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Direito Administrativo | Sobre o PDF FOCADO www.focusconcursos.com.br | 1 | Princípios Expressos Direito Administrativo | Sobre o PDF FOCADO www.focusconcursos.com.br | 2 | Apresentação Olá, cara aluna e caro aluno! É com muito prazer que iniciamos mais uma aula de Direito Constitucional para o seu concurso. Nesta aula, abordaremos Princípios Expressos O PDF FOCADO conta com a produção intelectual das aulas do professor Nathan Pilonetto, além das atualizações e revisões elaboradas pela nossa equipe Pedagógica do Focus Concursos. VAMOS NESSA! Direito Administrativo | Sobre o PDF FOCADO www.focusconcursos.com.br | 3 | 1 Sumário 2 Sobre o PDF FOCADO ........................................................................................................... 4 3 Princípios Constitucionais da Administração Pública ............................................................. 5 Legalidade .................................................................................................................................................................. 5 Impessoalidade ........................................................................................................................................................... 9 Moralidade ............................................................................................................................................................... 15 Publicidade ............................................................................................................................................................... 18 Eficiência ................................................................................................................................................................... 20 4 Questões para treinar ........................................................................................................ 25 4.1 Gabarito ................................................................................................................................... 34 Direito Administrativo | Sobre o PDF FOCADO www.focusconcursos.com.br | 4 | 2 Sobre o PDF FOCADO Nosso curso de Direito Administrativo para o seu concurso abrange teoria e prática, o que engloba muitas questões extras. Meu compromisso é condensar em cada aula as principais doutrinas, aliadas a uma pesquisa jurisprudencial atualizada e, é claro, aos principais dispositivos legais cobrados em provas de concurso público. Além disso, no decorrer do material existem algumas questões de prova para vocês irem se acostumando como o assunto é cobrado pela banca. Ao final de cada aula, haverá sempre uma bateria de exercícios. Roteiro do PDF FOCADO: • Material Teórico Escrito (conteúdo para o aluno complementar além das videoaulas. Este material pode conter informações além das trabalhadas em videoaulas. Mas, claro, com tudo que é necessário para a sua aprovação, com a profundidade necessária – nem mais, nem menos.); • Questões Gabaritadas (são questões extras/bônus, para fixar o conteúdo durante a parte teórica. Essas questões fazem parte apenas do material em PDF, logo não são resolvidas em videoaulas); • Questões de Sala (questões resolvidas durante as videoaulas); • Resumo dos Pontos Importantes (para auxiliar na revisão do conteúdo visto); • Anotações de Aulas (slide das videoaulas) • Questões para treinar (são questões extras/bônus ao final da apostila, para o aluno treinar e fixar o conteúdo aprendido. Essas questões fazem parte apenas do material em PDF, logo não são exibidas e nem resolvidas em videoaulas). Você pode usar as videoaulas para entender a matéria como um todo e usar os PDFs para complementar e aprofundar ainda mais sobre os temas! VAMOS NESSA! Direito Administrativo | Princípios Constitucionais da Administração Pública www.focusconcursos.com.br | 5 | 3 Princípios Constitucionais da Administração Pública Estudaremos incialmente os princípios expressos, ou seja, os determinados pelo art. 37 da Constituição Federal, segundo o qual a Administração Pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. São princípios constitucionais: Legalidade A legalidade é a base de um Estado de Direito. Pois se existem normas jurídicas que estabelecem o direito em determinado Estado, elas serão respeitadas em conformidade com o que preceitua o princípio da Legalidade. O princípio da legalidade estabelece que as atividades da Administração Pública devem ser autorizadas por lei. Ou seja, a administração só pode agir em conformidade com a lei (secundum legem). Jamais poderá agir contra a lei (contra legem) ou além dela (praeter legem). O princípio da legalidade é visto em duas vertentes, uma para o particular e outra para PRINCÍPIOS EXPRESSOS IMPESSOALIDADE LEGALIDADE PUBLICIDADE MORALIDADE IMPLICÍTO DEMAIS PRINCÍPIOS EFICIÊNCIA Direito Administrativo | Princípios Constitucionais da Administração Pública www.focusconcursos.com.br | 6 | as entidades da Administração Pública. Para o particular a previsão reside no art. 5º inc. II da CF: “Ninguém será obrigado a fazer, ou deixar de fazer, senão em virtude da lei”. Já o princípio da legalidade para a Administração Pública está previsto no art. 37 caput da CF, significando dizer que a Administração Pública somente pode fazer o que a lei determina ou autoriza. Para lembrar: o particular é caracterizado pela autonomia da vontade, sendo permitido fazer tudo que a lei não proíba. Já para a Administração Pública somente pode atuar segundo o que a lei autoriza (restrição da vontade). Com base no princípio da legalidade, a administração pública depende de legislação prévia para poder atuar. Se a lei não autoriza ou não determina a atuação (a lei nada diz a respeito da atuação da administração pública em determinado caso) a administração pública não pode agir. PARTICULAR ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Obrigados a fazer ou deixar de fazer em virtude de lei. Somente age perante expressa previsão legal. Pode tudo que não for proibido (autonomia de vontade). Pode o que lei autorizar ou determinar. Legalidade “lato sensu”. Legalidade “stricto sensu”. Caso a administração pública não respeite o princípio da legalidade, nós teremos a prática de um ato ilegal e o ato ilegal deve ser decretado nulo. Nulidade que pode ser decretada pela própria Administração (autotutela) ou pelo Judiciário (desde que provocado). Direito Administrativo | Princípios Constitucionais da Administração Pública www.focusconcursos.com.br | 7 | Segundo o professor Hely Lopes Meirelles: “na Administração Pública não há liberdade nem vontade pessoal”. Os limites da ação estatal são dados pela lei, esta lei é reflexo da vontade geral. A atuação administrativa está totalmente subordinada à lei. Em outras palavras, a função administrativa está subordinada à função legislativa no que concerne ao princípio da legalidade. Dessa forma, a doutrina classifica a atuação da função administrativa em vinculada ou discricionária. Será vinculada quando a lei não der nenhuma margem para decisão do administrador. Será discricionária quando a lei der mais de um caminho possível, ou seja, cabe escolha por parte do administrador, sempre dentro dos ditames da lei (princípio da legalidade). Em matéria de Administração Pública a legalidade deve ser compreendida em sentido amplo, pois não é apenas a lei formal (aprovada pelo Poder Legislativo) que vincula o administrador. Muito além disso está todo o ordenamento jurídico, incluindo os princípios e regras geraisde direito, além dos atos normativos editados pelo Poder Executivo (decreto, portaria, instrução normativa, dentre outros). Assim, o princípio da legalidade administrativa envolve o sentido amplo, de maneira que todas as normas jurídicas e principiológicas vinculam a Administração Pública. Direito Administrativo | Princípios Constitucionais da Administração Pública www.focusconcursos.com.br | 8 | Existem exceções ao princípio da legalidade? Segundo o professor Celso Antônio Bandeira de Mello tal princípio pode sofrer o que ele chama de constrições (restrições) em função de circunstâncias excepcionais, mencionadas expressamente no texto constitucional, como no caso da edição de medidas provisórias, decretação de estado de defesa e, ainda, a decretação de estado de sítio pelo Presidente da República. Veja como caiu na prova: O CEBRASPE já considerou correta a seguinte assertiva: De acordo com a CF, a medida provisória, o estado de defesa e o estado de sítio constituem exceção ao princípio da legalidade na administração pública. Segundo o STF, “Em razão de expressa determinação constitucional, na medida em que a atuação da administração pública é pautada pelo princípio da legalidade (CF, art. 37, caput), inexiste, em princípio, qualquer ilegalidade na atuação da União em proceder à inscrição do órgão ou ente nos cadastros de restrição. A anotação de ente federado em tais cadastros exige a prévia e efetiva observância do devido processo legal, em suas dimensões material e processual”. [ACO 2.674 AgR, rel. min. Luiz Fux, j. 6-10-2017, 1ª T, DJE de 25- 10-2017.] Se liga na súmula do STF: Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida. [Súmula 636.] Finalmente, ressaltamos mais um ensinamento do professor Hely Lopes Meirelles, visando diferenciar a legalidade da legitimidade. Segundo sua doutrina cumprir simplesmente a lei na frieza de seu texto é a legalidade, porém, atendê-la na sua letra e no seu espírito é a ideia de legitimidade. Portanto, a legalidade atende aos ditames Direito Administrativo | Princípios Constitucionais da Administração Pública www.focusconcursos.com.br | 9 | da lei em sentido amplo, já a legitimidade significa não obedecer somente à lei, mas também aos demais princípios administrativos, como por exemplo a moralidade, a honestidade, a probidade administrativa, o interesse público. O Princípio da Legalidade é dividida entre o setor privado – que faz TUDO aquilo que a Lei não veda – e o setor público – que faz SOMENTE o que a lei autoriza – e inclui tanto as medidas de legalidade como as medidas de reserva legal. Impessoalidade Temos que compreender a impessoalidade pela própria acepção da palavra. Ser impessoal é não preferir uma determinada pessoa em especial, ou seja, é não escolher entre pessoas, estabelecendo privilégios por qualquer motivo. NÃO CONFUNDA! LEGALIDADE engloba as medidas provisórias, resoluções, decretos, e todas as medidas da reserva legal ≠ RESERVA LEGAL inclui somente as medidas de lei em sentido estrito, como as leis ordinárias, complementares e provisórias A legalidade e a reserva legal NÃO PODEM ser equiparadas. Direito Administrativo | Princípios Constitucionais da Administração Pública www.focusconcursos.com.br | 10 | O princípio da impessoalidade, busca uma atuação impessoal do administrador, além de ter como objetivo o critério de interesse público. Se liga na súmula do STF: “A nomeação de cônjuge, companheiro, ou parente, em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta, em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a CF”. [Súmula 13.] Veja o entendimento do STF: Ao editar a Súmula Vinculante 13, embora não se tenha pretendido esgotar todas as possibilidades de configuração de nepotismo na Administração Pública, foram erigidos critérios objetivos de conformação, a saber: i) ajuste mediante designações recíprocas quando inexistente a relação de parentesco entre a autoridade nomeante e o ocupante do cargo de provimento em comissão ou da função comissionada; ii) relação de parentesco entre a pessoa nomeada e a autoridade nomeante; iii) relação de parentesco entre a pessoa nomeada e o ocupante de cargo de direção, chefia ou assessoramento a quem estiver subordinada e iv) relação de parentesco entre a pessoa nomeada e a autoridade que exerce ascendência hierárquica ou funcional sobre a autoridade nomeante. A incompatibilidade da prática enunciada na Súmula Vinculante 13 com o art. 37, caput, da CF/88 não decorre diretamente da existência de relação de parentesco entre a pessoa designada e o agente político ou servidor público ocupante de cargo em comissão ou de função comissionada, mas da presunção de que a escolha para ocupar cargo de direção, chefia ou assessoramento tenha sido direcionada a pessoa com relação de parentesco com alguém que tenha potencial de interferir no processo de seleção. [ARE 896.762- AgR, rel. min. Dias Toffoli, j. 4-6- 2018, 2ª T, DJE de 26-6-2018.] ATENÇÃO: O entendimento majoritário do STF é o de que a vedação da Súmula Vinculante 13 não alcança os agentes políticos: Agravo regimental em reclamação. 2. Nomeação de esposa e filho do prefeito como secretários municipais. Agentes políticos. 3. Ausência de violação ao disposto na Súmula Vinculante 13. 4. Falta de qualificação técnica. Necessidade de exame das circunstâncias fáticas. Inviabilidade em sede reclamatória. 5. Não cabimento da reclamação. 6. Agravo Direito Administrativo | Princípios Constitucionais da Administração Pública www.focusconcursos.com.br | 11 | regimental a que se nega provimento. (Rcl 28449 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 23/03/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-066 DIVULG 06- 04-2018 PUBLIC 09-04-2018) O CEBRASPE já considerou correta a seguinte assertiva: Em decorrência dos princípios da impessoalidade e da boa-fé, reconhecem-se como válidos os atos praticados por agente de fato, ainda que este tivesse ciência do ilícito praticado. Comentando a questão: Não é raro pensarmos numa hipótese em que um agente seja investido da função pública sem que pudesse sê-lo. Por exemplo, cite-se o caso daquele que, para tomar posse em cargo de provimento efetivo, utiliza-se de diploma falso na comprovação da escolaridade. Esses são os casos dos funcionários de fato, em que há agentes que efetivamente desempenham as funções, mas sem que estejam devidamente investidos nela. Note que, no caso do exemplo, o ato que investiu o agente no cargo é nulo. Mas até que seja descoberta e declarada a nulidade é possível que ele tenha trabalho, praticado atos etc. E, mesmo ciente da condição de ilicitude que o ligava ao serviço público, esses atos, se regulares, não devem ser anulados. Afinal, pelo princípio da impessoalidade não se deve pensar que foi aquele agente quem praticou o ato, mas a administração pública; e, pelo princípio da boa-fé, não se pode lesar uma expectativa legítima de outros interessados naqueles atos, que seriam prejudicados se tais atos fossem anulados. Note um detalhe: se algum ato tiver sido praticado com vício, o mesmo será, por si só, invalidado. Mas o vício apontado na questão se fere à condição do agente de fato. Portanto, o CEBRASPE considerou certa, que encontra amparo também na teoria daaparência: para os administrados aquele agente estatal parecia legítimo; e a falha existente em sua investidura não poderia estender efeitos maléficos O administrador, em nome do serviço público, precisa ser impessoal. Precisa tomar decisões que não se tratam de privilégios. Fica, assim, totalmente vedado ao representante do Estado agir em razão de interesses que não seja o interesse público. Direito Administrativo | Princípios Constitucionais da Administração Pública www.focusconcursos.com.br | 12 | Existem duas vertentes que avaliam a impessoalidade: tanto pode o princípio da impessoalidade representar o princípio da finalidade, como também pode representar o princípio da vedação a promoção pessoal. 3.1.1.1 Princípio da impessoalidade como sinônimo de finalidade Toda a atuação pública deve ter como finalidade a satisfação do interesse público, sendo assim, este princípio veda: perseguições, discriminações e favorecimentos injustificados de pessoas. É por conta da impessoalidade que, quando a administração pública quer comprar um veículo, por exemplo, precisa fazer uma licitação pública, com a ampla concorrência de todos os interessados em vender para o Estado. Não poderia, dessa forma, o administrador comprar veículos diretamente de uma determinada marca por entender ser o melhor - este sentimento de base subjetiva é pessoal, ferindo à regra da impessoalidade. Outro exemplo é a realização de concursos públicos para provimento de cargos e empregos públicos. A administração não pode privilegiar pessoas específicas, de modo que o concurso público é um processo seletivo onde todos os administrados que preencham os requisitos para assumir um cargo ou emprego público podem participar para conseguir sua vaga através do próprio mérito (selecionando as pessoas mais bem preparadas, e um deles será você!) 3.1.1.2 Princípio da impessoalidade como sinônimo de vedação à promoção pessoal A vedação à promoção pessoal relaciona-se com a ideia de que o servidor público quando age atua em nome do Estado, jamais em nome próprio. Assim, é para quaisquer detentores de cargos ou funções públicas, especialmente os representantes Direito Administrativo | Princípios Constitucionais da Administração Pública www.focusconcursos.com.br | 13 | do povo, eleitos para as funções políticas. Vejamos o que trata o art. 37 § 1º da CF: “A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”. Com base nesta regra temos que é lícita a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos e a finalidade dessa publicidade é educativa, informativa e de orientação social. A vedação constitucional se refere à hipótese de o agente público utilizar da publicidade de uma obra pública, por exemplo, para se auto promover. Este fato é ilícito, pois a prestação pública é feita através do dinheiro do povo e não do administrador público. Assim, a propaganda de obras públicas deve ser impessoal, por exemplo: “Esta obra é um presente do Governo do Estado para o povo”. Já a seguinte propaganda é totalmente pessoal e ilegal: “Esta obra é um presente do Prefeito Caio da Silva para o povo”. Notou a diferença? Finalmente, lembre-se que toda a atuação da administração pública deve ter por finalidade o interesse público. Dessa forma até a publicidade da atuação governamental deve se revestir do interesse público e não se admite que o administrador público ou o agente público desvie a finalidade de sua atuação para a autopromoção. A impessoalidade se divide em duas classificações • ISONOMIA ▪ Tem como finalidade a APLICAÇÃO DIRETA E TÍPICA da impessoalidade ❖ Exemplos: Direito Administrativo | Princípios Constitucionais da Administração Pública www.focusconcursos.com.br | 14 | ✓ Contratação de pessoas, bens e serviços. ✓ Licitação e concurso. • VEDAÇÃO DA PROMOÇÃO PESSOAL ▪ Tem como finalidade a PROIBIÇÃO OU VEDAÇÃO da promoção pessoal em obras, valores ou serviços públicos ▪ É a IMPOSSIBILIDADE DE VINCULAR obras, valores ou serviços públicos com agentes (políticos, órgãos, entre outros) ▪ Tem como base o art. 37, §1º Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: § 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. ❖ Exemplo: ✓ É vedado associar a duplicação de uma BR a certo candidato político. Para resumir o princípio da impessoalidade: IMPESSOALIDADE FINALIDADE CONDUTA PAUTADA POR FINS PÚBLICOS ISONOMIA VEDA DISCRIMINAÇÃO PRIVILÉGIOS PRÓPRIOS TERCEIROS VEDAÇÃO À PROMOÇÃO PESSOAL IGUALDADE SUBSTANCIAL MATERIAL VEDADO ATUAR PARA ALCANÇAR INTERESSE NOME IMAGEM SIMBOLO Direito Administrativo | Princípios Constitucionais da Administração Pública www.focusconcursos.com.br | 15 | Moralidade Inicialmente vamos compreender juntos que a moralidade como princípio é diferente da moralidade para o senso comum. Para a moral no senso comum os valores são formados no seio familiar, com instituições que passam pela vida das pessoas, como a formação escolar, igreja, e outros grupos sociais. Por outro lado, o princípio da moralidade para a administração pública se refere à moralidade administrativa, que é formada pelo corpo das normas de direito administrativo. Por exemplo, se teu irmão tem um comércio que vende computadores e itens de informática, é totalmente moral e adequado que você faça as compras na loja do seu irmão, de maneira a prestigiar seu familiar. Esta é a moral comum que julga o comportamento humano. Noutro sentido, se o dono da loja de informática fosse o irmão do prefeito de seu município, qualquer compra em nome da Prefeitura no comércio do irmão do prefeito seria compreendida como imoral (ainda que feita em conformidade com as regras de dispensa ou inexigibilidade de licitação) – ferindo à própria legalidade do ato. O princípio da moralidade é entendido como um complemento ao princípio da legalidade, pois nem tudo que é legal é moral. Dessa forma, o Estado impõe que sua administração seja sempre segundo a lei, mas também segundo a moral administrativa. Tal princípio traz para o agente público o dever de probidade. O dever de probidade é sinônimo de: ética, decoro, honestidade e boa-fé. Vimos, portanto, que a moralidade está vinculada à legalidade do ato. Assim, a Direito Administrativo | Princípios Constitucionais da Administração Pública www.focusconcursos.com.br | 16 | imoralidade vincula a necessária nulidade do ato administrativo, por ferir a própria legalidade do ato. O desrespeito ao princípio da moralidade afeta à própria legalidade do ato administrativo, ou seja, leva à anulação do ato, e ainda pode acarretar responsabilização dos agentes por improbidade administrativa. Veja o entendimento do STF: O princípio da moralidade administrativa – enquanto valor constitucional revestido de caráter ético-jurídico – condiciona a legitimidade e a validade dos atos estatais. A atividade estatal, qualquer que seja o domínio institucional de sua incidência, está necessariamente subordinada à observância de parâmetros ético jurídicos que se refletem na consagração constitucional do princípio da moralidade administrativa.Esse postulado fundamental, que rege a atuação do poder público, confere substância e dá expressão a uma pauta de valores éticos sobre os quais se funda a ordem positiva do Estado. [ADI 2.661 MC, rel. min. Celso de Mello, j. 5-6-2002, P, DJ de 23-8-2002]. Destaca-se que a moralidade é extraída da própria lei, não obstante constitua conceito jurídico indeterminado, deve ser vista como um valor objetivo, encontrando guarida no ordenamento jurídico. Independe, portanto, das intenções ou noções pessoais (subjetivas) do agente público. Questão 01 - Julgue o item que se segue, acerca da administração pública. Na análise da moralidade administrativa, pressuposto de validade de todo ato da administração pública, é imprescindível avaliar a intenção do agente. Certo ( ) Errado ( ) Gabarito comentado: Questão 01 - Certa Comentário: Direito Administrativo | Princípios Constitucionais da Administração Pública www.focusconcursos.com.br | 17 | A afirmação trazida pela questão não é verdadeira, pois ainda que a moralidade administrativa seja, de fato, pressuposta de validade de todo ato da administração pública, não se pode dizer que é imprescindível avaliar a intenção do agente. A mensuração da intenção do agente traz valor subjetivo para a moralidade. E isto não é possível. Na administração pública a moralidade é objetiva, somente podendo ser estabelecida conforme o expresso em lei. ANOTA AÍ: Um assunto muito cobrado em concursos no que concerne à moralidade, e como vimos anteriormente, no capítulo de impessoalidade é a situação jurídica da vedação ao nepotismo. Editado pela súmula vinculante nº 13 do STF, seu intuito foi de impedir a prática do nepotismo no âmbito da Administração Pública. Vejamos: A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal. Nepotismo, portanto, é quando a autoridade nomeante (investido no cargo de direção, chefia ou assessoramento) realiza a nomeação para o exercício de cargo em comissão ou de confiança (ou ainda função gratificada) de parente próximo, quais sejam: A moralidade divide-se entre a moralidade privada – todos aqueles valores, ética e moral impostos pela sociedade – e moralidade pública – os valores, ética e moral admitidos e que afetam no cargo, sendo a moralidade pública administrativa composta por ✓ Probidade. ✓ Boa-fé objetiva. ✓ Decoro. Direito Administrativo | Princípios Constitucionais da Administração Pública www.focusconcursos.com.br | 18 | Publicidade A lei determina que a publicidade de atos, programas, obras e serviços dos órgãos públicos deverão ter caráter educativo, informativo ou de orientação social. A publicidade dos atos administrativos possui duas acepções. O estudo destas vertentes facilita sua compreensão. Por um lado, os atos administrativos devem ser publicados em órgão de comunicação oficial como requisito de eficácia, dando ampla publicidade aos atos administrativos. Caso um ato administrativo seja realizado com cumprimento de todas as formalidades legais, nós temos um ato que é válido, mas ineficaz até a sua publicação, pois a eficácia só ocorrerá após a publicação em órgão oficial de imprensa. Na esfera federal, tal órgão é o diário oficial da união (DOU) e nas outras esferas o órgão de publicação oficial será definido pelas respectivas leis específicas. A publicação do ato administrativo em órgão oficial de imprensa não é condição de sua validade ou forma, mas sim condição de eficácia e moralidade. A regra da publicidade não é absoluta, pois em defesa do interesse público, também em defesa da intimidade e da honra, alguns atos públicos não precisam ser publicados. A lei determina que a publicidade não será obrigatória nos atos que coloquem em risco a segurança da sociedade e do Estado. Outro aspecto da publicidade é a exigência de transparência da atuação administração pública. Além do ato ser publicado, sua publicação deve ser acessível à população, para que dessa forma tenhamos um controle popular mais eficiente da atuação administrativa do Estado. Direito Administrativo | Princípios Constitucionais da Administração Pública www.focusconcursos.com.br | 19 | FIQUE ATENTO! A regra é a publicidade, somente admitindo-se restrição em algumas situações. A CF, no art. 5.º, XXXIII, garante que todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. O princípio da publicidade também comporta restrição em razão da defesa de intimidade ou da privacidade do cidadão. Para assegurar o direito consagrado na Constituição, temos os seguintes instrumentos: - o direito de petição, pelo qual os indivíduos podem dirigir-se aos órgãos administrativos para formular qualquer tipo de postulação (art. 5.º, XXXIV, “a”, CF); - o direito de obtenção de certidões em repartições públicas, para a defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal (art. 5.º, XXXIV, “b”, CF). Em caso de desrespeito a tais regras, o interessado possui à sua disposição ações constitucionais específicas para a tutela do seu direito como o habeas data e o mandado de segurança ou mesmo as vias judiciais ordinárias. O princípio da publicidade embasa a PUBLICAÇÃO DE TODOS OS ATOS, entendendo a publicação como um requisito para atingir a eficácia do ato: o ato NÃO É EFICAZ se não for publicado. Direito Administrativo | Princípios Constitucionais da Administração Pública www.focusconcursos.com.br | 20 | A publicação deve ocorrer em imprensa oficial, através de DIÁRIO OFICIAL ESCRITO, não contendo publicações que ocorrerem somente através de outro meio – como através de rádio, por exemplo. Para atender ao princípio de publicidade efetiva, a publicação DEVE SER COMPLEMENTADA através de outros meios, como televisão, rádio e e-mail, buscando assim efetivamente informar o cidadão interessado no cumprimento do ato. Um breve resumo: Eficiência Também chamado de princípio da qualidade dos serviços públicos, a eficiência impõe à administração pública o dever de realizar suas atribuições com presteza, rapidez, PUBLICIDADE DEVER DE PUBLICAÇÃO DOS ATOS REQUISITO DE EFICÁCIA DO ATO DEVER DE TRANSPARÊNCIA ACESSO À INFORMAÇÃO INTIMIDADE DOS ADMINISTRADOS SEGURANÇA NACIONAL CONTROLE SOCIAL EXCEÇÕES MEIO OFICIAL NÃO EXISTE exceção ao princípio da publicidade, mas sim situações em que a publicidade é MITIGADA – escondida ou reduzida – como nos casos de ✓ Segurança do Estado. ✓ Segurança da sociedade. ✓ Privacidade do indivíduo. Direito Administrativo | Princípios Constitucionais da Administração Pública www.focusconcursos.com.br | 21 | perfeição e rendimento. Assim deve ser o serviço prestado pelo agente público. A ideia central é buscar o melhor custo benefício para alcançar os resultados que os administrados almejam. Assim, os serviços públicos devem ser prestados com adequação às necessidades da sociedade que o custeia. Segundo o professor Diógenes Gasparini este princípio é conhecido entre os italianos como “dever de boa administração”. Por conta do princípio da eficiência a administração pública está em constante análise sobre sua atuação. Existem consequências possíveispor conta do da busca pela eficiência. Vejamos: - O §8º do art. 37 determina a celebração de contratos de gestão entre órgãos/entidades públicos para incremento da autonomia gerencial, orçamentária e financeira, com a fixação de metas de desempenho. - Avaliação especial de desempenho do servidor público prevista no § 4º do art. 41 da CF como condição obrigatória para a aquisição da estabilidade, além do decurso do prazo de três anos, realizada por comissão instituída para essa finalidade. - Previsão de exoneração do servidor estável com base na avaliação periódica de desempenho prevista no art. 41 inc. III da CF/88. - Excesso de despesa com pessoal pode também causar a exoneração de servidores não estáveis e estáveis nos termos do art. 169 §3º e §4º da CF. A eficiência exige o exame da relação custo-benefício. É a utilização mais adequada dos recursos públicos. A eficácia, por seu turno, está relacionada com o exame dos resultados; diz respeito ao sucesso da atuação administrativa. E, por fim, a efetividade pressupõe o exame dos resultados que foram alcançados. Compreende as metas planejadas e o que foi realmente cumprido. O que mais aparece em provas e são exemplos de eficiência: 1) Controle de Gestão. 2) Razoável duração do processo. 3) Exoneração de servidor – avaliação pessoal. Direito Administrativo | Princípios Constitucionais da Administração Pública www.focusconcursos.com.br | 22 | Por fim, como bem enfatiza Di Pietro, a eficiência é princípio que se soma aos demais princípios impostos à Administração, não podendo sobrepor-se a nenhum deles, especialmente o da legalidade, sob pena de sérios riscos à segurança jurídica e ao próprio Estado de Direito. O princípio da eficiência foi criado pela EC nº 19/98, o que o caracteriza como um princípio INCORPORADO e NÃO ORIGINÁRIO – são originários todos os princípios que surgiram em conjunto com a CF/88 (Legalidade, Impessoalidade, Moralidade e Publicidade) – baseando-se na noção de SEMPRE BUSCAR BONS RESULTADOS na relação entre custo e benefício. Em seguida, deixo um breve resumo do LIMPE (legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência) com os princípios que o compõe. Reproduza este esquema em seu caderno e mantenha uma revisão constante, permitindo assim que o processo de associação e memorização ocorra mais rapidamente. Direito Administrativo | Princípios Constitucionais da Administração Pública www.focusconcursos.com.br | 23 | Meus caros alunos, ANTES DE ENCERRAR, vamos RESOLVER as questões da sala de aula? Vamos lá?? Questão 01) Julgue o item que se segue, relativo à prática de gestão pública adotadas no Brasil. A obrigação do agente público de fazer somente o que a lei permite corresponde ao princípio da eficiência, que é associado à administração pública. Questão 02) No que se refere aos institutos do direito administrativo, julgue os itens subsequentes. Pelo princípio da legalidade, aplicável no âmbito da administração pública, o administrador público pode praticar todas as condutas que não estejam expressamente proibidas em lei. Questão 03) Em relação à organização do Estado e da administração pública, julgue o seguinte item. O princípio da legalidade se aplica apenas ao Poder Executivo federal. Questão 04) No que concerne aos poderes e deveres da administração pública e aos princípios que regem o regime jurídico-administrativo, julgue o item que se segue. A objetividade no atendimento do interesse público e a vedação à promoção pessoal de autoridades são exemplos da aplicação do princípio constitucional da impessoalidade. Questão 05)Acerca dos princípios e dos poderes da administração pública, da organização administrativa, dos atos e do controle administrativo, julgue o item a seguir, considerando a legislação, a doutrina e a jurisprudência dos tribunais superiores. Situação hipotética: O prefeito de determinado município promoveu campanha publicitária para combate ao mosquito da dengue. Nos panfletos, constava sua imagem, além do símbolo da sua campanha eleitoral. Assertiva: No caso, não há Direito Administrativo | Princípios Constitucionais da Administração Pública www.focusconcursos.com.br | 24 | ofensa ao princípio da impessoalidade. Questão 06) Julgue o item que se segue, acerca da administração pública. Na análise da moralidade administrativa, pressuposto de validade de todo ato da administração pública, é imprescindível avaliar a intenção do agente. Questão 07) Com relação à administração pública, julgue o item que se segue. Como um dos princípios da administração pública brasileira, a publicidade destina-se a garantir a transparência dos atos dos agentes públicos Questão 08) Julgue o item que se segue, a respeito de aspectos diversos relacionados ao direito administrativo. O núcleo do princípio da eficiência no direito administrativo é a procura da produtividade e economicidade, sendo este um dever constitucional da administração, que não poderá ser desrespeitado pelos agentes públicos, sob pena de responsabilização pelos seus atos. Questão 09) Acerca da administração pública e da organização dos poderes, julgue o item subsequente à luz da CF. O princípio da eficiência determina que a administração pública direta e indireta adote critérios necessários para a melhor utilização possível dos recursos públicos, evitando desperdícios e garantindo a maior rentabilidade social. Gabarito: 01 ERRADO 02 ERRADO 03 ERRADO 04 CERTO Direito Administrativo | Questões para treinar www.focusconcursos.com.br | 25 | 05 ERRADO 06 ERRADO 07 CERTO 08 CERTO 09 CERTO 4 Questões para treinar QUESTÃO 01 - Os princípios fundamentais informadores da Administração Pública encontram-se, implícita ou explicitamente, na Constituição Federal. Há um princípio que autoriza o controle, pela Administração, dos atos por ela praticados, sob os aspectos da legalidade e de mérito. Há outro princípio que diz que os bens não pertencem à Administração nem a seus agentes públicos, cabendo-lhes apenas a sua gestão, em benefício da coletividade. Trata-se dos seguintes princípios: a) presunção de legitimidade / supremacia do interesse público. b) supremacia do interesse público / autotutela. c) indisponibilidade / proporcionalidade. d) autotutela / indisponibilidade. e) supremacia do interesse público / indisponibilidade. QUESTÃO 02 - Sem ter sido aprovado em concurso público, um indivíduo foi contratado para exercer cargo em uma delegacia de polícia de determinado município, por ter contribuído na campanha política do agente contratante. Nessa situação hipotética, ocorreu, precipuamente, violação do princípio da a) supremacia do interesse público. b) impessoalidade. c) eficiência. d) publicidade. e) indisponibilidade. Direito Administrativo | Questões para treinar www.focusconcursos.com.br | 26 | QUESTÃO 03 - Secretário de justiça e direitos humanos de determinado estado da Federação que publicar uma portaria e, na semana seguinte, revogá-la, em nova publicação, terá praticado ato revogatório com base no princípio da a) indisponibilidade. b) moralidade. c) autotutela. d) eficiência. e) supremacia do interesse público. QUESTÃO 04 - Se um ministro de Estado, após editar e publicar ato administrativo que conceda benefícios aos servidores públicos, resolver anulá-lo, por entender ser o ato ilegal, esse ministro terá praticado conduta com base no princípio da a) autotutela. b) moralidade. c) indisponibilidade. d) supremacia do interesse público. QUESTÃO 05 - “Este princípio, juntamente com o de controle da Administração pelo Poder Judiciário, nasceu com o Estado de Direito e constitui uma das principais garantias de respeito aos direitos individuais. Isto porque a lei, ao mesmo tempo em que os define, estabelecetambém os limites da atuação administrativa que tenha por objeto a restrição ao exercício de tais direitos em benefício da coletividade. É aqui que melhor se enquadra aquela ideia de que, na relação administrativa, a vontade da Administração Pública é a que decorre da lei”. (DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 30.ed. rev., atual. E ampl. São Paulo: Forense, 2017, p.75). Esse excerto refere-se ao princípio da a) legalidade. b) impessoalidade. c) moralidade. Direito Administrativo | Questões para treinar www.focusconcursos.com.br | 27 | d) supremacia do Interesse Público. e) proporcionalidade QUESTÃO 06 - Em importante julgamento proferido pelo Supremo Tribunal Federal, considerou a Suprema Corte, em síntese, que no julgamento de impeachment do Presidente da República, todas as votações devem ser abertas, de modo a permitir maior transparência, controle dos representantes e legitimação do processo. Trata-se, especificamente, de observância ao princípio da a) publicidade. b) proporcionalidade restrita. c) supremacia do interesse privado. d) presunção de legitimidade. e) motivação QUESTÃO 07 - Considere a seguinte citação: Um problema subjacente ao denominado orçamento baseado em desempenho envolve o desafio da clareza. O termo é um dos muitos descritores diferentes (e o mais comum) utilizados para descrever a conexão entre informações sobre desempenho, por um lado, e recursos governamentais, por outro. Em alguns círculos, entretanto, esse termo passou a conotar a substituição da alocação ‘política’ de recursos por algum algoritmo mágico que aloca recursos com base nos dados sobre desempenho. (Hilton, RM e Joyce, PG. Informações sobre desempenho orçamentário em perspectiva histórica e comparativa. In: Administração Pública: coletânea. ENAP, Brasília: 2010, 382). O uso da palavra "desempenho" no trecho acima remete o leitor ao princípio constitucional da Administração pública da: a) Presunção de Legitimidade. b) Supremacia do Interesse Público. c) Impessoalidade. Direito Administrativo | Questões para treinar www.focusconcursos.com.br | 28 | d) Legalidade. e) Eficiência. QUESTÃO 08 - O posicionamento consagrado em Direito Administrativo de que é defeso ao Poder Judiciário apreciar o mérito do ato administrativo, cabendo-lhe examiná-lo apenas sob o aspecto da legalidade, decorre do princípio da: a) impessoalidade. b) proporcionalidade. c) supremacia do interesse público. d) separação de poderes. e) indisponibilidade. QUESTÃO 09 - Na Administração Pública, quanto à atuação administrativa, a revisão de ofício de atos ilegais e o reexame quanto ao mérito são integrantes do princípio da a) legalidade. b) indisponibilidade. c) supremacia do interesse público sobre o privado. d) autotutela. e) segurança jurídica. QUESTÃO 10 - O diretor-geral da polícia civil de determinado estado exarou um ato administrativo e, posteriormente, revogou-o, por entender ser inconveniente sua manutenção. Nessa situação hipotética, o princípio em que se fundamentou o ato de revogação foi o princípio da a) segurança jurídica. Direito Administrativo | Questões para treinar www.focusconcursos.com.br | 29 | b) especialidade. c) autotutela. d) supremacia do interesse público. e) publicidade. QUESTÃO 11 “Esse princípio acaba completando a ideia já analisada de que o administrador é um executor do ato, que serve de veículo de manifestação da vontade estatal e, portanto, as realizações administrativo-governamentais não são do agente político, mas da entidade pública em nome da qual atuou” (José Afonso da Silva). O autor, na conceituação supra, está tratando do princípio constitucional da Administração Pública denominado de princípio da a) eficiência b) identidade física do administrador. c) supremacia do interesse público. d) moralidade e) impessoalidade. QUESTÃO 12 - A Administração Pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos (Súmula STF 346). a Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial (Súmula STF 473). O princípio de que tratam as Súmulas acima é o princípio da a) legalidade. b) supremacia do interesse público. c) continuidade do serviço público. d) impessoalidade. Direito Administrativo | Questões para treinar www.focusconcursos.com.br | 30 | e) autotutela. QUESTÃO 13 - Com relação ao princípio que garante à administração pública a defesa da legalidade e eficiência dos respectivos atos, assinale a alternativa correta. a) Supremacia do interesse público. b) Legalidade. c) Finalidade. d) Presunção de legitimidade. e) Autotutela. QUESTÃO 14 - Sempre que em matéria administrativa se verificar que o comportamento da Administração ou do administrado que com ela se relaciona juridicamente, embora em consonância com a lei, ofende a moral, os bons costumes, as regras de boa administração, os princípios de justiça e de equidade, a ideia comum de honestidade, estará havendo ofensa a qual princípio do Direito Administrativo? a) Moralidade Administrativa. b) Autotutela. c) Razoabilidade e proporcionalidade. d) Motivação. e) Supremacia do interesse público. QUESTÃO 15 - Ao instituir novos critérios para a concessão de aposentadoria e pensões para os servidores públicos e dependentes de servidores públicos estaduais, o Governador do Estado Alfa estabeleceu regras de transição, abrangendo os servidores e pensionistas que ainda não haviam preenchido todos os requisitos legalmente estabelecidos para a concessão da aposentadoria e pensão. Sobre o tema, aponte o princípio do Direito Administrativo que rege o estabelecimento das regras de transição na concessão da aposentadoria e pensão. a) Princípio da proteção à confiança. Direito Administrativo | Questões para treinar www.focusconcursos.com.br | 31 | b) Princípio da autotutela. c) Princípio da indisponibilidade. d) Princípio da supremacia do interesse público. e) Princípio da precaução. QUESTÃO 16 - Leia texto a seguir. As atividades administrativas são desenvolvidas pelo Estado para benefício da coletividade. Mesmo quando age em vista de algum interesse estatal imediato, o fim último de sua atuação deve ser voltado para o atendimento das necessidades da coletividade. Se, no entanto, não estiver presente esse objetivo, a atuação estatal estará inquinada de desvio de finalidade. O texto refere-se ao princípio da Administração Pública da a) segurança jurídica. b) continuidade do serviço público. c) eficiência. d) supremacia do interesse público. e) dignidade da pessoa humana. QUESTÃO 17 - O indivíduo em si não é o destinatário da atividade administrativa, as sim o grupo social como um todo. Portanto, as relações sociais ensejam, em determinados momentos, um conflito de interesses, no qual o coletivo prevalece. Nessa situação, o princípio que proporciona tal possibilidade é o da a) mutabilidade. b) supremacia do interesse público. c) ambiguidade nula. d) anulabilidade dos atos administrativos. e) continuidade do serviço público de interesse coletivo Direito Administrativo | Questões para treinar www.focusconcursos.com.br | 32 | QUESTÃO 18 - Os princípios que regem a Administração Pública podem ser divididos em dois grupos: os expressos e os implícitos ou reconhecidos. A propósito desse assunto, assinale a alternativa que apresenta apenas princípios expressamente previstos na Constituição Federal de 1988 (CF). a) legalidade, moralidade, eficiência e continuidade dos serviços públicos b) legalidade, moralidade, impessoalidade, eficiência e supremacia do interessepúblico c) legalidade, moralidade, eficiência, continuidade dos serviços públicos e supremacia do interesse público d) legalidade, moralidade, impessoalidade, publicidade, proporcionalidade e autotutela e) legalidade, publicidade, moralidade, eficiência e impessoalidade. QUESTÃO 19 - Acerca dos servidores públicos, dos poderes da administração pública e do regime jurídico-administrativo, julgue o item que se segue. A supremacia do interesse público sobre o interesse particular, embora consista em um princípio implícito na Constituição Federal de 1988, possui a mesma força dos princípios que estão explícitos no referido texto, como o princípio da moralidade e o princípio da legalidade. ( ) Certo ( ) Errado QUESTÃO 20 - O regime jurídico administrativo é formado por princípios explícitos e implícitos. Oferecendo unidade a esse regime jurídico temos, como ponto de partida, o texto da Constituição Federal de 1988. São elementos do regime jurídico administrativo reconhecidos pela doutrina nacional e não positivados no texto constitucional a) a supremacia e a indisponibilidade do interesse público sobre o privado. Direito Administrativo | Questões para treinar www.focusconcursos.com.br | 33 | b) a presunção de inocência e a defesa do meio ambiente ecologicamente equilibrado. c) o in dubi pro reu e a soberania. d) o devido processo legal e a livre concorrência. QUESTÃO 21 - A respeito dos princípios da administração pública, assinale a opção correta. a) Em decorrência do princípio da autotutela, apenas o Poder Judiciário pode revogar atos administrativos. b) O princípio da indisponibilidade do interesse público e o princípio da supremacia do interesse público equivalem-se. c) Estão expressamente previstos na CF o princípio da moralidade e o da eficiência. d) O princípio da legalidade visa garantir a satisfação do interesse público. e) A exigência da transparência dos atos administrativos decorre do princípio da eficiência. QUESTÃO 22 - O regime jurídico-administrativo caracteriza-se por a) priorizar o interesse do governante sobre a vontade dos governados, em proteção às minorias. b) princípios específicos, como a supremacia e a indisponibilidade do interesse público. c) um conjunto de normas e princípios próprios de direito público e de direito privado, considerando que a Administração Pública também celebra contratos típicos de direito privado. d) estabelecer as prioridades da Administração Pública, de acordo com a plataforma política do eleito. Direito Administrativo | Questões para treinar www.focusconcursos.com.br | 34 | 4.1 Gabarito 01 D 17 B 02 B 18 E 03 C 19 C 04 A 20 A 05 A 21 C 06 A 22 B 07 E 08 D 09 D 10 C 11 E 12 E 13 E 14 A 15 A 16 D Caro aluno e aluna, finalizando por aqui nossa aula sobre os princípios administrativos, note que falamos sobre algumas breves conceituações acerca do que são princípios, definindo-os e compreendendo quais são os dois princípios que embasam todos os outros. Estudamos também os princípios do LIMPE, que você pode utilizar para elaborar um esquema que o permita associar e memorizar mais rapidamente. Aproveite então para fazer boas anotações sobre o conteúdo e não deixe de revisar o material! Mantenha- se firme nos estudos e siga comigo para a nossa próxima aula, onde vamos continuar falando sobre outros princípios administrativos. Faça uma breve pausa e volte logo! Estou em seu aguardo para o nosso próximo encontro! Direito Administrativo | Questões para treinar www.focusconcursos.com.br | 35 | VAMOS COMEÇAR!