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Recursos Humanos Feedback da avaliação de desempenho Feedback é uma palavra de origem inglesa que contém diversos significados. Veja alguns deles a seguir. Reação ou resposta a um estímulo Respostas e efeitos de modificações de um sistema ou processo Resposta de alguém diante da utilização de um produto ou um serviço Resposta sobre o desempenho de uma pessoa Reação de uma pessoa diante de uma informação O feedback da avaliação de desempenho refere-se à informação, à resposta ou ao parecer da empresa sobre o desempenho do colaborador na realização do seu trabalho. Um feedback da avaliação de desempenho adequado, respeitoso e produtivo deve revelar tanto os pontos positivos quanto os pontos negativos, a fim de promover melhorias no desempenho do colaborador. 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 1/25 Como todas as pessoas da organização passam pela avaliação de desempenho, é promovida a melhoria de cada umas delas e, consequentemente, de toda a organização, com feedbacks adequados. 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 2/25 A partir de feedbacks adequados, obtém-se a melhoria organizacional, que pode ser representada por alguns aspectos organizacionais. São eles: Aumento da produtividade e da qualidade de produtos ou serviços Melhora do clima organizacional e motivação Alinhamento dos colaboradores com os objetivos da organização Maior assertividade na definição de ações de treinamento e desenvolvimento (T&D) Agora, serão analisadas todas as variáveis que influenciam feedbacks eficazes. De modo geral, os colaboradores têm receio das avaliações de desempenho, embora elas objetivem o crescimento de ambas as partes. Há um histórico negativo em que os colaboradores sofriam intimidações nas organizações, pois o lucro era absolutamente prioritário, desprezando toda e qualquer condição humana de trabalho. Assim, há que se considerar essa cultura do medo das avaliações nas organizações e ponderar a importância do cuidado com os feedbacks, bem como trabalhar para que sejam construtivos, e não ameaçadores. Reflita sobre como proporcionar um bom feedback ao colaborador, conseguindo ser construtivo e assertivo. Assista ao vídeo a seguir. 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 3/25 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 4/25 Um feedback construtivo e respeitoso atende a diversos critérios. Veja a seguir alguns deles. Clique ou toque para visualizar o conteúdo. Sinceridade, mas sem rispidez (javascript:) Deve-se sempre iniciar o feedback com os aspectos positivos, ao invés dos negativos. Por outro lado, não se pode omitir um feedback negativo, pois isso impedirá o empregado de melhorar determinado aspecto. É imprescindível ter cuidado ao fazer críticas, sem posturas severas e ríspidas, sendo firme sem ser agressivo e planejando o feedback baseado em respeito genuíno e cuidado ao próximo. Motivação (javascript:) Feedbacks devem enfatizar os pontos fortes e elogiar as realizações do colaborador. É preciso dar espaço para o colaborador se sentir visto e reconhecido no que faz melhor. Quanto mais pontos positivos forem encontrados em todos os aspectos que compõem o CHA (conhecimentos, habilidades e atitudes), mais completo e integral será o reconhecimento. Nesse sentido, é interessante utilizar exemplos práticos e objetivos para que o funcionário entenda com clareza o que ele faz melhor. É necessário orientar os gestores a observarem cada membro da equipe no dia a dia do trabalho e a registrarem comportamentos e situações específicos para o momento da avaliação. 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 5/25 javascript: javascript: javascript: javascript: Observe este exemplo de feedback motivacional: “Você vem entregando documentos e planilhas organizados e sem erros de escrita ou cálculo. É muito bom saber que temos um colaborador dedicado e responsável e que evita o retrabalho!”. Adequação do local e das oportunidades (javascript:) Qualquer feedback deve considerar o local e a oportunidade adequados. É comum escutar esta frase popular: Elogie em público e corrija em particular. Um sábio orienta sem ofender e ensina sem humilhar. A frase em questão, sem dúvida, tem o seu valor. Com relação ao momento da avaliação e dos feedbacks com informações particulares, um espaço privado e que garanta o sigilo da conversa é o ideal. Há certos feedbacks que devem ser dados logo que o gestor perceba algum fato ou comportamento inadequado, considerando o local e o contexto. Imagine a seguinte situação: uma discussão acalorada está acontecendo entre funcionários devido à temperatura do ar-condicionado. O que você faria? Uma das possibilidades é chamar os dois envolvidos para conversar em um local privado, simultânea ou alternadamente, avaliando como estão os ânimos, para então decidir e orientar como todos devem proceder quando há discordâncias (considerando o código de ética e as regras internas da organização). Quando se fala em contexto, avalia-se o momento psicológico mais adequado. Se as pessoas não estiverem com as emoções equilibradas, haverá prejuízo na comunicação. Nesse caso, esperar até que todos os envolvidos estejam equilibrados emocionalmente é o mais indicado. 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 6/25 javascript: javascript: Observe, ainda, o momento do outro e respeite se a pessoa não está em condições de escutar. Espere até que ela se acalme e possa fazer isso. Às vezes, até a tentativa de acalmar pode não dar certo. É necessário dar tempo e espaço para a pessoa se recompor da forma que ela acha melhor. Diretividade e imparcialidade (javascript:) É importante que o feedback seja direto e objetivo, sem usar rótulos, generalizações e exageros. Por exemplo, em vez de dizer “você está sendo irresponsável”, foque no comportamento e retire o rótulo de “irresponsável”, dizendo “você não cumpriu o prazo que estipulamos em reunião”. Palavras como “irresponsável”, “não profissional” e “infantil” são rótulos direcionados a grupos de comportamento e julgamentos de valor. O enfoque deve estar em fatos específicos e precisos para ser imparcial. Um exemplo de exageros e generalizações é dizer “você está sempre atrasado”. Usar a palavra “sempre” provavelmente provocará reações de defesa, pois é uma afirmativa injusta. Isso provoca uma discussão sobre o exagero, e a questão dos atrasos não será tratada. É mais apropriado usar alguns exemplos específicos, tais como: “Nas últimas três semanas, você chegou atrasado pelo menos cinco vezes. A pontualidade é muito importante. Você poderia melhorar isso?”. Deve-se, ainda, ter certo cuidado para abordar apenas o que se tem certeza – apresente fatos que presenciou e/ou ouviu. Oportunidade (javascript:) 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 7/25 javascript: javascript: javascript: javascript: Os gestores devem ser orientados a tornar os feedbacks presentes no dia a dia, de modo que os colaboradores os recebam com frequência, em vez de aguardar apenas o momento da avaliação. A ideia é que os líderes aproveitem todas as oportunidades de demonstrar reconhecimento, fazer elogios e dar incentivos a seus funcionários. Além disso, como profissional de RH, incentive a realização de mais de uma avaliação por ano. 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 8/25 Aplicabilidade O feedback deve abordar aspectos práticos e modificáveis no indivíduo. Observe estes exemplos: “Tenho observado que seus relatórios não apresentam identificação. Você pode começar a incluir cabeçalho em todos os relatórios que prepara?”. “Pessoal, vocês estão conversando muito alto e impedindo que os colegas se concentrem. Vocês poderiam falar mais baixo ou conversar em outro local?”. Nesses exemplos, é possível verificar que as solicitações são claras e possíveis de serem atendidas pelos colaboradores. No exemplo anterior sobre o uso de rótulos, da mesmaforma, troca-se o enfoque de julgamentos de valor para o enfoque de ações possíveis de serem modificadas. Em vez de dizer “você está sendo irresponsável”, muda-se para a descrição do comportamento (“Você não cumpriu o prazo que estipulamos em reunião”) e complementa-se com a aplicabilidade (“Você poderia se organizar para ser pontual nas suas entregas?”). 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 9/25 O recebimento de feedbacks O profissional de RH precisará, ao longo de sua atuação, dar feedbacks, orientar gestores a realizarem avaliações de desempenho e a fornecerem feedbacks e fortalecer o aprendizado dos colaboradores no recebimento de feedbacks. No momento em que a organização, por meio do RH e dos gestores, comunica sobre o desempenho das pessoas, é imprescindível que saiba lidar com a reação delas diante das informações recebidas. Culturalmente, há uma concepção de que se deve reagir a situações estressantes como se fossem agressões. O corpo fica tenso, os músculos contraídos e a respiração curta. Por isso, é importante respirar enquanto se reage a um feedback. A respiração profunda acalma e ajuda a manter essas reações de defesa sob controle, e a mente fica mais clara e aberta para suportar críticas na proporção exata. Manter as reações de defesa sob controle permite ainda que se ouça o feedback sem interromper a pessoa que está compartilhando as informações. Com a mente calma, a audição atenta e a tensão sob controle, pode-se, inclusive, realizar perguntas para compreender melhor. Observe este exemplo: “Você pode me dizer o que faço exatamente que me fez parecer autoritário para você?”. 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 10/25 O próximo passo é a pessoa expressar-se. Inicia-se com o reconhecimento dos pontos com os quais ela concorda. Afinal, mesmo que em uma parcela pequena, as pessoas podem ter razão ao apontar aspectos a melhorar. 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 11/25 Agora analise quais são os erros mais comuns no momento de dar um feedback, para que não venha a cometê-los. Assista o vídeo a seguir. Os pontos de concordância devem ser informados. Essa atitude manterá o clima menos tenso e aberto a aprendizados e crescimento, que são os objetivos principais dos feedbacks. Ao compreender com clareza o que a pessoa informou, juntamente com o controle das próprias emoções e das reações pela respiração calma e, ainda, com a aceitação de pelo menos algum aspecto apontado, o feedback já está sendo útil e eficiente. Entretanto, você ainda pode reformular o feedback que recebeu e devolver a mensagem com as suas palavras. Dessa forma, a pessoa notará que você escutou e compreendeu o feedback. Talvez seja necessário dar um tempo para a pessoa processar as informações que recebeu antes de ela dar o seu ponto de vista. Há um tempo de reflexão e análise que, muitas vezes, é negligenciado pela costumeira velocidade das ações 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 12/25 organizacionais. O momento do feedback da avaliação deve ser organizado para que haja tempo de a mensagem ser transmitida com calma, de a compreensão ser clara e de a pessoa absorver e refletir. Pode-se, inclusive, fazer o fechamento do momento da avaliação no dia seguinte (considere as possibilidades do contexto e da organização). O ponto a ser destacado aqui é que esse momento não tem como propósito evitar a abordagem de tópicos ou questões importantes. Por mais tenso que o momento possa ser, ele deve ser vivenciado com espírito de resolução e firmeza. 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 13/25 Observe a seguir o texto Escutatória, do educador, psicanalista e escritor Rubem Alves. Com sensibilidade, ele escreveu um texto sobre a importância excessiva dada ao ato de falar, ao contrário do ato de escutar. O autor aponta, com delicadeza e beleza, a necessidade de desenvolver a habilidade de saber ouvir. “Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que ‘não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma’. Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia. Parafraseio o Alberto Caeiro: ‘Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma’. Daí a dificuldade: a gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos... Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela Revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios. 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 14/25 Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, abrindo vazios de silêncio, expulsando todas as ideias estranhas.). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se eu falar logo a seguir, são duas as possibilidades. Primeira: ‘Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado’. Segunda: ‘Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou’. Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: ‘Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou’. E assim vai à reunião. [...] Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir.” Fonte: . 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 15/25 Muitas vezes, é difícil conseguir ficar em silêncio por fora e por dentro para poder escutar com atenção e respeito, não é mesmo? O autoconhecimento contribui para que isso aconteça. Até o momento, foram vistos aspectos do feedback que fazem link com o tema “comunicação”. Por isso, assista novamente à videoaula da unidade curricular Acompanhar e executar atividades nos processos de treinamento e desenvolvimento para revisar os elementos da comunicação e complementar o desenvolvimento das competências para feedbacks e avaliação de desempenho. Quanto mais o profissional de RH trabalhar para que o feedback da avaliação de desempenho se consolide como um momento de construção, um pensar com o colaborador, maiores serão a qualidade do encontro, o comprometimento do colaborador e a melhoria da produtividade organizacional. Aos poucos, a gestão de pessoas está modificando a cultura da avaliação de desempenho de um momento de cobrança e intimidação, de apontamento de erros e falhas, para um momento de compreensão da relação do colaborador com o seu trabalho e de crescimento para ambos. 23/02/2026, 17:53Versão para impressão about:blank 16/25 Feedback e autoconhecimento O autoconhecimento, ou conhecimento de si, é um processo e um investimento importante para uma boa gestão de pessoas, sentimentos, emoções, escolhas, aprendizados e relacionamentos com as pessoas ao redor (interpessoal). Aqueles que investem no autoconhecimento conseguem escutar melhor, falar melhor, relacionar-se melhor e sentir maior bem-estar. Nos feedbacks das avaliações de desempenho, utilizar ferramentas para desenvolver o autoconhecimento de gestores e profissionais de RH pode contribuir para que os momentos de avaliação e os feedbacks constantes sejam mais adequados e eficazes. O autoconhecimento baseia-se na auto-observação, juntamente com a análise e a reflexão. A própria pessoa pode se autoconhecer, mas, para desenvolver um autoconhecimento autêntico e profundo, o principal meio é ela relacionar-se com uma outra pessoa, a qual orienta e apoia o processo. Os profissionais que desenvolvem o autoconhecimento são psicólogos e utilizam a psicoterapia individual ou grupal, os grupos de autoconhecimento e os coachs (palavra de origem inglesa que significa instrutor, treinador, tutor). Os coachs são responsáveis pelo coaching (palavra de origem inglesa que significa treinamento, instrução, aprendizado). 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 17/25 Existe uma ferramenta de autoconhecimento chamada de Janela de Johari. Essa ferramenta foi criada por Joseph Luft e por Harrington Ingham no ano de 1955 e objetiva aprimorar a capacidade de compreender as pessoas e a si mesmo. Pesquise em sites de compartilhamento de vídeos “Janela de Johari” e assista ao(s) vídeo(s) disponível(is). Observe a abordagem do feedback e a modificação da autoimagem. Figura 1 – Representação do modelo da Janela de Johari 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 18/25 Feedback nos casos de baixo desempenho O baixo desempenho dos colaboradores pode ser provocado por diferentes causas, como problemas pessoais, descaso, falta de comprometimento e de capacitação, entre outros. Cada caso deve ser analisado antes de qualquer abordagem. É papel do RH contribuir para que as lideranças entendam as possíveis causas do baixo desempenho do colaborador e orientá-las a não iniciarem, precipitadamente, um conflito com o empregado. O ideal é orientar o gestor do empregado em questão a abordar, em uma reunião com toda a equipe, uma mudança de comportamento, sem direcioná-la à pessoa que está com baixo desempenho. Dependendo do caso, a situação requer uma conversa em particular com a pessoa e feedbacks constantes, a fim de sinalizar o problema do baixo desempenho, mas sempre em um clima de incentivo e direcionamento para a mudança e a melhoria do desempenho esperada. Conjuntamente a esses feedbacks coletivos (reuniões) e individuais (conversas em particular), gestor e RH devem pensar em um modo de dar oportunidade e ferramentas para que a pessoa melhore. 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 19/25 Treinamentos e capacitações são ótimas ferramentas. Contudo, essas ferramentas nunca devem ser utilizadas sozinhas, ou seja, o gestor precisa dar feedbacks. Alguns líderes têm dificuldade em enfrentar esse tipo de situação. Por isso, o profissional deve ficar atento e agir para que o problema não tome proporções maiores, influenciando negativamente toda a equipe. “Ao enfrentar um problema, você começa a resolvê-lo.” (Rudolph Giuliani, ex- prefeito de Nova Iorque) Além disso, a realização mais constante da avaliação de desempenho, definindo metas e planos de ações com prazos curtos para controle e ajustes, é fundamental. Em alguns casos, essas estratégias não funcionam, e o empregado mantém o baixo desempenho. Os feedbacks mais constantes e as avaliações com regularidade devem se tornar cada vez mais objetivos e focados no ponto em que o empregado precisa mudar. Caso nenhuma dessas atitudes surta efeito, será necessário confrontar o empregado. Ainda assim, a crítica deve ser construtiva. Em alguns casos, medidas disciplinares precisam ser iniciadas, sendo a primeira delas a advertência verbal. A advertência verbal indica que existe um problema específico e que a empresa, representada pelo líder ou pelo RH, está cobrando uma ação, por parte do empregado, para saná-lo. É preciso ficar claro que consequências mais sérias podem acontecer caso o colaborador não aja prontamente. É adequado documentar essa advertência na ficha do empregado. 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 20/25 As demais medidas estão disponíveis no conteúdo Poder disciplinar, da unidade curricular Apoiar e executar ações referentes a rotinas de admissão e demissão de colaboradores. Releia esse conteúdo para integrar melhor os conhecimentos e as competências. Demissões Há a possibilidade de um colaborador com baixo desempenho ser orientado, repreendido, advertido, mas, mesmo assim, não mostrar qualquer progresso. Nesses casos, a demissão pode ser o último recurso. O importante é ter dado todas as oportunidades para que progredisse. Nas demissões, é imprescindível escolher um lugar privado, e é adequado um representante do departamento de RH estar presente. Também deve ser entregue a carta de demissão, e o colaborador deve ser informado sobre todos os seus direitos. A postura do gestor ou do profissional de RH deve ser respeitosa e firme, evidenciado a certeza da decisão. Algumas vezes, o gestor que está realizando a demissão precisa ocupar um papel de conselheiro, pois o colaborador pode vivenciar diferentes estados emocionais, como negar a situação, sentir raiva e desesperar-se, até que, por fim, aceite a decisão. 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 21/25 Afirmar que situações de desemprego são temporárias, que demissões acontecem com muitas pessoas e que, dentro de um tempo, todos encontram nova vaga pode ser um bom acolhimento. O foco deve estar em oferecer palavras de confiança! 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 22/25 Pessoas comuns e elogios Genericamente, somente 20% – ou até menos – dos colaboradores apresentam desempenhos extraordinários. Os 80% restantes apresentam desempenhos medianos. Isso significa que são os colaboradores medianos que contribuem de forma massiva para o sucesso da organização e que estão negligenciados. Deve-se considerar a importância do elogio, como forma de reconhecer a maioria dos colaboradores de uma organização. As conclusões de uma pesquisa realizada com 1,2 milhão de colaboradores apontam que 50% deles dizem receber pouco ou nenhum reconhecimento pelas tarefas que executam, e 66%, aproximadamente, afirmam receber muito mais críticas negativas a respeito do trabalho desenvolvido do que elogios. No campo da psicologia e da educação, estudos apontam que os reforços positivos (elogiar e incentivar) são mais eficazes do que os reforços negativos (criticar e repreender). No caso das organizações, o reforço positivo acontece quando o gestor ou o RH expressa ao colaborador palavras de reconhecimento, elogios e parabenizações com relação ao bom desempenho ou sinaliza as atitudes adequadas. O gestor e o RH não precisam esperar a avaliação de desempenho para elogiar e reconhecer o bom desempenho dos colaboradores. Atentar às equipes faz com que o gestor possa estar mais presente e atuante, oferecendo feedbacks constantes. Os elogios e os reconhecimentos, mais do que as correções, estimulam e motivam as pessoas a trabalharem com prazer e a se envolverem mais com a organização, além de reforçarem as atitudes adequadas e o bom desempenho. 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 23/25 Entretanto, elogiar não é bajular ou adular. O elogio deve ser verdadeiro, claro e objetivo. Observe estas formas de elogiar o colaborador: “Parabéns! Você é sempre pontual.” “No último projeto, observei que você atuou com foco nos resultados. Parabéns! Continueassim!” “Gosto de ver os colaboradores tendo iniciativas. Você teve iniciativa ao se oferecer para resolver a situação x. Gostei muito!” 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 24/25 Por último, destaca-se a gestão peripatética. Essa expressão refere-se ao ato de gestor e profissionais de RH levantarem de suas cadeiras e se disporem a observar informalmente, interagir, conversar e, principalmente, escutar as pessoas da organização. Além de aproximar os gestores e o RH do recurso mais importante da organização, ou seja, as pessoas, a gestão peripatética facilita os feedbacks no momento da avaliação de desempenho e permite que eles sejam mais frequentes, ajustando desempenhos ruins e motivando e estimulando os colaboradores. Assim, em vez da preocupação com o feedback apenas no momento da avaliação de desempenho, amplia-se o entendimento do feedback, que passa a ser uma forma de comunicação contínua, motivadora e estratégica para a gestão das pessoas nas organizações. O feedback na avaliação de desempenho, em um primeiro momento, foi considerado uma ferramenta específica para a organização alinhar o desempenho do colaborador com os seus objetivos. Ao longo do conteúdo, diversos aspectos diferenciais sobre o feedback foram aprendidos. Por fim, o feedback pode ser aproveitado de forma ampla: para ajustar comportamentos, para promover o crescimento individual do capital humano, para valorizar e reconhecer os colaboradores e para colaborar para uma liderança e uma gestão humana de equipes, dependendo da forma como for aplicado. Muitas vezes, como profissionais de RH, será necessário ajudar as pessoas a darem feedbacks (especialmente os negativos) e a recebê-los também. 23/02/2026, 17:53 Versão para impressão about:blank 25/25