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AFYA CURSO DE MEDICINA - AFYA NOTA FINAL Aluno: Componente Curricular: Integração Ensino Serviço Comunidade III Professor (es): Período: 202501 Turma: Data: N1 ESPECÍFICA_3 PERIODO_08ABRIL_2025.1_IESC RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA PROVA 15492 - CADERNO 001 1ª QUESTÃO Enunciado: ( AFYA GARANHUNS) Martha, 38 anos, mulher negra, quilombola, é atendida em uma Unidade de Saúde da Família (USF) para acompanhamento de anemia falciforme. Durante a consulta, ela relata que tem sentido crises de dor com maior frequência nos últimos meses, mas evita procurar a unidade porque já teve experiências negativas em outros serviços de saúde, onde se sentiu discriminada por sua condição étnica e socioeconômica. Ela também menciona que está preocupada com o impacto da doença em sua capacidade de cuidar dos filhos e em sua vida comunitária. O médico, Olívio, ao ouvi-la, demonstra interesse genuíno em compreender suas preocupações, e a questiona se conhece alguém com esse mesmo diagnóstico. A usuária diz desconhecer, mas relata que sua mãe apresentava os mesmos sintomas e teve uma morte muito sofrida e sem assistência. Olívio aprofunda o diálogo sobre os sentimentos e ideias de Martha, como tem sido o tratamento e quais as suas expectativas para a condução do caso, buscando, também, deixar a paciente confortável para se expressar. Com base no texto, analise as alternativas abaixo e marque a que descreve o componente do Método Clínico Centrado na Pessoa aplicado ao caso apresentado. 000154.92001b.5512e7.0dbc80.1eb579.736a4f.f9d1d8.f2bb0 Pgina 1 de 18 acervo.top / acervotop.com Alternativas: (alternativa A) Entendendo a pessoa como um todo: o médico aprofunda o estudo sobre a anemia falciforme, de modo a conseguir conduzir melhor o caso, ao compreender os aspectos fisiológicos do agravo, garantindo que a paciente terá um tratamento adequado. (alternativa B) Elaborando um plano conjunto de manejo dos problemas: o médico propõe um plano de cuidado centrado no controle das crises de dor, considerando os sinais, sintomas e epidemiologia do agravo da paciente. (alternativa C) (CORRETA) Explorando a saúde, a doença e a experiência da enfermidade: o médico prioriza a escuta ativa e a empatia, reconhecendo as experiências negativas da paciente com outros serviços de saúde e validando suas preocupações. (alternativa D) Garantia de conduta humanizada: o médico reconhece a singularidade do caso da usuária, evitando abordagens reducionistas ou centradas exclusivamente na doença, considerando aspectos emocionais, sociais, culturais, familiares e ambientais que influenciam a saúde. 000154.92001b.5512e7.0dbc80.1eb579.736a4f.f9d1d8.f2bb0 Pgina 2 de 18 Resposta comentada: No caso apresentado, o médico lança mão de estratégias embasadas no MCCP, aplicando os componentes: Explorando a saúde, a doença e a experiência da enfermidade: O médico prioriza a escuta ativa e a empatia, reconhecendo as experiências negativas da paciente com outros serviços de saúde e validando suas preocupações. Correto. Entendendo a pessoa como um todo: O médico aprofunda o estudo sobre a anemia falciforme, de modo a conseguir conduzir melhor o caso, ao compreender os aspectos fisiológicos do agravo, garantindo que a paciente terá um tratamento adequado. Nesse componente, o médico busca compreender o contexto de vida e o impacto da doença na vida da paciente, incluindo suas responsabilidades familiares e comunitárias, centrando o objetivo na pessoa e não na doença. Elaborando um plano conjunto de manejo dos problemas: O médico propõe um plano de cuidado centrado no controle das crises de dor, considerando os sinais, sintomas e epidemiologia do agravo da paciente. Neste componente, o médico propõe uma relação terapêutica, de modo que o paciente é um sujeito ativo na definição das metas do plano de cuidado. Garantia de conduta humanizada: O médico reconhece a singularidade do caso da usuária, evitando abordagens reducionistas ou centradas exclusivamente na doença, considerando aspectos emocionais, sociais, culturais, familiares e ambientais que influenciam a saúde - ainda que a descrição esteja correta, a garantia de conduta humanizada não é um componente do MCCP, o quarto componente seria: fortalecendo a relação médico-paciente. Referências: STEWART, Moira et al. Medicina centrada na pessoa: transformando o método clínico. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. e-PUB. PARTE 02 [recurso eletrônico]. LOPES, José Mauro Ceratti; DIAS, Lêda Chaves. Consulta e abordagem centrada na pessoa. In: GUSSO, Gustavo; LOPES, José Mauro Ceratti (Org.). Tratado de Medicina de Família e Comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed, 2019. p. 132-141. 2ª QUESTÃO Enunciado: (AFYA ITABUNA) Uma equipe de saúde da família reuniu-se na Unidade Básica de Saúde para discutir um caso que havia desafiado seus conhecimentos e habilidades. A paciente em questão era Maria Oliveira, uma mulher de 55 anos com diabetes e hipertensão, mas o que tornava seu caso singular eram os aspectos sociais e emocionais que envolviam sua jornada de saúde. Durante a reunião, a equipe destacou que as dificuldades na adesão ao tratamento eram devidas às limitações financeiras de Maria, e que as tensões familiares impactavam seu bem-estar emocional. Após uma ampla discussão sobre o caso de Maria, a enfermeira e o ACS ficaram encarregados de conduzir as visitas domiciliares, o psicólogo de realizar sessões de apoio emocional a Maria e sua família, e a médica do acompanhamento clínico da HAS e DM. Com base no caso anterior, analise as alternativas e marque os momentos do Projeto Terapêutico Singular apresentados na situação anterior. 000154.92001b.5512e7.0dbc80.1eb579.736a4f.f9d1d8.f2bb0 Pgina 3 de 18 Alternativas: (alternativa A) Definição de metas e reavaliação. (alternativa B) (CORRETA) Diagnóstico situacional e divisão de responsabilidades. (alternativa C) Divisão de responsabilidades e reavaliação. (alternativa D) Prescrição de medicação e acompanhamento domiciliar. Resposta comentada: Resposta correta: Diagnóstico situacional e divisão de responsabilidades. O PTS contém 4 momentos: Diagnóstico; definição de metas; divisão de responsabilidades e reavaliação. No texto, podemos identificar o diagnóstico situacional e a divisão de tarefas, sendo: O diagnóstico: deverá conter uma avaliação orgânica, psicológica e social, que possibilite uma conclusão a respeito dos riscos e da vulnerabilidade do usuário. Deve tentar captar como o sujeito singular se produz diante de forças como as doenças, os desejos e os interesses, assim como também o trabalho, a cultura, a família e a rede social. Ou seja, tentar entender o que o sujeito faz de tudo que fizeram dele. Divisão de responsabilidades: é importante definir as tarefas de cada um com clareza. Referência: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. Clínica ampliada, equipe de referência e projeto terapêutico singular. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2007. 60 p.: il. color. Série B. Textos Básicos de Saúde. Disponível em: https://admin.atencaobasica.rs.gov.br/upload/arquivos/202207/05102205-07101125-pts-1.pdf. Acesso em: 28 mar. 2025. 3ª QUESTÃO 000154.92001b.5512e7.0dbc80.1eb579.736a4f.f9d1d8.f2bb0 Pgina 4 de 18 Enunciado: (UNITPAC) Maria, de 42 anos, residente em uma comunidade de periferia, busca acompanhamento médico na Atenção Primária à Saúde. Ela é casada e tem dois filhos, um de 10 anos e outro de 6. Paciente relata que, há alguns meses, tem se sentido cansada, com dificuldade para realizar suas atividades diárias, como cuidar da casa e acompanhar os filhos. Além disso, ela menciona dores articulares nas mãos e nos joelhos, além de episódios de ansiedade, como sensação de falta de ar e coração acelerado. Durante uma consulta, a médica observa que a paciente apresenta sobrepeso, com índice de massa corporal(IMC) de 30,2, e tem histórico familiar de hipertensão e diabetes tipo 2. Também apresenta dificuldades financeiras e deficiências de apoio familiar, já que o marido trabalha em horário integral e não pode ajudar. A médica propõe a elaboração de um Projeto Terapêutico Singular (PTS) para o caso. Com base nesse cenário, elabore um PTS para Maria, definindo medidas de curto, médio e longo prazo. Para cada fase, incluindo metas específicas relacionadas ao diagnóstico e à promoção da saúde, considerando as abordagens clínicas e psicossociais adequadas. Alternativas: -- Resposta comentada: A resolução desta questão exige compreensão sobre o Projeto Terapêutico Singular (PTS) na Atenção Primária à Saúde, abordando aspectos clínicos, psicológicos e sociais. O planejamento deve ser estruturado em metas de curto, médio e longo prazo, garantindo um acompanhamento integral e humanizado. 1. Metas de curto prazo (0 a 3 meses): Ações e Metas: Saúde Mental e Emocional: Terapia com equipe com aporte da equipe de atenção básica (APS) por meio de regulação ou por meio de equipe multiprofissional, além dos próprios componentes da ESF. Ações: Encaminhamento para psicoterapia cognitivo-comportamental (TCC), acompanhando a execução do acompanhamento. Comece o uso de medicação ansiolítica (caso necessário). Acompanhamento de métodos terapêuticos não medicamentosos de acordo com a necessidade, tendo como exemplo o ensino de estratégias de relaxamento e controle de respiração para aliviar sintomas. Saúde Física: Ações: Avaliação nutricional e elaboração de um plano alimentar equilibrado, com o objetivo de atender o paladar e melhorar a qualidade de saúde associada. Introdução de exercícios físicos de baixo impacto (se possível, com acompanhamento instrucional de educador físico e/ou fisioterapeuta). Encaminhamento para reumatologista para apreciação especializada do caso álgico. Apoio Social e Familiar: Ações: Avaliação da dinâmica familiar com papel representativo de cada componente da família com apoio à reorganização e nova dinâmica. 000154.92001b.5512e7.0dbc80.1eb579.736a4f.f9d1d8.f2bb0 Pgina 5 de 18 Orientação ao marido e filhos sobre a importância do compartilhamento de atividades. Encaminhamento para assistente social. 2. Metas de médio prazo (3 a 6 meses): Ações e Metas: Saúde Mental: manutenção de acompanhamento da APS para estado emocional. Objetivo: manutenção e melhora da estabilidade emocional e redução do estresse patológico. Ações: Continuação da psicoterapia cognitivo-comportamental (TCC). Ajuste da medicação ansiolítica, caso esteja em uso e se necessário. Incentivar a manutenção de prática diária de técnicas de relaxamento. Saúde Física: Ações: Acompanhamento contínuo com nutricionista, com ajustes no plano alimentar de acordo com o desenvolvimento de resultados. Aumento gradual da intensidade da atividade física, com a introdução profissional. Avaliação contínua das condições articulares com desenvolvimento de acordo com os resultados apresentados. Acompanhamento com educador físico para readequação do desenvolvimento da paciente. Apoio Social e Familiar: Ações: Continuar o apoio do assistente social. Realização de sessões de orientação familiar, para ajudar na adaptação e no apoio contínuo do relacionamento da família. Incentivar Maria a participar de grupos de apoio comunitário ou online de acordo com possibilidade e disponibilidade. 3. Metas de longo prazo (6 meses a 1 ano e além disso): Ações e Metas: Saúde Mental: Objetivo: Garantir a estabilidade emocional. Ações: Acompanhar o desenvolvimento do estado emocional. Adoção permanente de estratégias de enfrentamento e autocontrole do estresse. Avaliação da necessidade de descontinuação da medicação ansiolítica. Saúde Física: Ações: Manutenção da perda de peso com foco e disciplina. Atividade física regular, seguindo instrução profissional. Acompanhamento contínuo das condições articulares e cardiovasculares, de acordo com a necessidade. Realização de exames preventivos regulares. 000154.92001b.5512e7.0dbc80.1eb579.736a4f.f9d1d8.f2bb0 Pgina 6 de 18 Apoio Social e Familiar: Ações: Participação ativa de Maria em grupos de apoio ou atividades sociais. Fortalecimento de recursos comunitários. Monitoramento e avaliação contínua: O PTS para Maria deve ser monitorado e ajustado periodicamente pela equipe de APS. Uma avaliação contínua das metas de curto, médio e longo prazo permitirá ajustar as disposições e garantir que Maria tenha acesso ao cuidado necessário para atingir uma melhoria significativa e sustentável de sua qualidade de vida. Referência: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada e compartilhada. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. 64 p. il. color. Série B. Textos Básicos de Saúde. ISBN 978-85-334- 1582-9. 4ª QUESTÃO Enunciado: (AFYA PARAÍBA) Durante um programa de capacitação em saúde na Unidade Básica de Saúde (UBS), duas equipes de saúde participam de treinamentos sobre a importância de a unidade de saúde acompanhar os pacientes com transtornos mentais, visto que o número de encaminhamentos para os centros de saúde mental especializados, mesmo em casos de situações que a atenção primária pode resolver, têm sobrecarregado os serviços. Na capacitação, os especialistas abordaram as situações de saúde mental comuns na região, as competências e atribuições dos profissionais nos cuidados aos usuários com transtornos mentais e o seu manejo na Atenção Primária. Com base na situação descrita e nas características da educação permanente e educação continuada, analise os itens abaixo. I. Trata-se de uma educação permanente, que busca um processo contínuo de reflexão, aprendizado coletivo e adaptação às necessidades do contexto local, com foco no desenvolvimento das competências dos profissionais de saúde por meio da integração de saberes práticos e teóricos durante as práticas cotidianas. II. Trata-se de uma educação continuada, que está centrada no aprimoramento das competências técnicas e científicas dos profissionais de saúde ao longo de sua carreira, com a realização de cursos e treinamentos pontuais voltados para a atualização de conhecimentos sobre novas tecnologias e terapias. III. Trata-se de uma educação permanente, que é caracterizada por treinamentos pontuais realizados fora do ambiente de trabalho, onde os profissionais de saúde apenas atualizam seu conhecimento teórico, sem vínculo direto com a prática cotidiana no atendimento à população. IV. Trata-se de uma educação continuada, que envolve a reflexão contínua sobre as práticas de saúde no contexto da equipe de saúde da família, com um foco maior na adaptação das práticas ao cotidiano da comunidade e na melhoria da qualidade da atenção prestada à população. Está correto apenas o que se afirma em: 000154.92001b.5512e7.0dbc80.1eb579.736a4f.f9d1d8.f2bb0 Pgina 7 de 18 Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) I. (alternativa B) I e III. (alternativa C) II e IV. (alternativa D) II. Resposta comentada: Apenas a I está correta. Trata-se de uma educação permanente, pois a equipe foi treinada devido às necessidades de aprimoramento do processo de trabalho, o qual estava impactando os demais serviços da rede. Justificativas: I (Correto): A educação permanente envolve um processo contínuo de aprendizado integrado ao trabalho cotidiano, com foco em reflexão coletiva e adaptação ao contexto local. Ela busca o desenvolvimento das competências dos profissionais de saúde por meio da integração de teorias e práticas. Conforme Mendes et al. (2021), a educação permanente é essencial para a adaptação das práticas aos contextos e necessidades locais. II (falso): A capacitação da situação problema não éeducação continuada, está focada no aprimoramento das competências técnicas e científicas ao longo da carreira dos profissionais de saúde. Ela ocorre por meio de cursos, treinamentos e outras ações pontuais, com ênfase na atualização sobre novastecnologias, terapias e práticas. Mendes et al. (2021) destacam que a educação continuada visa à capacitação do profissional ao longo do tempo, mantendo-o atualizado sobre as inovações no campo da saúde. III (Falso): A educação permanente não é caracterizada apenas por treinamentos pontuais fora do ambiente de trabalho. Pelo contrário, ela envolve práticas contínuas de reflexão e aprendizado no próprio ambiente de trabalho, buscando adaptar as práticas de saúde às necessidades locais. Não se restringe a atualizações teóricas, mas envolve uma integração de saberes práticos e teóricos. IV (Falso): A educação continuada não se caracteriza pela reflexão contínua sobre as práticas no cotidiano da comunidade. Ela está mais voltada para o aprimoramento das competências técnicas e científicas dos profissionais de saúde de forma pontual. Já a educação permanente é que se foca na adaptação das práticas ao contexto local e à melhoria contínua da qualidade da atenção prestada à população. Referência: MENDES, G. N. et al. Educação continuada e permanente na Atenção Primária de Saúde: uma necessidade multiprofissional. Cenas Educacionais, v. 4, p. 1-13, 2021. 5ª QUESTÃO 000154.92001b.5512e7.0dbc80.1eb579.736a4f.f9d1d8.f2bb0 Pgina 8 de 18 Enunciado: (UNISL PORTO VELHO) A adolescência é um período de mudanças significativas para a dinâmica familiar, exigindo que os pais ajustem suas estratégias de comunicação e disciplina à crescente independência dos filhos. O desafio para a família nesse estágio do ciclo de vida é equilibrar a necessidade de autonomia dos adolescentes com a manutenção de limites e apoio emocional. Com base no ciclo de vida familiar, qual das alternativas abaixo melhor caracteriza as atribuições desse estágio? Alternativas: (alternativa A) O relacionamento entre pais e filhos se baseia em um modelo permissivo, permitindo total autonomia na tomada de decisões, sem necessidade de supervisão. (alternativa B) A família está focada em reforçar o ensino de habilidades básicas de autocuidado e responsabilidade, preparo da criança para a fase pré-adolescente. (alternativa C) (CORRETA) A busca por independência dos filhos leva os pais a redefinirem seus papéis, estabelecendo limites mais claros e ajustando sua abordagem parental. (alternativa D) O principal foco da família passa a ser o planejamento financeiro dos pais e a chegada de novos filhos, exigindo uma mudança na estrutura familiar. 000154.92001b.5512e7.0dbc80.1eb579.736a4f.f9d1d8.f2bb0 Pgina 9 de 18 Resposta comentada: Alternativa correta: A busca por independência dos filhos leva os pais a redefinirem seus papéis, estabelecendo limites mais claros e ajustando sua abordagem parental. Justificativa: Durante a adolescência, a família enfrenta desafios relacionados à necessidade dos filhos de maior autonomia. Para lidar com esse momento de transição, os pais precisam adaptar sua abordagem parental, deixando de lado um modelo excessivamente autoritário e adotando um estilo de comunicação que equilibre independência e suporte emocional. Esse processo envolve a redefinição dos papéis parentais e o estabelecimento de limites adequados, de forma a permitir a construção da responsabilidade do adolescente sem perder a supervisão necessária. Justificativa das alternativas incorretas: A família deve reforçar o ensino de habilidades básicas de autocuidado e responsabilidade, preparando a criança para a fase pré-adolescente. Justificativa: O ensino de habilidades de autocuidado e responsabilidade faz parte do desenvolvimento infantil, mas não caracteriza especificamente o período da adolescência. Nessa fase, o foco está mais na autonomia e nas interações sociais do adolescente. O relacionamento entre pais e filhos se baseia em um modelo permissivo, permitindo total autonomia na tomada de decisões, sem necessidade de supervisão. Justificativa: Um estilo parental permissivo e a ausência de limites não são adequados para esse estágio do ciclo de vida familiar. Embora a independência do adolescente deva ser incentivada, a orientação dos pais continua essencial, devendo ser mantido um modelo de disciplina baseado no diálogo e na negociação. O principal foco da família passa a ser o planejamento financeiro dos pais e a chegada de novos filhos, exigindo uma mudança na estrutura familiar. Justificativa: O planejamento financeiro e a chegada de novos filhos podem ocorrer em qualquer fase da vida familiar, mas não são elementos centrais da fase da adolescência. O foco principal nessa etapa é a adaptação dos pais à crescente autonomia dos filhos e à necessidade de apoio emocional. Referências: DUNCAN, BRUCE, B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. (5ª edição). Grupo A, 2022. (Cap. 20). CHAPADEIRO, C. A. et al. A família como foco da atenção primária à saúde. Belo Horizonte: Nescon/UFMG, 2011. 6ª QUESTÃO 000154.92001b.5512e7.0dbc80.1eb579.736a4f.f9d1d8.f2bb0 Pgina 10 de 18 Enunciado: (AFYA IPATINGA) José Luís é uma criança que está apresentando problemas de desempenho escolar e está sendo acompanhada pela equipe multidisciplinar da Unidade Básica de Saúde do seu bairro. Após realizarem um estudo da família, construíram o genograma abaixo. Baseado no capítulo de abordagem familiar do Tratado de Medicina de Família e Comunidade, interprete e descreva apenas as interações/relações entre os membros dessa família que foram representadas no genograma. Alternativas: -- 000154.92001b.5512e7.0dbc80.1eb579.736a4f.f9d1d8.f2bb0 Pgina 11 de 18 Resposta comentada: O aluno deve interpretar e descrever apenas as interações/relações representadas. O comando não solicita que ele realize a interpretação de outras informações, como as comorbidades, ocupação, idade, filhos, deficiências e dependência química. Portanto, se o fizer, não pontua como correto, pois não atende ao comando. O comando solicita a interpretação das interações/relações entre as pessoas. Assim, o aluno deverá identificar pelo menos 5 linhas de interações/relações que estão representadas e pontuar todas elas para obter o valor total do item. As interações são: 1. João é divorciado de Anita. 2. João tem relação de união estável/namoro com Rosa. 3. João tem uma relação de conflito/agressiva com o filho Rui. 4. Rui tem uma relação de conflito/agressiva com o filho José Luís. 5. Jurema tem uma relação de proximidade com a mãe, Vera. 6. Rui é casado com Jurema. 7. Júlio é casado com Vera. Referência: GUSSO, Gustavo; LOPES, José MC; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina de família e comunidade - 2 volumes: princípios, formação e prática. 2. ed. Porto Alegre: ArtMed, 2019. E- book. pág. 289. ISBN 9788582715369. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582715369/. Acesso em: 22 fev. 2025. 7ª QUESTÃO Enunciado: (UNITPAC) Paciente do sexo feminino, 45 anos, comparece à consulta de rotina na unidade de saúde. Relata sintomas de depressão, como falta de interesse nas atividades diárias, insônia e sensação de cansaço constante. Além disso, apresenta hipertensão arterial e obesidade. Ela menciona que se sente sobrecarregada com o cuidado da sua família e com a falta de apoio social. Ela expressa dificuldades em lidar com sua saúde e com a mudança no estilo de vida devido à condição de obesidade e pressão alta. Frente ao exposto, analise a situação e marque a alternativa que apresenta o papel da equipe multiprofissional na abordagem do Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP), sobretudo no tocante ao terceiro componente. 000154.92001b.5512e7.0dbc80.1eb579.736a4f.f9d1d8.f2bb0 Pgina 12 de 18 Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) A equipe deve trabalhar de forma integrada, discutindo as necessidades da paciente e oferecendo plano de manejo que inclua orientações para controle de doenças e suporte emocional e social. (alternativa B) Os trabalhos dispensariam a avaliação do médico da equipe, visto que o caso da paciente é muito simples e o médico deve ficar com a atividade focada na clínica tradicional.(alternativa C) A equipe deve trabalhar em pequenos grupos, com o médico lidando com os aspectos biológicos e os psicólogos e assistentes sociais cuidando das questões emocionais e sociais. (alternativa D) A equipe deve dividir as responsabilidades, com cada profissional focando na área de sua competência e atuando de forma unitária e direcionada. Resposta comentada: A equipe deve trabalhar de forma integrada, discutindo as necessidades da paciente e oferecendo plano de manejo que inclua orientações para controle de doenças e suporte emocional e social. CORRETA. A equipe deve trabalhar de forma integrada, discutindo as necessidades de Maria e oferecendo um plano de manejo que inclui intervenções para controlar a hipertensão, tratar a obesidade e oferecer suporte emocional e social, portanto, a terceira opção é a correta. A alternativa correta enfatiza que a equipe deve trabalhar de forma integrada, discutindo as necessidades da paciente e oferecendo um plano terapêutico que inclua intervenções para controle das doenças crônicas, suporte emocional e social. A atuação deve ser interdisciplinar, garantindo que a paciente receba um atendimento humanizado e personalizado, alinhado às diretrizes do MCCP. A equipe deve dividir as responsabilidades, com cada profissional focando na área de sua competência e atuando de forma unitária e direcionada. Incorreta, pois sugere um modelo fragmentado de cuidado, no qual cada profissional atua isoladamente dentro de sua especialidade, sem integração entre as áreas. O Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) enfatiza a necessidade de um trabalho colaborativo e interdisciplinar, garantindo que as decisões sejam tomadas em conjunto, considerando a experiência e as necessidades do paciente. A divisão rígida das responsabilidades pode resultar em uma abordagem mecanizada, sem considerar a complexidade das condições da paciente, como depressão, hipertensão, obesidade e sobrecarga emocional. A equipe deve trabalhar com pequenos grupos, com o médico lidando com os aspectos biológicos e os psicólogos e assistentes sociais cuidando das questões emocionais e sociais. Incorreta, pois reforça uma separação artificial entre os aspectos biológicos e psicossociais, o que vai contra o princípio da integralidade do cuidado. No MCCP, os problemas de saúde devem ser abordados de maneira holística, pois fatores emocionais e sociais influenciam diretamente o controle das doenças crônicas e a adesão ao tratamento. Além disso, a tomada de decisões em pequenos grupos isolados pode gerar lacunas no atendimento, dificultando a continuidade do cuidado e a personalização do plano terapêutico. Os trabalhos dispensariam a avaliação do médico da equipe, visto que o caso da paciente é muito simples e o médico deve ficar com a atividade focada na clínica tradicional. Incorreta, pois desconsidera a importância do papel do médico na equipe multiprofissional e na aplicação do 000154.92001b.5512e7.0dbc80.1eb579.736a4f.f9d1d8.f2bb0 Pgina 13 de 18 MCCP. Embora o caso envolva múltiplos aspectos psicossociais, a paciente apresenta doenças crônicas como hipertensão e obesidade, que exigem acompanhamento clínico adequado para prevenir complicações cardiovasculares e metabólicas. A exclusão do médico da abordagem ignora a necessidade de um plano integrado, no qual todos os profissionais, incluindo o médico, contribuem para o manejo adequado da saúde da paciente, garantindo um atendimento ampliado e humanizado. As alternativas incorretas representam modelos fragmentados de atenção, seja pela separação das áreas de atuação dos profissionais, seja pela exclusão do médico do processo de cuidado. No MCCP, é fundamental que todos os membros da equipe participem ativamente na elaboração e execução do plano terapêutico, promovendo a autonomia da paciente e garantindo a continuidade do cuidado. A resolução da questão exige compreensão sobre o Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) e a abordagem multiprofissional na Atenção Primária à Saúde (APS). O caso apresentado envolve uma paciente com sintomas de depressão, hipertensão arterial, obesidade e sobrecarga emocional, necessitando de um manejo integrado que envolva diferentes profissionais de saúde. Referências: STEWART, Moira. et al. Medicina centrada na pessoa: transformando o método clínico. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. e-PUB. Parte 02. GUSSO G.; LOPES, J. M. C. (Org.). Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed, 2019. Cap. 15. Parte superior do formulário. 8ª QUESTÃO Enunciado: (AFYA BRAGANÇA) Um paciente de 12 anos é levado ao pronto-socorro após um episódio de crise asmática. Durante a consulta, a mãe informa que a criança vive com ela, o padrasto, um meio-irmão de 5 anos, uma tia e uma avó materna que os ajudam nos cuidados diários. O pai biológico do paciente não tem contato frequente com a criança. A médica que atende o paciente questiona o tipo de organização familiar para entender melhor a dinâmica de apoio e o ambiente em que o paciente vive. Com base na situação apresentada, qual é o tipo de organização familiar que melhor descreve o contexto do paciente? Alternativas: (alternativa A) Família nuclear. (alternativa B) (CORRETA) Família extensa. (alternativa C) Família biparental. (alternativa D) Família adotiva. 000154.92001b.5512e7.0dbc80.1eb579.736a4f.f9d1d8.f2bb0 Pgina 14 de 18 Resposta comentada: Família extensa porque, de acordo com a definição sociológica e médica, a família extensa é caracterizada pela presença de membros da família além dos pais e filhos. Esses membros incluem avós, tios, primos ou outros parentes próximos, que compartilham o mesmo espaço de convivência ou participam ativamente na dinâmica familiar. No caso clínico apresentado: - A criança vive com a mãe (figura materna), o padrasto (figura de autoridade não biológica), um meio-irmão (outro filho da mãe com o padrasto) e uma tia e uma avó materna (parentes consanguíneas), que participam dos cuidados diários da criança. - A presença da tia e avó como participantes ativas no contexto familiar é o fator determinante para que essa configuração seja classificada como uma família extensa. Referências: DUNCAN, BRUCE, B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Disponível em: Minha Biblioteca, (5ª edição). Grupo A, 2022. Cap. 20. DIAS, L.C. Abordagem familiar. In: GUSSO, G.; LOPES, J. M. C. (Org.). Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed, 2019. Cap. 35. CHAPADEIRO, C. A. et al. A família como foco da atenção primária à saúde. Belo Horizonte: Nescon/UFMG, 2011. 9ª QUESTÃO Enunciado: (AFYA PARAÍBA) Durante seu estágio como médico de família e comunidade em uma Unidade de Saúde da Família (USF), um aluno de medicina acompanha o atendimento de uma família com dificuldades emocionais e sociais. O médico e os profissionais da equipe utilizam três ferramentas de abordagem familiar para entender melhor a dinâmica familiar e propor um plano de cuidado mais eficaz. Essas ferramentas são: APGAR Familiar, Genograma e Ecomapa. Após algumas visitas domiciliares e atendimentos para construção dos instrumentos, o aluno analisa as informações coletadas e precisa identificar quais as características correspondem a cada instrumento. Com base na situação apresentada, julgue os itens abaixo. I. O APGAR Familiar foi utilizado para mapear as relações de parentesco e o histórico de doenças hereditárias na família, sendo a ferramenta mais apropriada para avaliar as relações sociais e de apoio emocional dentro da unidade familiar. II. O Genograma foi utilizado para mapear as relações de parentesco e identificar possíveis padrões hereditários de doenças na família, como histórico de hipertensão, diabetes e doenças cardíacas, ajudando na avaliação de riscos para as futuras gerações. III. O Ecomapa foi utilizado para ilustrar as interações da família com o ambiente social e os recursos comunitários disponíveis, comoescolas, serviços de apoio social e instituições religiosas, permitindo ao médico e à equipe visualizar a rede de suporte externa da família. Está correto apenas o que se afirma em: 000154.92001b.5512e7.0dbc80.1eb579.736a4f.f9d1d8.f2bb0 Pgina 15 de 18 Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) II e III. (alternativa B) II. (alternativa C) I e III. (alternativa D) I e II. Resposta comentada: I (Falso): O APGAR Familiar não é usado para mapear relações de parentesco ou doenças hereditárias, mas sim para avaliar a funcionalidade familiar e a dinâmica de apoio emocional e social entre os membros da família. Essa função é mais bem executada pelo Genograma. O APGAR Familiar é utilizado para avaliar a funcionalidade da família, com foco na comunicação, apoio, afeto, resolução de problemas e compromissos familiares. Isso ajuda a entender como os membros se relacionam emocionalmente e como enfrentam desafios juntos. II (Correto): O Genograma é uma ferramenta que mapeia as relações familiares e os padrões de doenças hereditárias. Ele ajuda o médico a identificar riscos de condições genéticas que possam afetar as gerações futuras, sendo fundamental na abordagem de saúde preventiva. III (Correto): O Ecomapa ilustra a rede de apoio social e recursos comunitários da família. Ele ajuda a visualizar como a família se relaciona com o ambiente externo, identificando fontes de apoio como amigos, instituições de saúde, escolas e outros recursos da comunidade. Referências: DIAS, L.C. Abordagem familiar. In: GUSSO, G. LOPES, J. M. C. (Org.). Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed, 2019. Cap. 35. DUNCAN, BRUCE, B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. (5ª edição). Grupo A, 2022. Cap. 20. 10ª QUESTÃO 000154.92001b.5512e7.0dbc80.1eb579.736a4f.f9d1d8.f2bb0 Pgina 16 de 18 Enunciado: (AFYA PALMAS) Em uma Unidade de Saúde da Família (USF), uma paciente chega relatando dor intensa e dificuldades para marcar consulta. A recepcionista informa que não há mais vagas e orienta a paciente a retornar em outro dia. No entanto, um profissional de saúde intervém, acolhendo a paciente, ouvindo sua demanda e encaminhando-a para avaliação de risco. A equipe então reorganiza o atendimento para garantir um cuidado oportuno. Com base na situação descrita, avalie as seguintes afirmações: I. O acolhimento se restringe ao momento da recepção dos pacientes, sendo uma função exclusiva da equipe administrativa. II. A escuta qualificada da demanda do usuário é um componente dispensável do acolhimento, permitindo a classificação de risco e a adequação do atendimento. III. O acolhimento contribui para reorganizar o processo de trabalho na APS, evitando que o acesso dos usuários seja limitado apenas pela agenda médica. IV. A prática do acolhimento é fundamental para garantir o princípio da integralidade do SUS, articulando diferentes níveis de atenção conforme a necessidade do usuário. Marque a alternativa correta. Alternativas: (alternativa A) I e II estão corretas. (alternativa B) I e IV estão corretas. (alternativa C) II e III estão corretas. (alternativa D) (CORRETA) III e IV estão corretas. 000154.92001b.5512e7.0dbc80.1eb579.736a4f.f9d1d8.f2bb0 Pgina 17 de 18 Resposta comentada: Resposta correta: III e IV estão corretas. Justificativas: Afirmativa I – Incorreta. O acolhimento não se restringe ao momento da recepção e não é uma atribuição exclusiva da equipe administrativa. Ele deve envolver toda a equipe multiprofissional e ocorrer em diferentes pontos do serviço. Afirmativa II – Incorreta. A escuta qualificada é fundamental para um acolhimento eficaz, permitindo que as necessidades do usuário sejam compreendidas e que o atendimento seja adequado à sua situação. Afirmativa III – Correta. O acolhimento permite reorganizar o fluxo de atendimento, evitando a limitação do acesso apenas à agenda médica e possibilitando outras formas de atendimento. Afirmativa IV – Correta. O acolhimento é essencial para garantir a integralidade do cuidado no SUS, pois permite encaminhamentos e intervenções conforme a necessidade clínica do usuário. Referências: BRASIL. Ministério da Saúde. Acolhimento na Atenção Básica. Cadernos de Atenção Básica, n. 28. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. Acolhimento nas práticas de produção de saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. – 2. ed. 5. reimp. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2010. 000154.92001b.5512e7.0dbc80.1eb579.736a4f.f9d1d8.f2bb0 Pgina 18 de 18