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Camille W. Buger Costa
12° Período
2024.1
PreventivaPreventiva 
 Camille Buger – T8 
 
Tipos de Estudos Epidemiológicos.
Quanto à Forma de Abordagem 
Pesquisa Qualitativa: Busca o entendimento de 
fenômenos complexos específicos, em 
profundidade, de natureza social e cultural, 
mediante descrições, interpretações e 
comparações, sem considerar os seus aspectos 
matemáticos e estatísticos. 
É a mais participativa, menos controlável e, por 
esta razão, tem sido questionada quanto a sua 
validade e confiabilidade. 
Pesquisa Quantitativa: Variáveis expressas sob 
a forma de dados numéricos e emprega rígidos 
recursos e técnicas estatísticas para classificá-
los e analisá-los: porcentagem, a média, o 
desvio padrão, o coeficiente de correlação e as 
regressões, entre outros. 
Maior precisão e confiabilidade, indicados para 
o planejamento de ações coletivas. 
Tipos de Pesquisa 
Experimental em laboratório (in vitro): Estudos 
realizados com animais. 
Realizado em laboratório, em ambiente que 
permita controlar as variáveis, reduzindo o grau 
de subjetividade na aferição dos dados. 
ATENÇÃO com a expectativa de obter o mesmo 
resultado para seres humanos, uma vez que se 
trata de experimentos realizado em outras 
espécies que não a humana. 
Epidemiológica: Estudo que aborda e investiga 
a saúde da população e os fatores 
determinantes para o risco e agravos de 
doenças, assim como eventos associados com a 
saúde. É a ciência que estuda a relação de 
causa-efeito ou saúde-doença. 
Estudos de Caso 
Descrição detalhada de um ou alguns casos 
clínicos, geralmente de um evento clínico raro 
ou uma nova intervenção. A série de casos é 
um estudo com maior número de participantes 
(mais de 10) e pode ser retrospectivo ou 
prospectivo. 
Fatores positivos: colaboram com o 
delineamento de casos clínicos, fácil de ser 
realizado, baixo custo, abordagem qualitativo 
exploratório, permite observação intensiva de 
cada caso. 
Possuem limitações: Podem levar a conclusões 
equivocadas, uma vez que frequentemente 
avaliam acontecimentos passados, não possuem 
grupos de comparação e apresentam resultados 
que se aplicam somente àquele paciente ou 
grupo de participantes específicos. 
 
Estudos Epidemiológicos 
 Camille Buger – T8 
Estudo de Corte Transversal 
“Retrato” da situação. Determinação 
simultânea do fator de interesse e do desfecho 
em investigação numa população bem definida 
em um determinado momento. 
É utilizada para avaliar se existe relação entre 
as variáveis. Importante para avaliar a 
prevalência das doenças. 
Não testam hipóteses causa-efeito. 
A questão-chave nesse tipo de delineamento é 
saber se a exposição precede ou é 
consequência do efeito. 
Vantagens: 
• Simples; 
• Baixo custo; 
• Rápido; 
• Objetividade na coleta de dados; 
• Não há seguimento de pessoas; 
• Facilidade para obter amostra 
representativa; 
• Bom para: descrever características dos 
eventos na população, identificar casos 
na comunidade e detectar grupos de 
maior risco. 
Desvantagens: 
• Exposição passada pode ser importante 
para estabelecer causalidade (baixa 
qualidade de dados retrospectivos); 
• Relação cronológica entre eventos pode 
ser difícil de estabelecer se a condição 
não for estável; 
• Não determina incidência; 
• Dificuldade operacional, se há baixa 
prevalência, exige amostra grande. 
• Possibilidade de erros de classificação: os 
casos podem não ser mais casos no 
momento da coleta – idem para 
exposição; 
• Pacientes curados ou falecidos não 
entram na casuística mostrando quadro 
deturpado de doença/evento (viés da 
prevalência); 
• Dados de exposição atual podem não 
representar exposição passada. 
Estudo de Caso-Controle 
Parte-se do efeito em direção à causa 
(investigar a causa das doenças, 
particularmente doenças raras). 
Retrospectiva, ou seja, só pode ser realizado 
após o EFEITO ter ocorrido. 
Amostra representativa da população que 
produziu o caso. 
Identifica exposição ou fator de risco (ou 
proteção). 
Estima riscos relativos apenas quando a doença 
é rara. 
Comparam-se as frequências de exposição dos 
doentes com as de não doentes. 
A seleção de casos e controles deve ser feita 
independente da exposição ao fator de estudo. 
Os investigadores coletam dados sobre a 
ocorrência da doença em determinado 
momento no tempo e sobre a ocorrência de 
exposições em algum momento no passado. 
Um clássico exemplo de um estudo de casos e 
controles foi a descoberta da relação entre a 
talidomida e defeitos dos membros do corpo 
 Camille Buger – T8 
em bebês nascidos na República Federal da 
Alemanha entre 1959 e 1960. 
O estudo, realizado em 1961, comparou 
crianças afetadas com crianças normais. Das 46 
mulheres que tiveram bebês com malformações 
típicas, 41 haviam tomado talidomida entre a 
quarta e a nona semanas de gestação, enquanto 
que nenhuma das 300 mães do grupo controle, 
que tiveram crianças normais, haviam ingerido 
essa droga neste período. O momento exato da 
ingestão da droga foi crucial para determinar a 
relevância da exposição. 
 
Vantagens: 
• Mais barato e rápido que coorte; 
• Investigar vários fatores de risco; 
• Favoráveis para doenças raras; 
• Permite consistência das medidas 
(exposição e efeito são medidos ao 
mesmo tempo); 
• Podem ser feitos com poucos indivíduos; 
• Úteis para o estudo de medicamentos. 
Desvantagens: 
• Maior probabilidade de erros e vieses 
metodológicos: lembrança, seleção, 
registro de informação sobre exposição; 
• Ineficiente para exposição rara; 
• Pode ser difícil estabelecer relação 
temporal; 
• Facilidade com que pode ser feito: 
muitos estudos conduzidos de forma 
errada; 
• Não podem obter estimativas da 
incidência da doença. 
Estudos de Coorte 
Estudo longitudinal, prospectivo e 
observacional; 
É acompanhado durante um período de tempo; 
Grupo de participantes estão livres da doença 
no início da observação com base numa 
exposição, e seguida no tempo para avaliar a 
morbidade (ou mortalidade) relativa desta 
exposição; 
É o mais adequado para a descrição de 
incidência e história natural de uma condição; 
Fornece base mais forte para a interpretação 
causal; 
 
 
 
 Camille Buger – T8 
Os estudos de coorte são chamados de estudos 
prospectivos, mas essa terminologia é confusa 
e, por isso, deve ser evitada. O termo 
“prospectivo” refere-se ao momento da coleta 
dos dados e não a relação entre exposição e 
efeito (doença) 
Os estudos de coorte podem ser tanto 
prospectivos quanto retrospectivos. 
 
 
 
 
 
 
Vantagens: 
• Coorte prospectiva: menos sujeito a 
informação incorreta 
• Coorte retrospectiva: pode ser 
relativamente barato e rápido (estudos 
ocupacionais). Estabelece relação 
temporal entre exposição e efeito. 
• Calcula incidência e permite o 
conhecimento da história natural da 
doença; 
• Útil para avaliar fatores associados a 
doenças de evolução rápida e fatal; 
• Muito bom para avaliar exposição rara, 
permite avaliar múltiplos efeitos de uma 
exposição (estudar várias doenças); 
• Não é negado tratamento a pacientes; 
• Não expõe os pacientes deliberadamente 
a nenhum risco potencial. 
Desvantagens: 
• Existe sempre o viés potencial associado 
a perda de seguimento dos participantes; 
• É impossível ter certeza que os grupos 
são comparáveis em relação a outros 
fatores que podem influenciar os 
resultados. 
• Coorte prospectiva: caro e demorado. 
• Perda de acompanhamento dos 
participantes por: migração, falta de 
aderência, desistência, morte. 
• Ineficiente para avaliar doenças raras 
com longo período de latência 
 Camille Buger – T8 
• Os expostos podem ter 
acompanhamento diferenciado dos não 
expostos. 
Estudos Ecológicos 
• Coletivo; 
• Distribuição Marginal (totais); 
• Medidas agrupadas; 
• Todas variáveis em grupo: medidas 
agregadas, ambientais, globais; 
• Gerar hipóteses etiológicas; 
• Testar hipóteses;B) exclui o papel das empresas e da sociedade 
C) não inclui a reformulação e execução de 
políticas econômicas e sociais que visem à 
redução de risco de doenças e de outros 
agravos. 
D) exclui a participação da iniciativa privada em 
caráter complementar. 
GABARITO: 
1) V-F-F-V 
2) 
3) 1: Descentralização 2: universalização 3: 
integralidade 4: regionalização 
4) D) I e III 
5) B) INTEGRALIDADE 
6) E) UNIVERSALIZAÇÃO 
7) A) 
 Camille Buger – T8 
 
 
UVIS 
Prova T7 – Grupo 4 
1) Uma paciente comparece a UBS para tratar de um ferimento. A técnica de enfermagem que atende 
percebe que ela tem sobrepeso e a convida para participar do “grupo de caminhada” da UBS. Está 
conduta traduz o seguinte princípio do SUS. 
A) universalidade. 
B) integralidade. 
C) descentralização. 
D) hierarquização. 
E) equidade. 
2) Assinale a opção que contém princípios do SUS. 
A) Igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie e 
preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral. 
B) Integralidade de assistência e alocação prioritária de recursos financeiros aos serviços de 
emergência. 
C) Direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde e alocação prioritária de recursos 
humanos aos serviços de emergência. 
D) Prioridade aos serviços hospitalares e de alta complexidade e universalidade de acesso aos 
serviços de saúde em todos os níveis de assistência. 
E) Universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência e prioridade de 
atenção à população de baixa renda. 
3) A Constituição Brasileira de 1988 instituiu o Sistema Único de Saúde. Seus princípios doutrinários 
indicam um conjunto articulado de noções fundamentais à construção do sistema de saúde. Esses 
princípios incluem: 
A) descentralização, regionalização e equidade na assistência. 
B) universalidade, equidade e integralidade na assistência. 
C) referência e contra referência, integralidade e descentralização. 
D) universalidade, equidade, integralidade e regionalização. 
E) descentralização, equidade e integralidade na assistência. 
Provas Anteriores 
 
 Camille Buger – T8 
4) Em relação à Constituição Federal do Brasil considerem as afirmações a seguir, classificando-as 
como verdadeiras (V) ou falsas (F). 
( ) Entre as atribuições do SUS, está a de colaborar na proteção do meio ambiente. 
( ) Somente as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos poderão participar de forma 
complementar do SUS. 
( ) A descentralização do sistema único, como diretriz para as ações e serviços de saúde, diz respeito 
apenas às unidades básicas de saúde. 
( ) O Sistema Único de Saúde não poderá destinar recursos públicos, sob forma de auxilio 
subvenções, às instituições privadas lucrativas, quando houver risco de falência. 
A classificação correta obtida, de cima para baixo, é: 
A) V F F V 
B) F V V F 
C) V V F V 
D) F F V V 
E) F F F V 
5) A Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS tem como propósito: 
A) implementar processos de acompanhamento e de avaliação, ressaltando saberes gerados no SUS 
e experiências coletivas bem-sucedidas em unidades privadas. 
B) fortalecer e qualificar a atenção básica e ampliá-la como estratégia organizadora das redes de 
cuidado em saúde. 
C) Superar a disputa de recursos entre os entes federados, para a afirmação da contratação de 
corresponsabilidades sanitárias 
D) qualificar o sistema de cogestão do SUS. 
E) estimular trabalhadores, gestores e usuários do SUS com os princípios e as diretrizes da 
humanização. 
6) Considere as seguintes marcas específicas: 
I. Serão reduzidas as filas e o tempo de espera com ampliação do acesso e atendimento acolhedor e 
resolutivo baseados em critérios socioeconômicos. 
II. Todo usuário do SUS saberá quem são os profissionais que cuidam de sua saúde e os serviços de 
saúde se responsabilizarão por sua referência territorial. 
III. As unidades de saúde garantirão as informações ao usuário, o acompanhamento de pessoas de sua 
rede social (de livre escolha) e os direitos do código dos usuários do SUS. 
IV. As unidades de saúde garantirão gestão participativa aos seus trabalhadores e usuários, assim como 
educação permanente aos trabalhadores. 
 Camille Buger – T8 
A Política Nacional de Humanização trabalha para consolidar as marcas contidas nos itens: 
A) I, II, III e IV 
B) I, II, III Apenas 
C) II, III, IV 
D) I, II, IV 
E) I, III, IV 
7) Sobre as ações de Vigilância em Saúde abrangem toda a população brasileira, que envolvem 
práticas e processos de trabalho, analise as afirmativas a seguir: 
I- Estão voltadas para a vigilância, prevenção e controle das doenças transmissíveis. 
II- Estão voltadas para a detecção oportuna e adoção de medidas adequadas para a resposta às 
emergências de saúde pública. 
III- Estão voltadas para a vigilância da saúde do trabalhador. 
IV- Estão voltadas para a vigilância das doenças crônicas não transmissíveis, dos acidentes e violencias. 
Assinale a alternativa correta. 
A) Apenas as afirmativas l e IV estão corretas 
B) Apenas as afirmativas II e IIl estão corretas. 
C) Apenas as afirmativas Il e IV estão corretas. 
D) Apenas as afirmativas I, IIl e IV estão corretas. 
E) As afirmativas I, II, Il e IV estão corretas. 
8) A vacinação é uma ação programada de saúde de fundamental importância para redução da 
morbimortalidade, sobretudo na primeira infância. A respeito dessa temática, o indicador de saúde, 
que permite estimar o risco de morrer entre menores de 1 ano devido a doenças imunopreveníveis, 
denomina-se: 
A) coeficiente de mortalidade infantil. 
B) taxa bruta de natalidade 
C) taxa de mortalidade por doenças que podem ser evitadas por vacinação em menores de 1 ano. 
D) mortalidade proporcional por causas mal definidas. 
E) taxa de morbidade por doenças que podem ser evitadas por vacinação em menores de 1 ano. 
 
 
 
 Camille Buger – T8 
9) O Sistema de Informação de agravos de notificações (SINAN) é alimentado principalmente pela 
notificação e investigação de casos de doenças e agravos que constam na lista nacional de doenças de 
notificação compulsória. A respeito deste sistema, assinale a alternativa correta: 
A) embora seja um instrumento de grande relevância para o planejamento e intervenção na saúde, 
seu uso é centralizado e restrito, permite apenas aos médicos e secretários o acesso a 
informações contidas no sistema. 
B) A Ficha Individual de Notificação (FIN) deve ser preenchida pelas unidades assistenciais uma vez 
por ano para cada paciente quando da suspeita da ocorrência de problema de saúde de 
notificação compulsória. 
C) A comunicação entre as Secretarias Estaduais de Saúde e a Secretaria de Vigilância em Saúde 
deve ser realizada anualmente. 
D) Caso não ocorra nenhuma suspeita de doença, as unidades não precisam preencher o FIN, 
evitando, assim, a subnotificação. 
E) Caso os municípios não alimentem o banco de dados do SINAN, por dois meses consecutivos, são 
suspensos os recursos do Piso de Assistência Básica. 
10- O Ministério da Saúde define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e 
Eventos em Saúde Pública em todo o território nacional. A esse respeito, assinale a alternativa 
correta: 
A) A notificação compulsória de doenças e agravos é atribuição exclusiva do médico. 
B) Somente acidentes de trabalho fatais são passíveis de notificação compulsória. 
C) Os cidadãos que tenham conhecimento de doenças, agravos ou eventos de saúde pública de 
notificação compulsória não podem comunicar o fato às autoridades de saúde, afinal eles são 
leigos e não médicos. 
D) A notificação compulsória é obrigatória para os médicos, outros profissionais de saúde ou 
responsáveis pelos serviços públicos e privados de saúde que prestam assistência ao paciente. 
E) A notificação compulsória não deve ser realizada diante da suspeita de doençaou agravo. 
Somente após a confirmação da doença ou do agravo é que se deve proceder à notificação. 
11) Um estudo para investigar a associação de quedas entre idosos e uso de medicamentos está 
sendo desenvolvido no Município do Rio de Janeiro. As pessoas com 60+ anos de idade, internadas 
em seis hospitais do município por fratura decorrente de queda. Os pacientes dos mesmos hospitais 
Internados por outras causas. Considerando as características desta população, o modelo de estudo 
epidemiológico mais adequado é: 
A) caso controle: 
B) coorte; 
C) descritivo; 
D) seccional; 
E) experimental. 
 Camille Buger – T8 
12) Pesquisa do Ministério da Saúde mostra que investimentos no Programa de Saúde da Família 
(PSF) têm impacto maior na redução da mortalidade infantil que o acesso à água tratada e a leitos 
hospitalares. De acordo com o estudo, para cada 10% de aumento na cobertura populacional no PSF 
há uma redução médica de 4,6% na taxa de mortalidade infantil, contra 3% para abastecimento de 
água e 1,4% no acesso a leitos hospitalares. O estudo tem o seguinte desenho: 
A) de corte transversal. 
B) agregado de intervenção. 
C) de randomizado. 
D) de coortes. 
E) de caso controle. 
13) Uma fábrica de cerâmica realiza, através do serviço de saúde do trabalhador um check-up dos 
empregados a cada 5 anos de atuação na empresa. A avaliação dos resultados durante 10 anos de 
implantação dessa rotina revelou que de 500 empregados examinados com Raio X, 100 tinham lesões 
suspeitas de silicose. A medida acima se trata de um coeficiente de: 
A) incidência. 
B) letalidade. 
C) prevalência. 
D) tendência. 
E) diagnóstico. 
14) Segundo Merhy, um dos grandes desafios dos profissionais que se ocupam com os processos de 
gerenciamento do cuidado em saúde, no interior dos serviços, é a construção de combinação ótima 
entre eficiência das ações e a produção de resultados centrados nas reais necessidades dos usuários. 
Do ponto de vista do usuário, é possível dizer que o conjunto dos serviços de saúde, públicos ou 
privados, com raras exceções, não é adequado para resolver os seus problemas de saúde, tanto no 
plano individual, quanto no coletivo. Em geral, o usuário reclama, não da falta de conhecimento 
tecnológico no seu atendimento, mas da falta de interesse e de responsabilização dos diferentes 
serviços em torno de si, de seu problema. Sendo assim, a questão dos processos de trabalho em 
saúde é um ponto fundamental em qualquer projeto de gestão de programas de saúde. Tomando 
como base as análises do autor sobre os processos de trabalho em saúde, pode-se afirmar: 
A) É constituído por duas dimensões tecnológicas, denominadas por ele como tecnologias leves e 
duras. 
B) A organização do saber-fazer, seus protocolos e normas são tecnologias leves. 
C) O produto final do trabalho em saúde, ou seja, o cuidado, é resultado do trabalho da equipe 
médica especializada já que os demais profissionais que compõe o serviço atuam apenas na 
função de suporte das ações médicas. 
 Camille Buger – T8 
D) A produção do cuidado em saúde deve estar centrada no processo de produção de 
procedimentos e no profissional. 
E) O ato do acolhimento ao usuário, a relação de confiança e o vínculo que o profissional 
estabelece com o mesmo, são um tipo de tecnologia de trabalho em saúde. 
15-Do ponto de vista epidemiológico, há fatores que contribuem para o aumento da prevalência de 
doenças. Assinale a opção que apresenta corretamente fatores que contribuem para esse aumento: 
A) Imigração de casos, emigração de pessoas sadias e imigração de pessoas susceptíveis 
B) Melhoria dos recursos diagnósticos (melhoria do sistema de registro) e aumento da taxa de cura 
da doença 
C) Aumento da sobrevida do paciente, mesmo sem a cura da doença, e maior letalidade da doença 
D) Menor duração da doença e redução de novos casos (diminuição da incidência). 
E) Maior duração da doença, Imigração de pessoas sadias e emigração de pessoas com morbidade 
16-O modelo de Dahlgren e Whitehead apresenta os Determinantes Sociais da Saúde em camadas. A 
camada mais próxima apresenta os determinantes individuais macrodeterminantes. Abaixo segue a 
imagem do modelo: 
 
Sobre os macrodeterminantes, assinale a alternativa CORRETA. 
A) Apresentam a influência das redes comunitárias sobre a saúde do indivíduo. 
B) Representam os fatores relacionados a condições de Vida da comunidade. 
C) não influenciam nas demais camadas e representam características individuais. 
D) possuem influência sobre as demais camadas e relacionarem se as condições econômicas, 
culturais e ambientais da sociedade. 
E) representam o comportamento e os estilos de vidas individuais e comunicam se com os demais 
níveis. 
 
 Camille Buger – T8 
17) No município de Rio Branco, foram notificados 5.394 casos autóctones de malária no período de 
2003 a 2010, sendo que 374 (6,9%) destes não havia registro da localidade provável de infecção 
malária. A frequência média anual foi de 674 casos da doença, com variação de 148 (em 2009) a 1.582 
casos (em 2004). Analise o gráfico 1 e 2 abaixo: 
 
I- observou-se um pico no número de casos da doença durante 2004, com notificação de 1.582 casos de 
malária autóctone, havendo sucessiva redução nos anos subsequentes, porém com pequeno aumento 
em 2010, quando se registaram 199 casos. 
II- o gráfico II representa a distribuição temporal dos casos, com nítido predomínio de casos de malária 
pelo P. Vivax. Mostra uma tendência crescente, nos casos de malária pelo P. Vivax. 
III- o gráfico II representa a distribuição temporal dos casos com nítido predomínio de casos de malária 
pelo P. vivax. Mostra uma tendência decrescente, tanto pelos casos de malária pelo P. Vivax como pelo 
P. Falciparum. 
IV- o combate estratégico ai vetor, realizado pelos órgãos responsáveis pelo controle de endemias nas 
localidades com registros de infecção por malária, em Rio Branco, pode ser um dos prováveis motivos 
da redução dos casos de malária registrados. 
Assinale a alternativa correta: 
A) I e II corretas 
B) II e III corretas 
C) I e III corretas 
D) I, III, IV corretas 
E) I, II, III e IV corretas 
 Camille Buger – T8 
18) Foi realizado um estudo experimental para testar uma vacina contra pneumonia em fumantes 
crônicos. Neste estudo, foi administrada a vacina em teste em um grupo denominado imunizado e 
em outro grupo, denominado não imunizado, foi administrado placebo. Os resultados do teste estão 
apresentados na tabela a seguir: 
 
Com base no texto e na tabela apresentados, é correto afirmar que: 
A) em virtude dos individuos do grupo imunizado serem fumantes crônicos, o estudo apresentará 
um viés em resposta a essa condição. 
B) o cálculo da chance de ocorrer (odds ratio) mostra que a vacinação não é capaz de proteger o 
grupo imunizado. 
C) a eficácia de uma vacina é uma variável complementar em testes experimentais e independe do 
fator protetivo no grupo em estudo. 
D) a incidência de pneumonia no grupo imunizado foi maior do que a incidência no grupo não 
imunizado. 
E) a chance de desenvolver pneumonia pelos indivíduos do grupo imunizado (Risco relativo) é 0.5 
vezes menor quando comparada ao grupo não imunizado. 
19) Assinale a alternativa correta: 
I- A Declaração de Óbito é o documento padrão para coleta de informações sobre mortalidade 
subsidiando as estatísticas vitais e epidemiológicas no Brasil. 
II. Somente com a Certidão de Obito preenchida pelo médico é liberado o sepultamento. 
III. No óbito fetal, se a gestação teve duração inferior a 20 semanas ou o feto teve peso corporal menor 
que 500 gramas e/ou estatura menor que 25 centímetros a Declaração de óbito não é obrigatória 
A) Todas as afirmativas estão incorretas. 
B) Afirmativas I e II estão corretas. 
C) Afirmativas I e III estão corretas. 
D) Afirmativas II e III estão corretas. 
E) Todas as afirmativas estão corretas. 
 Camille Buger – T8 
20) Pacientede 83 anos, acompanhado no Hospital X com o diagnóstico de enfisema crônico, 
apresenta quadro de dispneia aguda e é levado de ambulância, com o (acompanhado por médico) ao 
Pronto-socorro (PS). Imediatamente após ter dado entrada no PS vem a falecer. Assinale a correta: 
A) Trata-se de caso de óbito hospitalar, pois o paciente chegou vivo ao Ps, cabendo ao médico 
plantonista o dever de preencher a Declaração de Óbito. 
B) Trata-se de óbito sem assistência médica e o preenchimento da Declaração de Óbito deve ser 
realizado pelo Sistema de Verificação de Óbito (SVO). 
C) Trata-se de óbito por causa externa, pois as circunstâncias da morte não ficaram esclarecidas, 
portanto, o preenchimento da Declaração de Óbito e competência do Instituto Médico Legal 
(IAL). 
D) Trata-se de óbito por causa natural, pois o paciente era pessoa com doença pulmonar obstrutiva 
crônica e a Declaração de Óbito deve ser preenchida pelo médico assistente da ambulância que 
fez os últimos atendimentos. 
E) Orientar o médico do hospital de referência a preencher a DO. 
21) Assinale a alternativa que apresenta exemplo de preenchimento correto de causa de morte, em 
atestado de óbito (parte l), de acordo com os padrões estabelecidos na classificação internacional de 
doença, versão 10, 
A) 
a) Suicídio por arma de fogo 
b) Lesão de aorta 
c) Anemia aguda 
B) 
a) Pneumonia 
b) Fratura do fêmur 
c) Queda de escada 
C) 
a) Insuficiência cardiaca congestiva 
b) Febre reumática 
c) Estenose mitral. 
D) 
a) Hipertensão arterial 
b) Hemorragia cerebral 
c) Arteriosclerose 
E) 
a) Sarampo 
b) Preumonia 
c) Ausência de vacinação 
 Camille Buger – T8 
22) Jovem de 18 anos de Idade é esfaqueado numa festa após briga. Na internação recebeu 
hemotransfusão por sangramento importante, evoluiu em 12 dias com broncopneumonia, 
Insuficiência-renal e posteriormente velo a falecer de sepse pulmonar. A causa base mais provável da 
morte do paciente é 
A) brancopneumonia 
B) sepse pulmonar. 
C) Insuficiência renal. 
D) lesão por arma branca. 
E) choque hipovolêmico. 
23) Homem de 70 anos, obeso e portador de diabetes tipo II, iniciou quadro de tosse e febre, mialgia e 
desconforto respiratório progressivo, com necessidade de ventilação mecânica invasiva. Evoluiu à óbito 
devido à insuficiência respiratória aguda-Realizou RT-GPCR, que foi detectável para SARS-CoV-2. 
A) 
a) pneumonia viral 
b) Síndrome respiratória aguda grave 
c) COVID 19 
B) 
a) Insuficiência respiratória aguda 
b) Obesidade 
c) Diabetes tipo 
C) 
a) Sindrome respiratória aguda grave 
b) pneumonia viral 
c) COVID 19 
D) 
a) obesidade 
b) síndrome respiratória aguda grave 
c) pneumonia viral 
E) 
a) COVID 19 
b) Pneumonia viral 
c) síndrome respiratória aguda grave 
 
 
 
 
 Camille Buger – T8 
24) O gráfico a seguir representa índices de mortalidade proporcional dos grupos etários, em anos: 
 
É correto afirmar que esse tipo de curva 
A) pode ser usado como indicador de nível de saúde da população. 
B) indica um nível baixo de saúde. 
C) indica um nível médio de saúde. 
D) sugere a ocorrência de mortalidade elevada por doenças infectocontagiosas. 
E) sugere a ocorrência de mortalidade elevada por causas externas. 
25) Em um pequeno município no Interior de um estado brasileiro, com 5300 habitantes, no ano de 
2010 nasceram vivos 520 bebés. De um total de 600 mortes no município no mesmo ano, morreram 
15 crianças com menos de um ano de idade e 10 crianças entre 1 e 5 anos. Marreram 20 pessoas cam 
mais de 50 anos de idade, 100 pessoas de doenças cardiovasculares e 90 pessoas com diabetes 
Assinale o Indicador de Swaroop e Uemura (%) no município em 2010. 
A) 41,7. 
B) 316,7. 
C) 33,3. 
D) 35 
E) 25 
GABARITO 
1) B 
2) A 
3) B 
4) A 
5) E 
6) C 
7) E 
8) C 
9) E 
10) D 
11) A 
12) B 
13) C 
14) E 
15) A 
16) D 
17) D 
18) E 
19) C 
20) B 
21) B 
22) D 
23) C 
24) A 
25) D 
 
 
 Camille Buger – T8 
Prova T7 – Grupo 3 
1) O Sistema Único de Saúde implica ações e serviços públicos de saúde que integram uma rede 
regionalizada hierarquizada e que, de acordo com a Constituição Federal, organizar-se-á por algumas 
diretrizes. A esse respeito, considere as afirmativas abaixo. 
I - A descentralização é uma diretriz do SUS, com direção única em cada esfera de governo. 
II- O SUS busca, como diretriz, um atendimento parcial, com prioridade para as atividades 
assistencialistas, sem prejuízo dos serviços assistenciais. 
III - O SUS tem como uma das diretrizes a participação da comunidade. 
É correto APENAS o que se afirma em 
A) I. 
B) II. 
C) III. 
D) I e III. 
E) II e III. 
2) O Sistema Único de Saúde (SUS) é o conjunto de todas as ações e serviços de saúde prestados por 
órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da administração direta e indireta e 
das fundações mantidas pelo Poder Público. Sobre as diretrizes do SUS, assinale a alternativa 
INCORRETA. 
A) A universalidade é a garantia de que todos os cidadãos devem ter acesso aos serviços de saúde 
públicos e privados conveniados, em todos os níveis do sistema de saúde, assegurado por uma 
rede hierarquizada de serviços com tecnologia apropriada para cada nível. 
B) A equidade no Brasil é madura, pois superou, nas últimas duas décadas, obstáculos históricos 
que imprimiam variados graus de dificuldade no acesso aos serviços de saúde para os diferentes 
extratos sociais. 
C) o atendimento com a diretriz da integralidade deve incorporar um amplo espectro de 
intervenções, articulando prevenção, atendimento curativo e reabilitação. 
D) Quanto à regionalização, a base territorial do serviço do SUS está definida com adscrição da 
clientela para um pleno exercício da responsabilidade do serviço com aquela população. 
E) A redistribuição de poder decorrente da descentralização repassa competências e instâncias 
decisórias para esferas mais próximas à população, desconcentrando o poder da União e dos 
estados para os municípios. 
 
 
 Camille Buger – T8 
3) Em relação à Constituição Federal do Brasil considerem as afirmações a seguir, classificando-as 
como verdadeiras (V) ou falsas (F). 
( ) As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e 
constituem um sistema único, cujas diretrizes incluem o atendimento integral, priorizando as atividades 
preventivas. 
( )Apenas as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos poderão participar de forma 
complementar do SUS. 
( ) A descentralização do sistema único, como diretriz para as ações e serviços de saúde, diz respeito 
apenas às unidades básicas de saúde. 
( ) Entre as atribuições do SUS, está a de colaborar na proteção do meio ambiente. 
A classificação correta obtida, de cima para baixo, é: 
A) V; F; F; V. 
B) F; V; V. F. 
C) V; V; F; V. 
D) F: F; V; V. 
E) V; F; F; F. 
4) Ao dar entrada em uma unidade pública de saúde, uma paciente foi atendida preferencialmente, 
passando à frente de pacientes que estavam aguardando atendimento e que tinham uma 
classificação de risco mais grave. Após reclamações, soube-se que o privilégio no atendimento se deu 
por tratar-se de amiga de um deputado influente na cidade. De acordo com a Lei Orgânica da Saúde, 
a conduta feriu diretamente o seguinte princípio do SUS: 
A) integralidade. 
B) universalidade. 
C) igualdade. 
D) imparcialidade. 
E) descentralização. 
5) A Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS tem como propósito: 
A) implementar processos de acompanhamento e de avaliação, ressaltando saberes gerados no SUS 
e experiências coletivas bem-sucedidas em unidades privadas. 
B) fortalecer e qualificar a atenção básica e ampliá-la como estratégia organizadora das redes de 
cuidado em saúde. 
C) Superar a disputa de recursos entre os entes federados, para a afirmação da contratação de 
corresponsabilidades sanitárias. 
D) qualificar o sistema de cogestão do SUS. 
E) estimular trabalhadores,gestores e usuários do SUS com os princípios e as diretrizes da 
humanização. 
 Camille Buger – T8 
6) Sobre as ações de Vigilância em Saúde abrangem toda a população brasileira, que envolvem 
práticas e processos de trabalho, analise as afirmativas a seguir: 
l. Estão voltadas para a vigilância, prevenção e controle das doenças transmissíveis. 
Il. Estão voltadas para a detecção oportuna e adoção de medidas adequadas para a resposta as 
emergências de saúde pública. 
III. Estão voltadas para a vigilância da saúde do trabalhador. 
IV. Estão voltadas para a vigilância das doenças crônicas não transmissíveis, dos acidentes e violências. 
Assinale a alternativa correta. 
A) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas. 
B) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas. 
C) Apenas as afirmativas II e III estão corretas. 
D) Apenas as afirmativas l e IV estão corretas. 
E) Apenas as afirmativas II e IV estão corretas. 
7) A vacinação é uma ação programada de saúde de fundamental importância para a redução da 
morbimortalidade, sobretudo na primeira infância. A respeito dessa temática, o indicador de saúde, 
que permite estimar o risco de morrer entre menores de 1 ano devido a doenças imunopreviníveis, 
denomina-se 
A) coeficiente de mortalidade infantil. 
B) taxa bruta de natalidade. 
C) taxa de mortalidade por doenças que podem ser evitadas por vacinação em menores de 1 ano. 
D) taxa de morbidade por doenças que podem ser evitadas por vacinação em menores de 1 ano. 
E) mortalidade proporcional por causas mal definidas. 
8) A Viailância Sanitária (VS) é uma das atividades exercidas pelo Sistema Único de Saude (SUS). Ela é 
definida como as "ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos 
problemas de saúde decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação 
de serviços de interesse da saúde. Entre as áreas de atuação da VS existem áreas de intersecção com 
a vigilância epidemiológica, dentre elas estão a vigilância de: 
A) Alimentos. 
B) Efeitos adversos de fármacos. 
C) Água para consumo humano. 
D) Qualidade do ar. 
E) Qualidade do solo. 
9- São usos da epidemiologia todos os abaixo, exceto: 
A) Descrever doenças na comunidade 
B) Identificar grupos mais vulneráveis. 
C) Avaliar quadro clínico de pacientes. 
D) Identificar fatores etiológicos. 
E) Identificar fatores de riscos. 
 Camille Buger – T8 
10)Considere que um pesquisador pretenda definir as causas de uma doença rara em determinada 
comunidade. Para tanto, ele identifica os casos da doença e, para cada caso, escolhe 3 pessoas sadias 
do mesmo sexo, da mesma etnia, da mesma condição social e que moram na mesma região. Ele 
pretende, com isso, encontrar sujeitos semelhantes aos doentes, porém sadios, para tentar definir 
quais fatores podem estar associados ao desenvolvimento da doença. Nessa situação, o tipo de 
estudo realizado pelo pesquisador é denominado 
A) estudo de coorte. 
B) estudo transversal. 
C) estudo de caso-controle. 
D) ensaio clínico randomizado 
E) estudo ecológico 
11) O Serviço Médico da empresa quer avaliar se o clima influencia o absenteísmo por doença 
respiratória. Para isso, compara o número Global de funcionários e de dias de afastamento por essa 
causa curante o ano, de dois locais em diferentes regiões geográficas. Esse tipo de estudo é 
qualificado como: 
A) ecológico. 
B) transversal. 
C) caso controle. 
D) randomizado. 
E) coorte. 
12) "Em uma visita de uma equipe de profissionais de saúde com a duração de uma semana a um 
município do estado do Tocantins, todos os adultos de um pequeno povoado e de fazendas vizinhas 
foram examinados. Entre os resultados obtidos estão os seguintes: de 40 pessoas com sorologia 
positiva para Tripanosoma cruzi, quatro eram desnutridos, enquanto que em 100 outros indivíduos, 
com sorologia negativa para Tripanosoma cruzi 10 foram rotulados como desnutridos." Qual é o tipo 
de estudo? Calcule e interprete os resultados. 
 
A) Intervenção, porque fez sorologias e avalia a incidência, ou seja, o total de casos e de expostos, 
em um ponto do tempo. O risco de desnutrição não varia de acordo com o resultado da 
sorologia para T. Cruzi. 
B) Caso-controle, porque avalia a prevalência, ou seja, o total de casos e de expostos, em um ponto 
do tempo, sem saber quem são casos novos ou não. A prevalência de desnutrição não varia de 
acordo com o resultado da sorologia para T. Cruzi. 
 Camille Buger – T8 
C) Observacional, porque avalia a prevalência, ou seja, o total de casos e de expostos, em um ponto 
do tempo, sem saber quem são casos novos ou não. A prevalência da não desnutrição foi maior 
e varia de acordo com o resultado da sorologia para T. Cruzi. 
D) Intervenção, porque avalia a prevalência, ou seja, o total de casos e de expostos, em um ponto 
do tempo, sem saber quem são casos novos ou não. A prevalência de desnutrição não varia de 
acordo com o resultado da sorologia para T. Cruzi. 
E) Transversal, porque avalia a prevalência, ou seja, o total de casos e de expostos, em um ponto 
do tempo, sem saber quem são casos novos ou não. A prevalência de desnutrição não varia de 
acordo com o resultado da sorologia para T. Cruzi. 
13) A Atenção Básica em Saúde é, sabidamente, a porta de entrada preferencial do SUS. É na Atenção 
Básica que, de maneira oportuna, ocorre à gestão do cuidado do indivíduo e a vinculação da 
população. No exercício do cuidado integral ao indivíduo, a Atenção Básica precisa ter resolutividade 
nas ações empenhadas e, para isso, incorpora tecnologias leves, leve duras e duras. Com base no 
enunciado da questão, assinale a alternativa que representa uma tecnologia LEVE nas práticas 
assistenciais da Atenção básica. 
A) Protocolo operacional padrão-POP, disponibilizado pela gestão. 
B) Recursos materiais para triagem do paciente. 
C) Manuais ministeriais. 
D) Relações entre os membros da equipe para planejamento do atendimento. 
E) Formulários para registro de atividades. 
14) Os usuários de serviços de saúde com doenças crônicas exigem um acompanhamento ao longo de 
muitos anos, além de um forte vínculo com a unidade e os profissionais, para garantir sua adesão ao 
tratamento e possibilitar a oferta de intervenções de prevenção e de promoção à saúde. No contexto 
da Atenção Básica, a relação pessoal de longa duração entre os profissionais de saúde e os pacientes 
em suas unidades de saúde configura: 
A) o cuidado simplificado. 
B) a população adscrita. 
C) a coordenação do cuidado. 
D) a longitudinalidade. 
E) não deve estimular o vínculo com todos os usuários, pois estes podem sobrecarregar os serviços. 
15) Em relação à vigilância em saúde na Estratégia de Saúde da Família, indique se as assertivas 
abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F). 
I - Para qualificar a atenção à saúde a partir do princípio da integralidade, fundamental que os 
processos de trabalho sejam organizados com vistas ao enfrentamento dos principais problemas de 
saúde-doença das comunidades e com ações de promoção e vigilância em saúde efetivamente 
incorporadas no cotidiano das equipes de Saúde da Família. 
 Camille Buger – T8 
II - O conceito de vigilância em saúde inclui, exclusivamente, a vigilância e o controle das doenças 
transmissíveis e a vigilância das doenças e agravos não transmissíveis. 
III - No trabalho de controle sanitário é fundamental conhecer o território, identificar e interpretar a 
organização e a dinâmica das populações que nele habitam, bem como compreender a forma como 
funcionam e se articulam as condições econômicas, sociais e culturais, quais os atores sociais em 
questão e a relação destes com seus espaços de vida e de trabalho. 
IV - A população alvo da vigilância corresponde a todas as pessoas residentes no país. Cada município 
deve notificar os casos detectados em sua área de abrangência, ou seja, apenas os residentes nesse 
município. 
A sequência correta para I, II, III e IV é: 
A) V, V, F, F. 
B) V, F, V, F. 
C)V, F, F, V. 
D) V, V, V, F. 
E) F, V, F, V. 
16) A Vigilância Epidemiológica (VE) constitui-se como um conjunto de ações que proporciona o 
conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e 
condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas 
de prevenção e controle das doenças ou agravos" 
Marque a questão que não corresponde à função da VE. 
A) promoção das ações de controle indicadas; 
B) avaliação da eficácia e efetividade das medidas adotadas; 
C) resguardo de informações pertinentes a saúde; 
D) coleta de dados; 
E) processamento dos dados coletados. 
17) O modelo de Dahlgren e Whitehead apresenta os Determinantes Sociais da Saúde em camadas. A 
camada mais próxima apresenta os determinantes individuais e a camada distal, os 
macrodeterminantes. Abaixo segue a imagem do modelo; 
 
 Camille Buger – T8 
Sobre os macrodeterminantes, assinale a alternativa CORRETA. 
A) Apresentam a influência das redes comunitárias sobre a saúde do indivíduo. 
B) Representam os fatores relacionados a condições de vida da comunidade. 
A) c) Não influenciam nas demais camadas e representam as características individuais. 
C) Possuem influência sobre as demais camadas e relacionam-se às condições econômicas, culturais 
e ambientais da sociedade. 
D) Representam o comportamento e os estilos de vida individuais e comunicam-se com os demais 
níveis. 
18) observe o gráfico a seguir 
 
O gráfico representa um atendimento de saúde. Considere que X é um usuário que busca o sistema e é 
atendido, na unidade de pronto atendimento ambulatorial. O ponto Y representa o mesmo usuário em 
um segundo momento, apresentando uma descompensação metabólica e é internado numa unidade 
hospitalar. Analise as afirmativas a seguir. 
I: O espaço entre as linhas A e B representa, em determinado tempo, o grau de severidade da condição 
crônica. 
II. Nos intervalos entre os momentos atenção nos serviços de saúde (X e Y), o usuário não recebeu 
atenção contínua e proativa, sob a coordenação da equipe da atenção primária à saúde. 
III. O usuário recebeu atenção contínua e houve o gerenciamento da condição de saúde com base numa 
atenção primária à saúde de qualidade. 
IV. Os resultados da forma de atenção às condições crônicas em momentos de manifestações clínicas 
exuberantes são eficazes do ponto de vista sanitário e econômico. 
Estão corretas as afirmativas 
 Camille Buger – T8 
A) l e II, apenas. 
B) III e IV, apenas. 
C) II e III, apenas. 
D) II e IV, apenas. 
E) I e III, apenas. 
19) Em certa comunidade, um medicamento propiciou maior sobrevida aos doentes de determinada 
patologia. Com relação à taxa de prevalência dessa doença nessa comunidade, assinale a alternativa 
correta: 
A) tende a aumentar, independentemente da variação da incidência dessa doença. 
B) tende a aumentar, mesmo que a incidência dessa doença se mantenha estável. 
C) tende a diminuir, independentemente da variação da incidência dessa doença. 
D) tende se manter mesmo com aumento da incidência dessa doença. 
E) tende a diminuir, se a incidência dessa doença aumentar. 
20) Assinale a alternativa que apresenta exemplo de preenchimento correto de causa de morte, em 
atestado de óbito (parte l), de acordo com os padrões estabelecidos na classificação internacional de 
doença, versão 10. 
A) 
a) Suicídio por arma de fogo 
b) Lesão de aorta 
c) Anemia aguda 
B) 
a)Insuficiência cardíaca congestiva 
b)Febre reumática 
c)Estenose mitral 
C) 
a)Hipertensão arterial 
b)Hemorragia cerebral 
c)Arteriosclerose 
D) 
a)Sarampo 
b)Pneumonia 
c) Ausência de vacinação. 
E) 
a)Insuficiência respiratória 
b) Doença de membrana hialina 
c)Prematuridade 
 
 Camille Buger – T8 
21) Um homem de 53 anos, ao atravessar a rua, é atingido por um ônibus. 
Socorrido, no hospital constata-se contusão cerebral e fratura exposta de perna direita. Os exames de 
imagem do cérebro não revelam alterações que requeiram intervenção cirúrgica; ele é submetido, 
então, a uma cirurgia ortopédica. No terceiro dia de internação, ainda confuso, evolui com febre e, 
em 3 dias, vai a óbito, com o diagnóstico de septicemia de origem pulmonar. Assinale a alternativa 
que apresenta a causa básica do óbito a ser registrada na declaração de óbito. 
A) Pneumonia. 
B) Contusão cerebral. 
C) Septicemia. 
D) Pedestre traumatizado em colisão com um ônibus. 
E) Fratura exposta de perna direita. 
22) Em uma determinada comunidade com uma população de 10 milhões de pessoas (5.550.000 
pessoas do sexo feminino e 4.450.000 pessoas do sexo masculino), ocorreram 50.000 mortes durante 
do ano de 2015. Entre esses óbitos, 5.000 foram por causas relacionadas à violência e 2.500 por 
câncer de intestino. Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta o coeficiente 
de mortalidade geral. 
A) 5 x 1000. 
B) 5%. 
C) 7,5%. 
D) 7,5 x 1000. 
E) 7,5 x 10000. 
23) Mulher de 80 anos teve mal súbito, de causa indeterminada, tendo sido socorrida e levada ao 
pronto atendimento pelo SAMU, onde chegou em parada cardiorrespiratória (PCR) e óbito. Como 
antecedente, era hipertensa, diabética e teve queda da própria altura há 6 meses, no banheiro, com 
fratura de fêmur, sendo submetida a tratamento cirúrgico. Teve boa recuperação, alta hospitalar, em 
tratamento fisioterápico e já deambulando normalmente. Neste caso, é mais aconselhável que a 
declaração de óbito seja emitida 
A) pelo médico do pronto atendimento, que atendeu a paciente em PCR. 
B) pelo médico do SAMU, chamado ao domicílio. 
C) no IML, pelo antecedente de trauma com fratura. 
D) pelo ortopedista, que apenas operou a paciente. 
E) no SVO, por provável causa natural. 
 
 
 Camille Buger – T8 
24) Jovem do sexo masculino, 30 anos, foi atropelado na via pública por um ônibus, sofrendo trauma 
cranioencefálico, com hematoma extradural. Foi socorrido, submetido à craniotomia, com drenagem 
do hematoma. Recuperou-se do coma, porém ficou internado por 2 meses, tendo broncopneumonia, 
sepse e veio a óbito. 
Neste caso, a declaração de óbito deverá ser emitida 
A) no SVO, pois o evento final foi de causa natural. 
B) pelo plantonista do hospital no momento do óbito. 
C) pelo neurocirurgião que operou o paciente. 
D) pelo médico plantonista que deu o primeiro atendimento pós-acidente. 
E) no IML, pelo nexo-causal entre o acidente e a causa do óbito. 
25) Em um pequeno município, os técnicos da equipe do SUS buscam dados que possam servir para a 
elaboração de indicadores das condições de saúde da população local. Descobrem que a única fonte 
de que dispõem são os registros no cemitério local, nos quais constam o nome, o sexo e a idade de 
cada um dos que morreram no município e nenhuma outra informação. É correto afirmar que com 
esses dados 
A) é possível calcular a Taxa de Mortalidade Geral. 
B) é possível calcular o Indice de Swaroop-Uemura. 
C) é possível calcular o Coeficiente de Mortalidade infantil. 
D) é possível calcular a Taxa de Mortalidade Específica por Sexo. 
E) é impossível calcular qualquer indicador de saúde. 
 
 
 
 
GABARITO 
1) D 
2) B 
3) A 
4) C 
5) E 
6) A 
7) A 
8) B 
9) C 
10) C 
11) A 
12) E 
13) D 
14) D 
15) B 
16) C 
17) D 
18) A 
19) B 
20) E 
21) D 
22) A 
23) E 
24) E 
25) B 
 
 Camille Buger – T8 
Prova T7 – Grupo 2 
1. "Todo sistema de serviços de saúde possui duas metas principais. A primeira é otimizar a saúde da 
população por meio do emprego do estado mais avançado do conhecimento sobre a causa das 
enfermidades, manejo das doenças e maximização da saúde. A segunda meta, e igualmente 
importante, e minimizar as disparidades entre subgrupos populacionais, de modo que determinados 
grupos não estejam em desvantagens sistemática em relação ao seu acesso aos serviços de saúde e 
ao alcance de um ótimo nível de saúde". Barbara Starfield - Atenção Primária, equilibrio entre as 
necessidades de saúde, serviçose tecnologia. 
Assinale a alternativa que indica o princípio do SUS (Sistema Único de Saúde) contido na segunda 
parte afirmativa anterior. 
A) Equidade. 
B) Igualdade 
C) Acesso. 
D) Integralidade. 
E) Universalidade 
2- Marco Aurélio. 35 anos, deseja consultar, pois está com cefaleia muito forte, que iniciou nesta 
madrugada. Ele refere que e a pior dor de sua vida. Porém, ao chegar à unidade básica de saúde 
(UBS), é surpreendido por uma longa fila e informado de que deve esperar pelo atendimento. Sobre o 
caso acima, assinale a alternativa CORRETA. 
A) Por ser tratar de um paciente jovem, Marco deve aguardar, sendo que nenhuma diretriz foi 
desobedecida 
B) O princípio do método clínico centrado na pessoa que o médico deve aplicar ao ver que sua 
agenda está cheia, mas que deve atender uma urgência é entendendo a doença como um todo. 
C) A diretriz do SUS desobedecida é equidade e, devido à gravidade, Marco deve ser atendido 
prontamente. 
D) O fluxo correto de atendimento deveria ser o encaminhamento pelo recepcionista da UBS à 
Unidade de pronto atendimento (UPA) 
E) Marco deve ser atendido na UBS caso tenha domicílio na região de abrangência dessa UBS, 
respeitando-se a adscrição de clientela. 
3- São competências do Sistema Único de Saúde: 
I-Colaborar na proteção do meio ambiente, incluindo o ambiente do trabalho. 
II- Participar do controle e fiscalização da produção, transporte, armazenamento, utilização de 
substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos. 
III- Fiscalizar a formação de recursos humanos na área de saúde. V- Executar ações de vigilância 
sanitária e epidemiológica. 
São CORRETAS as afirmativas: 
A) I, II, III, IV 
B) I, II e IV 
 Camille Buger – T8 
C) II, III, IV 
D) I e II 
E) III e II 
4- Em relação à Constituição Federal do Brasil considerem as afirmações a seguir, classificando-as 
como verdadeiras (V) ou falsas (F). 
( ) Segundo a Lei n° 8080/90, que regulamenta o Sistema Único de Saúde (SUS), a participação da 
iniciativa privada na assistência à saúde é livre. 
( ) Somente as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos poderão participar de forma 
complementar do SUS 
( ) A descentralização do sistema único, como diretriz para as ações e serviços de saúde, diz respeito 
apenas às unidades básicas de saúde. 
( ) O Sistema Único de Saúde poderá destinar recursos públicos, sob forma de auxilio e subvenções, 
às instituições privadas lucrativas, quando houver risco de falência. 
A) V, F, F, V 
B) F, V, V, F 
C) V, V, F, V 
D) F, F, V, V 
E) V, F, F, F 
5- A humanização como eixo norteador das práticas de atenção e gestão em todas as esferas do 
Sistema Único de Saúde, pressupõe: 
A) Trabalhar em rede com equipes multiprofissionais, com atuação transdisciplinar. 
B) Fragmentar o atendimento nos serviços de saúde. 
C) adequar a cultura local aos serviços de saúde. 
D) promover a dissociabilidade entre atenção e gestão. 
E) implantar medidas de segregação social. 
6-Entende-se por vigilância epidemiológica: 
A) Um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer 
mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a 
finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos. 
B) Um conjunto de atividades que se destina, à promoção e proteção da saúde dos Trabalhadores 
assim como visa a recuperação e reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos 
e agravos advindo das condições de trabalho. 
C) A avaliação do impacto que as tecnologias provocam à saúde. 
D) Um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos 
problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da 
prestação de serviços de interesse da saúde. 
E) a garantia ao Sindicato dos Trabalhadores de requerer ao órgão competente a interdição de 
máquina, de setor de serviço ou de todo ambiente de trabalho, quando interdição de ao a risco 
iminente para a vida ou saúde dos trabalhadores. 
 Camille Buger – T8 
7- A vacinação é uma ação programada de saúde de fundamental importância para a redução da 
morbimortalidade, sobretudo na primeira infância. A respeito dessa temática, o indicador de saúde, 
que permite estimar o risco de morrer entre menores de 1 ano devido a doenças imunopreviníveis, 
denomina-se 
A) coeficiente de mortalidade infantil. 
B) taxa bruta de natalidade. 
C) mortalidade proporcional por causas mal definidas. 
D) taxa de mortalidade por doenças que podem ser evitadas por vacinação em menores de 1 ano 
E) taxa de morbidade por doenças que podem ser evitadas por vacinação em menores de 1 ano. 
8- A Vigilância Sanitária (VS) é uma das atividades exercidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ela é 
definida como as "ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos 
problemas de saúde decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação 
de serviços de interesse da saúde". Entre as áreas de atuação da VS existem áreas de intersecção com 
a vigilância epidemiológica, dentre elas estão a vigilância de: 
A) Alimentos. 
B) Água para consumo humano. 
C) Qualidade do ar 
D) Efeitos adversos de fármacos. 
E) Qualidade do solo. 
9- O Ministério da Saúde define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e 
Eventos em Saúde Pública em todo o território nacional. A esse respeito, assinale a alternativa 
correta. 
A) A notificação compulsória de doenças e agravos é atribuição exclusiva do médico. 
B) Somente acidentes de trabalho fatais são passiveis de notificação compulsória. 
C) Os cidadãos que tenham conhecimento de doenças, agravos ou eventos de saúde pública de 
notificação compulsória nãos podem comunicar o fato às autoridades de saúde, afinal eles são 
leigos e não médicos. 
D) A notificação compulsória é obrigatória para os médicos, outros profissionais de saúde ou 
responsáveis pelos serviços públicos e privados de saúde que prestam assistência ao paciente 
E) A notificação compulsória não deve ser realizada diante da suspeita de doença ou agravo. 
Somente após a confirmação da doença ou do agravo é que se deve proceder à notificação. 
10- Um estudo é projetado para avaliar a viabilidade da acupuntura em crianças com dores de cabeça 
crônicas. Sessenta crianças com dores de cabeça crônicas são recrutados para o estudo. Além da 
terapia habitual, todas as crianças são tratadas com acupuntura três vezes por semana durante 2 
meses. Qual das seguintes opções melhor descreve este desenho de estudo? 
A) Série de casos. 
B) Caso-controle. 
C) Transversal. 
D) Coorte histórica. 
E) Ensaio clínico randomizado 
 Camille Buger – T8 
11- O Serviço Médico da empresa quer avaliar se o clima influencia o absenteísmo por doença 
respiratória. Para isso, compara o número global de funcionários e de dias de afastamento por essa 
causa durante o ano, de dois locais em diferentes regiões geográficas. Esse tipo de estudo é 
qualificado como 
A) Ecológico. 
B) transversal. 
C) caso controle. 
D) randomizado. 
E) coorte. 
12- Uma fábrica de cerâmica realiza, através do serviço de saúde do trabalhador, um "check-up" dos 
empregados a cada 5 anos de atuação na empresa. A avaliação dos resultados durante 10 anos de 
implantação dessa rotina revelou que, dos 500 empregados examinados ao Raio X, 100 tinham lesões 
suspeitas de silicose. A medida acima se trata de um coeficiente de: 
A) incidência 
B) letalidade. 
C) prevalência. 
D) tendência. 
E) diagnóstico. 
13-De acordo com Merhy (2002), as tecnologias em saúde classificam-se em leves, leveduras e duras. 
Assinale a alterativa que contém exemplos de tecnologias leves. 
A) Vídeos educativos, panfletos e cartazes. 
B) Escuta qualificada, acolhimento e uso de linguagem adequada. 
C) Glicosimetro, aparelho de pressão e balança. 
D) Formuláriospara registro de atividades da prática de grupo, protocolos e massagem. 
E) Protocolo operacional padrão-POP, disponibilizado pela gestão 
14-Os usuários de serviços de saúde com doenças crônicas exigem um acompanhamento ao longo de 
muitos anos, além de um forte vínculo com a unidade e os profissionais, para garantir sua adesão ao 
tratamento e possibilitar a oferta de intervenções de prevenção e de promoção à saúde. No contexto 
da Atenção Básica, a relação pessoal de longa duração entre os profissionais de saúde e os pacientes 
em suas unidades de saúde configura: 
A) o cuidado simplificado. 
B) a população adscrita. 
C) a coordenação do cuidado 
D) a longitudinalidade. 
E) não deve estimular o vínculo com todos os usuários, pois estes podem sobrecarregar os serviços. 
 Camille Buger – T8 
15-Em relação à vigilância em saúde na Estratégia de Saúde da Família, indique se as assertivas 
abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F). 
I - Para qualificar a atenção à saúde a partir do princípio da integralidade, é fundamental que os 
processos de trabalho sejam organizados com vistas ao enfrentamento dos principais problemas de 
saúde-doença das comunidades e com ações de promoção e vigilância em saúde efetivamente 
incorporadas no cotidiano das equipes de Saúde da Família. 
II - O conceito de vigilância em saúde inclui, exclusivamente, a vigilância e o controle das doenças 
transmissíveis e a vigilância das doenças e agravos não transmissíveis. 
III - No trabalho de controle sanitário é fundamental conhecer o território, identificar e interpretar a 
organização e a dinâmica das populações que nele habitam, bem como compreender a forma como 
funcionam e se articulam as condições econômicas, sociais e de trabalho. 
IV - A população alvo da vigilância corresponde todas as pessoas residentes no país. Cada município 
deve notificar os casos detectados em sua área de abrangência, ou seja, apenas residentes nesse 
município 
A) V, V, F, F, 
B) V, F, V, F 
C) V, F, F, V 
D) V, V, V, F 
E) F, V, F, V 
16- O modelo dos determinantes Sociais de Saúde (DSS) de Dalleral e Whithehead descreve as 
relações entre os fatores sociais e a saúde coletiva e individual. Com vistas a que se relacionam. O 
centro do modelo contempla os determinantes individuais, incluindo os seguintes elementos: 
A) redes sociais e comunitárias. 
B) condições de vida e de trabalho 
C) fatores hereditários, sexo e idade. 
D) condições socioeconômicas e ambientais. 
E) comportamento e estilo de vida dos indivíduos. 
17- Em um município a população de menores de um ano é de 1.932 crianças para o ano de 2020. 
Foram registrados 800 nascidos vivos. Nesse período ocorreram 7 óbitos fetais, 2. Óbitos em 
lactentes com idade entre 3 meses e 11 meses de vida, 10 óbitos em recém-nascidos com menos de 
sete dias de vida, e 1 óbito em recém-nascido com idade variando entre 7 e 27 dias de vida. Calcule o 
Coeficiente de Mortalidade Infantil para esse ano: 
A) 25/1000 nascidos vivos. 
B) 25/1000 crianças menores de um ano. 
C) 16,5/1000 nascidos vivos. 
D) 16,5/1000 crianças menores de um ano. 
E) 12,5/1000 nascidos vivos. 
 Camille Buger – T8 
18- Na tabela a seguir, encontra-se a distribuição de casos, óbitos e letalidade por doença 
meningocócica segundo faixa etária para o ano de 2018: 
 
Considerando as informações apresentadas, avalie as afirmações a seguir. 
I. Quanto maior o número de casos confirmados da doença, maior é a prevalência, independentemente 
da letalidade, 
II. O número total de indivíduos com doença meningocócica na população estudada corresponde a 
100,0. 
III. Constata-se que a faixa etária de 20 a 29 anos foi a que demandou maior atenção quanto à execução 
de medidas de prevenção e controle da doença. 
É correto o que se afirma em: 
A) I, II, III 
B) I e II, 
C) I e III, 
D) II, 
E) III 
19- Um paciente em estado terminal por câncer gástrico faleceu durante o transporte entre o serviço 
de Pronto Atendimento (PA) e o hospital. Contudo, o médico que o acompanhou na ambulância não 
se considera apto a preencher a Declaração de Óbito (DO). Na condição de diretor clínico do PA, 
pressupondo que a causa de morte foi natural e que o paciente possui registros de outros 
atendimentos na unidade, assinale a alternativa que apresenta o tipo de conduta administrativa que 
deve ser adotada neste caso. 
A) sindicância interna para apurar a causa do óbito. 
B) Encaminhar o corpo para o Instituto Médico Legal. 
C) Orientar o médico que transportou o paciente a preencher a DO. 
D) Orientar a enfermeira de plantão que preencha a DO. 
E) Orientar o médico do hospital de referência a preencher a DO. 
 Camille Buger – T8 
20) Assinale a alternativa que apresenta exemplo de preenchimento correto de causa de morte, em 
atestado de óbito (parte l), de acordo com os padrões estabelecidos na classificação internacional de 
doença, versão 10. 
A) 
a) Suicídio por arma de fogo 
b) Lesão de aorta 
c) Anemia aguda 
B) 
a) Broncopneumonia 
b) Fratura de Femur 
c) Queda de Escada 
C) 
a)Insuficiencia cardíaca congestiva 
b)Febre reumática 
c)Estenose Mitral 
D) 
a)Hipertensão arterial 
b)Hemorragia cerebral 
c) arteriosclerose. 
E) 
a)Sarampo 
b) pneumonia 
c)Ausência de vacinação 
21- Jovem de 22 anos de idade é baleado. Na internação recebeu hemotransfusão por sangramento 
importante, evoluiu em 10 dias com pneumonia, insuficiência renal e posteriormente veio a falecer 
de sepse pulmonar. A causa base mais provável da morte do paciente é: 
A) pneumonia. 
B) sepse pulmonar. 
C) insuficiência renal. 
D) lesão por arma de fogo. 
E) choque hipovolêmico. 
 
 
 Camille Buger – T8 
22- Maria de 79 anos teve mal súbito, de causa indeterminada, tendo sido socorrida e levada ao 
pronto atendimento pelo SAMU, aonde chegou em parada cardiorrespiratória (PCR) e óbito. Como 
antecedente, era hipertensa, diabética e teve queda da própria altura há 6 meses, no banheiro, com 
fratura de fêmur, sendo submetida a tratamento cirúrgico. Teve boa recuperação, alta hospitalar. em 
tratamento fisioterápico e já deambulando normalmente. Neste caso, lindo aconselhável que a 
declaração de óbito seja emitida 
A) pelo médico do pronto atendimento, que atendeu a paciente em PCR. 
B) Pelo médico do SAMU, chamado ao domicílio. 
C) No IML, pelo antecedente de trauma com fratura. 
D) pelo ortopedista, que apenas operou a paciente. 
E) no svo, por provável causa natural. 
23- Um trabalhador da construção civil, 38 anos, deu entrada em um pronto socorro devido queda 
por acidente do 4° andar de um predio em construção. Após exame pela equipe médica apresentava 
coma neurológico e sinais de hipovolemia. Cerca de 1 hora após a admissão o paciente teve uma 
parada cardiorrespiratória irreversível. Após autópsia foi constatado traumatismo crânio encefálico, 
de tórax, fraturas em membros inferiores, além de importante hemotórax. A quem compete 
preencher e assinar a declaração de óbito? 
A) médico do Serviço de Verificação de óbito. 
B) médico-perito do Ministério do Trabalho. 
C) médico-socorrista que coordenou o primeiro atendimento ao paciente 
D) neurologista da equipe médica do Pronto Socorro. 
E) médico do Instituto Médico Legal. 
24) O gráfico a seguir representa índices de mortalidade proporcional dos grupos etários, em anos: 
 
É correto afirmar que esse tipo de curva 
A) não pode ser usado como indicador de nivel de saúde da população 
B) indica um nível baixo de saúde. 
C) sugere a ocorrência de mortalidade elevada por causas externas. 
D) sugere a ocorrência de mortalidade elevada por doenças infectocontagiosas. 
E) indica um nível elevado de saúde. 
 Camille Buger – T8 
25- Segundo Moraes, as curvas de mortalidade proporcional do tipo II, em forma de j invertido, são 
descritas como reveladoras de nível de saúde baixo e da pequena proporção daqueles que alcançam 
ou ultrapassam os: 
A) 60 anos de vida. 
B) 50 anos de vida. 
C) 40anos de vida. 
D) 20 anos de vida. 
E) 10 anos de vida. 
GABARITO 
1) A 
2) C 
3) B 
4) E 
5) A 
6) A 
7) D 
8) D 
9) D 
10) A 
11) A 
12) C 
13) B 
14) D 
15) B 
16) C 
17) C 
18) E 
19) C 
20) B 
21) D 
22) E 
23) E 
24) E 
25) B 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Camille Buger – T8 
Prova Sem Turma 
1- Leia o fragmento a seguir: "O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e 
execução de políticas econômicas e ______ que visem à redução de riscos de doenças e de outros 
agravos e ao estabelecimento de condições que assegurem acesso _____ e igualitário às ações e aos 
serviços para a sua _____ proteção e recuperação." (Seção II - da Saúde). Assinale a opção que 
completa corretamente as lacunas do fragmento a seguir. 
A) Fiscais - precoce - promoção. 
B) Sociais -restrito - prevenção. 
C) Sociais - precoce - prevenção. 
D) Fiscais - universal - prevenção. 
E) Sociais - universal - promoção. 
2- O art. 198 da Constituição brasileira estabelece que "as ações e serviços públicos de saúde 
integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único". Rede 
regionalizada e hierarquizada significa que os: 
A) Serviços de saúde devem estar ancorados em uma rede de atenção básica em cada região de 
saúde. 
B) Serviços de saúde devem ser organizados em bases territoriais definidas, de acordo com a 
distribuição da população e o nível de complexidade dos serviços. 
C) Serviços hospitalares de nível terciário devem necessariamente estar contidos em cada região de 
saúde. 
D) Ambulatórios, postos de saúde e as clínicas de saúde da família devem subordinar-se a hospitais 
de nível secundário e terciário em cada região. 
E) Hospitais especializados constituem o ponto de coordenação do sistema de saúde em uma dada 
região 
3- A Lei Federal no 8.080/1990 que regula, em todo o território nacional, as ações e serviços de 
saúde, estabelece, em seu art. 7°, o princípio de "integralidade dos cuidados de saúde. Esse princípio 
obriga a que: 
A) Os pacientes portadores de doenças agudas sejam tratados em locais distintos daqueles dos 
portadores de doenças crônicas. 
B) Os serviços coletivos sejam prestados pelos municípios, e os curativos, pelas outras esferas de 
governo, de maneira integrada. 
C) As equipes de saúde devem ser sempre multiprofissionais, capazes de dar conta da unidade 
biopsicossocial dos pacientes. 
D) O conjunto das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para 
cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema, deve compor um conjunto articulado 
e integrado. 
E) Serviços de prevenção no âmbito da saúde pública devem ser organizados para tratamento na 
rede de hospitais e postos de saúde, e os de reabilitação em centros especializados. 
 Camille Buger – T8 
4- Em relação à Constituição Federal do Brasil considerem as afirmações a seguir, classificando-as 
como verdadeiras (V) ou falsas (F). 
( ) As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e 
constituem um sistema único, cujas diretrizes incluem o atendimento integral, priorizando as atividades 
preventivas. 
( ) Apenas as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos poderão participar de forma 
complementar do SUS. 
( ) A descentralização do sistema único, como diretriz para as ações e serviços de saúde, diz respeito 
apenas às unidades básicas de saúde. 
( ) A participação da comunidade inclui-se entre as diretrizes para a organização do SUS. 
( ) Entre as atribuições do SUS, está a de colaborar na proteção do meio ambiente. A classificação 
correta obtida, de cima para baixo, é: 
A) V; F; F; V; V. 
B) F; V; V; F; F. 
C) V; V; F; V; V. 
D) F; F; V; V; V 
E) V; F; F; F; V. 
5- Ao dar entrada em uma unidade pública de saúde, uma paciente foi atendida preferencialmente, 
passando à frente de pacientes que estavam aguardando atendimento e que tinham uma 
classificação de risco mais grave. Após reclamações, soubese que o privilégio no atendimento se deu 
por tratar-se de amiga de um deputado influente na cidade. De acordo com a Lei Orgânica da Saúde, 
a conduta feriu diretamente o seguinte princípio do SUS: 
A) Integralidade 
B) Universalidade 
C) Igualdade 
D) Imparcialidade 
E) Descentralização 
6- Com base em vivências e experiências de profissionais trabalhando em Unidades de Saúde foi 
desenvolvida a Política Nacional de Humanização no âmbito do SUS. Essa política enfatiza. 
A) Maior interação entre os gestores das unidades e os profissionais de saúde, além dos usuários e 
familiares, na criação de ambiente harmônico e no trabalho coletivo em prol da melhor 
recuperação do paciente. 
B) Maior conhecimento dos profissionais e dos usuários sobre a gestão da unidade, para que 
possam vigiar os atos da administração e denunciar eventuais desvios e condutas impróprias dos 
gestores. 
C) Tornar o ambiente da unidade de saúde mais acolhedor e amistoso, para diminuir as queixas 
direcionadas à direção e à ouvidoria. 
 Camille Buger – T8 
D) Delimitar os papéis dos diferentes atores no processo de atenção e recuperação de pacientes 
(profissionais, gestores e usuários) para que cada um respeite a função e o espaço do outro, sem 
intromissões ou interações que perturbem o bom desempenho dos profissionais. 
E) Maior monitorização sobre os profissionais pelos gestores, com criação de regras e delimitações, 
impedindo que erros na atenção e perda de foco por esses profissionais prejudiquem os 
usuários. 
7- Em relação à organização constitucional brasileira da saúde pública, assinale a alternativa correta. 
A) A assistência à saúde é restrita à iniciativa privada, como determinado pela Constituição Federal. 
B) As ações e serviços públicos de saúde são organizados de acordo com a diretriz de atendimento 
integral, com prioridade para as atividades corretivas. 
C) As instituições privadas poderão participar de forma suplementar do Sistema Único de Saúde, 
segundo diretrizes deste, mediante contrato ou convênio, tendo preferência as entidades com 
fins lucrativos. 
D) Os critérios de rateio dos recursos da União vinculados à saúde, destinados aos Estados, ao 
Distrito Federal e aos Municípios, e dos Estados destinados a seus respectivos Municípios, 
objetivando a progressiva redução das disparidades regionais, serão estipulados por Decreto. 
E) É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas 
com fins lucrativos. 
8- Em relação aos serviços de vigilâncias epidemiológica e sanitária, saneamento básico e saúde do 
trabalhador, conforme disposto na Lei nº 8.080/90, 
A) A sua coordenação é atribuição exclusiva da esfera federal. 
B) Cabe à direção municipal do SUS apenas a sua execução. 
C) A sua coordenação e execução são de responsabilidade da direção municipal do SUS. 
D) Cabe à direção municipal do SUS apenas a sua coordenação. 
E) A sua execução é atribuição exclusiva da esfera estadual. 
9- Emergência de Saúde Pública de importância internacional significa um evento: 
A) Extraordinário, de natureza infecciosa, nunca anteriormente detectado, que ocorra, 
simultaneamente, em pelo menos 3 continentes diferentes, exigindo pesquisas articuladas. 
B) Conhecido internacionalmente, de natureza infecciosa ou não, que tenha causado alta incidência 
de óbitos em qualquer país mesmo com as medidas rotineiras preconizadas tradicionalmente. 
C) Sazonal que ocorra simultaneamente em pelo menos um país de cada continente e exija 
medidas de controle coordenadas pela Organização Mundial de Saúde. 
D) Extraordinário, de natureza infecciosa ou não, que constitua risco para a saúde pública de outros 
países por meio de propagação internacional de doenças e que potencialmente requeiram uma 
resposta internacional adequada. 
E) De natureza infecciosa reconhecida pela Organização Mundial de Saúde que tenha causado alta 
incidência de óbitosem pelo menos 10 países em desenvolvimento 
 Camille Buger – T8 
10- Sobre indicadores de saúde se pode afirmar que: 
A) Se gerados regularmente e manejados em um sistema dinâmico, são instrumentos valiosos para 
a gestão e avaliação da situação de saúde. 
B) São geralmente de fácil comparabilidade. 
C) Em geral, devem ser interpretados um a um de forma independente e, caso não tenham alta 
especificidade, devem ser descartados. 
D) Sua construção é de baixa complexidade. 
E) Seu grau de excelência é definido somente por sua capacidade de medir o que se pretende. 
11- A operacionalização da vigilância epidemiológica compreende um ciclo de funções específicas e 
intercomplementares, desenvolvidas de modo contínuo, permitindo conhecer, a cada momento, o 
comportamento da doença ou agravo selecionado como alvo das ações, de forma que as medidas de 
intervenção pertinentes possam ser desencadeadas com oportunidade e eficácia". São funções da 
vigilância epidemiológica: 
l- Coleta, processamento e avaliação dos dados. 
II- Recomendação de medidas de controle. 
III- Promoção das ações de controle. 
IV- Avaliação da eficácia e efetividade das medidas adotadas; divulgação das informações. 
São CORRETAS as afirmativas: 
A) I e II, somente 
B) I, I e IV, somente 
C) I, II e IV, somente. 
D) I, I e III, somente. 
E) I, II, III e IV. 
12- Constitui-se, para a Vigilância Epidemiológica, uma doença de comportamento epidêmico aquela 
que: 
A) A incidência excedeu ao esperado para o período. 
B) Teve um aumento no número de casos, mantendo o esperado para o período. 
C) Não teve aumento no número de casos, mas a prevalência é alta para o período. 
D) Teve aumento no número de óbitos, mantendo a incidência para o período. 
E) A prevalência é maior que a incidência no período selecionado. 
13- Avalie as afirmativas abaixo: 
I- Os dados de morbidades são mais utilizados em vigilância epidemiológica, por permitem a detecção 
imediata ou precoce de problemas sanitários, e podem ser oriundos da busca ativa de casos, por 
exemplo. 
 Camille Buger – T8 
II- Os indicadores demográficos e socioeconômicos são essenciais para a caracterização da dinâmica 
populacional e das condições gerais de vida, as quais se vinculam os fatores condicionantes da doença 
ou agravo. 
III- Os dados de mortalidades são considerados indicadores da gravidade e são obtidos de declarações 
de óbitos. 
IV- A notificação compulsória é a principal fonte da vigilância epidemiológica, a partir da qual, na 
maioria das vezes, se desencadeia o processo informação-decisão-ação. 
São CORRETAS as afirmativas: 
A) I e II, somente 
B) I, III e IV, somente 
C) II, III e IV, somente 
D) I, II e III, somente. 
E) I, II, III e IV. 
14- Considere que um pesquisador pretenda definir as causas de uma doença rara em determinada 
comunidade. Para tanto, ele identifica os casos da doença e, para cada caso, escolhe 3 pessoas sadias 
do mesmo sexo, da mesma etnia, da mesma condição social e que moram na mesma região. Ele 
pretende, com isso, encontrar sujeitos semelhantes aos doentes, porém sadios, para tentar definir 
quais fatores podem estar associados ao desenvolvimento da doença. Nessa situação, o tipo de 
estudo realizado pelo pesquisador é denominado: 
A) Estudo de coorte 
B) Estudo transversal 
C) Estudo de caso-controle 
D) Ensaio clínico randomizado 
E) Estudo ecológico 
15- O Serviço Médico da empresa quer avaliar se o clima influencia o absenteísmo por doença 
respiratória. Para isso, compara o número global de funcionários e de dias de afastamento por essa 
causa durante o ano, de dois locais em diferentes regiões geográficas. Esse tipo de estudo é 
qualificado como: 
A) Ecológico 
B) Transversal 
C) Caso controle 
D) Randomizado 
E) Coorte 
 
 
 
 
 Camille Buger – T8 
16- Preocupados com a relação entre inseticidas organoclorados e o surgimento de neoplasias em 
agricultores, um pesquisador separou dois grupos de mil trabalhadores rurais expostos e não 
expostos ao inseticida para avaliar a ocorrência de neoplasia. Esse tipo de estudo pode ser 
classificado como: 
A) Ensaio Clínico 
B) Caso-controle 
C) Estudo de Coorte 
D) Estudo ecológico 
E) Estudo randomizado. 
17- Segundo o Ministério da Saúde, dentre as responsabilidades do município para com a Política 
Nacional de Atenção Básica, está a de: 
A) Utilizar a Estratégia de Saúde da Família para aliviar a crescente demanda por serviços de saúde 
na rede pública e privada. 
B) Repassar para a Estratégia de Saúde da Família o controle da vigilância sanitária que será 
facilitado pela proximidade com a população. 
C) Equipar as unidades de Estratégia de Saúde da Família com recursos complementares de 
diagnósticos bioquímicos e de imagem para aliviar a sobrecarga dos serviços hospitalares. 
D) Introduzir a Estratégia de Saúde da Família como opção de atendimento para substituir 
progressivamente as unidades básicas de saúde. 
E) Inserir a Estratégia de Saúde da Família em sua rede de serviços como tática prioritária de 
organização da atenção básica. 
18- Segundo a Portaria nº 2.488/11, a Atenção Básica: 
A) Caracteriza-se por desenvolver ações apenas nos âmbitos primário e secundário da atenção à 
saúde. 
B) Tem o alto grau de capilaridade como um de seus atributos básicos. 
C) Na Rede de Atenção à Saúde, é uma referência importante como porta de entrada secundária. 
D) Deve ser de baixa resolutividade, como complemento à alta resolutividade própria dos serviços 
de maior complexidade. 
E) Não deve estimular o vínculo com todos os usuários, pois estes podem sobrecarregar os serviços 
com queixas irrelevantes. 
19 -"A Atenção Básica caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e 
coletivo, que abrangem a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o 
tratamento, a reabilitação e a manutenção da saúde" São ações de saúde desenvolvidas na atenção 
básica, EXCETO: 
A) Realizar o primeiro atendimento às urgências odontológicas. 
B) Desenvolver ações intersetoriais, integrando projetos sociais voltados para a promoção da saúde. 
C) Realizar o cuidado em saúde da população da área de abrangência da unidade, efetivando a prática do 
cuidado familiar. 
D) Realizar escuta qualificada das necessidades dos usuários internados na unidade hospitalar, promovendo 
ações curativas e participando da prevenção das infecções hospitalares. 
E) Participar das atividades de educação permanente 
 Camille Buger – T8 
20- O propósito fundamental do processo de territorialização é permitir: 
A) A definição de prioridades em termos de problemas e grupos, o que se refletirá na definição das 
ações mais adequadas e, consequentemente, em um maior impacto positivo sobre os níveis de 
saúde e as condições de vida; 
B) A seleção de uma área geográfica para o desenvolvimento de estudos que possam ser 
comparados com outras regiões, verificando os impactos na atenção à saúde e nas condições de 
vida; 
C) A identificação de uma área delimitada que servirá para restringir o atendimento a um 
determinado grupo populacional, privilegiando a focalização das ações e a racionalização dos 
recursos; 
D) A definição de prioridades em termos dos interesses políticos, o que se refletirá na definição das 
ações de maior visibilidade e, consequentemente, em uma maior divulgação positiva e na 
aceitação dos projetos junto à comunidade; 
E) A identificação das áreas onde deverão ser instalados os hospitais de referência da região, 
viabilizando o sistema de ofertas da atenção de maior complexidade, acoplado à rede de 
serviços laboratoriais 
21- Existem várias definições do que sejam os determinantes sociais de saúde (DSS) e todas trazem a 
ideia de que "as condições de vida e trabalho dos indivíduos e de grupos da população estão 
relacionadas com sua situação de saúde". O modelo de Dahlgren e Whitehead dispõe os DSS em 
camadas superpostas.Constitui camada do modelo: 
A) Características fenotípicas dos indivíduos. 
B) Perfil imunológico das populações. 
C) Estilo de vida dos indivíduos. 
D) Perfil microbiológico dos territórios. 
E) Perfil microdeterminantes dos territórios. 
22-De acordo com a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) assinale a alternativa incorreta em 
relação aos tipos de equipes. 
A) Equipe de Saúde da Família (eSF): É a estratégia prioritária de atenção à saúde e visa à 
reorganização da Atenção Básica no País, de acordo com os preceitos do SUS. Composta no 
mínimo por médico, preferencialmente da especialidade medicina de família e comunidade, 
enfermeiro, preferencialmente especialista em saúde da família; auxiliar e/ou técnico de 
enfermagem e agente comunitário de saúde (ACS). 
B) Equipe de Atenção Primária - eAP: a eAP difere da equipe de Saúde da Família - eSF em sua 
composição, de modo a atender às características e necessidades de cada município. As eAP 
deverão ser compostas minimamente por médicos preferencialmente especialistas em medicina 
de família e comunidade e enfermeiros preferencialmente especialistas em saúde da família 
cadastrados em uma mesma Unidade de Saúde. 
 Camille Buger – T8 
C) Equipe de Saúde Bucal (eSB): Modalidade que pode compor as equipes que atuam na atenção 
básica, constituída por um cirurgião-dentista e um técnico em saúde bucal e/ou auxiliar de saúde 
bucal. 
D) A Equipe de Saúde Bucal (eSB) de modalidade I deve conter pelo menos Cirurgião- dentista, 
técnico em saúde bucal (TSB) e auxiliar em saúde bucal (ASB), ou outro TSB. 
E) Para as Equipes de Atenção Primária - eAP de modalidade II, a carga horária mínima individual 
dos profissionais deverá ser de 20 (vinte) horas semanais, com população adscrita 
correspondente a 50% (cinquenta por cento) da população adscrita para uma eSF. 
23-Observe o gráfico a seguir: 
 
O gráfico representa um atendimento de saúde. Considere que X é um usuário que busca o sistema e é 
atendido, na unidade de pronto atendimento ambulatorial. O ponto Y representa o mesmo usuário em 
um segundo momento, apresentando uma descompensação metabólica e é internado numa unidade 
hospitalar. Analise as afirmativas a seguir. 
I. O espaço entre as linhas A e B representa, em determinado tempo, o grau de severidade da condição 
crônica. 
II. Nos intervalos entre os momentos atenção nos serviços de saúde (X e Y), o usuário não recebeu 
atenção contínua e proativa, sob a coordenação da equipe da atenção primária à saúde. 
III. O usuário recebeu atenção contínua e houve o gerenciamento da condição de saúde com base numa 
atenção primária à saúde de qualidade. 
IV. Os resultados da forma de atenção às condições crônicas em momentos de manifestações clínicas 
exuberantes são eficazes do ponto de vista sanitário e econômico. 
Estão corretas as afirmativas: 
 Camille Buger – T8 
A) I e II, apenas 
B) III e IV, apenas. 
C) II e III, apenas 
D) II e IV, apenas. 
E) I e III, apenas. 
24- Uma doença aguda que provoca óbito em curto espaço de tempo, com alta taxa de letalidade: 
A) Influencia fortemente a taxa de mortalidade geral de uma população. 
B) Tem baixo coeficiente de incidência. 
C) Tem baixo coeficiente de prevalência. 
D) É sempre infecciosa. 
E) A incidência e a prevalência diminuirão 
25) Assinale a alternativa que apresenta exemplo de preenchimento correto de causa de morte, em 
atestado de óbito (parte l), de acordo com os padrões estabelecidos na classificação internacional de 
doença, versão 10. 
A) 
a) Suicídio por arma de fogo 
b) Lesão de aorta 
c) Anemia aguda 
B) 
a) Insuficiência Cardíaca Congestiva 
b) Febre reumática 
c) Estenose mitral 
C) 
a)Hipertensão arterial 
b)Hemorragia cerebral 
c) arteriosclerose. 
D) 
a)Sarampo 
b) pneumonia 
c)Ausência de vacinação 
E) 
a)insuficiência respiratória 
b) Doença da membrana hialina 
c)Prematuridade 
 Camille Buger – T8 
26- Um homem de 53 anos, ao atravessar a rua, é atingido por um ônibus. Socorrido, no hospital 
constata-se contusão cerebral e fratura exposta de perna direita. Os exames de imagem do cérebro 
não revelam alterações que requeiram intervenção cirúrgica; ele é submetido, então, a uma cirurgia 
ortopédica. No terceiro dia de internação, ainda confuso, evolui com febre e, em 3 dias, vai a óbito, 
com o diagnóstico de septicemia de origem pulmonar. Assinale a alternativa que apresenta a causa 
básica do óbito a ser registrada na declaração de óbito. 
A) Pneumonia. 
B) Contusão cerebral. 
C) Pedestre traumatizado em colisão com um ônibus 
D) Septicemia 
E) Fratura exposta de perna direita. 
27- Em uma determinada comunidade com uma população de 10 milhões de pessoas (5.550.000 
pessoas do sexo feminino e 4.450.000 pessoas do sexo masculino), ocorreram 50.000 mortes durante 
do ano de 2015. Entre esses óbitos, 5.000 foram por causas relacionadas à violência e 2.500 por 
câncer de intestino. Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta o coeficiente 
de mortalidade geral. 
A) 5 x 1000. 
B) 5% 
C) 7,5% 
D) 7,5 x 1000 
E) 7,5 x 10000. 
28- Segundo normatização do Ministério da Saúde, a necropsia de vítima de morte suspeita ou 
violenta deve ser realizada por médico legista no Instituto Médico Legal (IML). Na hipótese de não 
haver IML na localidade em questão, recomenda-se que a declaração de óbito seja emitida da 
seguinte forma: 
A) O corpo deverá ser transportado para a cidade mais próxima que disponha de IML. 
B) O médico legista da localidade mais próxima deverá ir até o local para emitir a declaração de 
óbito. 
C) Poderá ser emitida por um médico não legista da localidade, desde que investido pela 
autoridade judicial ou policial como perito eventual (ad hoc). 
D) Excepcionalmente, por qualquer médico do SUS local. 
E) Neste caso, qualquer médico pode emitir a declaração de óbito como "morte sem assistência 
médica". 
 
 
 Camille Buger – T8 
29- Mulher de 80 anos teve mal súbito, de causa indeterminada, tendo sido socorrida e levada ao 
pronto atendimento pelo SAMU, onde chegou em parada cardiorrespiratória (PCR) e óbito. Como 
antecedente, era hipertensa, diabética e teve queda da própria altura há 6 meses, no banheiro, com 
fratura de fêmur, sendo submetida a tratamento cirúrgico. Teve boa recuperação, alta hospitalar, em 
tratamento fisioterápico e já deambulando normalmente. Neste caso, é mais aconselhável que a 
declaração de óbito seja emitida. 
A) Pelo médico do pronto atendimento, que atendeu a paciente em PCR. 
B) Pelo médico do SAMU, chamado ao domicílio. 
C) No IML, pelo antecedente de trauma com fratura 
D) Pelo ortopedista, que apenas operou a paciente 
E) No SVO, por provável causa natural. 
30- Jovem do sexo masculino, 30 anos, foi atropelado na via pública por um ônibus, sofrendo trauma 
cranioencefálico, com hematoma extradural. Foi socorrido, submetido à craniotomia, com drenagem 
do hematoma. Recuperou-se do coma, porém ficou internado por 2 meses, tendo broncopneumonia, 
sepse e veio a óbito. Neste caso, a declaração de óbito deverá ser emitida. 
A) No SVO, pois o evento final foi de causa natural. 
B) Pelo plantonista do hospital no momento do óbito 
C) No IML, pelo nexo-causal entre o acidente e a causa do óbito 
D) Pelo neurocirurgião que operou o paciente. 
E) Pelo médico plantonista que deu o primeiro atendimento pós-acidente. 
31- Para fins de preenchimento da Declaração de Óbito, como é chamada a doença ou lesão que 
iniciou a cadeia de acontecimentos patológicos que conduziram diretamente à morte, ou as 
circunstâncias do acidente ou violência que produziu a lesão fatal? 
A) Código CID. 
B) Causa de Morte. 
C) Óbito presumível. 
D) Óbito por causas externas. 
E) Causa Básica de Morte. 
32-Em um pequeno município, os técnicos da equipe do SUS buscam dados que possam servir para a 
elaboração de indicadores das condições de saúde da população local. Descobrem• Avaliar efetividade de intervenções em 
populações. 
 
O aumento da taxa de mortalidade durante a 
onda de calor na França em 2003 mostrou-se 
correlacionado ao aumento da temperatura, 
embora o aumento diário da poluição do ar 
deve, também, ter contribuído. Esse aumento 
dos óbitos ocorreu principalmente na população 
idosa, sendo a causa básica da morte 
frequentemente registrada como decorrente de 
doença cardíaca ou pulmonar. 
Vantagens: 
• Fornecem dados adicionais para a 
investigação da hipótese; 
• Simplicidade, baixo custo e rapidez; 
• Fontes de dados estão previamente 
disponíveis: estudos demográficos e 
estatísticas vitais. 
Desvantagens: 
• Associação entre o grupo de indivíduos e 
o uso dos medicamentos pode não existir 
no nível individual. 
• Podem estar ocorrendo outras 
exposições além daquela ao 
medicamento (cuidado ao interpretar 
dados). 
• Dados de diferentes fontes podendo 
gerar qualidade variável da informação; 
• Não há acesso a dados individuais, só a 
informações estatísticas, não se sabe 
quem é exposto é também doente. 
• Dificuldade na analise estatística: a 
unidade de observação é o grupo. 
• Dificuldade em controlar fatores de 
confusão. 
Pesquisa Experimental 
O pesquisador participa ativamente na 
condução do fenômeno, processo ou do fato 
avaliado, isto é, ele atua na causa, modificando-
a, e avalia as mudanças no desfecho. 
O investigador seleciona as variáveis que serão 
estudadas, define a forma de controle sobre 
elas e observa os efeitos sobre o objeto de 
estudo, em condições pré-estabelecidas. 
O fato das variáveis, ou da variável, poderem ser 
manipuladas pelo pesquisador, equívocos e 
vieses praticamente desaparecem, sendo, por 
esta razão, considerada como o melhor tipo de 
pesquisa científica, pois proporciona maior 
confiabilidade em seus resultados. 
Os tipos de delineamento são os estudos 
controlados (duplocego, randomizado, não-
randomizado, autocontrolado e com controle 
externo) e não-controlados. 
 Camille Buger – T8 
Ensaio Clínico Controlado 
Randomizado 
 
É o estudo padrão-ouro para se avaliar 
intervenções. 
É um estudo prospectivo, onde uma 
intervenção será testada em pelo menos dois 
grupos aleatórios de indivíduos, por um tempo 
determinado. 
O termo “controlado” significa que há grupo 
controle ou grupo de comparação. Esses grupos 
podem ser: grupo intervenção X grupo não 
intervenção ou diferentes intervenções 
comparadas entre si. 
 
Vantagens: Randomização tende a balancear 
fatores prognósticos entre os grupos de 
estudo; Permite a coleta de informações 
detalhadas; Doses podem ser pré- 
determinadas pelo investigador; Cegamento dos 
participantes pode reduzir distorção na aferição 
de resultados. 
 
Desvantagens: Capacidade de generalização 
externa reduzida devido aos critérios de 
exclusão; Demorado; Amostras grandes; Custo 
elevado; Problemas éticos; Os indivíduos 
podem não aderir às intervenções alocadas. 
Revisão Bibliográfica 
Consiste em uma análise aprofundada no 
acervo de publicações correntes em uma 
determinada área de estudo, a fim de buscar 
respostas ou um maior conhecimento sobre um 
determinado assunto. 
Existem 3 Tipos de revisão da literatura: 
• Narrativa; 
• Sistemática; 
• Integrativa. 
Revisão Narrativa 
Não utiliza critérios explícitos e sistemáticos 
para a busca e análise crítica da literatura. 
A busca pelos estudos não precisa esgotar as 
fontes de informações. Não aplica estratégias 
de busca sofisticadas e exaustivas. 
A seleção dos estudos e a interpretação das 
informações podem estar sujeitas à 
subjetividade dos autores. 
É adequada para a fundamentação teórica de 
artigos, dissertações, teses, trabalhos de 
conclusão de cursos. 
Revisão Integrativa 
Combinar estudos com diversas metodologias, 
por exemplo, delineamento experimental e não 
experimental, e integrar os resultados. 
 Camille Buger – T8 
Promover os estudos de revisão em diversas 
áreas do conhecimento, mantendo o rigor 
metodológico das revisões sistemáticas. 
Permite a combinação de dados da literatura 
empírica e teórica que podem ser direcionados 
à definição de conceitos, identificação de 
lacunas nas áreas de estudos, revisão de teorias 
e análise metodológica dos estudos sobre um 
determinado tópico. 
 
Revisão Sistemática 
Tipo de investigação científica; 
São consideradas estudos observacionais 
retrospectivos ou estudos experimentais de 
recuperação e análise crítica da literatura; 
Testam hipóteses; 
Objetivo levantar, reunir, avaliar criticamente a 
metodologia da pesquisa e sintetizar os 
resultados de diversos estudos primários; 
Busca responder a uma pergunta de pesquisa 
claramente formulada; 
Utiliza métodos sistemáticos e explícitos para 
recuperar, selecionar e avaliar os resultados de 
estudos relevantes; 
Reúne e sistematiza os dados dos estudos 
primários (unidades de análise); 
É considerada a evidência científica de maior 
grandeza e; São indicadas na tomada de decisão 
na prática clínica ou na gestão pública. 
 
 
 
 Camille Buger – T8 
 
Incidência, prevalência, mortalidade.
Medidas de Frequência de 
Doenças 
A incidência é a frequência com que surgem 
NOVOS CASOS de uma doença num intervalo de 
tempo, como se fosse um “filme” sobre a 
ocorrência da doença, no qual cada quadro 
pode conter um novo caso ou novos casos. 
 
Exercício: 
Entre 600 crianças cadastradas na Estratégia 
Saúde da Família e acompanhadas durante um 
ano, foram diagnosticados, neste período, 30 
casos novos de anemia. O cálculo da taxa de 
incidência será: 
 
30/600=0,05 X 1.000 (constante) 
Taxa de incidência: 50 casos novos de anemia 
por 1.000 crianças no ano. 
Prevalência 
Refere-se ao número de casos existentes de 
uma doença em um dado momento; é uma 
“fotografia” sobre a sua ocorrência, sendo assim 
uma medida estática. Os casos existentes são 
daqueles que adoeceram em algum momento 
do passado, somados aos casos novos dos que 
ainda estão vivos e doentes. 
Existem 03 tipos de medidas de prevalência: 
a) Prevalência pontual ou instantânea: 
Frequência de casos existentes em um dado 
instante no tempo (ex.: em determinado dia, 
como primeiro dia ou último dia do ano). 
b) Prevalência de período: Frequência de casos 
existentes em um período de tempo (ex.: 
durante um ano). 
c) Prevalência na vida: Frequência de pessoas 
que apresentaram pelo menos um episódio da 
doença ao longo da vida. 
Cálculo da prevalência 
 
Exercício: 
 
As crianças acompanhadas pela Equipe de 
Saúde da Família. Suponha que em determinada 
semana todas as crianças fizeram exames 
laboratoriais. Das 400 crianças participantes, 
foram encontradas 40 com resultado positivo 
para Ascaris lumbricoides. Cálculo da 
prevalência de verminose por Ascaris: 
40/400=0,1 X 100 (constante) 
Prevalência: 10 casos existentes de verminose 
por Ascaris a cada 100 crianças. 
Indicadores de Saúde 
 Camille Buger – T8 
Fatores que influenciam a 
prevalência de um agravo à saúde, 
excluída a migração 
 
Fatores que aumentam a 
prevalência 
a) a maior frequência com que surgem novos 
casos (incidência); 
b) melhoria no tratamento, prolongando-se o 
tempo de sobrevivência, porém sem levar à 
cura (aumento da duração da doença). 
Fatores que diminuem a 
prevalência 
a) redução no número de casos novos, atingida 
mediante a prevenção primária (conjunto de 
ações que atuam sobre os fatores de risco e 
que visam evitar a instalação das doenças na 
população através de medidas de promoção da 
saúde e proteção específica); 
b) redução no tempo de duração dos casos, 
atingida através da prevenção secundária 
(conjunto de ações que visam identificar e 
corrigir, o mais precocemente possível, 
qualquer desvio da normalidade, seja por 
diagnóstico precoce ou por tratamento 
adequado), em razão do óbito mais precoce 
pela doença em questão, ou seja, menor tempo 
de sobrevivência. 
 
Usos dasque a única fonte 
de que dispõem são os registros no cemitério local, nos quais constam o nome, o sexo e a idade de 
cada um dos que morreram no município e nenhuma outra informação. E correto afirmar que com 
esses dados: 
A) É possível calcular a Taxa de Mortalidade Geral. 
B) É possível calcular o Índice de Swaroop-Uemura. 
C) É possível calcular o Coeficiente de Mortalidade infantil. 
D) É possível calcular a Taxa de Mortalidade Específica por Sexo. 
E) É impossível calcular qualquer indicador de saúde. 
 Camille Buger – T8 
33- Um senhor de 82 anos de idade, debilitado pela doença de Parkinson, mora com seu filho e sua 
nora. A equipe de saúde da família suspeita que esse senhor sofre maus-tratos físicos por parte de 
algum familiar. Diante desse quadro, é correto afirmar: 
A) Não se trata de caso de notificação ao SUS. 
B) O caso deve ser notificado à polícia, que deve interrogar os familiares. 
C) Como o caso é referente a uma pessoa do sexo masculino, não se trata de violência a ser 
notificada. 
D) O caso deve ser notificado ao SINAN como violência interpessoal. 
E) Se houver confirmação, o caso deve ser notificado ao SUS como violência doméstica. 
 
 
GABARITO 
1) E 
2) B 
3) D 
4) A 
5) C 
6) A 
7) E 
8) B 
9) D 
10) A 
11) E 
12) A 
13) E 
14) C 
15) A 
16) C 
17) E 
18) B 
19) D 
20) A 
21) C 
22) E 
23) A 
24) C 
25) E 
26) C 
27) A 
28) C 
29) E 
30) C 
31) E 
32) B 
33) Dmedidas de prevalência 
• Planejamento de ações e serviços de 
saúde, 
• Previsão de recursos humanos, 
• Diagnósticos e 
• Terapêuticos. 
EX.: o conhecimento da prevalência de HAS 
entre os adultos de determinada área de 
abrangência pode orientar o número necessário 
de consultas de acompanhamento, reuniões de 
grupos de promoção da saúde e provisão de 
medicamentos para hipertensão na farmácia da 
Unidade de Saúde. 
É a medida mais adequada para doenças 
crônicas ou de longa duração. 
Quando se trata de casos existentes calcula-se a 
PREVALÊNCIA → sua utilidade é Fazer 
comparações no tempo, ou seja, verificar se a 
prevalência está aumentando, diminuindo ou 
estabilizou ao longo de meses ou anos 
 
 Camille Buger – T8 
Usos das medidas de incidência 
• Investigações etiológicas para elucidar 
relações de causa e efeito, 
• Avaliar o impacto de uma política, ação 
ou serviço de saúde, 
• Estudos de prognóstico. 
Ex.: verificar se o número de casos novos de 
HAS declinou depois da implementação de 
promoção da saúde, como incentivo a uma 
dieta saudável, realização de atividade física e 
combate ao tabagismo no bairro. 
Indicadores de Saúde: 
São frequências relativas compostas por um 
numerador e um denominador que fornecem 
informações relevantes sobre determinados 
atributos e dimensões relacionados às 
condições de vida da população e ao 
desempenho do sistema de saúde. 
A qualidade vai depender da sua validade 
(capacidade de medir o que se pretende); 
confiabilidade (reprodutibilidade), 
mensurabilidade, relevância e custo-efetividade. 
a) Indicadores de morbidade: indicam a 
incidência e prevalência de doenças; 
 
b) Indicadores de mortalidade: indicam a 
mortalidade através, por exemplo, da 
taxa de mortalidade geral, taxa de 
mortalidade infantil, taxa de 
mortalidade por grupos de causas (como 
doenças cardiovasculares, respiratórias e 
câncer) e razão de mortalidade materna; 
Mortalidade Proporcional por Causas: É um 
indicador do tipo proporção, que apresenta, no 
numerador, os óbitos (por região, causa, sexo 
ou idade), e, no denominador, o total de óbitos 
cuja fração se deseja conhecer. 
 
 
c) Indicadores relacionados à nutrição, 
crescimento e desenvolvimento: 
indicam, por exemplo, proporção de 
nascidos vivos com baixo peso e 
proporção de adultos com obesidade; 
d) Indicadores demográficos: indicam, por 
exemplo, distribuição da população 
segundo sexo e idade; 
e) Indicadores socioeconômicos: indicam, 
por exemplo, escolaridade, renda, 
moradia e emprego da população; 
f) Indicadores relacionados à saúde 
ambiental: indicam, por exemplo, 
qualidade do solo, da água e do ar; 
g) Indicadores relacionados aos serviços de 
saúde: indicam, por exemplo, número de 
profissionais da saúde por 1.000 
habitantes e número de atendimentos 
em especialidades básicas por 1.000 
habitantes. 
 
 Camille Buger – T8 
Mortalidade Proporcional por Idade 
Swaroop-Uemura Razão de 
Mortalidade Proporcional 
Utilizado para comparar regiões com diferentes 
graus de desenvolvimento, criado em 1957, é o 
Indicador de Swaroop-Uemura ou Razão de 
Mortalidade Proporcional (RMP). 
É calculado dividindo-se o número de óbitos em 
indivíduos com 50 anos ou mais pelo total de 
óbitos da população 
Ele permite classificar regiões ou países em 
quatro níveis de desenvolvimento: 
1º Nível (RMP ≥75%): países ou regiões onde 
75% ou mais da população morrem com 50 
anos ou mais, padrão típico de países 
desenvolvidos; 
2º nível (RMP entre 50% e 74%): países com 
certo desenvolvimento econômico e regular 
organização dos serviços de saúde; 
3o nível (RMP entre 25% e 49%): países em 
estágio atrasado de desenvolvimento das 
questões econômicas e de saúde; e 
4º nível (RMPdisponíveis sobre a ocorrência dessas doenças e 
agravos, bem como dos fatores que a 
condicionam, numa área geográfica ou 
população definida. 
Constitui-se em importante instrumento para o 
planejamento, a organização e a 
operacionalização dos serviços de saúde, como 
também para a normatização de atividades 
técnicas correlatas. 
Funções da Vigilância 
Epidemiológica 
1. Coleta de dados; 
2. Processamento de dados coletados; 
3. Análise e interpretação de dados 
processados; 
4. Recomendação das medidas de prevenção e 
controle apropriadas; 
5. Promoção das ações de prevenção e 
controle indicadas; 
6. Avaliação da eficácia e efetividade das 
medidas adotadas; 
7. Divulgação de informações pertinentes. 
Vigilância Epidemiológica 
 Camille Buger – T8 
As competências de cada um dos 
níveis do sistema de saúde 
(municipal, estadual e federal) 
As ações executivas são inerentes ao nível 
municipal e seu exercício exige conhecimento 
analítico da situação de saúde local. 
Os níveis nacional e estadual conduzirem ações 
de caráter estratégico, de coordenação em seu 
âmbito de ação e de longo alcance, além da 
atuação de forma complementar ou 
suplementar aos demais níveis. 
Tipos de dados e informações 
1. Dados demográficos, ambientais e 
socioeconômicos; 
Permitem quantificar grupos populacionais, 
com vistas à definição de denominadores para o 
cálculo de taxas. 
O número de habitantes, de nascimento e de 
óbitos devem ser discriminados segundo 
características de sua distribuição por: 
• Sexo; 
• Idade; 
• Situação do domicilio; 
• Escolaridade; 
• Ocupação; 
• Condições de saneamento, entre outras. 
A disponibilidade de indicadores demográficos e 
socioeconômicos é primordial para a 
caracterização da dinâmica populacional e das 
condições gerais de vida, as quais se vinculam os 
fatores condicionantes da doença ou agravo 
sob vigilância. 
Dados sobre aspectos climáticos e ecológicos, 
também, podem ser necessários para a 
compreensão do fenômeno analisado. 
2. Dados de morbidade; 
Os mais utilizados em vigilância epidemiológica, 
por permitirem a detecção imediata ou 
precoce de problemas sanitários. 
Dados oriundos da: 
• Notificação de casos e surtos; 
• Produção de serviços ambulatoriais e 
hospitalares; 
• Investigações epidemiológicas; 
• Busca ativa de casos; 
• De estudos amostrais e de inquéritos; 
• Entre outras fontes. 
 
3. Dados de mortalidade; 
Fundamental importância como indicadores da 
gravidade, no caso particular de doenças de 
maior letalidade, mais válidos do que os dados 
de morbidade, por se referirem a fatos vitais 
bem marcantes e razoavelmente registrados. 
Obtidos de declarações de óbitos, padronizadas 
e processadas nacionalmente. 
Essa base de dados apresenta variáveis graus de 
cobertura entre as regiões do país, algumas 
delas com subenumeração elevada de óbitos. 
Há proporção significativa de registros sem 
causa definida, o que impõe cautela na análise 
dos dados de mortalidade. 
4. Notificação de emergências de saúde 
pública, surtos e epidemias. 
São situações emergenciais em que se impõe a 
notificação imediata de todos os casos 
suspeitos, com o objetivo de delimitar a área 
de ocorrência, elucidar o diagnóstico e 
deflagrar medidas de controle aplicáveis. 
 Camille Buger – T8 
Epidemia: elevação do número de casos de uma 
doença ou agravo, em determinado lugar e 
período de tempo, caracterizando de forma 
clara um excesso em relação à frequência 
esperada. 
Surto: tipo de epidemia em que os casos se 
restringem a uma área geográfica pequena e 
bem delimitada ou a uma população 
institucionalizada (creches, quartéis, escolas, 
etc.). 
Notificação 
É a comunicação da ocorrência de determinada 
doença ou agravo à saúde, feita à autoridade 
sanitária por profissionais de saúde ou qualquer 
cidadão, para fins de adoção de medidas de 
intervenção pertinentes. 
Historicamente, a notificação compulsória tem 
sido a principal fonte da vigilância 
epidemiológica, a partir da qual, na maioria das 
vezes, se desencadeia o processo informação-
decisão-ação. 
A listagem das doenças e agravos de notificação 
nacional é estabelecida pelo Ministério da 
Saúde entre as consideradas de maior 
relevância sanitária para o país. 
Doença: enfermidade ou estado clínico, 
independente de origem ou fonte, que 
represente ou possa representar um dano 
significativo para os seres humanos. 
Agravo: qualquer dano à integridade física ou 
mental do indivíduo, provocado por 
circunstancias nocivas, tais como acidentes, 
intoxicações por substâncias. 
 
Na Lei Federal nº 6.259, de 30 de outubro de 
1975, que cria o Sistema Nacional de Vigilância 
Epidemiológica, destacam-se os seguintes 
artigos: 
“Art. 8º – É dever de todo cidadão comunicar à 
autoridade sanitária local a ocorrência de fato, 
comprovado ou presumível, de caso de doença 
transmissível, sendo obrigatória a médicos e 
outros profissionais de saúde, no exercício da 
profissão, bem como aos responsáveis por 
organizações e estabelecimentos públicos e 
particulares de saúde e ensino, a notificação de 
casos suspeitos ou confirmados de doenças e 
agravos. 
Art. 9º – É obrigatório proceder a investigação 
epidemiológica pertinente à elucidação do 
diagnóstico e tomar medidas de controle 
cabíveis, no caso das doenças do elenco de 
Doenças de Notificação Compulsória (DNC). 
Art. 14º – A inobservância da presente lei 
constitui infração, sujeitando o infrator a 
penalidades. 
Aspectos que devem ser 
considerados na notificação 
Notificar a simples suspeita da doença. Não se 
deve aguardar a confirmação do caso para se 
efetuar a notificação, pois isto pode significar 
perda da oportunidade de intervir eficazmente; 
Tem de ser sigilosa, só podendo ser divulgada 
fora do âmbito médico sanitário em caso de 
risco para a comunidade, respeitando-se o 
direito de anonimato dos cidadãos; 
O envio dos instrumentos de coleta de 
notificação deve ser feito mesmo na ausência 
de casos, configurando-se o que se denomina 
notificação negativa, que funciona como um 
indicador de eficiência do sistema de 
informações. 
 Camille Buger – T8 
Emergência de Saúde Pública de 
Interesse Internacional (RSI) 
Evento extraordinário, que é determinado, 
como estabelecido neste regulamento: 
• por constituir um risco de saúde pública 
para outro estado membro, por meio da 
propagação internacional de doenças; 
• por potencialmente requerer uma 
resposta internacional coordenada. 
Evento – manifestação de uma doença ou uma 
ocorrência que cria um potencial para causar 
doença. 
Regulamento Sanitário 
Internacional (RSI) 
É um instrumento jurídico internacional 
vinculativo para 196 países em todo o mundo, 
que inclui todos os Estados Membros da 
Organização Mundial da Saúde (OMS). 
Objetivo: Ajudar a comunidade internacional a 
prevenir e responder a graves riscos de saúde 
pública que têm o potencial de atravessar 
fronteiras e ameaçar pessoas em todo o mundo. 
 
 
Parâmetros para inclusão de 
doenças e agravos na lista de 
notificação compulsória devem 
obedecer aos critérios: 
a) MAGNITUDE: Traduz-se pela incidência, 
prevalência, mortalidade, anos 
potenciais de vida perdidos. 
b) POTENCIAL DE DISSEMINAÇÃO: 
Expressa-se pela transmissibilidade da 
doença, possibilidade da sua 
disseminação por vetores e demais 
fontes de infecção, colocando sob risco 
outros indivíduos ou coletividades. 
c) TRANSCENDÊNCIA: Conjunto de 
características apresentadas por 
doenças e agravos, de acordo com a sua 
especificidade clínica e epidemiológica, 
destacando-se: 
⎯ Severidade: medida pelas taxas de 
letalidade, hospitalizações e 
sequelas; 
⎯ Relevância social: significa o valor 
que a sociedade imputa à 
ocorrência do evento, por 
estigmatização dos doentes, medo 
e indignação; e 
 Camille Buger – T8 
⎯ Relevância econômica: situações 
de saúde que afetam o 
desenvolvimentoeconômico, em 
razão das restrições comerciais, 
perdas de vidas, absenteísmo ao 
trabalho, custo de diagnóstico e 
de tratamento, entre outros 
fatores. 
d) VULNERABILIDADE: Vinculada a 
instrumentos específicos de prevenção e 
controle, que permitem a atuação 
concreta e efetiva dos serviços de saúde 
sobre indivíduos ou coletividades. 
e) COMPROMISSOS INTERNACIONAIS: 
Relacionam-se a acordos firmados entre 
países membros da Organização 
Mundial da Saúde (OMS), que visam à 
adoção de esforços conjuntos para o 
alcance de metas continentais, ou até 
mesmo mundiais, de controle, eliminação 
ou erradicação de algumas doenças. Ex.: 
sarampo. 
f) REGULAMENTO SANITÁRIO 
INTERNACIONAL: As doenças que estão 
definidas como de notificação 
compulsória internacional são incluídas, 
obrigatoriamente, nas listas de todos os 
países membros da OMS. Ex.: cólera, 
peste e febre amarela, entre outros 
eventos. 
g) EPIDEMIAS, SURTOS E AGRAVOS 
INUSITADOS: devem ser investigadas e 
imediatamente notificadas aos níveis 
hierárquicos superiores, pelo meio mais 
rápido de comunicação disponível. 
Mecanismos próprios de notificação 
devem ser instituídos, definidos de 
acordo com a apresentação clínica e 
epidemiológica do evento. 
Controle, eliminação ou 
erradicação 
Controle: quando aplicado a doenças 
transmissíveis e algumas não transmissíveis, 
implica operações ou programas desenvolvidos 
com o objetivo de reduzir sua incidência e/ou 
prevalência a níveis muito baixos. 
Eliminação: ou erradicação regional, é a 
suspensão da transmissão de determinada 
infecção em ampla região geográfica ou 
jurisdição geopolítica. 
Erradicação: cessação de toda a transmissão da 
infecção pela extinção artificial da espécie do 
agente em questão no planeta; pressupõe a 
ausência completa de risco de reintrodução da 
doença, de forma a permitir a suspensão de 
toda e qualquer medida de prevenção ou 
controle. 
SINAN 
Sistema de Informação de Agravos de 
Notificação 
 
 
 Camille Buger – T8 
 
Preenchimento de documentação
Emissão da Declaração de Óbito 
Os médicos têm responsabilidade ética e 
jurídica pelo preenchimento e pela assinatura 
da DO. 
Dessa forma, ocorrido um óbito, o médico tem a 
obrigação legal de constatá-lo e atestá-lo, 
utilizando o formulário-padrão. 
• Constatar o óbito é dever do médico que 
atendeu a ocorrência, já a emissão da 
declaração de óbito dependerá das 
circunstâncias. 
Atenção! É vedado ao médico cobrar pela 
emissão da DO em quaisquer situações! 
Ao profissional, caso seja solicitado, cabe 
apenas a cobrança da consulta para verificação 
de óbito em pacientes que não estejam sob sua 
responsabilidade, excetuadas as condições em 
que seja substituto (em plantões ou visita 
domiciliar sob a responsabilidade de uma 
unidade de saúde), ou que esteja no âmbito do 
SVO ou do IML. 
Situações em que se deve emitir a D.O: 
• Qualquer óbito, seja por causa natural, 
por causa acidental ou violenta. 
• Óbito fetal, que esteja de acordo com 
pelo menos 1 dos seguintes critérios: 
⎯ Gestação ≥ 20 semanas; 
⎯ Feto com peso ≥ 500g; 
⎯ Estatura ≥ 25 cm. 
 
Unidades Notificadoras aptas a 
receber formulários de DO: 
A emissão e a distribuição dos formulários para 
as Secretarias Estaduais de Saúde (SES), é de 
competência exclusiva do MS, pela SVS. 
• Estabelecimentos e serviços de saúde, 
inclusive o de atendimento ou internação 
domiciliar; 
• Instituto médico legal (IML); 
• Serviço de Verificação de Óbito (SVO); 
• Médico cadastrado pela SMS. 
• * Cartório de Registro Civil, somente em 
localidades onde não exista médico. 
É vedada a distribuição da Declaração de Óbito 
para as empresas funerárias. 
Certidão de Óbito 
A Certidão de Óbito é um documento emitido 
pelo Cartório de Registro Civil das pessoas 
naturais e só pode ser emitido com o Atestado 
de Óbito. 
Sem a Certidão de Óbito, não são possíveis 
atualmente realizar sepultamento em cemitério 
público ou privado e dar andamento à parte 
burocrática, como encerramento de contas 
bancárias, inventários, fim de vínculos 
empregatícios, entre outros. 
 
Atestado de Óbito 
 Camille Buger – T8 
Itens que Compõem a DO: 
A DO é composta por nove blocos de 
informações de preenchimento obrigatório, a 
saber: 
I. É a parte da DO preenchida 
exclusivamente pelo Cartório. 
II. Identificação do falecido (Campos 1 a 14) 
RG, carteira de trabalho ou similar para 
transcrever informações fidedignas para a 
DO. 
III. Residência: endereço habitual. (Campos 
15 a 19) 
IV. Local de ocorrência do óbito. (Campos 20 
a 26) 
V. Específico para óbitos fetais e de menores 
de um ano: são dados extremamente 
importantes para estudos da saúde 
materno-infantil. 
Colher informações sobre a mãe e sobre o 
falecido, em casos de óbito fetal ou menor 
de 1 ano. Na maioria das vezes, o óbito 
fetal está relacionado a fatores maternos 
(como idade) e a condições do parto (tipo 
de parto, número de gestações). A 
inclusão da variável 36 - número da 
Declaração de Nascido Vivo (DNV) - 
objetivos estudar e comparar os dados 
sobre natimortalidade, perimortalidade e 
mortalidade infantil em menores de 1 ano 
e o registro da DNV 
VI. Condições e causas do óbito: destacam-se 
os diagnósticos que levaram à morte, ou 
contribuíram para mesma, ou estiveram 
presentes no momento do óbito. Dar 
especial atenção a óbitos de mulheres em 
idade fértil ao preencher os campos 
respectivos (43 e 44 do modelo vigente), 
visando estudos sobre mortalidade 
materna. 
ATENÇÃO: A causa básica da morte é: 
A doença ou a afecção que iniciou a cadeia de 
acontecimentos patológicos que conduziram 
diretamente à morte; ou 
As circunstâncias do acidente ou da violência 
que produziu a lesão fatal. 
Deve existir somente uma causa básica de 
morte para cada falecido que é definida por 
aplicação de regras de codificação, executada 
por profissional capacitado (codificador), após 
preenchimento pelo médico das afecções em 
sequência lógica na DO. 
 
 
Exemplo: IAM 
Aterosclerose 
Diabetes Melitus 
 
Exemplo: Choque séptico 
Sepse por Gram-Negativo 
Parte II – DM 
 
 Camille Buger – T8 
VII. Os dados do médico que assinou a DO são 
importantes e devem ser preenchidos de 
maneira legível, pois trata-se de 
documento oficial, cujo responsável é o 
médico. Para elucidação de dúvidas sobre 
informações prestadas, o médico poderá 
ser contatado pelos órgãos competentes. 
VIII. Causas externas: os campos deverão ser 
preenchidos sempre que se tratar de 
morte decorrente de lesões causadas por 
homicídios, suicídios, acidentes ou mortes 
suspeitas. 
IX. A ser utilizado em localidade onde não 
exista médico, quando, então, o registro 
oficial do óbito será feito por duas 
testemunhas. – Nenhum sepultamento 
será feito sem certidão do Oficial de 
Registro do lugar do falecimento, extraída 
após a lavratura do assento de óbito, em 
vista do atestado de médico, se houver no 
lugar, ou, em caso contrário, de duas 
pessoas qualificadas que tenham 
presenciado ou verificado a morte. 
 
Preenchimento da Declaração de 
Óbito 
O preenchimento deve ser feito de preferência 
em letra de forma legível e com caneta 
esferográfica. 
O médico não deve assinar uma DO em branco, 
devendo verificar se todos os itens de 
identificação foram devidamente e 
corretamente preenchidos. 
Não pode haver emendas ou rasuras. Caso isso 
ocorra, deve-se ressalvar a emenda ou a rasura, 
repetindo os dados de forma legível e assinado 
novamente, ao pé da ressalva. Se não for 
possível ressalvar. O jogo deve ser anulado e 
encaminhado ao setor da Secretaria Municipal 
de Saúde responsável pela distribuição, para 
controle. 
Deve-se, ainda, ser evitado deixar campos em 
branco, assinalado a opção “ignorado” quando 
não conhecer a informação solicitada ou um 
traço (-) quando não se aplicar ao item 
correspondente ou na impossibilidade de seremobtidas as informações. 
 
 
 
 Camille Buger – T8 
Vias da Declaração de Óbito 
A DO é um formulário autocarbonado em 3 vias, 
chamado de “Kit” de DO, composto por uma via 
branca, uma via amarela e uma via rosa. 
Cada DO já vem numerada. Essa numeração é 
única e exclusiva para cada DO. Portanto, caso 
haja rasuras ou erros a DO não deve ser 
descartada, jogada no lixo ou extraviada. 
Nesses casos, deve-se inutilizar o documento, 
através de palavras como “Inutilizada, Sem 
Efeito, Cancelada”, grampeando as 3 vias e 
reencaminhando-as para a Secretaria Municipal 
de Saúde (SMS). 
 
Via Branca: preenchida pela instituição que 
presta o atendimento, sendo ela o hospital, 
clínica, IML (Instituto Médico-Legal) ou SVO, as 
quais encaminham para a SMS. 
 A SMS digita, analisa e encaminha a DO 
para a DIRES (Diretoria Regional de Saúde). 
A DIRES é responsável pela sua análise e 
encaminhamento via web para instância 
estadual (SES – Secretaria de Estado da 
Saúde) e federal (Ministério da Saúde). 
Via Amarela: é entregue para a família, que em 
sua posse a encaminha para o Cartório de 
Registro Civil, de forma a poder prosseguir com 
as questões burocráticas do sepultamento, 
cremação, entre outros. A segunda via 
permanece arquivada nesse local. 
Via Rosa: fica arquivada no local de prestação 
de atendimento médico, em conjunto com o 
prontuário do paciente falecido, seja essa 
instituição um hospital, clínica ou ambulatório. 
 
Fluxo dos óbitos por causa natural 
e externa 
 
 
 Camille Buger – T8 
 
Nos casos de óbito com suspeita de causa 
externa, cadáver não identificado ou em 
decomposição e óbito de pessoa sob custódia 
do Estado (detento/presidiário) o médico 
deverá preencher a “GUIA DE 
ENCAMINHAMENTO DE CADAVER – GEC”, 
comunicando a autoridade policial para fins de 
lavrar boletim de ocorrência e expedir guia de 
encaminhamento para o IML. 
 e a autoridade policial deverá ser 
comunicada de que se trata de morte 
natural sem assistência médica, para fins 
de registro e expedição de boletim de 
ocorrência para traslado do corpo, com 
finalidade sanitária. 
Em caso de encaminhamento para o SVO, é 
obrigatório obter o consentimento da família 
para a realização do exame necroscópico. 
 
Quando emitir declaração de óbito 
de Conceptos 
 
 Camille Buger – T8 
 
Observações Importantes 
Registrar apenas uma causa ou diagnóstico em 
cada linha da Parte I. 
Caso não haja certeza do diagnóstico, mas uma 
hipótese diagnóstica, termos como “suspeita 
de” ou “provável” podem ser acrescentados ao 
diagnóstico. 
Quando a morte for consequência de 
complicações cirúrgicas ou de procedimentos, 
declarar a causa que levou à indicação da 
cirurgia ou procedimento, pois esta é a causa 
básica da morte. 
No caso de neoplasias, indicar sempre a 
localização primária e a natureza, se benigna ou 
maligna. Em caso de desconhecimento da 
localização primária, registrar como neoplasia 
maligna de sítio primário desconhecido. 
No caso de óbitos de recém-nascidos e 
natimortos devidos à patologia materna, não 
esquecer de registrá-la, pois ela é a causa básica 
da morte. 
As fraturas, exceto as patológicas, são 
consideradas lesões devidas a causas externas. 
Portanto, deverão ser atestadas por médico 
legista (IML), independentemente do tempo 
entre o acidente ou violência e a morte. 
A cremação do cadáver somente será feita 
daquele que houver manifestado a vontade de 
ser incinerado, ou no interesse da saúde 
pública, e se o atestado de óbito tiver sido 
firmado por dois médicos ou por um médico 
legista, no caso de morte violenta, depois de 
autorizada pela autoridade judiciária. 
Exercícios 
 
 
Gabarito: B 
 
 Camille Buger – T8 
Gabarito D 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Camille Buger – T8 
 
 Camille Buger – T8 
 
Atenção Básica = Atenção Primária
O que é Atenção Básica 
É o conjunto de ações de saúde que podem ser 
individuais, familiares ou coletivas que 
envolvem promoção, prevenção, proteção, 
diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução 
de danos, cuidados paliativos e vigilância em 
saúde baseados na prática do cuidado 
integrado e na gestão qualificada, realizada com 
equipe multiprofissional e dirigida à população 
em território definido, no qual as equipes 
assumem responsabilidades sanitárias. 
 Princípio da integralidade! 
A Atenção Básica será a principal porta de 
entrada e centro de comunicação da RAS, 
coordenadora do cuidado e ordenadora das 
ações e serviços disponibilizados na rede. 
Deve ser ofertada integralmente e 
gratuitamente a todos, de acordo necessidades 
e demandas do território, considerando os 
determinantes e condicionantes de saúde. 
É proibida exclusão baseada em idade, gênero, 
raça/cor, etnia, crença, nacionalidade, 
orientação sexual, identidade de gênero, estado 
de saúde, condição socioeconômica, 
escolaridade, limitação física, intelectual. 
Para o cumprimento das mesmas, serão 
adotadas estratégias para minimizar 
desigualdades, de modo a evitar exclusão social 
de grupos que possam sofrer estigmatização ou 
discriminação, de maneira que impacte na 
autonomia e na situação de saúde. 
 Princípio da Universalidade de acesso! 
Atenção! Existem outras portas de acesso ao 
SUS, são elas CAPS e Urgência e Emergência (Ex: 
SAMU). 
Determinantes da Saúde 
Os determinantes sociais da saúde estão 
relacionados às condições em que uma pessoa 
vive e trabalha. 
São considerados: os fatores sociais, 
econômicos, culturais, étnicos/raciais, 
psicológicos e comportamentais que 
influenciam a ocorrência de problemas de 
saúde e fatores de risco à população, tais como 
moradia, alimentação, escolaridade, renda e 
emprego. 
Modelo de Dahlgren e Whitehead 
Apresenta os diferentes níveis de determinação 
social, desde a camada mais externa, onde 
visualizamos as condições socioeconômicas, 
culturais e ambientais gerais, até a mais 
proximal ao indivíduo, correspondendo aos 
fatores hereditários e outras características 
pessoais, como idade e sexo. 
Esse modelo de determinação considera os 
diversos fatores que contribuem para a saúde 
dos indivíduos e das populações. Na camada 
mais externa da imagem, as condições 
socioeconômicas atuariam sobre a saúde da 
população de forma que os níveis de renda e de 
riqueza determinariam melhor ou pior saúde. 
Atenção Primária à Saúde 
 Camille Buger – T8 
 
A APS cuida das pessoas ao invés de apenas 
tratar doenças ou condições específicas. 
Atendimento abrangente, acessível e baseado 
na comunidade, pode atender de 80 a 90% das 
necessidades de saúde de um indivíduo ao 
longo de sua vida. 
Inclui serviços que vão desde promoção a saúde 
e prevenção até o controle de doenças crônicas 
e cuidados paliativos. 
Princípios da Atenção Básica 
• Universalidade de acesso; 
• Equidade na assistência; 
• Integralidade da assistência. 
Funções na Rede de Atenção à 
Saúde 
Ser base: ser a modalidade de atenção e de 
serviço de saúde com o mais elevado grau de 
descentralização e capilaridade, cuja 
participação no cuidado se faz sempre 
necessária. 
Ser resolutiva: identificar riscos, necessidades e 
demandas de saúde, utilizando e articulando 
diferentes tecnologias de cuidado individual e 
coletivo, por meio de uma clínica ampliada 
capaz de construir vínculos positivos e 
intervenções clínica e sanitariamente efetivas, 
na perspectiva de ampliação dos graus de 
autonomia dos indivíduos e grupos sociais. 
Coordenar o cuidado: elaborar, acompanhar e 
gerir projetos terapêuticos singulares, 
acompanhar e organizar o fluxo dos usuários 
entre os pontos de atenção da RAS. 
Ordenar as redes: reconhecer as necessidades 
de saúde da população sob sua 
responsabilidade, organizando as necessidades 
desta população em relação aos outros pontos 
de atenção à saúde, contribuindo para que a 
programação dos serviços de saúde parta das 
necessidades de saúde dosusuários. 
Tecnologias em Saúde 
É a “aplicação de conhecimentos e habilidades 
organizados na forma de dispositivos, 
medicamentos, vacinas, procedimentos e 
sistemas desenvolvidos para resolver um 
problema de saúde e melhorar a qualidade de 
vida”. 
As tecnologias classificam-se em: 
1. Leves: tecnologias de relações (produção 
de vínculo e das relações, 
autonomização, acolhimento, gestão de 
processos de trabalho); 
2. Leve-duras: como no caso dos saberes 
bem estruturados, que operam no 
trabalho em saúde (como a clínica 
médica, a psicanalítica, a epidemiológica) 
e; 
3. Duras: como no caso de equipamentos 
tecnológicos, maquinas, normas, 
estruturas organizacionais. 
 Camille Buger – T8 
Essas tecnologias, empregadas nos serviços de 
saúde, são utilizadas para a promoção da 
saúde, prevenção de riscos a doenças e 
agravos, redução de danos, diagnóstico, 
tratamento, reabilitação e cuidados paliativos. 
I – Territorialização e 
responsabilização sanitária 
O processo de territorialização consiste em uma 
etapa fundamental de apropriação/ 
conhecimento do território pelas equipes de 
trabalhadores da atenção básica, em que 
ocorre a cartografia do território a partir de 
diferentes mapas (físico, socioeconômico, 
sanitário, demográfico, rede social etc). 
Amplia-se a possibilidade de reconhecimento 
das condições de vida e da situação de saúde 
da população de uma área de abrangência, bem 
como dos riscos coletivos e das potencialidades 
dos territórios. 
A dimensão da responsabilidade sanitária que 
as equipes devem assumir em seu território de 
atuação (adstrição), considerando questões 
ambientais, epidemiológicas, culturais e 
socioeconômicas, contribuindo, por meio de 
ações em saúde, para a diminuição de riscos e 
vulnerabilidades. 
II- Adscrição dos usuários e vínculo 
A adscrição dos usuários é um processo de 
vinculação de pessoas e/ou famílias e grupos a 
profissionais/equipes, com o objetivo de serem 
referência para o seu cuidado. 
O vínculo consiste na construção de relações de 
afetividade e confiança entre o usuário e o 
trabalhador da saúde, permitindo o 
aprofundamento do processo de 
corresponsabilização pela saúde, construído ao 
longo do tempo, além de carregar, em si, um 
potencial terapêutico. 
III- Acessibilidade, acolhimento e porta 
de entrada preferencial. 
O estabelecimento de mecanismos que 
assegurem acessibilidade e acolhimento 
pressupõe uma lógica de organização e 
funcionamento do serviço de saúde que parte 
do princípio de que a unidade de saúde deve 
receber e ouvir todas as pessoas que procuram 
os seus serviços, de modo universal e sem 
diferenciações excludentes. 
O serviço de saúde deve se organizar para 
assumir sua função central de acolher, escutar 
e oferecer uma resposta positiva, capaz de 
resolver problemas de saúde e/ou de minorar 
danos e sofrimentos, ou ainda se responsabilizar 
com a resposta por mais que ela seja ofertada 
em outros pontos de atenção da rede. 
IV – Cuidado Longitudinal 
Pressupõe a continuidade da relação clínica, 
com construção de vínculo e responsabilização 
entre profissionais e usuários ao longo do 
tempo e de modo permanente, acompanhando 
os efeitos das intervenções em saúde e de 
outros elementos na vida dos usuários, 
ajustando condutas, quando necessário, 
evitando a perda de referências e diminuindo os 
riscos de iatrogenia decorrentes do 
desconhecimento das histórias de vida. 
V – Ordenação da Rede de Atenção 
à Saúde (RAS) 
A AB deve ser organizada como base da RAS, 
por sua capilaridade e lógica de trabalho, 
devendo possuir um papel-chave na ordenação 
da Rede. É necessário ter cobertura 
populacional adequada e alta capacidade de 
cuidado, com elevado grau de resolutividade. 
 Camille Buger – T8 
Implica que a maior parte dos fluxos 
assistenciais, linhas de cuidado e ofertas de 
apoio terapêutico e diagnóstico seja elaborada e 
implantada com base nas necessidades de 
saúde identificadas pelos serviços de atenção 
básica. 
VI – Gestão do cuidado integral em rede 
O vínculo construído por uma atenção básica de 
fato resolutiva, humanizada e integral permite 
o desenvolvimento gradativo da gestão do 
cuidado dos usuários pelas equipes, nos vários 
cenários e momentos de cuidado, inclusive 
quando a continuidade do cuidado requer o 
encaminhamento para outros pontos de 
atenção da RAS, momento em que a 
coordenação da atenção básica é decisiva. 
VII- Trabalho em equipe multiprofissional 
Considerando a diversidade e complexidade de 
situações com as quais a atenção básica lida, há 
de se ter/construir capacidades de análise e 
intervenção ampliadas diante das demandas e 
necessidades para a construção de uma atenção 
integral e resolutiva. 
Requer a presença de diferentes formações 
profissionais e alto grau de articulação entre os 
profissionais de modo que não só as ações 
sejam compartilhadas, mas também haja um 
processo interdisciplinar no qual, 
progressivamente, os núcleos de competência 
profissionais específicos vão enriquecendo o 
campo comum de competências, ampliando, 
assim, a capacidade de cuidado de toda a 
equipe. 
Essa organização pressupõe que o processo de 
trabalho centrado em procedimentos 
profissionais passe a ter como foco o usuário, 
onde o cuidado é o imperativo ético-político 
que organiza a intervenção técnico-científica. 
Equipe da Atenção Básica (eAB) 
Modalidade I: 20h/sem. Individual 
50%Pop. adscrita eSF 
Modalidade II: 30h/sem. Individual 
75%Pop. adscrita eSF 
Equipe – Composição mínima 
Enfermeiro e médico! 
Podem ou não agregar a equipe: dentistas, 
auxiliar ou técnico de saúde bucal, ACS e 
Agentes de Combate a Endemias (ACE). 
A carga horária mínima por categoria deve ser 
de 10 horas, com no máximo três (3) 
profissionais por categoria. 
Equipe de Saúde da Família 
Técnico ou auxiliar de enfermagem, 
enfermeiro, médico, ACS e/ou de Endemias → 
40h/sem. 
 
Locais com população vulnerável obrigatório 
100% de cobertura. Em áreas de risco e 
vulnerabilidade social máximo de 750 pessoas 
por agente. 
 Camille Buger – T8 
O número de ACS fica a critério da gestão 
municipal, não é mais obrigatório o quantitativo 
de 4 ACS. 
Equipe de Saúde Bucal (eSB) 
Cirurgião Dentista e Auxiliar ou técnico em 
saúde bucal. 
 
Os profissionais de saúde bucal que compõem 
as equipes de Saúde da Família (eSF) e de 
Atenção Básica (eAB) devem estar vinculados a 
uma UBS ou a Unidade Odontológica Móvel, 
podendo se organizar em duas modalidades. 
PMAQ – Programa Nacional de 
Melhoria do Acesso e Qualidade. 
Objetivos: 
• induzir a ampliação do acesso; 
• Melhora da qualidade da AB; 
• Garantir padrão de qualidade comparável 
nacional, regional e localmente; 
• Transparência e efetividade das ações 
governamentais direcionados à AB. 
 
Financiamento da Atenção Básica 
Formas de repasse das transferências para os 
municípios: 
1- capitação ponderada, 
2- pagamento por desempenho, 
3- incentivo para ações estratégicas e 
4- Incentivo financeiro com base em critério 
populacional. 
O Previne Brasil equilibra valores financeiros per 
capita referentes: à população efetivamente 
cadastrada nas equipes de Saúde da Família 
(eSF) e de Atenção Primária (eAP), com o grau 
de desempenho assistencial das equipes 
somado a incentivos específicos, como 
ampliação do horário de atendimento 
(Programa Saúde na Hora), equipes de saúde 
bucal, informatização (Informatiza APS), equipes 
de Consultório na Rua, equipes que estão como 
campo de prática para formação de residentes 
na APS, entre outros tantos programas. 
Estratégia Saúde da Família – ESF 
A Política Nacional de Atenção Básica tem na 
Saúde da Família sua estratégia prioritária para 
expansão e consolidação da atenção básica. 
Visa à reorganização da Atenção Básica no País 
como estratégia de expansão, qualificação e 
consolidação da Atenção Básica por favorecer 
uma reorientação do processo de trabalhocom 
maior potencial de aprofundar os princípios, 
 Camille Buger – T8 
diretrizes e fundamentos da atenção básica, de 
ampliar a resolutividade e impacto na situação 
de saúde das pessoas e coletividades, além de 
propiciar uma importante relação custo-
efetividade. 
 
 
 
Indicadores 
1- Saúde da Mulher; 
2- Saúde da Criança; 
3- Doenças Crônicas (controle de DM e 
HAS); 
4- Saúde Bucal; 
5- Pré-Natal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Camille Buger – T8 
Questões 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1) C 
1) B 
2) E 
3) B 
4) E 
 
 
 Camille Buger – T8 
 
Princípios organizativos e doutrinários.
História do SUS 
Antes da criação do SUS, o modelo de saúde 
adotado era dividido em 3 categorias: 
• Os que podiam pagar por serviços de 
saúde privados; 
• Os que tinham direito à saúde pública 
por serem segurados pela providencia 
social; 
• Os que não possuíam direito algum (estes 
acabavam usando a Santa Casa de 
Misericórdia). 
Em 1933, teve a criação dos Institutos de 
Aposentadoria e Pensões (IAPs). Criados no 
governo de Getúlio Vargas, como resposta, às 
lutas e reivindicações dos trabalhadores no 
contexto dos processos de industrialização e 
urbanização brasileiros. 
 Entidades de grande porte abrangendo os 
trabalhadores agrupados por ramos de 
atividades. 
Em 1964, teve criação do Instituto Nacional de 
Previdência Social (INPS). Resultou da 
unificação dos IAPs. 
 Marcada opção de compra de serviços 
assistenciais do setor privado, 
concretizando o modelo assistencial 
hospitalocêntrico, curativista e 
médicocentrado. 
Em 1974, pelo Regime Militar, foi criado o 
Instituto Nacional de Assistência Médica da 
Previdência Social (INAMPS), e que passa a ser 
o órgão governamental prestador da assistência 
médica – basicamente à custa de compra de 
serviços médico-hospitalares e especializados 
do setor privado. 
 Atendimento médico só pra quem tinha a 
Previdência Social. Estabelecimentos 
próprios, mas a maior parte dos 
atendimentos era realizado pele iniciativa 
privada. Os convênios estabeleciam a 
remuneração por procedimento, 
consolidando a lógica do cuidar da doença 
e não da saúde. 
Ou seja, o IAPS, INPS e INAMPS seguiam um 
modelo Bismarckiano → ênfase em cura e seu 
acesso é condicionado a uma contribuição 
direta. 
Dificuldades do Sistema de Saúde antes do 
SUS: 
• Acesso restrito; 
• Ênfase na doença e cura; 
• Ministério da saúde: Saneamento e 
Vacinação; 
• Medicina SEM autonomia dos pacientes. 
 
 
Sistema Único de Saúde 
 Camille Buger – T8 
Reforma Sanitária 
No final dos anos de 1980 (após fim da ditadura 
militar) ocorreram movimentos sociais de 
redemocratização do país e melhoria das 
condições de vida da população. 
Ampliação dos direitos de cidadania às camadas 
sociais marginalizadas. 
Saúde como Direito do Cidadão e Dever do 
Estado se colocou como ideia central do 
movimento sanitário. 
A Reforma Sanitária brasileira nasceu na luta 
contra a ditadura, com o tema Saúde e 
Democracia. 
Então em 1986, foi realizada a 8ª Conferência 
Nacional de Saúde e debateu três temas 
principais: ‘A saúde como dever do Estado e 
direito do cidadão’, ‘A reformulação do Sistema 
Nacional de Saúde’ e ‘O financiamento 
setorial’. Além disso, foi a 1ª vez que a 
população participou das discussões da 
conferencia. 
 Seu relatório final serviu de base para o 
capítulo sobre Saúde na Constituição 
Federal de 1988, resultando na criação do 
Sistema Único de Saúde (SUS). Amplia o 
conceito de saúde, resultado das condições 
de habitação, alimentação, renda, meio 
ambiente, trabalho, transporte, educação, 
emprego, lazer, liberdade, acesso a posse 
da terra e acesso a serviços de saúde. 
Última Conferência de Saúde 
Foi realizada de 2 a 5 de julho de 2023 pelo 
Conselho Nacional de Saúde (CNS), juntamente 
com o Ministério da Saúde. Com o tema 
“Garantir Direitos e Defender o SUS, a Vida e a 
Democracia – Amanhã vai ser outro dia” 
O que é SUS 
SUS = Sistema Único de Saúde 
• Sistema: conjunto ordenado de elementos 
que se encontram interligados e que 
interagem entre si. 
• Único: deve seguir a mesma doutrina e 
filosofia de atuação em todo o território 
nacional e em todas as instituições que 
atende pessoas. 
• Saúde: estado de completo bemestar físico, 
mental e social e não apenas a ausência de 
doença. 
O SUS é um sistema complexo, por existir em 
todo o território nacional, o que significa que os 
diferentes níveis de governo devem trabalhar 
juntos, pois dependem um do outro. O 
importante é buscar, de forma permanente, 
acordos e superação de conflitos. 
Princípios do SUS 
Princípio é o começo, um ponto de partida. Mas 
também é o fundamento de algo, de alguma 
teoria. Desses princípios temos toda a forma de 
operação, de trabalho do SUS. 
 
 Camille Buger – T8 
Princípios Ético-doutrinários: 
• Universalidade: visa garantir atenção à 
saúde a todo e qualquer cidadão. 
• Equidade: busca tratar de forma 
diferenciada os desiguais, oferecendo 
mais a quem necessita mais, com o 
objetivo de reduzir as desigualdades 
• Integralidade: considera a pessoa como 
um todo, atendendo a todas as suas 
necessidades. 
Princípios Organizativo-operativos: 
• Regionalização e hierarquização: os 
serviços de saúde devem se organizar 
regionalmente e obedecer a uma 
hierarquia. 
 
• Descentralização ou municipalização: A 
Constituição Federal determina: 
“descentralização, com direção única em 
cada esfera de governo”. 
• Participação popular: participação da 
comunidade por meio dos conselhos e 
das conferências. 
Seção II – da saúde 
Art. 196: saúde é direito de todos e dever do 
Estado, garantido mediante políticas sociais e 
econômicas. 
 Visa redução do risco de doença e 
agravos, acesso universal e igualitário. 
Art 197: cabe ao poder público sua 
regulamentação, fiscalização e controle, 
devendo sua execução ser feita diretamente ou 
através de terceiros e, também, por pessoa 
física ou jurídica de direito privado. 
Art. 198: serviços público de saúde integram 
uma rede regionalizada e hirerquizada, 
constituindo um sistema único. Suas diretrizes 
são: 
 I- Descentralização: direção única em 
cada esfera do governo; 
 II- Atendimento integral; 
 III- Participação da comunidade. 
Promoção: Estimular com ações ligadas à 
qualidade de vida; ações permitem que as 
pessoas tenham boas condições de vida, 
evitando-se que fiquem expostas às causas das 
doenças sendo, por isso, saudáveis. 
 Alimentação de qualidade, atividade de 
lazer, educação. 
Proteção: buscar eliminar riscos. 
 Uso de preservativos, limpar quintal e 
evitar água parada para eliminar focos de 
dengue, vacinação. 
Recuperação: assistência médica em si. 
 Cirurgias. 
Lei Federal 8.080/90 
Dispõe sobre as condições para a promoção, 
proteção e recuperação da saúde, a 
organização e o funcionamento dos serviços e 
dá outras providências. 
Saúde como direito fundamental e dever do 
Estado de promover condições para seu 
exercício. 
 Camille Buger – T8 
 Formulação e execução de políticas 
econômicas e sociais para redução de 
riscos de doenças e agravos, assegurando 
acesso universal e igualitário para 
garantir promoção, proteção e 
recuperação. 
A saúde tem como fatores determinantes e 
condicionantes, entre outros, a alimentação, a 
moradia, o saneamento básico, o meio 
ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o 
transporte, o lazer e o acesso aos bens e 
serviços essenciais. 
ATENÇÃO! A iniciativa privada poderá participar 
do SUS em caráter COMPLEMENTAR mediante 
contrato. 
 Saúde complementar é o conjunto de 
ações e serviços desenvolvidos por 
operadoras de planos e seguros privados 
de assistência médica à saúde e que NÃO 
tem vinculo com o SUS. 
 Quando as suas disponibilidades forem 
insuficientes para garantir a cobertura 
assistencial à população de uma 
determinada área, o SUS poderá recorrer 
aos serviçosofertados pela iniciativa 
privada. A participação complementar 
dos serviços privados será formalizada 
mediante contrato ou convênio, 
observadas, a respeito, as normas de 
direito público. As entidades filantrópicas 
e sem fins lucrativos terão preferência. 
É vedada a participação direta ou indireta de 
empresas ou de capitais estrangeiros na 
assistência à saúde, salvo através de doações de 
organismos internacionais vinculados à 
Organização das Nações Unidas. 
 
Lei Federal 8.142/90 
Dispõe sobre a participação da comunidade na 
gestão do SUS e sobre as transferências 
intergovernamentais de recursos financeiros na 
área da saúde e dá outras providências. 
 Conferência de Saúde: A cada 4 anos 
com representação de vários segmentos 
sociais, para avaliar a situação de saúde e 
propor diretrizes para formulação de 
política de saúde. 
 Conselho de Saúde: em caráter 
permanente e deliberativo, órgão 
colegiado composto por representantes 
do governo, prestadores de serviço, 
profissionais de saúde e usuários, atua 
na formulação de estratégias e no 
controle da execução da política de 
saúde. 
Outras atribuições do SUS 
Controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e 
substâncias de interesse para a saúde e 
participar da produção de medicamentos, 
equipamentos, imunobiológicos, 
hemoderivados e outros insumos; 
Executar ações de vigilância sanitária e 
epidemiológica, bem como as de saúde do 
trabalhador. 
Ordenar a formação de recursos humanos na 
área da saúde. 
Participar da formulação da política e da 
execução das ações de saneamento básico. 
Incrementar em sua área de atuação o 
desenvolvimento científico e tecnológico. 
 Camille Buger – T8 
Fiscalizar e inspecionar alimentos, 
compreendido o controle do seu teor 
nutricional, bem como bebidas e águas para 
consumo. 
Participar do controle e fiscalização da 
produção, transporte, guarda e utilização de 
substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e 
radioativos. 
Responsabilidade dos entes que 
compõem o SUS 
União: a gestão federal da saúde é realizada por 
meio do Ministério da Saúde. 
O principal financiador da rede pública de 
saúde. Ministério da Saúde aplica metade de 
todos os recursos gastos no país em saúde 
pública em todo o Brasil, e estados e 
municípios, em geral, contribuem com a outra 
metade dos recursos. 
O MS formula políticas nacionais de saúde, mas 
não realiza as ações. Para a realização dos 
projetos, depende de seus parceiros (estados, 
municípios, ONGs, fundações, empresas, etc.). 
Também tem a função de planejar, elaborar 
normas, avaliar e utilizar instrumentos para o 
controle do SUS. 
Estados e Distrito Federal: Os estados possuem 
secretarias específicas para a gestão de saúde. 
O gestor estadual deve aplicar recursos 
próprios, inclusive nos municípios, e os 
repassados pela União. 
O estado formula suas próprias políticas de 
saúde, coordena e planeja o SUS em nível 
estadual, respeitando a normatização federal. 
Os gestores de saúde estaduais são 
responsáveis pela organização do atendimento 
a saúde em seu território. 
Municípios: responsáveis pela execução das 
ações e serviços de saúde no âmbito do seu 
território. O gestor municipal deve aplicar 
recursos próprios e os repassados pela União e 
pelo estado. 
O município formula suas próprias políticas de 
saúde e também é um dos parceiros para a 
aplicação de políticas nacionais e estaduais de 
saúde. Ele coordena e planeja o SUS em nível 
municipal, respeitando a normatização federal. 
Pode estabelecer parceria com outros 
municípios para garantir atendimento pleno 
para procedimentos de complexidade que 
estejam acima daqueles que pode oferecer. 
Direitos dos Usuários do SUS 
• Todo cidadão tem direito ao acesso 
ordenado e organizado. 
• Todo cidadão tem direito ao atendimento 
humanizado, acolhedor e livre de 
discriminação. 
• Todo cidadão tem direito a atendimento 
que respeite sua pessoa, seus valores e 
seus direitos. 
• Todo cidadão também tem 
responsabilidades para que seu tratamento 
aconteça de forma adequada. 
• Todo cidadão tem direito ao 
comprometimento dos gestores da saúde 
para que os princípios anteriores sejam 
cumpridos. 
 
 
 Camille Buger – T8 
Conselhos 
O Conselho de Saúde, no âmbito de atuação 
(Nacional, Estadual ou Municipal), em caráter 
permanente e deliberativo, órgão colegiado 
composto por representantes do governo, 
prestadores de serviço, profissionais de saúde e 
usuários, atua na formulação de estratégias e no 
controle da execução da política de saúde na 
instância correspondente, inclusive nos 
aspectos econômicos e financeiros, cujas 
decisões serão homologadas pelo chefe do 
poder legalmente constituído em cada esfera do 
governo. 
Cabe a cada Conselho de Saúde definir o 
número de membros, que obedecerá a seguinte 
composição: 
• 50% de entidades e movimentos 
representativos de usuários; 
• 25% de entidades representativas dos 
trabalhadores da área de saúde e 
• 25% de representação de governo e 
prestadores de serviços privados 
conveniados, ou sem fins lucrativos. 
QUESTÕES 
1) As afirmativas abaixo quais são verdadeiras 
ou falsas: 
1-( ) As unidades de atendimento do SUS nem 
sempre são do governo. 
2-( ) O SUS é um programa do governo da sua 
cidade. 
3-( ) A palavra “único” da sigla SUS quer dizer 
que o atendimento é para uma pessoa de cada 
vez. 
4-( ) Uma das primeiras ideias do SUS foi 
combater a então existente desigualdade no 
atendimento de saúde ao cidadão. 
2) Dona Maria Joaquina estava com um 
problema de pressão e o marido sugeriu que 
eles fossem ao médico no hospital municipal, 
mas no mesmo dia eles receberam a visita de 
um agente comunitário de saúde (ACS), que 
recomendou que ela fosse ao posto de saúde do 
bairro. Nessa situação, podemos identificar dois 
princípios do SUS. Complete o quadro a seguir: 
 
 
 
 
 
3) O SUS possui alguns princípios que o 
organizam. Qual o princípio correspondente: 
1-As prefeituras das cidades que administram os 
recursos financeiros e os serviços: 
 
2-A saúde é um direito de todos os brasileiros, 
independentemente de sexo, idade, 
escolaridade, ter emprego ou não: 
 
3-Os pacientes devem ser considerados como 
um todo: 
 
4-A delimitação de uma base territorial para o 
sistema de saúde: 
4) O Sistema Único de Saúde implica ações e 
serviços públicos de saúde que integram uma 
rede regionalizada hierarquizada e que, de 
acordo com a Constituição Federal, organizar-
se-á por algumas diretrizes. A esse respeito, 
considere as afirmativas abaixo. 
 Camille Buger – T8 
I - A descentralização é uma diretriz do SUS, 
com direção única em cada esfera de governo. 
II - O SUS busca, como diretriz, um atendimento 
parcial, com prioridade para as atividades 
assistencialistas, sem prejuízo dos serviços 
assistenciais. 
III - O SUS tem como uma das diretrizes a 
participação da comunidade. É correto APENAS 
o que se afirma em: 
a) I 
b) II 
c) III 
d) I e III 
e) II e III 
5) As ações de saúde pública no Brasil devem 
estar voltadas, ao mesmo tempo, para o 
indivíduo e para a comunidade, para a 
prevenção e para o tratamento, sempre 
respeitando a diginidade Humana. Essas ações 
estão baseadas no princípio da: 
a) Universalidade 
b) Integralidade 
c) Equidade 
d) Racionalidade 
e) Descentralização. 
6) A expressão de que todos têm o mesmo 
direito de obter as ações e os serviços de saúde 
de que necessitam, independente da 
complexidade, custo e natureza dos serviços 
envolvidos, diz respeito à 
a) Acessibilidade 
b) Hierarquização 
c) Integralidade 
d) Resolutividade 
e) Universalidade 
7) Assinale a alternativa que completa 
corretamente a lacuna no trecho abaixo. O 
dever do Estado de garantir a saúde 
___________________________. 
A) não exclui o papel da família, da comunidade 
e dos próprios indivíduos.

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