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Discussões Teóricas e Conceituais
Profª Dra. Carla Mary S. Oliveira
CULTURA POPULAR
NA IDADE MODERNA
2 0 1 4 . 1
H I S T Ó R I A M O D E R N A I - L I C E N C I A T U R A E M H I S T Ó R I A - U F P B 1
 A definição do campo de estudos da História
Cultural caminhou lado a lado com o alargamento do
conceito de cultura, iniciado ainda no século XIX.
 A História Cultural, tal como a conhecemos hoje,
tem precursores que se tornaram responsáveis pelo
próprio estabelecimento de seu campo de estudos:
Jacob Burckhardt (A cultura do Renascimento na
Itália, 1860) e Johan Huizinga (O outono da Idade
Média, 1919) podem ser considerados como autores
que contribuíram significativamente com este
processo.
CULTURA E HISTÓRIA CULTURAL 
H I S T Ó R I A M O D E R N A I - L I C E N C I A T U R A E M H I S T Ó R I A - U F P B 2
 Até cerca de 1940, as principais contribuições que se
agregaram às obras fundantes da História Cultural
são de origem germânica: Max Weber (A ética
protestante e o espírito do capitalismo, 1904) e
Norbert Elias (O processo civilizador, 1939).
 A partir da década de 1960 torna-se significativa a
influência da Antropologia sobre as pesquisas de
História Cultural, justamente por conectarem o
estudo dos símbolos com as análises acerca da vida
cotidiana.
CULTURA E HISTÓRIA CULTURAL 
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 A partir do final dos anos 80 do século passado,
ocorre uma virada epistemológica com o advento da
Nova História Cultural, que levou à valorização das
mentalidades e da subjetividade, em detrimento das
ideologias e dos sistemas de pensamento.
 Desde então, conceitos que se difundiram
significativamente foram os de polifonia e de
heteroglossia na cultura popular (Mikhail Bakhtin,
Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento,
1941), bem como os de configurações e de teias de
interdependência ligados ao processo civilizador
(Norbert Elias).
CULTURA E HISTÓRIA CULTURAL 
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 Da Sociologia passam a ser utilizados conceitos
oriundos da obra de Pierre Bourdieu, principalmente
o de reprodução cultural, além de habitus, capital
cultural, capital simbólico (na forma de distinção,
honra, competência, generosidade, pudor) e
estratégia.
 Da Filosofia, é Michel Foucault que contribui para a
ampliação de abordagens na História Cultural, com
sua ideia de representações (o mundo existe fora de
nós mesmos, mas é através das representações que o
dotamos de significado).
CULTURA E HISTÓRIA CULTURAL 
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 Da própria História, com Michel de Certeau, surgem
conceitos que serão fulcrais para sua abordagem
cultural: em A invenção do cotidiano (1980), o
pesquisador destacava a criatividade e inventividade
das pessoas em suas práticas cotidianas
1. a construção do cotidiano se dá mediante
práticas de reutilização que constituem aquilo
que ele denomina de táticas;
2. os sujeitos selecionam tais táticas a partir de um
certo repertório, as recombinam de novas
maneiras, apropriando-se delas e utilizando-as
em novos contextos.
CULTURA E HISTÓRIA CULTURAL 
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 O conceito de cultura popular é muito ambíguo,
dando margem às mais diversas interpretações:
 O que é popular é associado, no senso comum, àquilo
que agrada a um número significativo de pessoas;
 Em oposição à chamada “alta cultura”, ou “cultura
das elites”, define-se uma “cultura popular” ligada às
classes menos favorecidas;
 Uma cultura das “massas”, o que equivale a considerá-
la como algo que é consumido de maneira acrítica e
alienante;
 Trata-se da cultura produzida pelo “povo”, o que traz
também a questão de quem pertenceria a este “povo”;
CULTURA POPULAR
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 Um lugar de enfrentamento entre a resistência dos
grupos subalternos da sociedade e as forças de
incorporação que operam os interesses das classes
dominantes (Gramsci);
 Produção de diferentes grupos sociais, que não se
diferencia, em sua essência, à “alta cultura” (John
Storey);
 Produção de um bloco heterogêneo e subordinado,
que tenta preservar sua identidade, e que se contrapõe
ao discurso homogeneizador do bloco de poder (John
Fiske);
 Cultura não oficial, oriunda de grupos não
pertencentes às elites (Peter Burke).
CULTURA POPULAR
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A definição de Peter Burke, de que a cultura
popular pode ser entendida como a cultura não
oficial, oriunda de grupos que não fazem parte
das elites, traz algumas questões instigantes:
 O popular é somente aquilo que é produzido ou
consumido pelas classes populares?
 Quem são as pessoas que pertencem às classes
populares?
 Qual é a relação existente entre cultura popular e
cultura erudita?
 Quais são as características específicas da cultura
popular?
CULTURA POPULAR
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Considerou-se, até 
recentemente, que a cultura 
erudita reprimia, 
sistematicamente, a cultura 
popular, mas hoje se dá mais 
ênfase às relações e 
influências mútuas entre 
ambas, constituindo-se um 
exemplo clássico os contos 
populares da tradição oral 
fixados por Charles Perrault.
CULTURA POPULAR
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Retrato de Charles Perrault, 1671, anônimo, 
acervo do Palácio de Versalhes.
Gravura do frontispício de uma 
edição parisiense, lançada em 1826, 
das Oeuvres Choisies (Obras Escolhidas) 
de Charles Perrault.
Nela aparecem as personagens dos 
contos populares da tradição oral 
europeia, recolhidos pelo intelectual, 
membro da Academia Francesa, 
como o Gato de Botas, Cinderela, 
Barba Ruiva e Chapeuzinho 
Vermelho.
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“Os Grimm o conseguiram [o conto ‘Chapeuzinho Vermelho’], juntamente com ‘O gato de botas’, ‘Barba Azul’ e
algumas poucas outras histórias, com Jeannette Hassenpflug, vizinha e amiga íntima deles, em Cassel; e ela ouviu as
histórias de sua mãe, que descendia de uma família francesa huguenote. Os huguenotes trouxeram seu próprio
repertório de contos para a Alemanha, quando fugiram da perseguição de Luís XIV. Mas não os recolheram diretamente
da tradição popular oral. Leram-nos em livros escritos por Charles Perrault, Marie Cathérine d'Aulnoy e outros, durante
a voga dos contos de fadas nos círculos elegantes de Paris, no fim do século XVII. Perrault, mestre do gênero,
realmente recolheu seu material da tradição oral do povo (sua principal fonte, provavelmente, era a babá de seu filho).
Mas ele retocou tudo, para atender ao gosto dos sofisticados freqüentadores dos salões, précieuses e cortesãos aos quais
ele endereçou a primeira versão publicada de Mamãe Ganso, seu Contes de ma mère l’oye, de 1697. [...] os contos que
chegaram aos Grimm através dos Hassenpflug não eram nem muito alemães nem muito representativos da tradição
popular. [...] Perrault representa algo único na história da literatura francesa: o supremo ponto de contato entre os
universos, aparentemente distantes, da cultura popular e da cultura de elite. Como o contato foi feito, não se pode
determinar, mas talvez tenha ocorrido num cenário [...] [com] crianças bem vestidas ouvindo, enlevadas, uma velhinha
trabalhando num local que se assemelha a alojamentos de criados. [...] o filho de Perrault aprendeu as histórias num
cenário muito parecido com esse, e Perrault as reelaborou. Mas o próprio Perrault, provavelmente, escutou-as em
situação parecida, como a maioria das pessoas de sua classe; porque toda a nobreza passavaa tenra infância com amas-
de-leite e babás que a embalava com canções populares e a divertia, depois que aprendia a falar, com histoires ou contes du
temps passé [...]. Enquanto a veillée perpetuava as tradições populares dentro da aldeia, criadas e amas-de-leite serviam de
elo entre a cultura do povo e a cultura da elite. As duas culturas eram ligadas, mesmo no auge do Grand Siècle, quando
pareciam ter menos em comum; porque as audiências de Racine e Lully haviam sugado o folclore junto com o leite.”
Robert Darnton, “Histórias que os camponeses contam: o significado de Mamãe Ganso”, O grande massacre dos gatos e outros 
episódios da História Cultural francesa (Rio de Janeiro: Graal, 1986, p. 24-90).
CULTURA POPULAR
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Roger Chartier eliminou esta distinção: para ele
todo consumo é uma forma de criação, e isso
significa que as pessoas atribuem significados
distintos aos mesmos objetos, e por isso os
historiadores não devem estudar os elementos
culturais como populares, mas sim a partir das
formas específicas pelas quais eles são
apropriados pelos distintos grupos sociais.
CULTURA POPULAR
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Para John Fiske, as classes subalternas não
produzem os recursos da cultura popular, mas
sim constroem sua própria cultura a partir dos
recursos que lhes são dados, e os significados da
cultura popular não residem nos textos, mas sim
em sua circulação.
CULTURA POPULAR
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Os primeiros estudos sistemáticos sobre a cultura
popular datam do Romantismo (século XIX),
quando se estabeleceram uma série de noções
que foram tomadas como verdades absolutas
(quase como dogmas):
 A cultura popular é carregada de primitivismo;
 A cultura popular é decorrente da vida comunal do
meio rural;
 A cultura popular é marcada por um purismo
exarcebado, que tende a preservar as tradições mais
arcaicas.
CULTURA POPULAR
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As interpretações mais recentes consideram que
só conhecemos a cultura popular através de
discursos mediados por sujeitos:
 Os protagonistas dos relatos populares usualmente são
o rei, o clero, a nobreza, os marginalizados, a “classe
média”, o povo.
 Tais relatos estão, quase sempre, recheados de
fatalismo, moralismo, tradicionalismo, radicalismo e
milenarismo.
CULTURA POPULAR
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 São características da cultura rural:
 Uma visão de espaço limitada;
 Uma concepção cíclica do tempo;
 Uma visão do mundo como um universo mágico;
 A visão da mulher como um sujeito importante para a
vida familiar e comunal;
 A visão da festa como um momento principal da vida
cotidiana.
ESPAÇOS CULTURAIS: RURAL E URBANO
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A cultura urbana, por outro lado:
 É dinâmica e aberta a inovações;
 O que está registrado, escrito, é o que tem maior
importância;
 O nível de insegurança e violência é maior do que no
meio rural;
 A festa é um meio de instrumentalização do poder;
 A mulher tem um papel subalterno na sociedade;
 Comumente desvaloriza a vida no meio rural, que
considera atrasado.
ESPAÇOS CULTURAIS: RURAL E URBANO
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A cultura oficial tende a se impor, de modo
progressivo e constante, sobre a cultura popular.
Esse processo, na Idade Moderna, pode ser
dividido em duas fases:
 De +/- 1500 a +/- 1650  relacionada às reformas
religiosas;
 A partir de +/- 1650  relacionada à formação das
Nações e aumento do poder estatal.
A DIALÉTICA ENTRE AS 2 CULTURAS
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A repressão da cultura popular se manifesta das
seguintes maneiras:
 Controle do corpo  repressão sexual, o corpo como
objeto de suplício;
 Controle da alma  recristianização do cotidiano,
imposição dos valores de autoridade e obediência;
 Repressão da bruxaria e da magia;
 Aculturação do mundo rural.
A DIALÉTICA ENTRE AS 2 CULTURAS
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A cultura popular também se retrai devido a
outros fatores:
 O aumento dos bens de consumo;
 O avanço da cultura letrada, do livro e da educação;
 A politização das classes populares;
 O abandono da cultura popular pelas elites, que se
acentua à medida que se acentua a distinção linguística
entre pobres e ricos, que passam a se interessar pelo
universo popular apenas como algo exótico,
especialmente a partir de fins do século XVIII.
A DIALÉTICA ENTRE AS 2 CULTURAS
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“Um dia, em 1803, o poeta Benedek Virág ouviu alguém cantando uma canção
folclórica do lado de fora de sua janela; ele não ouviu o final, e então perguntou a
seu amigo Kazinczy. Não lhe ocorreu abordar o próprio camponês. ‘Kazinczy
morava a uma distância de sete dias de viagem, mas Virág pediu-lhe para
completar a letra de uma canção que facilmente poderia ter descoberto por si só,
atravessando o seu próprio portão’.”
Peter Burke, Cultura popular na Idade Moderna
(São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 366).
A DIALÉTICA ENTRE AS 2 CULTURAS
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CENAS DA VIDA CAMPONESA
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Pieter Brueghel, o 
velho; Casamento 
camponês, c. 1567; 
óleo sobre madeira, 
114 x 164 cm; 
Kunsthistorisches
Museum, Viena.
CENAS DA VIDA CAMPONESA
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Pieter Brueghel, o 
velho; Dança de 
casamento camponês a 
céu aberto, 1566; óleo 
sobre madeira; 119 x 
157 cm; Institute of
Arts, Detroit.
CENAS DA VIDA CAMPONESA
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Pieter Brueghel, o 
velho; Dança de 
camponeses, c.1567; óleo 
sobre painel de 
carvalho; 114 x 164 
cm; Kunsthistorisches 
Museum, Viena.
CENAS DA VIDA CAMPONESA
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Pieter Brueghel, o jovem; 
Camponeses festejando na 
Taberna O Cisne, c. 1630.
Óleo sobre painel de 
carvalho, 55 x 69 cm; 
Coleção privada.
CENAS DA VIDA CAMPONESA
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Pieter Brueghel, 
o jovem; 
Quermesse de São 
Jorge, c. 1628.
Óleo sobre 
painel de 
carvalho, 117 x 
176 cm ; Coleção 
privada.
CENAS DA VIDA CAMPONESA
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Pieter Brueghel, o 
jovem; Festa na Aldeia, 
s.d.; óleo sobre painel 
de madeira, 114 x 161 
cm; Szépmûvészeti
Múzeum, Budapeste.
CENAS DA VIDA CAMPONESA
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Pieter Brueghel, o 
jovem; Dança em 
casamento camponês, 
1607; óleo sobre painel 
de madeira, 38.5 ×
51.5 cm ; Musées 
Royaux des Beaux-
Arts, Bruxelas.
CENAS DA VIDA CAMPONESA
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Pieter Brueghel, o 
velho; A terra da 
cocanha (ou o país da 
fartura), 1567; óleo
sobre madeira; 52 x 78 
cm; Alte Pinakothek, 
Munique.
CENAS DA VIDA CAMPONESA
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Pieter Brueghel, o 
velho;A batalha entre 
o Carnaval e a 
Quaresma, 1559; óleo 
sobre madeira; 118 x 
165 cm; 
Kunsthistorisches
Museum, Viena.
CENAS DA VIDA CAMPONESA
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Pieter Brueghel, o 
velho; Brincadeiras 
infantis, 1559-60; óleo 
sobre madeira; 118 x 
161 cm; 
Kunsthistorisches
Museum, Viena.
CENAS DA VIDA CAMPONESA
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Pieter Brueghel, o 
velho; Caçadores na 
neve (janeiro), 1565; 
óleo sobre madeira; 
117 x 162 cm; 
Kunsthistorisches
Museum, Viena.
CENAS DA VIDA CAMPONESA
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Pieter Brueghel, o 
velho; Dia encoberto 
(fevereiro), 1565; óleo 
sobre madeira; 118 x 
163 cm; 
Kunsthistorisches
Museum, Viena.
CENAS DA VIDA CAMPONESA
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Pieter Brueghel, o 
velho; Ceifa do feno 
(julho), 1565; óleo 
sobre madeira; 117 x 
161 cm; Lobkowicz 
Palác, Praga.
CENAS DA VIDA CAMPONESA
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Pieter Brueghel, o 
velho; Os apicultores, 
c. 1568; pena e 
nanquim sobre papel; 
20,3 x 30,9 cm; 
Staatliche Museen, 
Berlim.
CENAS DA VIDA CAMPONESA
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Pieter Brueghel, o velho; 
O verão, c. 1568; pena e 
nanquim sobre papel; 22 
x 28,6 cm; Kunsthalle, 
Hamburgo.
CENAS DA VIDA CAMPONESA
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Pieter Brueghel, o 
velho; Colheita do 
trigo (agosto), 1565; 
óleo sobre 
madeira; 118 x 161 
cm
Metropolitan 
Museum of Art, 
Nova York.
CENAS DA VIDA CAMPONESA
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Pieter Brueghel, o velho; 
O retorno dos rebanhos 
(novembro), 1565; óleo 
sobre madeira; 117 x 159 
cm; Kunsthistorisches 
Museum, Viena.
CENAS DA VIDA CAMPONESA
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Pieter Brueghel, o 
velho; Paisagem de 
inverno com patinadores 
e armadilha do pássaro, 
1565; óleo sobre 
madeira; 37 x 55,5 
cm; Musées Royaux 
des Beaux-Arts, 
Bruxelas.
CENAS DA VIDA CAMPONESA
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Pieter Brueghel, o velho; Os 
mendigos, 1568; óleo sobre 
madeira; 18 x 21 cm; Musée 
du Louvre, Paris.
CENAS DA VIDA CAMPONESA
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Pieter Brueghel, o velho; A parábola dos cegos, 1568; óleo sobre tela; 86 x 154 cm; 
Museo Nazionale di Capodimonte, Nápoles.
CENAS DA VIDA CAMPONESA
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Pieter Brueghel, o 
velho; O triunfo da 
morte, c. 1562; óleo 
sobre madeira; 117 x 
162 cm; Museo del 
Prado, Madri.
BAKHTIN, Mikhail. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. Tradução de
Yara Frateschi Vieira. 7. ed. São Paulo: Hucitec, 2010 [1965].
BURKE, Peter. O que é História Cultural? Tradução de Sergio Góes de Paula. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005 [2004].
__________. Cultura popular na Idade Moderna: Europa, 1500-1800. Tradução de Denise Bottmann. São Paulo:
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DARNTON, Robert. O grande massacre dos gatos e outros episódios da História Cultural francesa. Tradução de Sonia
Coutinho. Rio de Janeiro: Graal, 1986 [1984].
DAVIS, Natalie Zemon. O retorno de Martin Guerre. Tradução de Denise Bottmann. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987
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__________. Culturas do povo: sociedade e cultura no início da França moderna. Tradução de Mariza Corrêa. 2. ed. Rio de
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GINZBURG, Carlo. O queijo e os vermes: o cotidiano e as idéias de um moleiro perseguido pela Inquisição. Tradução de
Maria Betânia Amoroso. São Paulo: Companhia das Letras, 1987 [1976].
LADURIE, Emmanuel Le Roy. O Carnaval de Romans: da Candelária à Quarta-feira de Cinzas (1579-1580). Tradução de
Maria Lúcia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2002 [1979].
MUCHEMBLED, Robert. Culture populaire et culture des elites dans la France moderne (XVIe-XVIIIe siécles). Paris:
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BIBLIOGRAFIA
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