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Camille W. Buger Costa 12° Período 2024.1 PreventivaPreventiva Camille Buger – T8 Tipos de Estudos Epidemiológicos. Quanto à Forma de Abordagem Pesquisa Qualitativa: Busca o entendimento de fenômenos complexos específicos, em profundidade, de natureza social e cultural, mediante descrições, interpretações e comparações, sem considerar os seus aspectos matemáticos e estatísticos. É a mais participativa, menos controlável e, por esta razão, tem sido questionada quanto a sua validade e confiabilidade. Pesquisa Quantitativa: Variáveis expressas sob a forma de dados numéricos e emprega rígidos recursos e técnicas estatísticas para classificá- los e analisá-los: porcentagem, a média, o desvio padrão, o coeficiente de correlação e as regressões, entre outros. Maior precisão e confiabilidade, indicados para o planejamento de ações coletivas. Tipos de Pesquisa Experimental em laboratório (in vitro): Estudos realizados com animais. Realizado em laboratório, em ambiente que permita controlar as variáveis, reduzindo o grau de subjetividade na aferição dos dados. ATENÇÃO com a expectativa de obter o mesmo resultado para seres humanos, uma vez que se trata de experimentos realizado em outras espécies que não a humana. Epidemiológica: Estudo que aborda e investiga a saúde da população e os fatores determinantes para o risco e agravos de doenças, assim como eventos associados com a saúde. É a ciência que estuda a relação de causa-efeito ou saúde-doença. Estudos de Caso Descrição detalhada de um ou alguns casos clínicos, geralmente de um evento clínico raro ou uma nova intervenção. A série de casos é um estudo com maior número de participantes (mais de 10) e pode ser retrospectivo ou prospectivo. Fatores positivos: colaboram com o delineamento de casos clínicos, fácil de ser realizado, baixo custo, abordagem qualitativo exploratório, permite observação intensiva de cada caso. Possuem limitações: Podem levar a conclusões equivocadas, uma vez que frequentemente avaliam acontecimentos passados, não possuem grupos de comparação e apresentam resultados que se aplicam somente àquele paciente ou grupo de participantes específicos. Estudos Epidemiológicos Camille Buger – T8 Estudo de Corte Transversal “Retrato” da situação. Determinação simultânea do fator de interesse e do desfecho em investigação numa população bem definida em um determinado momento. É utilizada para avaliar se existe relação entre as variáveis. Importante para avaliar a prevalência das doenças. Não testam hipóteses causa-efeito. A questão-chave nesse tipo de delineamento é saber se a exposição precede ou é consequência do efeito. Vantagens: • Simples; • Baixo custo; • Rápido; • Objetividade na coleta de dados; • Não há seguimento de pessoas; • Facilidade para obter amostra representativa; • Bom para: descrever características dos eventos na população, identificar casos na comunidade e detectar grupos de maior risco. Desvantagens: • Exposição passada pode ser importante para estabelecer causalidade (baixa qualidade de dados retrospectivos); • Relação cronológica entre eventos pode ser difícil de estabelecer se a condição não for estável; • Não determina incidência; • Dificuldade operacional, se há baixa prevalência, exige amostra grande. • Possibilidade de erros de classificação: os casos podem não ser mais casos no momento da coleta – idem para exposição; • Pacientes curados ou falecidos não entram na casuística mostrando quadro deturpado de doença/evento (viés da prevalência); • Dados de exposição atual podem não representar exposição passada. Estudo de Caso-Controle Parte-se do efeito em direção à causa (investigar a causa das doenças, particularmente doenças raras). Retrospectiva, ou seja, só pode ser realizado após o EFEITO ter ocorrido. Amostra representativa da população que produziu o caso. Identifica exposição ou fator de risco (ou proteção). Estima riscos relativos apenas quando a doença é rara. Comparam-se as frequências de exposição dos doentes com as de não doentes. A seleção de casos e controles deve ser feita independente da exposição ao fator de estudo. Os investigadores coletam dados sobre a ocorrência da doença em determinado momento no tempo e sobre a ocorrência de exposições em algum momento no passado. Um clássico exemplo de um estudo de casos e controles foi a descoberta da relação entre a talidomida e defeitos dos membros do corpo Camille Buger – T8 em bebês nascidos na República Federal da Alemanha entre 1959 e 1960. O estudo, realizado em 1961, comparou crianças afetadas com crianças normais. Das 46 mulheres que tiveram bebês com malformações típicas, 41 haviam tomado talidomida entre a quarta e a nona semanas de gestação, enquanto que nenhuma das 300 mães do grupo controle, que tiveram crianças normais, haviam ingerido essa droga neste período. O momento exato da ingestão da droga foi crucial para determinar a relevância da exposição. Vantagens: • Mais barato e rápido que coorte; • Investigar vários fatores de risco; • Favoráveis para doenças raras; • Permite consistência das medidas (exposição e efeito são medidos ao mesmo tempo); • Podem ser feitos com poucos indivíduos; • Úteis para o estudo de medicamentos. Desvantagens: • Maior probabilidade de erros e vieses metodológicos: lembrança, seleção, registro de informação sobre exposição; • Ineficiente para exposição rara; • Pode ser difícil estabelecer relação temporal; • Facilidade com que pode ser feito: muitos estudos conduzidos de forma errada; • Não podem obter estimativas da incidência da doença. Estudos de Coorte Estudo longitudinal, prospectivo e observacional; É acompanhado durante um período de tempo; Grupo de participantes estão livres da doença no início da observação com base numa exposição, e seguida no tempo para avaliar a morbidade (ou mortalidade) relativa desta exposição; É o mais adequado para a descrição de incidência e história natural de uma condição; Fornece base mais forte para a interpretação causal; Camille Buger – T8 Os estudos de coorte são chamados de estudos prospectivos, mas essa terminologia é confusa e, por isso, deve ser evitada. O termo “prospectivo” refere-se ao momento da coleta dos dados e não a relação entre exposição e efeito (doença) Os estudos de coorte podem ser tanto prospectivos quanto retrospectivos. Vantagens: • Coorte prospectiva: menos sujeito a informação incorreta • Coorte retrospectiva: pode ser relativamente barato e rápido (estudos ocupacionais). Estabelece relação temporal entre exposição e efeito. • Calcula incidência e permite o conhecimento da história natural da doença; • Útil para avaliar fatores associados a doenças de evolução rápida e fatal; • Muito bom para avaliar exposição rara, permite avaliar múltiplos efeitos de uma exposição (estudar várias doenças); • Não é negado tratamento a pacientes; • Não expõe os pacientes deliberadamente a nenhum risco potencial. Desvantagens: • Existe sempre o viés potencial associado a perda de seguimento dos participantes; • É impossível ter certeza que os grupos são comparáveis em relação a outros fatores que podem influenciar os resultados. • Coorte prospectiva: caro e demorado. • Perda de acompanhamento dos participantes por: migração, falta de aderência, desistência, morte. • Ineficiente para avaliar doenças raras com longo período de latência Camille Buger – T8 • Os expostos podem ter acompanhamento diferenciado dos não expostos. Estudos Ecológicos • Coletivo; • Distribuição Marginal (totais); • Medidas agrupadas; • Todas variáveis em grupo: medidas agregadas, ambientais, globais; • Gerar hipóteses etiológicas; • Testar hipóteses;B) exclui o papel das empresas e da sociedade C) não inclui a reformulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de risco de doenças e de outros agravos. D) exclui a participação da iniciativa privada em caráter complementar. GABARITO: 1) V-F-F-V 2) 3) 1: Descentralização 2: universalização 3: integralidade 4: regionalização 4) D) I e III 5) B) INTEGRALIDADE 6) E) UNIVERSALIZAÇÃO 7) A) Camille Buger – T8 UVIS Prova T7 – Grupo 4 1) Uma paciente comparece a UBS para tratar de um ferimento. A técnica de enfermagem que atende percebe que ela tem sobrepeso e a convida para participar do “grupo de caminhada” da UBS. Está conduta traduz o seguinte princípio do SUS. A) universalidade. B) integralidade. C) descentralização. D) hierarquização. E) equidade. 2) Assinale a opção que contém princípios do SUS. A) Igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie e preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral. B) Integralidade de assistência e alocação prioritária de recursos financeiros aos serviços de emergência. C) Direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde e alocação prioritária de recursos humanos aos serviços de emergência. D) Prioridade aos serviços hospitalares e de alta complexidade e universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência. E) Universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência e prioridade de atenção à população de baixa renda. 3) A Constituição Brasileira de 1988 instituiu o Sistema Único de Saúde. Seus princípios doutrinários indicam um conjunto articulado de noções fundamentais à construção do sistema de saúde. Esses princípios incluem: A) descentralização, regionalização e equidade na assistência. B) universalidade, equidade e integralidade na assistência. C) referência e contra referência, integralidade e descentralização. D) universalidade, equidade, integralidade e regionalização. E) descentralização, equidade e integralidade na assistência. Provas Anteriores Camille Buger – T8 4) Em relação à Constituição Federal do Brasil considerem as afirmações a seguir, classificando-as como verdadeiras (V) ou falsas (F). ( ) Entre as atribuições do SUS, está a de colaborar na proteção do meio ambiente. ( ) Somente as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos poderão participar de forma complementar do SUS. ( ) A descentralização do sistema único, como diretriz para as ações e serviços de saúde, diz respeito apenas às unidades básicas de saúde. ( ) O Sistema Único de Saúde não poderá destinar recursos públicos, sob forma de auxilio subvenções, às instituições privadas lucrativas, quando houver risco de falência. A classificação correta obtida, de cima para baixo, é: A) V F F V B) F V V F C) V V F V D) F F V V E) F F F V 5) A Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS tem como propósito: A) implementar processos de acompanhamento e de avaliação, ressaltando saberes gerados no SUS e experiências coletivas bem-sucedidas em unidades privadas. B) fortalecer e qualificar a atenção básica e ampliá-la como estratégia organizadora das redes de cuidado em saúde. C) Superar a disputa de recursos entre os entes federados, para a afirmação da contratação de corresponsabilidades sanitárias D) qualificar o sistema de cogestão do SUS. E) estimular trabalhadores, gestores e usuários do SUS com os princípios e as diretrizes da humanização. 6) Considere as seguintes marcas específicas: I. Serão reduzidas as filas e o tempo de espera com ampliação do acesso e atendimento acolhedor e resolutivo baseados em critérios socioeconômicos. II. Todo usuário do SUS saberá quem são os profissionais que cuidam de sua saúde e os serviços de saúde se responsabilizarão por sua referência territorial. III. As unidades de saúde garantirão as informações ao usuário, o acompanhamento de pessoas de sua rede social (de livre escolha) e os direitos do código dos usuários do SUS. IV. As unidades de saúde garantirão gestão participativa aos seus trabalhadores e usuários, assim como educação permanente aos trabalhadores. Camille Buger – T8 A Política Nacional de Humanização trabalha para consolidar as marcas contidas nos itens: A) I, II, III e IV B) I, II, III Apenas C) II, III, IV D) I, II, IV E) I, III, IV 7) Sobre as ações de Vigilância em Saúde abrangem toda a população brasileira, que envolvem práticas e processos de trabalho, analise as afirmativas a seguir: I- Estão voltadas para a vigilância, prevenção e controle das doenças transmissíveis. II- Estão voltadas para a detecção oportuna e adoção de medidas adequadas para a resposta às emergências de saúde pública. III- Estão voltadas para a vigilância da saúde do trabalhador. IV- Estão voltadas para a vigilância das doenças crônicas não transmissíveis, dos acidentes e violencias. Assinale a alternativa correta. A) Apenas as afirmativas l e IV estão corretas B) Apenas as afirmativas II e IIl estão corretas. C) Apenas as afirmativas Il e IV estão corretas. D) Apenas as afirmativas I, IIl e IV estão corretas. E) As afirmativas I, II, Il e IV estão corretas. 8) A vacinação é uma ação programada de saúde de fundamental importância para redução da morbimortalidade, sobretudo na primeira infância. A respeito dessa temática, o indicador de saúde, que permite estimar o risco de morrer entre menores de 1 ano devido a doenças imunopreveníveis, denomina-se: A) coeficiente de mortalidade infantil. B) taxa bruta de natalidade C) taxa de mortalidade por doenças que podem ser evitadas por vacinação em menores de 1 ano. D) mortalidade proporcional por causas mal definidas. E) taxa de morbidade por doenças que podem ser evitadas por vacinação em menores de 1 ano. Camille Buger – T8 9) O Sistema de Informação de agravos de notificações (SINAN) é alimentado principalmente pela notificação e investigação de casos de doenças e agravos que constam na lista nacional de doenças de notificação compulsória. A respeito deste sistema, assinale a alternativa correta: A) embora seja um instrumento de grande relevância para o planejamento e intervenção na saúde, seu uso é centralizado e restrito, permite apenas aos médicos e secretários o acesso a informações contidas no sistema. B) A Ficha Individual de Notificação (FIN) deve ser preenchida pelas unidades assistenciais uma vez por ano para cada paciente quando da suspeita da ocorrência de problema de saúde de notificação compulsória. C) A comunicação entre as Secretarias Estaduais de Saúde e a Secretaria de Vigilância em Saúde deve ser realizada anualmente. D) Caso não ocorra nenhuma suspeita de doença, as unidades não precisam preencher o FIN, evitando, assim, a subnotificação. E) Caso os municípios não alimentem o banco de dados do SINAN, por dois meses consecutivos, são suspensos os recursos do Piso de Assistência Básica. 10- O Ministério da Saúde define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos em Saúde Pública em todo o território nacional. A esse respeito, assinale a alternativa correta: A) A notificação compulsória de doenças e agravos é atribuição exclusiva do médico. B) Somente acidentes de trabalho fatais são passíveis de notificação compulsória. C) Os cidadãos que tenham conhecimento de doenças, agravos ou eventos de saúde pública de notificação compulsória não podem comunicar o fato às autoridades de saúde, afinal eles são leigos e não médicos. D) A notificação compulsória é obrigatória para os médicos, outros profissionais de saúde ou responsáveis pelos serviços públicos e privados de saúde que prestam assistência ao paciente. E) A notificação compulsória não deve ser realizada diante da suspeita de doençaou agravo. Somente após a confirmação da doença ou do agravo é que se deve proceder à notificação. 11) Um estudo para investigar a associação de quedas entre idosos e uso de medicamentos está sendo desenvolvido no Município do Rio de Janeiro. As pessoas com 60+ anos de idade, internadas em seis hospitais do município por fratura decorrente de queda. Os pacientes dos mesmos hospitais Internados por outras causas. Considerando as características desta população, o modelo de estudo epidemiológico mais adequado é: A) caso controle: B) coorte; C) descritivo; D) seccional; E) experimental. Camille Buger – T8 12) Pesquisa do Ministério da Saúde mostra que investimentos no Programa de Saúde da Família (PSF) têm impacto maior na redução da mortalidade infantil que o acesso à água tratada e a leitos hospitalares. De acordo com o estudo, para cada 10% de aumento na cobertura populacional no PSF há uma redução médica de 4,6% na taxa de mortalidade infantil, contra 3% para abastecimento de água e 1,4% no acesso a leitos hospitalares. O estudo tem o seguinte desenho: A) de corte transversal. B) agregado de intervenção. C) de randomizado. D) de coortes. E) de caso controle. 13) Uma fábrica de cerâmica realiza, através do serviço de saúde do trabalhador um check-up dos empregados a cada 5 anos de atuação na empresa. A avaliação dos resultados durante 10 anos de implantação dessa rotina revelou que de 500 empregados examinados com Raio X, 100 tinham lesões suspeitas de silicose. A medida acima se trata de um coeficiente de: A) incidência. B) letalidade. C) prevalência. D) tendência. E) diagnóstico. 14) Segundo Merhy, um dos grandes desafios dos profissionais que se ocupam com os processos de gerenciamento do cuidado em saúde, no interior dos serviços, é a construção de combinação ótima entre eficiência das ações e a produção de resultados centrados nas reais necessidades dos usuários. Do ponto de vista do usuário, é possível dizer que o conjunto dos serviços de saúde, públicos ou privados, com raras exceções, não é adequado para resolver os seus problemas de saúde, tanto no plano individual, quanto no coletivo. Em geral, o usuário reclama, não da falta de conhecimento tecnológico no seu atendimento, mas da falta de interesse e de responsabilização dos diferentes serviços em torno de si, de seu problema. Sendo assim, a questão dos processos de trabalho em saúde é um ponto fundamental em qualquer projeto de gestão de programas de saúde. Tomando como base as análises do autor sobre os processos de trabalho em saúde, pode-se afirmar: A) É constituído por duas dimensões tecnológicas, denominadas por ele como tecnologias leves e duras. B) A organização do saber-fazer, seus protocolos e normas são tecnologias leves. C) O produto final do trabalho em saúde, ou seja, o cuidado, é resultado do trabalho da equipe médica especializada já que os demais profissionais que compõe o serviço atuam apenas na função de suporte das ações médicas. Camille Buger – T8 D) A produção do cuidado em saúde deve estar centrada no processo de produção de procedimentos e no profissional. E) O ato do acolhimento ao usuário, a relação de confiança e o vínculo que o profissional estabelece com o mesmo, são um tipo de tecnologia de trabalho em saúde. 15-Do ponto de vista epidemiológico, há fatores que contribuem para o aumento da prevalência de doenças. Assinale a opção que apresenta corretamente fatores que contribuem para esse aumento: A) Imigração de casos, emigração de pessoas sadias e imigração de pessoas susceptíveis B) Melhoria dos recursos diagnósticos (melhoria do sistema de registro) e aumento da taxa de cura da doença C) Aumento da sobrevida do paciente, mesmo sem a cura da doença, e maior letalidade da doença D) Menor duração da doença e redução de novos casos (diminuição da incidência). E) Maior duração da doença, Imigração de pessoas sadias e emigração de pessoas com morbidade 16-O modelo de Dahlgren e Whitehead apresenta os Determinantes Sociais da Saúde em camadas. A camada mais próxima apresenta os determinantes individuais macrodeterminantes. Abaixo segue a imagem do modelo: Sobre os macrodeterminantes, assinale a alternativa CORRETA. A) Apresentam a influência das redes comunitárias sobre a saúde do indivíduo. B) Representam os fatores relacionados a condições de Vida da comunidade. C) não influenciam nas demais camadas e representam características individuais. D) possuem influência sobre as demais camadas e relacionarem se as condições econômicas, culturais e ambientais da sociedade. E) representam o comportamento e os estilos de vidas individuais e comunicam se com os demais níveis. Camille Buger – T8 17) No município de Rio Branco, foram notificados 5.394 casos autóctones de malária no período de 2003 a 2010, sendo que 374 (6,9%) destes não havia registro da localidade provável de infecção malária. A frequência média anual foi de 674 casos da doença, com variação de 148 (em 2009) a 1.582 casos (em 2004). Analise o gráfico 1 e 2 abaixo: I- observou-se um pico no número de casos da doença durante 2004, com notificação de 1.582 casos de malária autóctone, havendo sucessiva redução nos anos subsequentes, porém com pequeno aumento em 2010, quando se registaram 199 casos. II- o gráfico II representa a distribuição temporal dos casos, com nítido predomínio de casos de malária pelo P. Vivax. Mostra uma tendência crescente, nos casos de malária pelo P. Vivax. III- o gráfico II representa a distribuição temporal dos casos com nítido predomínio de casos de malária pelo P. vivax. Mostra uma tendência decrescente, tanto pelos casos de malária pelo P. Vivax como pelo P. Falciparum. IV- o combate estratégico ai vetor, realizado pelos órgãos responsáveis pelo controle de endemias nas localidades com registros de infecção por malária, em Rio Branco, pode ser um dos prováveis motivos da redução dos casos de malária registrados. Assinale a alternativa correta: A) I e II corretas B) II e III corretas C) I e III corretas D) I, III, IV corretas E) I, II, III e IV corretas Camille Buger – T8 18) Foi realizado um estudo experimental para testar uma vacina contra pneumonia em fumantes crônicos. Neste estudo, foi administrada a vacina em teste em um grupo denominado imunizado e em outro grupo, denominado não imunizado, foi administrado placebo. Os resultados do teste estão apresentados na tabela a seguir: Com base no texto e na tabela apresentados, é correto afirmar que: A) em virtude dos individuos do grupo imunizado serem fumantes crônicos, o estudo apresentará um viés em resposta a essa condição. B) o cálculo da chance de ocorrer (odds ratio) mostra que a vacinação não é capaz de proteger o grupo imunizado. C) a eficácia de uma vacina é uma variável complementar em testes experimentais e independe do fator protetivo no grupo em estudo. D) a incidência de pneumonia no grupo imunizado foi maior do que a incidência no grupo não imunizado. E) a chance de desenvolver pneumonia pelos indivíduos do grupo imunizado (Risco relativo) é 0.5 vezes menor quando comparada ao grupo não imunizado. 19) Assinale a alternativa correta: I- A Declaração de Óbito é o documento padrão para coleta de informações sobre mortalidade subsidiando as estatísticas vitais e epidemiológicas no Brasil. II. Somente com a Certidão de Obito preenchida pelo médico é liberado o sepultamento. III. No óbito fetal, se a gestação teve duração inferior a 20 semanas ou o feto teve peso corporal menor que 500 gramas e/ou estatura menor que 25 centímetros a Declaração de óbito não é obrigatória A) Todas as afirmativas estão incorretas. B) Afirmativas I e II estão corretas. C) Afirmativas I e III estão corretas. D) Afirmativas II e III estão corretas. E) Todas as afirmativas estão corretas. Camille Buger – T8 20) Pacientede 83 anos, acompanhado no Hospital X com o diagnóstico de enfisema crônico, apresenta quadro de dispneia aguda e é levado de ambulância, com o (acompanhado por médico) ao Pronto-socorro (PS). Imediatamente após ter dado entrada no PS vem a falecer. Assinale a correta: A) Trata-se de caso de óbito hospitalar, pois o paciente chegou vivo ao Ps, cabendo ao médico plantonista o dever de preencher a Declaração de Óbito. B) Trata-se de óbito sem assistência médica e o preenchimento da Declaração de Óbito deve ser realizado pelo Sistema de Verificação de Óbito (SVO). C) Trata-se de óbito por causa externa, pois as circunstâncias da morte não ficaram esclarecidas, portanto, o preenchimento da Declaração de Óbito e competência do Instituto Médico Legal (IAL). D) Trata-se de óbito por causa natural, pois o paciente era pessoa com doença pulmonar obstrutiva crônica e a Declaração de Óbito deve ser preenchida pelo médico assistente da ambulância que fez os últimos atendimentos. E) Orientar o médico do hospital de referência a preencher a DO. 21) Assinale a alternativa que apresenta exemplo de preenchimento correto de causa de morte, em atestado de óbito (parte l), de acordo com os padrões estabelecidos na classificação internacional de doença, versão 10, A) a) Suicídio por arma de fogo b) Lesão de aorta c) Anemia aguda B) a) Pneumonia b) Fratura do fêmur c) Queda de escada C) a) Insuficiência cardiaca congestiva b) Febre reumática c) Estenose mitral. D) a) Hipertensão arterial b) Hemorragia cerebral c) Arteriosclerose E) a) Sarampo b) Preumonia c) Ausência de vacinação Camille Buger – T8 22) Jovem de 18 anos de Idade é esfaqueado numa festa após briga. Na internação recebeu hemotransfusão por sangramento importante, evoluiu em 12 dias com broncopneumonia, Insuficiência-renal e posteriormente velo a falecer de sepse pulmonar. A causa base mais provável da morte do paciente é A) brancopneumonia B) sepse pulmonar. C) Insuficiência renal. D) lesão por arma branca. E) choque hipovolêmico. 23) Homem de 70 anos, obeso e portador de diabetes tipo II, iniciou quadro de tosse e febre, mialgia e desconforto respiratório progressivo, com necessidade de ventilação mecânica invasiva. Evoluiu à óbito devido à insuficiência respiratória aguda-Realizou RT-GPCR, que foi detectável para SARS-CoV-2. A) a) pneumonia viral b) Síndrome respiratória aguda grave c) COVID 19 B) a) Insuficiência respiratória aguda b) Obesidade c) Diabetes tipo C) a) Sindrome respiratória aguda grave b) pneumonia viral c) COVID 19 D) a) obesidade b) síndrome respiratória aguda grave c) pneumonia viral E) a) COVID 19 b) Pneumonia viral c) síndrome respiratória aguda grave Camille Buger – T8 24) O gráfico a seguir representa índices de mortalidade proporcional dos grupos etários, em anos: É correto afirmar que esse tipo de curva A) pode ser usado como indicador de nível de saúde da população. B) indica um nível baixo de saúde. C) indica um nível médio de saúde. D) sugere a ocorrência de mortalidade elevada por doenças infectocontagiosas. E) sugere a ocorrência de mortalidade elevada por causas externas. 25) Em um pequeno município no Interior de um estado brasileiro, com 5300 habitantes, no ano de 2010 nasceram vivos 520 bebés. De um total de 600 mortes no município no mesmo ano, morreram 15 crianças com menos de um ano de idade e 10 crianças entre 1 e 5 anos. Marreram 20 pessoas cam mais de 50 anos de idade, 100 pessoas de doenças cardiovasculares e 90 pessoas com diabetes Assinale o Indicador de Swaroop e Uemura (%) no município em 2010. A) 41,7. B) 316,7. C) 33,3. D) 35 E) 25 GABARITO 1) B 2) A 3) B 4) A 5) E 6) C 7) E 8) C 9) E 10) D 11) A 12) B 13) C 14) E 15) A 16) D 17) D 18) E 19) C 20) B 21) B 22) D 23) C 24) A 25) D Camille Buger – T8 Prova T7 – Grupo 3 1) O Sistema Único de Saúde implica ações e serviços públicos de saúde que integram uma rede regionalizada hierarquizada e que, de acordo com a Constituição Federal, organizar-se-á por algumas diretrizes. A esse respeito, considere as afirmativas abaixo. I - A descentralização é uma diretriz do SUS, com direção única em cada esfera de governo. II- O SUS busca, como diretriz, um atendimento parcial, com prioridade para as atividades assistencialistas, sem prejuízo dos serviços assistenciais. III - O SUS tem como uma das diretrizes a participação da comunidade. É correto APENAS o que se afirma em A) I. B) II. C) III. D) I e III. E) II e III. 2) O Sistema Único de Saúde (SUS) é o conjunto de todas as ações e serviços de saúde prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público. Sobre as diretrizes do SUS, assinale a alternativa INCORRETA. A) A universalidade é a garantia de que todos os cidadãos devem ter acesso aos serviços de saúde públicos e privados conveniados, em todos os níveis do sistema de saúde, assegurado por uma rede hierarquizada de serviços com tecnologia apropriada para cada nível. B) A equidade no Brasil é madura, pois superou, nas últimas duas décadas, obstáculos históricos que imprimiam variados graus de dificuldade no acesso aos serviços de saúde para os diferentes extratos sociais. C) o atendimento com a diretriz da integralidade deve incorporar um amplo espectro de intervenções, articulando prevenção, atendimento curativo e reabilitação. D) Quanto à regionalização, a base territorial do serviço do SUS está definida com adscrição da clientela para um pleno exercício da responsabilidade do serviço com aquela população. E) A redistribuição de poder decorrente da descentralização repassa competências e instâncias decisórias para esferas mais próximas à população, desconcentrando o poder da União e dos estados para os municípios. Camille Buger – T8 3) Em relação à Constituição Federal do Brasil considerem as afirmações a seguir, classificando-as como verdadeiras (V) ou falsas (F). ( ) As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, cujas diretrizes incluem o atendimento integral, priorizando as atividades preventivas. ( )Apenas as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos poderão participar de forma complementar do SUS. ( ) A descentralização do sistema único, como diretriz para as ações e serviços de saúde, diz respeito apenas às unidades básicas de saúde. ( ) Entre as atribuições do SUS, está a de colaborar na proteção do meio ambiente. A classificação correta obtida, de cima para baixo, é: A) V; F; F; V. B) F; V; V. F. C) V; V; F; V. D) F: F; V; V. E) V; F; F; F. 4) Ao dar entrada em uma unidade pública de saúde, uma paciente foi atendida preferencialmente, passando à frente de pacientes que estavam aguardando atendimento e que tinham uma classificação de risco mais grave. Após reclamações, soube-se que o privilégio no atendimento se deu por tratar-se de amiga de um deputado influente na cidade. De acordo com a Lei Orgânica da Saúde, a conduta feriu diretamente o seguinte princípio do SUS: A) integralidade. B) universalidade. C) igualdade. D) imparcialidade. E) descentralização. 5) A Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS tem como propósito: A) implementar processos de acompanhamento e de avaliação, ressaltando saberes gerados no SUS e experiências coletivas bem-sucedidas em unidades privadas. B) fortalecer e qualificar a atenção básica e ampliá-la como estratégia organizadora das redes de cuidado em saúde. C) Superar a disputa de recursos entre os entes federados, para a afirmação da contratação de corresponsabilidades sanitárias. D) qualificar o sistema de cogestão do SUS. E) estimular trabalhadores,gestores e usuários do SUS com os princípios e as diretrizes da humanização. Camille Buger – T8 6) Sobre as ações de Vigilância em Saúde abrangem toda a população brasileira, que envolvem práticas e processos de trabalho, analise as afirmativas a seguir: l. Estão voltadas para a vigilância, prevenção e controle das doenças transmissíveis. Il. Estão voltadas para a detecção oportuna e adoção de medidas adequadas para a resposta as emergências de saúde pública. III. Estão voltadas para a vigilância da saúde do trabalhador. IV. Estão voltadas para a vigilância das doenças crônicas não transmissíveis, dos acidentes e violências. Assinale a alternativa correta. A) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas. B) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas. C) Apenas as afirmativas II e III estão corretas. D) Apenas as afirmativas l e IV estão corretas. E) Apenas as afirmativas II e IV estão corretas. 7) A vacinação é uma ação programada de saúde de fundamental importância para a redução da morbimortalidade, sobretudo na primeira infância. A respeito dessa temática, o indicador de saúde, que permite estimar o risco de morrer entre menores de 1 ano devido a doenças imunopreviníveis, denomina-se A) coeficiente de mortalidade infantil. B) taxa bruta de natalidade. C) taxa de mortalidade por doenças que podem ser evitadas por vacinação em menores de 1 ano. D) taxa de morbidade por doenças que podem ser evitadas por vacinação em menores de 1 ano. E) mortalidade proporcional por causas mal definidas. 8) A Viailância Sanitária (VS) é uma das atividades exercidas pelo Sistema Único de Saude (SUS). Ela é definida como as "ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas de saúde decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde. Entre as áreas de atuação da VS existem áreas de intersecção com a vigilância epidemiológica, dentre elas estão a vigilância de: A) Alimentos. B) Efeitos adversos de fármacos. C) Água para consumo humano. D) Qualidade do ar. E) Qualidade do solo. 9- São usos da epidemiologia todos os abaixo, exceto: A) Descrever doenças na comunidade B) Identificar grupos mais vulneráveis. C) Avaliar quadro clínico de pacientes. D) Identificar fatores etiológicos. E) Identificar fatores de riscos. Camille Buger – T8 10)Considere que um pesquisador pretenda definir as causas de uma doença rara em determinada comunidade. Para tanto, ele identifica os casos da doença e, para cada caso, escolhe 3 pessoas sadias do mesmo sexo, da mesma etnia, da mesma condição social e que moram na mesma região. Ele pretende, com isso, encontrar sujeitos semelhantes aos doentes, porém sadios, para tentar definir quais fatores podem estar associados ao desenvolvimento da doença. Nessa situação, o tipo de estudo realizado pelo pesquisador é denominado A) estudo de coorte. B) estudo transversal. C) estudo de caso-controle. D) ensaio clínico randomizado E) estudo ecológico 11) O Serviço Médico da empresa quer avaliar se o clima influencia o absenteísmo por doença respiratória. Para isso, compara o número Global de funcionários e de dias de afastamento por essa causa curante o ano, de dois locais em diferentes regiões geográficas. Esse tipo de estudo é qualificado como: A) ecológico. B) transversal. C) caso controle. D) randomizado. E) coorte. 12) "Em uma visita de uma equipe de profissionais de saúde com a duração de uma semana a um município do estado do Tocantins, todos os adultos de um pequeno povoado e de fazendas vizinhas foram examinados. Entre os resultados obtidos estão os seguintes: de 40 pessoas com sorologia positiva para Tripanosoma cruzi, quatro eram desnutridos, enquanto que em 100 outros indivíduos, com sorologia negativa para Tripanosoma cruzi 10 foram rotulados como desnutridos." Qual é o tipo de estudo? Calcule e interprete os resultados. A) Intervenção, porque fez sorologias e avalia a incidência, ou seja, o total de casos e de expostos, em um ponto do tempo. O risco de desnutrição não varia de acordo com o resultado da sorologia para T. Cruzi. B) Caso-controle, porque avalia a prevalência, ou seja, o total de casos e de expostos, em um ponto do tempo, sem saber quem são casos novos ou não. A prevalência de desnutrição não varia de acordo com o resultado da sorologia para T. Cruzi. Camille Buger – T8 C) Observacional, porque avalia a prevalência, ou seja, o total de casos e de expostos, em um ponto do tempo, sem saber quem são casos novos ou não. A prevalência da não desnutrição foi maior e varia de acordo com o resultado da sorologia para T. Cruzi. D) Intervenção, porque avalia a prevalência, ou seja, o total de casos e de expostos, em um ponto do tempo, sem saber quem são casos novos ou não. A prevalência de desnutrição não varia de acordo com o resultado da sorologia para T. Cruzi. E) Transversal, porque avalia a prevalência, ou seja, o total de casos e de expostos, em um ponto do tempo, sem saber quem são casos novos ou não. A prevalência de desnutrição não varia de acordo com o resultado da sorologia para T. Cruzi. 13) A Atenção Básica em Saúde é, sabidamente, a porta de entrada preferencial do SUS. É na Atenção Básica que, de maneira oportuna, ocorre à gestão do cuidado do indivíduo e a vinculação da população. No exercício do cuidado integral ao indivíduo, a Atenção Básica precisa ter resolutividade nas ações empenhadas e, para isso, incorpora tecnologias leves, leve duras e duras. Com base no enunciado da questão, assinale a alternativa que representa uma tecnologia LEVE nas práticas assistenciais da Atenção básica. A) Protocolo operacional padrão-POP, disponibilizado pela gestão. B) Recursos materiais para triagem do paciente. C) Manuais ministeriais. D) Relações entre os membros da equipe para planejamento do atendimento. E) Formulários para registro de atividades. 14) Os usuários de serviços de saúde com doenças crônicas exigem um acompanhamento ao longo de muitos anos, além de um forte vínculo com a unidade e os profissionais, para garantir sua adesão ao tratamento e possibilitar a oferta de intervenções de prevenção e de promoção à saúde. No contexto da Atenção Básica, a relação pessoal de longa duração entre os profissionais de saúde e os pacientes em suas unidades de saúde configura: A) o cuidado simplificado. B) a população adscrita. C) a coordenação do cuidado. D) a longitudinalidade. E) não deve estimular o vínculo com todos os usuários, pois estes podem sobrecarregar os serviços. 15) Em relação à vigilância em saúde na Estratégia de Saúde da Família, indique se as assertivas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F). I - Para qualificar a atenção à saúde a partir do princípio da integralidade, fundamental que os processos de trabalho sejam organizados com vistas ao enfrentamento dos principais problemas de saúde-doença das comunidades e com ações de promoção e vigilância em saúde efetivamente incorporadas no cotidiano das equipes de Saúde da Família. Camille Buger – T8 II - O conceito de vigilância em saúde inclui, exclusivamente, a vigilância e o controle das doenças transmissíveis e a vigilância das doenças e agravos não transmissíveis. III - No trabalho de controle sanitário é fundamental conhecer o território, identificar e interpretar a organização e a dinâmica das populações que nele habitam, bem como compreender a forma como funcionam e se articulam as condições econômicas, sociais e culturais, quais os atores sociais em questão e a relação destes com seus espaços de vida e de trabalho. IV - A população alvo da vigilância corresponde a todas as pessoas residentes no país. Cada município deve notificar os casos detectados em sua área de abrangência, ou seja, apenas os residentes nesse município. A sequência correta para I, II, III e IV é: A) V, V, F, F. B) V, F, V, F. C)V, F, F, V. D) V, V, V, F. E) F, V, F, V. 16) A Vigilância Epidemiológica (VE) constitui-se como um conjunto de ações que proporciona o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos" Marque a questão que não corresponde à função da VE. A) promoção das ações de controle indicadas; B) avaliação da eficácia e efetividade das medidas adotadas; C) resguardo de informações pertinentes a saúde; D) coleta de dados; E) processamento dos dados coletados. 17) O modelo de Dahlgren e Whitehead apresenta os Determinantes Sociais da Saúde em camadas. A camada mais próxima apresenta os determinantes individuais e a camada distal, os macrodeterminantes. Abaixo segue a imagem do modelo; Camille Buger – T8 Sobre os macrodeterminantes, assinale a alternativa CORRETA. A) Apresentam a influência das redes comunitárias sobre a saúde do indivíduo. B) Representam os fatores relacionados a condições de vida da comunidade. A) c) Não influenciam nas demais camadas e representam as características individuais. C) Possuem influência sobre as demais camadas e relacionam-se às condições econômicas, culturais e ambientais da sociedade. D) Representam o comportamento e os estilos de vida individuais e comunicam-se com os demais níveis. 18) observe o gráfico a seguir O gráfico representa um atendimento de saúde. Considere que X é um usuário que busca o sistema e é atendido, na unidade de pronto atendimento ambulatorial. O ponto Y representa o mesmo usuário em um segundo momento, apresentando uma descompensação metabólica e é internado numa unidade hospitalar. Analise as afirmativas a seguir. I: O espaço entre as linhas A e B representa, em determinado tempo, o grau de severidade da condição crônica. II. Nos intervalos entre os momentos atenção nos serviços de saúde (X e Y), o usuário não recebeu atenção contínua e proativa, sob a coordenação da equipe da atenção primária à saúde. III. O usuário recebeu atenção contínua e houve o gerenciamento da condição de saúde com base numa atenção primária à saúde de qualidade. IV. Os resultados da forma de atenção às condições crônicas em momentos de manifestações clínicas exuberantes são eficazes do ponto de vista sanitário e econômico. Estão corretas as afirmativas Camille Buger – T8 A) l e II, apenas. B) III e IV, apenas. C) II e III, apenas. D) II e IV, apenas. E) I e III, apenas. 19) Em certa comunidade, um medicamento propiciou maior sobrevida aos doentes de determinada patologia. Com relação à taxa de prevalência dessa doença nessa comunidade, assinale a alternativa correta: A) tende a aumentar, independentemente da variação da incidência dessa doença. B) tende a aumentar, mesmo que a incidência dessa doença se mantenha estável. C) tende a diminuir, independentemente da variação da incidência dessa doença. D) tende se manter mesmo com aumento da incidência dessa doença. E) tende a diminuir, se a incidência dessa doença aumentar. 20) Assinale a alternativa que apresenta exemplo de preenchimento correto de causa de morte, em atestado de óbito (parte l), de acordo com os padrões estabelecidos na classificação internacional de doença, versão 10. A) a) Suicídio por arma de fogo b) Lesão de aorta c) Anemia aguda B) a)Insuficiência cardíaca congestiva b)Febre reumática c)Estenose mitral C) a)Hipertensão arterial b)Hemorragia cerebral c)Arteriosclerose D) a)Sarampo b)Pneumonia c) Ausência de vacinação. E) a)Insuficiência respiratória b) Doença de membrana hialina c)Prematuridade Camille Buger – T8 21) Um homem de 53 anos, ao atravessar a rua, é atingido por um ônibus. Socorrido, no hospital constata-se contusão cerebral e fratura exposta de perna direita. Os exames de imagem do cérebro não revelam alterações que requeiram intervenção cirúrgica; ele é submetido, então, a uma cirurgia ortopédica. No terceiro dia de internação, ainda confuso, evolui com febre e, em 3 dias, vai a óbito, com o diagnóstico de septicemia de origem pulmonar. Assinale a alternativa que apresenta a causa básica do óbito a ser registrada na declaração de óbito. A) Pneumonia. B) Contusão cerebral. C) Septicemia. D) Pedestre traumatizado em colisão com um ônibus. E) Fratura exposta de perna direita. 22) Em uma determinada comunidade com uma população de 10 milhões de pessoas (5.550.000 pessoas do sexo feminino e 4.450.000 pessoas do sexo masculino), ocorreram 50.000 mortes durante do ano de 2015. Entre esses óbitos, 5.000 foram por causas relacionadas à violência e 2.500 por câncer de intestino. Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta o coeficiente de mortalidade geral. A) 5 x 1000. B) 5%. C) 7,5%. D) 7,5 x 1000. E) 7,5 x 10000. 23) Mulher de 80 anos teve mal súbito, de causa indeterminada, tendo sido socorrida e levada ao pronto atendimento pelo SAMU, onde chegou em parada cardiorrespiratória (PCR) e óbito. Como antecedente, era hipertensa, diabética e teve queda da própria altura há 6 meses, no banheiro, com fratura de fêmur, sendo submetida a tratamento cirúrgico. Teve boa recuperação, alta hospitalar, em tratamento fisioterápico e já deambulando normalmente. Neste caso, é mais aconselhável que a declaração de óbito seja emitida A) pelo médico do pronto atendimento, que atendeu a paciente em PCR. B) pelo médico do SAMU, chamado ao domicílio. C) no IML, pelo antecedente de trauma com fratura. D) pelo ortopedista, que apenas operou a paciente. E) no SVO, por provável causa natural. Camille Buger – T8 24) Jovem do sexo masculino, 30 anos, foi atropelado na via pública por um ônibus, sofrendo trauma cranioencefálico, com hematoma extradural. Foi socorrido, submetido à craniotomia, com drenagem do hematoma. Recuperou-se do coma, porém ficou internado por 2 meses, tendo broncopneumonia, sepse e veio a óbito. Neste caso, a declaração de óbito deverá ser emitida A) no SVO, pois o evento final foi de causa natural. B) pelo plantonista do hospital no momento do óbito. C) pelo neurocirurgião que operou o paciente. D) pelo médico plantonista que deu o primeiro atendimento pós-acidente. E) no IML, pelo nexo-causal entre o acidente e a causa do óbito. 25) Em um pequeno município, os técnicos da equipe do SUS buscam dados que possam servir para a elaboração de indicadores das condições de saúde da população local. Descobrem que a única fonte de que dispõem são os registros no cemitério local, nos quais constam o nome, o sexo e a idade de cada um dos que morreram no município e nenhuma outra informação. É correto afirmar que com esses dados A) é possível calcular a Taxa de Mortalidade Geral. B) é possível calcular o Indice de Swaroop-Uemura. C) é possível calcular o Coeficiente de Mortalidade infantil. D) é possível calcular a Taxa de Mortalidade Específica por Sexo. E) é impossível calcular qualquer indicador de saúde. GABARITO 1) D 2) B 3) A 4) C 5) E 6) A 7) A 8) B 9) C 10) C 11) A 12) E 13) D 14) D 15) B 16) C 17) D 18) A 19) B 20) E 21) D 22) A 23) E 24) E 25) B Camille Buger – T8 Prova T7 – Grupo 2 1. "Todo sistema de serviços de saúde possui duas metas principais. A primeira é otimizar a saúde da população por meio do emprego do estado mais avançado do conhecimento sobre a causa das enfermidades, manejo das doenças e maximização da saúde. A segunda meta, e igualmente importante, e minimizar as disparidades entre subgrupos populacionais, de modo que determinados grupos não estejam em desvantagens sistemática em relação ao seu acesso aos serviços de saúde e ao alcance de um ótimo nível de saúde". Barbara Starfield - Atenção Primária, equilibrio entre as necessidades de saúde, serviçose tecnologia. Assinale a alternativa que indica o princípio do SUS (Sistema Único de Saúde) contido na segunda parte afirmativa anterior. A) Equidade. B) Igualdade C) Acesso. D) Integralidade. E) Universalidade 2- Marco Aurélio. 35 anos, deseja consultar, pois está com cefaleia muito forte, que iniciou nesta madrugada. Ele refere que e a pior dor de sua vida. Porém, ao chegar à unidade básica de saúde (UBS), é surpreendido por uma longa fila e informado de que deve esperar pelo atendimento. Sobre o caso acima, assinale a alternativa CORRETA. A) Por ser tratar de um paciente jovem, Marco deve aguardar, sendo que nenhuma diretriz foi desobedecida B) O princípio do método clínico centrado na pessoa que o médico deve aplicar ao ver que sua agenda está cheia, mas que deve atender uma urgência é entendendo a doença como um todo. C) A diretriz do SUS desobedecida é equidade e, devido à gravidade, Marco deve ser atendido prontamente. D) O fluxo correto de atendimento deveria ser o encaminhamento pelo recepcionista da UBS à Unidade de pronto atendimento (UPA) E) Marco deve ser atendido na UBS caso tenha domicílio na região de abrangência dessa UBS, respeitando-se a adscrição de clientela. 3- São competências do Sistema Único de Saúde: I-Colaborar na proteção do meio ambiente, incluindo o ambiente do trabalho. II- Participar do controle e fiscalização da produção, transporte, armazenamento, utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos. III- Fiscalizar a formação de recursos humanos na área de saúde. V- Executar ações de vigilância sanitária e epidemiológica. São CORRETAS as afirmativas: A) I, II, III, IV B) I, II e IV Camille Buger – T8 C) II, III, IV D) I e II E) III e II 4- Em relação à Constituição Federal do Brasil considerem as afirmações a seguir, classificando-as como verdadeiras (V) ou falsas (F). ( ) Segundo a Lei n° 8080/90, que regulamenta o Sistema Único de Saúde (SUS), a participação da iniciativa privada na assistência à saúde é livre. ( ) Somente as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos poderão participar de forma complementar do SUS ( ) A descentralização do sistema único, como diretriz para as ações e serviços de saúde, diz respeito apenas às unidades básicas de saúde. ( ) O Sistema Único de Saúde poderá destinar recursos públicos, sob forma de auxilio e subvenções, às instituições privadas lucrativas, quando houver risco de falência. A) V, F, F, V B) F, V, V, F C) V, V, F, V D) F, F, V, V E) V, F, F, F 5- A humanização como eixo norteador das práticas de atenção e gestão em todas as esferas do Sistema Único de Saúde, pressupõe: A) Trabalhar em rede com equipes multiprofissionais, com atuação transdisciplinar. B) Fragmentar o atendimento nos serviços de saúde. C) adequar a cultura local aos serviços de saúde. D) promover a dissociabilidade entre atenção e gestão. E) implantar medidas de segregação social. 6-Entende-se por vigilância epidemiológica: A) Um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos. B) Um conjunto de atividades que se destina, à promoção e proteção da saúde dos Trabalhadores assim como visa a recuperação e reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindo das condições de trabalho. C) A avaliação do impacto que as tecnologias provocam à saúde. D) Um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde. E) a garantia ao Sindicato dos Trabalhadores de requerer ao órgão competente a interdição de máquina, de setor de serviço ou de todo ambiente de trabalho, quando interdição de ao a risco iminente para a vida ou saúde dos trabalhadores. Camille Buger – T8 7- A vacinação é uma ação programada de saúde de fundamental importância para a redução da morbimortalidade, sobretudo na primeira infância. A respeito dessa temática, o indicador de saúde, que permite estimar o risco de morrer entre menores de 1 ano devido a doenças imunopreviníveis, denomina-se A) coeficiente de mortalidade infantil. B) taxa bruta de natalidade. C) mortalidade proporcional por causas mal definidas. D) taxa de mortalidade por doenças que podem ser evitadas por vacinação em menores de 1 ano E) taxa de morbidade por doenças que podem ser evitadas por vacinação em menores de 1 ano. 8- A Vigilância Sanitária (VS) é uma das atividades exercidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ela é definida como as "ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas de saúde decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde". Entre as áreas de atuação da VS existem áreas de intersecção com a vigilância epidemiológica, dentre elas estão a vigilância de: A) Alimentos. B) Água para consumo humano. C) Qualidade do ar D) Efeitos adversos de fármacos. E) Qualidade do solo. 9- O Ministério da Saúde define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos em Saúde Pública em todo o território nacional. A esse respeito, assinale a alternativa correta. A) A notificação compulsória de doenças e agravos é atribuição exclusiva do médico. B) Somente acidentes de trabalho fatais são passiveis de notificação compulsória. C) Os cidadãos que tenham conhecimento de doenças, agravos ou eventos de saúde pública de notificação compulsória nãos podem comunicar o fato às autoridades de saúde, afinal eles são leigos e não médicos. D) A notificação compulsória é obrigatória para os médicos, outros profissionais de saúde ou responsáveis pelos serviços públicos e privados de saúde que prestam assistência ao paciente E) A notificação compulsória não deve ser realizada diante da suspeita de doença ou agravo. Somente após a confirmação da doença ou do agravo é que se deve proceder à notificação. 10- Um estudo é projetado para avaliar a viabilidade da acupuntura em crianças com dores de cabeça crônicas. Sessenta crianças com dores de cabeça crônicas são recrutados para o estudo. Além da terapia habitual, todas as crianças são tratadas com acupuntura três vezes por semana durante 2 meses. Qual das seguintes opções melhor descreve este desenho de estudo? A) Série de casos. B) Caso-controle. C) Transversal. D) Coorte histórica. E) Ensaio clínico randomizado Camille Buger – T8 11- O Serviço Médico da empresa quer avaliar se o clima influencia o absenteísmo por doença respiratória. Para isso, compara o número global de funcionários e de dias de afastamento por essa causa durante o ano, de dois locais em diferentes regiões geográficas. Esse tipo de estudo é qualificado como A) Ecológico. B) transversal. C) caso controle. D) randomizado. E) coorte. 12- Uma fábrica de cerâmica realiza, através do serviço de saúde do trabalhador, um "check-up" dos empregados a cada 5 anos de atuação na empresa. A avaliação dos resultados durante 10 anos de implantação dessa rotina revelou que, dos 500 empregados examinados ao Raio X, 100 tinham lesões suspeitas de silicose. A medida acima se trata de um coeficiente de: A) incidência B) letalidade. C) prevalência. D) tendência. E) diagnóstico. 13-De acordo com Merhy (2002), as tecnologias em saúde classificam-se em leves, leveduras e duras. Assinale a alterativa que contém exemplos de tecnologias leves. A) Vídeos educativos, panfletos e cartazes. B) Escuta qualificada, acolhimento e uso de linguagem adequada. C) Glicosimetro, aparelho de pressão e balança. D) Formuláriospara registro de atividades da prática de grupo, protocolos e massagem. E) Protocolo operacional padrão-POP, disponibilizado pela gestão 14-Os usuários de serviços de saúde com doenças crônicas exigem um acompanhamento ao longo de muitos anos, além de um forte vínculo com a unidade e os profissionais, para garantir sua adesão ao tratamento e possibilitar a oferta de intervenções de prevenção e de promoção à saúde. No contexto da Atenção Básica, a relação pessoal de longa duração entre os profissionais de saúde e os pacientes em suas unidades de saúde configura: A) o cuidado simplificado. B) a população adscrita. C) a coordenação do cuidado D) a longitudinalidade. E) não deve estimular o vínculo com todos os usuários, pois estes podem sobrecarregar os serviços. Camille Buger – T8 15-Em relação à vigilância em saúde na Estratégia de Saúde da Família, indique se as assertivas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F). I - Para qualificar a atenção à saúde a partir do princípio da integralidade, é fundamental que os processos de trabalho sejam organizados com vistas ao enfrentamento dos principais problemas de saúde-doença das comunidades e com ações de promoção e vigilância em saúde efetivamente incorporadas no cotidiano das equipes de Saúde da Família. II - O conceito de vigilância em saúde inclui, exclusivamente, a vigilância e o controle das doenças transmissíveis e a vigilância das doenças e agravos não transmissíveis. III - No trabalho de controle sanitário é fundamental conhecer o território, identificar e interpretar a organização e a dinâmica das populações que nele habitam, bem como compreender a forma como funcionam e se articulam as condições econômicas, sociais e de trabalho. IV - A população alvo da vigilância corresponde todas as pessoas residentes no país. Cada município deve notificar os casos detectados em sua área de abrangência, ou seja, apenas residentes nesse município A) V, V, F, F, B) V, F, V, F C) V, F, F, V D) V, V, V, F E) F, V, F, V 16- O modelo dos determinantes Sociais de Saúde (DSS) de Dalleral e Whithehead descreve as relações entre os fatores sociais e a saúde coletiva e individual. Com vistas a que se relacionam. O centro do modelo contempla os determinantes individuais, incluindo os seguintes elementos: A) redes sociais e comunitárias. B) condições de vida e de trabalho C) fatores hereditários, sexo e idade. D) condições socioeconômicas e ambientais. E) comportamento e estilo de vida dos indivíduos. 17- Em um município a população de menores de um ano é de 1.932 crianças para o ano de 2020. Foram registrados 800 nascidos vivos. Nesse período ocorreram 7 óbitos fetais, 2. Óbitos em lactentes com idade entre 3 meses e 11 meses de vida, 10 óbitos em recém-nascidos com menos de sete dias de vida, e 1 óbito em recém-nascido com idade variando entre 7 e 27 dias de vida. Calcule o Coeficiente de Mortalidade Infantil para esse ano: A) 25/1000 nascidos vivos. B) 25/1000 crianças menores de um ano. C) 16,5/1000 nascidos vivos. D) 16,5/1000 crianças menores de um ano. E) 12,5/1000 nascidos vivos. Camille Buger – T8 18- Na tabela a seguir, encontra-se a distribuição de casos, óbitos e letalidade por doença meningocócica segundo faixa etária para o ano de 2018: Considerando as informações apresentadas, avalie as afirmações a seguir. I. Quanto maior o número de casos confirmados da doença, maior é a prevalência, independentemente da letalidade, II. O número total de indivíduos com doença meningocócica na população estudada corresponde a 100,0. III. Constata-se que a faixa etária de 20 a 29 anos foi a que demandou maior atenção quanto à execução de medidas de prevenção e controle da doença. É correto o que se afirma em: A) I, II, III B) I e II, C) I e III, D) II, E) III 19- Um paciente em estado terminal por câncer gástrico faleceu durante o transporte entre o serviço de Pronto Atendimento (PA) e o hospital. Contudo, o médico que o acompanhou na ambulância não se considera apto a preencher a Declaração de Óbito (DO). Na condição de diretor clínico do PA, pressupondo que a causa de morte foi natural e que o paciente possui registros de outros atendimentos na unidade, assinale a alternativa que apresenta o tipo de conduta administrativa que deve ser adotada neste caso. A) sindicância interna para apurar a causa do óbito. B) Encaminhar o corpo para o Instituto Médico Legal. C) Orientar o médico que transportou o paciente a preencher a DO. D) Orientar a enfermeira de plantão que preencha a DO. E) Orientar o médico do hospital de referência a preencher a DO. Camille Buger – T8 20) Assinale a alternativa que apresenta exemplo de preenchimento correto de causa de morte, em atestado de óbito (parte l), de acordo com os padrões estabelecidos na classificação internacional de doença, versão 10. A) a) Suicídio por arma de fogo b) Lesão de aorta c) Anemia aguda B) a) Broncopneumonia b) Fratura de Femur c) Queda de Escada C) a)Insuficiencia cardíaca congestiva b)Febre reumática c)Estenose Mitral D) a)Hipertensão arterial b)Hemorragia cerebral c) arteriosclerose. E) a)Sarampo b) pneumonia c)Ausência de vacinação 21- Jovem de 22 anos de idade é baleado. Na internação recebeu hemotransfusão por sangramento importante, evoluiu em 10 dias com pneumonia, insuficiência renal e posteriormente veio a falecer de sepse pulmonar. A causa base mais provável da morte do paciente é: A) pneumonia. B) sepse pulmonar. C) insuficiência renal. D) lesão por arma de fogo. E) choque hipovolêmico. Camille Buger – T8 22- Maria de 79 anos teve mal súbito, de causa indeterminada, tendo sido socorrida e levada ao pronto atendimento pelo SAMU, aonde chegou em parada cardiorrespiratória (PCR) e óbito. Como antecedente, era hipertensa, diabética e teve queda da própria altura há 6 meses, no banheiro, com fratura de fêmur, sendo submetida a tratamento cirúrgico. Teve boa recuperação, alta hospitalar. em tratamento fisioterápico e já deambulando normalmente. Neste caso, lindo aconselhável que a declaração de óbito seja emitida A) pelo médico do pronto atendimento, que atendeu a paciente em PCR. B) Pelo médico do SAMU, chamado ao domicílio. C) No IML, pelo antecedente de trauma com fratura. D) pelo ortopedista, que apenas operou a paciente. E) no svo, por provável causa natural. 23- Um trabalhador da construção civil, 38 anos, deu entrada em um pronto socorro devido queda por acidente do 4° andar de um predio em construção. Após exame pela equipe médica apresentava coma neurológico e sinais de hipovolemia. Cerca de 1 hora após a admissão o paciente teve uma parada cardiorrespiratória irreversível. Após autópsia foi constatado traumatismo crânio encefálico, de tórax, fraturas em membros inferiores, além de importante hemotórax. A quem compete preencher e assinar a declaração de óbito? A) médico do Serviço de Verificação de óbito. B) médico-perito do Ministério do Trabalho. C) médico-socorrista que coordenou o primeiro atendimento ao paciente D) neurologista da equipe médica do Pronto Socorro. E) médico do Instituto Médico Legal. 24) O gráfico a seguir representa índices de mortalidade proporcional dos grupos etários, em anos: É correto afirmar que esse tipo de curva A) não pode ser usado como indicador de nivel de saúde da população B) indica um nível baixo de saúde. C) sugere a ocorrência de mortalidade elevada por causas externas. D) sugere a ocorrência de mortalidade elevada por doenças infectocontagiosas. E) indica um nível elevado de saúde. Camille Buger – T8 25- Segundo Moraes, as curvas de mortalidade proporcional do tipo II, em forma de j invertido, são descritas como reveladoras de nível de saúde baixo e da pequena proporção daqueles que alcançam ou ultrapassam os: A) 60 anos de vida. B) 50 anos de vida. C) 40anos de vida. D) 20 anos de vida. E) 10 anos de vida. GABARITO 1) A 2) C 3) B 4) E 5) A 6) A 7) D 8) D 9) D 10) A 11) A 12) C 13) B 14) D 15) B 16) C 17) C 18) E 19) C 20) B 21) D 22) E 23) E 24) E 25) B Camille Buger – T8 Prova Sem Turma 1- Leia o fragmento a seguir: "O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e ______ que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos e ao estabelecimento de condições que assegurem acesso _____ e igualitário às ações e aos serviços para a sua _____ proteção e recuperação." (Seção II - da Saúde). Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do fragmento a seguir. A) Fiscais - precoce - promoção. B) Sociais -restrito - prevenção. C) Sociais - precoce - prevenção. D) Fiscais - universal - prevenção. E) Sociais - universal - promoção. 2- O art. 198 da Constituição brasileira estabelece que "as ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único". Rede regionalizada e hierarquizada significa que os: A) Serviços de saúde devem estar ancorados em uma rede de atenção básica em cada região de saúde. B) Serviços de saúde devem ser organizados em bases territoriais definidas, de acordo com a distribuição da população e o nível de complexidade dos serviços. C) Serviços hospitalares de nível terciário devem necessariamente estar contidos em cada região de saúde. D) Ambulatórios, postos de saúde e as clínicas de saúde da família devem subordinar-se a hospitais de nível secundário e terciário em cada região. E) Hospitais especializados constituem o ponto de coordenação do sistema de saúde em uma dada região 3- A Lei Federal no 8.080/1990 que regula, em todo o território nacional, as ações e serviços de saúde, estabelece, em seu art. 7°, o princípio de "integralidade dos cuidados de saúde. Esse princípio obriga a que: A) Os pacientes portadores de doenças agudas sejam tratados em locais distintos daqueles dos portadores de doenças crônicas. B) Os serviços coletivos sejam prestados pelos municípios, e os curativos, pelas outras esferas de governo, de maneira integrada. C) As equipes de saúde devem ser sempre multiprofissionais, capazes de dar conta da unidade biopsicossocial dos pacientes. D) O conjunto das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema, deve compor um conjunto articulado e integrado. E) Serviços de prevenção no âmbito da saúde pública devem ser organizados para tratamento na rede de hospitais e postos de saúde, e os de reabilitação em centros especializados. Camille Buger – T8 4- Em relação à Constituição Federal do Brasil considerem as afirmações a seguir, classificando-as como verdadeiras (V) ou falsas (F). ( ) As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, cujas diretrizes incluem o atendimento integral, priorizando as atividades preventivas. ( ) Apenas as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos poderão participar de forma complementar do SUS. ( ) A descentralização do sistema único, como diretriz para as ações e serviços de saúde, diz respeito apenas às unidades básicas de saúde. ( ) A participação da comunidade inclui-se entre as diretrizes para a organização do SUS. ( ) Entre as atribuições do SUS, está a de colaborar na proteção do meio ambiente. A classificação correta obtida, de cima para baixo, é: A) V; F; F; V; V. B) F; V; V; F; F. C) V; V; F; V; V. D) F; F; V; V; V E) V; F; F; F; V. 5- Ao dar entrada em uma unidade pública de saúde, uma paciente foi atendida preferencialmente, passando à frente de pacientes que estavam aguardando atendimento e que tinham uma classificação de risco mais grave. Após reclamações, soubese que o privilégio no atendimento se deu por tratar-se de amiga de um deputado influente na cidade. De acordo com a Lei Orgânica da Saúde, a conduta feriu diretamente o seguinte princípio do SUS: A) Integralidade B) Universalidade C) Igualdade D) Imparcialidade E) Descentralização 6- Com base em vivências e experiências de profissionais trabalhando em Unidades de Saúde foi desenvolvida a Política Nacional de Humanização no âmbito do SUS. Essa política enfatiza. A) Maior interação entre os gestores das unidades e os profissionais de saúde, além dos usuários e familiares, na criação de ambiente harmônico e no trabalho coletivo em prol da melhor recuperação do paciente. B) Maior conhecimento dos profissionais e dos usuários sobre a gestão da unidade, para que possam vigiar os atos da administração e denunciar eventuais desvios e condutas impróprias dos gestores. C) Tornar o ambiente da unidade de saúde mais acolhedor e amistoso, para diminuir as queixas direcionadas à direção e à ouvidoria. Camille Buger – T8 D) Delimitar os papéis dos diferentes atores no processo de atenção e recuperação de pacientes (profissionais, gestores e usuários) para que cada um respeite a função e o espaço do outro, sem intromissões ou interações que perturbem o bom desempenho dos profissionais. E) Maior monitorização sobre os profissionais pelos gestores, com criação de regras e delimitações, impedindo que erros na atenção e perda de foco por esses profissionais prejudiquem os usuários. 7- Em relação à organização constitucional brasileira da saúde pública, assinale a alternativa correta. A) A assistência à saúde é restrita à iniciativa privada, como determinado pela Constituição Federal. B) As ações e serviços públicos de saúde são organizados de acordo com a diretriz de atendimento integral, com prioridade para as atividades corretivas. C) As instituições privadas poderão participar de forma suplementar do Sistema Único de Saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato ou convênio, tendo preferência as entidades com fins lucrativos. D) Os critérios de rateio dos recursos da União vinculados à saúde, destinados aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, e dos Estados destinados a seus respectivos Municípios, objetivando a progressiva redução das disparidades regionais, serão estipulados por Decreto. E) É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos. 8- Em relação aos serviços de vigilâncias epidemiológica e sanitária, saneamento básico e saúde do trabalhador, conforme disposto na Lei nº 8.080/90, A) A sua coordenação é atribuição exclusiva da esfera federal. B) Cabe à direção municipal do SUS apenas a sua execução. C) A sua coordenação e execução são de responsabilidade da direção municipal do SUS. D) Cabe à direção municipal do SUS apenas a sua coordenação. E) A sua execução é atribuição exclusiva da esfera estadual. 9- Emergência de Saúde Pública de importância internacional significa um evento: A) Extraordinário, de natureza infecciosa, nunca anteriormente detectado, que ocorra, simultaneamente, em pelo menos 3 continentes diferentes, exigindo pesquisas articuladas. B) Conhecido internacionalmente, de natureza infecciosa ou não, que tenha causado alta incidência de óbitos em qualquer país mesmo com as medidas rotineiras preconizadas tradicionalmente. C) Sazonal que ocorra simultaneamente em pelo menos um país de cada continente e exija medidas de controle coordenadas pela Organização Mundial de Saúde. D) Extraordinário, de natureza infecciosa ou não, que constitua risco para a saúde pública de outros países por meio de propagação internacional de doenças e que potencialmente requeiram uma resposta internacional adequada. E) De natureza infecciosa reconhecida pela Organização Mundial de Saúde que tenha causado alta incidência de óbitosem pelo menos 10 países em desenvolvimento Camille Buger – T8 10- Sobre indicadores de saúde se pode afirmar que: A) Se gerados regularmente e manejados em um sistema dinâmico, são instrumentos valiosos para a gestão e avaliação da situação de saúde. B) São geralmente de fácil comparabilidade. C) Em geral, devem ser interpretados um a um de forma independente e, caso não tenham alta especificidade, devem ser descartados. D) Sua construção é de baixa complexidade. E) Seu grau de excelência é definido somente por sua capacidade de medir o que se pretende. 11- A operacionalização da vigilância epidemiológica compreende um ciclo de funções específicas e intercomplementares, desenvolvidas de modo contínuo, permitindo conhecer, a cada momento, o comportamento da doença ou agravo selecionado como alvo das ações, de forma que as medidas de intervenção pertinentes possam ser desencadeadas com oportunidade e eficácia". São funções da vigilância epidemiológica: l- Coleta, processamento e avaliação dos dados. II- Recomendação de medidas de controle. III- Promoção das ações de controle. IV- Avaliação da eficácia e efetividade das medidas adotadas; divulgação das informações. São CORRETAS as afirmativas: A) I e II, somente B) I, I e IV, somente C) I, II e IV, somente. D) I, I e III, somente. E) I, II, III e IV. 12- Constitui-se, para a Vigilância Epidemiológica, uma doença de comportamento epidêmico aquela que: A) A incidência excedeu ao esperado para o período. B) Teve um aumento no número de casos, mantendo o esperado para o período. C) Não teve aumento no número de casos, mas a prevalência é alta para o período. D) Teve aumento no número de óbitos, mantendo a incidência para o período. E) A prevalência é maior que a incidência no período selecionado. 13- Avalie as afirmativas abaixo: I- Os dados de morbidades são mais utilizados em vigilância epidemiológica, por permitem a detecção imediata ou precoce de problemas sanitários, e podem ser oriundos da busca ativa de casos, por exemplo. Camille Buger – T8 II- Os indicadores demográficos e socioeconômicos são essenciais para a caracterização da dinâmica populacional e das condições gerais de vida, as quais se vinculam os fatores condicionantes da doença ou agravo. III- Os dados de mortalidades são considerados indicadores da gravidade e são obtidos de declarações de óbitos. IV- A notificação compulsória é a principal fonte da vigilância epidemiológica, a partir da qual, na maioria das vezes, se desencadeia o processo informação-decisão-ação. São CORRETAS as afirmativas: A) I e II, somente B) I, III e IV, somente C) II, III e IV, somente D) I, II e III, somente. E) I, II, III e IV. 14- Considere que um pesquisador pretenda definir as causas de uma doença rara em determinada comunidade. Para tanto, ele identifica os casos da doença e, para cada caso, escolhe 3 pessoas sadias do mesmo sexo, da mesma etnia, da mesma condição social e que moram na mesma região. Ele pretende, com isso, encontrar sujeitos semelhantes aos doentes, porém sadios, para tentar definir quais fatores podem estar associados ao desenvolvimento da doença. Nessa situação, o tipo de estudo realizado pelo pesquisador é denominado: A) Estudo de coorte B) Estudo transversal C) Estudo de caso-controle D) Ensaio clínico randomizado E) Estudo ecológico 15- O Serviço Médico da empresa quer avaliar se o clima influencia o absenteísmo por doença respiratória. Para isso, compara o número global de funcionários e de dias de afastamento por essa causa durante o ano, de dois locais em diferentes regiões geográficas. Esse tipo de estudo é qualificado como: A) Ecológico B) Transversal C) Caso controle D) Randomizado E) Coorte Camille Buger – T8 16- Preocupados com a relação entre inseticidas organoclorados e o surgimento de neoplasias em agricultores, um pesquisador separou dois grupos de mil trabalhadores rurais expostos e não expostos ao inseticida para avaliar a ocorrência de neoplasia. Esse tipo de estudo pode ser classificado como: A) Ensaio Clínico B) Caso-controle C) Estudo de Coorte D) Estudo ecológico E) Estudo randomizado. 17- Segundo o Ministério da Saúde, dentre as responsabilidades do município para com a Política Nacional de Atenção Básica, está a de: A) Utilizar a Estratégia de Saúde da Família para aliviar a crescente demanda por serviços de saúde na rede pública e privada. B) Repassar para a Estratégia de Saúde da Família o controle da vigilância sanitária que será facilitado pela proximidade com a população. C) Equipar as unidades de Estratégia de Saúde da Família com recursos complementares de diagnósticos bioquímicos e de imagem para aliviar a sobrecarga dos serviços hospitalares. D) Introduzir a Estratégia de Saúde da Família como opção de atendimento para substituir progressivamente as unidades básicas de saúde. E) Inserir a Estratégia de Saúde da Família em sua rede de serviços como tática prioritária de organização da atenção básica. 18- Segundo a Portaria nº 2.488/11, a Atenção Básica: A) Caracteriza-se por desenvolver ações apenas nos âmbitos primário e secundário da atenção à saúde. B) Tem o alto grau de capilaridade como um de seus atributos básicos. C) Na Rede de Atenção à Saúde, é uma referência importante como porta de entrada secundária. D) Deve ser de baixa resolutividade, como complemento à alta resolutividade própria dos serviços de maior complexidade. E) Não deve estimular o vínculo com todos os usuários, pois estes podem sobrecarregar os serviços com queixas irrelevantes. 19 -"A Atenção Básica caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrangem a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação e a manutenção da saúde" São ações de saúde desenvolvidas na atenção básica, EXCETO: A) Realizar o primeiro atendimento às urgências odontológicas. B) Desenvolver ações intersetoriais, integrando projetos sociais voltados para a promoção da saúde. C) Realizar o cuidado em saúde da população da área de abrangência da unidade, efetivando a prática do cuidado familiar. D) Realizar escuta qualificada das necessidades dos usuários internados na unidade hospitalar, promovendo ações curativas e participando da prevenção das infecções hospitalares. E) Participar das atividades de educação permanente Camille Buger – T8 20- O propósito fundamental do processo de territorialização é permitir: A) A definição de prioridades em termos de problemas e grupos, o que se refletirá na definição das ações mais adequadas e, consequentemente, em um maior impacto positivo sobre os níveis de saúde e as condições de vida; B) A seleção de uma área geográfica para o desenvolvimento de estudos que possam ser comparados com outras regiões, verificando os impactos na atenção à saúde e nas condições de vida; C) A identificação de uma área delimitada que servirá para restringir o atendimento a um determinado grupo populacional, privilegiando a focalização das ações e a racionalização dos recursos; D) A definição de prioridades em termos dos interesses políticos, o que se refletirá na definição das ações de maior visibilidade e, consequentemente, em uma maior divulgação positiva e na aceitação dos projetos junto à comunidade; E) A identificação das áreas onde deverão ser instalados os hospitais de referência da região, viabilizando o sistema de ofertas da atenção de maior complexidade, acoplado à rede de serviços laboratoriais 21- Existem várias definições do que sejam os determinantes sociais de saúde (DSS) e todas trazem a ideia de que "as condições de vida e trabalho dos indivíduos e de grupos da população estão relacionadas com sua situação de saúde". O modelo de Dahlgren e Whitehead dispõe os DSS em camadas superpostas.Constitui camada do modelo: A) Características fenotípicas dos indivíduos. B) Perfil imunológico das populações. C) Estilo de vida dos indivíduos. D) Perfil microbiológico dos territórios. E) Perfil microdeterminantes dos territórios. 22-De acordo com a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) assinale a alternativa incorreta em relação aos tipos de equipes. A) Equipe de Saúde da Família (eSF): É a estratégia prioritária de atenção à saúde e visa à reorganização da Atenção Básica no País, de acordo com os preceitos do SUS. Composta no mínimo por médico, preferencialmente da especialidade medicina de família e comunidade, enfermeiro, preferencialmente especialista em saúde da família; auxiliar e/ou técnico de enfermagem e agente comunitário de saúde (ACS). B) Equipe de Atenção Primária - eAP: a eAP difere da equipe de Saúde da Família - eSF em sua composição, de modo a atender às características e necessidades de cada município. As eAP deverão ser compostas minimamente por médicos preferencialmente especialistas em medicina de família e comunidade e enfermeiros preferencialmente especialistas em saúde da família cadastrados em uma mesma Unidade de Saúde. Camille Buger – T8 C) Equipe de Saúde Bucal (eSB): Modalidade que pode compor as equipes que atuam na atenção básica, constituída por um cirurgião-dentista e um técnico em saúde bucal e/ou auxiliar de saúde bucal. D) A Equipe de Saúde Bucal (eSB) de modalidade I deve conter pelo menos Cirurgião- dentista, técnico em saúde bucal (TSB) e auxiliar em saúde bucal (ASB), ou outro TSB. E) Para as Equipes de Atenção Primária - eAP de modalidade II, a carga horária mínima individual dos profissionais deverá ser de 20 (vinte) horas semanais, com população adscrita correspondente a 50% (cinquenta por cento) da população adscrita para uma eSF. 23-Observe o gráfico a seguir: O gráfico representa um atendimento de saúde. Considere que X é um usuário que busca o sistema e é atendido, na unidade de pronto atendimento ambulatorial. O ponto Y representa o mesmo usuário em um segundo momento, apresentando uma descompensação metabólica e é internado numa unidade hospitalar. Analise as afirmativas a seguir. I. O espaço entre as linhas A e B representa, em determinado tempo, o grau de severidade da condição crônica. II. Nos intervalos entre os momentos atenção nos serviços de saúde (X e Y), o usuário não recebeu atenção contínua e proativa, sob a coordenação da equipe da atenção primária à saúde. III. O usuário recebeu atenção contínua e houve o gerenciamento da condição de saúde com base numa atenção primária à saúde de qualidade. IV. Os resultados da forma de atenção às condições crônicas em momentos de manifestações clínicas exuberantes são eficazes do ponto de vista sanitário e econômico. Estão corretas as afirmativas: Camille Buger – T8 A) I e II, apenas B) III e IV, apenas. C) II e III, apenas D) II e IV, apenas. E) I e III, apenas. 24- Uma doença aguda que provoca óbito em curto espaço de tempo, com alta taxa de letalidade: A) Influencia fortemente a taxa de mortalidade geral de uma população. B) Tem baixo coeficiente de incidência. C) Tem baixo coeficiente de prevalência. D) É sempre infecciosa. E) A incidência e a prevalência diminuirão 25) Assinale a alternativa que apresenta exemplo de preenchimento correto de causa de morte, em atestado de óbito (parte l), de acordo com os padrões estabelecidos na classificação internacional de doença, versão 10. A) a) Suicídio por arma de fogo b) Lesão de aorta c) Anemia aguda B) a) Insuficiência Cardíaca Congestiva b) Febre reumática c) Estenose mitral C) a)Hipertensão arterial b)Hemorragia cerebral c) arteriosclerose. D) a)Sarampo b) pneumonia c)Ausência de vacinação E) a)insuficiência respiratória b) Doença da membrana hialina c)Prematuridade Camille Buger – T8 26- Um homem de 53 anos, ao atravessar a rua, é atingido por um ônibus. Socorrido, no hospital constata-se contusão cerebral e fratura exposta de perna direita. Os exames de imagem do cérebro não revelam alterações que requeiram intervenção cirúrgica; ele é submetido, então, a uma cirurgia ortopédica. No terceiro dia de internação, ainda confuso, evolui com febre e, em 3 dias, vai a óbito, com o diagnóstico de septicemia de origem pulmonar. Assinale a alternativa que apresenta a causa básica do óbito a ser registrada na declaração de óbito. A) Pneumonia. B) Contusão cerebral. C) Pedestre traumatizado em colisão com um ônibus D) Septicemia E) Fratura exposta de perna direita. 27- Em uma determinada comunidade com uma população de 10 milhões de pessoas (5.550.000 pessoas do sexo feminino e 4.450.000 pessoas do sexo masculino), ocorreram 50.000 mortes durante do ano de 2015. Entre esses óbitos, 5.000 foram por causas relacionadas à violência e 2.500 por câncer de intestino. Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta o coeficiente de mortalidade geral. A) 5 x 1000. B) 5% C) 7,5% D) 7,5 x 1000 E) 7,5 x 10000. 28- Segundo normatização do Ministério da Saúde, a necropsia de vítima de morte suspeita ou violenta deve ser realizada por médico legista no Instituto Médico Legal (IML). Na hipótese de não haver IML na localidade em questão, recomenda-se que a declaração de óbito seja emitida da seguinte forma: A) O corpo deverá ser transportado para a cidade mais próxima que disponha de IML. B) O médico legista da localidade mais próxima deverá ir até o local para emitir a declaração de óbito. C) Poderá ser emitida por um médico não legista da localidade, desde que investido pela autoridade judicial ou policial como perito eventual (ad hoc). D) Excepcionalmente, por qualquer médico do SUS local. E) Neste caso, qualquer médico pode emitir a declaração de óbito como "morte sem assistência médica". Camille Buger – T8 29- Mulher de 80 anos teve mal súbito, de causa indeterminada, tendo sido socorrida e levada ao pronto atendimento pelo SAMU, onde chegou em parada cardiorrespiratória (PCR) e óbito. Como antecedente, era hipertensa, diabética e teve queda da própria altura há 6 meses, no banheiro, com fratura de fêmur, sendo submetida a tratamento cirúrgico. Teve boa recuperação, alta hospitalar, em tratamento fisioterápico e já deambulando normalmente. Neste caso, é mais aconselhável que a declaração de óbito seja emitida. A) Pelo médico do pronto atendimento, que atendeu a paciente em PCR. B) Pelo médico do SAMU, chamado ao domicílio. C) No IML, pelo antecedente de trauma com fratura D) Pelo ortopedista, que apenas operou a paciente E) No SVO, por provável causa natural. 30- Jovem do sexo masculino, 30 anos, foi atropelado na via pública por um ônibus, sofrendo trauma cranioencefálico, com hematoma extradural. Foi socorrido, submetido à craniotomia, com drenagem do hematoma. Recuperou-se do coma, porém ficou internado por 2 meses, tendo broncopneumonia, sepse e veio a óbito. Neste caso, a declaração de óbito deverá ser emitida. A) No SVO, pois o evento final foi de causa natural. B) Pelo plantonista do hospital no momento do óbito C) No IML, pelo nexo-causal entre o acidente e a causa do óbito D) Pelo neurocirurgião que operou o paciente. E) Pelo médico plantonista que deu o primeiro atendimento pós-acidente. 31- Para fins de preenchimento da Declaração de Óbito, como é chamada a doença ou lesão que iniciou a cadeia de acontecimentos patológicos que conduziram diretamente à morte, ou as circunstâncias do acidente ou violência que produziu a lesão fatal? A) Código CID. B) Causa de Morte. C) Óbito presumível. D) Óbito por causas externas. E) Causa Básica de Morte. 32-Em um pequeno município, os técnicos da equipe do SUS buscam dados que possam servir para a elaboração de indicadores das condições de saúde da população local. Descobrem• Avaliar efetividade de intervenções em populações. O aumento da taxa de mortalidade durante a onda de calor na França em 2003 mostrou-se correlacionado ao aumento da temperatura, embora o aumento diário da poluição do ar deve, também, ter contribuído. Esse aumento dos óbitos ocorreu principalmente na população idosa, sendo a causa básica da morte frequentemente registrada como decorrente de doença cardíaca ou pulmonar. Vantagens: • Fornecem dados adicionais para a investigação da hipótese; • Simplicidade, baixo custo e rapidez; • Fontes de dados estão previamente disponíveis: estudos demográficos e estatísticas vitais. Desvantagens: • Associação entre o grupo de indivíduos e o uso dos medicamentos pode não existir no nível individual. • Podem estar ocorrendo outras exposições além daquela ao medicamento (cuidado ao interpretar dados). • Dados de diferentes fontes podendo gerar qualidade variável da informação; • Não há acesso a dados individuais, só a informações estatísticas, não se sabe quem é exposto é também doente. • Dificuldade na analise estatística: a unidade de observação é o grupo. • Dificuldade em controlar fatores de confusão. Pesquisa Experimental O pesquisador participa ativamente na condução do fenômeno, processo ou do fato avaliado, isto é, ele atua na causa, modificando- a, e avalia as mudanças no desfecho. O investigador seleciona as variáveis que serão estudadas, define a forma de controle sobre elas e observa os efeitos sobre o objeto de estudo, em condições pré-estabelecidas. O fato das variáveis, ou da variável, poderem ser manipuladas pelo pesquisador, equívocos e vieses praticamente desaparecem, sendo, por esta razão, considerada como o melhor tipo de pesquisa científica, pois proporciona maior confiabilidade em seus resultados. Os tipos de delineamento são os estudos controlados (duplocego, randomizado, não- randomizado, autocontrolado e com controle externo) e não-controlados. Camille Buger – T8 Ensaio Clínico Controlado Randomizado É o estudo padrão-ouro para se avaliar intervenções. É um estudo prospectivo, onde uma intervenção será testada em pelo menos dois grupos aleatórios de indivíduos, por um tempo determinado. O termo “controlado” significa que há grupo controle ou grupo de comparação. Esses grupos podem ser: grupo intervenção X grupo não intervenção ou diferentes intervenções comparadas entre si. Vantagens: Randomização tende a balancear fatores prognósticos entre os grupos de estudo; Permite a coleta de informações detalhadas; Doses podem ser pré- determinadas pelo investigador; Cegamento dos participantes pode reduzir distorção na aferição de resultados. Desvantagens: Capacidade de generalização externa reduzida devido aos critérios de exclusão; Demorado; Amostras grandes; Custo elevado; Problemas éticos; Os indivíduos podem não aderir às intervenções alocadas. Revisão Bibliográfica Consiste em uma análise aprofundada no acervo de publicações correntes em uma determinada área de estudo, a fim de buscar respostas ou um maior conhecimento sobre um determinado assunto. Existem 3 Tipos de revisão da literatura: • Narrativa; • Sistemática; • Integrativa. Revisão Narrativa Não utiliza critérios explícitos e sistemáticos para a busca e análise crítica da literatura. A busca pelos estudos não precisa esgotar as fontes de informações. Não aplica estratégias de busca sofisticadas e exaustivas. A seleção dos estudos e a interpretação das informações podem estar sujeitas à subjetividade dos autores. É adequada para a fundamentação teórica de artigos, dissertações, teses, trabalhos de conclusão de cursos. Revisão Integrativa Combinar estudos com diversas metodologias, por exemplo, delineamento experimental e não experimental, e integrar os resultados. Camille Buger – T8 Promover os estudos de revisão em diversas áreas do conhecimento, mantendo o rigor metodológico das revisões sistemáticas. Permite a combinação de dados da literatura empírica e teórica que podem ser direcionados à definição de conceitos, identificação de lacunas nas áreas de estudos, revisão de teorias e análise metodológica dos estudos sobre um determinado tópico. Revisão Sistemática Tipo de investigação científica; São consideradas estudos observacionais retrospectivos ou estudos experimentais de recuperação e análise crítica da literatura; Testam hipóteses; Objetivo levantar, reunir, avaliar criticamente a metodologia da pesquisa e sintetizar os resultados de diversos estudos primários; Busca responder a uma pergunta de pesquisa claramente formulada; Utiliza métodos sistemáticos e explícitos para recuperar, selecionar e avaliar os resultados de estudos relevantes; Reúne e sistematiza os dados dos estudos primários (unidades de análise); É considerada a evidência científica de maior grandeza e; São indicadas na tomada de decisão na prática clínica ou na gestão pública. Camille Buger – T8 Incidência, prevalência, mortalidade. Medidas de Frequência de Doenças A incidência é a frequência com que surgem NOVOS CASOS de uma doença num intervalo de tempo, como se fosse um “filme” sobre a ocorrência da doença, no qual cada quadro pode conter um novo caso ou novos casos. Exercício: Entre 600 crianças cadastradas na Estratégia Saúde da Família e acompanhadas durante um ano, foram diagnosticados, neste período, 30 casos novos de anemia. O cálculo da taxa de incidência será: 30/600=0,05 X 1.000 (constante) Taxa de incidência: 50 casos novos de anemia por 1.000 crianças no ano. Prevalência Refere-se ao número de casos existentes de uma doença em um dado momento; é uma “fotografia” sobre a sua ocorrência, sendo assim uma medida estática. Os casos existentes são daqueles que adoeceram em algum momento do passado, somados aos casos novos dos que ainda estão vivos e doentes. Existem 03 tipos de medidas de prevalência: a) Prevalência pontual ou instantânea: Frequência de casos existentes em um dado instante no tempo (ex.: em determinado dia, como primeiro dia ou último dia do ano). b) Prevalência de período: Frequência de casos existentes em um período de tempo (ex.: durante um ano). c) Prevalência na vida: Frequência de pessoas que apresentaram pelo menos um episódio da doença ao longo da vida. Cálculo da prevalência Exercício: As crianças acompanhadas pela Equipe de Saúde da Família. Suponha que em determinada semana todas as crianças fizeram exames laboratoriais. Das 400 crianças participantes, foram encontradas 40 com resultado positivo para Ascaris lumbricoides. Cálculo da prevalência de verminose por Ascaris: 40/400=0,1 X 100 (constante) Prevalência: 10 casos existentes de verminose por Ascaris a cada 100 crianças. Indicadores de Saúde Camille Buger – T8 Fatores que influenciam a prevalência de um agravo à saúde, excluída a migração Fatores que aumentam a prevalência a) a maior frequência com que surgem novos casos (incidência); b) melhoria no tratamento, prolongando-se o tempo de sobrevivência, porém sem levar à cura (aumento da duração da doença). Fatores que diminuem a prevalência a) redução no número de casos novos, atingida mediante a prevenção primária (conjunto de ações que atuam sobre os fatores de risco e que visam evitar a instalação das doenças na população através de medidas de promoção da saúde e proteção específica); b) redução no tempo de duração dos casos, atingida através da prevenção secundária (conjunto de ações que visam identificar e corrigir, o mais precocemente possível, qualquer desvio da normalidade, seja por diagnóstico precoce ou por tratamento adequado), em razão do óbito mais precoce pela doença em questão, ou seja, menor tempo de sobrevivência. Usos dasque a única fonte de que dispõem são os registros no cemitério local, nos quais constam o nome, o sexo e a idade de cada um dos que morreram no município e nenhuma outra informação. E correto afirmar que com esses dados: A) É possível calcular a Taxa de Mortalidade Geral. B) É possível calcular o Índice de Swaroop-Uemura. C) É possível calcular o Coeficiente de Mortalidade infantil. D) É possível calcular a Taxa de Mortalidade Específica por Sexo. E) É impossível calcular qualquer indicador de saúde. Camille Buger – T8 33- Um senhor de 82 anos de idade, debilitado pela doença de Parkinson, mora com seu filho e sua nora. A equipe de saúde da família suspeita que esse senhor sofre maus-tratos físicos por parte de algum familiar. Diante desse quadro, é correto afirmar: A) Não se trata de caso de notificação ao SUS. B) O caso deve ser notificado à polícia, que deve interrogar os familiares. C) Como o caso é referente a uma pessoa do sexo masculino, não se trata de violência a ser notificada. D) O caso deve ser notificado ao SINAN como violência interpessoal. E) Se houver confirmação, o caso deve ser notificado ao SUS como violência doméstica. GABARITO 1) E 2) B 3) D 4) A 5) C 6) A 7) E 8) B 9) D 10) A 11) E 12) A 13) E 14) C 15) A 16) C 17) E 18) B 19) D 20) A 21) C 22) E 23) A 24) C 25) E 26) C 27) A 28) C 29) E 30) C 31) E 32) B 33) Dmedidas de prevalência • Planejamento de ações e serviços de saúde, • Previsão de recursos humanos, • Diagnósticos e • Terapêuticos. EX.: o conhecimento da prevalência de HAS entre os adultos de determinada área de abrangência pode orientar o número necessário de consultas de acompanhamento, reuniões de grupos de promoção da saúde e provisão de medicamentos para hipertensão na farmácia da Unidade de Saúde. É a medida mais adequada para doenças crônicas ou de longa duração. Quando se trata de casos existentes calcula-se a PREVALÊNCIA → sua utilidade é Fazer comparações no tempo, ou seja, verificar se a prevalência está aumentando, diminuindo ou estabilizou ao longo de meses ou anos Camille Buger – T8 Usos das medidas de incidência • Investigações etiológicas para elucidar relações de causa e efeito, • Avaliar o impacto de uma política, ação ou serviço de saúde, • Estudos de prognóstico. Ex.: verificar se o número de casos novos de HAS declinou depois da implementação de promoção da saúde, como incentivo a uma dieta saudável, realização de atividade física e combate ao tabagismo no bairro. Indicadores de Saúde: São frequências relativas compostas por um numerador e um denominador que fornecem informações relevantes sobre determinados atributos e dimensões relacionados às condições de vida da população e ao desempenho do sistema de saúde. A qualidade vai depender da sua validade (capacidade de medir o que se pretende); confiabilidade (reprodutibilidade), mensurabilidade, relevância e custo-efetividade. a) Indicadores de morbidade: indicam a incidência e prevalência de doenças; b) Indicadores de mortalidade: indicam a mortalidade através, por exemplo, da taxa de mortalidade geral, taxa de mortalidade infantil, taxa de mortalidade por grupos de causas (como doenças cardiovasculares, respiratórias e câncer) e razão de mortalidade materna; Mortalidade Proporcional por Causas: É um indicador do tipo proporção, que apresenta, no numerador, os óbitos (por região, causa, sexo ou idade), e, no denominador, o total de óbitos cuja fração se deseja conhecer. c) Indicadores relacionados à nutrição, crescimento e desenvolvimento: indicam, por exemplo, proporção de nascidos vivos com baixo peso e proporção de adultos com obesidade; d) Indicadores demográficos: indicam, por exemplo, distribuição da população segundo sexo e idade; e) Indicadores socioeconômicos: indicam, por exemplo, escolaridade, renda, moradia e emprego da população; f) Indicadores relacionados à saúde ambiental: indicam, por exemplo, qualidade do solo, da água e do ar; g) Indicadores relacionados aos serviços de saúde: indicam, por exemplo, número de profissionais da saúde por 1.000 habitantes e número de atendimentos em especialidades básicas por 1.000 habitantes. Camille Buger – T8 Mortalidade Proporcional por Idade Swaroop-Uemura Razão de Mortalidade Proporcional Utilizado para comparar regiões com diferentes graus de desenvolvimento, criado em 1957, é o Indicador de Swaroop-Uemura ou Razão de Mortalidade Proporcional (RMP). É calculado dividindo-se o número de óbitos em indivíduos com 50 anos ou mais pelo total de óbitos da população Ele permite classificar regiões ou países em quatro níveis de desenvolvimento: 1º Nível (RMP ≥75%): países ou regiões onde 75% ou mais da população morrem com 50 anos ou mais, padrão típico de países desenvolvidos; 2º nível (RMP entre 50% e 74%): países com certo desenvolvimento econômico e regular organização dos serviços de saúde; 3o nível (RMP entre 25% e 49%): países em estágio atrasado de desenvolvimento das questões econômicas e de saúde; e 4º nível (RMPdisponíveis sobre a ocorrência dessas doenças e agravos, bem como dos fatores que a condicionam, numa área geográfica ou população definida. Constitui-se em importante instrumento para o planejamento, a organização e a operacionalização dos serviços de saúde, como também para a normatização de atividades técnicas correlatas. Funções da Vigilância Epidemiológica 1. Coleta de dados; 2. Processamento de dados coletados; 3. Análise e interpretação de dados processados; 4. Recomendação das medidas de prevenção e controle apropriadas; 5. Promoção das ações de prevenção e controle indicadas; 6. Avaliação da eficácia e efetividade das medidas adotadas; 7. Divulgação de informações pertinentes. Vigilância Epidemiológica Camille Buger – T8 As competências de cada um dos níveis do sistema de saúde (municipal, estadual e federal) As ações executivas são inerentes ao nível municipal e seu exercício exige conhecimento analítico da situação de saúde local. Os níveis nacional e estadual conduzirem ações de caráter estratégico, de coordenação em seu âmbito de ação e de longo alcance, além da atuação de forma complementar ou suplementar aos demais níveis. Tipos de dados e informações 1. Dados demográficos, ambientais e socioeconômicos; Permitem quantificar grupos populacionais, com vistas à definição de denominadores para o cálculo de taxas. O número de habitantes, de nascimento e de óbitos devem ser discriminados segundo características de sua distribuição por: • Sexo; • Idade; • Situação do domicilio; • Escolaridade; • Ocupação; • Condições de saneamento, entre outras. A disponibilidade de indicadores demográficos e socioeconômicos é primordial para a caracterização da dinâmica populacional e das condições gerais de vida, as quais se vinculam os fatores condicionantes da doença ou agravo sob vigilância. Dados sobre aspectos climáticos e ecológicos, também, podem ser necessários para a compreensão do fenômeno analisado. 2. Dados de morbidade; Os mais utilizados em vigilância epidemiológica, por permitirem a detecção imediata ou precoce de problemas sanitários. Dados oriundos da: • Notificação de casos e surtos; • Produção de serviços ambulatoriais e hospitalares; • Investigações epidemiológicas; • Busca ativa de casos; • De estudos amostrais e de inquéritos; • Entre outras fontes. 3. Dados de mortalidade; Fundamental importância como indicadores da gravidade, no caso particular de doenças de maior letalidade, mais válidos do que os dados de morbidade, por se referirem a fatos vitais bem marcantes e razoavelmente registrados. Obtidos de declarações de óbitos, padronizadas e processadas nacionalmente. Essa base de dados apresenta variáveis graus de cobertura entre as regiões do país, algumas delas com subenumeração elevada de óbitos. Há proporção significativa de registros sem causa definida, o que impõe cautela na análise dos dados de mortalidade. 4. Notificação de emergências de saúde pública, surtos e epidemias. São situações emergenciais em que se impõe a notificação imediata de todos os casos suspeitos, com o objetivo de delimitar a área de ocorrência, elucidar o diagnóstico e deflagrar medidas de controle aplicáveis. Camille Buger – T8 Epidemia: elevação do número de casos de uma doença ou agravo, em determinado lugar e período de tempo, caracterizando de forma clara um excesso em relação à frequência esperada. Surto: tipo de epidemia em que os casos se restringem a uma área geográfica pequena e bem delimitada ou a uma população institucionalizada (creches, quartéis, escolas, etc.). Notificação É a comunicação da ocorrência de determinada doença ou agravo à saúde, feita à autoridade sanitária por profissionais de saúde ou qualquer cidadão, para fins de adoção de medidas de intervenção pertinentes. Historicamente, a notificação compulsória tem sido a principal fonte da vigilância epidemiológica, a partir da qual, na maioria das vezes, se desencadeia o processo informação- decisão-ação. A listagem das doenças e agravos de notificação nacional é estabelecida pelo Ministério da Saúde entre as consideradas de maior relevância sanitária para o país. Doença: enfermidade ou estado clínico, independente de origem ou fonte, que represente ou possa representar um dano significativo para os seres humanos. Agravo: qualquer dano à integridade física ou mental do indivíduo, provocado por circunstancias nocivas, tais como acidentes, intoxicações por substâncias. Na Lei Federal nº 6.259, de 30 de outubro de 1975, que cria o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica, destacam-se os seguintes artigos: “Art. 8º – É dever de todo cidadão comunicar à autoridade sanitária local a ocorrência de fato, comprovado ou presumível, de caso de doença transmissível, sendo obrigatória a médicos e outros profissionais de saúde, no exercício da profissão, bem como aos responsáveis por organizações e estabelecimentos públicos e particulares de saúde e ensino, a notificação de casos suspeitos ou confirmados de doenças e agravos. Art. 9º – É obrigatório proceder a investigação epidemiológica pertinente à elucidação do diagnóstico e tomar medidas de controle cabíveis, no caso das doenças do elenco de Doenças de Notificação Compulsória (DNC). Art. 14º – A inobservância da presente lei constitui infração, sujeitando o infrator a penalidades. Aspectos que devem ser considerados na notificação Notificar a simples suspeita da doença. Não se deve aguardar a confirmação do caso para se efetuar a notificação, pois isto pode significar perda da oportunidade de intervir eficazmente; Tem de ser sigilosa, só podendo ser divulgada fora do âmbito médico sanitário em caso de risco para a comunidade, respeitando-se o direito de anonimato dos cidadãos; O envio dos instrumentos de coleta de notificação deve ser feito mesmo na ausência de casos, configurando-se o que se denomina notificação negativa, que funciona como um indicador de eficiência do sistema de informações. Camille Buger – T8 Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional (RSI) Evento extraordinário, que é determinado, como estabelecido neste regulamento: • por constituir um risco de saúde pública para outro estado membro, por meio da propagação internacional de doenças; • por potencialmente requerer uma resposta internacional coordenada. Evento – manifestação de uma doença ou uma ocorrência que cria um potencial para causar doença. Regulamento Sanitário Internacional (RSI) É um instrumento jurídico internacional vinculativo para 196 países em todo o mundo, que inclui todos os Estados Membros da Organização Mundial da Saúde (OMS). Objetivo: Ajudar a comunidade internacional a prevenir e responder a graves riscos de saúde pública que têm o potencial de atravessar fronteiras e ameaçar pessoas em todo o mundo. Parâmetros para inclusão de doenças e agravos na lista de notificação compulsória devem obedecer aos critérios: a) MAGNITUDE: Traduz-se pela incidência, prevalência, mortalidade, anos potenciais de vida perdidos. b) POTENCIAL DE DISSEMINAÇÃO: Expressa-se pela transmissibilidade da doença, possibilidade da sua disseminação por vetores e demais fontes de infecção, colocando sob risco outros indivíduos ou coletividades. c) TRANSCENDÊNCIA: Conjunto de características apresentadas por doenças e agravos, de acordo com a sua especificidade clínica e epidemiológica, destacando-se: ⎯ Severidade: medida pelas taxas de letalidade, hospitalizações e sequelas; ⎯ Relevância social: significa o valor que a sociedade imputa à ocorrência do evento, por estigmatização dos doentes, medo e indignação; e Camille Buger – T8 ⎯ Relevância econômica: situações de saúde que afetam o desenvolvimentoeconômico, em razão das restrições comerciais, perdas de vidas, absenteísmo ao trabalho, custo de diagnóstico e de tratamento, entre outros fatores. d) VULNERABILIDADE: Vinculada a instrumentos específicos de prevenção e controle, que permitem a atuação concreta e efetiva dos serviços de saúde sobre indivíduos ou coletividades. e) COMPROMISSOS INTERNACIONAIS: Relacionam-se a acordos firmados entre países membros da Organização Mundial da Saúde (OMS), que visam à adoção de esforços conjuntos para o alcance de metas continentais, ou até mesmo mundiais, de controle, eliminação ou erradicação de algumas doenças. Ex.: sarampo. f) REGULAMENTO SANITÁRIO INTERNACIONAL: As doenças que estão definidas como de notificação compulsória internacional são incluídas, obrigatoriamente, nas listas de todos os países membros da OMS. Ex.: cólera, peste e febre amarela, entre outros eventos. g) EPIDEMIAS, SURTOS E AGRAVOS INUSITADOS: devem ser investigadas e imediatamente notificadas aos níveis hierárquicos superiores, pelo meio mais rápido de comunicação disponível. Mecanismos próprios de notificação devem ser instituídos, definidos de acordo com a apresentação clínica e epidemiológica do evento. Controle, eliminação ou erradicação Controle: quando aplicado a doenças transmissíveis e algumas não transmissíveis, implica operações ou programas desenvolvidos com o objetivo de reduzir sua incidência e/ou prevalência a níveis muito baixos. Eliminação: ou erradicação regional, é a suspensão da transmissão de determinada infecção em ampla região geográfica ou jurisdição geopolítica. Erradicação: cessação de toda a transmissão da infecção pela extinção artificial da espécie do agente em questão no planeta; pressupõe a ausência completa de risco de reintrodução da doença, de forma a permitir a suspensão de toda e qualquer medida de prevenção ou controle. SINAN Sistema de Informação de Agravos de Notificação Camille Buger – T8 Preenchimento de documentação Emissão da Declaração de Óbito Os médicos têm responsabilidade ética e jurídica pelo preenchimento e pela assinatura da DO. Dessa forma, ocorrido um óbito, o médico tem a obrigação legal de constatá-lo e atestá-lo, utilizando o formulário-padrão. • Constatar o óbito é dever do médico que atendeu a ocorrência, já a emissão da declaração de óbito dependerá das circunstâncias. Atenção! É vedado ao médico cobrar pela emissão da DO em quaisquer situações! Ao profissional, caso seja solicitado, cabe apenas a cobrança da consulta para verificação de óbito em pacientes que não estejam sob sua responsabilidade, excetuadas as condições em que seja substituto (em plantões ou visita domiciliar sob a responsabilidade de uma unidade de saúde), ou que esteja no âmbito do SVO ou do IML. Situações em que se deve emitir a D.O: • Qualquer óbito, seja por causa natural, por causa acidental ou violenta. • Óbito fetal, que esteja de acordo com pelo menos 1 dos seguintes critérios: ⎯ Gestação ≥ 20 semanas; ⎯ Feto com peso ≥ 500g; ⎯ Estatura ≥ 25 cm. Unidades Notificadoras aptas a receber formulários de DO: A emissão e a distribuição dos formulários para as Secretarias Estaduais de Saúde (SES), é de competência exclusiva do MS, pela SVS. • Estabelecimentos e serviços de saúde, inclusive o de atendimento ou internação domiciliar; • Instituto médico legal (IML); • Serviço de Verificação de Óbito (SVO); • Médico cadastrado pela SMS. • * Cartório de Registro Civil, somente em localidades onde não exista médico. É vedada a distribuição da Declaração de Óbito para as empresas funerárias. Certidão de Óbito A Certidão de Óbito é um documento emitido pelo Cartório de Registro Civil das pessoas naturais e só pode ser emitido com o Atestado de Óbito. Sem a Certidão de Óbito, não são possíveis atualmente realizar sepultamento em cemitério público ou privado e dar andamento à parte burocrática, como encerramento de contas bancárias, inventários, fim de vínculos empregatícios, entre outros. Atestado de Óbito Camille Buger – T8 Itens que Compõem a DO: A DO é composta por nove blocos de informações de preenchimento obrigatório, a saber: I. É a parte da DO preenchida exclusivamente pelo Cartório. II. Identificação do falecido (Campos 1 a 14) RG, carteira de trabalho ou similar para transcrever informações fidedignas para a DO. III. Residência: endereço habitual. (Campos 15 a 19) IV. Local de ocorrência do óbito. (Campos 20 a 26) V. Específico para óbitos fetais e de menores de um ano: são dados extremamente importantes para estudos da saúde materno-infantil. Colher informações sobre a mãe e sobre o falecido, em casos de óbito fetal ou menor de 1 ano. Na maioria das vezes, o óbito fetal está relacionado a fatores maternos (como idade) e a condições do parto (tipo de parto, número de gestações). A inclusão da variável 36 - número da Declaração de Nascido Vivo (DNV) - objetivos estudar e comparar os dados sobre natimortalidade, perimortalidade e mortalidade infantil em menores de 1 ano e o registro da DNV VI. Condições e causas do óbito: destacam-se os diagnósticos que levaram à morte, ou contribuíram para mesma, ou estiveram presentes no momento do óbito. Dar especial atenção a óbitos de mulheres em idade fértil ao preencher os campos respectivos (43 e 44 do modelo vigente), visando estudos sobre mortalidade materna. ATENÇÃO: A causa básica da morte é: A doença ou a afecção que iniciou a cadeia de acontecimentos patológicos que conduziram diretamente à morte; ou As circunstâncias do acidente ou da violência que produziu a lesão fatal. Deve existir somente uma causa básica de morte para cada falecido que é definida por aplicação de regras de codificação, executada por profissional capacitado (codificador), após preenchimento pelo médico das afecções em sequência lógica na DO. Exemplo: IAM Aterosclerose Diabetes Melitus Exemplo: Choque séptico Sepse por Gram-Negativo Parte II – DM Camille Buger – T8 VII. Os dados do médico que assinou a DO são importantes e devem ser preenchidos de maneira legível, pois trata-se de documento oficial, cujo responsável é o médico. Para elucidação de dúvidas sobre informações prestadas, o médico poderá ser contatado pelos órgãos competentes. VIII. Causas externas: os campos deverão ser preenchidos sempre que se tratar de morte decorrente de lesões causadas por homicídios, suicídios, acidentes ou mortes suspeitas. IX. A ser utilizado em localidade onde não exista médico, quando, então, o registro oficial do óbito será feito por duas testemunhas. – Nenhum sepultamento será feito sem certidão do Oficial de Registro do lugar do falecimento, extraída após a lavratura do assento de óbito, em vista do atestado de médico, se houver no lugar, ou, em caso contrário, de duas pessoas qualificadas que tenham presenciado ou verificado a morte. Preenchimento da Declaração de Óbito O preenchimento deve ser feito de preferência em letra de forma legível e com caneta esferográfica. O médico não deve assinar uma DO em branco, devendo verificar se todos os itens de identificação foram devidamente e corretamente preenchidos. Não pode haver emendas ou rasuras. Caso isso ocorra, deve-se ressalvar a emenda ou a rasura, repetindo os dados de forma legível e assinado novamente, ao pé da ressalva. Se não for possível ressalvar. O jogo deve ser anulado e encaminhado ao setor da Secretaria Municipal de Saúde responsável pela distribuição, para controle. Deve-se, ainda, ser evitado deixar campos em branco, assinalado a opção “ignorado” quando não conhecer a informação solicitada ou um traço (-) quando não se aplicar ao item correspondente ou na impossibilidade de seremobtidas as informações. Camille Buger – T8 Vias da Declaração de Óbito A DO é um formulário autocarbonado em 3 vias, chamado de “Kit” de DO, composto por uma via branca, uma via amarela e uma via rosa. Cada DO já vem numerada. Essa numeração é única e exclusiva para cada DO. Portanto, caso haja rasuras ou erros a DO não deve ser descartada, jogada no lixo ou extraviada. Nesses casos, deve-se inutilizar o documento, através de palavras como “Inutilizada, Sem Efeito, Cancelada”, grampeando as 3 vias e reencaminhando-as para a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Via Branca: preenchida pela instituição que presta o atendimento, sendo ela o hospital, clínica, IML (Instituto Médico-Legal) ou SVO, as quais encaminham para a SMS. A SMS digita, analisa e encaminha a DO para a DIRES (Diretoria Regional de Saúde). A DIRES é responsável pela sua análise e encaminhamento via web para instância estadual (SES – Secretaria de Estado da Saúde) e federal (Ministério da Saúde). Via Amarela: é entregue para a família, que em sua posse a encaminha para o Cartório de Registro Civil, de forma a poder prosseguir com as questões burocráticas do sepultamento, cremação, entre outros. A segunda via permanece arquivada nesse local. Via Rosa: fica arquivada no local de prestação de atendimento médico, em conjunto com o prontuário do paciente falecido, seja essa instituição um hospital, clínica ou ambulatório. Fluxo dos óbitos por causa natural e externa Camille Buger – T8 Nos casos de óbito com suspeita de causa externa, cadáver não identificado ou em decomposição e óbito de pessoa sob custódia do Estado (detento/presidiário) o médico deverá preencher a “GUIA DE ENCAMINHAMENTO DE CADAVER – GEC”, comunicando a autoridade policial para fins de lavrar boletim de ocorrência e expedir guia de encaminhamento para o IML. e a autoridade policial deverá ser comunicada de que se trata de morte natural sem assistência médica, para fins de registro e expedição de boletim de ocorrência para traslado do corpo, com finalidade sanitária. Em caso de encaminhamento para o SVO, é obrigatório obter o consentimento da família para a realização do exame necroscópico. Quando emitir declaração de óbito de Conceptos Camille Buger – T8 Observações Importantes Registrar apenas uma causa ou diagnóstico em cada linha da Parte I. Caso não haja certeza do diagnóstico, mas uma hipótese diagnóstica, termos como “suspeita de” ou “provável” podem ser acrescentados ao diagnóstico. Quando a morte for consequência de complicações cirúrgicas ou de procedimentos, declarar a causa que levou à indicação da cirurgia ou procedimento, pois esta é a causa básica da morte. No caso de neoplasias, indicar sempre a localização primária e a natureza, se benigna ou maligna. Em caso de desconhecimento da localização primária, registrar como neoplasia maligna de sítio primário desconhecido. No caso de óbitos de recém-nascidos e natimortos devidos à patologia materna, não esquecer de registrá-la, pois ela é a causa básica da morte. As fraturas, exceto as patológicas, são consideradas lesões devidas a causas externas. Portanto, deverão ser atestadas por médico legista (IML), independentemente do tempo entre o acidente ou violência e a morte. A cremação do cadáver somente será feita daquele que houver manifestado a vontade de ser incinerado, ou no interesse da saúde pública, e se o atestado de óbito tiver sido firmado por dois médicos ou por um médico legista, no caso de morte violenta, depois de autorizada pela autoridade judiciária. Exercícios Gabarito: B Camille Buger – T8 Gabarito D Camille Buger – T8 Camille Buger – T8 Atenção Básica = Atenção Primária O que é Atenção Básica É o conjunto de ações de saúde que podem ser individuais, familiares ou coletivas que envolvem promoção, prevenção, proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos, cuidados paliativos e vigilância em saúde baseados na prática do cuidado integrado e na gestão qualificada, realizada com equipe multiprofissional e dirigida à população em território definido, no qual as equipes assumem responsabilidades sanitárias. Princípio da integralidade! A Atenção Básica será a principal porta de entrada e centro de comunicação da RAS, coordenadora do cuidado e ordenadora das ações e serviços disponibilizados na rede. Deve ser ofertada integralmente e gratuitamente a todos, de acordo necessidades e demandas do território, considerando os determinantes e condicionantes de saúde. É proibida exclusão baseada em idade, gênero, raça/cor, etnia, crença, nacionalidade, orientação sexual, identidade de gênero, estado de saúde, condição socioeconômica, escolaridade, limitação física, intelectual. Para o cumprimento das mesmas, serão adotadas estratégias para minimizar desigualdades, de modo a evitar exclusão social de grupos que possam sofrer estigmatização ou discriminação, de maneira que impacte na autonomia e na situação de saúde. Princípio da Universalidade de acesso! Atenção! Existem outras portas de acesso ao SUS, são elas CAPS e Urgência e Emergência (Ex: SAMU). Determinantes da Saúde Os determinantes sociais da saúde estão relacionados às condições em que uma pessoa vive e trabalha. São considerados: os fatores sociais, econômicos, culturais, étnicos/raciais, psicológicos e comportamentais que influenciam a ocorrência de problemas de saúde e fatores de risco à população, tais como moradia, alimentação, escolaridade, renda e emprego. Modelo de Dahlgren e Whitehead Apresenta os diferentes níveis de determinação social, desde a camada mais externa, onde visualizamos as condições socioeconômicas, culturais e ambientais gerais, até a mais proximal ao indivíduo, correspondendo aos fatores hereditários e outras características pessoais, como idade e sexo. Esse modelo de determinação considera os diversos fatores que contribuem para a saúde dos indivíduos e das populações. Na camada mais externa da imagem, as condições socioeconômicas atuariam sobre a saúde da população de forma que os níveis de renda e de riqueza determinariam melhor ou pior saúde. Atenção Primária à Saúde Camille Buger – T8 A APS cuida das pessoas ao invés de apenas tratar doenças ou condições específicas. Atendimento abrangente, acessível e baseado na comunidade, pode atender de 80 a 90% das necessidades de saúde de um indivíduo ao longo de sua vida. Inclui serviços que vão desde promoção a saúde e prevenção até o controle de doenças crônicas e cuidados paliativos. Princípios da Atenção Básica • Universalidade de acesso; • Equidade na assistência; • Integralidade da assistência. Funções na Rede de Atenção à Saúde Ser base: ser a modalidade de atenção e de serviço de saúde com o mais elevado grau de descentralização e capilaridade, cuja participação no cuidado se faz sempre necessária. Ser resolutiva: identificar riscos, necessidades e demandas de saúde, utilizando e articulando diferentes tecnologias de cuidado individual e coletivo, por meio de uma clínica ampliada capaz de construir vínculos positivos e intervenções clínica e sanitariamente efetivas, na perspectiva de ampliação dos graus de autonomia dos indivíduos e grupos sociais. Coordenar o cuidado: elaborar, acompanhar e gerir projetos terapêuticos singulares, acompanhar e organizar o fluxo dos usuários entre os pontos de atenção da RAS. Ordenar as redes: reconhecer as necessidades de saúde da população sob sua responsabilidade, organizando as necessidades desta população em relação aos outros pontos de atenção à saúde, contribuindo para que a programação dos serviços de saúde parta das necessidades de saúde dosusuários. Tecnologias em Saúde É a “aplicação de conhecimentos e habilidades organizados na forma de dispositivos, medicamentos, vacinas, procedimentos e sistemas desenvolvidos para resolver um problema de saúde e melhorar a qualidade de vida”. As tecnologias classificam-se em: 1. Leves: tecnologias de relações (produção de vínculo e das relações, autonomização, acolhimento, gestão de processos de trabalho); 2. Leve-duras: como no caso dos saberes bem estruturados, que operam no trabalho em saúde (como a clínica médica, a psicanalítica, a epidemiológica) e; 3. Duras: como no caso de equipamentos tecnológicos, maquinas, normas, estruturas organizacionais. Camille Buger – T8 Essas tecnologias, empregadas nos serviços de saúde, são utilizadas para a promoção da saúde, prevenção de riscos a doenças e agravos, redução de danos, diagnóstico, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos. I – Territorialização e responsabilização sanitária O processo de territorialização consiste em uma etapa fundamental de apropriação/ conhecimento do território pelas equipes de trabalhadores da atenção básica, em que ocorre a cartografia do território a partir de diferentes mapas (físico, socioeconômico, sanitário, demográfico, rede social etc). Amplia-se a possibilidade de reconhecimento das condições de vida e da situação de saúde da população de uma área de abrangência, bem como dos riscos coletivos e das potencialidades dos territórios. A dimensão da responsabilidade sanitária que as equipes devem assumir em seu território de atuação (adstrição), considerando questões ambientais, epidemiológicas, culturais e socioeconômicas, contribuindo, por meio de ações em saúde, para a diminuição de riscos e vulnerabilidades. II- Adscrição dos usuários e vínculo A adscrição dos usuários é um processo de vinculação de pessoas e/ou famílias e grupos a profissionais/equipes, com o objetivo de serem referência para o seu cuidado. O vínculo consiste na construção de relações de afetividade e confiança entre o usuário e o trabalhador da saúde, permitindo o aprofundamento do processo de corresponsabilização pela saúde, construído ao longo do tempo, além de carregar, em si, um potencial terapêutico. III- Acessibilidade, acolhimento e porta de entrada preferencial. O estabelecimento de mecanismos que assegurem acessibilidade e acolhimento pressupõe uma lógica de organização e funcionamento do serviço de saúde que parte do princípio de que a unidade de saúde deve receber e ouvir todas as pessoas que procuram os seus serviços, de modo universal e sem diferenciações excludentes. O serviço de saúde deve se organizar para assumir sua função central de acolher, escutar e oferecer uma resposta positiva, capaz de resolver problemas de saúde e/ou de minorar danos e sofrimentos, ou ainda se responsabilizar com a resposta por mais que ela seja ofertada em outros pontos de atenção da rede. IV – Cuidado Longitudinal Pressupõe a continuidade da relação clínica, com construção de vínculo e responsabilização entre profissionais e usuários ao longo do tempo e de modo permanente, acompanhando os efeitos das intervenções em saúde e de outros elementos na vida dos usuários, ajustando condutas, quando necessário, evitando a perda de referências e diminuindo os riscos de iatrogenia decorrentes do desconhecimento das histórias de vida. V – Ordenação da Rede de Atenção à Saúde (RAS) A AB deve ser organizada como base da RAS, por sua capilaridade e lógica de trabalho, devendo possuir um papel-chave na ordenação da Rede. É necessário ter cobertura populacional adequada e alta capacidade de cuidado, com elevado grau de resolutividade. Camille Buger – T8 Implica que a maior parte dos fluxos assistenciais, linhas de cuidado e ofertas de apoio terapêutico e diagnóstico seja elaborada e implantada com base nas necessidades de saúde identificadas pelos serviços de atenção básica. VI – Gestão do cuidado integral em rede O vínculo construído por uma atenção básica de fato resolutiva, humanizada e integral permite o desenvolvimento gradativo da gestão do cuidado dos usuários pelas equipes, nos vários cenários e momentos de cuidado, inclusive quando a continuidade do cuidado requer o encaminhamento para outros pontos de atenção da RAS, momento em que a coordenação da atenção básica é decisiva. VII- Trabalho em equipe multiprofissional Considerando a diversidade e complexidade de situações com as quais a atenção básica lida, há de se ter/construir capacidades de análise e intervenção ampliadas diante das demandas e necessidades para a construção de uma atenção integral e resolutiva. Requer a presença de diferentes formações profissionais e alto grau de articulação entre os profissionais de modo que não só as ações sejam compartilhadas, mas também haja um processo interdisciplinar no qual, progressivamente, os núcleos de competência profissionais específicos vão enriquecendo o campo comum de competências, ampliando, assim, a capacidade de cuidado de toda a equipe. Essa organização pressupõe que o processo de trabalho centrado em procedimentos profissionais passe a ter como foco o usuário, onde o cuidado é o imperativo ético-político que organiza a intervenção técnico-científica. Equipe da Atenção Básica (eAB) Modalidade I: 20h/sem. Individual 50%Pop. adscrita eSF Modalidade II: 30h/sem. Individual 75%Pop. adscrita eSF Equipe – Composição mínima Enfermeiro e médico! Podem ou não agregar a equipe: dentistas, auxiliar ou técnico de saúde bucal, ACS e Agentes de Combate a Endemias (ACE). A carga horária mínima por categoria deve ser de 10 horas, com no máximo três (3) profissionais por categoria. Equipe de Saúde da Família Técnico ou auxiliar de enfermagem, enfermeiro, médico, ACS e/ou de Endemias → 40h/sem. Locais com população vulnerável obrigatório 100% de cobertura. Em áreas de risco e vulnerabilidade social máximo de 750 pessoas por agente. Camille Buger – T8 O número de ACS fica a critério da gestão municipal, não é mais obrigatório o quantitativo de 4 ACS. Equipe de Saúde Bucal (eSB) Cirurgião Dentista e Auxiliar ou técnico em saúde bucal. Os profissionais de saúde bucal que compõem as equipes de Saúde da Família (eSF) e de Atenção Básica (eAB) devem estar vinculados a uma UBS ou a Unidade Odontológica Móvel, podendo se organizar em duas modalidades. PMAQ – Programa Nacional de Melhoria do Acesso e Qualidade. Objetivos: • induzir a ampliação do acesso; • Melhora da qualidade da AB; • Garantir padrão de qualidade comparável nacional, regional e localmente; • Transparência e efetividade das ações governamentais direcionados à AB. Financiamento da Atenção Básica Formas de repasse das transferências para os municípios: 1- capitação ponderada, 2- pagamento por desempenho, 3- incentivo para ações estratégicas e 4- Incentivo financeiro com base em critério populacional. O Previne Brasil equilibra valores financeiros per capita referentes: à população efetivamente cadastrada nas equipes de Saúde da Família (eSF) e de Atenção Primária (eAP), com o grau de desempenho assistencial das equipes somado a incentivos específicos, como ampliação do horário de atendimento (Programa Saúde na Hora), equipes de saúde bucal, informatização (Informatiza APS), equipes de Consultório na Rua, equipes que estão como campo de prática para formação de residentes na APS, entre outros tantos programas. Estratégia Saúde da Família – ESF A Política Nacional de Atenção Básica tem na Saúde da Família sua estratégia prioritária para expansão e consolidação da atenção básica. Visa à reorganização da Atenção Básica no País como estratégia de expansão, qualificação e consolidação da Atenção Básica por favorecer uma reorientação do processo de trabalhocom maior potencial de aprofundar os princípios, Camille Buger – T8 diretrizes e fundamentos da atenção básica, de ampliar a resolutividade e impacto na situação de saúde das pessoas e coletividades, além de propiciar uma importante relação custo- efetividade. Indicadores 1- Saúde da Mulher; 2- Saúde da Criança; 3- Doenças Crônicas (controle de DM e HAS); 4- Saúde Bucal; 5- Pré-Natal. Camille Buger – T8 Questões GABARITO 1) C 1) B 2) E 3) B 4) E Camille Buger – T8 Princípios organizativos e doutrinários. História do SUS Antes da criação do SUS, o modelo de saúde adotado era dividido em 3 categorias: • Os que podiam pagar por serviços de saúde privados; • Os que tinham direito à saúde pública por serem segurados pela providencia social; • Os que não possuíam direito algum (estes acabavam usando a Santa Casa de Misericórdia). Em 1933, teve a criação dos Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs). Criados no governo de Getúlio Vargas, como resposta, às lutas e reivindicações dos trabalhadores no contexto dos processos de industrialização e urbanização brasileiros. Entidades de grande porte abrangendo os trabalhadores agrupados por ramos de atividades. Em 1964, teve criação do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). Resultou da unificação dos IAPs. Marcada opção de compra de serviços assistenciais do setor privado, concretizando o modelo assistencial hospitalocêntrico, curativista e médicocentrado. Em 1974, pelo Regime Militar, foi criado o Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS), e que passa a ser o órgão governamental prestador da assistência médica – basicamente à custa de compra de serviços médico-hospitalares e especializados do setor privado. Atendimento médico só pra quem tinha a Previdência Social. Estabelecimentos próprios, mas a maior parte dos atendimentos era realizado pele iniciativa privada. Os convênios estabeleciam a remuneração por procedimento, consolidando a lógica do cuidar da doença e não da saúde. Ou seja, o IAPS, INPS e INAMPS seguiam um modelo Bismarckiano → ênfase em cura e seu acesso é condicionado a uma contribuição direta. Dificuldades do Sistema de Saúde antes do SUS: • Acesso restrito; • Ênfase na doença e cura; • Ministério da saúde: Saneamento e Vacinação; • Medicina SEM autonomia dos pacientes. Sistema Único de Saúde Camille Buger – T8 Reforma Sanitária No final dos anos de 1980 (após fim da ditadura militar) ocorreram movimentos sociais de redemocratização do país e melhoria das condições de vida da população. Ampliação dos direitos de cidadania às camadas sociais marginalizadas. Saúde como Direito do Cidadão e Dever do Estado se colocou como ideia central do movimento sanitário. A Reforma Sanitária brasileira nasceu na luta contra a ditadura, com o tema Saúde e Democracia. Então em 1986, foi realizada a 8ª Conferência Nacional de Saúde e debateu três temas principais: ‘A saúde como dever do Estado e direito do cidadão’, ‘A reformulação do Sistema Nacional de Saúde’ e ‘O financiamento setorial’. Além disso, foi a 1ª vez que a população participou das discussões da conferencia. Seu relatório final serviu de base para o capítulo sobre Saúde na Constituição Federal de 1988, resultando na criação do Sistema Único de Saúde (SUS). Amplia o conceito de saúde, resultado das condições de habitação, alimentação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, educação, emprego, lazer, liberdade, acesso a posse da terra e acesso a serviços de saúde. Última Conferência de Saúde Foi realizada de 2 a 5 de julho de 2023 pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), juntamente com o Ministério da Saúde. Com o tema “Garantir Direitos e Defender o SUS, a Vida e a Democracia – Amanhã vai ser outro dia” O que é SUS SUS = Sistema Único de Saúde • Sistema: conjunto ordenado de elementos que se encontram interligados e que interagem entre si. • Único: deve seguir a mesma doutrina e filosofia de atuação em todo o território nacional e em todas as instituições que atende pessoas. • Saúde: estado de completo bemestar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença. O SUS é um sistema complexo, por existir em todo o território nacional, o que significa que os diferentes níveis de governo devem trabalhar juntos, pois dependem um do outro. O importante é buscar, de forma permanente, acordos e superação de conflitos. Princípios do SUS Princípio é o começo, um ponto de partida. Mas também é o fundamento de algo, de alguma teoria. Desses princípios temos toda a forma de operação, de trabalho do SUS. Camille Buger – T8 Princípios Ético-doutrinários: • Universalidade: visa garantir atenção à saúde a todo e qualquer cidadão. • Equidade: busca tratar de forma diferenciada os desiguais, oferecendo mais a quem necessita mais, com o objetivo de reduzir as desigualdades • Integralidade: considera a pessoa como um todo, atendendo a todas as suas necessidades. Princípios Organizativo-operativos: • Regionalização e hierarquização: os serviços de saúde devem se organizar regionalmente e obedecer a uma hierarquia. • Descentralização ou municipalização: A Constituição Federal determina: “descentralização, com direção única em cada esfera de governo”. • Participação popular: participação da comunidade por meio dos conselhos e das conferências. Seção II – da saúde Art. 196: saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas. Visa redução do risco de doença e agravos, acesso universal e igualitário. Art 197: cabe ao poder público sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado. Art. 198: serviços público de saúde integram uma rede regionalizada e hirerquizada, constituindo um sistema único. Suas diretrizes são: I- Descentralização: direção única em cada esfera do governo; II- Atendimento integral; III- Participação da comunidade. Promoção: Estimular com ações ligadas à qualidade de vida; ações permitem que as pessoas tenham boas condições de vida, evitando-se que fiquem expostas às causas das doenças sendo, por isso, saudáveis. Alimentação de qualidade, atividade de lazer, educação. Proteção: buscar eliminar riscos. Uso de preservativos, limpar quintal e evitar água parada para eliminar focos de dengue, vacinação. Recuperação: assistência médica em si. Cirurgias. Lei Federal 8.080/90 Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços e dá outras providências. Saúde como direito fundamental e dever do Estado de promover condições para seu exercício. Camille Buger – T8 Formulação e execução de políticas econômicas e sociais para redução de riscos de doenças e agravos, assegurando acesso universal e igualitário para garantir promoção, proteção e recuperação. A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais. ATENÇÃO! A iniciativa privada poderá participar do SUS em caráter COMPLEMENTAR mediante contrato. Saúde complementar é o conjunto de ações e serviços desenvolvidos por operadoras de planos e seguros privados de assistência médica à saúde e que NÃO tem vinculo com o SUS. Quando as suas disponibilidades forem insuficientes para garantir a cobertura assistencial à população de uma determinada área, o SUS poderá recorrer aos serviçosofertados pela iniciativa privada. A participação complementar dos serviços privados será formalizada mediante contrato ou convênio, observadas, a respeito, as normas de direito público. As entidades filantrópicas e sem fins lucrativos terão preferência. É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou de capitais estrangeiros na assistência à saúde, salvo através de doações de organismos internacionais vinculados à Organização das Nações Unidas. Lei Federal 8.142/90 Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do SUS e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde e dá outras providências. Conferência de Saúde: A cada 4 anos com representação de vários segmentos sociais, para avaliar a situação de saúde e propor diretrizes para formulação de política de saúde. Conselho de Saúde: em caráter permanente e deliberativo, órgão colegiado composto por representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais de saúde e usuários, atua na formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde. Outras atribuições do SUS Controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos; Executar ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador. Ordenar a formação de recursos humanos na área da saúde. Participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico. Incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico. Camille Buger – T8 Fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle do seu teor nutricional, bem como bebidas e águas para consumo. Participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos. Responsabilidade dos entes que compõem o SUS União: a gestão federal da saúde é realizada por meio do Ministério da Saúde. O principal financiador da rede pública de saúde. Ministério da Saúde aplica metade de todos os recursos gastos no país em saúde pública em todo o Brasil, e estados e municípios, em geral, contribuem com a outra metade dos recursos. O MS formula políticas nacionais de saúde, mas não realiza as ações. Para a realização dos projetos, depende de seus parceiros (estados, municípios, ONGs, fundações, empresas, etc.). Também tem a função de planejar, elaborar normas, avaliar e utilizar instrumentos para o controle do SUS. Estados e Distrito Federal: Os estados possuem secretarias específicas para a gestão de saúde. O gestor estadual deve aplicar recursos próprios, inclusive nos municípios, e os repassados pela União. O estado formula suas próprias políticas de saúde, coordena e planeja o SUS em nível estadual, respeitando a normatização federal. Os gestores de saúde estaduais são responsáveis pela organização do atendimento a saúde em seu território. Municípios: responsáveis pela execução das ações e serviços de saúde no âmbito do seu território. O gestor municipal deve aplicar recursos próprios e os repassados pela União e pelo estado. O município formula suas próprias políticas de saúde e também é um dos parceiros para a aplicação de políticas nacionais e estaduais de saúde. Ele coordena e planeja o SUS em nível municipal, respeitando a normatização federal. Pode estabelecer parceria com outros municípios para garantir atendimento pleno para procedimentos de complexidade que estejam acima daqueles que pode oferecer. Direitos dos Usuários do SUS • Todo cidadão tem direito ao acesso ordenado e organizado. • Todo cidadão tem direito ao atendimento humanizado, acolhedor e livre de discriminação. • Todo cidadão tem direito a atendimento que respeite sua pessoa, seus valores e seus direitos. • Todo cidadão também tem responsabilidades para que seu tratamento aconteça de forma adequada. • Todo cidadão tem direito ao comprometimento dos gestores da saúde para que os princípios anteriores sejam cumpridos. Camille Buger – T8 Conselhos O Conselho de Saúde, no âmbito de atuação (Nacional, Estadual ou Municipal), em caráter permanente e deliberativo, órgão colegiado composto por representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais de saúde e usuários, atua na formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde na instância correspondente, inclusive nos aspectos econômicos e financeiros, cujas decisões serão homologadas pelo chefe do poder legalmente constituído em cada esfera do governo. Cabe a cada Conselho de Saúde definir o número de membros, que obedecerá a seguinte composição: • 50% de entidades e movimentos representativos de usuários; • 25% de entidades representativas dos trabalhadores da área de saúde e • 25% de representação de governo e prestadores de serviços privados conveniados, ou sem fins lucrativos. QUESTÕES 1) As afirmativas abaixo quais são verdadeiras ou falsas: 1-( ) As unidades de atendimento do SUS nem sempre são do governo. 2-( ) O SUS é um programa do governo da sua cidade. 3-( ) A palavra “único” da sigla SUS quer dizer que o atendimento é para uma pessoa de cada vez. 4-( ) Uma das primeiras ideias do SUS foi combater a então existente desigualdade no atendimento de saúde ao cidadão. 2) Dona Maria Joaquina estava com um problema de pressão e o marido sugeriu que eles fossem ao médico no hospital municipal, mas no mesmo dia eles receberam a visita de um agente comunitário de saúde (ACS), que recomendou que ela fosse ao posto de saúde do bairro. Nessa situação, podemos identificar dois princípios do SUS. Complete o quadro a seguir: 3) O SUS possui alguns princípios que o organizam. Qual o princípio correspondente: 1-As prefeituras das cidades que administram os recursos financeiros e os serviços: 2-A saúde é um direito de todos os brasileiros, independentemente de sexo, idade, escolaridade, ter emprego ou não: 3-Os pacientes devem ser considerados como um todo: 4-A delimitação de uma base territorial para o sistema de saúde: 4) O Sistema Único de Saúde implica ações e serviços públicos de saúde que integram uma rede regionalizada hierarquizada e que, de acordo com a Constituição Federal, organizar- se-á por algumas diretrizes. A esse respeito, considere as afirmativas abaixo. Camille Buger – T8 I - A descentralização é uma diretriz do SUS, com direção única em cada esfera de governo. II - O SUS busca, como diretriz, um atendimento parcial, com prioridade para as atividades assistencialistas, sem prejuízo dos serviços assistenciais. III - O SUS tem como uma das diretrizes a participação da comunidade. É correto APENAS o que se afirma em: a) I b) II c) III d) I e III e) II e III 5) As ações de saúde pública no Brasil devem estar voltadas, ao mesmo tempo, para o indivíduo e para a comunidade, para a prevenção e para o tratamento, sempre respeitando a diginidade Humana. Essas ações estão baseadas no princípio da: a) Universalidade b) Integralidade c) Equidade d) Racionalidade e) Descentralização. 6) A expressão de que todos têm o mesmo direito de obter as ações e os serviços de saúde de que necessitam, independente da complexidade, custo e natureza dos serviços envolvidos, diz respeito à a) Acessibilidade b) Hierarquização c) Integralidade d) Resolutividade e) Universalidade 7) Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna no trecho abaixo. O dever do Estado de garantir a saúde ___________________________. A) não exclui o papel da família, da comunidade e dos próprios indivíduos.