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Supply e Operações Logísticas Internacionais Logística Internacional Diretor Executivo DAVID LIRA STEPHEN BARROS Gerente Editorial CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA Projeto Gráfico TIAGO DA ROCHA Autoria ANA CELIA VIDOLIN AUTORIA Ana Celia Vidolin Olá! Sou formada em Engenharia e Administração, com experiência técnico-profissional de mais de 20 anos na área de Logística Internacional e comércio exterior. Passei por empresas do setor automobilístico, autopeças, químico e freight forwarder; além de atuar na docência nos níveis de graduação e pós-graduação. Sou apaixonada pelo que faço e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que estão iniciando em suas profissões. Por isso, fui convidada pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito feliz em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo! ICONOGRÁFICOS Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez que: OBJETIVO: para o início do desenvolvimento de uma nova compe- tência; DEFINIÇÃO: houver necessidade de se apresentar um novo conceito; NOTA: quando forem necessários obser- vações ou comple- mentações para o seu conhecimento; IMPORTANTE: as observações escritas tiveram que ser priorizadas para você; EXPLICANDO MELHOR: algo precisa ser melhor explicado ou detalhado; VOCÊ SABIA? curiosidades e indagações lúdicas sobre o tema em estudo, se forem necessárias; SAIBA MAIS: textos, referências bibliográficas e links para aprofundamen- to do seu conheci- mento; REFLITA: se houver a neces- sidade de chamar a atenção sobre algo a ser refletido ou dis- cutido sobre; ACESSE: se for preciso aces- sar um ou mais sites para fazer download, assistir vídeos, ler textos, ouvir podcast; RESUMINDO: quando for preciso se fazer um resumo acumulativo das últi- mas abordagens; ATIVIDADES: quando alguma atividade de au- toaprendizagem for aplicada; TESTANDO: quando o desen- volvimento de uma competência for concluído e questões forem explicadas; SUMÁRIO Economia Global Integrada .................................................................... 10 O Papel da Área da Logística nas Empresas .............................................................10 Funções da Logística ................................................................................................ 15 Objetivo da Logística ................................................................................................. 18 Cadeia de Suprimentos Globalizada ..................................................20 O Papel dos Suprimentos nas Empresas .................................................................... 20 Segmentação de Mercado.......................................................................................................22 Integração e Globalização da Cadeia de Suprimentos .....................................25 Integração e Globalização .....................................................................................26 Globalização das Estratégias de Operações ................................... 31 O Ambiente Organizacional ..................................................................................................... 31 Integração da Cadeia de Suprimentos Globalizada ..............................................35 Logística na Economia Globalizada ...................................................................................37 Estratégias dos Mercados Globais....................................................... 41 A Tendência à Internacionalização ..................................................................................... 41 Direcionadores da Logística Internacional....................................................................42 Marketing e Logística ...................................................................................................................44 Composto ou Mix de Marketing ...........................................................................................47 O Desafio Futuro dos Mercados Globais .......................................................................47 7 UNIDADE 02 Logística Internacional 8 INTRODUÇÃO Se uma fábrica automobilística leva alguns minutos para montar um automóvel, por que demora um mês para a entrega do carro que eu desejo? E por que os produtos que eu quero comprar não estão disponíveis nas prateleiras do supermercado? Essas são perguntas que habitam o cerne da logística e de operações integradas. Hoje, as cadeias de suprimentos são extensas, dispendiosas e, muitas vezes, não transmitem valor satisfatório ao cliente final. Logística é a gestão estratégica da obtenção, movimentação e armazenagem dos estoques de materiais, peças e produtos acabados e os respectivos fluxos de informações ao longo da organização e de seus canais de marketing, de tal modo que as lucratividades atual e futura sejam maximizadas por meio da realização de pedidos de compra de maneira eficaz em termos de custo. O conceito de cadeia de suprimento sugere uma série de processos vinculados, formando uma cadeia; assim cada processo é um elo conectando-se a vários outros processos. Dessa forma, a nossa empresa é o centro de muitas possíveis conexões com outras empresas fornecedoras ou clientes. Agregue a esses processos a globalização que, fomentada pelo avanço tecnológico, tornou os processos logísticos e de operações mais diversificados e de amplitude mundial. Entendeu? Ao longo desta unidade letiva, você vai mergulhar neste universo! Logística Internacional 9 OBJETIVOS Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 2 – Supply e operações logísticas internacionais. Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos: 1. Definir a economia global integrada e suas variáveis determinantes. 2. Compreender a cadeia de suprimento globalizada e suas peculiaridades. 3. Entender a globalização das estratégias de operações. 4. Aplicar as principais estratégias de atuação em mercados globais. Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? Ao trabalho! Vamos juntos fazer uma viagem e descobrir novos horizontes e desafios! Logística Internacional 10 Economia Global Integrada OBJETIVO: Ao término deste capítulo, você será capaz de entender como a economia global integrada e a logística têm relações. Isso será fundamental para o exercício de sua profissão. A correta compreensão auxiliará na tomada de decisão precisa e com qualidade. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então, vamos lá. Avante!. O Papel da Área da Logística nas Empresas Nesta unidade, vamos estudar a economia globalizada e os fundamentos básicos que alicerçam a logística. A logística é o processo de planejamento, implementação, controle de fluxo eficiente e economicamente eficaz de matéria-prima, material em processo, produto acabado e informações, desde a origem até o destino final para atendimento do cliente. A globalização da economia está relacionada com uma produção internacionalizada. O mecanismo da globalização é o acelerador do comércio internacional, do desenvolvimento da tecnologia. A internacionalização é favorecida por menos regulamentação em economias, mercados financeiros, tecnologia e logística, que permite que novos mercados sejam conhecidos e desenvolvidos. Como consequência, uma nova estruturação produtiva traz mudanças às empresas. O Brasil vive o impacto das transformações de âmbito internacional e o processo de estabilização da economia, que afetam o desempenho econômico e o complexo produtivo. Logística Internacional 11 VOCÊ SABIA? Segundo dados do World Bank, a paridade de compra, é uma teoria econômica que pode ser utilizada para preços de mercadorias em determinado mercado. Brevemente, utiliza-se a diferença no custo devida entre os países, aplicando-as ao PIB, para poder auxiliar a ter uma imagem mais precisa da produtividade real. A logística empresarial exerce papel importante na gestão empresarial e no planejamento estratégico de uma organização, pois é o esteio de negócios de vários segmentos, de distintos tamanhos, prestação de serviço ou não, e atua nos ambientes interno e externo das empresas. O escopo de ação da logística passa a garantir a competitividade, seja pela abrangência, pelos processos ou pela gestão de fluxo. Figura 1 – Logística globalizada Fonte: Pixabay. Logística Internacional 12 Para Ballou (2008), a logística tem seu estudo como parte da gestão integrada de uma organização relativamente recente quando equiparada com segmentos clássicos de uma organização como marketing, financeiro e produtivo. Atualmente, trabalha-se com o conceito de gestão da logística sob forma coordenada; entretanto, esse conceito já era preconizado em 1844 por Jules Dupuit, que estudava a condição de trocar determinado custo por outro. O conceito e o entendimento a respeito da logística têm passado por alterações graças à dinâmica do mercado para se aplicar à realidade. REFLITA: Na última década do século XX, vivenciamos uma mudança significativa na disponibilização de informações, com os avanços da informática, da internet, da disponibilização e acesso às informações. Operar em rede facilitou o fomento das economias globalizadas. Esse evento continuará ao longo do século XXI, sendo caracterizado como a Era da Informação ou Era Digital. Figura 2 – Comunicação Fonte: Pixabay. Logística Internacional 13 EXPLICANDO MELHOR: O desenvolvimento da tecnologia de informação tem como principais objetivos melhorar os instrumentos de comunicação, a utilização das tecnologias e proporcionar fácil acesso às informações dos processos da empresa, aumentando a eficiência de seus colaboradores e criando competividade na classe de mercado em que a organização atua. Dessa forma, entender os sistemas de informação é fundamental em uma sociedade que, hoje, usufrui intensamente da ferramenta. Dentro desse contexto, Jambeiro (1998, p. 7) nos explica que, com a tecnologia, aumentou-se “a necessidade de captar, filtrar, tratar, recuperar, distribuir e disseminar informações”, de modo que estas se tornaram especialmente importantes para qualquer ação de uma organização. O gestor deve ter atenção à informação e ao conhecimento, e não à ação de controlar a informação, pois é a informação e o conhecimento que proveem o alcance dos objetivos; e cada gestor deve ter também, implantado, um sistema de informação e de tomada e decisão (HORNGREN et al., 2010). Logo, se a logística consiste em movimentar e posicionar o estoque na cadeia de suprimentos, os avanços tecnológicos corroboram essa condição; pois a logística propicia valor ao material ao concatenar tempo e posicionamento de material. Dessa forma, entendemos que uma operação logística possibilita o aumento do lucro e facilita o crescimento da organização, porque estabelece estrutura operacional de importância perante os desafios mercadológicos (BOWERSOX et al., 2006). Logística Internacional 14 VOCÊ SABIA? O estudo da logística empresarial é um campo relativamente recente quando comparado ao de áreas como finança, produção, entre outras. Quando analisamos a evolução histórica do homem, a logística tem sido praticada há muitos anos. As empresas também têm trabalhado para as atividades de movimentação/armazenagem. O ponto de destaque para essas ações é o conceito de gerenciamento coordenado das atividades relacionadas e também o acréscimo de valor da logística aos produtos e ou aos serviços que são importantes para as vendas e a satisfação dos clientes. DEFINIÇÃO: De acordo com Conselho de Administração Logística (CLM – Council of Logistics Management Professionals), logística é o processo de planejamento, implementação e controle do fluxo eficiente e economicamente eficaz de matérias- primas, estoque em processo, produtos acabados e informações, desde a origem até o ponto de consumo, visando atender às exigências dos clientes. De maneira geral, a logística empresarial trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem, com o propósito de entregar os produtos adequados. A missão é tornar disponíveis os produtos corretos, no tempo certo, no local certo e com o menor custo possível. A atividade-chave consiste em: • Padrão de serviço ao cliente. • Transportes. • Administração de estoques. • Fluxo de informações e processamento de pedidos. Logística Internacional 15 Atividades secundárias consistem em: • Armazenagem. • Manuseio de materiais. • Embalagem do produto. • Obtenção. • Planejamento de produção. • Manutenção de informação. Funções da Logística Podemos definir a logística dentro do contexto organizacional da seguinte maneira: DEFINIÇÃO: Logística é o Processo de planejamento, implantação e controle do fluxo eficiente e eficaz de mercadorias, serviços e das informações desde o ponto de origem até o ponto de consumo com o propósito de atender às exigências dos clientes. (BALLOU, 2008, p. 27). A logística empresarial pode ser resumida como a administração de materiais responsável pela gestão dos fornecedores de matéria- prima, partes, peças e insumos que serão recepcionados no estoque e, que, posteriormente, conforme a demanda, serão encaminhados para a linha de produção. O controle de produção tem função do estoque da matéria-prima, partes, peças para a destinação da produção do produto acabado ou final; e a distribuição física encarrega-se de receber o produto acabado ou final e entregá-lo ao cliente final (incluindo logística reversa). Logística Internacional 16 Figura 3 – Estrutura da logística empresarial Fonte: Pixabay. A partir da definição, sugere-se que a logística é um processo, pois possibilita a disponibilização do produto e ou serviço no local e quando o cliente necessita. Nesse contexto, compreendemos que é parte integrante da cadeia de suprimentos. Assim, o gerenciamento da cadeia de suprimentos engloba as relações que permeiam as funções de produção, marketing e logística de uma empresa (BALLOU, 2008). Na prática, a separação entre gestão e cadeia de suprimentos da logística, às vezes, torna-se difícil, pois, em muitas situações, ambas têm como missão “colocar produtos ou serviços no lugar certo, no momento certo, e nas condições desejadas, dando ao mesmo tempo a melhor contribuição possível para a empresa” (BALLOU, 2008, p. 28). Existem pesquisadores que cogitam que o gerenciamento da cadeia de suprimentos é um sinônimo da gestão da logística; outros definem a logística como uma subdivisão da cadeia de suprimentos. A logística é o somatório de atividades que envolvem transporte e controle dos estoques ao longo do canal por meio do qual o produto acabado é gerado em função da conversão da matéria-prima – ato esse que agrega valor. Nem sempre temos fontes de matérias-primas, fábricas e pontos de comercialização próximos, então o canal é a opção para que os produtos possam chegar no mercado. E a organização deve exercer um controle de gestão ao longo do canal físico que atenda ao abastecimento com os suprimentos e a saída dos produtos acabados, ou seja, a distribuição física. A Figura 4 apresenta os tipos de canais físicos (BALLOU, 2008). Logística Internacional 17 Figura 4 – Tipos de canais físicos. Canal Físico de Suprimento Canal Físico de Distribuição Refere-se ao ínterim de tempo e espaço entre as fontes de matéria-prima e seu processamento. Refere-se ao ínterim de tempo e espaço entre o processamento da empresa e seus clientes. Fonte: Adaptada de Ballou (2008). Segundo Ballou (2008), para muitas empresas, a logística encerra a gestão do fluxo de materiais desde a compra até ao consumidor final; entretanto,para outras, há o canal logístico reverso que requer igualmente gestão porque a vida útil de um produto não termina após a entrega do produto ao cliente, mas, sim, somente quando um produto que se torna danificado, obsoleto ou sem funcionalidade retorna ao ponto de origem para reparo ou descarte e reciclagem. O canal logístico reverso pode utilizar-se integralmente ou parcialmente do canal logístico usual, ou, ainda, ter um projeto em separado. Os custos em uma operação logística são representativos, cerca 12% do PIB mundial, segundo o FMI. A globalização e a internacionalização das indústrias e das empresas são um processo irreversível e dependerá fortemente do desempenho logístico. A logística é importante para a estratégia, pois cada vez mais desenhos sofisticados de linhas de suprimentos e de distribuição são desenvolvidos. A logística adiciona valor para o cliente, pois ela dá forma, condição temporal, define lugar e proporciona a posse do material. VOCÊ SABIA? O custo logístico é o somatório dos custos operacionais e dos custos de capital. Como custos operacionais podemos citar aqueles recorrentes periodicamente: salários, despesas de armazenagem. Já os custos de capital são as despesas que ocorrem apenas uma vez, como investimento em nova frota, construção de um armazém. Logística Internacional 18 Hoje em dia, valor da disponibilidade é tão importante quanto qualidade, preço baixo, sendo reflexo do incremento do nível de competitividade que temos entre as empresas e o grau crescente de exigência do mercado solicitante. Os clientes desejam cada vez mais receber uma resposta rápida e personalizada as suas demandas. E as demandas de um mesmo cliente podem sofrer variações em detrimento das mudanças do mercado. O setor de serviços também deve se utilizar da logística como ferramenta de diferenciação e competitividade no seu meio de atuação. A logística na empresa tem interfaces com produção e marketing, podendo também atuar em áreas de contato com qualidade, financeiro, comercial, pois todas essas áreas existem para atendimento ao cliente. Objetivo da Logística A logística tem como macro-objetivo desenvolver um conjunto de atividades logísticas que resultará no maior retorno possível sobre o investimento ao longo no tempo. Para esse objetivo-fim, há duas dimensões nessa meta: • Definir o impacto do projeto do sistema logístico na contribuição para a receita. Exemplo: nível de serviço a 95% m (objetivo: minimizar os custos para alcançar o nível de serviço). • Definir o custo do projeto do sistema logístico. SAIBA MAIS: Quer se aprofundar nesse tema? Recomendamos a leitura do artigo Gestão da Logística internacional: desafios e oportunidades para as importações do setor de aviação civil brasileiro. Acesse clicando aqui. Logística Internacional http://bit.ly/37KHWRN 19 RESUMINDO: E então? Gostou do que mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que logística é o processo de planejamento, implementação e controle do fluxo eficiente de matérias-primas, estoque em processo, produtos acabados e informações, e oferece várias atividades-chaves e secundárias que vêm a contribuir com as empresas para se desenvolverem. Se temos a economia global tão dividida entre os países, as empresas precisam ter em mente que a internacionalização da logística é necessária para o atendimento das necessidades dos clientes, e ter pleno desenvolvimento em um mercado tão competitivo e interativo. Essas condições influenciam no planejamento estratégico das empresas, nas definições de novos mercados, novos produtos e clientes com perfis distintos. Alie a essas premissas a necessidade de investimento financeiro, tecnológico e temporal para ter toda a estrutura instalada e em pleno desenvolvimento. Não nos esqueçamos que o capital humano é a força motriz para o pleno desenvolvimento e estabelecimento das estratégias empresariais. É claro que, na internacionalização da logística, desafios e adequações a esse tipo de operação e às mudanças tecnológicas são aspectos para serem analisados com atenção. Logística Internacional 20 Cadeia de Suprimentos Globalizada OBJETIVO: Ao término deste capítulo, você será capaz de entender a cadeia de suprimentos globalizada. O entendimento da cadeia de suprimentos será importante para o exercício profissional. A correta compreensão auxiliará na tomada de decisão precisa e com qualidade. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então, vamos lá. Avante!. O Papel dos Suprimentos nas Empresas DEFINIÇÃO: Para Christopher (2014, p. 3), a gestão da cadeia de suprimentos é “a gestão de relações a montante e a jusante com fornecedores e clientes, a fim de entregar ao cliente valor superior ao menor custo para toda a cadeia de suprimentos”; logo, as relações estabelecidas entre as empresas participantes da cadeia são importantes.. Bowersox et al. (2006, p. 23) citam que a cadeia de suprimentos, também conhecida como cadeia de demanda ou de valor, “compreende empresas que colaboram para alavancar posicionamento estratégico e para melhorar a eficiência das operações”. Cada organização participante da cadeia de suprimentos tem uma definição de estratégica específica para o canal de suprimentos. As operações na cadeia de suprimentos demandam processos de gerenciamento que permeiam as áreas funcionais de cada organização integrante da cadeia. Para melhor assimilarmos o termo, vamos conhecer algumas definições acordo do tema. Logística Internacional 21 DEFINIÇÃO: O termo “cadeia de suprimentos” pode parecer um conceito vago, mas Ballou (2006, p. 28) define: A cadeia de suprimentos abrange todas as atividades relacionadas com o fluxo e transformação de mercadorias desde o estágio da matéria prima (extração) até o usuário final, bem como os respectivos fluxos de informação. Materiais e informações fluem tanto para baixo como para cima na cadeia de suprimentos. O gerenciamento da cadeia de suprimentos (GCS) é a integração dessas atividades, mediante relacionamentos aperfeiçoados na cadeia de suprimentos, como o objetivo de conquistar uma vantagem competitiva sustentável. Figura 5 – Supply chain management LUCRO GERENCIAMENTO DISTRIBUIÇÃO PESQUISA LOGÍSTICA PLANEJAMENTO INVENTÁRIO COMPRA Fonte: Freepik DEFINIÇÃO: Outra importante contribuição para a definição de cadeia de suprimentos é apresentada por Mentzer et al. (apud Ballou (2006, p. 28): O gerenciamento da cadeia de suprimentos é definido como a coordenação estratégica sistemática das tradicionais funções de negócios e das táticas ao longo dessas funções de negócios no âmbito de uma determinada empresa e ao longo dos negócios no âmbito da cadeia de suprimentos, com o objetivo de aperfeiçoar o desempenho a longo prazo das empresas isoladamente e da cadeia de suprimentos como um todo. (MENTZER et al. apud BALLOU, 2006, p. 28) Logística Internacional 22 Distinguir logística de gerenciamento da cadeia de suprimentos é mais complexo. Mas o mais importante é administrar os fluxos de serviços e produtos sob forma eficiente e eficaz, ou seja, termos a integração com outros participantes da cadeia e, na medida do possível, aprimorar o desempenho da cadeia de suprimentos na íntegra (BALLOU, 2006). A cadeia de suprimentos demanda atenção de suas empresas participantes no que diz respeito ao atendimento de diferentes perspectivas dos clientes, para o estabelecimento da estratégia logística. Para que uma organização alcance seus objetivos, é preciso que seja mais eficiente frente aos concorrentes, com foco nas demandas dos clientes e recursos direcionados para o perfeito atendimento (BOWERSOX et al., 2006). Segmentação de Mercado O conceito de marketing é concebido com base em princípios como: as demandas docliente são mais básicas do que produtos ou serviços; clientes distintos têm exigências diferentes; produtos e serviços se tornam importantes quando estão disponíveis e posicionados sob o ponto de vista do consumidor, o que o torna alvo das estratégias logísticas; e o volume é secundário para o lucro (BOWERSOX et al., 2006). Figura 6 – Segmentação de mercado Fonte: Freepik Logística Internacional 23 VOCÊ SABIA? Bowersox et al. (2006) discorrem que, tradicionalmente, as transações e trocas com os clientes eram denominadas de marketing de transações, com interações de curta duração. Entretanto, com o desenvolvimento do conceito de gestão da cadeia de suprimentos, uma nova denominação, conhecida como marketing de relacionamento, posicionou-se, pois buscava relações de longo prazo com os participantes da cadeia de fornecedores e clientes para almejar a preferência e a lealdade destes. Segundo Weinstein (1995, p. 18), segmentação é “um método de divisão do mercado onde grupos de consumidores apresentam necessidades e características semelhantes, e provavelmente apresentam decisão de compra similar”. De acordo com Basta et al. (2003, p. 96), “a segmentação de mercado é o meio utilizado pelo marketing para dividir o mercado em diferentes grupos formados por clientes com necessidades, desejos e atitudes similares”. Para Giuliani (2003, p. 194), a segmentação de mercado pode ser definida como o processo de “identificar um grupo de clientes que possuem características similares perfil e hábito de compra”. Para Kotler e Keller (2006, p. 237), é “um segmento de mercado consiste em um grande grupo de consumidores que possuem as mesmas preferências”. Dessa forma, a empresa deve desenvolver produtos que atendam às necessidades e à demanda do mercado e para isso, é necessário concentrar seus esforços e investimentos a conhecer seus clientes e adequar seus produtos conforme suas necessidades (GIULIANI, 2003). Para Kotler e Armstrong (2007, p. 165), “o mercado pode ser segmentado de quatro maneiras: segmentação demográfica, segmentação geográfica, segmentação psicográfica e segmentação comportamental”. A segmentação de mercado proporciona vários benefícios à organização: torna a empresa mais competitiva e possibilita melhor conhecimento das necessidades e desejos dos consumidores, aumenta o faturamento e melhora a imagem da empresa (WEINSTEIN, 1995). Logística Internacional 24 Figura 7 – Tipos de segmentação de mercado Segmentação de mercado Psicográfico Comportamental Demográfico Geográfico Fonte: Elaborada pela autora (2020). EXPLICANDO MELHOR: O alvo da segmentação e do marketing é dispensar atenção máxima ao cliente de forma individual – também chamado de micromarketing ou marketing um a um, o qual reconhece cada cliente como único e com necessidades exclusivas. Para uma organização ter êxito, deve conhecer com detalhes seu cliente, para então atender às demandas dele na íntegra. Para praticar o marketing um a um, a organização deve: identificar os clientes de forma individual; diferenciar os clientes; interagir com os clientes; e, por último, personalizar o comportamento para atender o cliente (BOWERSOX, et al., 2006). Logística Internacional 25 De acordo com Basta et al. (2003), para que a segmentação alcance os resultados esperados, é necessário seguir a ordem disposta na Figura 8. Figura 8 – Ações para alcance dos resultados Identificar o segmento Determinar fatores que possam explicar as diferenças dos clientes para melhor conhecê-los. Caracterizar o segmento Definir estratégia, e se trará lucros à empresa. Acessar o segmento Capacitar empresa para atender às demandas do segmento. Fonte: Basta et al., (2003). Integração e Globalização da Cadeia de Suprimentos Com melhoria contínua e produtividade, a capacidade de gestão integrada é alcançada. A gestão integrada vem contribuir nos processos e na qualidade destes, sendo o trabalho executado da melhor forma possível com mais eficiência. Logo, processos agregadores de valor ocorrem dentro da empresa e fora também, nas cadeias de suprimentos colaborativas que perpassam todas as empresas (BOWERSOX et al., 2014). Logística Internacional 26 REFLITA: Imaginar que todas as empresas em dado momento se unirão para a criação de iniciativas de colaboração de livre espontânea vontade é pouco provável. Mas a dinâmica do mercado, a livre concorrência será o motor dessa mudança de comportamento. A integração interempresarial ao longo da cadeia de suprimentos está mais presente e, sendo implementada, rende negócios proveitosos aos integrantes, gerando vantagens competitivas. Com a integração alcançada, deve ser constantemente atualizada para se manter em dia com as mudanças e demandas do mercado, pois o que é aceitável hoje pode não ser amanhã, não atendendo às novas demandas (BOWERSOX et al., 2014). Integração e Globalização Com a dinâmica dos mercados, dos concorrentes e dos clientes, os gestores têm desafios constantes consoantes à cadeia de suprimentos. A integração da cadeia é uma das formas de aumento de lucratividade da organização, e seu crescimento deve ser um processo de constante atualização empresarial (BOWERSOX et al., 2014). Figura 9 – Estratégia, integração e globalização Fonte: Pixabay Partindo-se da premissa da gestão da logística integrada, as estratégias das cadeias de suprimento definem operação relevante de Logística Internacional 27 papel fundamental nas organizações. Lembrando que a logística é o meio pelo qual a cadeia tem materiais, informações e valores transacionados. Assim, a logística deve estar direcionada para a cadeia de suprimentos. Ao termos estratégia e estrutura devidamente organizadas, o nível de desempenho logístico deve fazer frente às demandas da cadeia de suprimentos no processo de globalização (BOWERSOX et al., 2014). Presume-se que cerca de 90% da demanda global de materiais não são atendidos por fornecedores locais. Há que se pensar no crescimento da população, a demanda do mercado e a gama de crescimento em produtos e serviços com variações, em função da condição da economia em termos de industrialização e ser ou não emergente. As economias mais ricas naturalmente demandam por produtos de luxo, logo com maior valor agregado. As economias emergentes têm demandas tanto de produtos mais sofisticados como de produtos de necessidade básica. Logo rapidamente percebemos que, em todos os níveis de desenvolvimento da economia dos países, há oportunidades de negócio. As empresas que buscam o crescimento não devem, em hipótese alguma, menosprezar as oportunidades existentes no mercado internacional (BOWERSOX et al., 2014). Outro importante aspecto diz respeito à eficiência operacional, que se destaca sob a forma de novos negócios. A eficiência operacional pode ocorrer por meio da compra de matéria-prima e componentes. Outra opção são as condições de vantagens trabalhistas expressivas, que podem ser obtidas na instalação e distribuição em países em desenvolvimento. Uma outra condição está relacionada com a legislação tributária, que pode auxiliar no desempenho de operações que agreguem valor e tornar-se altamente interessante em determinados países. Quando uma organização toma a decisão de conquistar novos mercados, aumentando sua participação, deve buscar também a eficiência operacional, para que sua expansão seja concreta. Habitualmente, as empresas debutam no mercado internacional por meio de importação e exportação, que representam parte importante nos negócios internacionais globalizados. Logística Internacional 28 Figura 10 – Internacionalização da logística Fonte: Pixabay Uma segunda etapa de internacionalização está relacionada com a presença local da empresa em países outros e em regiões de comércio internacional, sendo desde franquia e licenciamento de organizações locais até a instalaçãode fábricas e a distribuição do produto no mercado. Deve-se destacar que a diferença entre operações de importação e exportação e a construção de empresa no local é o grau de investimento que são distintos nesses tipos de operações, sendo inúmeras vezes maior na segunda condição. Outra forma de implantar a internacionalização é a condução total das operações entre as fronteiras internacionais, o que demanda uma logística internacionalizada. A logística da internacionalização tem quatro importantes comparações com as operações nacionais ou até mesmo as regionais: • Distância das operações: a distância envolvida nas operações internacionais é maior quando comparada com as distâncias das operações locais. • Documentação: os documentos exigidos para as transações comerciais em âmbito internacional para atender às demandas das autoridades aduaneiras. Logística Internacional 29 Figura 11 – Documentos com normas da aduana Fonte: Pixabay • Diversidade: há uma série de grandes condições e condicionantes distintos em termos de diversidade nas operações em outros países que não o seu de origem. • Consumidores: o consumidor local tem cultura, hábitos e formas de consumo peculiares a ele, e a empresa deve se adaptar e adaptar seu produto e ou serviço. A condição de ameaças terroristas no mundo do século XXI é uma presença marcante e demanda um maior controle de segurança. A estrutura logística está exposta tanto na importação como na exportação. Deve-se lembrar que globalizar com êxito a cadeia logística diz respeito também ao domínio dos desafios logísticos associados. Devemos pensar que, embora os princípios e os ideais de integração logísticos sejam muito semelhantes em âmbito global, as características locais tornam muito mais complexos e dispendiosos os processos dessa integração, devido a características locais. O volume estimado de despesas por ano com logística chega a ser de aproximadamente 9 trilhões de dólares americanos, que se justificam em função da expansão dos mercados e da busca pela eficiência operacional. Logística Internacional 30 SAIBA MAIS: Quer se aprofundar nesse tema? Recomendamos a leitura do artigo A logística internacional e seus desafios. Acesse clicando aqui. RESUMINDO: E então? Gostou do que mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter notado como os vários componentes de uma cadeia de suprimentos estão inter-relacionados. Ao tratar do assunto, conhecemos a importância da cadeia de suprimentos nas organizações e suas influências na logística, competitividade, posição perante o cliente e os concorrentes. No escopo de ganhar o mercado, o marketing auxilia grandemente, pois suas ferramentas e análises permitem a organização entrante no mercado definir da melhor forma possível sua estratégia. O mercado, sua cultura, hábitos, perfil do futuro cliente, adequações técnicas, estudos de viabilidade financeira, tipos de abordagem desse novo mercado são alguns dos fatores que uma organização deve ter em mente, analisando-os com atenção. Logística Internacional http://bit.ly/2QDF7fL 31 Globalização das Estratégias de Operações OBJETIVO: Ao término deste capítulo, você será capaz de entender como a globalização das estratégias de operações reflete na logística internacional. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então, vamos lá. Avante!. O Ambiente Organizacional O ambiente organizacional requer cada vez mais alinhamento em termos de logística e cadeia de suprimentos. A tecnologia é grande aliada, porém, a estratégia da empresa deve ser respeitada e praticada por todos. O alinhamento da cadeia de suprimentos em relação aos fornecedores é fundamental para o pleno atendimento da cadeia de suprimentos em relação ao cliente ou ao mercado consumidor. Atualmente, as empresas operam em rede de conexões; não havendo mais condições de uma organização isolar-se dos demais integrantes do ambiente organizacional. Todos os participantes, fornecedores, a própria empresa e os clientes devem ter suas expectativas e demandas alinhadas, para o pleno atendimento das partes envolvidas. SAIBA MAIS: Em termos de gestão e estratégia, o artigo Supply chain: o que é, vantagens e como fazer a gestão, disponível no site Fundação Instituto de Administração, aborda interessantes aspectos do tema, que sempre nos enriquece. Recomendamos a leitura! Acesse clicando aqui. Logística Internacional http://bit.ly/36AyQ9T 32 Com o incremento da complexidade do supply chain à globalização, a logística desempenha um papel importante na cadeia de suprimentos, devido à demanda de estratégias para movimentação dos insumos e produtos acabados para atendimento dos clientes, seja por parcerias com especialistas em transporte e logística ou análises do custo de estoque em trânsito (DAVIS et al., 2001). Segundo Lummus e Voturka (1999 apud VIVALDINI; PIRES, 2010), os motivos do incremento do interesse no supply chain management são: • Influências sofridas pela cadeia de suprimentos vindas da cadeia de desenvolvimento, devido ao decréscimo da verticalização das empresas; logo a busca por fornecedores cresce. • Incremento da competitividade nos cenários internacional e nacional. • Garantia do desempenho da cadeia de suprimentos nem sempre está embasado na maximização do desempenho desta. Por outro lado, Vivaldini e Pires (2010) defendem a hipótese de que a competição industrial ocorre entre as cadeias de suprimentos, e não mais entre as empresas. Figura 12 – Avanço da empresa perante as demais empresas Fonte: Pixabay Logística Internacional 33 A cadeia de suprimentos sofre influências da cadeia de desenvolvimento que “é o conjunto de atividades e processos associados com o lançamento de um novo produto” (SIMCHI-LEVI et al., 2010, p. 35), e a situação mais facilmente encontrada é a ausência de alinhamento entre as equipes de projeto, produto e estratégias para a cadeia de suprimentos. A cadeia de suprimentos também apresenta fatores de importância como o incremento do outsourcing, ou seja, as organizações aproveitam as ofertas de mão de obra, matérias-primas e baixos custos locais para se abastecerem. Todavia, a cadeia de suprimentos é eficiente quando pratica os prazos, com custos e fluxos de informações controlados à atuação global. Por último, mas não menos importante, tem-se a estratégia corporativa, alicerçada em alianças estratégicas da corporação global e o desenvolvimento de parcerias (MOURA, 2004). Davis et al., (2001) citam que uma cadeia de suprimentos com êxito requer vários elementos, que muitas vezes têm relação de dependência entre si e de justaposição, como relação de confiança entre os participantes, construção de relacionamentos comerciais de longo prazo, compartilhamento de dados e informações com fornecedores e clientes, e seleção inteligente de fornecedores. Devido à grande participação da cadeia de suprimentos dentro da organização e os efeitos causados pela sua correta ou incorreta administração, pode-se dizer que essa atividade tem grande potencial estratégico. A gestão da cadeia de suprimentos pode gerar valor agregado ao produto ou serviço para o mercado, uma vez que suas necessidades de tempo e lugar sejam atendidas (BALLOU, 2006). Assim que se desvenda cada vez mais a concorrência entre as cadeias de suprimentos, o gerenciamento destas é cada vez mais importante. O Quadro 1 apresenta os princípios que devem servir como orientação (CHRISTOPHER, 2014). Logística Internacional 34 Quadro 1 – Princípios de gestão da cadeia de suprimentos Princípio Características Responsividade Fornecedor deve ter soluções para o cliente, com menor demanda de tempo, flexibilidade e personalizada. A organização deve ser ágil para movimentar-se,atender o cliente. No futuro próximo, a organização deverá usar muito mais a previsão em vez da demanda; logo essa condição implica estar próxima ao cliente, ouvir o mercado e decifrar as demandas. Confiabilidade A confiança logística, ou seja, a redução da variação dos processos deve existir. Resiliência É a capacidade que a cadeia de suprimentos tem de gerir as variações imprevistas. Relacionamentos A relação fornecedor-cliente deve ser de parceria, pois, na cadeia de suprimentos, as organizações são interdependentes sob o prisma jurídico, mas dentro da cadeia são interdependentes. Fonte: Elaborado pela autora (2020). De acordo com Chopra e Meindl (2011), para que a cadeia de suprimentos aumente seus lucros, a coordenação deve ocorrer na íntegra e cada nível um de seus níveis deve ter ciência das consequências de suas ações. Assim, a ausência de coordenação faz com que estágios distintos da cadeia tenham objetivos sem semelhanças ou as informações não se movimentarem por toda a cadeia. Quando a informação completa não é compartilhada, a informação que percorre a cadeia é distorcida; assim sendo, o grande objetivo das cadeias de suprimentos é ter coordenação, apesar dos vários responsáveis e da grande variedade de itens. Logística Internacional 35 Conforme Chopra e Meindl (2011), a cadeia de suprimentos que, por qualquer motivo, tenha a otimização local em detrimento da otimização de todo a cadeia terá lucros menores, informações distorcidas e custos maiores. Porém, o gestor pode atuar em cinco obstáculos, elencados a seguir. • Ao incentivo. • Ao processamento de informação. • A operação. • A precificação. • Ao comportamento. Integração da Cadeia de Suprimentos Globalizada A integração em nível operacional nas organizações é um grande desafio quando a empresa objetiva o mercado internacional por meio das cadeias de suprimentos. A integração gera valor quando ocorre em rede, de modo multifuncional e sob forma coordenada. Deve-se observar que a prática de sistemas de custos é grande fornecedora de metodologia para a integração de funções do processo produtivo. As empresas devem se conscientizar de que processos integrados geram benefícios de serviços e custos (BOWERSOX et al., 2006). A integração ocorre muitas vezes mais facilmente externamente à empresa, em relações com clientes e fornecedores. Assim, a ampliação da empresa se dá melhor pela cadeia de suprimentos. Entretanto, essa condição é parcial. A empresa necessita analisar com atenção a sua integração interna, pois pode ser a origem da incapacidade de atingir os compromissos da cadeia de suprimentos como um todo (BOWERSOX et al., 2006). Logística Internacional 36 Figura 13 – Integração na cadeia de suprimentos Fonte: Freepik A integração na cadeia de suprimentos atinge valor devido ao importante potencial de redução de custos, desperdícios, duplicação e redundância operacional. A organização bem-sucedida nas cadeias de suprimento demanda programas multiorganizacionais que fomentem a tecnologia, o planejamento e as operações (BOWERSOX et al., 2006). Um sistema logístico eficiente é fundamental para a integração da cadeia de suprimentos, mas é mandatório para que o marketing e a produção sejam globalizados e bem-estabelecidos. A logística é o fio condutor do desempenho de serviços de valor agregado para dar apoio à integração da cadeia de suprimentos (BOWERSOX et al., 2006). A logística globalizada requer controlar uma série de operações distintas em ambientes diferentes sob várias formas de contexto econômico, político, social, e de incertezas em função de demanda, distâncias, diversidade e documentação do comércio exterior. Em função de cada região, os desafios logísticos variam em tipo e intensidade; logo, a mesma empresa que busca operar em diferentes áreas geográficas deve ter controle e operar conforme as necessidades locais. Logística Internacional 37 Em regiões que se mostrem favorável, as empresas que buscam o crescimento em outros países enfrentam os desafios da globalização. As iniciativas comerciais estratégicas devem ser adequadas a cada tipo de situação da mesma forma que suas cadeias de suprimentos se tornam mais globalizadas (BOWERSOX et al., 2006). Logística na Economia Globalizada A complexidade nas operações logísticas se deve ao fato das operações globalizadas estarem mais complexas e ao aumento de incertezas e de controles. A incerteza é fruto de distâncias maiores, períodos temporais maiores, de movimentação da carga e reduzido conhecimento do mercado. O controle está alinhado ao uso de empresas terceiras responsáveis pelo transporte, além de todo aparato aduaneiro específico de cada economia (BOWERSOX et al., 2006). Os desafios elencados, de certa forma, dificultam o pleno desenvolvimento de uma estratégia eficiente e eficaz nas cadeias de suprimentos (BOWERSOX et al., 2006). Os estágios de desenvolvimento internacional de uma organização variam desde o grau mais incipiente até o grau totalmente estabilizado. Como primeiro estágio temos a exportação-importação. Essa condição tem a perspectiva nacional, pelo estágio inicial do comércio internacional. Essa empresa está focada em suas operações internas e analisa as operações internacionais em termos do que poderão aportar de benefícios em seus negócios locais. Geralmente, usam empresas terceiras para gerir seus processos de exportação e importação em outros países (BOWERSOX et al., 2006). Uma orientação comercial de exportação e importação traz influências nas tomadas de decisões logísticas de três formas distintas: A primeira está relacionada com a restrição: • Restrição ao uso: é uma limitação geralmente imposta pelo governo que limita o nível de compras e vendas de importação. Logística Internacional 38 • Lei do conteúdo local: específica a proporção de itens que um produto precisa ter de itens nacionais. • Sobretaxa de preços: diz respeito às tarifas mais altas para produtos de origem internacional impostas pelos governos, para resguardar o mercado produtivo doméstico. A segunda tem ligação com as operações de exportação e importação, e se a logística dá suporte àquelas mais robustas, por serem seu planejamento e sua complexidade maiores. O fluxo de materiais ao longo da cadeia de suprimentos deve ser suave, de forma que seu faça uso racional e eficiente da capacidade (BOWERSOX et al., 2006). O terceiro aspecto está relacionado a como a logística deve fazer para entender os sistemas e práticas operacionais dos destinos globalizados. As operações em outros países seguem as normas e especificidades de cada país, as diretrizes políticas e os procedimentos da organização. Assim, a adequação às questões culturais, linguísticas, econômicas e políticas deve ser meta das organizações em outros países (BOWERSOX et al., 2006). Como segundo estágio de desenvolvimento internacional é definido pelo estabelecimento de operações dentro do país estrangeiro. Essas operações é uma combinação de marketing, vendas, logística e produção. Ao estabelecer instalações e operações serve de incremento da sensibilidade ao mercado. Ao ter presença local as operações estrangeiras usam gestão e pessoal da empresa mãe e colocam em práticas os valores, procedimentos e operações do país de origem. Mas assim que o tempo passa, as unidades comerciais adotam as prática comerciais do país que os acolheu. A adoção está significada na adoção de empresa de gestão, marketing. Com a expansão das operações locais, surgem uma filosofia própria do país hospedeiro; mas a visão estratégica a empresa mãe se matem presente e dominante (BOWERSOX et al., 2006). Logística Internacional 39 IMPORTANTE: Apesar da maioria das empresas operarem nos estágios um e dois, uma organização verdadeiramente internacionalizada deve ter como meta os desafios nas operações globalizadas,os quais demandam um nível de confiança na gestão que transcende culturas e países (BOWERSOX et al., 2006). Para atender a todos os desafios apresentados, uma organização e sua administração devem avaliar a complexidade das cadeias de suprimentos globalizadas e prestar atenção às principais diferenças entre operações internacionais e locais (BOWERSOX et al., 2006), quais sejam: • Estrutura de ciclo de desenvolvimento: o ciclo local tem curta duração, de 3 a t dias, enquanto um ciclo internacional pode durar semanas. Fatores que influenciam nesse ciclo estão relacionados a maior distância, exigências documentais, embalagem, transporte, disponibilidade financeira, entre outros. • Transporte: diz respeito às normas e regulamentações relacionadas com o transporte em cada país, como privatizações, por exemplo. • Aspectos operacionais: vários aspectos podem ser listados nessa situação, como idiomas, tipos de documentos, dificuldade nas comunicações, adequações do produto ao consumidor local, quantidade de documentos, tarifas alfandegárias, entre outros. • Integração de sistemas: integração operacional demanda habilidade em encaminhar todas as demandas locais. • Alianças: o estabelecimento de alianças com conhecedores do mercado é fundamental para que a operação ocorra de forma mais ágil. Logística Internacional 40 SAIBA MAIS: Quer se aprofundar nesse tema? Recomendamos a leitura do artigo Internacionalização de empresas: importância, como conduzir e modos de implantação. Acesse clicando aqui. RESUMINDO: E então? Gostou do que mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter notado que a logística é o vetor principal da globalização das cadeias de suprimentos. Independentemente da forma de globalização da empresa e seu estágio de internacionalização, a logística está presente como um fator facilitador, promovendo a integração de ponta a ponta, do fornecedor ao cliente final. A logística é um grande facilitador de todas as operações, por meio dela, uma empresa se torna mais ágil, mais competitiva no mercado, atendendo mais rapidamente e melhor seus clientes, quando comparada com seus concorrentes. Além disso, ela também dá mais responsividade, resiliência, confiabilidade e desenvolve parcerias, ou seja, é uma grande aliada para qualquer empresa. Para ter esse êxito, deve ter planejamento, controle e acompanhamento. A empresa, quando decide internacionalizar-se, deve ter em mente os desafios que enfrentará, deve ser resiliente e ter as metas bem-definidas para alcançar seus objetivos. Logística Internacional http://bit.ly/3040f1S 41 Estratégias dos Mercados Globais OBJETIVO: Ao término deste capítulo, você será capaz de conhecer as estratégias dos mercados globais e entender como elas impactam positivamente a logística internacional. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então, vamos lá. Avante!. A Tendência à Internacionalização Para confirmar sua condição de competitividade, as empresas buscam reduzir custos e melhorar seu nível de atendimento aos clientes. Essa estratégia conta com duas opções (HARRISON; HOEK, 2003): • Fábricas especializadas, seja de segmentação geográfica ou segmentação de produtos: nessa estratégia, cada fábrica é especializada em determinada gama de produtos e abastece o mercado com seus produtos em âmbito internacional. • Estoques centralizados: com estoques centralizados, há como se negociar maiores volumes, ganhando na redução dos custos. Mas o pipeline de suprimentos demanda estratégia e coordenação dos níveis dos estoques, custos logísticos e ciclo de distribuição de materiais. Figura 14 – Relações comerciais Fonte: Pixabay Logística Internacional 42 DEFINIÇÃO: A internacionalização de uma empresa pode ser entendida como um processo contínuo de atuação em países, tendo parte de seu faturamento originário no exterior. As empresas transnacionais são responsáveis por parcelas da produção mundial, sendo o principal agente dos processos de internacionalização, centralização e concentração do capital.. Fazer a gestão de fábricas especializadas e de estoques permite que diferentes estratégias sejam combinadas, a depender da forma que a empresa deseja se comportar e agir no mercado (HARRISON; HOEK, 2003). SAIBA MAIS: Quer ampliar seus conhecimentos em internacionalização de empresas brasileiras? Recomendamos a leitura do artigo 4 orientações para quem deseja internacionalizar uma empresa. Acesse clicando aqui. Direcionadores da Logística Internacional Na competição do mercado atual, o cliente cada vez mais atento e conhecedor de suas necessidades, exigências e desejos, busca empresas que venham atender plenamente às suas expectativas. Se por um lado o marketing se utiliza de técnicas para conhecer os desejos desse cliente e orientar a organização para o pleno atendimento, a logística está posicionada para ocupar-se do fluxo de produtos no canal de distribuição até o atendimento do cliente. A condicionante de pedido perfeito vem ao encontro da satisfação do cliente. E por que não pensar nas expectativas do cliente? Para atingir esse grau de maturidade organizacional, internamente, as diversas áreas da empresa devem estar alinhadas e orientadas de acordo com o planejamento estratégico, além do cliente ser o foco de atenção da organização. A abordagem de negócios não ocorre por meio de um padrão global, e os direcionadores da internacionalização apontam três modificações Logística Internacional https://revistapegn.globo.com/Noticias/noticia/2014/04/4-orientacoes-para-quem-deseja-internacionalizar-uma-empresa.html 43 globais importantes tanto no investimento como no comércio internacional (HARRISON; HOEK, 2003). IMPORTANTE: As alterações apresentaram impactos importantes no fluxo de bens e no comércio, seja em termos de destino, seja em termos de demandas logísticas. No mundo corporativo, os eixos direcionadores genéricos da internacionalização abordam (HARRISON; HOEK, 2003): • Procura por insumos e fatores, como terra e mão de obra de baixos custos. • Estar presente onde o cliente está para prover matérias rapidamente. • Buscar novas localizações geográficas de mercados. • Buscar novas oportunidades de aprendizado. O interesse por um ou outro direcionador dependerá da necessidade de cada empresa, além da estratégia de internacionalização da empresa. EXPLICANDO MELHOR: A empresa pode desenvolver uma estratégia multidoméstica pura, que é totalmente customizada no país. No que diz respeito à oferta de produtos: compreende todas as atividades no país; a participação do mercado não apresenta padrão específico; e a abordagem de marketing é local. A estratégia global pura tem a oferta padronizada na íntegra de produtos em todo mundo; a participação no mercado é uniforme em todo mundo; e o marketing tem abordagem integrada em todos os países. A outra opção de estratégia é de rede integrada, na qual a oferta de produtos é parcialmente customizada. A localização das atividades é dispersa; a participação do mercado é local; e sua experiência é compartilhada em âmbito mundial (HARRISON; HOEK, 2003). Logística Internacional 44 Destaque-se que a estratégia multidoméstica e a estratégia global são extremos; porém, a estratégia de rede integrada é um ponto de equilíbrio entre elas (HARRISON; HOEK, 2003). Outros importantes aspectos de implicações da internacionalização da logística são relativos ao tempo para o produto chegar ao mercado, devido à obsolescência do material e do custo de manutenção dos estoques. A obsolescência se refere ao material que deixa de ser útil devido ao avanço tecnológico, tornando-se sucata. O custo da manutenção do estoque também está relacionado ao custo do produto e do transporte (HARRISON; HOEK, 2003). O alinhamento dasáreas de produção, marketing e logística é fundamental para o sucesso da organização e o pleno atendimento do cliente, razão de ser de qualquer empresa. Marketing e Logística O marketing é adotado pelas empresas como forma de dar destaque para seus produtos e serviços. É um instrumento utilizado com a finalidade de apresentar os benefícios pertinentes àquele produto, passando ao consumidor a informação de que necessita dele para suprir suas necessidades e desejos. Assim, a relação do marketing com a logística é importante para a estratégia dos mercados globais. DEFINIÇÃO: Las Casas (1997, p. 26) traz uma definição sobre o que vem a ser o marketing e para que ele é utilizado: Marketing é a área do conhecimento que engloba todas as atividades concernentes às relações de troca, orientadas para a satisfação dos desejos e necessidades dos consumidores, visando alcançar determinados objetivos de empresas ou indivíduos e considerando sempre o meio ambiente de atuação e o impacto que essas relações causam no bem-estar da sociedade.. Com base nesse conceito, percebe-se que, para que exista a troca, deve haver primeiramente pessoas que estejam interessadas na Logística Internacional 45 negociação, ou seja, alguém com interesse em adquirir algo, e a outra parte em condições de oferecer um bem ou serviço, desde que este atenda às necessidades dos clientes (LAS CASAS, 1997). Cobra (2003) contribui afirmando que a troca é a definição central sobre o que vem a ser o marketing, sendo este em valores monetários para adquirir um bem ou serviço ou que não envolva dinheiro, sendo apenas por meio da troca de produtos. Figura 15 – Marketing e estratégia Fonte: Pixabay Para Cobra (1997), o marketing tem como função impulsionar a compra de produtos que resultem na boa qualidade de vida dos clientes, sendo que, antes, o lucro era medido pela venda, independentemente se a satisfação do cliente era atendida ou não, pois o foco principal era o produto. Na atualidade, o objetivo é atender às exigências dos consumidores por meio do marketing integrado, resultando no aumento dos lucros e na realização dos clientes. Logística Internacional 46 Bowersox et al. (2014) afirmam que o marketing orientado para o cliente tem foco na estratégia de negócio da organização e deve ter suporte da logística, pois para facilitar a compra, os recursos da empresa vendedora devem estar concentrados no cliente e no posicionamento do produto. Ainda segundo os autores, a organização deve atender às demandas de “espaço, tempo, quantidade e variedade” nas demandas dos clientes. Para facilitar o atendimento ao cliente, deve-se conhecer o tempo e o esforço feitos pelo cliente no ato da compra; a quantidade de peças compradas em cada operação; o tempo de espera do cliente para receber o produto; e a variedade do portfólio da empresa. A logística fundamenta-se no atendimento ao cliente a um custo adequado, mas um produto deve estar disponível, evitando a falta de estoque e tendo boas taxas de atendimento, além do envio de pedidos completos. O desempenho da operação deve ter velocidade, ser consistente, flexível e ter capacidade de recuperação de erros. Devemos ter confiabilidade na operação e a capacidade de realizar o pedido perfeito, ou seja, fazer certo desde a primeira operação (BOWERSOX et al., 2014). Ao analisarmos as atividades de fluxo de produtos como um processo, os fluxos do produto sob a ótica do marketing, a produção e a logística são gerenciados com a finalidade de atender aos objetivos do cliente. Todavia, se houver uma dissociação dos interesses internos na organização, este pode conduzir a uma ausência na gestão das atividades da logística (BALLOU, 2006). Logística Internacional 47 Composto ou Mix de Marketing Kotler e Armstrong (2007) definem o composto de marketing como as ferramentas que as organizações adotam para se destacarem no mercado competitivo e para alcançarem seu mercado-alvo. O conjunto de estratégias que são utilizadas para facilitar o relacionamento entre a empresa e o cliente abrange: • Produto: é um objeto que tem como principal função proporcionar trocas para pessoas jurídicas e físicas, com o intuito de satisfazer às suas necessidades (LAS CASAS, 1997). • Preço: significa o montante em dinheiro que a pessoa deverá dispor para adquirir um bem específico (KOTLER; ARMSTRONG, 2007). • Praça: o conjunto de atividades da organização para conceder seus produtos aos seus clientes potenciais (KOTLER; ARMSTRONG,2007). • Promoção: abrange todas as atividades que divulgam as potenciais qualidades dos produtos da empresa, tendo como objetivo atrair os clientes para adquiri-los (KOTLER; ARMSTRONG, 2007). O marketing busca apresentar os atributos presentes em um produto, com a finalidade de chamar a atenção do público específico para adquiri-lo, e a logística atua como ferramenta disponibilizando e atendendo o cliente. O Desafio Futuro dos Mercados Globais Os mercados globais, em função da tecnologia de informação, novas pesquisas, novas fronteiras científicas e um novo posicionamento do consumidor, contribuem para que a logística seja mais ágil e avançada para atender às cadeias de suprimentos no futuro. Fatores como a globalização, a comunicação e a computação de custo reduzido, ampla gama de produtos e ciclo de vida de produtos reduzidos influenciam na competitividade das empresas (HARRINSON; HOEK, 2003). Logística Internacional 48 Outras premissas deverão ser analisadas como (HARRINSON; HOEK, 2003): • A cadeia de suprimentos deve atender o cliente. • O produto da cadeia de suprimentos é uma conjugação de tempo, espaço, forma e função de atendimento. • Visão estratégica, seguir e, se possível, ir além. • Visão do conjunto de empresas, pois visão linear não atende mais às demandas. • Clientes imediatos têm papel importante na comunicação e coordenação até o cliente final. • Atualização em termos de prioridade de demanda. Cada caso demanda atenção e planejamento específicos. A logística tida como de vanguarda, que rende à cadeia de suprimentos agilidade e foco no cliente, está subordinada à organização virtual, à empresa ampliada (ir além dos domínios físicos – entender o todo). A tecnologia da informação reformula a cadeia de suprimentos. Os sistemas de planejamento devem ser interligados dentro e fora das empresas, para terem visibilidade e acesso à informação. Alguns facilitadores nessa empreitada auxiliam, como a avaliação de desempenho atual, que serve de balizador de métricas de desenvolvimento; as vantagens percebidas em relação ao desempenho padrão, a meta; e a grande capacidade de gerenciar a mudança. SAIBA MAIS: Quer se aprofundar nesse tema? Recomendamos a leitura do artigo Estratégias de marketing para a internacionalização de empresas: arroz e feijão nos EUA. Acesse clicando aqui. Logística Internacional http://bit.ly/2R1Rd0Y 49 RESUMINDO: E então? Gostou do que mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que o escopo de internacionalização das empresas envolve a logística, a cadeia de suprimentos, e, secundariamente, a tecnologia, a técnica. Todos os elementos são importantes, mas a logística e a cadeia de suprimentos são os carros- chefes que mobilizam, facilitam e integram as demais áreas da empresa, favorecendo e promovendo a abertura de novos mercados, produtos e clientes. Com a logística, o marketing exerce papel de destaque, porque os 4Ps do marketing têm relação direta com logística, a cadeia de suprimentos e a área comercial. Assim, os desafios não se limitam à área da logística e da cadeia de suprimentos unicamente, mas essas são áreas que ficam mais expostas. Todavia, devemos ter em mente que a empresa é o somatóriode todas as ações e forças de todas as áreas e, quanto melhor a integração entre elas, melhores serão as condições de competitividade no mercado. Logística Internacional 50 REFERÊNCIAS BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos/ logística empresarial. Porto Alegre: Bookman, 2008. BASTA, D. et al. Fundamentos de Marketing. Rio de Janeiro: FGV, 2003. BOWERSOX, D. J.; CLOSS, D. J; COOPER, M. B. 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