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CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO O que é câncer? É um conjunto de várias doenças distintas que possuem algo em comum. - Possui crescimento desordenado das células e invadem tecidos adjacentes ou órgãos distantes. Idoso - Possui predisposição. - Quando aparece algo maligno, o sistema imunológico faz reparação corrigindo a célula, caso contrário gera o câncer. - Ocorrem várias mutações -> tumores benignos como displasias (modificação) e hiperplasia (crescimento das células). - Ou seja, células proliferação e tecidos adjacentes. Observações: ● Carcinoma in situ: encapsulado no lado, no início. ● Metástase: A doença alcança um tecido distante. ● Tumor benigno: não é câncer pois não invadiu os tecidos adjacentes ou órgãos distantes. Tumor Benigno Tumor Maligno Células semelhantes; Pode ser progressivo; estagnar; regredir; Massa delimitada; Mitose normal; Crescimento progressivo. Células diferentes; Crescimento rápido; Mitose desordenada; Massa pouco delimitada, local invasivo; Infiltra nos tecidos adjacentes. Causas Internas Externas Inerentes ao organismo; Imunológicas; Mutações hereditárias como o câncer de mama; Hormônios. Relacionado ao ambiente, hábitos e costumes; Substância química: fumo, álcool e radiação; Radiação solar (ionizante): em lábio e pele; Vírus como o HPV: - CÂNCER de útero; maioria benigno; importante para o câncer de faringe e orofaringe*; carcinoma: 16 e 18 (bastante mutação e tumor maligno). Sedentarismo, obesidade e alimentação não saudável. Carcinogênese: Surge a partir de uma mutação genética, isto é, alteração no DNA da célula. O organismo tem que ser capaz de corrigir, caso contrário gera um câncer. Tipos de câncer: - Boca - Laringe - Faringe - Glândulas salivares - Cavidade nasal - Seios paranasais - Tireoide Estimativa no Brasil em 2020: Homem ⤳ 5° lugar câncer de cavidade oral e 8° lugar para o câncer de laringe. Mulher ⤳ 5° lugar para o câncer de tireoide. CÂNCER DE BOCA Afeta - Lábios - língua (⅔ anteriores): caso seja posterior, não é considerado, mas acomete a faringe - Mucosa jugal: bochecha - Assoalho da boca - Gengiva superior e inferior - Área retromolar; - Palato duro Obs: Paciente vai a óbito, porque o diagnóstico é realizado de maneira tardia, tendo menos possibilidade de tratamento. Fatores de risco - Tabagismo: tempo e carga tabágica (n° de cigarros) - Etilismo: álcool - Marcar betel: causa mutação da célula - Exposição solar: lábio inferior - Gordura corporal Prevenção - Não fumar - Evitar bebidas alcoólicas - Ter uma na alimentação - Higiene bucal - Usar preservativo Sinais e sintomas - Lesões que não cicatrizam em 15 dias ou mais - Manchas/placas esbranquiçadas ou avermelhadas - Nódulo ou inchaço - Linfonodos na região cervical: rígido e não tem dor; área de dormência; sangramento sem causa conhecida; dor na garganta que não melhora; estágio avançado Diagnóstico - Médico/estomatologista - Exame clínico - Biópsia: tem que fazer para afirmar o tumor. Caso não faça, não tem como afirmá-lo - TC: auxiliam no diagnóstico e, principalmente, ajudam a avaliar a extensão do tumor CÂNCER DE LARINGE - Diagnóstico tardio Áreas - Supraglote (afeta a deglutição): aproximadamente ⅓ dos tumores de laringe - Glote: aproximadamente ⅔ de tumor de laringe - Subglote: raro Características - Rouquidão - Dificuldade de respirar - Deglutição afetada Obs: dentre as 3 áreas é preferível o câncer na glote, pois há prevenção da disseminação da doença, uma vez que a cartilagem serve de barreira natural fazendo com que demore a se proliferar. Fatores de risco - Fumo: aumenta em 10x o risco - Excesso de gordura corporal - Exposição à amianto, poeira de madeira (carcinogênico), couro, cimento e etc. Prevenção - Evitar o consumo de bebidas alcoólicas - Não fumar e evitar o tabagismo Obs: pode fomentar em um 2° tumor primário (novo tumor). Sinais e sintomas SUPRAGLÓTICA GLÓTICO Dor na garganta; Sensação de “caroço” na garganta; Disfagia leve: dificuldade de deglutir; Alteração vocal. Rouquidão (principal sintoma); Em lesões avançadas: dor na garganta, disfagia e dispneia. Obs: em caso de rouquidão persistente (mais de 2 semanas), dor ao deglutir, falta de ar ou nódulos no pescoço, procurar um médico. Diagnóstico - Exame clínico - Laringoscopia direta/indireta - Biópsia (anestesia local/geral): difícil realizar com paciente acordado - TC: Informações quanto à extensão das estruturas comprometidas e auxilia também no diagnóstico diferencial com lesões benignas Disfagia Pergunta base: Por que o câncer de laringe na região supraglótica afeta a deglutição? R: A região supraglótica da laringe inclui estruturas como a epiglote, as pregas ariepiglóticas, e os ventrículos laríngeos. Essas estruturas desempenham um papel crucial na deglutição, pois ajudam a proteger as vias aéreas durante a passagem de alimentos e líquidos. Quando o câncer de laringe afeta a região supraglótica, ele pode comprometer essas funções de várias maneiras: OBSTRUÇÃO FÍSICA DISFUNÇÃO DA EPIGLOTE DANO AOS NERVOS E MÚSCULOS INFLAMAÇÃO E DOR ALTERAÇÃO DA MOTILIDADE Tumores na região supraglótica podem obstruir fisicamente a passagem dos alimentos, dificultando a deglutição. A epiglote é uma estrutura que atua como uma "tampa" que fecha a entrada da traquéia durante a deglutição, prevenindo a aspiração de alimentos e líquidos para os O câncer pode invadir ou comprimir nervos e músculos envolvidos na deglutição, reduzindo a coordenação e a força necessária para uma Tumores podem causar inflamação e dor, tornando o ato de engolir doloroso e ineficaz. Isso pode levar à desnutrição e desidratação se a ingestão oral se tornar difícil. A presença do tumor pode alterar a motilidade das estruturas supraglóticas, afetando o movimento coordenado necessário para a passagem segura pulmões. Um tumor nessa região pode impedir que a epiglote funcione corretamente, aumentando o risco de aspiração. deglutição eficiente e segura. dos alimentos da boca ao esôfago. Pergunta base: Quais nervos são impactados e qual é seu efeito quando a região supraglótica é afetada pelo câncer de laringe, causando problemas de deglutição? A região supraglótica da laringe é inervada principalmente pelo nervo laríngeo superior, que é um ramo do nervo vago (nervo craniano X). O impacto do câncer de laringe na função de deglutição pode ser compreendido considerando os nervos envolvidos e suas funções: NERVO LARÍNGEO SUPERIOR RAMO INTERNO RAMO EXTERNO Fornece inervação sensorial à mucosa supraglótica, incluindo a epiglote, a área ao redor das pregas vocais falsas, e a parte superior da laringe. Inerva o músculo cricotireóideo, que tenciona as pregas vocais. IMPACTO NA DEGLUTIÇÃO PERDA DA SENSIBILIDADE COMPROMETI MENTO DA COORDENAÇÃ OMUSCULAR DOR E DESCONFORTO INVASÃO DE NERVOS ADJACENTES REFLEXOS ALTERADOS A sensibilidade da mucosa supraglótica é crucial para desencadear reflexos de proteção das vias aéreas. Se a Embora o ramo externo do nervo laríngeo superior principalmente inerve o músculo cricotireoideo, sua função é importante para a A presença de um tumor e a possível invasão dos nervos circundantes podem causar dor significativa, tornando o ato de engolir doloroso e Embora o nervo laríngeo superior seja o principal envolvido, a progressão do câncer pode também afetar o nervo vago e A inervação sensorial alterada pode impactar a capacidade do paciente de detectar alimentos e sensibilidade é reduzida devido ao envolvimento do nervo laríngeo superior, pode haver um risco aumentado de aspiração, pois o reflexo de tosse pode ser diminuído ou ausente. tensão das pregas vocais. A disfunção desse nervo pode afetar a modulação da voz, o que, indiretamente, pode influenciar a proteção das vias aéreas durante a deglutição. dificultando a deglutição eficaz. seus outros ramos, como o nervo laríngeo recorrente, que inerva a maior parte dos músculos intrínsecos da laringe. Isso podecausar paralisia das pregas vocais, aumentando ainda mais o risco de aspiração e comprometendo a função de deglutição. líquidos na faringe, resultando em uma deglutição menos eficaz e segura. CÂNCER DE TIREÓIDE - Menos agressivo - Frequente em mulheres - Aumenta o risco: irradiação (RxT) do pescoco; história familiar; manter o peso corporal adequado Sinais e sintomas - Nódulos tireoidiano: História de irradiação prévia do pescoço ou história familiar de câncer da Tireoide é considerado suspeito - N.T apresentam crescimento rápido; também são mais suspeitos de serem malignos - N.T associado à linfonodomegalia cervical e/ou à rouquidão, pode ser indicação de tumor maligno - Casos mais avançados, além da rouquidão, sintomas compreensivos e até mesmo sensação de falta de ar e dificuldade em engolir alimentos podem ser sintomas sugestivos diante de uma massa localizada na tireoide Diagnóstico - História clínica - Exame físico - USG - Dependendo das características, punção aspirativa do nódulo Tratamento - Tireoidectomia (parcial/total) - Complementação terapêutica com iodo radioativo - Esvaziamento cervical SISTEMA TNM T = tamanho do tumor N = número de linfonodos cervicais M = metástase Tamanho N=linfonodo Metátese Tx não conseguiu avaliar o tumor T0 sem evidência de tumor primário Tis carcinoma in situ (no início) T1 tumor inicial T2 inicial para médio T3 avançado T4 + avançado Nx não conseguiu avaliar N0 sem evidência de linfonodos acometidos N1 linfonodo acometido Mx não conseguiu avaliar M0 sem metástase à distância M1 presença Atuação do Fonoaudiólogo - Promoção de saúde - Prevenção da doença - Colaboração para detecção precoce da doença - Avaliação Obs: detectar sinais sugestivos e encaminhar para avaliação. Modalidades de tratamento - Cirurgia: pode ser isolada ou combinada - Radioterapia: Também pode ser feita de forma isolada ou combinada - Quimioterapia: É sempre combinada à radioterapia, de forma que ela contribui na potencialização da rádio, uma vez que os tumores não respondem bem somente com o efeito da quimio. RADIOTERAPIA Feixes de radiação ionizante: inviabiliza biologicamente a célula maligna. - Radiação centrada no tumor. Obs: quanto mais o tumor, maior é a radiação. - Lesão superficial e exofíticas (Para fora) - Infiltradas, ulceradas e hipóxicas respondem mal a radiação Radiossensibilidade - Radiocurabilidade é a radiossensibilidade - Superficial e exofítico - Mediana 65 gy p/ controle local Obs: quanto maior o gy, o tecido vai ser prejudicado - T1/T2: 65-70 gy - T3/T4: dose superior a 75 gy Indicações da radioterapia - Curativa - Adjuvante: após cirurgia para acabar com fragmentos que restaram - Neoadjuvante: antes da cirurgia para diminuir extensão do tumor - Paliativa: controle com propósito de impedir o avanço do tumor Há duas modalidades: - Teleterapia: feixe (fonte) de radiação está distante do paciente - Braquiterapia (melhor): feixes de radiação está diretamente em contato com o tumor 20% dos pacientes consegue fazer este Cateter entra pelo nariz até o local, emitindo a radiação Radioterapia convencional X IMRT IMRT - Radioterapia com modalidade modulada, no qual quer poupar as células boas que estão em volta. EFEITOS AGUDOS EFEITOS TARDIOS ● HIPEREMIA ● EDEMA ● DERMATITE ● CANDIDOSE LARÍNGEA ● ODINOFAGIA ● XEROSTOMIA ● PERDA DO PALADAR ● OSTEORRADIONECROSE ● FIBROSE ● PARALISIA DE PREGA VOCAL ● TRISMO Obs: ● Efeitos agudos: efeitos da radiação até os 6 primeiros meses ● Efeitos tardios: efeitos da radiação após os 6 meses de radioterapia ● Quando o paciente possui fibrose, mobiliza o tecido Deve-se fazer o tratamento fonoaudiológico para ajudar a prevenir futuras questões ao longo prazo, minimizando o risco. RADIOQUIMIOTERAPIA Preservação de órgãos: termo inadequado, pois preserva o órgão, mas não garante que preservou a função. Dessa forma, a radiação alta perde a função. Protocolo de Radioquimioterapia Toxicidade importante! Levar em consideração: - Mucosite - Dermatite - Perda ponderal; - SNG QUIMIOTERAPIA Droga antineoplásica de ação sistemática (diferente da rádio que é local) que é administrada de forma oral ou venosa. Não tem curativa no CCP, apenas é utilizada para potencializar o efeito citotóxico da radioterapia. Possui ação sistêmica agindo em todo o corpo, incluindo a rinofaringe, orofaringe, hipofaringe e laringe. Radioterapia X Radioquimioterapia ● Tumor glótico: - Radioquimioterapia: menor impacto, melhor. ● Laringectomia: - Tumor glótico: pior A disfagia é mais difícil de tratar do que a disfonia, porque faltam estruturas. Voz e deglutição andam juntos. Fonte e Filtro: - Atividade supraglótica compensatória é frequente - Inflamação crônica de pregas vestibulares e musculatura adjacente - PPVV sem elasticidade: alteração da vibração/rouquidão - Hipervascularização: hiperemia - Alteração da coaptação glótica: soprosidade - Menor extensão vocal: fadiga vocal - Rigidez de mucosa: aspereza Quando o paciente faz hiperfunção, o terapeuta deve desativar esse atrito, em que nesse caso eles apresentam uma soprosidade e acabam compensando realizando maior esforço vocal. OUTRAS INFORMAÇÕES Na VDF conseguimos ver o impacto das estruturas e sequelas subsequentes. Fase aguda: paciente pode apresentar mucosite, sendo assim, ao engolir, cuspi o alimento para fora. Fase tardia: sequela da radioterapia. - Paralisia das ppvv - Diminuição da elevação laríngea - Impacto na região supraglótica Pode acontecer penetração e aspiração devido a estase após a deglutição; Radioterapia pode gerar disfagia orofaríngea. Estratégia terapêutica: precisa manter o tratamento estimulando as estruturas para evitar questões futuras. Pneumonia aspirativa: perde a sensibilidade - Realizar terapia direta - Reabilitação da dieta - Pode apresentar voz molhada - Mesmo não apresentando tosse, pode ser aspirador silente Avaliação clínica: - Todos devem passar - Faz-se avaliação do tônus, força, sensibilidade e etc Às vezes não é suficiente para a avaliação, a avaliação clínica. Com isso, deve-se fazer a avaliação instrumental ou avaliação objetiva. Dois tipos de avaliação instrumental: - VDF: máquina de raio-x - VED: equipamento nasofibroscópio - do nariz até a faringe Portanto, o otorrinolaringologista avalia a doença. Enquanto o fonoaudiólogo realiza a avaliação funcional. Outras questões: - Quando o paciente é aspirador silente possui alteração na sensibilidade, sendo assim acaba se engasgando com a própria saliva ou outros tipos de alimento - Estase: dificuldade do transporte do bolo - Focar na segurança da deglutição Alterações vocais: - Voz: hidratação - Atrofia muscular: afeta as ppvv - Fibrose das estruturas: alteração histológica da estrutura Por que a RxT acarreta em alterações vocais? Devido ao ressecamento da mucosa laríngea, atrofia muscular, fibrose, hiperemia (vermelhidão nas estruturas pela inflamação) e eritema. Pode também haver alteração da quantidade e da qualidade da secreção, redução da lubrificação das ppvv e alterações vocais. Intervenção Fonoaudiológica Disfagia ⤳ quanto antes o tratamento, o resultado é melhor. Voz ⤳ quanto antes o prognóstico era pior. Hoje sabemos que a terapia para a disfagia e disfonia com os efeitos da RxT deve ser realizada o quanto antes para o melhor prognóstico. Obs: - RxT ou radioquimioterapia tem alta risco de o paciente ter disfagia - Para a voz deve-se fazer higiene vocal; terapia vocal; orientação para produção vocal adequada RADIOIODOTERAPIA É uma forma de tratamento de doenças. Consiste no uso do isótopo 131 do iodo, que é um átomo emissor de partículas beta para o tratamento de tumores da glândula tireóide e suas metástases. O paciente realiza e depois é liberado. TRISMO Abertura de boca menor que 35mm. Processo de cicatrização ⤳ formação de colágeno (característica enrijecida) ⤳ endurecimento do tecido Obs: ● Tratamento em fase inicial: quadroreversível ● Líquido sinovial: produzido pela utilização da articulação RxT ⤳ Afeta a boca e a estrutura, nasofaringe. Já na cirurgia afeta a cavidade oral, faringe, palato duro e a orofaringe. Devido ao trismo ocorre a diminuição do líquido sinovial. - É necessário o líquido sinovial para usar mais a articulação. Ou seja, quanto menor ele, menor líquido para a movimentação. Quando ocorrer esta diminuição deve-se estimulá-lo. E quando ocorre dificuldade na produção do som fomenta a ressonância nasal. Tratamento: - Terapia miofuncional - Hiperfunção - Toxina botulínica, caso recomendado para relaxar o músculo da face, o masseter Possui 4 técnicas: - Abertura de boca - Lateralização - Protrusão - Contra resistência Instrumentos: 1) Therabite: 7 sequências 2) Espátula: 5 sequências. Pelo menos 3x ao dia. Porém no protocolo diz que pode realizar até 7x ao dia Dessa maneira, é importante mensurar antes e depois da terapia para informar ao paciente. Ponto chave: ao usar os instrumentos relacione com exercícios que trabalhe a função para o maior ganho do paciente. Alterações Fonoaudiológicas: dificuldade na respiração, mastigação, deglutição, fonação, articulação e ressonância. LARINGECTOMIAS Nomenclatura: - Laringe = Laringe - Ectomia = retirada - Laringectomia = retirada da laringe Laringectomia Parcial Laringectomia subtotal Laringectomia total Parte da laringe ressacada. ¾ partes ou quase toda a laringe ressecada. Laringe toda ressecada. Laringectomia Parcial É dividida em horizontal e vertical, isso é determinado pelo plano da cirurgia. VERTICAL Acometimento da região glótica. Afeta as ppvv tendo como a principal alteração a disfonia e como alteração secundária a disfagia. 1) Cordectomia RESSECÇÃO DISFONIA DISFAGIA Epitélio da prega vocal Rouquidão, soprosidade, aspereza e tensão P/A durante a deglutição Retirada unilateral. Fomenta em uma cicatriz da parte do epitélio acarretando na qualidade vocal rouca. Tipos: Tipo 1: retira apenas o epitélio Tipo 2: retira o epitélio + tecido da lâmina própria. Ocasiona qualidade vocal rouca-soprosa. Tipo 3: retirada de uma ppvv completa Reconstrução: Rebaixa as ppvv vestibulares. Pouco volume: Não dá para estimular a coaptação glótica, mas sim a supraglótica. Geralmente apresenta disfagia temporária na consistência líquido fino, por causa da ausência da coaptação glótica, por não fechar e por não ter tecido. Fazer ativação supraglótica com as pregas vocais. Caso não melhore, realize a super supraglótica. Pode-se fazer a técnica da cabeça para o lado ruim (manobra compensatória). Pode-se realizar o exame de laringologia funcional para ver se tem tecido. Tem tecido? - Fonação glótica Não tem tecido? - Fonação supraglótica. Disfonia: - Alteração na coaptação glótica: qualidade vocal soprosa Alteração na vibração das ppvv: Qualidade vocal rugosa (caso apresente rugosidade deve-se realizar a fonação supraglótica para glótica, além de desativar a hiperfunção utilizando técnicas para favorecer a coaptação). Vale ressaltar que é necessário avaliar caso a caso, pois a depender pode-se precisar ativar a hiperfunção. 2) Frontal/Frontal Anterior/Anterior RESSECÇÃO DISFONIA DISFAGIA Terço anteriores de ambas ppvv Pitch agudo X Reconstrução na comissura anterior. ⅓ anterior de ambas as pregas vocais. Características: - Adução preservada - Não costuma ter soprosidade - Não tem disfagia - Voz mais aguda causada devido a alteração de Pitch - chama atenção - Menor área vibratória - PPVV diminui (encurtar) e a laringe está esticada Reconstrução: Pega as ppvv remanescentes e juntam. Terapia vocal: - Vibração das ppvv - Exercícios de ressonância 3) Frontolateral RESSECÇÃO DISFONIA DISFAGIA Ressecção de ⅔ da comissura anterior ou de uma prega vocal completa e ressecamento de ⅓ contralateral + quilha da tireoide. Reconstrução: Rebaixar as ppvv vestibulares (volume). Tem tecido? - Estimula a fonação glótica ⤳ PV toda (ou ¾) ⤳ Comissura anterior ⤳ ⅓ da PV contralateral ⤳ Quilha da tireoide Rouquidão, soprosidade e aspereza P/A durante a deglutição Não tem tecido? - Estimula a fonação supraglótica. ⅔ do ressecamento afeta a tireoide e tem possibilidade de reconstrução. ⅓ reconstrutir fazendo tensão, estica e prende. Alteração vocal: - Soprosidade: por causa da coaptação glótica (principal alteração). Componente de rugosidade: - Rouquidão (principal): irregularidades das pregas vocais. Pode ter aspereza por cicatrização. Além de poder apresentar voz de banda, no qual é utilizada as pregas vestibulares. 4) Frontolateral Ampliada RESSECÇÃO DISFONIA DISFAGIA ⤳ PV toda ⤳ Aritenóide ⤳ Comissura anterior ⤳ ⅓ da PV contralateral Rouquidão, soprosidade e aspereza P/A durante a deglutição Ressecção de toda a ppvv inclusive a aritenóide. Pegando a comissura anterior e o terço anterior contralateral. Alteração vocal: - Disfonia - Soprosidade (mais acentuada) - Rouquidão (mais acentuada) - Tensão Disfagia: Durante a deglutição a fase faríngea se encontra alterada, por não ter a coaptação das PPVV, mecanismo de defesa Consistência: Espessar o líquido para evitar a penetração e a aspiração Reconstrução: Precisa de tecido para a coaptação glótica. Nessa laringectomia o paciente chega disfágico. Manobra compensatória: cabeça virada para o lado ruim. Terapia vocal: - Técnica de empuxo - Vibração - ETVSO Obs: serve tanto para a frontolateral quanto para frontolateral ampliada. Técnica de deglutição Super supraglótica. 5) Hemilaringectomia RESSECÇÃO DISFONIA DISFAGIA ⤳ PV ⤳ Aritenóide (se acometer) ⤳ Comissura anterior ⤳ Ventrículo ⤳ Prega vestibular ⤳ ⅓ anterior da cartilagem tireóidea do lado acometido Rouquidão, Soprosidade e tensão P/A durante a deglutição Sempre glótico. Tumor começa nas ppvv e sobre para as estruturas acima. Estruturas acometidas: PPVV, Ventrículo, pregas vestibulares, comissura anterior, ⅓ anterior da cartilagem da tireóide do lado comprometido. Reconstrução: Utiliza-se retalho muscular para reconstruir a laringe, porém isso não é garantia. QV: rouquidão, tensão e soprosidade. Alta queixa: ingenuidade + acentuadas. TQT temporária; decanular o paciente. Consistência: Alteração na consistência líquida. Técnica de deglutição: - Super supraglótica; - Fechamento do bolo faríngeo. HORIZONTAL A disfagia é a principal alteração fonoaudiológica. 1) Supraglótica ou laringectomia supraglótica clássica ou Ressecção acima das pregas vocais, na região supraglótica. laringectomia horizontal clássica RESSECÇÃO DISFONIA DISFAGIA ⤳ Pregas vestibulares ⤳ Pregas ariepiglóticas ⤳ Epiglote ⤳ Aritenóide Alteração de filtro (pitch agudo) Voz molhada P/A durante e após a deglutição Estruturas acometidas: Pregas vestibulares (ação local), pregas ariepiglóticas (mecanismo independente de pressão) e a epiglote. Disfagia: Fase faríngea: questão na consistência líquida durante a deglutição. Reconstrução: Elevar a laringe remanescentes para minimizar o impacto. Acomete a elevação e a anteriorização remanescentes. Não abre bem o EES. VDF: apresenta P/A. VED: durante a deglutição por falta de estrutura. Consistência: Questão na consistência sólida após a deglutição. Começar a oferta do alimento pela consistência pastosa e depois progredir. Cirurgia: No momento da cirurgia, pode-se utilizar a técnica de elevação e anteriorização da laringe remanescentes. Pós operatório: Pode apresentar edema Disfonia: Possui devido ao trato vocal e Manobra compensatória: Queixo para frente. Técnica deglutição: - Supraglótica e super supraglótica. - Mendelsohn. Aumentar a adução das pregas vocais para proteção das vias aéreas inferiores. Pode-se realizar a técnica de hiperadução em pacientes pós operatórios. Mas avaliar caso a caso, pois pode fomentar em edema. (Rouquidão). 2) Supraglótica ampliada ou laringectomia supraglótica ampliada Estruturas afetadas: epiglote, pregas vestibulares e uma prega vocal. para andar glótico ou laringectomia supraglótica ampliadapara prega vocal. RESSECÇÃO DISFONIA DISFAGIA Laringectom ia Supraglótica + prega vocal ipsilateral Rouquidão, soprosidade e aspereza P/A durante e após a deglutição Deglutição: Piora da fase Faríngea. Disfagia mais grave devido a ausência de PP VV. Reconstrução: Cartilagem Alteração: Fonte e filtro. Possui qualidade vocal soprosa mais elevada. Manobra compensatória: - Cabeça virada para o lado ruim - Cabeça virada mais flexão. Consistência: Dificuldade em ingerir líquido. Iniciar a oferta por líquido espessado. Talvez possa apresentar disfonia. 3) Laringectomia supraglótica ampliada para base de língua ou laringectomia supraglótica ampliada para faringe ou supraglótica ampliada para orofaringe. RESSECÇÃO DISFONIA DISFAGIA Laringectomi a supraglótica + orofaringe Alteração de filtro e de articulação P/A antes, durante e após a deglutição Estruturas afetadas: Epiglote, pregas ariepiglóticas, pregas vestibulares e tecido orofaríngeo. Deglutição: Dificuldade da ejeção do bolo da cavidade oral para faríngea. PODEM SER CHAMADOS DE LARINGECTOMIAS PARCIAIS HORIZONTAIS OU LARINGECTOMIAS SUBTOTAIS: supracricóide e supratraqueal. 1) Supracricóidea ou laringectomia supracricóidea RESSECÇÃO DISFONIA DISFAGIA Remoção das estruturas acima da cartilagem cricóidea. 2 reconstruções: 1) CHP: cricohioideopexia (ressecou a epiglote). Toda a laringe (exceto a cricóide); Uma aritenóide; Epiglote (acometida) Rouquidão e soprosidade P/A durante e após a deglutição 2) CHEP: cricohioideoepiglotopexia (quando a epiglote está preservada). Só pode realizar a reconstrução, se tiver pelo menos uma aritenóide preservada, livre da doença. Exige o hióide na reconstrução. Transglótico e supraglótico. Necessário ter o osso hióide e pelo menos 1 aritenóide. Vantagem: Pode tirar o TQT/temporária Tumor supraglótico: epiglote já acometido (CHP). Tumor primário (glote): CHEP. Voz: - Supraglótica: CHEP ⤳ vibração da aritenóide contra a epiglote: fonação ariepiglótica. - Supraglótica: CHP ⤳ vibração da aritenóide contra a base de língua. Deglutição: Disfagia moderada a grave, no qual tenta elevar e anteriorizar ao tentar abrir a TFE que está comprometida podendo apresentar estase. Pode apresentar P/A durante e após (alimentos sólidos) a deglutição. Consistência: Questão na consistência líquida devido a ausência de estruturas. Disfonia: Soprosidade e rouquidão. Impactos: - Melhorar a funcionalidade pós fonoterapia. - Melhor evolução da disfagia do que a disfonia. A voz permanece rouco-soprosa. Por isso, preferem a terapia para a deglutição. Técnicas: - Objetivo de maximizar as estruturas. - Trabalhar a elevação e anteriorização hiolaríngea - Mendelson Técnicas vocais: - Competência fonatória, empuxo, deglutição incompleta sonorizada - Vibrantes, fricativos e firmeza glótica - E estabilizar a emissão - Utilizar técnicas de Sobrearticulação - CPFA - Fonoterapia 2) Laringectomia horizontal supratraqueal ou supratraqueal Ressecção acima da traquéia com exceção da parte posterior da cricóide para garantir a mobilidade da aritenóide. Reconstrução: 1) THP (supraglótica): não preserva a epiglote, mas o osso hióide está preservado. 2) THEP (glótica): preserva a epiglote Para realizá-la é necessário ter pelo menos 1 aritenóide preservada. Sutura: 1) THP: aproximação da traquéia ou lâmina posterior da cricóide ao osso hióide 2) THEP: sutura-se também a base da epiglote. Obs: possui melhores resultados funcionais de deglutição Fonação: 1) THP: vibração da mucosa das aritenóides contra em direção à base de língua 2) THEP: vibração da mucosa das aritenóides contra ou em direção à epiglote Obs: - Tem risco de aspiração após a deglutição - A única estrutura funcional que sobrou foi a aritenóide - Possui TQT temporária - Possui fácil decanulação LARINGECTOMIA NEAR TOTAL OU QUASE TOTAL OU ¾ Tumores avançados; tumores transglóticos (mais intensos). A TQT é definitiva para garantir a respiração do paciente. Afeta Região glótica e supraglótica Obrigatoriedade É necessário ter pelo menos 1 aritenóide livre da doença. Contraindicação Acometimento da doença na região interaritenóidea, pois se tiver acometida não dá para fazer esta cirurgia. Parte preservada (estrutura funcional) Aritenóide e a porção posterior de 1 prega vocal. Reconstrução Faz-se o retalho mucosa formando a fístula faringotraqueal que vai da faringe à traquéia. Obs: a fístula também pode ser chamada de shunt. Fonação O paciente realiza a inspiração, no qual o ar vai entrar pela TQT chegando no pulmão. Para fonar deve ocluí-la e esse ar expirado atravessa a fístula produzindo a voz. Esta fonação se dá por meio da aritenóide mais a porção posterior de 1 ppvv contra a parede da fístula. Obs: possui a base de língua preservada; A voz apresenta mais aguda, ou seja, alteração de pitch. Complicações 1) Estenose da fístula 2) Alargamento da fístula 3) Quadros de pneumonia aspirativa de repetição Obs: caso a fístula estiver muito larga, a pessoa deve realizar nova cirurgia para diminuição da mesma. O objetivo é garantir a fonação. Por isso, a fístula não pode ser larga. Obs: 1) O paciente chega com o quadro de disfagia, mas fazendo exercícios como a técnica de empuxo volta ao normal. 2) Para produzir a voz deve sempre ocluir a TQT. 3) Essa é a última laringectomia que possui possibilidade de produção vocal laríngea. Qualidade vocal Voz mais aguda devido a fístula ser estreita. Possui o jitter e shimmer alterados. Além de apresentar voz molhada, soprosa com menor intensidade. Fonoterapia 1) Garantir a passagem de ar pela TQT para que não ocorra a fechamento da fístula 2) Esforço vocal - técnica de empuxo 3) Trabalhar Variação de frequência e intensidade 4) Sobrearticulação 5) Coordenação pneumofonoarticulatória LARINGECTOMIA TOTAL Resseca toda a laringe; doença avançada; TQT definitivo e a única via de respiração, garantindo-a Indicação T3 e T4 da laringe; T2 - espaço interaritenoideo; Tumor subglótico Sutura A traqueia na base do pescoço Retalho Esôfago, faringe e base de língua Deglutição Não tem risco de penetração e aspiração, pois resseca toda a laringe, não havendo mais conexão. Apenas pode ter risco de aspiração se tiver uma fístula de complicação Dificuldade Disfagia devido a eficiência (transporte do bolo pela faringe e esôfago) e não pela segurança. Caso tenha fístula aumenta o risco de aspiração e estase - fase faríngea (maior alteração), em que o alimento pode ficar nas suturas. Consistência Melhor para a consistência líquido fino e pior para a consistência sólida (acarretando em mais força para deglutir) - isso porque nesta cirurgia, ao remover completamente a laringe pode afetar a capacidade do paciente de engolir alimentos sólidos devido à perda da função da laringe na proteção das vias aéreas durante a deglutição. Com isso, quando a laringe é removida, essa função protetora é comprometida, tornando a deglutição de alimentos sólidos mais desafiadora e potencialmente mais propensa a causar aspiração. Em contraste, líquidos finos geralmente passam pela traqueia de forma mais fácil e são menos propensos a causar complicações respiratórias Voz Não permite mais voz laríngea Reconstrução 1) Fechamento primário da faringe; 2) Retalho livre de jejuno 3) gastric pull up (disfagia orofaríngea + esofágica - esofagectomia, pega-se o esôfago e eleva) Recomendação Secção da musculatura Cricofaríngea; refluxo, sensação de empanzinamento; perda irreversível da voz laríngea; presença de disfagia pode Interferir na adaptação vocal Causas decorrentes da lesão/tratamento Extensão cirúrgica; cond. anatomofuncionais; Complicações P.O, RxT e complicações da prótese traqueoesofágica Outras causas associadas Presbifagia; causas neurogênicas; causas psicogênicas; osteófitos vertebrais; divertículo de Zenker Técnicas Faringe - masako; deglutição com esforço- ainda pode trabalhar para melhorar a ejeção, força e amplitude da língua. Portanto, deve-se trabalhar com as estruturas remanescentes.Pode haver a ressecção parcial ou total da hipofaringe a depender da extensão do tumor AVALIAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA Pré-operatório Orientações: Mecanismos de produção normal de voz e as modificações anatômicas e fisiológicas após a cirurgia; permanência definitiva do estoma, sua higiene e proteção; possíveis alterações de olfato e paladar; dificuldade em levantar peso; presença de tosse e muco iniciais; processo de reabilitação; preparo para/ o pós-operatório imediato Proteção Para garantir a proteção do traqueostoma, são utilizados diferentes dispositivos, tais como o protetor de traqueostoma de algodão e o protetor de traqueostoma de chuveiro. Além disso, emprega-se o HME (Heat and Moisture Exchanger - permutador de calor e umidade), que desempenha o papel do nariz ao filtrar, aquecer e umidificar o ar, permitindo que o paciente respire mais confortavelmente e utilize o ar pulmonar. Pode haver alterações que prejudiquem a pressão pulmonar e ao ter o tubo traqueal aberto vai reduzir a pressão. Para fixar o filtro, é necessário utilizar um adesivo adequado. Pós-operatório Orientações: restabelecimento de contato; observação da efetividade da comunicação, remediado possíveis dificuldades; esclarecimento de dúvidas; Avaliação: deglutição, voz e fala (nesse momento pode iniciar o processo de reabilitação propriamente dita, particularmente nos casos de disfagia) Reabilitação 15° dias pós-operatório; geralmente já se encontra alimentando-se por VO, sem uso de SNG REABILITAÇÃO DA COMUNICAÇÃO 1) Laringe eletrônica ou chamada de eletrolaringe 2) Voz traqueoesofágica 3) Voz esofágica LARINGE ELETRÔNICA O que é? É um aparelho cilíndrico movido à bateria ou pilha; Apresenta um botão para ser ligado e desligado; Apresenta uma membrana em uma das extremidades que vibra Produção Vocal A membrana vibrátil em contato com o tecido no pescoço ou bochecha do paciente gera um som que é modificado pelos articuladores Fonoterapia Achar a melhor área no pescoço que está propagando o melhor som; treinar a mão não preferível; ensinar a ligar e desligar o aparelho; treinar a sobrearticulação e o ritmo de fala e diminuir a velocidade de fala VOZ TRAQUEOESOFÁGICA O que acontece? Paciente deve ser submetido à cirurgia para fazer uma fistula chamada de traqueoesofágica Prótese vocal Ao fazer a fístula, coloca a prótese vocal dentro dela. Ela funciona unilateralmente, permitindo que o ar saia da traquéia para o esôfago. Sendo assim, quando o ar passa pela fístula, no sentido ao contrário, acontece um bloqueio, impedindo que o alimento que vem do esôfago caia na traquéia, evitando a aspiração Fonação Permite que ele utilize o ar do pulmão para fonar Processo: o paciente inspira, o ar entra pela TQT e o mesmo deve ocluí-la. Ao fazer isto, o ar expirado pelo pulmão passa pela traqueia entrando na prótese produzindo a voz pelo segmento faringoesofágico Cirurgia Faz a fístula traqueoesofágica, no momento da cirurgia. O paciente produz a voz pelo segmento faringo-esofágico. Colocação primária - durante a laringectomia total ou colocação secundária - prótese junto com a fístula Observação: Paciente possui a voz mais grave e mais rouca; a troca da prótese deve ser periódica de 3 a 4 meses. Utilizam a prótese para prevenir a aspiração, mas não precisam dela para produção vocal. Caso haja alguma questão com a prótese pode acarretar problemas na segurança (fístula traqueoesofágica), impactando na respiração e deglutição. Também existe a válvula hands free, no qual o paciente não precisa ocluir para fonar, em que a membrana colaba com o traqueostoma - expiração Vantagens Aumento da TMF, uso do ar pulmonar para fonar Desvantagens Alto custo, necessidade de trocado periódicas e etc Escolha baseada em 3 fatores 1) Capacidade do paciente manipular o traqueostoma para limpeza mais troca da prótese 2) Custo 3) pressão: baixa pressão (mais fácil a fonação) Fonoterapia 1) Manuseio e higiene da prótese: orientação dos cuidados e limpeza da prótese com a escova é antifúngicos; qualidade e durabilidade da PTE (evitar colonização da PTE por fungos) - necessário higiene oral e limpeza da PTE ao acordar, após refeições e antes de dormir e realizar bochecho com antifúngico 2) Coordenação X oclusão X emissão X respiração: exercício da completa emissão do traqueostoma com o dedo (Válvula/botões- CPFA e controle do fluxo de ar pulmonar); Inspiração profunda e expiração lenta com o traqueostoma ocluido e a boca entreaberta para Liberar o ar expirado (em caso de dificuldade, solicitar-se um movimento de tosse - expiração forçada); Alguns pacientes necessitam de orientação para abertura da EES, o que é considerado solicitando um movimento de eructação ao início da expiração; Emissão do som “Raaa” e da vogal sustentada /a/ no tempo máximo de fonação 3) Extensão fonatória: emissão da vogal sustentada /a/ em períodos progressivamente maiores, contagem de números, leitura de textos em velocidade crescente 4) Sobrearticulação 5) Variação de pitch e loudness: pitch - sons vibrantes, fricativos sonoros e hiperagudo, com modulação de frequência; músicas com frases curtas; entonação e inflexão (afirmação, interrogação e negação); canto 6) Velocidade de fala Sinal de mal funcionamento da prótese Dificuldade para emissão sonora; aumento da força expiratória para fonação; impossibilidade de fonação à oclusão de traqueostoma; saída de líquidos através da prótese desencadeando tosse Complicações Granuloma: remoção cirúrgica (a fim de evitar sangramento e infecções) - O organismo tenta expulsar a prótese, por isso a retirada deve ser cirúrgica para que não ocorra complicações Reflexo de tosse: incorrigível à expiração e oclusão do traqueostoma durante a oclusão - Hipersensibilidade devido a presença da prótese Cândida Causas de insucesso Colonização fúngica; calibre (vazamento lateral/ expelida em episódios de tosse); comprimento; edema; fístula de complicação; hipotonia SFE; paciente hipersecretivo; localização da fístula em relação ao estoma VOZ ESOFÁGICA Definição O ar vai da boca ao esofago, em que o ar é armazenado no esôfago e antes de chegar nele deve ser expelido, com isso, faz-se a vibração do segmento faringoesofágico produzindo a voz; O paciente não precisa ocluir a TQT, mas precisa tê-la Informações Voz aperiódica: ausência de mucosa organizada em forma de camada como nas pregas vocais; bons falantes: qualidade vocal rugosa (vibração irregular do SFE) Falantes moderados: qualidade vocal rugosa e tensa Instabilidade, componentes de ruído, frequência mais ou menos 80Hz Extensão de frequência e intensidade restritas Reservatório esofágico: 80ml X reservatório pulmão: 2.200ml a 4.600ml. Dessa forma, o tempo fonatório desse paciente é de 3 segundo devido a capacidade de ar armazenado no esôfago. Voz gerada pelo segmento faringoesofágico: grave, rugosa, monótona, porém inteligível O segmento faringoesofágico é composto é composto por fibras do constritor faríngeo, cricofaríngeo e o esofágico superior Tonicidade do segmento é um fator de grande importância para produção da foz esofágica Como o segmento faringoesofágico também participa da deglutição, pacientes com disfagia pós operatória, principalmente para sólidos, podem não adquirir a voz esofágica devido à hipertonia/estenose decorrente da sutura cirúrgica Paciente hipertônico tem mais dificuldade em aprender a voz esofágica, sendo assim, é necessário encaminhar para o médico para aplicar a toxina botulínica (geralmente, antes do médico aplicá-la, faz a aplicação da lidocaína que tem efeito imediato). Caso o paciente não sinta o efeito anestésico, não é considerado para aplicar a toxina botulínica A diferença da voz esofágica das outras é que o paciente aprende na terapia e não precisa comprar qualquer outro recurso Vantagens Voz mais fisiológica e natural; não necessita de manutenção; não necessita da utilização das mãos Desvantagens Tempo de aprendizado prolongado (6 meses); sucesso terapêutico variável 30%; TMF no máximo 3s; maior dificuldade para aquisiçãoe desenvolvimento da voz nos casos submetidos à radioterapia Observação: OFAs devem estar adequados quanto à tonicidade, postura, mobilidade e sensibilidade para maiores possibilidades de introdução de ar no esôfago Métodos de introdução do ar 1) Método de deglutição Consiste em deglutir o ar (deglutição incompleta), e assim que perceber sua introdução no esôfago, expulsá-lo emitindo uma vogal. Propriocepção da localização e vibração do SFE: solicita-se a deglutição de água com uma das mãos posicionadas sobre o pescoço, sentindo o momento em que ocorre a abertura do SFE com a passagem do bolo (caracterizado por uma vibração, semelhante à vibração causada pela passagem do ar pelo SFE). Dica: o terapeuta deve manter uma mão na abertura do SFE e a outra sobre o diafragma. Ao sentir a vibração do SFE com a abertura de ar, deve pressionar o diafragma e solicitar a emissão da vogal /a/ Desvantagens: lentidão da fala; pacientes que apresentam alteração no disparo da deglutição ou xerostomia terão dificuldade; 2) Método de injeção Língua funciona como pistão que força o ar através da faringe e esôfago. Consiste em duas técnicas: ⤳ Injeção por pressão consonantal: abre bem a boca e puxar o ar, emitindo o /pa/, /ta/ e /ca/ fazendo forte pressão com os lábios. Repetir os passos 1 e 2 várias vezes. Inicialmente é aconselhável repeti-los cerca de 15 vezes e parar para descansar (possibilidade de tontura - hiperventilação causada pela respiração concomitante) ⤳ Injeção por pressão glossofaríngeo ou método da bomba velofaríngeo: a língua comprime e injeta o ar no esôfago com um movimento rápido e forte A principal característica desse método é a dissociação da inspiração e introdução do ar Obs: Deve treinar principalmente inspiração - apnéia - expiração. Em seguida, durante a apnéia, emite um som com movimento de base de língua que se assemelha ao arrulho do pombo 3) Método de aspiração, de inalação ou sucção de ar Consiste na introdução do ar por meio de um movimento de sucção forçada (semelhante ao trago de cigarro). Associação com os movimentos do bocejo podem ser uma boa referência para o paciente: - Inspirar profundamente pelo traqueostoma, ao mesmo tempo e, que abre a boca - Deixa o ar entrar passivamente e ao sentir a vibração do SFE com sua passagem, de ar - Expira o ar e, ao mesmo tempo, falar a vogal /a/ Observação : a seleção do método depende do grau de facilidade do paciente - o importante é que ele consiga perceber a presença de ar no esôfago, o momento ideal para a expulsão, e a coordenação desse processo no encadeamento da fala. É comum, o treino fonoaudiológico, a utilização de mais de um método, o que permite fluência, maior encadeamento de fala e agilidade da comunicação. Fonoterapia 1) Exercícios de relaxamento cervical: alongamento da cintura escapular e cervical e exercícios de rotação de ombros e cabeça 2) Exercícios de relaxamento das estruturas do trato vocal: exercícios de bocejo; movimentos de lateralização da manipulação e abertura de boca; movimentos ântero-posterior, lateral e rotação da língua 3) Introdução de emissões sonoras com voz esofágica: inicia-se com os fonemas /p/, /t/, /k/ associados à vogais (sons que geram maior pressão positiva dentro da boca, facilitando a abertura do esôfago) 4) Emissão de palavras dissílabas, trissílabas, frases e textos com o mesmo fonema, e paralelamente s palatinamente, são introduzidos os fricativos, líquidos, nasais, surdos e sonoros 5) Sobrearticulação 6) Conscientização (abertura do esfíncter velofaríngeo) durante a produção dos sons nasais e redução da tensão cervical na emissão dos fonemas surdos 7) Trabalho aumento do tempo fonatório Reabilitação do olfato 1) Alteração do olfato: alteração do paladar 2) Reativação do olfato: Melhora função gustativa Por que reduz o olfato? - Modificação do trajeto do ar, em que as moléculas olfativas não chegam ao epitélio olfativo, diminuindo olfato e paladar Técnicas intervenção: - Dispositivos para restabelecer fluxo aéreo nasal: 1. Recomeçar via área superior à inferior 2. Técnicas musculatura orofacial - Prótese fonatória: Diminui a eficiência Como restabelecer o fluxo aéreo nasal? 1. Larynx Bypass: Tubo flexível, conectado à boca ao TQT ocorre o relaxamento o palato (não obstruir nasofaringe) fomentando na circulação de ar nasal Obs: praticidade discutível 2. Scent-diffusing ventilator: Pequeno ventilador acoplado à máscara, no qual transporta o ar diretamente ao nariz, ocasionando entrada de moléculas odoríferas (forma passiva) Obs: - Melhores resultados do que “Larynx Bypass” - Mais fácil utilização - Porém, maior custo 3. Nasal Airflow-Inducing Maneuver: polite yawning: Bocejo prolongado com movimento simultâneo de retração da mandíbula, do assolado da boca, da língua, da base de língua, e do palato mole, mantendo os lábios firmemente fechados Cria pressão negativa na cavidade oral e orofaringe para induzir fluxo aéreo nasal Obs: - Mais utilizada - Fácil aprendizado - Efeito imediato - Resultados evidentes 4. Método ferry: - Método de injeção. Realizar exercícios nasais, fricativos, plosivos. CÂNCER DE LÁBIO RESSECÇÃO DE LÁBIO Maior frequência no lábio inferior (irradiação solar). Ressecção parcial (fechamento primário/reconstrução): comprometimentos discretos - sutura borda a borda. Ressecção extensão (sem reconstrução/reconstrução insuficiente): comprometimentos importantes. Impactos funcionais dependem da extensão, presença de reconstrução e resultado funcional da reconstrução. Além disso, a pessoa apresenta disfagia da fase oral, ocasionando em estase e penetração/aspiração após a deglutição. Ao realizar a ressecção de lábios vai ocasionar alterações na postura, sensibilidade, mobilidade e tônus dele, sendo importante o tipo de reconstrução, averiguar se possui paralisia/paresia do ramo mandibular do VII e fibrose cicatricial. Essas alterações apresentadas devido a ressecção do lábio pode fomentar em: 1) Alteração fonoarticulatório: - Bilabiais: /p/, /b/, /m/ - Labiodentais: /f/, /v/ - Vogais arredondadas: /â/, /ô/, /u/ 2) Alteração deglutição fase oral: - Alteração vedamento labial - Alteração de captação - Escape extra-oral - Alteração pressão intraoral - Estase Fonoterapia Bom prognóstico. 1) Trabalhar a sensibilidade e mobilidade: - Estimulação tátil-térmica - Massagens - Exercícios isotônicos 2) Trabalhar a inteligibilidade de fala: - Sobrearticulação - Maximização bilaterais, labiodentais e vogais arredondadas Fala/leitura: espátula ou rolha; Sobrearticulação: “pataca”, “badaga”, fassaxa”, “vazaja”. Terapia direta Adaptação de utensílios Posição do alimento em região posterior Auxílio digital para vedamento labial Compensação - bochechas (pressão intraoral) Obs: posição do alimento em região posterior da cavidade oral + extensão cervical; manobra de limpeza: sucção de bochechas. MANDIBULECTOMIA Abrangem tumores que acometem osso mandibular, mucosa jugal, alvéolos, gengivas Reconstrução: placas ou retalhos microcirúrgicos Ressecção mandibular: Marginal: retirar uma fatia, no sentido longitudinal fomentando em menores comprometimentos (contorno íntegro) Segmentar: retira um pedaço, no sentido vertical, ocasionando em déficits maiores com reconstrução feitas por placas/microcirúrgicas. Placa metal: Titânio/platina Retalho ósseo: crista- costela e tíbia Alterações Corte marginal: - Dificuldade Mastigação (lado ressecado) - Alteração da altura cervical da face (diminuição da harmonia entre terços faciais) Corte segmentar: - Dificuldade Mastigação (lado afetado) - S/ reconstrução pode haver assimetria para o lado da Cirurgia; alteração da fase preparatória Alterações fonoaudiológicas Articulação imprecisa, Hipernasalidade e voz pastosa Além de alteração da sensibilidade, tonicidade e mobilidade, trismo, alteração da fonoarticulação, fonemas bilabiais, labiodentais e vogais, alterações vocais (efeito de radiação/ressonância) Disfagia Possui alteração na captação, preparo e organização dobolo. Caso haja ressecção próximo do mento pode haver alteração de incisão e escape extra-oral de saliva Também pode existir alterações semelhantes à ressecção de lábios como vedamento labial Acometimentos e terapia Alteração na articulação havendo dificuldades em produzir as vogais, bilabiais e labiodentais realizando exercícios isotônicos para adequação de fonemas e exercícios isométricos para os lábios com objetivo de compensação. Alteração da ressonância devido a radiação na região do mento realizado abertura de boca, Sobrearticulação, exercícios isométricos como estalo de língua, espátulas empilhadas, abertura/Fechamento mandibular, Therabite, estimulação térmica, por causa da imprecisão articulação e articulação travada, além de aumentar o direcionamento do fluxo aéreo para cavidade oral. Terapia Indireta Conduta para trismo (tratamento em fase inicial) Pode-se utilizar estimulação tátil-térmica para trabalhar a sensibilidade de lábios e língua Exercícios isotônicos e isométricos para mastigação contralateral à ressecção; posteriormente, se possível, mastigação bilateral; abertura e fechamento de boca; tônus e mobilidade de lábios- compensação; tônus e mobilidade de estruturas adjacentes - compensação. Terapia Direta Realizar adaptação de consistência; manobra postural - cabeça inclinada para o lado bom; manobras de deglutição associadas a movimento de sucção de bochechas. Tendo objetivo de facilitar a fase oral. Caso o paciente faça a ressecção da mandíbula com o corte segmentar anterior deve-se posicionar o bolo alimentar em região posterior e fazer extensão cervical. PELVECTOMIA Ressecção do Assoalho da boca podendo ser parcial ou total Existem dois tipos: 1) Pelveglossectomia - associada à ressecção de língua 2) Pelvemandibulectomia - associada à ressecção da mandíbula Importante Deve-se saber onde foi o acesso cirúrgico podendo ser intraoral ou mandibulectomia mediana (mais realizada: ocasiona em uma sensibilidade temporária) Ressecção 1) Ressecção parcial: pode ser anterior ou lateral 2) Ressecção total: possui impacto funcional semelhante à glossectomia devido ao acometimento da musculatura extrínseca da língua. Acarreta impacto na fase faríngea. Caso este seja mais profundo afeta os músculos supra-hióideos e também a elevação e anteriorização do complexo hiolaríngeo - Longitudinal superior - Genioglosso - Hioglosso - Estiloglosso - Gênio-hióideo - Milo-hióide - Ventre anterior do digástrico Tumores 1) Tumores pequenos: ressecção local; alterações temporárias, sendo assim, é possível fazer adaptação com o lado contralateral como cabeça inclinada para o lado bom. Além disso, pode apresentar edema, alteração na sensibilidade, mas consegue compensar 2) Tumores grandes: remove-se Assoalho, porção da mandíbula fazendo mandibulectomia seccional, porção da língua somada ao esvaziamento cervical. Com isso, limita a mobilidade de língua para articulação e deglutição. Obs: caso não infiltre a mandíbula o acesso é intraoral ou realiza a mandibulectomia Obs: Se utilizar a língua para reconstrução (língua suturada no Assoalho da boca ressecada) fomenta a alteração da mobilidade e alteração do controle do bolo e da saliva acarretando em alterações fonoarticulatórias, ressonância e deglutição. As alterações dependerão de: - Da extensão da ressecção - Do tipo de reconstrução - Do grau de mobilidade das estruturas remanescentes Alterações fonoaudiológicas Alteração de sensibilidade Principal dificuldade: movimento de língua (terapia: mobilidade de língua) Alterações Fonemas linguodentais, linguopalatais e linguoalveolares Além de alteração de preparo, organização e propulsão ocasionando estase Questão na fase oral e faríngea da deglutição. - Possibilidade de atraso da fase faríngea - Alteração de elevação hiolaríngea/abertura da TFE: mm.milo-hióideo, gênio-hióideo e ventre anterior do digástrico Terapia indireta - Estimulação sensibilidade intraoral - Isotônicos OFAs: Ênfase em mobilidade de língua - Compensação lábios/bochechas, em caso de sutura de língua - Excursão laríngea: em caso de ressecção mm. do Assoalho Obs: pode apresentar estase após a deglutição; e se houver Acometimento dos músculos supra-hióideos o prognóstico é pior Terapia direta - Posicionamento em região posterior: dificuldade de propulsão do bolo, em virtude de edema pós operatório nos primeiros dias - Consistência líquida e líquida pastosa são facilitadoras - Manobras de deglutição: manobra supraglótica para proteção de via aérea inferior e deglutições múltiplas (limpar estase) - Alternância com líquido para limpar estase - Manobras Posturais: extensão cervical GLOSSECTOMIA Parcial (durante e após a deglutição Terapia Indireta - Estimulação sensibilidade de estruturas remanescentes - Exercícios isotônicos/isométricos para OFAs (lábios, bochechas e mandíbula) - Mobilidade vertical laringe - Exercícios isotônicos para faringe Terapia Direta - Posicionamento em cavidade oral - Treino preparo/controle do bolo - Adequação de consistência - Manobras posturais/deglutição: • propulsão: cabeça para trás • proteção de vias aéreas: flexão de cabeça, supraglótica, supersupraglótica • limpeza: deglutições múltiplas - Sucção de bochechas - pressão intra oral - Prótese dentária e prótese rebaixadora de palato Observação: Prótese rebaixadora de palato (diminui a altura vertical). Apresentando voz hipernasal, no qual o ar é direcionado para a nasofaringe. Possui alteração de pitch por encurtamento de trato vocal. HEMIGLOSSECTOMIA Alterações Alteração da sensibilidade do lado reconstruído Redução da mobilidade da língua para o lado contralateral à reconstrução Alterações fonoarticulatórias: elevação de ponta e dorso Fricativos: /s,z,x,j/ - escape lateral Voz Pastosa Manobra Compensatória Cabeça inclinada para o lado bom GLOSSECTOMIAS X OUTRAS RESSECÇÕES Mandíbula Mastigação / articulação Soalho Bucal Mobilidade da língua Retromolar Deglutição, hipernasalidade, redução do fluxo aéreo oral TIREOIDECTOMIA Ressecção de glândula Modalidade de tratamento Radioiodoterapia (destruir células malignas. Em caso de dose alta, precisa de internação), radioterapia e cirurgia. Cirurgia Pode ser aberta para acessar a glândula ou pela endoscopia acessando pelos lábios. Acometimento Se afetar o nervo vago, o paciente pode ser aspirador silente (questão sensorial); Se acometer o nervo vago, no nervo laríngeo superior afeta a região glótica e supraglótica havendo penetração laríngea. Em contrapartida, se acometer o nervo laríngeo inferior ou recorrente, será aspirador silente. Por que pode ter impacto na voz e deglutição? Devido a alterações como: - TOT - Manipulação laríngea durante a cirurgia - Edema e hematoma P.O - Secção/trauma nervo laríngeo superior/inferior - Danos temporários mm.extralaringea - Dissecção, alongamento e fixação dos mm. cervicais - Cicatriz e aderência do retalho cutâneo - Extensão da cirurgia e técnica cirúrgica - Síndrome pós-tireoidectomia: queixas sem complicações pós-operatórias Há alterações transitórias com melhora progressiva -> possibilidade de alterações a longo prazo Disfonia Pode apresentar rouquidão, redução de loudness e pitch, fadiga vocal, queixa de pigarro e secura na garganta. Isso acontece no nervo laríngeo recorrente ou laríngeo superior? Unilateral ou bilateral? R: independente do acometimento do nervo Terapia Vocal Bons hábitos vocais: - Higiene vocal e reeducação, hidratação e alguns estudos recomendam repouso vocal - Observação: eliminar comportamento de abuso vocal: desativar a hiperfunção Terapia vocal: - Posicionamento da cabeça, exercícios para trabalhar a função vocal e terapia vocal ressonantal - Melhorar capacidade e eficiência respiratória: humming Disfagia Paralisia/paresia de PV mais alteração sensorial, redução da mobilidade laríngea, queixa de bolo na garganta, entre outros. Terapia da deglutição Modificação de dieta, manobras posturais como cabeça fletida e rotacionada. Além das manobras de deglutição como supraglótica, super supraglótica, deglutição com esforço, Mendelsohn, masako e shaker. Observação Radioterapia associada à Quimioterapia pode gerar complicações tardias como perda auditiva RESSECÇÃO DE PALATO E MAXILA Ressecção de Palato Palato duro: Comunicação- CO e CAV nasal Palato mole: alteração fechamento EVF (pode fazer a prótese para realizar o vedamento) Infra-meso-superestruturas É utilizado a prótese obstrutora de palato Alteração em geral Articulação: trismo (p.o/RxT) - Ressecção orofaríngeo; Diminuição do fluxo aéreo (plosivo/fricativo); imprecisões; alteração de inteligibilidade Ressonância: Hipernasalidade Deglutição: Alteração jogo pressórico; escape nasal Conduta Abertura de boca; Direcionamento de fluxo aéreo para cavidade oral; Sobrearticulação; Diminuição da velocidade de fala; Mobilidade velar (remanescente) - Emissão de plosivos velares e uso de variação entre sons orais e nasais em staccato; Isotônicos estruturas adjacentes Tipos de prótese 1) Prótese obstrutora de palato 2) Prótese obstrutora com bulbo 3) Prótese dentária Alterações na deglutição Alteração da mastigação; Alteração da mobilidade - fechamento do EVF Trismo - efeito cirúrgico e RxT Na avaliação: - Alteração na captação e preparo: trismo - Perda prematura - “posição mais baixa do palato mole” ausente - Dissipação pressórica para nasofaringe - Entrada de alimento em nasofaringe e cavidade nasal Terapia direta Para trabalhar: estase, P/A após e alimentação na cavidade nasal - Posicionamento do alimento - Manobras posturais: cabeça inclinada - Adaptação de consistência e volume (velocidade de trânsito oral mais lento) - Manobras de deglutição: Masako e manobras de proteção de vias aéreas Fonoterapia Durante a RxT e após a reconstrução RESSECÇÃO DE ÁREA RETROMOLAR Pode acometer mucosa jugal, mandíbula, base de língua, loja amigdaliana, véu palatino e soalho de boca Localização Tumores iniciais: se houver alt. comunicação oral é mínimo e geralmente compensado espontaneamente Cirurgias extensas: acometimento de língua Alteração em geral Voz: pastosa e hipernasal Articulação: distorção dos sons posteriores (velares) Deglutição: trismo, dif. mastigação, alt. mobilidade língua (dif. manipulação, estase, atraso da fase faríngea e escape nasal) Trismo (cirurgia/RXT) Articulação travada (pode provocar > tensão e comportamento vocal hiperfuncional (hiperfunção ppvv), podendo levar, em alguns casos, à alteração de fonte glótica) Reabilitação Voz Articulação: - Redução fluxo aéreo, trismo, alteração de fonemas posteriores Realizar: - Estimulação Tátil-térmica - Exercícios isotônicos/compensações - Fluxo aéreo oral/abertura de boca - Sobrearticulação Ressonância: - Hipernasalidade Realizar: - Abertura De boca - Sobrearticulação - Obstrutores faringeanos Reabilitação deglutição - Conduta para trismo - Estimulação tátil-térmica OFAs - Isotônicos OFAs - Manobra postural: cabeça virada, flexão - Manobra de deglutição: MSG, MSSG, masako OUTRAS CIRURGIAS QUE PODEM ACARRETAR DISFAGIA E DISFONIA Disfagia X Disfonia 1) Tumor de mama 2) Tumor de esôfago 3) Tumor de mediatismo (cavidade torácica) CÂNCER DE ESÔFAGO Principais complicações da cirurgia - Vazamento: anastomose - Complicações pulmonares - Dano no nervo laríngeo inferior - Disfagia - Estenose: Stent (dilata e aumenta a luz para o alimento passar) - RGE - Sintomas gastrointestinais Tratamento Pode ser por: 1) Radioterapia 2) Quimioterapia 3) Cirurgia Observação: adenocarcinoma - mais profundo Alterações na deglutição e voz - Imobilidade de pregas vocais - Atraso no início da deglutição - Redução da elevação hiolaríngea durante a deglutição - Redução do diâmetro máximo ântero-posterior do EES durante a deglutição Dano no nervo laríngeo inferior? Pode haver: - Resíduo Faríngeo: P/A após a deglutição - Aspiração ESOFAGECTOMIA Fonoterapia 1) Modificação da dieta: - Consistência - Volume Observação: para alimentação, líquido espessado mais semilíquida 2) Manobra postural: - Proteção de vias aéreas para diminuição da aspiração e aumento da duração do fechamento vestíbulo - Aumento do diâmetro de abertura do EES - Redução de resíduo em seio piriforme 3) Manobra de deglutição: Super-Supraglótica 4) Programa de reabilitação - Amplitude de movimento cervical e ombros: abertura de mandíbula, exercícios de língua, treinamento de musculatura submentoniana Estudo com o CTAR - Induz a contração da musculatura supra-hióidea - Facilita movimento ântero-superior do complexo hiolaríngeo - Auxilia na abertura do SFE do neoesôfago CÂNCER DE MEDIATISMO Sinais e sintomas Saber: - Localização do tumor - Tipo histológico - Comprometimento neurológico?Tambem: - Alterações respiratórias - Dor torácica - Emagrecimento Além de: - Disfagia por compressão esofágica - Disfonia por compressão brônquica (dificuldade de coordenar a respiração) Tratamento Tipos: 1) Radioterapia 2) Quimioterapia 3) Cirurgia Implicações na voz e na deglutição - Risco aumentado para disfonia - Risco de disfonia também relacionada à localização do tumor no mediatismo, sendo a região ântero-posterior com piores resultados na voz - A maioria da população do estudo apresentou algum grau de disfagia com predominância de grau leve e leve a moderado, respectivamente REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: BRENDIM, M.P.;BRENDIM, MARIANA PINHEIRO. CURSO DE FONOAUDIOLOGIA. CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO. 2023. NOTAS DE AULA. PÁGINA NÃO ENCONTRADA. BROOK, Itzhak.O GUIA DO LARINGECTOMIZADO. 1ed. SBOC, 2018. 167p. CARVALHO, Viviane, BARBOSA, Elizângela. . FONONCOLOGIA. 1 ed. Thieme Revinter, 2011. 432p. SALVAJOLI, J.V. & WELTMAN, E.. In: MURAD, A.M. e KATZ, A. ONCOLOGIA - BASES CLÍNICAS DO TRATAMENTO: Princípios de Radioterapia. 1 ed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan,1996. 171p.