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JARDIM, Luís Eduardo Franção. Ação e compreensão na clínica fenomenológica 
existencial. In: Rumos da fenomenologia no Brasil. 2013. p. 45-73. 
Texto 1 
 
 
Nome: João Victor Marinho 
RA: N714069 
Data: 17/08/2025 
 
 
Compreende-se a fenomenologia existencial enquanto uma abordagem 
psicológica de uma maneira que a diferencia de outras visões e linhas de pensamentos 
que estudam o ser humano. Considerando o processo de compreensão da 
fenomenologia como ausente de explicações imutáveis do ser humano, percebe-se que 
ela se apoia principalmente na posição de não saber, isto é, não explicar o 
funcionamento das areas que se propõe a estudar, direcionando o olhar da 
fenomenologia no conhecer e compreender o que se apresenta como fenômeno . 
O texto também elabora o pensamento acerca da fenomenologia e sua atuação 
na clínica psicológica, descrevendo o trabalhar fenomenológico como uma 
daseinanalise, ou seja, uma análise da existência que abarca diversos aspectos e núcleos 
de todo contexto da vida do indivíduo. Então o autor apresenta o trabalho dentro da 
daseinanalise como uma busca pela compreensão dessa existência, entendendo a 
compreensão como um um aspecto necessário desenvolvido em conjunto através da 
abertura que se apresenta em uma relação de escuta atenta, realizada por meio da 
postura do psicólogo em observar com serenidade, o fenômeno que se apresenta 
durante a relação e a existência, guiando o psicólogo e o paciente a uma hermenêutica 
daquilo que compõe o existir, ou seja, o mundo constituído em coexistência com o ser 
A partir da compreensão, o autor dialoga com Arendt ao desenvolver reflexões 
acerca da ação gerada dentro da hermenêutica compreendida, isto é, a oportunidade 
inovação ao ser experienciada uma expansão no horizonte de sentidos e possibilidades 
antes ocultos, e depois evidenciados por meio da elaboração da narrativa e a 
contemplação do fenômeno que é compreendido. E então, o texto dirige-se a refletir 
sobre a responsabilidade, trazendo o terapeuta em um lugar de sustento a escuta e o 
papel de devolver ao paciente a responsabilização da ação feita dentro da hermenêutica 
desenvolvida em conjunto, considerando que a contemplação do fenômeno já se mostra 
como movimento, isto é ação.

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