Prévia do material em texto
Giovani Saavedra e Ana Cláudia Redecker COMPLIANCE E PROTEÇÃO DE DADOS Fernanda Luiza Fontoura de Medeiros O código de conduta é a minha bússola. 2 Conheça o livro da disciplina CONHEÇA SEUS PROFESSORES 3 Conheça os professores da disciplina. EMENTA DA DISCIPLINA 4 Veja a descrição da ementa da disciplina. BIBLIOGRAFIA DA DISCIPLINA 5 Veja as referências principais de leitura da disciplina. O QUE COMPÕE O MAPA DA AULA? 6 Confira como funciona o mapa da aula. MAPA DA AULA 7 Veja as principais ideias e ensinamentos vistos ao longo da aula. RESUMO DA DISCIPLINA 35 Relembre os principais conceitos da disciplina. AVALIAÇÃO 36 Veja as informações sobre o teste da disciplina. 3 Ao longo de mais de 25 anos de experiência, atua em consultoria, planejamento e estruturação patrimonial e de atividades empresariais com foco no desenvolvimento de soluções práticas e efetivas representando clientes brasileiros e estrangeiros. Também atua como árbitra em disputas contratuais e societárias. É árbitra listada na Câmara de Arbitragem da Federasul. É professora da Escola de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), onde leciona nos cursos de graduação e de pós- graduação. É autora de diversos artigos e livros sobre contratos, arbitragem, direito societário, recuperação de empresas e falência. Trabalha em estreita colaboração com outras áreas do direito em parceria com profissionais com vasta experiência quando a demanda requer uma abordagem interdisciplinar. ANA CLÁUDIA REDECKER Professora PUCRS Um dos maiores nomes em Compliance da atualidade, Giovani Saavedra é presidente de um instituto e de uma associação focados em Auditoria. Advogado e professor, reúne habilidades em Conformidade, Sistemas Operacionais e Crimes de Colarinho Branco. Doutor, Giovani Saavedra é professor adjunto de Direito Penal Empresarial, Compliance e Filosofia na PUCRS e sócio- fundador da Saavedra & Gottschefsky Advogados Associados, onde é responsável pela área de Direito Penal Empresarial e Compliance. Saavedra também é presidente do Instituto ARC, da ABRARC e do Comitê Especial de Prevenção de Corrupção da OAB-RS, além de ser membro da Comissão Especial de Compliance do Conselho Federal da OAB. GIOVANI SAAVEDRA Professor Convidado Conheça seus professores 4 Ementa da Disciplina Compliance: noções gerais. Sistema de Gestão de Proteção de Dados. Estudo do Compliance e suas possíveis contribuições para a compreensão do fenômeno jurídico e da formação de uma cultura ética empresarial. Assessments. Comitê de Ética / Comitê de Privacidade e Proteção de Dados; Política de Terceiros. Auditoria e revisão do Sistema de Gestão de Compliance de Proteção de Dados. 5 Bibliografia da Disciplina As publicações destacadas têm acesso gratuito. Bibliografia básica ALBERS, Marion. A complexidade da proteção de dados. In: Revista Direitos Fundamentais & Justiça, a. 10, n. 35, jul./dez. 2016. BIONI, Bruno Ricardo. Proteção de dados pessoais: a função e os limites do consentimento. Rio de Janeiro: Forense, 2019. LÓSSIO, Claudio Joel Brito. Proteção de dados e compliance digital. São Paulo: Almedina, 2021. SAAVEDRA, Giovani Agostini. Governança corporativa, compliance e gestão de Riscos. São Paulo: ESENI, 2021. SAAVEDRA, Giovani Agostini. Governança Corporativa, Compliance e Proteção de Dados - volume 1. São Paulo: ESENI, 2021. SOUSA LIMA, Fernando Rister de; SMANIO, Gianpaolo Poggio. Proteção de Dados, Compliance e Insider Trading. São Paulo: Almedina, 2021. Bibliografia complementar DONEDA, Danilo. A proteção dos dados pessoais como um direito fundamental. In: Espaço Jurídico Journal of Law, v. 12, n. 2, p. 91-108, jul./dez. 2011. DONEDA, Danilo. Da privacidade à proteção de dados pessoais. Fundamentos da Lei Geral de Proteção de Dados. 2. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2019. IMONIANA, Joshua Onome. Auditoria de Sistemas de Informação. 3ª. Edição. São Paulo: Atlas, 2017. MALDONADO, Viviane Nóbrega. Lei Geral de Proteção de Dados. Manual de Implementação. São Paulo: Thompson Reuters Brasil, 2019. SAAVEDRA, Giovani; SARLET, Ingo Wolfgang. Fundamento Jusfilosóficos e Âmbito de Proteção do Direito Fundamental. In: Revista de Direito Público (RDP), Vol. 17, n. 93, maio/junho, 2020, pp. 33-57. https://primo-pmtna01.hosted.exlibrisgroup.com/permalink/f/ei1pdl/TN_cdi_crossref_primary_10_30899_dfj_v10i35_93 https://primo-pmtna01.hosted.exlibrisgroup.com/permalink/f/ei1pdl/TN_cdi_crossref_primary_10_30899_dfj_v10i35_93 https://periodicos.unoesc.edu.br/espacojuridico/article/view/1315 https://periodicos.unoesc.edu.br/espacojuridico/article/view/1315 https://primo-pmtna01.hosted.exlibrisgroup.com/permalink/f/1paomtm/sfx4340000000020919 https://primo-pmtna01.hosted.exlibrisgroup.com/permalink/f/1paomtm/sfx4340000000020919 https://www.portaldeperiodicos.idp.edu.br/direitopublico/article/view/4315 https://www.portaldeperiodicos.idp.edu.br/direitopublico/article/view/4315 https://www.portaldeperiodicos.idp.edu.br/direitopublico/article/view/4315 6 O que compõe o Mapa da Aula? MAPA DA AULA São os capítulos da aula, demarcam momentos importantes da disciplina, servindo como o norte para o seu aprendizado. Frases dos professores que resumem sua visão sobre um assunto ou situação. DESTAQUES Conteúdos essenciais sem os quais você pode ter dificuldade em compreender a matéria. Especialmente importante para alunos de outras áreas, ou que precisam relembrar assuntos e conceitos. Se você estiver por dentro dos conceitos básicos dessa disciplina, pode tranquilamente pular os fundamentos. FUNDAMENTOS Questões objetivas que buscam reforçar pontos centrais da disciplina, aproximando você do conteúdo de forma prática e exercitando a reflexão sobre os temas discutidos. Na versão online, você pode clicar nas alternativas. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO Fatos e informações que dizem respeito a conteúdos da disciplina. CURIOSIDADES Conceituação de termos técnicos, expressões, siglas e palavras específicas do campo da disciplina citados durante a videoaula. PALAVRAS-CHAVE Assista novamente aos conteúdos expostos pelos professores em vídeo. Aqui você também poderá encontrar vídeos mencionados em sala de aula. VÍDEOS Inserções de conteúdos para tornar a sua experiência mais agradável e significar o conhecimento da aula. ENTRETENIMENTO Apresentação de figuras públicas e profissionais de referência mencionados pelo(a) professor(a). PERSONALIDADES Neste item, você relembra o case analisado em aula pelo professor. CASE A jornada de aprendizagem não termina ao fim de uma disciplina. Ela segue até onde a sua curiosidade alcança. Aqui você encontra uma lista de indicações de leitura. São artigos e livros sobre temas abordados em aula. LEITURAS INDICADAS Aqui você encontra a descrição detalhada da dinâmica realizada pelo professor. MOMENTO DINÂMICA 7 Embora seja comum descrever o compliance como “estar em conformidade”, essa definição não abrange completamente o seu significado, uma vez que estar em conformidade é o mínimo esperado de uma organização. Outro erro comum é esperar que as normas estejam descritas em um modelo genérico, quando, na realidade, cada organização deve adaptá-las às suas particularidades. Para compreender melhor a complexidade do tema, é necessário conectar três conceitos fundamentais: compliance, governança corporativa e proteção de dados/privacidade. Conceitos de compliance Mapa da Aula Os tempos marcam os principais momentos das videoaulas. AULA 1 • PARTE 1 03:00 06:01 Princípio da legalidade: É uma norma que estabelece que o poder estatal só pode ser exercido nos limites da lei, ou seja, o Estado só pode fazer o que a lei permite. PALAVRA-CHAVE 09:38 ‘‘Compliance naturalmente envolve, em alguma medida, cumprir normas [...], mas não se limita a isso. ’’19:43 LTDA é a sigla de Sociedade Limitada, um tipo de empresa em que a responsabilidadeda disciplina. Ementa da Disciplina Veja a descrição da ementa da disciplina. Bibliografia da Disciplina Veja as referências principais de leitura da disciplina. O que compõe o Mapa da Aula? Confira como funciona o mapa da aula. Mapa da Aula Veja as principais ideias e ensinamentos vistos ao longo da aula. Resumo da disciplina Relembre os principais conceitos da disciplina. Avaliação Veja as informações sobre o teste da disciplina. Botão 313: Botão 314: Botão 315: Botão 316: Botão 317: Botão 323: Botão 324: Botão 325: Botão 326: Botão 327: Botão 328: Botão 329: Botão 330: Botão 331: Botão 332: Botão 338: Botão 339: Botão 340: Botão 341: Botão 342: Botão 343: Botão 344: Botão 345: Botão 346: Botão 333: Botão 334: Botão 335: Botão 336: Botão 337: Botão 348: Botão 349: Botão 350: Botão 351: Botão 352: Botão 353: Botão 354: Botão 355: Botão 356: Botão 357: Botão 368: Botão 369: Botão 370: Botão 371: Botão 372: Botão 358: Botão 359: Botão 360: Botão 361: Botão 362:de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social. É o modelo de pessoa jurídica mais comum no Brasil. Assim como as responsabilidades, a divisão de lucros, em regra, também é feita de acordo com a participação de cada sócio na empresa. SA é a sigla de Sociedade Anônima. Neste modelo, participação dos sócios no capital social é chamada de ações. As SA podem ser de dois tipos: de capital aberto ou capital fechado. As de capital aberto são aquelas que oferecem suas ações na Bolsa de Valores, enquanto as de capital fechado não possuem essa prerrogativa. LTDA e S/A FUNDAMENTO 23:46 ‘‘Quando a gente faz gastos com dinheiro de terceiro a gente gasta mais. ’’ 8 Uma das consequências da Globalização Econômica foi o crescimento exponencial das corporações. Esse processo foi acompanhado pela dispersão do controle das corporações, influenciado por cinco fatores: 1. a constituição de grandes empresas na forma de S/As abertas; 2. a abertura do capital das empresas fechadas; 3. o aumento do número de investidores no mercado de capitais; 4. os processos sucessórios; 5. as fusões e aquisições, que diminuem a participação dos sócios no total do capital. O sistema acionário possibilitou não apenas o expansionismo e o crescimento do mundo corporativo, mas também um movimento de concentração do poder econômico. No entanto, ocorreu um fenômeno oposto: a dispersão do número de acionistas e a despersonalização da propriedade. Gradualmente, os acionistas se tornaram proprietários passivos. Esse processo teve por consequência uma gradual separação entre propriedade e gestão, desencadeando mudanças profundas nas empresas: os fundadores proprietários foram substituídos por executivos contratados e surgiram os conflitos de interesse entre os acionistas e os administradores. Governança corporativa 33:30 No campo da Governança Corporativa, os conflitos de interesse são conhecidos como conflitos de agência. Eles surgem quando ocorre a separação entre a propriedade e a gestão, com a outorga da direção das corporações a executivos contratados. Os outorgantes são as grandes massas de acionistas que investem seus recursos na aquisição de ações das empresas ou as recebem em processos sucessórios. Os outorgados são os gestores contratados para direção executiva das companhias. Os interesses dos outorgantes visam obter o máximo retorno possível de seus investimentos, enquanto os outorgados normalmente têm interesses conflitantes, buscando status, altas remunerações, preferência por crescimento em detrimento de retornos, além das diversas formas de benefícios autoconcedidos. Para evitar o choque de interesses entre essas partes, são necessários contratos que regulem a relação entre esses agentes e uma mudança de comportamento. No entanto, pesquisas têm demonstrado que esses conflitos dificilmente são eliminados. O axioma de Klein demonstrou que não existem contratos completos. Segundo o autor, os contratos completos são impossíveis, devido a três razões. 1. A grande quantidade de situações imprevisíveis no mundo dos negócios. 2. A multiplicidade de reações possíveis a essas ocorrências. 3. A crescente frequência com que ocorrem situações imprevisíveis na prática. Conflitos de agência37:42 9 AULA 1 • PARTE 2 O termo significa “partes interessadas” e abrange pessoas, grupos ou instituições com interesses legítimos nas empresas e que são afetados pelas diretrizes definidas, ações praticadas e resultados alcançados. São divididos em: shareholders (proprietários e investidores), internos (efetivamente envolvidos na administração), externos (integrados à cadeia de negócios) e entorno. Legitimidade dos interesses dos Shareholders: • valor, para a sociedade, do espírito de empreendimento, iniciativa e geração de riquezas; • a busca pela maximização do lucro é uma condição essencial para a continuidade da atividade empresarial; • o capital social é passível de não exigibilidade, ou seja, só terão acesso os proprietários se houver interessados na sua aquisição. Legitimidade dos interesses dos demais Stakeholders: • grupos sem os quais a empresa deixaria de existir; • existem interesses sociais difusos, que dependem das diretrizes e ações da empresa e que não podem ser desconsiderados; • o entorno da empresa atua como suporte para o seu desenvolvimento sustentável. Existem duas abordagens da Governança Corporativa: a shareholders oriented e a stakeholders oriented. A tendência mundial é a convergência deses dois modelos, ou seja, priorizar os interesses dos shareholders, mas administrar estrategicamente os interesses dos demais stakeholders. Stakeholders 00:28 02:34 A série acompanha a vida e os negócios da família Roy, composta por Logan Roy (interpretado por Brian Cox) e seus quatro filhos. Logan, já idoso, sofre um infarto, desencadeando uma disputa de poder dentro da família sobre quem será o sucessor do cargo de CEO. Série: Succession ENTRETENIMENTO 06:53 ‘‘A gente não vive mais em um mundo em que a empresa consegue fazer tudo que quer e fica imune a quaisquer situações. ’’ 10 10:07 Lei Sarbanes-Oxley: Aprovada em julho de 2002 pelo Congresso dos EUA, é, de longe, a mais notável e abrangente regulamentação da Governança Corporativa. Essa lei promoveu uma ampla regulação da vida corporativa, fundamentada nas práticas de governança. Os valores focados por essa lei são: Compliance (conformidade legal), Accountability (prestação de contas responsável), Disclosure (mais transparência) e Fairness (senso de justiça). PALAVRA-CHAVE Accountability, disclosure e fairness Accountability: o principal executivo e o diretor financeiro, respectivamente, o CEO e o CFO, devem-se certificar-se, na divulgação dos relatórios periódicos previstos em lei, de que revisaram os relatórios e que não existem falsas declarações ou omissões de fatos relevantes. Além disso, são responsáveis pelo estabelecimento de controles internos, pelos seus desenhos e processos, bem como pela avaliação e monitoramento de sua eficácia. Todas as empresas de grande porte devem ter um comitê de auditoria para acompanhar a atuação dos auditores e os números da companhia, em conformidade com as diretrizes estabelecidas. Disclosure: empresas com múltiplos acionistas devem garantir transparência em todas as informações, impedindo qualquer pessoa de se beneficiar de informações privilegiadas. Fairness: refere-se ao tratamento isonômico de todos os sócios e demais partes interessadas. Uma boa governança assegura uma maior justiça nas relações internas de um negócio. 11:23 15:41 Insider trading: O uso de informações privilegiadas refere-se ao conhecimento de informações relevantes que ainda não são de conhecimento público, com o objetivo de obter lucro ou vantagem no mercado. PALAVRA-CHAVE O histórico do ESG relacionado compliance desenvolveu-se a partir de 5 fases: Fase 01: Relatório Cadbury (Inglaterra, 1992) – Códigos de Melhores Práticas de Governança; Fase 02: Lei Sarbanes Oxley (2002); Fase 03: Crise financeira de 2008; Fase 04: Proteção de dados pessoais; Fase 05: ESG (Environmental, Social & Governance que, traduzido, significa Ambiental, Social e Governança). ESG e compliance 16:58 19:01 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Resultam de um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima, e garantir que as pessoas em todos os lugares possam desfrutar de paz e de prosperidade. Consiste em 17 objetivos a serem alcançados até 2030. PALAVRA-CHAVE 11 Measuring stakeholder capitalism Documento publicado pelo Fórum Econômico Mundial, que tem sido utilizado como referência para órgãos reguladores no Brasil, bem como empresas e cooperativas de todos os segmentos, para desenvolver suas métricas internas deESG e cuidado com pessoas. Para acessar, clique aqui. LEITURA INDICADA 21:41 O professor propõe como exercício prático a análise da sua rede de stakeholders/ partes interessadas de sua organização com base no quadro disponível na apresentação de apoio da aula. Exercício prático A relação entre compliance e governança abrange diversos aspectos relevantes, tais como: • dimensão estratégica: envolve a conexão com a gestão por meio da avaliação de riscos; • integridade: estabelece as métricas de valores e conduta que definem a cultura de uma organização; • sustentabilidade: por meio de seu caráter preventivo, garante que as dimensões estratégica e operacional da empresa operem visando ganhos a longo prazo. A governança aplicada à área de investigações corporativas precisa ser composta de: • Comitê de Investigação; • Equipe de Investigação; • Comitê de Auditoria; • Auditoria externa; • Shadow Investigation. Compliance e governança 40:20 28:51 É uma norma que estabelece que o poder estatal só pode ser exercido nos limites da lei: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R e sp o st a d e st a p á g in a : a lt e rn a ti v a 3 . https://www3.weforum.org/docs/WEF_IBC_Measuring_Stakeholder_Capitalism_Report_2020.pdf 12 AULA 1 • PARTE 3 A preocupação com compliance surgiu e se difundiu nos EUA, na década de 1960, quando a Securities and Exchange Commission começou a exigir que as instituições financeiras e empresas de capital aberto na bolsa, além das instituições financeiras, instituíssem Compliance Officers para criar procedimentos internos de controle, treinar pessoas e monitorar, com o objetivo de auxiliar as áreas de negócios a terem uma supervisão efetiva. Regulamentação no Brasil: Carta Circular 2.826 do Bacen, de 04 de dezembro de 1998; Em 12 de março de 2012, o Bacen publica a Carta Circular no. 3.452, que revoga a Carta Circular 2.826 e amplia substancialmente a relação de operações e situações que podem configurar indícios de ocorrência dos crimes previstos na Lei 9.613, de 03 de março de 1998, passíveis de comunicação ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf); Lei nº 12.683, de 9 de julho de 2012, que altera a Lei no 9.613, de 3 de março de 1998, “para tornar mais eficiente a persecução penal dos crimes de lavagem de dinheiro”. Comunicado nº 25.306 de 19 de fevereiro de 2014: Assuntos de Política Monetária e assuntos de regulação. Propõe a edição de comunicado alertando sobre os riscos decorrentes de operações de guarda e negociações das chamadas “moedas virtuais”; Comunicado nº 31.379 de 19 de novembro de 2017: Assuntos de Política Monetária e assuntos de regulação. Propõe a edição de comunicado alertando sobre os riscos decorrentes de operações de guarda e negociações das chamadas “moedas virtuais”. Histórico do compliance 01:02 Função de compliance Disponibilizada pela Febraban, a “Cartilha Função de Compliance” tem como foco integrar as atividades de Compliance com as boas práticas de governança corporativa e de gestão de riscos, as quais os bancos têm buscado implementar em suas rotinas. LEITURA INDICADA 03:16 03:39 Basileia I: O Acordo de Basileia I (1988) estabeleceu recomendações para os requisitos mínimos de capital para instituições financeiras internacionalmente ativas, com o objetivo de mitigar o risco de crédito. PALAVRA-CHAVE 07:12 Prevenção à Lavagem de Dinheiro (PLD): É um conjunto de mecanismos adotados pelo poder público, juntamente com as instituições financeiras, com o objetivo de tentar evitar a inserção ilegal de bens e valores na economia. PALAVRA-CHAVE 13 19:54 Principais leis As principais leis sobre compliance no Brasil, que todos que desejam trabalhar na área devem conhecer, são: • Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei 9.613, de 03 de Março de 1998); • Nova Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei 12.683, de 09 de Julho de 2012); • Lei de Conflito de Interesses (Lei 12.813, de 16 de Maio de 2013); • Lei Anticorrupção (Lei 12.846/2013), seu Decreto regulamentador nº 11.129, de 11 de Julho de 2022; • Lei das Organizações Criminosas (Lei 12.850, de 02 de Agosto de 2013); • Lei das Estatais (Lei 13.303 de 30 de Junho de 2016); • Lei do RJ exigindo programa de compliance para participar de licitações (RJ - Lei estadual Nº 7.753 de 17 de outubro de 2017); • Lei do DF exigindo programa de compliance para participar de licitações (DF - Lei Distrital nº. 6.112/2018 de 06 de fevereiro de 2018). • Lei do RS exigindo programa de compliance para participar de licitações (RS – Lei 15.228/2018 do Rio Grande do Sul); • Lei 13.709, de 14 de Agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD, Modificada pela Lei 13.853 de 08 de Julho de 2019); 20:25 31:41‘‘Não existe o jeito certo de fazer a coisa errada. ’’ A obra explora temas relacionados ao Environmental, Social and Governance (ESG), discutindo desde direito ambiental, direitos humanos e questões sociais, até aspectos de governança corporativa, com uma perspectiva de futuro global. Livro: ESG: O Cisne Verde e o Capitalismo de Stakeholder LEITURA INDICADA 33:19‘‘Quando a gente tem normas isso significa que transcende a nossa opinião sobre o mundo. ’’ 14 • Decreto nº 9.571, de 21 de Novembro de 2018 (Due Diligence de Direitos Humanos); • Nova Lei de Licitações (Lei 14.133/2021); • Lei 14.457/22 (Assédio e violência contra a mulher em empresas, canal de denúncias). EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO De acordo com o Axioma de Klein, os contratos completos são impossíveis devido à/ao: Sancionada em agosto de 2013, a Lei Anticorrupção (12.846/13) completou 10 anos em 2023. A norma, que prevê a punição de pessoas jurídicas envolvidas em atos de corrupção e outros ilícitos contra a administração pública, foi regulamentada no âmbito Federal em 2015, por meio do decreto nº 8.420. Este Decreto foi revogado pelo Decreto 11.129/2022 que deu novas regulamentações para a Lei Anticorrupção. Até o momento apenas 14 Estados brasileiros promulgaram regulamentações correspondentes: AL, DF, ES, GO, MA, MT, MS, MG, PE, PR, RN, SC, RS, SP e TO. De acorco com o Art. 2º, as pessoas jurídicas serão responsabilizadas objetivamente, nos âmbitos administrativo e civil, pelos atos lesivos previstos nesta Lei praticados em seu interesse ou benefício, exclusivo ou não. O Art. 4º determina a responsabilidade da pessoa jurídica na hipótese de alteração contratual, transformação, incorporação, fusão ou cisão societária. (...) O parágrado § 2º estabelece que as sociedades controladoras, controladas, coligadas ou, no âmbito do respectivo contrato, as consorciadas serão solidariamente responsáveis pela prática dos atos previstos nesta Lei, restringindo- se tal responsabilidade à obrigação de pagamento de multa e reparação integral do dano causado. Lei anticorrupção - Parte I 34:22 R e sp o st a d e st a p á g in a : a lt e rn a ti v a 4 . 15 AULA 1 • PARTE 4 Art. 3º A responsabilização da pessoa jurídica não exclui a responsabilidade individual de seus dirigentes ou administradores ou de qualquer pessoa natural, autora, coautora ou partícipe do ato ilícito. Art. 6º Na esfera administrativa, serão aplicadas às pessoas jurídicas consideradas responsáveis pelos atos lesivos previstos nesta Lei as seguintes sanções: I - multa, no valor de 0,1% (um décimo por cento) a 20% (vinte por cento) do faturamento bruto do último exercício anterior ao da instauração do processo administrativo, excluídos os tributos, a qual nunca será inferior à vantagem auferida, quando for possível sua estimação; e II - publicação extraordinária da decisão condenatória. Art. 19. (...) poderão ajuizar ação com vistas à aplicação das seguintes sanções às pessoas jurídicas infratoras: I - perdimento dos bens, direitos ou valores que representem vantagem ou proveito direta ou indiretamente obtidos da infração, ressalvadoo direito do lesado ou de terceiro de boa-fé; II - suspensão ou interdição parcial de suas atividades; III - dissolução compulsória da pessoa jurídica; IV - proibição de receber incentivos, subsídios, subvenções, doações ou empréstimos de órgãos ou entidades públicas e de instituições financeiras públicas ou controladas pelo poder público, pelo prazo mínimo de 1 (um) e máximo de 5 (cinco) anos. Lei anticorrupção - Parte II 00:28 12:46 ‘‘Programa de integridade é um conceito específico da lei anticorrupção brasileira. ’’ Compliance no novo decreto anticorrupção O Decreto nº 11.129, de 11 de julho de 2022 revoga o Decreto nº 8.420/2015 e regulamenta a Lei nº 12.846/2013. Art. 56. Para fins do disposto neste Decreto, programa de integridade consiste, no âmbito de uma pessoa jurídica, no conjunto de mecanismos e procedimentos internos de integridade, auditoria e incentivo à denúncia de irregularidades e na aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta, políticas e diretrizes, com objetivo de: I - prevenir, detectar e sanar desvios, fraudes, irregularidades e atos ilícitos praticados contra a administração pública, nacional ou estrangeira; e II - fomentar e manter uma cultura de integridade no ambiente organizacional. Parágrafo único. O programa de integridade deve ser estruturado, aplicado e atualizado de acordo com as características e os riscos atuais das atividades de cada pessoa jurídica, a qual, por sua vez, deve garantir o constante aprimoramento e a adaptação do referido programa, visando garantir sua efetividade. Art. 57. Para fins do disposto no inciso VIII do caput do art. 7º da Lei nº 12.846, de 2013, o programa de integridade será avaliado, quanto a sua existência e aplicação, de acordo com os seguintes parâmetros: 15:16 16 Art. 22. Fica criado no âmbito do Poder Executivo federal o Cadastro Nacional de Empresas Punidas - CNEP, que reunirá e dará publicidade às sanções aplicadas pelos órgãos ou entidades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de todas as esferas de governo com base nesta Lei. I - comprometimento da alta direção da pessoa jurídica, incluídos os conselhos, evidenciado pelo apoio visível e inequívoco ao programa, bem como pela destinação de recursos adequados; IV - treinamentos e ações de comunicação periódicos sobre o programa de integridade; V - gestão adequada de riscos, incluindo sua análise e reavaliação periódica, para a realização de adaptações necessárias ao programa de integridade e a alocação eficiente de recursos; XIII - diligências apropriadas, baseadas em risco, para: a) contratação e, conforme o caso, supervisão de terceiros, tais como fornecedores, prestadores de serviço, agentes intermediários, despachantes, consultores, representantes comerciais e associados; b) contratação e, conforme o caso, supervisão de pessoas expostas politicamente, bem como de seus familiares, estreitos colaboradores e pessoas jurídicas de que participem; e c) realização e supervisão de patrocínios e doações; § 1º Na avaliação dos parâmetros de que trata o caput, serão considerados o porte e as especificidades da pessoa jurídica, por meio de aspectos como: I - a quantidade de funcionários, empregados e colaboradores; II - o faturamento, levando ainda em consideração o fato de ser qualificada como microempresa ou empresa de pequeno porte; III - a estrutura de governança corporativa e a complexidade de unidades internas, tais como departamentos, diretorias ou setores, ou da estruturação de grupo econômico; IV - a utilização de agentes intermediários, como consultores ou representantes comerciais; V - o setor do mercado em que atua; VI - os países em que atua, direta ou indiretamente; VII - o grau de interação com o setor público e a importância de contratações, investimentos e subsídios públicos, autorizações, licenças e permissões governamentais em suas operações; e VIII - a quantidade e a localização das pessoas jurídicas que integram o grupo econômico. 29:21‘‘A pessoa que trabalha em compliance tem que ser uma pessoa especialista em lidar com riscos. ’’ O valor focado no tratamento isonômico de todos os sócios e demais partes interessadas em uma organização é chamado de: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R e sp o st a d e st a p á g in a : a lt e rn a ti v a 2 . 28:52‘‘Compliance é uma área de conhecimento cujo objeto é risco. Não são normas. ’’ 17 § 2º A efetividade do programa de integridade em relação ao ato lesivo objeto de apuração será considerada para fins da avaliação de que trata o caput. AULA 2 • PARTE 1 Compliance e responsabilidade penal O compliance surgiu nos EUA diretamente conectado à esfera criminal. Portanto o termo “compliance criminal” geralmente é utilizado apenas na América Latina e Europa (em países não anglófonos). Dada a estrutura do sistema jurídico brasileiro, o sistema de compliance acaba por se tornar um elemento que aumenta a responsabilidade penal. Ação como capacidade: “O propósito da conduta criminosa é de quem exerce o controle, de quem tem poder sobre o resultado. Desse modo, no crime com utilização da empresa, autor é o dirigente ou dirigentes que podem evitar que o resultado ocorra. Domina o fato quem detém o poder de desistir e mudar a rota da ação criminosa. Uma ordem do responsável seria o suficiente para não existir o comportamento típico. Nisso está a ação final. Assim, o que se há de verificar, no caso concreto, é quem detinha o poder de controle da organização para o efeito de decidir pela consumação do delito. Se a resposta for negativa haverá de concluir-se pela inexistência da autoria” (Inteiro Teor do Acórdão – Pp. 1161-62 de 8405 STF-fl. 52776) Presunção de autoria: “Ora, se a vontade do homem de trás, sobre quem recai a presunção de autoria do crime, constitui a própria ação final da ação delituosa da empresa, o que se há de descrever na denúncia é como referida empresa desenvolveu suas ações. Basta isso. A autoria presumida do ato é de seus dirigentes. Isso, como se viu, não se aplica aos auxiliares cujo comportamento 01:11 10:44 Mensalão: É um esquema de corrupção descoberto em 2005, que envolveu repasses de fundos de empresas, feitos como doações ao Partido dos Trabalhadores (PT) para conquistar o apoio de políticos. PALAVRA-CHAVE 15:11 ‘‘Diferente dos Estados Unidos, o compliance no Brasil não surgiu conectado à responsabilidade penal da pessoa jurídica. ’’ Segundo o Decreto 11.129/2022: “Programa de integridade consiste, no âmbito de uma pessoa jurídica, no conjunto de mecanismos e procedimentos internos de integridade, auditoria e incentivo à denúncia de irregularidades e na aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta, políticas e diretrizes, com objetivo de: I - prevenir, detectar e sanar desvios, fraudes, irregularidades e atos ilícitos praticados contra a administração pública, nacional ou estrangeira; e II - fomentar e manter uma cultura de integridade no ambiente organizacional.” (Art. 56). Noções gerais de compliance16:18 18 em nível de colaboração tem de ser esclarecido na peça. Importante salientar que, nesse estreito âmbito da autoria nos crimes empresariais, é possível afirmar que se opera uma presunção relativa de autoria dos dirigentes. Disso resultam duas consequências: a) é viável ao acusado comprovar que inexistia o poder de decisão; b) os subordinados ou auxiliares que aderiram à cadeia causal não sofrem esse juízo que pressupõe uma presunção juris tantum de autoria.” (Inteiro Teor do Acórdão – Pp. 1161-62 de 8405 STF-fl. 52776) Os requisitos básicos do programa de compliance são: 1. padrões de conduta e política e procedimentos escritos; 2. designação de um Compliance Officer e/ou Comitê de Compliance; 3. educação e treinamento para fornecer conhecimento de forma efetiva; 4. canal de comunicação anônima de eventuais problemas de compliance; 5. monitoramentoproativo de processos específicos e documentados para fins de compliance e ajuda na redução de problemas identificados; 6. comunicação efetiva e ações disciplinares e corretivas. 23:13 Análise SWOT: É uma técnica de planejamento estratégico utilizada para auxiliar pessoas ou organizações a identificar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças relacionadas à competição em negócios ou ao planejamento de projetos. PALAVRA-CHAVE As principais normas ISO da área de compliance são: • ISO 37000 Guidance for the Governance of Organizations; • ISO 37002 Whistleblowing management systems - guidelines; • ISO 37301 Compliance management systems - requirements with guidance for use (substitui a ISO 19600). Normas ISO - Parte I40:15 É um conjunto de mecanismos adotados para tentar evitar a inserção ilegal de bens e valores na economia. EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R e sp o st a d e st a p á g in a : a lt e rn a ti v a 1 . 44:32 ‘‘Sempre o sistema de gestão de compliance é criado a partir de uma avaliação de risco. ’’ 19 AULA 2 • PARTE 2 As etapas de implementação de um Compliance Management System são: 1. Identificação: riscos internos/externos, intermed parties requirements (ex.: ética e saúde), compliance obligations, compliance requirements (leis) e compliance commitments (acordos voluntários); 2. Pressupostos: Governança Corporativa. Em resumo, as etapas do sistema de gestão de compliance são: • identificar compliance obligations e avaliação de riscos; • planejar medidas para evitar riscos de compliance e atingir objetivos de conformidade com compliance obligations; • planejar operacionalmente responsabilidades, políticas, procedimentos e controles internos; • Avaliar performance e relatórios de compliance; • Gerir inconformidades e revisar o programa do compliance. Normas ISO - Parte II 00:27 04:26 ‘‘Obrigação de compliance são aquelas coisas que podem gerar risco de compliance. ’’ Do maneira geral, as metodologias que são aceitas mundialmente como referência de melhores práticas de gestão de riscos são: 1) COSO Enterprise Risk Management (COSO-ERM) criada pelo Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission – COSO em 1992, tendo duas atualizações muito importantes em 2013 e 2017; 2) a ISO 31.000; 3) No Brasil, o Instituto ARC – Auditoria, Riscos e Compliance desenvolveu metodologia, que integra os dois modelos em um mais abrangente: a Análise de Riscos Parametrizada, que é utilizada em seus cursos de certificação. Gestão de riscos consiste em um conjunto de atividades coordenadas para identificar, analisar, avaliar, tratar e monitorar riscos. É o processo que visa oferecer razoável segurança em relação ao alcance dos objetivos. Ela é inserida, então, em três dimensões fundamentais à gestão de uma organização: • Missão, visão e valores centrais; • Objetivos estratégicos e de negócios; • Desempenho organizacional. Gestão de riscos18:10 26:25‘‘Na área de compliance, avaliação de risco não significa ponderar se a gente vai cumprir ou não normas. ’’ 20 E é analisada sobre três diferentes perspectivas: • a possibilidade de que os objetivos estratégicos e/ou de negócios não se alinhem com a missão, a visão e os valores centrais da organização; • as implicações da estratégia escolhida; • os riscos para a execução da estratégia. Cabe ressaltar que risco é o efeito da incerteza sobre objetivos estabelecidos. É a possibilidade de ocorrência de eventos que afetem a realização ou alcance dos objetivos, combinada com o impacto dessa ocorrência sobre os resultados pretendidos. 31:05 ISO 31000: Essa norma aprofunda todos os processos de gestão de riscos descritos na IS 37.301 e serve como um apoio importante para esta fase. PALAVRA-CHAVE A análise de risco parametrizada está alinhada com as melhores práticas de Gestão de Riscos e de Governança disponíveis no mercado, como ISO 31.000, COSO, COSO ERM, entre outras. Essa metodologia visa analisar o risco da organização, avaliando o impacto da realização de cada risco nos seus fatores críticos de sucesso, missão, proposta de valor, objetivos estratégicos e visão de futuro. Em outras palarvas, ela começa com uma análise da estratégia do negócio e examina como cada risco pode afetá-la. Após esta análise inicial, definem-se quais os riscos são considerados críticos e são definidas quais as ações de mitigação devem ser adotadas para cada risco de forma prática e sistemática. Dessa forma, a metodologia começa como uma análise em nível estratégico e desce até o nível de controle das ações de mitigação de riscos em processos considerados críticos. Uma vez definidos os riscos críticos e seu sistema de proteção, é necessário avaliar sua adequação. Isso envolve uma análise detalhada do mercado e da empresa (negócio) objeto da avaliação. Além disso, é necessário avaliar a Quantificação do Impacto (QI) e a Estimativa de Probabilidade (EP), através das seguintes variáveis: • Quantificação do Impacto (QI); • Estimativa de Probabilidade. Análise de risco parametrizada 2.0 32:50 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO O compliance surgiu nos EUA diretamente conectado com a área: R e sp o st a d e st a p á g in a : a lt e rn a ti v a 2 , 21 AULA 2 • PARTE 3 Dados pessoais, de maneira geral, são tudo aquilo que permite identificar alguém. Quem tiver mais conhecimento sobre o seu negócio e seus clientes irá agir mais rápido e terá vantagem competitiva. Os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais são: Art. 6º As atividades de tratamento de dados pessoais deverão observar a boa-fé e os seguintes princípios: I - finalidade: realização do tratamento para propósitos legítimos, específicos, explícitos e informados ao titular, sem possibilidade de tratamento posterior de forma incompatível com essas finalidades; II - adequação: compatibilidade do tratamento com as finalidades informadas ao titular, de acordo com o contexto do tratamento; III - necessidade: limitação do tratamento ao mínimo necessário para a realização de suas finalidades, com abrangência dos dados pertinentes, proporcionais e não excessivos em relação às finalidades do tratamento de dados; IV - livre acesso: garantia, aos titulares, de consulta facilitada e gratuita sobre a forma e a duração do tratamento, bem como sobre a integralidade de seus dados pessoais; V - qualidade dos dados: garantia, aos titulares, de exatidão, clareza, relevância e atualização dos dados, de acordo com a necessidade e para o cumprimento da finalidade de seu tratamento; VI - transparência: garantia, aos titulares, de informações claras, precisas e facilmente acessíveis sobre a realização do tratamento e os respectivos agentes de tratamento, observados os segredos comercial e industrial; Compliance e proteção de dados 01:18 05:08 ‘‘Dado pessoal não é só nome, endereço, RG, mas é tudo aquilo que permite identificar alguém. ’’ Tratamento de dados pessoais - Parte I Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais: Art. 5º Para os fins desta Lei, considera-se: X - tratamento: toda operação realizada com dados pessoais, como as que se referem a coleta, produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, distribuição, processamento, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da informação, modificação, comunicação, transferência, difusão ou extração; Art. 7º O tratamento de dados pessoais somente poderá ser realizado nas seguintes hipóteses: I - mediante o fornecimento de consentimento pelo titular; II - para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador; III - pela administração pública, para o tratamento e uso compartilhado de dados necessários à execução de políticas públicas previstas em leis e regulamentos ou respaldadas em contratos, convênios ou instrumentos congêneres, observadas as disposições do Capítulo IV desta Lei;IV - para a realização de estudos por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a anonimização dos dados pessoais; 16:51 22 VII - segurança: utilização de medidas técnicas e administrativas aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou difusão; VIII - prevenção: adoção de medidas para prevenir a ocorrência de danos em virtude do tratamento de dados pessoais; IX - não discriminação: impossibilidade de realização do tratamento para fins discriminatórios ilícitos ou abusivos; X - responsabilização e prestação de contas: demonstração, pelo agente, da adoção de medidas eficazes e capazes de comprovar a observância e o cumprimento das normas de proteção de dados pessoais e, inclusive, da eficácia dessas medidas. V - quando necessário para a execução de contrato ou de procedimentos preliminares relacionados a contrato do qual seja parte o titular, a pedido do titular dos dados; VI - para o exercício regular de direitos em processo judicial, administrativo ou arbitral, esse último nos termos da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996 (Lei de Arbitragem); VII - para a proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de terceiro; VIII - para a tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento realizado por profissionais de saúde, serviços de saúde ou autoridade sanitária; IX - quando necessário para atender aos interesses legítimos do controlador ou de terceiro, exceto no caso de prevalecerem direitos e liberdades fundamentais do titular que exijam a proteção dos dados pessoais; ou X - para a proteção do crédito, inclusive quanto ao disposto na legislação pertinente. Tratamento de dados pessoais - Parte II Art. 11. O tratamento de dados pessoais sensíveis somente poderá ocorrer nas seguintes hipóteses: I - quando o titular ou seu responsável legal consentir, de forma específica e destacada, para finalidades específicas; II - sem fornecimento de consentimento do titular, nas hipóteses em que for indispensável para: a) cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador; b) tratamento compartilhado de dados necessários à execução, pela administração pública, de políticas públicas previstas em leis ou regulamentos; c) realização de estudos por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a anonimização dos dados pessoais sensíveis; d) exercício regular de direitos, inclusive em contrato e em processo judicial, 35:50 Art. 50. Os controladores e operadores, no âmbito de suas competências, pelo tratamento de dados pessoais, individualmente ou por meio de associações, poderão formular regras de boas práticas e de governança que estabeleçam as condições de organização, o regime de funcionamento, os procedimentos, incluindo reclamações e petições de titulares, as normas de segurança, os padrões técnicos, as obrigações específicas para os diversos envolvidos no tratamento, as ações educa[vas, os mecanismos internos de supervisão e de mitigação de riscos e outros aspectos relacionados ao tratamento de dados pessoais. Governança e privacidade - Parte I40:34 23 administrativo e arbitral, este último nos termos da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996 (Lei de Arbitragem); e) proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de terceiro; f) tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento realizado por profissionais de saúde, serviços de saúde ou autoridade sanitária; ou g) garantia da prevenção à fraude e à segurança do titular, nos processos de identificação e autenticação de cadastro em sistemas eletrônicos, resguardados os direitos mencionados no art. 9º desta Lei e exceto no caso de prevalecerem direitos e liberdades fundamentais do titular que exijam a proteção dos dados pessoais. § 1º Ao estabelecer regras de boas práticas, o controlador e o operador levarão em consideração, em relação ao tratamento e aos dados, a natureza, o escopo, a finalidade e a probabilidade e a gravidade dos riscos e dos benefícios decorrentes de tratamento de dados do titular. § 2º Na aplicação dos princípios indicados nos incisos VII e VIII do caput do art. 6º desta Lei, o controlador, observados a estrutura, a escala e o volume de suas operações, bem como a sensibilidade dos dados tratados e a probabilidade e a gravidade dos danos para os titulares dos dados, poderá: AULA 2 • PARTE 4 I - implementar programa de governança em privacidade que, no mínimo: a) demonstre o comprometimento do controlador em adotar processos e políticas internas que assegurem o cumprimento, de forma abrangente, de normas e boas práticas relativas à proteção de dados pessoais; b) seja aplicável a todo o conjunto de dados pessoais que estejam sob seu controle, independentemente do modo como se realizou sua coleta; c) seja adaptado à estrutura, à escala e ao volume de suas operações, bem como à sensibilidade dos dados tratados; d) estabeleça políticas e salvaguardas adequadas com base em processo de avaliação sistemática de impactos e riscos à privacidade; Governança e privacidade - Parte II00:27 Assinale a alternativa que corresponde a uma das dimensões fundamentais à gestão de uma organização: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R e sp o st a d e st a p á g in a : a lt e rn a ti v a 4 . 24 e) tenha o objetivo de estabelecer relação de confiança com o titular, por meio de atuação transparente e que assegure mecanismos de participação do titular; f) esteja integrado a sua estrutura geral de governança e estabeleça e aplique mecanismos de supervisão internos e externos; g) conte com planos de resposta a incidentes e remediação; e h) seja atualizado constantemente com base em informações obtidas a partir de monitoramento contínuo e avaliações periódicas; II - demonstrar a efetividade de seu programa de governança em privacidade quando apropriado e, em especial, a pedido da autoridade nacional ou de outra entidade responsável por promover o cumprimento de boas práticas ou códigos de conduta, os quais, de forma independente, promovam o cumprimento desta Lei. § 3º As regras de boas práticas e de governança deverão ser publicadas e atualizadas periodicamente e poderão ser reconhecidas e divulgadas pela autoridade nacional. Art. 51. A autoridade nacional estimulará a adoção de padrões técnicos que facilitem o controle pelos titulares dos seus dados pessoais. Em resumo, as etapas do projeto podem ser definidas da seguinte forma: 1. Entendimento: inclui entrevistas, workshop e análise de documentos; 2. Data mapping: envolve catalogar os dados; 3. Vulnerabilidades de TI: aborda ativos de TI; 4. Vulnerabilidades legais/compliance: comprenrede Due Diligence e avaliação de riscos; 5. IRD & plano de ação: contempla o IRD (Índice de Risco de Dados), a integração do IRD com a matriz de risco e plano de ação para adequação. Etapas do projeto 25:06 36:44 Este livro prático e de fácil leitura explica de forma clara as abordagens, ou políticas, de gerenciamento de segurança da informação que muitas organizações podem analisar e implementar em seus negócios. Livro: Fundamentos de Segurança da Informação LEITURA INDICADA 25 AULA 3 • PARTE 1 Os objetivos da LGPD abrangem questões de privacidade, direitos dos titulares que devem ser resguardados e atendidos, segurança e estabelecimento de medidas de segurança para controlar os riscos que foram mapeados durante a fase inicial do projeto de implementação das regras da Lei Geral de Proteção de Dados. Os §§ 1º e 2º do Art. 50, LGPD estabelecem que o controlador ao elaborar o programa de governança em privacidade deve observar: I. A estrutura, a escala e o volume de suas operações; É fundamental ter a compreensão da atividade econômica que é exercida para definir as regras que deverão ser observadas e se a Organização está alocada em um SetorObrigado (art. 9º da Lei nº 9.613/98) ou Regulado (CVM, ANS, SUSEP, etc); II. A sensibilidade dos dados tratados; III. A probabilidade e a gravidade dos danos para os titulares dos dados mapeamento dos riscos (data mapping). LGPD 03:30 11:41 ‘‘O ideal é que se tenha um bom sistema de gestão [...] e de controles em relação às políticas que vierem a ser criadas. ’’ O Código de Ética e de Conduta em conformidade com a LGPD é fundamental para garantir que uma organização esteja em conformidade com as regulamentações de privacidade de dados. Alguns princípios e diretrizes que poderiam ser incluídos em um código de ética e conduta sob a perspectiva da LGPD são: objetivos da LGPD, definir como a organização trata e espera que os dados dos titulares de dados pessoais sejam tratados, incluir suas bases legais e os direitos dos titulares de dados. A política de privacidade e uso de dados pessoais tem como objetivo atender aos princípios legais da necessidade, da finalidade e da transparência, ou seja, é o instrumento no qual a organização informa todas as práticas e os procedimentos adotados na atividade de tratamento de dados pessoais. O controle de gestão de consentimento refere-se aos processos e sistemas utilizados por uma organização para garantir que o consentimento dos titulares de dados seja obtido, registrado e gerenciado de acordo com os requisitos legais e éticos, como os estabelecidos pela LGPD. Código de ética e de conduta11:41 26 Todas as políticas devem ser aprovadas pelo Conselho, se houver, e assinadas pela Diretoria. Essas políticas e procedimentos devem ser disponibilizados em repositório, seja físico ou eletrônico, e estar disponíveis para todos os colaboradores e terceiros, se for o caso. A linguagem utilizada nas políticas e procedimentos deve ser clara, acessível e de fácil entendimento. É importante deixar claro aos colaboradores o que se quer garantir ou evitar com cada política e o que é requerido dele. Além disso, é necessário ter um sistema de gestão que engaje continuamente toda a organização na mesma visão da privacidade de dados. Este controle trata da manifestação livre, informada e inequívoca pela qual o titular concorda com o tratamento de seus dados pessoais para uma finalidade determinada. O consentimento deverá ser fornecido por escrito ou por outro meio que demonstre a manifestação de vontade do titular. Política de privacidade O artigo “10 Perguntas que devem ser respondidas pela política de privacidade” foi elaborado e construído para relacionar o que deve constar na política de privacidade para que ela esteja em conformidade com a LGPD. O artigo completo está disponível neste link. LEITURA INDICADA 15:51 Hipóteses legais de tratamento de dados A publicação traz orientações sobre a interpretação e a aplicação da hipótese legal, dispondo sobre as definições dos institutos que os cercam, além de parâmetros de interpretação. O guia completo está disponível neste link. LEITURA INDICADA 23:11 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO De forma geral, são considerados dados pessoais: R e sp o st a d e st a p á g in a : a lt e rn a ti v a 2 . https://www.conjur.com.br/2021-set-05/opiniao-perguntas-serem-respondidas-politica-privacidade/ https://www.gov.br/anpd/pt-br/documentos-e-publicacoes/guia_legitimo_interesse.pdf 27 AULA 3 • PARTE 2 O Relatório de Impacto à Proteção de Dados Pessoais, também conhecido pela sigla em inglês DPIA (Data Protection Impact Assessment), é uma ferramenta utilizada para identificar e avaliar os impactos potenciais das atividades de tratamento de dados pessoais sobre a privacidade e os direitos dos titulares de dados. A principal finalidade de um RIPD é ajudar as organizações a entenderem e gerenciarem os riscos associados ao tratamento de dados pessoais, especialmente aqueles que podem resultar em violações da privacidade ou não conformidade com as leis de proteção de dados, como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) no Brasil ou o GDPR (Regulamento Geral de Proteção de Dados) na União Europeia. Relatório de impacto 00:48 Os cookies são amplamente utilizados para diversas finalidades, incluindo lembrar informações de login, personalizar experiências de usuário, rastrear atividades de navegação e fornecer publicidade direcionada. Devido às preocupações com a privacidade e segurança dos dados, muitos sites agora são obrigados a informar aos usuários sobre o uso de cookies e obter consentimento explícito antes de armazenar certos tipos de cookies em seus dispositivos. Alguns cookies, como os cookies de rastreamento, são usados por empresas de análise e publicidade para coletar dados sobre a atividade de navegação dos usuários. Os navegadores da web geralmente oferecem opções para os usuários controlarem como os cookies são armazenados e utilizados. Isso pode incluir a capacidade de aceitar ou recusar cookies, excluir cookies existentes e configurar preferências de cookies para sites específicos. A política de cookies é uma declaração pública que disponibiliza informações mais detalhadas aos usuários de um site ou aplicativo e pode ser acessada geralmente por meio de link apresentado no banner. Ela também pode estar integrada, de forma destacada e de fácil acesso, à Política de Privacidade. O principal objetivo da política é atender aos princípios do livre acesso e da transparência. Cookies 03:36 12:32 Prazo de prescrição: É a perda da pretensão ao exercício do direito de ação, ou seja, significa dizer que o titular do direito deixou passar o prazo para agir. O prazo prescricional começa a contar a partir do momento em que o direito foi violado. PALAVRA-CHAVE 17:32 Banco Central do Brasil (BACEN): É o principal executor das orientações do Conselho Monetário Nacional e responsável por garantir o poder de compra da moeda nacional. PALAVRA-CHAVE 28 Atendimento de requisições do titular de dados O art. 19 define as regras de atendimento de requisições relacionadas à proteção de dados pessoais. É recomendável padronizar o procedimento cobrindo todo o ciclo de vida das requisições, como no caso do recebimento, encaminhamento e resposta. Também é preciso atender as requisições de proteção de dados pessoais em tempo hábil de até 15 dias contados da data do requerimento, mantendo o cadastro eletrônico atualizado de todas as solicitações, com respectivos estados de atendimento: • data da solicitação; • autor da solicitação; • responsável pela recepção; • descrição da solicitação e nível de complexidade; • responsável pelo atendimento; • data do atendimento; • observações. 26:18 AULA 3 • PARTE 3 Política da segurança da informação - Parte I Esta política define as diretrizes, regras e procedimentos relacionados à segurança da informação em uma organização. Ela estabelece as medidas necessárias para proteger os ativos de informação da empresa contra ameaças internas e externas, garantindo sua confidencialidade, integridade e disponibilidade. Uma política de segurança da informação geralmente possui os seguintes objetivos: • Confidencialidade: somente as pessoas autorizadas têm acesso às informações e aos dados pessoais ou dados pessoais sensíveis; 02:05 03:26 ‘‘Esse processo de segurança é um processo contínuo. ’’ EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO É uma ferramenta utilizada para identificar e avaliar os impactos potenciais das atividades de tratamento de dados pessoais sobre a privacidade e os direitos dos titulares de dados. R e sp o st a d e st a p á g in a : a lt e rn a ti v a 1 . 29 • Integridade: a informação não será manipulada, nem alterada; e de que é possível confiar nela, por estar íntegra; • Disponibilidade: a informação estará acessível sempre que necessário e seguindo os pilares de confidencialidade e integridade. Qualquer medida de segurança que se aplique precisa ser necessariamente de um dos trêsseguintes tipos: • Medidas físicas: são aquelas aplicadas ao mundo real, tangível. Podem ser muros, grades, portões ou até o fosso. • Medidas técnicas: são adequadas à governança e à gestão dos dados pessoais. Tem cunho mais tecnológico (infraestrutura digital). • Medidas administrativas: estão relacionadas aos procedimentos, políticas e planos de resposta a incidentes. Podem ser uma política de segurança de informação, um processo de homologação de fornecedores, treinamentos, etc. Segurança da informação O guia “Segurança da informação para agentes de tratamento de pequeno porte” estabelece algumas medidas de segurança que poderão ser utilizadas com o fim de proteger os dados pessoais que estejam sob a tutela dos agentes de pequeno porte. O guia completo está disponível neste link. LEITURA INDICADA 05:55 Política da segurança da informação - Parte II A política da segurança da informação pode ser elaborada com base nas recomendações propostas pela norma ABNT NBR ISO/IEC 27001. Uma política de segurança da informação eficaz é fundamental para proteger os ativos de informação de uma organização e manter a confiança dos clientes, parceiros e partes interessadas. Ela deve ser revisada regularmente e atualizada, conforme necessário, para acompanhar as mudanças no ambiente de ameaças e nos requisitos regulatórios. O glossário descreve os conceitos relevantes, como normas relativas à utilização de programas, downloads, acesso a internet, redes sociais, uso de dispositivos móveis, e-mail (profissional e pessoal), backup, descarte, senhas e recursos tecnológicos compatíveis com os riscos da atividade do agente de tratamento. É fundamental estabelecer controles de segurança. Ao implementar a ISO/IEC 27001, as organizações podem demonstrar seu compromisso com a segurança da informação, melhorar sua resiliência a ameaças cibernéticas e aumentar a confiança das partes interessadas. 11:51 A contratação de um seguro cibernético é uma medida importante para as organizações se protegerem contra os riscos relacionados à segurança da informação e aos incidentes cibernéticos. Contratar um seguro cibernético pode fornecer à organização uma camada adicional de proteção financeira e ajudar a mitigar os custos associados a violações de dados, interrupções de negócios e outras consequências de incidentes cibernéticos. No entanto, é importante entender que o seguro cibernético não substitui a necessidade de implementar medidas robustas de segurança da informação. Alguns exemplos de políticas complementares de segurança que uma empresa pode implementar incluem: Contratação de seguro cibernético 15:31 https://www.gov.br/anpd/pt-br/documentos-e-publicacoes/guia-vf.pdf 30 • Política de controle de segurança física: define regras de classificação, processos e procedimentos padrões de operação e controle de segurança física de perímetro, edificações, salas de equipamentos, etc. • Política de controle de segurança por imagens de vídeo: estabelece a classificação, princípios de projeto e monitoramento de segurança física por imagens de câmeras de vídeo. • Política de destruição de mídias de armazenamento de dados: define as regras de classificação, processos e procedimentos padrões de controle de destruição de mídias e dispositivos de armazenamento de dados. A política de resposta a incidentes de segurança da informação estabelece os procedimentos e diretrizes a serem seguidos quando ocorre um incidente de segurança da informação em uma organização. Ela descreve como a organização deve detectar, relatar, avaliar, responder e recuperar-se de incidentes de segurança, com o objetivo de minimizar os danos e interrupções causadas por tais eventos. Essa política é essencial para garantir uma resposta rápida, coordenada e eficaz a incidentes de segurança, como violações de dados, malware, ataques de negação de serviço (DDoS), intrusões de rede, entre outros. O comitê de crise é formado para coordenar a resposta a incidentes de segurança cibernética significativos dentro de uma organização. Esse comitê é responsável por tomar decisões estratégicas e coordenar as atividades de resposta a incidentes para lidar com situações que exigem uma ação imediata e coordenada. As responsabilidades do Comitê de Crise de Política de Resposta a Incidentes de Segurança da Informação incluem: • avaliar a gravidade e o impacto do incidente. • coordenar a resposta e atribuir tarefas às equipes relevantes. • tomar decisões estratégicas, como a necessidade de notificar autoridades regulatórias ou acionar serviços de resposta a incidentes externos. • comunicar-se regularmente com partes interessadas internas e externas. • supervisionar a implementação de medidas corretivas e preventivas. • realizar análises pós-incidente e identificar lições aprendidas para melhorar os processos de resposta a incidentes no futuro. Política de resposta17:01 23:41 O filme retrata o escândalo dos Panamá Papers, um vazamento de proporções gigantescas ocorrido em 2016, cujos dados sigilosos mostraram como um escritório de advocacia no Panamá dava respaldo legal para a criação de dezenas de milhares de empresas. Filme: A Lavanderia ENTRETENIMENTO 31 Política de terceiros e due diligence A política de terceiros é um conjunto de diretrizes e procedimentos estabelecidos por uma organização para gerenciar os riscos associados às relações com terceiros, como fornecedores, parceiros comerciais, prestadores de serviços e contratados. A política de terceiros visa garantir que os terceiros com os quais a organização se relaciona estejam em conformidade com os padrões éticos, legais e de segurança da informação da organização. A due diligence é um processo de investigação e avaliação realizada pela organização para entender os riscos potenciais associados a um terceiro antes de estabelecer uma relação comercial com ele. Isso pode incluir uma análise detalhada das práticas de segurança da informação, conformidade regulatória, histórico de segurança cibernética, integridade financeira, reputação ética e outros fatores relevantes. A Política de Terceiros e Due Diligence pode abordar várias áreas, incluindo: • realizar due diligence prévia com o fornecedor em potencial para verificar o nível de maturidade no que diz respeito ao compliance de dados; • verificar se as medidas de segurança apresentadas pelo fornecedor são satisfatórias; • selecionar o fornecedor: estabelecer contratualmente as suas responsabilidades e obrigações, considerando o contexto da relação; • monitorar a execução das atividades do fornecedor, durante a vigência do contrato, e o cumprimento das novas exigências legais e regulatórias; • garantir que a devolução ou o descarte dos dados pessoais tratados pelo fornecedor seja realizado de forma adequada e segura, bem como a remoção de acessos, se for o caso. 25:35 As cláusulas contratuais de compliance, privacidade e proteção de dados são disposições incluídas em contratos entre partes que estabelecem obrigações e responsabilidades relacionadas à conformidade legal, proteção de dados pessoais e privacidade. Essas cláusulas são especialmente importantes em contratos que envolvem o compartilhamento ou processamento de dados pessoais, mas também podem ser aplicadas de forma mais ampla para garantir a conformidade com outras leis e regulamentos relevantes. Manter o termo de conduta ou acordo de confidencialidade anexo aos contratos de trabalho estabelece as obrigações e responsabilidades de um funcionário em relação à confidencialidade e proteção das informações confidenciais da empresa. Esses acordos são comuns em muitas organizações e desempenham um papel fundamental na proteção dos segredos comerciais, informações proprietárias e dados confidenciais da empresa. Para atualizar ou incluir cláusulas em novos contratos, especialmenteem relação a termos de conduta ou acordos de confidencialidade, é importante considerar as necessidades da empresa e as mudanças no ambiente regulatório para que a responsabilidade e obrigações de cada parte estejam bem definidas. Cláusulas contratuais32:52 39:00 ‘‘A grande maioria das pessoas não é disciplinada. ’’ 32 AULA 3 • PARTE 4 Os canais de denúncia devem ser amplamente divulgados e, além disso, o processo de acolhimento da denúncia e a investigação (quando for o caso) devem ter como pilar a confidencialidade a fim de evitar danos à reputação de alguém. Se outros souberem das alegações, o sucesso da investigação pode ser prejudicado, a empresa poderá enfrentar publicidade negativa, a capacidade da empresa para se defender de qualquer ação legal poderia ser comprometida e a divulgação da informação poderia causar retaliação. É necessário que o canal gere confiança para que a denúncia seja realizada. Ao pensar no canal de denúncia é fundamental ter presente a jornada do denunciante. 1º. O denunciante tem que ser capaz de identificar que algo errado (fraude ou má-conduta) está, potencialmente, acontecendo. E que é sua responsabilidade comunicar este fato para a organização. É importante comunicar que é uma obrigação com o programa que os colaboradores reportem os casos certos ou suspeitos de violação à LGPD ou políticas da empresa a fim de que, na dúvida, seja realizada a denúncia. O denunciante está convencido de que o processo é seguro. O próximo passo é identificar os canais que ele pode utilizar para realizar a denúncia. 2º. Formalização do canal, de seus instrumentos, das responsabilidades e dos processos. 3º. Ter uma política de não-retaliação que seja descrita de forma clara. 4º. Definir o formato do canal de denúncias: criação de um 0800 gratuito, abertura de uma conta de e-mail específica para esse propósito, divulgação de canais como SAC para também receberem denúncias, disponibilização de Canal de denúncias 00:27 10:21 ‘‘Temos que pensar que para termos uma denúncia, nós temos que contar com a boa vontade do denunciante. ’’ 10:47 Documentário, com seis episódios, que aborda grandes escândalos de corrupção corporativa dos Estados Unidos, como o caso de fraude no dispositivo catalisador de veículos a diesel da montadora Volkswagen. Filme: Na Rota do Dinheiro Sujo ENTRETENIMENTO 33 “urnas” distribuídas pela empresa para as pessoas depositarem suas denúncias em papel. 5º. O canal pode ser implementado de forma simples com o uso de profissionais da própria empresa ou contratar um fornecedor especializado com acesso mais universalizado. A política de consequências compõe um conjunto de diretrizes e procedimentos estabelecidos por uma organização para definir as consequências ou medidas disciplinares que serão aplicadas em caso de violação das políticas, normas ou padrões estabelecidos pela empresa. Essa política tem como objetivo promover a conformidade com as regras da organização, incentivando comportamentos adequados e desencorajando comportamentos inadequados por meio da aplicação consistente e justa de consequências para violações. Essa medida visa estabelecer treinamentos para que a equipe, colaboradores, prestadores de serviços e fornecedores tenham a possibilidade de melhorar. Se não houver política de consequência dificilmente as pessoas irão cumprir com as regras. A política de consequências incentiva o cumprimento das políticas e normas da organização e promove uma cultura de responsabilidade e prestação de contas. É fundamental fazer o monitoramento e medir riscos para verificar se a implementação do programa de compliance está surtindo os efeitos desejados, além de identificar se os riscos apresentados previamente continuam se comportando da forma esperada e, ainda, se novos riscos não surgiram no decorrer das operações. Quando o exercício de monitoramento é realizado de forma disciplinada, planejada e documentada dificilmente uma surpresa acontecerá no âmbito do programa de compliance. Política de consequências e monitoramento12:47 Uma auditoria de proteção de dados pode abranger uma variedade de áreas, incluindo políticas de privacidade, controle de acesso, segurança da informação, conformidade legal, gerenciamento de incidentes e treinamento dos funcionários. Após a auditoria, são produzidos relatórios que destacam os achados, as áreas de risco e as recomendações para melhorias. Esses relatórios são usados para orientar ações corretivas e melhorias contínuas na proteção de dados. O objetivo da auditoria é verificar se as políticas e procedimentos de proteção de dados estão sendo seguidos adequadamente, bem como identificar áreas de não conformidade ou vulnerabilidades e recomendar medidas corretivas. Auditoria 19:50 Assinale a alternativa que corresponde a uma política de segurança da informação: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R e sp o st a d e st a p á g in a : a lt e rn a ti v a 4 . 34 A auditoria pode ser dividida em 4 partes. • Auditoria de adequação: é verificado se os procedimentos criados são suficientes para mitigar todos os riscos apontados. • Auditoria de conformidade: o foco é verificar se todas as evidências foram geradas de acordo com as especificações dos procedimentos. • Auditoria de eficácia dos processos e controles: os auditores visitam as áreas e entrevistam os responsáveis pelos processos e controles. • Auditoria de maturidade: os auditores irão verificar o quanto os novos processos e controles são de conhecimento da organização, se as pessoas conhecem os objetivos e os princípios do compliance de dados, se o processo de comunicação e treinamento estão atingindo o público conforme o requerido e se as pessoas agem no dia a dia em conformidade com as regras de compliance. Após a conclusão da auditoria, um relatório deve ser elaborado. Este relatório deve ser apresentado ao comitê de ética, a fim de chegar a um consenso sobre as melhorias necessárias ou as responsabilidades pelos atos praticados. Em seguida, as conclusões devem ser apresentadas à alta direção. EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO É um processo de investigação e avaliação realizada pela organização para entender os riscos potenciais associados a um terceiro R e sp o st a d e st a p á g in a : a lt e rn a ti v a 3 . 35 Resumo da disciplina Veja, nesta página, um resumo dos principais conceitos vistos ao longo da disciplina. AULA 1 AULA 2 AULA 3 Os canais de denúncia devem ser amplamente divulgados e precisam gerar confiança. O compliance surgiu nos EUA diretamente conectado com a área criminal. O objetivo da auditoria é verificar se as políticas e procedimentos de proteção de dados estão sendo seguidos adequadamente. A política de consequências incentiva o cumprimento das políticas e normas da organização. “Estar em conformidade” não abrange completamente o significado de compliance. Uma das consequências da Globalização Econômica foi o agigantamento das corporações. Compliance envolve cumprir normas, mas não se limita a isso. O compliance no Brasil não surgiu conectado à responsabilidade penal da pessoa jurídica. Dado pessoal não é só nome, endereço, RG, mas é tudo aquilo que permite identificar alguém. R e sp o st a d e st a p á g in a : a lt e rn a ti v a 4 . 36 Veja as instruções para realizar a avaliação da disciplina. Já está disponível o teste online da disciplina. O prazo para realização é de dois meses a partir da data de lançamento das aulas. Lembre-se que cada disciplina possui uma avaliação online. A nota mínima para aprovação é 6. Fique tranquilo! Caso você perca o prazo do teste online, ficará aberto o teste de recuperação, que pode ser realizado até o final do seu curso. A única diferença é que a nota máxima atribuída na recuperação é 8. Avaliação Conheça seus professores Conheça os professores