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Profa. Dra. Samantha Rhein UNIDADE I Estudos Disciplinares Ações em Saúde Coletiva A Educação Alimentar e Nutricional (EAN) é o campo do conhecimento e de prática contínua e permanente, transdisciplinar, intersetorial e multiprofissional que visa promover a prática autônoma e voluntária de hábitos alimentares saudáveis, contribuindo para assegurar o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA). As ações de EAN podem ser feitas em grupos populacionais. Ações em grupos populacionais Diversidade de cenários de prática Interseto- rialidade Planejamento, avaliação e monitoramento Participação ativa e informada dos sujeitos Promoção de autocuidado Valorização da culinária enquanto prática emancipatória Valorização da cultura alimentar local Sistema alimentar e sua integralidade Sustentabilidade social, ambiental e econômica Figura – Os nove princípios para as ações de EAN. Fonte: Adaptado de: Brasil. Ministério do Desenvolvimento Social – MDS Princípios e Práticas para Educação Alimentar e Nutricional, 2018. Disponível em: https://www.cfn.org.br/wp-content/uploads/2018/08/CADERNO_EAN_semmarca.pdf Dados de pesquisas populacionais brasileiras, publicadas entre 2019 e 2021, demonstram que o consumo de ultraprocessados e sal só vem aumentando entre os indivíduos de todas as faixas etárias. Além de estar altamente relacionado ao aumento do excesso de peso na população, a figura mostra outra importante consequência, que gera riscos à saúde pública. Você, sendo nutricionista, de uma UBS, qual sua conduta? Caso 1 Fonte: SILVA ARM, MELCHERT WR. Iodo: riscos e benefícios para a saúde humana. Cienc. Cult. vol.71 no.2 São Paulo Apr./June 2019. Disponível em: http://dx.doi.org/10.21800/2317- 66602019000200016. Acesso em: 29 out. 2019. Moderada deficiência de iodo (20-40μg/L) Suave deficiência de iodo (50-99μg/L) Nutrição ótima de iodo (100-199μg/L) Ingestão mais que adequada de iodo (200-299μg/L) Ingestão excessiva de iodo (>300μg/L) Sem dados Uso dos protocolos de uso do guia alimentar para a população brasileira na orientação alimentar: bases teóricas e metodológicas e protocolo para a população adulta, idoso e gestante. Disponíveis em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolos_guia_alimentar_fasciculo1.pdf https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolos_guia_alimentar_fasciculo2.pdf http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/protocolo_guia_alimentar_fasciculo3.p df EAN realizadas em grupos populacionais para estimular a redução do consumo de sal e alimentos ultraprocessados. O IBGE publicou um conjunto de resultados da Pesquisa Nacional de Saúde, o qual inclui o estado nutricional da população adulta acima de 18 anos. A seguir, encontra-se ilustrada em gráfico a evolução de excesso de peso e de obesidade. Analise o gráfico, avalie as afirmações: I. Na PNS 2019 foi encontrado que 79,4% dos meninos e 92,2% das meninas têm sobrepeso ou obesidade. II. Para a classificação dos indivíduos, aqueles que apresentem o IMC igual ou acima de 25 kg/m² podem ter excesso de peso e, igual ou acima de 30 kg/m², obesidade. III. De acordo com os dados, pode-se dizer que 1 em cada 4 brasileiros está obeso. IV. Uma das principais ações do governo para retração dessa prevalência se situa na 8ª diretriz da Pnan. Interatividade 57 60,3 55,5 57,6 58,3 62,7 20,8 25,9 16,8 21,8 24,4 29,5 0 20 40 60 80 2013 2019 2013 2019 2013 2019 TOTAL Masculino Feminino Prevalência de excesso de peso e de obesidade na população adulta de 18 anos ou mais de idade Brasil 2013 a 2019 Excesso de peso Obesidade Fonte figura: Adaptado de: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde, 2019. Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas: a) I, II, III e IV. b) I, II e III. c) I, II e IV. d) II, III e IV. e) II e III. Interatividade Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas: a) I, II, III e IV. b) I, II e III. c) I, II e IV. d) II, III e IV. e) II e III. Resposta Recapitulando: I. Na PNS 2019 foi encontrado que 79,4% dos meninos e 92,2% das meninas têm sobrepeso ou obesidade. FALSO Excesso peso = sobrepeso + obesidade II. Para a classificação dos indivíduos, aqueles que apresentem o IMC igual ou acima de 25 kg/m² podem ter excesso de peso e, igual ou acima de 30 kg/m², obesidade. VERDADEIRO III. De acordo com os dados, pode-se dizer que 1 em cada 4 brasileiros está obeso. VERDADEIRO IV. Uma das principais ações do governo para retração dessa prevalência se situa na 8ª diretriz da Pnan. VERDADEIRO – 8ª diretriz – controle e regulação dos alimentos (ações atuais: nova legislação de rotulagem nutricional RDC 429/20 e IN 75/20 e acordo MS e ABIA para redução do teor de sal, açúcar e gordura dos alimentos industrializados) Resposta O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) foi instituído pela Lei n. 6.321, de 14 de abril de 1976, e regulamentado pelo Decreto n. 5, de 14 de janeiro de 1991; Prioriza o atendimento aos trabalhadores de baixa renda (ganham até cinco salários mínimos mensais); Parceria entre Governo, empresa e trabalhador; Unidade gestora é o Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho da Secretaria de Inspeção do Trabalho. Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT Nutricionista: é o responsável técnico do PAT legalmente habilitado em nutrição que tem por compromisso a correta execução das atividades nutricionais do Programa, visando à promoção da alimentação saudável ao trabalhador; O registro do nutricionista no PAT é realizado apenas com o preenchimento de formulário eletrônico. Você é nutricionista de uma UAN e precisa adequar a refeição abaixo, de acordo com os valores recomendados pelo PAT. Como proceder com os cálculos? Refeição: Arroz integral – 150 gramas. Feijão-carioca – 1 concha (80 gramas). Carne acebolada (fraldinha) – 1 bife de 100 gramas. Localize a composição centesimal dos alimentos presentes no cardápio. Por meio de regra de três, encontre os macronutrientes, o sódio e a fibra alimentar na porção correspondente. Atividade Prática Buscando as informações Fonte: Adaptado de: https://www.nepa.unicamp.br/ Tabela 1. Composição de alimentos por 100 gramas de parte comestível: Centesimal, minerais, vitaminas e colesterol Nome do Alimento Descrição dos alimentos Umidade (%) Energia Proteína (g) Lipídeos (g) Colesterol (mg) Carboidrato (g) Fibra Alimentar (g) Cinzas (g) Cálcio (mg) Magnésio (mg)(kcal) (kJ) Cereais e derivados 1 Arroz integral cozido 70,1 124 517 2,6 1,0 NA 25,8 2,7 0,5 5 59 361 Carne bovina fraldinha com gordura cozida 49,7 338 1416 24,2 26,0 65 0,0 NA 0,7 3 14 362 Carne bovina fraldinha com gordura crua 65,4 221 924 17,6 16,1 54 0,0 NA 0,9 3 16 561 Feijão-carioca cozido 80,4 76 320 4,8 0,5 NA 13,6 8,5 0,7 27 42 562 Feijão-carioca cru 14,0 329 1377 20,0 1,3 NA 61,2 18,4 3,5 123 210 563 Feijão-fradinho cozido 80,0 78 326 5,1 0,6 NA 13,5 7,5 0,8 17 38 Alimento Porção CHO porção LIP porção PTN porção Fibra NPU NPCal Valor Calórico Arroz integral 150 g 38,7 1,5 3,9 4,05 3,9 x 0,5 = 1,95 1,95 + 2,3 + 16,87 = 21,12 x 4 = 84,48 Calorias 577,18 CalFeijão-carioca 80 g 10,88 0,4 3,84 6,8 3,84 x 0,6 = 2,30 Carne acebolada 100 g 0,0 26,0 24,2 NA 24,1 x 0,7 = 16,87 Construindo o cálculo VET = (38,7 + 10,88 + 0,0) x 4 + (1,5 + 0,4 + 26) x 9 + (3,9 + 3,84 + 24,2) x 4 VET da refeição = 198,32 + 251,1 + 127,76 = 577,18 Calorias NDPCal% = (NDPCal/VET) x 100 = (84,48/577,18) x 100 = 14,63% I. As refeições principais (almoço, jantar e ceia) deverão conter de seiscentas a oitocentas calorias, admitindo-se um acréscimo de vinte por cento (quatrocentas calorias) em relação ao Valor Energético Total – VET de duas mil calorias por dia e deverão corresponder à faixa de 30-40%(trinta a quarenta por cento) do VET diário; II. As refeições menores (desjejum e lanche) deverão conter de trezentas a quatrocentas calorias, admitindo-se um acréscimo de vinte por cento (quatrocentas calorias) em relação ao Valor Energético Total de duas mil calorias por dia e deverão corresponder à faixa de 15-20 % (quinze a vinte por cento) do VET diário; Como analisar? III. O percentual proteico – calórico (NdPCal) das refeições deverá ser de no mínimo 6% (seis por cento) e no máximo 10% (dez por cento). Como analisar? VET = (38,7 + 10,88 + 0,0) x 4 + (1,5 + 0,4 + 26) x 9 + (3,9 + 3,84 + 24,2) x 4 VET da refeição = 198,32 + 251,1 + 127,76 = 577,18 Calorias NDPCal% = (NDPCal/VET) x 100 = (84,48/577,18) x 100 = 14,63% Em relação ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), assinale a alternativa correta. Corrija o erro das inadequadas. a) ( ) As refeições principais deverão conter de seiscentas a oitocentas calorias, admitindo-se um acréscimo de 20% (quatrocentas calorias) em relação ao Valor Energético Total (VET) de duas mil calorias e deverão corresponder à faixa de 30 a 40% do VET diário. b) ( ) O percentual proteico calórico (NdPCAl) das refeições deverá ser de no mínimo 8% e no máximo 12%. c) ( ) Os cardápios deverão conter, pelo menos, uma porção de frutas e uma porção de legumes ou verduras nas refeições principais (almoço, jantar e ceia), sendo dispensados esses gêneros nas refeições menores (desjejum e lanche). d) ( ) O cálculo do Valor Energético Total (VET) não poderá ser alterado em função da atividade laboral, ainda que em benefício do trabalhador. e) ( ) A distribuição percentual dos macronutrientes deverá ser calculada em função da atividade laboral dos trabalhadores. Interatividade Em relação ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), assinale a alternativa correta. Corrija o erro das inadequadas. a) (X) As refeições principais deverão conter de seiscentas a oitocentas calorias, admitindo-se um acréscimo de 20% (quatrocentas calorias) em relação ao Valor Energético Total (VET) de duas mil calorias e deverão corresponder à faixa de 30 a 40% do VET diário. b) ( ) O percentual proteico calórico (NdPCAl) das refeições deverá ser de no mínimo 8% e no máximo 12%. c) ( ) Os cardápios deverão conter, pelo menos, uma porção de frutas e uma porção de legumes ou verduras nas refeições principais (almoço, jantar e ceia), sendo dispensados esses gêneros nas refeições menores (desjejum e lanche). d) ( ) O cálculo do Valor Energético Total (VET) não poderá ser alterado em função da atividade laboral, ainda que em benefício do trabalhador. e) ( ) A distribuição percentual dos macronutrientes deverá ser calculada em função da atividade laboral dos trabalhadores. Resposta M. G. M., sexo feminino, 39 anos, foi diagnosticada com esclerose lateral amiotrófica (ELA). A doença afetou primeiramente a fala e a deglutição, assim, emagreceu bastante nos últimos 6 meses, pois estava disfágica, grau de disfagia 2, tossia muito e, por isso, não conseguia alimentar-se adequadamente. A sua família procurou, então, ajuda na UBS e a ESF contatou você, nutricionista do Nasf, e solicitou visita de urgência. Durante a visita, você verificou que a paciente está lúcida, deambulando, com dificuldade, realiza dieta vegetariana sempre que possível, foram aferidas as seguintes medidas antropométricas: Peso: 47 kg; Altura 1,65 cm Circunferência Braquial – 24 cm Dobra Cutânea tricipital – 19 mm Adulto e enteral: Caso 1 Recordatório: Manhã: Vitamina com chá de raiz-de-lótus e uma fruta. Almoço: sopa de legumes: mandioca com folhas de brócolis, alho, azeite, batata, cenoura, tomate e inhame OU batata-doce, cenoura, abobrinha, alho, raiz-de-lótus fresca na sopa. Carne ou peixe eventual. À tarde: 17h, sopa de novo ±600 ml com 1 colher de azeite de oliva. Qual a sua conduta? Adulto e enteral: Caso 1 IMC = 47 / 1,652 = 17,27 Peso ideal = 22 x alt2 Peso ideal = 59,9 kg Classificação do estado nutricional segundo o IMC para adultos Fonte: WHO (1997). Fórmulas: Peso (branco/mulher) = (AJ x 1,01) + (CB x 2,81) – 60,04; Adequação da CB (%) = (CB obtida (mm) x 100) / CB percentil 50* (CB P50 = 29,1 cm) Adequação da PCT (%) = (PCT obtida (mm) x 100) / PCT percentil 50* (PCT P50 = 23 mm) Cálculos: CB (%) = 24x100/29,1 = 82,5% – Desnutrição leve PCT (%) = 19x100/23 = 82,8% – Desnutrição leve Classificação do estado nutricional segundo adequação da CB Classificação do estado nutricional segundo adequação da PCT Níveis da disfagia segundo Pinto et al. (2013): Escala FOIS: Nível 1: Nada por via oral; Nível 2: Dependente de via alternativa e mínima via oral de algum alimento ou líquido; Nível 3: Dependente de via alternativa com consistente via oral de alimento ou líquido; Nível 4: Via oral total de uma única consistência; Nível 5: Via oral total com múltiplas consistências, porém com necessidade de preparo especial ou compensações; Nível 6: Via oral total com múltiplas consistências, sem necessidade de preparo especial ou compensações, porém com restrições alimentares; Nível 7: Via oral total sem restrições. Conclusão: diante da situação da paciente, diagnóstico de desnutrição leve, e por ela se encontrar com disfagia grau 2, sendo que a dieta via oral já não esteja sendo o suficiente para o aporte calórico da paciente, e difícil aceitação devido à disfagia, deve-se entrar com dieta enteral e o mínimo de dieta oral, para assim evitar um maior risco de desnutrição. Nutricionista e médico da UBS devem: Encaminhar paciente para Atenção Especializada para colocação de sonda. Iniciar processo de solicitação de dieta enteral pelo SUS, juntamente com a paciente que deverá protocolar os documentos em um dos locais de atendimento disponibilizados pela secretaria da saúde do governo estadual (normalmente disponibilizados no website, juntamente com o formulário que deve ser preenchido pelos profissionais de saúde). Processo de solicitação é demorado, assim, necessário fornecer para paciente alternativas de dietas, fornecendo opções industrializadas e caseiras. Novo pedido deve ser feito a cada 3 meses após o aceite pelo SUS, para verificação de estado nutricional. Para a solicitação é necessário cálculo das necessidades nutricionais, considerando que paciente é sedentária, devido a dificuldades locomotoras da doença: NEE (kcal/dia) = 354 – (6,91 x I) + CAF x [(9,36 x P) + (726 x E)] (DRIs, 2002) Utilizar peso ideal, pois objetivamos a melhora do quadro diagnóstico NEE = 354 – (6,91 x 39) + 1,0 x (9,36 x 59) + (726 x 1,65) NEE = 1834,65 kcal/dia Considerando a solicitação ser feita para 100% das necessidades: Seria necessária uma dieta de 1,2 kcal/ml – 300 ml 5x/dia Coeficiente de Atividade física (CAF) SEDENTÁRIO LEVE MODERADO PESADO HOMEM 1 1,11 1,24 1,48 MULHER 1 1,12 1,27 1,45 Após 6 meses a paciente apresenta piora no quadro clínico, sendo que músculos de locomoção são também afetados, estando acamada, não contactuante. Mãe é a cuidadora principal, 65 anos, teve que parar de trabalhar para cuidar da filha e vivem com o valor da aposentadoria. Aparenta cansaço e relata que a única atividade social que continua fazendo é “ir à missa”. Atualmente, prepara dieta enteral caseira para a paciente, pois a solicitação de dieta não foi aceita pelo SUS. Você realiza a avaliação nutricional obtendo os resultados a seguir: Avaliação Nutricional Altura do joelho – 49 cm Circunferência braquial – 18 cm Circunferência panturrilha – 27 cm Dobra cutânea tricipital – 10 mm Qual o diagnóstico atual e conduta? Interatividade Assinale a alternativa correta: a) Desnutrição leve, deve-se solicitar novamente dieta considerando piora e atenção à saúde da cuidadora. b) Desnutrição leve, solicitar que família compre fórmula industrializada, que atende melhoro caso, e atenção à saúde da cuidadora. c) Desnutrição grave, solicitar que família faça dieta enteral caseira mais calórica, considerando que dieta enteral do SUS não é mais possível, e atenção à saúde da cuidadora. d) Desnutrição grave, deve-se solicitar novamente dieta considerando piora e cuidadora não é sua responsabilidade, já que você atende MGM, não sua família. e) Desnutrição grave, deve-se solicitar novamente dieta considerando piora e atenção à saúde da cuidadora. Interatividade Assinale a alternativa correta: a) Desnutrição leve, deve-se solicitar novamente dieta considerando piora e atenção à saúde da cuidadora. b) Desnutrição leve, solicitar que família compre fórmula industrializada, que atende melhor o caso, e atenção à saúde da cuidadora. c) Desnutrição grave, solicitar que família faça dieta enteral caseira mais calórica, considerando que dieta enteral do SUS não é mais possível, e atenção à saúde da cuidadora. d) Desnutrição grave, deve-se solicitar novamente dieta considerando piora e cuidadora não é sua responsabilidade, já que você atende MGM, não sua família. e) Desnutrição grave, deve-se solicitar novamente dieta considerando piora e atenção à saúde da cuidadora. Resposta Primeiramente, cuidar da cuidadora, já que o atendimento na Atenção Básica é centrado na família. Oferecendo ajuda psicológica e talvez a participação em grupos de atividade física e atividades dentro da Política Nacional de Práticas Integrativas em Saúde (PNPIC) Solicitar novamente dieta enteral, mas é necessário calcular novo estado nutricional: Fórmula para peso: Peso (branco/mulher) = (AJ x 1,01) + (CB x 2,81) – 60,04 Peso = 49 x 1,01 + 18 x 2,81 – 60,04 = 40,03 kg IMC = 40,03/1,652 = 14,7 – Magreza grau 3 CB (%) = 18x100/29,1 = 61,8% – Desnutrição grave PCT (%) = 10x100/23 = 43,5% – Desnutrição grave No formulário de solicitação de dieta essa informação de piora do diagnóstico precisa ser colocada, mas as necessidades, como foram calculadas de acordo com o peso ideal, não precisam ser refeitas. Resposta A transição demográfica pode ser sumarizada como um aumento progressivo, na população, na taxa de pessoas idosas (com mais de 60 ou 65 anos), paralelamente a menores taxas de natalidade (QUARESMA e cols., 2019). Pontos de atenção: saúde mental + sedentarismo + subnutrição + resistência anabólica à ingestão de aminoácidos + estresse oxidativo. Idosos Fonte: ROSSI, Luciana; POLTRONIERI, Fabiana. Tratado de nutrição e dietoterapia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. 1112 p. Idoso: pontos de atenção Anorexia do envelhecimento (subnutrição) Resistência anabólica/ inatividade física Doenças e inflamação Redução no consumo proteico Desbalanço na síntese proteica Necessidade proteica aumentada não alcançada Redução da massa muscular e declínio da performance física Desfechos negativos: incapacidade, altas taxas de morbidade e mortalidade Figura Alterações no balanço proteico durante o envelhecimento e desfechos clínicos. Fonte: Adaptado de: Landi et al. (2016). Idosa de 82 anos, solteira, aposentada, analfabeta, apresenta reduzida acuidade visual, nega tabagismo. Não pratica exercício físico, mas realiza as tarefas domésticas. Não soube referir peso habitual. Refere perda ponderal, porém não sabe quanto. História familiar: não sabe a causa da morte dos pais e não tem notícias dos irmãos. História médica pregressa: princípio de pneumonia (há 2 meses) e episódios recorrentes de diarreia. História médica atual: refere problema cardíaco, mas não sabe o nome. Medicamentos: relata ter sido medicada pelo médico, porém não tem condições de comprar e ele não é distribuído pelo SUS. Em uso de calmante natural para dormir. Caso clínico Dados antropométricos: Peso: 44 kg; Altura: 1,65 m; IMC = 16,17 kg/m2