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Radiobiologia e Radioproteção
ROTEIRO DE AULA 
Dosimetria, blindagem e classificação de áreas
Gerenciamento de rejeitos radioativos
Protocolos de radioproteção em radiodiagnóstico,medicina nuclear e radioterapia
Legislação e diretrizes nacionais e internacionais em radioproteção
NOSSO DICIONÁRIO
Radioproteção - proteção contra radiação desnecessária
 Dose - quantidade 
 Blindagem - proteção, barreira
 Colimação - fechar, reduzir o espaço
 Exposição - estar exposto, desprotegido
 Radiação ionizante - capaz de ionizar um átomo (tem força para retirar um elétron da eletrosfera)
 Radiação não ionizante - sem força para remover o elétron do átomo, capaz de excitar o elétron
 Limite de dose - valor máximo permitido (quantidade que o tecido aguenta)
 Dosimetria - o ato de medir dose
 Controle de qualidade - garantir uso seguro
DOSIMETRIA
Conceito
Dosimetria é a área que mede a quantidade de radiação absorvida pelo corpo.
DOSE ABSORVIDA, EQUIVALENTE E EFETIVA
Esses três termos são usados em radioproteção para descrever diferentes formas de medir o efeito da radiação no corpo. Eles estão relacionados, mas não são a mesma coisa:
DOSIMETRIA
Quantidade de radiação absorvida (Dose Absorvida)
É a energia da radiação depositada em um material ou tecido.
Não leva em conta o tipo de radiação nem o dano biológico.
Unidade: Gray (Gy)
Exemplo: Se um tecido absorve 1 joule de energia por kg, a dose é 1 Gy.
DOSIMETRIA
2. Dose equivalente
Ajusta a dose absorvida considerando o tipo de radiação (porque algumas são mais perigosas que outras).
Usa um fator chamado fator de ponderação da radiação.
Fórmula:
 Dose equivalente = dose absorvida × fator da radiação
Unidade: Sievert (Sv)
 Exemplo: Radiação alfa causa mais dano que raio X, então, mesmo com a mesma dose absorvida, a dose equivalente será maior.
DOSIMETRIA
3. Dose efetiva
Vai além: considera também qual órgão ou tecido foi atingido, já que alguns são mais sensíveis à radiação.
Usa fatores de ponderação dos tecidos.
Unidade: Sievert (Sv)
 Exemplo: A mesma radiação causa mais risco se atingir órgãos como pulmões ou medula óssea do que a pele.
DOSIMETRIA
Resumo simples:
Dose absorvida (Gy) → quanta energia foi absorvida
Dose equivalente (Sv) → considera o tipo de radiação
Dose efetiva (Sv) → considera o tipo de radiação + sensibilidade dos órgãos 
Grandezas principais:
Dose absorvida (Gray – Gy)
Dose equivalente (Sievert – Sv)
Dose efetiva (Sv)
DOSIMETRIA
Tipos de dosímetros:
Individual
Área 
DOSIMETRIA
Limites de dose (trabalhadores)
Baseados em diretrizes internacionais como a International Commission on Radiological Protection:
20 mSv/ano (média em 5 anos)
Máximo de 50 mSv em um ano
DOSIMETRIA
ATIVIDADE PRÁTICA
Situação:
Um técnico recebeu 5 mSv em 3 meses.
Pergunta:
Ele está dentro do limite anual?
DOSIMETRIA
DOSIMETRISTA
A dosimetria é a área que estuda e mede a quantidade de radiação absorvida por um corpo (como o corpo humano, equipamentos ou ambiente).
Ela é fundamental em áreas como:
Radiologia
Radioterapia
Medicina nuclear
Proteção radiológica
 Na prática, a dosimetria serve para:
Garantir segurança (evitar exposição excessiva à radiação)
Controlar doses ocupacionais (profissionais expostos)
Planejar tratamentos com radiação (especialmente no câncer)
DOSIMETRIA
O dosimetrista é o profissional responsável por calcular, planejar e otimizar as doses de radiação, principalmente na radioterapia.
O que ele faz:
Calcula a dose ideal para tratar tumores
Elabora o plano de tratamento radioterápico
Define campos de radiação e distribuição da dose
Utiliza softwares específicos de planejamento
Trabalha junto com:
Médico radioterapeuta
Físico médico
DOSIMETRIA
Resumindo de forma simples:
Dosimetria = a ciência/área de estudo da radiação
Dosimetrista = o profissional que aplica essa ciência na prática
CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS
Tipos de áreas:
Área controlada
Risco de exposição
Acesso restrito
Área supervisionada
Monitoramento necessário
Área livre
Sem risco radiológico significativo
CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS
Aplicação prática:
Sala de RX → Controlada
Corredor próximo → Supervisionada
Recepção → Livre
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
O que são rejeitos radioativos?
Materiais contaminados com radionuclídeos
Radionuclídeos são átomos que têm núcleos instáveis e, por isso, emitem radiação espontaneamente para se tornarem mais estáveis.
Definição simples
Um radionuclídeo é um tipo de átomo que sofre decaimento radioativo, liberando energia na forma de:
partículas alfa (α)
partículas beta (β)
radiação gama (γ)
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Como isso acontece?
O núcleo do átomo está “instável” (excesso de energia ou desequilíbrio entre prótons e nêutrons).
Então ele se transforma em outro núcleo, emitindo radiação.
Exemplo
Carbono-14 → decai e vira Nitrogênio-14
Urânio-238 → passa por várias transformações até virar chumbo
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Tipos de radionuclídeos
1. Naturais
Existem na natureza:
Urânio
Tório
Radônio
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
2. Artificiais
Produzidos em reatores ou aceleradores:
Iodo-131 (usado em medicina)
Tecnécio-99m (exames de imagem)
Cobalto-60 (radioterapia)
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Aplicações
Radionuclídeos são muito importantes:
Medicina
Diagnóstico (exames de imagem)
Tratamento de câncer
Indústria
Controle de qualidade
Medição de espessura
Ciência
Datação (ex: carbono-14) 
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
O que são rejeitos radioativos?
Materiais contaminados com radionuclídeos
Radionuclídeos são átomos que têm núcleos instáveis e, por isso, emitem radiação espontaneamente para se tornarem mais estáveis.
Definição simples
Um radionuclídeo é um tipo de átomo que sofre decaimento radioativo, liberando energia na forma de:
partículas alfa (α)
partículas beta (β)
radiação gama (γ)
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Classificação:
Sólidos
Líquidos
Biológicos
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Rejeitos Radioativos Sólidos
Os rejeitos radioativos sólidos são materiais contaminados com substâncias radioativas que não têm mais utilidade e precisam de tratamento, armazenamento e descarte seguro para evitar riscos à saúde e ao meio ambiente.
Exemplos comuns
Luvas, máscaras, aventais descartáveis
Seringas e materiais hospitalares contaminados
Papel, algodão, gaze
Frascos de medicamentos radioativos
Filtros, resinas e materiais de laboratório
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Riscos
Se não forem gerenciados corretamente, podem causar:
Exposição indevida à radiação
Contaminação ambiental (solo, água, ar)
Riscos ocupacionais para profissionais de saúde
Classificação (de forma simplificada)
Podem ser classificados conforme:
Nível de atividade (baixa, média, alta)
Meia-vida do radionuclídeo
Tipo de radiação emitida (alfa, beta, gama)
Na prática hospitalar, a maioria é de baixa atividade e meia-vida curta.
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Gerenciamento (passo a passo)
Segregação
Separar imediatamente após o uso
Identificar com símbolo de radiação
Acondicionamento
Recipientes adequados (geralmente blindados ou resistentes)
Identificação com:
Tipo de material
Data
Radionuclídeo
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
3. Armazenamento
Em local controlado (depósito de rejeitos)
Respeitando o princípio:
“Decaimento para descarte” (aguardar perda da radioatividade)
4. Decaimento
Espera até atingir níveis seguros
Muito comum em medicina nuclear
5. Descarte final
Após atingir níveis permitidos, pode ser descartado como resíduo comum ou biológico (seguindo normas)
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Resumindo…
São resíduos sólidos contaminados com radiação
Precisam de controle rigoroso
Passam por segregação → armazenamento → decaimento → descarte
A maioria, em hospitais, é de baixo risco e meia-vida curta
GERENCIAMENTO DE REJEITOSRADIOATIVOS
Rejeitos Radioativos Líquidos
Os rejeitos radioativos líquidos são soluções ou fluidos contaminados com radionuclídeos que precisam de controle rigoroso para evitar contaminação de pessoas e do meio ambiente.
Exemplos comuns
Urina e fezes de pacientes submetidos à medicina nuclear
Restos de radiofármacos
Soluções usadas em exames e terapias
Água de lavagem de materiais contaminados
Efluentes laboratoriais 
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Riscos
Se descartados incorretamente, podem causar:
Contaminação de rede de esgoto e água
Exposição ocupacional
Impactos ambientais significativos
 Classificação
Podem ser classificados de acordo com:
Concentração de atividade (Bq/mL)
Meia-vida do radionuclídeo
Volume gerado
Na prática hospitalar, muitos são de meia-vida curta, o que facilita o manejo.
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Gerenciamento (passo a passo)
1. Segregação
Separar por tipo de radionuclídeo
Identificar corretamente o recipiente
2. Acondicionamento
Armazenar em tanques ou recipientes adequados
Materiais resistentes à corrosão
Identificação com:
Radionuclídeo
Atividade
Data
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
3. Armazenamento (Decaimento)
Mantidos em tanques de retenção
Aplicação do princípio:
 “decaimento para descarte”
4. Liberação/Descarte
Após atingir níveis seguros, podem ser:
Liberados na rede de esgoto (dentro dos limites legais)
Devem seguir critérios rigorosos de concentração
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Caso comum (Medicina Nuclear)
Pacientes tratados com Iodo-131:
Eliminam radiação pela urina
Hospitais utilizam sistemas de retenção (tanques)
O material fica armazenado até perder a radioatividade 
Resumindo…
São líquidos contaminados com radiação
Exigem armazenamento em tanques e controle rigoroso
Principal método: decaimento antes do descarte
Podem ser liberados no esgoto somente dentro dos limites legais
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Rejeitos Radioativos Biológicos
Os rejeitos radioativos biológicos são materiais de origem biológica (humana, animal ou microbiológica) contaminados com radionuclídeos. Eles combinam risco biológico + risco radiológico, exigindo manejo ainda mais rigoroso.
Exemplos comuns
Sangue, urina e fezes contaminados
Tecidos, órgãos ou peças anatômicas
Carcaças de animais de pesquisa
Culturas celulares contaminadas
Materiais perfurocortantes com contaminação radioativa (agulhas, lâminas) 
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Riscos envolvidos
Radiação ionizante (exposição e contaminação)
Agentes biológicos (infecções)
Impacto ambiental, se houver descarte inadequado
Gerenciamento (etapas)
1. Segregação
Separar imediatamente após a geração
Identificar com:
Símbolo de risco biológico
Símbolo de radiação
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
2. Acondicionamento
Recipientes adequados:
Sacos brancos leitosos (resíduos infectantes)
Recipientes rígidos para perfurocortantes
Identificação com:
Tipo de material
Radionuclídeo
Data
3. Armazenamento
Local exclusivo e controlado
Aplicação do princípio:
 “decaimento para descarte” (quando possível)
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
4. Tratamento
Depende do tipo de rejeito:
Autoclavagem (para descontaminação biológica)
Incineração (quando indicado)
⚠️ Importante: muitas vezes é necessário *esperar o decaimento radioativo antes do tratamento biológic
5. Descarte final
Após redução da radioatividade a níveis seguros
Segue fluxo de:
Resíduo infectante comum (RDC/ANVISA)
Ou rejeito radioativo, conforme o caso 
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Resumo simples
São resíduos biológicos + radioativos
Exigem controle duplo (infecção + radiação)
Etapas-chave:
 segregar → armazenar → decair → tratar → descartar
Podem precisar de decaimento antes de autoclavagem/incineração
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Etapas do gerenciamento:
Segregação
Armazenamento
Decaimento
Descarte
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Exemplo prático:
Na medicina nuclear:
Iodo-131 → armazenado até decaimento seguro
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Legislação no Brasil
Comissão Nacional de Energia Nuclear
O que é:
É o órgão responsável por regular e fiscalizar tudo que envolve radiação ionizante no Brasil.
Função principal:
Controlar o uso seguro da radiação para proteger:
Trabalhadores
Pacientes
Meio ambiente
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Legislação no Brasil
Na prática:
A CNEN define:
Limites de dose
Regras de armazenamento de rejeitos
Transporte de material radioativo
Licenciamento de serviços (radiologia, medicina nuclear, etc.)
 Resumo: cuida da parte radiológica (radiação)
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Legislação no Brasil
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
O que é:
Órgão que regula serviços de saúde no Brasil.
Função principal:
Garantir a segurança sanitária e biológica
Na prática:
A ANVISA controla:
Infecção hospitalar
Descarte de resíduos de saúde
Biossegurança
Organização dos serviços
Resumo: cuida da parte biológica e sanitária
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Legislação no Brasil
CNEN NN 8.01 – Gerência de Rejeitos Radioativos
O que aborda:
É a principal norma sobre como lidar com rejeitos radioativos
O que ela define:
Classificação dos rejeitos (baixo, médio, alto nível)
Formas de:
Segregação
Acondicionamento
Armazenamento
Transporte
Destinação final
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Conceito-chave:
 “Decaimento para descarte” (muito cobrado em prova)Importante:
Aplica-se a:
Hospitais
Clínicas
Indústrias
Centros de pesquisa
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
CNEN NN 6.05 – Serviços de Medicina Nuclear
 O que aborda:
Norma específica para serviços que utilizam radiofármacos
 O que ela define:
Regras de funcionamento da medicina nuclear
Proteção radiológica
Controle de pacientes tratados com radionuclídeos
Gerenciamento de rejeitos líquidos (ex: urina com Iodo-131)
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Destaque:
Uso de tanques de retenção
Controle da liberação de efluentes
 Muito importante para prática clínica
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
RDC 222/2018 – Resíduos de Serviços de Saúde (ANVISA)
 O que aborda:
Regulamenta o gerenciamento de resíduos hospitalares
 O que ela define:
Classificação dos resíduos em grupos:
Grupo A → biológicos (infectantes)
Grupo B → químicos
Grupo C → radioativos 
Grupo D → comuns
Grupo E → perfurocortantes
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Importante:
O rejeito radioativo é o Grupo C
Quando há risco biológico + radiológico → precisa seguir CNEN + ANVISA
 Exemplo clássico de prova:
Sangue contaminado com radiação = dupla regulamentação
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Resumo Integrado (ESSENCIAL)
CNEN → controla a radiação
ANVISA → controla o risco biológico/sanitário
 Normas principais:
CNEN NN 8.01 → rejeitos radioativos
CNEN NN 6.05 → medicina nuclear
RDC 222/2018 → resíduos de saúde
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Dica
Se a questão falar de:
Radiação → CNEN
Hospital / infecção → ANVISA
Os dois juntos → aplicar as duas normas
PROTOCOLOS DE RADIOPROTEÇÃO
Princípios básicos:
Definidos pela International Atomic Energy Agency:
Justificação
A justificação significa que qualquer exposição à radiação só deve ser realizada se trouxer mais benefício do que risco.
 Ou seja:
 Não se deve expor ninguém à radiação sem necessidade.
 Exemplos:
Solicitar um raio-X apenas quando realmente necessário
Evitar exames repetidos sem indicação clínica
Avaliar se outro método sem radiação (ex: ultrassom) pode substituir
PROTOCOLOS DE RADIOPROTEÇÃO
Princípios básicos:
Definidos pela International Atomic Energy Agency:
Otimização (ALARA)
A otimização determina que a dose de radiação deve ser a menor possível, sem comprometer a qualidade do exame ou tratamento.
 Conhecido como:
ALARA (As Low As Reasonably Achievable)
 → “Tão baixo quanto razoavelmente possível”
Como aplicar:
Ajustar parâmetros técnicos (kV, mAs)
Usar proteção(avental de chumbo, colimadores)
Reduzir tempo de exposição
Manter distância adequada da fonte
PROTOCOLOS DE RADIOPROTEÇÃO
Princípios básicos:
Definidos pela International Atomic Energy Agency:
Limitação de dose
A limitação de dose estabelece que existem valores máximos de radiação permitidos, principalmente para:
Profissionais ocupacionalmente expostos
Público em geral
 Isso evita efeitos biológicos nocivos ao longo do tempo.
 Importante:
Não se aplica a pacientes em exames médicos, pois nesses casos prevalece a justificação + otimização
PROTOCOLOS DE RADIOPROTEÇÃO
Radiodiagnóstico:
Uso de avental de chumbo
Colimação
Redução de repetição de exames
PROTOCOLOS DE RADIOPROTEÇÃO
Medicina Nuclear:
Controle de contaminação
Uso de seringas blindadas
Monitoramento constante
PROTOCOLOS DE RADIOPROTEÇÃO
Radioterapia:
Altas doses controladas
Planejamento rigoroso
Proteção de tecidos sadios
LEGISLAÇÃO
Normas brasileiras
ANVISA
RDC 611/2022 → Radiodiagnóstico
Comissão Nacional de Energia Nuclear
Normas de proteção radiológica
Gerenciamento de rejeitos
GERENCIAMENTO DE REJEITOS RADIOATIVOS
Legislação no Brasil
O gerenciamento envolve duas frentes principais:
☢️ Comissão Nacional de Energia Nuclear
🏥 Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Principais normas:
CNEN NN 8.01 – Gerência de rejeitos radioativos
CNEN NN 6.05 – Medicina nuclear
RDC 222/2018 (ANVISA) – Resíduos de serviços de saúde
LEGISLAÇÃO
Normas internacionais
International Commission on Radiological Protection
International Atomic Energy Agency
World Health Organization
LEGISLAÇÃO
International Commission on Radiological Protection
A ICRP é uma organização científica independente que define os princípios básicos da radioproteção.
 Principais contribuições:
Estabeleceu os 3 princípios fundamentais:
Justificação → nenhuma prática com radiação deve ser realizada sem benefício.
Otimização (ALARA) → manter doses tão baixas quanto razoavelmente possível.
Limitação de dose → evitar níveis de exposição perigosos.
Publica recomendações amplamente adotadas no mundo (ex: Publicação 103).
Define limites de dose ocupacional e para o público.
 Importância: Serve como base científica para legislações nacionais (como as normas da CNEN no Brasil).
LEGISLAÇÃO
International Atomic Energy Agency
A IAEA é uma organização ligada à ONU que atua na regulamentação e promoção do uso seguro da energia nuclear.
 Principais funções:
Desenvolve normas internacionais de segurança, como:
Basic Safety Standards (BSS).
Auxilia países na criação de legislações e infraestrutura regulatória.
Realiza inspeções, auditorias e cooperação técnica.
Atua também na segurança nuclear e não proliferação de armas.
 Importância: Traduz as recomendações da ICRP em normas práticas aplicáveis.
LEGISLAÇÃO
World Health Organization
A WHO (OMS) atua na proteção da saúde humana, incluindo os riscos associados à radiação.
 Principais ações:
Desenvolve diretrizes para uso seguro da radiação na medicina.
Avalia impactos de exposições (ex: acidentes nucleares).
Promove campanhas de segurança do paciente em radiologia.
Trabalha em conjunto com a IAEA e outros órgãos.
 Importância: Foca no impacto da radiação na saúde pública, especialmente em exames e tratamentos médicos.
LEGISLAÇÃO
Relação entre as três organizações
ICRP → Define os conceitos e princípios científicos
IAEA → Transforma esses princípios em normas e regulamentos internacionais
WHO → Aplica essas normas com foco na saúde da população
Resumo Final
Essas três instituições atuam de forma integrada para garantir que o uso da radiação:
Seja seguro
Seja justificado
Traga mais benefícios do que riscos
LEGISLAÇÃO
Importância prática:
Segurança do trabalhador
Segurança do paciente
Cumprimento legal
Aprendendo na Prática 
ESTUDO DE CASO
Situação:
Uma clínica:
Não controla dose ocupacional
Não classifica áreas
Não possui blindagem adequada
👉 Pergunta:
Quais irregularidades existem?
Resposta esperada:
Falha na dosimetria
Falha na classificação de áreas
Risco ocupacional elevado
Descumprimento da legislação
Aprendendo na prática
https://kahoot.it/challenge/06516634?challenge-id=84af08d6-4602-4d4c-99da-f1143e78e732_1774993371696
PIN 06516634
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