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CINOMOSE CANINA 
Etiologia:
- Família Paramyxoviridae
- Gênero: Morbilivirus, geralmente igual ao gênero da peste bovina e sarampo
É um vírus de formado esférico ou pleomórfico, ou seja, diferentes conformações. É envelopado, sendo assim não é tão resistente no ambiente. Seu envelope viral tem algumas glicoproteínas importantes que são a hemaglutinina H e a de fusão F. A hemaglutinina é responsável pela adsorção viral, ou seja, ela vai encontrar uma célula saudável e irá se conectar com o receptor como chave fechadura. A proteína F ela funde o envelope do vírus com a membrana da célula ali mesmo, "na porta de entrada". Isso permite que o RNA viral entre direto no citoplasma sem precisar ser engolido primeiro por um endossomo. E depois o RNA viral é liberado no citoplasma para começar a sua replicação citoplasmática criando novas cópias e fabricando novas proteínas virais usando o ribossomo, após isso os vírus são montados e saem por brotamento. A proteína H dá o aval para a proteína F agir. Como a Proteína F da cinomose é muito eficiente em fundir membranas em pH neutro, ela faz algo que você verá muito em patologia: ela funde células infectadas com células vizinhas saudáveis. Isso cria as chamadas células gigantes multinucleadas (sincícios), que são uma marca registrada da cinomose no microscópio. Elas vão se fundido em 1,2 ou 3 levando assim uma célula gigante com diversos núcleos e isso leva a uma infecção secundaria se caso for no sistema respiratório. Para o vírus o sincício é bom porque evita de ficar exposto para encontrar célula saudável pra infectar, destrói em massa porque ele encosta e já vai duplicando e o pulmão é um órgão alvo onde o vírus tem tropismo, logo deixa buracos no epitélio resp. abrindo porta para bactéria se instalar e levar a pneumonia bacteriana de maneira secundaria. 
Replicação intracitoplasmática pode levar a formação de corpúsculos de inclusão
SUCEPTIBILIDADE VIRAL
Raios UV, ambiente 1h a mais, resistente em pH – 4,5 – 9
Destruído a 50-60° por 30min
Hipoclorito a 3% por 10min mata.
IMPORTANTE AS INFORMAÇÕES PORQUE EXEMPLO DE DESINFECCÇÃO A SER PASSADO PARA OS TUTORES.
Hospedeiros: Familia canidae, felidae, viverridae, mustelidae.
Mas especificamente, lontras, texugo, leopardos, leões, raposa, coati, focas. Isso é importante em casos que estão sendo introduzidos cada vez mais silvestres e é importante ficar alerta.
EPIDEMIOLOGIA
Ocorre frequentemente em inverno em algumas regiões
Animais jovens
FONTE DE INFECÇÃO
Animais enfermos, geralmente filhotes com 60-90 dias por conta de que os anticorpos maternos começam a cair nessa fase e eles ficam imunossuprimidos e não vacinados!!
Animais portadores sadios > são eliminados via secreção como fezes, urina e gotículas respiratórias por até 90d.
PREDISPONENTES SÃO filhotes e raças em especifico só a husky 
VIAS: aerossóis, trasplacentária
PORTAS DE ENTRADA: respiratório principalmente e digestiva. 
Infecção enzoótica ou seja cosmopolita, tem em todo o mundo.
Permanece crônico no animal, um vírus epiteliotropico que é eliminado por meses ou dias através da urina.
Manutenção da doença na poçulação:
PATOGENIA
1. A Invasão (Porta de Entrada)
Tudo começa pelas vias aéreas. O cão inala gotículas contaminadas. O vírus entra em contato com as amígdalas e os macrófagos (células de defesa) dos pulmões.
· O truque: Em vez de ser destruído, o vírus "sequestra" essas células de defesa e as usa como transporte para chegar aos linfonodos (ganglios) locais.
2. A Primeira Replicação e Disseminação
Nos primeiros 2 a 4 dias, o vírus se multiplica massivamente dentro dos tecidos linfáticos (baço, timo, linfonodos).
· O resultado: Ocorre uma queda drástica nos glóbulos brancos (linfopenia). O sistema imunológico do cão começa a enfraquecer aqui.
3. A Primeira Viremia (O vírus no sangue)
Entre o 4º e o 6º dia, o vírus cai na corrente sanguínea. Nesse estágio, o cão costuma ter o primeiro pico de febre, mas muitas vezes o dono ainda não percebe que é algo grave.
4. O Destino Final (Epitélios e Sistema Nervoso)
Aqui é onde o caminho se divide, dependendo da imunidade do animal:
· Se o cão tem boa imunidade: Ele produz anticorpos rapidamente e consegue eliminar o vírus antes que ele cause danos severos.
· Se a imunidade é baixa ou moderada: Entre o 8º e o 14º dia, o vírus invade os tecidos epiteliais e o Sistema Nervoso Central (SNC).
Conceito de viremias:
• Viremia: presença de vírus no sangue 
• Viremia passiva: introdução viral direta no sangue 
• Viremia ativa: resultante da replicação viral em órgãos 
• Viremia ativa primária: resulta da replicação viral nos sítios iniciais; geralmente resulta em baixa magnitude
 • Viremia ativa secundária: resulta da replicação viral nos órgãos alvos; resulta em viremia de grande magnitude
1. Primeira Viremia (Fase Linfática)
Ocorre precocemente, logo após a replicação nos tecidos linfoides (entre o 2º e o 5º dia).
· O que acontece: O vírus viaja pelo sangue "escondido" dentro dos monócitos e linfócitos.
· Foco: Disseminar o vírus para todos os outros órgãos linfáticos (baço, timo, medula óssea). É aqui que o sistema imune é severamente nocauteado.
2. Segunda Viremia (Fase Sistêmica/Visceral)
Esta é a viremia massiva, que acontece geralmente entre o 8º e o 11º dia.
· O que acontece: Após se replicar em todos os tecidos linfáticos do corpo, o vírus é lançado novamente no sangue em quantidades muito maiores.
· O Alvo: É nesta segunda onda que o vírus atinge os tecidos epiteliais (pulmão, bexiga, trato gastrointestinal, pele) e o Sistema Nervoso Central.
· O Sintoma: É nesta fase que aparecem os sinais que o tutor nota: a febre alta persistente, a secreção ocular e os problemas respiratórios/digestórios.
Por que essa distinção é importante?
A segunda viremia é o divisor de águas. O que acontece entre a primeira e a segunda viremia determina o destino do cão:
1. Resposta Imune Forte: O cão consegue neutralizar o vírus logo após a primeira viremia. Ele nem chega a ter a segunda onda e se recupera.
2. Resposta Imune Tardia/Fraca: O vírus vence a barreira linfática, faz a segunda viremia e se espalha pelos órgãos.
1. Invasão e Replicação Viral
O vírus da cinomose tem uma afinidade especial (tropismo) por células epiteliais. Ele usa uma proteína da sua superfície para "dar o nó" na célula e entrar nela. Uma vez dentro, ele assume o controle da maquinaria da célula para fabricar milhares de cópias de si mesmo.
2. Efeito Citopático (A Morte da Célula)
A célula hospedeira fica tão cheia de novos vírus que ela acaba sofrendo danos estruturais e morre.
· No microscópio, os patologistas conseguem ver os Corpúsculos de Inclusão de Lentz. São como "bolinhas" de lixo viral dentro do citoplasma ou do núcleo da célula. Isso é a prova clara de que o vírus esteve ali "trabalhando".
3. O Caos por Órgão
Como o vírus mata as células de revestimento, cada órgão reage de um jeito:
· Nos Pulmões: Ele destrói o revestimento dos brônquios e alvéolos. Sem essa barreira, o pulmão fica inflamado e "aberto" para bactérias oportunistas. O resultado é a broncopneumonia.
· No Trato Digestivo: Ele destrói as células que absorvem nutrientes no intestino. Isso causa a descamação da mucosa, gerando a diarreia (que pode ter sangue) e o vômito.
· Na Pele: Ele causa uma proliferação exagerada de queratina (uma proteína da pele). É por isso que o nariz e os coxins (almofadinhas) ficam grossos, rachados e duros (hiperceratose).
· Nas Glândulas Lacrimais e Oculares: O vírus ataca as glândulas e a conjuntiva, o que interrompe a produção normal de lágrima e causa aquela secreção purulenta (o famoso "olho grudado").
4. A Porta Aberta para Bactérias
O ponto mais importante é que, ao destruir o epitélio, o vírus retira a primeira linha de defesa física do corpo.
Imagine que o epitélio é a "muralha do castelo". O vírus da cinomose faz buracos nessa muralha. As bactérias que normalmente vivem por ali sem causar problemas aproveitam esses buracos para invadir os tecidos profundos, causando infecções secundárias graves. É por isso que o animal cheiramal e tem secreções esverdeadas.
No Sistema Nervoso Central (SNC), o vírus da cinomose é um dos vilões mais cruéis da virologia veterinária. O grande problema aqui é que o cérebro é um ambiente super protegido pela Barreira Hematoencefálica, mas o vírus consegue "pegar carona" para entrar e, uma vez lá dentro, ele causa dois tipos de danos principais:
1. A Invasão (O Cavalo de Troia)
O vírus entra no cérebro de duas formas:
· Via sanguínea: Escondido dentro de linfócitos e monócitos (células de defesa) que atravessam a barreira.
· Pelo Líquor: O vírus infecta o plexo coroide e se espalha pelo líquido cefalorraquidiano que banha o cérebro.
2. A Fase Aguda (Encefalite Viral Direta)
No início, o vírus ataca diretamente os neurônios e as células da glia (que dão suporte aos neurônios).
· O que ele faz: Ele se replica dentro dessas células, causando inflamação e morte celular direta.
· O sintoma: É aqui que surgem as convulsões e as alterações de comportamento (agressividade ou apatia profunda).
3. A Fase Crônica: O "Curto-Circuito" (Desmielinização)
Este é o ponto mais específico da cinomose no SNC. O vírus tem um "carinho" destrutivo pelos Oligodendrócitos (as células responsáveis por fabricar a Mielina).
· A Mielina: Imagine que os nervos são fios elétricos e a mielina é a fita isolante de borracha que envolve o fio. Ela serve para o sinal elétrico viajar rápido e não "vazar".
· O ataque: O vírus infecta e mata os oligodendrócitos ou faz com que o próprio sistema imune do cão ataque essa capa de gordura (reação autoimune).
· O resultado: O nervo fica "pelado" (desmielinizado). Sem a isolação da mielina, o impulso elétrico começa a falhar ou a passar de forma desordenada.
DIFERENÇA ENTRE AGUDO E CRONICO NO SNC
1. Fase Aguda (Encefalite Não Desmielinizante)
Ocorre em cães com baixa ou nenhuma imunidade, geralmente filhotes. O vírus invade o cérebro muito rápido, logo após a segunda viremia.
· O que acontece: O vírus invade diretamente os neurônios e as células da glia. Ele usa a célula para se replicar até ela "explodir" ou parar de funcionar.
· O mecanismo: É uma lesão citopática direta. O vírus causa a morte celular.
· Inflamação: Quase não há inflamação visível (por isso se chama "não desmielinizante"), porque o sistema imune está tão fraco que nem consegue lutar.
· Sintomas: Morte rápida, convulsões severas e depressão profunda.
2. Fase Crônica (Encefalite Desmielinizante)
Ocorre em cães com imunidade moderada. O cão consegue lutar contra o vírus nos órgãos (pulmão, intestino), mas não consegue eliminá-lo totalmente do Sistema Nervoso.
· O que acontece: O vírus fica "escondido" no SNC. O corpo, tentando matar o vírus, acaba atacando as próprias células do cérebro.
· O mecanismo: É uma reação imunomediada (autoimune). O sistema de defesa ataca os oligodendrócitos (que produzem a mielina).
· A Desmielinização: É aqui que a "capa do fio" (mielina) é destruída. A inflamação é intensa e cheia de células de defesa (infiltrado perivascular).
· Sintomas: É onde surgem as famosas mioclonias (tiques), tremores, ataxia (andar bêbado) e paralisias que podem durar meses ou ser permanentes.
SINAIS SISTEMICOS SÃO + COMUNS NA FASE AGUDA COMO TOSSE, ANOREXIA, APATIA, DESCARGA OCULO-NASAL E DISPNEIA + DIARREIA MUCOSA E AQUOSA
APÓS 1-3 SEMANAS APÓS OS SINAIS SISTÊMICOS COMEÇAM OS NEUROLÓGICOS.
• rara nos animais com impetigo, freqüente nos animais com hiperqueratose
Encefalite do cão velho 
• Varia segundo o local afetado 
• afeta córtex, e predominantemente sistema vestibular
 • cães em geral com mais de 6 anos de idade
DIAGNÓSTICO:
Histórico: cães com 3-6 meses de idade não vacinados e com sinais clínicos.
Patologia clinica vista é linfopenia pelo sequestro dos glóbulos brancos, raramente corpúsculo de inclusão como o de lentz em linfócitos, monócitos
Na radiografia é comum observar broncopneumo intersticial 
No LCR: aumento de proteína, celularidade elevada, presença de Ac antivírus da cino ou antígenos do VC
PODE ser utilizada a RIFI em cães em fase sistêmica
Teste imunocromatográfico: 
TESTES moleculares como RT PCR E RT-Qpcr
A terapêutica é tanto medicamentos quanto de suporte como hidratação, vitamina A e vitamina C
Medicamentos usados em fase sistêmica:
Pode ser usado soro hiperimune 2-5mL por KG, SC em fase sistêmica
Em fase nervosa...
O uso dessas substâncias na cinomose é um tema clássico de "medicina de última esperança". A lógica por trás deles faz sentido no papel, mas a prática tem desafios bem específicos.
Aqui está a explicação de por que eles são usados e quais são os problemas:
1. DMSO (Dimetilsulfóxido)
O DMSO é um solvente industrial que, na veterinária, é usado principalmente como anti-inflamatório e para reduzir o edema cerebral.
· Por que usam na cinomose? A ideia é que ele ajude a "abrir caminho" na Barreira Hematoencefálica (BHE). Como o cérebro é muito protegido, a maioria dos remédios não entra lá. O DMSO aumenta a permeabilidade dessa barreira, teoricamente ajudando outros medicamentos a chegarem ao vírus.
· O efeito: Ele ajuda a reduzir a inflamação e o inchaço no cérebro (edema), o que pode aliviar temporariamente os sintomas neurológicos (como as convulsões).
· O problema: Ele não mata o vírus. Ele é apenas um "veículo" ou um paliativo para a inflamação. Além disso, o uso intravenoso precisa de cautela extrema para não causar hemólise (destruição de hemácias).
2. Ribavirina
A Ribavirina é um antiviral de amplo espectro usado na medicina humana (como para Hepatite C).
· Por que usam na cinomose? Estudos in vitro (em laboratório) mostraram que a Ribavirina consegue inibir a replicação do vírus da cinomose. Em teoria, ela impediria o vírus de fabricar novas cópias de si mesmo.
· O grande obstáculo: A Ribavirina não atravessa a Barreira Hematoencefálica de forma eficiente por conta própria.
· A "Combinação": É por isso que muitos protocolos tentam usar o DMSO + Ribavirina juntos. O DMSO "abre a porta" (BHE) e a Ribavirina entra para tentar combater o vírus no sistema nervoso.
O veredito clínico atual
Embora você vá encontrar muitos relatos de sucesso e protocolos na internet, a ciência oficial é cautelosa:
1. Toxicidade: A Ribavirina é muito tóxica para cães, podendo causar anemia severa e danos no fígado. A dose "segura" é muito próxima da dose que não faz efeito.
2. Timing: Para o antiviral funcionar, ele precisaria ser dado antes do dano neurológico acontecer. Quando o cão já tem mioclonia (tique), o dano na mielina já ocorreu. O antiviral mata o vírus, mas não "conserta o fio desencapado".
3. Falta de Evidência Robusta: Não existem estudos científicos definitivos que comprovem que essa combinação salva a maioria dos cães na fase neurológica.
4. Corticoides é pra diminuir a resposta inflamatória..
COMO IMPEDIR QUE ELE SE INSTALE
1. Vacina Viva Modificada (VVM)
Este é o padrão ouro para a cinomose.
· O que significa: O vírus está "vivo", mas foi enfraquecido em laboratório (atenuado).
· Por que usar: Ela não causa a doença, mas mimetiza a infecção real de forma tão eficiente que o corpo produz uma imunidade muito mais forte e duradoura do que as vacinas com vírus "morto" (inativado).
2. Protocolo de Primo Vacinação (Filhotes)
O slide indica 3 doses com intervalo de 21 dias.
· A lógica: Filhotes recebem anticorpos da mãe pelo colostro. Se você vacina muito cedo, os anticorpos da mãe "anulam" a vacina.
· O "Blanket": Como não sabemos exatamente quando os anticorpos maternos desaparecem em cada cão, fazemos as doses seriadas (geralmente começando aos 45 dias de vida) para garantir que, assim que a proteção da mãe cair, a vacina assuma o controle. O intervalo de 21 dias (ou 3 a 4 Esse ponto das 3 doses a cada 21 dias é o "pulo do gato" da clínica veterinária para garantir que o filhote não fique desprotegido. A lógica não é apenas "repetir por repetir", mas sim vencer um obstáculo biológico chamado Anticorpos Maternos.
· Aqui está a explicação detalhada do porquê esse protocolo é assim:
· 
· 1. A Janela de Suscetibilidade
· Quando o filhote nasce, ele recebe anticorposda mãe via colostro. Esses anticorpos são ótimos porque protegem o bebê, mas eles têm um efeito colateral: eles neutralizam a vacina.
· Se você vacina e o filhote ainda tem muito anticorpo da mãe, o anticorpo materno "destrói" o vírus da vacina antes que o sistema imune do próprio filhote aprenda a se defender.
· O problema é que não sabemos o dia exato em que os anticorpos da mãe acabam (em alguns cães é com 6 semanas, em outros com 12 ou 14).
· 2. Por que 3 doses?
· Como não sabemos quando a "guarda" da mãe vai baixar, o protocolo de 3 doses serve para cercar o vírus por todos os lados:
· 1ª dose: Tenta pegar os filhotes que já perderam a proteção materna cedo.
· 2ª dose: Protege aqueles que ainda tinham um pouco de anticorpos da mãe na primeira dose, mas que agora já estão desprotegidos.
· 3ª dose: Garante a imunização daquele filhote que teve uma proteção materna muito longa e persistente. É a dose de segurança para garantir que o sistema imune do cão finalmente "acordou".
· 3. Por que o intervalo de 21 dias?
· O intervalo de 21 dias (3 semanas) é o tempo fisiológico ideal para:
· Resposta Imunológica: Dar tempo ao sistema imune de processar a informação, criar linfócitos de memória e estar pronto para um novo "estímulo".
· Segurança: Evitar o fenômeno de "interferência", onde uma dose muito próxima da outra pode fazer com que o sistema imune não responda adequadamente à segunda.
· 
· Resumo do cenário no consultório:
· Menos de 21 dias: O sistema imune ainda está "ocupado" com a dose anterior; a nova dose pode ser desperdiçada.
· Muito mais de 30 dias: O filhote pode ficar muito tempo desprotegido em uma "janela" sem anticorpos se a dose anterior tiver falhado por interferência materna.
· Importante: Se o filhote começar a vacinação mais tarde (já adulto, por exemplo), o protocolo muda, mas para bebês, seguir esses 21 dias é o que garante que ele não vire uma estatística de falha vacinal.
· semanas) é o tempo necessário para o sistema imune processar a dose e estar pronto para o próximo estímulo.
3. Reforço Anual
Diferente dos humanos, que tomam algumas vacinas uma vez na vida, a imunidade vacinal para cinomose em cães pode oscilar. O reforço anual serve para "lembrar" o sistema imunológico e manter os níveis de anticorpos altos o suficiente para bloquear aquela primeira viremia que discutimos antes.
4. Desinfecção Ambiental
O vírus da cinomose é um vírus envelopado (tem uma camada de gordura em volta).
· A boa notícia: Ele é muito sensível no ambiente. Sabão comum, água sanitária (hipoclorito de sódio) e quaternário de amônia o destroem facilmente.
· O perigo: Em locais frios e com sombra, ele pode sobreviver por algumas semanas. Por isso, limpar o ambiente onde houve um animal doente é crucial antes de introduzir um novo cão.
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