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1 de 4gran.com.br
Compreensão e Interpretação
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS 
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO
• Compreensão se baseia em informações escritas ou pressupostas.
A informação pressuposta não está escrita, mas permite certeza a partir de relações 
lógicas entre ideias do texto, ou de aspectos gramaticais com implicações semânticas.
Quando se estuda campos semânticos, associações no campo lexical, há uma utilidade, 
que é começar a perceber no texto que essas associações vão dando ideias subentendidas, 
trazendo pressupostos lógicos.
−	 Exemplo 1: “Eu encontrei o livro”. Segundo esta pequena frase, quem a falou tinha 
perdido o livro. Isso é um pressuposto lógico.
−	 Exemplo 2: “Fulano estuda, mas se diverte”. Se no meio das duas orações “Fulano 
estuda” e “se diverte” é colocado o “mas”, está pressuposto que quem estuda não 
se diverte.
As palavras combinadas podem carregar outras ideias que não estão explícitas, mas 
subentendidas.
−	 Exemplo 3: “Eu não consegui dar o seu recado para Fulano”. 
Nessa frase há dois pressupostos: no primeiro, alguém pediu para dar recado; no segundo, 
a pessoa que não conseguiu dar o recado tentou dar o recado.
Exemplo com aspecto gramatical:
−	 “Os livros que te emprestei são raros.”
−	 “Os livros, que te emprestei, são raros”.
Há um aspecto gramatical na pontuação que carrega uma diferença de sentido. Sem 
vírgulas, na primeira frase, faz-se uma restrição. Ou seja, quer dizer que, nesse universo de 
livros, há alguns restritos: “os que eu te emprestei”. Esses, restritamente, são raros.
Já no texto entre vírgulas, na segunda frase, o trecho é explicativo. A frase explicativa 
carrega a ideia de universalização: “Os livros, que te emprestei, são raros.” Essa é uma 
implicação	no	significado	a	partir	de	uma	norma	gramatical	de	pontuação.
• Restrição: “parte” – “Emprestei alguns livros”;
• Explicação: “todos” (generalização) – “Emprestei todos os livros”.
As bancas, quando avaliam uma redação, observam se o candidato usou uma pontuação 
coerente, isto é, que produz o sentido que deixa o texto em harmonia, com relações lógicas. 
Exemplo ruim:
“O Brasil que lidera o BRICS inaugurou o PIX faz sete anos.”
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Compreensão e Interpretação
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS 
Essa frase sem vírgulas não tem lógica, uma vez que sem vírgulas faz-se uma restrição: 
um Brasil que lidera o BRICS inaugurou o PIX, e um outro Brasil que não lidera o BRICS não 
inaugurou o PIX.
Então, logicamente, nessa frase existe uma imposição gramatical para se colocar entre 
vírgulas, visto que só há um Brasil. Então, precisa ser:
“O Brasil, que lidera o BRICS, inaugurou o PIX faz sete anos.”
• Interpretação se baseia em possibilidades a partir de pistas presentes no texto. 
Trata-se	de	inferência:	depende	de	confirmação	que	pode	se	dar	ou	não	na	realidade.	
Na inferência, lançamos mão de experiência e conhecimento prévios à leitura daquele 
texto.
VOCABULÁRIO NO ENUNCIADO DAS QUESTÕESVOCABULÁRIO NO ENUNCIADO DAS QUESTÕES
INFORMAÇÃO NO TEXTO VOCABULÁRIO NA QUESTÃO
escrita ou pressuposta (certeza)
afirmar,	dizer,	relatar,	mostrar,	evidenciar,	
de acordo com o texto..., segundo o texto...
suspeita, possibilidade
inferir, depreender, aludir, concluir, sugerir, 
deduzir, a partir do texto...
De acordo com o humanismo, as experiências ocorrem dentro de nós e devemos 
encontrar em nosso interior o sentido de tudo o que acontece, impregnando desse modo 
o	universo	de	significado.	Os	dataístas	acreditam	que	experiências	não	têm	valor	se	não	
forem compartilhadas e que não precisamos — na verdade não podemos — encontrar 
significado	em	nosso	interior.	Só	precisamos	gravar	e	conectar	nossa	experiência	ao	grande	
fluxo	de	dados,	e	os	algoritmos	vão	descobrir	seu	significado	e	nos	dizer	o	que	fazer.
À pergunta “o que faz os humanos serem superiores aos outros animais?” o dataísmo 
apresenta uma resposta inédita e simples. Em si mesmas, as experiências humanas não 
são superiores às dos lobos ou elefantes. Cada bit de dados é tão bom num caso como no 
outro. Contudo, um humano pode escrever um poema sobre sua experiência e postá-lo 
online, enriquecendo com isso o sistema global de processamento de dados. Isso confere 
valor aos seus bits. Um lobo não é capaz de fazer isso. Daí que todas as experiências do lobo 
— por mais profundas e complexas que possam ser — resultam inúteis. Não é de admirar 
que nos ocupemos tanto em converter nossas experiências em dados. Não é uma questão 
de tendência ou moda. É uma questão de sobrevivência. Temos de provar a nós mesmos e 
ao sistema que ainda temos valor. E o valor reside não em ter tido experiências, e sim em 
fazer	delas	um	fluxo	livre	de	dados.
HARARI, Yuval Noah. Homo Deus: uma breve história do amanhã. Paulo Geiger (Trad.). 1ª ed. 
São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 389 (com adaptações).
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Compreensão e Interpretação
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS 
01. (CEBRASPE/TCU) Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, 
julgue o seguinte item. 
Depreende-se do modo como o autor se posiciona no texto que ele é um crítico do humanismo.
“Depreende-se” quer dizer aquilo que é possível, que não é preciso ter certeza. Observando 
o modo como o autor se posiciona, pode-se depreender ou deduzir que ele é um crítico do 
humanismo? É uma possibilidade do texto. 
No entanto, o que o autor faz é trazer uma comparação entre os dois pontos de vista, como 
o	humanismo	pensa	e	como	o	dataísmo	pensa.	Quando	ele	afirma	que	o	humanismo	é	inútil,	
apenas reproduz o pensamento dataísta; não é um julgamento do autor. Sendo assim, não 
se pode deduzir que ele é crítico do humanismo.
02. (CEBRASPE/TCU) Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, 
julgue o seguinte item.
Deduz-se da leitura do texto que a complexidade e a profundidade das experiências humanas 
ou de outro animal são indiferentes no dataísmo.
“Deduz-se”,	“depreende-se”,	“infere-se”	—	significam	possibilidade.
É necessário lembrar que o dataísmo foi apresentado no texto do Noah Harari com a visão 
de que o que dá valor para a experiência é o fato de poder publicar, compartilhar, e isso 
enriquecer o Sistema Global de Processamento de Dados. Então, o grande foco do dataísmo 
é a possibilidade de compartilhar e enriquecer o processamento de bits com a experiência 
compartilhada. Não é questão de se ter experiência profunda, ou mais complexa, mas de 
poder trazer isso para o compartilhamento. 
03. (CEBRASPE/TCU) Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, 
julgue o seguinte item.
Conclui-se da leitura do texto que, de acordo com o dataísmo, a superioridade dos humanos 
sobre os animais está na possibilidade de os primeiros enriquecerem o Sistema Global De 
Processamento de Dados.
“Conclui-se…” — é um vocabulário sobre as possibilidades, não sobre a certeza.
A	certeza	é	quando	se	fala	o	que	se	pode	afirmar,	aquilo	é	evidente,	o	que	se	pode	dizer.
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Compreensão e Interpretação
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS 
04. (CEBRASPE/TCU) Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, 
julgue o seguinte item.
Entende-se da leitura do texto que o dataísmo nega o caráter subjetivo das experiências 
humanas postulado pelo humanismo.
De acordo com o humanismo, as experiências ocorrem dentro de cada pessoa, e o que se 
deve encontrar no interior é subjetivo.
Já os dadaístas, segundo o texto, acreditam no inverso disso. Eles acreditam que a experiência 
não tem valor se não for compartilhada, algo objetivo.
Então,	o	dataísmo	nega	o	caráter	subjetivo.	Ele	acredita	que	o	significado	está	presente	
quando se compartilha algo, se coloca para a coletividade.
GABARITO
01. E
02. C
03. C
04. C
� �Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aulapreparada e ministrada pelo professor Márcio Wesley.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura 
exclusiva deste material.
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