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Resina Composta 
É um dos principais, se não o principal, materiais restauradores 
finais utilizado na odontologia; de grande importância na 
odontologia. 
Isso porque reúne várias vantagens de altíssima importância 
clínica!!! 
Vem ganhando destaque na odontologia restauradora e 
reabilitadora. 
 
Caso clínico 1 
Uma paciente procurou atendimento odontológico por ter relatado 
uma insatisfação estética com o seu sorriso, com uma 
desproporção entra largura e comprimento (dentes hígidos – bom 
estado de saúde). 
 
Foram feitas as facetas de resina composta, uma técnica direta 
realizada diretamente na boca do paciente decidindo o volume, 
tamanho e formato final do dente; mas pode ser feito anteriormente 
um planejamento em modelo de gesso e transferir para a boca do 
paciente – também é um modo direto. 
 O planejamento em molde de gesso é uma técnica mais 
benéfica porque facilita significativamente a etapa clínica 
e proporciona resultados mais confiáveis e satisfatórios. 
A paciente é moldada, o molde é preenchido com gesso e 
planejamos no modelo de gesso o tamanho final de cada dente – o 
planejamento é feito com cera específica para escultura, a etapa se 
chama ENCERAMENTO DIAGNÓSTICO – sem língua, saliva e 
bochechas, já que está sendo feito fora da boca do paciente, um 
ambiente extremamente favorável para o processo benéfico 
clinicamente; seria mais difícil se fosse em boca. 
 
Depois do enceramento diagnóstico, transfere o planejamento por 
meio de uma guia de silicona, um material de moldagem, feita no 
modelo de gesso já encerado e transferida para a boca do paciente. 
 
A guia de silicona após ser transferida para a boca do paciente 
facilita o processo de restauração do dentes, já que a parte mais 
complexa já foi definida em modelo de gesso – o formato final de 
cada um dos dentes a serem restaurados/reabilitados. 
 
Faz-se a etapa prévia de isolamento (semi-absoluto), com uma 
etapa prévia de hibridização dental (adesão – correta aplicação do 
A. fosfórico e sistema adesivo), e passando para a etapa de 
estratificação de resina composta – utiliza tipos diferentes de resina 
para alcançar um resultado satisfatório. 
 
 
 
O processo de estratificação inicia com a aplicação de uma resina 
altamente translúcida na região palatina simulando o esmalte, 
depois a inserção de uma resina que simula a dentina na porção 
interna e finaliza a estratificação com uma resina específica para 
esmalte na vestibular, simulando-o; apresenta alta translucidez. 
 Finalizada a etapa de estratificação de resina composta, 
é feita a etapa de acabamento e polimento 
 
A utilização da resina composta permite um resultado bem 
satisfatório e tem uma gama de possibilidades clínicas para a 
aplicação do material; por isso ele tem uma posição de destaque 
bem relevante – é um modo direto!!! 
 
Caso clínico 2 
O paciente apresenta um diastema (espaçamento entre os dentes) 
e isso impacta no formato dos incisivos laterais, que apresentam 
um formato conoide – os 4 dentes necessitam de uma 
reanatomização objetivando um sorriso harmônico e esteticamente 
satisfatório. 
 
O passa a passo inicial é realizado 
da mesma forma: 
A paciente é moldada, o molde é preenchido com gesso e 
planejamos no modelo de gesso o tamanho final de cada dente – o 
planejamento é feito com cera específica para escultura, a etapa se 
chama ENCERAMENTO DIAGNÓSTICO – sem língua, saliva e 
bochechas, já que está sendo feito fora da boca do paciente, um 
ambiente extremamente favorável para o processo benéfico 
clinicamente; seria mais difícil se fosse em boca. 
 No planejamento decide quando de resina vai compor o 
dente 11 e o dente 21, quando aumentarão em tamanho; 
Depois do enceramento diagnóstico, transfere o planejamento 
por meio de uma guia de silicona, um material de moldagem, feita 
no modelo de gesso já encerado e transferida para a boca do 
paciente. 
 
Faz-se a etapa prévia de isolamento (semi-absoluto), com uma 
etapa prévia de hibridização dental (adesão – correta aplicação do 
A. fosfórico e sistema adesivo), e passando para a etapa de 
estratificação de resina composta – utiliza tipos diferentes de resina 
para alcançar um resultado satisfatório. 
 
 
O fechamento do diastema já permite um ganho estético 
considerável! 
Resumindo as etapas: 
Fora da boca 
Molde dos dentes; 
Obtido o modelo de gesso; 
Enceramento diagnóstico no modelo de gesso (planejamento 
com cera); 
Transferência por guia de silicona do modelo de gesso para a 
boca do paciente; 
Na boca 
Isolamento; 
Hibridização dental; 
Estratificação de resina composta (; 
Polimento e acabamento; 
 
O isolamento dos dentes adjacentes é feito com fita teflon veda 
rosca, evitando que a resina grude nos dentes vizinhos!!! 
 
Resultado satisfatório e de modo direto! 
 
Vantagens da resina composta 
Insolubilidade no meio bucal (por ser insolúvel, confere uma 
longevidade maior de resultado); 
Propriedades mecânicas satisfatórias (também associada à 
longevidade de material por resistente às forças de compressão, 
tração e cisalhamento; e outras formas de desgaste); 
 Principal material restaurador em qualquer tipo de 
cavidade e qualquer dente; 
Módulo de elasticidade semelhante ao da dentina (indica o quão 
rígido o material é, assim, utilizar materiais resilientes é uma 
vantagem, já que comportam mecanicamente de forma semelhante 
à dentina, que é resiliente também) – DENTINA ARTIFICIAL. 
Coeficiente de expansão térmica semelhante ao da dentina- 
Numa troca de calor, a resina vai agir contraindo ou se dilatando de 
forma semelhante à dentina, seguindo as alterações que porventura 
ela venha a sofrer, evitando assim tensões na estrutura dentária e 
riscos de fratura; 
Estética; 
O nosso papel principal e dos procedimentos restauradores é 
devolver PAPEL e FUNÇÃO ao dente, a estética é a última a ser 
priorizada!! 
 Não adianta NADA o material ser estético e não 
proporcionar longevidade – por isso a resina é diferencial, 
pois possibilita os 2. 
 
Desvantagens da resina composta 
Dependente de uma fonte de luz para polimerização – as resinas 
que apresentam todas as vantagens citadas são fotoativáveis, 
somente. 
 A luz fotopolimerizadora garante a resistência, 
insolubilidade e longevidade do produto final. 
 
Técnica restauradora altamente sensível; 
 Fase de adesão – possui um protocolo extremamente 
complexo e criterioso, e se houver erro no processo de 
adesão, os outros processos são diretamente 
comprometidos – por isso é fundamental! 
 
 Fase de restauração – depois do processo de adesão, 
também é bem complexo; 
Quando mais complexo o protocolo, maior é a chance de erros! 
Requer um longo espaço de tempo para a inserção na 
cavidade; 
Contração de polimerização – Todo material restaurador contrai, 
TODOS (amálgama e CIV), mas clinicamente são insignificantes 
(até menos de 1%); menos a da resina. Ela tem uma contração 
muito maior que os outros materiais restauradores (2%), e passa a 
ter uma grande relevância clínica. 
Baixa resistência ao desgaste!!! 
 
Histórico e evolução 
1936 – resina acrílica 
Não era uma resina composta, era a resina acrílica utilizada como 
material restaurador – na época só tinha o amálgama ou a resina 
acrílica. 
A resina acrílica tem uma contração de 7% - altíssimo!!! 
Naquela época não existia sistema adesivo, então a resina acrílica 
era inserida no dente e depois de um tempo a restauração soltava, 
tendo uma longevidade muito baixa. 
 
1940 – Resina epóxica 
Um pesquisador chamado Paffenbarger desenvolveu um novo tipo 
de monômero, a resina epóxica – passou a contrair menos, em 
contrapartida, ela reagia muito lentamente – cerca de 30 minutos 
(não existia fotopolimerizador, era através de uma reação química). 
Chamada resina pseudo-composta. 
 
 
1956 - Bis-GMA 
Um outro alemão, Ralf Lee Bowen, pegou a resina epóxicadescoberta antes e modificou as extremidades da cadeia inserindo 
o radical METACRILATO – o monômero garantiu uma velocidade 
de polimerização muito mais alta e uma contração muito menor; 
tornando viável o uso clínico desse tipo de monômero. 
 
Foi denominado BISFENOL A GLICIDIL METACRILATO (Bis-
GMA) – bastante utilizado na atualidade o Bis-GMA e presente na 
maioria das resinas comercializadas atualmente por ter muitas 
características vantajosas; 
1963 
Surgiram as primeiras marcas de resina composta à base de Bis-
GMA – a resina composta passou a ser mais utilizada e foi um 
momento divisor de águas para a odontologia. 
 
O que mudou a resina composta de 1963 para a 
atual? 
Antigamente, havia uma reação química através de 2 pastas que 
eram misturadas; 
Atualmente, há um tubo único que é fotoativado. 
Composição básica da resina composta 
A resina composta é formada por 3 grupos de componentes: 
Matriz orgânica (a parte que contrai na polimerização); 
Carga inorgânica (partículas de carga) – relacionado à 
resistência mecânica contra tração e compressão; 
Agentes de união 
 
*Quimicamente, o que é orgânico não reage com o que é inorgânico 
– orgânico reage com orgânico e inorgânico reage com inorgânico. 
 Assim, é necessário que haja os agentes de união esteja 
na composição, fazendo com que a matriz orgânica esteja 
quimicamente “reatível” com as partículas de carga – 
assim os componentes reagem entre si e confere 
estabilidade ao material. 
 
Matriz orgânica 
Se a matriz da resina composta é orgânica, o material 
quimicamente é orgânico na sua essência!!! Mesmo havendo 
componentes inorgânicos – FORNECE CARACTERÍSTICAS 
MANIPULATIVAS E FISICAS DESEJADAS. 
 
A matriz orgânica é composta por: 
Sistema monomérico; 
Sistema de ativação/iniciação; 
Inibidores; 
Modificadores óticos; 
 
Sistema monomérico 
É composto por alguns tipos de monômeros diferentes, dentre os 
quais: Bis-GMA e monômeros diluentes 
 
Bis-GMA 
Vantagens 
Possui um alto peso molecular – quanto MAIOR o peso molecular 
de um monômero, MENOR a contração dele; 
Possui uma menor contração de polimerização; 
Possui uma reação de polimerização mais rápida; 
 
Desvantagens 
Possui uma alta viscosidade (dependendo do tipo de cadeia do 
monômero de alto peso molecular) – o Bis-GMA é tão viscoso, que 
se utilizado sozinho como monômero na composição seria 
impraticável colocar partículas de carga, o que garante a resistência 
mecânica da resina composta; 
Baixa biocompatibilidade em ALTAS CONCENTRAÇÕES – pode 
ser tóxico em concentrações inadequadas por conta do bisfenol A; 
*O bisfenol é um componente tóxico para nosso organismo! BPA 
free são os materiais que não apresentam bisfenol na sua 
composição – vasilhas de alimentos, por exemplo. 
A resina composta possui uma concentração muito aquém, mas 
é uma tendência mundial materiais BPA free, mas pouco difundida. 
Como a resina composta da Vittra, que apresenta um sistema 
monomérico alternativo sem compor Bis-GMA – apresenta uma 
maior biocompatibilidade. 
 
Monômeros diluentes 
Os monômeros diluentes são adicionados para reduzir a 
viscosidade do Bis-GMA, como o TEGDMA e UDMA. 
Permite uma maior incorporação de cargas (aumenta a 
resistência do material final) por ter uma viscosidade menor, 
relacionado ao baixo peso molecular; 
 
Em compensação 
Apresentam um baixo peso molecular – a capacidade de 
contração de polimerização é maior 
 
Assim, é necessário que o fabricante dose corretamente o 
percentual de Bis-GMA e monômeros diluentes, para que o material 
final seja o mais efetivo possível – apresentando uma resistência 
mecânica satisfatória e a menor contração de polimerização 
possível. 
Sistema de ativação/iniciação 
É um grupo de componentes que se subdivide em 2 tipos; 
ATIVAÇÃO QUÍMICA e ATIVAÇÃO FÍSICA. 
Ativação química – É uma resina composta que é ativada 
quimicamente, dividida em 2 pastas – base e catalisadora. 
 Na pasta base há o ativador, uma AMINA TERCIÁRIA; 
 Na parta catalisadora há o iniciador, o PERÓXIDO DE 
BENZOILA 
Toda vez que a pasta base for misturada (quantidade semelhante) 
com a pasta catalisadora, há a mistura entre a amina terciária e o 
peróxido de benzoila – dessa reação há formação de RADICAIS 
LIVRES, que iniciam a reação de polimerização da resina 
composta. 
 
Reação de polimerização 
As unidades monoméricas (Bis-GMA, TEGMA, UDMA) são 
expostos aos radicais livres gerados da reação entre o ativador e 
iniciador (mistura das pastas). 
Quando os radicais livres entram em contato com os monômeros, 
eles são ativados, que quando ativados, passam a reagir entre si e 
formam uma cadeia única – o POLÍMERO – com milhares de 
moléculas de monômeros entre si. 
 
 
A resina ativada quimicamente não é muito utilizada! 
 
Ativação física – É uma resina composta que vem em um TUBO 
ÚNICO, também composto por um ativador e iniciador. 
 O ativador é uma fonte de luz visível pelo aparelho 
fotopolimerizador – LUZ AZUL; 
 O iniciador é um componente fotoativável, a 
CANFOROQUINONA (fotoiniciador das resinas 
compostas) 
A luz do fotopolimerizador emite uma luz, que quando com o 
comprimento de onda correto e específico para a canforoquinona, 
ativa o componente fotoativável. 
 
A canforoquinona era mundialmente o ÚNICO TIPO de fotoiniciador 
utilizado, assim, todas as resinas compostas fotoativadas tinham a 
canforoquinona como componente! 
Mas a canforoquinona apresenta também suas desvantagens, 
ela possui uma cor muito AMARELADA, e isso faz com que 
algumas resinas tenham uma influência na sua cor final (estética 
pode não ser satisfatória) – ainda assim é MUITO utilizada. 
Possui uma BAIXA COMPATIBILIDADE em altas concentrações; 
 
Com essa desvantagem estética, foram criados novos tipos de 
fotoiniciadores para a resina, como o PPD e o BAPO – o PPD é 
muito pouco utilizado e comercialmente o BAPO não é utilizado. 
Atualmente, os dentes almejados são tão brancos que deixam de 
ser estéticos, mas estética é no fim das contas algo subjetivo. 
Sistema de ativação 
Inclui um dos principais equipamentos na odontologia, o 
fotopolimerizador. 
Independente da área de atuação, a resina composta está 
presente! Logo, é quase que obrigatório dispor deste aparelho – tem 
uma qualidade muito satisfatória! 
 
A luz que o fotopolimerizador é azul! Mas por que? 
A canforoquinona é o principal de fotoiniciador, e para ativá-lo o 
principal comprimento de onda é de 410-510 nanometros, e no 
gráfico de luz visível mostra a luz azul, com pico de ativação 470 
nanometros. 
A canforoquinona só é ativada num comprimento de onda de luz 
em que o pico de ativação é de 470 nanometros, outra luz não vai 
ativá-la. 
 
 
Ao emitir a luz azul, a canforoquinona sofre quebra das ligações 
duplas, tornando-a ativada. Já ativada, ela reage com uma amina 
terciária, que está também compondo a resina composta, e forma 
os RADICAIS LIVRES – o processo depois disso é o mesmo!!! 
A única diferença entre a ativação química e física é 
o modo como os radicais livres são gerados 
Inibidores 
É muito comum que durante o atendimento clínico peguemos um 
tubo de resina composta e deixemos aberto, que vai ficar exposto à 
uma luz natural – a luz branca, que é mistura de todas as cores, 
inclusive a azul, sendo assim, a resina pode polimerizar com a 
reação de radicais livres formados! 
Isso acaba sendo um desperdício de material – pode ocorrer de 
forma lenta ou rápida. O usado é o Hidroxitoluenobutilado. 
O inibidor, então, previne a ocorrência de uma 
POLIMERIZAÇÃO ESPONTÂNEA indesejada e por 
consequência o desperdício de material. 
 
O inibidor está em uma concentração muito baixa, que corresponde 
a 0,01% - numa fotopolimerização normal em que se deseja que 
ocorra a reação, o inibidor é consumido nos primeiros milésimos de 
segundo e a polimerização do material ocorre. 
 
Modificadoresóticos 
Os modificadores conferem à resina uma enorme vantagem, a 
possibilidade de garantir cores diferentes ao material final. 
Os modificadores óticos são ÓXIDOS METÁLICOS, que conferem 
cores diferentes se forem óxidos diferentes. As cores são as 
matizes, que são representadas odontologicamente pelas letras A, 
B, C e D. 
 
A – puxa para o marrom – mais encontrado na odontologia, em 
que os dentes naturais apresentam pigmentos marrons. 
*Quanto mais próximo da polpa estiver, maior a intensidade do 
marrom. 
 
B – puxa para o amarelo; 
C – puxa para o cinza mais esverdeado (tons de verde) – menos 
utilizado na odontologia; 
D – puxa para o cinza mais róseo/avermelhado (tons de rosa) –
menos utilizado na odontologia; 
 
Cada matiz apresenta o croma de 1-6, que representa a intensidade 
de cada cor – quanto maior o número, mais intensa a cor. 
 
 
O potencial de óxido que for adicionado, vai conferir diferentes 
níveis de CROMA. 
*O matiz e croma podem variar de acordo com a opacidade, que fez 
com que a gama estética deslanchasse quando introduzido 
comercialmente. 
 
Essa é a melhor resina composta do mundo, a mais resistente 
clinicamente no mercado – Filtek Z 350 XT – ela não tem um 
croma e matiz fixo, ela tem um croma e matiz para esmalte, para a 
dentina e para o corpo. 
*Ainda há a série especial, que é ALTAMENTE TRANSLÚCIDA – 
podendo variar de transparente até um translúcido azulado, 
amarelado, acinzentado... – isso permite esteticamente o maior 
potencial de possibilidades de cor. 
 
Por exemplo, O A2 de esmalte é de média translucidez, o A2 de 
dentina é de alta opacidade e o A2 de corpo é de média opacidade 
– diz “matiz e croma de alta opacidade, média opacidade, média 
translucidez e alta translucidez”. 
 
Outras marcas como a Vittra, traz matiz e croma para esmalte e 
dentina e a série especial – varia de marca para marca a presença 
de corpo, mas a maioria não apresenta a resina de corpo. 
 
Qual a sequência correta e quantidade do 
material a ser utilizado? 
No caso clínico mostrado no início com aumento dental e 
reanatomização direta, há a etapa de estratificação de resina 
composta, que utiliza tipos diferentes de resina para alcançar um 
resultado satisfatório. 
 
A sequência utilizada foi: 
Resina composta série especial – altamente translúcida na 
região palatina; 
Resina composta de corpo – porção dentinária interna foi 
reconstruída com a de média opacidade; 
Resina composta de esmalte – média translucidez na região 
vestibular; 
 
A variação entre opacidade e translucidez e a junção entre elas nos 
diferentes tipos de resina possibilitam a aquisição de resultados 
clínicos altamente satisfatórios. 
 
Partículas de carga 
Também chamada de carga inorgânica, tem como funções: 
Diminuir a contração de polimerização do compósito – a parte 
que contrai da resina é a matriz orgânica, sendo assim, quanto mais 
partículas de carga, menos matriz orgânica e menor a contração de 
polimerização. 
 Por isso, utilizam a carga com o limite máximo, cerca de 
70% de carga e 30% de matriz orgânica – aumenta a 
resistência e reduz a contração. 
 
Diminui o coeficiente de expansão térmica – fazendo com que 
seja similar ao da dentina (se fosse muita matriz orgânica, o CET 
seria bem maior ao da dentina); 
Melhores propriedades mecânicas – dureza e resistência; grande 
parte do desempenho mecânico da resina composta é por causa da 
presença das partículas de carga; 
 
Tipos de partículas de carga 
As partículas de carga podem ser de Quartzo, sílica coloidal, 
zircônia/sílica e vidros de bário ou vidros cerâmicos; variando os 
tipos de acordo com o fabricante. 
 
Agente de união 
É responsável por manter a compatibilidade entre a matriz orgânica 
e as partículas de carga, que são naturalmente incompatíveis 
quimicamente. 
O agente de união é o SILANO ORGÂNICO, que é bifuncional! 
Numa extremidade ele tem uma terminação do grupo 
METACRILATO, que se une quimicamente à porção da matriz 
orgânica; 
 
A outra extremidade a terminação é o grupo SILÂNICO 
(inorgânico), que se une quimicamente com as partículas de carga. 
 
O agente de união se liga numa extremidade com a 
partícula de carga e outra com a matriz orgânica – 
unindo tudo efetivamente. 
 
Mas... 
Antigamente (fim da década de 70) a resina não apresentava o 
silano, e assim, as partículas de carga saíam com facilidade e isso 
causava uma queda considerável da resistência mecânica da resina 
composta. 
Sendo, assim o agente de união tem as funções de: 
Impedir o deslocamento das partículas de carga; 
Aumento da resistência mecânica; 
Aumento da longevidade clínica do procedimento restaurador; 
 
Sendo assim, é um material de ENORME IMPORTÂNCIA 
 
Classificação 
A resina pode classificada quanto à FORMA DE POLIMERIZAÇÃO, 
TAMANHO DAS PARTÍCULAS DE CARGA e VISCOSIDADE. 
 
Forma de polimerização – Pode ser pela ativação química e 
física; 
Quanto ao tamanho da partícula de carga – Macroparticuladas, 
microparticuladas, híbridas, nanoparticuladas e nanohíbridas; 
Viscosidade; 
Quanto ao tamanho da partícula 
Macroparticuladas 
Foi a primeira que surgiu, em 1963, e a tecnologia era muito 
limitada; 
O seu tamanho era de 8 a 12 micrometros – microscopicamente 
gigantesca; 
Desvantagens 
Por ser grande, há uma dificuldade de alcançar uma lisura 
superficial satisfatória, assim como um brilho aceitável; 
A baixa lisura superficial propicia o meio para um acúmulo de 
biofilme dental 
Microparticuladas 
O seu tamanho é de 0,04 a 0,4 micrometros; 
Alta lisura superficial e facilidade de polimento; 
Desvantagens 
Baixa resistência ao desgaste – tinha muita matriz e pouca carga, 
gerando assim uma baixa resistência; sendo utilizado assim 
somente em dentes anteriores; 
Maior contração de polimerização – por ter mais matriz e menos 
carga; 
Híbridas 
É o meio termo entre as macroparticuladas e microparticuladas, 
por ter tamanhos 2 diferentes de partículas; 
O seu tamanho é de 0,6 a 1 micrometro em média; 
Vantagens 
Apresenta uma lisura satisfatória; 
Propriedades físico-mecânicas satisfatórias (indicação universal 
– pode ser utilizada em todos os dentes para restauração); 
Pode ser utilizada em áreas de grande concentração de força 
oclusal; 
A híbrida reúne todas as vantagens das resinas macro e 
microparticuladas – dominou o mercado por anos, até a chegada da 
nanotecnologia na odontologia (anos 2000). 
Nanoparticuladas 
Essas resinas foram desenvolvidas inicialmente por uma empresa 
americana, a única nanoparticulada do mundo. A empresa que a 
desenvolveu, patenteou a tecnologia, fazendo com que só ela 
desenvolvesse por 10 anos 100% nanoparticulada. 
 Foi um avanço enorme para a estética!! 
O seu tamanho médio das partículas é de 5 a 20 nanometros (10 
vezes menor); 
A nanoparticulada tem a tecnologia para conseguir inserir muita 
carga, diferentemente da microparticulada; 
 
Vantagens 
Apresenta uma lisura superficial satisfatória; 
Possui uma estética altamente satisfatória; 
Propriedades físico-mecânicas satisfatórias, garantida pela 
possibilidade de adicionar mais partículas de carga; 
Utilização em áreas estéticas ou com concentração de força 
oclusal (indicação universal – em dentes anteriores e posteriores) 
 
Nanohíbridas 
A empresa tinha a patente da resina nanoparticulada, e os demais 
fabricantes lançaram a nanohíbrida – mas na verdade, é uma resina 
híbrida com nanopartículas, o nome foi mais para marketing. 
Judicialmente, os outros fabricantes não poderiam fazer uma resina 
100% nanoparticulada, então, deram uma “outra” possibilidade. 
É a associação entre as híbridas e nanoparticuladas, com 
tamanho médio de 0,6 micrometros e 20 nanometros. 
Vantagens – as mesmas das nanoparticuladas 
Apresenta uma lisura superficial satisfatória; 
Possui uma estética altamente satisfatória; 
Propriedades físico-mecânicassatisfatórias, garantida pela 
possibilidade de adicionar mais partículas de carga; 
Utilização em áreas estéticas ou com concentração de força 
oclusal (indicação universal – em dentes anteriores e posteriores); 
 
As utilizadas atualmente são as híbridas, 
nanoparticuladas ou nanohíbridas 
 
Contração de polimerização 
A canforoquinona vai ser ativada quando for emitida a luz azul, 
quando ativada vai reagir com uma amina terciária, essa reação 
gera radicais livres. Os radicais livres vão reagir com os 
monômeros, ativando-os, e eles vão reagir entre si e formam uma 
cadeia única – o POLÍMERO. 
 Quando há a reação de polimerização, a massa tem uma 
contração de volume – essa é a contração de 
polimerização. 
No estado não polimerizado a distância dos monômeros é de 4 
amstrongs, enquanto o estado polimerizado é de 1,5 amstrongs. 
TODA RESINA COMPOSTA CONTRAI, OUTRAS MAIS E 
MENOS, MAIS CONTRAI – ACIMA DE 2% 
Clinicamente falando, 2% é muito 
O problema da contração de polimerização é que gera clinicamente 
TENSÕES, quando a reação ocorre na cavidade. 
Se a tensão for alta, mas não superar a resistência da união da 
resina com o dente, evidencia-se um quadro de sensibilidade pós-
operatória – por conta da alta tensão de contração gerada. 
 Se a polimerização ocorresse fora da boca do paciente, 
não teria nenhum problema; 
Se a tensão for alta e supera a resistência da união da resina 
com o dente, há o rompimento da união caracterizado pela 
formação de fendas – pode adentrar bactérias, saliva – vai gerar 
uma infiltração e é necessário que troque a restauração. 
 
Clinicamente, é necessário que diminua ao máximo a tensão 
gerada pela contração e preservar a união – NÃO SE REDUZ 
CONTRAÇÃO!!! Só se a polimerização for feita de forma errada. 
 
Para reduzir a tensão de contração: 
Correta utilização dos sistemas adesivos – quanto mais bem feita 
for a adesão, maior a probabilidade da preservação da interface e 
melhor resultado clínico; se pecou na adesão, o que vier após 
falhará; 
Técnica incremental de inserção da resina composta; 
Redução ou modulação da intensidade luminosa; 
 
Técnica incremental de inserção da 
resina composta 
Há 2 tipos de resina, a CONVENCIONAL e BULK FILL. 
 
Resina convencional 
 A inserção da resina composta em incremento deve ser no máximo 
2mm, e não devem unir paredes opostas enquanto for possível!!! 
 
A parede oposta são paredes que estão em lados opostos em 
relação à outra na cavidade (vestibular-lingual e mesial-distal). 
Ao inserir o material na cavidade, o incremento se tocar nas 2 
paredes e uni-las, VAI HAVER CONTRAÇÃO da resina e vai 
descolar de uma das paredes – formando fendas!!! 
Enquanto for possível não unir o incremento nas paredes 
opostas, é melhor não unir! Mas em um momento será necessário 
uni-las, mas só quando for realmente necessário; 
 
Como a técnica de inserção incremental varia nas 
diferentes classes de cavidade com a resina 
convencional? 
Cavidades de classe I – Cavidade produzida em regiões de 
sulcos, cicatrículas, fissuras - (em qualquer dente – posteriores 
mais comum); 
Classe II – Cavidade que envolvem as faces proximais de 
DENTES POSTERIORES; mesial, distal ou ambas (pode 
comprometer a oclusal); 
Classe III – Cavidades que envolvem proximais de dentes 
anteriores, sem comprometimento do ângulo incisal. 
Classe IV - Cavidades que envolvem proximais de dentes 
anteriores, com envolvimento do ângulo incisal. 
Classe V – Cavidade no terço cervical nas faces 
vestibulares/linguais de qualquer dente; 
 
A classe I tem 2 pares de paredes opostas, enquanto a classe II 
tem somente um par – é mais benéfico a tensão na classe II, e a 
classe I é o pior cenário de todos – alta geração de tensão. 
 
As classes III apresentam apenas 1 par de paredes opostas, que 
é da porção menor da parede, sendo mais benéfico ainda; 
A classe IV é o cenário mais benéfica de todas, por não possuir 
paredes opostas – baixíssima geração de tensão; 
A classe V retorna a um cenário mais complicado, em que ter um 
par de parede oposta e outro par com uma certa oposição; 
Na classe I, em que há uma alta geração de tensão, se a resina for 
convencional deve-se obrigatoriamente fazer a INSERÇÃO 
INCREMENTAL - a inserção da resina composta em incremento de 
no máximo 2mm, e não devem unir paredes opostas enquanto for 
possível. 
 Insere e polimeriza, insere e polimeriza! 
 
 
 
Fez-se 6 incrementos distintos, que não se tocam entre si – a 
partir da formação desses incrementos, unimos a parede oposta. 
 Os incrementos fazem com que a tensão gerada na 
cavidade seja pequena ou desprezível – para fechar a 
cavidade há uma geração de tensão, mas ela foi reduzida 
pela inserção incremental. 
 
Resina BULK FILL 
Com o avanço da odontologia, novos tipos e composições de resina 
foram desenvolvidas, dentre as quais a BULKFIL. 
 A bulkfil é uma inovação de um fabricante que envolve 
uma resina com baixa contração, e por consequência, 
uma baixa tensão de contração. 
A resina bulkfil ocorre pela inserção da resina composta em 
incrementos de 3 a 5 milimetros, com a possibilidade de unir 
paredes opostas – já que contrai menos e gera menos tensão; 
 Não há técnica incremental com a resina bulk fill. 
 
Cada fabricante desenvolveu o seu jeito de fazer a bulk fill, com 
novos fotoiniciadores com maior velocidade de reação, aumento da 
translucidez do material ou novos tipos de monômero com baixa 
contração – 1ª geração de bulk fill. 
A alta translucidez foi vantajosa durante a inserção da cavidade, 
que permitia utilizar incrementos maiores já que a luz do 
fotopolimerizador chega a regiões mais profundas; 
 Mas foi desvantajosa por garantir uma limitação estética; 
 
Para essa situação, então, associa-se a resina bulk fill com a 
convencional, utilizando a convencional no ÚLTIMO 
INCREMENTO, já que a opacidade da resina convencional bloqueia 
a bulk fill e permita um ganho estético considerável. 
 Preenche toda a cavidade com bulk fill e o último 
incremento é realizado com a resina convencional – 
preenche as porções críticas inicialmente com o bulk fill! 
 
 
 
A parede proximal perdida e a porção interna da cavidade são as 
partes críticas!!! 
*Surgiu a 2ª geração da resina bulk fill, que é mais opaca que o da 
1ª geração – assim é possível que seja utilizada sozinha na 
cavidade – teve um ganho estético 
 
Modulação da intensidade luminosa 
Há um botão que controla a frequência em que a luz é exposta no 
aparelho fotopolimerizador, a luz pode ser CONTÍNUA, SOFT 
START ou luz PULSÁTIL. 
 
Luz contínua – Em todo o tempo de exposição luminosa a 
intensidade é a mesma, a MÁXIMA – De 1 a 20 segundos, tempo 
mais utilizado; 
 A intensidade depende do tipo de aparelho 
 
Luz soft start – A intensidade da luz vai crescendo pelos 
primeiros 5 segundos e alcança a intensidade máxima no segundo 
5 e se mantém no máximo – Propicia uma reação de polimerização 
mais lenta, reduzindo a reação 
 
 
Luz pulsátil – A luz é emitida em pulsos, com luz e sem luz, 
piscando em intervalos. Quando está no ciclo de exposição 
luminosa acontece a reação de polimerização, e sem exposição 
luminosa a reação de polimerização reduz a sua velocidade. 
 O uso de resina convencionais com a modulação da 
intensidade da luz pode fazer com que haja um ganho de 
redução da tensão gerada pela contração de 
polimerização; mas as do tipo bulk fill tem uma 
necessidade menor de modulação da luz, podendo 
utilizar a luz contínua tranquilamente.

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