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Alfabetização e Letramento 10

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Questões resolvidas

Entrevista de Magda Soares à revista Letra A, número 1, do CEALE. A matéria: "Retrospectiva: Nada é mais gratificante que alfabetizar", em 2005.

"Pergunta: Qual o prejuízo para a criança que aprende só pelo método fônico?

O mais adequado, pedagogicamente e até psicologicamente, é que a criança aprenda simultaneamente todas as competências e habilidades envolvidas na aquisição da língua escrita: aprenda a decodificar e codificar, isto é, aprenda as relações entre os 'sons' e as letras ou grafemas, ao mesmo tempo em que aprenda a compreender textos, a construir sentido para os textos, e ainda aprenda as funções da escrita, os diferentes gêneros de textos... Se o professor ensina sequencialmente, sistematicamente, as relações fonema/grafema, como faz o método fônico, a criança acaba, sim, aprendendo a escrever e a ler, como codificação e decodificação, mas, e a compreensão? a construção de sentido? o entendimento das funções da escrita, o envolvimento em práticas sociais de leitura e escrita? Isso fica adiado "para depois"; a criança aprende só a tecnologia da escrita, desligada de seus usos sociais, o que tira todo o sentido da tecnologia. Quando se reconhecem as várias facetas da escrita, não se pode aceitar que a criança aprenda com aquele tipo de texto 'O bebê baba', 'Eva viu a uva'... textos que não circulam na sociedade, não fazem o menor sentido, não são um conto, uma poesia, uma parlenda, são artificialmente construídos com o único objetivo de ensinar a codificar e decodificar. Que conceito a criança constrói dos usos da língua escrita com textos como esses? A criança deve aprender a ler e a escrever interagindo com textos reais, com os diversos gêneros e portadores de texto que circulam na sociedade. Assim ela vai aprender não só as relações fonema/grafema, mas, simultaneamente, o sentido e função que tem a escrita."
A partir da entrevista e segundo nossos estudos, podemos dizer que os defensores do método fônico:
I. Seria fácil para o aprendiz segmentar as palavras orais em fonemas, pronunciando-os isoladamente.
II. Aprender a "codificar" e "decodificar" palavras seria procedimento como um requisito para a aprendizagem bem-sucedida das relações letra-som.
III. Os materiais didáticos desconsideram totalmente a perspectiva do letramento e submetem as crianças a textos surrealmente artificiais e limitados.
IV. Treinar a pronúncia, isolando os fonemas e decorando as letras equivalentes, e com isso seriam feitas as correspondências fonema-grafema.
a. I e IV.
b. I, II e IV.
c. III.
d. II e IV.
e. IV.

Muitas escolas brasileiras têm a prática da Roda da Leitura. As crianças ficam sentadas em círculo, de preferência num local agradável, e então o(a) professor(a) começa a leitura para todos que estão presentes. É possível afirmar que: a. A Roda de Leitura é uma atividade que só deve ser praticada com as crianças que já leem sem dificuldade. b. A Roda de Leitura proporciona a descoberta do prazer de ler e permite que o professor observe os alunos e desenvolva comportamentos de leitores nas crianças. c. Essa é uma atividade extremamente valiosa nos anos finais do ensino fundamental. Os alunos das séries iniciais ainda apresentam grandes dificuldades na leitura, portanto não estão aptos para realizá-la. d. É uma atividade que exige muito do professor. Ele deverá contar com um grupo de apoio para que a atividade ocorra sem maiores problemas. e. A criança precisa que alguém leia para ela, para que ela comece a ter vontade de ler. Os pais não podem transferir essa atividade para a escola. Na escola, a leitura virá como forma de estudo, como informação. Atividade de lazer deverá ficar restrita ao ambiente familiar.

Leia o texto para responder à questão, escolhendo a alternativa que vem ao encontro com as reflexões de Telma Weisz:

"Como as crianças constroem hipóteses sobre a escrita e seus usos a partir da participação em situações nas quais os textos têm uma função social de fato, frequentemente as mais pobres são as que têm as hipóteses mais simples, pois vivem poucas situações desse tipo. Para elas a oportunidade de pensar e construir ideias sobre a escrita é menor do que para as que vivem em famílias típicas de classe média ou alta, nas quais as crianças ouvem frequentemente a leitura de bons textos, ganham livros e gibis, observam os adultos manusearem jornais para buscar informações, receberem correspondência, fazerem anotações, etc. É comum, por exemplo, crianças de famílias que fazem uso cotidiano da escrita pedirem desde bem pequeninas - e por razões muitas vezes puramente afetivas - para que alguém escreva seu nome e dos outros parentes por escrito. São situações que lhe permitem perceber que têm um nome e que esse nome se escreve, que as outras pessoas da família têm nomes e que esses nomes também se escrevem. Além disso, costumam ter contato significativo com marcas de produtos, títulos de histórias, escritos de placas... Assim, essas crianças, antes mesmo de entrarem na escola, passam a ter um repertório de palavras conhecidas, isto é, sabem o que elas querem dizer e conhecem a forma convencional de sua escrita. Esse repertório de palavras dá sustentação à sua reflexão, ajuda-as a pensar sobre características do sistema de escrita e representa uma enorme vantagem quando elas são oficialmente iniciadas na alfabetização.

Isso não significa que as crianças pobres não tenham acesso à escrita ou não possam refletir sobre seu funcionamento fora da escola. No entanto, como essas práticas habitualmente não fazem parte do cotidiano do seu grupo social de origem, costumam iniciar a escolarização em condições muito menos vantajosas do que aquelas que participam de práticas sociais letradas desde pequenas.

Mas, vindas de famílias pobres ou não, hoje - como no passado - é muito comum que, mesmo tendo o professor cuidadosamente ensinado a escrever moleque, elas escrevam muleci. O que o professor vai fazer a partir desse momento - a ação pedagógica que vai desencadear - dependerá, fundamentalmente, de sua concepção de aprendizagem.

Porque, tendo consciência disso ou não, todo ensino se apoia em uma concepção de aprendizagem. Se o professor imagina o conhecimento como algo que, pela ação do ensino, é oferecido às crianças para que o absorvam tal como ele está dado, obviamente o menino que escreveu muleci não terá aprendido o que ele ensinou. A ideia de que é possível ensinar uma coisa e o aluno aprender outra é completamente estranha a quem concebe o conhecimento dessa forma." (WEISZ, Telma. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo: Ática, 2002)
Escolha a alternativa correta:
a. As crianças pobres, por não terem geralmente acesso à escrita em seu grupo social, apresentam desvantagens em relação às crianças provenientes de ambientes letrados.
b. As crianças mais pobres, por não terem tido qualquer contato com textos escritos de boa qualidade antes de entrar na escola, certamente apresentarão maior dificuldade ao serem alfabetizadas.
c. Somente as crianças de classes mais favorecidas podem desenvolver hipóteses de escrita, visto que podem comprar livros e cedo ter acesso ao mundo da cultura letrada.
d. As reflexões e as hipóteses de escrita desenvolvidas pelas crianças mais pobres são do mesmo tipo que as desenvolvidas pelas crianças que têm contato com livros antes de entrar na escola.
e. As crianças que na família criam um bom repertório de escrita de palavras conhecidas antes de entrar na escola não apresentam qualquer vantagem em relação às demais crianças.

Os campos de experiências da BNCC da Educação Infantil constituem um arranjo curricular que acolhe as situações e as experiências concretas da vida cotidiana das crianças e seus saberes, entrelaçando-os aos conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural. Essa estrutura tem como foco a criança, quebrando a lógica da organização de conteúdos em áreas de conhecimento e colocando os conteúdos curriculares na perspectiva da criança. Os campos de experiências são situações e oportunidades para as crianças que ganham sentido para a compreensão e conhecimento de mundo. Eles estão organizados por faixa etária, respeitando as singularidades de cada etapa. O campo da escuta, fala, pensamento e imaginação está associado à alfabetização e letramento.
Podemos dizer que fazem parte desse campo de experiência:
I. O choro do bebe é uma forma de linguagem, que estabelece uma comunicação com as pessoas que cuidam do bebê. Facilmente, as pessoas que cuidam dele conseguem diferenciar o choro que representa fome, sono, cólica ou manha.
II. O gesto quando a criança aponta com o dedinho seus desejos e interesses, e, nessa experiência, vai se apropriando da cultura, aprendendo a língua e o modo de olhar, e progressivamente vai ampliando seu vocabulário e demais recursos de expressão.
III. Falar e ouvir, ampliando sua participação na cultura oral, uma vez que a escuta de histórias nas rodas de conversas e nas interações com as múltiplas linguagens criam o sentimento de pertencimento a um coletivo e se constituem ao mesmo tempo sujeitos sociais.
IV. O estudo da língua portuguesa por meio contato com a escrita e a produção textual.
a. I, II e III.
b. II, III e IV.
c. II e III.
d. I e IV.
e. IV, somente.

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Questões resolvidas

Entrevista de Magda Soares à revista Letra A, número 1, do CEALE. A matéria: "Retrospectiva: Nada é mais gratificante que alfabetizar", em 2005.

"Pergunta: Qual o prejuízo para a criança que aprende só pelo método fônico?

O mais adequado, pedagogicamente e até psicologicamente, é que a criança aprenda simultaneamente todas as competências e habilidades envolvidas na aquisição da língua escrita: aprenda a decodificar e codificar, isto é, aprenda as relações entre os 'sons' e as letras ou grafemas, ao mesmo tempo em que aprenda a compreender textos, a construir sentido para os textos, e ainda aprenda as funções da escrita, os diferentes gêneros de textos... Se o professor ensina sequencialmente, sistematicamente, as relações fonema/grafema, como faz o método fônico, a criança acaba, sim, aprendendo a escrever e a ler, como codificação e decodificação, mas, e a compreensão? a construção de sentido? o entendimento das funções da escrita, o envolvimento em práticas sociais de leitura e escrita? Isso fica adiado "para depois"; a criança aprende só a tecnologia da escrita, desligada de seus usos sociais, o que tira todo o sentido da tecnologia. Quando se reconhecem as várias facetas da escrita, não se pode aceitar que a criança aprenda com aquele tipo de texto 'O bebê baba', 'Eva viu a uva'... textos que não circulam na sociedade, não fazem o menor sentido, não são um conto, uma poesia, uma parlenda, são artificialmente construídos com o único objetivo de ensinar a codificar e decodificar. Que conceito a criança constrói dos usos da língua escrita com textos como esses? A criança deve aprender a ler e a escrever interagindo com textos reais, com os diversos gêneros e portadores de texto que circulam na sociedade. Assim ela vai aprender não só as relações fonema/grafema, mas, simultaneamente, o sentido e função que tem a escrita."
A partir da entrevista e segundo nossos estudos, podemos dizer que os defensores do método fônico:
I. Seria fácil para o aprendiz segmentar as palavras orais em fonemas, pronunciando-os isoladamente.
II. Aprender a "codificar" e "decodificar" palavras seria procedimento como um requisito para a aprendizagem bem-sucedida das relações letra-som.
III. Os materiais didáticos desconsideram totalmente a perspectiva do letramento e submetem as crianças a textos surrealmente artificiais e limitados.
IV. Treinar a pronúncia, isolando os fonemas e decorando as letras equivalentes, e com isso seriam feitas as correspondências fonema-grafema.
a. I e IV.
b. I, II e IV.
c. III.
d. II e IV.
e. IV.

Muitas escolas brasileiras têm a prática da Roda da Leitura. As crianças ficam sentadas em círculo, de preferência num local agradável, e então o(a) professor(a) começa a leitura para todos que estão presentes. É possível afirmar que: a. A Roda de Leitura é uma atividade que só deve ser praticada com as crianças que já leem sem dificuldade. b. A Roda de Leitura proporciona a descoberta do prazer de ler e permite que o professor observe os alunos e desenvolva comportamentos de leitores nas crianças. c. Essa é uma atividade extremamente valiosa nos anos finais do ensino fundamental. Os alunos das séries iniciais ainda apresentam grandes dificuldades na leitura, portanto não estão aptos para realizá-la. d. É uma atividade que exige muito do professor. Ele deverá contar com um grupo de apoio para que a atividade ocorra sem maiores problemas. e. A criança precisa que alguém leia para ela, para que ela comece a ter vontade de ler. Os pais não podem transferir essa atividade para a escola. Na escola, a leitura virá como forma de estudo, como informação. Atividade de lazer deverá ficar restrita ao ambiente familiar.

Leia o texto para responder à questão, escolhendo a alternativa que vem ao encontro com as reflexões de Telma Weisz:

"Como as crianças constroem hipóteses sobre a escrita e seus usos a partir da participação em situações nas quais os textos têm uma função social de fato, frequentemente as mais pobres são as que têm as hipóteses mais simples, pois vivem poucas situações desse tipo. Para elas a oportunidade de pensar e construir ideias sobre a escrita é menor do que para as que vivem em famílias típicas de classe média ou alta, nas quais as crianças ouvem frequentemente a leitura de bons textos, ganham livros e gibis, observam os adultos manusearem jornais para buscar informações, receberem correspondência, fazerem anotações, etc. É comum, por exemplo, crianças de famílias que fazem uso cotidiano da escrita pedirem desde bem pequeninas - e por razões muitas vezes puramente afetivas - para que alguém escreva seu nome e dos outros parentes por escrito. São situações que lhe permitem perceber que têm um nome e que esse nome se escreve, que as outras pessoas da família têm nomes e que esses nomes também se escrevem. Além disso, costumam ter contato significativo com marcas de produtos, títulos de histórias, escritos de placas... Assim, essas crianças, antes mesmo de entrarem na escola, passam a ter um repertório de palavras conhecidas, isto é, sabem o que elas querem dizer e conhecem a forma convencional de sua escrita. Esse repertório de palavras dá sustentação à sua reflexão, ajuda-as a pensar sobre características do sistema de escrita e representa uma enorme vantagem quando elas são oficialmente iniciadas na alfabetização.

Isso não significa que as crianças pobres não tenham acesso à escrita ou não possam refletir sobre seu funcionamento fora da escola. No entanto, como essas práticas habitualmente não fazem parte do cotidiano do seu grupo social de origem, costumam iniciar a escolarização em condições muito menos vantajosas do que aquelas que participam de práticas sociais letradas desde pequenas.

Mas, vindas de famílias pobres ou não, hoje - como no passado - é muito comum que, mesmo tendo o professor cuidadosamente ensinado a escrever moleque, elas escrevam muleci. O que o professor vai fazer a partir desse momento - a ação pedagógica que vai desencadear - dependerá, fundamentalmente, de sua concepção de aprendizagem.

Porque, tendo consciência disso ou não, todo ensino se apoia em uma concepção de aprendizagem. Se o professor imagina o conhecimento como algo que, pela ação do ensino, é oferecido às crianças para que o absorvam tal como ele está dado, obviamente o menino que escreveu muleci não terá aprendido o que ele ensinou. A ideia de que é possível ensinar uma coisa e o aluno aprender outra é completamente estranha a quem concebe o conhecimento dessa forma." (WEISZ, Telma. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo: Ática, 2002)
Escolha a alternativa correta:
a. As crianças pobres, por não terem geralmente acesso à escrita em seu grupo social, apresentam desvantagens em relação às crianças provenientes de ambientes letrados.
b. As crianças mais pobres, por não terem tido qualquer contato com textos escritos de boa qualidade antes de entrar na escola, certamente apresentarão maior dificuldade ao serem alfabetizadas.
c. Somente as crianças de classes mais favorecidas podem desenvolver hipóteses de escrita, visto que podem comprar livros e cedo ter acesso ao mundo da cultura letrada.
d. As reflexões e as hipóteses de escrita desenvolvidas pelas crianças mais pobres são do mesmo tipo que as desenvolvidas pelas crianças que têm contato com livros antes de entrar na escola.
e. As crianças que na família criam um bom repertório de escrita de palavras conhecidas antes de entrar na escola não apresentam qualquer vantagem em relação às demais crianças.

Os campos de experiências da BNCC da Educação Infantil constituem um arranjo curricular que acolhe as situações e as experiências concretas da vida cotidiana das crianças e seus saberes, entrelaçando-os aos conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural. Essa estrutura tem como foco a criança, quebrando a lógica da organização de conteúdos em áreas de conhecimento e colocando os conteúdos curriculares na perspectiva da criança. Os campos de experiências são situações e oportunidades para as crianças que ganham sentido para a compreensão e conhecimento de mundo. Eles estão organizados por faixa etária, respeitando as singularidades de cada etapa. O campo da escuta, fala, pensamento e imaginação está associado à alfabetização e letramento.
Podemos dizer que fazem parte desse campo de experiência:
I. O choro do bebe é uma forma de linguagem, que estabelece uma comunicação com as pessoas que cuidam do bebê. Facilmente, as pessoas que cuidam dele conseguem diferenciar o choro que representa fome, sono, cólica ou manha.
II. O gesto quando a criança aponta com o dedinho seus desejos e interesses, e, nessa experiência, vai se apropriando da cultura, aprendendo a língua e o modo de olhar, e progressivamente vai ampliando seu vocabulário e demais recursos de expressão.
III. Falar e ouvir, ampliando sua participação na cultura oral, uma vez que a escuta de histórias nas rodas de conversas e nas interações com as múltiplas linguagens criam o sentimento de pertencimento a um coletivo e se constituem ao mesmo tempo sujeitos sociais.
IV. O estudo da língua portuguesa por meio contato com a escrita e a produção textual.
a. I, II e III.
b. II, III e IV.
c. II e III.
d. I e IV.
e. IV, somente.

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Questão 1
Ainda não respondida
Vale 1,00 ponto(s).
Leia o texto e responda:
A professora Beth organizou com seus alunos do 2º ano um jogo de palavras. Sentou as crianças em círculo no chão e
explicou a brincadeira: ela iria falar uma palavra qualquer. A criança que estava ao lado dela devia falar outra palavra ou
que rimasse com a que ela falou, ou que começasse com a mesma sílaba. Quem não soubesse, sairia da roda. Quem
ficasse até o fim, ganhava. Ficou assim:
Professora: Lagarto.
Fabiana: Sapato.
Caio: Pato.
Vivi: Panela.
Vítor: Janela.Milena: Meleca...... saiu da roda.
De acordo com os textos estudados, com esta atividade, a professora Beth trabalhou:
I. A produção de palavras.
II. A identificação de palavras.
III. A contagem das sílabas.
IV. A consciência fonêmica.
Estão corretas apenas as assertivas:
a. II, III e IV
b. I, e IV
c. I, III e IV
d. II e III
e. I, II e IV
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Tempo restante 0:50:02
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Questão 2
Ainda não respondida
Vale 1,00 ponto(s).
Na primeira etapa da Educação Básica, de acordo com os eixos estruturantes da Educação Infantil (interações e
brincadeiras), devem ser assegurados seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento, para que as crianças tenham
condições de aprender e se desenvolver. Isso porque o desenvolvimento não é um processo natural, ele é alavancado
pelas interações, brincadeiras e processos educacionais intencionais que impulsionam o desenvolvimento, a partir de uma
relação dialética entre desenvolvimento e aprendizagem.
Observe o exemplo a seguir e indique o direito de aprendizagem a que ele se refere.
Dar voz à criança para que se manifeste, até sobre o planejamento da aula, pois ser protagonista também é fazer parte, o
que é uma grande novidade por permitir que a criança faça escolhas, até mesmo na organização do tempo didático e dos
materiais a serem explorados, ao realizar assembleias com pequenos representantes de turmas.
Escolha a que direito de aprendizagem estamos nos referindo:
a. Conhecer-se.
b. Explorar.
c. Participar.
d. Conviver.
e. Brincar.
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Questão 3
Ainda não respondida
Vale 1,00 ponto(s).
Entrevista de Magda Soares à revista Letra A, número 1, do CEALE. A matéria: "Retrospectiva: Nada é mais gratificante que
alfabetizar", em 2005.
"Pergunta: Qual o prejuízo para a criança que aprende só pelo método fônico?
Resposta: O mais adequado, pedagogicamente e até psicologicamente, é que a criança aprenda simultaneamente todas
as competências e habilidades envolvidas na aquisição da língua escrita: aprenda a decodificar e codificar, isto é, aprenda
as relações entre os 'sons' e as letras ou grafemas, ao mesmo tempo em que aprenda a compreender textos, a construir
sentido para os textos, e ainda aprenda as funções da escrita, os diferentes gêneros de textos... Se o professor ensina
sequencialmente, sistematicamente, as relações fonema/grafema, como faz o método fônico, a criança acaba, sim,
aprendendo a escrever e a ler, como codificação e decodificação, mas, e a compreensão? a construção de sentido? o
entendimento das funções da escrita, o envolvimento em práticas sociais de leitura e escrita? Isso fica adiado "para
depois"; a criança aprende só a tecnologia da escrita, desligada de seus usos sociais, o que tira todo o sentido da
tecnologia. Quando se reconhecem as várias facetas da escrita, não se pode aceitar que a criança aprenda com aquele
tipo de texto 'O bebê baba', 'Eva viu a uva'... textos que não circulam na sociedade, não fazem o menor sentido, não são um
conto, uma poesia, uma parlenda, são artificialmente construídos com o único objetivo de ensinar a codificar e decodificar.
Que conceito a criança constrói dos usos da língua escrita com textos como esses? A criança deve aprender a ler e a
escrever interagindo com textos reais, com os diversos gêneros e portadores de texto que circulam na sociedade. Assim ela
vai aprender não só as relações fonema/grafema, mas, simultaneamente, o sentido e função que tem a escrita."
A partir da entrevista e segundo nossos estudos, podemos dizer que os defensores do método fônico:
I. Seria fácil para o aprendiz segmentar as palavras orais em fonemas, pronunciando-os isoladamente.
II. Aprender a "codificar" e "decodificar" palavras seria procedimento como um requisito para a aprendizagem bem-
sucedida das relações letra-som.
III. Os materiais didáticos desconsideram totalmente a perspectiva do letramento e submetem as crianças a textos
surrealmente artificiais e limitados.
IV. Treinar a pronúncia, isolando os fonemas e decorando as letras equivalentes, e com isso seriam feitas as
correspondências fonema-grafema.
Está correta a alternativa:
a. III.
b. II e IV.
c. I e IV.
d. I, II e IV.
e. IV.
Limpar minha escolha
Con
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Questão 4
Ainda não respondida
Vale 1,00 ponto(s).
Questão 5
Ainda não respondida
Vale 1,00 ponto(s).
Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de
aula. Analise as questões.
I. Ela se expressa na forma como você organiza o tempo, o espaço, os materiais, as propostas e intervenções e revela suas
intenções educativas.
II. Nesta proposta de alfabetização, a rotina deve contemplar situações didáticas de reflexão sobre o sistema de escrita
alfabético e de apropriação da linguagem que se escreve.
III. É importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos, parlendas, listas, poemas, textos instrucionais etc.) e o tipo
de ação que o aluno vai desenvolver com cada texto.
IV. A rotina deve prever: leitura diária em voz alta pelo(a) professor(a), leitura realizada pelos alunos mesmo quando ainda
não leem convencionalmente, situações de produção escrita pelo(a) professor(a) e/ou pelos próprios alunos, além, é
claro, de situações de trabalho com a oralidade.
a. II, III e IV, apenas
b. I, II e III, apenas
c. I, II, III e IV
d. I e III apenas
e. I e IV, apenas
Limpar minha escolha
Complete a frase com as palavras que refletem um conceito.
Para Soares (2016), a capacidade de tornar a língua um objeto de reflexão e análise é também a habilidade de refletir sobre
os aspectos estruturais da língua e se torna uma capacidade essencial à aprendizagem da língua escrita. Quando essa
atividade se refere aos pedaços sonoros das palavras, a criança está exercitando:
a. A consciência linguística.
b. A consciência lexical.
c. A consciência fonológica.
d. A consciência fonêmica.
e. A consciência sonora.
Limpar minha escolha
Con
acess
Questão 6
Ainda não respondida
Vale 1,00 ponto(s).
Questão 7
Ainda não respondida
Vale 1,00 ponto(s).
Ferreiro e Teberosky nos permitiram saber como a criança se apropria do processo de escrita durante o processo de
alfabetização. Com esse conhecimento foi possível construirmos uma ação didática que permite ao professor intervenções
e diálogo com os aprendizes por meio das hipóteses que eles apresentam. Identifique quais são os pressupostos que as
autoras defendem no que se refere à alfabetização:
I. Os conhecimentos prévios são os saberes que as crianças já possuem e são essenciais para a construção de novos
conhecimentos.
II. As crianças pensam, refletem sobre o objeto de conhecimento e têm um papel ativo na aprendizagem.
III. O erro é um fator importante, não deve ser evitado, mas sim problematizado, pois faz parte do processo de evolução da
aprendizagem.
IV. O aprendiz é um protagonista, um sujeito do seu processo e é capaz na produção do conhecimento.
Estão corretos os itens:
a. III e IV.
b. I e II.
c. II, III e IV.
d. I, III e IV.
e. I, II, III e IV.
Limpar minha escolha
A criança que afirma que "a palavra boi é maior que a palavra aranha" está na fase:
a. Sensório-motor.
b. Realismo nominal.
c. Lógico-matemático.
d. Alfabético.
e. Silábico-alfabético.
Limpar minha escolha
Con
acess
Questão 8
Ainda não respondida
Vale 1,00 ponto(s).
Questão 9
Ainda não respondida
Vale 1,00 ponto(s).
Acreditamos que a psicogênese da escrita, o letramento e a consciência fonológica podemdialogar no processo de
aquisição da língua escrita durante o processo de aprendizagem. Ao lado desses pilares, ainda se alinham alguns
princípios que integram o conjunto de aprendizagens, tais como saber que a escrita é um sistema notacional e não um
código, conseguir diferenciar e justificar a abordagem construtivista da empirista e reconhecer o sistema de escrita como
um objeto de conhecimento. Esses fundamentos definem por quais metodologias o(a) professor(a) deve optar para a sua
prática cotidiana.
Marque V (verdadeiro) ou F (falso) nas frases a seguir que expressam quais aprendizagens os estudantes precisam
realizar para se apropriar do SEA.
( ) A palavra oral é uma cadeia sonora, independentemente do seu significado, e pode ser segmentada em pequenas
partes.
( ) Repetir os sons aleatoriamente para fixar os fonemas.
( ) O SEA representa o significante das palavras, e não o significado das palavras.
( ) Associar significantes a significados (ler) e representar significados com os significantes (escrever).
Considerando as respostas de cima para baixo, identifique a alternativa correta.
a. V, V, V e F.
b. F, F, V e V.
c. F, F, F e V.
d. V, F, V e F.
e. V, F, V e V.
Limpar minha escolha
Magda Soares (2016), de forma bem objetiva, organizou uma síntese do processo de evolução que as crianças vivenciam
na aquisição do sistema de escrita alfabética em seu desenvolvimento cognitivo e psicolinguístico. Segundo a autora, as
crianças devem tomar consciência de que:
I. a fala se constitui de cadeias sonoras;
II. a língua escrita é uma visualização dessas cadeias sonoras;
III. essas cadeias sonoras podem ser segmentadas em palavras e em sílabas;
IV. as sílabas se constituem de pequenos sons (os fonemas);
V. esses pequenos sons (fonemas) são representados por letras.
Estão corretos os itens:
a. I, II e III
b. I, III e IV
c. II, III e V
d. III e V
e. I, II, III, IV e V
Limpar minha escolha
Con
acess
Questão 10
Ainda não respondida
Vale 1,00 ponto(s).
Muitas escolas brasileiras têm a prática da Roda da Leitura. As crianças ficam sentadas em círculo, de preferência num
local agradável, e então o(a) professor(a) começa a leitura para todos que estão presentes.
É possível afirmar que:
a. A criança precisa que alguém leia para ela, para que ela comece a ter vontade de ler. Os pais não podem
transferir essa atividade para a escola. Na escola, a leitura virá como forma de estudo, como informação.
Atividade de lazer deverá ficar restrita ao ambiente familiar.
b. É uma atividade que exige muito do professor. Ele deverá contar com um grupo de apoio para que a atividade
ocorra sem maiores problemas.
c. Essa é uma atividade extremamente valiosa nos anos finais do ensino fundamental. Os alunos das séries iniciais
ainda apresentam grandes dificuldades na leitura, portanto não estão aptos para realizá-la.
d. A Roda de Leitura é uma atividade que só deve ser praticada com as crianças que já leem sem dificuldade.
e. A Roda de Leitura proporciona a descoberta do prazer de ler e permite que o professor observe os alunos e
desenvolva comportamentos de leitores nas crianças.
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são sintetizados na missão de formar
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Questão 1
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Questão 2
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Em relação à alfabetização e letramento:
I. Alfabetizar é a ação de ensinar a aprender a ler e escrever.
II. Letramento: condição de quem, além de saber ler e escrever, cultiva e exerce as práticas sociais que usam a escrita e
leitura.
III. Autores dizem que há uma indissociabilidade entre esses dois termos: alfabetização e letramento.
IV. Autores dizem que alfabetização e letramento são fenômenos excludentes.
V. Autores dizem que alfabetização e letramento são fenômenos que se completam.
a. I, II, III e V estão corretas.
b. II, III, IV e V estão corretas.
c. III, IV e V estão corretas.
d. I, II e IV estão corretas.
e. II, III e IV estão corretas.
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Na primeira etapa da Educação Básica, de acordo com os eixos estruturantes da Educação Infantil (interações e
brincadeiras), devem ser assegurados seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento, para que as crianças tenham
condições de aprender e se desenvolver. Isso porque o desenvolvimento não é um processo natural, ele é alavancado
pelas interações, brincadeiras e processos educacionais intencionais que impulsionam o desenvolvimento, a partir de uma
relação dialética entre desenvolvimento e aprendizagem.
Observe o exemplo a seguir e indique o direito de aprendizagem a que ele se refere.
Dar voz à criança para que se manifeste, até sobre o planejamento da aula, pois ser protagonista também é fazer parte, o
que é uma grande novidade por permitir que a criança faça escolhas, até mesmo na organização do tempo didático e dos
materiais a serem explorados, ao realizar assembleias com pequenos representantes de turmas.
Escolha a que direito de aprendizagem estamos nos referindo:
a. Conhecer-se.
b. Explorar.
c. Brincar.
d. Participar.
e. Conviver.
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Questão 3
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A BNCC para o Ensino Fundamental propõe o estimulo do pensamento lógico, criativo e crítico, bem como sua capacidade
de perguntar, argumentar, interagir e ampliar a sua compreensão de mundo. Isso significa que, ao longo do Ensino
Fundamental, a progressão de conhecimentos ocorre pela consolidação das aprendizagens anteriores e pela ampliação
das práticas de linguagem e experiência estética e intercultural das crianças, considerando tanto seus interesses e suas
expectativas quanto o que ainda precisam aprender.
No que se refere ao período de alfabetização, as crianças devem desenvolver as seguintes competências e habilidades:
I. Compreender diferenças entre escrita e outras formas gráficas (outros sistemas de representação).
II. Conhecer o alfabeto.
III. Compreender a natureza alfabética do nosso sistema de escrita.
IV. Dominar as relações entre grafemas e fonemas.
V. Resolver problemas de natureza tecnológica, científica e quantitativa.
Está correto o que se afirma em:
a. II e III.
b. I, II, III e IV.
c. I, II e III.
d. II, III e IV.
e. IV e V.
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Questão 4
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Entrevista de Magda Soares à revista Letra A, número 1, do CEALE. A matéria: "Retrospectiva: Nada é mais gratificante que
alfabetizar", em 2005.
"Pergunta: Qual o prejuízo para a criança que aprende só pelo método fônico?
Resposta: O mais adequado, pedagogicamente e até psicologicamente, é que a criança aprenda simultaneamente todas
as competências e habilidades envolvidas na aquisição da língua escrita: aprenda a decodificar e codificar, isto é, aprenda
as relações entre os 'sons' e as letras ou grafemas, ao mesmo tempo em que aprenda a compreender textos, a construir
sentido para os textos, e ainda aprenda as funções da escrita, os diferentes gêneros de textos... Se o professor ensina
sequencialmente, sistematicamente, as relações fonema/grafema, como faz o método fônico, a criança acaba, sim,
aprendendo a escrever e a ler, como codificação e decodificação, mas, e a compreensão? a construção de sentido? o
entendimento das funções da escrita, o envolvimentoem práticas sociais de leitura e escrita? Isso fica adiado "para
depois"; a criança aprende só a tecnologia da escrita, desligada de seus usos sociais, o que tira todo o sentido da
tecnologia. Quando se reconhecem as várias facetas da escrita, não se pode aceitar que a criança aprenda com aquele
tipo de texto 'O bebê baba', 'Eva viu a uva'... textos que não circulam na sociedade, não fazem o menor sentido, não são um
conto, uma poesia, uma parlenda, são artificialmente construídos com o único objetivo de ensinar a codificar e decodificar.
Que conceito a criança constrói dos usos da língua escrita com textos como esses? A criança deve aprender a ler e a
escrever interagindo com textos reais, com os diversos gêneros e portadores de texto que circulam na sociedade. Assim ela
vai aprender não só as relações fonema/grafema, mas, simultaneamente, o sentido e função que tem a escrita."
A partir da entrevista e segundo nossos estudos, podemos dizer que os defensores do método fônico:
I. Seria fácil para o aprendiz segmentar as palavras orais em fonemas, pronunciando-os isoladamente.
II. Aprender a "codificar" e "decodificar" palavras seria procedimento como um requisito para a aprendizagem bem-
sucedida das relações letra-som.
III. Os materiais didáticos desconsideram totalmente a perspectiva do letramento e submetem as crianças a textos
surrealmente artificiais e limitados.
IV. Treinar a pronúncia, isolando os fonemas e decorando as letras equivalentes, e com isso seriam feitas as
correspondências fonema-grafema.
Está correta a alternativa:
a. I e IV.
b. I, II e IV.
c. III.
d. II e IV.
e. IV.
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Questão 5
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Emília Ferreiro e Ana Teberosky desenvolveram pesquisas acerca da aprendizagem da escrita, descrevendo a psicogênese
da língua escrita. Sobre a teoria dessas autoras, é correto afirmar que:
a. Para se alfabetizar a criança, precisa-se de um ambiente extremamente tranquilo, sem acesso aos meios de
comunicação impressos.
b. A aprendizagem da língua escrita exige o uso sistemático do livro didático.
c. A aquisição da escrita pela criança começa somente quando ela ingressa no Ensino Fundamental.
d. No processo de alfabetização, a criança passa por níveis de conceituação que revelam suas hipóteses a respeito
da escrita.
e. A apreensão da língua escrita exclui a leitura.
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Questão 6
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Leia o texto para responder à questão, escolhendo a alternativa que vem ao encontro com as reflexões de Telma Weisz:
"Como as crianças constroem hipóteses sobre a escrita e seus usos a partir da participação em situações nas quais os
textos têm uma função social de fato, frequentemente as mais pobres são as que têm as hipóteses mais simples, pois
vivem poucas situações desse tipo. Para elas a oportunidade de pensar e construir ideias sobre a escrita é menor do que
para as que vivem em famílias típicas de classe média ou alta, nas quais as crianças ouvem frequentemente a leitura de
bons textos, ganham livros e gibis, observam os adultos manusearem jornais para buscar informações, receberem
correspondência, fazerem anotações, etc. É comum, por exemplo, crianças de famílias que fazem uso cotidiano da escrita
pedirem desde bem pequeninas - e por razões muitas vezes puramente afetivas - para que alguém escreva seu nome e
dos outros parentes por escrito. São situações que lhe permitem perceber que têm um nome e que esse nome se escreve,
que as outras pessoas da família têm nomes e que esses nomes também se escrevem. Além disso, costumam ter contato
significativo com marcas de produtos, títulos de histórias, escritos de placas... Assim, essas crianças, antes mesmo de
entrarem na escola, passam a ter um repertório de palavras conhecidas, isto é, sabem o que elas querem dizer e
conhecem a forma convencional de sua escrita. Esse repertório de palavras dá sustentação à sua reflexão, ajuda-as a
pensar sobre características do sistema de escrita e representa uma enorme vantagem quando elas são oficialmente
iniciadas na alfabetização.
Isso não significa que as crianças pobres não tenham acesso à escrita ou não possam refletir sobre seu funcionamento
fora da escola. No entanto, como essas práticas habitualmente não fazem parte do cotidiano do seu grupo social de
origem, costumam iniciar a escolarização em condições muito menos vantajosas do que aquelas que participam de
práticas sociais letradas desde pequenas.
Mas, vindas de famílias pobres ou não, hoje - como no passado - é muito comum que, mesmo tendo o professor
cuidadosamente ensinado a escrever moleque, elas escrevam muleci. O que o professor vai fazer a partir desse momento -
a ação pedagógica que vai desencadear - dependerá, fundamentalmente, de sua concepção de aprendizagem.
Porque, tendo consciência disso ou não, todo ensino se apoia em uma concepção de aprendizagem. Se o professor
imagina o conhecimento como algo que, pela ação do ensino, é oferecido às crianças para que o absorvam tal como ele
está dado, obviamente o menino que escreveu muleci não terá aprendido o que ele ensinou. A ideia de que é possível
ensinar uma coisa e o aluno aprender outra é completamente estranha a quem concebe o conhecimento dessa forma."
(WEISZ, Telma. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo: Ática, 2002)
a. As crianças pobres, por não terem geralmente acesso à escrita em seu grupo social, apresentam desvantagens
em relação às crianças provenientes de ambientes letrados.
b. As crianças mais pobres, por não terem tido qualquer contato com textos escritos de boa qualidade antes de
entrar na escola, certamente apresentarão maior dificuldade ao serem alfabetizadas.
c. Somente as crianças de classes mais favorecidas podem desenvolver hipóteses de escrita, visto que podem
comprar livros e cedo ter acesso ao mundo da cultura letrada.
d. As reflexões e as hipóteses de escrita desenvolvidas pelas crianças mais pobres são do mesmo tipo que as
desenvolvidas pelas crianças que têm contato com livros antes de entrar na escola.
e. As crianças que na família criam um bom repertório de escrita de palavras conhecidas antes de entrar na escola
não apresentam qualquer vantagem em relação às demais crianças.
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Questão 7
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Os campos de experiências da BNCC da Educação Infantil constituem um arranjo curricular que acolhe as situações e as
experiências concretas da vida cotidiana das crianças e seus saberes, entrelaçando-os aos conhecimentos que fazem
parte do patrimônio cultural. Essa estrutura tem como foco a criança, quebrando a lógica da organização de conteúdos
em áreas de conhecimento e colocando os conteúdos curriculares na perspectiva da criança. Os campos de experiências
são situações e oportunidades para as crianças que ganham sentido para a compreensão e conhecimento de mundo.
Eles estão organizados por faixa etária, respeitando as singularidades de cada etapa. O campo da escuta, fala,
pensamento e imaginação está associado à alfabetização e letramento.
Podemos dizer que fazem parte desse campo de experiência:
I. O choro do bebe é uma forma de linguagem, que estabelece uma comunicação com as pessoas que cuidam do bebê.
Facilmente, as pessoas que cuidam dele conseguem diferenciar o choro que representa fome, sono, cólica ou manha.
II. O gesto quando a criança aponta com o dedinho seus desejos e interesses, e, nessa experiência, vai se apropriando da
cultura, aprendendo a língua e o modo de olhar, e progressivamente vai ampliando seu vocabulário e demais recursos de
expressão.
III. Falar e ouvir, ampliando sua participação na cultura oral, uma vez que a escuta de histórias nas rodas de conversas e
nas interações com as múltiplas linguagens criam o sentimento de pertencimento a um coletivo e se constituem ao
mesmo tempo sujeitos sociais.
IV. O estudo da língua portuguesa por meio contato com a escrita e a produção textual.
Atendem ao campo de experiência da escuta,fala, pensamento e imaginação os itens:
a. I, II e III.
b. II, III e IV.
c. II e III.
d. I e IV.
e. IV, somente.
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Questão 8
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Observe o quadro proposto por Soares, 2022, página 137, do livro Alfaletrar, e responda:
O ciclo de alfabetização vai se constituindo de forma progressiva e depende de materiais escritos para que a criança
possa formular os conceitos da escrita. Observe pelas setas que a criança se apropria do SEA ao mesmo tempo em que
convive com os usos da escrita. As linhas pontilhadas verticalmente se referem ao tempo necessário para que a criança se
alfabetize, segundo a autora, e é condizente com o que acontece na prática.
Esse período é dos:
a. 6 aos 7 anos.
b. 5 aos 7 ou 8 anos.
c. 7 aos 9 anos.
d. 4 aos 6 ou 7 anos.
e. 6 aos 8 anos.
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Questão 9
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Questão 10
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Para Débora Rana e Silvana Augusto (2011), a escrita do próprio nome constitui um dos caminhos para iniciar o processo
de alfabetização. Quais dos itens a seguir estão corretos:
I. O nome pode ser considerado uma fonte de informação segura porque oferece um modelo de escrita.
II. O nome é um conjunto de letras que remete à sua identidade.
III. O nome tem uma função social claramente definida, pois serve para representar a pessoa, para marcar os pertences e
para dizer algo sobre alguém.
IV. A criança não estabelece relações de outros nomes parecidos com os dela.
V. A criança entende como a escrita funciona no mundo.
Escolha a alternativa correta:
a. I, II e III
b. IV e V
c. I e III
d. Somente o item V.
e. Todos os itens.
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Leia o texto a seguir e responda:
Nada mais atual e relevante para a prática escolar atualmente é introduzir atividades que explorem os Multiletramentos. É
necessário levar em consideração que as produções culturais que estão a nossa volta, são um conjunto de textos híbridos
de diferentes gêneros, campos e de produtores variados. "Vivemos, já pelo menos desde o início do século XX (senão desde
sempre), em sociedades de híbridos impuros, fronteiriços" (ROJO, 2012).
Diante do exposto, escolha a alternativa que conceitua Multiletramentos:
a. Processo da aquisição da tecnologia da escrita com um conjunto de habilidades e procedimentos necessários
para a prática da leitura e escrita.
b. Seriam, as capacidades, práticas de compreensão e produção das muitas linguagens (semioses) que compõem
os textos contemporâneos.
c. É uma proposta que aponta para a multiplicidade e variedade das práticas letradas.
d. Reflexão consciente sobre a linguagem, que pode envolver partes das palavras, sentenças e características e
finalidades dos textos.
e. Capacidade de uso da escrita para inserir-se nas práticas sociais e pessoais que envolvem a leitura e a escrita.
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