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Supply e Operações Logísticas 
Internacionais 
Logística 
Internacional 
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
ANA CELIA VIDOLIN
AUTORIA
Ana Celia Vidolin
Olá! Sou formada em Engenharia e Administração, com experiência 
técnico-profissional de mais de 20 anos na área de Logística Internacional 
e comércio exterior. Passei por empresas do setor automobilístico, 
autopeças, químico e freight forwarder; além de atuar na docência nos 
níveis de graduação e pós-graduação. Sou apaixonada pelo que faço e 
adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que estão iniciando 
em suas profissões. Por isso, fui convidada pela Editora Telesapiens a 
integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito feliz em poder 
ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo!
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez 
que:
OBJETIVO:
para o início do 
desenvolvimento de 
uma nova compe-
tência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade 
de se apresentar um 
novo conceito;
NOTA:
quando forem 
necessários obser-
vações ou comple-
mentações para o 
seu conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você;
EXPLICANDO 
MELHOR: 
algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias;
SAIBA MAIS: 
textos, referências 
bibliográficas e links 
para aprofundamen-
to do seu conheci-
mento;
REFLITA:
se houver a neces-
sidade de chamar a 
atenção sobre algo 
a ser refletido ou dis-
cutido sobre;
ACESSE: 
se for preciso aces-
sar um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso 
se fazer um resumo 
acumulativo das últi-
mas abordagens;
ATIVIDADES: 
quando alguma 
atividade de au-
toaprendizagem for 
aplicada;
TESTANDO:
quando o desen-
volvimento de uma 
competência for 
concluído e questões 
forem explicadas;
SUMÁRIO
Economia Global Integrada .................................................................... 10
O Papel da Área da Logística nas Empresas .............................................................10
Funções da Logística ................................................................................................ 15
Objetivo da Logística ................................................................................................. 18
Cadeia de Suprimentos Globalizada ..................................................20
O Papel dos Suprimentos nas Empresas .................................................................... 20
Segmentação de Mercado.......................................................................................................22
Integração e Globalização da Cadeia de Suprimentos .....................................25
Integração e Globalização .....................................................................................26
Globalização das Estratégias de Operações ................................... 31
O Ambiente Organizacional ..................................................................................................... 31
Integração da Cadeia de Suprimentos Globalizada ..............................................35
Logística na Economia Globalizada ...................................................................................37
Estratégias dos Mercados Globais....................................................... 41
A Tendência à Internacionalização ..................................................................................... 41
Direcionadores da Logística Internacional....................................................................42
Marketing e Logística ...................................................................................................................44
Composto ou Mix de Marketing ...........................................................................................47
O Desafio Futuro dos Mercados Globais .......................................................................47
7
UNIDADE
02
Logística Internacional 
8
INTRODUÇÃO
Se uma fábrica automobilística leva alguns minutos para montar 
um automóvel, por que demora um mês para a entrega do carro que 
eu desejo? E por que os produtos que eu quero comprar não estão 
disponíveis nas prateleiras do supermercado? Essas são perguntas 
que habitam o cerne da logística e de operações integradas. Hoje, as 
cadeias de suprimentos são extensas, dispendiosas e, muitas vezes, 
não transmitem valor satisfatório ao cliente final. Logística é a gestão 
estratégica da obtenção, movimentação e armazenagem dos estoques 
de materiais, peças e produtos acabados e os respectivos fluxos de 
informações ao longo da organização e de seus canais de marketing, 
de tal modo que as lucratividades atual e futura sejam maximizadas 
por meio da realização de pedidos de compra de maneira eficaz em 
termos de custo. O conceito de cadeia de suprimento sugere uma série 
de processos vinculados, formando uma cadeia; assim cada processo é 
um elo conectando-se a vários outros processos. Dessa forma, a nossa 
empresa é o centro de muitas possíveis conexões com outras empresas 
fornecedoras ou clientes. Agregue a esses processos a globalização que, 
fomentada pelo avanço tecnológico, tornou os processos logísticos e de 
operações mais diversificados e de amplitude mundial. Entendeu? Ao 
longo desta unidade letiva, você vai mergulhar neste universo!
Logística Internacional 
9
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 2 – Supply e operações 
logísticas internacionais. Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento 
dos seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de 
estudos:
1. Definir a economia global integrada e suas variáveis determinantes.
2. Compreender a cadeia de suprimento globalizada e suas 
peculiaridades.
3. Entender a globalização das estratégias de operações.
4. Aplicar as principais estratégias de atuação em mercados globais.
Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao 
conhecimento? Ao trabalho! Vamos juntos fazer uma viagem e descobrir 
novos horizontes e desafios!
Logística Internacional 
10
Economia Global Integrada
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender 
como a economia global integrada e a logística têm 
relações. Isso será fundamental para o exercício de sua 
profissão. A correta compreensão auxiliará na tomada de 
decisão precisa e com qualidade. E então? Motivado para 
desenvolver esta competência? Então, vamos lá. Avante!.
O Papel da Área da Logística nas 
Empresas 
Nesta unidade, vamos estudar a economia globalizada e 
os fundamentos básicos que alicerçam a logística. A logística é o 
processo de planejamento, implementação, controle de fluxo eficiente 
e economicamente eficaz de matéria-prima, material em processo, 
produto acabado e informações, desde a origem até o destino final para 
atendimento do cliente.
A globalização da economia está relacionada com uma produção 
internacionalizada. O mecanismo da globalização é o acelerador 
do comércio internacional, do desenvolvimento da tecnologia. A 
internacionalização é favorecida por menos regulamentação em 
economias, mercados financeiros, tecnologia e logística, que permite que 
novos mercados sejam conhecidos e desenvolvidos. Como consequência, 
uma nova estruturação produtiva traz mudanças às empresas.
O Brasil vive o impacto das transformações de âmbito internacional 
e o processo de estabilização da economia, que afetam o desempenho 
econômico e o complexo produtivo.
Logística Internacional 
11
VOCÊ SABIA?
Segundo dados do World Bank, a paridade de compra, é 
uma teoria econômica que pode ser utilizada para preços 
de mercadorias em determinado mercado. Brevemente, 
utiliza-se a diferença no custo devida entre os países, 
aplicando-as ao PIB, para poder auxiliar a ter uma imagem 
mais precisa da produtividade real.
A logística empresarial exerce papel importante na gestão 
empresarial e no planejamento estratégico de uma organização, pois é o 
esteio de negócios de vários segmentos, de distintos tamanhos, prestação 
de serviço ou não, e atua nos ambientes interno e externo das empresas. 
O escopo de ação da logística passa a garantir a competitividade, seja 
pela abrangência, pelos processos ou pela gestão de fluxo.
Figura 1 – Logística globalizada
 
Fonte: Pixabay.
Logística Internacional 
12
Para Ballou (2008), a logística tem seu estudo como parte da gestão 
integrada de uma organização relativamente recente quando equiparada 
com segmentos clássicos de uma organização como marketing, financeiro 
e produtivo. Atualmente, trabalha-se com o conceito de gestão da logística 
sob forma coordenada; entretanto, esse conceito já era preconizado em 
1844 por Jules Dupuit, que estudava a condição de trocar determinado 
custo por outro. O conceito e o entendimento a respeito da logística têm 
passado por alterações graças à dinâmica do mercado para se aplicar à 
realidade. 
REFLITA:
Na última década do século XX, vivenciamos uma mudança 
significativa na disponibilização de informações, com os 
avanços da informática, da internet, da disponibilização e 
acesso às informações. Operar em rede facilitou o fomento 
das economias globalizadas. Esse evento continuará ao 
longo do século XXI, sendo caracterizado como a Era da 
Informação ou Era Digital.
Figura 2 – Comunicação 
Fonte: Pixabay.
Logística Internacional 
13
EXPLICANDO MELHOR:
O desenvolvimento da tecnologia de informação tem 
como principais objetivos melhorar os instrumentos de 
comunicação, a utilização das tecnologias e proporcionar 
fácil acesso às informações dos processos da empresa, 
aumentando a eficiência de seus colaboradores e criando 
competividade na classe de mercado em que a organização 
atua. 
Dessa forma, entender os sistemas de informação é fundamental 
em uma sociedade que, hoje, usufrui intensamente da ferramenta. Dentro 
desse contexto, Jambeiro (1998, p. 7) nos explica que, com a tecnologia, 
aumentou-se “a necessidade de captar, filtrar, tratar, recuperar, distribuir e 
disseminar informações”, de modo que estas se tornaram especialmente 
importantes para qualquer ação de uma organização. 
O gestor deve ter atenção à informação e ao conhecimento, e não 
à ação de controlar a informação, pois é a informação e o conhecimento 
que proveem o alcance dos objetivos; e cada gestor deve ter também, 
implantado, um sistema de informação e de tomada e decisão 
(HORNGREN et al., 2010).
Logo, se a logística consiste em movimentar e posicionar o estoque 
na cadeia de suprimentos, os avanços tecnológicos corroboram essa 
condição; pois a logística propicia valor ao material ao concatenar tempo 
e posicionamento de material. Dessa forma, entendemos que uma 
operação logística possibilita o aumento do lucro e facilita o crescimento 
da organização, porque estabelece estrutura operacional de importância 
perante os desafios mercadológicos (BOWERSOX et al., 2006).
Logística Internacional 
14
VOCÊ SABIA?
O estudo da logística empresarial é um campo relativamente 
recente quando comparado ao de áreas como finança, 
produção, entre outras. Quando analisamos a evolução 
histórica do homem, a logística tem sido praticada há 
muitos anos.
As empresas também têm trabalhado para as atividades de 
movimentação/armazenagem. O ponto de destaque para essas ações é 
o conceito de gerenciamento coordenado das atividades relacionadas e 
também o acréscimo de valor da logística aos produtos e ou aos serviços 
que são importantes para as vendas e a satisfação dos clientes.
DEFINIÇÃO:
De acordo com Conselho de Administração Logística (CLM 
– Council of Logistics Management Professionals), logística 
é o processo de planejamento, implementação e controle 
do fluxo eficiente e economicamente eficaz de matérias-
primas, estoque em processo, produtos acabados e 
informações, desde a origem até o ponto de consumo, 
visando atender às exigências dos clientes.
De maneira geral, a logística empresarial trata de todas as atividades 
de movimentação e armazenagem, com o propósito de entregar os 
produtos adequados. A missão é tornar disponíveis os produtos corretos, 
no tempo certo, no local certo e com o menor custo possível.
A atividade-chave consiste em:
 • Padrão de serviço ao cliente.
 • Transportes.
 • Administração de estoques.
 • Fluxo de informações e processamento de pedidos.
Logística Internacional 
15
Atividades secundárias consistem em:
 • Armazenagem.
 • Manuseio de materiais.
 • Embalagem do produto.
 • Obtenção.
 • Planejamento de produção.
 • Manutenção de informação.
Funções da Logística
Podemos definir a logística dentro do contexto organizacional da 
seguinte maneira:
DEFINIÇÃO:
Logística é o 
Processo de planejamento, implantação e controle do 
fluxo eficiente e eficaz de mercadorias, serviços e das 
informações desde o ponto de origem até o ponto de 
consumo com o propósito de atender às exigências dos 
clientes. (BALLOU, 2008, p. 27).
A logística empresarial pode ser resumida como a administração 
de materiais responsável pela gestão dos fornecedores de matéria-
prima, partes, peças e insumos que serão recepcionados no estoque e, 
que, posteriormente, conforme a demanda, serão encaminhados para a 
linha de produção. O controle de produção tem função do estoque da 
matéria-prima, partes, peças para a destinação da produção do produto 
acabado ou final; e a distribuição física encarrega-se de receber o 
produto acabado ou final e entregá-lo ao cliente final (incluindo logística 
reversa). 
Logística Internacional 
16
Figura 3 – Estrutura da logística empresarial
Fonte: Pixabay.
A partir da definição, sugere-se que a logística é um processo, 
pois possibilita a disponibilização do produto e ou serviço no local e 
quando o cliente necessita. Nesse contexto, compreendemos que é 
parte integrante da cadeia de suprimentos. Assim, o gerenciamento da 
cadeia de suprimentos engloba as relações que permeiam as funções de 
produção, marketing e logística de uma empresa (BALLOU, 2008).
Na prática, a separação entre gestão e cadeia de suprimentos 
da logística, às vezes, torna-se difícil, pois, em muitas situações, ambas 
têm como missão “colocar produtos ou serviços no lugar certo, no 
momento certo, e nas condições desejadas, dando ao mesmo tempo 
a melhor contribuição possível para a empresa” (BALLOU, 2008, p. 28). 
Existem pesquisadores que cogitam que o gerenciamento da cadeia 
de suprimentos é um sinônimo da gestão da logística; outros definem a 
logística como uma subdivisão da cadeia de suprimentos.
A logística é o somatório de atividades que envolvem transporte 
e controle dos estoques ao longo do canal por meio do qual o produto 
acabado é gerado em função da conversão da matéria-prima – ato 
esse que agrega valor. Nem sempre temos fontes de matérias-primas, 
fábricas e pontos de comercialização próximos, então o canal é a opção 
para que os produtos possam chegar no mercado. E a organização deve 
exercer um controle de gestão ao longo do canal físico que atenda ao 
abastecimento com os suprimentos e a saída dos produtos acabados, ou 
seja, a distribuição física. 
A Figura 4 apresenta os tipos de canais físicos (BALLOU, 2008).
Logística Internacional 
17
Figura 4 – Tipos de canais físicos. 
Canal Físico de Suprimento 
Canal Físico de Distribuição 
Refere-se ao ínterim de 
tempo e espaço entre as 
fontes de matéria-prima e seu 
processamento.
 Refere-se ao ínterim de tempo e 
espaço entre o processamento da 
empresa e seus clientes.
Fonte: Adaptada de Ballou (2008).
Segundo Ballou (2008), para muitas empresas, a logística encerra 
a gestão do fluxo de materiais desde a compra até ao consumidor final; 
entretanto,para outras, há o canal logístico reverso que requer igualmente 
gestão porque a vida útil de um produto não termina após a entrega do 
produto ao cliente, mas, sim, somente quando um produto que se torna 
danificado, obsoleto ou sem funcionalidade retorna ao ponto de origem 
para reparo ou descarte e reciclagem. O canal logístico reverso pode 
utilizar-se integralmente ou parcialmente do canal logístico usual, ou, 
ainda, ter um projeto em separado. 
Os custos em uma operação logística são representativos, cerca 
12% do PIB mundial, segundo o FMI. A globalização e a internacionalização 
das indústrias e das empresas são um processo irreversível e dependerá 
fortemente do desempenho logístico. A logística é importante para 
a estratégia, pois cada vez mais desenhos sofisticados de linhas de 
suprimentos e de distribuição são desenvolvidos. A logística adiciona 
valor para o cliente, pois ela dá forma, condição temporal, define lugar e 
proporciona a posse do material.
VOCÊ SABIA?
O custo logístico é o somatório dos custos operacionais e 
dos custos de capital. Como custos operacionais podemos 
citar aqueles recorrentes periodicamente: salários, despesas 
de armazenagem. Já os custos de capital são as despesas 
que ocorrem apenas uma vez, como investimento em nova 
frota, construção de um armazém.
Logística Internacional 
18
Hoje em dia, valor da disponibilidade é tão importante quanto 
qualidade, preço baixo, sendo reflexo do incremento do nível de 
competitividade que temos entre as empresas e o grau crescente de 
exigência do mercado solicitante. Os clientes desejam cada vez mais 
receber uma resposta rápida e personalizada as suas demandas. E as 
demandas de um mesmo cliente podem sofrer variações em detrimento 
das mudanças do mercado. 
O setor de serviços também deve se utilizar da logística como 
ferramenta de diferenciação e competitividade no seu meio de atuação. A 
logística na empresa tem interfaces com produção e marketing, podendo 
também atuar em áreas de contato com qualidade, financeiro, comercial, 
pois todas essas áreas existem para atendimento ao cliente.
Objetivo da Logística
A logística tem como macro-objetivo desenvolver um conjunto 
de atividades logísticas que resultará no maior retorno possível sobre 
o investimento ao longo no tempo. Para esse objetivo-fim, há duas 
dimensões nessa meta:
 • Definir o impacto do projeto do sistema logístico na contribuição 
para a receita. Exemplo: nível de serviço a 95% m (objetivo: 
minimizar os custos para alcançar o nível de serviço).
 • Definir o custo do projeto do sistema logístico. 
SAIBA MAIS:
Quer se aprofundar nesse tema? Recomendamos a leitura 
do artigo Gestão da Logística internacional: desafios e 
oportunidades para as importações do setor de aviação 
civil brasileiro. Acesse clicando aqui.
Logística Internacional 
http://bit.ly/37KHWRN
19
RESUMINDO:
E então? Gostou do que mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
que logística é o processo de planejamento, implementação 
e controle do fluxo eficiente de matérias-primas, estoque 
em processo, produtos acabados e informações, e 
oferece várias atividades-chaves e secundárias que vêm 
a contribuir com as empresas para se desenvolverem. Se 
temos a economia global tão dividida entre os países, as 
empresas precisam ter em mente que a internacionalização 
da logística é necessária para o atendimento das 
necessidades dos clientes, e ter pleno desenvolvimento em 
um mercado tão competitivo e interativo. Essas condições 
influenciam no planejamento estratégico das empresas, 
nas definições de novos mercados, novos produtos e 
clientes com perfis distintos. Alie a essas premissas a 
necessidade de investimento financeiro, tecnológico e 
temporal para ter toda a estrutura instalada e em pleno 
desenvolvimento. Não nos esqueçamos que o capital 
humano é a força motriz para o pleno desenvolvimento e 
estabelecimento das estratégias empresariais. É claro que, 
na internacionalização da logística, desafios e adequações 
a esse tipo de operação e às mudanças tecnológicas são 
aspectos para serem analisados com atenção.
Logística Internacional 
20
Cadeia de Suprimentos Globalizada
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender 
a cadeia de suprimentos globalizada. O entendimento da 
cadeia de suprimentos será importante para o exercício 
profissional. A correta compreensão auxiliará na tomada de 
decisão precisa e com qualidade. E então? Motivado para 
desenvolver esta competência? Então, vamos lá. Avante!.
O Papel dos Suprimentos nas Empresas 
DEFINIÇÃO:
Para Christopher (2014, p. 3), a gestão da cadeia de 
suprimentos é “a gestão de relações a montante e a 
jusante com fornecedores e clientes, a fim de entregar ao 
cliente valor superior ao menor custo para toda a cadeia 
de suprimentos”; logo, as relações estabelecidas entre as 
empresas participantes da cadeia são importantes..
Bowersox et al. (2006, p. 23) citam que a cadeia de suprimentos, 
também conhecida como cadeia de demanda ou de valor, “compreende 
empresas que colaboram para alavancar posicionamento estratégico e 
para melhorar a eficiência das operações”. Cada organização participante 
da cadeia de suprimentos tem uma definição de estratégica específica 
para o canal de suprimentos. As operações na cadeia de suprimentos 
demandam processos de gerenciamento que permeiam as áreas 
funcionais de cada organização integrante da cadeia. Para melhor 
assimilarmos o termo, vamos conhecer algumas definições acordo do 
tema.
Logística Internacional 
21
DEFINIÇÃO:
O termo “cadeia de suprimentos” pode parecer um conceito 
vago, mas Ballou (2006, p. 28) define: 
A cadeia de suprimentos abrange todas as atividades 
relacionadas com o fluxo e transformação de mercadorias 
desde o estágio da matéria prima (extração) até o usuário 
final, bem como os respectivos fluxos de informação. 
Materiais e informações fluem tanto para baixo como 
para cima na cadeia de suprimentos. O gerenciamento 
da cadeia de suprimentos (GCS) é a integração dessas 
atividades, mediante relacionamentos aperfeiçoados na 
cadeia de suprimentos, como o objetivo de conquistar 
uma vantagem competitiva sustentável. 
Figura 5 – Supply chain management
LUCRO
GERENCIAMENTO DISTRIBUIÇÃO
PESQUISA LOGÍSTICA
PLANEJAMENTO
INVENTÁRIO COMPRA
Fonte: Freepik 
DEFINIÇÃO:
Outra importante contribuição para a definição de cadeia 
de suprimentos é apresentada por Mentzer et al. (apud 
Ballou (2006, p. 28):
O gerenciamento da cadeia de suprimentos é definido 
como a coordenação estratégica sistemática das 
tradicionais funções de negócios e das táticas ao 
longo dessas funções de negócios no âmbito de uma 
determinada empresa e ao longo dos negócios no 
âmbito da cadeia de suprimentos, com o objetivo de 
aperfeiçoar o desempenho a longo prazo das empresas 
isoladamente e da cadeia de suprimentos como um 
todo. (MENTZER et al. apud BALLOU, 2006, p. 28)
Logística Internacional 
22
Distinguir logística de gerenciamento da cadeia de suprimentos é 
mais complexo. Mas o mais importante é administrar os fluxos de serviços 
e produtos sob forma eficiente e eficaz, ou seja, termos a integração com 
outros participantes da cadeia e, na medida do possível, aprimorar o 
desempenho da cadeia de suprimentos na íntegra (BALLOU, 2006).
A cadeia de suprimentos demanda atenção de suas empresas 
participantes no que diz respeito ao atendimento de diferentes 
perspectivas dos clientes, para o estabelecimento da estratégia logística. 
Para que uma organização alcance seus objetivos, é preciso que seja mais 
eficiente frente aos concorrentes, com foco nas demandas dos clientes 
e recursos direcionados para o perfeito atendimento (BOWERSOX et al., 
2006).
Segmentação de Mercado
O conceito de marketing é concebido com base em princípios como: 
as demandas docliente são mais básicas do que produtos ou serviços; 
clientes distintos têm exigências diferentes; produtos e serviços se tornam 
importantes quando estão disponíveis e posicionados sob o ponto de 
vista do consumidor, o que o torna alvo das estratégias logísticas; e o 
volume é secundário para o lucro (BOWERSOX et al., 2006).
Figura 6 – Segmentação de mercado
Fonte: Freepik
Logística Internacional 
23
VOCÊ SABIA?
Bowersox et al. (2006) discorrem que, tradicionalmente, as 
transações e trocas com os clientes eram denominadas de 
marketing de transações, com interações de curta duração. 
Entretanto, com o desenvolvimento do conceito de gestão 
da cadeia de suprimentos, uma nova denominação, 
conhecida como marketing de relacionamento, 
posicionou-se, pois buscava relações de longo prazo com 
os participantes da cadeia de fornecedores e clientes para 
almejar a preferência e a lealdade destes.
Segundo Weinstein (1995, p. 18), segmentação é “um método 
de divisão do mercado onde grupos de consumidores apresentam 
necessidades e características semelhantes, e provavelmente apresentam 
decisão de compra similar”. De acordo com Basta et al. (2003, p. 96), “a 
segmentação de mercado é o meio utilizado pelo marketing para dividir o 
mercado em diferentes grupos formados por clientes com necessidades, 
desejos e atitudes similares”. 
Para Giuliani (2003, p. 194), a segmentação de mercado pode 
ser definida como o processo de “identificar um grupo de clientes que 
possuem características similares perfil e hábito de compra”. Para Kotler e 
Keller (2006, p. 237), é “um segmento de mercado consiste em um grande 
grupo de consumidores que possuem as mesmas preferências”.
Dessa forma, a empresa deve desenvolver produtos que atendam 
às necessidades e à demanda do mercado e para isso, é necessário 
concentrar seus esforços e investimentos a conhecer seus clientes e 
adequar seus produtos conforme suas necessidades (GIULIANI, 2003). 
Para Kotler e Armstrong (2007, p. 165), “o mercado pode ser 
segmentado de quatro maneiras: segmentação demográfica, segmentação 
geográfica, segmentação psicográfica e segmentação comportamental”. 
A segmentação de mercado proporciona vários benefícios à organização: 
torna a empresa mais competitiva e possibilita melhor conhecimento das 
necessidades e desejos dos consumidores, aumenta o faturamento e 
melhora a imagem da empresa (WEINSTEIN, 1995). 
Logística Internacional 
24
Figura 7 – Tipos de segmentação de mercado
Segmentação 
de mercado
Psicográfico
Comportamental
Demográfico
Geográfico
Fonte: Elaborada pela autora (2020).
EXPLICANDO MELHOR:
O alvo da segmentação e do marketing é dispensar 
atenção máxima ao cliente de forma individual – também 
chamado de micromarketing ou marketing um a um, o qual 
reconhece cada cliente como único e com necessidades 
exclusivas. Para uma organização ter êxito, deve conhecer 
com detalhes seu cliente, para então atender às 
demandas dele na íntegra. Para praticar o marketing um 
a um, a organização deve: identificar os clientes de forma 
individual; diferenciar os clientes; interagir com os clientes; 
e, por último, personalizar o comportamento para atender 
o cliente (BOWERSOX, et al., 2006).
Logística Internacional 
25
De acordo com Basta et al. (2003), para que a segmentação alcance 
os resultados esperados, é necessário seguir a ordem disposta na Figura 8.
Figura 8 – Ações para alcance dos resultados
Identificar o segmento
Determinar fatores que possam explicar as diferenças dos clientes 
para melhor conhecê-los.
Caracterizar o segmento 
Definir estratégia, e se trará lucros à empresa.
Acessar o segmento
Capacitar empresa para atender às demandas do segmento.
Fonte: Basta et al., (2003).
Integração e Globalização da Cadeia de 
Suprimentos 
Com melhoria contínua e produtividade, a capacidade de gestão 
integrada é alcançada. A gestão integrada vem contribuir nos processos 
e na qualidade destes, sendo o trabalho executado da melhor forma 
possível com mais eficiência. Logo, processos agregadores de valor 
ocorrem dentro da empresa e fora também, nas cadeias de suprimentos 
colaborativas que perpassam todas as empresas (BOWERSOX et al., 2014).
Logística Internacional 
26
REFLITA:
Imaginar que todas as empresas em dado momento se 
unirão para a criação de iniciativas de colaboração de livre 
espontânea vontade é pouco provável. Mas a dinâmica do 
mercado, a livre concorrência será o motor dessa mudança 
de comportamento. A integração interempresarial ao 
longo da cadeia de suprimentos está mais presente e, 
sendo implementada, rende negócios proveitosos aos 
integrantes, gerando vantagens competitivas. Com a 
integração alcançada, deve ser constantemente atualizada 
para se manter em dia com as mudanças e demandas do 
mercado, pois o que é aceitável hoje pode não ser amanhã, 
não atendendo às novas demandas (BOWERSOX et al., 
2014).
Integração e Globalização
Com a dinâmica dos mercados, dos concorrentes e dos clientes, os 
gestores têm desafios constantes consoantes à cadeia de suprimentos. 
A integração da cadeia é uma das formas de aumento de lucratividade 
da organização, e seu crescimento deve ser um processo de constante 
atualização empresarial (BOWERSOX et al., 2014).
Figura 9 – Estratégia, integração e globalização
Fonte: Pixabay
Partindo-se da premissa da gestão da logística integrada, as 
estratégias das cadeias de suprimento definem operação relevante de 
Logística Internacional 
27
papel fundamental nas organizações. Lembrando que a logística é o meio 
pelo qual a cadeia tem materiais, informações e valores transacionados. 
Assim, a logística deve estar direcionada para a cadeia de suprimentos. 
Ao termos estratégia e estrutura devidamente organizadas, o nível de 
desempenho logístico deve fazer frente às demandas da cadeia de 
suprimentos no processo de globalização (BOWERSOX et al., 2014).
Presume-se que cerca de 90% da demanda global de materiais não 
são atendidos por fornecedores locais. Há que se pensar no crescimento 
da população, a demanda do mercado e a gama de crescimento em 
produtos e serviços com variações, em função da condição da economia 
em termos de industrialização e ser ou não emergente. 
As economias mais ricas naturalmente demandam por produtos 
de luxo, logo com maior valor agregado. As economias emergentes têm 
demandas tanto de produtos mais sofisticados como de produtos de 
necessidade básica. Logo rapidamente percebemos que, em todos os 
níveis de desenvolvimento da economia dos países, há oportunidades 
de negócio. As empresas que buscam o crescimento não devem, em 
hipótese alguma, menosprezar as oportunidades existentes no mercado 
internacional (BOWERSOX et al., 2014).
Outro importante aspecto diz respeito à eficiência operacional, que 
se destaca sob a forma de novos negócios. A eficiência operacional pode 
ocorrer por meio da compra de matéria-prima e componentes. Outra opção 
são as condições de vantagens trabalhistas expressivas, que podem ser 
obtidas na instalação e distribuição em países em desenvolvimento. Uma 
outra condição está relacionada com a legislação tributária, que pode 
auxiliar no desempenho de operações que agreguem valor e tornar-se 
altamente interessante em determinados países.
Quando uma organização toma a decisão de conquistar novos 
mercados, aumentando sua participação, deve buscar também a eficiência 
operacional, para que sua expansão seja concreta. Habitualmente, as 
empresas debutam no mercado internacional por meio de importação 
e exportação, que representam parte importante nos negócios 
internacionais globalizados.
Logística Internacional 
28
Figura 10 – Internacionalização da logística
Fonte: Pixabay
Uma segunda etapa de internacionalização está relacionada com a 
presença local da empresa em países outros e em regiões de comércio 
internacional, sendo desde franquia e licenciamento de organizações 
locais até a instalaçãode fábricas e a distribuição do produto no mercado. 
Deve-se destacar que a diferença entre operações de importação e 
exportação e a construção de empresa no local é o grau de investimento 
que são distintos nesses tipos de operações, sendo inúmeras vezes maior 
na segunda condição.
Outra forma de implantar a internacionalização é a condução total 
das operações entre as fronteiras internacionais, o que demanda uma 
logística internacionalizada.
A logística da internacionalização tem quatro importantes 
comparações com as operações nacionais ou até mesmo as regionais: 
 • Distância das operações: a distância envolvida nas operações 
internacionais é maior quando comparada com as distâncias das 
operações locais. 
 • Documentação: os documentos exigidos para as transações 
comerciais em âmbito internacional para atender às demandas 
das autoridades aduaneiras.
Logística Internacional 
29
Figura 11 – Documentos com normas da aduana
Fonte: Pixabay
 • Diversidade: há uma série de grandes condições e condicionantes 
distintos em termos de diversidade nas operações em outros 
países que não o seu de origem.
 • Consumidores: o consumidor local tem cultura, hábitos e formas 
de consumo peculiares a ele, e a empresa deve se adaptar e 
adaptar seu produto e ou serviço. 
A condição de ameaças terroristas no mundo do século XXI é 
uma presença marcante e demanda um maior controle de segurança. A 
estrutura logística está exposta tanto na importação como na exportação. 
Deve-se lembrar que globalizar com êxito a cadeia logística diz respeito 
também ao domínio dos desafios logísticos associados.
Devemos pensar que, embora os princípios e os ideais de integração 
logísticos sejam muito semelhantes em âmbito global, as características 
locais tornam muito mais complexos e dispendiosos os processos 
dessa integração, devido a características locais. O volume estimado 
de despesas por ano com logística chega a ser de aproximadamente 9 
trilhões de dólares americanos, que se justificam em função da expansão 
dos mercados e da busca pela eficiência operacional. 
Logística Internacional 
30
SAIBA MAIS:
Quer se aprofundar nesse tema? Recomendamos a leitura 
do artigo A logística internacional e seus desafios. Acesse 
clicando aqui.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter notado como 
os vários componentes de uma cadeia de suprimentos 
estão inter-relacionados. Ao tratar do assunto, conhecemos 
a importância da cadeia de suprimentos nas organizações 
e suas influências na logística, competitividade, posição 
perante o cliente e os concorrentes. No escopo de ganhar 
o mercado, o marketing auxilia grandemente, pois suas 
ferramentas e análises permitem a organização entrante no 
mercado definir da melhor forma possível sua estratégia. 
O mercado, sua cultura, hábitos, perfil do futuro cliente, 
adequações técnicas, estudos de viabilidade financeira, 
tipos de abordagem desse novo mercado são alguns 
dos fatores que uma organização deve ter em mente, 
analisando-os com atenção.
Logística Internacional 
http://bit.ly/2QDF7fL
31
Globalização das Estratégias de 
Operações
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender 
como a globalização das estratégias de operações 
reflete na logística internacional. E então? Motivado para 
desenvolver esta competência? Então, vamos lá. Avante!.
O Ambiente Organizacional
O ambiente organizacional requer cada vez mais alinhamento em 
termos de logística e cadeia de suprimentos. A tecnologia é grande aliada, 
porém, a estratégia da empresa deve ser respeitada e praticada por todos. 
O alinhamento da cadeia de suprimentos em relação aos fornecedores 
é fundamental para o pleno atendimento da cadeia de suprimentos em 
relação ao cliente ou ao mercado consumidor.
Atualmente, as empresas operam em rede de conexões; não havendo 
mais condições de uma organização isolar-se dos demais integrantes do 
ambiente organizacional. Todos os participantes, fornecedores, a própria 
empresa e os clientes devem ter suas expectativas e demandas alinhadas, 
para o pleno atendimento das partes envolvidas.
SAIBA MAIS:
Em termos de gestão e estratégia, o artigo Supply chain: 
o que é, vantagens e como fazer a gestão, disponível 
no site Fundação Instituto de Administração, aborda 
interessantes aspectos do tema, que sempre nos enriquece. 
Recomendamos a leitura! Acesse clicando aqui. 
Logística Internacional 
http://bit.ly/36AyQ9T
32
Com o incremento da complexidade do supply chain à globalização, 
a logística desempenha um papel importante na cadeia de suprimentos, 
devido à demanda de estratégias para movimentação dos insumos e 
produtos acabados para atendimento dos clientes, seja por parcerias com 
especialistas em transporte e logística ou análises do custo de estoque 
em trânsito (DAVIS et al., 2001).
Segundo Lummus e Voturka (1999 apud VIVALDINI; PIRES, 2010), 
os motivos do incremento do interesse no supply chain management são:
 • Influências sofridas pela cadeia de suprimentos vindas da cadeia 
de desenvolvimento, devido ao decréscimo da verticalização das 
empresas; logo a busca por fornecedores cresce.
 • Incremento da competitividade nos cenários internacional e 
nacional.
 • Garantia do desempenho da cadeia de suprimentos nem sempre 
está embasado na maximização do desempenho desta.
Por outro lado, Vivaldini e Pires (2010) defendem a hipótese de que 
a competição industrial ocorre entre as cadeias de suprimentos, e não 
mais entre as empresas.
Figura 12 – Avanço da empresa perante as demais empresas
Fonte: Pixabay
Logística Internacional 
33
A cadeia de suprimentos sofre influências da cadeia de 
desenvolvimento que “é o conjunto de atividades e processos associados 
com o lançamento de um novo produto” (SIMCHI-LEVI et al., 2010, p. 35), e 
a situação mais facilmente encontrada é a ausência de alinhamento entre 
as equipes de projeto, produto e estratégias para a cadeia de suprimentos.
A cadeia de suprimentos também apresenta fatores de importância 
como o incremento do outsourcing, ou seja, as organizações aproveitam 
as ofertas de mão de obra, matérias-primas e baixos custos locais para se 
abastecerem. Todavia, a cadeia de suprimentos é eficiente quando pratica 
os prazos, com custos e fluxos de informações controlados à atuação 
global. Por último, mas não menos importante, tem-se a estratégia 
corporativa, alicerçada em alianças estratégicas da corporação global e o 
desenvolvimento de parcerias (MOURA, 2004).
Davis et al., (2001) citam que uma cadeia de suprimentos com êxito 
requer vários elementos, que muitas vezes têm relação de dependência 
entre si e de justaposição, como relação de confiança entre os 
participantes, construção de relacionamentos comerciais de longo prazo, 
compartilhamento de dados e informações com fornecedores e clientes, 
e seleção inteligente de fornecedores.
Devido à grande participação da cadeia de suprimentos dentro 
da organização e os efeitos causados pela sua correta ou incorreta 
administração, pode-se dizer que essa atividade tem grande potencial 
estratégico. A gestão da cadeia de suprimentos pode gerar valor agregado 
ao produto ou serviço para o mercado, uma vez que suas necessidades 
de tempo e lugar sejam atendidas (BALLOU, 2006). 
Assim que se desvenda cada vez mais a concorrência entre as 
cadeias de suprimentos, o gerenciamento destas é cada vez mais 
importante. O Quadro 1 apresenta os princípios que devem servir como 
orientação (CHRISTOPHER, 2014).
Logística Internacional 
34
Quadro 1 – Princípios de gestão da cadeia de suprimentos
Princípio Características
Responsividade
Fornecedor deve ter soluções para o cliente, 
com menor demanda de tempo, flexibilidade e 
personalizada. A organização deve ser ágil para 
movimentar-se,atender o cliente. No futuro 
próximo, a organização deverá usar muito mais a 
previsão em vez da demanda; logo essa condição 
implica estar próxima ao cliente, ouvir o mercado 
e decifrar as demandas.
Confiabilidade
A confiança logística, ou seja, a redução da 
variação dos processos deve existir.
Resiliência
É a capacidade que a cadeia de suprimentos tem 
de gerir as variações imprevistas.
Relacionamentos
A relação fornecedor-cliente deve ser de parceria, 
pois, na cadeia de suprimentos, as organizações 
são interdependentes sob o prisma jurídico, mas 
dentro da cadeia são interdependentes.
Fonte: Elaborado pela autora (2020).
De acordo com Chopra e Meindl (2011), para que a cadeia de 
suprimentos aumente seus lucros, a coordenação deve ocorrer na íntegra 
e cada nível um de seus níveis deve ter ciência das consequências de suas 
ações. Assim, a ausência de coordenação faz com que estágios distintos 
da cadeia tenham objetivos sem semelhanças ou as informações não se 
movimentarem por toda a cadeia. Quando a informação completa não 
é compartilhada, a informação que percorre a cadeia é distorcida; assim 
sendo, o grande objetivo das cadeias de suprimentos é ter coordenação, 
apesar dos vários responsáveis e da grande variedade de itens.
Logística Internacional 
35
Conforme Chopra e Meindl (2011), a cadeia de suprimentos que, por 
qualquer motivo, tenha a otimização local em detrimento da otimização 
de todo a cadeia terá lucros menores, informações distorcidas e custos 
maiores. Porém, o gestor pode atuar em cinco obstáculos, elencados a 
seguir.
 • Ao incentivo.
 • Ao processamento de informação.
 • A operação.
 • A precificação.
 • Ao comportamento.
Integração da Cadeia de Suprimentos 
Globalizada
A integração em nível operacional nas organizações é um grande 
desafio quando a empresa objetiva o mercado internacional por meio das 
cadeias de suprimentos. A integração gera valor quando ocorre em rede, 
de modo multifuncional e sob forma coordenada. Deve-se observar que a 
prática de sistemas de custos é grande fornecedora de metodologia para 
a integração de funções do processo produtivo. As empresas devem se 
conscientizar de que processos integrados geram benefícios de serviços 
e custos (BOWERSOX et al., 2006).
A integração ocorre muitas vezes mais facilmente externamente à 
empresa, em relações com clientes e fornecedores. Assim, a ampliação 
da empresa se dá melhor pela cadeia de suprimentos. Entretanto, essa 
condição é parcial. A empresa necessita analisar com atenção a sua 
integração interna, pois pode ser a origem da incapacidade de atingir os 
compromissos da cadeia de suprimentos como um todo (BOWERSOX et 
al., 2006).
Logística Internacional 
36
Figura 13 – Integração na cadeia de suprimentos
Fonte: Freepik
A integração na cadeia de suprimentos atinge valor devido ao 
importante potencial de redução de custos, desperdícios, duplicação e 
redundância operacional. A organização bem-sucedida nas cadeias de 
suprimento demanda programas multiorganizacionais que fomentem a 
tecnologia, o planejamento e as operações (BOWERSOX et al., 2006).
Um sistema logístico eficiente é fundamental para a integração 
da cadeia de suprimentos, mas é mandatório para que o marketing e a 
produção sejam globalizados e bem-estabelecidos. A logística é o fio 
condutor do desempenho de serviços de valor agregado para dar apoio à 
integração da cadeia de suprimentos (BOWERSOX et al., 2006). 
A logística globalizada requer controlar uma série de operações 
distintas em ambientes diferentes sob várias formas de contexto 
econômico, político, social, e de incertezas em função de demanda, 
distâncias, diversidade e documentação do comércio exterior. Em função 
de cada região, os desafios logísticos variam em tipo e intensidade; logo, a 
mesma empresa que busca operar em diferentes áreas geográficas deve 
ter controle e operar conforme as necessidades locais. 
Logística Internacional 
37
Em regiões que se mostrem favorável, as empresas que buscam o 
crescimento em outros países enfrentam os desafios da globalização. As 
iniciativas comerciais estratégicas devem ser adequadas a cada tipo de 
situação da mesma forma que suas cadeias de suprimentos se tornam 
mais globalizadas (BOWERSOX et al., 2006).
Logística na Economia Globalizada
A complexidade nas operações logísticas se deve ao fato das 
operações globalizadas estarem mais complexas e ao aumento de 
incertezas e de controles. A incerteza é fruto de distâncias maiores, 
períodos temporais maiores, de movimentação da carga e reduzido 
conhecimento do mercado. O controle está alinhado ao uso de empresas 
terceiras responsáveis pelo transporte, além de todo aparato aduaneiro 
específico de cada economia (BOWERSOX et al., 2006).
Os desafios elencados, de certa forma, dificultam o pleno 
desenvolvimento de uma estratégia eficiente e eficaz nas cadeias de 
suprimentos (BOWERSOX et al., 2006). Os estágios de desenvolvimento 
internacional de uma organização variam desde o grau mais incipiente até 
o grau totalmente estabilizado. 
Como primeiro estágio temos a exportação-importação. Essa 
condição tem a perspectiva nacional, pelo estágio inicial do comércio 
internacional. Essa empresa está focada em suas operações internas e 
analisa as operações internacionais em termos do que poderão aportar 
de benefícios em seus negócios locais. Geralmente, usam empresas 
terceiras para gerir seus processos de exportação e importação em outros 
países (BOWERSOX et al., 2006).
Uma orientação comercial de exportação e importação traz 
influências nas tomadas de decisões logísticas de três formas distintas:
A primeira está relacionada com a restrição:
 • Restrição ao uso: é uma limitação geralmente imposta pelo 
governo que limita o nível de compras e vendas de importação.
Logística Internacional 
38
 • Lei do conteúdo local: específica a proporção de itens que um 
produto precisa ter de itens nacionais.
 • Sobretaxa de preços: diz respeito às tarifas mais altas para produtos 
de origem internacional impostas pelos governos, para resguardar 
o mercado produtivo doméstico. 
A segunda tem ligação com as operações de exportação e 
importação, e se a logística dá suporte àquelas mais robustas, por serem 
seu planejamento e sua complexidade maiores. O fluxo de materiais ao 
longo da cadeia de suprimentos deve ser suave, de forma que seu faça 
uso racional e eficiente da capacidade (BOWERSOX et al., 2006).
O terceiro aspecto está relacionado a como a logística deve 
fazer para entender os sistemas e práticas operacionais dos destinos 
globalizados. As operações em outros países seguem as normas e 
especificidades de cada país, as diretrizes políticas e os procedimentos 
da organização. Assim, a adequação às questões culturais, linguísticas, 
econômicas e políticas deve ser meta das organizações em outros países 
(BOWERSOX et al., 2006).
Como segundo estágio de desenvolvimento internacional é 
definido pelo estabelecimento de operações dentro do país estrangeiro. 
Essas operações é uma combinação de marketing, vendas, logística e 
produção. Ao estabelecer instalações e operações serve de incremento 
da sensibilidade ao mercado. Ao ter presença local as operações 
estrangeiras usam gestão e pessoal da empresa mãe e colocam em 
práticas os valores, procedimentos e operações do país de origem. Mas 
assim que o tempo passa, as unidades comerciais adotam as prática 
comerciais do país que os acolheu. A adoção está significada na adoção 
de empresa de gestão, marketing. Com a expansão das operações locais, 
surgem uma filosofia própria do país hospedeiro; mas a visão estratégica a 
empresa mãe se matem presente e dominante (BOWERSOX et al., 2006).
Logística Internacional 
39
IMPORTANTE:
Apesar da maioria das empresas operarem nos 
estágios um e dois, uma organização verdadeiramente 
internacionalizada deve ter como meta os desafios nas 
operações globalizadas,os quais demandam um nível 
de confiança na gestão que transcende culturas e países 
(BOWERSOX et al., 2006).
Para atender a todos os desafios apresentados, uma organização 
e sua administração devem avaliar a complexidade das cadeias de 
suprimentos globalizadas e prestar atenção às principais diferenças entre 
operações internacionais e locais (BOWERSOX et al., 2006), quais sejam:
 • Estrutura de ciclo de desenvolvimento: o ciclo local tem curta 
duração, de 3 a t dias, enquanto um ciclo internacional pode durar 
semanas. Fatores que influenciam nesse ciclo estão relacionados a 
maior distância, exigências documentais, embalagem, transporte, 
disponibilidade financeira, entre outros.
 • Transporte: diz respeito às normas e regulamentações relacionadas 
com o transporte em cada país, como privatizações, por exemplo.
 • Aspectos operacionais: vários aspectos podem ser listados nessa 
situação, como idiomas, tipos de documentos, dificuldade nas 
comunicações, adequações do produto ao consumidor local, 
quantidade de documentos, tarifas alfandegárias, entre outros.
 • Integração de sistemas: integração operacional demanda 
habilidade em encaminhar todas as demandas locais.
 • Alianças: o estabelecimento de alianças com conhecedores do 
mercado é fundamental para que a operação ocorra de forma 
mais ágil.
Logística Internacional 
40
SAIBA MAIS:
Quer se aprofundar nesse tema? Recomendamos a leitura 
do artigo Internacionalização de empresas: importância, 
como conduzir e modos de implantação. Acesse clicando 
aqui. 
RESUMINDO:
E então? Gostou do que mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter notado que 
a logística é o vetor principal da globalização das cadeias de 
suprimentos. Independentemente da forma de globalização 
da empresa e seu estágio de internacionalização, a logística 
está presente como um fator facilitador, promovendo a 
integração de ponta a ponta, do fornecedor ao cliente final. A 
logística é um grande facilitador de todas as operações, por 
meio dela, uma empresa se torna mais ágil, mais competitiva 
no mercado, atendendo mais rapidamente e melhor seus 
clientes, quando comparada com seus concorrentes. Além 
disso, ela também dá mais responsividade, resiliência, 
confiabilidade e desenvolve parcerias, ou seja, é uma 
grande aliada para qualquer empresa. Para ter esse êxito, 
deve ter planejamento, controle e acompanhamento. A 
empresa, quando decide internacionalizar-se, deve ter em 
mente os desafios que enfrentará, deve ser resiliente e ter 
as metas bem-definidas para alcançar seus objetivos.
Logística Internacional 
http://bit.ly/3040f1S
41
Estratégias dos Mercados Globais
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de conhecer 
as estratégias dos mercados globais e entender como elas 
impactam positivamente a logística internacional. E então? 
Motivado para desenvolver esta competência? Então, 
vamos lá. Avante!.
A Tendência à Internacionalização
Para confirmar sua condição de competitividade, as empresas 
buscam reduzir custos e melhorar seu nível de atendimento aos clientes. 
Essa estratégia conta com duas opções (HARRISON; HOEK, 2003):
 • Fábricas especializadas, seja de segmentação geográfica ou 
segmentação de produtos: nessa estratégia, cada fábrica é 
especializada em determinada gama de produtos e abastece o 
mercado com seus produtos em âmbito internacional.
 • Estoques centralizados: com estoques centralizados, há como se 
negociar maiores volumes, ganhando na redução dos custos. Mas 
o pipeline de suprimentos demanda estratégia e coordenação dos 
níveis dos estoques, custos logísticos e ciclo de distribuição de 
materiais.
Figura 14 – Relações comerciais
Fonte: Pixabay
Logística Internacional 
42
DEFINIÇÃO:
A internacionalização de uma empresa pode ser entendida 
como um processo contínuo de atuação em países, tendo 
parte de seu faturamento originário no exterior. As empresas 
transnacionais são responsáveis por parcelas da produção 
mundial, sendo o principal agente dos processos de 
internacionalização, centralização e concentração do capital..
Fazer a gestão de fábricas especializadas e de estoques permite 
que diferentes estratégias sejam combinadas, a depender da forma que a 
empresa deseja se comportar e agir no mercado (HARRISON; HOEK, 2003).
SAIBA MAIS:
Quer ampliar seus conhecimentos em internacionalização 
de empresas brasileiras? Recomendamos a leitura do 
artigo 4 orientações para quem deseja internacionalizar 
uma empresa. Acesse clicando aqui.
Direcionadores da Logística Internacional
Na competição do mercado atual, o cliente cada vez mais atento e 
conhecedor de suas necessidades, exigências e desejos, busca empresas 
que venham atender plenamente às suas expectativas. Se por um lado o 
marketing se utiliza de técnicas para conhecer os desejos desse cliente 
e orientar a organização para o pleno atendimento, a logística está 
posicionada para ocupar-se do fluxo de produtos no canal de distribuição 
até o atendimento do cliente.
A condicionante de pedido perfeito vem ao encontro da satisfação 
do cliente. E por que não pensar nas expectativas do cliente? Para atingir 
esse grau de maturidade organizacional, internamente, as diversas 
áreas da empresa devem estar alinhadas e orientadas de acordo com 
o planejamento estratégico, além do cliente ser o foco de atenção da 
organização.
A abordagem de negócios não ocorre por meio de um padrão global, 
e os direcionadores da internacionalização apontam três modificações 
Logística Internacional 
https://revistapegn.globo.com/Noticias/noticia/2014/04/4-orientacoes-para-quem-deseja-internacionalizar-uma-empresa.html
43
globais importantes tanto no investimento como no comércio internacional 
(HARRISON; HOEK, 2003).
IMPORTANTE:
As alterações apresentaram impactos importantes no fluxo 
de bens e no comércio, seja em termos de destino, seja 
em termos de demandas logísticas. No mundo corporativo, 
os eixos direcionadores genéricos da internacionalização 
abordam (HARRISON; HOEK, 2003):
 • Procura por insumos e fatores, como terra e mão 
de obra de baixos custos.
 • Estar presente onde o cliente está para prover 
matérias rapidamente.
 • Buscar novas localizações geográficas de 
mercados.
 • Buscar novas oportunidades de aprendizado.
O interesse por um ou outro direcionador dependerá da necessidade 
de cada empresa, além da estratégia de internacionalização da empresa.
EXPLICANDO MELHOR:
A empresa pode desenvolver uma estratégia 
multidoméstica pura, que é totalmente customizada no 
país. No que diz respeito à oferta de produtos: compreende 
todas as atividades no país; a participação do mercado não 
apresenta padrão específico; e a abordagem de marketing 
é local. A estratégia global pura tem a oferta padronizada 
na íntegra de produtos em todo mundo; a participação no 
mercado é uniforme em todo mundo; e o marketing tem 
abordagem integrada em todos os países. A outra opção 
de estratégia é de rede integrada, na qual a oferta de 
produtos é parcialmente customizada. A localização das 
atividades é dispersa; a participação do mercado é local; 
e sua experiência é compartilhada em âmbito mundial 
(HARRISON; HOEK, 2003).
Logística Internacional 
44
Destaque-se que a estratégia multidoméstica e a estratégia global 
são extremos; porém, a estratégia de rede integrada é um ponto de 
equilíbrio entre elas (HARRISON; HOEK, 2003).
Outros importantes aspectos de implicações da internacionalização 
da logística são relativos ao tempo para o produto chegar ao mercado, 
devido à obsolescência do material e do custo de manutenção dos 
estoques. A obsolescência se refere ao material que deixa de ser útil devido 
ao avanço tecnológico, tornando-se sucata. O custo da manutenção do 
estoque também está relacionado ao custo do produto e do transporte 
(HARRISON; HOEK, 2003).
O alinhamento dasáreas de produção, marketing e logística é 
fundamental para o sucesso da organização e o pleno atendimento do 
cliente, razão de ser de qualquer empresa.
Marketing e Logística
O marketing é adotado pelas empresas como forma de dar 
destaque para seus produtos e serviços. É um instrumento utilizado com 
a finalidade de apresentar os benefícios pertinentes àquele produto, 
passando ao consumidor a informação de que necessita dele para suprir 
suas necessidades e desejos. Assim, a relação do marketing com a 
logística é importante para a estratégia dos mercados globais.
DEFINIÇÃO:
Las Casas (1997, p. 26) traz uma definição sobre o que vem 
a ser o marketing e para que ele é utilizado: 
Marketing é a área do conhecimento que engloba 
todas as atividades concernentes às relações de troca, 
orientadas para a satisfação dos desejos e necessidades 
dos consumidores, visando alcançar determinados 
objetivos de empresas ou indivíduos e considerando 
sempre o meio ambiente de atuação e o impacto que 
essas relações causam no bem-estar da sociedade..
Com base nesse conceito, percebe-se que, para que exista a 
troca, deve haver primeiramente pessoas que estejam interessadas na 
Logística Internacional 
45
negociação, ou seja, alguém com interesse em adquirir algo, e a outra 
parte em condições de oferecer um bem ou serviço, desde que este 
atenda às necessidades dos clientes (LAS CASAS, 1997). 
Cobra (2003) contribui afirmando que a troca é a definição central 
sobre o que vem a ser o marketing, sendo este em valores monetários 
para adquirir um bem ou serviço ou que não envolva dinheiro, sendo 
apenas por meio da troca de produtos. 
Figura 15 – Marketing e estratégia
Fonte: Pixabay
Para Cobra (1997), o marketing tem como função impulsionar a 
compra de produtos que resultem na boa qualidade de vida dos clientes, 
sendo que, antes, o lucro era medido pela venda, independentemente 
se a satisfação do cliente era atendida ou não, pois o foco principal 
era o produto. Na atualidade, o objetivo é atender às exigências dos 
consumidores por meio do marketing integrado, resultando no aumento 
dos lucros e na realização dos clientes.
Logística Internacional 
46
Bowersox et al. (2014) afirmam que o marketing orientado para 
o cliente tem foco na estratégia de negócio da organização e deve ter 
suporte da logística, pois para facilitar a compra, os recursos da empresa 
vendedora devem estar concentrados no cliente e no posicionamento do 
produto.
Ainda segundo os autores, a organização deve atender às 
demandas de “espaço, tempo, quantidade e variedade” nas demandas 
dos clientes. Para facilitar o atendimento ao cliente, deve-se conhecer o 
tempo e o esforço feitos pelo cliente no ato da compra; a quantidade de 
peças compradas em cada operação; o tempo de espera do cliente para 
receber o produto; e a variedade do portfólio da empresa. 
A logística fundamenta-se no atendimento ao cliente a um custo 
adequado, mas um produto deve estar disponível, evitando a falta de 
estoque e tendo boas taxas de atendimento, além do envio de pedidos 
completos. O desempenho da operação deve ter velocidade, ser 
consistente, flexível e ter capacidade de recuperação de erros. Devemos 
ter confiabilidade na operação e a capacidade de realizar o pedido 
perfeito, ou seja, fazer certo desde a primeira operação (BOWERSOX et 
al., 2014).
Ao analisarmos as atividades de fluxo de produtos como um 
processo, os fluxos do produto sob a ótica do marketing, a produção e 
a logística são gerenciados com a finalidade de atender aos objetivos do 
cliente. Todavia, se houver uma dissociação dos interesses internos na 
organização, este pode conduzir a uma ausência na gestão das atividades 
da logística (BALLOU, 2006).
Logística Internacional 
47
Composto ou Mix de Marketing
Kotler e Armstrong (2007) definem o composto de marketing como 
as ferramentas que as organizações adotam para se destacarem no 
mercado competitivo e para alcançarem seu mercado-alvo. 
O conjunto de estratégias que são utilizadas para facilitar o 
relacionamento entre a empresa e o cliente abrange: 
 • Produto: é um objeto que tem como principal função proporcionar 
trocas para pessoas jurídicas e físicas, com o intuito de satisfazer 
às suas necessidades (LAS CASAS, 1997).
 • Preço: significa o montante em dinheiro que a pessoa deverá 
dispor para adquirir um bem específico (KOTLER; ARMSTRONG, 
2007).
 • Praça: o conjunto de atividades da organização para conceder 
seus produtos aos seus clientes potenciais (KOTLER; 
ARMSTRONG,2007). 
 • Promoção: abrange todas as atividades que divulgam as potenciais 
qualidades dos produtos da empresa, tendo como objetivo atrair 
os clientes para adquiri-los (KOTLER; ARMSTRONG, 2007).
O marketing busca apresentar os atributos presentes em um 
produto, com a finalidade de chamar a atenção do público específico 
para adquiri-lo, e a logística atua como ferramenta disponibilizando e 
atendendo o cliente.
O Desafio Futuro dos Mercados Globais
Os mercados globais, em função da tecnologia de informação, 
novas pesquisas, novas fronteiras científicas e um novo posicionamento 
do consumidor, contribuem para que a logística seja mais ágil e avançada 
para atender às cadeias de suprimentos no futuro. Fatores como a 
globalização, a comunicação e a computação de custo reduzido, ampla 
gama de produtos e ciclo de vida de produtos reduzidos influenciam na 
competitividade das empresas (HARRINSON; HOEK, 2003).
Logística Internacional 
48
Outras premissas deverão ser analisadas como (HARRINSON; 
HOEK, 2003):
 • A cadeia de suprimentos deve atender o cliente.
 • O produto da cadeia de suprimentos é uma conjugação de tempo, 
espaço, forma e função de atendimento.
 • Visão estratégica, seguir e, se possível, ir além.
 • Visão do conjunto de empresas, pois visão linear não atende mais 
às demandas.
 • Clientes imediatos têm papel importante na comunicação e 
coordenação até o cliente final.
 • Atualização em termos de prioridade de demanda. Cada caso 
demanda atenção e planejamento específicos.
A logística tida como de vanguarda, que rende à cadeia de 
suprimentos agilidade e foco no cliente, está subordinada à organização 
virtual, à empresa ampliada (ir além dos domínios físicos – entender o 
todo). 
A tecnologia da informação reformula a cadeia de suprimentos. 
Os sistemas de planejamento devem ser interligados dentro e fora 
das empresas, para terem visibilidade e acesso à informação. Alguns 
facilitadores nessa empreitada auxiliam, como a avaliação de desempenho 
atual, que serve de balizador de métricas de desenvolvimento; as 
vantagens percebidas em relação ao desempenho padrão, a meta; e a 
grande capacidade de gerenciar a mudança.
SAIBA MAIS:
Quer se aprofundar nesse tema? Recomendamos a leitura 
do artigo Estratégias de marketing para a internacionalização 
de empresas: arroz e feijão nos EUA. Acesse clicando aqui.
Logística Internacional 
http://bit.ly/2R1Rd0Y
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RESUMINDO:
E então? Gostou do que mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
que o escopo de internacionalização das empresas envolve 
a logística, a cadeia de suprimentos, e, secundariamente, a 
tecnologia, a técnica. Todos os elementos são importantes, 
mas a logística e a cadeia de suprimentos são os carros-
chefes que mobilizam, facilitam e integram as demais 
áreas da empresa, favorecendo e promovendo a abertura 
de novos mercados, produtos e clientes. Com a logística, 
o marketing exerce papel de destaque, porque os 4Ps do 
marketing têm relação direta com logística, a cadeia de 
suprimentos e a área comercial. Assim, os desafios não 
se limitam à área da logística e da cadeia de suprimentos 
unicamente, mas essas são áreas que ficam mais expostas. 
Todavia, devemos ter em mente que a empresa é o 
somatóriode todas as ações e forças de todas as áreas e, 
quanto melhor a integração entre elas, melhores serão as 
condições de competitividade no mercado.
Logística Internacional 
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REFERÊNCIAS
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Logística Internacional 
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WEINSTEIN, A. Segmentação de Mercado. São Paulo: Atlas, 1995.
Logística Internacional 
	Economia Global Integrada
	O Papel da Área da Logística nas Empresas 
	Funções da Logística
	Objetivo da Logística
	Cadeia de Suprimentos Globalizada
	O Papel dos Suprimentos nas Empresas 
	Segmentação de Mercado
	Integração e Globalização da Cadeia de Suprimentos 
	Integração e Globalização
	Globalização das Estratégias de Operações
	O Ambiente Organizacional
	Integração da Cadeia de Suprimentos Globalizada
	Logística na Economia Globalizada
	Estratégias dos Mercados Globais
	A Tendência à Internacionalização
	Direcionadores da Logística Internacional
	Marketing e Logística
	Composto ou Mix de Marketing
	O Desafio Futuro dos Mercados Globais

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