classificação da licitação anterior e aceitas as mesmas condições oferecidas pelo licitante vencedor, inclusive quanto ao preço, devidamente corrigido. b) nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem. c) para contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou através de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública. d) para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos, de autenticidade certificada, desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade. 79. (Consulplan – PJ/MPE-MG/2012) Em relação à licitação, à luz da legislação de regência, é INCORRETO dizer que: Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 84 de 85 a) A alienação de bens da Administração Pública deve ser precedida de avaliação, sendo dispensada a licitação quando se tratar de permuta de bens móveis entre órgãos ou entidades integrantes do próprio Poder Público. b) Nos casos em que couber a tomada de preços, a Administração poderá utilizar convite e, em qualquer caso, a concorrência. c) A licitação não será sigilosa, sendo públicos e acessíveis ao público os atos de seu procedimento, salvo quanto ao conteúdo das propostas, até a respectiva abertura. d) É dispensável a licitação na contratação de associação de portadores de deficiência física, sem fins lucrativos e de comprovada idoneidade, por órgãos ou entidades da Administração Pública, para a prestação de serviços ou fornecimento de mãoǦde-obra, desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado. 80. (Consulplan - Assistente Administrativo/Prefeitura de Uberlândia/2012) A modalidade de processo licitatório entre quaisquer interessados, que na fase da habilitação preliminar comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução do objeto a ser licitado, é definido pela Lei Federal nº 8.666/93 como a) concurso. b) pregão. c) concorrência. d) tomada de preços.e) leilão. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 85 de 85 GABARITO 1. D 21. D 41. D 61. B 2. C 22. A 42. B 62. E 3. A 23. C 43. D 63. D 4. A 24. A 44. D 64. C 5. E 25. E 45. B 65. C 6. E 26. A 46. A 66. E 7. B 27. B 47. A 67. A 8. D 28. D 48. A 68. B 9. C 29. B 49. D 69. D 10. C 30. D 50. A 70. D 11. E 31. C 51. C 71. C 12. E 32. D 52. B 72. C 13. D 33. E 53. C 73. E 14. C 34. E 54. E 74. C 15. C 35. B 55. C 75. A 16. A 36. A 56. D 76. D 17. A 37. D 57. A 77. B 18. B 38. B 58. C 78. C 19. D 39. D 59. C 79. B 20. A 40. A 60. C 80. Bpúblico, que deverá decidir nos termos limitados em lei. A opção B também está errada, pois não há nenhuma relação entre poder discricionário e finalidade. A discricionariedade ocorre quando há liberdade de escolha para o agente público. A alternativa C está errada, uma vez que a finalidade é um elemento do ato administrativo e não um atributo. Por fim, a finalidade também pode ser considerada um princípio administrativo. Contudo, ela representa a busca pelo interesse público e não pelo interesse particular. Gabarito: alternativa D. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 8 de 85 9. (Consulplan – Administrador/Prefeitura de Cascavel- PR/2014) Acerca das formas de extinção do ato administrativo, analise as afirmativas. I. Entende-se por caducidade, a extinção do ato administrativo decorrente do descumprimento, por seu beneficiário, de alguma das condições que lhe foram impostas. II. A extinção do ato administrativo em razão da superveniência de lei que tornou o ato ilegal é chamada de cassação. III. O fundamento para a anulação de um ato administrativo é a existência de uma ilegalidade, o que viola o dever de obediência à lei, ofendendo o princípio constitucional da legalidade. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s) a) I. b) II. c) III. d) I e II. e) II e III. Comentário: os itens I e II inverteram o conteúdo da caducidade e da cassação e por isso estão errados. Esta última representa a extinção do ato administrativo decorrente do descumprimento, por seu beneficiário, de alguma das condições que lhe foram impostas. Já a caducidade ocorre quando uma lei posterior (superveniente) torna o ato ilegal. O item III, por outro lado, está correto, pois a anulação decorre da ilegalidade do ato, ou seja, da ofensa ao princípio constitucional da legalidade. Dessa forma, apenas o item III está correto. Gabarito: alternativa C. 10. (Consulplan – Administrador/Prefeitura de Cascavel- PR/2014) “No âmbito da administração pública, sabe-se que o administrador está adstrito aos motivos declarados da edição do ato administrativo, sujeitando-se à demonstração de sua ocorrência de tal modo que, se inexistentes ou falsos, implicam a nulidade do próprio ato.” Trata-se da teoria a) dos poderes implícitos. b) das razões de validação. c) dos motivos determinantes. d) dos motivos de fato e de direito. e) da conformação da vontade administrativa. Comentário: segundo a teoria dos motivos determinantes, a validade dos atos administrativos se sujeita aos motivos expressamente declarados para a sua edição. Logo, se for constatado que os motivos alegados eram falsos ou Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 9 de 85 inexistentes, consequentemente, o ato será inválido. Assim, o nosso gabarito é a opção C. A teoria dos poderes implícitos é estudada no Direito Constitucional e significa que se a Constituição outorgou determinada competência a um órgão, implicitamente também outorgou os poderes necessários para bem desempenhá-la. As demais alternativas sequer demonstram teorias. Gabarito: alternativa C. 11. (Consulplan – Analista Técnico de Políticas Públicas/Prefeitura Nepomuceno-MG/2013) Em relação aos atos administrativos e sua classificação, assinale a alternativa correta. a) Os atos conjugados, para se formar, dependem da soma de duas vontades totalmente independentes. b) No que se refere à formação dos atos, a doutrina classifica-os como atos simples, completos e conjugados. c) Nos atos completos há a manifestação de uma vontade principal, aliada a uma manifestação de vontade acessória, ou seja, há dois ou mais atos. d) Os atos completos e conjugados serão privativos dos agentes que possuam cargo público, competindo aos empregados públicos apenas a edição de atos simples. e) O ato simples depende da manifestação de vontade de um único agente, ou seja, apenas uma manifestação de vontade é suficiente para aperfeiçoar o ato. Comentário: no meu ponto de vista esta questão deveria ser anulada. Contudo, como ela não foi, vamos analisá-la, pois eventualmente ela poderá aparecer de forma semelhante em nossa prova. Quanto à formação, os atos administrativos podem ser simples , compostos e complexos. O ato simples é que resulta da manifestação de vontade de um único órgão , seja ele unipessoal ou colegiado. Assim, não importa o número de agentes que participa do ato, mas sim que se trate de uma vontade unitária. O gabarito da questão foi dado como a alternativa E, contudo um ato simples pode ser realizado por um colegiado, por exemplo, situação em que seria praticado por vários agentes. Portanto, o correto é afirmar que ele é praticado por um único órgão. Dessa forma, apesar das considerações, o gabarito é a opção E. Não se costuma falar em atos conjugados, motivo pelo qual a opção A está errada. O erro na opção B é que, conforme vimos acima, quanto à formação os ato s classificam-se em simples , compostos e complexos. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 10 de 85 A letra C, por sua vez, apresentou o conceito de ato composto, em que existem dois atos: o principal e o acessório. Por fim, a letra D não apresenta uma classificação utilizada em nossa doutrina. Gabarito: alternativa E. 12. (Consulplan – Analista Técnico de Políticas Públicas/Prefeitura Nepomuceno-MG/2013) Segundo a doutrina clássica, os atos administrativos são formados por cinco elementos. Assinale a alternativa que NÃO se refere a um destes elementos. a) Forma. b) Objeto. c) Finalidade. d) Competência. e) Imperatividade. Comentário: repetir para fixar! Constituem requisitos, elementos ou aspectos de validade dos atos (a) competência, (b) finalidade, (c) forma, (d) motivo, e (e) objeto. Assim, a única alternativa que não apresenta um elemento é a E – imperatividade, que representa um atributo do ato administrativo. Gabarito: alternativa E. 13. (Consulplan – Advogado/Prefeitura de Barra Velha-SC/2012) Marque a alternativa que NÃO contenha um elemento do ato administrativo. a) Finalidade. b) Forma. c) Objeto. d) Móvel. e) Sujeito competente. Comentário: segundo os ensinamentos de Celso Antônio Bandeira de Mello 1, a representação subjetiva, psicológica, interna do agente é o móvel, e corresponde àquilo que demonstra a intenção do agente. O móvel difere do motivo, pois este último é a situação objetiva, real, empírica do agente, servindo de suporte para a realização do ato. Em resumo, enquanto o móvel é um aspecto subjetivo, interno, o motivo é objetivo e real. Portanto, o móvel não é elemento dos atos administrativos. Dessa forma, o nosso gabarito é a opção D. 1 Bandeira de Mello, p. 403. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 11 de 85 As demais alternativasdemonstram elementos do ato administrativo. A finalidade é a busca pelo interesse público e pelo objetivo específico previsto para o ato. A forma é o revestimento que exterioriza o ato, ou seja, o meio pelo qual ele se apresenta para o mundo. O objeto é o conteúdo do ato administrativo. Por fim, o sujeito competente é a pessoa que possui o poder legal para realizar o ato. Gabarito: alternativa D. 14. (Consulplan – Técnico Judiciário/TSE/2012) No que tange à revogação e à anulação do ato administrativo, é correto afirmar que a) a revogação produz efeito retroativo e a anulação não. b) a revogação e a anulação podem ser realizadas pela administração ou pelo judiciário. c) na revogação, há análise do mérito do ato administrativo, já na anulação há juízo de legalidade. d) a revogação é ato vinculado, enquanto a anulação é discricionária. Comentário: a revogação do ato administrativo ocorre por meio do juízo de conveniência e oportunidade, ou seja, pela análise do mérito. Por outro lado, na anulação, há juízo de legalidade, ou seja, verifica-se se o ato administrativo está em conformidade com a lei. Dessa forma, está correta a opção C. Vejamos o erro das demais opções. a) a anulação é que produz efeitos retroativos (ex tunc), enquanto a revogação produz efeitos prospectivos (ex nunc ) – ERRADA; b) a anulação pode ser realizada pela administração e pelo Poder Judiciário, ao passo que a revogação só é realizada pela administração – ERRADA; d) novamente uma inversão, pois a revogação é discricionária, enquanto a anulação, em regra, é vinculada – ERRADA. Gabarito: alternativa C. 15. (Consulplan – Técnico Judiciário/TSE/2012) Os atos administrativos possuem como atributos, EXCETO: a) Imperatividade. b) Coercibilidade. c) Atipicidade. d) Autoexecutoriedade. Comentário: os atributos dos atos administrativos são os seguintes: Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 12 de 85 presunção de veracidade e legitimidade : presume-se que os fatos alegados para praticar o ato são verdadeiros e que a decisão administrativa adotada está em conformidade com a lei; imperatividade : característica pelo qual os atos administrativos impõem obrigações a terceiros; autoexecutoriedade : possibilidade de a Administração executar o ato administrativo de forma direta e imediata, sem necessidade de solicitar autorização judicial para isso. A autoexecutoriedade divide-se em exigibilidade (utilização de meios indiretos de coação) e em executoriedade (utilização de meios diretos/materiais de coação); tipicidade : é a previsão do ato em lei. Podemos perceber rapidamente que a atipicidade não é característica do ato administrativo, mas sim a tipicidade. Por outro lado, não costumamos ver a doutrina mencionar a coercibilidade como um atributo dos atos administrativos. Contudo, a coercibilidade se manifesta tanto pela imperatividade quanto pela autoexecutoriedade dos atos administrativos, uma vez que eles impõem obrigações e exigem a sua execução de forma coativa, ou seja, sem concordância com o particular. Por isso, podemos considerar que a letra B também está correta. Gabarito: alternativa C. 16. (Consulplan – Advogado/AVAPE ARAÇATUBA- SP/2012) De acordo com a doutrina, nos atos administrativos discricionários, a discricionariedade encontra-se presente, de regra, nos elementos a) motivo e objeto. b) sujeito competente e forma. c) sujeito competente e objeto. d) motivo e sujeito competente. e) forma e finalidade em sentido estrito. Comentário : enquanto nos atos vinculados todos os atributos do ato estão rigidamente previstos, nos atos discricionários há margem para que o agente faça a valoração do motivo e a escolha do objeto, conforme o seu juízo de conveniência e oportunidade. Portanto, correta a alternativa A. Gabarito: alternativa A. 17. (Consulplan – Técnico Judiciário/TSE/2012) Sobre Ato Administrativo, Abuso de Poder e Poder de Polícia, analise cada uma das afirmativas, assinalando aquela que for verdadeira. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 13 de 85 a) O mérito do ato administrativo está sempre presente nos atos discricionários, o que não acontece nos atos vinculados. b) São exemplos de atos administrativos discricionários a licença para construir e a autorização para porte de arma. c) Na Administração Pública, o abuso de poder apresenta-se unicamente de forma comissiva, seja por excesso ou desvio de poder. d) O poder de polícia é exercido com vinculação estrita, obedecendo às limitações da lei relativamente à competência, forma, fins, motivos e objeto. Comentário: esta questão apresenta duas opções sobre os poderes administrativos, assunto que foge ao escopo desta aula. Ainda assim, podemos chegar facilmente ao gabarito. O mérito é o juízo de conveniência e oportunidade que a administração faz para definir qual a melhor decisão a tomar quando houver a margem de liberdade para decidir, dentro dos limites previstos em lei. Portanto, o exame de mérito ocorre nos atos discricionários, não existindo nos atos vinculados. Logo, está correta a alternativa A. Vamos analisar as outras opções: b) a licença é ato vinculado, ou seja, presentes os requisitos legais, a autoridade é obrigada a concedê-la. É o que ocorre, por exemplo, na licença para construir. Já a autorização para porte de arma é discricionária, pois a Administração Pública deverá fazer o juízo de conveniência e oportunidade para conceder ou não a autorização – ERRADA; c) a omissão na administração pública pode ser genérica ou específica. Aquela não caracteriza abuso de poder, uma vez que se insere nas decisões administrativas sobre as políticas públicas. Isso porque o Estado não possui capacidade de resolver todos os problemas da sociedade e, portanto, aloca os seus esforços por meio das denominadas políticas públicas. Por outro lado, na omissão específica há um poder-dever de agir específico e, nesse caso, a ausência de atuação caracteriza abuso de poder. Logo, o abuso de poder pode decorrer de conduta comissiva ou omissiva – ERRADA; d) o poder de polícia possui como um de seus atributos a discricionariedade – ERRADA. Gabarito: alternativa A. 18. (Consulplan – Técnico Judiciário/TSE/2012) Sobre o tema ato administrativo, analise. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 14 de 85 I. Toda revogação pressupõe um ato legal e perfeito, mas inconveniente ao interesse público. Como a revogação atinge um ato que foi editado em conformidade com a lei, ela não retroage (seus efeitos são ex nunc). II. O ato administrativo a que falte um dos elementos essenciais de validade será considerado inexistente, independentemente de qualquer decisão administrativa ou mesmo judicial. III. A permissão é ato administrativo negocial, discricionário e precário, pelo qual o Poder Público faculta ao particular o uso de bens públicos a título gratuito ou oneroso, nas condições estabelecidas pela Administração. Assinale a) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. b) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. c) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. d) se todas as afirmativas estiverem corretas. Comentário: vamos analisarcada item: I – a revogação é o desfazimento de um ato administrativo válido e discricionário por motivo de interesse público superveniente, que o tornou inconveniente ou inoportuno. Trata-se, pois, da extinção de um ato administrativo válido e eficaz por conveniência e oportunidade da Administração. Dessa forma, a revogação possui efeitos não retroativos (prospectivos ou ex nunc), justamente porque o ato foi praticado em consonância com a lei – CORRETO; II – esse item trata do atributo da presunção de legitimidade do ato. Um ato que for praticado com a ausência de um dos elementos de formação (competência, finalidade, forma, motivo e objeto) será considerado inexistente. Contudo, uma vez praticado, o ato possui presunção de legitimidade, o que faz com que ele produza efeitos, ainda que viciado, até que a Administração ou o Poder Judiciário providenciem a sua anulação. Logo, a declaração da nulidade dependerá sim de decisão administrativa ou judicial – ERRADO; III – perfeita a definição da permissão. A permissão é um ato negocial, uma vez que depende de prévia solicitação do interessado, por meio da qual a Administração consente que o particular utilize um bem público, de forma gratuita ou onerosa. Com efeito, a permissão constitui ato discricionário e precário (revogável a qualquer tempo) – CORRETO. Logo, os itens I e III estão corretos. Gabarito: alternativa B. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 15 de 85 19. (Consulplan – Procurador/Prefeitura de Londrina/2011) “Ato administrativo é ato jurídico que decorre do exercício da função administrativa, sob um regime jurídico de direito público.” Acerca disso, marque a afirmativa INCORRETA: a) São requisitos do ato administrativo: o sujeito competente, a finalidade, a forma, o motivo, o objeto. b) São atributos do ato administrativo: a presunção de legitimidade, a imperatividade e a autoexecutoriedade. c) O ato administrativo é vinculado quando a lei estabelece que, perante certas condições, a Administração deve agir de tal forma, sem liberdade de escolha. d) O ato administrativo é discricionário, quando a lei deixa completamente livre o poder de decisão diante do caso concreto, de modo que a autoridade poderá escolher, independente dos critérios pertinentes, qual o melhor caminho para o interesse público. e) A Teoria dos Motivos Determinantes sustenta que a validade do ato fica atrelada aos motivos indicados como seu fundamento, de tal forma que, se inexistentes ou falsos, implicam em sua nulidade. Comentário : a) os requisitos dos atos administrativos são competência (ou sujeito competência), finalidade, forma, motivo e objeto – CORRETA; b) os atributos, por sua vez, são a presunção de legitimidade (e de veracidade), a imperatividade e a autoexecutoriedade. Isso torna o item correto. Lembra-se, contudo, que para parte da doutrina ainda temos a tipicidade – CORRETA; c) exato! Nos atos vinculados, a lei não deixa margem de liberdade – CORRETA; d) os atos discricionários possuem uma margem de liberdade para o agente públi co, diante do caso concreto, escolher qual é a melhor decisão para o interesse público. Contudo, essa liberdade ocorre dentro dos parâmetros da lei, uma vez que nenhum ato é “completamente livre” – ERRADA; e) a teoria dos motivos determinantes determina que os atos administrativos, uma vez motivados, devem ter a correlação entre os motivos indicados e o conteúdo da decisão. Dessa forma, se os motivos forem falsos ou inexistentes, o ato consequentemente será nulo – CORRETA. Gabarito: alternativa D. 20. (Consulplan – Advogado/COFEN/2011) A Administração Pública, por motivo de conveniência ou oportunidade, pode: a) Revogar seus próprios atos. b) Anular seus próprios atos. c) Restaurar seus próprios atos. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 16 de 85 d) Perdoar. e) Abdicar de seus próprios atos. Comentário: como se vê, a Consulplan adora isso! A análise da conveniência e da oportunidade poderá gerar a revogação do ato. Gabarito: alternativa A. 21. (Consulplan – ESET/CREA-RJ/2011) Sobre ato administrativo, relacione as colunas a seguir: 1. Anulação. 2. Revogação. 3. Finalidade do ato. 4. Teoria dos motivos determinantes. 5. Perfeição. ( ) Quando o ato encerrou o seu ciclo de formação. ( ) A Administração Pública pode fazê-lo em relação aos seus próprios atos quando eivados de vícios que os tornem ilegais. ( ) Interesse Público. ( ) A Administração pode fazê-lo em relação aos seus próprios atos, por motivo de conveniência ou oportunidade. ( ) Baseia-se no princípio de que o motivo do ato administrativo deve sempre guardar compatibilidade com a situação que gerou a manifestação de vontade. A sequência está correta em: a) 1, 2, 3, 4, 5 b) 5, 4, 3, 2, 1 c) 1, 3, 5, 4, 2 d) 5, 1, 3, 2, 4 e) 4, 1, 3, 2, 5 Comentário: vamos colocar cada assertiva, fazendo os comentários e a correlação: (5) Quando o ato encerrou o seu ciclo de formação. Os atos administrativos podem ser perfeitos, imperfeitos, pendentes e consumados/exauridos. O primeiro já completou o seu ciclo de formação, ou seja, e está pronto! O ato imperfeito, por sua vez, é aquele que ainda depende de alguma medida para estar pronto (exemplo: ato que já foi preparada, mas ainda aguarda a assinatura da autoridade competente). Já o ato pendente é aquele que está pronto, mas que depende de um elemento acidental para produzir efeitos, como termo ou condição. Por fim, o ato consumado ou Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 17 de 85 exaurido é aquele que já produziu todos os efeitos que deveria produzir, como o ato de concessão de férias após o cumprimento de todo o prazo de duração. (1) A Administração Pública pode fazê-lo em relação aos seus próprios atos quando eivados de vícios que os tornem ilegais. Os atos viciados (ilegais) são passíveis de anulação. (3) Interesse Público. Um dos elementos de formação dos atos é a finalidade, que será invariavelmente o interesse público. (2) A Administração pode fazê-lo em relação aos seus próprios atos, por motivo de conveniência ou oportunidade. Os atos inconvenientes e inoportunos são passíveis de revogação, realizada pela própria Administração. (4) Baseia-se no princípio de que o motivo do ato administrativo deve sempre guardar compatibilidade com a situação que gerou a manifestação de vontade. Uma vez motivados, os atos dependerão da legitimidade dos motivos alegados para a prática do ato. Assim, se for comprovado que os motivos apresentados são falsos ou inexistentes, o ato será nulo. Logo, o motivo do ato deve guardar compatibilidade com a situação que gerou a decisão. Assim, temos a seguinte sequência: 5, 1, 3, 2 e 4. Gabarito: alternativa D. 22. (Consulplan - Of Adm/CMCV/2010) Os requisitos dos atos administrativos os distinguem dos demais atos jurídicos de direito privado, conferindo-lhes o status de emanação do poder público e dando-lhes validade. Assinale a alternativa que apresenta tais requisitos do ato administrativo: a) Competência, finalidade, forma, motivo e objeto. b) Competência, imperatividade e publicidade. c) Supremacia do interesse público, moralidade e legitimidade. d) Legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. e) Presunção de legitimidade, imperatividade e autoexecutoriedade. Comentário: os requisitosou elementos dos atos administrativos são competência, finalidade, forma, motivo e objeto, que formam o mnemônico: ComFiForMOb. Gabarito: alternativa A. 23. (Consulplan – Advogado/Prefeitura de Sertaneja/2010) Sobre Atos Administrativos, marque a alternativa INCORRETA: Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 18 de 85 a) A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência e oportunidade, respeitados os direitos adquiridos e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. b) A autorização é um ato administrativo, discricionário e precário, pelo qual a Administração consente que o particular exerça atividade ou utilize bem público no seu próprio interesse. c) A licença é um ato discricionário. d) Atos vinculados são aqueles que o agente pratica reproduzindo os elementos que a lei previamente estabelece. e) Imperatividade significa que os atos administrativos são cogentes. Comentário: a) a alternativa reflete o conteúdo da Sú mula 473 do STF que dispõe que “a administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial ” – CORRETA; b) a autorização é um ato negocial ou de consentimento, discricionário e precário (revogável a qualquer tempo), por meio do qual a Administração consente (permite) que o particular exerça uma atividade (ex.: serviço de táxi) ou utilize um bem público – CORRETA; c) a licença também é ato negocial, porém vinculado e permanente (em regra, não pode ser revogado) – ERRADA; d) nos atos vinculados, o agente meramente reproduz os elementos previamente estabelecidos em lei, uma vez que não há margem de liberdade – CORRETA; e) ato cogente é aquele que impõe obrigações, ainda que sem concordância, o que é justamente o conceito de imperatividade – CORRETA. Gabarito: alternativa C. 24. (Consulplan - Tec Cont/ Prefeitura de Guaxupé/2010) A extinção de um ato administrativo perfeito, que se tornou inoportuno e inconveniente, denomina-se: a) Revogação. b) Anulação. c) Convalidação. d) Conversão. e) Invalidação. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 19 de 85 Comentário: essa já está de graça! Os atos inconvenientes e inoportunos podem ser revogados. A anulação ou invalidação é a extinção de um ato inválido. A convalidação é o meio de correção dos atos sanáveis. Por fim, a conversão é uma espécie de convalidação que ocorre quando a Administração, depois de retirar a parte inválida do ato anterior, faz a sua substituição por uma nova parte, de modo que o novo ato passe a conter a parte válida anterior e uma nova parte. Gabarito: alternativa A. 25. (Consulplan – Advogado/Prefeitura de Itabaiana/2010) Sobre a extinção dos atos administrativos, marque a alternativa INCORRETA: a) Há caducidade quando a retirada do ato funda-se no advento de nova legislação que impede a permanência da situação anteriormente consentida. b) A cassação é a forma extintiva que se aplica quando o beneficiário descumpre condições que permitem a manutenção do ato do seus efeitos. c) A anulação é a forma de desfazimento do ato administrativo em virtude da existência de vício de legalidade. Pode ser feita pela própria Administração ou pelo Poder Judiciário. d) A revogação se dá quando a Administração Pública promove a retirada do ato administrativo por razões de conveniência e oportunidade. e) A revogação gera efeitos retroativos. Comentário: a) a caducidade é a retirada de um ato decorrente de lei superveniente, que impeça a permanência do ato anterior. Portanto, uma lei nova, posterior ao ato, torna-o ilegal. É o caso da autorização concedida pela prefeitura municipal para o funcionamento de um circo com animais; mas depois surge uma lei nova, proibindo esse tipo de atividade no âmbito municipal com animais – CORRETA; b) a cassação ocorre quando o beneficiário do ato deixa de observar os requisitos essenciais para a sua manutenção, a exemplo do motorista que ultrapassa o limite de pontos em sua carteira nacional de habilitação e que, por isso, tem a licença para dirigir cassada – CORRETA; c) exato! A anulação decorre de uma ilegalidade, podendo ser realizada pela Administração ou pelo Poder Judiciário – CORRETA; d) e e) a revogação decorre da análise do mérito do ato, ou seja, de suas razões de conveniência e oportunidade, gerando efeitos prospectivos (não retroativos): D – CORRETA; E – ERRADA. Gabarito: alternativa E. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 20 de 85 Poderes administrativos 26. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) O poder regulamentar é um dos mais relevantes para a Administração Pública e, em regra, concretizaǦse via decreto expedido pelo chefe do Poder Executivo. Nos termos da Constituição Federal, quando o decreto regulamentador expedido pelo Executivo é exorbitante, caberá a sua suspensão pelo: a) Congresso Nacional. b) Senado da República. c) Câmara dos Deputados. d) Supremo Tribunal Federal. Comentário: de acordo com a Constituição Federal, compete ao Congresso Nacional sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa (CF, art. 49, V). Portanto, quando o Presidente da República editar um decreto executivo que, por exemplo, crie obrigações não previstas em lei, caberá ao Congresso Nacional analisá- lo e, se for o caso, sustar (tirar a eficácia) daquilo que exorbitar o poder regulamentar. Gabarito: alternativa A. 27. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) Quando o Estado estabelece limitações e restrições ao exercício de determinadas profissões e existe lei criando uma entidade responsável pela fiscalização está sendo realizado o a) ato especial. b) poder de polícia. c) funcionamento regular. d) intervencionismo burocrático. Comentário: define-se como poder de polícia o poder-dever da Administração de condicionar ou restringir o gozo de bens, atividades, e direitos individuais, em benefício da coletividade ou do próprio Estado. Por exemplo: quando se regulamenta o exercício de determinada profissão, estabelecendo condições para o seu exercício e normas para a sua fiscalização, estará presente o poder de polícia normativo. Ademais, os conselhos de fiscalização de profissão em geral (como o Conselho Regional ou Nacional de Medicina) exercem o poder de polícia quando fiscalizam o exercício da atividade profissional regulada, pois, nesse caso, estão exercendo restrições ou condicionamentos para o exercício de determinada profissão, em benefício da sociedade. Logo, o gabarito é a letra B. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 21 de 85 As demais alternativas estão todas erradas. Não existe uma definição do que seria “ato especial”. Funcionamento regular, por sua vez, remete a algo que está ocorrendo dentro da normalidade. Por fim, intervencionismo burocrático remete à ideiade intervenção do Estado. De fato, há intervenção do Estado quando se regula a ativi dade profissional, mas esta não seria a “melhor alternativa”. Gabarito: alternativa B. 28. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) O poder de polícia deve ser exercido pela Administração Pública de acordo com o interesse público. Por tal razão é chamado de poderǦdever. A esse respeito, é correto afirmar que o poder de polícia a) é amplo e permite a edição de regulamentos autônomos e executórios à margem da lei. b) impõe que a Administração Pública apure infrações e aplique penalidades, mesmo que não haja legislação prévia. c) é discricionário e confere ao administrador a liberdade subjetiva de aplicar sanções ainda que em desacordo com os princípios da proporcionalidade e razoabilidade. d) é uma competência estatal que autoriza o agente público a restringir a liberdade e a propriedade em nome do interesse público, desde que sejam observados os princípios da proporcionalidade e razoabilidade. Comentário: a) o poder de polícia de fato é amplo, pois envolve várias áreas. Contudo, qualquer restrição de direito deve ser precedida de previsão legal, não se podendo admitir a edição de regulamentos autônomos e executórios, no âmbito do poder de polícia, despidos de previsão legal – ERRADA; b) novamente, a aplicação de sanções depende de previsão em lei – ERRADA; c) de fato, uma das características do exercício do poder de polícia é a discricionariedade. No entanto, a liberdade do agente público deve ser limitada pela lei e pelos postulados da razoabilidade e da proporcionalidade. Assim, ainda que uma sanção esteja dentro dos limites da lei, mas se mostrar desarrazoada ou desproporcional à irregularidade cometida, ela será passível de anulação – ERRADA; d) exato! No poder de polícia, o Estado poderá limitar a liberdade de propriedade em nome do interesse público, observando- se, é claro, as balizas da razoabilidade e da proporcionalidade – CORRETA. Gabarito: alternativa D. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 22 de 85 29. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) Quando a lei estadual Y determina que os atos administrativos sobre o tema P devem ser praticados de acordo com a aplicação de determinados formulários constantes em manual existente no âmbito da Secretaria de Fazenda está impondo ao administrador público o poder a) finalístico. b) vinculado. c) controlador. d) discricionário. Comentário: a questão é interessante. O que o enunciado da Consulplan está passando é que determinado tema deverá ser realizado na exata forma prevista em lei. Logo, trata-se do poder vinculado. Veja, o ato administrativo sobre o tema P deverá será praticado segundo os formulários previamente estabelecidos. Logo, o gabarito é a opção B.a Assim, a letra D está errada, justamente porque não existe discricionariedade no caso. As letras A e C estão erradas, uma vez que não existe “poder finalístico” e “poder controlador”. Gabarito: alternativa B. 30. (Consulplan – Técnico Judiciário/TRE-MG/2015) Qualquer ato de autoridade, para ser irrepreensível, deve conformarǦse com a lei, com a moral da instituição e com o interesse público. Sobre o uso e abuso do poder, é INCORRETO afirmar que a) o uso do poder é lícito; o abuso, sempre ilícito. b) o ato administrativo imoral ou ilegal expõeǦse à nulidade. c) o gênero abuso de poder ou abuso de autoridade reparteǦse em duas espécies: o excesso de poder e o desvio de finalidade. d) o abuso do poder se manifesta sempre de forma comissiva, posto que a forma omissiva representa a inércia da autoridade administrativa. Comentário : a) o agente público, ao atuar na condição de agente público, exerce um poder concedido a ele pela Administração. Trata- se, portanto, de um “poder-dever”, pois a lei concede uma prerrogativa aos agentes públicos, ao mesmo tempo que determina a sua atuação. Desse modo, o uso do poder é lícito. Por outro lado, o exercício ilegítimo das prerrogativas previstas no ordenamento jurídico à Administração Pública se caracteriza, de forma genérica, como abuso de poder. Posto isso, por não se tratar de atividade legal, o abuso de poder é sempre ilícito – CORRETA; Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 23 de 85 b) essa alternativa não versa sobre os poderes administrativos, mas sim sobre os atos administrativos. No entanto, é uma questão simples de ser respondida. Um ato viciado é um ato ilegal, e portanto passível de anulação. Da mesma forma, um ato imoral é aquele que ofende a moral e os bons costumes. Da mesma forma como ocorre com o ato ilegal, os atos imorais também são passíveis de anulação – CORRETA; c) isso mesmo. O abuso de poder desdobra-se em duas categorias, (i) excesso de poder: quando o agente público atua fora dos limites de sua esfera de competência; e (ii) desvio de poder (desvio de finalidade): quando o agente atua dentro de sua esfera de competência, porém de forma contrária à finalidade explícita ou implícita na lei que determinou ou autorizou o ato. Nesse caso, será desvio de poder a tanto conduta contrária à finalidade geral (interesse público, finalidade mediata) quanto à finalidade específica (imediata) – CORRETA; d) o reconhecimento do abuso de poder pode se expressar tanto na conduta comissiva (no fazer) quanto na conduta omissiva (deixar de fazer). Assim, quando um agente público deixa de agir quando a lei determina a sua atuação, também estaremos diante de um abuso de poder – ERRADA. Gabarito: alternativa D. 31. (Consulplan – Assistente Técnico Administrativo/CODERN/2014) O poder conferido à Administração Púb l ica que lhe permite punir, apenar a prática de infrações funcionais dos servidores denomina-se poder a) funcional. b) de polícia. c) disciplinar. d) hierárquico. e) regulamentar. Comentário: vamos ver uma breve definição de cada um dos poderes? Assim aproveitamos para “refrescar” a nossa memória: poder de polícia : poder inserido na esfera privada, que permite que se apliquem restrições ou condicionamentos nas atividades privadas. Assim, por meio deste poder, é possível que a Administração Pública condicione e restrinja o uso e gozo de bens, atividades, e direitos individuais, em benefício da coletividade ou do próprio Estado; poder disciplinar : permite a aplicação de punições em decorrência de infrações relacionadas com atividades exercidas no âmbito da própria Administração Pública; Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 24 de 85 poder hierárquico : poder que possui o Executivo (ou os demais Poderes no exercício da função administrativa) para distribuir e escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal; poder regulamentar : poder conferido ao chefe do Poder Executivo para a edição de normas complementares à lei, permitindo a sua fiel execução. Assim, podemos assinalar a alternativa C – poder disciplinar – como nosso gabarito. Gabarito: alternativa C. 32. (Consulplan – Administrador/Prefeitura de Cascavel- PR/2014) “Ao administrador público, em regra, chefe do executivo, é conferido o poder de editar normas complementares à lei, visando a sua fiel execução.” Trata-sedo poder a) dever. b) de polícia. c) disciplinar ou de disciplina. d) normativo ou regulamentar. e) de regrado ou de regramento. Comentário: agora que já relembramos as definições fica fácil identificar o poder correto. A edição de decretos regulamentares que se destinam à fiel execução das leis é conferida pelo poder normativo ou regulamentar (alternativa D). Gabarito: alternativa D. 33. (Consulplan – Assistente Técnico Administrativo/CODERN/2014) Seja um caso hipotético em que um governante desapropria uma propriedade de uma empresa, cujo proprietário é seu adversário político. Considerando a possibilidade de a autoridade ter incorrido em abuso de poder, é correto afirmar que a) se a autoridade comprovar que o ato praticado restringiu-se aos limites estabelecidos na legislação específica, não há amparo legal para possível configuração de abuso de poder. b) para configurar abuso de poder, há que se demonstrar que se trata de ato discricionário, o que significa que a autoridade teria praticado o ato em acordo com seu juízo e interesse pessoal. c) se o ato praticado corresponder ao interesse público da coletividade, a configuração do abuso de poder não encontra acolhida na legislação aplicável, mesmo que haja falhas formais na prática do ato. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 25 de 85 d) o proprietário pode impetrar representação contra o ato da autoridade, avocando possível abuso de poder, mas não mandado de segurança, pois a Administração Pública tem presunção de idoneidade. e) para configurar abuso do poder da autoridade, é necessário comprovar desvio da finalidade da desapropriação, o que, de per si, permitiria o questionamento da legalidade do ato, por violação do espírito da lei. Comentário: questão bem interessante. A desapropriação de propriedade deve ter finalidade pública, como ocorre por exemplo na expropriação de um terreno para a construção de um aeroporto. Se, eventualmente, a desapropriação for praticada com finalidade diferente da prevista em lei (desvio de finalidade), configura-se abuso de poder da autoridade pública. Por exemplo, se uma autoridade desapropriar o terreno simplesmente para prejudicar um inimigo seu, estará configurado o desvio de finalidade e, por conseguinte, o abuso de poder. Nesse contexto, para se configurar o abuso de poder, é necessário comprovar que a desapropriação foi realizada com desvio de finalidade. Assim, a legalidade do ato poderá ser questionada, por violação do espírito (finalidade) da lei. Portanto, o nosso gabarito é a alternativa E. Vejamos as demais opções: a) um ato administrativo deve observar os limites e a finalidade da lei. Logo, mesmo que o ato seja realizado nos limites da lei, ele poderá configurar abuso de poder se não for observada, também, a finalidade prevista em lei – ERRADA; b) o abuso de poder pode ocorrer nos atos discricionários ou vinculados – ERRADA; c) o ato pode observar o interesse público e ainda sim ser praticado com abuso de poder. É o que ocorre, por exemplo, quando não se observa o direito ao contraditório ou quando o ato é praticado por pessoa incompetente – ERRADA; d) o mandado de segurança tem justamente a finalidade de proteger o direito líquido e certo afetado por ilegalidade ou abuso de poder de autoridade pública (CF, art. 5º, LXIX ) – ERRADA. Gabarito: alternativa E. 34. (Consulplan – Psicólogo/Prefeitura de Coimbra/2014) O prefeito de determinado município editou um decreto disciplinando o horário de funcionamento interno da prefeitura. Diante da hipótese, é correto afirmar que o prefeito agiu no exercício dos poderes a) de polícia e disciplinar. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 26 de 85 b) disciplinar e vinculado. c) vinculado e hierárquico. d) de polícia e regulamentar. e) regulamentar e hierárquico. Comentário : o ato de editar um decreto é pertencente ao poder regulamentar, posto que ele é o poder que permite a edição de normas complementares à lei, permitindo a sua fiel execução. Além disso, temos um segundo poder na questão. Esse segundo poder reflete àquele que permite disciplinar questões internas da Administração, que envolvam distribuição e escalonação (no caso exposto, o horário de funcionamento interno da prefeitura), qual seja, o poder hierárquico. Assim, podemos assinalar a alternativa E como nosso gabarito (regulamentar e hierárquico). Gabarito: alternativa E. 35. (Consulplan – Estagiário/TJ-MG/2014) “É aquele através do qual a lei permite à Administração Pública aplicar penalidades às infrações funcionais de seus servidores e demais pessoas a ela ligadas.” TrataǦse do poder a) de Polícia. b) disciplinar. c) hierárquico. d) discricionário. Comentário: a aplicação de penalidades internas, aos servidores públicos ou às pessoas sujeitas à disciplina interna da Administração, denomina-se poder disciplinar (alternativa B). Com efeito, o poder disciplinar não alcança apenas os servidores, mas também particulares que possuem algum vínculo especial com a Administração, como uma empresa que firma um contrato administrativo com o poder público. Gabarito: alternativa B. 36. (Consulplan – Advogado/TERRACAP/2014) O poder de polícia é normalmente conceituado pela doutrina administrativista como a prerrogativa de direito público que, calcada na lei, autoriza a Administração Pública a restringir o uso e o gozo da liberdade e da propriedade em favor do interesse da coletividade (In CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 21. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009, p. 73.). Nesta linha de ideias, NÃO se pode afirmar sobre o poder de polícia: a) De regra, admiteǦse a delegação do poder de polícia. b) O princípio da proporcionalidade é um limite ao poder de polícia. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 27 de 85 c) Coercibilidade é uma característica, o que o torna obrigatório, independentemente da vontade do administrado. d) Discricionariedade é uma característica, podendo também ser vinculado, quando todos os elementos da atuação estatal estiverem previstos na lei. e) Autoexecutoriedade é uma característica, o que significa que a Administração pode promover a execução por si mesma, independentemente de manifestação judicial Comentário: a) em regra, o poder de polícia não é passível de delegação. Motivo pelo qual o item está incorreto. Ressalta-se, todavia, que o STJ admite a delegação de parte do poder de polícia aos particulares, especialmente as atividades d e consentimento e de fiscalização (não admite a delegação das atividades de ordem de polícia e de sanção). Já o STF admite apenas a delegação de atividades materiais, como a realização de uma demolição. Portanto, em regra, não é possível a delegação do poder de polícia – ERRADA; b) o poder de polícia, em regra, é discricionário. Mas essa discricionariedade é balizada pela lei e pelos postulados da proporcionalidade e da razoabilidade, que impedem a aplicação de sanções ou restrições exageradas – CORRETA; c) a coercibilidade é um atributo (característica) do poder de polícia, que significa que os atos de polícia tornam-se obrigatórios,independentemente de concordância do administrado – CORRETA; d) em regra, os atos de polícia são discricionários, mas é sim possível que um ato seja vinculado, quando todos os seus elementos de formação estiverem previstos em lei (exemplo: licença) – CORRETA; e) a autoexecutoriedade também é uma característica dos atos de polícia, que significa que a Administração poderá executar suas decisões por seus próprios meios, independentemente de ordem judicial – CORRETA. Gabarito: alternativa A. 37. (Consulplan – Analista Técnico de Políticas Públicas/Prefeitura Nepomuceno-MG/2013) O Direito Administrativo consagra alguns poderes que são inerentes ao desempenho da atividade administrativa, denominando-os Poderes Administrativos. Neste pórtico, assinale a alternativa que NÃO indica um destes poderes. a) Poder de polícia. b) Poder disciplinar. c) Poder hierárquico. d) Poder instrumental. e) Poder regulamentar. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 28 de 85 Comentário: questão de graça, não é mesmo? São poderes administrativos os poderes vinculado e discricionário, hierárquico, disciplinar, regulamentar e de polícia. Portanto, a única alternativa que não corresponde a um poder administrativo é a D – poder instrumental. Gabarito: alternativa D. 38. (Consulplan – Técnico Judiciário/TSE/2012) Em relação aos poderes administrativos, é correto afirmar que a) entre ente federativo e autarquia há poder hierárquico. b) entre um superior e seu subordinado em uma repartição há poder hierárquico. c) a multa aplicada a um particular que avança o sinal tem fundamento no poder hierárquico. d) a multa aplicada pelo poder concedente a uma concessionária de serviço público tem base no poder hierárquico. Comentário : a) não existe hierarquia entre a administração direta e indireta. Assim sendo , não há a ocorrência de poder hierárquico entre o ente federativo e a autarquia – ERRADA; b) o poder hierárquico estabelece a relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal. Isso quer dizer que é o poder hierárquico que existe entre o superior e o seu subordinado em uma repartição – CORRETA; c) a aplicação de uma multa de trânsito demonstra a ocorrência do poder de polícia – ERRADA; d) enquanto a aplicação de uma multa de trânsito decorre do poder de polícia, a aplicação de punições em decorrência de infrações relacionadas com atividades exercidas no âmbito da própria Administração Pública confirma a aplicação do poder disciplinar – ERRADA. Gabarito: alternativa B. 39. (Consulplan – Técnico Judiciário/TSE/2012) Sobre o tema poderes administrativos, marque a alternativa correta. a) É pacífico o entendimento de que os poderes administrativos são renunciáveis. b) Regulamento autônomo é aquele que complementa a lei, permitindo a sua fiel execução. c) Hierarquia é o escalonamento em plano horizontal dos órgãos e agentes da Administração, estabelecendo uma relação de coordenação. d) O poder disciplinar permite a aplicação de sanções dos servidores da Administração Pública por infração funcional. Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 29 de 85 Comentário : a) os poderes administrativos são outorgados aos agentes públicos para que eles possam atuar em prol do interesse público. Logo, as competências são irrenunciáveis e devem obrigatoriamente ser exercidas – ERRADA; b) os decretos que permitem a fiel execução da lei são os decretos regulamentares. Os decretos autônomos (ou regulamentos autônomos), citados na alternativa, tratam de matérias não disciplinadas em lei – ERRADA; c) hierarquia é a relação de subordinação existente entre os vários órgãos e agentes administrativos, com a distribuição de funções e a gradação de autoridade de cada um. Assim, o que ocorre é a o escalonamento vertical, vindo do superior ao seu subordinado – ERRADA; d) isso mesmo. O poder disciplinar é o poder-dever de punir internamente as infrações funcionais dos servidores e demais pessoas sujeitas à disciplina dos órgãos e serviços da Administração – CORRETA. Gabarito: alternativa D. 40. (Consulplan - Técnico Judiciário/TSE/2012) Sobre Ato Administrativo, Abuso de Poder e Poder de Polícia, analise cada uma das afirmativas, assinalando aquela que for verdadeira. a) O mérito do ato administrativo está sempre presente nos atos discricionários, o que não acontece nos atos vinculados. b) São exemplos de atos administrativos discricionários a licença para construir e a autorização para porte de arma. c) Na Administração Pública, o abuso de poder apresenta-se unicamente de forma comissiva, seja por excesso ou desvio de poder. d) O poder de polícia é exercido com vinculação estrita, obedecendo às limitações da lei relativamente à competência, forma, fins, motivos e objeto. Comentário: vamos analisar cada uma das alternativas: a) os atos discricionários são aqueles em que o servidor possui uma margem de escolha em suas decisões e pode agir por seu próprio mérito, valorando o motivo e o objeto do ato. Por outro lado, os atos vinculados não permitem essa valoração, ou seja, não existe mérito, apenas uma rigidez maior na execução dos atos – CORRETA; b) a licença é ato vinculado, ou seja, presentes os requisitos legais, a autoridad e é obrigada a concedê-la. Já a autorização é discricionária, pois a Administração Pública deverá fazer o juízo de conveniência e oportunidade para concedê-la ou não – ERRADA; Noções de Direito Administrativo p/ TRF-2 Técnico Judiciário (Área Administrativa) Teoria e exercícios comentados Prof. Herbert Almeida – Aula Extra Prof. Herbert Almeida www.estrategiaconcursos.com.br Página 30 de 85 c) o abuso de poder pode se expressar tanto na conduta comissiva (no fazer) quanto na conduta omissiva (deixar de fazer) – ERRADA; d) uma das características do poder de polícia é a discricionariedade, pois cabe à Administração decidir o momento da escolha do que se deve fiscalizar e, no caso em concreto, escolher a sanção ou medida dentre diversas previstas em lei – ERRADA. Gabarito: alternativa A. Licitação pública 41. (Consulplan – TJ-MG/2016) A Administração Pública, quando contrata com terceiros, em regra, o faz através da licitação, nos termos definidos pela Lei nº 8.666/93. Todavia, esse certame NÃO se destina a garantir a) a observância do princípio constitucional da isonomia. b) a seleção da proposta mais vantajosa para a administração. c) a promoção do desenvolvimento nacional sustentável. d) a probidade administrativa, assegurada pelo sigilo da licitação. Comentário: de acordo com o art. 3º, caput, da Lei 8.666/1993, as licitações públicas destinam-se a: (i) garantir a observância do princípio constitucional da isonomia; (ii) selecionar a proposta mais vantajosa para a administração; (iii) promover o desenvolvimento nacional sustentável. Logo, as opções A, B e C estão corretas. Por outro lado, a probidade administrativa é um princípio que deve ser observado nas licitações, e não uma destinação/finalidade. Além disso, em regra, as fases da licitação serão públicas, exceto o conteúdo das propostas, até a data de sua abertura (art. 3º, § 3º). Gabarito: alternativa D. 42. (Consulplan – Notário e Registrador/TJ-MG/2015) Assinale a alternativa INCORRETA: a) É vedado incluir no objeto da licitação a obtenção de recursos