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Membrana: vantagens e desvantagens • Vantagens: • Boa biodisponibilidade. • Ação imediata. • Evita o ambiente gástrico. • Desvantagens: • Limitado a baixas doses (intranasal). • Absorção alterada por diarreia ou constipação (retal). • Redução do efeito por uso incorreto (inalação). Via oral: vantagens e desvantagens • Vantagens: • Fácil administração. • Muitas vezes, baixo custo. • O próprio paciente pode administrar. • Desvantagens: • Metabolismo de fase 1. • Redução da biodisponibilidade. • Mudanças intestinais (diarreia ou constipação). Vias de administração • Definição: localização de aplicação do fármaco. • Cinco tipos: 1) Oral. 2) Membrana. 3) Injetável. 4) Trasdermal. 5) Tópica. • Escolha da via depende de: • Conveniência. • Propriedades. • Farmacocinética Vamos refletir? Você sabia que muito além da conveniência, a via de administração de um fármaco pode impactar na biodisponibilidade e tempo de efeito? Farmacologia aplicada à nutrição Introdução à Farmacologia Características das vias de administração Bloco 1 Transdermal: vantagens e desvantagens • Vantagens: • É possível escolher o melhor local de eficácia (percutânea). • Boa biodisponibilidade. • Favorece exposição prolongada ao fármaco (transdermal). • Desvantagens: • Início da ação muito lento. • Podem ocorrer reações alérgicas. • Fármacos extremamente lipofílicos (transdermal). Injetável: vantagens e desvantagens • Vantagens: • Início moderadamente rápido (intramuscular). • 100% biodisponível (intravenoso). • Não passa por metabolismo de fase 1 (ambas). • Desvantagens: • Irritação e dor no local da aplicação. • Ação quase que irreversível (intravenoso). • Risco de infecção. Introdução à Farmacologia Mecanismos básicos de sinalização transmembrana Bloco 2 Receptores e suas funções • Componente de células e organismos. • Interação com os fármacos. • Início da ação: cascata de sinalização de efeitos. • Funções: • Determina a relação dose-efeito. • Seletividade de ação do fármaco. • Mediador de ações agonistas e antagonistas. Reflita sobre a seguinte situação Você trabalha como nutricionista no ambulatório de um hospital, referência em cardiologia no Brasil, com pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O médico cardiologista ,da unidade de coronariopatias crônicas, encaminhou a você uma paciente, mulher, 60 anos, IMC 35.6kg/m², cateterismo, apresentando duas lesões arteriais, sendo uma de 50% e outra de 70%. Ao consultar o prontuário da paciente, você percebe que ela tem má aderência medicamentosa, além de gostar de consumir bebidas alcóolicas aos finais de semana e consumir alimentos altamente calóricos combinados com as bebidas. O médico precisou aumentar as doses da atorvastatina devido ao LDL-c fora da meta. Como você lidará com essa paciente? Farmacologia aplicada a obesidade e doenças crônicas Teoria em prática Bloco 4 3- Estratégias de reposição Objetivo: • Simular o efeito fisiológico da insulina. • Assumir que, 50% de secreção basal e 50% de secreção prandial. Dose e estratégia de aplicação: • Cálculos de necessidade são baseados no peso (0,4U ou 1,0U/kg/dia). • Puberdades, gestação e infecções: pode ser necessário doses maiores. • Insulina humana regular: 30 minutos antes das refeições. • Análogos rápidos: 20 minutos antes das refeições. • Análogos ultrarrápidos: imediatamente antes. Norte para a resolução • Por onde começar? Exames laboratoriais • É vital que o(a) nutricionista tenha conhecimento dos fármacos utilizados por cardiopatas, a fim de verificar se existe alguma interação medicamentosa que possa potencializar os efeitos adversos relacionados. • Alguns pacientes apresentam alterações de aminotransferases e creatina quinase. • Apesar de não poder interferir na medicação, o(a) nutricionista precisa compreender esses fatores para direcionar a paciente. Avaliar sintomas • Pacientes em uso de inibidores de HMG CoA redutase podem apresentar sintomas relacionados aos efeitos adversos da medicação. • Alterações nas aminotransferases, no geral, estão associadas a anorexia, hepatotoxicidade por ingestão de bebidas alcóolicas, sensação de mal-estar e reduções severas de LDL-c. • Dores musculares e sensação de fraqueza nas pernas são sintomas relacionados ao uso de estatinas e podem ser indicativos de uma rabdomiólise. Norte para a resolução • Estratégia nutricional base: Evitar consumo de álcool para evitar hepatotoxicidade. Orientar sinais e sintomas comuns ao uso da medicação e buscar pronto socorro na piora destes. Restrição calórica para redução de gordura corporal. Alinhar ingestão adequada de gorduras e fibras. 4- Farmacologia aplicada à nutrição Farmacologia aplicada ao esporte Testosterona e esteroides androgênicos anabolizantes Bloco 1 Vamos refletir? Você sabia que o uso de esteroides androgênicos anabolizantes é muito comum em diversos esportes, especialmente o fisiculturismo? Além disso, o uso indiscriminado por praticantes de atividade física aumenta a cada dia. Testosterona e esteroides androgênicos anabolizantes • Esteroides androgênicos anabolizantes: forma sintética da testosterona. • Forte ligação com receptores androgênicos. • Forma química do EAAs é similar à da testosterona. • Modificações aumentam o efeito anabólico. Primeiros relatos sobre efeito da testosterona • Paris – 1889. • Extratos testiculares de porquinhos-daíndia e cães. • Autoadministração subcutânea. • Dados publicados – aumento de força muscular Alterações na estrutura da testosterona • Anéis A e B: aumento da atividade anabólica. • C17: atividade oral ou intramuscular. • Grupo 17 α-alquilado não é necessário em parenterais. • 17β-hidroxila esterificado previne rápida absorção. Motivadores de performance para uso de anabolizantes entre atletas ↑ Massa muscular. Peso corporal. ↑ Força. Velocidade. Recuperação entre treinos. Tolerância a dor. Prevalência no uso de anabolizantes Uso recreacional: 70%. Uso por atletas: 29%. Idade: 15 a 24 anos. Dismorfia muscular é o principal motivo. 56% não consultam um médico. Homens tendem a utilizar mais do que mulheres. Farmacologia aplicada ao esporte Prevalência, efeitos adversos e regulamentação dos esteroides androgênicos anabolizantes Bloco 2 4- Efeitos da testosterona na hipertrofia • Mecanismos genômicos (capacidade transcricional). • Mecanismos não genômicos (eficiência translacional). Normas éticas para a prescrição de EAAs Resolução n. 2.333/2023 • Art. 1: proibido o uso para fins estéticos, hipertrofia ou desempenho esportivo. • Art. 2: terapia apenas em comprovação de quadro clínico que justifique o uso. • Art. 3: vedado o uso e divulgação sem embasamento científico: • Fins estéticos, ganho de massa muscular ou desempenho para atletas profissionais ou amadores. • Divulgar hormônios com nomenclatura comercial (nano ou bioidênticos). • Prescrição de moduladores seletivos dos receptores androgênicos (SARMS). • Cursos ou eventos com cunho estético, hipertrofia ou de desempenho Motivadores comportamentais para uso de anabolizantes entre atletas ↑ Libido. Estética. Reconhecimento. Medo do adversário utilizar. Sucesso. Incentivo familiar e do coach. Farmacologia aplicada ao esporte Fisiculturismo, doses suprafisiológicas e efeitos nos biomarcadores Bloco 3 Doses suprafisiológicas e o fisiculturismo • Efeito dose-resposta. • Estudos utilizaram doses suprafisiológicas. • ↑600 mg de enantato de testosterona = ↑ na massa muscular • Doses suprafisiológicas são comuns entre fisiculturistas. Doses terapêuticas orais e injetáveis Orais Danazol: cápsulas 200 – 800 mg/dia Fluoximesterona: Tabletes 2,5 – 20 mg/dia Metiltestosterona: Tabletes e cápsulas 10-50 mg/dia Oxandrolona: Tabletes 2,5-20 mg/dia Injetáveis Testosterona Intramuscular 10-50 mg/3x/semana Propionato de testosterona: Intramuscular 10-25 mg/3x/semana Enantato de testosterona: Intramuscular 50-400 mg a cada 2-4 semanas Cipionato detestosterona: Intramuscular 50-400 mg a cada 2-4 semanas EAAs mais utilizados por fisiculturistas Boldenona (ganabol). Methandrostenolona (dianabol). Metenolona (primobolan). Nandrolona (deca-durabolin). Oxandrolona (anavar). Oximetolona (hemogenin). Estanozolol (winstrol). Doses utilizadas por atletas • Doses 10 a 100 vezes mais altas que as terapêuticas. Deca-Durabolin: • Moderadamente androgênica e bom poder anabólico. • Objetivo: hipertrofia pré-competição. • Aromatização em doses altas. • Baixa hepatotoxicidade. Reflita sobre a seguinte situação • Durante a anamnese, a paciente relata que está sentindo sonolência, fadigada, redução de apetite e está levemente pálida. • Após analisar os exames laboratoriais, você notou as seguintes alterações: • Hemoglobina: 18g/dL. • Homocisteína: 15µmol/l. • Cobalamina sérica: 150 pg/ml. • Como você conduziria esse cenário clínico? Reflita sobre a seguinte situação Imagine que você iniciou seu consultório para atendimento com nutrição clínica. O seu público é variado, mas o foco atual são pacientes do sexo feminino, que desejam emagrecer e ter um estilo de vida mais saudável. Entretanto, certo dia, você recebe uma paciente, de 45 anos, que trabalha seis vezes por semana, em frente ao computador durante todo o período de trabalho. Ela gosta de consumir uma garrafa de vinho às sextas-feiras e uma aos sábados, junto com o marido, e tem preferência por alimentos mais rápidos e fáceis de consumir enquanto trabalha. Você realiza a avaliação antropométrica, com adipômetro, afere altura, peso e circunferências. Além disso, a paciente já chegou em seu consultório com exames laboratoriais e medicações de uso comum. Introdução à Farmacologia Teoria em prática Bloco 4 Norte para a resolução • Por onde começar? Recordatório alimentar • Avaliar número de refeições que realiza por dia. • Alimentos consumidos com maior frequência na dieta. • Identificar possível fatores antinutricionais de consumo excessivo. Indicadores nutricionais • Avaliar medicações utilizadas pela paciente. • Solicitar novos exames laboratoriais para seguir com o diagnóstico nutricional. • Avaliar possível perda de peso não intencional. Norte para a resolução • Possíveis causas: Deficiência de vitamina B12. Uso de antiácidos. Estresse por excesso de trabalho. Possível problema digestório 2- Farmacologia aplicada à nutrição Nutrientes e interações medicamentosas Interações fármaco e nutrientes em idosos Bloco 1 Norte para a resolução • Objetivos terapêuticos: Avaliar suplementação ou aumento da ingestão de alimentos fontes. Aumentar a ingestão de fibras, devido a ação tamponante. Reduzir estresse, com atividade física. Reduzir a ingestão de fatores antinutricionais. 2-Vamos refletir? Você sabia que as mudanças na composição corporal e o declínio na função dos órgãos, comuns com o avançar da idade, podem afetar a farmacodinâmica e farmacocinética? 2-Efeito dos fármacos nos nutrientes Efeito dos fármacos na ingestão alimentar e de nutrientes Fármacos Ingestão alimentar: - Apetite. - Sabor e cheiro. - Trato gastrointestinal. Nutrientes: - Absorção. - Metabolismo. – Excreção Complicações nutricionais: - Mudanças no estado nutricional. - Deficiência ou excesso de nutrientes. Inibidores de enzima conversora de angiotensina (IECA) Angiotensina I Angiotensina II Efeitos esperados: ↓ concentrações de angiotensina II. ↓ vasoconstrição. ↓ secreção de aldosterona. ↑ a bradicinina. Efeitos adversos: Hipotensão em pacientes hipovolêmicos. Hipercalemia com insuficiência renal ou diabetes. Tosse seca. Relação entre obesidade e hipertensão Obesidade Superestimulação do sistema nervoso simpático. Estímulo do sistema renina-angiotensinaaldosterona. Aumento de citocinas derivadas do tecido adiposo. Resistência à insulina. Mudanças na estrutura e função renal. Bloqueadores de canal de cálcio (BCC) Canal de cálcio celular. Inibe o influxo de cálcio. ↓ pressão arterial. Efeitos: Não-diidropiridínicos: ↓FC e efeitos antiarrítmicos. Di-hidropiridínicos: impacta menos na FC e função sistólica. Preferir os de ação prolongada (oscilações de FC e na pressão). Efeitos adversos: Edema. Cefaleia. Tontura. Observação: efeitos são doses dependentes. 3- Farmacologia aplicada a obesidade e doenças crônicas Obesidade e Hipertensão Arterial Bloco 2 Bloqueadores dos receptores de angiotensina II (BRA) Efeitos esperados: Similar ao IECA, mas sem ↑ a bradicinina. Efeitos adversos: Similar ao IECA, mas com menos tosse. Diuréticos Mecanismos de ação: Tiazídicos: transportador Na/Cl. Furosemida: transportador Na/K/2Cl. Espironolactona: receptor de aldosterona. Efeitos: ↓ volume sanguíneo. Similar aos tiazídicos, porém, mais efetivos. ↑ excreção de Na e ↓ de potássio. Aplicações clínicas: Hipertensão. Insuficiência cardíaca. Aldosteronismo. Hipertensão grave. Efeitos adversos: Fraqueza. Cãibras. Hipopotassemia (afeta liberação de insulina). Hipomagnesemia. Farmacologia aplicada a obesidade e doenças crônicas Obesidade e Diabetes Mellitus Bloco 3 Semaglutida Efeitos: ↓ hemoglobina glicada (1mg = 1,38%). ↓ Peso corporal (1mg = -4kg). Mecanismos: Melhora a eficiência da incretina. ↑ secreção de insulina. Inibe liberação de glucagon. Supressão de gliconeogênese hepática Posologia: Dose: 0.25mg, 0.5mg e 1mg/1 vez/semana. Aumentar a dose a cada quatro semanas. Administração: subcutânea. Efeitos adversos: Náusea e vômito. Dispepsia. Flatulência, diarreia e constipação. Distensão abdominal. Obesidade e Diabetes Mellitus Indivíduo obeso • 619,494 óbitos de pacientes diabéticos associados a obesidade. Idade com maior índice de óbitos: • Mulheres: 65-69 anos. • Homens: 60-64 anos. Metformina Efeitos: ↓ hemoglobina glicada. ↓ peso corporal. ↓ mortalidade cardiovascular. Mecanismos: Inibe a gliconeogênese hepática. Opõe a ação do glucagon. Inibe a cadeia respiratória hepática e melhorar a sensibilidade à insulina. ↓ expressão de enzimas de gliconeogênese. Aplicação: Primeira linha de tratamento. Eficaz e segura. Benefícios além do diabetes. Efeitos adversos: Inchaço. Desconforto abdominal. Diarreia. Tipos de insulina Aplicação de insulina Insulina basais (duração): • Intermediária (10-18h). • Análogo de ação longa (20- 24h). • Análogo de ação intermediária (18-22h). • Análogo de ação ultralonga (36-42h). Insulinas prandiais (duração): • Ação rápida (5-8h). • Ação ultra-rápida (1-5h). Pré-misturadas (duração): • NPH + ação rápida (10-16h). Efeito na ingestão alimentar Disgeusia: • Sensação alterada de sabor. • Ansiolíticos, antidepressivos e betabloqueadores. Alterações gastrointestinais: • Náusea, vômito, diarreia e constipação. • Fármacos para controle glicêmico e antiácidos com alumínio e magnésio. 2= Efeito na ingestão alimentar Apetite: • Aumentam – antidepressivos e fármacos para controle glicêmico. • Reduzem – fármacos para demência e antiepiléticos. Xerostomia: • Efeito adverso de alguns fármacos; favorece desnutrição. • Anti-hipertensivos combinados com diuréticos. Nutrientes e interações medicamentosas Fármacos com ações diretas nos nutrientes Bloco 2 Antiácidos Função • Neutralizam o ácido gástrico Fármacos: hidróxido de alumínio, carbonato de cálcio e óxido de magnésio. Nutrientes • Folato. • Ferro. • Fósforo. Efeito no nutriente • Redução na absorção. Antagonistas de aldosterona Fármacos: espironolactona. Função • Redução da pressão arterial. Nutrientes • Folato. Efeito no nutriente • Redução na absorção. Fármacos para controle glicêmico Função • Antihiperglicemiante. • Inibidor seletivo de SGLT2. Fármacos: metformina e dapaglifozina. Nutrientes • Vitamina B12 (absorção). • Glicose (excreção urinária). Efeito no nutriente • Redução na absorção. • Redução na excreção urinária Imunossupressores Função • Reduz inflamação via sistema imune. Efeito no nutriente • Redução na absorção. Fármacos: metotrexato. Nutrientes • Folato. • Vitamina B12. Nutrientes e interaçõesmedicamentosas Interações positivas entre drogas e nutrientes Bloco 3 Tratamento de úlcera e refluxo Fármacos: omeprazol e lansoprazol. Nutrientes • Vitaminas B12 e C. • Ferro. • Cálcio. • Fósforo. Efeito no nutriente • Redução na absorção. Função • Redução de produção ácido gástrico. Interação fármaco e nutriente • Conjunto de interações físico-químicas e determinantes fisiológicos. • No geral, a interação fármaco-nutriente pode ser vista de forma negativa. • Interações podem ser também positivas, favorecendo: • Efeito do fármaco. • Redução na toxicidade. • Menor intolerância gastrointestinal. Antibióticos Tipo de alimento/nutriente: - Refeições completas. Mecanismo de ação: - Redução do pH gástrico. - Aumento da absorção Efeito positivo: - Melhora no efeito. - Melhora na concentração plasmática. Fármacos: - Cefuroxima. - Nitrofurantoína. 2- Ferro Tipo de alimento/nutriente: - Ácido ascórbico. Mecanismo de ação: - Inibe atividade quelantedos fitatos. Efeito positivo: - Melhora a absorção de ferro. Recomendação: - Coadministração de ácido ascórbico (100- 200mg/dia) e ferro. Antiretrovirais Tipo de alimento/nutriente: - Refeições completas. Mecanismo de ação: - Redução do pH gástrico. - Aumento da absorção. Efeito positivo: - Melhora no efeito. - Melhora na concentração plasmática. Fármacos: - Atazanavir. - Darunavir. Nutrientes e interações medicamentosas Teoria em prática Bloco 4 Isoniazida Tipo de alimento/nutriente: - Piridoxina (vitamina B6). Mecanismo de ação: - Melhora na biodisponibilidade de piridoxal fosfato. Efeito positivo: - Reduz as chances de neuropatia causada pelo fármaco. Recomendação: - Coadministração de piridoxina em indivíduos recebendo isoniazida. Reflita sobre a seguinte situação Vamos imaginar que você acaba de ser contratado como nutricionista responsável por uma casa de repouso para idosos. No intuito de conhecer o perfil dos seus pacientes, você resolve fazer uma visita a todos para realizar uma anamnese, coletar informações dos prontuários e verificar detalhes importantes com a enfermeiras da casa de repouso. Como você nortearia todos esses processos? Norte para a resolução Por onde começar? Histórico de saúde e alimentar • O histórico alimentar irá proporcionar ao nutricionista um panorama da ingestão alimentar, da quantidade energética e macro e micronutrientes. • O histórico de saúde será um norte para compreender qual é o perfil de saúde do indivíduo e como ele pode estar afetando o efeito dos fármacos. Fármacos utilizados e sintomas • Conhecer quais são os medicamentos utilizados, sua administração, possíveis coadministrações e número de fármacos utilizados facilitará o entendimento sobre possíveis sinais e sintomas apresentados por cada paciente e poderá ser o norte para a elaboração da estratégia dietética. 3- Farmacologia aplicada à nutrição Farmacologia aplicada a obesidade e doenças crônicas Obesidade e doenças cardiovasculares Bloco 1 Vamos refletir? As doenças cardiovasculares, especialmente a doença arterial coronariana e o acidente vascular encefálico, a diabetes mellitus do tipo 2 e a hipertensão arterial, são as principais causas de mortalidade no mundo e a obesidade possui papel importante nesses desfechos. Inibidores seletivos de absorção de colesterol (ezetimibe) Efeitos: Segunda linha da terapia. ↓ LDL-c. ↓ dimensões da placa aterosclerótica. Mecanismos: Inibe absorção de fitoesteróis e colesterol. Afeta a NPC1L1 (proteína transportadora). Inibe reabsorção do colesterol na bile. Posologia: Dose: 10mg/dia. Pode ser associada a estatinas. Efeito melhorado quando associado a estatinas. Efeitos adversos: Baixa capacidade hepatotóxica. Raramete: inflamação muscular (miositose). 3- Derivados de ácido fíbrico (fibratos) Efeitos esperados: ↓ TG. Músculo: ↑oxidação de ácidos graxos. Fígado: ↓ secreção e síntese de TG e ↑ a oxidação de ácidos graxos. ↓ moderada de LDL-c. Efeitos adversos: Irritação da pele (exantema). Arritmia. Afeta as aminotransferases. Hipocalemia. Sequestradores de ácidos biliares Efeitos: ↓ LDL-c. ↑ VLDL-c (hipertrigliceridemia). Mecanismos: Impedem a reabsorção de ácidos biliares. Eliminados pelas fezes. Induz ↑ do colesterol em ácidos biliares no fígado. 3- Aplicações clínicas: Deve ser utilizado em hipercolesterolemia primária. Evitar em hipercolesterolemia combinada, por aumentar VLDL. Efeitos adversos: Constipação e distensão abdominal (fibras auxiliam). Esteatorreia (pacientes com colestase). Cálculos biliares em idosos (raro). Receptor intracelular • Responde a fármacos lipossolúveis. • O fármaco precisa atravessar a membrana. • Dois tipos de efeitos: 1) minutos a horas; 2) horas a dias. • Exemplos: • Hormônios derivados do colesterol. • Hormônios da tireoide. Mecanismos de sinalização • Classificados em quatro tipos: • Receptores intracelulares. • Receptores de canais iônicos transmembrana. • Receptores transmembrana de proteína tirosina quinase. • Receptores ligados a proteína G. Hepatopatias que afetam fármacos • Fígado é principal órgão de metabolismo de fármacos. • Comprometimento do citocromo P450. • Consequência: efeitos tóxicos, devido a concentração de formas ativas de fármacos. • Hepatopatias que afetam fármacos: Hepatite. Cirrose. Câncer. Esteatose hepática. Interações medicamentosas • Biodisponibilidade afetada pela coadministração. • A ligação com proteínas no sangue. • Metabolismo no fígado. • Excreção pelos rins. Exemplo: Rifampicina versus anticoncepcional. • Redução na ação do anticoncepcional. Idade • Crianças: biotransformação lenta. • Enzimas que metabolizam fármacos desenvolvem gradualmente, em duas semanas. • Idosos: redução da capacidade metabólica. • Redução associada a função hepática: • Massa do fígado. • Fluxo sanguíneo. • Atividade enzimática Etnia e raça Aspectos genéticos afetam metabolismo. Negros: vasodilatadores = redução 43% da taxa de mortalidade. Caucasianos: P450 2D6 inativa em 8%. Asiáticos: P450 2D6 inativa em apenas 1%. 20% dos fármacos são metabolizados pela P450 2D6. Exemplos: Beta-adrenérgicos e antidepressivos Farmacogenômica Relação entre genes e fármacos. Polimorfismo ou mutações de enzimas. • Indústria evita criação de substâncias metabolizadas por enzimas suscetíveis a alteração genética. • Clopidogrel >> P450 – redução do efeito antiplaquetário. Introdução à Farmacologia Fatores que afetam o metabolismo dos fármacos Bloco 3 Receptor tirosinoquinase • Receptores tirosinoquinase: • Atividade enzimática alostérica. • Insulina. • Receptores transmembrana de proteína tirosina quinase: • Fármaco desencadeia ação mediada, por uma proteína tirosina quinase. Receptores de canais iônicos e ligados a proteína G • Receptores de canais iônicos transmembrana: • Receptor abre após se ligar a canal iônico. • Serotonina e GABA. • Receptores ligados a proteína G: • Sinalização transmembrana com três componentes distintos.