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Língua Portuguesa para o Soldado da PMDF 
 Teoria e Questões da Funiversa 
Prof. Fernando Pestana – Aula 03 
 
Prof. Fernando Pestana www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 108 
 
AULA 03: MORFOLOGIA II 
 
Salve, salve!!! 
 
 Chegou a hora da verdade! Estava muito ansioso para alcançar este 
momento. Quero dizer, antes de mais nada, que esta aula será o ‘divisor 
de águas’. Beleza? Vai aguentar?! Espero que sim, para que você não se 
enquadre entre aqueles sobre os quais um dia falou o poeta Mário 
Quintana: “Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não 
leem.” Cito mais um grande, Machado de Assis: “A vida sem luta é um 
mar morto no centro do organismo universal.” Depois dessas motivações 
(leia-as assim, rs)... prepare-se para voar alto! 
 
Quero que você leve muito a sério tal aula, pois ela fará você 
acertar pelo menos umas duas questões na sua prova. Não sou vidente, 
mas consigo prever o futuro por experiência de observar seu concurso. 
Mesmo você sabe isso... afinal, qual prova hoje em dia não trabalha 
verbos e pronomes? Então eu não conto novidade alguma. Não titubeie 
em estudar com afinco esta aula, que deve ser constantemente revisada 
por você. Ok?! Revisite, revisite, revisite quantas vezes forem necessárias 
o conteúdo desta aula! 
 
Nela serão revelados todos os segredos a respeito de Pronome e 
Verbo (mais especificamente flexão verbal, emprego de tempos e modos 
verbais; em pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação) — 
as classes gramaticais mais exigidas em todos os concursos de Língua 
Portuguesa de nível médio e superior! No entanto, não se preocupe em 
decorar tudo. Veja as questões comentadas e perceba os assuntos mais 
recorrentes dentro de verbo e pronome. Foco! Estamos juntos? Missão 
dada, missão cumprida! 
 
Faça os exercícios com calma. “Cole” muitas vezes da teoria que 
está à sua disposição (aproveite que aqui você pode fazer isso, rs). 
 
Rumo à vaga, sem pestanejar, meus amigos!!! 
 
 
Sumário 
 
1- Pronome.................................................................................02 
2- Verbo......................................................................................28 
3- Questões com gabarito comentado.........................................67 
 
 
Língua Portuguesa para o Soldado da PMDF 
 Teoria e Questões da Funiversa 
Prof. Fernando Pestana – Aula 03 
 
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Pronome 
 
Palavra que 
 
• concorda em gênero e número com o substantivo, portanto 
variável. 
 
• substitui/representa ou acompanha/determina um nome 
substantivo, indicando as pessoas do discurso. 
 
É chamado de pronome substantivo aquele que substitui um 
substantivo: “João é gente boa, mas ele não é benquisto em sua família 
imediata”. É chamado de pronome adjetivo aquele que acompanha um 
substantivo explícito: “Minha casa é maravilhosa”. Note que ‘ele’ se 
refere à 3ª pessoa do discurso, ou seja, a pessoa sobre quem se fala 
(assunto da conversa, do discurso); já ‘minha’ se refere à 1ª pessoa do 
discurso, a pessoa que fala (o falante); a 2ª pessoa do discurso é a 
pessoa com quem se fala (ou interlocutor ou ouvinte). Estas posições são 
as adotadas pela maioria dos gramáticos, como Celso Cunha. 
 
 
Meu nobre aluno, por favor, ouça-me com atenção!!! A prova que você irá fazer 
quer saber se você domina o conhecimento de pronomes dentro do texto. “Como 
assim, Pestana?” A banca quer saber se você percebe as relações entre os 
pronomes e as palavras dentro do texto. Lembra-se de coesão referencial? 
Então, é disso que eu estou falando. Reitero: o que a banca quer saber de você 
é: o pronome X faz referência a que elemento ou ideia dentro do texto, a um(a) 
anterior ou a um(a) posterior? Espero que você já esteja escaldado com esse 
tipo de questão. Veja o texto abaixo (sublinho o pronome que faz referência a 
um elemento dentro do texto): 
 
Minha alegria 
 
minha alegria permanece eternidades soterrada 
e só sobe para a superfície 
através dos tubos alquímicos 
e não da causalidade natural. 
 
ela é filha bastarda do desvio e da desgraça, 
minha alegria: 
um diamante gerado pela combustão, 
como rescaldo final de um incêndio. 
 
(Waly Salomão) 
 
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‘Ela’ se refere à alegria, superfície ou causalidade? Interessante dizer que o 
poeta nos esclarece ao dizer assim: “ela é filha bastarda do desvio e da 
desgraça, minha alegria”. Mais interessante ainda é dizer que, pelo contexto, por 
mais que ele não nos tivesse esclarecido, ainda assim entenderíamos que ‘ela’ se 
refere à alegria, mencionada no 1º verso da 1ª estrofe. Muito inusitado o uso 
deste pronome, pois ao mesmo tempo em que substitui um termo anterior 
(valor anafórico), também faz referência a um termo posterior (valor catafórico): 
em ambos os casos, o termo é ‘minha alegria’. O referente do ‘ela’ é o mesmo, a 
saber: ‘minha alegria’, seja retomada (por anáfora) ou antecipada (por 
catáfora). 
 
Para ficar mais claro, seguem alguns exemplos em que pronomes têm valor 
anafórico ou catafórico: 
 
João é estudioso, por isso ele consegue boas notas. 
Ele é um cara muito esforçado, por isso todos adoram o João. 
O estudo é algo primordial, e eu o levo muito a sério. 
A aluna quer muito a vaga. Sua determinação é invejável. 
João e Pedro passaram, mas nenhum vai ficar. 
Ela e ele se classificaram, mas quem ficou realmente feliz? 
Só isto me interessa: a aprovação. 
O professor que me ajudou a passar foi o Pestana. 
 
Portanto, os pronomes exercem um papel decisivo na construção de um texto 
coeso e coerente, a partir de sua capacidade de referência textual. 
 
 
Classificação dos Pronomes 
 
São seis tipos: pessoais, possessivos, indefinidos, interrogativos, 
demonstrativos e relativos. 
 
Pronomes Pessoais 
 
Substituem as pessoas do discurso; podem ser do caso reto, do caso 
oblíquo (átono ou tônico) ou de tratamento. 
 
Retos 
 
Normalmente exercem função de sujeito da oração. 
 
1ª pessoa: eu (singular), nós (plural) 
2ª pessoa: tu (singular), vós (plural) 
3ª pessoa: ele/ela (singular), eles/elas (plural) 
 
O que você precisa saber sobre estes pronomes é o seguinte: 
 
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• Ocupam posição de sujeito, predicativo do sujeito e vocativo (este 
último só os de 2ª pessoa). Portanto, é um desvio gramatical o 
uso deles com função de objeto direto. 
 
Ex.: Filma nós, Galvão! / Chama eu, por favor! / Pega ele, pega ele! 
 
Deveria ser, por mais estranho que seja, para respeitar a norma 
culta: Filma-nos, Galvão! / Chama-me, por favor! Pega-o, pega-o! 
 
No entanto, se os pronomes retos (exceto ‘eu’ e ‘tu’) estiverem 
acompanhados de todos(as), só, apenas, somente, ou numeral, 
obtêm a permissão de serem postos em posição de objeto direto 
por alguns gramáticos, como Faraco & Moura. Bechara adota a 
posição de que só é aceita a posição de objeto direto se os retos 
vierem acompanhados de todos(as), assim concorda com ele 
Sacconi: Vi todos eles naquele dia. / Vimos apenas vós na festa. / 
Viram nós três saindo de lá. 
 
Lembra-se da música da Marisa Monte? Beija eu, beija eu, beija eu, me 
beija... Então, o que acha? Ela tem licença poética, ou seja, ela pode, 
você não, rs... 
 
• Segundo as opiniões de Evanildo Bechara e Adriano da Gama Kury, 
a contração da preposição‘de’ com o pronome reto ‘ele(a/s)’ antes 
de verbo no infinitivo é facultativa: 
 
Ex.: É hora ‘dela’ (ou ‘de ela’) beber água. 
 
Mas a maioria dos gramáticos divergem desta contração; para eles, 
não pode haver contração alguma: É hora ‘de ela’ beber água. 
 
• O mau uso de ele(a/s) pode gerar ambiguidade. 
 
Ex.: João e Pedro saíram com o pai deles. Ele ficou chateado por não 
chamarem a mãe. (Ele quem?) 
 
Oblíquos 
 
Normalmente exercem função de complemento verbal. 
 
Os pronomes oblíquos átonos são: 
 
1ª pessoa: me (singular), nos (plural) 
2ª pessoa: te (singular), vos (plural) 
3ª pessoa: se (singular ou plural), lhe(s), o(s), a(s) 
 
O que você precisa saber sobre estes pronomes é o seguinte: 
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• Os pronomes oblíquos átonos de 3ª pessoa o(s), a(s), se estiverem 
ligados a verbos terminados em r, s e z, viram lo(s), la(s). Se 
estiverem ligados a verbos terminados em ditongo nasal, viram 
no(s), na(s): 
 
Ex.: Vou resolver uma questão = Vou resolvê-la. / Fiz o concurso 
porque quis o emprego de funcionário público = Fi-lo porque qui-lo. / 
Apagaram nossos arquivos = Apagaram-nos. / Você põe a mão onde 
não deve = Você põe-na onde não deve. 
 
• Vale muito a pena dizer que os pronomes oblíquos átonos que eu 
acabei de mencionar, logo acima, exercem função de objeto direto e 
são de 3ª pessoa! “Por que você fez este adendo, Pestana?” 
Simples, meu nobre. Já vi muita gente boa cometendo deslizes do 
tipo: 
 
Ex.:“Eu vou informá-lo a verdade”. 
 
O problema é que quem informa, informa algo A ALGUÉM (objeto 
indireto). A frase, de acordo com a norma culta, deveria ser: Eu vou 
informar-lhe a verdade. O ‘lhe’ sim exerce função de objeto indireto. 
 
• Cuidado com o nos (1ª pessoa do plural) e o nos (3ª pessoa do 
plural), pois o mau uso deles pode provocar ambiguidade. 
 
Ex.: Os jornais chamaram-nos de extorsores. (chamaram a eles ou a 
nós?) 
 
• Cuidado!!! O pronome oblíquo LHE merece toda a nossa atenção, 
pois ele não substitui o complemento preposicionado de todos os 
verbos transitivos indiretos (verbos que exigem objeto indireto); ele 
exerce normalmente função de objeto indireto; e um “bizu”: o LHE 
pode ser substituído por A ELE(A/S) ou PARA ELE(A/S). Lembra-se 
da música do Moraes Moreira? Veja: 
 
Ex.: Eu ia lhe chamar enquanto corria a barca... 
 
O que acha do uso do LHE neste caso? Inadequado à norma culta!!! O 
verbo chamar é transitivo direto (VTD), logo o LHE, que exerce função 
de objeto indireto (OI), não pode ser complemento de um VTD. Agora 
veja este exemplo: 
 
Ex.: Vi o filme que você me recomendou, apesar de não querer 
assistir-lhe. 
 
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Nossa!!! Assistir-LHE??? Não “rola”, não é, meus nobres? “Por que, 
Pestana, afinal o LHE não exerce função de OI, o verbo assistir é VTI? 
O LHE não pode ser substituído por A ELE(A/S)?” 
 
Calma, gente! A força da gramática tradicional ainda diz que o ‘lhe’ 
não substitui complemento de certos verbos, como assistir, aspirar, 
referir-se, aludir, recorrer, etc. Está claro isso, certo? Regra. Portanto, 
a frase acima deveria ser assim: “Vi o filme que você me recomendou, 
apesar de não querer assistir a ele.” 
 
• Os pronomes oblíquos átonos podem funcionar como sujeito de 
infinitivo ou de gerúndio, quando se usam os verbos mandar, 
deixar, fazer (causativos) ou ver, ouvir, sentir e sinônimos 
(sensitivos). 
 
Ex.: Mandaram-me entrar. (E não: Mandaram eu entrar) / Deixe-as 
dormir. (E não: Deixe elas dormirem) / Faça-nos cantar. (E não: Faça 
nós cantarmos). Ficou claro? Mais exemplos: Viram-me sair. / Ouvi-o 
bater./ Sentimo-los abraçar-nos./ Vi-a chorando... 
 
• Construções quase arcaicas, mas ainda figurando nas gramáticas e 
em registros superformais são aquelas em que o pronome átono se 
contrai com outro átono; veja que coisa bisonha!: 
 
Ex.: Basta! Ele dar-ma-á de presente. = Basta! Ele dará a gramática 
(a) do Celso Cunha para mim (me) de presente. (me + a = ma) 
 
 
 
Meus amigos, como eu já havia falado, a aula de hoje é “pra queimar a mufa”! 
Ou eu não havia falado? Ah, sei lá... O fato é este: chegou a hora do pronome 
SE!!! 
 
Este pronome oblíquo átono tem cinco ‘facetas’: reflexivo (recíproco), 
integrante do verbo, expletivo (de realce), indeterminador do sujeito e 
apassivador. Nas explicações abaixo, precisarei contar com sua ajuda: seu 
conhecimento básico sobre transitividade verbal e um pouquinho de voz verbal. 
Vamos ver? 
 
Reflexivo (recíproco) 
 
Sempre acompanhado de verbo transitivo direto e/ou indireto (VTD/ VTI/VTDI). 
Segundo Bechara, ele “faz refletir sobre o sujeito a ação que ele mesmo 
praticou.” Diz-se que o pronome reflexivo é também recíproco quando há mais 
de um ser no sujeito e o verbo se encontra no plural. 
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Ex.: A menina se cortou. / Se está doente, trate-se. / Os namorados se deram 
as mãos. (recíproco) / A avó e a neta se queriam muito. (recíproco) / Eles se 
beijaram. (recíproco) / Ela se impôs uma dieta muito severa. / Ele se achou 
culpado por ter perdido a luta. / Sofia deixou-se estar à janela. 
 
Integrante do verbo 
 
Sempre acompanha verbo intransitivo (VI) ou transitivo indireto (VTI). 
Baseando-me no Bechara, posso dizer que ‘tais verbos indicam sentimento 
(indignar-se, ufanar-se, atrever-se, alegrar-se, admirar-se, lembrar-se, 
esquecer-se, orgulhar-se, arrepender-se, queixar-se, etc.) ou 
movimento/atitudes da pessoa em relação ao seu próprio corpo (sentar-se, 
suicidar-se, concentrar-se, converter-se, afastar-se, precaver-se, etc.). Por 
favor, não confunda este tipo de ‘faceta’ com a ideia de reflexividade! 
 
Ex.: Ele se precaveu das pragas. / Ela, infelizmente, suicidou-se. / Nunca você 
deve queixar-se da sua vida. 
 
Expletivo (de realce) 
 
Sempre acompanhado de verbos intransitivos (VI). Pode ser retirado da oração 
sem prejuízo sintático e semântico, pois seu valor é apenas estilístico (ênfase, 
expressividade). 
 
Ex.: Vão-se os anéis, ficam-se os dedos. = Vão os anéis, ficam os dedos. / Ela 
se tremia de medo do escuro. = Ela tremia de medo do escuro. / Passaram-se 
anos, e ele não retornou ainda. = Passaram anos, e ele não retornou ainda. 
 
Indeterminador do sujeito 
 
Sempre acompanha verbos na 3ª pessoa do singular de quaisquer 
transitividades (verbo de ligação (VL), VI, VTD, VTI), sem sujeito explícito. No 
caso do VTD, precisará haver objeto direto preposicionado (ODP) para que o SE 
indetermine o sujeito — note o último exemplo abaixo. Tal indeterminação 
implica um sujeito de valor genérico (generalizador), impreciso. 
 
Ex.: Lá se era mais feliz. (VL) / Aqui se vive em paz. (VI) / Lamentavelmente, 
não se confia mais nos governantes. (VTI) / Ama-se a Deus aqui nesta Igreja. 
(VTD) 
 
Apassivador 
 
Sempre acompanha VTD ou VTDI para indicar que o sujeito explícito da frase 
tem valor paciente, ou seja, sofre a ação verbal. Sempre é possível reescrever a 
frase passando para a voz passiva analítica, ou seja, transformando o verbo em 
locução verbal (SER + PARTICÍPIO). 
 
Ex.: Alugavam-se apartamentos aqui. = Apartamentos eram alugados aqui. / 
Sabe-se que as línguas evoluem = É sabido que as línguas evoluem. / 
Jabuticaba se chupa no pé = Jabuticaba é chupadano pé. / Guerra se faz com 
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armas = Guerra é feita com armas. / Dar-te-ei um ósculo = Um ósculo será 
dado por mim a ti. / Amores não se compram = Amores não são comprados. 
 
Ainda dentro de pronomes oblíquos átonos, faz-se necessário que eu fale 
de colocação pronominal, ok? Então, vida que segue... 
 
 
Colocação Pronominal 
 
Também chamada de Topologia ou Sínclise Pronominal, é o nome que se 
dá à parte da Gramática que trata, basicamente, da 
adequada posição dos pronomes oblíquos átonos junto aos verbos. 
 
Relembrando os pronomes oblíquos átonos (POAs): 
 
� o, a, os, as (que viram -lo, -la, -los, -las diante de verbos 
terminados em -r, -s e-z ou viram -no, -na, -nos, -nas diante de verbos 
terminados em ditongo nasal (exceto os verbos no futuro do indicativo) 
 
Ex.: Comprei uma casa (Comprei-a) / Vou comprar uma casa (Vou 
comprá-la) / Eles compraram uma casa (Eles compraram-na) / Eles 
comprarão a casa (Eles comprarão-na (INADEQUADO)) 
 
Você vai entender daqui a pouco por que está INADEQUADA esta última 
forma! Além desses, há: 
 
� me, te, se, nos, vos, lhe (s) 
 
Relembrados os POAs, vamos às regras: 
 
PRÓCLISE 
 
É o nome que se dá à colocação pronominal antes do verbo; ela é usada 
em clássicos 12 (doze) casos: 
 
1) Palavra de sentido negativo antes do verbo* 
Ex.: Não se esqueça de mim. 
 
* não, nunca, nada, ninguém, nem, jamais, tampouco, sequer, etc. 
Obs.: Após pausa (vírgula, ponto-e-vírgula...), usa-se ênclise: Não; esqueça-
se de mim! 
 
2) Advérbio ou palavra denotativa antes do verbo* 
Ex.: Agora se negam a depor. 
 
* já, talvez, só, somente, apenas, ainda, sempre, talvez, também, até, inclusive, 
mesmo, exclusive, aqui, hoje, provavelmente, por que, onde, como, quando, 
etc. 
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Obs.: Se houver pausa (vírgula, ponto-e-vírgula...) após o advérbio, usa-se a 
ênclise: Agora, negam-se a depor. Segundo o gramático Rocha Lima, se houver 
repetição de pronomes átonos após pausas, pode-se usar a próclise: Ele se 
ajeitou, se concentrou, se arrumou e se despediu. 
 
3) Conjunções subordinativas antes do verbo* 
Ex.: Soube que me negariam. 
 
* que, se, como, quando, assim que, para que, à medida que, já que, embora, 
consoante, etc. 
 
Obs.: Ainda que a conjunção esteja oculta, haverá próclise: Como não o achei, 
pedi-lhe (que) me procurasse. 
 
4) Pronomes relativos antes do verbo* 
Ex.: Identificaram-se duas pessoas que se encontravam desaparecidas. 
 
* que, o qual (e variações), cujo, quem, quanto (e variações), onde, como, 
quando. 
 
Obs.: Em linguagem literária, encontramos uma colocação raríssima (inexistente 
nos registros formais no estágio atual da língua) chamada de apossínclise, em 
que o POA vem antes da palavra negativa: Convidei duas pessoas 
que se não falavam há tempos. 
 
5) Pronomes indefinidos antes do verbo* 
Ex.: Poucos te deram a oportunidade. 
 
* alguns, todos, tudo, alguém, qualquer, outro, outrem, etc. 
 
6) Pronomes interrogativos antes do verbo* 
Ex.: Quem te fez a encomenda? 
 
* que, quem, qual, quanto 
 
Obs.: Informação que cabe para qualquer caso de próclise: ignora-se a 
expressão intercalada, colocando o POA antes do verbo, pois seu antecedente 
ainda é o pronome 'quem': Mesmo quem, diante de situações 
precárias, se encontra calmo, padece. 
 
7) Entre a preposição em e o verbo no gerúndio. 
Ex.: Em se plantando tudo dá. 
 
Obs.: O POA virá antes do gerúndio se estiver modificado por um advérbio: João 
não era ligado a dinheiro, pouco se importando com o conforto advindo dele. 
 
8) Com certas conjunções coordenativas aditivas e certas alternativas 
antes do verbo* 
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Ex.: Ora me ajuda, ora não me ajuda. Não foi nem se lembrou de ir. 
 
* nem, não só/apenas/somente... mas/como (também/ainda/senão)..., tanto... 
quanto/como..., que, ou... ou.., ora...ora, quer... quer..., já... já..., etc. 
 
9) Orações exclamativas e optativas (exprimem desejo) 
Ex.: Quanto se ofendem por nada, ora bolas! Deus te proteja, meu filho, 
que bons ventos o tragam logo. 
 
10) Com o infinitivo flexionado precedido de preposição 
Ex.: Foram ajudados por nos trazerem até aqui. 
 
11) Com formas verbais proparoxítonas 
 Ex.: Nós lhe desobedecíamos sempre. 
 
12) Com o numeral ambos 
Ex.: Ambos te abraçaram com cuidado. 
 
IMPORTANTE: Muitos gramáticos chamam de 'palavras atrativas' os termos que 
antecedem um verbo, os quais implicam a realização da próclise (casos: 1-6, 8, 
13) 
 
ÊNCLISE 
 
É o nome que se dá à colocação pronominal depois do verbo; ela é usada 
nos seguintes casos: 
 
1) Verbo no início da oração sem palavra atrativa 
Ex.: Vou-me embora daqui! 
 
Obs.: Com palavra atrativa: Já me vou embora daqui! 
 
2) Pausa antes do verbo sem palavra atrativa 
Ex.: Se eu ganho na loteria, mudo-me hoje mesmo. 
 
Obs.: Com palavra atrativa: Se eu ganho na loteria, tão logo me mudo. 
 
3) Verbo no imperativo afirmativo sem palavra atrativa 
Ex.: Quando eu avisar, silenciem-se todos. 
 
Obs.: Com palavra atrativa: Enquanto eu não avisar, jamais vos silenciem. 
 
4) Verbo no infinitivo não flexionado sem palavra atrativa 
Ex.: Não era minha intenção machucar-te. 
 
Obs.: Os POAs -o, -a, -os, -as (-lo, -la, -los, -las) virão enclíticos aos infinitivos 
não flexionados antecedidos da preposição A: Estou inclinado a perdoá-lo. 
Apesar de tudo, continuo disposto a ajudá-la. 
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Obs: Com palavra atrativa: ver Casos Facultativos mais abaixo. 
 
5) Verbo no gerúndio sem palavra atrativa 
Ex.: Recusou a proposta fazendo-se de desentendida. 
 
Obs.: Com palavra atrativa: Recusou a proposta não se fazendo de 
desentendida. 
 
MESÓCLISE 
 
É o nome que se dá à colocação pronominal no meio do verbo 
(extremamente formal); ela é usada nos seguintes casos: 
 
1) Verbo no futuro do presente do indicativo sem palavra atrativa 
Ex.: Realizar-se-á, na próxima semana, um grande evento em prol da 
paz no mundo. 
 
Obs.: O POA sempre ficará entre o 'r' do verbo e a terminação do 
verbo: Daremos um beijo no teu rosto =Dar-te-emos um beijo no rosto. 
Obs.: Com palavra atrativa: Talvez se realizará, na próxima semana, um 
grande evento... 
 
2) Verbo no futuro do pretérito do indicativo sem palavra atrativa 
Ex.: Não fosse o meu compromisso, acompanhar-te-ia nesta viagem. 
 
Obs.: Com palavra atrativa: Mesmo não havendo 
compromisso, nunca te acompanharia nesta viagem. 
 
CASOS FACULTATIVOS 
 
1) Pronomes demonstrativos antes do verbo sem palavra atrativa* 
Ex.: Aquilo me deixou triste ou Aquilo deixou-me triste 
 
* este (e variações), isto; esse (e variações), isso; aquele (e variações), aquilo 
 
Obs.: Acho que nem preciso dizer que a construção 'Aquilo me deixou-me triste' 
é algo IMPOSSÍVEL. PRECISO??? Não me deixe triste, hein! (rs) 
 
2) Conjunções coordenativas (exceto aquelas mencionadas nos casos de 
próclise) antes do verbo sem palavra atrativa 
Ex.: Ele chegou e dirigiu-se a mim ou Ele chegou e se dirigiu a mim. Corri 
atrás da bola, mas me escapouou Corri atrás da bola, mas escapou-me. 
 
3) Sujeito explícito com núcleo pronominal (pronome pessoal reto e de 
tratamento) antes do verbo sem palavra atrativa 
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Ex.: Ele se retirou ou Ele retirou-se. Eu te considerarei ou Eu considerar-
te-ei. Sua Excelência se queixou de você ou Sua Excelência queixou-
se de você. 
 
Obs.: Com verbos monossilábicos, a eufonia ordena que se use a próclise. 
Ex.: Eu a vi ontem, e não Eu vi-a ontem. 
 
4) Sujeito explícito com núcleo substantivo antes do verbo sem palavra 
atrativa 
Ex.: Camila te ama ou Camila ama-te. 
 
5) Infinitivo não flexionado precedido de palavras atrativas ou das 
preposições para, em, por, sem, de, até, a 
 
Ex.: Meu desejo era não o incomodar ou Meu desejo era não incomodá-
lo. Calei-me para não contrariá-lo ou Calei-me para não o contrariar. 
Corri para o defender ou Corri para defendê-lo. Acabou de se quebrar o 
painel ou Acabou de quebrar-se o painel. Sem lhe dar de comer, ele 
passará mal ou Sem dar-lhe de comer, ele passará mal.Até se formar, 
vai demorar muito ou Até formar-se, vai demorar muito. Erro 
agora em lhe permitir que me deixe ou Erro agora em permitir-lhe que 
me deixe. Por se fazer de bobo, enganou a muitos ou Por fazer-se de 
bobo, enganou a muitos. Estou pronto a te acompanhar ou Estou 
pronto a acompanhar-te 
 
COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES VERBAIS 
 
1) Quando o verbo principal for constituído por um particípio: 
 
a) O pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar. 
 
Ex.: Haviam-me convidado para a festa. 
 
Obs.: O hífen que liga o verbo auxiliar ao POA é facultativo. 
 
b) Se, antes do tempo composto*, houver palavra atrativa, o pronome 
oblíquo ficará antes do verbo auxiliar. 
 
Ex.: Não me haviam convidado para a festa 
 
* locução verbal formada por 'ter/haver + particípio' 
 
Obs.: Se o verbo auxiliar estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito, 
ocorrerá a mesóclise, desde que não haja antes dele palavra atrativa. 
 
Ex.: Haver-me-iam convidado para a festa. 
 
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2) Quando o verbo principal for constituído por um infinitivo ou um 
gerúndio 
 
a) Se não houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá depois do 
verbo auxiliar (com hífen), antes do principal (sem hífen) ou depois do 
verbo principal (com hífen) 
 
Ex.: Devo-lhe/Devo lhe esclarecer o ocorrido ou Devo esclarecer-lhe o 
ocorrido. / Estavam-me/Estavam me chamando pelo rádio ou Estavam 
chamando-me pelo rádio. 
 
Obs.: O hífen que liga o verbo auxiliar ao POA é facultativo. 
 
b) Havendo palavra atrativa, o pronome poderá ser colocado antes do 
verbo auxiliar ou depois do verbo principal. 
 
Ex.: Não posso esclarecer-lhe o ocorrido ou Não lhe posso esclarecer mais 
nada. / Estavam chamando-me ou Não me estavam chamando. 
 
Obs.: Os casos facultativos 1, 3 e 4 permitem 3 colocações pronominais com as 
locuções verbais: Ele te vai xingar muito ou Ele vai(-)te xingar muito ou Ele vai 
xingar-te muito. 
 
Os gramáticos Domingos Paschoal Cegalla e José Carlos de Azeredo dizem 
ser possível a colocação do pronome entre os verbos da locução verbal, 
mesmo com palavra atrativa antes: 
 
Ex.: Não me estavam chamando ou Não estavam me chamando ou 
Não estavam chamando-me. 
 
Última OBS.: Por motivo de eufonia, elimina-se o 's' final dos verbos na 1ª 
pessoa do plural seguidos do pronome 'nos': Inscrevemos + nos no curso = 
Inscrevemo-nos no curso; Conservamos + nos jovens = Conservamo-nos 
jovens. 
 
Na boa? Respire um pouco, vá beber uma água, estique as pernas, veja 
um pouco de desenho... relax... Cansou um pouquinho, não? Pronto, tive 
uma ideia, vou contar uma piada e depois você continua sua leitura, 
beleza? ☺☺☺☺ 
 
Na escola 
 
Na escola de treinamento para homem-bomba, os alunos estão todos 
reunidos, muito concentrados na aula, quando o professor explica: 
 
— Olha aqui, vocês prestem muita atenção, porque eu só vou fazer uma 
vez! 
 
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Ajudou? Não?! Foi mal... rsrs... Chega de palhaçada, vamos nessa! 
---------------------------------------------------------------------------------- 
 
Os pronomes oblíquos tônicos, sempre precedidos de preposição, são: 
 
1ª pessoa: mim, comigo (singular); nós, conosco (plural) 
2ª pessoa: ti, contigo (singular); vós, convosco (plural) 
3ª pessoa: si, consigo (singular ou plural); ele(a/s) (singular ou plural) 
 
O que você precisa saber sobre estes pronomes é o seguinte: 
 
• Sobre o MIM 
 
Ex.: Nunca houve nada entre mim e ti. 
 
Adequado à norma culta ou não este uso do pronome? Adequadíssimo! 
Não estaria se estivesse assim: ‘Nunca houve nada entre eu e você’. 
Lembra-se de que o ‘eu’ só exerce função de sujeito ou de predicativo 
do sujeito? Então...; o ‘eu’ só poderia vir após preposição se fosse 
sujeito de um verbo: ‘Entre eu sair e tu saíres, saio eu! Agora está 
ótimo.’ 
 
E nesta frase abaixo, há incorreção gramatical? 
 
Ex.: Sempre foi muito complicado para mim entender Português. 
 
Deu vontade de dizer que sim? Que pena! A frase acima está perfeita. 
O ‘mim’ pode ficar diante de verbo no infinitivo — explico isso logo 
abaixo. Cuidado com esta construção, meu amigo, pois ela pode 
sabotar você. O que não pode ocorrer é o ‘mim’ ocupar posição de 
sujeito, ok? Veja: 
 
Ex.: Comprei um curso em PDF para mim aprender, enfim, Português. 
 
Observe que neste caso o ‘mim’ é sujeito do verbo aprender. “Ah, 
Pestana, como eu vou saber isso!?” Simples, observe a primeira frase 
(adequada) de novo: 
 
Sempre foi muito complicado para mim entender Português. 
 
O que você deve perceber é: se for possível apagar ou deslocar a 
expressão ‘para mim’ diante do verbo, isso é sinal de que ela não tem 
o ‘mim’ funcionando como sujeito do verbo no infinitivo. Afinal, ‘mim’ 
não conjuga verbo, logo não pode ser sujeito. Logo, nestas condições, 
a expressão pode vir sem problemas diante do verbo. Veja como 
ficaria: 
 
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Sempre foi muito complicado ( ) entender Português. 
 
ou 
 
Sempre foi muito complicado entender Português para mim. 
 
Tente aplicar estes “macetes” à frase “Comprei um curso em PDF para 
mim aprender, enfim, Português.”. Não conseguiu? Sabe por quê? 
Porque nesta frase o ‘mim’ conjuga verbo e tem função de sujeito. 
Como sabemos que ele está inadequado, consertemos: 
 
Comprei um curso em PDF para EU aprender, enfim, Português. 
 
• Usar entre si sempre que for possível a posposição do pronome 
mesmos, lembrando-se que o sujeito tem de ser da 3ª pessoa do 
plural, senão usa-se entre eles. 
 
Ex.: Os irmãos discutiam entre si (mesmos); mas: Nunca houve briga 
entre eles (construção adequada). 
 
• Se, si, consigo são pronomes reflexivos (ou reflexivos recíprocos), 
isto é, referem-se ao próprio sujeito do verbo. Me, te, nos, vos 
podem ser também. 
 
Ex.: Elisabete se machucou e só fala de si mesma, levando consigo 
todo o crédito. / Eu me fantasiei. / Nós nos abraçamos. / Vós vos 
cumprimentastes? / Tu te maquiaste bem. 
 
• Usam-se com nós e com vós quando estessão seguidos de 
ambos, todos, outros, mesmos, próprios, um numeral, um aposto 
explicativo ou uma oração adjetiva; caso contrário, usa-se conosco 
e convosco. 
 
Ex.: Estava com nós outros. / Saiu com vós todos. (...) / As crianças 
irão conosco e não convosco. (...) 
 
• Contração das preposições com ele(a/s) 
 
Ex.: de + ele(a/s) = dele (a/s); em + ele (a/s) = nele (a/s)... 
 
 
Pronomes de tratamento 
 
São pronomes que se usam no tratamento cortês e cerimonioso; seguem 
os principais: 
 
Pronomes de Abreviatura Abreviatura Usados para 
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tratamento Singular Plural 
Você V. VV. Um tratamento íntimo, familiar. 
Senhor, 
Senhora 
Sr., Sr.ª Srs., Srª.s 
Pessoas com as quais mantemos 
um certo distanciamento mais 
respeitoso. 
Vossa Senhoria V. S.ª V. Sªs 
Pessoas com um grau de 
prestígio maior. Usualmente, os 
empregamos em textos escritos, 
como: correspondências, ofícios, 
requerimentos, etc. 
Vossa 
Excelência 
V. Ex.ª V. Ex.ªs 
Pessoas com alta autoridade, 
militares e políticas, como: 
Presidente da República, 
Senadores, Deputados, 
Embaixadores, Oficiais de 
Patente Superior à de Coronel, 
etc. 
Vossa 
Eminência 
V. Em.ª V. Em.ªs Cardeais. 
Vossa Alteza V. A. V V. A A. Príncipes e duques. 
Vossa Santidade V.S. - Para o Papa. 
Vossa 
Reverendíssima 
V. Rev.mª V. Rev.mªs Sacerdotes e Religiosos em geral. 
Vossa 
Paternidade 
V. P. VV. PP. Superiores de Ordens Religiosas. 
Vossa 
Magnificência 
V. Mag.ª V. Mag.ªs Reitores de Universidades 
Vossa Majestade V. M. V V. M M. Reis e Rainhas. 
 
O que você precisa saber sobre estes pronomes é o seguinte: 
 
• Usa-se Vossa quando se fala com a pessoa; Sua, quando se fala 
sobre a pessoa. 
 
Ex.: No quarto da rainha: 
 
– Vossa Majestade precisa de algo? 
 – Sim. Um suco. 
 
Na cozinha: 
 
– Sua Majestade é cheia de mimos, não?! 
 – Ela sempre foi assim. 
 
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• Qualquer pronome de tratamento, apesar de se referir à 2ª pessoa 
do discurso, exige que verbos e pronomes estejam na forma de 3ª 
pessoa. 
 
Ex.: Você Alteza estuda tanto para poder um dia governar sua nação. 
 
• O pronome você não pode ser “misturado” com verbos ou 
pronomes de 2ª pessoa no mesmo contexto; é preciso haver 
uniformidade de tratamento; no entanto, o que mais ocorre é a 
“desuniformidade” de tratamento, note: 
 
Ex.: Entre por essa porta agora e diga que me adora, você tem meia-
hora pra mudar a minha vida, vem, vambora... (Adriana Calcanhoto) 
 
A forma verbal ‘vem’ está na 2ª pessoa do singular (vem (tu)); deveria 
ser: ‘venha’ (venha (você)). Vou falar mais disso em verbos. 
 
 
Pronomes Possessivos 
 
Estabelecem, normalmente, relação de posse entre seres e conceitos e as 
pessoas do discurso. Daqui a pouco explico o ‘normalmente’. 
 
1ª pessoa: meu(s), minha(s) / nosso(s), nossa(s) 
2ª pessoa: teu(s), tua(s) / vosso(s), vossa(s) 
3ª pessoa: seu(s), sua(s) 
 
O que você precisa saber sobre estes pronomes é o seguinte: 
 
• Os pronomes de tratamento utilizam os possessivos da 3ª pessoa: 
 
Ex.: Vossa Senhoria deve encaminhar suas reivindicações ao diretor. 
 
• Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos assumem 
valor de possessivos, exercendo, pois, função sintática de adjunto 
adnominal (ADN); Celso Cunha e Bechara veem-nos como objetos 
indiretos com valor possessivo. 
 
Ex.: Vou seguir-lhe os passos. (Vou seguir seus passos) / Apertou-me 
as mãos. (Apertou minhas mãos). 
 
• Mudança de posição pode gerar mudança de sentido. 
 
Ex.: Envio minhas fotos ainda hoje (fotos tiradas por mim) / Envio 
fotos minhas ainda hoje (fotos em que estou presente) 
 
• O pronome possessivo seu pode causar ambiguidade. 
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Ex.: O policial prendeu o ladrão em sua casa. / João, Maria e seu filho 
saíram. / Marcos contou-me que Soraia tinha desaparecido com seus 
documentos. / A professora disse ao diretor que concordava com sua 
nomeação. 
 
Para desfazer a ambiguidade, podem-se usar vírgulas, próprio(-a/ -s), 
dele(-a/-s), voz passiva, pronome relativo ‘que’, o pronome 
demonstrativo ‘este’... 
 
Ex.: O policial, em sua própria casa, prendeu o ladrão. / O ladrão foi 
preso pelo policial na casa deste... 
 
 
Olha o que a banca pode fazer com você nesta frase: “O carro dele quebrou”. 
 
Na frase acima, temos um pronome possessivo. O que acha? É ou não? 
Resposta: JAMAIS! De acordo com a norma culta, meu camarada, os 
pronomes possessivos são os que estão na tabela de pronomes possessivos. 
Por acaso você viu algum dele(a/s) lá? Creio que não, por isso, não caia 
nessa! 
 
Analisando o ‘dele’: de + ele = dele. Simples assim. Uma mera contração 
entre preposição e pronome pessoal, que, neste caso, é oblíquo tônico. 
Beleza? Maravilha! 
 
• O artigo definido é facultativo antes dos possessivos. 
 
Ex.: Gosto de meu trabalho ou Gosto do meu trabalho. 
 
• Os matizes de sentido, respectivamente, que podem ter os 
possessivos são: parentesco, estimativa, ironia, cortesia, realce... 
 
Ex.: Como vão os seus, João? / Roberto tem seus vinte e quatro 
anos. / Minha querida, cala a boca! / Deixe-me ajudar, minha boa 
senhora. / Seu bobo, para de palhaçada! 
 
 
Pronomes Indefinidos 
 
Referem-se à 3ª pessoa do discurso de forma vaga, imprecisa ou 
genérica. São eles: 
 
Variáveis Invariáveis 
 
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Algum, alguma, alguns, algumas Algo 
Nenhum(ns), nenhuma(s) Tudo 
Todo, toda, todos, todas Nada 
Outro, outra, outros, outras Mais/Menos 
Muito, muita, muitos, muitas 
Bastante, bastantes 
 
Pouco, pouca, poucos, poucas Quem 
Certo, certa, certos, certas Alguém 
Vário, vária, vários, várias Ninguém 
Quanto, quanta, quantos, quantas Outrem 
Tanto, tanta, tantos, tantas (Os) Demais 
Qualquer, quaisquer 
Tal, tais 
 
Qual, quais Cada 
Um, uma, uns, umas Que 
 
 
Locuções pronominais indefinidas 
 
Grupos de vocábulos com valor de pronome indefinido. 
 
Cada qual, cada um, quem quer que, seja quem for, seja qual for, o mais, 
todo mundo, todo aquele que, um ou outro, qualquer um... 
 
Ex.: Cada um é diferente. 
 
Seja quem for que me incomode pagará caro. 
 
Todo mundo me respeita. 
 
O que você precisa saber sobre estes pronomes é o seguinte: 
 
• Importante!!! A mudança de posição de alguns indefinidos poderá 
mudar ora sua classe, ora seu sentido. 
 
Ex.: Qualquer mulher merece respeito (sentido generalizador) / Ela 
não é uma mulher qualquer (sentido pejorativo). / Algum amigo te 
traiu? (sentido genérico) / Amigo algum me traiu. (sentido negativo) / 
Certo homem veio atrás de você. (sentido genérico, pronome 
indefinido) / Ele é o homem certo. (sentido qualificativo, adjetivo) / 
Outra mulher chegou. (sentido indefinido, pronome indefinido) / Agora 
ela é uma outra mulher. (‘nova, renovada’, adjetivo) 
 
• Todo, no singular e junto de artigo, significa inteiro; sem artigo, 
significa qualquer. 
 
Ex.: Todo o edifício será pintado. / Todo edifícioserá pintado. 
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• Nenhum varia normalmente quando anteposto ao substantivo. 
 
Ex.: Não havia nenhumas frutas na cesta. 
 
• O pronome indefinido outro junto de artigo pode mudar de sentido. 
 
Ex.: Outro dia fui visitá-lo. (tempo passado) / Fui visitá-lo no outro 
dia (tempo futuro). 
 
• O pronome cada pode ter valor discriminativo ou intensivo. 
 
Ex.: Em cada lugar, há diversidade de beleza. / Tu tens cada mania! 
 
• O vocábulo UM pode ser artigo indefinido, numeral ou pronome 
indefinido (alternando com ‘outro’). 
 
Ex.: Ele é um homem bom. (artigo indefinido) / Ele é só um, deixe-o 
em paz (numeral). / Um chegou cedo; o ‘outro’, atrasado. (pronome 
indefinido) 
 
 
Alguns pronomes indefinidos podem virar advérbios, a depender do contexto. 
Lembre-se sempre: pronome se liga a substantivo. Veja: 
 
Toda força é bem-vinda. (pronome indefinido) / Ela estava toda boba. (toda 
modifica o adjetivo ‘boba’; a variação do advérbio neste caso é forma coloquial, 
mas polêmica; o adequado, apesar de estranho, seria “Ela estava todo boba”) 
 
Tenha mais amor e menos desconfiança. (pronomes indefinidos) / Aja mais e 
fale menos. (advérbios modificando verbos) 
 
O mesmo ocorre com os pronomes indefinidos ‘muito, bastante, pouco, algo, 
nada, que, tanto...’ 
 
 
Pronomes Interrogativos 
 
Exprimem questionamento direto ou indireto em um contexto que sugere 
desconhecimento ou vontade de saber. 
 
Que (o que), Quem, Qual (e variações), Quanto (e variações) 
 
Ex.: Que é isso? (pergunta direta) 
 
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Quero saber [que é isso (?)]. (pergunta indireta) 
 
• Não confunda pronome interrogativo (que) com conjunção 
integrante (que). Se der para fazer uma pergunta a partir do ‘que’, 
este será interrogativo, e não conjunção integrante. 
 
Ex.: Não sei que horas são. (Que horas são? Pergunta possível) / 
Espero que sejam dez horas. (Que sejam dez horas? Pergunta 
impossível) 
 
• Nas frases interrogativas indiretas, os pronomes interrogativos 
vêm, normalmente, após os verbos ‘saber, perguntar, indagar, 
ignorar, verificar, ver, responder...’ 
 
Ex.: Quero saber (o) que devo fazer. (Que devo fazer?) / Ignoro quem 
fez isso (Quem fez isso?). 
 
• A forma reduzida da expressão ‘que é de’ é ‘Cadê’, muito popular, 
mas não contemplada entre os gramáticos normativos como culta. 
 
Ex.: Cadê as pessoas que estavam aqui? 
 
 
Pronomes Demonstrativos 
 
Palavras que marcam a posição temporal ou espacial de um ser em 
relação a uma das três pessoas do discurso, fora do texto (exófora/dêixis) 
ou dentro de um texto (endófora (anáfora ou catáfora)). 
 
Normalmente relacionados à 1ª pessoa: este(a/s), isto. 
Normalmente relacionados à 2ª pessoa: esse(a/s), isso. 
Normalmente relacionados à 3ª pessoa: aquele(a/s), aquilo. 
 
Além destes pronomes demonstrativos canônicos, há: 
 
• mesmo(a/s), próprio(a/s) com valor reforçativo ou junto de 
artigo 
 
Ex.: Ela mesma/própria costura seus vestidos. / A mesma mulher 
tem talento de sobra. 
 
Obs.: Cuidado com a seguinte construção: “O elevador só suporta oito 
pessoas. Não sobrecarregue o mesmo.” Neste caso, o uso de ‘o mesmo’ 
retomando um termo, como um típico demonstrativo, não está adequado à 
norma culta segundo muitos gramáticos, como Sacconi. Os manuais de 
redação também não o recomendam. 
 
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• tal(s), semelhante(s), quando aparecem no lugar de isto, aquilo, 
aquele(a/s) 
 
Ex.: Tal absurdo eu não cometeria. / Nunca vi semelhante coisa, 
meu Deus! 
 
• o(s), a(s), quando substituíveis por aquele(a/s), isso; importante 
dizer que tal situação ocorre em três casos: antes do pronome 
relativo ‘que’, antes da preposição ‘de’, e junto ao verbo ser ou 
fazer, normalmente. 
 
Ex.: Somos o que somos. (Somos aquilo que somos) / As que 
chegaram atrasadas perderam a explicação. (Aquelas que chegaram 
atrasadas...) / Convidei só os da Barra da Tijuca para o jogo. 
(Convidei só aqueles da Barra...) / Ela estudava, mas não o fazia com 
vontade. (Ela estudava, mas não fazia isso com vontade) 
 
 
Principais usos dos demonstrativos 
 
1) Numa perspectiva exofórica ou dêitica, ou seja, referindo-se a 
elementos extradiscursivos (fora do texto/discurso) dentro do espaço ou 
do tempo, procede-se assim: 
 
Função espacial 
 
Os advérbios aqui, cá (proximidade à 1ª p.); aí (proximidade à 2ª p.); ali, 
lá, acolá (distância da 1ª p. e da 2ª p.) ajudam no uso adequado dos 
pronomes demonstrativos. 
 
Este (a/s), isto: próximo do falante 
 
Ex.: Esta camisa (aqui) do Flamengo é minha. 
 
Esse(a/s), isso: próximo do ouvinte 
 
Ex.: Essa camisa (aí) é tua? 
 
Aquele(a/s), aquilo: distante dos dois 
 
Ex.: Aquela camisa é dele. 
 
Função temporal 
 
Este(a/s): presente, passado recente ou futuro (dentro de um espaço de 
tempo). 
 
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Ex.: Esta é a hora da verdade. / Esta noite foi sensacional. / Este fim de 
semana será perfeito, pena que ainda é segunda. 
 
Esse(a/s): passado recente 
 
Ex.: Ninguém se esquecerá desse carnaval. 
 
Aquele(a/s): passado ou futuro distantes (vago) 
 
Ex.: Foi em 1500, naquele ano, o Brasil surgiu. / Naquele dia, no Seu 
dia, Deus fará justiça. 
 
2) Numa perspectiva endofórica (anafórica ou catafórica), ou seja, 
referindo-se a elementos intradiscursivos (dentro do texto), procede-se 
assim: 
 
Função distributiva 
 
Este, referindo-se ao mais próximo ou citado por último. Aquele, 
referindo-se ao mais afastado ou citado em 1º lugar. Ambos são 
anafóricos, pois substituem termos anteriores. 
 
Ex.: Todos nós conhecemos Lula e Dilma. A imagem desta tem como 
reflexo aquele. Ou seria o contrário? 
 
Função referencial 
 
Este(a/s), isto referem-se a algo que será dito ou apresentado (valor 
catafórico). Pode também retomar um termo antecedente (valor 
anafórico), segundo Bechara. 
 
Ex.: Esta sentença é verdadeira: “A vida é efêmera”. E nisto todos 
confiam. 
 
Esse(a/s), isso referem-se a algo já dito ou apresentado (sempre 
anafóricos). 
 
Ex.: Isso que você disse não está certo, amigo. É por essas e outras que 
nada funciona neste país. 
 
 
Valores estilísticos dos demonstrativos 
 
Ex.: Não dou dessas, não! Por exemplo, essa aí não presta (desprezo, 
ironia) / Essa, não! (surpresa) / Você só pensa naquilo... (malícia) / Não 
consigo acreditar que ela tenha virado aquilo (pena, comiseração)... 
 
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Pronomes Relativos 
 
Este é o campeão de aparições nas provas, portanto aproveite minha 
minuciosa abordagem! 
 
A palavra relação vem do latim ‘relatione’ que significa ligação, conexão, 
daí chamar o pronome que se refere, ou se relaciona, ou está ligado a 
um termo, de relativo. Assim, pronome relativo é um elemento 
conector de caráter anafórico, isto é, refere-se a um termo antecedenteexplícito (substantivo, pronome substantivo, numeral substantivo, 
advérbio, verbo no infinitivo ou oração reduzida de infinitivo), 
substituindo-o, e que sintaticamente introduz oração subordinada adjetiva 
restritiva ou explicativa. 
 
Ex.: O homem – apesar de todos os contratempos – que veio aqui era o 
Presidente. 
 
 Ninguém que esteve no Brasil desapontou-se. 
 
 Apenas um, que compareceu à festa, estava bem trajado. 
 
 Ali, onde você mora, não é o melhor lugar do mundo. 
 
 Estudar que é bom ninguém acha legal. 
 
Procurar aprender Língua Portuguesa, que é importante, você não 
quer. 
 
Visto que seu objetivo é substituir um vocábulo para que este não 
se torne repetitivo, o pronome relativo nos permite reunir duas orações 
numa só. 
 
Ex.: O livro é espetacular. Estou lendo um livro. => Estou lendo um livro 
que é espetacular ou O livro que estou lendo é espetacular. 
 
Obs.: Na linguagem coloquial, observa-se o uso pleonástico por um pronome 
oblíquo após o relativo. Não está adequado à norma culta! 
 
Ex.: Este ó livro que pretendemos comprá-lo. 
 
É importante dizer que, se um verbo ou um nome da oração 
subordinada adjetiva exigir a presença de uma preposição, esta irá à 
frente do pronome relativo. Preste atenção!!! 
 
Ex.: O filho, do qual a mãe tinha necessidade, era bom. (quem tem 
necessidade, tem necessidade DE) 
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Obs.: Na linguagem coloquial, a ausência da preposição é comum. 
Cuidado!!! Ex.: Este é o carro (!?) que precisamos. 
 
É notório hoje em dia o uso não atento às normas gramaticais do 
pronome relativo. Por isso, faz-se necessário aos que se preocupam com 
as normas o conhecimento do registro formal. 
 
Ex.: Este é o livro que o autor é excelente. (LINGUAGEM COLOQUIAL) 
 
 Este é o livro cujo autor é excelente. (LINGUAGEM CULTA) 
 
 
 Veja o uso adequado dos oito pronomes relativos 
 
QUE (substituível pelo variável O QUAL) 
 
- É invariável. 
- Refere-se a pessoas ou coisas. 
- É chamado de relativo universal, pois pode – geralmente – ser utilizado 
em substituição de todos os outros relativos. 
 
Ex.: As mulheres, que (=as quais) são geniosas por natureza, 
permanecem ótimas. 
 
O Flamengo, que (= o qual) sempre será meu time de coração, é 
pentacampeão. 
 
Minha sogra, a que (= à qual) tenho grande aversão, está viva 
ainda. 
 
O Flamengo é o (= aquilo) que preocupa os vascaínos. 
 
 Os dois, que (= os quais) você ajudou, já estão recuperados. 
 
Obs.: 
 
1- Numa série de orações adjetivas coordenadas o que pode estar elíptico. 
 
Ex.: A sala estava cheia de alunos que conversavam, (!) riam, (!) dormiam. 
 
2- Diz-se que o relativo que só deve ser antecedido de preposição monossilábica (a, 
com, de, em, por; exceto sem e sob); caso contrário, usam-se os variáveis (sem 
restrição quanto ao uso das preposições), inclusive para evitar ambiguidade. 
 
Ex.: Este é o ponto com que concordo, mas foi este sobre o qual você falou? / 
Ambiguidade: Conheci o pai da garota que se acidentou. (Quem se acidentou?), por 
isso: Conheci o pai da garota o qual (ou a qual) se acidentou. 
 
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3- Cuidado para não confundir o relativo que com a conjunção integrante que, ou com o 
pronome interrogativo que, ou com a partícula expletiva que. 
 
Ex.: Eu disse ao homem que ia comprar o carro hoje! (conjunção integrante; Eu disse 
ao homem ISSO) / Eu não soube pelo homem que horas são. (pronome 
interrogativo) / Eram as meninas que tinham de limpar a casa hoje, mãe! (partícula 
expletiva; às vezes vem em forma de ‘expressão expletiva’ formada pelo verbo “ser 
+ que” para conferir ênfase a um termo de valor substantivo; no caso, ‘as meninas’) 
 
QUEM 
 
- É invariável. 
- Refere-se a pessoas ou a algo personificado. 
- A preposição a precederá o relativo quem sob qualquer circunstância, 
exceto se o verbo ou um nome da oração subordinada adjetiva exigir 
outra preposição. De qualquer forma, vem sempre preposicionado. 
 
Ex.: A Justiça a quem devo obediência é meu guia. 
 
 Eis o homem a quem mais admiro. 
 
 Conheci uma musa por quem me apaixonei. 
 
 Deus, perante quem me ajoelho, é importantíssimo. 
 
Obs.: Evita-se o uso da preposição sem antes de quem; prefere-se sem o qual em vez 
de sem que. 
 
Ex.: Esperávamos Maria sem quem não sairíamos. (!?) / Esperávamos Maria, sem a 
qual não sairíamos. 
 
CUJO 
 
- É um pronome adjetivo que vem, geralmente, entre dois nomes 
substantivos explícitos, entre o ser possuidor (antecedente) e o ser 
possuído (consequente). 
- É variável, logo concorda em gênero e número com o nome 
consequente, o qual geralmente difere do antecedente. 
- Nunca vem precedido ou seguido de artigo, é por isso que não há crase 
antes dele. 
- Geralmente exprime posse. 
- Equivale à preposição de + antecedente, se invertida a ordem dos 
termos. 
 
Ex.: O Flamengo, cujo passado é glorioso, continua alegrando. (O 
passado do Flamengo...) 
 
Esta é uma doença contra cujos males os médicos lutam. 
(...contra os males da doença) 
 
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 Vi o filme a cujas cenas você se referiu. (...às cenas do filme) 
 
O telefone, cuja invenção ajudou a sociedade, é útil. (A invenção 
do telefone...)* 
 
O registro formal, em que o grau de prudência é máximo, e cujo 
conteúdo é mais elaborado e complexo é o preferido dos 
professores de língua portuguesa. (...o conteúdo do registro 
formal...) 
 
*Aqui não há relação de posse. 
 
QUANTO 
 
- É variável. 
- Aparece sempre após os pronomes “tudo, todo (e variações) e tanto (e 
variações)” seguidos ou não de substantivo ou pronome. 
 
Ex.: Ele encontrou tudo quanto procurava. 
 
 Aqui há tudo quanto você precisa. 
 
 Bebia toda a cerveja quanta lhe ofereciam. 
 
 Todas quantas colaborarem serão beneficiadas. 
 
Aqui há tanto movimento quanto se pode esperar. 
 
Explico tantas vezes quantas sejam necessárias. 
 
ONDE 
 
- É invariável. 
- Aparece com antecedente locativo real ou virtual. 
- Substituível por “em que, no qual (variações)”. 
- Pode ser antecedido, principalmente, pelas preposições “a, de, por e 
para”. Aglutina-se com a preposição a, tornando-se “aonde”, e com a 
preposição de, tornando-se “donde”. 
 
Ex.: A cidade onde (= em que/ na qual) moro é linda. 
 
 Meu coração, onde tu habitas, é teu e de mais ninguém. 
 
 O sítio para onde voltei evocava várias lembranças. 
 
 As praias aonde fui eram simplesmente fantásticas. 
 
 O lugar donde retornei não era tão bom quanto aqui. 
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 A casa por onde passamos ontem era minha. 
 
Obs.: Há um uso indiscriminado do relativo onde na linguagem coloquial; seguem 
exemplos abaixo: Fomos recepcionados pela Camila, onde nos acolheu com afeto. / Esta 
instrução é excelente onde permite educar bem a criança. / Há uma boa variedade de 
atividades onde o professor também é um observador. 
 
COMO 
 
- É invariável. 
- Precedido sempre pelas palavras ‘modo, maneira, forma e jeito’. 
- Equivale a “pelo qual”. 
 
Ex.:Acertei o jeito como (= pelo qual) fazer as coisas. 
 
 Encontraram o modo como resolver a questão. 
 
 A maneira como você se comportou é elogiável. 
 
 Gosto da forma como aqueles atores contracenam. 
 
QUANDO 
 
- É invariável. 
- Antecedente sempre exprimindo valor temporal. 
- Equivale a “em que”. 
 
Ex.: Ele era do tempo quando se amarrava cachorro pelo rabo. 
 
 É chegada a hora quando (= em que) todos devem se destacar. 
 
 
Verbo 
 
Palavra que 
 
• indica ação, estado ou fenômeno natural — sempre dentro de uma 
perspectiva temporal; pode indicar também a noção de existência, 
volição (desejo), necessidade, etc. 
 
Ex.: Pestana estudou muito. (ação/passado) 
 
Pestana está feliz. (estado/presente) 
 
Amanhã choverá muito na cidade do Pestana. (fenômeno 
natural/futuro) 
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Há dois Pestanas na minha vida. (existência/presente) 
 
Queria o Pestana ao meu lado. (volição/passado) 
 
Precisarei do Pestana na próxima aula. (necessidade/futuro) 
 
Obs.: Frisei acima a ‘perspectiva temporal’ porque substantivos podem indicar ação, 
estado, fenômeno natural, etc.: plantação (ato de plantar), morte (estado), chuva 
(fenômeno natural). Estas palavras não podem ser verbos, entretanto, pois não 
indicam tempo em si mesmas. Muito diferente do verbo. 
 
• varia em modo, tempo, número, pessoa, voz e aspecto; as quatro 
primeiras flexões combinadas formam o que chamamos de 
conjugação verbal, ou seja, para atender às necessidades dos 
falantes, o verbo muda de forma à medida que variamos a ideia de 
modo, tempo, número e pessoa — falarei minuciosamente de cada 
tópico daqui a pouco. 
 
• tem um papel importantíssimo dentro da frase; sem ele (explícito 
ou implícito) não há orações na língua portuguesa, pois o verbo é o 
núcleo do predicado — percebeu que eu usei vários para dizer o que 
eu acabei de dizer? ;) 
 
 
 
Obs.: São mais de 11.000 verbos na língua, segundo nos informa o gramático 
Cegalla. Antes que você se desespere pensando que vai ter de saber tudo sobre 
eles, saiba que, em conjugação verbal, só alguns verbos são realmente 
importantes na sua vida de concurseiro. São estes os frequentes em concursos: 
ser, ir, vir (e derivados), ver (e derivados), pôr (e derivados), ter (e derivados), 
caber, valer, adequar, haver, reaver, precaver, requerer, prover, viger, preterir, 
eleger, impugnar, os terminados em –ear, -iar (lembra-se do MARIO?) e –uar. 
Falarei deles em separado, fique em paz mental! Antes de mais nada, porém, 
creio que você deve ter contato com a estrutura verbal antes de sair por aí 
conjugando; beleza? Vem comigo! 
 
 
Breve Apresentação das Flexões dos Verbos 
 
Pretendo esmiuçar o que significa modo, tempo, número, pessoa, voz e 
aspecto, mas antes disso preciso que você entenda superficialmente do 
que tratam tais conceitos. Esta abordagem inicial, não profunda, vai fazer 
você entender mais sobre as variações (ou flexões) verbais de modo que 
os conhecimentos seguintes servirão de complemento ao que já foi visto 
paulatinamente por você. Resultado: você não vai perder o fio de 
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raciocínio, não vai ficar ‘viajando na maionese’... Relaxe, que vai dar tudo 
certo. Vamos lá, então... 
 
Modo 
 
É a maneira, a forma como o verbo se apresenta na frase para indicar 
uma atitude da pessoa que o usou. Por exemplo, se você come um 
hambúrguer e gosta, você exclama: “Nossa! Como isso aqui está 
gostoso!”. Percebe que o verbo ‘estar’ se encontra em uma determinada 
forma, indicando certeza, afirmação, convicção, constatação? Então, 
dizemos que este ‘modo’ como o verbo se apresenta indica que o falante 
põe certeza, verdade no que diz, certo? Este é o famoso MODO 
INDICATIVO, o modo da certeza, do fato, da verdade! 
 
Agora, em uma cena parecida, você vê uma pessoa comendo com 
vontade e diz: “Espero que esteja gostoso mesmo.” Percebe que a 
forma, o modo, a maneira como o verbo se apresenta mudou em relação 
ao de cima? Por que mudou? Para expressar outra ideia que o falante 
quer passar, a saber: dúvida, suposição, incerteza, possibilidade. Este é o 
igualmente famoso MODO SUBJUNTIVO, o modo da subjetividade, da 
incerteza, da dúvida, da hipótese! 
 
“Coma este hambúrguer, você não vai querer outro.” Note que nesta 
frase, o verbo indica sugestão, ordem, pedido... dependendo do tom 
como ele é pronunciado. Um simples “Passe o sal”, pode ser dito em tom 
de pedido, se o casal estiver no início do relacionamento, mas se estiver 
casado há muitos anos, a ordem é o expediente... rs... Estou brincando, 
afinal eu sou casado e minha mulher me ama de paixão ;) Voltando à 
realidade, dizemos que tal verbo se encontra no MODO IMPERATIVO, o 
modo da ordem, do pedido, da sugestão, da exortação, da advertência! 
Falarei mais sobre a formação do imperativo à frente. 
 
Tempo 
 
Os seres humanos, em geral, entendem o tempo numa linha corrente, e é 
a partir disso que formulam suas frases, situando no tempo seu discurso. 
No entanto, nós, seres humanos, que estamos sempre no tempo presente 
da linha do tempo REAL, podemos sempre, pela linha do tempo do 
DISCURSO, voltar ao passado e viajar ao futuro. “Como fazemos isso, 
Pestana?” Através dos verbos, ora bolas! 
 
 
--------------/------------------------/---------------------------/-----------------���� 
 
 PASSADO PRESENTE FUTURO 
 
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Entendendo melhor: você está lendo agora este texto, certo? Aí, chega 
alguém até você e começa a atrapalhar sua leitura, daí você diz: “Eu 
estava lendo.”, como quem diz: “Volte para lá, seu chato!”. Percebeu que 
o verbo usado por você ficou no passado? Por quê? Pois você, aluno(a), 
no presente real retornou, através do discurso, ao passado, ou seja, 
àquilo que você estava fazendo. Logo, as noções de passado, presente e 
futuro norteiam nossa vida, não só no tempo cronológico, real, físico, mas 
também no tempo do discurso. Você entenderá isso melhor mais à frente, 
meu nobre (percebeu que eu usei o verbo no futuro?). 
 
Como já dito, existem três tempos no modo indicativo: passado (pretérito 
perfeito, imperfeito e mais-que-perfeito), presente e futuro (do presente e 
do pretérito). No subjuntivo: presente, pretérito imperfeito e futuro. 
Explanarei em detalhes daqui a pouco. 
 
Número 
 
Este é fácil: singular e plural. Eu amo, mas nós amamos; tu amas, mas 
vós amais; ele ama, mas eles amam. Molezinha! 
 
Pessoa 
 
Fácil também: 1ª pessoa, o falante (eu amei, nós amamos); 2ª pessoa, 
o ouvinte (tu amaste, vós amastes); 3ª pessoa, o assunto (ele amou, 
eles amaram). 
 
Voz 
 
É a maneira como o verbo se encontra/aparece para indicar sua relação 
com o sujeito; dependendo de sua forma, o verbo pode indicar uma ação 
praticada pelo sujeito (voz ativa), uma ação sofrida pelo sujeito (voz 
passiva) ou uma ação praticada e sofrida pelo sujeito (voz reflexiva). 
Falarei mais sobre isso mais à frente. Take it easy! 
 
Aspecto 
 
Alguns verbos têm peculiaridades semânticas dentro da perspectiva 
temporal, ou seja, dependendo da forma e do contexto em que se 
encontram podem indicar processos de duração verbal diferenciados. Por 
exemplo: Eu comia hambúrgueres na minha adolescência(o verbo indica 
que este hábito era costumeiro nesta fase da vida). Agora: Eu comia um 
hambúrguer, quando ela me interrompeu (o verbo indica que a ação 
verbal já havia iniciado, prosseguiu até um momento, mas não foi 
finalizada). Sobre isso, fique tranquilo, falarei mais à frente. É bastante 
interessante. 
 
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Veja só alguns aspectos abaixo para você ter uma ideia (baseado nos 
exemplos do dicionário Caldas Aulete): 
 
Aspecto durativo: indica um processo continuado, uma ação que se prolonga por 
determinado tempo (p.ex.: Ele estuda durante o verão). 
 
Aspecto habitual: indica que ação ou situação se repete habitualmente (p.ex.: Eles 
lancham todos os dias). 
 
Aspecto pontual: que indica que um evento é momentâneo, não dura além de um 
momento (p.ex.: Ela espirrou). 
 
 
Entendendo a Estrutura do Verbo 
 
Na conjugação de um verbo, normalmente ocorre a combinação de alguns 
elementos, conhecidos como: Radical, Vogal Temática (VT), Tema, 
Desinência Modo-Temporal (DMT) e Desinência Número-Pessoal (DNP). 
 
É importante dizer que estes elementos verbais podem sofrer algumas 
mudanças na forma, chamadas tecnicamente de ‘alomorfias’. Fica ligado 
nisso quando eu apresentar os exemplos abaixo. 
 
• Radical: indica a significação do verbo, é a sua base. 
 
Ex.: FAZER: Eu faço, tu fazes, ele faz, nós fazemos... (presente do 
indicativo) 
 
Obs.: Importante saber sobre radical: 
 
Formas rizotônicas: a sílaba tônica do verbo recai dentro do radical: Eu amo 
muito minha esposa. / Eles precisam de ajuda. 
 
Formas arrizotônicas: a sílaba tônica do verbo recai fora do radical: Nós 
estudaremos mais a Língua Portuguesa. 
 
• VT: é uma vogal que vem após o radical, permitindo uma boa 
pronúncia do verbo e indicando como vai ser o modelo (paradigma) 
das conjugações (1ª conjugação: -A / 2ª conjugação: -E / 3ª 
conjugação: -I). 
 
Ex.: AMAR: Eu amei, tu amaste, ele amou, nós amamos... (pretérito 
perfeito do indicativo) 
 
 COMER: Eu comera, tu comeras, ele comera, nós comêramos... 
(pretérito mais-que-perfeito do indicativo) 
 
 PARTIR: Eu partirei, tu partirás, ele partirá, nós partiremos... 
(futuro do presente do indicativo) 
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• TEMA: é a combinação dos elementos anteriores (Radical + VT) 
que serve de preparação para o recebimento das desinências 
verbais. 
 
Ex.: AMAR, COMENDO, PARTIDO... 
 
Obs.: O verbo PÔR, cujo radical é PO, é de 2ª conjugação (POER); a vogal temática 
de 2ª conjugação (E) fica mais clara quando o conjugamos: Eu ponho, tu pões, ele 
põe, nós pomos, vós pondes, eles põem. 
 
• DMT: indica o modo e o tempo verbal; não há DMT em todos os 
tempos e modos. 
 
Tempo Modo Indicativo Modo Subjuntivo Formas Nominais 
Presente (1ª conj.) --- e infinitivo 
Presente (2ª e 3ª conj.) --- a r 
Perfeito --- --- 
Imperfeito (1ª conj.) va (ve) sse gerúndio 
Imperfeito (2ª e 3ª conj.) a (e) sse ndo 
Mais-que-perfeito ra (re) (átono) --- 
Futuro do presente ra (re) (tôn.) --- particípio 
Futuro do pretérito ria (rie) --- (a/ i)do* 
Futuro do subjuntivo r 
 
* Para alguns gramáticos, o a e o i do particípio são vogais temáticas; esta desinência 
de particípio (do) pode mudar, dependendo do verbo. 
 
• DNP: indica o número e a pessoa do verbo, vem depois da DMT; 
não há DNP em todos os tempos e modos; o modelo abaixo é só um 
padrão de conjugação. 
 
Tempo Singular Plural 
Presente indicativo 1ª p.: o / 2ª p.: s 1ª p.: mos / 2ª p.: is / 3ª p.: m 
Pretérito perfeito do 1ª p.: i / 2ª p.: ste 1ª p.: mos / 2ª p.: stes / 3ª p.: ram 
indicativo 3ª p.: u 
Futuro do presente 
do indicativo 1ª p.: i / 2ª p.: s 1ª p.: mos / 2ª p.: is / 3ª p.: o 
Futuro do subjuntivo 
e Infinitivo flexionado 2ª p.: es 1ª p.: mos / 2ª p.: des / 3ª p.: em 
Imperativo afirmativo --- 1ª p.: mos / 2ª p.: i, de 
 
Obs.: Os tempos que aqui não foram mencionados (pretérito imperfeito, mais-que-
perfeito, futuro do pretérito, presente do subjuntivo e pretérito imperfeito do subjuntivo) 
seguem um modelo (paradigma) de desinências, que é: 2ª pessoa do singular: S, 1ª 
pessoa do plural: MOS, 2ª pessoa do plural: IS e 3ª pessoa do plural: M. Falarei mais 
sobre o imperativo à frente. 
 
 
Classificações dos Verbos 
 
Regulares 
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Segue um paradigma (modelo) em que o radical e as desinências 
permanecem inalterados; bem mais de 90% dos verbos são regulares. 
 
Ex.: Eu amo, tu amas, ele ama, nós amamos, vós amais, eles amam. 
 
Irregulares 
 
Não segue um paradigma; normalmente na 1ª pessoa do singular do 
presente do indicativo, isso já fica claro, pois o radical ou as desinências 
são alterados. 
 
Ex.: Eu caibo, tu cabes, ele cabe, nós cabemos, vós cabeis, eles 
cabem. 
 
Alguns irregulares famosos: polir, estar, fazer, dar, vir, pedir, poder, ter, pôr, caber, 
ferir*... 
 
* Conjugam-se como ferir: aderir, advertir, competir, convergir, despir, digerir, expelir, 
gerir, impelir, mentir, perseguir, repelir, sugerir, transferir, vestir... 
 
Certos verbos sofrem alterações no radical para que seja mantida a regularidade sonora: 
corrigir, fingir, embarcar, tocar...; tais alterações não tornam o verbo irregular, logo são 
regulares. 
 
Anômalos 
 
Apresenta vários radicais diferentes; existem dois apenas: SER e IR. 
 
Ex.: Eu sou, tu és... eu fui... eu era... (que) eu seja... (se) eu fosse... 
(quando) eu for... 
 
 
Esses dois verbos são idênticos na conjugação dos seguintes tempos: pretérito 
perfeito do indicativo (fui, foste...), pretérito mais-que-perfeito do indicativo 
(fora, foras...), pretérito imperfeito do subjuntivo (fosse, fosses...) e futuro do 
subjuntivo (for, fores...). Só conseguimos identificar um ou outro pelo contexto. 
 
Ex: Fui sargento durante cinco anos. (SER) / Fui à praia pela manhã. (IR) 
 
Defectivos 
 
Não apresentam conjugação completa. Tal “defeito” existe apenas no 
presente do indicativo, do subjuntivo e do imperativo. Por isso, mesmo 
defectivo, o verbo poderá ser conjugado inteiramente nos outros 
tempos e modos verbais. Os defectivos são: 
 
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• verbos que só não possuem a 1ª pessoa do singular do presente do 
indicativo: abolir, banir, colorir, delinquir, demolir, emergir, 
explodir, feder, haurir, imergir, puir, ruir, ungir... 
 
• verbos que, no presente do indicativo, só se conjugam nas 1ª e 2ª 
pessoas do plural: precaver-se, reaver, adequar, combalir, falir, 
florir, remir, ressarcir... 
 
• os que só aparecem na 3ª pessoa do singular se estiverem em seu 
sentido denotativo: todos os impessoais, das orações sem sujeito 
(lembra-se?): haver, ter, fazer, ser, estar e os que indicam 
fenômenos naturais; os unipessoais, verbos da oração principal da 
oração subordinada substantiva subjetiva (lembra-se?): cumprir, 
importar, convir, doer, aprazer, parecer, saber, etc.;os verbos 
onomatopaicos: cacarejar, coachar, zunir, miar, rugir, latir, etc. 
 
Obs.: Não são defectivos: caber, valer, redimir, polir, surtir, rir, escapulir, entupir, 
sacudir... 
 
Abundantes 
 
Possuem duas ou mais formas na mesma parte da conjugação; 
geralmente isso ocorre no particípio. 
 
Ex.: havemos ou hemos, haveis ou heis (haver); construis ou constróis 
(construir); destruis ou destróis (destruir); comprazi ou comprouve 
(comprazer-se), etc. 
 
Celso Cunha diz que os verbos DIZER, FAZER E TRAZER, na 2.ª pessoa do 
singular, apresentam no imperativo afirmativo duas formas: dize ou diz, 
faze ou faz, traze ou traz. 
 
Sobre os particípios duplos: 
 
As formas regulares (particípio em -ado ou –ido) são empregadas na voz 
ativa com os verbos auxiliares ter ou haver: 
 
Eu havia pagado o banco. 
O banco havia aceitado o cheque. 
Já havíamos limpado a casa. 
Tenho aceitado trabalhos demais este ano. 
Ainda não tínheis acendido a vela. 
Ele tinha me salvado uma vez. 
Ela tinha pegado pena perpétua. 
O padre havia benzido o lugar. 
Você podia ter imprimido o material antes. 
 
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As formas irregulares (particípio não terminado em –ado ou –ido) são 
usadas na voz passiva com os auxiliares ser, estar ou ficar, normalmente; 
podem variar em gênero e número: 
 
Eu sou pago pelo banco. 
O cheque foi aceito pelo banco. 
A casa ficou limpa pela empregada. 
Meus trabalhos foram aceitos pela agência. 
A vela será acesa pelo coroinha. 
O homem estava salvo por ele. 
O ladrão foi pego em flagrante. 
O fiel era bento pelo padre. 
Aquele documento enfim ficou impresso. 
 
Obs.: Os verbos trazer, chegar, abrir, cobrir, escrever, etc. não são abundantes, logo a 
única forma no particípio é: trazido, chegado, aberto, coberto, escrito. Pelo amor de 
Deus! As formas trago e chego não são admitidas no registro culto da língua, segundo os 
maiores gramáticos. 
 
Ele tinha chegado tarde. E não: Ele tinha chego tarde. / O pacote foi trazido na hora 
certa. E não: O pacote foi trago na hora. 
 
O verbo vir tem como particípio vindo, a mesma forma que seu gerúndio, assim como 
seus derivados: advindo, intervindo, provindo, sobrevindo. 
 
Pronominais 
 
Não são conjugados sem a presença do pronome oblíquo átono com 
função de parte integrante do verbo. Vá à página 7. Para os preguiçosos 
(☺), veja agora alguns: valorizar-se, indignar-se, ufanar-se, atrever-se, 
alegrar-se, admirar-se, lembrar-(se), esquecer-(se), orgulhar-se, 
arrepender-se, queixar-se, sentar-se, suicidar-se, concentrar-se, 
converter-se, afastar-se, precaver-se, sentir-se, etc. 
 
Veja se estas frases refletem o uso da língua: “Eu apaixonei pelo 
professor”, “Nós queixamos do professor”, “Ela suicidou do prédio”. 
 
Se sua resposta foi “não”, parabéns! Está faltando o quê? O pronome 
oblíquo átono, pois o verbo é PRONOMINAL, ora... as frases adequadas 
ficam assim, portanto: “Eu apaixonei-ME pelo professor”, “Nós NOS 
queixamos do professor”, “Ela suicidou-SE do prédio”. Simples assim. 
 
Cuidado com os verbos esquecer e lembrar, pois, dentre outros, eles 
podem não ser pronominais sempre. Ok? Veja o que quero dizer com 
isso: “Ela esqueceu a informação ou Ela esqueceu-se da informação”. 
Quando esses verbos forem pronominais, exigirão um complemento 
preposicionado; percebe? 
 
Reflexivos 
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 Teoria e Questões da Funiversa 
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São verbos acompanhados de pronomes reflexivos. Sempre são verbos 
transitivos diretos e/ou indiretos (VTD/ VTI/VTDI). Segundo Bechara, ele 
“faz refletir sobre o sujeito a ação que ele mesmo praticou.” Diz-se que o 
pronome reflexivo, que acompanha tal verbo, é também recíproco quando 
há mais de um ser no sujeito e o verbo se encontra no plural. É possível 
substituir o pronome átono por ‘a mim mesmo, a ti mesmo, a si 
mesmo(s), a nós mesmos, a vós mesmos’ 
 
Ex.: A menina se cortou. / Se está doente, trate-se. / Os namorados se 
deram as mãos. (recíproco) / A avó e a neta se queriam muito. 
(recíproco) / Eles se beijaram. (recíproco) / Ela se impôs uma dieta muito 
severa. / Ele se achou culpado por ter perdido a luta. / Sofia deixou-se 
estar à janela. 
 
 
 
Conjugação Verbal e Verbos “Polêmicos” 
 
Não é incomum as provas de concurso, como o seu, cobrarem o 
conhecimento da conjugação (tempos, modos, números e pessoas) de 
alguns verbos; como a maioria deles é regular, sempre seguem um 
paradigma (modelo) na conjugação. 
 
Meu amigo, baseie a conjugação de todo e qualquer verbo regular pelos 
verbos AMAR (1ª conjugação), VENDER (2ª conjugação) e PARTIR (3ª 
conjugação). Beleza? Apesar de eu apresentar a conjugação das formais 
nominais, falarei mais sobre elas mais à frente, principalmente dos verbos 
no infinitivo. Veja o paradigma: 
 
VERBO AMAR 
Indicativo 
Pessoas Radical Presente 
Pretérito 
Perfeito 
Pretérito 
Imperfeito 
Pretérito 
Mais-
Que-
Perfeito 
Futuro 
do 
Presente 
Futuro 
do 
Pretérito 
EU Am o ei Ava ara arei aria 
TU Am as aste avas aras arás arias 
ELE Am a ou Ava ara ará aria 
NÓS Am amos amos ávamos áramos aremos aríamos 
VÓS Am ais astes áveis áreis areis aríeis 
ELES Am am aram avam aram arão ariam 
VERBO AMAR 
Subjuntivo 
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Pessoas Radical Presente Pretérito Futuro 
EU Am e asse ar 
TU Am es asses ares 
ELE Am e asse ar 
NÓS Am emos ássemos armos 
VÓS Am eis ásseis ardes 
ELES Am em assem arem 
 
Formas Nominais 
Radical Infinitivo Gerúndio Particípio 
Am ar ando ado 
 
VENDER 
Indicativo 
Pessoas Radical Presente 
Pretérito 
Perfeito 
Pretérito 
Imperfeito 
Pretérito 
Mais-
Que-
Perfeito 
Futuro 
do 
Presente 
Futuro 
do 
Pretérito 
EU Vend o i Ia era erei eria 
TU Vend es este Ias eras erás erias 
ELE Vend e eu Ia era erá eria 
NÓS Vend emos emos íamos êramos eremos eríamos 
VÓS Vend eis estes Íeis êreis ereis eríeis 
ELES Vend em eram Iam eram erão eriam 
VENDER 
Subjuntivo 
Pessoas Radical Presente Pretérito Futuro 
EU Vend a esse er 
TU Vend as esses eres 
ELE Vend a esse er 
NÓS Vend amos êssemos ermos 
VÓS Vend ais êsseis erdes 
ELES Vend am essem erem 
 
Formas Nominais 
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Radical Infinitivo Gerúndio Particípio 
Vend er endo ido 
 
PARTIR 
Indicativo 
Pessoas Radical Presente 
Pretérito 
Perfeito 
Pretérito 
Imperfeito 
Pretérito 
Mais-
Que-
Perfeito 
Futuro 
do 
Presente 
Futuro 
do 
Pretérito 
EU Part o i Ia ira irei iria 
TU Part es iste Ias iras irás irias 
ELE Part e iu Ia ira irá iria 
NÓS Part imos imos íamos íramos iremos iríamos 
VÓS Part is istes Íeis íreis ireis iríeis 
ELES Part em iram Iam iram irão iriam 
PARTIR 
Subjuntivo 
Pessoas Radical Presente Pretérito Futuro 
EU Part a isse ir 
TU Part as isses ires 
ELE Part a isse ir 
NÓS Part amos íssemos irmos 
VÓS Part ais ísseis irdes 
ELES Part am issem irem 
 
Formas Nominais 
Radical Infinitivo Gerúndio Particípio 
Part ir indo ido 
 
Você deveestar se perguntando: “Ué, mas cadê o imperativo?” Calma, 
meu nobre, antes disso, faço questão de apresentar a formação do verbo 
PÔR, afinal ele e seus derivados são figurinhas repetidas nas questões de 
concursos. Como você já sabe, o verbo pôr e seus derivados (apor, repor, 
compor, propor, pospor, antepor, sobrepor, impor, depor, etc.) 
pertencem à segunda conjugação, porque pôr é verbo de 2ª conjugação, 
pois origina-se da forma latina ponere > poer (vogal temática E). Veja 
agora a conjugação do verbo supor (mais um derivado deste importante 
verbo): 
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SUPOR 
Indicativo 
Pessoas Radical Presente 
Pretérito 
Perfeito 
Pretérito 
Imperfeito 
Pretérito 
Mais-
Que-
Perfeito 
Futuro 
do 
Presente 
Futuro 
do 
Pretérito 
EU Sup onho us unha usera orei oria 
TU Sup ões useste unhas useras orás orias 
ELE Sup õe ôs unha usera orá oria 
NÓS Sup omos usemos únhamos uséramos oremos oríamos 
VÓS Sup ondes usestes únheis uséreis oreis oríeis 
ELES Sup õem useram unham useram orão oriam 
SUPOR 
Subjuntivo 
Pessoas Radical Presente Pretérito Futuro 
EU Sup onha usesse user 
TU Sup onhas usesses useres 
ELE Sup onha usesse user 
NÓS Sup onhamos uséssemos usermos 
VÓS Sup onhais usésseis userdes 
ELES Sup onham usessem userem 
 
Formas Nominais 
Radical Infinitivo Gerúndio Particípio 
Supo R ndo sto 
 
Enfim... a formação do imperativo – em tese, todos os verbos seguem 
o paradigma (modelo) abaixo: 
 
Presente do indicativo Imperativo afirmativo Presente do subjuntivo Imperativo negativo 
 (igual ao pres. subj.) 
Eu amo --- (Que) Eu venha --- 
Tu amas -> ama (tu) Tu venhas -> não venhas 
Ele ama ama (você) <- Ele venha -> não venha 
Nós amamos amemos (nós) <- Nós venhamos -> não venhamos 
Vós amais -> amai (vós) Vós venhais -> não venhais 
Eles amam amem (vocês) <- Eles venham -> não venham 
 
 
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Obs.: O verbo SER não se adapta perfeitamente a essa formação: no imperativo afirmativo, ele fica 
assim: SÊ (tu), SEDE (vós). 
 
Existe algo extremamente importante a falar sobre o imperativo. Você já 
ouviu falar de uniformidade de tratamento? Então, é a hora de saber, 
visto que muitos concursos vêm apelando para este tipo de questão a fim 
de testar seu conhecimento do registro culto da língua. 
 
Como o próprio nome sugere, o tratamento (ou a pessoa do verbo) fica 
uniforme, ou seja, não muda de forma. Isto normalmente ocorre com 
verbos no imperativo. Na língua portuguesa falada em quase todo o 
Brasil, o pronome você praticamente derrotou o tu. Muitas vezes, no 
entanto, as duas formas de tratamento se misturam na frase, causando 
erro, o que se torna cada vez mais comum quando utilizamos o modo 
imperativo. Cuidado com isso! 
 
Quem não se lembra do slogan da Caixa Econômica Federal? “Vem pra 
Caixa você também... Vem!” O moço que fez a propaganda (só chamando 
assim...) não se deu conta (achou eu) de que estava infringindo um 
princípio da língua culta, a saber: a uniformidade de tratamento. Se ele 
diz “Vem”, este verbo está na 2ª pessoa do singular do imperativo 
afirmativo — encaixe o verbo ‘vir’ lá na tabelinha para ver se ele não 
vacilou... eh... como diz a música: “Vacilou, o cachimbo cai!”. O camarada 
publicitário “garoteou”, fez uma DESuniformidade de tratamento. Era 
preciso que a frase ficasse assim para manter harmonia de tratamento: 
“Vem pra Caixa tu também... Vem!” Hmmmm... estranho, não?! Será que 
é por isso que ele misturou o verbo de 2ª pessoa com o pronome ‘você’ 
(3ª pessoa gramatical)? Pode ser... 
 
O fato é que você não pode vacilar na prova. Adriana Calcanhoto também 
não fez uniformidade, mas ela tem licença poética, amigo...; veja: 
 
(Ela começa com a terceira pessoa...) 
 
Rasgue (você) as minhas cartas 
E não me procure (você) mais 
Assim será melhor 
Meu bem! 
 
(Estava bom demais para ser verdade... daí ela muda para a 2ª pessoa) 
 
O retrato que eu te (!) dei 
Se ainda tens (!) 
Não sei! 
 
(Como num passe de mágica ela retorna à 3ª pessoa... coisa linda!) 
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Mas se tiver 
Devolva-me! 
 
Meu amigo, se um discurso começar com a 3ª pessoa, mantenha-o ATÉ O 
FIM! Se começar com a 2ª pessoa, IDEM! Combinado? Maravilha! 
 
 
Veja agora a lista com a conjugação de alguns verbos ‘notáveis’: 
 
1- Terminados em –UAR 
 
São verbos regulares da 1ª conjugação. Como ele, conjugam-se 
averiguar, aguar, enxaguar, obliquar, etc. De acordo com o novo acordo 
ortográfico, não há mais trema nem acento agudo nos grupos “gue, gui, 
que, qui”. As formas rizotônicas são pronunciadas apazigu-e, apazigu-
es... ou apazígue, apazígues... 
 
Presente do Indicativo: apaziguo, apaziguas, apazigua, 
apaziguamos, apaziguais, apaziguam. 
Presente do Subjuntivo: apazigue, apazigues, apazigue, 
apaziguemos, apazigueis, apaziguem. 
Imperativo Afirmativo: apazigua, apazigue, apaziguemos, apaziguai, 
apaziguem. 
Imperativo Negativo: não apazigues, não apazigue, não 
apaziguemos, não apazigueis, não apaziguem. 
 
Obs.: Aguar, enxaguar e desaguar recebem acento agudo no primeiro A das formas 
rizotônicas. 
Presente do Indicativo: águo, águas, água, aguamos, aguais, águam. 
Presente do Subjuntivo: águe, águes, águe, aguemos, agueis, águem. 
 
2- Terminados em -EAR 
 
No presente do indicativo, do subjuntivo e no imperativo, recebem a letra 
‘i’ nas formas rizotônicas (sílaba tônica no radical). Trocando em miúdos, 
o ‘i’ vem após o ‘e’, exceto na 1ª e 2ª pessoas do plural. Pentear é um 
exemplo: 
 
Presente do indicativo: penteio, penteia, penteia, penteamos, 
penteais, penteiam 
Presente do subjuntivo: penteie, penteies, penteie, penteemos, 
penteeis, penteiem 
 
3- Terminados em –IAR 
 
Os verbos dessa terminação são regulares, ou seja, seguem a 
conjugação de AMAR. Um exemplo é o verbo VARIAR (radical VARI-): eu 
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vario, tu varias, varia, variamos, variais, variam. Nada de “Eu ‘vareio’...” 
☺ 
 
Há pelo menos seis verbos terminados em -IAR que recebem a letra ‘e’ 
antes do ‘i’ nas formas rizotônicas (formas em que a sílaba tônica recai no 
radical), do presente do indicativo e presente do subjuntivo, exceto na 1ª 
e 2ª pessoas do plural. Suas iniciais formam o anagrama M-A-R-I-O: 
Mediar, Ansiar, Remediar, Intermediar, Incendiar e Odiar. 
 
Presente do Indicativo: intermedeio, intermedeia, intermedeia, 
intermediamos, intermediais, intermedeiam 
 
Para agilizar sua vida, lembre-se da conjugação do verbo ODIAR, o mais 
usado de todos no dia a dia. Também, ao falar de verbo durante várias 
páginas, quem não odeia? EU não odeio, gostomuito, e você tem de 
gostar idem, meu caro, rs... 
 
4- Requerer: não é derivado do QUERER. 
 
No presente do indicativo: requeiro, requeres, requer... e no presente 
do subjuntivo: requeira, requeiras, requeira... 
 
Os demais tempos seguem o modelo do paradigma VENDER. 
 
5- Precaver-se: não é derivado do verbo VER; é defectivo; no presente 
do indicativo, só se conjuga nas 1ª e 2ª pessoas do plural: precavemos, 
precaveis; não há o presente do subjuntivo; os demais tempos seguem 
o modelo de conjugação de VENDER. 
 
6- Reaver: é derivado do HAVER, mas só se conjuga quando houver a 
letra V na conjugação do “haver”, logo você tem de saber a conjugação 
deste verbo; no presente do indicativo, só existem as formas da 1ª e 2ª 
pessoas do plural: reavemos, reaveis; não há presente do subjuntivo; 
os demais tempos seguem a conjugação de HAVER. 
 
7- Prover: não é derivado do VER, apesar de coincidir na 1ª pessoa do 
singular do presente do indicativo e do subjuntivo; o resto da conjugação 
é igual VENDER 
 
Presente do indicativo: provejo, provês, provê,... 
Presente do subjuntivo: proveja, provejas, proveja,... 
 
8- Viger: é defectivo; não possui, no presente do indicativo, a 1ª pessoa 
do singular; logo, não há presente do subjuntivo tampouco imperativo; do 
mais, conjuga-se como VENDER. 
 
9- Prover: verbo irregular da 2ª conjugação que significa abastecer; 
varia nas desinências; no presente do indicativo, no presente do 
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subjuntivo, no imperativo afirmativo e no imperativo negativo tem 
conjugação idêntica à do verbo ver; no restante dos tempos, tem 
conjugação regular, ou seja, segue a conjugação de qualquer verbo 
regular terminado em -er, como VENDER. 
 
10- Aderir, competir, preterir, discernir, concernir, impelir, expelir, 
repelir...: verbos mudam o e do infinitivo para i na primeira pessoa do singular 
do presente do indicativo e em todas do presente do subjuntivo 
 
Presente do indicativo: adiro, aderes, adere, aderimos, aderimos, 
aderem. 
Presente do subjuntivo: adira, adiras, adira, adiramos, adirais, 
adiram. 
 
Nem preciso dizer que os verbos ser, ir, vir, pôr, ter e haver precisam 
estar no sangue, certo?! 
 
Vamos nessa! Ainda não acabou, my friend! 
 
 
Locução verbal 
 
Também chamada de perífrase verbal, é um grupo de verbos que tem 
uma só unidade de sentido, como se fosse um só verbo; formada por 
verbo auxiliar + verbo principal (no gerúndio, infinitivo ou particípio), 
a locução verbal representa uma só oração dentro da frase. 
 
Interessante dizer que os verbos auxiliares carregam aspectos ou 
durações diversas no processo verbal ampliando o sentido do verbo 
principal e sempre se flexionam com o sujeito, concordando em número e 
pessoa com ele. 
 
Estes são os principais auxiliares e seus aspectos, formando locuções 
verbais: 
 
Auxiliares de voz: formam a voz passiva (ser, estar, ficar, viver, andar 
+ particípio). 
 
Ex. Fomos vistos por ela. 
 
Auxiliares de modo: precisam o modelo como a ação verbal se realiza 
ou deixa de se realizar. 
 
Ex.: Tenho de estudar. (obrigação) 
 Posso estudar. (possibilidade) 
 Quero estudar. (vontade) 
 Pretendo estudar. (tentativa) 
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 Consegui estudar. (resultado) 
 Pareço estudar. (aparência) 
 Vou estudar. (intenção) 
 
Auxiliares de aspecto: precisam o momento em que a ação verbal se 
realiza. 
 
Ex.: Passei/Comecei a estudar. (início) 
 Estou para estudar. (iminência) 
Venho/Fiquei/Estou a escrever/escrevendo. (continuidade) 
 Gosto de/Tornei/Voltei a estudar. (repetição) 
 Deixei/Cessei/Parei de estudar. (cessação) 
 Continuo estudando. (permansivo) 
 
Existe um tipo de locução verbal, chamada de tempo composto, formado 
pelo verbo ter/haver + particípio, muito exigido em provas de concurso 
público. Eu, Pestana, prefiro explanar isso detalhadamente num tópico 
mais à frente, Emprego de Tempos e Modos Verbais. Ok? Fique ligado! 
 
Obs.: 
 
• Os verbos causativos e sensitivos não formam locução verbal com o infinitivo 
ou gerúndio; são dois verbos, cada um com sua autonomia. 
 
Ex.: Já te mandei ficar quieto. / Eu a vi cantando outro dia. 
 
• Quando o infinitivo ou o gerúndio puder ser transformado em uma oração 
desenvolvida, iniciada por conectivo, não haverá locução verbal. 
 
Ex.: Espero encontrar (que encontre) o caminho. 
 
• Vale dizer que os verbos da locução verbal podem vir separados por expressões 
interferentes: 
 
Ex.: Hoje, estou, mais do que nunca, estudando muito para a minha prova. 
 
 
Aspectos Verbais 
 
O aspecto verbal tem a ver com o tempo gasto na duração do processo 
verbal (início, meio e/ou fim). Só conseguimos perceber o aspecto verbal 
pela semântica do verbo e pelo contexto. Poderia falar muito sobre este 
tópico, mas vou me ater apenas ao que interessa para sua prova, beleza? 
A saber: formas simples e compostas dos verbos (locução verbal). Então, 
venha comigo! 
 
• Aspecto pontual ou momentâneo: não é apresentada a duração, 
pois o fato é instantâneo. 
 
Ex.: Eu estou vendo TV agora, depois a gente se fala. 
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João, o telefone toca... vem atender! 
 
• Aspecto inceptivo, incoativo: o processo verbal indica que algo 
está sendo apresentado em seu início. 
 
Ex.: Quando o sinal tocou, os alunos foram saindo de sala. 
 
Meu filho começou a andar. 
 
Amanhece em Copacabana um sol lindo, vivo. 
 
• Aspecto cursivo, durativo: o processo verbal já teve um início e 
continuou ou continua, sem conclusão. 
 
Ex.: Eu estava falando ao telefone, e me interromperam. 
 
 Temos exercitado muito a Língua Portuguesa. 
 
 Esperamos notícias deles até agora... 
 
Obs.: O pretérito imperfeito (incompleto) do indicativo se encaixa normalmente 
neste aspecto, pois o processo não tem limites claros e seu prolongamento é impreciso. 
 
• Aspecto cessativo, conclusivo: o processo verbal é apresentado 
em sua totalidade, com começo, meio e fim. 
 
Ex.: Conseguimos ler o texto todo. 
 
Malhei durante duas horas ontem. 
 
Obs.: O pretérito perfeito (completo) do indicativo se encaixa normalmente neste 
aspecto, pois o processo é concluso, finalizado. 
 
• Aspecto iterativo, frequentativo, reiterativo: o processo verbal 
indica uma ideia de repetição, de hábito, costume. 
 
Ex.: Ele me abraça três vezes ao me ver. 
 
Você tem falado muito sobre passar na prova. 
 
• Aspecto permansivo (permanência): o processo verbal já se 
concluiu, mas os efeitos permanecem. 
 
Ex.: Só aprendi Português no Ensino Médio. 
 
 Só soube Matemática mesmo na Faculdade, porque antes... 
 
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• Aspecto genérico, universal, atemporal: este processo de 
duração verbal trabalha com verdades absolutas ou tomadas como 
tal, científica, religiosa ou culturalmente 
 
Ex.: Todo número par será divisível por dois. 
 
 Mulher é bicho difícil de entender. 
 
 Deus existe! 
 
 Quem cala consente 
 
 
Quando eu falar sobre tempos e modos verbais, você vai perceber que oaspecto verbal está muito interligado às noções temporais. Faça este link 
mental! 
 
 
Emprego dos Tempos e Modos Verbais 
 
Os diferentes tempos verbais atendem a necessidades distintas dos 
falantes. Eles indicam o momento em que o falante quer situar os fatos. 
Os modos verbais vão exprimir, normalmente, certeza (indicativo), 
incerteza (subjuntivo) e ordem (imperativo). Vejamos primeiramente os 
tempos do modo indicativo, depois do subjuntivo e em seguida falaremos 
do modo imperativo. 
 
 
Por favor, fique ligado nos tempos compostos correspondentes aos tempos 
simples a cada detalhamento abaixo! Tal correspondência é abordada em 
questão de prova. Preste atenção!!! 
 
O MODO INDICATIVO 
 
PRESENTE 
 
• Fato ocorre no momento em que se fala (presente pontual) 
 
Ex.: Ouço vozes estranhas lá de fora... 
 
Estou ouvindo música agora. 
 
• Fato habitual (presente iterativo) 
 
Ex.: Aos domingos, vou à missa. 
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O galo sempre canta às 5 horas aqui perto. 
 
• Fato atemporal, verdade absoluta ou tomada como tal 
 
Ex.: Morre todos os dias uma pessoa a cada 5 segundos. 
 
 Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. 
 
• Fato que se iniciou e dura até o presente momento da 
declaração (presente durativo) 
 
Ex.: Os cientistas estudam a cura da AIDS ainda. 
 
 A homofobia vem proliferando nas grandes cidades. 
 
 
Estilística do Presente do Indicativo 
 
O presente do indicativo pode ser usado no lugar do pretérito perfeito do indicativo; 
neste caso ele é chamado de ‘presente histórico’, pois torna recente um fato 
passado, como se estivesse atualizando um fato passado para torná-lo mais vivo; 
aproximando, portanto, o fato passado à realidade do interlocutor. Isso ocorre muito 
nas manchetes de jornais e livros didáticos de história. 
 
Ex.: Flamengo vence o Vasco por 3x2 no Maracanã, em jogo disputadíssimo. 
 
 Em 1500, os portugueses chegam ao futuro Brasil. 
 
Além disso, o presente pode ser usado no lugar do futuro do presente para tornar o 
futuro mais próximo da realidade do falante, como se demonstrasse maior convicção 
de que o fato futuro vai se realizar. 
 
Ex.: Viajo amanhã para SP, fiquem calmos, que eu volto logo. 
 
Às vezes o presente substitui a forma imperativa para demonstrar mais polidez. 
 
Ex.: João, você me serve um cafezinho? Obrigado. 
 
Vale dizer ainda que este tempo verbal é o tempo da certeza, da convicção, do fato, 
por isso mesmo muito usado nas dissertações argumentativas, em que se defende 
uma tese com uma tônica de verdade. 
 
Obs.: Não há tempo composto do presente! 
 
 
PRETÉRITO PERFEITO 
 
• Fato ocorrido e concluído antes do momento em que se fala 
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Ex.: O Rock’n Rio foi um sucesso. 
 
• Pretérito perfeito composto do indicativo 
 
Verbo auxiliar ter ou haver no “presente do indicativo + o principal no 
particípio”, indicando fato que vem ocorrendo (do passado até o 
momento da declaração). 
 
Ex.: Eu tenho estudado muito esses dias. 
 
 
PRETÉRITO IMPERFEITO 
 
• Fato realizado, mas não concluído, incompleto, ou que 
apresenta certa duração 
 
Ex.: Betinho lutava pela erradicação da fome. 
 
Estávamos conversando animadamente, mas... 
 
• Fato passado em curso que indica simultaneidade, 
concomitância a outro fato passado concluído 
 
Ex.: A velhinha foi atropelada quando eu atravessava a rua. 
 
 Enquanto eu estudava, ela me atrapalhava. 
 
• Fato habitual, iterativo, repetitivo 
 
Ex.: Impressionante! Eu chegava, ela saía. 
 
 Eu fazia musculação todo santo dia. 
 
 
Estilística do Pretérito Imperfeito do Indicativo 
 
Este tempo pode indicar polidez ao ser usado no lugar do presente do indicativo: 
 
Ex.: Você podia me ajudar? 
 
Pode ser usado no lugar do futuro do pretérito: 
 
Ex.: Meu irmão João era um homem muito bom, pois ia levar seu sobrinho para os 
EUA. Lá meu filho entrava para uma boa escola, formava-se, e depois virava 
doutor, dando-me muito orgulho. No entanto, João faleceu antes disso tudo ocorrer. 
 
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Obs.: Não há tempo composto! 
 
 
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO 
 
• Fato passado anterior a outro fato também passado 
 
Ex.: Depois que ela me pedira um favor, tive de sair de casa. 
 
 Quem me dera passar na prova! 
 
• Pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo 
 
Verbo auxiliar ter ou haver no “pretérito imperfeito do indicativo + o 
principal no particípio”, exprimindo o mesmo que o pretérito mais-que-
perfeito do indicativo simples; esta construção é mais usual aqui no 
Brasil. 
 
Ex.: Eu já havia estudado em PDFs, quando conheci o Estratégia. 
 
 
FUTURO DO PRESENTE 
 
• Fato posterior ao momento da fala, mas certo de ocorrer 
 
Ex.: Passarei na prova. Fato! 
 
 Tu te classificarás tão logo, meu nobre. 
 
• Fato futuro incerto, hipotético (em perguntas, normalmente) 
 
Ex.: Serão pessoas felizes as que moram na periferia? 
 
 Ela terá seus quarenta anos, no máximo. 
 
• Futuro do presente composto do indicativo 
 
Verbo auxiliar ter ou haver no “futuro do presente simples do 
indicativo + o principal no particípio”, exprimindo um fato futuro 
anterior a outro fato futuro, fato futuro já iniciado no presente ou 
futuro incerto (em perguntas). 
 
Ex.: Quando você chegar, eu já terei partido. 
 
 Daqui a dois meses, terei absorvido informações valiosas. 
 
 Terá Maria sabido a verdade sobre João? 
 
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Estilística do Futuro do Presente do Indicativo 
 
Pode substituir o imperativo (em leis), denotando mais força na lei de modo que ela 
seja entendida e atendida atemporalmente. 
 
Ex.: Não matarás, não cobiçarás... 
 
É comum o uso da locução verbal formada pelo verbo auxiliar IR (no presente do 
indicativo) + infinitivo a fim de substituir o futuro do presente simples: 
 
Ex.: “Eu vou estudar muito amanhã” no lugar de “Eu estudarei muito amanhã”. 
 
Ele pode ser substituído pelo presente do indicativo. 
 
Ex.: Quando o inverno chegar, eu quero (quererei) estar junto a ti. 
 
 
FUTURO DO PRETÉRITO 
 
• Fato posterior a um fato passado 
 
Ex.: Disseram (fato passado) que ela chegaria (fato futuro) logo. 
 
 Você me prometeu que passaria de ano. 
 
• Fato futuro que não chegou a realizar-se 
 
Ex.: Eu levaria uma bronca se não fizesse os exercícios. 
 
 Faríamos os exercícios caso não fôssemos interrompidos. 
 
• Fato futuro incerto, hipotético 
 
Ex.: Seria o sol o causador destas queimaduras? 
 
 Certamente eu conseguiria minha vaga. 
 
• Fato futuro hipotético relacionado a uma condição (muito 
comum) 
 
Ex.: Contanto que ela estudasse (condição), passaria fácil. 
 
Obs.: Interessante é dizer que esta frase acima pode significar que ela não 
estudou, por isso não passou ou que, se ela estudasse, no futuro, a vaga 
estaria garantida. 
 
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• Futuro do pretérito composto do indicativo 
 
Verbo auxiliar ter ou haver no “futuro do pretérito simples do 
indicativo + o principal no particípio”, exprimindo o mesmo valor que o 
futuro do pretérito simples do indicativo nos casos acima. 
 
Ex.: Teria feito diferente se tivesse tempo. 
 
 
Estilística do Futuro do Pretérito do Indicativo 
 
Substitui o presente do indicativo, indicando polidez: 
 
Ex.: Pediria que todos saíssem. Grato. 
 
Pode indicar impossibilidade diante de um juízo de valor 
 
Ex.: Eu lá beijaria aquela boca! 
 
 
O MODO SUBJUNTIVO 
 
Segundo o conceituado gramático Adriano da Gama Kury: 
 
PRESENTE DO SUBJUNTIVO 
 
• Geralmente utilizado quando desejamos expressar desejos, 
possibilidades, suposições, cuja concretização pode depender da 
realização de um outro acontecimento. 
 
Ex.: Deus te guie. 
 
Nada de cerimônias: pensem que estão em sua casa. 
 
Talvez a realidade seja mais forte que a ficção. 
 
Receio que aconteça o pior. 
 
É provável que surja outra oportunidade. 
 
• Pretérito Perfeito Composto do Subjuntivo 
 
Verbo auxiliar ter ou haver no “presente do subjuntivo + o principal no 
particípio”, indicando normalmente desejo de que algo já tenha 
ocorrido ou um fato futuro já terminado em relação a outro 
 
Ex.: Espero que você tenha estudado essas classes gramaticais. 
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Quando chegarmos, é provável que a palestra já tenha 
acabado. 
 
 
NOTA: É de observar a presença da palavra que antes de quase todas as formas do 
subjuntivo dos exemplos, o que nos leva a usá-la na conjugação desse tempo 
verbal: que eu faça, que tu faças, etc. 
 
 
PRETÉRITO IMPERFEITO 
 
• Este tempo, que expressa uma hipótese (no passado, presente ou 
futuro), se usa nas orações subordinadas, quando a principal tiver o 
verbo num tempo do pretérito ou futuro do pretérito. Expressa uma 
condição não realizável quando vem junto a uma ideia condicional: 
 
Ex.: Não admitia que se fizesse greve. 
 
Era provável que surgisse outra oportunidade. 
 
Proibiu que revelassem o acordo. 
 
Se tivesses paciência, obterias o que pretendes. (mas não 
tiveste, logo nada obteve) 
 
• Pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo 
 
Verbo auxiliar ter ou haver no “pretérito imperfeito do subjuntivo + o 
principal no particípio”, exprimindo o mesmo valor que o pretérito 
imperfeito do subjuntivo simples. 
 
Ex.: Teríamos ficado aqui, se você não tivesse arrumado problemas. 
 
Obs.: Nunca é demais falar o óbvio: perceba que todas as frases remetem a ação 
obrigatoriamente para o passado. A frase ‘Se eu tivesse dinheiro, faria um curso’ é 
completamente diferente de ‘Se eu tivesse dinheiro, eu teria feito um curso’. Na primeira 
frase, há a possibilidade de transportarmos a hipótese para o futuro, o que nnão 
acontece na segunda frase, que só tem ideia de passado hipotético. 
 
 
FUTURO DO SUBJUNTIVO 
 
• Exprime uma ocorrência futura possível, eventual. É um tempo 
verbal que ocorre sobretudo com orações iniciadas com conjunção 
temporal ou condicional: 
 
Ex.: Quando puderes, vem visitar-nos. 
 
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Assim que ele se desocupar, virá atendê-lo. 
 
Se (ou caso) ele puder, trará o livro. 
 
Obs.: Não confunda o verbo no futuro do subjuntivo com o verbo no infinitivo; este vem 
antecedido de preposição e aquele, de conjunção: Para eu estudar, precisarei de apoio 
(infinitivo) / Quando eu estudar, precisarei de apoio. 
 
• Futuro composto do subjuntivo 
 
Verbo auxiliar ter ou haver no “futuro do subjuntivo simples + o 
principal no particípio”, exprimindo o mesmo valor que o futuro do 
subjuntivo simples. 
 
Ex.: Assim que você tiver terminado sua leitura, descanse um pouco. 
 
 
� É de observar que, na fala das pessoas incultas, aparece o indicativo em lugar 
do subjuntivo. É comum ouvir “O senhor quer que eu faço?”, por “O senhor quer 
que eu faça?”. 
 
� Sempre que se trate de uma possibilidade, de uma eventualidade, e não de 
uma certeza, usa-se o subjuntivo. Compare-se: 
 
O cidadão que ama sua pátria engrandece-a. (realidade) 
O cidadão que ame sua pátria engrandece-a. (conjectura) 
(Bechara, Moderna Gramática) 
 
� Nas orações subordinadas adverbiais concessivas iniciadas pelas 
conjunções embora, ainda que, mesmo que, conquanto, posto, posto que e outras, 
usa-se o subjuntivo: 
 
“Sendo preciso despir a camisa e dá-la a um mendigo, Nóbrega o faria, ainda que a 
camisa fosse bordada.” (M. de Assis, EJ) 
 
� Nas orações subordinadas adverbiais temporais introduzidas por antes que, 
assim que, até que, enquanto, depois que, logo que, quando ocorrem nas indicações 
de possibilidade (e não de realidade, caso em que ocorre o indicativo), usa-se o 
subjuntivo: 
 
Cuide dessa gripe, antes que ela se transforme em pneumonia. 
Amar-te-ei até que a morte nos separe. 
Enquanto o mundo for mundo, não te esquecerei. 
Só sairei depois que ele chegar. 
Logo que termine esta carta, vou atendê-lo. 
 
Compare: 
 
Assim que terminou a carta foi atendê-lo. 
Amaram-se até que a morte os separou. 
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Nosso amor foi grande enquanto durou. 
 
(Nestas três frases, não se trata de uma eventualidade, mas de um fato real, 
acontecido, por isso o verbo está no indicativo.) 
 
 
O MODO IMPERATIVO 
 
• Para expressar ordens, conselhos e exortações: 
 
Ex.: — Que é que estava lendo? Não diga, já sei, é o romance dos 
Mosqueteiros.” (Machado de Assis, 1899) 
 
Faça já o dever de casa! 
 
Estude mais, isso fará seu futuro melhor. 
 
• Para expressar pedidos, súplicas: 
 
Ex.: Perdoai as nossas ofensas, assim como... 
 
Por favor, venha comigo agora! 
 
Obs.: Há um resumo dos tempos compostos após Emprego das 
Formas Nominais. Página 62-63! 
 
 
Correlação Verbal 
 
A Correlação entre Tempos e Modos Verbais se dá através da ligação 
semântica entre os verbos de um período composto por subordinação de 
modo que haja uma harmonia de sentido na frase em que os verbos se 
encontram. Por isso, é preciso que você saiba quais são os modos 
verbais e os tempos verbais!!! Só para que você relembre bem, vamos 
lá! 
 
Normalmente, o modo indicativo, exprime certeza/fato; o subjuntivo, 
incerteza/hipótese; o imperativo, ordem/sugestão/pedido... Relembrou? 
 
Agora, imagine a seguinte frase: 
 
“Caso eu tivesse dinheiro, faço um curso”. 
 
O que você diria dela? Há uma boa relação de sentido entre os verbos 
dessa frase? O verbo TER está no pretérito imperfeito do subjuntivo 
(tivesse), indicando hipótese, certo? O outro verbo, FAZER, está no 
presente do indicativo, indicando certeza e ação atual, certo? Podemos 
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misturar hipótese e certeza na mesma frase? Faz sentido? 
NENHUM!!! 
 
Bem, acho que você já começou a entender. É preciso que determinados 
tempos e modos verbais se complementem na frase para que ela tenha 
um sentidoharmônico, e isso se deve muito à correlação entre tempos e 
modos verbais. Veja como a frase acima deveria ficar, para haver 
harmonia de sentido na frase: 
 
CASO EU TIVESSE DINHEIRO, FARIA UM CURSO. 
 
“Tivesse: hipótese. Faria: hipótese. Ah...! Agora sim...! Entendi, Pestana!” 
 
É isso aí, meu nobre! Para haver harmonia é preciso que haja 
“dobradinhas” harmônicas entre os tempos verbais e os modos verbais. 
Por exemplo, ouvir alguém dizendo “O que você quer que eu faço?!” é 
dose, não?! Deveria ser “O que você quer que eu faça?” Por quê? Para 
haver correlação verbal. Infelizmente este é um assunto bem difícil, mas 
fiz uma pesquisa extensa nas “dobradinhas”; verá mais à frente... 
 
Repetindo: existem três modos verbais: indicativo (certeza, fato), 
subjuntivo (incerteza, hipótese) e imperativo (ordem, pedido). Existem 
três noções temporais: passado (pretérito perfeito/imperfeito/mais-que-
perfeito), presente e futuro (presente/pretérito). 
 
Vamos ao que interessa? Além de dois verbos de mesmo tempo e mesmo 
modo poderem se “combinar”, há outras “combinações” possíveis. Ah! 
Não é para ficar que nem um louco devorador de tabelas; perceba a 
relação de sentido entre os verbos. Mas, se quiser decorar, seja feliz! ☺ 
Eu decorei e não erro mais! 
 
Conheça algumas possibilidades de “dobradinhas” verbais para que você 
não erre mais questões desse tipo: 
 
Iniciando com o tempo Presente 
 
• Presente do indicativo + Pretérito Perfeito do Indicativo 
 
Ex.: Hoje eu sei que tive chances com aquela mulher. 
 
• Presente do Indicativo + Pretérito Perfeito Composto do Subjuntivo 
 
Ex.: Espero que ele tenha te apresentado àquela mulher. 
 
• Presente do Indicativo + Pretérito Imperfeito do Indicativo 
 
Ex.: Só hoje eu vejo que naquela época tinha chances com ela. 
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• Presente do Indicativo + Futuro do Presente do Indicativo 
 
Ex.: Sei que você me apresentará àquela mulher. 
 
• Presente do Indicativo + Presente do Subjuntivo 
 
Ex.: Quero que você me apresente àquela mulher ainda hoje! 
 
• Presente do Indicativo/Subjuntivo (Imperativo) + Pretérito 
Imperfeito do Subjuntivo* 
 
Ex.: Imagina/Imagine se eu conseguisse conquistá-la! 
 
* Por causa da conjunção integrante ‘se’, é normal o verbo vir no pretérito imperfeito 
do subjuntivo, indicando hipótese, incerteza. 
 
Iniciando com o tempo Pretérito 
 
• Pretérito Perfeito do Indicativo + Pretérito Imperfeito do Subjuntivo 
 
Ex.: Pedi que você me apresentasse àquela mulher. 
 
• Pretérito Perfeito do Indicativo + Pretérito Imperfeito do Indicativo 
 
Ex.: Notei que você ia me apresentar àquela mulher. 
 
• Pretérito Perfeito do Indicativo + Pretérito Mais-Que-Perfeito 
Composto do Subjuntivo 
 
Ex.: Quis que você tivesse me apresentado àquela mulher. 
 
• Pretérito Perfeito do Indicativo + Futuro do Pretérito do Indicativo 
 
Ex.: Disseram que ela seria apresentada a mim. 
 
• Pretérito Perfeito Composto do Subjuntivo + Futuro do Presente 
 
Ex.: As mulheres que me tenham ignorado se arrependerão. 
 
• Pretérito Imperfeito do Indicativo + Pretérito Imperfeito do 
Subjuntivo 
 
Ex.: Desejava que você me apresentasse àquela mulher. 
 
• Pretérito Imperfeito do Subjuntivo + Futuro do Pretérito (simples ou 
composto) do Indicativo 
 
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Ex.: Se eu passasse por ela, apresentaria/teria apresentado a 
você. 
 
• Pretérito Imperfeito do Indicativo + Pretérito Mais-Que-Perfeito 
Composto do Subjuntivo 
 
Ex.: Queria que ela tivesse sido apresentada a mim. 
 
• Pretérito Mais-Que-Perfeito do Indicativo (simples ou composto) + 
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo 
 
Ex.: Eu apelara/tinha apelado que você me apresentasse àquela 
mulher. 
 
• Pretérito Mais-Que-Perfeito Composto do Subjuntivo + Futuro do 
Pretérito Composto do Indicativo 
 
Ex.: Se eu tivesse passado por ela, teria apresentado a você. 
 
Iniciando com o tempo Futuro 
 
• Futuro do Pretérito + Pretérito Imperfeito do Subjuntivo 
 
Ex.: Desejaria que me apresentasse àquela mulher. 
 
• Futuro do Pretérito + Pretérito Mais-Que-Perfeito Composto do 
Subjuntivo 
 
Ex.: Gostaria que você tivesse visto àquela mulher. 
 
• Futuro do Presente + Pretérito Perfeito do Indicativo 
 
Ex.: Conquistarei aquela mulher que me desprezou. 
 
• Futuro do Presente + Presente do Subjuntivo 
 
Ex.: Eu me certificarei de que se deixe em paz aquela mulher. 
 
• Futuro do Presente + Pretérito Perfeito Composto do Subjuntivo 
 
Ex.: Eu me certificarei de que se tenha deixado em paz a mulher. 
 
• Futuro do Subjuntivo + Futuro do Presente Indicativo/Presente do 
Indicativo 
 
Ex.: Quando eu passar por ela, apresentarei/apresento a você. 
 
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• Futuro do Subjuntivo + Futuro do Presente Composto do Indicativo 
 
Ex.: Quando chegarmos até ela, já terá ido embora. 
 
E aí, curtiu? Tenha certeza de que este material, apesar de extenso, vai 
ajudar você em qualquer concurso em que haja o domínio do registro 
culto Língua Portuguesa como critério de avaliação. 
 
 
Emprego das Formas Nominais 
 
O Infinitivo 
 
É a forma verbal que às vezes se comporta como um substantivo 
(principalmente nos casos de não flexão), daí ser chamado de forma 
nominal. É também verbal no seu estado estático, não variado, 
terminando em –AR, –ER ou –IR. 
 
Pode ser ou não flexionado, desde que tenha um sujeito, como se vê 
abaixo: 
 
Era para eu cantar 
Era para tu cantares 
Era para ele cantar 
Era para nós cantarmos 
Era para vós cantardes 
Era para eles cantarem 
 
Obs.: Cuidado com o infinitivo flexionado, nas conjugações dos verbos regulares, é 
idêntico ao futuro simples do subjuntivo. Este participa de orações iniciadas pela 
conjunção se ou pela conjunção quando, indicando hipótese condicional ou temporal; 
aquele, de orações iniciadas geralmente por preposição (a, de, para, por...), indicando 
significado declarativo. 
 
Ex.: Quando eu chegar, quererei festa. (futuro do subjuntivo) 
Ao chegar, quererei festa. (infinitivo) 
 
 
Infinitivo Flexionado 
 
• Quando o sujeito for claro 
 
Ex.: Não é necessário vocês chegarem mais cedo. 
 
Nunca mediremos esforços para vós serdes bem recebidos. 
 
• Mesmo não sendo claro o sujeito, é possível a flexão do 
infinitivo (favorece muitas vezes a clareza) 
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Ex.: Está na hora de começarmos o trabalho. (se fosse ‘começar’, 
não haveria clareza de quem praticaria a ação) 
 
• Frase com dois sujeitos não expressos 
 
Ex.: (Eu) Falei sobre o desejo de (nós) aprontarmos o site logo. 
 
Obs.: Se o sujeito do verbo no infinitivo for o mesmo do verbo da outra oração, a flexão 
do infinitivo não é necessária, mas não é proibida: “Falamos sobre o desejo de aprontar 
o site logo” ou “Falamos sobre o desejo de aprontarmos o site logo”. 
 
• Antecedido de preposição 
 
Ex.: Para seres bem sucedido, empenha-te nos estudos. 
 
• Com verbos pronominais ou acompanhados de pronome 
reflexivo ou apassivador 
 
Ex.: Para nós nos precavermos,precisaremos de víveres. 
 
 Eles ficaram sem se cumprimentarem durante anos. 
 
 Por se reunirem os familiares, tudo ficou bem. 
 
• Verbo ‘ser’ indicando tempo, concorda com o numeral. 
 
Ex.: Visto serem dez horas, deixei o local. 
 
• Querendo-se indeterminar o sujeito (3ª pessoa do plural) 
 
Ex.: Faço isso para não me considerarem um inútil. 
 
Precisamos agir assim para nos admitirem na empresa. 
 
• Infinitivo pessoal composto 
 
Verbo auxiliar ter ou haver no “infinitivo pessoal simples + o principal 
no particípio”, indicando ação passada em relação ao momento da fala. 
 
Ex.: Para vocês terem adquirido este conhecimento todo, precisou de 
muito estudo? 
 
 
Infinitivo não flexionado 
 
• Nas locuções verbais (como auxiliar ou principal): 
 
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Ex.: Os alunos desejam sair mais cedo. 
 
Elas não poderiam ter feito isso comigo. 
 
Tornou a discutir devaneios e vãs filosofias. 
 
Acabou de passar na prova. 
 
Obs.: Cuidado com o infinitivo que faz parte de uma locução verbal, mas vem distante 
do auxiliar ou este está subentendido, é incrivelmente (na minha opinião) facultativo: 
“Poderemos, depois das lutas acirradas, vencidas duramente, cantarmos vitória” ou 
“Poderemos , depois das lutas acirradas, vencidas duramente, cantar vitórias." E, 
antes que você duvide de mim, o camarada que fala isso é nada mais, nada menos que 
o senhor Evanildo Bechara. Conhece? 
 
• Sujeito do infinitivo é um pronome oblíquo átono ou um 
substantivo no singular (normalmente tais verbos são causativos 
(mandar, deixar, fazer) ou sensitivos (ver, ouvir, sentir)) 
 
Ex.: Deixei-os brincar aqui. 
 
Deixaram-nos brincar ali. 
 
Deixaste o garoto brincar lá? 
 
A menina deixou-se ficar na janela. (o se é reflexivo) 
 
Obs.: Quando o sujeito do infinitivo for um substantivo no plural, pode-se usar tanto o 
infinitivo flexionado quanto o infinitivo não flexionado: “Mandei os garotos sair” ou 
“Mandei os garotos saírem”. 
 
• O infinitivo não se refere a sujeito algum, com valor genérico 
 
Ex.: Navegar é preciso, viver não é preciso. 
 
 É proibido proibir. 
 
• Após adjetivo ou substantivo, precedidos, respectivamente, 
de preposição ‘de’ ou ‘para’ 
 
Ex.: São casos difíceis de solucionar. 
 
 Eles têm aptidão para aprender línguas estrangeiras. 
 
• Quando der ao infinitivo valor de imperativo 
 
Ex.: Soldados, recuar! 
 
 Esquerda, volver! 
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 Dar descarga ao usar o vaso. Grato. 
 
 
 
Com o verbo parecer, impessoal (flexiona-se o infinitivo) 
 
Ex.: Pareceu-me estarem os candidatos confiantes. 
 
Neste exemplo, a construção nos mostra duas orações. 
 
1ª: Pareceu-me (verbo que exprime dúvida) 
2ª: estarem os candidatos confiantes (infinitivo flexionado por apresentar sujeito 
próprio). 
 
O verbo parecer pode ser auxiliar de uma locução verbal, aí varia se o sujeito estiver 
no plural; o infinitivo não se flexiona, pois verbo principal nunca varia: 
 
Ex.: Eles parecem estudar bastante. 
 
 
O Particípio 
 
O particípio é a forma nominal do verbo porque por vezes se assemelha a 
um adjetivo. Sua natureza verbal, que normalmente indica passado, 
manifesta-se nas locuções verbais, nos tempos compostos e em orações 
reduzidas (pode variar em gênero e número): 
 
Ex.: Não há nada que possa ser feito. (locução verbal) 
 
Se me tivesses ajudado, teríamos conseguido. (tempo composto) 
 
Terminadas as obrigações, precisamos sair depressa. (oração 
reduzida) 
 
Assume função adjetiva quando atua como caracterizador de 
substantivos: 
 
Ex.: Teve papel destacado na filmagem. 
 
Pessoas perturbadas não têm vez aqui. 
 
Obs.: Segundo os melhores gramáticos, a locução haja vista é invariável. Alguns, 
Faraco & Moura, p.ex., toleram a variação do auxiliar da locução, (Hoje terminarei mais 
tarde a leitura haja(m) vista as observações que ainda tenho de fazer). Hoje em dia, o 
seu valor semântico equivale ao das locuções prepositivas "devido a", "por conta de", 
"por causa de" 
 
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Não confunda adjetivo com particípio dentro de uma estrutura parecida com uma 
locução verbal, porque este indica ação praticada por alguém e aquele indica mera 
qualidade do substantivo. 
 
Ex.: O aluno foi reprovado no exame. (Reprovaram o aluno. (locução 
verbal/particípio)) 
 
O aluno foi resfriado para escola. (Resfriaram o aluno??? (adjetivo)) 
 
 
O Gerúndio 
 
Além de atuar como verbo nas locuções verbais, nos tempos compostos e 
nas orações reduzidas, o gerúndio pode desempenhar as funções de 
advérbio e de adjetivo. 
 
Como verbo, indica normalmente um processo incompleto ou prolongado: 
 
Ex.: Estava lendo o livro que você me emprestou. (locução verbal) 
 
Estou lutando para mudar minha vida financeira. (locução verbal) 
 
Obtendo a nota exigida na prova, resignou-se. (oração reduzida) 
 
Tendo feito várias reclamações por escrito que não foram 
atendidas, resolvi vir pessoalmente aqui. (tempo composto) 
 
Sua natureza adverbial pode ser percebida em frases em que indica 
circunstância de modo: 
 
Ex.: Chorando muito, o menino se despediu do pai. 
 
O uso do gerúndio em função adjetiva é menos usual: 
 
Ex.: Tire essa água fervendo daqui. 
 
 
Breve resumo: os tempos compostos da voz ativa são formados pelos verbos 
“ter/haver + particípio”. 
 
No indicativo: 
 
• Pretérito perfeito: Temos/havemos casado. 
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• Pretérito mais-que-perfeito: Eu tinha/havia casado. 
 
• Futuro do presente: Eu terei/haverei casado. 
 
• Futuro do pretérito: Eu teria/haveria casado. 
 
No subjuntivo: 
 
• Pretérito perfeito: Espero que ele tenha/haja casado. 
 
• Pretérito mais-que-perfeito: Se ele tivesse/houvesse casado... 
 
• Futuro do subjuntivo: Quando ele tiver/houver casado... 
 
Nas formas nominais: 
 
• Infinitivo impessoal: Para ele ter/haver casado... 
 
• Infinitivo pessoal: Para ele ter/haver casado... 
 
• Gerúndio: Tendo/havendo casado... 
 
 
Vozes Verbais 
 
É a maneira como o verbo se encontra/aparece para indicar sua relação 
com o sujeito; dependendo de sua forma, o verbo pode indicar uma ação 
praticada pelo sujeito (voz ativa), uma ação sofrida pelo sujeito (voz 
passiva) ou uma ação praticada e sofrida pelo sujeito (voz reflexiva). 
 
A ESAF adora questão disso! Fique esperto! Bem, voltando... 
 
Ocorre voz ativa quando o verbo indica uma ação praticada pelo 
sujeito. Em todas as frases abaixo, há voz ativa. 
 
Ex.: João acordou atrasado. Resolveu pegar um táxi, mas precisou de 
dinheiro para isso. Foi a um banco ainda. Chegou, enfim, ao trabalho. O 
homem resolveu todas as pendências do dia. Informaram-no daquela 
hora extra. Coitado. 
 
Se você não se lembra da voz passiva, aqui vai a definição clássica: 
ocorre voz passiva quando o verbo indica que o sujeito sofre a ação 
verbal. Nas frases abaixo, há voz passiva. 
 
Ex.: Hoje, nosso amigo João foi derrotado pelo cansaço da rotina, mas — 
como todobrasileiro — ele não desiste fácil. Por isso, será 
recompensado por seu patrão. Sendo assim, devemos crer nisto: 
“Recompensam-se os esforçados!”. 
 
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No primeiro e no segundo caso, há uma locução verbal (normalmente 
formada pelo verbo ser/estar/ficar + particípio: “foi derrotado”, “será 
recompensado”). Esta é a marca principal da voz passiva analítica; há 
como traço de passiva analítica também o agente da passiva: “pelo 
cansaço da rotina” e “por seu patrão”. 
 
No terceiro caso do exemplo acima, ocorre a chamada voz 
passiva sintética, cuja característica principal é a presença do pronome 
apassivador “se”; não há AGP nesta voz! 
 
Resumindo: 
 
VOZ ATIVA: o sujeito é agente da ação verbal. 
 
Ex.: Eu penteei os cabelos. 
 
VOZ PASSIVA: o sujeito é paciente da ação verbal; pode ser analítica 
(ser/ estar/ ficar + particípio) ou sintética (VTD + ‘se’ apassivador). 
 
Ex.: Os cabelos foram penteados por mim. (analítica) 
 
Pentearam-se os cabelos. (sintética) 
 
Além disso, há a voz reflexiva, em que o sujeito é o agente e paciente 
da ação verbal; ocorre voz reflexiva recíproca quando o verbo se encontra 
no plural e há pelo menos dois seres praticando a mesma ação verbal, um 
no outro. 
 
Ex.: Penteei-me com esmero. (o ‘me’ é pronome reflexivo) 
 
Eles se pentearam com esmero. (o ‘se’ é reflexivo recíproco) 
 
Agora você vai aprender a fazer a passagem da ativa para a passiva. 
Lembre-se: só há passagem de voz ativa para a passiva se o verbo for 
transitivo direto (VTD) ou transitivo direto e indireto (VTDI). Veja: 
 
(O homem) (resolveu) (todas as pendências do dia). (Voz Ativa) 
 Sujeito (S) VTD Complemento (OD) 
 
Passando para a voz passiva analítica: o OD vira S, o S vira AGP e o 
verbo vira uma locução verbal (ser/estar/ficar + particípio), mantendo-se 
o tempo verbal. Veja: 
 
Todas as pendências do dia foram resolvidas pelo homem. 
 Sujeito (S) Ser + Particípio AGP 
 
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Você agora se deve estar perguntando: “Ok. Entendi. Mas não é possível 
passar essa frase da ativa para a passiva sintética”?. Resposta: Não!!! 
 
Entenda: os elementos que estão na voz ativa precisam aparecer na voz 
passiva quando a passagem for feita. Está certo? Então, veja se esta 
transformação seria possível: 
 
Resolveram-se todas as pendências do dia. (Voz Passiva Sint.) 
 
Não está faltando algum elemento que aparece na voz ativa? É claro! “O 
homem”, ora. Portanto, chegamos à seguinte conclusão: a passagem da 
ativa para a passiva sintética acima está errada, pois falta um elemento 
da voz ativa! 
 
E mais: só é possível passar da voz ativa para a voz passiva sintética se o 
sujeito da ativa estiver indeterminado, verbo na 3ª pessoa do 
plural (nota: na passiva analítica, o AGP ficará igualmente 
indeterminado*). Ok? Veja: 
 
Ex.: (S?) Resolveram as pendências da empresa. (VA) 
 
 Resolveram-se as pendências da empresa. (VPS) 
 
As pendências da empresa foram resolvidas (AGP?)*. (VPA) 
 
Obs.: 
 
• Preste atenção em como vai ficar a passagem de voz ativa para a 
passiva analítica quando houver locuções verbais e tempos 
compostos; note abaixo a conservação do tempo verbal do verbo 
auxiliar e a estrutura ‘ser’ + particípio; note também como vai 
ficar o tempo composto na voz passiva!!! 
 
Ex.: Vou comprar uma casa. (VA) 
 
 Uma casa vai ser comprada por mim. (VPA) 
 
 Estou comprando uma casa. (VA) 
 
 Uma casa está sendo comprada por mim. (VPA) 
 
 Espero que tenham resolvido as pendências (VA) 
 
 Espero que as pendências tenham sido resolvidas. (VPA) 
 
• Não confundir verbo reflexivo com verbo pronominal. Os verbos 
reflexivos são verbos acompanhados de pronomes reflexivos. 
Sempre são verbos transitivos diretos e/ou indiretos (VTD/ 
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VTI/VTDI). Segundo Bechara, ele “faz refletir sobre o sujeito a ação 
que ele mesmo praticou.” Diz-se que o pronome reflexivo, que 
acompanha tal verbo, é também recíproco quando há mais de um 
ser no sujeito e o verbo se encontra no plural. É possível substituir 
o pronome átono por ‘a mim mesmo, a ti mesmo, a si mesmo(s), a 
nós mesmos, a vós mesmos’ 
 
Ex.: A menina se cortou. / Se está doente, trate-se. / Os namorados 
se deram as mãos. (recíproco) / A avó e a neta se queriam muito. 
(recíproco) / Eles se beijaram. (recíproco) / Ela se impôs uma dieta 
muito severa. / Ele se achou culpado por ter perdido a luta. / Sofia 
deixou-se estar à janela. 
 
• Existe um terceiro caso de voz passiva (não popular na gramática 
tradicional) que ocorre com o verbo no infinitivo ligado pela 
preposição ‘de’ a um adjetivo. Veja: 
 
Ex.: Elas eram pessoas difíceis de contentar. (Eram pessoas 
difíceis de serem contentadas) 
 
Este remédio é ruim de tomar (Este remédio é ruim 
de ser tomado) 
 
 Como eu já falei, é sempre bom revisitar as informações acima na 
hora de fazer as questões abaixo. Certamente vou comentá-las e você 
verá qual é o perfil da prova que irá fazer. É óbvio que nem tudo acima é 
assunto explorado em sua futura prova, mas é justamente por isso que 
seguem as questões abaixo comentadas. Esteja atento ao que é 
frequente e estude bastante os assuntos recorrentes. É assim que se faz 
prova! Vamos nessa! 
 
 
Questões com Gabarito Comentado 
 
 Devido a pedidos de alunos, selecionei e comentei apenas as 
letras relativas à aula de hoje. Quanto a algumas questões sem texto, 
eu os descartei, pois eram desnecessários. 
 
 Algumas questões foram adaptadas a fim de facilitar a didática. 
Para agilizar, coloquei nos textos, que servem de base para as questões, 
algumas palavras, expressões ou frases em vermelho, ok? 
 
 
FUNIVERSA – SEPLAG/DF – AUDITOR FISCAL DE ATIVIDADES 
URBANAS – 2011 
 
Texto I 
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 2º§No entanto, sem escala de valor está a vida de milhares de 
pessoas que faleceram e virão a sucumbir, vítimas das enchentes. 
Segundo dados da ONU (2005), em 1988 mais de 15 mil pessoas foram 
mortas em consequência de enchentes; em 1999, o número de vítimas 
subiu para quase 35 mil. Esse quadro é configurado como o mais 
dramático e triste do problema das inundações urbanas, pois a maioria 
dessas mortes, de alguma forma, poderiam ter sido evitadas. 
6º§A quantidade de material suspenso na drenagem pluvial 
apresenta uma carga muito alta, considerando a vazão envolvida. Esse 
volume é mais significativo no início das enchentes. Os primeiros 25 mm 
de escoamento superficial geralmente transportam grande parte da carga 
poluente de origem pluvial. 
 
1- Assinale a alternativa correta acerca de fatos gramaticais e semânticos 
presentes no texto I. 
(A) Na linha 2 (2º§), os verbos expressam, respectivamente, uma ação 
concluída, observada no seu término, no seu resultado, e uma ação a 
ocorrer após o momento em que se enuncia o fato. 
(B) Na última linha do 2º§, a locução verbal ‘poderiam ter sido evitadas’ 
ficaria bem ajustada às normas gramaticaiscom o uso do verbo “ter” no 
plural, em concordância com o substantivo “mortes”, que faz parte do 
sujeito da frase. 
(E) No 6º§, o termo “suspenso” pode ser trocado por suspendido, pois 
ambas as formas pertencem ao verbo suspender e são permutáveis sem 
reservas em contextos frasais que exijam o emprego do particípio. 
 
Texto II 
 
2º§O que mais se encontra no dia a dia? Justamente a postura 
oposta. As pessoas encaram tudo como desculpas e justificativas. Há 
pessoas que vivem dizendo frases negativas que encerram verdadeiras 
filosofias desastrosas. Não são raras as vezes em que já se ouviu alguém 
falando de seus problemas e dificuldades e da incapacidade de superá-los, 
traduzida nas seguintes frases conformistas: “Eu sou assim mesmo...”; 
“Sempre fui assim...”; “Não posso evitar isso...”; “Essa é a minha 
natureza...”; “Não adianta mesmo...”; “Deus me fez assim e pronto!”. 
3º§O que tais pessoas talvez nunca percebam é que desculpas e 
justificativas só levam ao conformismo e à acomodação. E isso não diz 
respeito à elevação de padrões e à melhoria da qualidade de vida. 
Desculpas e justificativas são coisas de perdedor! Enquanto os 
vencedores comemoram, os perdedores se justificam. 
 
Roberto Shinyashiki. Internet: http://tecessa.arteblog.com.br (com adaptações). Acesso 
em 19/1/2011. 
 
2- Assinale a alternativa correta a respeito de fatos gramaticais e 
estilísticos encontrados no texto II. 
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(B) Na frase “‘Deus me fez assim e pronto!’” (fim do 2º§), encontra-se 
uma interjeição característica da linguagem coloquial. 
(D) Na construção “O que tais pessoas talvez nunca percebam” (1ª linha 
do 3º§), o pronome “tais” está empregado de modo informal, com 
significado de brilhantes, grandiosas. 
 
3- As ideias do texto II estarão de acordo com a norma culta da língua 
portuguesa caso se substitua 
(A) “há” (linha 1) por tem. 
(B) “momento em que” (linha 1) por momento que. 
(C) “se ouviu” (4ª linha do 2º§) por ouviu-se. 
(D) “me fez” (última linha do 2º§) por fez-me. 
(E) “comemoram, os perdedores” (última linha do 3º§) por comemoram 
os perdedores. 
 
Texto III 
 
3º§Por outro lado, para o cientista, não existe dúvida de que o 
aspecto mais notável da memória é o esquecimento. Afinal, se uma 
pessoa se lembrasse de tudo, em todos os pormenores, não conseguiria 
pensar de forma genérica. Se as mulheres conseguissem reproduzir por 
completo os momentos da dor do parto, nenhuma teria mais de um filho. 
 
Internet: <ftp://ftp.abc.org.br> (com adaptações). Acesso em 16/1/2011. 
 
4- Assinale a alternativa correta acerca do texto III. 
(B) A troca de “lembrasse” (3ª linha do 3º§) por lembrar altera o sentido 
da frase e exige mudança em outro termo do enunciado. 
 
 
FUNIVERSA – SES/DF – ENFERMEIRO – 2011 
 
Texto I 
 
1º§A imortalidade do corpo talvez seja o maior sonho da nossa 
humanidade: mais até que os bens materiais, as pessoas sempre buscam 
a vida eterna; muitos são os que procuram as fontes da juventude, e hoje 
em dia a própria ciência cria esperanças em vários indivíduos. 
 
5- Seriam mantidos a correção gramatical e o sentido original do texto, 
caso se substituísse 
(A) “seja” por é. (1º§) 
 
6- Assinale a alternativa que apresenta reescrita correta de passagem do 
texto (entre parênteses). 
(A) “Trata-se do único relato dessa natureza em toda biologia”. (Trata-se 
do único relato dessa natureza em toda a biologia) 
(B) “na sua cadeia genética”. (em sua cadeia genética) 
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(E) “suportar a dor das perdas prematuras a qual, em função de uma vida 
maior, seriam muito mais doloridas”. (suportar a dor das perdas 
prematuras que, em função de uma vida maior, seriam muito mais 
doloridas) 
 
7- Assinale a alternativa correta quanto ao aspecto semântico e ao 
sintático do texto. 
 B) O fragmento “Se a ciência descobrir uma forma” (4º§), segundo a 
norma-padrão, contém falha no emprego do pronome átono na abertura 
da frase. 
(C) No trecho “o que impediria a vida eterna do corpo seria” (6º§), a 
forma verbal “seria” pode ser corretamente substituída por será. 
(E) O emprego de realiza em lugar de “realize” na sequência “tecnologia 
que realize algum tipo de manutenção” (5º§) provocaria mudança do 
sentido original. 
 
8- Assinale a alternativa correta, de acordo com o texto. 
(D) No fragmento “o hospital funcionava mais como um depósito de 
doentes, onde monges e freiras providenciavam”, o pronome “onde” 
ficaria correto, se substituído por nos quais. 
 
 
FUNIVERSA – SEPLAG/DF – AUDITOR FISCAL DE ATIVIDADES 
URBANAS (CONTORLE AMBIENTAL) – 2011 
 
Texto I 
 
1º§Imagine se o mercado de energia funcionasse assim: você vai a 
uma loja de departamentos e compra um kit de energia solar ou eólica. 
Instala o dito cujo no telhado, seguindo o manual de instruções, pluga na 
tomada e, com o celular ou o computador, controla a produção de energia 
em casa. Quando seu gasto de energia for maior que a produção, você 
recebe uma conta em casa. Mas, quando a produção superar o consumo, 
algo incrível acontece: chega um cheque pelo correio. Não seria 
sensacional? 
2º§Seria, claro. Mas o jeito como os Estados Unidos estão 
incorporando energias limpas ao seu sistema é bem diferente disso. Por 
lá, eles estão substituindo carvão queimado por energia eólica e solar, o 
que é bom, mas de uma maneira que não muda a relação entre os 
produtores e os consumidores de energia. Você conhece o modelo: usinas 
gigantescas produzindo energia, postes monumentais transportando essa 
energia por milhares e milhares de quilômetros. Quem quiser pode 
instalar seu painel solar no telhado, mas o sonho de mandar essa energia 
para a rede e faturar uns trocadinhos com isso continua bem longe da 
realidade. 
 
9- Assinale a alternativa que interpreta corretamente ideias e fatos 
linguísticos do texto I. 
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(B) A troca do “se” (linha 1) pela palavra que exigiria a mudança do 
modo do verbo que sucede o “se”: “funcionasse” mudaria para 
funcionaria. 
(D) A substituição de “produzindo” (linha 6 do 2º§) por produziram e de 
“transportando” (linha 6 do 2º§) por transportaram não altera o sentido 
básico da frase em que estão. 
 
Texto II 
 
 4º§Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando 
destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para 
horror de todos, ele falava “nóis vai” e coisas do gênero. Mas, em dois 
minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns 
trocados, e ele foi embora, feliz da vida. Aquele ciclista anônimo era o 
protótipo do funcionário para quem as empresas modernas torcem o 
nariz: o que é capaz de resolver, mas não de impressionar! 
 
10- Acerca do texto II, assinale a alternativa correta segundo a norma-
padrão da língua portuguesa. 
(E) O pronome “lhe”, linha 4 do 4º§, pode, com acerto normativo, 
antecipar-se ao verbo a que se vincula para receber ênfase, destacando a 
pessoa que é o alvo da ação verbal. 
 
 
FUNIVERSA – MTUR – ENGENHEIRO – 2010 
 
Texto I 
 
1º§(6/10/2009) Um total de 29% dos brasileiros entre dez e 
dezessete anos prefere falar com amigos, família ou colegas por meio do 
computador que pessoalmente, indica pesquisa do Ibope divulgada nesta 
terça-feira(6). Essa preferência cai para 16% dos consumidores. O 
estudo mostra ainda que dois terços dos jovens naquela faixa etária 
utilizam regularmente serviços de mensagens instantâneas, como MSN. 
As redes sociais ganham importância: já são rotina para 45% dos 
brasileiros entrevistados em geral, e para 72% dos jovens entre 18 e 24 
anos. 
(...) 
Pressão de informação 
6º§Também na região metropolitana de SP, o Ibope indicou que 
53% das pessoas se sentem pressionadas com a quantidade de 
informação disponível. Ainda assim, dois terços da população na região 
afirma que consegue absorver toda a informação e a tecnologia 
disponíveis. 
 (...) 
 
Internet: http://www1.folha.uol.com.br (com adaptações). Acesso em 23/11/2009. 
 
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11- A seguir, são apresentadas apreciações relativas a recursos 
linguísticos do texto I. Assinale a alternativa correta acerca desses 
recursos. 
(A) A troca do pronome “nesta” da linha 3 do texto por nessa alteraria o 
sentido da frase. 
(C) Seria correta a eliminação do pronome átono “se” do 6º§. 
 
Texto II 
 
 (...) 
 Nada contra o comércio, mas ali, metido naquele circo, eu não 
conseguia evitar pensar, nem por um segundo, que, se todo aquele 
enorme esforço, toda aquela incrível concentração, toda aquela brilhante 
tecnologia, todo aquele fascinante know-how, toda aquela imensa mão de 
obra, toda aquela emocionante capacidade de mobilização fossem 
utilizados para questões minimamente mais urgentes, não sei, talvez 
questões tão simples quanto resolver a fome, ou buscar a cura para 
doenças terríveis, ou até tentar solucionar o problema da violência em 
países de terceiro mundo, quem sabe se, por meio de um engajamento 
tão intenso e resoluto, conseguíssemos algumas respostas práticas para 
problemas reais? 
 (...) 
 
12- O quinto parágrafo, que expõe ideias fundamentais para a 
compreensão da mensagem temática do texto II, é constituído por 
apenas um único período, com diversas vírgulas e um ponto de 
interrogação. Essa estrutura não muito usual foi montada com a 
finalidade de criar efeitos importantes dentro do texto. Assinale a 
alternativa que apresenta interpretação incorreta de fenômenos-
linguísticos do quinto parágrafo do texto II. 
(E) A construção sintática de determinadas passagens revela dúvida, e a 
correlação modo-temporal criada está correta: a dúvida gerada por 
“quem sabe se” combina-se sintaticamente com o pretérito imperfeito do 
modo subjuntivo — “conseguíssemos”. 
 
 
FUNIVERSA – MTUR – AGENTE ADMINISTRATIVO – 2010 
 
Texto I 
 
1º§Certa vez, um homem, extremamente invejoso de seu vizinho, 
recebeu a visita de uma fada, que lhe ofereceu a chance de realizar um 
desejo. “Você pode pedir o que quiser, desde que seu vizinho receba a 
mesma coisa, em dobro”, sentenciou. O invejoso respondeu, então, que 
queria que ela lhe arrancasse um olho. Moral da história: o prazer de ver 
o outro se prejudicar prevaleceu sobre qualquer vontade. 
2º§Assim como o ciúme é querer manter o que se tem e a cobiça é 
desejar aquilo que não lhe pertence, a inveja é não querer que o outro 
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tenha. O mais renegado dos sete pecados capitais é uma emoção inerente 
à condição humana, por mais difícil que seja confessá-la. Afinal, todo 
mundo, em algum momento da vida, já sentiu vontade de ser como 
alguém. Há até um lugar no cérebro reservado para a inveja. Pela 
primeira vez, uma pesquisa científica mostra onde são processados na 
mente humana ela e o shadenfreude — palavra alemã que dá nome ao 
sentimento de prazer que o invejoso experimenta, ao presenciar o 
infortúnio do invejado. 
3º§O neurocientista japonês Hidehiko Takahashi identificou onde os 
sentimentos são processados no cérebro. Ao sentir inveja, a região do 
córtex singular do anterior é ativada. O interessante é notar que é nesse 
mesmo local que a dor física se processa. “A inveja é uma emoção 
dolorosa”, afirma Takahashi. O shadenfreude, por sua vez, se estabelece 
no estriado ventral, exatamente onde se processa a sensação de prazer. 
“O invejoso fica realizado com a desgraça do invejado”, diz o pesquisador. 
“Trata-se de um sentimento caracterizado pela sensação de 
inferioridade”, explica o neurocientista Takahashi. “Quando há essa 
sensação, é porque houve comparação, e a pessoa perdeu”. 
(...) 
 
Claudia Jordão e Carina Rabelo. Inveja. In: Isto É, 3/6/2009 (com adaptações). 
 
13- Acerca da estrutura gramatical do texto I, assinale a alternativa 
correta. 
(B) O pronome “que” (linha 2) remete ao substantivo “visita”. 
 
14- Com base em aspectos gramaticais e semânticos do texto I, assinale 
a alternativa correta. 
(A) Na linha 4 do 3º§, o pronome átono poderia corretamente ser 
eliminado. 
(D) A construção da linha 4 do 2º§ ficaria correta com a troca do 
pronome “a”, usado como “la”, por lhe. 
 
 
FUNIVERSA – ADASA – ADVOGADO – 2009 
 
Na história da humanidade, a formação de grandes comunidades, 
com a sobrecarga do meio natural que ela implica, priva cada vez mais os 
seres humanos de seu acesso livre aos recursos de subsistência de que 
eles necessitam e recai, necessariamente, sobre a sociedade enquanto 
sistema de convivência, a tarefa (responsabilidade) de proporcioná-los. 
Essa tarefa (responsabilidade) é frequentemente negada com algum 
argumento que põe o ser individual como contrário ao ser social. Isso é 
falacioso. A natureza é, para o ser humano, o reino de Deus, o âmbito em 
que encontra à mão tudo aquilo de que necessita, se convive 
adequadamente nela. Para o ser humano moderno, a sociedade é a 
natureza, o reino de Deus, que deve configurar o âmbito em que 
encontrar à mão tudo o que gera seu bem estar como resultado de seu 
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conviver nela. Isso, em geral, não ocorre, impedido pela alienação que o 
apego e o desejo de posse geram, alienação essa que transforma tudo, as 
coisas, as idéias, os sentimentos, a verdade, em bens adquiríveis, 
gerando um processo que priva o outro do que deveria estar, para ele ou 
ela, à mão, como resultado de seu mero ser e fazer social. No apego, no 
desejo de posse, negamos o outro e criamos com ele ou ela um mundo 
que nos nega. 
Os problemas sociais são sempre problemas culturais porque têm a 
ver com os mundos que construímos na convivência. Por isso, a solução 
de qualquer problema social sempre pertence ao domínio da ética, isto é, 
ao domínio da seriedade na ação frente a cada circunstância que parte da 
aceitação da legitimidade de todo ser humano, de todo outro, em suas 
semelhanças e diferenças. É a conduta dos seres humanos, cegos entre si 
mesmos e ao mundo na defesa da negação do outro, o que tem feito do 
presente humano o que ele é. A saída, entretanto, está sempre à mão, 
porque, apesar da nossa decadência, todos sabemos que vivemos o 
mundo que vivemos, porque socialmente não queremos viver outro. 
 
Humberto Maturana. A ontologia da realidade. Belo Horizonte: UFMG, 2002, p. 207-8 
(com adaptações). 
 
15- Quanto às relações de coesão e coerência textual, pode-se afirmar 
que 
(A) o pronome “ela” refere-se a “humanidade”. 
(B) o pronome demonstrativo “Isso’ tem como referência anafórica o 
termo “ser social” do período anterior. 
(D) o pronome “ele” refere-se à ideia do homem. 
(E) o termo“nela” refere-se a “natureza”. 
 
 
FUNIVERSA – IPHAN – ANALISTA (CONTABILIDADE) - 2009 
 
Com o ouvido no passado 
 
“As palavras voam, os escritos permanecem”, diz-se no Ocidente. 
O senhor pode explicar como a tradição oral tem legitimidade para 
exprimir a história das culturas africanas? 
 
Essa citação, procedente dos romanos, contribuiu para forjar a opinião 
segundo a qual uma fonte oral não merece crédito. Ora, os povos da 
oralidade são portadores de uma cultura cuja fecundidade é semelhante à 
dos povos da escrita. Em vez de transmitir seja lá o que for e de qualquer 
maneira, a tradição oral é uma palavra organizada, elaborada, 
estruturada, um imenso acervo de conhecimentos adquiridos pela 
coletividade, segundo cânones bem determinados. Tais conhecimentos 
são, portanto, reproduzidos com uma metodologia rigorosa. Existem, 
também, especialistas da palavra cujo papel consiste em conservar e 
transmitir os eventos do passado: trata-se dos griôs. Na África Ocidental, 
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encontramos aldeias inteiras de griôs, como Keyla, no Mali, com cerca de 
500 habitantes. São como escolas da palavra, onde a história de suas 
linhagens é ensinada às crianças, desde os 7 anos, seguindo uma 
pedagogia com base na memorização. Esta faculdade é reativada pelo 
ritmo do canto ou dos instrumentos de música, como o tamani, o koni e o 
khalam. As palavras do griô são “hieróglifos falados”, dizia meu amigo 
burquinense Joseph Ki-Zerbo. 
 
Qual é o papel do griô na sociedade atual? 
 
Na África de hoje em dia, o modelo ocidental de ensino facilita a 
passagem da cultura oral para a cultura escrita. Temos de reconhecer que 
as escolas de tradição oral perdem sua força em matéria de transmissão. 
Todavia, no seio da comunidade, o griô continua desempenhando seu 
papel conforme a sua casta socioprofissional: assim, ele é o oficiante em 
todas as cerimônias. 
 
Será possível chamá-lo de historiador? 
 
Graças aos conhecimentos legados por seus antepassados, o griô dispõe 
de um corpus que constitui a narrativa de base. Segundo as 
circunstâncias, porém, ele pode limitar sua transmissão a um episódio ou 
a um resumo. Pode, também, acrescentar conhecimentos adquiridos 
pessoalmente ao falar com as pessoas, durante suas viagens. Essas 
supressões e aditamentos não alteram de modo algum a validade 
histórica da narrativa transmitida de geração em geração por serem 
claramente indicados em seu relato. À medida que procede à narração, o 
griô vai ponderando seus elementos. Pode-se dizer que ele assume o 
papel de historiador se admitirmos que a história é sempre um 
reordenamento dos fatos proposto pelo historiador. 
 
Em entrevista a Monique Couratier (UNESCO), o historiador guineano Djibril Tamsir 
Niane mostra que os arquivos escritos não são as únicas formas de se fundamentar a 
História; a tradição oral também pode fazê-lo. 
 
Correio da UNESCO 2009, n.º 8. Internet:<http://typo38.unesco.org/pt/Cour-08-
2009/cour-08-2009-4.html> (com adaptações). Acesso em 18/10/2009. 
 
16- Observando a norma culta escrita da Língua Portuguesa, assinale a 
alternativa correta. 
(B) O termo “cujo” refere-se a “palavra”. 
(C) O termo “onde” pode ser substituído por na qual. 
(D) O termo “lo” refere-se a “papel”. 
(E) A forma verbal “é” pode ser substituída por seja. 
 
 
FUNIVERSA – EMBRATUR – TÉCNICO COMUN. SOCIAL – 2011 
 
Texto I 
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2º§A palavra paraíso é de origem persa – pairidaeza, que quer dizer 
“jardim murado”; e sua representação, seu símbolo, é um jardim, o lugar 
onde se deu a criação, o país originário de Adão e Eva, enfim o centro do 
cosmos, que remete a um estado de perfeição. 
 
17- Assinale a alternativa em que a reescritura proposta mantém a 
correção gramatical e preserva o sentido original de passagem do texto I. 
(A) e a sua representação, o seu símbolo, é um jardim (2º §) 
 
 
FUNIVERSA – SEJUS/DF – ESPECIALISTA EM ASSISTÊNCIA 
SOCIAL (CIÊNCIAS CONTÁBEIS) – 2010 
 
1º§Em nosso país, são centenas de milhares de crianças 
institucionalizadas que aguardam a adoção, um sonho cada vez mais 
improvável para a maioria delas. Os poucos casais que se decidem por 
adotar uma criança procuram, invariavelmente, bebês recém-nascidos, 
preferencialmente brancos, sadios e perfumados. 
3º§Conversei, demoradamente, com dezenas delas. Devo dizer que 
é muito dolorido. Os pequenos te cercam, perguntam se você será o pai 
delas, disputam o teu colo ou a garupa como que implorando pelo toque 
físico, te convidam para voltar, te perguntam se você irá passear com 
elas. Meu Deus! 
 
18- Em cada alternativa a seguir, é feita uma interpretação de palavra ou 
expressão do texto. Assinale aquela que contém interpretação correta, de 
acordo com a significação e a norma culta padrão da língua portuguesa. 
(A) Os vocábulos “são” (linha 1) e “que” (linha 2) conferem ênfase à 
informação exposta no período de abertura do texto II. 
(E) O pronome “te” da linha 2 do 3º § pode ser corretamente substituído 
por lhe. 
 
 
FUNIVERSA – MPE/GO – ARQUIVISTA – 2010 
 
19- Considere o seguinte trecho: “Nunca é demais lembrar que os 
conflitos são normais e até desejáveis na sociedade, pois indicam a 
pluralidade de visões, de desejos e projetos. O mal, portanto, não está 
em expressá-los, mas em suprimir a oportunidade do debate, do diálogo 
e do exercício da tolerância.” (linhas de 31 a 36). Quanto aos aspectos 
gramaticais e semânticos desse trecho, assinale a alternativa correta. 
(C) O pronome “os” em “expressá-los” pode ser substituído por lhes sem 
alteração de sentido e sem ferir as normas gramaticais. 
 
 
FUNIVERSA – MPE/GO – ENGENHEIRO AMBIENTAL – 2010 
 
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Declaração Universal dos Direitos Humanos 
 
A Declaração Universal dos Direitos Humanos é um dos documentos 
básicos das Nações Unidas e foi assinada em 10 de dezembro de 1948. 
Nela, são enumerados os direitos que todos os seres humanos 
possuem. 
 
Preâmbulo 
 
Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a 
todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e 
inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo, 
 Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na 
Carta da ONU, sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e 
no valor do ser humano e na igualdade de direitos entre homens e 
mulheres e que decidiram promover o progresso social e melhores 
condições de vida em uma liberdade mais ampla, agora, portanto, a 
Assembleia Geral proclama a presente Declaração Universal dos 
Direitos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os 
povos e todas as nações. 
 
Artigo I 
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e 
direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns 
aos outros com espírito de fraternidade. 
 Artigo III 
 Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança 
pessoal. 
 Artigo XIII 
1. Todo ser humano tem direito à liberdade de locomoção e à 
residência dentro das fronteiras de cada Estado. 
2. Todo ser humano tem o direito de deixar qualquer país, 
inclusive o próprio, e a este regressar. 
 
Internet: <www.onu-brasil.org.br> (com adaptações). Acesso em 15/5/2010.20- As ideias originais do texto I serão mantidas, e a frase ficará 
gramaticalmente correta ao se substituir 
(A) “são enumerados” por enumeram-se. 
(C) “que” por aos quais. (1º parágrafo) 
(E) “e que decidiram” por e que estes decidiram. 
 
21- Quanto aos aspectos gramaticais e semânticos do texto I, assinale a 
alternativa correta. 
(C) O plural de “Todo ser humano tem direito à liberdade de locomoção” 
está corretamente feito na seguinte forma: Todos seres humanos tem 
direito à liberdade de locomoção. 
(E) O pronome demonstrativo “este” substitui o substantivo “direito”. 
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FUNIVERSA – SEPLAG/DF – ANALISTA (PLANEJ. ORÇ.) – 2009 
 
“A crise mundial reabilitou o Estado. Até recentemente, o discurso 
dominante era: quanto menos Estado, melhor. Hoje parece claro para 
todos que o melhor é que o Estado funcione bem, exercendo suas funções 
regulatórias que são indelegáveis e indispensáveis para o adequado 
funcionamento dos mercados.“ 
 
22- Quanto aos aspectos gramaticais e semânticos do texto I, assinale a 
alternativa correta. 
(B) O termo “que” (linha 3) apresenta a mesma classificação morfológica 
que o termo “que” (linha 4). 
 
 
FUNIVERSA – PC/DF – AGENTE DE POLÍCIA – 2009 
 
Texto I (fragmento) 
 
(...) 
Usa-se a ciência, aprende-se com os resultados da ciência, mas o 
espírito científico — ou os inúmeros e conflitantes espíritos científicos — 
se defrontam com mentes impermeáveis a seu trabalho de erosão 
de mitos e de construção de um mundo diferente. 
É preciso explorar um pouco a diferença, que vem dos filósofos 
gregos mas que foi bem rememorada por Hannah Arendt, entre fazer e 
agir. A fabricação é o modo pelo qual os modernos concebem o mundo da 
prática. Esta perde uma dimensão que era forte entre os antigos, à qual 
chamaremos aqui agir: o mundo humano é o da práxis. Nele se 
praticam atos que têm o homem como autor e como destinatário, 
como sujeito e como objeto. Por isso mesmo, o homem nunca é puro 
sujeito nem mero objeto, quando lida com seu próximo: ele tem, neste 
último, alguém que lhe pode retrucar, que pode protestar contra o que 
ele diz ou faz. No entanto, o segredo da modernidade consistiu em uma 
mudança dessa relação. Dizendo de outro modo, a Idade Média cede 
lugar à Renascença quando a oposição entre vita activa e vita 
contemplativa, entre negotium e otium é substituída por outros papéis. 
Com efeito, os humanistas discutem se é preferível a vida 
contemplativa do sábio ou do cientista, que prefere um otium 
(geralmente cum dignitate) que lhe permita almejar a paz interna e a 
verdade do mundo exterior, ou a vida ativa de quem se debruça sobre os 
negócios da cidade e contribui para construir uma sociedade melhor. 
 Exemplar desse debate é a primeira parte da Utopia, de 
Thomas Morus, como se sabe escrita depois da segunda parte. 
Nesta última, expõe-se como seria a ilha de Utopia, o primeiro regime 
“comunista” do mundo moderno. 
(...) 
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23- Assinale a alternativa em que a palavra “se” possui a mesma função 
sintática que em “entre as poucas dezenas de nações que se situam no 
pelotão de frente da economia e do conhecimento”. 
(A) “aprende-se com os resultados da ciência”. 
(B) “se defrontam com mentes impermeáveis a seu trabalho de erosão de 
mitos e de construção de um mundo diferente”. 
(C) “Nele se praticam atos que têm o homem como autor e como 
destinatário”. 
(D) “Com efeito, os humanistas discutem se é preferível a vida 
contemplativa do sábio ou do cientista”. 
(E) “Exemplar desse debate é a primeira parte da Utopia, de Thomas 
Morus, como se sabe escrita depois da segunda parte.” 
 
Texto II 
 
Porque num exército que persegue há o mesmo automatismo impulsivo 
dos exércitos que fogem. O pânico e a bravura doida, o extremo 
pavor e a audácia extrema, confundem-se no mesmo aspecto. O 
mesmo estonteamento e o mesmo tropear precipitado entre os maiores 
obstáculos, e a mesma vertigem, e a mesma nevrose torturante abalando 
as fileiras, e a mesma ansiedade dolorosa, estimulam e alucinam com 
idêntico vigor o homem que foge à morte e o homem que quer matar. É 
que um exército é, antes de tudo, uma multidão, “acervo de elementos 
heterogêneos em que basta irromper uma centelha de paixão para 
determinar súbita metamorfose, numa espécie de geração espontânea em 
virtude da qual milhares de indivíduos diversos se fazem um animal 
único, fera anônima e monstruosa caminhando para dado objetivo com 
finalidade irresistível”. Somente a fortaleza moral de um chefe pode 
obstar esta transfiguração deplorável, descendo, lúcida e inflexível, 
impondo uma diretriz em que se retifique o tumulto. Os grandes 
estrategistas têm, instintivamente, compreendido que a primeira vitória a 
alcançar nas guerras está no debelar esse contágio de emoções violentas 
e essa instabilidade de sentimentos que com a mesma intensidade 
lançam o combatente nos mais sérios perigos e na fuga. 
 
Euclides da Cunha. Os Sertões. 39.ª ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1997 
 
24- Assinale a alternativa que apresenta reescritura gramaticalmente 
correta do fragmento “Somente a fortaleza moral (...) se retifique o 
tumulto.” (linhas de 13 a 15), sem alteração do sentido original. 
(A) Apenas a fortaleza moral do chefe pode deter esta transfiguração 
deplorável, descendo, lúcida e inflexível, impondo diretrizes em que se 
retifique o tumulto. 
(B) Somente a fortaleza moral de um chefe pode obstar esta 
transfiguração deplorável, descendo, lúcida e rígida, impondo diretrizes 
em que se retifiquem o tumulto. 
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(C) Somente a fortaleza moral de um chefe pode obstar esta 
transfiguração deplorável, lúcida e inflexível, descendo e impondo uma 
diretriz em que se retifique o tumulto. 
(D) Somente a força moral de um chefe pode dificultar esta 
transfiguração deplorável, descendo, lúcida e inflexível, impondo diretriz 
que retifique o tumulto. 
(E) Apenas a fortaleza moral de um chefe pode obstar esta deplorável 
transfiguração, descendo, lúcida e inflexível, impondo uma diretriz em 
que o tumulto seja retificado. 
 
25- Em relação ao texto II, assinale a alternativa correta. 
(C) Na linha 3, a palavra “se” é partícula apassivadora. 
 
 
FUNIVERSA – GDF – ASSISTENTE REINTEGRAÇÃO SOCIAL – 2010 
 
(...) 
Formação educacional e profissional dos apenados, internados e 
egressos do sistema penitenciário nacional, que diz respeito ao 
processo pelo qual se procura associar a elevação da escolaridade e a 
educação profissional, com o acesso ao trabalho e à geração de renda, de 
maneira a preparar o beneficiário para ingresso no mundo do trabalho 
após o cumprimento da pena privativa de liberdade, principalmente no 
que concerne à capacitação das mulheres em privação de liberdade. 
(...) 
 
26- A expressão “pelo qual” refere-se a 
(A) formação educacional. 
(B) formação educacional e profissional dos apenados. 
(C) sistema penitenciário nacional. 
(D) processo. 
(E) acesso ao trabalho. 
 
 
FUNIVERSA – SESI – ASSITENTE PEDAGÓGICO – 2010 
 
27- Analisando o uso dos vocábulos no período “Daí a necessidade de 
abordar conteúdos equivalentes, mas com uma linguagem adulta e que 
vá ao encontro daquilo que esse público deseja.”, é correto afirmar que(C) o verbo “abordar” está flexionado no futuro do presente, indicando o 
que se deverá fazer. 
(E) o pronome “esse” faz referência a um nome mencionado 
anteriormente. 
 
28- Considerando o período “Assim, a relação professor-aluno se torna 
tema fundamental de discussão nas reuniões de planejamento, nas 
escolas, nas universidades e em todos os lugares onde se debata 
melhoria da educação.”, assinale a alternativa incorreta. 
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(C) O vocábulo “onde” poderia ser substituído por aonde sem introdução 
de erro gramatical. 
 
 
FUNIVERSA – TERRACAP – ANALISTA DE SISTEMAS - 2010 
 
29- A respeito do fragmento “qualquer país que passe pela nossa mente 
— e alguns outros de cuja existência sequer desconfiávamos.”, assinale a 
alternativa incorreta. 
(C) A forma verbal “desconfiávamos” indica a ideia de tempo passado 
inacabado. 
(D) O pronome “cuja” tem valor possessivo, já que equivale a sua. 
(E) A forma verbal “passe” indica a ideia de possibilidade, um fato incerto 
de acontecer. 
 
 
FUNIVERSA – CEB – AGENTE SUPORTE ADMINISTRATIVO - 2010 
 
“Depois que a luz acendeu com a invenção da lâmpada, foi uma festa! Em 
cada canto do mundo, surgia uma invenção diferente. A eletricidade 
havia modificado o modo de viver da humanidade. (...) A energia sai 
da usina direto para uma subestação de transmissão, onde ela passa 
por um transformador.” 
 
30- Cada uma das alternativas abaixo apresenta uma reescritura de parte 
do texto I. Assinale aquela em que a reescritura cria falha em relação à 
gramática. 
(B) A eletricidade tinha modificado o modo de viver da humanidade. 
 
31- Cada alternativa a seguir apresenta um trecho do texto II seguido de 
uma afirmação relativa a ele. Assinale aquela que apresenta a afirmação 
correta. 
(C) “onde ela passa por um transformador”: o termo “onde” está se 
referindo a “transmissão”. 
 
 
FUNIVERSA – SEED/AP – AUXILIAR EDUCACIONAL – 2012 
 
Fragmento de texto 
 
“... a construção de pessoas autônomas para pensar, questionar, agir e 
tomar decisões que favoreçam o seu crescimento...” 
 
32- Acerca das estruturas do texto, assinale a alternativa correta: 
 
(C) O pronome “que” refere-se ao termo “pessoas autônomas”. 
 
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Sobre a letra C, o pronome relativo “que” não retoma “pessoas 
autônomas”, mas sim “decisões”. 
 
 
GABARITO COMENTADO DAS QUESTÕES 
 
FUNIVERSA – SEPLAG/DF – AUDITOR FISCAL DE ATIVIDADES 
URBANAS – 2011 
 
Texto I 
 
 2º§No entanto, sem escala de valor está a vida de milhares de 
pessoas que faleceram e virão a sucumbir, vítimas das enchentes. 
Segundo dados da ONU (2005), em 1988 mais de 15 mil pessoas foram 
mortas em consequência de enchentes; em 1999, o número de vítimas 
subiu para quase 35 mil. Esse quadro é configurado como o mais 
dramático e triste do problema das inundações urbanas, pois a maioria 
dessas mortes, de alguma forma, poderiam ter sido evitadas. 
6º§A quantidade de material suspenso na drenagem pluvial 
apresenta uma carga muito alta, considerando a vazão envolvida. Esse 
volume é mais significativo no início das enchentes. Os primeiros 25 mm 
de escoamento superficial geralmente transportam grande parte da carga 
poluente de origem pluvial. 
 
1- Assinale a alternativa correta acerca de fatos gramaticais e semânticos 
presentes no texto I. 
(A) Na linha 2 (2º§), os verbos expressam, respectivamente, uma ação 
concluída, observada no seu término, no seu resultado, e uma ação a 
ocorrer após o momento em que se enuncia o fato. 
(B) Na última linha do 2º§, a locução verbal ‘poderiam ter sido evitadas’ 
ficaria bem ajustada às normas gramaticais com o uso do verbo “ter” no 
plural, em concordância com o substantivo “mortes”, que faz parte do 
sujeito da frase. 
(E) No 6º§, o termo “suspenso” pode ser trocado por suspendido, pois 
ambas as formas pertencem ao verbo suspender e são permutáveis sem 
reservas em contextos frasais que exijam o emprego do particípio. 
 
GABARITO: A. 
 
Esta questão trata, na letra A, de emprego de tempos e modos verbais e 
aspecto verbal. 
 
Vejamos o contexto: “No entanto, sem escala de valor está a vida de 
milhares de pessoas que faleceram (pretérito perfeito do indicativo) e 
virão a sucumbir (futuro do presente do indicativo), vítimas das 
enchentes.” 
 
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De fato os verbos expressam, respectivamente, uma ação concluída, 
observada no seu término, no seu resultado, e uma ação a ocorrer após o 
momento em que se enuncia o fato. 
 
Na letra B, a banca sugere que a locução verbal fique assim: “poderiam 
terem sido evitadas”. Nooossssaaa!!! Ficaria no mínimo... feio, como 
dizem as meninas! Mas a questão é que apenas o primeiro verbo da 
locução verbal (verbo auxiliar) pode variar em número e pessoa, os 
outros não! Safo? 
 
Sobre a letra E, não se pode trocar a forma participial ‘suspenso’ por 
‘suspendido’ à la Bangu, não! Você pensa que cachaça é água? Cachaça 
não é água, não! Lembra-se dos verbos abundantes? Então, lá vai a 
lembrança: 
 
Segundo Rocha Lima, verbos abundantes são aqueles que apresentam 
mais de uma forma verbal para expressar a mesma flexão. Há muitos 
verbos que possuem duas formas de particípio: uma em ADO ou IDO –
 regular (quando vierem os verbos ter ou haver antes), portanto; e outra 
reduzida, irregular, sem ADO ou IDO (quando vierem os verbos ser ou 
estar antes). Lembrou? 
 
1ª conjugação 
• Aceitar – aceitado, aceito 
• Entregar – entregado, entregue 
• Expressar – expressado, expresso 
• Expulsar – expulsado, expulso 
• Matar – matado, morto 
• Salvar – salvado, salvo 
• Soltar – soltado, solto 
 
2ª conjugação 
• Acender – acendido, aceso 
• Benzer – benzido, bento 
• Eleger – elegido, eleito 
• Morrer – morrido, morto 
• Prender – prendido, preso 
• Romper – rompido, roto 
• Suspender – suspendido, suspenso 
 
3ª conjugação 
• Emergir – emergido, imerso 
• Exprimir – exprimido, expresso 
• Extinguir – extinguido, extinto 
• Frigir – frigido, frito 
• Imergir – imergido, imerso 
• Imprimir – imprimido, impresso 
• Inserir – inserido, inserto 
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• Submergir – submergido, submerso 
• Tingir – tingido, tinto 
 
VERBOS DE UM ÚNICO PARTICÍPIO IRREGULAR 
• Abrir – aberto 
• Cobrir – coberto 
• Dizer – dito 
• Escrever – escrito 
• Fazer – feito 
• Pôr – posto 
• Ver – visto 
• Vir – vindo 
 
Texto II 
 
2º§O que mais se encontra no dia a dia? Justamente a postura 
oposta. As pessoas encaram tudo como desculpas e justificativas. Há 
pessoas que vivem dizendo frases negativas que encerram verdadeiras 
filosofias desastrosas. Não são raras as vezes em que já se ouviu alguém 
falando de seus problemas e dificuldades e da incapacidade de superá-los, 
traduzida nas seguintes frases conformistas: “Eu sou assim mesmo...”; 
“Sempre fui assim...”; “Não posso evitar isso...”; “Essa é a minha 
natureza...”; “Não adianta mesmo...”; “Deus me fez assim e pronto!”. 
3º§O que tais pessoas talvez nunca percebam é que desculpas e 
justificativas só levam ao conformismo e à acomodação. E isso não dizrespeito à elevação de padrões e à melhoria da qualidade de vida. 
Desculpas e justificativas são coisas de perdedor! Enquanto os 
vencedores comemoram, os perdedores se justificam. 
 
Roberto Shinyashiki. Internet: http://tecessa.arteblog.com.br (com adaptações). Acesso 
em 19/1/2011. 
 
2- Assinale a alternativa correta a respeito de fatos gramaticais e 
estilísticos encontrados no texto II. 
(B) Na frase “‘Deus me fez assim e pronto!’” (fim do 2º§), encontra-se 
uma interjeição característica da linguagem coloquial. 
(D) Na construção “O que tais pessoas talvez nunca percebam” (1ª linha 
do 3º§), o pronome “tais” está empregado de modo informal, com 
significado de brilhantes, grandiosas. 
 
GABARITO: B. 
 
Na letra D, o pronome demonstrativo ‘tais’ não é usado em linguagem 
informal apenas, mas também em linguagem formal para retomar 
termos, assim como os demonstrativos ‘esse(a/s)’. Veja se a substituição 
não é perfeita: “O que essas pessoas talvez nunca percebam...”. Foi? 
 
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3- As ideias do texto II estarão de acordo com a norma culta da língua 
portuguesa caso se substitua 
(A) “há” (linha 1) por tem. 
(B) “momento em que” (linha 1) por momento que. 
(C) “se ouviu” (4ª linha do 2º§) por ouviu-se. 
(D) “me fez” (última linha do 2º§) por fez-me. 
(E) “comemoram, os perdedores” (última linha do 3º§) por comemoram 
os perdedores. 
 
GABARITO: D. 
 
Na letra A, a substituição de ‘há’ por ‘tem’ seria um equívoco, pois o 
verbo ter no sentido de existir é marca de coloquialismo, ou seja, não é 
forma culta. 
 
Na letra B, a preposição não pode ser retirada antes do pronome relativo 
“que”, quando “em que” equivale a “quando”. Na letra C e D, a banca 
trabalhou a colocação pronominal. E são muitas regrinhas. Veja o 
contexto da C: “Não são raras as vezes em que já se ouviu alguém...”. O 
pronome oblíquo átono jamais poderia ficar após o verbo, pois há um 
advérbio antes do verbo ‘atraindo’ o oblíquo. O nome disso é PRÓCLISE 
(pronome antes do verbo). Safo? Veja o contexto da D: “Deus me fez 
assim e pronto!”. Aqui cabe a colocação do pronome depois do verbo 
(ênclise), pois não há nenhuma palavra atrativa antes do verbo, logo a 
colocação do pronome átono é facultativa. Simples assim. 
 
Texto III 
 
3º§Por outro lado, para o cientista, não existe dúvida de que o 
aspecto mais notável da memória é o esquecimento. Afinal, se uma 
pessoa se lembrasse de tudo, em todos os pormenores, não conseguiria 
pensar de forma genérica. Se as mulheres conseguissem reproduzir por 
completo os momentos da dor do parto, nenhuma teria mais de um filho. 
 
Internet: <ftp://ftp.abc.org.br> (com adaptações). Acesso em 16/1/2011. 
 
4- Assinale a alternativa correta acerca do texto III. 
(B) A troca de “lembrasse” (3ª linha do 3º§) por lembrar altera o sentido 
da frase e exige mudança em outro termo do enunciado. 
 
GABARITO: B. 
 
A afirmação da B está perfeita. Veja o contexto: “Afinal, se uma pessoa 
se lembrasse (pretérito imperfeito do subjuntivo) de tudo, em todos os 
pormenores, não conseguiria (futuro do pretérito do indicativo) pensar 
de forma genérica.”. Se mudássemos o tempo verbal, haveria mudança 
na correlação verbal: “Afinal, se uma pessoa se lembrar (futuro do 
subjuntivo) de tudo, em todos os pormenores, não conseguirá (futuro 
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do presente do indicativo) pensar de forma genérica.”. Lembra-se de 
correlação verbal? Revise! 
 
 
FUNIVERSA – SES/DF – ENFERMEIRO – 2011 
 
Texto I 
 
1º§A imortalidade do corpo talvez seja o maior sonho da nossa 
humanidade: mais até que os bens materiais, as pessoas sempre buscam 
a vida eterna; muitos são os que procuram as fontes da juventude, e hoje 
em dia a própria ciência cria esperanças em vários indivíduos. 
 
5- Seriam mantidos a correção gramatical e o sentido original do texto, 
caso se substituísse 
(A) “seja” por é. (1º§) 
 
GABARITO: A. 
 
Segundo os gramáticos, a substituição pode ocorrer, mesmo que o verbo 
‘ser’ (é) esteja no presente do indicativo — o tempo da certeza, do fato, 
da realidade. O fato é que o advérbio ‘talvez’ sobressai à ideia do verbo 
ser no presente do indicativo. Portanto, podemos escrever, mantendo o 
sentido, e sem incorreção gramatical, assim: “A imortalidade do corpo 
talvez é o maior sonho da nossa humanidade...” 
 
6- Assinale a alternativa que apresenta reescrita correta de passagem do 
texto (entre parênteses). 
(A) “Trata-se do único relato dessa natureza em toda biologia”. (Trata-se 
do único relato dessa natureza em toda a biologia) 
(B) “na sua cadeia genética”. (em sua cadeia genética) 
(E) “suportar a dor das perdas prematuras a qual, em função de uma vida 
maior, seriam muito mais doloridas”. (suportar a dor das perdas 
prematuras que, em função de uma vida maior, seriam muito mais 
doloridas) 
 
GABARITO: B. 
 
Sobre a letra B, espero que você tenha lembrado que o artigo é 
facultativo antes de pronome possessivo adjetivo (ver página 18). 
Portanto, correta a reescrita. 
 
Na letra A, ocorre um erro, pois o pronome indefinido seguido de artigo 
tem um sentido “todo o”; sem artigo, outro. Lembra-se do exemplo no pé 
da página 19? Se não, vejamos: 
 
Esta carteira é válida em todo território nacional. 
 
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Esta carteira é válida em todo o território nacional. 
 
Que carteira é melhor? A primeira ou a segunda? Certamente a primeira, 
pois o todo significa qualquer. Ou seja, em qualquer território, desde que 
seja uma nação, a carteira é válida. Diferente da segunda frase, em que 
“todo o” significa inteiro. Ou seja, a carteira só é válida no inteiro 
território nacional. Só aqui no Brasil, por exemplo. Entendeu? 
 
Sobre a letra E, veja o contexto para saber se é possível trocar o 
pronome relativo ‘que’ por ‘a qual’: “Portanto, correríamos o risco de, 
mesmo vivendo muito, ter de suportar a dor das perdas prematuras a 
qual, em função de uma vida maior, seriam muito mais doloridas.”. Note 
que o pronome relativo, na verdade, pelo contexto, está retomando 
‘perdas prematuras’, logo deveria ser ‘as quais’ e não ‘a qual’. Foi? 
Reescrevendo corretamente: “Portanto, correríamos o risco de, mesmo 
vivendo muito, ter de suportar a dor das perdas prematuras que/as 
quais, em função de uma vida maior, seriam muito mais doloridas.” 
 
7- Assinale a alternativa correta quanto ao aspecto semântico e ao 
sintático do texto. 
 B) O fragmento “Se a ciência descobrir uma forma” (4º§), segundo a 
norma-padrão, contém falha no emprego do pronome átono na abertura 
da frase. 
(C) No trecho “o que impediria a vida eterna do corpo seria” (6º§), a 
forma verbal “seria” pode ser corretamente substituída por será. 
(E) O emprego de realiza em lugar de “realize” na sequência “tecnologia 
que realize algum tipo de manutenção” (5º§) provocaria mudança do 
sentido original. 
 
GABARITO: E. 
 
Sobre a afirmação da letra E, a substituição de realize (presente do 
subjuntivo; dúvida, hipótese, incerteza) por realiza (presente do 
indicativo; certeza, fato, realidade) realmente mudaria o sentido. 
 
Na letra B, o ‘se’ não é um pronome átono, mas sim uma conjunção 
condicional. Cuidado para não confundir, pois só pronome oblíquo átono é 
complemento de verbo, lato sensu. 
 
Na letra C, amudança de tempo verbal implicaria mudança de sentido, 
pois o futuro do pretérito ‘seria’ indica hipótese, o que não é certamente o 
caso de ‘será’, futuro do presente do indicativo. 
 
8- Assinale a alternativa correta, de acordo com o texto. 
(D) No fragmento “o hospital funcionava mais como um depósito de 
doentes, onde monges e freiras providenciavam”, o pronome “onde” 
ficaria correto, se substituído por nos quais. 
 
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Sobre a letra D, o pronome relativo ‘onde’ jamais poderia ser substituído 
por ‘nos quais’ uma vez que o termo que está sendo retomado é 
‘depósito’. O certo seria assim: “o hospital funcionava mais como um 
depósito de doentes, no qual monges e freiras providenciavam...”. 
Certo? 
 
 
FUNIVERSA – SEPLAG/DF – AUDITOR FISCAL DE ATIVIDADES 
URBANAS (CONTORLE AMBIENTAL) – 2011 
 
Texto I 
 
1º§Imagine se o mercado de energia funcionasse assim: você vai a 
uma loja de departamentos e compra um kit de energia solar ou eólica. 
Instala o dito cujo no telhado, seguindo o manual de instruções, pluga na 
tomada e, com o celular ou o computador, controla a produção de energia 
em casa. Quando seu gasto de energia for maior que a produção, você 
recebe uma conta em casa. Mas, quando a produção superar o consumo, 
algo incrível acontece: chega um cheque pelo correio. Não seria 
sensacional? 
2º§Seria, claro. Mas o jeito como os Estados Unidos estão 
incorporando energias limpas ao seu sistema é bem diferente disso. Por 
lá, eles estão substituindo carvão queimado por energia eólica e solar, o 
que é bom, mas de uma maneira que não muda a relação entre os 
produtores e os consumidores de energia. Você conhece o modelo: usinas 
gigantescas produzindo energia, postes monumentais transportando essa 
energia por milhares e milhares de quilômetros. Quem quiser pode 
instalar seu painel solar no telhado, mas o sonho de mandar essa energia 
para a rede e faturar uns trocadinhos com isso continua bem longe da 
realidade. 
 
9- Assinale a alternativa que interpreta corretamente ideias e fatos 
linguísticos do texto I. 
(B) A troca do “se” (linha 1) pela palavra que exigiria a mudança do 
modo do verbo que sucede o “se”: “funcionasse” mudaria para 
funcionaria. 
(D) A substituição de “produzindo” (linha 6 do 2º§) por produziram e de 
“transportando” (linha 6 do 2º§) por transportaram não altera o sentido 
básico da frase em que estão. 
 
A letra B é interessante, pois a conjunção integrante ‘se’ tem origem na 
conjunção condicional ‘se’, daí que, no contexto, pelo caráter de passado 
hipotético claro, o pretérito imperfeito do modo subjuntivo do verbo é 
usado após tal conjunção. Substituindo ‘se’ pela conjunção integrante 
‘que’, teríamos: “Imagine que o mercado de energia funcione assim...”. 
A ideia agora é que a pessoa imagine um fato no presente hipotético 
(presente do subjuntivo). Logo a mudança de conjunção implica de fato 
uma mudança no tempo verbal. O erro da B está em dizer que o verbo 
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mudaria para ‘funcionaria’, não procede tal afirmação, porque, de acordo 
com a correlação verbal, não há a “dobradinha” presente do subjuntivo 
(imagine) + futuro do pretérito (funcionaria). 
 
A afirmação da letra D não procede, pois o sentido é explicitamente 
alterado; veja: “Você conhece o modelo: usinas gigantescas produziram 
energia, postes monumentais transportaram essa energia por milhares 
e milhares de quilômetros.”. Dispensa comentários; concorda? Afinal, o 
gerúndio tem ideia de presente, e as formas verbais em negrito estão no 
pretérito perfeito, logo... 
 
Texto II 
 
 4º§Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando 
destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para 
horror de todos, ele falava “nóis vai” e coisas do gênero. Mas, em dois 
minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns 
trocados, e ele foi embora, feliz da vida. Aquele ciclista anônimo era o 
protótipo do funcionário para quem as empresas modernas torcem o 
nariz: o que é capaz de resolver, mas não de impressionar! 
 
10- Acerca do texto II, assinale a alternativa correta segundo a norma-
padrão da língua portuguesa. 
(E) O pronome “lhe”, linha 4 do 4º§, pode, com acerto normativo, 
antecipar-se ao verbo a que se vincula para receber ênfase, destacando a 
pessoa que é o alvo da ação verbal. 
 
GABARITO: D. 
 
Sobre a letra E, o pronome ‘lhe’ jamais poderia ficar antes do verbo, pois 
não se inicia frase com pronome oblíquo átono! Conhece este poema de 
Oswald de Andrade?: 
 
Dê-me um cigarro 
Diz a gramática 
Do professor e do aluno 
E do mulato sabido 
Mas o bom negro e o bom branco 
Da Nação Brasileira 
Dizem todos os dias 
Deixa disso camarada 
Me dá um cigarro 
 
Resumindo: no início de frase, ênclise! 
 
 
FUNIVERSA – MTUR – ENGENHEIRO – 2010 
 
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Texto I 
 
1º§(6/10/2009) Um total de 29% dos brasileiros entre dez e 
dezessete anos prefere falar com amigos, família ou colegas por meio do 
computador que pessoalmente, indica pesquisa do Ibope divulgada nesta 
terça-feira (6). Essa preferência cai para 16% dos consumidores. O 
estudo mostra ainda que dois terços dos jovens naquela faixa etária 
utilizam regularmente serviços de mensagens instantâneas, como MSN. 
As redes sociais ganham importância: já são rotina para 45% dos 
brasileiros entrevistados em geral, e para 72% dos jovens entre 18 e 24 
anos. 
(...) 
Pressão de informação 
6º§Também na região metropolitana de SP, o Ibope indicou que 
53% das pessoas se sentem pressionadas com a quantidade de 
informação disponível. Ainda assim, dois terços da população na região 
afirma que consegue absorver toda a informação e a tecnologia 
disponíveis. 
 (...) 
 
Internet: http://www1.folha.uol.com.br (com adaptações). Acesso em 23/11/2009. 
 
11- A seguir, são apresentadas apreciações relativas a recursos 
linguísticos do texto I. Assinale a alternativa correta acerca desses 
recursos. 
(A) A troca do pronome “nesta” da linha 3 do texto por nessa alteraria o 
sentido da frase. 
(C) Seria correta a eliminação do pronome átono “se” do 6º§. 
 
GABARITO: A. 
 
O pronome demonstrativo esse(a/s) é usado, na perspectiva temporal, 
para indicar tempo passado. Normalmente usa-se este(a/s), na 
perspectiva temporal, para indicar tempo presente, o que é o caso no 
contexto. Logo um pronome não pode substituir o outro, pois um indica 
presente e outro, passado. Portanto, de fato, a troca do pronome “nesta” 
da linha 3 do texto por nessa alteraria o sentido da frase. 
 
Sobre a letra C, não seria correta a eliminação do ‘se’, pois, no contexto, 
ele é uma partícula integrante do verbo sentir-se, que é um verbo 
pronominal. 
 
Texto II 
 
 (...) 
 Nada contra o comércio, mas ali, metido naquele circo, eu não 
conseguia evitar pensar, nem por um segundo, que, se todo aquele 
enorme esforço, toda aquela incrível concentração, toda aquela brilhante 
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tecnologia, todo aquele fascinante know-how, toda aquela imensa mão de 
obra, todaaquela emocionante capacidade de mobilização fossem 
utilizados para questões minimamente mais urgentes, não sei, talvez 
questões tão simples quanto resolver a fome, ou buscar a cura para 
doenças terríveis, ou até tentar solucionar o problema da violência em 
países de terceiro mundo, quem sabe se, por meio de um engajamento 
tão intenso e resoluto, conseguíssemos algumas respostas práticas para 
problemas reais? 
 (...) 
 
12- O quinto parágrafo, que expõe ideias fundamentais para a 
compreensão da mensagem temática do texto II, é constituído por 
apenas um único período, com diversas vírgulas e um ponto de 
interrogação. Essa estrutura não muito usual foi montada com a 
finalidade de criar efeitos importantes dentro do texto. Assinale a 
alternativa que apresenta interpretação incorreta de fenômenos-
linguísticos do quinto parágrafo do texto II. 
(E) A construção sintática de determinadas passagens revela dúvida, e a 
correlação modo-temporal criada está correta: a dúvida gerada por 
“quem sabe se” combina-se sintaticamente com o pretérito imperfeito do 
modo subjuntivo — “conseguíssemos”. 
 
Sobre a letra E, veja o contexto: “... quem sabe se, por meio de um 
engajamento tão intenso e resoluto, conseguíssemos algumas respostas 
práticas para problemas reais?”. A ideia de dúvida realmente faz que o 
verbo conseguir fique no pretérito imperfeito do subjuntivo, o modo da 
hipótese. 
 
 
FUNIVERSA – MTUR – AGENTE ADMINISTRATIVO – 2010 
 
Texto I 
 
1º§Certa vez, um homem, extremamente invejoso de seu vizinho, 
recebeu a visita de uma fada, que lhe ofereceu a chance de realizar um 
desejo. “Você pode pedir o que quiser, desde que seu vizinho receba a 
mesma coisa, em dobro”, sentenciou. O invejoso respondeu, então, que 
queria que ela lhe arrancasse um olho. Moral da história: o prazer de ver 
o outro se prejudicar prevaleceu sobre qualquer vontade. 
2º§Assim como o ciúme é querer manter o que se tem e a cobiça é 
desejar aquilo que não lhe pertence, a inveja é não querer que o outro 
tenha. O mais renegado dos sete pecados capitais é uma emoção inerente 
à condição humana, por mais difícil que seja confessá-la. Afinal, todo 
mundo, em algum momento da vida, já sentiu vontade de ser como 
alguém. Há até um lugar no cérebro reservado para a inveja. Pela 
primeira vez, uma pesquisa científica mostra onde são processados na 
mente humana ela e o shadenfreude — palavra alemã que dá nome ao 
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sentimento de prazer que o invejoso experimenta, ao presenciar o 
infortúnio do invejado. 
3º§O neurocientista japonês Hidehiko Takahashi identificou onde os 
sentimentos são processados no cérebro. Ao sentir inveja, a região do 
córtex singular do anterior é ativada. O interessante é notar que é nesse 
mesmo local que a dor física se processa. “A inveja é uma emoção 
dolorosa”, afirma Takahashi. O shadenfreude, por sua vez, se estabelece 
no estriado ventral, exatamente onde se processa a sensação de prazer. 
“O invejoso fica realizado com a desgraça do invejado”, diz o pesquisador. 
“Trata-se de um sentimento caracterizado pela sensação de 
inferioridade”, explica o neurocientista Takahashi. “Quando há essa 
sensação, é porque houve comparação, e a pessoa perdeu”. 
(...) 
 
Claudia Jordão e Carina Rabelo. Inveja. In: Isto É, 3/6/2009 (com adaptações). 
 
13- Acerca da estrutura gramatical do texto I, assinale a alternativa 
correta. 
(B) O pronome “que” (linha 2) remete ao substantivo “visita”. 
 
GABARITO: D. 
 
Sobre a letra B, o pronome relativo ‘que’ retoma ‘fada’. Veja o contexto: 
“... recebeu a visita de uma fada, que lhe ofereceu a chance de realizar 
um desejo.”. Tranquila, não? 
 
14- Com base em aspectos gramaticais e semânticos do texto I, assinale 
a alternativa correta. 
(A) Na linha 4 do 3º§, o pronome átono poderia corretamente ser 
eliminado. 
(D) A construção da linha 4 do 2º§ ficaria correta com a troca do 
pronome “a”, usado como “la”, por lhe. 
 
Sobre a letra A, o pronome não poderia ser eliminado. Veja o contexto: 
“O interessante é notar que é nesse mesmo local que a dor física se 
processa.”. Este ‘se’ é uma partícula apassivadora; se for retirada, a ideia 
de passividade sumirá, alterando o sentido do trecho. O teste para que 
você saiba se o ‘se’ é ou não uma partícula apassivadora se dá através da 
transformação da voz passiva sintética para a voz passiva analítica. Veja: 
“O interessante é notar que é nesse mesmo local que a dor física é 
processada.”. A marca principal de voz passiva analítica é o verbo ser + 
particípio. Fez a transposição de voz passiva sintética para passiva 
analítica, o ‘se’ é uma partícula apassivadora. 
 
Sobre a letra D, não se pode substituir nunca o pronome oblíquo átono ‘a’ 
(la) por ‘lhe’, pois este exerce função sintática de objeto indireto e aquele, 
de objeto direto. 
 
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FUNIVERSA – ADASA – ADVOGADO – 2009 
 
Na história da humanidade, a formação de grandes comunidades, 
com a sobrecarga do meio natural que ela implica, priva cada vez mais os 
seres humanos de seu acesso livre aos recursos de subsistência de que 
eles necessitam e recai, necessariamente, sobre a sociedade enquanto 
sistema de convivência, a tarefa (responsabilidade) de proporcioná-los. 
Essa tarefa (responsabilidade) é frequentemente negada com algum 
argumento que põe o ser individual como contrário ao ser social. Isso é 
falacioso. A natureza é, para o ser humano, o reino de Deus, o âmbito em 
que encontra à mão tudo aquilo de que necessita, se convive 
adequadamente nela. Para o ser humano moderno, a sociedade é a 
natureza, o reino de Deus, que deve configurar o âmbito em que 
encontrar à mão tudo o que gera seu bem estar como resultado de seu 
conviver nela. Isso, em geral, não ocorre, impedido pela alienação que o 
apego e o desejo de posse geram, alienação essa que transforma tudo, as 
coisas, as idéias, os sentimentos, a verdade, em bens adquiríveis, 
gerando um processo que priva o outro do que deveria estar, para ele ou 
ela, à mão, como resultado de seu mero ser e fazer social. No apego, no 
desejo de posse, negamos o outro e criamos com ele ou ela um mundo 
que nos nega. 
Os problemas sociais são sempre problemas culturais porque têm a 
ver com os mundos que construímos na convivência. Por isso, a solução 
de qualquer problema social sempre pertence ao domínio da ética, isto é, 
ao domínio da seriedade na ação frente a cada circunstância que parte da 
aceitação da legitimidade de todo ser humano, de todo outro, em suas 
semelhanças e diferenças. É a conduta dos seres humanos, cegos entre si 
mesmos e ao mundo na defesa da negação do outro, o que tem feito do 
presente humano o que ele é. A saída, entretanto, está sempre à mão, 
porque, apesar da nossa decadência, todos sabemos que vivemos o 
mundo que vivemos, porque socialmente não queremos viver outro. 
 
Humberto Maturana. A ontologia da realidade. Belo Horizonte: UFMG, 2002, p. 207-8 
(com adaptações). 
 
15- Quanto às relações de coesão e coerência textual, pode-se afirmar 
que 
(A) o pronome “ela” refere-se a “humanidade”. 
(B) o pronome demonstrativo “Isso’ tem como referência anafórica o 
termo “ser social” do período anterior. 
(D) o pronome “ele” refere-se à ideia do homem. 
(E) o termo “nela” refere-se a “natureza”. 
 
GABARITO: E. 
 
Perfeita a letra E; veja o contexto e “bata o martelo”: “A natureza é, para 
o ser humano, o reino de Deus, o âmbito em que encontra à mão tudo 
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aquilo de que necessita, se convive adequadamente nela (ou seja, na 
natureza).” 
 
Na letra A, o ‘ela’ refere-se anaforicamente à expressão ‘formação de 
grandes comunidades’. 
 
Na letra B, o pronome ‘Isso’ retoma toda a ideia do período anterior, não 
só a expressão ‘ser social’. 
 
Na letra D, o pronome ‘ele’ refere-se a ‘humano’. Leia o contexto: “... o 
que tem feito do presente humano o que ele é.” 
 
 
FUNIVERSA – IPHAN – ANALISTA (CONTABILIDADE) - 2009 
 
Com o ouvido no passado 
 
“As palavras voam, os escritos permanecem”, diz-se no Ocidente. 
O senhor pode explicar como a tradição oral tem legitimidade para 
exprimir a história das culturas africanas? 
 
Essa citação, procedente dos romanos, contribuiu para forjar a opinião 
segundo a qual uma fonte oral não merece crédito. Ora, os povos da 
oralidade são portadores de uma cultura cuja fecundidade é semelhante à 
dos povos da escrita. Em vez de transmitir seja lá o que for e de qualquer 
maneira, a tradição oral é uma palavra organizada, elaborada, 
estruturada, um imenso acervo de conhecimentos adquiridos pela 
coletividade, segundo cânones bem determinados. Tais conhecimentos 
são, portanto, reproduzidos com uma metodologia rigorosa. Existem, 
também, especialistas da palavra cujo papel consiste em conservar e 
transmitir os eventos do passado: trata-se dos griôs. Na África Ocidental, 
encontramos aldeias inteiras de griôs, como Keyla, no Mali, com cerca de 
500 habitantes. São como escolas da palavra, onde a história de suas 
linhagens é ensinada às crianças, desde os 7 anos, seguindo uma 
pedagogia com base na memorização. Esta faculdade é reativada pelo 
ritmo do canto ou dos instrumentos de música, como o tamani, o koni e o 
khalam. As palavras do griô são “hieróglifos falados”, dizia meu amigo 
burquinense Joseph Ki-Zerbo. 
 
Qual é o papel do griô na sociedade atual? 
 
Na África de hoje em dia, o modelo ocidental de ensino facilita a 
passagem da cultura oral para a cultura escrita. Temos de reconhecer que 
as escolas de tradição oral perdem sua força em matéria de transmissão. 
Todavia, no seio da comunidade, o griô continua desempenhando seu 
papel conforme a sua casta socioprofissional: assim, ele é o oficiante em 
todas as cerimônias. 
 
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Será possível chamá-lo de historiador? 
 
Graças aos conhecimentos legados por seus antepassados, o griô dispõe 
de um corpus que constitui a narrativa de base. Segundo as 
circunstâncias, porém, ele pode limitar sua transmissão a um episódio ou 
a um resumo. Pode, também, acrescentar conhecimentos adquiridos 
pessoalmente ao falar com as pessoas, durante suas viagens. Essas 
supressões e aditamentos não alteram de modo algum a validade 
histórica da narrativa transmitida de geração em geração por serem 
claramente indicados em seu relato. À medida que procede à narração, o 
griô vai ponderando seus elementos. Pode-se dizer que ele assume o 
papel de historiador se admitirmos que a história é sempre um 
reordenamento dos fatos proposto pelo historiador. 
 
Em entrevista a Monique Couratier (UNESCO), o historiador guineano Djibril Tamsir 
Niane mostra que os arquivos escritos não são as únicas formas de se fundamentar a 
História; a tradição oral também pode fazê-lo. 
 
Correio da UNESCO 2009, n.º 8. Internet:<http://typo38.unesco.org/pt/Cour-08-
2009/cour-08-2009-4.html> (com adaptações). Acesso em 18/10/2009. 
 
16- Observando a norma culta escrita da Língua Portuguesa, assinale a 
alternativa correta. 
(B) O termo “cujo” refere-se a “palavra”. 
(C) O termo “onde” pode ser substituído por na qual. 
(D) O termo “lo” refere-se a “papel”. 
(E) A forma verbal “é” pode ser substituída por seja. 
 
GABARITO: E. 
 
A afirmação da letra E procede. Inclusive já vimos uma questão como 
essa mais acima, não? Segundo os gramáticos, a substituição pode 
ocorrer, mesmo que o verbo ‘ser’ (é) esteja no presente do indicativo — o 
tempo da certeza, do fato, da realidade. O fato é que o modo subjuntivo é 
mais comum nas orações subordinadas, e, nesse caso, a expressão ‘se 
admitirmos’ indica hipótese, característica principal do modo subjuntivo. 
Portanto, podemos escrever, mantendo o sentido, e sem incorreção 
gramatical, assim: “Pode-se dizer que ele assume o papel de historiador 
se admitirmos que a história seja sempre um reordenamento dos fatos 
proposto pelo historiador.” 
 
Sobre a letra B, lembra-se de que o ‘cujo’ estabelece uma relação de 
posse entre os termos antecedente e o consequente? Então, veja o 
contexto: “Existem, também, especialistas da palavra cujo papel consiste 
em conservar e transmitir os eventos do passado: trata-se dos griôs.”. 
Percebe que é o papel dos especialistas da palavra que conserva e 
transmite os eventos do passado? O ‘cujo’, como qualquer pronome 
relativo, retoma ‘especialistas da palavra’, e não ‘palavra’. 
 
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Sobre a letra C, o ‘onde’ só poderia ser substituído por ‘na qual’ se 
estivesse retomando uma palavra feminina sin-gu-lar, mas não é o caso, 
pois o pronome relativo ‘onde’ retoma ‘escolas’, logo a substituição só 
seria possível se fosse por ‘nas quais’. Safo? 
 
Letra D: pelo contexto, ‘lo’ refere-se a ‘griô’, pois este é o contador de 
histórias. 
 
 
FUNIVERSA – EMBRATUR – TÉCNICO COMUN. SOCIAL – 2011 
 
Texto I 
 
2º§A palavra paraíso é de origem persa – pairidaeza, que quer dizer 
“jardim murado”; e sua representação, seu símbolo, é um jardim, o lugar 
onde se deu a criação, o país originário de Adão e Eva, enfim o centro do 
cosmos, que remete a um estado de perfeição. 
 
17- Assinale a alternativa em que a reescritura proposta mantém a 
correção gramatical e preserva o sentido original de passagem do texto I. 
(A) e a sua representação, o seu símbolo, é um jardim (2º §) 
 
GABARITO: A. 
 
Segundo já sabemos, o artigo é facultativo antes do pronome possessivo 
adjetivo, portanto, dizer: “Comprei meu carro ontem e Comprei o meu 
carro ontem” dá no mesmo! 
 
 
FUNIVERSA – SEJUS/DF – ESPECIALISTA EM ASSISTÊNCIA 
SOCIAL (CIÊNCIAS CONTÁBEIS) – 2010 
 
1º§Em nosso país, são centenas de milhares de crianças 
institucionalizadas que aguardam a adoção, um sonho cada vez mais 
improvável para a maioria delas. Os poucos casais que se decidem por 
adotar uma criança procuram, invariavelmente, bebês recém-nascidos, 
preferencialmente brancos, sadios e perfumados. 
3º§Conversei, demoradamente, com dezenas delas. Devo dizer que 
é muito dolorido. Os pequenos te cercam, perguntam se você será o pai 
delas, disputam o teu colo ou a garupa como que implorando pelo toque 
físico, te convidam para voltar, te perguntam se você irá passear com 
elas. Meu Deus! 
 
18- Em cada alternativa a seguir, é feita uma interpretação de palavra ou 
expressão do texto. Assinale aquela que contém interpretação correta, de 
acordo com a significação e a norma culta padrão da língua portuguesa. 
(A) Os vocábulos “são” (linha 1) e “que” (linha 2) conferem ênfase à 
informação exposta no período de abertura do texto II. 
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(E) O pronome “te” da linha 2 do 3º § pode ser corretamente substituído 
por lhe. 
 
GABARITO: A. 
 
Sobre a letra A, a expressão expletiva (ou de realce) “ser + que” pode vir 
junta ou separada para enfatizar, focalizar um termo: 
 
“Hoje ela é que passou na prova” ou “Hoje foi ela que passou na prova”. 
 
Ambas as expressões enfatizam o termo ‘ela’. E ambas podem ser 
dispensadas; por isso são ex-ple-ti-vas. Veja: 
 
“Hoje ela passou na prova” ou “Hoje ela passou na prova”. 
 
Na questão em si, veja a ênfase: “... são centenas de milhares de 
crianças institucionalizadas que aguardam a adoção...” 
 
Sobre a E, o lhe não pode ser complemento de cercar, pois este verbo é 
transitivo direto e este pronome exerce função de objeto indireto. 
 
 
FUNIVERSA – MPE/GO – ARQUIVISTA – 2010 
 
19- Considere o seguinte trecho: “Nunca é demais lembrar que os 
conflitos são normais e até desejáveis na sociedade, pois indicam a 
pluralidade de visões, de desejos e projetos. O mal, portanto, não está 
em expressá-los, mas em suprimir a oportunidade do debate, do diálogo 
e do exercício da tolerância.” (linhas de 31 a 36). Quanto aos aspectos 
gramaticais e semânticos desse trecho, assinale a alternativa correta. 
(C) O pronome “os” em “expressá-los” pode ser substituído por lhes sem 
alteração de sentido e sem ferir as normas gramaticais. 
 
Sobre a letra C, já sabemos que os pronomes oblíquos átonos ‘o, a, os, 
as’ (lo, la, los, las, no, na, nos, nas) exercem função de objeto direto e 
‘lhe’(s) exercem função de objeto indireto, logo jamais poderia um 
substituir o outro de acordo com a norma culta. 
 
 
FUNIVERSA – MPE/GO – ENGENHEIRO AMBIENTAL – 2010 
 
Declaração Universal dos Direitos Humanos 
 
A Declaração Universal dos Direitos Humanos é um dos documentos 
básicos das Nações Unidas e foi assinada em 10 de dezembro de 1948. 
Nela, são enumerados os direitos que todos os seres humanos 
possuem. 
 
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Preâmbulo 
 
Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a 
todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e 
inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo, 
 Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na 
Carta da ONU, sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e 
no valor do ser humano e na igualdade de direitos entre homens e 
mulheres e que decidiram promover o progresso social e melhores 
condições de vida em uma liberdade mais ampla, agora, portanto, a 
Assembleia Geral proclama a presente Declaração Universal dos 
Direitos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os 
povos e todas as nações. 
 
Artigo I 
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e 
direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns 
aos outros com espírito de fraternidade. 
 Artigo III 
 Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança 
pessoal. 
 Artigo XIII 
1. Todo ser humano tem direito à liberdade de locomoção e à 
residência dentro das fronteiras de cada Estado. 
2. Todo ser humano tem o direito de deixar qualquer país, 
inclusive o próprio, e a este regressar. 
 
Internet: <www.onu-brasil.org.br> (com adaptações). Acesso em 15/5/2010. 
 
20- As ideias originais do texto I serão mantidas, e a frase ficará 
gramaticalmente correta ao se substituir 
(A) “são enumerados” por enumeram-se. 
(C) “que” por aos quais. (1º parágrafo) 
(E) “e que decidiram” por e que estes decidiram. 
 
GABARITO: A. 
 
Esta letra A trata de voz verbal. Se quisermos passar a voz passiva 
analítica para sintética, basta fazermos o caminho inverso. Veja: 
 
Aqui se aceitam encomendas = Aqui encomendas são aceitas. 
 
Aqui encomendas são aceitas = Aqui se aceitam encomendas. 
 
A marca singular de voz passiva sintética (também chamada de voz 
passiva pronominal) é a partícula apassivadora ‘se’. Já a da voz passiva 
analítica é a locução verbal ‘ser + particípio’. Logo: 
 
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“Nela, são enumerados os direitos que todos os seres humanos 
possuem.” = “Nela, enumeram-se os direitos que todos os seres 
humanos possuem. 
 
Safo? 
 
Sobre a letra C, o pronome relativo ‘que’ só poderia ser substituído por 
‘aos quais’ se a preposição ‘a’ fosse exigida por algum verbo ou nome 
após o pronome relativo, o que não é o caso. Por exemplo: “Nela, são 
enumerados os direitos a que (aos quais) todos os seres humanos 
aspiram.” A preposição ‘a’ antes do pronome relativo procede, pois o 
verbo aspirar (no sentido de desejar) exige a preposição ‘a’; quem aspira, 
aspira A alguma coisa. 
 
Sobre a letra E, poderíamos até usar ‘estes’ para retomar termo anterior, 
mas, quando assim procedemos, o termo tem de estar próximo e não 
distanciado. Além disso, se usarmos ‘estes’, parecerá que o antecedente é 
‘os homens’, quando, na realidade, o contexto indica que são ‘os povos 
das Nações Unidas’. 
 
21- Quanto aos aspectos gramaticais e semânticos do texto I, assinale a 
alternativa correta. 
(C) O plural de “Todo ser humano tem direito à liberdade de locomoção” 
está corretamente feito na seguinte forma: Todos seres humanos tem 
direito à liberdade de locomoção. 
(E) O pronome demonstrativo “este” substitui o substantivo “direito”. 
 
Na letra C, há um uso incorreto do pronome indefinido ‘todos’ e do artigo. 
A regra gramatical diz que, se o pronome indefinido ‘todos/todas’ estiver 
antes de um substantivo, é necessário o uso de um artigo após ele. Logo, 
o trecho deveria estar escrito assim: “Todos os seres humanos têm 
direito à liberdade de locomoção.” 
 
Sobre a letra E, o ‘este’ não retoma ‘direito’, mas ‘país’. 
 
 
FUNIVERSA – SEPLAG/DF – ANALISTA (PLANEJ. ORÇ.) – 2009 
 
“A crise mundial reabilitou o Estado. Até recentemente, o discurso 
dominante era: quanto menos Estado, melhor. Hoje parece claro para 
todos que o melhor é que o Estado funcione bem, exercendo suas funções 
regulatórias que são indelegáveis e indispensáveis para o adequado 
funcionamento dos mercados.“ 
 
22- Quanto aos aspectos gramaticais e semânticos do texto I, assinale a 
alternativa correta. 
(B) O termo “que” (linha 3) apresenta a mesma classificação morfológica 
que o termo “que” (linha 4). 
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Veja o contexto da B: “Hoje parece claro para todos que o melhor é que 
(conjunção integrante) o Estado funcione bem, exercendo suas funções 
regulatórias que (as quais; pronome relativo) são indelegáveis e 
indispensáveis para o adequado funcionamento dos mercados.” Simples 
assim! 
 
 
FUNIVERSA – PC/DF – AGENTE DE POLÍCIA – 2009 
 
Texto I (fragmento) 
 
(...) 
Usa-se a ciência, aprende-se com os resultados da ciência, mas o 
espírito científico — ou os inúmeros e conflitantes espíritos científicos — 
se defrontam com mentes impermeáveis a seu trabalho de erosão 
de mitos e de construção de um mundo diferente. 
É preciso explorar um pouco a diferença, que vem dos filósofos 
gregos mas que foi bem rememorada por Hannah Arendt, entre fazer e 
agir. A fabricação é o modo pelo qual os modernos concebem o mundo da 
prática. Esta perde uma dimensão que era forte entre os antigos, à qual 
chamaremos aqui agir: o mundo humano é o da práxis. Nele se 
praticam atos que têmo homem como autor e como destinatário, 
como sujeito e como objeto. Por isso mesmo, o homem nunca é puro 
sujeito nem mero objeto, quando lida com seu próximo: ele tem, neste 
último, alguém que lhe pode retrucar, que pode protestar contra o que 
ele diz ou faz. No entanto, o segredo da modernidade consistiu em uma 
mudança dessa relação. Dizendo de outro modo, a Idade Média cede 
lugar à Renascença quando a oposição entre vita activa e vita 
contemplativa, entre negotium e otium é substituída por outros papéis. 
Com efeito, os humanistas discutem se é preferível a vida 
contemplativa do sábio ou do cientista, que prefere um otium 
(geralmente cum dignitate) que lhe permita almejar a paz interna e a 
verdade do mundo exterior, ou a vida ativa de quem se debruça sobre os 
negócios da cidade e contribui para construir uma sociedade melhor. 
 Exemplar desse debate é a primeira parte da Utopia, de 
Thomas Morus, como se sabe escrita depois da segunda parte. 
Nesta última, expõe-se como seria a ilha de Utopia, o primeiro regime 
“comunista” do mundo moderno. 
(...) 
 
23- Assinale a alternativa em que a palavra “se” possui a mesma função 
sintática que em “entre as poucas dezenas de nações que se situam no 
pelotão de frente da economia e do conhecimento”. 
(A) “aprende-se com os resultados da ciência”. 
(B) “se defrontam com mentes impermeáveis a seu trabalho de erosão de 
mitos e de construção de um mundo diferente”. 
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(C) “Nele se praticam atos que têm o homem como autor e como 
destinatário”. 
(D) “Com efeito, os humanistas discutem se é preferível a vida 
contemplativa do sábio ou do cientista”. 
(E) “Exemplar desse debate é a primeira parte da Utopia, de Thomas 
Morus, como se sabe escrita depois da segunda parte.” 
 
GABARITO: B. 
 
“Vamos por partes”, que nem Jack, The Ripper! ☺ 
 
A partícula ‘se’, enquanto pronome átono, pode ter as seguintes funções: 
 
Reflexivo (recíproco) 
 
Sempre acompanhado de verbo transitivo direto e/ou indireto (VTD/ VTI/VTDI). Segundo 
Bechara, ele “faz refletir sobre o sujeito a ação que ele mesmo praticou.” Diz-se que o 
pronome reflexivo é também recíproco quando há mais de um ser no sujeito e o verbo 
se encontra no plural. 
 
Ex.: A menina se cortou. / Se está doente, trate-se. / Os namorados se deram as mãos. 
(recíproco) / A avó e a neta se queriam muito. (recíproco) / Eles se beijaram. (recíproco) 
/ Ela se impôs uma dieta muito severa. / Ele se achou culpado por ter perdido a luta. / 
Sofia deixou-se estar à janela. 
 
Integrante do verbo 
 
Sempre acompanha verbo intransitivo (VI) ou transitivo indireto (VTI). Baseando-me no 
Bechara, posso dizer que ‘tais verbos indicam sentimento (indignar-se, ufanar-se, 
atrever-se, alegrar-se, admirar-se, lembrar-se, esquecer-se, orgulhar-se, arrepender-se, 
queixar-se, etc.) ou movimento/atitudes da pessoa em relação ao seu próprio corpo 
(sentar-se, suicidar-se, concentrar-se, converter-se, afastar-se, precaver-se, etc.). Por 
favor, não confunda este tipo de ‘faceta’ com a ideia de reflexividade! 
 
Ex.: Ele se precaveu das pragas. / Ela, infelizmente, suicidou-se. / Nunca você deve 
queixar-se da sua vida. 
 
Expletivo (de realce) 
 
Sempre acompanhado de verbos intransitivos (VI). Pode ser retirado da oração sem 
prejuízo sintático e semântico, pois seu valor é apenas estilístico (ênfase, 
expressividade). 
 
Ex.: Vão-se os anéis, ficam-se os dedos. = Vão os anéis, ficam os dedos. / Ela se tremia 
de medo do escuro. = Ela tremia de medo do escuro. / Passaram-se anos, e ele não 
retornou ainda. = Passaram anos, e ele não retornou ainda. 
 
Indeterminador do sujeito 
 
Sempre acompanha verbos na 3ª pessoa do singular de quaisquer transitividades (verbo 
de ligação (VL), VI, VTD, VTI), sem sujeito explícito. No caso do VTD, precisará haver 
objeto direto preposicionado (ODP) para que o SE indetermine o sujeito — note o último 
exemplo abaixo. Tal indeterminação implica um sujeito de valor genérico 
(generalizador), impreciso. 
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Ex.: Lá se era mais feliz. (VL) / Aqui se vive em paz. (VI) / Lamentavelmente, não se 
confia mais nos governantes. (VTI) / Ama-se a Deus aqui nesta Igreja. (VTD) 
 
Apassivador 
 
Sempre acompanha VTD ou VTDI para indicar que o sujeito explícito da frase tem valor 
paciente, ou seja, sofre a ação verbal. Sempre é possível reescrever a frase passando 
para a voz passiva analítica, ou seja, transformando o verbo em locução verbal (SER + 
PARTICÍPIO). 
 
Ex.: Alugavam-se apartamentos aqui. = Apartamentos eram alugados aqui. / Sabe-se 
que as línguas evoluem = É sabido que as línguas evoluem. / Jabuticaba se chupa no pé 
= Jabuticaba é chupada no pé. / Guerra se faz com armas = Guerra é feita com armas. / 
Dar-te-ei um ósculo = Um ósculo será dado por mim a ti. / Amores não se compram = 
Amores não são comprados. 
 
Vejamos: 
 
No enunciado, temos “entre as poucas dezenas de nações que se situam 
no pelotão de frente da economia e do conhecimento”. O verbo ‘situar’, 
neste contexto, é intransitivo, pois a ele se segue um adjunto adverbial 
de lugar (como o verbo morar: Eles moram em Sergipe). Já descartamos, 
portanto, a hipótese de o ‘se’ ser uma partícula apassivadora, pois ela só 
se fixa a VTD ou VTDI. Poderia ser uma partícula de indeterminação do 
sujeito se o sujeito não fosse explícito, mas há sujeito. Não poderia ser 
partícula expletiva, pois não é possível retirar a partícula. Restam-nos 
duas classificações para o ‘se’: pronome reflexivo ou partícula integrante 
do verbo. Não pode ser pronome reflexivo, pois o sujeito não pratica a 
ação sobre si mesmo. Não existe a possibilidade de as nações situarem a 
si mesmas no pelotão de frente. Logo... por exclusão, este ‘se’ é uma 
partícula integrante do verbo, do verbo ‘situar-se’; quem se situa, se situa 
em algum lugar. Este verbo é intransitivo e exige um adjunto adverbial de 
lugar, como os verbos residir e morar. 
 
Agora precisamos caçar o outro ‘se’ com a mesma função de partícula 
integrante do verbo. 
 
Na letra A, “aprende-se com os resultados da ciência”, o verbo está na 3ª 
pessoa do singular, é intransitivo e o sujeito não está explícito, portanto, 
a partícula ‘se’ é indeterminadora do sujeito. 
 
Na letra B, o verbo ‘defrontar-se’ em “se defronta com...” é VTI (quem se 
defronta, se defronta com alguma coisa). Este ‘se’ é uma partícula 
integrante do verbo, pois o verbo é conjugado junto com ela. É o típico 
caso de verbo pronominal. Veja a página 36. 
 
Na letra C, o verbo praticar é VTD e seu sujeito não preposicionado tem 
valor passivo (atos). “Nele se praticam atos que...” equivale a “Nele atos 
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que... são praticados...”. Percebeu que eu passei da passiva sintética 
para a passiva analítica? É porque este ‘se’ é uma partícula apassivadora. 
 
Na letra D, este ‘se’ é uma conjunção integrante; lembra-se de que 
podemos substituir a oração toda iniciada pela conjunção integrante por 
ISSO? Veja: “... os humanistas discutem se...” = “os humanistas 
discutem ISSO”. 
 
Para fechar, a letra E traz um ‘se’ indeterminador do sujeito, pois o verbo 
saber é intransitivo e seu sujeito não está explícito. A construção tem 
algumas estruturas invertidas e elípticas. Veja como ficaria suareescritura: “Exemplar desse debate é a primeira parte da Utopia, de 
Thomas Morus, (que foi) escrita depois da segunda parte como se sabe”. 
Bom seria se, no texto original, houvesse uma vírgula após ‘como se 
sabe’, afinal, é uma oração intercalada. 
 
Texto II 
 
Porque num exército que persegue há o mesmo automatismo impulsivo 
dos exércitos que fogem. O pânico e a bravura doida, o extremo 
pavor e a audácia extrema, confundem-se no mesmo aspecto. O 
mesmo estonteamento e o mesmo tropear precipitado entre os maiores 
obstáculos, e a mesma vertigem, e a mesma nevrose torturante abalando 
as fileiras, e a mesma ansiedade dolorosa, estimulam e alucinam com 
idêntico vigor o homem que foge à morte e o homem que quer matar. É 
que um exército é, antes de tudo, uma multidão, “acervo de elementos 
heterogêneos em que basta irromper uma centelha de paixão para 
determinar súbita metamorfose, numa espécie de geração espontânea em 
virtude da qual milhares de indivíduos diversos se fazem um animal 
único, fera anônima e monstruosa caminhando para dado objetivo com 
finalidade irresistível”. Somente a fortaleza moral de um chefe pode 
obstar esta transfiguração deplorável, descendo, lúcida e inflexível, 
impondo uma diretriz em que se retifique o tumulto. Os grandes 
estrategistas têm, instintivamente, compreendido que a primeira vitória a 
alcançar nas guerras está no debelar esse contágio de emoções violentas 
e essa instabilidade de sentimentos que com a mesma intensidade 
lançam o combatente nos mais sérios perigos e na fuga. 
 
Euclides da Cunha. Os Sertões. 39.ª ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1997 
 
24- Assinale a alternativa que apresenta reescritura gramaticalmente 
correta do fragmento “Somente a fortaleza moral (...) se retifique o 
tumulto.” (linhas de 13 a 15), sem alteração do sentido original. 
(A) Apenas a fortaleza moral do chefe pode deter esta transfiguração 
deplorável, descendo, lúcida e inflexível, impondo diretrizes em que se 
retifique o tumulto. 
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(B) Somente a fortaleza moral de um chefe pode obstar esta 
transfiguração deplorável, descendo, lúcida e rígida, impondo diretrizes 
em que se retifiquem o tumulto. 
(C) Somente a fortaleza moral de um chefe pode obstar esta 
transfiguração deplorável, lúcida e inflexível, descendo e impondo uma 
diretriz em que se retifique o tumulto. 
(D) Somente a força moral de um chefe pode dificultar esta 
transfiguração deplorável, descendo, lúcida e inflexível, impondo diretriz 
que retifique o tumulto. 
(E) Apenas a fortaleza moral de um chefe pode obstar esta deplorável 
transfiguração, descendo, lúcida e inflexível, impondo uma diretriz em 
que o tumulto seja retificado. 
 
GABARITO: E. 
 
O importante desta questão era perceber principalmente o seu fim. Note 
que, no texto original, o ‘se’ é apassivador (... se retifique o tumulto = o 
tumulto seja retificado). Percebeu a passagem de voz verbal, de novo? 
Fique esperto! 
 
Na letra A, há uma alteração de sentido pelo uso do artigo definido antes 
de ‘chefe’. Na letra B, não há concordância entre retificar e seu sujeito 
(tumulto); o verbo deveria estar no singular. Na letra C, ‘lúcida e 
inflexível’ são usados como adjetivos, caracterizando ‘transfiguração’, 
mas, no texto original, são advérbios, pois modificam o verbo ‘descer’ 
(que nem a propaganda da Skol: Skol, a cerveja que desce redondO! 
(redondamente)). Na letra D, falta a preposição ‘em’ antes do pronome 
relativo, pois ele não pode ser sujeito neste contexto, uma vez que o 
sujeito do verbo ‘retificar’ é tumulto. 
 
Questãozinha chatinha... 
 
25- Em relação ao texto II, assinale a alternativa correta. 
(C) Na linha 3, a palavra “se” é partícula apassivadora. 
 
Veja o contexto da C: “O pânico e a bravura doida, o extremo pavor e a 
audácia extrema, confundem-se no mesmo aspecto”. O verbo é 
intransitivo, logo a partícula ‘se’ não pode ser apassivadora, tampouco 
reflexiva, pois não existe a possibilidade conceitos inanimados 
confundirem a si mesmos. Logo este ‘se’ é uma partícula integrante do 
verbo ‘confundir-se’. 
 
 
FUNIVERSA – GDF – ASSISTENTE REINTEGRAÇÃO SOCIAL – 2010 
 
(...) 
Formação educacional e profissional dos apenados, internados e 
egressos do sistema penitenciário nacional, que diz respeito ao 
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processo pelo qual se procura associar a elevação da escolaridade e a 
educação profissional, com o acesso ao trabalho e à geração de renda, de 
maneira a preparar o beneficiário para ingresso no mundo do trabalho 
após o cumprimento da pena privativa de liberdade, principalmente no 
que concerne à capacitação das mulheres em privação de liberdade. 
(...) 
 
26- A expressão “pelo qual” refere-se a 
(A) formação educacional. 
(B) formação educacional e profissional dos apenados. 
(C) sistema penitenciário nacional. 
(D) processo. 
(E) acesso ao trabalho. 
 
GABARITO: D. 
 
O pronome relativo com preposição contraída ‘pelo qual’ está no 
masculino singular, logo tem de retomar um termo no masculino singular, 
ora bolas. Só por aí já eliminamos A, B, C. A letra E é risível, pois 
pronome relativo não tem valor catafórico, ou seja, não se refere a termo 
posterior, só a anterior. Restou quem, quem, quem...??? Veja: “... se 
procura associar a elevação da escolaridade e a educação profissional 
PELO PROCESSO...”. Está claro? ☺ 
 
 
FUNIVERSA – SESI – ASSITENTE PEDAGÓGICO – 2010 
 
27- Analisando o uso dos vocábulos no período “Daí a necessidade de 
abordar conteúdos equivalentes, mas com uma linguagem adulta e que 
vá ao encontro daquilo que esse público deseja.”, é correto afirmar que 
(C) o verbo “abordar” está flexionado no futuro do presente, indicando o 
que se deverá fazer. 
(E) o pronome “esse” faz referência a um nome mencionado 
anteriormente. 
 
GABARITO: E. 
 
O pronome ‘esse’ retoma “(público) adulto”. 
 
Interessante a letra C. Fato é que o verbo não está no futuro do presente, 
pois não apresenta as terminações de futuro do presente (ex.: amarei, 
amarás, amará, amaremos, amareis, amarão). 
 
Agora, cá entre nós, muita gente confunde a forma verbal de futuro do 
subjuntivo com o verbo no infinitivo. Veja: 
 
Para eu viajar, precisarei de dinheiro. 
 
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Quando eu viajar, precisarei de dinheiro. 
 
Que forma verbal está no futuro do subjuntivo? Diz aí! 
 
A segunda, pois o futuro do subjuntivo vem após conjunção e o infinitivo 
vem após preposição. Está ficando esperto, não?! 
 
28- Considerando o período “Assim, a relação professor-aluno se torna 
tema fundamental de discussão nas reuniões de planejamento, nas 
escolas, nas universidades e em todos os lugares onde se debata 
melhoria da educação.”, assinale a alternativa incorreta. 
(C) O vocábulo “onde” poderia ser substituído por aonde sem introdução 
de erro gramatical. 
 
GABARITO: C. 
 
Não podemos substituir ‘onde’ por ‘aonde’, pois, como se sabe, para que 
haja preposição antes de pronome relativo, é preciso um verbo ou um 
nome após ele exigindo-a; o que não é o caso. 
 
 
FUNIVERSA – TERRACAP – ANALISTA DE SISTEMAS - 2010 
 
29- A respeito do fragmento “qualquer país que passe pela nossa mente 
— e alguns outros de cuja existência sequer desconfiávamos.”, assinale a 
alternativa incorreta.(C) A forma verbal “desconfiávamos” indica a ideia de tempo passado 
inacabado. 
(D) O pronome “cuja” tem valor possessivo, já que equivale a sua. 
(E) A forma verbal “passe” indica a ideia de possibilidade, um fato incerto 
de acontecer. 
 
Sobre a letra C, por definição ‘desconfiávamos’, que é forma de pretérito 
imperfeito do indicativo, indica a ideia de tempo passado inacabado. 
Certíssimo. 
 
Sobre a letra D, de fato, o pronome relativo ‘cuja’ tem valor possessivo e 
equivale a ‘sua’, numa reescritura sem cujo; veja: “... sequer 
desconfiávamos de sua existência” (ou seja, da existência de outros 
países) 
 
Na letra E, o verbo está no modo subjuntivo, por isso indica incerteza, 
possibilidade, hipótese, dúvida, etc. 
 
 
FUNIVERSA – CEB – AGENTE SUPORTE ADMINISTRATIVO - 2010 
 
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“Depois que a luz acendeu com a invenção da lâmpada, foi uma festa! Em 
cada canto do mundo, surgia uma invenção diferente. A eletricidade 
havia modificado o modo de viver da humanidade. (...) A energia sai 
da usina direto para uma subestação de transmissão, onde ela passa 
por um transformador.” 
 
30- Cada uma das alternativas abaixo apresenta uma reescritura de parte 
do texto I. Assinale aquela em que a reescritura cria falha em relação à 
gramática. 
(B) A eletricidade tinha modificado o modo de viver da humanidade. 
 
Quero comentar a letra B, pois só encontrei esta questão de verbo no 
tempo composto, em que a locução verbal é formada por “ter/haver + 
particípio”. Logo, ‘tinha modificado’ ou ‘havia modificado’ está correto. 
Saiba mais: 
 
Breve resumo: os tempos compostos da voz ativa são formados pelos verbos “ter/haver 
+ particípio”. 
 
No indicativo: 
 
• Pretérito perfeito: Temos/havemos casado. 
 
• Pretérito mais-que-perfeito: Eu tinha/havia casado. 
 
• Futuro do presente: Eu terei/haverei casado. 
 
• Futuro do pretérito: Eu teria/haveria casado. 
 
No subjuntivo: 
 
• Pretérito perfeito: Espero que ele tenha/haja casado. 
 
• Pretérito mais-que-perfeito: Se ele tivesse/houvesse casado... 
 
• Futuro do subjuntivo: Quando ele tiver/houver casado... 
 
Nas formas nominais: 
 
• Infinitivo impessoal: Para ele ter/haver casado... 
 
• Infinitivo pessoal: Para ele ter/haver casado... 
 
• Gerúndio: Tendo/havendo casado... 
 
31- Cada alternativa a seguir apresenta um trecho do texto II seguido de 
uma afirmação relativa a ele. Assinale aquela que apresenta a afirmação 
correta. 
(C) “onde ela passa por um transformador”: o termo “onde” está se 
referindo a “transmissão”. 
 
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Sobre a letra C, o termo ‘onde’ não retoma ‘transmissão’, mas sim 
‘subestação’, até porque o pronome relativo ‘onde’ só retoma termo de 
valor locativo. 
 
---------------------------------------------------------------------------------- 
 
Fui! ☺ 
 
Pestana

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