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Jornada Formativa Educação

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Expediente
LUCAS RIBEIRO NOVAIS DE ARAÚJO
Governador do Estado da Paraíba
ERIVONALDO ALVES DA SILVA
Secretário de Estado da Educação
 
JOSÉ EDILSON DE AMORIM
Secretária Executiva de Gestão Pedagógica
POLLYANNA MARIA LORETO MEIRA
Secretária Executiva de Adm. de Suprimentos e Logística
ROBERTO IVENS MARTINHO BARBOZA FILHO
Secretário Executivo de Cooperação com os Municípios
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Autoria, diagramação e 
revisão
SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DA PARAÍBA
ELIELMA CARNEIRO COUTINHO
AUTORIA E REVISÃO 
Especialista Pedagógica 
MARIA TATIANY LEITE ANDRADE
ORIENTAÇÃO E REVISÃO 
Gerente Executiva da Gerência Executiva de Formação e Desenvolvimento dos 
Profissionais da Educação (GEFDP)
RAISSA VANESSA SILVA FERREIRA
COLABORAÇÃO TEXTUAL E REVISÃO
Especialista Pedagógica 
CÉLIA VARELA BEZERRA 
COLABORAÇÃO TEXTUAL E REVISÃO
Gerente Operacional de Formação
TÂNIA EVYLLYN DIAS DA SILVA 
REVISÃO
Especialista Pedagógica 
PRISCILA MELO DA TRINDADE
COLABORAÇÃO TEXTUAL E REVISÃO
Assistente da Gerência Operacional de Educação Ambiental, Educação do Campo e 
Educação Contextualizada 
SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE 
LÍBIA BRENNA VIEIRA SANTOS
COLABORAÇÃO TEXTUAL E REVISÃO
Gerente operacional de programas, projetos e patrimônio ambiental da gerência 
executiva de educação ambiental 
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA 
DR. ALEXANDRE MACEDO PEREIRA
COLABORAÇÃO
Departamento de Habilitação Pedagógica
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SOBRE A JORNADA
A Jornada Formativa Educação Sem Barreiras consiste em uma trilha de formações 
ao longo do ano letivo, abordando temas transversais relevantes para a Educação do 
Estado da Paraíba. Dessa forma, cada etapa dessa jornada inclui diagnósticos da rede, 
sessões formativas com profissionais especializados, intercâmbio de conhecimentos, 
compartilhamento de cartilhas de orientações e posterior acompanhamento das ações 
implementadas nas escolas.
Nesse contexto, o propósito dessas jornadas é capacitar os profissionais da 
educação em nosso Estado para incluírem e lidarem com temas transversais sensíveis 
e essenciais na formação dos estudantes como cidadãos críticos e conscientes, 
contribuindo para a construção de alteridade na sociedade.
Outrossim, as etapas de cada formação incluirão, inicialmente, a avaliação 
diagnóstica da rede em relação ao tema, seguida pela sessão formativa. Após esse 
momento, as escolas deverão elaborar e implementar ações e atividades que 
abordem o tema transversal em questão, enviando posteriormente um relatório para o 
monitoramento das ações realizadas.
Portanto, as temáticas abordadas, no ano de 2026, serão as seguintes: “A 
prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher”; “Minha escola é sustentável”; 
“Minha escola é de paz” e “Minha escola é antirracista”. Assim, acreditamos que a Jornada 
Formativa Educação Sem Barreiras tem potencial para contribuir significativamente com 
a formação dos educadores, capacitando-os a transmitirem conhecimentos transversais 
relevantes aos nossos estudantes.
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APRESENTAÇÃO
Seja bem-vindo à cartilha de orientações sobre sustentabilidade, desenvolvida 
com o objetivo de oferecer informações e sugestões práticas para integrar a temática e 
ações voltadas à preservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável no ambiente 
escolar. Esse tema é cada vez mais relevante e urgente em nossas vidas, especialmente, 
no contexto educacional. Educar para a formação socioambiental vai além de ensinar 
sobre conservação da natureza, pois envolve também dimensões sociais e econômicas, 
preparando os estudantes para atuarem como cidadãos conscientes de seu papel na 
construção de uma sociedade mais equilibrada e responsável.
Nesta cartilha, você encontrará informações sobre os conceitos e princípios 
da sustentabilidade, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e 
estratégias práticas para implementar ações sustentáveis no ambiente escolar. Em 
consonância com o eixo temático da Jornada Formativa deste ano, voltado ao consumo, 
descarte e cultura ambiental, o material também apresenta reflexões e sugestões de 
práticas para incentivar hábitos mais conscientes e responsáveis no cotidiano escolar. 
Além disso, oferecemos propostas de como promover a educação para a sustentabilidade 
em sala de aula e envolver toda a comunidade escolar nessas iniciativas.
Logo, esperamos que esta cartilha seja uma ferramenta inspiradora para 
iniciar ou fortalecer sua jornada rumo à sustentabilidade na escola. Nosso objetivo 
é motivar e capacitar educadores, gestores escolares, estudantes e suas famílias a 
adotarem práticas sustentáveis e a promoverem mudanças positivas em suas escolas 
e comunidades. Acreditamos que cada pequeno passo em direção ao desenvolvimento 
sustentável faz diferença e contribui para um futuro mais justo e equilibrado para todos.
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1. CONCEITUANDO
SUSTENTABILIDADE
E DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL E 
SUA IMPORTÂNCIA NO
CONTEXTO ESCOLAR
“O sentido ativo da sustentabilidade enfatiza a ação externa para 
conservar, manter, proteger, nutrir, alimentar, fazer prosperar, subsistir e 
viver” (Boff, 2017).
Segundo Boff (2017), em termos ecológicos, a sustentabilidade engloba ações 
voltadas à prevenção da deterioração e da destruição dos ecossistemas, garantindo 
a satisfação das necessidades atuais sem comprometer a capacidade das futuras 
gerações de suprirem as suas próprias necessidades.
Assim, entendemos a importância dessa temática no contexto escolar, visto 
que a educação conecta as gerações atuais e futuras. Dessa forma, no ambiente 
educacional, a consciência ambiental implica a adoção de práticas que promovam o 
equilíbrio e incentivem o uso consciente dos recursos ambientais, contribuindo para a 
preservação do meio ambiente e garantindo que os estudantes aprendam e vivam em 
um ambiente saudável e sustentável.
Por sua vez, o desenvolvimento sustentável visa promover o crescimento 
econômico, a inclusão social e a proteção ambiental de forma integrada e equilibrada. 
O conceito de desenvolvimento sustentável é fundamentado pelo Relatório Brundtland, 
documento oficial da ONU publicado há quase 40 anos. Esse relatório é amplamente 
referenciado por apresentar um conceito flexível de desenvolvimento sustentável, 
permitindo sua aplicação por diversos atores e setores da sociedade (Sugahara e 
Rodrigues, 2019).
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A seguir, apresentamos um quadro com as definições que auxiliam na 
compreensão desses princípios:
A sustentabilidade e o desenvolvimento sustentável desempenham um papel 
fundamental no contexto educacional. Integrar esses conceitos ao cotidiano escolar 
significa preparar os estudantes para se tornarem cidadãos conscientes e responsáveis, 
capazes de tomar decisões informadas que beneficiem a sociedade e o meio ambiente. 
Além disso, as escolas podem servir como modelos de sustentabilidade para a 
comunidade, demonstrando como práticas sustentáveis podem ser implementadas e 
os benefícios que proporcionam. 
Dessa forma, compreender esses conceitos é essencial para o engajamento de 
toda a comunidade escolar em ações que promovam um futuro sustentável. Isso pode 
se traduzir na otimização de recursos e na adoção de soluções de baixo custo, capazes 
de gerar impactos positivos a longo prazo. O desenvolvimento sustentável, no contexto 
escolar, abrange dimensões interdependentes: ambiental, social e econômica. Assim, 
vamos explorar a definição detalhada desses três pilares a seguir.
Fonte: ONU. Nosso Futuro Comum (Relatório Brundtland). Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvol-
vimento, 1987. Adaptado pelos autores.
Quadro 1 - Sustentabilidade e desenvolvimento sustentável
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1.1 Os pilares da sustentabilidade
Em 1994, John Elkington definiu um novo marco teórico denominado Triple 
Bottom Line (TBL) ou tripé da sustentabilidade inspirado no caráter tríplice do 
desenvolvimento sustentável. O TBL pode ser compreendido como uma extensão do 
conceito de desenvolvimento sustentável,pois incorpora elementos como a equidade 
social, os fundamentos econômicos e a responsabilidade ambiental. Assim, de acordo 
com o autor, os três pilares essenciais da sustentabilidade (figura 1) abarca os 
elementos ambientais, econômicos e sociais (Elkington, 2001, apud Pereira; Martins, 
2020).
Sendo assim, no que diz respeito ao aspecto ambiental, o foco está na 
preservação do meio ambiente e na adoção de práticas que minimizem impactos 
negativos na natureza. Nas escolas, isso inclui medidas como a redução de desperdício, 
a reciclagem de materiais e o uso consciente de recursos como água e energia.
Já o componente social está ligado à promoção de uma sociedade justa e 
inclusiva, de modo que todos tenham acesso equitativo a oportunidades e recursos. 
Fonte: adaptado de WWF for your world. Schools sustainability guide. [s.l.]: [s.n.], [s.d.]. pela Gerência Executiva 
de Formação e Desenvolvimento dos Profissionais da Educação.
Figura 1 - Os pilares da sustentabilidade
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No ambiente escolar, isso se traduz na criação de um espaço acolhedor e seguro para 
todos os estudantes, independentemente de sua origem, promovendo a diversidade e 
ensinando valores como empatia e responsabilidade social.
Quanto ao pilar econômico, o foco está na viabilidade financeira das práticas 
sustentáveis e na busca por soluções economicamente vantajosas a longo prazo. 
Nas escolas, isso envolve a gestão eficiente de recursos, a adoção de tecnologias 
econômicas e programas de reutilização que reduzam custos. Além disso, prepara os 
estudantes para um mercado de trabalho que valoriza a sustentabilidade e a inovação.
Desse modo, compreender e integrar os princípios do desenvolvimento 
sustentável na rotina escolar tem o potencial de criar uma cultura de sustentabilidade, 
preparando os estudantes para desafios pessoais, acadêmicos e profissionais. Uma 
cultura sustentável na escola não só beneficia o meio ambiente e a sociedade, mas 
também fortalece a comunidade escolar, incentivando a promoção de práticas que 
promovam o desenvolvimento sustentável em todos os aspectos da vida. 
Na seção seguinte, discutiremos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 
(ODS) e sua importância nas ações escolares.
1.2 Objetivos de desenvolvimento
sustentável e sua importância nas 
ações escolares
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são um plano projetado 
para ser implementado globalmente por meio de um esforço coletivo e compromisso, 
visando garantir que ninguém seja deixado para trás. Esses objetivos são interligados 
e cobrem cinco áreas importantes para o desenvolvimento sustentável, conhecidas 
como os 5 Ps (ver figura 2): Pessoas, Planeta, Prosperidade, Paz e Parcerias (UNESCO, 
2020).
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Os ODS são um conjunto de 17 metas globais estabelecidas pela Organização 
das Nações Unidas (ONU) em 2015, como parte da Agenda 2030 para o desenvolvimento 
sustentável. Essas metas visam abordar os principais desafios mundiais, incluindo 
pobreza, desigualdade, mudanças climáticas, degradação ambiental, paz e justiça. 
Cada objetivo é interligado e visa promover o bem-estar humano e a proteção do 
planeta de maneira integrada e equilibrada. 
Nesse sentido, a incorporação dos ODS, especialmente por meio da Educação 
para o Desenvolvimento Sustentável (EDS), no ambiente escolar não apenas capacita 
os estudantes a compreender questões globais complexas, mas também os prepara 
para se tornarem agentes de mudança em suas comunidades.
A educação é considerada tema transversal a todos os ODS e uma estratégia 
essencial na busca de sua concretização. Em primeiro lugar, porque é um 
direito humano e, por seu intermédio, as pessoas com acesso à educação 
tornam-se mais empoderadas e capazes de compreender outros direitos. 
Em segundo lugar, a educação, especialmente a EDS, propicia melhor 
compreensão dos desafios que esses objetivos representam para suas 
comunidades (UNESCO, 2020, p. 11)
Fonte: UNESCO (2020).
Figura 2 - 5Ps
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O ODS 4, que visa assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, 
é particularmente relevante para as escolas. Promover uma educação que valorize 
a diversidade, a inclusão e a equidade é fundamental para garantir que todos os 
estudantes, independentemente de suas origens, tenham oportunidades iguais de 
aprendizado e desenvolvimento. Isso inclui o desenvolvimento de práticas pedagógicas 
inovadoras, que considerem as diferentes necessidades e potencialidades dos 
estudantes, e a promoção de um ambiente escolar seguro e acolhedor.
Os ODS relacionados ao meio ambiente, como o ODS 13 (Ação contra 
a mudança global do clima), o ODS 14 (Vida na água) e o ODS 15 (Vida terrestre), 
podem ser abordados através de projetos e atividades escolares que promovam a 
conscientização ambiental. 
A promoção da igualdade de gênero (ODS 5), a redução das desigualdades 
(ODS 10) e a promoção da paz, justiça e instituições eficazes (ODS 16) são objetivos que 
também podem ser trabalhados no ambiente escolar. Desenvolver atividades e projetos 
que promovam a inclusão, o respeito à diversidade e a participação democrática é 
essencial para formar cidadãos comprometidos com a construção de uma sociedade 
mais justa e equitativa. Isso inclui o desenvolvimento de programas de mediação de 
conflitos, de promoção de debates e de discussões sobre direitos humanos e cidadania, 
além da criação de espaços de participação ativa para os estudantes.
O ODS 17, que incentiva parcerias para a implementação dos objetivos, destaca 
a importância da colaboração entre diferentes setores da sociedade. As escolas podem 
estabelecer parcerias com organizações locais, ONGs, empresas e outras instituições 
para desenvolver projetos conjuntos que promovam a sustentabilidade. Essas parcerias 
podem proporcionar recursos, conhecimentos e oportunidades adicionais para os 
estudantes, enriquecendo o processo educativo e ampliando o impacto das ações 
escolares.
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Assim, ao promover uma educação voltada para a sustentabilidade, as escolas 
se tornam agentes de transformação social, capacitando os estudantes a serem 
protagonistas na construção de um mundo mais equitativo e sustentável.
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Fonte: adaptado a partir da UNESCO (2020) pela Gerência Executiva de Formação e
Desenvolvimento dos Profissionais da Educação.
https://youtube.com/playlist?list=PLuaYSS3ezmQAuqmz2En-BlEqb5bX2fUvM&si=s3vTEvoJ3LchaCpA
http://unesdoc.unesco.org/in/rest/annotationSVC/DownloadWatermarkedAttachment/attach_import_ba074520-4474-4fc7-af43-c15e5406ee5f?_=375076por.pdf&to=71&from=1
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2. CONSUMO, DESCARTE 
E CULTURA AMBIENTAL
Nesta edição da Jornada Formativa Minha escola é sustentável, o eixo 
“consumo, descarte e cultura ambiental” ganha centralidade por tratar de práticas 
diretamente presentes na rotina escolar. A escolha desse eixo parte da compreensão de 
que a sustentabilidade não se limita ao conhecimento conceitual, mas se expressa nas 
decisões cotidianas da comunidade educativa, no modo como estudantes, professores, 
gestores, famílias e demais profissionais utilizam recursos, evitam desperdícios, 
reaproveitam materiais e destinam corretamente os resíduos produzidos. 
Nesse sentido, este tópico propõe uma reflexão sobre a relação entre hábitos 
de consumo, responsabilidade coletiva e cuidado com o meio ambiente, aproximando 
os princípios do desenvolvimento sustentável das vivências concretas da escola. Ao 
integrar consumo, descarte e cultura ambiental, a Jornada busca estimular atitudes 
permanentes, fortalecer a formação cidadã e contribuir para que a escola se consolide 
como espaço de aprendizagem, participação e transformação socioambiental. 
O consumo constitui parte essencial da vida humana, pois está relacionado à 
satisfação de necessidades básicas como alimentação, vestuário, moradia e acesso a 
bens e serviços indispensáveis ao bem-estar. Nesse sentido, entende-se que o ato de 
consumir acompanha a própria existência humana,sendo elemento fundamental para 
a sobrevivência e para a organização da vida em sociedade (Pinto; Batinga, 2016).
Entretanto, o consumo ultrapassa a dimensão das necessidades básicas, 
sendo influenciado por fatores culturais, sociais e econômicos, além das estratégias 
publicitárias e dos modos de vida contemporâneos. Diante disso, torna-se importante 
promover, no ambiente escolar, reflexões críticas sobre os impactos das escolhas de 
consumo no meio ambiente e na coletividade. O consumo consciente passa a ser 
compreendido como uma prática construída a partir da reflexão sobre os efeitos das 
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ações humanas, orientada pelo sentimento de pertencimento e pela responsabilidade 
coletiva (Pinto; Batinga, 2016).
O gerenciamento inadequado dos resíduos sólidos representa um dos grandes 
desafios ambientais, devido aos riscos e impactos provocados quando o descarte 
ocorre de forma incorreta na natureza. Muitas vezes, os resíduos são eliminados sem 
planejamento ou reflexão, contribuindo para o aumento da produção de lixo e para 
a intensificação dos impactos ambientais dentro e fora do espaço escolar (Pozzetti; 
Caldas, 2019).
A cultura do descarte inadequado evidencia-se quando produtos passam a ser 
considerados inúteis imediatamente após o uso, mesmo apresentando potencial de 
reutilização, reciclagem ou destinação adequada. Assim, o problema ambiental não 
está apenas na geração de resíduos, mas também nos valores e comportamentos 
socialmente construídos. 
Incorporar os conceitos de consumo, consumo sustentável e consumo 
responsável ao processo educativo amplia a capacidade de estudantes e educadores 
de reconhecer os impactos de suas escolhas e assumir corresponsabilidade na 
preservação dos recursos ambientais. Enquanto o consumo sustentável orienta 
decisões de compra a partir de critérios socioambientais, o consumo responsável vai 
além, abrangendo o uso, o reaproveitamento e o descarte adequado dos produtos. Esses 
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princípios encontram respaldo na Política Nacional de Resíduos Sólidos, que reforça 
a redução, a reutilização, a reciclagem e a destinação ambientalmente adequada dos 
resíduos como pilares de um compromisso coletivo com a sustentabilidade (BRASIL, 
2010). 
A educação ambiental assume, portanto, papel central nesse processo 
formativo. A legislação brasileira estabelece a educação ambiental como componente 
permanente do ensino, orientado para o desenvolvimento de conhecimentos, valores 
e atitudes voltados à sustentabilidade e à melhoria da qualidade de vida. Nessa 
direção, a Lei nº 14.926/2024 destaca a relevância de ações educativas relacionadas 
às mudanças climáticas, à proteção da biodiversidade e ao fortalecimento da 
sustentabilidade, reconhecendo a educação como elemento fundamental para a 
promoção de uma cultura de responsabilidade socioambiental voltada às presentes e 
futuras gerações (BRASIL, 2024).
No contexto escolar, a Educação ambiental ultrapassa abordagens 
exclusivamente teóricas e se concretiza em práticas cotidianas relacionadas ao 
consumo consciente, ao descarte adequado e ao uso responsável dos recursos 
ambientais. Em uma perspectiva mais atual e crítica, a Educação Ambiental, integrada 
à sustentabilidade, também envolve temas como justiça climática, sustentabilidade 
digital, participação social e protagonismo juvenil, reconhecendo que os desafios 
ambientais estão conectados às dimensões sociais, culturais, econômicas e 
tecnológicas da vida contemporânea.
Dessa forma, fortalece-se a cultura ambiental, caracterizada pela incorporação 
de hábitos sustentáveis por estudantes, professores e toda a comunidade escolar. Nesse 
processo, o protagonismo juvenil torna-se fundamental, ao incentivar a participação dos 
estudantes na identificação e sensibilização de problemas, na construção de soluções 
e no desenvolvimento de ações voltadas à melhoria da escola e da comunidade.
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Portanto, a escola ao promover práticas pedagógicas participativas que articulem 
consumo consciente, cultura ambiental, sustentabilidade e justiça socioambiental, 
a instituição contribui para a formação de sujeitos capazes de compreender sua 
responsabilidade individual e coletiva diante dos desafios contemporâneos.
A discussão sobre sustentabilidade também exige o reconhecimento da justiça 
climática e da importância dos povos e comunidades tradicionais na preservação 
ambiental. Povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores artesanais e 
comunidades do campo mantêm formas de relação com a natureza baseadas no 
cuidado com o território, no uso equilibrado dos recursos ambientais e na transmissão 
de saberes entre gerações (Leff, 2015).
A Educação Ambiental é uma práxis educativa e social que tem por 
finalidade a construção de valores, conceitos, habilidades e atitudes 
que possibilitem o entendimento da realidade de vida e a atuação 
lúcida e responsável de atores sociais individuais e coletivos no 
ambiente.”(Loureiro, 2012, p. 73).
Esses grupos, embora contribuam significativamente para a conservação 
ambiental, frequentemente estão entre os mais afetados pelos impactos das mudanças 
climáticas e pelas desigualdades sociais. Por isso, falar de sustentabilidade no contexto 
escolar também significa valorizar esses saberes, combater a invisibilização e promover 
uma educação comprometida com a equidade, a diversidade e os direitos humanos.
Nesse sentido, a escola torna-se um espaço de reconhecimento, diálogo 
intercultural e fortalecimento da cidadania, contribuindo para a formação de estudantes 
mais conscientes, participativos e comprometidos com a justiça socioambiental e com 
a construção de um futuro sustentável (UNESCO, 2020).
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3. EDUCAÇÃO PARA
A SUSTENTABILIDADE
Educar para a sustentabilidade envolve o cultivo de habilidades e atitudes que 
promovam a preservação ambiental em todas as dimensões da vida pessoal e coletiva. 
Para avançar no desenvolvimento sustentável, é importante uma transformação profunda 
em nossos pensamentos e ações. Isso requer que os indivíduos se tornem agentes de 
mudança comprometidos com a conservação ambiental, dotados dos conhecimentos, 
habilidades, valores e atitudes necessárias para contribuir efetivamente para um 
mundo mais equilibrado e alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 
(ODS) (UNESCO, 2020).
Para alcançar esses objetivos, é essencial engajar todos os envolvidos 
no processo educativo, incluindo a equipe escolar, os estudantes, as famílias e a 
comunidade, na construção de um modo de vida e de uma sociedade sustentável. Nesse 
contexto, é importante sensibilizar todos quanto ao cuidado com o meio ambiente, 
sobretudo pelo legado que desejamos deixar para as futuras gerações. Nas próximas 
seções, exploraremos algumas das políticas públicas relacionadas à sustentabilidade 
e diversas maneiras de promover essa sensibilização, buscando a conscientização dos 
estudantes.
3.1 Políticas públicas para
a sustentabilidade.
A dimensão política da educação para a sustentabilidade destaca a 
importância de transformar as estruturas sociais, econômicas e políticas para alcançar 
o desenvolvimento sustentável. Isso envolve mudanças nas práticas individuais e a 
mobilização coletiva para influenciar políticas públicas direcionadas a essa pauta. A 
educação desempenha um papel determinante ao preparar os indivíduos como agentes 
de mudança e defensores dos direitos humanos e da sustentabilidade.
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Para integrar direitos humanos e sustentabilidade na educação, é fundamental 
seguir princípios como equidade, justiça social, participação, responsabilidade e 
transparência. Práticas eficazes incluem garantir a inclusão e acessibilidade, promover 
a participação ativa dos estudantes na tomada de decisões e na resolução de 
problemas socioambientais, como mudanças climáticas e equidade ambiental. Além 
disso, parcerias com organizações locais são essenciais para incorporar esses valores 
nos projetoseducativos.
Em termos de legislação, várias leis nacionais e estaduais apoiam a educação 
para a sustentabilidade. No âmbito nacional, destacam-se a Lei nº 9.795/1999, 
que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, a Lei nº 12.305/2010, que 
estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos, e a Lei nº 14.926/2024, que reforça 
e atualiza o marco regulatório voltado à sustentabilidade. No estado da Paraíba, a 
Lei nº 8.728/2008, que institui a Política Estadual de Educação Ambiental, e a Lei 
nº 12.330/2022, que estabelece a Política Pública Paraíba Lixo Zero, arquitetura 
sustentável e energia renovável, reforçam o compromisso com a educação voltada 
para a sustentabilidade. 
Portanto, essas leis são fundamentais para capacitar os indivíduos a 
reconhecerem e defenderem seus próprios direitos e os dos outros, promovendo 
práticas sustentáveis e instruindo uma geração esclarecida e engajada nas causas 
que dizem respeito a todos.
3.2 Estratégias para promover a 
consciência socioambiental entre os 
estudantes
Desenvolver a consciência socioambiental no âmbito da educação escolar 
é um processo de construção de uma práxis pedagógico-didática que reconhece a 
complexidade das relações humanas, das relações sociais e socioambientais. Essa 
19
conscientização socioambiental é fundamental para que os estudantes reconheçam 
os impactos das suas ações no ambiente natural e nas comunidades humanas. Por 
fim, o desenvolvimento da consciência socioambiental tem por finalidade incentivar 
a reflexão sobre práticas e comportamentos que possam promover ou prejudicar a 
sustentabilidade ambiental. 
Embora a Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS) e a Educação 
Ambiental (EA) tenham diferentes concepções conceituais de sustentabilidade, eles 
compartilham princípios e perspectivas formativas que objetivam a transformação 
social, a formação de cidadãos críticos e o desenvolvimento da autonomia individual 
e coletiva. O objetivo dessas áreas do conhecimento é potencializar a coexistência 
entre todos os seres, humanos e não humanos. A EA e EDS têm o compromisso com 
a promoção da cidadania local e global, na qual os estudantes compreendem seus 
direitos e responsabilidades na construção de um mundo melhor para todos, com um 
compromisso essencial com a justiça social, a sustentabilidade ambiental e os direitos 
humanos (UNESCO, 2020).
Ademais, a EA e a EDS proporcionam aos estudantes o entendimento dos 
princípios e valores que sustentam o desenvolvimento sustentável. Isso inclui a 
importância da conservação dos recursos ambientais, a redução do consumo excessivo, 
a minimização dos resíduos e a promoção de estilos de vida mais sustentáveis. 
Dessa forma, além de transmitir conhecimentos científicos sobre ecossistemas e 
biodiversidade, a conscientização ambiental também estimula o desenvolvimento 
de habilidades críticas e a adoção de atitudes responsáveis em relação à sociedade, 
natureza e sustentabilidade.
 Assim, é fundamental que as famílias e as comunidades participem das 
iniciativas para que as práticas sustentáveis não se limitem aos muros da escola. Na 
próxima seção, discutiremos a importância desse engajamento para a eficácia das 
iniciativas de educação ambiental e desenvolvimento sustentável.
20
3.3 A importância da participação ativa
da família e da comunidade nas
iniciativas sustentáveiss
A Constituição Federal de 1988, art. 205 estabelece que a educação além de 
ser direto de todos os cidadãos e cidadãs, é dever do Estado e da família. Sendo assim, 
as famílias têm um papel fundamental no processo educativo da sociedade. É digno 
de destaque que a Constituição Federal (1988), no artigo supracitado, taxativamente 
imputa ao Poder Público e à coletividade a responsabilidade em defender e preservar 
o meio ambiente. 
Nesse contexto, o conjunto das incumbências atribuídas ao Poder Público, a 
referida Carta Magna, Art. 225, inciso VI, determina que a Educação Escolar em seus 
diferentes níveis de ensino promova a Educação Ambiental. Logo, a participação ativa 
da família e da comunidade nas iniciativas sustentáveis é igualmente importante, ou 
seja, quando pais, responsáveis e membros da comunidade escolar e extraescolar se 
envolvem em processos de proteção ao meio ambiente e promoção da EA com vista 
a sustentabilidade, eles reforçam os valores e as práticas a serem desenvolvidos na 
escola, criando um ambiente coeso e de apoio para a educação ambiental. Programas 
de voluntariado, eventos comunitários e projetos colaborativos entre a escola e 
organizações locais podem fortalecer esses laços.
Em vista disso, a organização de campanhas e palestras sobre sustentabilidade 
envolvendo as famílias e comunidade escolar amplia o alcance das iniciativas, 
promovendo uma cultura ambiental que se estende para além da escola. A colaboração 
entre escola, família e comunidade não só enriquece o aprendizado dos estudantes, 
mas também fomenta uma rede de apoio que facilita a implementação de práticas 
sustentáveis. Vejamos a seguir, algumas formas de implementar práticas sustentáveis 
na escola.
21
4. IMPLEMENTAÇÃO DE
PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS 
NA ESCOLA
A implementação de práticas sustentáveis nas escolas é um passo primordial 
para promover a conscientização e responsabilidade socioambiental entre os 
estudantes, além de contribuir para a preservação do meio ambiente e a otimização 
dos recursos. A seguir, apresentamos algumas estratégias que podem ser adotadas 
pelas escolas para reduzir, reutilizar e reciclar materiais, utilizar água e energia de 
maneira eficiente e promover uma alimentação saudável.
4.1 Práticas sustentáveis de gestão
de resíduos no ambiente escolars
Reduzir, reutilizar e reciclar são os três erres (3 Rs) fundamentais para a gestão 
sustentável de resíduos. Essas práticas podem ser facilmente integradas no ambiente 
escolar para minimizar o impacto ambiental e promover a conscientização entre os 
estudantes.
• Redução: a redução do consumo de materiais é o primeiro passo para 
diminuir a geração de resíduos. As escolas podem adotar medidas como 
o uso de alguns materiais didáticos de forma digital, a impressão frente e 
verso de documentos e a redução do uso de embalagens plásticas no dia 
a dia da instituição. Além disso, incentivar a economia de papel e outros 
recursos, promovendo campanhas de conscientização entre os estudantes 
e funcionários, é fundamental para a redução do desperdício;
• Reutilização: a reutilização de materiais é uma prática que pode ser 
amplamente promovida nas escolas. Livros e outros materiais escolares 
podem ser reutilizados por diferentes turmas, criando um ciclo sustentável 
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de uso. Além disso, materiais recicláveis, como garrafas PET e papelão, 
podem ser utilizados em projetos artísticos e educativos, promovendo a 
criatividade e a consciência ambiental;
• Reciclagem: a reciclagem é uma etapa fundamental na gestão de 
resíduos e pode ser implementada nas escolas através da instalação de 
pontos de coleta seletiva para papel, plástico, metal e vidro. Educar os 
estudantes sobre a importância da separação correta dos resíduos e os 
benefícios da reciclagem para o meio ambiente é indispensável. Programas 
de reciclagem também podem incluir a parceria com cooperativas de 
catadores e empresas de reciclagem locais, criando uma rede de apoio 
para a gestão dos resíduos recicláveis.
Segundo Alkmim (2015), na busca por ampliar a formação de uma consciência 
ambiental e promover a mudança de comportamento individual para alcançar uma 
reversão coletiva, foi criada a política dos 5Rs. Os 5Rs fazem parte de um processo 
educativo que visa a mudança de hábitos no cotidiano dos cidadãos. É uma evolução 
e ampliação da política dos 3Rs:
• Repensar: é o ato de refletir antes de efetuar qualquer compra, considerando 
a real necessidade da aquisição e evitando compras por impulso (Alkmim, 
2015);
• Recusar: envolve rejeitarprodutos que prejudicam a saúde e o meio 
ambiente, contribuindo para um mundo mais limpo. Isso inclui preferir 
produtos de empresas comprometidas com o meio ambiente, verificar as 
datas de validade dos produtos, e recusar sacos plásticos, embalagens 
não recicláveis, aerossóis e lâmpadas fluorescentes, que causam grande 
impacto ambiental (Alkmim, 2015).
23
Além dos 5Rs apresentados nesta seção, há um movimento em expansão 
que amplia ainda mais essas práticas. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor 
(Idec) apresenta os 7Rs do consumo sustentável, sendo eles: repensar, respeitar, 
responsabilizar-se, recusar, reduzir, reaproveitar e reciclar, reforçando que a 
sustentabilidade exige uma transformação cada vez mais abrangente nos hábitos 
individuais e coletivos. Embora ainda em construção como política consolidada, essa 
tendência reforça a ideia de que a sustentabilidade é um processo contínuo e dinâmico 
(Idec, 2019).
4.2 Uso racional e eficiente de água 
e energia
A utilização eficiente de água e energia é vital para a sustentabilidade das 
escolas, contribuindo para a redução de custos e a preservação dos recursos ambientais. 
No que diz respeito à água, campanhas de conscientização sobre a importância da 
economia desse recurso podem ser realizadas com os estudantes, incentivando 
práticas como fechar a torneira enquanto escovam os dentes ou ensaboam as mãos. 
Outrossim, hortas escolares irrigadas com água da chuva e a criação de 
projetos para a implementação de sistemas de reuso de água são exemplos práticos 
de como a escola pode economizar água e, ao mesmo tempo, educar os estudantes 
sobre a importância dessa prática. 
Em relação à energia, é fundamental promover o uso consciente desse recurso. 
Apagar luzes e desligar equipamentos eletrônicos quando não estiverem em uso são 
práticas importantes que podem ser incorporadas no dia a dia escolar. Além disso, 
incentivar campanhas de conscientização entre os estudantes, propor desafios de 
economia de energia e realizar o monitoramento participativo do consumo são formas 
eficientes de engajar a comunidade escolar na construção de uma cultura ambiental.
24
4.3 Promoção de uma alimentação
saudável
Promover uma alimentação saudável é uma prática sustentável que tem 
impacto direto na saúde e no bem-estar dos estudantes, além de contribuir para a 
sustentabilidade ambiental. 
• Hortas escolares: a criação de hortas escolares é uma maneira prática 
e educativa de promover a alimentação saudável. Os estudantes podem 
participar do cultivo de hortaliças e frutas, aprendendo sobre o ciclo de 
produção dos alimentos e a importância de uma alimentação balanceada. 
As hortas também podem fornecer alimentos frescos para a merenda 
escolar, reduzindo a necessidade de transporte e embalagens.
• Educação nutricional: implementar programas de educação nutricional 
que ensinam estudantes sobre os benefícios de uma alimentação saudável 
através de palestras e atividades práticas podem abordar temas como 
a importância de consumir frutas e vegetais, os riscos dos alimentos 
ultraprocessados e a importância de uma dieta equilibrada. Envolver os 
pais e a comunidade nessas iniciativas é importante para reforçar os 
hábitos saudáveis em casa.
• Parcerias locais: estabelecer parcerias com agricultores locais para o 
fornecimento de alimentos frescos e orgânicos para a merenda escolar é 
uma maneira de apoiar a economia local e garantir a qualidade nutricional 
dos alimentos oferecidos aos estudantes. Essas parcerias também podem 
incluir visitas a fazendas e produtores, proporcionando aos estudantes 
uma compreensão mais ampla sobre a origem dos alimentos e os métodos 
de produção sustentável.
A implementação dessas práticas nas escolas contribui para a preservação do 
25
meio ambiente e educa sobre a importância da sustentabilidade, preparando crianças, 
jovens e adultos para incorporarem ações sustentáveis em seu cotidiano. Nesse 
contexto, é fundamental estabelecer relações com os princípios da agroecologia, que 
valorizam a produção de alimentos de forma responsável, o cuidado com os recursos 
naturais e o fortalecimento da agricultura familiar. Essa perspectiva é fortalecida 
pela Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Decreto nº 7.794/2012) 
e pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que incentivam a oferta 
de alimentos saudáveis e a aproximação entre escola, produtores locais e práticas 
sustentáveis.
5. SUGESTÕES DE COMO 
ABORDAR A TEMÁTICA
EM SALA DE AULA
Abordar a temática da sustentabilidade em sala de aula é fundamental para 
formar cidadãos engajados na preservação do meio ambiente e na promoção de uma 
sociedade mais justa e sustentável. A seguir, apresentamos seis sugestões de como 
integrar essa temática de maneira eficaz e envolvente no contexto educativo.
5.1 Projetos interdisciplinares
Desenvolver projetos interdisciplinares para conectar a sustentabilidade 
às diferentes áreas do conhecimento pode proporcionar uma visão integrada do 
tema. Quando relacionados à realidade local, esses projetos aproximam o conteúdo 
escolar das vivências dos estudantes, tornando a aprendizagem mais significativa. Na 
Paraíba, temas como a escassez de água no semiárido, o combate à desertificação, 
a preservação dos manguezais, a gestão de resíduos sólidos, a agricultura familiar, a 
agroecologia e os saberes de povos indígenas Potiguaras, quilombolas e comunidades 
tradicionais podem ser importantes pontos de partida para essas práticas pedagógicas 
contextualizadas.
26
Um projeto sobre a gestão de resíduos sólidos, por exemplo, pode incluir:
• Ciências: estudo dos impactos ambientais dos resíduos;
• Matemática: análise estatística da produção de resíduos na escola;
• Geografia: investigação das práticas de gestão de resíduos em diferentes 
regiões;
• Língua Portuguesa: elaboração de textos ou relatórios das descobertas 
sobre o tema.
Esses projetos incentivam os estudantes a aplicarem conhecimentos de várias 
disciplinas para resolverem problemas reais, promovendo uma compreensão mais 
ampla e contextualizada da sustentabilidade.
5.2 Atividades práticas e experimentos
Incorporar atividades práticas e experimentos em sala de aula pode tornar o 
aprendizado sobre sustentabilidade mais convidativo e envolvente. Essas atividades 
incluem, por exemplo:
• Experiência de plantio: envolver os estudantes no cultivo de hortaliças e 
plantas, para um acompanhamento de todo o processo desde a germinação 
da semente até a colheita, ensinando sobre agricultura sustentável e 
alimentação saudável.
• Experimentos de reciclagem: demonstrar o processo de reciclagem de 
materiais como papel e discutir os benefícios ambientais;
• Economia de energia: realizar cálculos de consumo de energia na própria 
escola e propor estratégias para reduzir o uso.
27
5.3 Uso de tecnologias educacionais
A tecnologia pode ser uma ferramenta poderosa para ensinar sobre a 
sustentabilidade. Essas ferramentas incluem:
• Simuladores de impacto ambiental: programas de inteligência artificial 
que permitem que os estudantes vejam simulações dos efeitos de ações 
como desmatamento, poluição e conservação de recursos;
• Jogos educativos: jogos que incentivam a tomada de decisões sustentáveis 
e a gestão responsável de recursos ambientais;
• Plataformas colaborativas: ferramentas online onde os estudantes 
podem compartilhar projetos, ideias e soluções para desafios ambientais.
5.4 Debates e discussões
Promover debates e discussões em sala de aula sobre temas relacionados à 
sustentabilidade pode ajudar os estudantes a desenvolverem habilidades críticas e 
argumentativas, cujas temáticas podem ser:
• Mudanças climáticas: causas, efeitos e soluções possíveis;
• Consumo consciente: impactos do consumismo no meio ambiente e 
alternativas sustentáveis;
• Energia renovável: vantagens e desafios da transição para fontes de 
energia limpa.5.5 Visitas e parcerias educativas
Organizar aulas de campo, visitas a locais que exemplifiquem práticas 
sustentáveis e estabelecer parcerias com organizações ambientais, por exemplo: 
28
• Visitas a estações de tratamento de água e esgoto: para entenderem 
o processo e a importância da gestão de recursos hídricos;
• Parcerias com ONGs ambientais: para a realização de projetos conjuntos 
e participação em campanhas de conscientização;
• Visitas a fazendas orgânicas: para aprenderem sobre agricultura 
sustentável e alimentação saudável;
• Visitas a cooperativas de reciclagem ou a artesãos que utilizem 
matéria-prima reciclada: para compreenderem o ciclo dos materiais 
recicláveis e incentivarem o consumo consciente e sustentável.
Integrar a temática da sustentabilidade no currículo escolar através dessas 
sugestões pode transformar o ambiente de aprendizagem, incentivando os estudantes 
a se tornarem agentes ativos na construção de um mundo mais sustentável. Logo, 
ao promover um entendimento profundo e prático da sustentabilidade, será possível 
despertar a responsabilidade e o entendimento sobre como cuidar do meio ambiente. 
Este é o momento para iniciativas efetivas, visto que é um compromisso de todos.
Fonte: Gerência de Formação e Desenvolvimento dos Profissionais da Educação.
https://drive.google.com/drive/folders/1jqReVIT9d1HZ6euTOpFITWpqpCyuC4Xf
29
6. CONSIDERAÇÕES
FINAIS
A integração da sustentabilidade no ambiente escolar é uma oportunidade 
valiosa para educar e capacitar as futuras gerações. Ao longo desta cartilha, exploramos 
conceitos fundamentais, estratégias práticas e sugestões de como abordar a temática 
da sustentabilidade tanto em sala de aula quanto em todo o contexto escolar.
Dessa forma, é essencial reconhecer que a sustentabilidade não se limita ao 
desenvolvimento de práticas ambientais, mas abrange também aspectos sociais e 
econômicos. Então, ao promover uma educação para a sustentabilidade, as escolas 
ensinam sobre conservação ambiental e uso responsável dos recursos, além de 
cultivarem valores de justiça social, equidade e responsabilidade global.
Além do mais, as estratégias sugeridas, como projetos interdisciplinares, 
atividades práticas, uso de tecnologias educacionais, debates e visitas educativas, 
oferecem uma abordagem para envolver os estudantes de maneira significativa. Essas 
práticas fortalecem o aprendizado acadêmico e capacitam os estudantes a se tornarem 
agentes de mudança em suas comunidades.
Por fim, a colaboração junto a comunidade escolar, incluindo professores, 
funcionários, estudantes, pais e familiares é fundamental para o sucesso das iniciativas 
sustentáveis, uma vez que é eficaz criar uma cultura escolar que valorize, pratique e 
garanta ações a longo prazo de sustentabilidade no cotidiano. Assim, ao implementarem 
mudanças sustentáveis, as escolas cumprirão o seu papel educacional, contribuindo 
significativamente para o desenvolvimento de uma sociedade mais consciente. 
30
Referências
ALKMIM, E. B. Conscientização ambiental e a percepção da comunidade sobre a coleta 
seletiva na Cidade Universitária da UFRJ. 2015. 150 p. Dissertação (Mestrado em 
Engenharia Urbana) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2015. 
Disponível em: http://www.dissertacoes.poli.ufrj.br/dissertacoes/dissertpoli1443.pdf. 
Acesso em: 23 jul. 2024.
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institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Diário 
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planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm. Acesso em: 23 jul. 2024.
BRASIL. Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos 
Sólidos; altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. 
Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 3 ago. 2010. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12305.htm. Acesso em: 23 jul. 
2024.
BRASIL. Decreto nº 7.794, de 20 de agosto de 2012. Institui a Política Nacional de 
Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO) e dá outras providências. Diário Oficial da 
União: seção 1, Brasília, DF, 21 ago. 2012. Disponível em: https://www.planalto.gov.
br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/decreto/d7794.htm. Acesso em: 18 mai. 2026.
BRASIL. Lei nº 14.926, de 17 de julho de 2024. Altera a Lei nº 9.795, de 27 de abril 
de 1999, para assegurar atenção às mudanças do clima, à proteção da biodiversidade 
e aos riscos e vulnerabilidades a desastres socioambientais no âmbito da Política 
Nacional de Educação Ambiental. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 18 jul. 
2024. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2024/
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Lei/L14926.htm. Acesso em: 18 mai. 2026.
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7 Rs do consumo sustentável. 2019. Disponível em: https://idec.org.br/consultas/
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33
ESCOLA
SUSTENTÁVEL

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