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Perícia Forense -
Documentoscopia
Aula 01 - Introdução à Documentoscopia:
conceito e divisão
INTRODUÇÃO
Nesta aula, falaremos a respeito da documentoscopia e sua importância no contexto pericial. Também elencaremos as
principais subdivisões da documentoscopia, com destaque para a grafoscopia, que também será abordada nesta
primeira aula.
Falaremos a respeito dos diversos tipos de documentos, do ponto de vista da documentoscopia e finalizaremos com a
discutição dos princípios e das leis que regem a grafoscopia.
OBJETIVOS
Reconhecer o conceito de documentoscopia.
Distinguir documento falso, falsificado, autêntico e inautêntico.
Identificar as subdivisões da documentoscopia.
Definir as principais leis que regem a grafoscopia.
INTRODUÇÃO À DOCUMENTOSCOPIA
Conceito
Documentoscopia é a disciplina da Criminalística que tem por objetivo a verificação da autenticidade (glossário) ou a
determinação da autoria (glossário) dos documentos. Para atingir tais fins, a Documentoscopia lança mão de diversos
tipos de conhecimento, sejam eles de natureza técnica, artística ou científica.
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Documento
É a peça onde que se registra uma ideia.
É todo objeto ou fragmento de objeto que contenha caracteres escritos, gravados ou pintados, que
sejam a expressão de uma ideia, de um desejo, e possam ser acatados como prova documental.
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Suporte
Meio material onde ocorre o registro de uma ideia. São os mais variados possíveis, sendo o mais
comum o papel.
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Autenticidade e autoria
Autenticidade é referente à peça documental elaborada de acordo com as normas legais, que merece
fé.
Segundo a Documentoscopia, é o autêntico, o real, sem qualquer modificação desautorizada. É
também definido como autêntica, a peça documental produzida por quem detém a competência para
RESUMINDO:
AUTENTICIDADE
Busca determinar se a peça documental (grafia,
assinatura etc.) é verdadeira (autêntica) ou falsa
(inautêntica).
AUTORIA Visa determinar quem produziu a peça documental.
DOCUMENTO
AUTÊNTICO
É o verdadeiro.
ESCRITA
AUTÊNTICA
É aquela originária do punho da pessoa designada e
qualificada a produzi-la.
DOCUMENTO
INAUTÊNTICO
OU FALSO
Documento falso, não verdadeiro, produzido por
pessoa ou instituição não autorizada e sem as
características padrões originais.
tal produção e que não tenha sofrido mudanças desvirtuadoras da vontade inserida no pacto firmado.
A autenticidade difere da autoria em função do objetivo do exame pericial.
Quando se quer determinar se uma peça gráfica foi produzida pela pessoa que detinha a competência
para tal produção, o objetivo é atestar a autenticidade da peça. Quando se quer descobrir o autor de
determinada peça gráfica, o interesse é determinar a autoria da peça gráfica.
No exame de autenticidade, a análise comparativa é feita somente em relação à pessoa que detinha a
competência para a produção da peça a ser examinada (pois o objetivo é saber se a peça é
autêntica).
No exame de autoria, a análise comparativa é feita em relação à qualquer suspeito de ser o autor de
uma peça falsa ou de uma peça autêntica que sofreu falsificações.
DOCUMENTO
FALSIFICADO
É aquele cuja origem é verdadeira, mas teve suas
características alteradas total ou parcialmente.
DOCUMENTO
PÚBLICO E
DOCUMENTO
PARTICULAR
É o documento expedido pelo Estado (Instituição
Municipal, Estadual ou Federal) ou escrito por
funcionário público no exercício de função definida
em lei ou regulamento.
Pelo critério da responsabilidade, se o documento é público, o responsável por ele é o Estado.
Quando o funcionário público expede um documento particular falsificado, sua responsabilização penal será pautada
pelas normas comuns a todos os cidadãos.
Fonte:
Um aspecto importante para distinguir o documento público do particular é a exigibilidade. Preenchidas as condições
impostas pela lei, todo documento público é exigível pelo interessado, que tem o direito de havê-lo do estado e, em
contrapartida, o Estado tem plena obrigação de expedi-lo.
Com relação ao privado, ocorre diversamente. Ninguém pode ser constrangido a produzir um documento.
A violência usada na obtenção de documento privado torna anulável o documento.
Quando o particular se nega a emitir o documento a que alguém tem direito incontestável, não se vale o Estado do
constrangimento pessoal para forçá-lo ao adimplemento da obrigação. Resolve o problema por outro meio,
substituindo a recusada manifestação de vontade por sentença judicial, a que atribui os mesmos efeitos.
ASPECTOS JURÍDICOS
É considerado documento, segundo o aspecto jurídico, quaisquer escritos, instrumentos ou papéis, públicos ou
particulares.
Art. 371
CPPM
(Código
de
Processo
Penal
Militar)
Consideram-se documentos quaisquer escritos, instrumentos
ou papéis, públicos ou particulares.
Art. 372
CPPM
Trata da questão da veracidade com teor similar ao do 405
do CPC (Código de Processo Civil):
O documento público tem a presunção de veracidade, quer
quanto à sua formação, quer quanto aos fatos que o
serventuário, com fé pública, declare que ocorreram na sua
presença.
Art. 405
CPC
O documento público faz prova não só da sua formação,
mas também dos fatos que o escrivão, o chefe de secretaria,
o tabelião ou o servidor declarar que ocorreram em sua
presença.
Art. 373
CPPM e
425 CPC
Relacionam os documentos que tem o mesmo valor
probatório que os documentos originais.
Art. 373
CPPM
Fazem a mesma prova que os respectivos originais:
a) As certidões textuais de qualquer peça do processo, do
protocolo das audiências ou de outro qualquer livro a cargo
do escrivão, sendo extraídas por ele, ou sob sua vigilância e
por ele subscritas;
b) Os traslados e as certidões extraídas por oficial público,
de escrito lançados em suas notas;
c) As fotocópias de documentos, desde que autenticadas por
oficial público.
Art. 425
CPC
Fazem a mesma prova que os originais:
I - as certidões textuais de qualquer peça dos autos, do
protocolo das audiências, ou de outro livro a cargo do
escrivão, sendo extraídas por ele ou sob sua vigilância e por
ele subscritas;
II - os traslados e as certidões extraídas por oficial público,
de instrumentos ou documentos lançados em suas notas;
III - as reproduções dos documentos públicos, desde que
autenticadas por oficial público ou conferidas em cartório,
com os respectivos originais.
IV - as cópias reprográficas de peças do próprio processo
judicial, declaradas autênticas pelo próprio advogado sob
sua responsabilidade pessoal, se não lhes for impugnada a
autenticidade.
V - os extratos digitais de bancos de dados, públicos e
privados, desde que atestado pelo seu emitente, sob as
penas da lei, que as informações conferem com o que
consta na origem;
VI - as reproduções digitalizadas de qualquer documento,
público ou particular, quando juntados aos autos pelos
órgãos da Justiça e seus auxiliares, pelo Ministério Público e
seus auxiliares, pelas procuradorias, pelas repartições
públicas em geral e por advogados públicos ou privados,
ressalvada a alegação motivada e fundamentada de
adulteração antes ou durante o processo de digitalização.
§1o: Os originais dos documentos digitalizados,
mencionados no inciso VI do caput deste artigo, deverão ser
preservados pelo seu detentor até o final do prazo para
interposição de ação rescisória.
§2o: Tratando-se de cópia digital de título executivo
extrajudicial ou outro documento relevante à instrução do
processo, o juiz poderá determinar o seu depósito em
cartório ou secretaria.
Em relação aos documentos particulares, ou emitido pelo particular, os artigos 347 CPPM e 408 CPC abordam o
assunto com igual teor:
Art. 374 CPPM
As declarações constantes de documento particular escrito e assinado, ou somente
assinado, presumem-se verdadeiras em relação ao signatário.
Parágrafo único. Quando, porém, contiver declaração de ciência, tendente a determinar o
fato, documento particular prova a declaração, mas não o fato declarado, competindo o
ônusde provar o fato a quem interessar a sua veracidade.
Art. 408 CPC
As declarações constantes do documento particular escrito e assinado ou somente
assinado presumem-se verdadeiras em relação ao signatário.
Parágrafo único. Quando, todavia, contiver declaração de ciência de determinado fato, o
documento particular prova a ciência, mas não o fato em si, incumbindo o ônus de prová-lo
ao interessado em sua veracidade.
Divisão da Documentoscopia:
GRAFOTÉCNICA
MECANOGRAFIA
ALTERAÇÕES DE DOCUMENTOS
EXAME DE MOEDAS METÁLICAS
EXAME DE SELOS
EXAME DE PAPEL-MOEDA
EXAME DE PAPÉIS
Grafoscopia ou Grafotécnica
Parte da documentoscopia que trata exclusivamente do grafismo, isto é, da escrita direta do
gesto executado pelo homem. Tem por objetivo verificar a autenticidade ou determinar a
autoria dos grafismos ou manuscritos.
Escrita
Em geral, a escrita é definida como a “representação gráfica do pensamento”. É um conceito
amplo, abrangendo os grafismos, as mecanografias e até mesmo a pintura.
Grafismos ou manuscritos
São escritas oriundas diretamente dos gestos gráficos do ser humano, correspondendo,
pois, aos movimentos executados pelo homem na fixação de suas ideias.
Cabe ressaltar que um lançamento produzido pelo punho humano, para que seja considerado grafismo, deverá conter
elementos que permitam sua identificação, ou seja, elementos que tornem possível a determinação de sua
autenticidade ou de sua autoria, caso contrário, são meros fragmentos gráficos, sem no entanto, serem considerados
grafismos.
EXAME DE TINTAS
EXAME DE INSTRUMENTOS ESCREVENTES
EXEMPLOS DE GRAFISMOS:
Fonte da imagem: acervo pessoal
Fonte da imagem: acervo pessoal
MECANOGRAFIAS
São as escritas produzidas por meios mecânicos, tais como as datilografias, os textos computadorizados etc.
Exemplo:
Fonte da imagem: acervo pessoal
Fonte:
Escritas
Gesto humano → Gestos gráficos
Meios mecânicos → Mecanografias
ALFABETOS
Sinais convencionais utilizados pelo homem na fixação gráfica do pensamento.
Os alfabetos obedecem a três sistemas básicos:
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Fonético
Cada sinal corresponde a um som ou fonema (taquigrafia).
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Ideográfico
Cada ideia ou palavra é representada por um símbolo (alfabeto chinês ou o “kanji” japonês.
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Articulado
os sinais básicos (letras) devem ser adicionados a outros para a formação dos fonemas (alfabeto
latino).
PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DO GRAFISMO
“O grafismo é individual e inconfundível"
Tal princípio assevera que cada pessoa terá uma escrita que jamais se confundirá com a de outrem.
POSTULADO GERAL:
“As leis da escrita independem dos alfabetos utilizados”. (Edmond Solange Pellat (glossário))
Existem numerosos tipos de alfabetos, como os mencionados anteriormente (articulados, fonéticos e ideográficos).
Alguns deles oferecem mais facilidade de identificação e individualização do que outros. Todavia, a possibilidade de
individualização existe em todos eles, uma vez que os mesmos estão submetidos às leis que regem o grafismo, haja
vista a existência de características genéticas que tornam a escrita individual, independente do alfabeto utilizado.
Logo, o alfabeto utilizado não é relevante no reconhecimento e individualização de determinada escrita.
Atenção
, Individualizar a escrita é determinar a autenticidade ou a autoria dessa escrita.
Leis do Grafismo (elaboradas por Edmond Solange Pellat)
1ª LEI
“O gesto gráfico está sob a influência imediata do cérebro. Sua forma não é modificada pelo
órgão escritor, se este funciona normalmente e se encontra suficientemente adaptado à sua
função”.
Edmond Solange Pellat 
 
Grafólogo francês, considerado o pai da grafoscopia, apresentou as 
lei do grafismo em sua monografia "Les lois de l'écriture", publicado 
por Librairie Vuibert, em 1927, Paris. Vide Explore + (4 e 5) 
A 1ª lei afirma que a produção da escrita é comandada pelo cérebro e não sofre influência
do organismo muscular (braço, punho, mão) se este não apresenta deficiências ou
limitações e se estão adaptados à suas funções. Uma criança que ainda não aprendeu a
escrever, por exemplo, tem seus punhos e mãos não adaptados à produção de grafismos ou
manuscritos.
Resumindo: o cérebro recebe as informações captadas pelos sentidos humanos e envia
instruções aos músculos, para a execução dos movimentos que originarão as formas
gráficas, ou seja, os manuscritos. Logo, a falta de adaptação ou a deficiência não
executarão eficazmente as ordens vindas do cérebro, produzindo deturpações.
2ª LEI
“Quando se escreve, o eu está em ação, mas o sentimento quase inconsciente de que o EU
age passa por alternativas contínuas de intensidade e de enfraquecimento. Ele está em seu
máximo de intensidade onde existe um esforço a fazer, isto é, nos inícios, e em seu mínimo
onde o movimento escritural é secundado pelo impulso adquirido, isto é, nas extremidades”.
Esta lei assevera que, no início de um lançamento manuscrito, os movimentos do punho
escritor serão atos conscientes e, à medida em que avança, tornam-se automáticos,
inconscientes.
Tal fato se verifica nas imitações. No início de seu trabalho, o falsificador está
excessivamente preocupado (consciente) com a tarefa. À media em que ele avança, deixa-
se afetar por seus hábitos próprios e realiza gestos automáticos, podendo deixar na peça
fraudulenta, características de sua própria grafia, que permitem identificá-lo.
3ª LEI
“Não se pode modificar voluntariamente, em dado momento, a própria escrita natural, senão
introduzindo no traçado marca do esforço que se fez para obter a modificação”.
Esta lei assevera que não se modifica a própria grafia por vontade própria. Para tal, são
exigidos treinamento e esforço, ou seja, não é possível modificar a grafia voluntariamente a
fim de provocar alterações em hábitos presente na escrita sem prévio treinamento
(esforço).
Nos disfarces e nas imitações lentas ocorrem tentativas de modificação da própria grafia.
Ao tentar imitar a grafia alheia, disfarçando a sua própria grafia, o falsário o fará com
esforço, uma vez que terá que descartar os seus hábitos gráficos e ainda reproduzir aqueles
próprios do escritor-vítima. No entanto, o mesmo se trairá em tal esforço através da
inserção de traços indecisos, paradas involuntárias etc.
4ª LEI
“O escritor que age sob circunstâncias em que o ato de escrever é particularmente difícil,
traça, instintivamente, formas de letras que lhe são mais costumeiras ou mais simples e de
esquema mais fácil de ser construído”.
Também conhecida como “lei do menor esforço”, ocorre quando se produz um escrito
submetido à condições desfavoráveis ou anormais. Nesses casos, o escritor emprega
formas de letras mais simples e fáceis de escrever. É o caso de pessoas escrevendo sem
apoio adequado, como no interior de veículo em movimento, por exemplo.
Questão 1: Qual é o capítulo da Documentoscopia que trata exclusivamente do grafismo?
Mecanografia
Grafotécnica
Exame de papéis
Alterações de documentos
N.D.A.
Justificativa
Questão 2: A respeito da Autenticidade relativa à determinada escrita, NÃO podemos afirmar:
É referente à escrita elaborada segundo as normas legais.
A autenticidade difere da autoria em função do objetivo do exame pericial.
Trata-se de determinar a autoria da grafia em análise.
A análise comparativa é feita somente em relação à pessoa que detinha a competência para a produção da escrita a ser
examinada.
É referente à escrita elaborada sem qualquer modificação desautorizada.
Justificativa
Questão 3: O grafismo é individual e inconfundível”. Tal assertiva é referente ao:
Postulado geral do grafismo.
Princípio fundamental do grafismo.
Primeira lei do grafismo.
Terceira lei do grafismo.
Quarta lei do grafismo.
Justificativa
ATIVIDADE:
I - Assista os vídeos:
Construção da escrita – parte 1. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=oXoGEHyGQzY (glossário).
Acesso em 29 ago. 2017.
Construção da escrita – parte 2. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=BAzeoLfQerM(glossário). Acesso
em 29 ago. 2017.
II - Responda as questões a seguir:
1 - Conceitue documentoscopia.
2 - Cite as características do documento falso e do documento falsificado, diferenciando-os.
3 - Diferencie grafoscopia e mecanografia.
4 - Faça uma abordagem do “Princípio Fundamental do Grafismo” explicitando o seu impacto na documentoscopia.
5 - Comente as Leis do Grafismo.
Resposta Correta
1 – Conceitue documentoscopia. 
A documentoscopia é um ramo da criminalística responsável pelo estudo e análise de documentos com o objetivo de 
verificar sua autenticidade, identificar possíveis falsificações e determinar a autoria de escritas ou assinaturas. Por meio 
de técnicas científicas, essa área examina elementos gráficos, materiais e estruturais dos documentos para detectar 
fraudes ou alterações. 
2 – Cite as características do documento falso e do documento falsificado, diferenciando-os. 
Documento falso: é aquele produzido desde o início por pessoa ou instituição que não possui autorização para sua 
emissão. Ou seja, o documento já nasce ilegítimo, não correspondendo ao padrão oficial do documento verdadeiro. 
Documento falsificado: é um documento originalmente verdadeiro, mas que sofreu algum tipo de alteração posterior, 
como modificação de dados, assinatura, valores ou datas. 
Diferença: o documento falso é totalmente criado de forma fraudulenta, enquanto o documento falsificado possui origem 
legítima, mas foi adulterado posteriormente. 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=oXoGEHyGQzY
https://www.youtube.com/watch?v=oXoGEHyGQzY
https://www.youtube.com/watch?v=BAzeoLfQerM
https://www.youtube.com/watch?v=BAzeoLfQerM
Glossário
AUTENTICIDADE
Característica, particularidade ou estado do que é autêntico. Natureza daquilo que é real ou
verdadeiro. Relativo à escrita ou aos documentos oriundos de quem de direito, o órgão ou indivíduo
que detinha a competência para a produção do documento ou escrita.
AUTORIA
Refere-se à identificação do autor de determinada peça documental ou escrita.
EDMOND SOLANGE PELLAT
3 – Diferencie grafoscopia e mecanografia. 
Grafoscopia: é o ramo da documentoscopia que estuda o grafismo humano, ou seja, a escrita manual e assinaturas, 
analisando suas características para verificar autenticidade ou autoria. 
Mecanografia: refere-se ao estudo das escritas produzidas por meios mecânicos ou eletrônicos, como máquinas de 
escrever, impressoras ou computadores, analisando características técnicas desses equipamentos. 
4 – Faça uma abordagem do “Princípio Fundamental do Grafismo” explicitando o seu impacto na documentoscopia. 
O Princípio Fundamental do Grafismo afirma que “o grafismo é individual e inconfundível”, ou seja, cada pessoa possui 
características próprias de escrita que dificilmente podem ser reproduzidas exatamente por outra pessoa. Essas 
características resultam de processos neuromotores controlados pelo cérebro e desenvolvidos ao longo da vida. 
Na documentoscopia, esse princípio é essencial, pois permite que o perito compare escritas ou assinaturas suspeitas 
com padrões autênticos de uma pessoa. A partir dessa comparação, é possível identificar semelhanças ou divergências 
que indiquem autenticidade, imitação ou falsificação. 
5 – Comente as Leis do Grafismo. 
As Leis do Grafismo, formuladas por Edmond Solange Pellat, explicam os princípios que regem a escrita humana e 
fundamentam a análise grafoscópica. Entre as principais leis destacam-se: 
1ª Lei: o gesto gráfico é comandado diretamente pelo cérebro; por isso, a escrita mantém características próprias do 
indivíduo, independentemente do instrumento utilizado. 
2ª Lei: durante a escrita há variações de intensidade do controle consciente, sendo maior no início do traço e menor 
quando o movimento se torna automático. 
 
3ª Lei: o grafismo natural não pode ser modificado voluntariamente sem deixar sinais de esforço ou artificialidade. 
4ª Lei: mesmo quando se tenta disfarçar a escrita, permanecem características individuais que permitem identificar o 
autor. 
Grafólogo francês, considerado o pai da grafoscopia, apresentou as lei do grafismo em sua
monografia "Les lois de l'écriture", publicado por Librairie Vuibert, em 1927, Paris. Vide Explore + (4 e
5).

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