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1
CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA - MINAS GERAIS - CRP-MG
Comissão de Orientação e Fiscalização (COF)
Setor de Orientação e Fiscalização (SOF)
Recomendações para uso de
por estudantes de
redes sociais
Psicologia
FICHA TÉCNICA
Organização
Carolina Medeiros Braga (CRP -04/25074)
Carolina Alves Murta (CRP -04/72367) 
 
Psicólogas(os) Colaboradoras(es)
André Luiz de Oliveira (CRP -04/35736)
Angelaine Alves dos Santos (CRP-04/23891)
Carolina Medeiros Braga (CRP-04/25074)
Cláudia Regina Ferreira de Carvalho Dias (CRP-04/14098)
Celina Andrade Alkimim Pinto (CRP-04/21646)
Flavia Santana da Silva (CRP-04/07445)
Liziane Karla de Paula (CRP-04/25636)
Marcela Goulart Fontes (CRP-04/41658)
Marcela Maria Borges Leite (CRP-04/22843)
Marcone Silva Matos (CRP-04/30703)
Vanessa Almeida Santana (CRP-04/37717)
Estagiárias Colaboradoras
Carolina Guitzel Borghi
Fernanda Mourão Maciel
Leidiane Maria da Silva Leonardo 
XVII Plenário (Gestão 2022-2025)
Diretoria
Suellen Ananda Fraga
Conselheira Diretora Presidenta
Liliane Cristina Martins
Conselheira Diretora Vice-Presidenta
Elizabeth de Lacerda Barbosa
Conselheira Diretora Tesoureira
Paula Ângela de Figueiredo Paula
Conselheira Diretora Secretária
Conselheiras(os)
Alessandra Kelly Belmonte
Ana Maria Prates da Silva e Silva
Anderson Nazareno Matos
Caroline de Souza
Celso Francisco Tondin
Cláudia Aline Carvalho Esposito
Cristiane Santos de Souza Nogueira
Daniel Caldeira de Melo
Danty Dias Marchezane
Délcio Fernando Guimarães Pereira
Elizabeth de Lacerda Barbosa
Elza Maria Gonçalves Lobosque
Gab Almeida Moreira Lamounier
Gabrielly Dolores Rios da Cunha
Henrique Galhano Balieiro
Hudson Bruno Cares Carajá
Isabella Cristina Barral Faria Lima
João Henrique Borges Bento – licenciado
Júnia Maria Campos Lara
Liliane Cristina Martins
Lorena Rodrigues de Sousa
Lourdes Aparecida Machado
Luís Henrique de Souza Cunha
Márcio Rocha Damasceno
Marleide Marques de Castro
Paula Ângela de Figueiredo Paula
Renata Ferreira Jardim de Miranda
Suellen Ananda Fraga
Ted Nobre Evangelista
Wellington Eustáquio Ribeiro
Projeto gráfico, capa e diagramação
Gerência de Comunicação
SUMÁRIO
6 Introdução
8 Ética
10 Exercício ilegal, legislação, estágio
11 Orientações sobre o uso das redes sociais por 
estudantes de Psicologia
11 • Nomeação
12 • Tipo de conta/perfil
13 • Interação com o público
14 • Conteúdos teóricos
14 • Campo de estágio
15 • Testes e materiais privativos
16 • Venda de materiais - livros, ebook e outros
17 Tabela-resumo
18 Materiais do Sistema Conselhos de Psicologia
6
INTRODUÇÃO
As redes sociais são, atual-
mente, um ponto de encontro 
de diversos temas e campos, 
abarcando não apenas os assun-
tos privados, do entretenimento 
e da vida pessoal, mas também a 
oferta de serviços, a publicidade 
profissional e a divulgação de 
informações. As redes são, já há 
algum tempo, mercado/instru-
mento de trabalho para muitas 
pessoas, como os influencers.
Os jovens-adultos compõem a maior parte do público que faz uso 
desses meios de comunicação — 88% do público entre 18 a 29 
anos utiliza algum tipo de mídia social1. Em 2021, 90% dos domicí-
lios do país possuíam acesso à internet, sendo a porcentagem de 
internautas por grupos de idade de 91,8% entre 14 e 19 anos, e de 
94,2% entre 20 e 24 anos2. Profissionais do campo da saúde tam-
bém se incluem nesse contexto e, por vezes, as mídias sociais são 
utilizadas para a divulgação de conteúdos e serviços nessa área. 
1 SMITH, Aaron; ANDERSON, Monica. Social media use in 2018: a majority of ame-
ricans use Facebook and YouTube, but young adults are especially heavy users of 
Snapchat and Instagram. Washington, DC: Pew Research Center, 2018. Disponível 
em: . Acesso em: 20 fev. 2024.
2 NERY, Carmen; BRITTO, Vinícius. Internet já é acessível em 90,0% dos domicílios do 
país em 2021. Infográfico de Jessica Cândido. Rio de Janeiro: Agência IBGE Notícias, 
2022. Disponível em: . Acesso em: 20 fev. 2024.
https://www.pewresearch.org/internet/2018/03/01/social--media-use-in-2018/
https://www.pewresearch.org/internet/2018/03/01/social--media-use-in-2018/
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/34954-internet-ja-e-acessivel-em-90-0-dos-domicilios-do-pais-em-2021#:~:text=Em%202021%2C%20entre%20os%20183,a%20rede%20p%C3%BAblica%20de%20ensino
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/34954-internet-ja-e-acessivel-em-90-0-dos-domicilios-do-pais-em-2021#:~:text=Em%202021%2C%20entre%20os%20183,a%20rede%20p%C3%BAblica%20de%20ensino
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/34954-internet-ja-e-acessivel-em-90-0-dos-domicilios-do-pais-em-2021#:~:text=Em%202021%2C%20entre%20os%20183,a%20rede%20p%C3%BAblica%20de%20ensino
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/34954-internet-ja-e-acessivel-em-90-0-dos-domicilios-do-pais-em-2021#:~:text=Em%202021%2C%20entre%20os%20183,a%20rede%20p%C3%BAblica%20de%20ensino
7
A utilização das redes sociais pelas psicólogas3 como uma forma de 
comunicação com o público, para divulgação do trabalho e de con-
teúdo relacionado à Psicologia, tornou-se uma realidade, princi-
palmente com a pandemia de COVID-19. A forma de grande parte 
da categoria se comunicar com a 
sociedade e divulgar o seu trabalho 
mudou. Diante disso, o Conselho 
Federal de Psicologia e os Conselhos 
Regionais têm discutido e produzido 
materiais de orientação para cola-
borar com a reflexão da categoria 
sobre a publicidade profissional.4 
Na esteira dessa entrada massiva da 
categoria de psicólogas nas redes 
sociais, as estudantes de Psicologia 
não ficaram de fora: muitas tam-
bém começaram a criar perfis vol-
tados para a divulgação dos seus conhecimentos sobre a área. 
Entretanto, assim como aconteceu com a categoria, o Conselho 
Regional de Psicologia - Minas Gerais (CRP-MG) passou a receber 
denúncias de uso inadequado das redes sociais por estudantes, 
principalmente sobre um possível exercício ilegal da profissão. 
Nesse sentido, o CRP-MG vem, a partir do presente material, tecer 
reflexões sobre o assunto com foco nas estudantes de Psicologia, 
3 Este texto adota a escrita gendrada, conforme deliberação no VII Congresso Nacional 
de Psicologia, ocorrido em 2010, que estabelece o uso dos artigos ‘o’, ‘a’, ‘os’ e ‘as’ no 
Sistema Conselhos de Psicologia (CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, 2010, p. 26). 
Ao se referir às profissionais de Psicologia, emprega o uso do feminino, pelo predomí-
nio de profissionais mulheres.
4 Além da cartilha “Orientações sobre Publicidade Profissional” (clique na imagem para 
acessar), ver “NOTA TÉCNICA Nº 1/2022/SOE/PLENÁRIA”, CFP e “Revista CRP Minas”, 
4ª edição
https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2022/06/SEI_CFP-0612475-Nota-Tecnica.pdf
https://drive.google.com/file/d/1CxRw5xilHeMAMvW_JLok00x7Tl4hUuyz/view
https://drive.google.com/file/d/1CxRw5xilHeMAMvW_JLok00x7Tl4hUuyz/view
https://acervodigital.crp04.org.br/publicacoes/orientacoes-sobre-publicidade-profissional-2022/?order=DESC&orderby=date&perpage=12&pos=22&source_list=collection&ref=%2Fpublicacoes%2F
8
de forma a orientar sobre os limites dos usos das redes sociais, res-
guardando-as de possível exercício ilegal da profissão, bem como 
lançando luz sobre aspectos éticos importantes. 
ÉTICA
Não há como falar sobre a prática profissional da psicóloga sem 
ressaltar o Código de Ética Profissional do Psicólogo (CEPP), uma 
referência essencial para a atuação profissional, que deve ser de 
consulta constante das profissionais. Ainda que, enquanto estu-
dante, não tenha a responsabilidade legal de seguir o Códigode 
Ética Profissional do Psicólogo e demais normativas do Sistema 
Conselhos de Psicologia5, a estudante estará se preparando para 
um futuro exercício profissional. É importante, então, que se atente 
ao parâmetro da atuação ética desde a sua formação, construindo 
uma trajetória embasada na ciência psicológica, ética e legislação 
profissional. 
Neste sentido, é indispensável o envolvimento de agentes forma-
dores — professoras, supervisoras, a Instituição de Ensino — nesta 
discussão, tendo em vista a responsabilidade perante a formação 
da estudante, assim como em orientar e tomar medidas nos casos 
de suspeita de exercício ilegal da profissão. 
Do Código de Ética Profissional do Psicólogo, destaca-se:
Princípios Fundamentais
(...)
V. O psicólogo contribuirá para promover a universalização do acesso da 
população às informações, ao conhecimento da ciência psicológica, aos 
5 Com exceção da prática de estágio, quando ficam obrigados a cumprir com o disposto 
no CEPP e demais resoluções do sistema Conselhos, sob supervisão de profissional 
psicóloga(o).
9
serviços e aos padrões éticos da profissão.
(...)
Art. 19 – O psicólogo, ao participar de atividade em veículos de comunica-
ção, zelará para que as informações prestadas disseminem o conhecimento 
a respeito das atribuições, da base científica e do papel social da profissão.
A ética deve nortear a reflexão sobre as motivações das estudantes 
ao investirem em um perfil em rede social que tem a Psicologia 
como eixo/tema: o que, com isso, se pretende? Divulgar informa-
ções sobre a Psicologia para a sociedade no geral? Compartilhar 
com outras estudantes e/ou psicólogas estudos científicos na área, 
como um trabalho de divulgação científica? Partilhar sua rotina 
de estudos no curso de graduação? Começar a se preparar para a 
futura inserção no mercado de trabalho?
Tal reflexão é essencial, já que o comportamento nas redes sociais 
pode repercutir negativamente e causar desdobramentos para a 
estudante, fornecendo à população uma visão inadequada sobre 
a Psicologia ou mesmo atribuindo à aluna responsabilidades pelas 
quais esta ainda não está preparada para assumir em termos de 
formação, ou que extrapolam sua condição de estudante.
10
EXERCÍCIO ILEGAL, LEGISLAÇÃO, ESTÁGIO
A Psicologia é uma profissão regulamentada pela Lei Federal nº 
4.119 de 1962, e tem como pré-requisitos legais para a atuação, a 
graduação em Psicologia (grau psicóloga) e o registro no Conselho 
Regional de sua jurisdição (Lei Federal nº 5.766/1971). Assim, para 
utilizar métodos privativos e/ou ofertar serviços em Psicologia, é 
necessário atender aos pré-requisitos mencionados. A designação 
como “psicóloga” também é privativa daquelas que estão habili-
tadas ao exercício profissional (Decreto Federal 53.464/1964). 
Aquelas que exercem a profissão ou anunciam suposta atuação 
sem preencher os requisitos estabelecidos por lei podem recair 
em exercício ilegal da profissão, cabendo pena de prisão simples 
ou multa (Decreto-Lei nº 3.688/1941). 
Diante disto, a única forma legal de uma estudante de Psicologia 
exercer atividade de psicologia é por meio de estágio, seguindo a 
Lei de Estágio (Lei 11.788/2008). 
O estágio é ato educativo supervisionado e as atividades desen-
volvidas devem ter caráter didático, consoante ao plano de ensino 
da estudante. Essa atividade também envolve a delegação de 
algumas atividades profissionais da psicóloga à estagiária, de 
modo supervisionado, com objetivos de treinamento, desde que 
garantidas as exigências dispostas pela normatização (Resolução 
CFP 03/2007). Portanto, a atuação da estagiária deve cumprir a 
legislação profissional, observando o CEPP e demais normativas do 
Sistema Conselhos de Psicologia, sendo responsabilidade dos “psi-
cólogos docentes ou supervisores esclarecer, informar, orientar e 
exigir dos estudantes a observância dos princípios e normas conti-
das” nesses materiais (CEPP, Art. 17). Para mais informações sobre 
esse assunto, recomenda-se a leitura da “Carta de serviços sobre 
11
estágios e serviços-escola”6, produzida pelo Conselho Federal de 
Psicologia.
Portanto, caso a estudante de Psicologia esteja exercendo alguma 
prática psicológica sem vínculo de estágio, estará incorrendo em 
exercício ilegal da profissão. Importante: ainda que a estudante já 
tenha concluído a sua formação, é preciso esperar a colação de 
grau para poder ter o documento necessário à inscrição no CRP e 
só então, já inscrita, poder iniciar o exercício da profissão.
O CRP-MG orienta sobre denúncia de exercício ilegal da profissão 
em seu site (clique aqui).
Já deu pra entender a importância desse tema, não é? Então bora 
descomplicar ainda mais algumas das muitas questões que o 
rodeiam!
ORIENTAÇÕES SOBRE O USO DAS REDES SOCIAIS 
POR ESTUDANTES DE PSICOLOGIA
 ◆Nomeação
As estudantes de Psicologia, ao se apresentarem nas redes sociais, 
devem ter cautela para não cair em suposto exercício ilegal da 
profissão. É preciso refletir sobre a forma como se denominam/
apresentam e aquilo a que se propõem em termos de conteúdo e 
objetivos nas redes. 
Quanto ao primeiro aspecto, da nomeação, é necessário resguar-
dar-se para que o perfil não seja entendido como uma página de 
6 Carta de serviços sobre estágios e serviços-escola. Disponível em: 
https://crp04.org.br/orientacoes/fazer-uma-denuncia/
https://site.cfp.org.br/publicacao/carta-de-servicos-sobre-estagios-e-servicos-escola/
https://site.cfp.org.br/publicacao/carta-de-servicos-sobre-estagios-e-servicos-escola/
12
psicóloga já graduada e em exer-
cício profissional, ou mesmo uma 
página de publicidade psicoló-
gica, ou seja, de oferta de servi-
ços psicológicos, não podendo 
ser utilizada, portanto, a denomi-
nação “psicóloga(o)”. Além disso, 
aconselha-se evitar termos alu-
sivos como “psi”, “psicóloga em 
formação” (visto que todas as 
profissionais psicólogas, mesmo 
que já graduadas e em exercício 
profissional, podem permane-
cer em formação por meio de 
atualizações acadêmicas), dentre 
outros que possam confundir as(os) seguidoras(es) sobre a posição 
da estudante e/ou sobre a oferta de serviços psicológicos. Nesse 
sentido, mesmo que esteja nos períodos finais de sua graduação, a 
estudante de Psicologia não deve realizar a abertura de sua agenda 
de atendimentos antecipadamente, devendo aguardar pela cola-
ção de grau e registro no Conselho antes de realizar a divulgação 
de seus serviços.
 ◆Tipo de conta/perfil
É importante observar a escolha dos recursos de cada rede social. 
Aqui iremos citar como exemplo o Instagram, pois é a rede mais 
utilizada. 
O Instagram oferece, além da conta pessoal, a opção de conta 
profissional/comercial. Nesta, o usuário pode escolher dentre 
diversas categorias, dentre elas “psicóloga(o)”. Entende-se que a 
13
estudante, por não estar ainda em exercício profissional ou pres-
tando um serviço, não deveria optar pelo “perfil profissional” na 
configuração da rede. No entanto, é reconhecido que tal opção 
carrega consigo determinadas funções indisponíveis no perfil pes-
soal e que podem ser úteis à estudante, dependendo do seu obje-
tivo com a rede social. Assim, recomenda-se, caso opte por iden-
tificar-se a partir do dito “perfil profissional”, que a especificação 
escolhida esteja adequada ao objetivo do perfil, como, por exem-
plo, “criador de conteúdo digital”, “blog pessoal”, dentre outras. 
É vedada a opção pela categoria “psicóloga(o)”, tendo em vista a 
denominação privativa explicada acima. O mesmo raciocínio serve 
para as demais redes sociais.
 ◆ Interação com o público
Sobre o conteúdo possível de divulgação, salienta-se o cuidado 
necessário para que não sejam assumidas responsabilidades além 
daquelas possíveis a uma estudante. Assim, não é adequado, 
enquanto estudante de Psicologia, oferecer orientações sobre a 
vida pessoal de seguidores, como uma espécie de aconselhamento 
psicológico, sendo importanteinclusive ter muita cautela quanto 
ao uso do recurso de caixa de perguntas, bem como comunicações 
através das mensagens pessoais (direct), dentre outras interações 
possíveis. Tal raciocínio fundamenta-se na ausência dos requisitos 
necessários para exercício da profissão, assim como na possível 
confusão produzida em seguidores, que podem acreditar estar 
recebendo um serviço ou aconselhamento psicológico.
Importante ressaltar que, mesmo para as psicólogas em exercício 
profissional, não são recomendadas práticas de orientação por rede 
social, considerando a inadequação de se oferecer tal proposta 
dentro de uma rede fluida, onde não é possível ter acesso às 
14
nuances da queixa e contexto 
em que a(o) seguidora(or) 
está inserida(o), visto que 
tal serviço depende de uma 
análise e tratativa complexa, 
bem como de um setting 
específico.
 ◆Conteúdos teóricos
No caso de optar pelo compartilhamento/produção de conteú-
dos sobre Psicologia, recomenda-se embasamento nas referên-
cias científicas existentes, disponibilizando-as nas publicações. 
Aconselha-se, inclusive, deixar explícita na página inicial a infor-
mação sobre o tipo de conteúdo a ser transmitido (seja através 
da categoria de perfil escolhida, menção na bio, post de apresen-
tação etc.), diferenciando-a de possível atividade profissional de 
Psicologia. 
Além disso, cabe observar que não sabemos de tudo. Ninguém 
sabe, não é mesmo? Assim, é preciso se atentar ao divulgar ou opi-
nar sobre assuntos complexos e/ou polêmicos, que podem reper-
cutir social ou individualmente. Recomenda-se priorizar conteúdos 
reconhecidos cientificamente e que não refletem, pura e simples-
mente, concepções e opiniões da estudante.
 ◆Campo de estágio
Não cabe à estudante que estiver realizando estágio em Psicologia 
expor situações e/ou clientes/pacientes com os quais tenha con-
tato em campo de estágio. Assim, é desaconselhada a publica-
ção de depoimentos desses indivíduos, exposição de relatos, de 
15
documentos advindos do serviço, de fotos do serviço psicológico 
desenvolvido, dentre outros, mesmo que sem identificação da(o) 
usuária(o). É dever da psicóloga — e, portanto, de sua estagiária, 
em exercício de atividade a ela delegada — resguardar o sigilo pro-
fissional (Código de Ética Profissional do Psicólogo, Artigo 9).
Observa-se também a importância de tomar cuidado com a expo-
sição e relatos das atividades de estágio nas redes sociais, demar-
cando bem a posição que ocupa - estudante/estagiária. A simples 
descrição de fatos ou publicações que não contextualizam sobre 
de que ponto a criadora de conteúdo se pronuncia pode levar ao 
entendimento de que há um exercício profissional, não ficando 
evidenciado que se trata de atividades de estágio, o que pode 
acarretar questionamentos junto aos CRPs, bem como confusão 
da população que tem contato com o conteúdo.
 ◆Testes e materiais privativos
Deve ser observado cuidado em relação aos materiais privativos 
da Psicologia com os quais a estudante entra em contato durante 
as atividades de ensino. Os testes psicológicos são privativos para 
uso da psicóloga, conforme Lei Federal 4.119/1962. Assim, cabe à 
psicóloga responsável pelo instrumento, ou seja, a professora e/
ou supervisora da aluna, repassar as informações pertinentes em 
relação à exclusividade e cuidados com esse material, garantindo 
que o acesso a ele se dê apenas por alunas(os) de Psicologia, den-
tro do contexto de ensino. 
Dessa forma, é vedada a publicação de fotos de testes, seja das 
folhas de resposta, manuais e/ou instrumentos de aplicação; de 
materiais (resumos, compilados, guias, dentre outros) que versem 
sobre uso, aplicação, correção etc. de testes psicológicos para a 
16
população geral; de materiais que ensinam a realizar o teste psico-
lógico; de resultados decorrentes do uso de testes psicológicos em 
ocasião de estágio e/ou projetos de ensino, pesquisa ou extensão. 
 ◆Venda de materiais - livros, ebook e outros
Em relação à venda de materiais, observa-se que a produção de 
conhecimento é livre. Portanto, a comercialização de materiais 
didáticos sobre Psicologia não é uma prática vedada às estudan-
tes, desde que sejam respeitados os limites já explicitados na pre-
sente orientação. No entanto, esse é um ponto a ser considerado 
com cautela. É importante refletir sobre a responsabilidade na 
produção de conteúdo, incluindo condições pessoais de fornecer 
um conhecimento contextualizado e de qualidade a respeito do 
assunto sobre o qual se propõe compartilhar. 
A oferta de palestras, cursos e eventos/lives sobre temas da 
Psicologia segue a mesma lógica, ou seja, não é uma prática 
vedada às estudantes. Porém, é importante que se apresentem 
explicitamente como tais e refli-
tam sobre condições pessoais e 
técnicas para fornecimento das 
informações em questão, bem 
como manejo das situações que 
podem vir a se desdobrar.
A tabela a seguir apresenta a 
relação das ações que podem e 
não podem ser realizadas pelas 
estudantes de Psicologia, resu-
mindo os pontos discutidos 
anteriormente.
17
TABELA-RESUMO
AÇÃO PODE OU 
NÃO PODE?
Denominar-se psicóloga(o)
Utilizar termos confundidores (psi, psicóloga em formação 
etc.), induzindo ao entendimento de que é psicóloga(o) e/ou 
oferta serviços psicológicos
Realizar abertura da agenda antes de formar e de fazer o 
registro no CRP
Ofertar serviços de Psicologia
Utilizar a categoria profissional “psicóloga(o)”
Expor materiais privativos da Psicologia
Publicar conteúdos sobre a ciência psicológica (divulgação 
científica)
Publicar informações sobre rotina e métodos de estudo
Publicar dicas de onde as pessoas podem encontrar auxílio 
psicológico
Publicar fotos com clientes/pacientes de estágio
Publicar depoimentos de clientes/pacientes de estágio
Ofertar “aconselhamento psicológico” por meio de recursos 
como caixa de perguntas, DM, comentários etc.
Expor resultados decorrentes de testagem ou avaliação 
psicológica
Vender materiais com conteúdo teórico sobre a ciência psi-
cológica, desde que tenha domínio do conteúdo
Criar grupos terapêuticos online, com intervenções embasa-
das no exercício da Psicologia, sem vínculo de estágio
Criar grupos de conversa e reflexão sobre a Psicologia 
enquanto ciência, bem como grupos de estudo
Utilizar a própria experiência e/ou processo terapêutico para 
certificar eficácia de determinada técnica da ciência psicológica
18
Se você ainda tem dúvidas ou quer conversar sobre esse mate-
rial, entre em contato com o Setor de Orientação e Fiscalização do 
CRP-MG. Veja no site os contatos.
Quer aprender mais? Se liga nesse mini-guia que preparamos espe-
cialmente para você, basta clicar no conteúdo de seu interesse.
MATERIAIS DO SISTEMA CONSELHOS DE 
PSICOLOGIA
• Site Conselho Federal de Psicologia (CFP)
• Site Conselho Regional de Psicologia - Minas Gerais (CRP-MG)
• Contatos CRP-MG 
• Perguntas frequentes CRP-MG
• Orientações específicas CRP-MG
• Normas e Resoluções do CFP
• Guia para o Exercício Profissional da Psicologia
• Resolução CFP N° 10/2005 - Código de Ética
• Resolução CFP N° 06/2019 - elaboração de documentos - ver 
também VERSÃO COMENTADA 
• Resolução CFP N° 01/2009 - registro documental prontuário 
(ver alteração 05/2010)
• Resolução CFP N° 11/2018 - atendimento online (ver a altera-
ção 04/2020) - ver também VERSÃO COMENTADA 
• Resolução CFP N° 31/2022 - avaliação psicológica e SATEPSI 
• Resolução CFP N° 13/2022 - Psicoterapia
• Lei Nº 11.788/2008 - Lei de Estágio 
https://crp04.org.br/fale-conosco/
https://site.cfp.org.br/
https://crp04.org.br/
https://crp04.org.br/fale-conosco/
https://crp04.org.br/orientacoes/perguntas-frequentes/
https://crp04.org.br/orientacoes/orientacoes-especificas/
https://atosoficiais.com.br/cfp
https://crp04.org.br/orientacoes/manuais/
https://atosoficiais.com.br/lei/codigo-de-etica-cfp?origin=instituicao
https://atosoficiais.com.br/lei/elaboracao-de-documentos-escritos-produzidos-pelo-psicologo-decorrentes-de-avaliacao-psicologica-cfp?origin=instituicaohttps://atosoficiais.com.br/lei/elaboracao-de-documentos-escritos-produzidos-pelo-psicologo-decorrentes-de-avaliacao-psicologica-cfp?origin=instituicao
https://atosoficiais.com.br/cfp/resolucao-de-fiscalizacao-e-orientacao-n-1-2009-dispoe-sobre-a-obrigatoriedade-do-registro-documental-decorrente-da-prestacao-de-servicos-psicologicos?origin=instituicao&q=01%202009 
https://atosoficiais.com.br/cfp/resolucao-de-fiscalizacao-e-orientacao-n-1-2009-dispoe-sobre-a-obrigatoriedade-do-registro-documental-decorrente-da-prestacao-de-servicos-psicologicos?origin=instituicao&q=01%202009 
https://atosoficiais.com.br/cfp/portaria-cfp-n-11-2018?origin=instituicao&q=11%202018
https://atosoficiais.com.br/cfp/portaria-cfp-n-11-2018?origin=instituicao&q=11%202018
https://atosoficiais.com.br/cfp/resolucao-do-exercicio-profissional-n-31-2022-estabelece-diretrizes-para-a-realizacao-de-avaliacao-psicologica-no-exercicio-profissional-da-psicologa-e-do-psicologo-regulamenta-o-sistema-de-avaliacao-de-testes-psicologicos-satepsi-e-revoga-a-resolucao-cfp-no-09-2018?origin=instituicao&q=31%202022
https://atosoficiais.com.br/cfp/resolucao-do-exercicio-profissional-n-13-2022-dispoe-sobre-diretrizes-e-deveres-para-o-exercicio-da-psicoterapia-por-psicologa-e-por-psicologo?origin=instituicao&q=13%202022
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11788.htm
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• Lei Nº 4119/62 - Regulamentação da Psicologia
• Lei Nº 5.766/71 - Criação do Sistema Conselhos de Psicologia 
• Registrar é preciso
• Cartilha CRP-MG Orientações sobre Publicidade Profissional
• Nota Técnica sobre Uso Profissional das Redes Sociais: 
Publicidade e Cuidados Éticos
• Cartilha Avaliação Psicológica 2022
• Material sobre a prevenção ao suicídio
• Texto “Quem são os psicoterapeutas?”, publicado na revista 
do CRP-MG, edição 3, página 31 
• Resolução CFP N° 01/99 - Orientação Sexual 
• Resolução CFP N° 01/2018 - pessoas transexuais e travestis 
• Resolução CFP N° 18/2002 - preconceito racial
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/l4119.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%204.119%2C%20DE%2027%20DE%20AGOSTO%20DE%201962.&text=Disp%C3%B5e%20s%C3%B4bre%20os%20cursos%20de,regulamenta%20a%20profiss%C3%A3o%20de%20psic%C3%B3logo.&text=Art.,de%20bacharelado%2C%20licenciado%20e%20Psic%C3%B3logo.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5766.htm
https://crp04.org.br/registrar-e-preciso/
https://drive.google.com/file/d/1Y2XxDfToRGVcrYAU2PpG0sMQ7B7XgqNG/view
https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2022/06/SEI_CFP-0612475-Nota-Tecnica.pdf
https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2022/06/SEI_CFP-0612475-Nota-Tecnica.pdf
https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/cartilha_avaliacao_psicologica1.pdf
https://crp04.org.br/biblioteca-cdi/conteudos-sobre-prevencao-suicidio/
https://drive.google.com/file/d/1ezQP261fcHy1z3eBE98AzFsnc--ObDAG/view
https://drive.google.com/file/d/1ezQP261fcHy1z3eBE98AzFsnc--ObDAG/view
https://atosoficiais.com.br/cfp/resolucao-do-exercicio-profissional-n-1-1999-estabelece-normas-de-atuacao-para-os-psicologos-em-relacao-a-questao-da-orientacao-sexual?origin=instituicao&q=01%201999
https://atosoficiais.com.br/cfp/resolucao-do-exercicio-profissional-n-1-2018-estabelece-normas-de-atuacao-para-as-psicologas-e-os-psicologos-em-relacao-as-pessoas-transexuais-e-travestis?origin=instituicao&q=01%202018
https://atosoficiais.com.br/cfp/resolucao-do-exercicio-profissional-n-18-2002-estabelece-normas-de-atuacao-para-os-psicologos-em-relacao-a-preconceito-e-discriminacao-racial?origin=instituicao&q=18%202002
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