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Aula 2- Sistema Tegumentar

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CURSO: MEDICINA VETERINÁRIA
DISCIPLINA: CLÍNICA MÉDICA DE PEQUENOS ANIMAIS
PROFESSOR: JOANA OLIVEIRA
ENCONTRO: SISTEMA TEGUMENTAR
Sistema tegumentar
Órgão mais extenso e visível do organismo;
Constituição pode variar entre espécies, raças e indivíduos;
Oferece proteção contra perigos físicos, químicos e microbiológicos.
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Pele
Pelos
Glândulas cutâneas
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A pele é o espelho da saúde
Funções da pele
Barreira protetora entre meio interno e externo  impedindo perda de H²O, eletrólitos e macromoléculas;
Permite forma e movimentação  devido elasticidade e flexibilidade;
Promove termorregulação  mediada pela pelagem + aporte sanguíneo cutâneo + glândulas sudoríparas;
Percepção sensorial (tato, pressão, dor, temperatura e prurido)
Formação de estruturas anexas (pelo e unhas);
Armazena H²O, vitaminas, lipídios, hidrato de carbono e proteínas  ação antimicrobiana e antimicótica;
Formação de melanina, vascularização e queratizinação;
Síntese de vitamina D;
Parte do sistema imunológico;
Indicadora de patologias/estado de saúde.
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Estrutura da Pele
Epiderme: origem ectodérmica e é mais externa e delgada;
Derme: origem mesodérmica;
Hipoderme: suporte aos estratos superiores.
Estruturas anexas: glândulas, pelos e unhas.
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Diagnóstico dermatológico:
Histórico
Idade, espécie, raça, evolução das lesões, ambiente,contactantes, doenças anteriores e terapias.
Exame físico
Dermatológico
Sistêmico
Exames complementares
Parasitárias
Infecciosas
Endócrinas
Hipersensibilidade
Neoplásicas
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Etiologia:
Terapia farmacológica
Adstringentes tópicos
precipitam a proteína, endurecendo a pele, promovendo a cicatrização e ressecando a pele quando aplicados topicamente
 Permanganato de potássio (1 envelope em 1L água – 2 a 3x/d)  usados nas dermatoses exudativas
Emolientes
Umidificam a pele, trazendo água para o extrato córneo
Utilizados na seborreia seca, ou após produtos que causem ressecamento da pele
Geralmente já se encontram em formulações de tratamento (shampoo)
Glicerina, Urea, óleo mineral
Humilac®
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Terapia farmacológica
Antiseborreicos
Ceratolíticos  removem a queratina
Ceratoplásticos  intensificam a queratinização dos epitélios promovendo a regeneração da camada córnea, que corresponde à zona celular mais extensa da pele
Enxofre (possui os 2 efeitos) – bactericida, antifúngico, antipruriginoso e antiparasitário
Peroxido de benzoila (é ceratolítico) - antibacteriano
Antipruriginoso tópico
Corticoides e anti-histamínicos
Diminuem população bacteriana por resfriar a pele (cânfora)
Anestesia nervos periféricos (lidocaína e peróxido de benzoíla)
Allermyl®, Neodexa®, Hypoalersyn®, Pêlo e Derme®
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Terapia farmacológica
Antibióticos tópicos
Clorexidine, Peróxido de Benzoíla
Peroxydex ®, Peroxsyn ®, Vetriderme ®, Clorexidine ®, Clorexsyn ®, Hexadene ®, Micodine ®
Antifúngicos tópicos
Miconazol, Cetoconazol. 
Cetocon Top®, Micodine®, Shampoo Cetoconazol 2%®
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Antiparasitários
Fipronil, ivermectina, selamectina, imidacloprid, tiabendazol, amitraz, moxidectina
Terapia farmacológica
Anti-histamínicos
Difenidramina (Polaramine®) 2mg/kg/8/8h VO, Loratadina (Claritin®) 10mg/kg/24/24h VO e Clemastina (Allergovet C®) 0,07mg/kg/24/24h
Ácidos graxos (ômegas 3,6)
Auxiliam no controle dos processos alérgicos
Ômega 3 ®, Pêlo e
Derme ®
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Antibióticos sistêmicos
Cultura com atb
Cefalexina 20 – 30mg/kg/BID
CEFOVECINA (CONVÊNIA®) $$$$
Terapia farmacológica
Antifúngicos sistêmicos
Cetoconazol – 10mg/Kg SID ou BID (Cetoconazol suspensão 20%®)
Itraconazol – 5 a 10mg/Kg SID ou BID
Imunossupressores
Ciclofosfamida – 1,5 a 2,5mg/Kg a cada 2 dias.
Azatioprina (Imuran) – 1,5 a 2,5mg/Kg 24/24h) em gatos a cada 48h
Ciclosporina (Sandimune) – 10-20mg/Kg 24/24h. Dividir a dosagem total dos gatos em 2x. 
Prednisona – 1mg/kg a cada 24h. Reduzir a dose gradativamente.
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LESÕES DERMATOLÓGICAS
PRIMÁRIAS
Desenvolvem espontaneamente como resultado direto de doença ou distúrbio.
SECUNDÁRIAS
São aquelas que advém da progressão natural das lesões primárias, ou, podem ser provenientes de automutilação ou ação de medicamentos.
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Lesões dermatológicas primárias
1. Vesícula (até 1cm) ou bolha (>1cm): superficial, em epiderme, tem conteúdo seroso, aparece e desaparece rapidamente, se rompa e deixa a derme exposta. 
2. Pápula (até 1cm) ou placa (>1cm): elevação sólida, circunscrita com acúmulo de células, debris e fluídos.
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3. Mácula (até 1cm) ou mancha (>1cm): área circunscrita com coloração alterada não palpável  inflamação, hemorragia, trauma ou def. coagulação).
4. Eritema: uma forma de mácula que exibe rubor difuso sobre a pele.
Lesões dermatológicas primárias
5. Pústula: lesão elevada, circunscrita preenchida por pus. Camada superficial da pele. Desaparece sozinha ou se rompe.
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6. Nódulo (até 5cm) ou tumor (>5cm): elevação sólida, circunscrita, camadas mais profundas  infeccioso ou neoplásico (maligno/benigno).
Lesões dermatológicas secundárias
Colarete: lesão circular superficial originária da ruptura de pústulas.
Hiperqueratose: aumento da espessura do estrato córneo, indicativo de processo crônico (cinomose).
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3. Descamação: “caspa”, acumulo de fragmentos perdidos da camada córnea da pele, defeito na maturação e ceratinização da pele.
4. Liqueinificação: espessamento e endurecimento da pele por excesso de marcações cutâneas superficiais (áreas de fricção, Malassezia).
Lesões dermatológicas secundárias
5. Crostas: acúmulo de restos celulares e exudatos serosos, sanguinolento ou misto).
6. Úlceras: solução de continuidade da epiderme c/ exposição de derme. Sempre forma cicatriz após cura.
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7. Hiperpigmentação: aumento de melanina epidérmica e/ou dérmica por lesões pós inflamatórias, crônicas, traumáticas e endócrinas.
8. Alopecia: perda de pelo local ou difuso, com ou sem diminuição de número de folículos pilosos.
Dermatopatias parasitárias
DEMODICIOSE CANINA (sarna demodécica)
Todos os cães tem Demodex!
Agente: Demodex canis (no folículo piloso)
Distúrbio hereditário  surge com a imunossupressão
Localizada ou generalizada
Acomete mais face e membros
Pododemodicose  confinada a região das patas
Fase inicial “sarna vermelha” – eritema; Fase crônica “sarna negra” – hiperpigmentação e hiperqueratose
Prurido presente ou ausente
Pode ser úmida  infecção secundária por Staphilococos spp
Sinais clínicos: alopecia, eritema, pápula, mácula, pústula, comedo, hiperpigmentação, edema, crosta, pioderma profundo, tratos drenantes, otite externa ceruminosa. Infecção bacteriana secundária (foliculite/furunculose)
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Dermatopatias parasitárias
DEMODICIOSE CANINA (sarna demodécica)
Diagnóstico: raspado de pele profundo/ parasitológico por fita adesiva
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18
Dermatopatias parasitárias
DEMODICIOSE CANINA (sarna demodécica)
Tratamento antiparasitário:
Amitraz tópico solução de 0,025 – 0,05% (0,25 – 0,5g/1litro), deixando agir por 10 min, 1 vez por semana, até que haja 2 raspados negativos (não usar em fêmeas gestantes/lactantes; filhotes com menos de 12 meses e animais com muitos ferimentos)
Ivermectina 0,4 – 0,6mg/kg VO/SID/60d (exceto cães da raça collie, pastor de shetland e pastor australiano)
Sarolaner (Simparic®) – 1 comprimido a cada 35 dias/ 2 vezes, seguro para raças sensíveis
Fluralaner (Bravecto®) – 1 comprimido (3 meses) – dose única, seguro para raças sensíveis
Terapias coadjuvantes
Cefalexina 20 – 30mg/kg/BID/VO por 15 a 30 dias / Convênia® 1 a 2 aplicações $$
Shampoos ceratolíticos (removem queratina – ajuda na seborréia) – peróxido de benzoíla a cada 5 dias.
Repete o raspado após 30 dias de tratamento.
Alta médica com 2 raspados negativos, intervalo de 15 dias.
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Dermatopatias parasitárias
2. ESCABIOSE CANINA (Sarna sarcóptica)
Agente: Sarcoptes scabiei
Comum em cães
Intenso prurido (reflexo otopodal presente na maioria dos casos)
Transmissível para outras espécies inclusive ser humano (ZOONOSE)
Preferência por locais de pouco pelo (orelhas, cotovelos, abdome, tórax e pernas)
Quadro generalizado e comlesões assimétricas
Sinais clínicos: áreas com alopecia, escoriações e crostas; animais deprimidos, linfadenopatia generalizada, hiperpigmentação (casos mais avançados), eritema e escoriações.
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Dermatopatias parasitárias
2. ESCABIOSE CANINA (Sarna sarcóptica)
Diagnóstico: raspado de pele em áreas com menos pelos e de prurido intenso
Muito falso – negativo.
Fazer diagnóstico terapêutico.
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Dermatopatias parasitárias
2. ESCABIOSE CANINA (Sarna sarcóptica)
Tratamento antiparasitário:
Amitraz tópico solução de 0,025 – 0,05% (0,25 – 0,5g/1litro), deixando agir por 10 min, 1 vez por semana, até que haja 2 raspados negativos (não usar em fêmeas gestantes/lactantes; filhotes com menos de 12 meses e animais com muitos ferimentos)
Ivermectina 0,4 – 0,5 mg/kg VO/semana/5 semanas ou 0,4 – 0,5 mg/kg SC/semana/5 semanas (exceto cães da raça collie, pastor de shetland e pastor australiano)
Moxidectina (Advocate®) – 1 aplicação/mês com um total de 2 aplicações (exceto cães da raça collie, pastor de shetland e pastor australiano)
Selamectina (Revolution®) - 1 aplicação/mês com um total de 2 aplicações (exceto cães da raça collie, pastor de shetland e pastor australiano)
Sarolaner (Simparic®) – 1 aplicação/35 dias por um total de até 2 aplicações (caso muita infestação)
Fluralaner (Bravecto®) – 1 aplicação
Terapias coadjuvantes
Cefalexina 20 – 30mg/kg/BID/VO por 15 a 30 dias / Convênia® 1 a 2 aplicações $$.
Shampoos ceratolíticos (removem queratina – ajuda na seborréia) – peróxido de benzoíla a cada 7 dias.
Prednisona ou Prednisolona 1 – 2mg/kg/SID/ por 5 – 7 dias (alívio do prurido intenso)
TRATAR TODOS OS CONTACTANTES!
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Dermatopatias parasitárias
3. ESCABIOSE FELINA (sarna notoédrica)
Agente: Notoedris cati
Altamente contagiosa (ZOONOSE)
Acomete mais olhos, cabeça, orelhas, patas e 
períneo
Prurido presente
Sinais clínicos: alopecia, crosta, prurido e liquenificação
Diagnóstico: raspado de pele
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Dermatopatias parasitárias
3. ESCABIOSE FELINA (sarna notoédrica)
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Dermatopatias parasitárias
3. ESCABIOSE FELINA (sarna notoédrica)
Tratamento antiparasitário
Selamectina (Revolution®) – 1 aplicação/mês com um total de 2 aplicações 
Moxidectina (Advocate®) – 1 aplicação/mês/2 meses
Enxofre – (mecanismo de ação desconhecido) – usar na concentração de 3% com banhos semanais por 6 a 8 semanas. Usar colar elisabetano.
Terapias coadjuvantes
Cefalexina 20 – 30mg/kg/q12h/VO por 15 a 30 dias / Convênia® 1 a 2 aplicações $$.
Shampoos ceratolíticos (removem queratina – ajuda na seborréia) – peróxido de benzoíla a cada 7 dias.
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Dermatopatias parasitárias
4. SARNA OTODÉCICA CANINA E FELINA
Agente: Otodectes cynotis
Causador da otite parasitária em cães e gatos
Transmissão por contato direto ou fômites
Sinais clínicos: eritema, prurido intenso, formação de crosta espessa marrom-avermelhada e infecção secundária por bactérias e fungos devido ao autotraumatismo da coceira.
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Dermatopatias parasitárias
4. SARNA OTODÉCICA CANINA E FELINA
Diagnóstico: 
Observação direta do ácaro no conduto através do otoscópio
Avaliação em lupa de parte da secreção/exsudato
Microscopia com retirada de conteúdo por swab e misturado com óleo mineral - parasitológico de cerúmen.
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Dermatopatias parasitárias
4. SARNA OTODÉCICA CANINA E FELINA
Tratamento antiparasitário:
Moxidectina (Advocate®) - 1 aplicação/mês com até um total de 2 aplicações (caso a infestação seja intensa)
Selamectina (Revolution®) - 1 aplicação/mês com até um total de 2 aplicações (caso a infestação seja intensa)
Para cães: preferência por Bravecto ou Simparic
Tratamento coadjuvante:
Prednisona ou Prednisolona 1 – 2 mg/kg por 3 a 5 dias (caso muita inflamação)
Cefalexina 20 – 30mg/kg/BID mínimo de 15 dias
Ceruminolítico tópico otológico 1x/dia até acabar a secreção.
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Dermatopatias parasitárias
5. LINXACARIOSE FELINA
Agente: Lynxacarus radovskii
Infestação em gatos
Aspecto de “pó” nos pelos
Visível a olho nu
Diagnóstico: direto/microscópio
Tratamento:
Selamectina (Revolution®) - 1 aplicação/mês, 
por 2 meses
Fipronil spray (Frontline®) – 1 aplicação/mês, 
por 2 meses.
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Dermatopatias fúngicas
DERMATOFITOSE (“tinhas”)
Agentes: Microsporum canis; Trycophytum mentagrophitos; Microsporum gypseum
Acomete cães e gatos jovens preferencialmente - imunossupressão
Altamente contagioso por contato com pelos e caspa (ZOONOSE)
Lesões mais comuns em face, orelhas, membros e cauda
A lesão é superficial pois se alimentam de queratina, são circunscritas em forma de anel (alopecia circular) 
O centro da lesão tende a ser pigmentado
Prurido variável (principalmente quando houver infecção bacteriana secundária)
Esporos fúngicos podem permanecer viáveis por anos!
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Dermatopatias fúngicas
DERMATOFITOSE (“tinhas”)
Diagnóstico:
Arrancamento de pelos ao redor das lesões e análise no microscópio com observação de hifas e análise de tricograma
Cultura fúngica
Exame direto com lâmpada de Wood (raios UV)  no caso do Microsporum canis ele emite fluorescência
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Dermatopatias fúngicas
DERMATOFITOSE (“tinhas”)
Tratamento tópico:
Tosar o animal
Cremes e loções aplicadas 2 vezes ao dia 
Dermotrat creme ou aerossol
Shampoos:
Micodine/Cloresten/Cetoconazol – 2 a 3 vezes por semana/30 a 60 dias
Tratamento sistêmico:
Cetoconazol 10mg/kg/SID VO por 4 a 12 semanas
Itraconazol 5 – 10mg/kg/SID VO por 4 a 8 semanas
Faz a primeira cultura fúngica 30 dias pós tratamento
Pulsoterapia – semana sim, semana não por 21 dias.
Gatos – portador assintomático – banho 2 vezes por semana com shampoo antifúngico.
 
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Dermatopatias fúngicas
DERMATOFITOSE (“tinhas”)
Tratamento ambiental:
Importante e imprescindível!!!!
Confinar os animais em um ambiente de fácil limpeza
Limpeza do ambiente 2 a 3 vezes por semana - Uso de clorexidina ou hipoclorito sódio 1:10 
Aspirador para remoção mecânica - esporos fúngicos continuam viáveis por até 18 meses
Lavagem de todas as camas, tapetes, escovas e fômites.
 
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Dermatopatias fúngicas
2. MALASSEZIOSE
Agente: Malassezia pachydermatis
Levedura fúngica que vive no ouvido, pele, sacos anais, reto e vagina (em pouca quantidade)
Todas as idades e qualquer raça – geralmente é secundária!
Principal sinal é o prurido associado ao eritema
Alteração no microclima cutâneo ( ↑ produção sebo/cerúmen, acúmulo de umidade e rompimento barreira epidérmica)
Alterações nas defesas organismo  corticoides e antibioticos por tempo prolongado
Odor desagradável, rançoso
Orelhas (ouvido – otite), lábios, focinho, espaço interdigital, pescoço ventral, face da coxa, axilas e região perianal
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Dermatopatias fúngicas
2. MALASSEZIOSE
Diagnóstico
Citologia de pele (swab stéril ou fita de acetato) corada com panótico
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Dermatopatias fúngicas
2. MALASSEZIOSE
Tratamento tópico com shampoos:
Micodine/Cloresten/Cetoconazol – 1 a 2 vezes por semana/30 a 60 dias
Tratamento tópico otite:
Otomax (BID 15 a 30d), Aurivet (BID 15 a 30d), Otoguard (BID 15 a 30d), Zelotril oto (BID 15 a 30d), Easotic (BID 15 a 30d), Cipro-otic (BID 15 a 30d), Posatex (BID 7d)
Bases farmacológicas: Sulfadiazina de prata + Enrofloxacina, Clotrimazol + Gentamicina + Miconazol, Cetoconazol, Clotrimazol + Ciprofloxacina, Posaconazol + Orbifloxacino, Cetoconazol + Tobramicina
Tratamento sistêmico:
Cetoconazol 10mg/kg/SID VO por 4 a 12 semanas
Itraconazol 5 – 10mg/kg/SID VO por 4 a 8 semanas
Acompanhamento por citologia de pele.
Pulsoterapia – semana sim, semana não por 21 dias.
Controlar a causa base.
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Dermatopatias fúngicas
3. ESPOROTRICOSE
Agente: Sporothrix schenckii
Habita solo e plantas
Comum em gatos
Micose subcutânea (profunda), vasos linfáticos e órgãos internos – penetração por feridas
ZOONOSE!! (arranhadura) – lesão em rosário
Sinais clínicos: nódulos cutâneos, ulcerados ou não, alopecia local, pele ressecada – lesão cutânea disseminada
Diagnóstico: citologia, cultura fúngica e biópsia
Tratamento:
Itraconazol 50 – 100mg/animal
	VO SID 4 a 8 semanas
Tratamento por mais 4 semanas após a resolução 
dos sinais clínicos.
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Dermatopatiasfúngicas
4. CRIPTOCOCOSE
Agente: Cryptococcus neoformans
Comum em gatos, pode acometer cães
Micose sistêmica rara
Fezes de pombo (inalação de aerossóis de esporos) ou em plantas em decomposição – indivíduos imunodeprimidos mais propensos
ZOONOSE!! 
Sinais clínicos: comum o nariz de palhaço (lesão nasal esponjosa), mas podem ocorrer sintomas respiratórios, tegumentar e até nervoso
Diagnóstico: citologia, biópsia e cultura fúngica
Tratamento:
Itraconazol 50 – 100mg/animal
	VO SID 4 a 8 semanas
Tratamento por mais 4 semanas após a 
resolução dos sinais clínicos.
Mais difícil de tratar em cães, observar a 
cicatrização das lesões.
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Dermatopatias bacterianas
FOLICULITES SUPERFICIAIS
Grande parte das bactérias habitam na pele e tem 
a função de barreira cutânea
1.1 Impetigo – filhotes – cura espontânea
Pústulas ou colaretes no abdome e axilas
Não é necessário terapia sistêmica
Terapia tópica: Nebacetin, Rifocina 2 vezes dia/ 14 dias
Mais difuso: shampoo clorexidina 2 vezes por semana.
1.2 Intertrigo – dobras cutâneas – sharpei, pug, bulldogs, etc
Eritema com alopecia, geralmente úmido  assadura
Tratar retirando as crostas com lenço de 
clorexidina 2 vezes dia/ 21 dias.
Tratamento tópico: Nebacetin 2 vezes dia/ 14 dias
 
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Dermatopatias bacterianas
FOLICULITES SUPERFICIAIS
Grande parte das bactérias habitam na pele e tem 
a função de barreira cutânea
 1.3 Piodermite superficial – Staphylococus intermedius 
após traumas/contaminação direta, pode recidivar
Prurido
Pápulas, pústulas, colaretes, alopecia 
Foliculites recidivantes
Geralmente secundário: alergia, endocrinopatia
Diagnóstico por citologia de pele (imprint ou fita de acetato); 
Romper a pústula e fazer cultura com antibiograma
Tratamento:
Iniciar com banhos anstissépticos 2 a 3 vezes por semana – Cloresten, Megatrat 4 e Hexadene
Não melhorou em 15 dias, fazer antibiótico oral
Antibioticoterapia 
-	Escolha empírica na primeira vez – cefalexina 20 a 30 mg/ kg bid/ 28 dias ou amoxicilina + clavulanato de potássio 15 mg/ kg bid/ 28 dias.
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Dermatopatias bacterianas
1. FOLICULITES SUPERFICIAIS
1.4 Dermatite úmida aguda
Auto induzido, aparecimendo súbito
Dolorosa
Eritematosa
Alopécica
Exudativa
Pruriginosa
-	 Diagnóstico: citologia de pele 
(neutrófilos e bactérias)
Tratamento (preferência tópico):
Tricotomia
Antisséptico tópico BID – clorexidina
Antibiótico tópico BID – Nebacetin
Prednisona 0,5 mg/ kg sid/5 dias
Uso do colar elisabetano! Cuidado com miiase!
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Dermatopatias bacterianas
2. FOLICULITES PROFUNDAS
2.1 Foliculite e furunculose – inflamação de folículo piloso com ruptura formando fístulas que drenam sangue e/ou pus
Síndrome foliculite-furunculose-celulite do Pastor Alemão (hereditário)
Secundária – demodiciose, dermatofitose profunda, endocrinopatias, seborreia e imunossupressão
Generalizada ou localizada (focinho, ponto de pressão, interdigital, região lombar, lateral de membros pélvicos, torácica, perineal e patas
Diagnóstico: citologia, cultura + AB SEMPRE!
Tratamento: tricotomia das lesões, banhos ou compressas com soluções antissépticas e adstringentes, antibioticoterapia sistêmica (4 a 6 semanas, e manter após 14 dias de remissão de sinais)
Prednisona ou Prednisolona 1 – 2mg/kg SID/VO/5 dias
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42
Dermatopatias bacterianas
2. FOLICULITES PROFUNDAS
2.2 Pododermatite
Causadas por: infecções fúngicas e/ou bacterianas e/ou parasitárias e/ou alérgicas
Sinais clínicos: eritema, edema, exsudação, alopecia, úlceras, fístulas, nódulos interdigitais
Diagnóstico: pesquisar causa primária, raspados de pele, culturas fúngicas, raio X – neoplasia e dosagens hormonais
Tratamento: pedilúvios com soluções antissépticas- permanganato de potássio 20 minutos sid, antibioticoterapia tópica, antibioticoterapia sistêmica, tratamentos para a causa primária
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Dermatopatias alérgicas
ALERGIA POR CONTATO
Geralmente a produto de limpeza
Lesões localizadas nas áreas de contato
Prurido intenso, Eritema difuso, Pápulas, Dermatite difusa, Crostas, Escoriações, Hiperpigmentação, Liquenificação
Diagnóstico: teste de exclusão e exposição provocativa
Tratamento: remoção da causa, banhos com shampoos/sabonetes de limpeza profunda da pele e se necessário corticoide 1mg/kg SID.
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Dermatopatias alérgicas
2. DERMATITE ALÉRGICA À PICADA DE ECTOPARASITAS
Saliva da pulga e do carrapato
Intensidade da reação depende da quantidade de parasitos
Sinais clínicos: lesão triangular em dorso próximo a cauda, prurido, lambedura excessiva, inquietação, pápulas, crostas, alopecia, hiperpigmentação
Diagnóstico: parasitos/fezes presentes e descartado outros ácaros
Tratamento: Bravecto®, Simparic®, Nexgard®
A pulga precisa picar para morrer, matam mais rápido
Animais com DAPE: melhor medicamentos por via oral
USO CONSTANTE!
Antihistamínicos e corticoides se necessário
Controle no animal e no ambiente
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Dermatopatias alérgicas
3. HIPERSENSIBILIDADE ALIMENTAR
Reação alérgica a componentes da dieta
Qualquer idade, raça, sexo
Sinais clínicos: pápulas – abdômen, axilas, prurido, foliculite, seborreia, lambedura de patas, alopecia, desordens intestinais ((1 nódulo ou múltiplos) ou extra cutânea
Animais podem apresentar quadros de vômito (mastócitos  histamina  estômago)
Diagnóstico: citologia aspirativa e biópsia
Tratamento: cirurgia com margem, casos mais graves e metastáticos quimioterapia (vimblastina)  prognóstico ruim. 
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Neoplasias de pele
2. MELANOMA
Origem: melanócitos
Lesão ulcerada, lesão em placa, mácula, nódulo ou tumor
Diagnóstico: citologia aspirativa e biópsia
Número de mitoses já demonstra comportamento biológico. 
Tratamento: excisão cirúrgica e quimioterapia quando em boca e extremidade de membros  derivados da platina (cisplatina, carboplatina)
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QUESTÕES DE APRENDIZAGEM
Um cão da raça Border Collie, que vive em fazenda, com 10 meses de idade chega ao seu consultório para ser atendido apresentando lesões intensamente pruriginosas, crostosas localizadas em bordas de orelhas, áreas de apoio e extremidades dos dígitos. O tutor relata que essas lesões começaram a aproximadamente 2 semanas e que ele fez aplicação de óleo queimado. Quais as principais suspeitas? Quais ferramentas de diagnóstico você irá lançar a mão e de acordo com o diagnóstico mais provável, qual a sua conduta terapêutica?
QUESTÕES DE APRENDIZAGEM
Um cão da raça Yorkshire de 4 anos de idade, pesando 3kg, chega para consulta apresentando lesões alopécicas, circunscritas, hiperpigmentadas, crostosas e não pruriginosas. Quais as principais suspeitas? Quais ferramentas de diagnóstico você irá lançar a mão e de acordo com o diagnóstico mais provável, qual a sua conduta terapêutica?
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