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1. Objetivo Garantir a segurança e a qualidade do lombo suíno durante o processamento por meio da limpeza e sanitização eficaz das superfícies em contato direto com o produto. 2. Procedimentos 2.1. Pré-Limpeza Descrição: Remover resíduos visíveis com espátulas ou panos descartáveis antes de iniciar a limpeza. · Frequência: Antes do início de cada turno e após interrupções ou trocas de lote. · Responsável: Operador do setor, supervisionado pelo Encarregado de Higiene. 3. Limpeza com Detergente Alcalino · Descrição: Aplicar detergente alcalino diluído conforme as instruções do fabricante. Esfregar com escovas apropriadas e enxaguar com água potável. · Frequência: Diária, após o turno de produção. · Responsável: Encarregado de Higiene. 4. Sanitização · Descrição: Aplicar solução sanitizante clorada (200 ppm) com tempo de contato de 10 minutos. Enxaguar com água potável para remover resíduos do sanitizante. · Frequência: Diária, ao final do turno, e sempre que houver interrupções prolongadas no processamento. · Responsável: Encarregado de Higiene. 5. Secagem · Descrição: Utilizar panos descartáveis ou secagem ao ar em ambiente controlado para evitar recontaminação. · Frequência: Após cada higienização. · Responsável: Operador do setor. Monitoramento 1. Inspeção Visual · Método: Verificar a ausência de resíduos visíveis antes e durante a produção. · Frequência: Diária, antes do início da produção e a cada 4 horas durante o processamento. · Responsável: Supervisores de Qualidade. 2. Teste de ATP (Adenosina Trifosfato) · Método: Realizar testes rápidos com luminômetro para avaliar a higienização. · Frequência: Diária, após a higienização. · Responsável: Equipe de Controle de Qualidade. 3. Análise Microbiológica de Superfícies · Método: Coleta de swabs em áreas críticas para detecção de contaminantes microbiológicos. · Frequência: Semanal. · Responsável: Laboratório de Controle de Qualidade. Ações Corretivas 1. Resíduos Visíveis ou Resultados Negativos no Teste de ATP · Interromper imediatamente a produção. · Repetir todo o processo de higienização da área afetada. · Reavaliar a superfície após a nova higienização. 2. Resultados Positivos na Análise Microbiológica · Identificar a fonte de contaminação e reforçar os procedimentos de limpeza. · Revisar o treinamento da equipe e atualizar protocolos se necessário. · Implementar medidas preventivas, como ajustes na frequência de limpeza ou uso de sanitizantes mais eficazes. 3. Recorrência de Não Conformidades · Revisar o PPHO e as práticas operacionais. · Substituir ou reparar equipamentos que apresentem problemas estruturais. · Realizar auditorias frequentes até que os resultados sejam normalizados. Referências · BRASIL. Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA). Decreto nº 9.013, de 29 de março de 2017. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br. · SILVA, N.; JUNQUEIRA, V.C.A. Manual de Métodos de Análise Microbiológica de Alimentos. 4ª ed. São Paulo: Livraria Varela, 2010. · CODEX ALIMENTARIUS. General Principles of Food Hygiene. CAC/RCP 1-1969. Atualizado em 2020. Disponível em: http://www.fao.org/fao-who-codexalimentarius. · MAPA. Manual de Boas Práticas de Fabricação para Indústrias de Produtos de Origem Animal. Brasília: MAPA, 2020. image1.png