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Anestesia Local 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anestesia Locoregional -> Anestésicos locais 
bloqueiam reversivelmente a geração e a propagação 
dos impulsos elétricos nos nervos- bloqueio sensorial e 
motor. 
Mecanismo de Ação: Bloqueio de canais de Na+, K+ e 
Ca2+. Bloqueio progressivo de fibras nociceptivas 
(dor), sensitivas e motoras. 
Propriedades Físico-Químicas: 
● pKa -> Determina a velocidade de início da ação 
(latência). 
● Lipossolubilidade -> Influencia a potência do 
fármaco. 
● Ligação Proteica -> Determina a duração do efeito. 
pKa: é o pH em que 50% do fármaco está ionizado 
(hidrossolúvel) e 50% não-ionizado (lipossolúvel). 
● Não-ionizada (lipossolúvel): atravessa a membrana 
do nervo → entra na célula 
● Ionizada (catiônica): liga-se ao canal de sódio → faz 
o bloqueio anestésico 
 pKa próximo de 7,4 (pH fisiológico): Mais forma 
lipossolúvel Início mais rápido- Ex: Lidocaína (pKa 
~7,9) → 2–5 min 
 pKa alto: Menos forma lipossolúvel - Início mais 
lento - Ex: Bupivacaína (pKa ~8,1) → 15–30 min 
Lipossolubilidade -> A bainha do nervo e a membrana 
do axônio são ricas em lipídios. 
Quanto maior a lipossolubilidade: penetra mais fácil 
no nervo, maior potência, precisa de menor 
concentração para fazer efeito. 
● Bupivacaína (mais lipossolúvel) usada a 0,5% 
● Lidocaína (menos lipossolúvel) usada a 2% 
Fármacos muito lipossolúveis, se distribuem mais em 
tecidos ricos em gordura (coração e SNC), maior risco 
de toxidade. Como a Bupivacaína: mais cardiotóxica, 
pode causar depressão do miocárdio, PRINCIPAL RISCO 
EM INJEÇÃO IV ACIDENTAL. 
 Bupivacaína (longa duração) -> escolha principal 
quando o objetivo é analgesia pós-operatória 
prolongada. Nunca aplicar IV, possui alta 
cardiotoxicidade. 
 Mepivacaína (Equinos) -> É considerada menos 
irritante para os tecidos que a lidocaína - fármaco de 
escolha para bloqueios diagnósticos de claudicação em 
cavalos - menor edema e reação local 
 Ropivacaína -> fármaco mais moderno, 
estruturalmente similar à bupivacaína (mais seguro). 
Procaína, tetracaína (Uso Oftálmico) -> início de ação 
em segundos, dura cerca de 15-20min, ideal para 
tonometria(pressão ocular), remoção de corpos 
estranhos e desbridamentos de feridas na córnea. 
Técnicas de Bloqueio – Anestesia Tópica: 
● Oftálmica: Uso de colírios (ex: Proparacaína) para 
procedimentos na córnea. 
● Laringe: Spray de lidocaína em gatos para prevenir o 
laringoespasmo durante a intubação endotraqueal. 
● Pele: Cremes (como o EMLA - mistura de lidocaína e 
prilocaína) para punção de vasos ou pequenas biópsias 
de pele. Exige tempo de contato (30-60 min). 
Anestesia Infiltrativa: Injeção do anestésico ao redor 
da área. Local direta -> aplicação do anestésico 
diretamente nos tecidos onde será realizada a incisão 
ou o procedimento. 
Técnica: A agulha é inserida no tecido subcutâneo e o 
fármaco é injetado conforme a agulha é avançada ou 
retirada. 
● Suturas de lacerações, biópsias cutâneas ou 
remoção de pequenos nódulos. 
● Vantagem: Técnica simples, não exige conhecimento 
anatômico profundo. 
● Desvantagem: Pode causar distorção anatômica 
(edema) no local da cirurgia e inflamação local se o 
volume for excessivo 
Bloqueio de Campo: aplicação ao redor da área - 
barreira de dessensibilização. 
Técnica em "V" ou Diamante: Injeta-se o fármaco em 
linhas que cercam a lesão. 
● Bloqueio em "L" Invertido: Muito comum em 
ruminantes para laparotomias (cesáreas e 
rumitotomias) - anestésico é depositado nas camadas 
musculares e subcutâneo 
● Vantagem: Evita a distorção dos tecidos onde será 
feita a cirurgia e não interfere na cicatrização da borda 
da ferida. 
 
Anestesia infiltrativa: injeção do anestésico ao redor 
da área de interesse Infiltração por planos, em 
cirurgias mais profundas, a infiltração deve ser feita 
em "leque" ou em camadas 
● Primeiro anestesia-se a pele e o subcutâneo; em 
seguida, atravessa-se a fáscia e infiltra-se a 
musculatura. 
● Garante que o animal não sinta dor quando o 
cirurgião aprofundar a incisão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anestesia Regional Perineural (Bloqueio de Nervos): 
deposição do anestésico próximo a um tronco nervoso 
específico para dessensibilizar toda a região inervada 
por ele. O uso de neuroestimuladores ou ultrassom 
aumenta a eficácia e reduz o risco de trauma ao nervo. 
] 
Anestesia Regional Intravenosa (Bloqueio de Bier) 
● Técnica: Um torniquete é colocado no membro 
(torácico ou pélvico) e a lidocaína (sem vasoconstritor) 
é injetada em uma veia distal. 
Efeito: O anestésico se difunde dos vasos para os 
nervos da extremidade do membro. 
● Cirurgias de dígito em bovinos ou remoção de 
pequenos nódulos em membros de cães. 
Anestesia Neuroaxial (Epidural e Espinhal): deposição 
no canal vertebral - bloqueio de raízes nervosas, 
sacrococcígea ou lombossacra 
Epidural: O fármaco é depositado no espaço epidural 
(entre a dura-máter e o periósteo), a mais comum em 
pequenos e grandes animais. 
Raquianestesia (Subaracnóidea): O fármaco é injetado 
no espaço subaracnóideo, misturando-se ao líquido 
cefalorraquidiano (LCR), A dose necessária é muito 
menor, mas o bloqueio é mais intenso e rápido. 
Anestesia Neuroaxial (Epidural Lombossacra - L7-S1) 
● Decúbito Esternal: Com os membros pélvicos 
estendidos para frente ("posição de rã"), o que abre o 
espaço intervertebral. 
● Decúbito Lateral: Alternativa para pacientes que não 
podem ficar em esternal. 
 É feito um teste confirmação chamado “SINAL DA 
GOTA PENDENTE”, para realizar esse teste coloca-se 
uma gota de anestésico no canhão da agulha, ao atingir 
o espaço epidural, a pressão negativa aspira a gota 
para dentro. 
-> Perda de Resistência: acoplar a seringa, o êmbolo 
deve deslizar suavemente, se houver resistência, a 
agulha pode estar no osso ou no ligamento. 
-> Aspiração: verificar se não há sangue (vaso) ou 
liquidocéfalo-raquidiano (espaço subaracnóideo). 
 
Anatomia Palpatória:Palpar as asas do ílio (tuberosidades 
coxais). 
● Traçar uma linha imaginária entre elas: essa linha passa 
exatamente sobre o processo espinhos

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