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Tabela kV, mAs em Radiologia veterinária
3 pág.

Sistematização da Assistência de Enfermagem Biológicas / SaúdeBiológicas / Saúde

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## Resumo sobre Protocolos Radiográficos para Estudo de AnimaisO documento apresenta tabelas detalhadas de técnicas radiográficas para diferentes regiões anatômicas de animais, considerando variações na espessura corporal que vão de 2 cm até 25 cm. São abordados protocolos específicos para o tórax, abdome e extremidades, com parâmetros técnicos ajustados para garantir imagens radiográficas de qualidade, fundamentais para diagnósticos precisos em medicina veterinária.### Protocolos para Estudo Radiográfico de TóraxPara o tórax, a tabela cobre animais com espessura entre 4 cm e 25 cm. O protocolo utiliza uma constante de 16 e acrescenta 10 kV para o cálculo da voltagem (kV). A corrente elétrica (mA) é fixada em 300, e o tempo de exposição é constante em 0,08 segundos. A voltagem varia progressivamente de 34 kV para 4 cm até 76 kV para 25 cm, aumentando 2 kV a cada centímetro de espessura. Um aspecto importante para a obtenção de imagens nítidas é o posicionamento correto do animal, que deve estar calmo e em inspiração total, ou seja, com os pulmões cheios de ar. Uma dica prática para imobilizar o animal durante a exposição é assoprar o focinho, o que provoca uma breve imobilidade suficiente para disparar o raio-x sem movimentos que possam comprometer a qualidade da imagem.### Protocolos para Estudo Radiográfico de AbdomeO protocolo para abdome também abrange animais com espessura entre 4 cm e 25 cm, mas com parâmetros técnicos diferentes. A corrente elétrica (mA) é menor, fixada em 200, e o tempo de exposição é um pouco maior, 0,1 segundos. A voltagem (kV) segue a mesma lógica do tórax, iniciando em 34 kV para 4 cm e aumentando 2 kV a cada centímetro, chegando a 76 kV para 25 cm.Para o abdome, o animal deve estar bem posicionado, calmo e em expiração total, ou seja, com os pulmões esvaziados, para evitar sobreposição de estruturas e garantir melhor visualização dos órgãos abdominais. A mesma técnica de assoprar o focinho é recomendada para manter o animal imóvel durante a exposição.### Protocolos para Estudo Radiográfico de ExtremidadesPara as extremidades, a tabela cobre espessuras menores, de 2 cm a 15 cm. A corrente elétrica é ainda menor, fixada em 100 mA, com tempo de exposição de 0,1 segundos. A voltagem varia de 20 kV para 2 cm até 46 kV para 15 cm, aumentando 2 kV a cada centímetro. Como os membros geralmente não são anestesiados, a contenção física do animal é crucial para evitar movimentos que prejudiquem a imagem. A habilidade do auxiliar e do técnico em radiologia é fundamental para garantir a imobilização adequada e a qualidade do exame.### Observações Técnicas Importantes- Quando o equipamento não permite ajuste do mA, recomenda-se regular o tempo de exposição: quanto maior o tempo, menor o kV; quanto menor o kV, maior o mA. Isso porque kV e mA são inversamente proporcionais.- Se o equipamento só aceitar valores fixos de kV (exemplo: 40, 45, 50...), deve-se arredondar o valor calculado sempre para cima para garantir a qualidade da imagem (exemplo: 56 kV arredondar para 60 kV).- Para espessuras menores que 10 cm, a regra geral é usar 40 kV, 100 mA e 0,1 segundos, simplificando o ajuste para pequenos animais ou partes finas.### ConclusãoEste conjunto de protocolos é essencial para padronizar os exames radiográficos em animais, garantindo imagens de qualidade para diagnósticos veterinários confiáveis. A correta escolha dos parâmetros técnicos, aliada ao posicionamento adequado e à imobilização do animal, são fatores determinantes para o sucesso do exame. Além disso, as orientações sobre ajustes técnicos e limitações dos equipamentos ajudam a adaptar o protocolo às condições reais de trabalho, otimizando o uso dos recursos disponíveis.---### Destaques- Protocolos específicos para tórax, abdome e extremidades, com parâmetros ajustados conforme a espessura do animal.- Importância do posicionamento correto e da imobilização do animal para imagens radiográficas nítidas.- Relação inversa entre kV e mA e orientações para ajustes quando o equipamento tem limitações.- Dicas práticas, como assoprar o focinho para imobilizar o animal temporariamente.- Regras simplificadas para espessuras menores que 10 cm, facilitando o uso em pequenos animais.

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