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movimentos sociais, no final da década de 1970, contra hospitais psiquiátricos 
que ofertavam um serviço desumanizado aos internos. Em se tratando de pio-
neirismo, temos o Centro Psiquiátrico Pedro II, hoje intitulado Instituto Municipal 
Nise da Silveira, localizado na cidade do Rio de Janeiro, na qual a denúncia de 
três médicos residentes e posterior demissão suscitou a primeira greve no se-
tor público do país desde o fatídico início da ditadura militar. (OLIVEIRA, PADI-
LHA & OLIVEIRA, 2011). É, portanto, neste contexto social complexo que se dá 
o início de uma luta para reformar os modos de cuidado em saúde mental.
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SAIBA MAIS
REFLITA
Considerações finais
Vimos, nesta unidade, que a experiência empregada por Franco Basaglia em 
Trieste se tornou modelo de cuidado em saúde mental e atenção psicossocial. 
Percebe-se que é importante que as pessoas em sofrimento psíquico sejam 
acompanhadas no convívio de seus familiares e amigos, pois isso é terapêutico 
por si só, e não viola os direitos inerentes à pessoa humana.
No Brasil, as denúncias de violações acometidas nos manicômios ocorreram 
quase que subterraneamente, tendo em vista o contexto político da ditadura mi-
litar. Mesmo assim, os militantes desta temática não mediram esforços para lu-
tar pela garantia de tratamento humanizado aos pacientes psiquiátricos. Neste 
época, pessoas que conseguiram escapar dos hospitais, buscavam, de alguma 
forma, relatar os traumas vivenciados nestes ambientes de dominação.
O excesso de medicamentos psiquiátricos, sobretudo os antipsicóticos, ocasio-
nam diversos efeitos adversos e, dentre eles, destaca-se o embotamento afeti-
vo. Ou seja, ao ser submetida a uma terapêutica predominantemente medica-
mentosa, os pacientes passam a não conseguir sentir suas emoções. 
Frase para reflexão em sala:
“Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mun-
do tem um pouco de loucura. Vou lhes fazer um pedido: Vivam a imaginação, 
pois ela é a nossa realidade mais profunda. Felizmente, eu nunca convivi com 
pessoas ajuizadas” (Nise da Silveira).
“Ao invés de colocar parênteses no doente como o saber da psiquiatria rea-
lizava, a proposta é colocar a doença entre parênteses, e se deparar com o 
sujeito”. (Franco Basaglia).

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